No fundo, tudo o que a gente quer é encontrar alguém que se comprometa

No fundo, tudo o que a gente quer é encontrar alguém que se comprometa

Em tempos de louvor ao sexo casual, essa invenção maravilhosa para juntar a gente com outra gente que naquele momento só quer isso mesmo, unir boca, pele e corpo numa dança sem compromisso, durante a qual partilha-se a urgência do desejo e atende-se o apetite físico, almejar o prazer da intimidade parece ser um sonho extremamente ambicioso.

Um bom encontro sexual entre duas pessoas depende apenas de que aconteça uma conexão química, tipo fogo sobre um campo de trigo que não vê chuva há meses. O incêndio é rápido, toma tudo, invade os espaços, queima, produz calor. Depois, de alguns minutos, ou horas (se tivermos bastante sorte), ele apaga. Deixa-nos apaziguados, indolentes, soltos.

A necessidade de sexo nos acompanha desde que ainda nem sabíamos nada de nada dessa vida e de nossas intrincadas relações com o outro. O tom afetivo de nossos pais, desde os nossos primeiros dias de vida, vai contribuir para nossa modulação emotiva e sexual. O nosso comportamento erótico, enquanto adultos, teve sua estrutura estabelecida em nossos primeiros anos de vida; e, é isso que vai configurar a nossa sexualidade.

Ainda bem pequenos, começamos a explorar o universo das sensações a partir do nosso corpo. Nossas primeiras experiências de prazer estão intimamente ligadas ao toque, ao cheiro, ao gosto, aos estímulos visuais e auditivos. É dessas experimentações que nasce o nosso comportamento sexual, nossas preferências nosso diálogo com as fontes de prazer.

Aqueles que cuidaram de nós lá atrás tiveram um papel fundamental e básico na constituição das formas de nos relacionarmos. A depender do vínculo que se estabeleceu, seremos mais ou menos sensíveis e receptivos aos toques, mais ou menos disponíveis para nos entregar e acolher, mais ou menos confortáveis em relação às nossas necessidades de afeto e prazer.

O aprendizado afetivo na infância define a origem da nossa capacidade de amar, quer sejam amores passageiros, temporários ou para a vida inteira. E, acredite, mesmo quando nos dispomos a um encontro de sexo casual, pode haver amor ali. Não se trata desse amor estereotipado que cabe em expressões absolutamente vazias do tipo “eternos namorados”.

Amor depende da disposição de despir-se de relacionamentos idealizados, para acomodar na pele e no peito algo de bonito que pode vir da partilha do nosso corpo, alma e sonhos, com alguém igualmente disposto a partilhar. Amor pode ser essa maravilhosa sensação de estar voltando para casa, depois de uma eternidade perambulando por aí. Amor pode ser a percepção de que aquele toque, em especial, era tudo o que precisávamos para nos reconectar de volta.

Descobrir uma conexão erótica e afetiva com alguém é uma experiência das mais avassaladoras. De repente, o som daquela voz nos tira do eixo das coisas desimportantes e nos lança num mundo cheio de horinhas descuidadas nas quais nos surpreendemos a sorrir absolutamente à toa. De repente, um riso que se mistura com o outro, é mais perfeita música que poderíamos ouvir para nos levar a um lugar de afetos que libertam, aquecem e curam. Sexo, apenas ele, já é uma espécie de comunhão. Sexo, com intimidade e afeto é dessas coisas que nos fazem acreditar na beleza inquestionável de estarmos vivos.

8 filmes surpreendentemente belos e que falam de amores reais

8 filmes surpreendentemente belos e que falam de amores reais

Às vezes, a vida real é a melhor inspiração para o cinema quando o tema é amor. Romances incríveis aconteceram na vida de muitas pessoas e alguns acabaram virando filmes.

Pensando nessas histórias de amor surpreendentes, elaborei uma lista com oito filmes baseados em amores da vida real.

Então, que tal conhecermos mais sobre esses filmes românticos e biográficos e as pessoas especiais que os inspiraram?

1._ No Amor e na Guerra

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O filme: Ernest Hemingway (Chris O’Donnell) é o responsável por dirigir uma ambulância na Primeira Guerra Mundial. Durante o combate ele é gravemente ferido, sendo transferido para um hospital onde ganha cuidados da bela enfermeira Agnes (Sandra Bullock), por quem se apaixona.

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Na vida real: Durante a guerra o escritor Hemingway, que trabalhava como motorista de uma ambulância, foi atingido por estilhaços de uma bomba e internado em um hospital de Milão, onde apaixonou-se pela enfermeira Agnes von Kurowsky. Hemingway tinha apenas 18 anos, e Agnes, 26.  Sua experiência na guerra foi contada no livro “Adeus às Armas”, lançado em 1929. No livro de Hemingway, Agnes inspirou a criação da heroína Catherine Barkley. Após o fim da guerra, com o retorno de Hemingway para os Estados Unidos, Agnes escreveu-lhe uma carta terminando o relacionamento e pondo fim aos planos de se casarem, pois estava envolvida com um oficial italiano.

2._ Johnny & June

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O filme: A história do cantor Johnny Cash é contada desde sua juventude em uma fazenda de algodão até o início do sucesso em Memphis, onde gravou com Elvis Presley, Johnny Lee Lewis e Carl Perkins. Sua personalidade marginal e a infância tumultuada fazem com que Johnny entre em um caminho de autodestruição, do qual apenas June Carter, o grande amor de sua vida, pode salvá-lo.

