Viktor Frankl e a psicologia do sentido

Viktor Frankl e a psicologia do sentido

Viktor Emil Frankl nasceu no dia 26 de março de 1905 em Viena, na Áustria. Faleceu em 2 de setembro de 1997, aos 92 anos de idade.

Descendente direto de judeus, ele foi médico, psicólogo, psiquiatra e sobrevivente dos campos de concentração da Alemanha na época da Segunda Guerra Mundial.

O austríaco também foi um renomado filósofo da humanidade contemporânea, tendo feito diversas contribuições à psicologia, psiquiatria e neurologia.

Sabe-se que, no colégio, Frankl era um aluno inveterado a seguir na área da saúde. Aos 13 anos, já no segundo grau, ele assistia a uma aula de ciências naturais, durante a qual seu professor explicava que a vida acontece como um “processo de oxidação e combustão”. O jovem Frankl interrompeu a aula, perguntando, em voz alta, o seguinte: “Professor, se é assim, que sentido tem a vida?

Desde cedo, já era possível perceber a curiosidade e preocupação de Frankl pela filosofia, especialmente por aquilo que trata sobre os sentidos, propósitos e causas da existência humana.

O jovem Frankl se destacou durante toda sua trajetória escolar. No último ano, para o exame final, ele entregou um trabalho sobre a psicologia do pensamento filosófico, com ênfase na filosofia existencialista de Sartre, da qual discordava em partes.

Diferentemente da maioria dos pensadores do Existencialismo – vertente que lhe serviu de base –, Frankl não era pessimista, cético e antirreligioso. Ele assumia uma visão mais otimista e esperançosa sobre a capacidade humana de superar adversidades e imposições da vida moderna.

Frankl se preocupava, acima de tudo, com o conceito de sentido, a partir do qual o ser humano se orienta na viagem de sua existência.

Em 1921, aos 16 anos de idade, Frankl já expunha suas ideias e considerações em palestras e debates por vários cantos da Europa. Nesse mesmo ano, ele participou de uma conferência sobre o tema “O Sentido da Vida” e, após o evento, foi imediatamente contratado para ser funcionário da Juventude Trabalhadora Socialista, uma comunidade com fins acadêmicos.

O vigor intelectual de Frankl rapidamente impressionou e o colocou em correspondência direta com Sigmund Freud. Por influência deste, Frankl publicou seu primeiro artigo científico em 1924, numa publicação renomada chamada International Journal Of Individual Psychology. Era um grande feito para alguém que estava em vias de iniciar a faculdade.

Frankl encontrava-se regularmente não só com Freud, mas também com Alfred Adler, tendo sido influenciado pelos dois. Enquanto Freud trabalhava mais com a psique e o desejo, Adler discutia sobre o poder e a vontade. No fim, ambos determinaram a orientação do pensamento do jovem Frankl.

Mais tarde, seu relacionamento com Adler foi rompido por causa de confrontos de personalidade, fortes divergências de opinião e subsequentes brigas explosivas. Quanto a Freud, Frankl passou a vê-lo com cada vez menos frequência, embora os dois mantivessem a afinidade um pelo outro.

No final de 1926, Frankl passou a ministrar palestras públicas, e apresentava-se em congressos por toda a Europa. Suas habilidades de persuasão e oratória eram claramente notáveis, assim como era adequada a organização de seus discursos.

Em Viena e outros seis estados, Frankl e sua equipe projetaram os chamados Centros de Aconselhamento Juvenil, onde jovens em dificuldade psicológica eram atendidos gratuitamente. Quando ficou sabendo que o índice de suicídio entre os jovens estava altíssimo, na época, Frankl organizou uma ação solidária de prevenção ativa, que se mostrou extremamente eficaz. Durante a ação, não houve registros de suicídio.

Mais ou menos nessa época, o austríaco já havia adquirido uma certa notoriedade, considerando que seus feitos como profissional ressoavam por onde quer que passasse.

Entre 1931 e 1932, aos 27 anos de idade, ele finalmente concluiu sua formação como médico. Em seguida, Frankl especializou-se em psiquiatria, para depois trabalhar em um hospital na cidade de Viena. Lá, ele conhece e se apaixona pela enfermeira Tilly Grosser, com quem se casou em 1941, mesmo ano em que ele e a família foram feitos prisioneiros pelos nazistas, na iminência da Segunda Guerra Mundial.

Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração

Por três longos anos, Viktor Frankl foi mantido prisioneiro em quatro campos de concentração espalhados por toda a Alemanha. Sua pele foi tatuada com o número 119.104, para sua identificação.

Naquela ocasião, sua esposa estava grávida. O pai, a mãe e o irmão foram todos mortos, brutalmente e sem misericórdia, pelo bárbaro regime nazista.

No ínterim desse momento delicado, Frankl ainda foi separado de sua esposa. Em suma, ele perdeu praticamente tudo o que tinha por causa do terrorismo regido por Adolf Hitler. De uma hora para outra, seu mundo colapsou.

Foi a esperança de reencontrar sua esposa e publicar suas ideias sobre a terapia do sentido da vida que manteve Frankl vivo ao longo de três anos de sofrimento humano avassalador.

contioutra.com - Viktor Frankl e a psicologia do sentidoTamanha era a vontade de passar seus conhecimentos adiante, que Frankl perigosamente escondia rabiscos de sua teoria dentro das cuecas. O austríaco estudava o comportamento humano em um cenário de privação total, e esses estudos, por fim, embasaram o conteúdo de seu livro Em Busca de Sentido: Um Psicólogo no Campo de Concentração.

Aprisionado pelos nazistas como um animal em um abatedouro, Frankl pôde aprender o suficiente sobre como alguém é capaz de encontrar significado e luz quando só há morte e escuridão em perspectiva.

Apesar da solidão, da miséria, do desespero e do sofrimento de viver em condições subumanas, Frankl reuniu uma força intrínseca extraordinária para superar todas as dificuldades e poder viver em paz consigo mesmo.

Certa vez, ele disse:

“Mesmo nas situações mais absurdas, dolorosas e desumanas, a vida tem um significado em potencial e, portanto, até o sofrimento tem sentido.”

No livro, Frankl relata não só suas experiências como interno nos campos de concentração, mas também descreve seu método psicoterapêutico para encontrar sentido em todas as formas de existência: a Logoterapia.

Logoterapia

A Logoterapia é uma abordagem psicoterapêutica que possui um viés existencial. Essa abordagem integra a Terceira Escola Vienense de psicologia e, basicamente, é estruturada por três alicerces ideológicos: a liberdade do desejo, o desejo por sentido e o significado da vida.

Frankl afirmava que o homem não está totalmente sujeito aos seus condicionamentos, mas tem escolha de decidir e agir em face de todas as circunstâncias, independente da privação de sua liberdade. Segundo ele, existe no homem um desejo e uma vontade de sentido.

Como psicólogo, médico e psiquiatra, ele percebeu que as pessoas não sofrem apenas de frustrações sexuais (Freud) ou de complexos de inferioridade (Adler), mas também de um certo vazio existencial. Para ele, a maioria dos problemas psicológicos e psiquiátricos nasce do sofrimento causado pela sensação de falta de sentido.

Viktor Frankl viveu tempo suficiente para acompanhar as transformações sociais da modernidade. De acordo com ele, nós vivemos em uma sociedade que busca virtualmente se satisfazer, ou pelo menos se propõe a gratificar cada uma das necessidades humanas, mas se esquece, essencialmente, de seu significado.

“A atual sociedade de consumo até está criando necessidades, mas a necessidade de sentido – ou, como eu costumo dizer, a vontade de sentido – permanece insatisfeita.”

Não deixa de ser correto considerar que, atualmente, a sociedade passa por uma crise de individualismo e apego ao materialismo. Frankl concordava com isso.

Ele argumentava que o ser humano precisa, de fato, daquilo que ele chamava de “auto-transcendência”. Ou seja, a felicidade não pode ser perseguida de qualquer jeito, mas deve acontecer espontaneamente, não por mera vontade, e sim pelo sentido inerente ao sentimento. A auto-transcendência pressupõe que esse sentido só pode existir se a pessoa tiver uma causa maior do que ela.

Segundo Frankl, a busca da felicidade é uma contradição. Na sua opinião, estar preocupado com a própria felicidade e o próprio prazer é frustrar-se.

