Alice através do Espelho

Alice através do Espelho

Alice através do Espelho é um filme estadunidense, que traz a continuação hipotética de Alice no País das Maravilhas, sendo baseado no romance homônimo de Lewis Carroll.

O filme inicia com Alice navegando em alto mar com o navio de seu pai. Ela passa três anos em uma expedição que foi até a China. Após o seu regresso ela descobre que seu ex-noivo, Hamish Ascot, assumiu a empresa de seu pai e planeja vendê-la, junto com o navio de seu pai em troca da hipoteca da casa.

Alice então se mostra independente, audaciosa e muito apegada a imagem do pai que nesse filme já faleceu. Ela ainda se mostra bastante resistente a mãe, que ela enxerga como passiva e dependente.

Isso sugere uma característica daquilo que Carl Jung nomeia de complexo materno negativo.

A mulher com esse tipo de complexo tem como lema: qualquer coisa menos ser como a mãe! (Jung, 2008). E são exatamente essas palavras que Alice profere contra a mãe – ela não quer ser como ela.

Jung (2008), ainda diz que seus instintos concentram-se na mãe, sob a forma de defesa, produzindo uma violenta resistência ou falta de interesse por tudo o que representa família, comunidade, sociedade, convenção, etc. A resistência contra a mãe, enquanto uterus, manifesta-se muitas vezes através de distúrbios da menstruação, dificuldade de engravidar, horror da gravidez, hemorragias e vômitos durante a gravidez, partos prematuros, etc.

No entanto, a partir da defesa contra a mãe verifica-se um desenvolvimento espontâneo da inteligência, com o intuito de criar uma esfera em que a mãe não exista. O propósito é quebrar o poder da mãe através da crítica intelectual e cultura superior, de modo a mostrar-lhe toda a sua estupidez, seus erros lógicos e formação deficiente. O desenvolvimento intelectual é acompanhado de uma emergência de traços masculinos (Jung, 2008).

Com o avento do Patriarcado em nossa sociedade Ocidental – que reprimiu o Matriarcado e tudo o que se relaciona ao Matriarcado – esse parece ser o modelo padrão da maioria das mulheres modernas. Às nossas mães e avós foi-lhes negado o direito de desenvolver o lado masculino de sua personalidade, e o movimento feminista trouxe a tona, em uma emergência emocional intensa, essa faceta a tona. E isso teve conseqüências benéficas e maléficas às mulheres atuais. E essa Alice espelha bem essa faceta, fazendo com que as mulheres se identifiquem com o personagem.

No aspecto patológico essa mulher pode se tornar desagradável, exigente e insatisfeita, principalmente no campo amoroso, uma vez que todo o seu ímpeto é um rebelar-se contra o que brota do fundo originário natural. Ela lesa seu mundo instintivo. Mas se ela renunciar a combater a mãe no sentido pessoal e mais restrito, ela se tornará inimiga de tudo o que é obscuro, pouco claro e ambíguo, preferindo colocar em primeiro plano o que é seguro, nítido e razoável. Ela superará sua irmã feminina no tocante à objetividade e clareza de julgamento (Jung, 2008).

Alice então, após entrar em conflito com o ex – noivo e a mãe, foge através de um espelho, retornando ao País das Maravilhas.

O espelho possui um aspecto simbólico muito forte. Significa o olhar para si mesmo, pois se vê a própria imagem.

Jung (2008) diz sobre o espelho:

“Quem caminha em direção a si mesmo corre o risco do encontro consigo mesmo. O espelho não lisonjeia, mostrando fielmente o que quer que nele se olhe; ou seja, aquela face que nunca mostramos ao mundo, porque a encobrimos com a persona, a máscara do ator. Mas o espelho está por detrás da máscara e mostra a face verdadeira. Esta é a primeira prova de coragem no caminho interior, uma prova que basta para afugentar a maioria, pois o encontro consigo mesmo pertence às coisas desagradáveis que evitamos, enquanto pudermos projetar o negativo à nossa volta.”

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foto divulgação

Por isso, Alice pode ser considerada uma heroína, pois para resolver seus conflitos, ela busca ajuda em si mesma e não fora.

Alice empreende uma viagem ao inconsciente, em um movimento regressivo. Lá ela reencontra seus antigos amigos. Sendo que um deles, O Chapeleiro Maluco, que se encontra com problemas: ele acredita que sua família ainda está viva. E a única forma de ajudar o Chapeleiro é voltando ao passado. E assim Alice parte ao encontro do Tempo.

O tempo é algo muito ligado a psique feminina herdado de nossas antepassadas. No filme a mãe de Alice se diz preocupada com a idade dela, pois segundo os padrões daquela sociedade a mulher em certa idade se torna inapta a arrumar um bom casamento. Em um nível inconsciente, herdamos essa preocupação, pois a mulher possui um relógio biológico natural, que é o tempo que duram os seus óvulos e seu tempo fértil.

Alice então entra em confronto no inconsciente com esse conflito relacionado ao tempo cronológico.

O tempo cronológico é parte da consciência. Nosso ego, nossa mente é capaz de se locomover pelo para o passado e para o futuro. E o que é pior, de vivermos constantemente neles.

Alice então parte em uma jornada para alterar o passado, para evitar que a família do Chapeleiro seja morta. Mas suas tentativas são frustradas e o que aconteceu  não muda. Na verdade ela percebe que voltar ao passado não vai mudá-lo, mas ela pode aprender com ele.

De fato, o único momento que podemos mudar é o presente.

Tentamos conservar a infância e a eterna juventude, e fugimos da realidade da vida. Mas essa só acontece no momento presente.

Aceitar que iremos envelhecer, que os cabelos brancos aparecerão e a pele enrugará é uma dificuldade imensa para o homem ocidental e principalmente para a mulher. Amadurecer em nossa sociedade atual é um grande problema, pois não aprendemos a lidar com a morte. No entanto, como diz Jung, a fuga da vida não nos liberta da lei do envelhecimento e da morte.

Negamos à libido o fluxo da vida quando negamos os estágios inevitáveis da vida. É por isso que atualmente, doenças psíquicas como a depressão e a ansiedade crônica, atingem números alarmantes.

E Alice no filme tenta fugir do Tempo e assim tentar impedir de assumir a responsabilidade de suas escolhas. A noção do tempo chegou e com isso as responsabilidades.

Alice fracassa em mudar o passado e voltando ao presente, descobre que é tarde demais, e que o Chapeleiro está à beira da morte. No entanto, ela aprendeu com a experiência.

A beira da morte o Chapeleiro perdeu suas cores e se tornou branco, sugerindo uma alusão a alquimia. O branco na alquimia se refere a albedo.

A albedo representa a brancura, à claridade, à purificação, à prata e à água.

Após um embate com fortes emoções como paixão, raiva, inveja, começamos a ter insights de como essa emoção surgiu. Fazemos um exame mental e mais racional dessas emoções e de como enfrentá-las. Isso é a albedo; fase onde temos clareza das emoções do que nos motivou a agir. Aceitamos nossa impotência, com uma pausa e uma sabedoria profundas.