Também temos: 10 filmes com finais inesperados que te surpreenderão 

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Na vida real:  Johnny e June formaram um casal que encantava pela sincronia e pela intimidade dentro e fora do palco. Ele foi um dos protagonistas do Rockabilly e fez parcerias com cantores como Carl Perkins, Eric Clapton, Elvis Presley e outras lendas do Rock. Johnny se envolveu com drogas e encontrou no amor de June a força para enfrentar o vício.  Foram 35 anos de casamento e parceria. June faleceu um pouco antes do início das filmagens do filme “Johnny e June” e Johnny faleceu quatro meses depois.

3._ Comer, Rezar, Amar

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O filme: Elizabeth é uma escritora de sucesso que, de repente, percebe que não está vivendo a vida que sempre sonhou. Ela decide largar tudo e viajar ao redor do mundo para se conhecer. Na Itália, ela se delicia com a gastronomia, na Índia ela se dedica ao seu lado espiritual e em Bali ela encontra seu verdadeiro amor.

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Na vida real: O filme é baseado em uma autobiografia escrita por Elizabeth Gilbert. O livro foi escrito em um estilo altamente íntimo, o que torna possível notar que o amor entre Elizabeth e José (no filme seu nome é Felipe) é muito parecido com aquele que foi retratado no filme “Comer, Rezar e Amar”. No filme Elisabeth e José não se casam, mas na vida real eles se casaram e divorciaram. Elizabeth continua escrevendo seus livros.

4._ Como se fosse a primeira vez

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O filme: Henry Roth é um veterinário paquerador, que vive no Havaí e é famoso pelo grande número de turistas que conquista. Seu novo alvo é Lucy Whitmore, que mora no local e por quem Henry se apaixona perdidamente. Porém há um problema: Lucy sofre de falta de memória de curto prazo, o que faz com que ela rapidamente se esqueça de fatos que acabaram de acontecer. Com isso Henry é obrigado a conquistá-la, dia após dia, para ficar ao seu lado.

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Na vida real: A personagem de Lucy foi inspirada na americana Michelle Philpotts, que sofre de uma forma rara de amnésia: depois de uma série de incidentes, o tempo parou para ela e por mais de vinte anos ela vive em 1994. Seu marido conta para ela, todas as manhãs, que eles são casados, mostrando fotos e notas que registram os acontecimentos mais importantes da vida dos dois. A diferença em relação ao filme se dá pelo fato de que na vida real o casal se conheceu antes do acidente. O marido de Michelle cola pequenas notas na geladeira lembrando os eventos importantes que aconteceram na vida do casal desde 1994.

5._ A Massai Branca

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O filme: Uma empresária suíça comprometida passa férias no Quênia. Um guerreiro da tribo Massai torna-se seu guia. No continente selvagem os dois vivem uma arrebatadora paixão, que transpõe a barreira da língua, da má alimentação e das doenças. Um filme inspirado na autobiografia “A Massai Branca” que conta, com delicadeza e bom humor, uma tocante história de amor.

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Na vida real: A história de Corinne Hofmann, foi descrita em seu livro autobiográfico “A Massai Branca” que serviu de base para a composição do filme. Corinne encontrou seu amor queniano, Lketinga Leparmoriyoin, em 1986, durante uma viagem ao Quênia com o namorado. Ela terminou com o namorado, vendeu seu negócio na Suíça, e se casou com seu novo amor em 1988. Em seguida, ela experimentou uma série de problemas: não só com doenças perigosas, mas também relacionados às diferenças culturais do marido – Lketinga era um homem muito ciumento e duvidava da fidelidade de Corinne. Mesmo amando muito o marido, depois de alguns anos ela decidiu voltar para a Europa.

6._Para Sempre

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O filme: Paige e Leo iam comemorar o quarto aniversário de casamento quando acabam sofrendo um acidente de carro e Paige fica em coma. Seu retorno à consciência é marcado por uma sensação de perda: ela não reconhece seu marido e não se lembra de seu relacionamento. Então Leo decide conquistar o coração de Paige novamente.

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Na vida real: Um casal chamado Krickitt e Kim Carpenter serviu como inspiração para Paige e Leo. A amnésia causada por um acidente de carro apagou as memórias dos últimos quinze anos da vida de Krickitt. Isto incluiu a época em que se conheceram e que se casaram. Kim não desistiu e ficou ao lado de sua esposa, mesmo quando ele percebeu que ela não o amava como antes. Com o tempo Krickitt se apaixonou novamente pelo marido. Mais tarde, Kim Carpenter escreveu um livro chamado “Para Sempre”, que se tornou base para a composição do filme. Atualmente Krickitt e Kim continuam casados e têm dois filhos juntos.

7._Antes do Amanhecer

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O filme: Jesse (Ethan Hawke), um jovem americano, e Celine (Julie Delpy), uma estudante francesa, se encontram casualmente no trem para Viena e logo começam a conversar. Ele a convence a desembarcar em Viena e gradativamente vão se envolvendo em uma paixão crescente. Mas existe uma verdade inevitável: no dia seguinte ela irá para Paris e ele voltará ao Estados Unidos. Com isso, resta aos dois apaixonados aproveitar o máximo o pouco tempo que lhes resta.

