15 Filmes que irão colocar sua mente em xeque

15 Filmes que irão colocar sua mente em xeque

Alguns filmes esquisitos e incomuns às vezes nos colocam num beco sem saída; fazem pensar e ir a fundo para tirar conclusões. E, passados os créditos no final, nos perguntamos: “como o autor foi capaz de criar uma trama como essas?“

Aqui estão algumas dessas obras. Se já as assistiu, talvez queira assistir de novo, analisando cena a cena e voltando aos antigos enigmas. Agora, se nunca as viu, que tal aproveitar um final de semana para ver pela primeira vez e pensar um pouco?

O amigo oculto

Hide and Seek

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Um psiquiatra de meia idade, David, está desesperado para ajudar sua pequena filha Emily a enfrentar a morte da mãe. Ele se dá conta de mudanças estranhas no comportamento da menina. Acontece que agora ela tem um amigo imaginário chamado Charlie. A princípio David não leva a sério, mas quando eventos misteriosos começam a acontecer a seu redor, ele passa a investigar quem é esse amigo.

O duplo

The Double

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Este filme faz pensar muito. Simon é um humilde empregado. No trabalho, ninguém presta atenção nele e a garota dos seus sonhos o ignora. Parece que tal situação irá durar para sempre, mas um dia surge no escritório um tal de James, que é fisicamente idêntico a Simon, mas com uma personalidade totalmente oposta. Assim, pouco a pouco, James passa a se apropriar da vida de Simon.

Donnie Darko

Donnie Darko

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Donnie Darko nunca foi considerado um rapaz comum, sempre foi visto como um ”bicho esquisito”. O filme é igualmente esquisito, tal qual o personagem principal. A trama é complexa e emaranhada, porém interessante e fascinante. A história conquistou muitos fãs ao redor do mundo e muitos a consideram uma obra cult.

O Operário

The Machinist

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Trevor Reznik passa um ano sem conseguir dormir. Ele se transforma em um esqueleto ambulante que tenta encontrar o equilíbrio entre sonho e realidade. Os diálogos e a música fazem deste filme um verdadeiro transe, no qual o protagonista luta para dormir e, ao mesmo tempo, descobrir o que o impede de pegar no sono. Christian Bale está simplesmente irreconhecível.

A caixa

The Box

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Arthur e Norma são recém-casados e estão passando por dificuldades financeiras. De repente, se transformam nos felizes proprietários de uma caixa enigmática que tem um botão. É explicado a eles que, ao apertar o botão, imediatamente ganharão um milhão de dólares. Só que existe um porém. No mesmo momento em que apertarem o botão, em algum lugar do mundo uma pessoa desconhecida morrerá… O filme é um pouco chocante e nos leva a pensar: você seria capaz de tirar a vida de alguém?

Quero ser John Malkovich

Being John Malkovich

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Em seu escritório, Craig Schwartz descobre uma pequena porta secreta por trás da qual encontra um corredor escondido que leva diretamente à mente do ator americano John Malkovich! Craig resolve organizar excursões para quem quiser viajar à mente do astro. O filme é tão estranho que os personagens às vezes querem entrar também na mente de quem está assistindo.

Paixão à Flor da Pele

Wicker Park

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É um imponente drama com uma trama sensível, que o mantém em estado de tensão. Até o último momento, não é possível saber como irá terminar nem em que resultará a crescente tensão e a intriga inteligente que desperta sua imaginação. A trilha sonora, de extremo bom gosto, merece atenção especial.

Spider — Desafie sua Mente

Spider

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Após passar 20 anos em um hospital para doentes mentais, o esquisito e solitário Dennis Clegg retorna ao lugar onde cresceu. Como uma aranha, ele explora a teia das lembranças que cobriu sua mente. O ambiente do filme é um pouco psicodélico, mas quem ama cinema precisa assisti-lo.

O Homem Duplicado

Enemy

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Filme interessante e digno de sua atenção, na mesma linha de ’O Duplo’. Ao alugar um filme, um rapaz percebe que um dos atores que aparecem é uma cópia exata dele mesmo. O desejo de encontrar seu clone se transforma em uma obsessão. Mas será que aquele homem é mesmo sua cópia?

Filth

Filth

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É um filme forte, com história interessante e uma excelente atuação. Bruce Robertson é um policial corrupto, obcecado por álcool e sexo. Ele deseja ser promovido no emprego, mas seus odiados companheiros poderiam lhe atrapalhar. No decorrer da história, os demônios internos de Robertson lhe deixam louco. O ator James McAvoy (que interpreta Robertson) conseguiu expressar as emoções do personagem de maneira extraordinária.

Triângulo do Medo

Triangle

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Greg convida sua namorada Jess para passar um dia num iate com amigos. Uma forte tempestade vira o barco, mas para salvar-lhes surge do nada um enorme transatlântico. O navio de cruzeiro parece estar vazio e com os relógios parados. Porém, eles não estão sozinhos na embarcação. Alguém os observa constantemente.

Identidade

Identity

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Durante um terrível dilúvio, 10 viajantes se veem obrigados a passar a noite num hotel de beira de estrada. Logo depois, porém, as pessoas começam a morrer, uma depois da outra, e o assassino que os espreita não é descoberto. Nem tente adivinhar… a trama é tão complexa que o final é realmente inacreditável.

Contraponto

Tideland

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Um pai relapso, Noe, decide levar sua filha, Jeliza-Rose, até a casa onde passou a infância, situada entre grandes campos de trigo. A fuga da realidade o leva a um lugar estranho e sombrio, onde até as fantasias mais selvagens parecem histórias inofensivas. O filme, totalmente maluco, não é para qualquer um. Mas é impossível deixar de vê-lo.