No filme, após uma raiva intensa, uma indignação que moveu todos os outros personagens, o Chapeleiro, entra na albedo.

Se em Alice temos a heroína, que simboliza um modelo arquetípico a ser rentamenaspecto do seu Animus – seu lado masculino – que chama a sua atenção para o conflito.

O Animus, na mulher – quando desenvolvido – é a ponte que liga o ego feminino ao inconsciente e ao Self. E esse processo da Albedo, enquanto pausa é um rito de passagem, pois não se consegue permanecer nesse estado para sempre. Por isso, Alice está em um rito de passagem, de amadurecimento. Ela está em uma transição de vida.

Alice ao compreender seu conflito com o Tempo, com a imagem materna. Encarar e mudar suas crenças, ideias ultrapassadas, permite que o Chapeleiro volte a vida, e retome sua cor. O vermelho vivo de seus cabelos, mostra uma alusão a rubedo, outra fase da Alquimia.

A rubedo se associa ao vermelho, sangue, vida. É a ressurreição de uma nova identidade após o momento de reflexão, com mais consciência e alegria. Momento onde renasce em um fogo maior, que nos liga mais profundamente à vida. Aqui se volta a ter desejo, nos sentimos heróicos novamente.

Alice então parte na jornada de resgate da família do Chapeleiro e após o enfrentamento com a Rainha Vermelha e o Tempo, ela volta à consciência, assimilando a porção materna rejeitada em si e promovendo a transformação dela e da própria mãe.

Ela se torna mais madura, mais integrada e pode partir em sua nova jornada ao mar.

Referências bibliográficas:

EDINGER, E.F. – Anatomia da psique: O simbolismo alquímico na psicoterapia. São Paulo, Cultrix: 2006.

JUNG, C. G. Os arquétipos e o inconsciente coletivo. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2008.

Qual é o seu diferencial?

Qual é o seu diferencial?

É praticamente unânime a percepção das pessoas de que tem algo nelas que não está direito, não está bom. Como se fosse uma parte torta. Pode ser o nariz, a orelha, as pernas, os pés, enfim, cada um tem sua queixa. Uma ou várias. E pode ser bem difícil, em alguns casos, aceitar alguma parte de nosso corpo que não está conforme a mídia dita como modelo ou até mesmo algo de que nós mesmos não gostamos em nós.

Claro que não precisamos gostar de absolutamente tudo. Mas será mesmo que existe alguém totalmente satisfeito com seu próprio corpo? Ou melhor, será mesmo que existe algum corpo completamente perfeito? Para começar, o que é a perfeição, considerando que vivemos repetindo que ela não existe, exceto no Criador?

Será mesmo que faz sentido sofrermos ou nos depreciarmos por conta de algo que não nos parece como deveria ser? Esse julgamento pode render algo de positivo ou criativo? Cada vez mais tenho certeza de que não! E essa reflexão me veio ainda mais clara porque recentemente visitei um ponto turístico muito famoso no mundo inteiro justamente por ser torto. Por não ser certo, direito ou perfeito. Mas é exatamente sua ‘tortice’ que a faz tão encantadora. Trata-se da Torre Pisa, na região da Toscana, na Itália.

O mais interessante é que há quem acredite que a Torre foi construída propositalmente torta, mas o fato é que se trata de um erro. Ela foi construída em um terreno instável e, durante a construção, até tentaram reparar essa instabilidade com algumas medidas de engenharia, mas as tentativas não deram certo e a Torre terminou inclinando ainda mais durante algum tempo.

Hoje, estável, tornou-se cartão postal da cidade e visitada por milhares de pessoas todos os anos, rendendo lucro para trabalhadores, comerciantes e moradores do local. E a reflexão que me vem é: e se os idealizadores da Torre não tivessem aceitado a sua ‘tortice’ e a tivessem destruído? E se tivessem insistido em construí-la num outro local para que pudesse ser direita, reta? Será que sua fama seria a mesma? Será que os ganhos seriam tantos?

Usando essa mesma reflexão, fiquei me perguntando: quantas coisas em nós mesmos que despendemos tanto esforço para tentar arrumar quando, na verdade, poderiam ser nossos diferenciais? Algumas pessoas até sofrem e se revoltam pelo fato de alguma parte sua não ser igual a dos outros ou por não corresponder ao modelo de reto ou direito, perdendo a chance de enxergar o charme que existe em sua “tortice”.

Mais do que isso, raramente conseguimos perceber que é na instabilidade que amadurecemos e descobrimos mais sobre nós mesmos. É no momento de fazer ajustes e adequações que mais podemos reconhecer nossos talentos e nosso potencial. E isso acontece especialmente no amor.

Quando doemos por causa de um relacionamento que acaba, de um amor não correspondido ou até de uma traição é quando mais podemos nos dar conta do que existe de iluminado e também de escuro em nós. É quando temos mais condições e até disponibilidade de enxergar o que fizemos de ‘certo’ e de ‘torto’ e quanto isso mostra quem a gente é e quem queremos ser. O que temos de diferente e que pode encantar o mundo ao nosso redor.

Minha sugestão é para que você comece a aceitar mais o que existe de ‘torto’ em você.

A ideia não é se acomodar ou ser menos do que você pode, mas transformar o torto em beleza, em charme. Para reconhecer a sua singularidade e capacidade de ser feliz sendo você mesmo, sendo do seu jeito. Assim, ser você pode se tornar uma experiência bem mais interessante, leve e gostosa.


* Rosana Braga é consultora de relacionamento do ParPerfeito, psicóloga, palestrante, jornalista e escritora.

Ahh… esse nosso ofício de sentir saudade.

Ahh… esse nosso ofício de sentir saudade.

Eu tenho saudade, sim. Mas é saudade de tanta coisa, saudade de tanta gente que eu já nem sei dizer de quem. É saudade que não cabe na lembrança. Porque saudade não se guarda na memória mesmo. Saudade vive é no coração da gente.

E o coração quando lembra é só sentimento. Faz a gente dar de cara com saudade que nem sabe de onde vem, a quem pertence. Não se pergunta “alguém esqueceu uma lembrança aqui?”, assim, feito guarda-chuva. Saudade vem e fica ali, zanzando qual cachorro que caiu da mudança. Coração sente cada saudade estranha!

Vez em quando aperta uma saudade tão funda aqui dentro que a gente nem pensa. A gente para, sente e espera passar. Alguém pergunta as horas e a gente responde baixinho, faz gesto de silêncio, caminha na ponta do pé, vai embora quieto, se cala, se fecha, cerra as cortinas, desliga a tv, apaga as luzes da casa. Não por nada. É só silêncio de ninar saudade.

Mentira. É só a gente andando devagar pra não cair no choro.

Saudade, quando dá, carrega a gente pra longe ou até ali do lado. Não importa. Não importa porque é tudo lugar que só existe aqui dentro. E aqui dentro tem tanto lugar bonito! Tanta gente linda caminhando devagar, de tardinha, tanta manhã conversando na cama, tanta noite atravessada na alegria e na tristeza.