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Na vida real: O filme “Antes do Amanhecer” foi filmado tendo como base o encontro real entre o diretor Richard Linklater e uma jovem chamada Amy Lehrhaupt no ano 1989. Os dois se conheceram em uma loja de brinquedos na Filadélfia, quando ele tinha vinte e nove anos e ela vinte e um, e resolveram passar uma noite juntos, assim como o casal do filme. Linklater relatou ter dito a Amy, a moça que o inspirou durante horas de conversa, que faria um filme sobre o encontro que tiveram. Com a estreia do filme ele tinha esperança de reencontrar Amy, algo que não aconteceu, infelizmente, pelo fato de meses antes do início das filmagens de “Antes do amanhecer” ela ter sofrido um acidente de moto, aos vinte e cinco anos, e falecido. Foto acima: Amy Lehrhaupt.

8._W.E. – O romance do século

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O filme: Anos 30. O Duque de Windsor, Eduardo VIII (James d’Arcy), é o primeiro na lista de sucessão da coroa britânica. Ele conhece e se apaixona por Wallis Simpson (Andrea Riseborough), uma americana casada. Quando Eduardo assume o trono passa a sofrer pressão para que não se case com Wallis, devido ao fato dela não ser inglesa e ter dois divórcios no currículo. Para ficar com seu grande amor, ele renuncia ao trono, que passa a ser ocupado por seu irmão Bertie (Laurence Fox). Em 1998, Wally Winthrop (Abbie Cornish) é obcecada pela história de amor entre Eduardo e Wallis. Ela trabalha na preparação de um grande leilão de objetos do casal e costuma fantasiar como seria a vida deles. Entretanto, na vida real Wally enfrenta vários problemas no casamento com William (Richard Coyle).

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Na vida real: Após reinar por menos de um ano, Eduardo VIII tornou-se o primeiro monarca inglês a abdicar voluntariamente do trono. Preferiu abdicar após o governo britânico, a opinião pública e a Igreja Anglicana terem condenado sua decisão de casar-se com Wallis. “Considerei impossível carregar tão grave responsabilidade e desempenhar os deveres de rei, como gostaria, sem a ajuda e o apoio da mulher que amo”, explicou ele em uma declaração pela rádio. Em 1945, o casal retornou a Paris. Eduardo fez bem poucas visitas à Inglaterra até sua morte no ano 1972. Em 1986, morreu Wallis, e seu corpo foi enterrado ao lado do marido em Windsor.

***

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Curtindo a Vida Adoidado – 30 anos

Curtindo a Vida Adoidado – 30 anos
FERRIS BUELLER'S DAY OFF, Matthew Broderick, Mia Sara, Alan Ruck, 1986 FILM STILL

Dirigido, escrito e produzido por um dos maiores ícones de uma geração, John HughesCurtindo a Vida Adoidado completa 30 anos de existência em 11 de junho de 2016. Clássico pulsante da Sessão da Tarde, o longa protagonizado por Matthew Broderick era a máxima de grande parte dos adolescentes na década de 80 e 90 – o simples desejo de matar aula e viver experiências inesquecíveis. Quem nunca orquestrou o plano perfeito para ficar em casa em pleno dia de semana? Aquilo que pode ser considerado uma falha de caráter, na verdade, era um resumido apelo e também um convite para curtir a vida.

Hughes criticou o modelo datado e rotineiro do qual caminhamos em nossas vidas. Cheios até o pescoço das responsabilidades e pressões sociais, esquecemos muitas vezes a graça que é partilhar momentos únicos. Ferris Bueller curtiu a vida adoidado num único dia e carregou nos braços e sorrisos jovens espalhados mundo afora. É mais do que um filme de entretenimento. O roteiro mescla crítica e intensos goles esperançosos. Dialogando com todos os públicos, a produção ainda permanece no imaginário e no coração. Uma narrativa celebradada ano após ano. Twist and Shout dos Beatles virou um hino por causa de Ferris. Para quem ainda desconfia da capacidade da sétima em trazer ao espectador educação, sentimentos e sonhos, Curtindo a Vida Adoidado é o remédio certo para a desconstrução dessas barreiras.

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Poderia escrever inúmeras linhas para salientar a importância do filme, mas quer saber?

“A vida passa muito rápido, e se você não curtir de vez em quando, a vida passa e você nem vê.” (Bueller, Ferris)

É preciso deixar ir o que não te serve mais

É preciso deixar ir o que não te serve mais

Imagem: Igor Salcov/shutterstock

Quantas vezes nos apegamos a sentimentos antigos? Quantas vezes nos culpamos por algum fato no passado? Quantas vezes não aceitamos o que está acontecendo neste momento? Quantas vezes sonhamos com um futuro diferente? Quantas vezes tentamos fugir de tudo que está à nossa volta?

Imagine que você tem um armário do tamanho do seu quarto, que esse armário lhe pertence desde que você se conhece por gente e que você tem a liberdade de guardar qualquer coisa e também de retirar qualquer coisa dele.

Imagine que o tempo foi passando e você foi guardando tudo lá: o que era bom, o que lhe servia, o que era importante, o que você ganhou, o que você passou, suas vitórias, suas descobertas, os seus gostos. Você também guardou o que fez sofrer, o que era ruim, o que não lhe servia, o que não era importante, o que você perdeu, o que você não gostou, suas derrotas, suas tristezas e suas preocupações.

Imagine que você foi guardando tudo sem uma organização e sem analisar se o que você guardava era realmente necessário, ou se isso hoje ainda seria útil a você. Que, por alguma razão, você guardou tudo o que o deixa triste nas primeiras prateleiras, na porta do armário ou em outro lugar fácil de lembrar. Você simplesmente não sabia que poderia organizar e, de certa forma, como gerenciar o seu armário, você só fazia o que foi lhe ensinado e o que viu todos fazendo, por repetição.

