Dicas para Maiores de 60 Anos (e para quem vai chegar lá)

Dicas para Maiores de 60 Anos (e para quem vai chegar lá)

Apresentamos a seguir uma seleção de dicas e sugestões para aqueles que passaram das suas bem-vividas 60 primaveras. Aplicam-se, também, àqueles quem ainda não chegaram lá e pensam no futuro, em querer vivê-lo o mais plenamente possível. Algumas você já sabe, outras podem lhe surpreender. Enfim, leia, reflita, coloque em prática o que lhe convém!

1. É hora de usar o dinheiro (pouco ou muito) que você conseguiu economizar. Use-o para você, não para guardá-lo. Não o desfrute com aqueles que não têm a menor noção do sacrifício que você fez para consegui-lo. Geralmente alguns parentes, mesmo que distantes, têm ótimas ideias sobre como aplicar o seu suado dinheiro. Lembre-se que não há nada mais perigoso do que ‘um parente com ideias’. Atenção: não é época de fazer investimentos grandiosos. Eles acabam trazendo problemas e agora é hora de focar na sua paz e tranquilidade.

2. Pare de se preocupar com a situação financeira dos seus filhos e netos. Não se sinta culpado por gastar o dinheiro consigo mesmo. Você provavelmente já ofereceu o que foi possível na infância e juventude, como uma boa educação. Agora a responsabilidade é deles.

3. Não é mais época de sustentar pessoas de sua família. Estamos nos referindo aos “folgados”, evidentemente. Seja um pouco egoísta, mas não avarento. Tenha uma vida saudável, sem grande esforço físico. Faça ginástica moderada (como caminhar ou nadar, regularmente) e se alimente bem e corretamente.

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4. Compre sempre o melhor e mais bonito. Lembre-se de que, neste momento, um objetivo fundamental é o de gastar dinheiro com você mesmo, com seus gostos e caprichos, bem como os do seu parceiro ou parceira. Após a morte, o dinheiro só gera ódio e ressentimento. Na verdade, traz à tona rivalidades e ressentimentos de muito tempo atrás, que não foram superados.

5. Nada de se angustiar com pouca coisa. Na vida tudo passa, sejam os bons momentos para serem lembrados, sejam os maus, que devem rapidamente ser esquecidos. Há momentos, sim, em que sentimos muita angústia, mas não a alimente. Fará mal para a sua saúde geral, física e mental.

6. Independente da idade, sempre mantenha vivo o amor. Ame o seu parceiro, sua parceira. Ame a vida. Ame seu pet. Ame o seu próximo… E lembre-se: “Um homem nunca é velho enquanto lhe resta a inteligência e o afeto”.

7. Cuide da sua aparência. Frequente o cabeleireiro ou o barbeiro, faça as unhas, vá ao dermatologista, dentista e use bons perfumes e cremes com moderação. Porque se agora você não é bonito, é, pelo menos, bem conservado.

8. Acompanhe as tendências da moda, adaptando-as ao seu físico e a sua idade. Há pouca coisa mais patética do que uma pessoa de meia-idade com penteados e roupas feitas para gente jovem e sarada.

9. Sempre se mantenha atualizado. Leia livros e jornais, ouça rádio, assista bons programas na TV, visite a internet com alguma frequência, envie e responda os seus e-mails e use as redes sociais, mas sem estresse e sem se viciar nelas. Visite os amigos e receba-os, também.

10. Respeite a opinião dos jovens. Muitos deles estão melhor preparados para a vida do que você imagina. Tal como nós, quando tínhamos a idade deles.

11. Nunca use o termo “no meu tempo”. Seu tempo é agora, não se confunda. Pode lembrar do passado, mas com saudade moderada e feliz por ter vivido. O passado é longo e distante. Já, o futuro, está mais perto do que você pensa.

12. Não caia na tentação de morar com seus filhos ou netos. Apesar de, ocasionalmente visitá-los por alguns dias como hóspede, respeite a privacidade deles, mas especialmente a sua. Se você perdeu o seu parceiro, sua parceira, consiga uma pessoa para ajudar com as tarefas domésticas e que possa dormir na sua casa. Tome esta decisão, porém, somente quando não mais puder cuidar de si por conta própria. Seja humilde para reconhecer isso.

13. Pode ser muito divertido conviver com pessoas de sua idade. E o mais importante, não vai funcionar com qualquer um e, sim, se você se reunir com pessoas positivas e alegres, nunca com “velhos amargos”.

14. Mantenha um hobby. Você pode viajar, caminhar, cozinhar, ler, dançar, cuidar de um gato, de um cachorro, cuidar de plantas, jogar cartas, damas, xadrez, dominó, golfe, navegar na internet, pintar, fazer trabalho voluntário em uma ONG ou colecionar alguma coisa. Faça o que você gosta e o que seus recursos permitem.

15. Aceite convites. Batizados, formaturas, aniversários, casamentos, conferências. Visite museus, vá para o campo. O importante é sair de casa por um tempo e sentir vontade de retornar para o seu cantinho. Não se chateie quando não lhe convidarem. Certamente, quando você era jovem também não convidava seus pais e tios para tudo.

16. Fale pouco e ouça mais. Sua vida e seu passado só importam para você mesmo. Se alguém lhe perguntar sobre esses assuntos, seja breve e tente falar sobre coisas boas e agradáveis. Jamais se lamente de nada. Fale em um tom baixo, cortês. Não critique ou se queixe de tudo. Aceite situações e pessoas assim como elas são. Tudo está aqui de passagem e por tempo limitado.

17. Dores e desconfortos sempre surgirão. Não os torne mais problemáticos do que são. Tente minimizá-los e, não transformá-los no principal assunto da sua conversa. Afinal, eles só afetam a você. São, portanto, problemas seus e do seu médico. Lamentações não agregam, nem servem. Para nada.

18. Se você sofreu alguma ofensa por alguém, perdoe. Se você ofendeu alguém, peça perdão. Não arraste ressentimentos pela vida. Eles só servem para encher seu coração de amargor e tristeza. Guardá-los é como tomar veneno esperando que faça efeito em outra pessoa. Não se deixe envenenar.

19. Se você tem uma crença ou pratica uma religião, conserve-a. Se você tem suas crenças, não as imponha a outros. Viva a sua fé intensamente, mas com discrição.

20. Ria-se muito, ria-se de tudo. Você tem muita sorte. Já se pode dizer que tem uma vida longa e a morte só será uma nova etapa. A morte é uma etapa desconhecida, assim como foi incerta toda a sua vida.

21. Não faça caso do que dizem a seu respeito e, menos ainda, do que pensam de você. Se alguém lhe diz que agora você não faz nada de importante, não se preocupe. A coisa mais importante já está feita: você e sua história, boa ou ruim. Sua história foi e ainda está sendo escrita. Agora, é o momento de descansar, ficar em paz e ser tão feliz quanto for possível.

Por último, mas não por fim, lembre: “A vida é muito curta para beber vinho ruim!”

Fonte: Desconhecida, Via Ana Fraiman

Escrever uma frase por dia pode te deixar mais feliz

Escrever uma frase por dia pode te deixar mais feliz

POR LUCIANA GALASTRI

Eu já tentei manter um diário. Algumas vezes. Mas o negócio nunca deu certo por mais de algumas semanas. Seja porque eu tinha familiares enxeridos que gostavam de inspecionar meus escritos ou por pura e simples falta de tempo: afinal, manter um diário normal demanda alguns bons minutos (ou horas) de contemplação e solidão.