Império dos Sonhos

Inland Empire

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Os filmes do diretor David Lynch são muito peculiares e ocupam um lugar especial na história do cinema. Como todas as suas obras, não há como descrever Império dos Sonhos. É uma obra que foge à lógica, ao menos da lógica dita normal. Recomendada para todos os cinéfilos.

A vida de David Gale

The Life of David Gale

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Este talvez seja o melhor filme sobre a luta do ser humano contra o sistema da Justiça. O maravilhoso Kevin Spacey prende a atenção com sua atuação do começo ao fim. O final obriga o espectador a perceber de outra forma tudo o que aconteceu, rejeitando por completo a narrativa anterior.

Matéria original: Incrível.club

Se você deseja algo, deixe-o voar!

Se você deseja algo, deixe-o voar!

Se você quer pegar uma borboleta, quanto mais a perseguir, mais ela irá escapar de suas mãos; em contrapartida, se você a deixar livre, ela pode pousar naturalmente em seu ombro. Se aplicamos esta frase tão famosa à vida real, poderíamos compará-la às pessoas com tendência a pressionar os outros.

Quem persegue e pressiona muito costuma fazer com que as pessoas ao seu redor se afastem. Para comprovar este efeito, pense se você já teve alguma vez um amigo ou conhecido que o pressionasse de forma exagerada e, por isso, você preferiu perder o contato com ele(a).

Como regra geral, não gostamos de nos sentir obrigados a nada. Quando algo nos interessa, nós, por conta própria, vamos atrás. Insistir muito, seja no campo da amizade ou do relacionamento amoroso, frequentemente acaba levando as pessoas a quererem se afastar.

Por exemplo, imaginemos ter uma amiga com a qual costumamos ter contato frequentemente, mas por uma situação de muito trabalho, falta de tempo ou necessidade de individualidade, já não temos vontade de encontrá-la. É aí que nos damos conta do tipo de pessoa com a qual estamos nos relacionando.

Personalidade saudável e madura

Se você deixa de contatar alguém de quem gosta, este poderá insistir em retomar o contato, mas de uma forma que não restrinja sua liberdade. Uma maneira saudável de agir seria fazendo comentários do tipo: “O que você acha de tentarmos nos encontrar qualquer dia, já que faz muito tempo que não nos falamos?”, “Espero que você esteja bem. Vamos tentar conversar qualquer dia, sinto saudades”, “Como você está? Podemos marcar um café quando você puder”.

Esta forma de falar demonstra vontade de querer retomar o contato, mas sem pressões ou vitimismo. Se não houver resposta da outra parte, a pessoa deveria deixar a outra “voar”, pois está claro que, pelo motivo que seja, não há vontade ou tempo para retomar o contato. Quando uma personalidade saudável deseja contatar alguém e se dá conta de que não há correspondência, ela se afasta sem pressões ou aborrecimentos.

Respeitar a liberdade dos outros

Exemplos de frases que poderiam ser ditas por alguém que não respeita nossa liberdade, com a qual decidimos não seguir contato:

“Por que você não me escreve mais? Está chateado/a?”, “Faz tempo que não sei nada sobre você, não sei o que lhe fiz, mas você está me fazendo muito mal”, “Faz muito tempo que estou tentando marcar algo, mas você está sempre se esquivando”, “O que está acontecendo?”, “Não entendo esta atitude de me ignorar, temos que conversar urgentemente sobre isso”.

Dar a entender que existe um mal estar, cobrar explicações e insistir para conversar com urgência são pressões para tentar fazer o outro se sentir culpado quando, na realidade, os motivos pelos quais alguém deixa de manter contato podem ser múltiplos. Por isso, tirar conclusões precipitadas e pressionar não costuma dar bons resultados.

Pressionar causa um efeito negativo

Pressionar não segura ninguém, e inclusive pode fazer com que a pessoa queira se distanciar por ter uma sensação de perda de liberdade. Em contrapartida, aceitar a situação pode fazer com que a pessoa que se distancia volte quando tiver vontade.

É o exemplo das boas amigas que nem sempre têm um contato muito frequente, mas que mantêm a amizade sem pressões e aceitam o espaço pessoal de cada uma, sabendo que são livres para se distanciarem quando precisam de solidão ou estão sem tempo. Esta liberdade de saber que a vontade de querer desconectar-se por um tempo não será tomada de forma negativa pelo outro é o que mais une as pessoas.

Quando sentimos que nossa maneira de agir é aceita, é o momento em que as relações adquirem mais confiança, pois sentimos a liberdade de distanciar-nos sabendo que esta atitude é compreensível. Há alguém disposto a aproveitar a sua companhia quando possível, aceitando que nem sempre será assim devido a diferentes circunstâncias.

Se você gosta de alguém, deixe que esta pessoa voe em liberdade; deixe que a vida flua de forma natural e o tempo colocará cada coisa em seu lugar. A pessoa que é “para você” voará a seu lado por vontade própria, sem necessidade de pressões ou vitimismo.

A melhor receita para atrair pessoas que desejam desfrutar de sua companhia: deixar-se conhecer, mostrar o seu melhor, demonstrar seus interesses para que o outro dê o seguinte passo. Se houver sintonia, ótimo; se não, dê liberdade e vá em busca de outra borboleta.

Fonte indicada: A Mente é Maravilhosa

Por que você não “fica” com pessoas em festas?

Por que você não “fica” com pessoas em festas?

Me perguntam o porquê deu não gostar de “ficar” com pessoas aleatórias em festas… Estou solteira, então, por que não?