Na casa da minha infância não tinha geladeira. Tinha um pé de dama-da-noite, uma flor que Deus encarregou de borrifar perfume na gente. Minha mãe fazia gelatina depois do almoço e levava gelar na casa de uma vizinha generosa, Dona Carmem, mulher do Seu Antonio. Mais tarde ficava pronta, bem na hora da dama se perfumar para a noite. Até hoje, gelatina para mim tem gosto de flor. E tudo, casa, vizinha, família, noitinha, tudo tem perfume de saudade.

É tanta saudade, minha gente! Tanta saudade antiga abraçando lembranças novas. Saudades adolescentes virando jovens adultas. Saudades envelhecendo quietas, sem perceber. Tanta saudade nascendo agorinha.

Eu tenho saudade, sim. Tanta que eu já não sei de quem, não sei de onde. Não importa. Saudade não é só de onde. É de quando. Nem é só de alguém. É da gente. Saudade é sempre da gente.

“Ainda vamos rir disso tudo depois”.

“Ainda vamos rir disso tudo depois”.

Pode até ser, mas não é agora.

Consolar um amigo com frases feitas é aumentar os decibéis do choro. Quem foi não vai voltar com ajuda desses arranjos verbais mal feitos.

Um amigo costuma silenciar na hora do choro gritado do outro, pois compreende que a palavra nesse momento, pode equivaler a um “eu avisei” na hora da raiva. A tendência é piorar a situação. O jeito é ficar ao lado, quieto e evitar a cara de paisagem.

Demonstre que está pronto para fazer qualquer coisa, inclusive passar o café no coador de pano, que o seu amigo tanto gosta. Evite comentários idiotas sobre o lançamento da versão magnífica do coador com tecnologia de ponta disponível no mercado. Isso não é importante e ele não quer saber. Sirva o café. Seja generoso. Compre as bolachas que ele adora. Traga aquele bolo com recheio de calda de morango e não fale sobre as taxas de glicose no sangue. Não é da sua conta. Ele gosta assim.

Se tem uma coisa que a tristeza costuma fazer com louvor é abrir as comportas do apetite. Uma pessoa triste encontra ânimo no alimento de sua preferência. A palavra do amigo sobre a situação nem sempre ajuda. A companhia, sim. Esteja disposto a dividir a dor e o lanche. Responda apenas o que for perguntado e opine somente se ele pedir. Evite as frases: “vai passar”, “vamos rir disso tudo depois” e “a vida é assim mesmo”. O que pode passar é a vontade de ele manter um amigo inconveniente e falastrão.

Comporte-se com a destreza de quem já viveu situação semelhante, mas não faça comparações. Seja flexível se o seu amigo disparar a falar demais, como se quisesse rebobinar o passado e encontrar o erro. Lembre-se que ele está sofrendo e você é o melhor amigo dele. O responsável por manter o coração dele sóbrio. Seja um bom ouvinte. Ouça a ladainha do relacionamento falido sem demonstrar incômodo. Quem perde um amor precisa contar a história diversas vezes para convencer a si mesmo que não faz mais parte dela.

Ofereça o ombro, lenços e os ouvidos sem titubear. Saiba que você está numa importante missão de resgate, qualquer erro pode colocar tudo a perder.

Se o seu amigo lembrar de um acontecimento feliz da infância, embarque nessa viagem. Sempre dá certo. Fale sobre como ele era habilidoso com a bola nos pés, o herói do time. O aluno mais dedicado e inteligente da turma.

Daqui a pouco, você vai perceber que o choro se mistura ao riso e já é possível falar sobre outros assuntos sem resvalar na mágoa exposta.

Cuidar de um amigo que jura ter perdido um amor é saber devolvê-lo a ele mesmo, antes que ele se perca de vez.

12 sinais de estresse crônico e esgotamento

12 sinais de estresse crônico e esgotamento

Quem esteve sob estresse por um longo período de tempo já deve ter percebido como o corpo e a mente ficam esgotados.

Cansaço e fadiga durante o dia, indisposição, mal-estar, irritação precoce, insônia. Seja qual for a consequência do estresse, a saúde fica severamente comprometida.

Sintomas diversos podem surgir por causa de estresse e esgotamento, incluindo tonturas, variações bruscas na pressão sanguínea, boca seca, pele ressecada, dor nas articulações e na cabeça, desejo por alimentos doces e gordurosos, ganho de peso, etc. É claro que, às vezes, isso acontece como resultado de desafios ordinários da vida, como, por exemplo, trabalhar e estudar longas horas sem descanso ou cuidar de um familiar doente. No entanto, esses males também são suscetíveis de ocorrer após experiências traumáticas como enfrentamento de doenças incapacitantes, acidentes, a morte de um ente querido, abuso verbal ou sexual, violência física, entre outras.

Quando se está estressado, as glândulas adrenais liberam hormônios do estresse como cortisol e adrenalina, os quais são bastante úteis em situações de emergência, já que preparam o corpo para reagir. Após a situação de disparo ser resolvida, há uma diminuição natural desses hormônios. Porém, quando a “emergência” se prolonga por semanas ou meses a fio, o estresse torna-se crônico, e começamos a experimentar esgotamento físico e mental.

O estresse de curto prazo é incômodo e desagradável, mas o estresse crônico é muito pior, e gera problemas potencialmente devastadores. É muito mais difícil viver enquanto se luta com a sensação premente de estar sobrecarregado e esgotado.

Sim, há ocorrências comuns de estresse temporário que são facilmente suportáveis no dia a dia, e a maioria de nós lida com isso sem maiores dificuldades. Mas a periodicidade e constância do estresse não sugere que se deva conformar com essa condição como se fosse inofensiva, e não patológica. O estresse é naturalmente desgastante, não de todo controlável, mas seus efeitos podem ser contidos ou minimizados. Em todo caso, é melhor prevenir do que remediar.

Se estamos fisicamente cansados, é resultado de algo que fizemos, como praticar exercícios físicos de forma intensa e rigorosa. Para resolver isso, basta um bom intervalo de sono, uma refeição reforçada ou simplesmente alguns momentos de repouso relaxante. Mas, quando o cansaço vem do estresse, é diferente. É uma exaustão mental, que prejudica a realização mesmo das atividades mais simples e banais. Pensamentos negativos e retardatários são frequentes enquanto estamos exaustos mentalmente.

Compreender a diferença entre cansaço físico e esgotamento relacionados ao estresse é importante para se agir adequadamente em busca de aliviar essas tensões.

Pessoas que experimentam um nível elevado de estresse diário podem não perceber os perigos de seu estilo de vida. Alguns efeitos colaterais originados do estresse só são realmente identificados quando um considerável prejuízo na saúde já se deu.

A identificação tardia de problemas de estresse faz acentuar seus efeitos a níveis práticos, embora existam múltiplas soluções alternativas para sanar essas complicações, encontradas na medicina, no esporte ou em terapias psico-comportamentais, por exemplo.

A linha é tênue entre o estresse natural e o crônico. O primeiro é considerado normal, até o ponto em que se transforma em esgotamento físico e mental.

