Para se redimir por ter ajudado a destruir o ecossistema, ex-carvoeiro planta 187 milhões de árvores

Ele trabalhou para a indústria do carvão, destruindo o ecossistema de uma das florestas mais biodiversas do mundo. Em 2003, entretanto, resolveu pôr fim a esse ciclo e não só deixou o emprego como também passou a trabalhar para desfazer todo o mal que causou ao ecossistema.

REDAÇÃO CONTI outra

A cordilheira dos Apalaches são um conjunto de montanhas localizadas na porção leste da América do Norte, com extensão aproximada de 2.400 km e altitude média de 1000 metros. Atualmente, a cordilheira é mais conhecida como “país do carvão”, devido à intensa e nociva prática de extração de minério no local. Mas os Montes Apalaches também possuem uma das florestas mais ricas e com maior biodiversidade do mundo.

Além das montanhas com populações ricas de mexilhões de água doce, a cordilheira ainda tem um corredor para aves migratórias e diversas espécies de salamandras. Ficam lá, dois dos maiores parques ecológicos dos Estados Unidos, o Shenandoah e o Great Smoky Mountains, ambos no território do Tenesse.

No entanto, a cordilheira também tem um sombrio histórico de décadas de práticas tóxicas de mineração de carvão, como remoção de montanhas, explosões e escavações de túneis, que causaram danos quase irreparáveis aos ecossistemas locais, deixando centenas de colinas áridas e carecas.

Essas situações marcaram a vida e a carreira de Patrick Angel, que trabalhou por anos como regulador na indústria do carvão. Em 2003, entretanto, ele resolveu pôr fim a esse ciclo e não só deixou o emprego como também passou a trabalhar para desfazer todo o mal que causou ao ecossistema.

Agora com 70 anos, Angel tornou-se criador de ovelhas, pai de cinco filhos e líder de uma intensa campanha para devolver o verde para o “país do carvão”. Criada pelo ex-carvoeiro no ano de 2002, a “Iniciativa Regional de Reflorestamento dos Apalaches” já foi responsável por plantar 187 milhões de árvores em mais de 275.000 acres de antigas minas de carvão.

Além disso, a iniciativa ainda oferece a mineradores desempregados a chance de se redimir com o meio ambiente pelos danos muitos danos ecológicos que eles ajudaram a causar.
Mas a missão de reflorestamento de Angel não foi nada fácil, afinal o plantio de árvores é muito menos lucrativo que a mineração – e igualmente trabalhoso.

“Por que alguém que já ganhou US $ 60.000 ou mesmo US $ 100.000 por ano se esforçaria ainda mais em um emprego que paga uma fração desse salário e sem segurança no emprego?” perguntou um morador do Kentucky, ex-contratado pelo programa de empregos criado pela iniciativa de Angel, o Green Forests Work .

Como as regulamentações de carvão da era Obama tornaram quase ilegal fechar uma mina sem reflorestar a área, o lento trabalho de reflorestamento continua sem a ajuda de grandes grupos ambientalistas ou grandes financiamentos.

Em vez disso, o trabalho está sendo continuado pelo suor da população das montanhas da Virgínia Ocidental e Kentucky, que entendem a beleza e a importância de suas florestas.

***

Redação CONTI outra. Com informações de https://www.goodnewsnetwork.org/
Photo by Appalachian Regional Reforestation Initiative

Precisa de ajuda? Conheça a nossa orientação psicológica.


COMPARTILHE

COMENTÁRIOS




REDAÇÃO CONTI outra
As publicações do CONTI outra são desenvolvidas e selecionadas tendo em vista o conteúdo, a delicadeza e a simplicidade na transmissão das informações. Objetivamos a promoção de verdadeiras reflexões e o despertar de sentimentos.