Mas uma dica da autora Gretchen Rubin pode te ajudar a manter um diário mais simples, registrar suas lembranças mais poderosas e ainda te deixar mais feliz: escrever uma frase por dia. Afinal, estudos mostram que lembrar de pequenos momentos cotidianos podem nos deixar mais felizes. E, claro, dessa forma quem tem os mesmos problemas que eu com a regularidade de diários pode aproveitar a melhor coisa deles sem sacrificar um tempo que não tem.

E outra coisa bacana: pesquisas mostram que temos uma tendência de escrever em diários os momentos mais felizes. Então quando você reler as suas frases, ela provavelmente trará as melhores lembranças, aumentando seu otimismo – com um esforço mínimo.

Que tal tentar? Conte pra gente as suas experiências através dos comentários ou de nossas redes sociais.

Fonte: The Muse, via Galileu

Sobre ser a melhor versão de si

Sobre ser a melhor versão de si

Não é bem um conselho, ou, tampouco, um discurso daqueles encontrados ao acaso. Mas seja a melhor versão de si. Parece fácil dizer e até mesmo descomplicado para praticar, eu sei. Se fosse simples ignorar os medos, inseguranças e a ausência da coragem para abraçar tais autoconhecimentos, o viver poderia encaixar mais sublimemente. Ainda assim, precisamos tentar. E tentar é tudo o que nos é permitido. Não demandam pedidos, regras e aceitações de terceiros. Basta reconhecer a própria poesia, o abraço apertado, o gesto bendito. Experimente. Desconheça complexidades e incite trivialidades. O coração precisa. Você precisa.

A partir do sorriso, dê o primeiro passo. Entenda e estenda a espiritualidade presente nos sentimentos. Dance, cante, escreva e beije. Atire-se de cabeça nos momentos dos quais fizerem o corpo respirar vida. Sobreviver é uma escolha enquanto viver é imprescindível. Ame a si. Ame o outro. Pratique mais encontros ao invés de se conformar com partidas. A chuva no rosto, os pés descalços, as mãos em respeito e afeto. Transborde. Sinta. A oportunidade presenteia quem almeja seguir e não ficar parado. Mas se os dias estiverem dolorosos, desacelere e aporte. Não há nada de errado em deixar escorrer algumas lágrimas e se ver abatido por tristezas. O problema é quando isso acaba sendo tudo a ser enxergado mais à frente. Logo depois, levante. Peça desculpas. Perdoe e reconstrua caso seja necessário. Mentiras sinceras continuam sendo mentiras e você não quer isso guardado.

Sobre ser a melhor a versão de si, é nas mudanças que elas ocorrem. Sem um final predestinado, tudo depende do quanto estamos dispostos e receptivos, seja para nós ou outro alguém. De qualquer forma, apenas seja. Do seu jeito. Especial, único e memorável.

Fibromialgia: a doença da alma

Fibromialgia: a doença da alma

Por Luziane Soprani

Um corpo sempre será para o sujeito uma “coisa” sua. Assim, para viver cada ser depende habitar um corpo. Desse modo, as paixões, afetos, ideias, são consideradas pelo princípio da filosofia clássica, a localização das mazelas humanas – mencionadas a partir de um corpo – como função de suporte necessário. A análise do corpo constitui uma relação de pertinência entre o existir e sua materialidade. Esse é o âmago de grandes questões que ultrapassam o tempo, a cultura, à vida, o nascimento, à morte e, também, um tema intrínseco à psicanálise: a sexualidade.

Nesse artigo abordaremos a dor física e psíquica sem causa orgânica. Enunciaremos aqui, uma síndrome que não se encontra causa orgânica específica – chamaremos de doença da alma. A síndrome cujas dores crônicas sem causalidade orgânica constatável, são fonte de sofrimento para pacientes e um desafio para os profissionais da medicina. Essa síndrome está localizada na fronteira entre a reumatologia e a patologia psicossomática, com comorbidades de transtornos e uma degradação da qualidade de vida no plano profissional, social e familiar.

A fibromialgia é uma síndrome clínica que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente, na musculatura. A síndrome cursa com sintomas de fadiga, intolerância ao exercício e sono não repousante – a pessoa acorda sempre cansada. Os médicos classificam a fibromialgia como uma síndrome, porque caracteriza um grupo de sintomas sem que seja identificada uma causa específica.

Não existe uma causa única conhecida para a fibromialgia, mas existem alguns sinais para identificá-la. Os estudos mais recentes mostram que pacientes com fibromialgia apresentam maior sensibilidade à dor do que outros que não têm a doença. Isso não está relacionado com o fato de se ser “forte” ou “fraco” com relação à dor. Na realidade, funciona como se o cérebro dos fibromiálgicos fosse uma bússola desregulada em que ativasse todo o sistema nervoso para fazer a pessoa sentir mais dor. Sendo assim, nervos, medula e cérebro estariam fazendo que qualquer estímulo doloroso seja aumentado de intensidade.

A dor da fibromialgia é real. Existem estudos experimentais avançados mostrando o cérebro funcionando e os pacientes com fibromialgia sentindo dor. Também foram feitos estudos com o líquido que banha a medula e o cérebro (líquor) e foi visto que as substâncias que levam a sensação de dor para o cérebro estão de três a quatro vezes aumentadas em pacientes fibromiálgicos em comparação com pessoas sem o problema.

Tanto pacientes quanto médicos parecem entender melhor as causas de dor quando existe uma inflamação, um machucado, um tumor, que estão ali, visíveis, causando a dor. Na fibromialgia é diferente; se tirarmos um pedaço do músculo que está doendo e olharmos no microscópio, não encontraremos nada – porque o problema está somente na percepção da dor.

Dados epidemiológicos apontam uma maior incidência dessa entidade clínica em mulheres jovens, mas, não podemos deixar de abordar os homens, com muita sensibilidade a dor. A sociedade e muitos estudiosos insistem em proclamar que às mulheres são mais sofríveis que os homens, no entanto, sob o olhar de uma psicanalista, o sexo masculino sofre tanto como apontam o sofrimento do sexo feminino. Não podemos generalizar e racionalizar que o sexo feminino é mais suscetível do que o sexo masculino. Os homens ainda hoje, precisam omitir os seus sentimentos para não se mostrarem fracos. Isso é uma condição precária da observação humana.

Independente do sexo, existe nessa síndrome uma ausência de evidências na materialidade do corpo e a presença de fatores psicopatológicos dificulta o diagnóstico e tratamento. Face à diversidade e dos fatores envolvidos em determinadas síndromes. Faz-se necessário a indicação de uma abordagem multidisciplinar para um tratamento com resultados mais eficazes.

Nesse contexto, ao mesmo tempo em que os profissionais buscam uma cura para suas dores, os pacientes clamam pelo reconhecimento dessa síndrome que causa muito sofrimento.

DA PSICANÁLISE:

A sugestão é considerar a eventual função da fibromialgia na estruturação psíquica como solução subjetiva. Para o referencial teórico-clínico da psicanálise. A psicanálise fornece elementos para reflexões sobre a dor no corpo e seu lugar na psique.

A partir do estado atual das pesquisas sobre o tema – considerando a escassez de estudos no campo da psicanálise, o ponto nevrálgico para nós psicanalistas é podermos contribuir para uma abordagem da fibromialgia que sustente o relato da experiência de dor. Não temos à pretensão de pôr a fibromialgia a qualquer quadro psicopatológico, como a histeria ou a depressão – o foco da psicanálise é sublinhar a posição subjetiva – daquele que sofre em seu corpo essa dor “insuportável” para então, termos um diagnóstico junto os profissionais médicos no tratamento da fibromialgia.