Enquanto o estresse natural causa cansaço e fadiga esporádicos, o crônico pode causar males e doenças como depressão, obesidade, diabetes, hipertensão, infecções virais, desordens cognitivas e distúrbios psiquiátricos de toda ordem.

12 sinais de estresse crônico e esgotamento

Esgotamento não é um simples cansaço que se sente ao acordar, enfrentar o trânsito, responder dezenas de e-mails pendentes, participar de reuniões o dia todo, lidar com clientes intransigentes, praticar tarefas complexas ou realizar atividades físicas intensas e repetitivas. Esgotamento é mais do que ser vencido pelo cansaço: é um verdadeiro colapso no sistema.

Pessoas que sofrem de esgotamento experimentam exaustão emocional, cognitiva e física, e isso gera consequências extremamente negativas, a partir das quais é necessário longo tempo de tratamento.

Esgotamento não afeta apenas no âmbito individual, mas também grupos inteiros, quando uma família, uma equipe de trabalho ou comunidades coesas podem ser desintegradas num átimo de tempo.

David Ballard, psicólogo da American Psychological Association, descreve o esgotamento como “um longo período de tempo em que alguém experimenta exaustão e falta de interesse nas coisas, resultando em declínio no seu desempenho produtivo”.

Desempenho ruim no trabalho, desequilíbrio de vida, falta de recursos e suporte nas relações sociais, falhas na implementação de autocuidado, tendências suicidas e comportamentos destrutivos.

Enfim, o esgotamento não é apenas fácil de identificar, como também impossível de ignorar. Os 12 principais sinais são:

1. Exaustão

Um sinal claro de exaustão é quando nos sentimos cansados o tempo todo. Essa exaustão pode ser física, mental ou emocional. Basicamente, é aquela sensação de não ter energia e estar gasto.

2. Falta de motivação

Quando não sentimos qualquer curiosidade, vontade ou entusiasmo por aquilo que fazemos. Falta de motivação impede que acordemos de manhã com disposição, e durmamos mais tarde com a consciência tranquila. Nesse meio tempo, ainda, ficamos estagnados demais para agir.

3. Frustração e cinismo

É a experiência de estar iludido ou de negligenciar ações. Assim, nos sentimos mais pessimistas do que de costume, e percebemos uma certa decadência emocional ao longo do tempo. Frustração, cinismo e outras emoções negativas são mais suscetíveis de surgir quando estamos esgotados.

4. Problemas cognitivos

Estresse crônico e esgotamento interferem na capacidade de manter foco e concentração. Estando estressados, estreitamos nossa atenção em elementos negativos, os quais percebemos como ameaças. O processo de “luta e fuga” é saudável apenas enquanto estamos em reação a um perigo real, mas é problemático para a cognição quando se estende indefinitivamente.

5. Falhas na memória de curto e longo prazo

Como um mecanismo de proteção, nosso cérebro entra em blecaute ao passarmos por experiências traumáticas e muito estressantes. O evento de um trauma significativo dificilmente é esquecido, mas o “apagão” de alguns traços de memória interfere na lembrança dos detalhes mais específicos.

6. Insônia ou dificuldade para dormir

Insônia ocasional é comum, mas a frequente incapacidade de dormir (especialmente se for acompanhada de ansiedade e preocupações) pode sinalizar esgotamento. Nos estágios iniciais de insônia, pode-se passar algumas horas em tentativas malsucedidas de dormir; nos estágios avançados de insônia, pode-se passar por privações persistentes em todas as noites. Assim, o esgotamento pode ser tanto causa quanto consequência da insônia.

7. Escolhas de vida pouco saudáveis

Pessoas que sofrem de esgotamento, muitas vezes, não têm a energia, paciência e nem prudência para fazer escolhas de vida saudáveis, ou então menos danosas. Elas podem descontar seu esgotamento em vícios, prazeres e subterfúgios, e então comem em excesso, fumam demais, usam drogas estimulantes (ou depressoras) e podem abusar de álcool, por exemplo, como forma de fugir da realidade e “expulsar” sentimentos aflitivos.

8. Irritabilidade 

Se não for controlada, a sobrecarga de problemas e tensões acumuladas pode causar uma “explosão” emocional que afeta o indivíduo em si, e aqueles que estão ao seu redor. Desde pequenos aborrecimentos a impulsivos acessos de irritabilidade, estresse crônico desencadeia sentimentos de ira que exigem muita energia, e provocam esgotamento.

9. Queda na performance de trabalho

Obviamente, o esgotamento pode prejudicar (e muito) o desempenho produtivo no trabalho, e até provocar incapacitação. Uma vez que trabalhadores precisam investir tempo e esforço na execução de suas atividades, e ser efetivos nesse processo, a sobrecarga emocional e física do esgotamento limita a abrangência e viabilidade de seus investimentos, comprometendo negativamente suas ações, e danificando ainda mais a sua saúde. Faltas recorrentes no trabalho costumam ocorrer por conta do esgotamento, que, de fato, é um prelúdio para a sabotagem.

10. Mudanças frequentes de humor

O esgotamento pode ser tamanho que a exaustão emocional “transborda”, e o indivíduo experimenta sentimentos de perda e falta de realização pessoal, que levam a despersonalização, problemas de autoestima, variações bruscas de humor, alienação e, dependendo da progressão do quadro, depressão e bipolaridade.

11. Abstenção ou falta de prazer

A perda ou falta de prazer pode ser imperceptível, ou acontecer de forma sutil a ponto de não interferir no senso de bem-estar. Mas, quando não há prevenção para o esgotamento, a perda de prazer é generalizada e afeta todas as áreas da vida: pessoal, social e profissional. Uma pessoa esgotada pode se retrair sentimentalmente perante a si e aos outros, passar menos tempo com família e amigos e procurar formas de se flagelar.

12. Sensação de apatia e desesperança

Caso o esgotamento se prolongue por tempo demais, a pessoa pode se ver dentro de um “buraco emocional” isolante e amedrontador. Se os sintomas de estresse crônico não forem previamente identificados e tratados através de reeducação comportamental, mudança de hábitos, intervenções medicinais ou outros tratamentos, sintomas depressivos podem surgir. Um sentimento leve de tristeza chega a ser normal em casos avançados de esgotamento físico e metal, mas essa tristeza se torna anormal quando progride para sensação catártica de apatia e desesperança que paralisa, incapacita e, claro, esgota.

Algumas considerações sobre o Divino, a espiritualidade e as suas derivações mundanas

Algumas considerações sobre o Divino, a espiritualidade e as suas derivações mundanas

Sobre o divino (I)

Sou perfeitamente capaz de sentir aquele quanto de felicidade que nos reserva, a nós homens comuns, a possibilidade do Nirvana, ainda que de modo fugaz, sem permanência. Aliás, trata-se de algo que já senti tantas vezes. Assim como sou perfeitamente capaz de sentir-imaginar aquela fusão com o todo, ou a permanência consumada num estado de infinita felicidade, que cabe apenas aos homens iluminados. Sou capaz de ser, portanto, um pouco iluminado; sou capaz de ter, portanto, um pouco do Divino em mim. Até porque eu não tenho, de todo, dificuldades em sentir e imaginar. Mas também sou perfeitamente capaz de identificar o lado fantasista dos meus sentimentos, condição que mais me afasta do primitivo que há em mim.