Nunca fiquei com ninguém que não conhecia. Sempre namorei (e comecei cedo!). Somando todos meus namoros, 50% da minha vida. Não me arrependo. Tenho muito amor pra dar. Gosto de cuidar. Gosto de ligações fortes e profundas. Não tenho isso em festas, em ficadas. Gosto de explorar o interior, o exterior, camada por camada. Gosto que me descubram, que me explorem e me ganhem pouco a pouco. Não gosto do que é superficial. Atração física é importante, é legal, mas é SÓ. Não me interesso por quem olha meu exterior, me interesso por quem eu sinto que está vendo algo além. Que casou com minha energia, mesmo sem entender exatamente o que está acontecendo. Não consigo me conectar com a capa. Eu me conecto com a energia: ela nunca mente.

Mas e a carência? Não existe carência física? SE EXISTE! A biologia não dá tréguas. Mês a mês. Mas minha carência dessa conexão profunda é mais forte e mais paciente do que a biológica. É ela que me governa. O desejo pelo que não se pode ver, pelo que se sente além do corpo, pelo que se fala além das palavras, pelo que se entende pelo olhar e se mistura com o cheiro e com o brilho em volta. Conexões mentais aliadas à química, minha NOSSA. Isso sim é do que gosto. Se um dia eu sentir isso em alguém que queira uma “ficada”, não pensarei duas vezes. Embora ache muito improvável, pois conexões mentais envolvem um processo de descobrir o outro, de passar horas e horas conversando, trocando ideias, sem ver o tempo passar. Se tiver um vinho então!

Posso ter muitos defeitos, mas não sou uma pessoa rasa. Não gosto de coisas rasas. Não gosto de pessoas rasas. Respeito quem gosta! Sem preconceitos. Mas não me obrigue a ser algo que não sou.

Surpreende-me o fato de, após dois namoros longos, me encontrar numa das fases mais românticas da minha vida, mesmo sozinha. “Mas o que houve com seu namoro?” Acabou. O ciclo fechou. Fechou na hora certa. Tive a sorte de perceber o fim e a coragem de assumi-lo. Surpreendentemente não foi tão doloroso como pensei que seria. A mudança não é tão dolorosa quanto a resistência a ela. Sobrou gratidão IMENSA. Tanta gratidão que não consigo mensurar. Foram tantos bons momentos, tanto crescimento, tanto amor. Assim como para o anterior. Eu amo demais. Eu amo com todo meu coração. Eu me dedico totalmente. Minha lealdade não cabe em mim. Mas se a conexão se quebra, tudo perde o sentido. É necessário se libertar e libertar o outro também. Não existe razão para se viver no raso por comodidade. Ser legal, ser amigo não é suficiente. É preciso estar conectado.

Talvez meus hormônios estejam descontrolados, tenho essa impressão. Tudo em volta me parece perfeito. Tudo parece acontecer por um motivo maior. Vejo casais se formando e sinto a felicidade como se fosse minha. Vejo casais terminando e sinto que, apesar de tristes, serão mais felizes futuramente. Vejo pessoas solteiras e sinto que estão em um incrível processo de autoconhecimento. Vejo pássaros, sinto cheiros, muitos cheiros, adoro cheiros cheirosos. Adoro pele. Amo olhares. Amo amar. Amo estar. Amo viver.

Mas, para que não achem que sou só “bons cheiros”, viver profundamente também significa doer profundamente, quando é o caso. A ansiedade me castiga desde sempre, me tira o sono, me faz sofrer. Estar sozinha me faz não ter alguém pra cuidar com intensidade além de mim mesma. Isso é bom por um lado, preciso me cuidar com carinho, mas cuidar de alguém é tão bom! Cuidar e cuidar. Amar com amor. Envolver com minha alma. Não tenho isso no momento. Claro que meus amigos e minha família absorvem muito do meu amor, mas é outro tipo de conexão. Preciso descobrir uma válvula de escape pra tanto amor guardado, de preferência algo construtivo. Escolhi escrever.

Não explique demais. Tem gente que vai entender tudo errado de qualquer jeito.

Não explique demais. Tem gente que vai entender tudo errado de qualquer jeito.

Paciência. Por mais que a gente explique, tem coisa que nunca ninguém vai entender como deve. Fazer o quê? É da vida, esse longo e infinito exercício de paciência.

Haja serenidade para dizer sem ser ouvido e ouvir sem ter pedido. Tem coisa e tem gente que não merecem um segundo de atenção. Você tenta facilitar e tem sempre alguém pronto a tornar a vida mais difícil. A gente esclarece, elucida, dá exemplo, faz desenho e de nada adianta.

Explane, relate, explicite. Sempre haverá uma alma disposta a compreender o que quiser, a interpretar como bem entender o que você disse e chegar a uma conclusão completamente diversa da que você pretendia. Então, explicar de novo para quê? Diga uma vez e deixe o outro deduzir como preferir. A vida é muito curta para explicações tão longas.

Verdade é que bons ouvintes dispensam justificativas. Além do mais, se você precisa mesmo justificar o que disse ou o que fez, talvez não devesse ter dito ou ter feito, né? Nesse caso, melhor que explicar é reconhecer, assumir, pedir desculpas. Mas essa é outra história.

É que tempo a gente não devia perder à toa, sabe? Tempo a gente vive. E eu não quero viver o meu explicando nada a quem não vai entender mesmo. Aliás, eu acho até que quem sempre espera se fazer entender, quem pretende a todo tempo ser compreendido precisa de ajuda médica. É alguém que padece de uma perigosa pretensão infantil.

Assim é desde sempre. Entre os filhos e seus pais, entre amigos e entre amantes, chefes e subordinados, sócios e adversários, nos casais, nas famílias, nas empresas e nas escolas, em casa, na rua e em tudo quanto há, nem sempre somos todos compreendidos como desejamos.