O que a fibromialgia pode ensinar ao psicanalista? Acreditamos que, para além da doença, há um sujeito em questão e que o diagnóstico em psicanálise se produz a partir da posição que este ocupa frente ao seu sintoma. O que, para além da dor, do que o analisando diz, comporta um falar singular. Se na medicina o diagnóstico se alicerça nos fenômenos comprovados e numa probabilidade estatística, a psicanálise avança, para além dos fenômenos, os modos de enfrentar a singularidade do sofrimento. Da forma como a dor psíquica, implicada na dor física, faz com que a psicanálise avance na subjetividade dos casos sob o olhar clínico. A fibromialgia não pode ser igual para todos, mesmo que haja uma tipologia, uma peculiaridade sintomatológica na doença, o traço único dirá mais sobre aquele que sofre e sobre o uso que faz de sua dor.

O umbral de estimulação requerido para transformar um estímulo sensorial em uma possível ameaça está significativamente rebaixado na Fibromialgia, sendo uma das características principais do processo neurobiológico, que afeta de forma extensa todo sistema e pode converter informações subclínicas em sensações desagradáveis em diferentes partes corporais.” (Collado, A., 2008, p. 517-518).

DA EXISTÊNCIA DE ESTADOS DOLOROSOS CRÔNICOS:

A existência de estados dolorosos crônicos sem substrato orgânico, doenças da dor, é assinalada desde o século XIX. Dentre elas, a fibromialgia (FM), conhecida como fibrosite desde 1904 (Gowers, 1904), tem denominação bastante recente (Smythe e Moldofsky, 1977). Reconhecida pela OMS em 1992, sob a identificação M 79.7 na classificação internacional das doenças (CID), essa síndrome é definida como composta de dores músculo-esquelético acompanhadas, frequentemente, de transtornos do sono e fadiga. A partir dessa classificação, que lhe confere um estatuto de doença, o aumento do interesse sobre a fibromialgia repercute em numerosos estudos (Kahn, 1989; Kochman, 2002; Heymann, 2006; Saltareli, Pedrosa, Hortense e Sousa, 2008). No entanto, sua etiologia permanece obscura e parece remeter a uma origem multifatorial, sem que nenhuma causalidade orgânica tenha sido detectada (Sordet-Guepet, 2004).
A maioria dos textos e estudos sobre o tema indica a possibilidade de uma comorbidades psiquiátrica no que concerne à presença de transtornos de ansiedade e depressão. Sendo assim, apontam a adequação do recurso a tratamentos medicamentosos conforme cada caso é suas comorbidades. Digno de nota, a indicação de tratamento psicoterápico é mencionada no recente estudo brasileiro sobre o tema ao mesmo tempo em que os exercícios de alongamento e assimilados (Heyman et al., Idem). De todo modo, a indicação de uma abordagem multidisciplinar para o tratamento dos casos de fibromialgia parece consenso na maioria dos trabalhos da área médica, figurando tanto no recente estudo Consenso brasileiro do tratamento da fibromialgia (Heyman et al., Ibid) quanto no relatório da Academie Française de Médecine (Menkès e Godeaul, 2007).

Numerosos autores reconhecem o importante e até mesmo preponderante papel dos fatores psíquicos no surgimento da fibromialgia. Ao mesmo tempo, a maior parte deles, rejeitam a assimilação desta a qualquer doença psiquiátrica e somente o componente psicossomático é, em certos casos, evocado. Uma vulnerabilidade psicológica marcada pelo stress (Boureau, 2000), a tendência ao “catastrofismo”, à “victimização”, por vezes uma hiperatividade prévia, um contexto de tensão emocional constante, ansiedade e afetos depressivos vêm esboçar um quadro psicológico do paciente fibromiálgico. Todavia, sublinha-se que as relações de causalidade entre os sintomas psiquiátricos e a fibromialgia são difíceis de confirmar. (Menkès, Godeaul, 2007).

É possível que os transtornos encontrados na fibromialgia (fadiga, transtornos do sono, dores de cabeça, diminuição da atividade cognitiva) fazem observar os sinais de depressão, somando a uma síndrome dolorosa. Porém, não se encontram nem as ideias suicidas nem os elementos de desvalorização e autoacusações. Do mesmo modo, se os autores sublinham as relações inegáveis entre a fibromialgia e uma extensa lista de transtornos psicológicos, entre os quais a hipocondria, transtornos funcionais e somatoformes, o critério principal das dores difusas parece, entretanto, separá-los (Kochman, Hatron, 2003). Unicamente a comorbidades entre os estados de stress pós-traumático (SPT) e a fibromialgia, tanto em termos da expressão sintomática como no da anamnese (eventos traumáticos, violência, abusos sexuais etc.) parece confirmada no plano clínico. Geralmente, a fibromialgia inicia-se após um traumatismo psíquico (eventos recentes ou passados, situação prolongada de stress etc.) ou físico, por vezes mínimo (traumatismo, cirurgia, acidente de trabalho, de transito etc.).

Em muitos casos, as evidencias da doença através do diagnóstico pode permitir ao sujeito certo alívio. Na realidade, o reconhecimento da dor, abre a possibilidade de se ter à mão, como um prêt-à-porter, uma causa que fornece certo sentido aos males somáticos, mas também aos psíquicos. Graças a essa identidade adotada e caracterizada com o selo da fibromialgia, existe o des- prazer de sentir dores corporais, mas, porém, não necessita ser escondida ou omitida.

Na contrapartida às tentativas sempre sem definições e/ou de um diagnóstico exato para descrever um perfil típico do paciente fibromiálgico – correto será obter referências a uma psicopatologia sustentada na consideração do sujeito. Assim, não podemos proclamar que existe a “cura a qualquer preço”, mas pode-se, considerar a eventual função da fibromialgia na estruturação psíquica como solução subjetiva. Nessa ação “esperançosa,” (o médico, o psiquiatra, o psicanalista e/ou psicólogo) podem manter o dizer do sujeito em sua tentativa de esboçar uma teoria pessoal de sua doença. É um primeiro passo, uma via para permitir ao sujeito mudar ou, pelo menos, compreender sua posição face ao sofrimento sem remédio. Em alguns casos, esse pode ser um caminho para uma verdadeira mudança subjetiva, uma abertura para a interrogação sobre à maneira de se colocar no mundo, a singularidade de sua relação ao saber da realidade e lidar com sua condição, buscando viver melhor, sem prostração para não se tornar uma vítima da doença.


REFERÊNCIAS:

Rev. Mal-Estar Subj. vol.10 no.4 Fortaleza dez. 2010.

Entrevista com Reumatologista Eduardo S. Paiva
Chefe do Ambulatório de Fibromialgia do HC-UFPR, Curitiba.

Bennett, R. (2005), The Fibromyalgia impact questionnaire (FIQ): A review of its development, current version, operating characteristics and uses. Clinical and Experimental Rheumatology., 23 (Suppl. 39), S154-S162.

Collado, A. (2008). Fibromialgia: Una enfermedad más visible. Revista de la Sociedad. Española del Dolor, 15 (8), 517-520. Recuperado em 1 agosto 2010, da http://revista.sedolor.es/articulo.php?ID=589

Fernandes, M. H. (2001). As formas corporais do sofrimento: A imagem da hipocondria. Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, 4 (4), 61-80.