“A felicidade nunca pode ser buscada. Ela é uma consequência, um efeito colateral, um subproduto da realização de um sentido. Isso fica evidente nas neuroses sexuais, em que, precisamente, à medida que alguém está perseguindo a felicidade sexual e o prazer, estará fadado a falhar. Seja um homem que queira demonstrar a sua potência sexual, na mesma medida, provavelmente acabará sofrendo de impotência; ou uma mulher que quer demonstrar a si mesma que é plenamente capaz de chegar ao orgasmo, na mesma medida, provavelmente acabará frígida.”

Em sua filosofia logoterapêutica, o austríaco também apontou o humor como sendo uma arma de proteção na luta pela autopreservação.

“É bem sabido que o humor, mais do que qualquer característica do ser humano, pode diminuir o distanciamento de si mesmo e gerar capacidade de ascensão perante qualquer situação da vida, mesmo que por alguns segundos. A tentativa de desenvolver um senso de humor e ver as coisas sob uma luz bem-humorada é algum tipo de truque aprendido ao se dominar a arte de viver.”

Outro motivo de salvação na busca pela sobrevivência, Frankl lembra, é o amor. Na sua bela definição:

“O amor é a única maneira de entender outro ser humano no âmago mais profundo de sua personalidade. Ninguém pode tornar-se plenamente consciente da própria essência do outro, a não ser que ame. Por seu amor, alguém está habilitado a ver os traços essenciais e recursos na pessoa amada; e, ainda, ele vê o que é potencial nela, e o que não está atualizado, mas deve ser realizado.”

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Em uma entrevista concedida para um canal de televisão canadense, Frankl ressaltou que dificilmente se encontra qualquer referência àquilo que é a preocupação mais básica e fundamental de uma pessoa: não é prazer nem felicidade, tampouco sucesso, poder ou prestígio, mas original e basicamente, seu desejo é encontrar e realizar um sentido em sua vida para cada situação que a vida apresentar.

De acordo com essa teoria, a motivação básica do comportamento humano baseia-se na busca de sentido para a vida, e a finalidade da terapia psicológica é justamente ajudar a pessoa a encontrar esse significado em particular.

Ou seja, na abordagem da Logoterapia, o desejo de encontrar um propósito de vida é a força motriz do ser humano; aquilo que o move e faz acreditar que vale a pena viver. Não se trata, portanto, de um sentido geral de existência, mas um sentido pessoal de cada indivíduo, que, por escolha, pode criar (e encontrar a si próprio).

“Quem conhece um sentido para a sua vida encontra, na consciência desse fato, mais do que em outra fonte, ajuda para a superação das dificuldades externas e dos desconfortos internos. Disto se infere a importância que tem, sob o aspecto terapêutico, a ajuda a ser prestada ao homem no afã de encontrar o sentido de sua existência e de nele acordar, enfim, o desejo dormente do sentido.”

Frankl teorizou que uma pessoa pode achar um sentido (ou um propósito) para sua vida de três formas: 1) criando um trabalho ou realizando um feito notável; 2) experimentando um valor ou amor; 3) através do sofrimento, adotando uma atitude em relação ao sofrimento inevitável.

“A auto-transcendência assinala o fato antropológico fundamental de que a existência do homem sempre se refere a alguma coisa que não ela mesma (a algo ou a alguém, isto é, a um objetivo a ser alcançado ou à existência de outra pessoa que ele encontre). Na verdade, o homem só se torna homem e só é completamente ele mesmo quando fica absorvido pela dedicação a uma tarefa, quando se esquece de si mesmo no serviço a uma causa, ou no amor a uma outra pessoa. É como o olho, que só pode cumprir sua função de ver o mundo enquanto não vê a si próprio.”

Frankl criticou também a ideia geral da hierarquia das necessidades de Abraham Maslow, afirmando que o preenchimento vertical dessas necessidades não é de muita ajuda, quando o que se procura é encontrar sentido: não se trata de ordenar as necessidades em maiores ou menores, e sim de identificar qual delas tem sentido, um objetivo por trás de sua realização.

Xausa (1986) afirma que a teoria de Frankl não foi um fenômeno isolado da conjuntura perversa que se firmou no século XX, em plena Segunda Guerra Mundial: ela teria sido a antítese das teorias e terapias reducionistas do século passado, expressando, com contundência, uma originalidade científica e um campo fundamental para o sentido da vida de cada ser humano.