Ao saber que você é a única pessoa capaz de mexer em seu próprio armário, o que você poderia fazer?

Você pode entrar ali e olhar com compaixão, pode organizar tudo que está guardado, pode limpar, jogar fora o que não é mais útil — o que não cabe mais em você, na sua vida. Não é bom esconder tudo em um armário onde não está cabendo mais nada.

Ao longo da nossa vida, nós guardamos várias recordações, vários sentimentos, vários conceitos ou preconceitos, várias máscaras, vários “Eus”, vários gostos, várias histórias, várias mágoas, várias alegrias e várias tristezas em nossa mente. Nossa mente é rondada por esses pensamentos, sentimentos e sensações em todos os momentos. Qualquer acontecimento pode desencadear uma série de memórias ligadas ao nosso passado.

Para que hoje possamos ser livres do que nos aconteceu em outros tempos, é necessário deixar ir pensamentos, emoções e sentimentos. Não que tenhamos que procurar o prazer e fugir da dor, mas sim que possamos viver baseados no que está acontecendo no momento e não no que acontece agora em comparação ao nosso passado.

O PASSADO JÁ SERVIU AO SEU MOMENTO. É PRECISO DEIXAR IR EMBORA, SOLTAR-SE DISSO, DESPRENDER-SE.

É necessário deixar ir o que prende, o que o assusta, o que entristece, o que angustia e aceitar o que o momento está te trazendo. É preciso deixar ir o que não serve mais.

Tome consciência disso e deixe ir aquela pessoa, aquele conflito, aquela angústia, aquele vício, aquele prazer, aquele conforto, aquela estabilidade, aquela mágoa, aquela certeza, aquele falso você, aquele quem você já foi um dia.

Assim, você vai se descobrindo, criando-se e remoldando a sua verdadeira essência.

Diga a si mesmo que é preciso encerrar um ciclo para estar livre para um outro; que o que passou jamais voltará; que, a cada momento, tudo está mudando e que você não tem o controle. Que certas coisas não cabem mais na vida da pessoa que você é hoje e que é necessário soltar. Essa é a real mudança, de dentro para fora.

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo — nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. 

Pratique o Desapego, de Fernando Pessoa.

A beleza exótica das pessoas com sardas

A beleza exótica das pessoas com sardas

A beleza exótica das pessoas com sardas foi bem retratada pelo fotógrafo inglês Brock Elbank em seu projeto Freckles, que, em português, significa “sardas”.

Quando Elbank morava em Sydney, na Austrália, ele se encontrou com John, filho de seu amigo Eddie, durante um jogo de futebol. Elbank pediu permissão a John para tirar um retrato, fascinado que ficou pelas sardas do garoto. Foi dessa primeira foto que nasceu a ideia de fazer uma série.

O projeto Freckles foi iniciado em meados de 2015. Desde então, Elbank já fotografou mais de 90 pessoas com sardas, todas elas personalidades distintas com algo em comum. O fotógrafo pretende coletar, ao todo, 150 retratos até o início de 2017, quando ele planeja organizar uma festa de celebração do fim do projeto.

Enquanto trabalhava com seus personagens sardentos, Elbank ouviu muitas histórias sobre como eles odiavam suas sardas na infância. Esse déficit na autoestima é uma sequela do bullying sofrido no colégio. Algumas das garotas que ele fotografou escondiam suas sardas com maquiagem, tamanha era a vergonha que sentiam ao ouvirem os comentários depreciativos de seus colegas sobre sua aparência incomum. Talvez fosse inveja, talvez fosse admiração ocultada na inveja.

Em entrevista para o Buzzfeed, Elbank comentou:

“Eu sempre adorei sardas. O que eu achei interessante sobre os caracteres individuais que tive a sorte de fotografar foi que muitas dessas pessoas lutam contra as próprias sardas e odeiam-nas até hoje.”

Essa insatisfação gritante chocou o fotógrafo, para quem o perfil dos sardentos é espetacularmente apaixonante. Nota-se que ele tem um bom gosto.

Sempre que viaja pelo metrô de Londres, Elbank se depara com dezenas de indivíduos que gostaria de fotografar, sejam eles sardentos ou não. Para ele, as pessoas em geral são o tema fotográfico mais fascinante que se pode encontrar.

Sobre o processo produtivo, Elbank diz que é simples. Ele não usa truques secretos nem técnicas especiais para tirar suas fotografias, e afirma que leva de quatro a cinco horas para finalizar cada uma delas.

O projeto fotográfico Freckles externaliza um atributo estético específico de pessoas que, muitas vezes, não estão totalmente cientes de como sua beleza é rara, estonteante e diversificada.

Apesar de muitos odiarem suas próprias sardas, outros as consideram um privilégio proporcionado pela genética.

Elbank espera que essa série de fotografias inspire pessoas com sardas a se sentirem mais confortáveis com suas marcas que as tornam tão especiais.

Cada uma das pessoas sardentas retratadas por Elbank possui, em si, uma espécie de selvageria, tanto no olhar como no semblante em geral. Algumas expressam soberba e agressividade, outras, calma e pacificidade, mas todas elas parecem intensas e brilham como se estivessem sob influência de magia. Veja os retratos:

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*Instagram e Facebook de Brock Elbank

Feliz é o amor que deixa saudades

Feliz é o amor que deixa saudades

Porque aquele que recebe todos os dias as maiores orações para ser esquecido, este ainda carrega feridas abertas e uma boa dose de dor.