Quem ouve quase sempre há de ouvir apenas o que lhe satisfizer. De tudo o que lhe for dito, entenderá o que lhe parecer conveniente. Explicar demais, então, é inútil e contraproducente. Se for mesmo indispensável apresentar álibis e provas, arrolar testemunhas e convencer alguém de que você é inocente, contrate um advogado. Nos outros casos, vire a página, passe adiante e siga em frente. Por mais que você explique certo, alguém sempre vai insistir em entender tudo errado.

Você tem um plano D?

Você tem um plano D?

Toda época cria seus deuses, ideologias, crenças, manias. Teve época em quase todos os homens usavam chapéus. Época em que o diabo estava dentro, outra em que estava fora de nós. Época em que comer manga com leite matava e fumar era elegante.

Cada época também tem palavras e expressões próprias. Por exemplo, soa velho falarmos progresso, rodoviária, vitrola, grupo escolar, caixinha de música, virilidade, long-player, esposo, domar a natureza.

Hoje estão na crista da onda, no último furo: sustentabilidade, transparência, terminal, celular, mídia digital, link, conectividade, genoma, transgênico, transgênero, planejamento.

Este último, aliás, ocupa lugar de honra na vida contemporânea. Somos estimulados a planejar tudo, até o erro. Há de pôr no Excel gráficos de desejos e tabelas de estratégias.

Nos encorajamos a pensar em planos, etiquetados com as letras A, B e C. Sendo que o Plano A é o mais fácil de sonhar e o mais difícil de realizar. Ele responde àquela pergunta: O que você quer ser quando crescer?

Ok. Se você respondeu astronauta prepare-se para ter um Plano B. Algo que seja similar, parecido, genérico. Que tal piloto de avião? Ou astrônomo? Pois, cá para nós, quantas naves espaciais transitam pelos céus?

Se respondeu a mais bem sucedida top model do mundo comece a avizinhar-se do picadeiro real. Esse é cheio de obstáculos, ciladas, conflitos, indiferenças. Fique preparada para redesenhar seu sonho. Ou até mesmo a redimensioná-lo.

O Plano B deveria ser item obrigatório nas nossas vidas. Ele é uma espécie de âncora. Não realiza a grande viagem, mas também não nos tira do mar. De alguma maneira nos deixa ver o horizonte.

E se âncora se despregar do barco? Aí entra o Plano C. A terceira tentativa de se manter fiel ao desejo íntimo. Quando acionamos o Plano C nem nos lembramos mais do A. Oh, vida!

Mas o Plano C é o mais gracioso de todos. É quando nem você e nem os outros esperam muita coisa de você. Então estamos aptos a abandonar gráficos e tabelas. Livres para navegar possibilidades sem fim. Sem medo algum de se arriscar num grande Plano D.

Série ilustrada retrata palavras intraduzíveis sobre amor

Série ilustrada retrata palavras intraduzíveis sobre amor

Emma Block, ilustradora britânica, conseguiu retratar o amor em seus desenhos. São palavras inexplicáveis de diferentes línguas do mundo.

Com sua série ilustrada “Untranslatable Love Words” ela explicou muitos dos sentimentos dos apaixonados.

Você conseguiria traduzir o famoso CAFUNÉ para alguém de outro país? Esse é o intuito da artista.

Confira e se apaixone:

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O sentimento de saudade quando está longe da pessoa amada, pode ser explicado pela palavra ‘dor’, em Romeno.

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Deslizar os dedos no cabelo de quem você ama, o ‘cafuné’ em Português.

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O orgulho que você sente quando amado por alguém, ‘naz’ em Urdu.

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Alguém que só tem um amor em sua vida, ‘odnoliub’ em Russo.

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A promessa de um amor eterno, ‘hai shi shan meng’ em Chinês.

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A força que nos une, ‘yuanfen’ em Chinês.

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Encostar suavemente a ponta de seu nariz no pescoço da pessoa amada, ‘cheiro no cangote’ em Português.

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O sentimento de alegria quando você se reencontra com a pessoa amada após uma longa separação, ‘retrouvailles’ em Francês.

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A falta de apetite quando estamos apaixonados, ‘manabamáte’ em Rapanui.

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A troca de olhares entre duas pessoas tímidas o bastante para não tomarem iniciativa, ‘mamihlapinatapei’ em Yagan.

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Quando você conhece alguém por quem você sabe que é destinado a se apaixonar, ‘koi no yokan’ em Japonês.

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Uma flechada de amor à primeira vista, ‘flechazo’ em Espanhol.

Não se leve tão a sério! Ironize-se.

Não se leve tão a sério! Ironize-se.

Não leve a vida tão a sério que isso pode fazer desandar a massa dos dias.

Pode ser que fique difícil de acordar de manhã com a chatice do despertador, pode ser que vire um porre ver a própria expressão sisuda e grave num espelho que não sabe fazer piadas. Pode ser que suportar a própria companhia vire um fardo.

Não leve a vida tão a sério, dê risadas das pequenas tragédias, deboche com coragem, ironize os dramas. Há sempre um lado cômico nesse monte de merda a sua volta. Veja que essa postura ereta, esse nariz empinado, esse andar apressado transformam sua vida num roteiro cinza e fastidioso.

Não se leve tão a sério, se permita brincar, rir da própria cara, com amor, mas com senso de humor. O papel de vítima é fácil, mas é tão manjado, já nem chama mais a atenção, se era essa a sua secreta intenção. Antes de reclamar do sapato, tire-o, antes falar mau de tudo e todos, olhe-se, antes de listar tudo que te pesa, dê uma risada alta, sem razão.

Melhor ser um palhaço, explorar as próprias dores como uma piada, melhor contar as próprias desgraças pela veia cômica. Debochar do absurdo. Porque a mesma coisa que te fez chorar pode ser um bom assunto para uma mesa de bar. Porque o legal de se ferrar é ter a cara lavada para contar e chocar essa gente parca.