Sobre o divino (II)

Que um homem não adquira convicções inabaláveis sobre a sua perceção-entendimento do Universo Divino, pois deve sempre aperceber-se de que é demasiado pequeno para não estar muito enganado.

Sobre o Divino e a perfeição-felicidade

“O objetivo de fazer o ser humano feliz não estava nos planos para a criação do mundo.” – Sigmund Freud

A infinita felicidade do homem iluminado só cape na infinita dimensão da nossa capacidade para imaginar e, desse modo, satisfazer o desejo.

Sobre a mente e a mentira psíquica

Neste mundo de tantas mentiras e/ou ilusões o que mais nos mente é a nossa mente, que nos mente muito e sempre nos mente, não fora a dissimulação do que lá está (dentro de nós), a sua arte, ou seja, a condição necessária ao exercício dinâmico das suas funções essenciais, cujo fim último nos escapa. Perante todos estes rodeios inconscientes das mentiras que nos conta a nossa mente, podemos contudo manter-nos, ou não, avisados, tomando a nosso cuidado duas atitudes distintas: ouvir como verdades as mentiras que nos conta; ou então ouvi-las como mentiras que são. E isto fará para nós toda a diferença, entre aquilo que é mentira e aquilo que é verdade. Claro que sempre virão os que não excitarão em refugiar-se de novo naquele lugar-comum, lembrando então que no campo fértil da mente a verdade não existe, nem sequer é interessante. Mas na verdade procuram estes, nem mais, nem menos, do que salvar as mentiras que lhes interessa preservar, não estando nunca interessados na verdade, como algo que fazem questão considerar que não existe. A mentira é, efetivamente, uma disciplina bem mais fácil e conveniente que a verdade.

Sobre as aparências de carácter 

“Quanto mais perfeito parece por fora, mais demónios tem por dentro.” – Sigmund Freud

Feita esta citação permitam-me agora anotar que Freud, garantidamente, não se referia à roupinha vistosa e de boa marca, à maquilhagem, à mala Vuittom e ao Audi TT da senhora “não sei quê”, que auferem uma certa aparência externa socialmente valorizada (tanto quanto criticada; e vem desta critica um esclarecimento acrescentado, sobre o valor que realmente lhe damos); referia-se sim à aparência do carácter, à aparente nobreza do carácter, que quanto mais exibida, mais se destina à dissimulação. E também não nos devemos esquecer aqui que quando Freud fala, é sobre o inconsciente que fala. Nesta medida, as formações reativas são só um exemplo menos dramático desta aparência de carácter (pior será o falso self), mas que muito bem a elucidam. Portanto, de inconsciente se fala. A psicanálise não moraliza, nem sequer quando se trata do Divino, que é o reino do bom caracter.

Talentar

Talentar

por Fernanda Pompeu

Aliás o escritor argentino Jorge Luís Borges (1899-1986) – possuidor de talento em alto grau – cunhou a frase: Talento é uma larga paciência. Ele deixou explicadinha a conexão entre talento e tempo de maturação. Tem outra imagem: talento como diamante bruto, esperando pelo esforço da lapidação. Também há os que creem – me incluo entre eles – que todo ser nasce com algum talento, mesmo que não saiba. Até os cachorrinhos.

Apesar de muito requerido nas artes e na literatura, o talento – ao lado da criatividade – está presente em todos os ofícios. Aprendi isso observando meu irmão, Júlio, dirigir carros. Ele acelera, troca marchas, freia com suavidade de quem carrega, sem deixar cair, um bolo de noiva na cabeça. Além da admiração, incapaz de imitá-lo, morro de inveja.

Existem talentos condenados à invisibilidade: tirar café expresso, virar da forma o pudim no prato, aparar flores. Outros, devido à raridade, são valorizados nos casamentos, famílias, trabalhos e escolas. Por exemplo: o talento de se calar para ouvir.

Daí, vem a pergunta: Talento se aprende?  Mentes doutas e tolas tentam responder essa questão. Na minha modesta opinião: talento não se aprende. A gente sai do útero materno com ele. Ou com eles, pois há pessoas com vários talentos. No entanto, concordo que talento sem trabalho é pérola jogada no bueiro, água escorrendo pela pia.

O x da equação é descobrir qual o talento de cada um. Tem quem passa a vida inteira sem saber. Sem responder a pegadinha: O que eu faço de maneira fácil, quase natural? E faço muito bem?  Será que é empinar pipa, vender cosmético, namorar, pintar quadros? Hum, encontrar o talento vale 1 milhão de euros, não em dinheiro, mas em felicidade.

Sentir-se e saber-se de posse de um talento é bom demais. Até mesmo quando ele vive em segredo. Milhões de talentos não aparecem por falta de oportunidades. Mas o fato do mundo não saber do seu talento, não arranca ele de você. A estratégia é batalhar para que ele encontre terra para vicejar, janela para aparecer, espaço para crescer.

Sempre acreditei que nasci com talento para as palavras escritas. Talento para fazer frases, criar títulos. Pela razão de sentir facilidade ao escrever e, principalmente, felicidade. Experimento agora alegria e espontaneidade ao redigir esta crônica.

Certamente, eu achar que tenho talento para escrever não resolve tudo. Faz anos procuro páginas e telas para trabalhar e mostrar os meus textos. Numa larga e, penso, eterna paciência.

Assim devem ser os relacionamentos: calorosos e totalmente espontâneos

Assim devem ser os relacionamentos: calorosos e totalmente espontâneos

O amor é algo maravilhoso. Do momento do primeiro encontro até o último suspiro, este sentimento é mesmo mágico. E são as pequenas coisas que fazem da felicidade algo tangível. Tão tangível que é possível abraçá-la e dançar com ela. Assim como mostram as ilustrações de Pascal Campion.

Sentir um pouco de timidez ao ser apresentado àquela pessoa.

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Não conseguir controlar a paixão depois dos primeiros encontros.

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É pensar quando o primeiro beijo irá acontecer.

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Esquentar-se perto da lareira e embaixo do cobertor em um dia frio.

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Sorrir e brincar durante o café da manhã. E tomar cada vez mais café da manhã juntos.

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Não se importar com o frio e aguentar mais um pouco só para ficar mais tempo com aquela pessoa especial.

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E depois passar horas se despedindo.

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Surpreender-se todos os dias.

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Agir como bobos e brincar juntos.

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Chegar em casa e brincar um pouco mais.

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Tentar gostar dos pais dele(a).

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E, depois de alguns anos, se alegrar com os reencontros como se fosse a primeira vez.

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Jantar em família.

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Esquecer-se da rotina.

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E aproveitar o fato de que seus filhos crescem tão felizes quanto vocês permitiram.