Freud, S. (1986). La perturbación psicógena de la visión según el psicoanálisis (Obras Completas Sigmund Freud, Vol. 9). Buenos Aires, Argentina: Amorrortu. (Originalmente publicado em 1910).

Gaspard, J.-L. (2009). Le corps du refus dans la modernité: l’exemple de la fibromyalgie. In J-L. Gaspard & C. Doucet (Orgs)., Pratiques et usages du corps dans notre modernité (pp. 129-139).Toulouse: ERES.

Heymann, R. E. (2006). O papel do reumatologista frente à fibromialgia e à dor crônica musculoesquelética. Revista Brasileira de Reumatologia, 46 (1). Recuperado em 1 agosto 2010, da http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042006000100001&lang=pt

Heymann, R. E., Paiva E. S., Helfenstein, M., Jr. Pollak D. F., Martinez, J. E., Provenza, J. R. et al. (2010). Consenso brasileiro do tratamento da fibromialgia. Revista Brasileirade Reumatologia 50 (1), 56-66. Recuperado em 3 agosto= 2010, da http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042010000100006Não

Houvenagel, E. (2001). Mécanismes de la douleur de la fibromyalgie. L’Observatoire de la Douleur, 11, 9-12.

 Fonte indicada: Luziani Soprani- Blog oficial

O problema não é ser conservador. É conservar porcaria.

O problema não é ser conservador. É conservar porcaria.

Não, nem todo conservador é um babaca, reacionário, antiliberal e essas coisas que só atrasam a vida. Acredite. Tem um monte de gente boa por aí conservando o que é preciso conservar.

Eu mesmo encontrei dois deles agorinha. Um casal. Estão juntos há uma década. Não se casaram no papel, mas têm uma relação estável e monogâmica. São dois belos conservadores! Os dois trabalham, guardam os dias santos, respeitam pai e mãe, almoçam em família, trocam presentes no Natal e nos aniversários. São felizes, se amam de verdade e agora estão na fila para adotar uma criança. Ah! Os dois são homens.

Sim, porque “conservar” e “renovar” não têm de ser ideais antagônicos e incompatíveis em lugar nenhum. Todos temos o direito de conservar o que quisermos, inclusive a nossa mais sagrada liberdade de sermos quem quisermos ser. Porque todos somos livres para ser quem somos de fato.

Confesso. Eu sou um sujeito conservador! Conservo mesmo, sem culpa e sem medo, um caminhão de coisas. Lembranças e amigos, figurinhas e gibis. O que há de mau nisso? Conservo medos, saudades, tristezas e esperanças. Eu conservo, sim!

Guardo comigo as lembranças da minha família como pequenas joias. Conservo minha bisavó no coração e não abro mão. Agora, isso não quer dizer que eu deseje viver como ela vivia na primeira metade do século passado. Nem que eu pense exatamente como ela pensava ou tome as mesmas decisões que ela tomava. São coisas diferentes, épocas diversas. E o fato de eu conservar o que bem entender do tempo da minha bisavó não faz de mim um retrógrado, não.

Francamente, conservadores somos todos. A questão é pensar bem no que estamos conservando. Há pessoas que conservam o que só é bom para elas mesmas e ruim para os outros: preconceitos, favorecimentos pessoais, tradições duvidosas, privilégios de classe, tabus medonhos e outras antiguidades no mau sentido. São espécies que param no tempo.

Por outro lado, tem gente que conserva seus valores e respeita os dos outros. Gente que mantém suas próprias preferências e deixa o outro preservar as dele. O que há de errado com isso?

Ruim é conservar coisa inútil e se recusar a seguir adiante. É não admitir que os costumes mudam, que o mundo evolui, que dois homens ou duas mulheres podem, sim, ter filhos e formar famílias lindas, felizes, admiráveis! Maus conservadores são horríveis, péssimos, intragáveis.

Mas ahh… quem conserva o que vale a pena merece uma medalha, um prêmio, um título honoris causa. Essa gente, ainda que vez ou outra pareça conservadora, é quem deixa a vida novinha todos os dias.

Será que “ser ou não ser” ainda é a questão?

Será que “ser ou não ser” ainda é a questão?

Hoje eu acordei meio parede sem acabamento, cinza, acimentada, rígida e áspera, como uma dessas paredes em construção. Ao meu lado outras paredes, quase todas em processo, outras deterioradas, porém, todas imóveis. Abaixo de mim mais paredes, acima também, um peso sobre outro, concreto, físico, material. Haja força para suportar!

Senti saudade de quando acreditei que era massa de modelar, macia, colorida, maleável. Eu era uma artista! Criava-me flor, pássaro, e até menina, me tornava o sonho lúdico em que vivia, misturava-me com outras cores e adquiria minha própria cor, e mesmo que me pisassem, esmagassem, perfurassem, eu sabia que seria capaz de voltar a ser flor, ou qualquer outra coisa que eu imaginasse; sonhar era livre.

Fui preparada dentro de uma betoneira, a ilusão de maleabilidade vinha da mistura ali feita, era cimento, água e areia. Girava, ficava tonta, fantasiava; o mundo lá fora era novo, era outro, não senti o processo acontecer, apenas dormi e acordei parede. Nada como dizem por aí, de sonhar voando e cair da cama, era pior, bem pior, algo como dormir viva, e acordar dormindo, só que pra sempre.

Hoje eu acordei meio parede, que é quase muro; acordei presa em mim mesma, seca, esgotada, desejando alguma ordem de demolição, desejando desmoronar, mesmo sabendo que isso comprometeria toda essa estrutura da qual eu nunca quis fazer parte, mesmo sabendo que isso afetaria outras paredes, que talvez, também quisessem ser outra coisa. Voltaríamos ao pó, nos misturaríamos a terra, e nos conduziríamos com o vento.

Descubro então que mesmo petrificada, os meus sonhos voam, eles vivem sob essa névoa empoeirada dessa construção morta. Os sonhos ainda vivem, e isso me traz a tranquilidade de acreditar no movimento.

5 lições de “Como Eu Era Antes de Você” que fazem o filme ser inesquecível

5 lições de “Como Eu Era Antes de Você” que fazem o filme ser inesquecível

Se você é fã de filmes de romance, é melhor já separar o lencinho! Baseado no livro homônimo da autora inglesa Jojo Moyes e dirigido pela também londrina Thea Sharrock, Como Eu Era Antes de Você, filme que estreou no último dia 16, conta com um elenco de peso. Emilia Clarke, da série Game Of Thrones, e Sam Claflin, dos filmes Jogos Vorazes e Simplesmente Acontece, vivem os protagonistas Louisa Clark e Will Traynor. Outros nomes que você provavelmente já conhece são Matthew Lewis (Harry Potter), Charles Dance (Game Of Thrones) e Jenna Coleman (Doctor Who).

No entanto, não são apenas os rostos conhecidos que fazem o filme valer a pena. A história de Louisa e Will é tão delicada e cheia de significados que, certamente, vai te fazer refletir sobre vários aspectos da sua vida. Por isso, separamos algumas das lições do drama romântico que vão mexer com você.