É muito bom vestir as carapuças escancaradamente, e assim, sem querer querendo, convidar as pessoas a despirem as próprias máscaras. O mundo está precisando de gente que explora e expõe isso que é chamado do nosso lado ridículo.

Que esse baile de gala dos sérios é muito sem expressão e causa no mínimo bocejos.

Admiro mesmo o sarcástico, o irônico e o debochado. Quem não passa pela vida ileso.

A gente já sabe falar mal de todo mundo tirando sarro, do governo ao companheiro de trabalho, está na hora de fazer o mesmo consigo mesmo.

E isso não é auto-bulling, é tirar o peso. É levar a vida numa leve.

Experimente rir de si mesmo. Pode salvar uma alma!

“Solitude”: quando somos a nossa melhor companhia

“Solitude”: quando somos a nossa melhor companhia

Quando somos a nossa melhor companhia, não nos sentimos vazios, tampouco desesperados por ter alguém ao nosso lado, custe o que custar, pois nos tornamos resistentes ao que é fraco, insosso, falso, ao que faz mal.

Estamos vivendo a era da solidão, em que as relações virtuais imperam, ao lado da desconfiança do outro, em vista da competitividade que permeia todos os setores de nossas vidas. Para não fugir ao chavão que caracteriza as relações sociais contemporâneas, somos solitários em meio a multidões.

Cada vez mais ansiosos por consumir e por obter os bens materiais que nos conferem status e sucesso, aumentamos nossos horários de trabalho para além do saudável, acumulando serviços e subjugando nossa rotina ao cotidiano maçante dos papéis e reuniões em nada prazerosos. Sobram-nos, assim, míseros minutos para desfrutarmos do que podemos comprar e de quem faz toda a diferença em nossa jornada. E, assim, muitas vezes não encontramos tempo para relacionamentos amorosos.

No entanto, estar sozinho não é necessariamente algo ruim, muito pelo contrário. O tempo que gastamos conosco é precioso e deve fazer parte de nosso dia-a-dia, caso não queiramos nos perder em meio à frieza das companhias interesseiras. Quando nos reservamos um tempo a nós mesmos, somos capazes de refletir com clareza sobre o que estamos ou não fazendo de nossas vidas. E isso nos provoca mudanças positivas, trazendo-nos segurança.

É preciso, portanto, que gostemos de nós mesmos ao ponto de jamais sentirmos solidão, pois o amor-próprio nos afasta de qualquer tristeza, visto então estarmos inteiros, completos e satisfeitos com o que somos. É preferível estarmos sozinhos, mas seguros e confortáveis, a ficarmos acompanhados por quem não nos completa, não traz verdade nem inteireza. Bastar-se a si mesmo é o primeiro passo para não se entregar a relacionamentos tóxicos.

Num mundo em que os interesses desatrelados de afetividade reinam soberanos, não é difícil nos depararmos com pessoas que se aproximam apenas movidas por desamor. Não podemos aceitar nada que não se embase pelo amor, por sentimentos sinceros, por desinteresse material. Para tanto, precisaremos nós também nos desapegarmos da supervalorização das posses, para que alguém possa ficar e fazer morada junto a nós de corpo e alma.

Quando somos a nossa melhor companhia, não nos sentimos vazios, tampouco desesperados por ter alguém ao nosso lado, custe o que custar, pois nos tornamos resistentes ao que é fraco, insosso, falso, ao que faz mal. Porque então nos conheceremos tão bem, que não permitiremos que ninguém coloque em dúvida nossas certezas. Afinal, dessa forma é que estaremos felizes e cheios de amor para dividir, mesmo que seja com ninguém mais do que nós mesmos.

Se a vida é uma folha em branco, risque-a até a última gota de tinta da alma

Se a vida é uma folha em branco, risque-a até a última gota de tinta da alma

Não sabemos quanto tempos possuímos na terra, muito menos temos a capacidade de ter a compreensão completa do mundo que nos cerca. Chegamos a um mundo estranho e na maior parte do tempo avesso aos nossos sonhos. Chegamos como uma folha em branco, sem qualquer rabisco ou cor, sem amassos ou rasuras, e quando nos damos conta, o tempo para preenchê-la acabou e a deixamos em branco, da mesma forma que a encontramos quando chegamos, sem sinal de vida, sem qualquer desenho ou palavra, em uma história triste de um silencioso nada.

Estamos sempre com pressa, preocupados com banalidades que não dizem nada a respeito de uma pessoa. Acostumamo-nos com a dor e pouco a pouco vamos nos esquecendo do prazer. Perdemos a capacidade da observação, de olhar e enxergar as belezas presentes no mundo, enxergar as delicias que nos fazem gozar e nos prendem à vida.

Vamos ficando engessados e medrosos conforme vamos envelhecendo. As feridas que acumulamos se transformam em crostas de dor que nos aprisionam e nos impedem de sentir. Ficamos presos dentro dos nossos monstros e nos entregamos à escuridão. E, assim, a vida passa sem nos darmos conta, como se estivéssemos no piloto automático, e a folha vai se tornando mais amarelada e sem vida.

É tolice deixar que o medo nos suplante e os fracassos desnutram a nossa alma. Se a vida é uma folha em branco, devemos riscá-la até a última gota de tinta que nos resta. Sem medo das quedas que inevitavelmente iremos sofrer, afinal, o que há de tão ruim em cair e se ferir? Enquanto caímos e nos ferimos, continuamos a ter cor dentro de nós e permanecemos com a bela capacidade de sentir. Obviamente há dor, mas a dor é o que nos faz mais fortes e nos permite encontrar as verdadeiras felicidades que não são perceptíveis para os que não possuem a capacidade de sangrar.