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A felicidade é um beija-flor que pousa no ombro…

A felicidade é um beija-flor que pousa no ombro…

Que grande engano e que imensa bobagem quando falamos: “É preciso perseguir a felicidade”! Seria a felicidade uma bandida que é preciso perseguir, capturar e aprisionar?

Seria a felicidade o fogo subtraído dos deuses que se faz necessário roubá-lo para que os mortais possam viver melhor?

Não! A felicidade não é para ser capturada; não é possível prendê-la,  torná-la somente sua… Ela não é um feudo e, muito menos, admite um sistema monárquico, onde seria preciso ser súdita de um rei. A felicidade quer a liberdade, gosta de aproximar-se de quem a quer, de quem a procura… Destina-se às pessoas que não são afoitas, nem invejosas e, sim, as que buscam com ardor o sentido do seu viver.

A felicidade quer ser saboreada lentamente, exige atenção, entrega total,  não abre mão de sua fugacidade…

Faz grandes exigências, assim sendo, são poucos os que a encontram. Frequentemente , exige das pessoas árduos exercícios de alma para poder captá-la e, ás veze, surpreende nas coisas banais e simples do cotidiano.

A felicidade não tem um lugar fixo de moradia; os poetas alertam que é “uma pluma que voa pelo ar”. Gosta de estar junto das pessoas que gestam poesias, jardins, sonhos, devaneios e que conseguem ouvir estrelas. Não é de ninguém e é de todos que celebram os impossíveis .

Penso que a felicidade, seja um beija-flor que pousa no ombro!

Se o seu pior pesadelo virar realidade, acorde!

Se o seu pior pesadelo virar realidade, acorde!

Viver é muito perigoso. Sobretudo porque, em geral, somos criados e educados segundo códigos que tratam a vida como algo que possa ser completamente planejado e moldado de acordo com nossos desejos, necessidades ou anseios acalentados. Não é! Se tem uma coisa que a vida não respeita, essa coisa se chama “planejamento”.

Somos extremamente tendenciosos a comprar ideias que nos acenam com soluções mágicas para toda a sorte de obstáculos ou transtornos. Ora, quantos de nós já não sonhou com uma pílula mágica para organizar nosso metabolismo de tal forma que pudéssemos comer e beber tudo que nos desse na telha e ainda assim não engordar, não ser assombrado por taxas perigosas de mau colesterol ou glicemias alteradas? Quem de nós nunca fantasiou a possibilidade de ter um clone que nos representasse no trabalho ou na escola, enquanto ficamos em casa ou passeamos por aí? Quem de nós nunca imaginou a sorte de aprender, sem fazer nenhum esforço, todas as milhões de toneladas de conhecimentos inúteis a que somos apresentados na escola?

Não, não é proibido sonhar, fantasiar ou imaginar. Aliás, sem esses elementos mágicos e invisíveis, a realidade ficaria insuportável. Pobre daquele que faz de sua vida um deserto árido e inóspito, povoado de obrigações, expectativas e tarefas mecânicas. O sonho, o desejo e a fantasia nos colocam num outro patamar na aventura de existir. Sem essas motivações, somos pouco mais que um daqueles bonecos infláveis de posto de gasolina que ficam se debatendo graças a um sopro de ar artificial que os preenche por dentro de algo que não se pode ver, tocar ou guardar na memória.

Acontece que o imprevisível é exatamente igual a qualquer outra coisa nessa vida, tem muitas e inexplicáveis faces que vão se misturando e constituindo a nossa realidade, seja ela nosso sonho idealizado, algo tão medíocre que não nos assusta nem excita ou, o pior de nossos mais horrorosos pesadelos.

E, por incrível que pareça, até os mais temíveis pesadelos têm uma função importante em nossa vida. Pesadelos mexem com alguma coisa lá no fundinho de nossas emoções. Despertam a gente para enfrentar o perigo, esfriam ou fazem ferver a água morna que nos entorpece quando estamos muito acostumados às nossas “seguras rotinas”. Pesadelos fazem a gente buscar outra coisa, sair daquele lugar, sacudir certezas e arriscar saídas que antes pareciam imponderáveis.

Então, se o seu pior pesadelo virou realidade, acorde! Agradeça a oportunidade de enxergar na dor, na perda ou no furacão que devastou suas conquistas, verdades e certezas, algo que o leve a outra viagem, outro jeito de sentir e construir hipóteses para uma nova experiência. De repente, imagine uma nova história. A caneta que vai produzir o roteiro da sua vida está nas suas mãos. Quem sabe, dessa vez você não seja capaz de entender que roteiros são apenas uma parte de todo o resto, todo o resto que vem com a deliciosa liberdade de abraçar a sorte de se reinventar, todo santo dia!

Eu queria ter broxado mais

Eu queria ter broxado mais

Sabe de uma coisa: eu queria ter broxado mais. Isso mesmo. Broxado mais. Muito mais. Sem culpa. Sem remorso. Mas não posso. Homem tem que ser macho, ter que ser firme, homem não chora. Homem tem que ser poderoso, tem que ser admirado, cobiçado, tem que ter sucesso. Isso é demais para mim, é muita pressão. Eu quero ser livre para as minhas broxadas.

Eu queria ter broxado mais para mostrar que sou sensível, que também fico triste e preciso chorar. Não quero ficar o tempo inteiro sobrecarregado, como se tivesse que solucionar tudo. Não quero a obrigação de ser um super-herói; muito pelo contrário, quero poder ser frágil e ser carregado no colo sem julgamentos.

Macho que é macho também chora. Chora porque tem sentimentos e, como é macho, não precisa escondê-los. Chora porque é sensível e, assim, percebe o que o circunda, quando, muitas vezes, o mundo parece que vai acabar. Chora porque se decepciona, frustra-se, tem sonhos irrealizados. Chora porque está apaixonado e não sabe o que fazer.

Errar, todos erram. Então, por que também não posso dar minhas broxadas? Também sou humano e nem sempre consigo atingir altas performances. Erro porque, no meio do caminho, tinha uma pedra e porque tinha uma pedra no meio do caminho. Erro porque, toda vez que erro, aprendo alguma coisa. Erro porque não sou perfeito e faz parte do crescimento aprender com os erros.

Eu queria ter broxado mais para assim enxergar melhor a realidade. Enxergar quem de fato me ama. Enxergar quem está comigo e não abre. Enxergar quem me abraça e me diz o que preciso ouvir quando estou triste. Enxergar quem levanta minha cabeça quando me sinto fraco. Enxergar que, no meio do caminho, tinha uma pedra, mas há também o canto dos pássaros, o cheiro da terra e o barulho das árvores.

Eu queria ter broxado mais para aprender a rir. Rir de mim. Rir do outro. Rir, porque a vida sem o riso se torna chata e monótona. Rir, porque nem sempre conseguimos ser o melhor, apesar de ser o melhor que poderíamos ser. Rir, porque o riso aproxima os homens dos anjos. Rir, porque um sorriso é como um beijo na alma.

As dores continuarão existindo, pois não há resposta para tudo. Então, por que devo me desesperar? Sinto dor, porque as dores amansam o ego e permitem olhar para o lado. Sinto dor, porque queria ser mais do que sou. Sinto dor, porque sinto.