1. Uma primeira impressão ruim não significa falta de compatibilidade.
Quando Louisa Clark e Will Traynor se conhecem, nenhum dos dois vai com a cara do outro. Lou chega para ser cuidadora e acompanhante de Will, um banqueiro jovem e rico que há dois anos se tornou cadeirante, e ele faz questão de ser desagradável com a garota. Ela até pensa em largar o emprego depois de aturar tanta grosseria. Ainda bem que Lou precisa do dinheiro e não vai embora! Com o tempo, eles passam a se abrir tão profundamente um com o outro que suas personalidades são positivamente transformadas pela convivência. Vem daí o nome do filme!

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2. Faz bem se vestir de uma forma que agrade a si mesma.
O estilo de Lou é um dos grandes destaques do filme. A inglesinha gosta de roupas com cores e estampas marcantes, além de criar looks incríveis com peças cheias de informação. Algumas pessoas a olham torto por isso? Sim. Mas ela está sempre tão confiante com suas roupas coloridas que isso acaba encantando quem convive com ela. Na entrevista de emprego, Lou tenta usar uma roupa mais formal emprestada de sua mãe. Resultado? A saia rasga na lateral causando muito desconforto. Se tivesse vestida como gosta, possivelmente isso não aconteceria.

3. Demonstrar que você realmente presta atenção nas coisas que a pessoa fala é o melhor presente. 
Em uma conversa casual no início da convivência, Louisa comenta com Will que sua roupa favorita na infância era uma meia calça de abelhinha com listras amarelas e pretas. O tempo passa e, no aniversário da cuidadora, o namorado dela a presenteia com um objeto caro que não tem nada a ver com seus gostos pessoais. Já Will, acerta em cheio. Ele a surpreende com uma meia calça de abelhinha em tamanho adulto. Os gritinhos de alegria da moça deixam clara a sua felicidade com a lembrança do rapaz.

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4. Não diga “não gosto” se nunca experimentou. Você pode se surpreender.
Will percebe que Louisa tem uma rotina bem monótona na cidadezinha em que vivem e tenta de tudo para estimulá-la a viver novas experiências. No começo, a jovem tende a hesitar tudo que ele propõe. Exemplo disso é quando Will a convida para assistir a um clássico francês e ela diz que não curte filmes legendados, mas fica boquiaberta de encanto quando o filme termina. Lou pega tanto gosto pelas novidades que, em certo momento, é ela quem começa a propor novas atividades para ele.

5. Respeite as escolhas individuais de cada um.
Talvez essa seja a mensagem principal de Como Eu Era Antes de Você. Não vamos entrar em detalhes para não estragar a surpresa de quem não leu o livro. No entanto, ao assistir ao filme, você vai perceber que, muitas vezes, as decisões de quem amamos não significam que  a pessoa não gosta da gente ou que não a fazemos feliz, outros aspectos pessoais também influenciam. Você pode até opinar, porém jamais tentar escolher pelo outro contra a vontade dele. Ninguém melhor do que a própria pessoa para saber o que é melhor para a vida dela.

Imagem de capa: Reprodução

Sobre a hegemonia do princípio de Nirvana

Sobre a hegemonia do princípio de Nirvana

A ideia que melhor define o conceito “pulsão”, tal como nos foi proposto por Freud, é a ideia de um retorno a um estado anterior. Esta, contudo, passa predominantemente desapercebida na generalidade das utilizações que se fazem do conceito. Na verdade a pulsão é predominantemente entendida como um ímpeto inconsciente para um movimento dinâmico que nos propõe o avanço no sentido de um determinado alvo; e raramente como uma força-movimento de retorno a um estado de coisas anterior. Contudo, a força da pulsão reside precisamente nesta última tendência, sendo que, uma vez levada ao limite da sua finalidade (ou à condição mais remota a que se pode recuar), este estado para o qual a pulsão tende, é um estado anterior à vida, ou seja, é um estado eminentemente anorgânico. A morte é, por assim dizer, coincidente com um retorno. Existirá, portanto, nesta perspetiva, uma tendência para um retorno ao nada, que é o ímpeto da pulsão de morte, que se traduz, do ponto de vista psíquico, na tendência inconsciente para um estado cada vez mais pleno de ausência de tensões.

Hoje em dia, ocupando cada vez mais espaço nas emergências culturais do mundo ocidental (e não só), assim como um lugar de relevo antagónico, relativamente às tensões da vida mundana, assistimos ao advento ocidentalizado do budismo hinduísta (um género de avanço que não deixa de nos evocar um retorno), patente na afirmação da sua radical essência, contraposta ao ruido consumista-individualista de uma perturbadora pós-modernidade: a procura de quietude, cujo fim último resultaria numa infinita felicidade, atingida pela fusão com a alma coletiva, através do aniquilamento da individualidade e das manifestações do desejo próprio. Neste ponto, tendo em conta que, como espero ter ficado claro, proponho o recurso a duas interpretações do Nirvana, fundamentadamente distintas – a psicanalítica (de Freud) e, por último, a hinduísta-budista (a original) –, são contudo as incontornáveis similaridades existentes entre elas, que nos remetem para um campo de reflexão eminentemente atual, que na verdade é intemporal.

Voltando então à interpretação freudiana eu diria mesmo que, com legitimo fundamento, surpreendentemente para muitos, reconhecidamente para outros, o princípio de Nirvana, que subscreve a tendência do organismo para a ausência total de tensões, não veio à obra de Freud para pouca coisa, veio sim para partilhar o trono com o princípio do prazer, para não dizer destroná-lo, pois no fundo passou a ser este outro princípio (o princípio de Nirvana), o que melhor representa a mais irredutível das forças pulsionais atuantes no organismo vivo, não fora ela a que no fim (no limite do movimento de retorno), sempre vence: a pulsão de morte. Na verdade, como saberão, Freud assimilou o prazer à redução das tensões penosas e, finalmente, à redução das tensões ao nível zero, ponto em que a teoria da dualidade pulsional se harmoniza finalmente, na assimilação do prazer ao princípio de Nirvana.

Este princípio seria ainda um princípio para além do homem, pois estaria presente em todos os organismos vivos, mesmo nos mais primitivos. Por outro lado, seria sempre muito difícil fazer prova direta da sua ação, pois ela estaria predominantemente disfarçada pelas forças que conservam a vida. Esta conceção especulativa (sem possibilidade de provação cientifica, mas para a qual Freud considerou encontrar suficientes evidencias clínicas), acabou por ligar indissociavelmente qualquer desejo agressivo ou sexual, ao desejo de morte, na mesma medida em que o princípio de Nirvana, representado pela pulsão de morte, traduzia o que de mais irredutivelmente pulsional existia no organismo.

Esta é, de acordo com a segunda tópica freudiana, a grande questão do inconsciente (todas as outras orbitam necessariamente em torno dela), enquanto contido na noção “Id”. Mas, efetivamente, pouco se tem refletido sobre isto, pouca atenção se tem dado a este Freud especulativo, pelo menos na praça da “psicanálise suave e utilitária”. Neste âmbito, fica aqui esta minha leitura de Freud, sobre o mais radical princípio regente da vida psíquica, que expressa a silenciosa tendência da pulsão de morte, sempre dissimulada pelas forças que conservam a vida, que então de tantos modos nos envolve e alicia, até porque, para bem, a pulsão de vida é impelida e destinada a procurar dançar harmoniosamente com o seu par (a pulsão de morte). Mas, como é fácil observar, este é um par que nem sempre se afina, esta é uma dança que nem sempre sabemos dançar…

Casal em namoro à distância cria fotos para se aproximar

Casal em namoro à distância cria fotos para se aproximar

Danbi Shin e Seok Li são um casal coreano apaixonado que namora à distância. Shin mora em Nova York, nos EUA, enquanto Li reside em Seul, na Coréia do Sul. A viagem de avião entre os dois lugares dura, em média, 14 horas.