O amor que deixa saudades é o que já passou pela prova do desapego e do tempo. O que invoca somente os momentos felizes, que conseguiu perdoar e ser perdoado. Esse amor foi feliz enquanto foi amor. E depois pode ter virado amor de outro amor, mas se eternizou nas lembranças e no tempo.

Enquanto a gente se esforça para banir um amor, nada é saudade e toda memória é sacrifício. Esse amor entra na conta do “não valeu”, como nos jogos de criança.

Sem saudade nenhum amor foi de verdade. O esforço que vale não é o de esquecer, de repelir lembranças nem distorcer o tempo passado. O esforço que vale é analisar, torcer e espremer até entender que não foi um amor. Caso contrário, deixaria as saudades. Seria digno de um momento de lembrança, um risinho no canto da boca, um cheiro, um sabor, um calor.

A morte leva os amores mas deixa as saudades. A vida faz o mesmo. A diferença entre as duas é a nossa participação. Enquanto a primeira dispensa, esta outra vai deixando a gente escolher e ser escolhido. Pegar e largar. Manter ou perder.

Mas se por um mínimo instante da vida o amor esteve presente, a saudade vai confirmar um dia.

Saudade não dói. O que dói é a ideia da separação de um amor. Mas tantas vezes é preciso… tantas outras é inevitável…

A saudade aparece para nos da enorme capacidade de amar, dos momentos mais vividos, ainda valendo ou não na contagem, mas preservados, etiquetados e arquivados, ao alcance das mãos da saudade. E quando ela puxa um deles, nos mostra satisfeita que foi um amor feliz.

Cuidado! Tem gente usando a crise para levar seus sonhos embora.

Cuidado! Tem gente usando a crise para levar seus sonhos embora.

Se a gente deixa, eles usam a crise como a desculpa perfeita. Prendem as nossas mãos, amarram os nossos pés, fecham a nossa boca e abrem a jaula dos nossos medos.

Mal a gente percebe, atiçam nossas inseguranças contra nós mesmos, até elas rosnarem feito cachorros loucos, babando raiva em nossa cara.

Porque a gente deixa, eles levam todos os nossos sonhos embora e os usam para fazer sabão.

Nos governos, uns aumentam os impostos que o povo paga, outros reajustam os próprios salários para cima.

E a gente deixa.

Nas ruas tem os que agridem, os que roubam, os que matam. E todos põem a culpa na crise.

Nas empresas, uns são demitidos e outros não. Mas os que ficam aceitam a condição de trabalhar por dez.

Só porque a gente deixa.

Deixa porque a crise quando se instala no coração da gente faz estrago. Faz de nós máquinas de sentir medo e moer sonhos.

Então a gente deixa. Deixa e aceita o emprego que nos escraviza e que mal paga as nossas contas.

Por medo, a gente aceita ganhar mal, comer mal, dormir mal, amar mal, viver mal porque “antes assim…”

A gente aceita qualquer desculpa fácil, cínica e vil para uns pagarem menos e outros trabalharem mais. A gente aceita e deixa.

Deixa porque tem medo.
Deixa porque não quer perder.
Deixa porque mal percebe que já perdeu.

A gente deixa. A gente deixa.

6 hábitos que limitam nossa capacidade de raciocínio

6 hábitos que limitam nossa capacidade de raciocínio

Nosso cérebro é como um processador de computador: sua memória é limitada, tem uma capacidade esgotável de armazenamento e recursos específicos que podem ser utilizados em um determinado período de tempo.

O mar de distração que nos rodeia impede que nos concentremos plenamente em uma só atividade pelo tempo devido, já que qualquer tarefa concorrente ocupa mais espaço em nossa capacidade de concentração, foco, resolução de problemas e para ser criativos. Como consequência desse déficit nas habilidades cognitivas, o funcionamento do raciocínio é consideravelmente comprometido.

Embora existam incontáveis atividades secundárias que entram em competição com aquelas que realmente exigem nosso tempo prático e prioridade, grande parte dessas tarefas são frívolas, ou seja, não têm um impacto significativo sobre nosso potencial de agir e pensar. No entanto, elas interferem no nosso pensamento, simplesmente o retardando quando precisamos de velocidade na tomada de decisões.

A maioria de nós pode fazer uma lição de casa, um trabalho de faculdade ou executar determinados projetos ouvindo música, comendo ou conversando paralelamente com outras pessoas, por exemplo. Mas alguns hábitos psicológicos consomem enormes quantidades de recursos intelectuais que diminuem a eficácia de nosso raciocínio.

Poucas pessoas estão cientes de que esses hábitos podem ser prejudiciais, ou nem se importam com isso, porque eles não são suscetíveis de interromper o que estão fazendo ou fazem. Mas esses hábitos incutem um efeito adutivo e, de certa forma, alienante, e podem sim atrapalhar a realização de tarefas simples ou complexas. Alguns desses hábitos são:

1. Ruminação

O hábito de repetir eventos ou pensamentos perturbadores, frustrantes e angustiantes pode estimular a consecução de emoções negativas, e potencializar atitudes autodestrutivas. O ciclo vicioso provocado pela ruminação prende nossa psique em uma armadilha perigosa. Essas desordens psicológicas consecutivas afetam severamente os recursos intelectuais, bem como nossa saúde mental e física.