Eu queria ter broxado mais, para me livrar dessa obrigação de ser super-homem o tempo inteiro. Eu queria ter broxado mais, para ouvir mais eu te amos sinceros. Eu queria ter broxado mais, para saber que não estou sozinho. Eu queria ter broxado mais, para provar que, no fundo, no fundo, eu também falho.

Eu queria ter broxado mais, para provar que vou além das minhas fraquezas. Eu queria ter broxado mais, para saber que existe alguém que acredita em mim e que, apesar de tudo, sempre haverá um ombro amigo e um olhar que faz o mundo parar. Eu queria ter broxado mais para ser mais feliz, mesmo que isso custasse mais algumas broxadas.

 

“Diário de uma paixão”: quando o amor resiste, persiste e vence

“Diário de uma paixão”: quando o amor resiste, persiste e vence

O amor verdadeiro persiste, resiste, chama de volta, clama pela sobrevivência, fortalecendo-se, vencendo a dor, a mágoa, a doença, as incertezas. O amor é o que fica, quando tudo o mais se foi.

“Diário de uma paixão” é um filme lançado em 2004, baseado no best-seller de Nicholas Spark, que retrata o amor entre Allie e Noah, dois jovens que se apaixonam e morrem juntos. Mais do que um romance açucarado, o enredo nos leva a refletir sobre a força do amor em nossas vidas, o amor verdadeiro, que persiste e resiste aos temporais e às escuridões à nossa voLta.

O tema é um velho conhecido: jovem pobre se apaixona por jovem rica, encontram a oposição dos adultos, separam-se e reencontram-se, porque o amor é ímã, é demora, procura mútua e despojamento sincero. Envolta por uma bela fotografia e por uma trilha sonora harmoniosa, a história de amor entre pessoas tão diferentes deixa-nos uma mensagem de esperança boa, de que existem, sim, amores duráveis.

Hoje, nada parece feito para persistir, tanto no que diz respeito aos bens materiais, quanto ao que se relaciona aos sentimentos. É mais fácil jogar fora um aparelho do que mandar consertá-lo. É bem mais fácil desistir do amor, diante das primeiras dificuldades, do que tentar superá-las. Tememos enfrentar os obstáculos que atravancam o encontro amoroso, porque muito provavelmente veremos que somos em grande parte causadores dos mesmos.

Para que consigamos superar os obstáculos que se interpõem entre nós e a consumação do amor completo, precisaremos nos despojar de vaidades, de egoísmo, enxergando nossa parcela de responsabilidade naquilo tudo – casal são dois, ou seja, estamos incluídos nessa jornada. Caso não estivermos dispostos a mudar em nós o que prejudica a entrega recíproca, continuaremos delegando ao parceiro a culpa integral do que nos aflige. E então daremos adeus a qualquer chance de sobrevivência amorosa.

Allie e Noah não se relacionavam com harmonia perfeita, muito pelo contrário; porém, conseguiam ter consciência das próprias falhas, dos defeitos do outro, de maneira a lutarem juntos na superação dos entraves. Amor que sobrevive depende disso, de que ambos se reconheçam imperfeitos e reconheçam no outro aquilo que desagrada, pois amor é clareza, certeza, é um voltar, sempre, apesar da distância, apesar dos outros, mas, principalmente, em favor de nós mesmos.

Assistir a tantos casais que já se amaram com intensidade distanciando-se por conta dos tombos que a vida insiste em nos dar é triste. Quando ainda resta dignidade, vale a pena investir na retomada daquele sentimento que uniu dois corações, mesmo que hoje estejam calejados e machucados. O amor verdadeiro, como retratado no filme, persiste, resiste, chama de volta, clama pela sobrevivência, fortalecendo-se, vencendo a dor, a mágoa, a doença, as incertezas. O amor é o que fica, quando tudo o mais se foi, pois é o que nos torna eternos por onde tenhamos respirado o ar da verdade.

Você é introvertido, extrovertido ou ambivertido?

Você é introvertido, extrovertido ou ambivertido?

Geralmente, as pessoas categorizam as outras (e a si mesmas) como introvertidas ou extrovertidas, falando em termos de hábitos e personalidade.

Carl Jung popularizou os conceitos de introversão e extroversão no início da década de 1920, quando ele também identificou um terceiro grupo, mas não escreveu muito sobre isso. Foi só em meados dos anos 1940 que psicólogos e cientistas comportamentais começaram a utilizar o termo “ambiversão” para referenciar as pessoas ambivertidas.

Para uma parcela da população, essa é uma escolha fácil de fazer e simples de identificar, mas, para a maior parte das pessoas, é difícil escolher um caminho ou outro e manter-se constantemente nele. De acordo com Travis Bradberry, especialista em inteligência emocional e autor de livros sobre o assunto, essa escolha costuma ser difícil porque a dicotomia introvertido/extrovertido reflete uma visão ultrapassada de personalidade.

Os traços de personalidade existem ao longo de um contínuo, e a maioria de nós não é introvertida nem extrovertida, mas sim algo no meio disso: ambivertida.

Segundo Barry Smith, professor de psicologia na universidade de Maryland:

“Ambivertidos constituem 68% da população. Essa maioria possui tendências introvertidas e extrovertidas que variam, dependendo dos estímulos e de cada situação.”

Pensando-se na introversão e extroversão como em um espectro, a ambiversão estaria localizada, mais ou menos, em algum lugar no meio.

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A personalidade consiste em um composto estável de preferências e tendências por meio das quais nós relacionamos com o mundo e as pessoas que nele vivem.

Os fatores arquetípicos pessoais vão sendo formados desde a tenra idade, e são flexíveis até o início da fase adulta. Muitas coisas sobre nós mudam com o passar dos anos, é verdade. Hábitos e estilos de vida são sazonalmente modificados, sim, mas alguns aspectos da nossa personalidade são permanentes. Segundo Bradberry:

“A continuidade entre introversão e extroversão captura um dos traços de personalidade mais importantes. É preocupante que estejamos a categorizar nós mesmos de uma forma ou de outra, porque há pontos fortes e fracos críticos comumente associados a cada tipo.”

Para Bradberry, os ambivertidos têm uma vantagem distinta sobre os verdadeiros introvertidos e extrovertidos. Devido a sua personalidade não se inclinar bruscamente para qualquer direção, eles têm um tempo maior para ajustar sua abordagem em relação a pessoas em uma mesma situação. Isso permite que eles se conectem mais fácil e profundamente com uma maior variedade de pessoas.

Adam Grant, professor de administração e psicologia do Wharton College, se propôs a estudar o tema da ambiversão. E ele obteve resultados elucidáveis. Um deles refuta a ideia de que vendedores extrovertidos têm melhor desempenho do que aqueles introvertidos. Ele descobriu que a flexibilidade social dos ambivertidos lhes permitiu vender mais do que todos os grupos (venderam 51% mais produtos do que a média geral dos vendedores).