Os dois só podem se encontrar pessoalmente em intervalos de meses, razão pela qual resolveram criar um projeto fotográfico chamado Half & Half, em que eles tiram fotos simultaneamente e combinam os resultados em uma única fotografia composta de duas partes complementares. Dessa forma, eles se mantêm próximos, apesar de estarem a milhares de quilômetros um do outro.

Manter uma relação à distância é um desafio verdadeiramente complicado para qualquer casal. A ausência de contato físico não é algo de todo insuportável, embora seja uma limitação muita dura de aguentar.

Esse hiato entre um casal é frustrante. A única forma de se ver é através de uma tela. A troca de experiências é escrita, por vezes verbal, mas, por causa da falta de interação presencial, reina um sentimento de incerteza quanto ao que as duas pessoas estão fazendo (ou pensam em fazer) fora da comunicação restrita.

Muitos casais que namoram à distância mantêm seu relacionamento mesmo na base da provação, mas outros não aguentam e preferem dar um fim na relação, visto que o laço afetivo esfria com a falta de calor humano.

Alguns acreditam piamente em amor incondicional; outros dependem de garantias e demonstrações explícitas desse amor para poder experimentá-lo.

No mínimo, é surpreendente o fato de duas pessoas permanecerem juntas sem se olharem, beijarem, cheirarem e tocarem. A constante obliquidade de sensações desgasta a paixão e mina o desejo com o passar do tempo, mas alguns casais ignoram essa tentação e sustentam o amor, como se tivessem feito um pacto de sangue.

Se um relacionamento saudável à base de sexo já é, em partes, difícil de se viver, é imaginável a dura realidade de experimentar o outro apenas em pensamento, como fazem os coreanos Shin e Li.

Há um grupo de pessoas que leva um relacionamento à distância numa boa, e ainda tiram o melhor proveito da situação com humor e criatividade. Danbi Shin e Seok Li fazem parte desse grupo, que se contenta com pouco. A parede de separação que os envolve é quebrada por um simples, mas perspicaz projeto fotográfico.

Nas fotos a seguir, Shin e Li mostram como suas vidas são parecidas, apesar de terem estilos e hábitos distintos. Os dois compartilham momentos cotidianos de seu dia a dia. Veja:

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Até quando vale a pena lutar por um amor?

Até quando vale a pena lutar por um amor?

Muitas vezes, vivemos relacionamentos difíceis, que nos causam muito mais tristezas, decepções e dores do que alegrias e satisfação. Mas, por algum motivo que nem nós mesmos sabemos qual é, insistimos em manter essa relação. Teimamos em tentar de novo, nos agarramos em palavras que não correspondem com a realidade nem com as atitudes tomadas pela outra pessoa. E assim, confusos e perdidos nesta sensação entre o amor que gostaríamos de viver e o que realmente estamos vivendo,não sabemos o que fazer! 

Convencidos de que amamos a outra pessoa, nos enchemos de forças e coragem para lutar por ela. Mas, logo depois, percebemos que não há reciprocidade, que a pessoa não está disposta a lutar, a tentar de verdade, a cumprir o que promete e, então, vemos nossas esperanças se diluírem e a nossa dor aumentar ainda mais. Algumas pessoas adoecem, entram em depressão, sentem-se desmotivadas, afastam-se dos amigos, perdem até o emprego por causa de uma relação que mais parece uma tortura, esmagando sentimentos e desejos.

Neste momento, por mais que não queiramos ouvi-la, a pergunta se repete em nossa alma e exige uma resposta: vale a pena continuar? Vale a pena insistir? Será que existe a possibilidade de conquistar essa pessoa definitivamente?

Enfim, creio que a resposta não seja tão objetiva, especialmente porque não podemos prever o futuro com tamanha clareza. No entanto, esta é, sem dúvida, a hora de olhar para nós mesmos e nos respeitarmos, nos valorizarmos e, acima de tudo, nos amarmos. Não tenho dúvidas de que se não fizermos isso, a outra pessoa também não fará. Mas se, ao contrário, decidirmos nos reconquistar, lutar por nós mesmos, enxergarmos o que temos de bom e nos reerguermos, haverá uma saída. Ou seja, ganharemos força e discernimento para descobrirmos a resposta certa: se vale a pena ou não!
Se valer, estaremos prontos para exigirmos o que queremos desta relação, mostrando à pessoa que merecemos ser amados, respeitados e valorizados. E ela, se realmente nos amar, estará disposta a nos dar o que merecemos.
Mas se não valer, estaremos prontos para abrir mão deste relacionamento que não nos tem trazido nada de bom, que tem servido apenas para nos deixar angustiados e desesperados com tamanha indecisão, incerteza e incoerência. 
Então, se você estiver vivendo um relacionamento que tem lhe causado mais dor do que alegria, eu sugiro que você se faça algumas perguntas e seja sincero consigo mesmo. A primeira é: você realmente ama esta pessoa? Se a resposta for não, então nem precisa responder as próximas questões. Mas se for sim, então pergunte-se: tem dado o melhor de você para tentar salvar a relação? Depois, avalie: a pessoa amada está disposta a salvá-la também? As atitudes dela demonstram um verdadeiro amor ou expressam indiferença, incompreensão e desrespeito?

Caso ambas estejam dispostas a se reconquistarem, é bem provável que consigam. Mas se só você estiver disposto a isto, o melhor a fazer é colocar um ponto final nesta história, pois um relacionamento se compõe de dois corações e nunca de apenas um!

Talvez, um dia, esta pessoa esteja pronta para viver esta relação e volte a lhe procurar, mas por enquanto, os fatos estão mostrando que não dá mais! Lembre-se que uma pessoa se apaixona por outra por causa de suas qualidades e depois, com a convivência, aprende a aceitar os seus defeitos. Então, cuide de você, expresse mais as suas qualidades, melhore seus pontos fracos, supere suas limitações e torne-se uma pessoa apaixonante.

Não desperdice a sua vida insistindo numa relação que não lhe faz crescer, que não torna você uma pessoa mais consciente e mais inteira. E nunca se esqueça que o Universo lhe dá exatamente aquilo que você acredita que merece! Portanto, trate de se valorizar e, assim, terá certeza absoluta de que você merece muito mais…

Amor não é solidão compartilhada

Amor não é solidão compartilhada

A solidão é um monstro assustador. Mais cedo ou mais tarde, ele acaba nos assustando, sobretudo quando olhamos para a vida e encontramos um imenso vazio. Falamos, gritamos e, na maior parte das vezes, escutamos tão somente o nosso eco como reposta. Diante de um mundo que nos amedronta, estar só torna-se um problema que deve ser solucionado. E, assim, surgem muitas relações, não por amor, não por vontade de estar com alguém que enternece o coração, mas apenas pelo medo de ficar sozinho.

Vivemos em um mundo em que cada vez mais estamos isolados em nossas ilhas afetivas e, consequentemente, temos a solidão instalada. Além disso, não existem mais referências sólidas para que possamos nos apoiar. Tudo é fluído, está constantemente em movimento e muda a cada instante. Desse modo, estamos gradativamente mais necessitados de algo que nos ajude a suportar um mundo seco e duro, que parece ter sempre uma surpresa a apresentar.