Lembrando Kafka – “Se você não achar nada nos corredores, abra as portas”. Sempre há novas saídas, novas possibilidades, novas descobertas, novas tintas a serem experimentadas. A vida possui possibilidades infinitas para quem está disposto a procurá-las e alegrias inimagináveis nas simplicidades cotidianas, escondidas no silencioso desespero dos ecos de palavras não ditas.

A vida nunca é uma obra de arte encerrada, mas antes uma reinvenção constante, cheia de magia e tristeza, em proporções desproporcionais, incompreensível a pequena medida que somos. Sendo assim, é preciso coragem para se equilibrar no fio da navalha, para fazer de cada desilusão o combustível para ultrapassagens e, acima de tudo, para da falta de algumas tintas inventar novas cores e da falta do pincel transformar os dedos em grandes gizes de aquarela.

A reinvenção é condição necessária para que folhas em branco sejam transformadas em belas obras de arte, marcadas por traços finos e vibrantes, mas também por rasuras, alguns borrões e coisas indecifráveis. Podemos decidir não encontrar a dor ou por sua causa ficarmos sufocados pelas poesias entaladas na garganta. Podemos ficar desencorajados a continuar pintando pelas intermináveis pedras que aparecem nos nossos caminhos. Podemos chegar ao fim da vida com folhas em branco ou com apenas alguns borrões, que nunca foram passados a limpo por medo de continuar se sujando. Mãos limpas não constroem quadros bonitos, porque para se fazer arte é preciso estar disposto a se sujar.

Se a vida é uma folha em branco não perca a oportunidade de transformá-la, a todo o momento, independente das circunstâncias, em algo que seja permanente e supere a nossa finitude, pois o fim, bem como as pedras, não é avisado e papel em branco não possui vida, portanto, é amassado, esquecido e jogado fora, como uma história triste de um silencioso nada.

RESUMO:
A vida nunca é uma obra de arte encerrada, mas antes uma reinvenção constante, cheia de magia e tristeza, em proporções desproporcionais, incompreensível a pequena medida que somos. Sendo assim, é preciso coragem para se equilibrar no fio da navalha, para fazer de cada desilusão o combustível para ultrapassagens e, acima de tudo, para da falta de algumas tintas inventar novas cores e da falta do pincel transformar os dedos em grandes gizes de aquarela.

Antes só do que desapegado.

Antes só do que desapegado.

Sabe aqueles dias em que tudo o que queremos é paz e silêncio? Pois bem, depois de se apaixonar de verdade, tudo o que vai acontecer é contraste. Guerra e paz, amor e ódio, razão e emoção. Apaixonar-se não é para amadores.

Paixão é tragédia, no melhor e no pior sentido. É necessidade, fúria, pele, ataques de ciúmes, entrega quase total e tudo aquilo que os medievais já sabiam. Não suporto quando qualquer carente metido a erudito de boutique me vem com apontamentos que flertam com tradições orientais e o caralho a quatro, dizendo que amar é ser passivo feito uma mula. Gente chata, entediante. Prefiro ficar com a minha cerveja em copo americano e com um beijo demorado que me leve para a cama por uma noite ou por uma vida inteira.

Desapego? Já falei e repito: à merda com esse tal de desapego (e sim, eu sei o que essa palavra significa, seja no dicionário ou em uma dessas correntes filosóficas que acham que todo mundo um dia vai alcançar a luz e blábláblá).

Apegar-se é destruir-se? Ótimo, que eu me desgrace então nos braços e nas pernas de alguém, não na porra de uma vida regada a convenções e protocolos afetivos entediantes.

Minha gente, vamos parar com essa tara de querer ser bonzinho só pra impressionar quem quer que seja. Aceitar o outro como ele é faz parte do processo das relações verdadeiras, daquelas que não se guiam por projeções. Por isso, vamos tentar maneirar com esses joguinhos de faz de conta, ok?

“Elas preferem mesmo os bad boys, então?” Não, não é disso que estou falando, pequeno gafanhoto. Elas preferem aqueles que não se escondem atrás da máscara de príncipe ideal e que na verdade não passam de sapos. Entendeu ou quer que eu desenhe?

Não são as aparências que importam. Não é o seu sotaque blasé falso e muito menos o seu ar de de metido a intelectual que vai te ajudar a se aproximar de quem você gosta, mas a capacidade de tolerar a si mesmo e de admitir seus defeitos e suas qualidades.

Nós somos verdadeiras tormentas ambulantes, capazes de levar sofrimento e dor por onde quer que a gente passe – ou você assume isso ou finge ser assexuado. Mas há momentos em que também somos brisa suave, soprando nos cabelos e levantando o vestido de alguém. É preciso então saber equilibrar essas potências, não negar uma como se só isso fosse fazer a outra desaparecer como em um passe de mágica.

Quando se trata de relação humana, a intensidade vale sempre mais que a premeditação.

Antes de ir, eu gostaria de aproveitar e fazer um apelo aqui que está relacionado ao desejo.Por favor, peço encarecidamente que parem de me enviar solicitações de jogos no Facebook. A razão é bem simples: toda vez que surge uma notificação eu acho que é alguém se declarando pra mim; desejando ardentemente meus beijos, carícias e meu corpo nu. Pois é, imaginem só a minha frustração quando verifico que se trata apenas de mais um convite pra jogar Criminal Case ou algo parecido.

E lembre-se, esse lance de “desapega, desapega” só funciona mesmo em comercial de televisão. Ah, e também quando se trata apenas de objetos.

A superproteção é um modo de dar ao mundo filhos infelizes

A superproteção é um modo de dar ao mundo filhos infelizes

Ainda que pareça a melhor forma de cuidar dos filhos, a verdade é que a superproteção pode torná-los pessoas inseguras e com altos níveis de autocrítica.