2. Culpa 

A culpa tem sua origem eventual em questões mal resolvidas do passado. Mágoa e ressentimento acumulados são como o câncer: crescem a cada dia e podem nos destruir física e emocionalmente. É claro que todos nós nos sentimos culpados de tempos em tempos e, quando o fazemos, pedimos desculpas ou agimos para resolver uma situação e sanar esse tipo de sentimento. Porém, a culpa não abordada que retorna periodicamente cria uma distração cognitiva prejudicial ao nosso raciocínio, já que a sensação de estar culpado aprisiona a mente ao invés de libertá-la.

3. Reclamação 

Todos nós precisamos botar para fora frustrações e discordâncias em relação ao mundo e sobre o que acontece em nosso entorno, e fazemos isso na forma de reclamações. Mas muitas delas são ineficazes praticamente, e não levam a nada além de um alívio emocional periódico. É comum externarmos nossas histórias tristes com a intenção de liberar raiva, mágoa, ódio e ressentimento, mas é incomum que façamos esses relatos de forma a encarar os fatos sob uma perspectiva não pessoal, que talvez elucidasse o problema. Raiva e frustração exigem muita energia mental, desgastam, e isso acaba drenando nossa capacidade intelectual, no fim das contas.

4. Rejeição e autocrítica 

A rejeição cria um impacto emocional tamanho que essa tribulação afeta diretamente nosso humor. Lidar com a rejeição, no sentido de entender que ela é factual, corriqueira, é uma vantagem estratégica sobre a frustração ou tristeza. Às vezes, a rejeição pode acarretar em autocrítica demasiada, tão ou mais severa que a própria rejeição. Julgamentos precipitados e falsas atribuições são comuns ao enfrentar uma rejeição, principalmente quando ela vem das pessoas que creditamos as maiores expectativas. Querer eliminar a injustiça no mundo ou suplicar por reconhecimento de todas as pessoas que nos importamos toma muito tempo e esforço mental, o que faz nublar algumas habilidades cognitivas relacionadas ao potencial de raciocínio.

5. Pessimismo 

Assim como remoer o passado (e não aprender com ele) nos impede de raciocinar de maneira íntegra, imaginar futuros catastróficos (hábito comum de pessimistas) é algo degradante para efeitos intelectuais práticos. Resgates mentais malsucedidos não salvam nosso presente, assim como predições negativas facilmente se tornam profecias autorrealizáveis. O poder de raciocínio se intensifica quando nossa concentração está livre de reminiscências vazias e profecias desastrosas.

6. Obsessão 

A maioria das pessoas não considera uma preocupação como sendo prejudicial, pois associam-na a qualquer responsabilidade que se possa assumir. Entretanto, uma simples preocupação pode virar obsessão, e não é um exagero admitir que toda obsessão é corrosiva, de uma forma ou outra. Se estamos preocupados, priorizamos a preocupação em nossas mentes, e mais facilmente a controlamos. Mas se estamos sendo obsessivos, a obsessão é que nos controla. Esse é um problema grave e incapacitante, pois oblitera nosso senso de raciocínio e pensamento.

O que a sua assinatura diz sobre você?

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A sua assinatura é única e autêntica. Ela é um símbolo de sua identidade e é a marca que você usa para se apresentar formalmente ao mundo. Mas além de ser uma ferramenta para assegurar a validade jurídica de documentos, a sua assinatura também pode revelar muito sobre você.

A ciência que determina a relação entre traços de personalidade e uma assinatura manuscrita é conhecida como grafologia. Tendo como base essa ciência, nós aqui da Conti Outra Artes e Afins traduzimos esse infográfico simples que irá ajudá-lo a revelar os intrincados detalhes da sua personalidade através da sua assinatura.

Tradução de Vanelli Doratioto

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Fonte: brightside.me

Acompanhe a autora no Facebook pela sua comunidade Vanelli Doratioto – Alcova Moderna.

Feche os olhos…e abra os braços a toda e qualquer forma de amor

Feche os olhos…e abra os braços a toda e qualquer forma de amor

Não há canto nenhum, de lugar nenhum que seja grande o suficiente para acomodar sentimentos. Sentimentos são coisas descabidas, não levam muito jeito para fazer sentido. Sentimentos são da natureza das águas, escorrem, escoam, contornam, invadem. E, não há muros, paredes ou escudos que possam nos proteger de sentir. Que bom!

Fazemos parte de uma espécie gregária. Precisamos do outro, quer sua presença seja física, espiritual ou não passe de um desejo esperando para ser realizado, ansiamos por contatos que nos acolham, preencham, desorganizem.

De repente, pode ser que esteja nos faltando uma liberdade no olhar. Ser capaz de olhar bem ao redor. Com um pouquinho de ausência de regras, filtros ou exigências, é bem capaz de acharmos alguém solitário ou ansioso por conhecer alguém tão descabido quanto nós. Procuremos por olhares incertos, aqueles de canto de olho, em busca de uma dança na chuva, uma tarde preguiçosa na varanda ou uma noite de histórias partilhadas.

Não há de ter data marcada para fazer caber alguém no nosso espaço. Não precisa de toalha chique na mesa, nem comida com nome difícil, nem um monte de talheres que ninguém sabe para que servem. Convide!

Observe o silêncio daqueles que não se colocam tão facilmente, quem sabe não são incompreendidos, desajeitados, julgados como pouco sociáveis. Quebre o gelo! Faça uma brincadeira doce e leve como pipoca colorida, dessas que provocam sorrisos impossíveis de serem contidos. Conte um mico, um segredo inocente, um desejo meio maluco. Convide!

Abra espaço em sua vida para acomodar gente querida, perdida, solta. Pinte de afeto as paredes da casa, abra um vinho suave e borbulhante, pendure umas redes, aqui e ali. Algum sentimento bom há de se deitar nesse lugar, e, quem sabe, por indolência ou descuido, resolva ficar.