Não foi por acaso que Viktor Frankl seguiu o caminho da Logoterapia. Percebeu ele que as pessoas, especialmente os jovens que retornaram da Segunda Guerra Mundial, estavam terrivelmente traumatizados pela destruição sofrida, e que somente poderiam recuperar-se psicologicamente dos danos sofridos – incapacidade mental, física, carência de afeto e de recursos culturais – quando se empenhassem na busca de um novo sentido para viver. Mais tarde, quando preso nos campos de concentração nazistas, ele mesmo constatou a necessidade dos seres humanos de buscar um significado de viver.

“Mesmo que o homem esteja numa situação terrível, em que a possibilidade de realização de valores de atitude seja limitada, a realização de valores de atitude sempre continua possível. E, através dela, a vida do homem conserva o seu sentido até o último suspiro.”

Em resumo, aprendemos com Viktor Frankl que, mesmo quando a vida parece longe de ter algum significado, ou a esperança se esvai completamente, nós somos capazes de suportar qualquer sofrimento e encontrar um sentido pelo qual viver.


Referências:

FRANKL, Viktor. Em Busca de Sentido: Um Psicólogo no Campo de Concentração. Estados Unidos (1984).

FRANKL, Viktor. A Psicoterapia na Prática. São Paulo (1991).

ASSUNÇÃO RODRIGUES, Larissa; ALVES DE BARROS, Lúcio. Sobre o Fundador da Logoterapia: Viktor Emil Frankl e Sua Contribuição à Psicologia. Goiás (2009).


Assista a entrevista abaixo com Viktor Frankl:

“O que eu quero e sobrequero”

“O que eu quero e sobrequero”

“Viver amanhecendo é aprendizado que não posso perder de vista.”
Pe. Fábio de Melo

“O que eu quero e sobrequero” é uma expressão de Guimarães Rosa e que tomo emprestada para falar do meu maior desejo .

Se uma fada madrinha aparecesse com sua varinha de condão, e me desse a possibilidade de realizar um desejo, não teria a menor dúvida e rapidamente responderia, inspirada na música “Tocando em frente” de Almir Sater e Renato Teixeira:“O que mais quero é tocar em frente a minha vida com valentia e ser feliz sem muitas garantias”.

O que mais quero é não ser o meu maior obstáculo, frente às lições do caminho, e ter coragem – seguir em frente apesar dos medos.

O que mais quero e sobrequero é ser como o velho boiadeiro, que leva sua boiada (todas as experiências boas e ruins) sem pressa, com um sorriso, forte e feliz, aceitando e aprendendo com cada passo e escorregadela que vier dar pelo caminho.

O que eu quero é não recuar frente às manhas da vida, manter-me firme e não permitir que a descrença more dentro de mim.

O que eu quero e sobrequero é não produzir pensamentos catastróficos constantemente, para que a paz possa vir em meu auxílio e ritmar o meu coração.

É encontrar um velho boiadeiro que me ajude quando nada sei e que eu também possa, com minha experiência, ser um velho boiadeiro para quem por mim passar.

O que eu quero e sobrequero é não me afastar de Deus e guiar-me sempre por Sua Palavra.

Tocar em frente e compor a própria história, sei bem que nenhuma fada irá me proporcionar, pois essa estrada é um processo de construção particular, intenso e profundo, que se faz continuamente por meio do autoconhecimento .

Cumprir a vida é ser estrada; viver intensamente cada passo dado, não se fechar às possibilidades do caminho, ter um olhar mais generoso para com as pessoas e saber lidar com a própria verdade.

O que eu quero é aprender a amar para poder pulsar e que, antes de morrer, eu saiba viver, pois “cada ser em si carrega o dom de se ser capaz e ser feliz”.

O Profeta, de Khalil Gibran: um filme de animação sobre a liberdade

O Profeta, de Khalil Gibran: um filme de animação sobre a liberdade

O filme de animação “O Profeta, de Khalil Gibran” é baseado no best-seller “O Profeta”, escrito nos anos vinte pelo poeta libanês Khalil Gibran e traduzido em mais de 40 línguas.