A superproteção se define como a atenção excessiva dada aos filhos. Pode parecer apenas mais um rótulo, e até uma forma de pôr em dúvida o modo como educamos nossos filhos.

Como não dar atenção à criança desde muito pequena? Onde está o limite? Toda criatura precisa do afeto e da atenção contínua de seus pais. Assim, às vezes é difícil saber onde está a linha do equilíbrio.

Bem, na verdade esse limite se estabelece nessa sutil fronteira na qual permitir o crescimento pessoal de nossos filhos sem cair na toxicidade emocional.

A criança não deve ser controlada, porque educar não é asfixiar e nem mesmo cortar as asas de nossos filhos que, no dia de amanhã, devem ser adultos capazes de tomar decisões e serem responsáveis pelas suas vidas.

No entanto, o termo “superproteção” tem mais significados do que imaginamos.

O peso da superproteção

O mais curioso desse tipo de comportamento é que os pais e mães estão muito absortos em cada aspecto da vida de seus filhos: escola, esportes, hobbies, alimentação, amizades…

Estão “super presentes” e pensam que, assim, atuam como os melhores pais do mundo, e que sua criança é a mais correta do mundo. No entanto, o equilíbrio emocional e pessoal das crianças está muito longe de refletir a felicidade.contioutra.com - A superproteção é um modo de dar ao mundo filhos infelizes

Consequências da superproteção: decepção

Os pais interiorizaram o que, para eles, é o ideal do filho perfeito e, além disso, nessa esfera de perfeição incluem a si mesmos como figuras de referência imprescindível.

No entanto, à medida que o tempo passa eles veem que, às vezes, seus filhos não se adequam a esses ideais, e aparece então a decepção.

Quando a criança percebe a decepção no olhar dos seus pais, começa a se desenvolver o sentimento de fracasso e de inferioridade.

Consequências da superproteção: ansiedade e estresse

Um aspecto que devemos levar em conta é que a superproteção anda de mãos dadas com o excesso de “atividades educativas”. É comum que esses pais façam os filhos realizarem várias atividades extracurriculares, sendo que algumas sequer interessam às próprias crianças.
Pouco a pouco, teremos criaturas estressadas e com um nível de ansiedade semelhante ao de um adulto.
Os pais que superprotegem uma criança não toleram o erro em seus filhos. Cada esforço que realizam é para criar filhos competentes, imunes ao erro ou ao fracasso, e algo assim é impossível.

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Consequências da superproteção: é proibido errar

Toda criança deve se permitir fracassar em algo, errar para, depois, poder aprender com seus próprios enganos livremente.
As crianças superprotegidas chegam a ser seus próprios juízes. Indicaram-lhes um nível tão alto a atingir que, quando percebem que não serão capazes de alcançá-lo, afundam e se culpam. Caem na autodestruição.

A criança com apego saudável para favorecer a responsabilidade

Segundo um estudo realizado pela Universidade de Queen, em Ontário (Canadá), uma das consequências mais graves da superproteção era que as crianças entre 7 e 12 anos não sabem o que é brincar ao ar livre ou interagir com os amigos. São crianças infelizes.

Sabemos que criar um filho é, acima de tudo, proteger, mas essa proteção deve estar baseada nos seguintes aspectos:

Protejo você para que se sinta seguro, não “preso”

  • A criação com um apego saudável é aquela que favorece o reconhecimento do pequeno para que tenha uma boa autoestima e imagem de si mesmo.
  • Uma criança que se sente protegida e reconhecida por seus pais tem uma autoestima melhor para ter iniciativa, para não ter medo e ir crescendo em maturidade e responsabilidade.

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Protejo você dando conselhos, mas permitindo que você aprenda com seus próprios erros

Protegemos as crianças para que não caiam, para que sigam pelo caminho correto, mas essa proteção tem como finalidade fazer com que tenham voz própria e, sobretudo, que possam cometer seus próprios erros e aprender com eles.

Protejo você para que saiba que sempre estarei ao seu lado no caminho que escolher

O apego e a força do vínculo são indispensáveis, sobretudo nos primeiros anos de vida de nossos filhos. No entanto, desde os 7 ou 8 anos, as crianças vão dar um salto de amadurecimento muito importante.

  • É o momento em que vão exigir direitos, em que terão um conceito do que é a justiça e a moral. É o passo anterior à caótica adolescência, onde começarão a tomar decisões que podem nos surpreender.
  • Escutá-los sempre e aconselhá-los a cada dia, ensiná-los que, para serem livres, precisam ser responsáveis, e que para desfrutar de certos direitos é necessário cumprir obrigações.

Devemos fomentar um tipo de aprendizado baseado na experiência, não essa superproteção que veta a voz dos pequenos e que lhes dá objetivos ideais que ninguém pode alcançar. Vale a pena levar isso em conta.

Matéria original: Melhor Com Saúde 

“Eu não vivo sem você.” É uma declaração suicida, não de amor.

“Eu não vivo sem você.” É uma declaração suicida, não de amor.

Dói perder quem a gente ama, eu sei e qualquer criança sabe. Mesmo que ninguém nos informe sabemos do sofrimento que o desamor causa. Que desgraça foi quando minha primeira namorada iria embora da cidade, morar bem longe, eu fiquei mal de não querer comer. Não vamos ridicularizar o sentimento de quem sente a falta de alguém, isso é luto e luto é uma readaptação brusca ao ambiente.

Repito, dói e dói demais. Porém, nobres poetas doentes de romantismo, essa vida segue sim.

Quando alguém diz “eu não vivo sem você”, soa mais pra mim como uma declaração suicida do que de amor. É um recadinho romântico que diz “Olha, fique aqui comigo ou eu vou morrer e você será a culpada!” Quantos relacionamentos estão por aí sustentados por esse tipo de ameaça poética?