Espalhe umas flores pelo caminho, asse um bolo de fubá, coe um cafezinho fresco, prepare uma limonada. Ofereça um pãozinho quente com manteiga, um colo, um banho, um cantinho para descansar os pés, a alma, o coração.

Convide! Convide a lua para acender o céu da noite. Convide as estrelas para enfeitar o telhado. Convide o vento para trazer esperanças e levar embora dores, rancores, temores. Convide as almas com cheiro de flor. Convide! E então… feche os olhos e abra os braços para toda e qualquer forma de amor.

Acho mesmo que o amor nunca acaba.

Acho mesmo que o amor nunca acaba.

Ele se transforma em outra coisa…

Às vezes vira saudade, em outras, a mais pura amizade. Pode também se tornar raiva, mágoa ou ressentimento, mas nunca indiferença.Ninguém consegue ser indiferente ao que já amou.

Bom mesmo é quando o amor passa de paixão e amor sereno a um bem querer despretensioso, daqueles que, apesar dos pesares, se deseja o bem e a felicidade do outro, ainda que longe de você. Em nome de tudo o que se viveu, em nome do que se construiu, em nome do que não foi possível e que agora, quem sabe, possa vir a ser. Em nome da felicidade dos dois, que já foi compartilhada antes, mas que agora vai trilhar caminhos diferentes. Porque a diferença falou mais alto, Apesar de estar lá desde sempre, ela pôde finalmente ser ouvida. E que isso, necessariamente, não precisa ser ruim.

Por ambos saberem que é melhor estar feliz separados do que menos felizes juntos. Por acreditarem que a felicidade é algo que dá trabalho e não cabe na comodidade. Por isso é preciso seguir, cada um o seu caminho, na torcida pra que haja alguns encontros nesta caminhada, agora só pra dizer um olá e quem sabe (tomara!), constatar que estão melhor assim. Cada um no seu caminho, que por anos foi um só, mas que daqui pra frente se abre em trilhas distintas e, se tudo der certo, mais felizes.

Vida que segue…

Não somos tão importantes quanto imaginamos

Não somos tão importantes quanto imaginamos

Nós, em geral, achamo-nos importantes. Ao longo da vida, criamos bons relacionamentos, estudamos bastante, tentamos ser funcionários exemplares, auxiliamos algumas pessoas, fazemos algum trabalho voluntário, namoramos, casamos, criamos nossos filhos. A vida parece ser bem ativa.

Ao fazer isso tudo, é normal nos acharmos importantes, pensar que o que fazemos é primordial, que a vida de algumas pessoas depende de nós, que sem nós muitas coisas não aconteceriam, que aquele trabalho só é bem feito porque o fazemos, e por aí vai.

Só que o tempo vai passando e você se dá conta de que aquele trabalho que só você fazia pode ser também realizado por outro. Nas suas férias, você é substituído. Talvez a empresa não precise mais de você por alguma razão. Aí você percebe que  não é assim tão importante.

Aquelas pessoas que dependiam de você de certa forma estão se virando, ganhando maturidade e crescendo. Seus pais, seus irmãos, seus filhos e seus parentes têm a vida deles e tudo acontece sem que você tenha que fazer muita coisa ou dar algum suporte. Aí você percebe que não é assim tão importante.

Muitas vezes, buscamos status, dinheiro e poder, visando satisfazer nossa necessidade de sermos importantes. Caímos nas histórias de que várias pessoas dependem de nós, que somos “chefes” e que fazemos algo realmente importante para todos. Nós pensamos que somos imprescindíveis.

Aquela pessoa que dizia que o amava tanto  e que, muitas vezes, exigia amor, proteção, segurança, carinho, conversa, passeios e encontros, já nem liga mais. Não deseja mais bom dia, não pergunta se você está bem e não se preocupa  com você como antes. Aí você percebe que  não é assim tão importante.

Tem aquela pessoa que lhe despertou interesse, que você tinha pensado em conhecer melhor, que você talvez tenha sentido alguma conexão e que tenha resolvido se importar com ela. Você decidiu dar o seu melhor na tentativa de também ser importante; só que então se dá conta de que nada daquilo aconteceu. Aí você percebe que não é assim tão importante.

Você, às vezes, não é autêntico e não faz o que quer, com medo do que os outros vão pensar sobre isso. Você quer ser um exemplo, não quer magoar ninguém e nem que os outros pensem algo errado de você. Só que o outro está ocupado, vivendo, realizando suas tarefas e pensando em si – sem ligar muito para você. Aí você percebe que não é assim tão importante.

Você cuida do seu corpo, compra as melhores roupas, quer estar sempre bonito(a), procura conforto e faz inúmeros planos. Daí se dá conta de que o seu corpo pode falhar a qualquer momento, que a qualquer hora ele poderá deixá-lo e se dá conta de que ele tem um período de validade. Aí você percebe que não é assim tão importante.

Você para e olha para o universo à sua volta. Vê a imensidão do mar, perde-se no infinito do céu, aquece-se com o sol, para tudo para olhar a lua e aquela estrela - que você não fazia ideia de que estava por ali. Você repara na grandiosidade da criação. Aí você percebe que não é assim tão importante.