A história traz uma mensagem de paz, amor e fraternidade. No filme, uma coleção de nove histórias fala-nos de Mustafa, um poeta preso porque aquilo que escreve é considerado perigoso e rebelde. O poeta explica a uma jovem, Almitra, que uma prisão não consegue roubar a liberdade a um pensamento livre.

De acordo com Selma Hayek, o cinema de animação permite maior fidelidade à mensagem de Gibran:

“Através da arte, da música e da poesia, podemos exprimir melhor uma ideia. O filme fala da liberdade e a animação deu-nos a liberdade de ser mais fieis à mensagem.”

Este filme resultou de um trabalho especialmente inspirado, em que participaram nove dos melhores profissionais independentes do mundo, reunidos neste projeto pelo realizador de “O Rei Leão”, Roger Allers.

Abaixo: Trailer do filme “O Profeta”
Estreia em cinema dia 28 de abril

Onde existe verdade, ali repousa o amor

Onde existe verdade, ali repousa o amor

Há quem o encontre prematuramente, no despertar da puberdade; há quem o receba na maturidade dos anos e há quem o espere pela vida toda. Não importa onde ou em que fase da vida estamos, o amor sempre se destacará em meio a nossas prioridades e jamais nos cansaremos nem desistiremos de achá-lo e de desfrutar de tudo o que ele traz, suas dores e alegrias, os encontros e desencontros, o sim e o não. Tão infinito em sua completude, tão contraditório em si é mesmo o amor, necessário e vital como o ar que respiramos, combustível do pulsar de nossos sentidos.

Mais difícil do que encontrá-lo, no entanto, é conseguirmos mantê-lo vivo dentro de nós e de quem nos rodeia, demorá-lo o suficiente para que não enfraqueça sob o peso amargo do dia-a-dia célere e frio a que nos lançamos, para que não se perca por entre as cobranças, as expectativas frustradas, o enfrentamento dos dissabores, do preconceito e das dificuldades financeiras; para que não se torne surdo às madrugadas insones à beira do berço, aos pedidos de socorro estampados nos olhos dos filhos, aos gritos mudos das carências do parceiro, à libido amortecida pelas contas a pagar ao fim de cada mês.

Mais difícil ainda é lembrar-se de reacendê-lo continuamente, com palavras gentis, cumplicidade no olhar, vidas entrelaçadas, corpos e almas que se tocam, mãos estendidas quando se pede ajuda, ouvidos atentos quando se pede compreensão, sinceridade quando se requer opinião. É preciso dormir e acordar o amor, afagá-lo, abastecê-lo, dar-lhe a devida atenção, porque ele não sobrevive somente do que aconteceu, do que foi dito e feito tempos atrás, e sim do que existe aqui e agora, das verdades que caminham em nossas vidas diariamente.

O amor não aceita desaforo, violência, desamparo, vaidade, preconceito ou orgulho. Não se prende a bens materiais, aparências, beleza física vazia, tampouco a desprezo. Não suporta ser esquecido, maltratado, cobrado, nem se rende a perfumes, flores e outros presentes, se isentos de sinceridade. Amor não se compra, amor não se ludibria, amor não se corrompe. É forte o bastante para resistir à dor, à doença, às cicatrizes no corpo e na alma, embora sucumba, mesmo que lentamente, à traição e à mentira, à dissimulação e ao abandono.

Não se ama sendo o que não quer ser, falando o que não tem fundamento em si, agindo contrariamente aos impulsos, sobrepondo o outro a tudo o que é seu. Porque o amor brota de dentro de nossas verdades para sair à procura de onde houver arrebatamento sincero. Enquanto não formos inteiros, completos e reais, não estaremos prontos para o amor, para o encontro com o outro, pois não seremos dignos de receber de ninguém o que não estivermos dispostos a dar em troca.

Não estaremos preparados para compartilhar amor pleno, caso ainda não tenhamos certeza de quem somos, do que e de quem queremos, caso ainda não sejamos honestos por inteiro. O amor é preenchimento, jamais solidão. É afirmação e aceitação, é avidez por viver e respirar com liberdade, mantendo-se sempre a postos, dentro e fora de nós. No entanto, só irá e virá ao encontro daquilo que for verdadeiro e somente pousará junto de quem for leal a tudo o que define a própria essência, de quem não mente para si mesmo.