Responsabilizar o outro pela sua sobrevivência na Terra não deve ser visto como parte de um amor incondicional. Aliás, quer condição mais nítida para um amor acontecer.

“Eu não vivo sem você!” também quer dizer que “se você me deixar, eu vou morrer e o amor que eu digo sentir por ti, vai morrer junto comigo.” Morrer “por amor” nesse contexto é só uma forma doentia de deixar de amar.

Eu viverei sem as pessoas que amo hoje, caso elas precisem partir. Ficarei triste, muito triste, mas minha tristeza não irá guiar minha vida pra sempre. Quem eu amo, amo por não ser meu, por não estar debaixo do meu controle. E a melhor declaração que eu acho possível fazer é “Eu te amo tanto que se você partisse, eu iria me cuidar pra continuar vivo em mim meu amor por ti”.

É um verso mais saudável, não?

Desnecessário justificar sua vontade de morrer usando a partida das pessoas que você ama. Cuidar de si mesmo é a melhor maneira de agradecer a alguém que te fez bem. Nessas horas que  sentir vontade de morrer caso a coisa amada vá embora, escreva suas frases insanas, pode dar boas poesias melancólicas, mas pela sua saúde procure um psicólogo. De tempos em tempos, fantasias do tipo podem atravessar suas ideias e minar bons momentos nas suas relações. A terapia está aí para isso, vá numa boa, a cabeça precisa tanto de escovação e limpeza quanto os dentes.

Claro que uma pessoa pode dizer essa frase sem a intenção ou real vontade de expressar a dependência aqui apontada, claro.

Mas se acontecer de alguém lhe dizer com sinceridade e vigor;

“Sem você eu não sei viver!”

Abrace a pessoa, dê um beijinho na testa e diga com muito carinho;

– Sabe sim, tá?

A capa é uma cena do filme Portrait of Jennie de 1948 que trata de uma dessas histórias de amor e obsessão.

Este pai publicou fotos com sua filha por um motivo comovente

Este pai publicou fotos com sua filha por um motivo comovente

Benny Harlem não é apenas modelo e músico. Ele também é um excelente pai. Recentemente, começou a subir ao Instagram fotos com sua filha de 6 anos, Jaxyn. À primeira vista, as fotos são bem originais pelos penteados extravagantes de pai e filha. Mas, na realidade, Benny decidiu publicar as fotos por outro motivo.

Conforme ele diz, sua principal tarefa como pai não é apenas criar e proteger a sua filha, mas também ensinar-lhe que não deve se envergonhar pela beleza que a natureza lhe proporcionou, nem sentir-se incômoda com ela mesma. Assim, Benny espera que Jaxyn cresça como uma pessoa forte e confiante.

Uma foto publicada por bennyharlem (@bennyharlem) em

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Fonte: incrível.club

Ame com doçura, ame com sinceridade

Ame com doçura, ame com sinceridade

O que é o amor senão uma sucessão de verdades? Não verdades construídas de acordo com as próprias necessidades, mas benditas pela sinceridade e vontade do coração para simplesmente ser. Estar ou querer estar num relacionamento algumas vezes pode significar abrir mão de ser honesto. Porque, com medo dos possíveis julgamentos morais articulados diariamente, nos escondemos nessa concha, onde se quer agradar o outro, mas em poucos momentos a nós mesmos. O amor genuíno despido dos egoísmos deve disposto, abraçar a oportunidade da gentileza e do carinho maior. Sem amarras, injúrias e disputas sentimentais. Amar não pode doer, nunca. Quando em discordância, talvez causar estranheza, mas sempre almejando os sorrisos e a troca. É a soma de dois sentimentos, não? O acordo entre os amantes jamais pode ser para preenchimento. Depositar sentir sem reciprocidade não gera um amor melhor. Aliás, entenda que essa ideia de quantificar o amor por gestos e concessões nada mais é que uma birra emocional. É um coração querendo ser soberano, enquanto a outra metade declina, sem direção, rumo à passividade. Quando duas mãos ficam juntas é para caminharem.

Mas a vida segue e, com ela, inúmeros amores são vividos. Inícios, meios e fins possuem suas importâncias. Querer esquecer experiências prévias de forma a zerar o relógio do “eu te amo” é dos pensamentos mais tolos, pois é preciso desamar para amar o novo. Não há instante que dure, sorriso que prevaleça e beijo inesquecível sem essa ponta agridoce do “acabou”. E ao contrário daquilo disseminado por grande parte dos corações dilacerados, certo e errado a respeito do amor é nada menos que um ponto de vista. Só quem sabe das asperezas e plenitudes do amor é o sujeito que o sente. Que encontra e reconhece os seus limites. Que sabe quando desistir ou continuar a investir tempo e desejo. Qual indivíduo poderá dizer não ser amor? Como alguém pode medir, com exatidão, até onde vai essa dança afrodisíaca e voraz? O amor nunca foi um jogo e mesmo os que o veem como, certamente já não sabem amar faz tempo. Estão tão desgastados e solitários que encontram prazer nessa adrenalina de fazer do outro objeto de estudo e não de carinho. Na pior das hipóteses, enxergam preguiça na possibilidade de serem realmente felizes. O mais irônico é que depois reclamam e clamam por mais amor. Como proceder mediante tamanha incoerência? É pedir demais um pouquinho de paz ao coração?

Então, se o encontro sorrir, apenas deixe-o entrar. Ame com doçura, ame com sinceridade. Esqueça o sentido das horas, perca-se nas carícias e, acima de todas as coisas, traga o querer na ponta dos lábios. De repente, o fim será inevitável mais pra frente, por diferentes razões e emoções, mas também pode ser que o amor repouse, acrescente e faça de algumas palavras, o início de um caminhar entre mãos que querem estar.

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