A água e tudo o  que vem dela nos dá vida, o sol e tudo o que vem dele nos dá vida, a terra e tudo o que vem dela nos dá vida e o ar e tudo o que está nele nos dá vida. Como nós poderíamos ser mais importantes que qualquer criação? Perceba o tempo de vida de um planeta, de uma estrela, ou mesmo de uma árvore, e constate que eles duram muito mais do que nós (até uma tartaruga dura mais que você). Nós “apenas” existimos, não somos autossuficientes. Nós dependemos de tudo que está à nossa volta. Aí você percebe que não é assim tão importante.

Não confunda importância com valor. Nós temos valor, entretanto, comparados com tudo o que existe, nós não temos tanta importância. Ao apagar das luzes, vamos ganhar um espaço de terra e recordações nas fotos e memórias de algumas pessoas (que um dia também irão partir).

A nossa importância tem a ver com as nossas expectativas em relação à demonstração de amor das outras pessoas. É necessário lembrarmos que as pessoas nos amam, mas, muitas vezes, não sabem demonstrar bem isso e que, de fato, existe uma ligação de amor entre todos nós, independentemente de qualquer coisa. Isso é universal. Isso é eterno. Isso é divino.

Quando você sente que pertence, não tem necessidade de ser importante.

Então, por hoje, podemos perceber que não somos tão importantes assim.

“Toda a evolução do homem é de ser alguém para ser ninguém e de ser ninguém para ser todos“ — Sri Sri Ravi Shankar

Fotógrafo documenta casais fazendo amor em público

Fotógrafo documenta casais fazendo amor em público

Para quem pensou em ver casais transando em público, este não é o lugar certo para isso.

O fotógrafo francês Mikaël Theimer percebeu que muitas pessoas sentem vergonha de compartilhar gestos de carinho em público, e então ele criou uma série de fotos que mostram casais em circunstâncias românticas espontâneas.

As fotos fazem parte de um projeto chamado Street Love, e são suficientes para inspirar amor e ternura em quem as observa.

Ao sair pelas ruas de Paris e Montreal, Theimer se atentou às pessoas que trocam beijos e abraços sem qualquer inibição. Assim que observou os casais em perspectiva, ele tratou de documentar os momentos exatos de paixão compartilhada.

As imagens monocromáticas de Theimer exploram a capacidade das pessoas de se conectar em grandes massas, e destacam frações de segundos de emoção genuína explícita.

Em entrevista para o jornal Huffington Post, o fotógrafo disse:

“Eu apenas gosto de ver as pessoas trocando amor, é algo belo e puro. Por um momento, nada em torno deles importa. Eu gosto de focar no lado bom da raça humana. Quanto mais você vê, mais quer fazer parte disso.”

Demonstrações públicas de amor chegam até a assustar algumas pessoas. Esse tipo de retração é um motivo de desconforto não só para indivíduos que estão sozinhos, mas também para muitos casais, que se veem reprimidos em situações constrangedoras. Para eliminar essa vergonha de expressar amor em público, Theimer surge com suas fotos que quebram o paradigma da timidez e desnudam alguns momentos circunspectos de afetividade.

O fotógrafo francês visitou cafés, bares, metrôs, ônibus, bancos, praças, igrejas, parques e calçadas de Paris e Montreal para registrar sua série de casais apaixonados. Veja as fotos:

contioutra.com - Fotógrafo documenta casais fazendo amor em público

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Lições que eu não aprendi com a minha avó

Lições que eu não aprendi com a minha avó

Sei lá, deu vontade de escrever! Um formigamento nos dedos, uma alergia interna, um infinito de pensamentos confusos e complexos sentindo a necessidade de se organizar, de dar vida a algo. Acho que li demais, é isso! Sempre que leio sinto um fio se desenrolar em minha mente, faço links, amarro aqui, amarro ali, até sentir que não há espaço suficiente para concluir meu bordado, senão no papel.

Minha avó sempre dizia: “– Menina tem que aprender a bordar!”, acho que nunca aprendi, mas, desde então tenho tentado, talvez não da maneira padrão, porém, sem nenhum equívoco na escolha, ela diz: “– Tá bonito minha filha!”. Com orgulho, sim! Mas não por ter me ensinado como dar este ponto, acima de tudo, por eu tê-lo descoberto sozinha, por ter entendido que não há limites na arte, nem mesmo na de bordar, o fio não precisa necessariamente ser do novelo de lã, nem daquela linha cintilante que eu não sei o nome, o fio precisa vir de você! É a sua conexão com o mundo, é a sua expressão da vida.

Tem gente que puxa o fio pro papel, tem gente que puxa o fio do violão, tem gente que usa os fios do pincel, tem gente que faz seus próprios fios com os pés e com as mãos, mas no fundo a gente sabe que esse fio é mais longínquo, que vem lá do imaginário, para além da linha do horizonte que é traçada para os olhos confiantes, é um fio que puxa não sei de onde, e que segue um ritmo desordenado, mas não bagunçado, apenas livre, e quando esses olhos confiantes desconfiarem do que há por trás de toda essa realidade padrão, sentirão o peso de suas linhas caírem e percorrerem ao encontro do novo, do desconhecido.

Eu não acredito em gente que não tece fios, que não borda páginas, que não amplia a visão, não que deva ser tudo à minha maneira, não! Não precisa se encaixar, na verdade, não é para se encaixar, mas, sobretudo se exceder, exalar, sair do cânone, todos precisam sentir essa vontade de transbordar, pois viver é se expressar-se e vice-versa.
Eu senti isso hoje! Assim, sem motivos. E deu vontade de completar meu enxoval, para o meu casamento com a vida, vai demorar, eu sei! Mas eu não tenho pressa.

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