Estranhamente, esse algo tem sido direcionado para as relações afetivas. Ou seja, a solidão, a carência e o medo de encarar a vida estando só têm sido o combustível de muitos relacionamentos. Mas será que vale a pena estar com alguém apenas por medo da solidão? Será que o amor é apenas algo que duas pessoas que não conseguem viver sozinhas inventam para ficarem juntas?

Embora existam inúmeras interpretações acerca do amor, não acredito que ele seja somente um subterfúgio de indivíduos incapazes de encarar seus medos e fobias. Do mesmo modo, também não acredito que valha a pena estar em uma relação dessa forma. O que consigo observar, sob meu prisma, são relacionamentos frios, sem brilho no olhar e risos sinceros compartilhados. Relacionamentos marcados por traições em todas suas possibilidades e sem qualquer tipo de profundidade.

Obviamente, todo tipo de relacionamento trará contrapesos e muito trabalho, entretanto, o que existem em relacionamentos fundados pela carência de duas pessoas que não conseguem assumir a sua singularidade é a comodidade e a preguiça que não lhes permitem ter relações vivas, marcadas pelo esforço de fazer a relação dar certo. Aliás, a singularidade do outro pouco importa, já que a única coisa importante é estar com qualquer pessoa, ainda que esta não me comunique nada.

Dessa maneira, como é possível dizer que esses tipos de relacionamentos são fundados em amor ou afirmar que o amor seja isso? Amor é intimidade, é ter interesse em conhecer os cantos mais longínquos de um coração. As suas dores mais ocultas, as suas alegrias mais gratuitas, os seus desejos mais ardentes. Amor é conhecer cada detalhe que forma o ser amado. O jeito como sorri, a forma como penteia os cabelos quando está com pressa, a piada que vai contar em determinada situação ou a maneira engraçada que canta enquanto está no chuveiro. Amor é ter profundidade, é saber de cada idiossincrasia que forma a singularidade daquele que amamos. É amar cada detalhe que torna essa pessoa única e insubstituível e que faz com que a amemos em cada suspiro da nossa alma.

Amor é quando, mesmo podendo voar, escolhemos ficar. Amor é jogar conversa fora enquanto os ponteiros dos relógios se juntam sem que possamos perceber. Amor é quando somos um, mas queremos ser dois. Amor é ir além da superficialidade e ter coragem de mergulhar em águas profundas. O que foge disso não é amor, é tão somente solidão compartilhada, que pode, em alguns dias, até afugentar o medo e a angústia, mas jamais trará a sensação de estar completamente vulnerável e, ainda assim, ter o seu coração terno, algo que só sentimos quando estabelecemos um espaço de conexão entre dois corações, onde há terra arada e adubada para que raízes de amor floresçam das sementes de coragem e poesia.

 

25 Conselhos de estilo de Coco Chanel

25 Conselhos de estilo de Coco Chanel

Coco Chanel (1883-1971) foi uma das mulheres mais influentes e revolucionárias do mundo da moda, além de criadora do lendário perfume ‘Chanel Nº5′. Ela sempre se diferenciou dos demais pela sua inteligência e maneira peculiar de encarar a vida. Por causa dessas qualidades, se transformou numa lenda. “Houve muitas duquesas de Westminster. Chanel, há apenas uma” — dizia ela, categórica.

1- Somente aqueles que não têm memória insistem em sua originalidade.

2- Inventei minha vida assumindo a ideia de que tudo que não me agradava teria um contrário que me agradaria.

3- A beleza deveria começar na alma e no coração; de outra forma os cosméticos são inúteis.

4- Elegância não consiste em vestir um novo vestido.

5- Se você sabe que a maioria dos homens são como meninos, você não precisa saber mais nada.

6- O luxo é uma necessidade que começa quando acaba a necessidade.

7- O requinte é o triunfo do espírito sobre os sentidos.

8- Não é a aparência, é a essência. Não é o dinheiro, é a educação. Não é a roupa, é a classe.

9- O perfume anuncia a chegada de uma mulher e adia a sua despedida…

10- Não perca tempo batendo contra uma parede com a esperança de transformá-la em uma porta.

11- Uma mulher deve usar perfume onde ela pretende ser beijada.

12- Para ser insubstituível, você deve ser sempre diferente.

13- Menos é mais.

14- Não existem mulheres feias; existem mulheres que não sabem se arrumar.

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15- Uma mulher pode perder tudo com um sorriso e em seguida recuperar com uma lágrima.

16- O bom gosto faz bem a certos valores espirituais autênticos, como o próprio gosto.

17- A moda é arquitetura: é uma questão de proporção.

18- Uma mulher tem a idade que merece.

19- Nós, mulheres, precisamos da beleza para que os homens nos amem, e da estupidez para que amemos os homens.

20- A culpa é, talvez, a companheira mais dolorosa da morte.

21- O luxo deve ser confortável. Senão não é luxo.

22- Não sou jovem, mas me sinto jovem. O dia em que me sentir velha, vou pra cama e ficarei ali. Sinto que a vida é algo maravilhoso.

23- O sucesso costuma ser alcançado por aqueles que não sabem que o fracasso é inevitável.

24- Vista-se hoje como se você fosse conhecer o seu pior inimigo.

25- A liberdade sempre é elegante.

Não sinto pena de mim, então, não ouse você

Não sinto pena de mim, então, não ouse você

Se dar bem ou não pode ser questão de sorte, de inteligência, de carisma, do acaso, do encontro, do destino. Se dar mal pode ser questão de tudo isso também, ou nenhuma das alternativas anteriores. Não importa, é tudo parte do jogo. É tudo o jogo em si.

A reação mais aceitável deveria sempre ser a de modéstia perante o êxito e coragem no caso de uma derrota. Mas não é assim que conseguimos digerir e comunicar nossos feitos.

A vaidade sai a berrar e se insinuar para o orgulho já exacerbado. A festa parece não ter fim quando se vence uma etapa.

Mas, no lado oposto, atrás do pódio, bem lá para dentro das entranhas da vergonha, quando tudo dá errado, quem se apresenta esfomeada é a pena, de sobrenome piedade e apelido dó.

Sentir pena é tentar inutilmente se sentir triste pelo outro, ou pior, por si mesmo. É sentar e chorar, lamentar a vitória alheia só porque não foi a sua própria.

Quando as coisas dão para trás é o justo momento de invocar a sabedoria, por mais magra e fraca que ainda aparente. Só dessa forma ela se fortalece e vai aos poucos barrando a entrada da pena, que só lamenta, serve o drama em taça de cristal mas nada faz para de fato consolar.

Por essa e por outras que eu não sinto pena de mim. Não sinto quando acontece uma decepção. Não sinto quando me meto em causa perdida. Não sinto se for injustiçada. Não sinto nem quando sou eu a culpada.

Não sinto pena porque não me acho merecedora de lamentos. Prefiro me ver apta a novas chances. Troco a pena pela lição aprendida.

E por favor, se nem eu sinto pena de mim, se me encontrar numa situação passível desse sentimento, nem ouse! Se o fizer, sentirei pena de você!

10 filmes para almas sensíveis

10 filmes para almas sensíveis

Por Julianna Steffens, do blog Lost in Chick-lit

Título original: 10 filmes para chorar litros

E como não são apenas os filmes românticos que nos fazem derramar lágrimas (ou soluçar compulsivamente), esta é uma lista bem eclética de TOP 10. Preparem a  caixa de lencinhos e o balde de pipoca!

Não vou tentar convencer vocês que esta lista é imparcial, pois não é! Nem acredito que qualquer lista do gênero seja, escolher os melhores de qualquer coisa é sempre algo muito subjetivo.