Grant explicou esse achado:

“Porque eles naturalmente se envolvem em um padrão flexível de falar e ouvir, ambivertidos são suscetíveis de expressar assertividade e entusiasmo suficientes para persuadir e fechar uma venda. Eles são mais inclinados a ouvir os interesses dos clientes, e menos vulneráveis a parecer muito excitados ou autoconfiantes.”

Os ambivertidos ora têm facilidade em se relacionar com terceiros e fazer novos amigos, ora têm a necessidade de se isolar por um tempo. Eles são mais adaptáveis à novas pessoas e situações, porque suas características de introversão e extroversão não são predominantes. Sabem exteriorizar o que sentem, e conseguem conter suas emoções quando é conveniente.

De acordo com Brian Little, autor do livro Me, Myself And Us: The Science Of Personality And The Art Of Well-Being:

“Os ambivertidos sabem aproveitar o melhor de ambos os lados. Eles têm mais graus de liberdade para moldar suas vidas do que aqueles que estão nos extremos de suas pontas.”

As pessoas ambivertidas “são como bilíngues”, na opinião de Daniel Pink, autor do livro To Sell Is Human: The Surprising Truth About Moving Others. “Elas têm uma ampla gama de habilidades, e podem se conectar com uma variedade maior de pessoas, da mesma forma que alguém que fala inglês e espanhol”.

No entanto, também há desvantagens em ser ambivertido. Se alguém tiver tendências ambivertidas conservadoras, poderá ficar muito tempo empacado no papel de introvertido (em ambientes discretos, no silêncio) ou no papel de extrovertido (em ambientes agitados, em interação com várias pessoas), e assim se sentir demasiadamente solitário ou exausto.

Um ambivertido é capaz de ir por duas direções opostas. O ideal seria que essa pessoa analisasse cada circunstância em particular a fim de definir qual comportamento seria mais benéfico ou gratificante para ela.

Se um indivíduo ambivertido pode adaptar e variar suas ações conforme aos diversos acontecimentos, bastaria regular seu “termostato” nas horas que exigem tal tomada de decisões. Mas isso nem sempre é fácil, é claro.

Pessoas ambivertidas gostam de (e precisam) ficar sozinhas por determinado período de tempo, mas também adoram estar perto de outras pessoas e interagir com elas. Em ambos os casos, elas sabem tirar proveito da situação, assim como estão cientes de que, muitas vezes, permanecem “em cima do muro”.

9 autoafirmações para alguém saber se é ambivertido (a)

Estar ciente de sua escala de personalidade torna mais fácil desenvolver um senso de tendências pessoais e inclinações sociais.

Para quem suspeita ser ambivertido, mas não está certo disso, o autor Travis Bradberry fez uma lista de nove afirmações para se fazer. Caso as respostas forem positivas para a maioria ou todas as perguntas, muito provavelmente a pessoa é ambivertida. Faça o teste:

1. Eu posso executar tarefas sozinho ou em grupo. Eu não tenho muita preferência, de qualquer forma.

2. Ambientes sociais não me deixam desconfortável, mas eu canso de ficar cercado de muitas pessoas.

3. Ser o centro das atenções é divertido para mim, mas eu não gosto que isso dure muito.

4. Algumas pessoas pensam que eu sou quieto, enquanto outras acham que sou extremamente social.

5. Eu não preciso estar sempre fazendo algo ou me movendo, mas ficar parado por tempo demais me deixa entediado.

6. Eu posso me perder em meus próprios pensamentos tão facilmente quanto eu posso me perder em uma conversa.

7. Uma conversa simples e casual não me deixa desconfortável, mas não gosto tanto de ficar engajado em conversas íntimas.

8. Quando se trata de confiar em outras pessoas, às vezes eu sou cético, outras vezes eu confio plenamente.

9. Se eu passar muito tempo sozinho, fico entediado, ainda que muito tempo em torno de outras pessoas me deixe esgotado.


Muitas pessoas ambivertidas não estão totalmente cientes de que são assim, e esse lapso de autoconhecimento pode tornar ambíguas as suas percepções, ações e pensamentos. Mas agora elas podem resolver de vez essa questão.

*Com informações da Forbes e The Wall Street Journal

O amor não sobrevive de promessas

O amor não sobrevive de promessas

Diariamente, acabamos por fazer promessas de que mudaremos em algo, tanto para nós mesmos quanto para os outros. Prometemos não faltar à musculação, não dar ouvidos a gente chata, não exagerar nos doces ou na cerveja. Prometemos xingar menos, não fofocar, ajudar mais em casa, estudar bastante. E, como previsto, na maior parte das vezes não cumprimos nada daquilo.

Prometermos a nós mesmos alguma mudança de comportamento significa que estamos incomodados com a forma como vivemos, ou seja, temos consciência de que estamos agindo como não deveríamos em alguns aspectos de nossas vidas. Ter essa consciência daquilo que devemos mudar é bom, no entanto, apenas saber o que é preciso ser feito, sem fazê-lo, de nada adiantará.
Continuaremos caminhando aos tropeços.

No caso das promessas feitas ao outro, então temos a consciência, da mesma forma, de que a maneira como estamos compartilhando nossas vidas precisa ser mudada, pois percebemos que poderíamos ser muito melhores do que somos, no sentido de alimentar um relacionamento mais forte e acolhedor. Concordamos com as cobranças alheias, ainda que sob protestos, na certeza de que caminhamos com meias verdades e, mesmo assim, permanecemos emocionalmente estacionados no mesmo lugar. Continuaremos respirando com dificuldades.

É preciso, pois, que passemos a praticar e a viver aquilo que teorizamos no plano das ideias e dos discursos, de modo a que tornemos nossos relacionamentos mais harmônicos e sinceros. Isso porque, muitas vezes, sabemos muito bem quais são as ações necessárias ao enriquecimento de nossos encontros diários, ao passo que teimamos em incorrer – seja por falta de coragem, seja por comodismo – nos mesmos vícios que somente emperram a vivência completa de uma entrega verdadeira.

É injusto iludir as carências alheias com promessas que sabidamente não se cumprirão, bem como é inútil prometermos a nós mesmos mudanças que não teremos coragem de assumir. Embora o outro muitas vezes se deixe iludir, agarrando-se às nossas juras, na esperança de que o amor dê certo, jamais nos isentaremos de nossa parcela de culpa, por nutrir sonhos vãos de quem poderia estar feliz longe de nós, distante dos terrenos arenosos das incertezas a que nos apegamos.

Não prometa que irá mudar. Mude! Não prometa que será mais atencioso. Seja! Não prometa amar para sempre. Ame! Palavras e promessas dissolvem-se ao sabor dos ventos, atitudes fincam raízes naquilo que se sustenta como amor verdadeiro. Qualquer um pode discursar e escrever com propriedade sobre as bases com que se constrói um relacionamento, mas poucos se lançam corajosamente aos encontros da vida, fazendo o que for, na lida diária, para que o amor sobreviva e se renove a cada ventania, mais forte, mais calmo, mais vivo, mais amor.

Ousemos, enfim, cumprir nossas promessas, porque ser um desses poucos corajosos equivale nada menos do que a ser e fazer gente feliz de verdade.

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