1-Diário de uma Paixão (The Notebook -2004)

Direção: Nick Cassavetes
Atores:  Ryan Gosling, Rachel McAdams Gena Rowlands
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Baseado no romance de Nicholas Sparks, o que automaticamente significa “preparem os lencinhos”. Pra mim esta é sua obra prima, muito bem adaptada para o cinema, que descreve a história  de Noah e Allie, no passado, sendo contada por Duke no presente para uma senhora que sofre de Alzheimer. Não sei se todos já viram (quem não  viu  deve ver). Com uma das mais belas cenas de beijo do cinema atual, e dois atores jovens perfeitamente escalados, corri pra comprar a versão literária assim que assisti o filme.

2- P.S.Eu te amo (P.S. I Love You -2008)

Direção: Richard LaGravenese
Atores: Hilary Swank, Gerard Butler, Lisa Kudrow
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Um filme que te leva das lágrimas às gargalhadas em instantes. Só de pensar em algumas frases do filme/livro já dá vontade de chorar . Acredito que Gerard Butler é um dos novos astros mais charmosos de Hollywood, principalmente interpretando este engraçado e fanfarão irlandês (que acho um charme – se não fosse casada, queria um irlandês pra mim!).

3-Um amor para recordar ( A Walk to Remember – 2003)

Direção: Adam Shankman
Atores: Shane West, Mandy Moore, Daryl Hannah
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Outro filme baseado na obra de Nicholas Sparks e que me fez obviamente chorar convulsionantemente. Conta a história de Landon, um bonitão da escola que aprontou e foi obrigado a participar de uma peça de teatro. Lá ele conhece Jammie,  que tem câncer em estágio terminal. Os dois se apaixonam e  a gente se mata de chorar!

4-Cidade dos Anjos (City of Angels – 1998)

Direção: Brad Silberling
Atores: Nicolas Cage, Meg Ryan, Andre Braugher

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Seth é um anjo que se apaixona pela cirurgia Maggie.  Seth abdica sua eternidade para viver uma linda história de amor.
Adoro o Nicolas desde que me conheço por gente ( acho que o primeiro filme que vi dele foi Peggie Sue-seu passado à espera). Já perdi as contas de quantas vezes vi 60 Segundos (culpa do meu marido viciado em carros). Já a Meg  pra mim é a rainha das comédias românticas (Quem vai substituí-la? Morro de medo só de pensar)

5-Encontro Marcado ( Meet Joe Black – 1998)

Direção:Martin Brest
Atores: Brad Pitt, Anthony Hopkins, Claire Forlani

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Brad Pit é a morte, que tem como objetivo levar consigo o magnata interpretado por Hopkins. Convencido a ficar um tempo na terra, ele passa convier com a família e entender os habito humanos. Então a morte se apaixona!
Pra mim é uma história perfeita, com ironia, humor negro e romance. Só não é o filme perfeito porque no elenco está a atriz blase que é a Clarie.  A cena do Brad sendo  atropelado é inesquecível…e o final é lindo *-*

6-Amor Além da vida ( What Dreams May Come – 1998)

Direção: Vincent Ward
Atores: Cuba Gooding Jr, Robin Williams, Annabella Sciorra
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Quando os filhos do casal morrem em um acidente de carro, Chris e Annie tem dificuldade de superar o luto. Quatro anos depois, chega  a hora de Chris partir e ele vai para sua versão do Paraíso. Annie não aguenta a solidão e se suicida, indo para uma especie de purgatório. Chris  parte numa jornada na tentativa de encontrar a esposa.
Apesar de não ser uma pessoa extremamente religiosa, fui criada e acredito nos preceitos do espiritismo kardecista, então este filme para mim tem uma dimensão imensa.  Uma história  de amor que ultrapassa as barreiras da morte, do céu, do purgatório. E só de pensar nela matando o cachorrinho já me  da vontade de chorar! E tenho que admitir, por causa deste filme, eu tenho um pavorzinho de pegar congestionamento em tuneis longos, sério!

7-Lado a Lado ( Stepmom -1998)

Direção: Chris Columbus
Atores: Julia Roberts, Susan Sarandon, Ed Harris
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Drama familiar em que Susan Saradon é a mãe divorciada de dois filhos pequenos, cujo câncer retornou e ela tem que preparar a “madrasta” para substitui-la a contra gosto. Acho simplesmente perfeito, me emocionada toda vez que vejo.
Principalmente as cenas que as duas mães cantam cada uma a seu jeito Ain’t no moutain High enough. O final então, nem comento!

8-Doce Novembro ( Sweet November – 2001)

Direção: Pat O’Connor
Atores:  Keanu Reeves, Charlize Theron, Jason Isaacs
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Nelson é um workaholic que encontra o amor nos braços da estranha Sara, que todo mês embarca em uma nova paixão. Sara faz de Nelson seu novembro, mas o mês termina e ela não sabe o que fazer. (sinopse simplista, eu sei, mas acho que o filme já está tão batido que todos os seres do planeta terra já devem ter visto). Mas enfim…
Não me crucifiquem, não sou muito fã do Keanu (que pra mim só funcionou em Matriz e olhe lá), mas não tem como negar que esta história é tocante. Apesar de já ter enjoado (ou seja, não é dos filmes que eu tenha vontade de assistir de vez em quando), lembro que me emocionei pra caramba quando vi a primeira vez. Melhor personagem: o vizinho gay de Charlise, interpretado por Jason Isaacs (Sr. Malfoy)

9-A espera de um milagre (The Green Mile -1999)

Direção:Frank Darabont

Atores:  Tom Hanks, Michael Clarke Duncan, David Morse, Michael Jeter

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Homem negro, simples e grandalhão é acusado de pena de morte pelo assassinato de duas meninas durante a recessão. Ele vai para a “milha verde” (o corredor da morte), e fica ao encargo de Tom Hanks. Mas aquela criatura simples e simpática não cometeu o crime pelo qual foi julgado, e possui um dom extraordinário de cura.
Sou simplesmente fã dos dramas do Stephen King. E a história de John Coffe (Como a Bebida, mas não se escreve igual) é tão linda no cinema quanto na versão literária. Me acabei de chorar nas duas, e super indico para quem ainda não leu o livro. Considero uma das melhores adaptações cinematográficas de obras literárias, porque conseguiu manter o mesmo tom, os mesmos sentimentos e as mesmas falas que me comoveram no livro. Sem contar o adorável papel do Tom Hanks, sem duvida meu ator preferido, sempre carismático e verdadeiro. É o que eu digo, não fazem mais atores como ele!

10-À procura da felicidade ( The Pursuit of Happyness -2006)

Direção:Gabriele Muccino
Atores: Will Smith, Jaden Smith, Thandie Newton
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Chris é um chefe de família, que teve que lidar com o abandono da mulher, a perda do emprego, da casa. E que, mesmo assim, encontra forças para tentar mudar a vida horrível da qual ele e seu filho estão fazendo parte, entre eles dormirem em abrigos para “sem teto”, metrôs e banheiros públicos.
Acho que se alguém não se comoveu com esta história de vida, esta pessoa realmente tem coração de pedra. Saí do cinema com os olhos vermelhos, principalmente depois daquela cena dramática no banheiro, em que Will conta a história dos dinossauros tentado distrair o filho. Histórias assim nos fazem repensar que nossos problemas são mínimos, e que devemos ter esperança e perseverança apesar de tudo!

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