Porque então o amor saberá que ali terá menos chances de sofrer a dor de ser esquecido e menosprezado, ali se intensificará e multiplicará. Porque então poderá ser verdadeiro, como todo e qualquer amor tem de ser, como diz o nosso poetinha, infinito enquanto durar. E que assim se preencha toda a dimensão dos nossos sonhos…

Por que deveríamos desligar o roteador wi-fi durante a noite?

Por que deveríamos desligar o roteador wi-fi durante a noite?

Devido à poluição eletromagnética, nosso corpo pode apresentar diferentes problemas de saúde, por isso, deveríamos restringir seu uso, por exemplo, desligando o wi-fi quando não o estivermos usando.

As novas tecnologias revolucionaram o mundo e ampliaram as possibilidades de comunicação, trabalho, lazer e qualquer outra coisa que pudermos imaginar.

Nesse contexto, a conexão sem fio à internet se tornou essencial, já que permite acessar a muitas outras ferramentas de grande utilidade.

O wi-fi se tornou indispensável nos lares, ambientes de trabalho, escolas e muitos outros espaços em que se oferece a conectividade para aproveitar todas as oportunidades que a internet oferece.

No entanto, existem algumas desvantagens que muitas pessoas desconhecem e que, inclusive, podem estar influenciando nosso estado de saúde.

Muitos especialistas o estão classificando como “inimigo silencioso” e seu principal argumento são os níveis de radiação que emite.

Neste artigo, queremos descrever em detalhes quais os seus perigos e o que se pode fazer para reduzir ao máximo o risco.

Quais os perigos ocultos da tecnologia wi-fi?

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Apesar de já terem sido divulgados muitos documentos sobre os perigos da radiação que os dispositivos móveis e outros aparelhos emitem, muitas pessoas ainda ignoram o tema ou não tomam plena consciência dos riscos.

Ainda que já há várias décadas a tecnologia tenha chegado para ficar, é necessário muito mais tempo para compreender exatamente a influência que tem no organismo humano.

Até agora, foram realizadas várias investigações científicas que analisaram o impacto das ondas eletromagnéticas sobre a atividade cerebral e os sistemas do corpo.

Existem provas que sugerem que está relacionada à aparição de cânceres e outros tipos de doenças de difícil tratamento.

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Em um relatório destinado ao público, conhecido como Bioiniciative, são resumidas cerca de duas mil pesquisas internacionais que relacionam a exposição prolongada às radiações eletromagnéticas com certos tumores.

Além disso, poderia ser uma causa de episódios contínuos de dores de cabeça, hiperatividade ou má qualidade do sono.

Realmente, quem trabalha com esse tipo de equipamento segue recomendações estritas de segurança, cuja finalidade é diminuir os efeitos negativos da radiação sobre o corpo.

A preocupação cresce com a exposição das crianças, que são mais suscetíveis aos danos, porque estão em pleno processo de crescimento.

Pensando nisso, países como Inglaterra, França e Suécia já começaram a retirar o wi-fi das escolas, museus, bibliotecas e de outros lugares públicos, com o objetivo de regular o consumo dessa tecnologia e buscar outros sistemas que permitam desfrutar da web através de conexões elétricas.

Que medidas posso tomar para diminuir o impacto negativo do wi-fi?

A fim de diminuir os impactos negativos dessa tecnologia, existem várias medidas que você pode levar em conta:

  • Desligue o roteador durante a noite ou quando ninguém o esteja usando. Se o dispositivo se encontra localizado na cozinha ou quarto, transfira-o o quanto antes para outro local, menos frequentado.
  • Pergunte sobre a instalação de rede via cabo, incluindo a de telefone. Ainda que os telefones sem fio sejam mais práticos, sua radiação também tem efeitos danosos.
  • Utilize os aparelhos móveis e computadores apenas em um determinado período. De toda forma, evite tê-los no quarto.
  • Desfrute de mais tempo ao ar livre, realize exercícios físicos e leia os jornais e revistas em papel, ao invés dos digitais.

Até o momento, não existe nenhuma entidade ou sistema de controle permanente e confiável que permita aos consumidores saber dos perigos aos que estão expostos de acordo com o nível de radiação.

O agravante é que a poluição eletromagnética está crescendo a passos largos em pouco tempo, e não se sabe a que níveis chegará em alguns anos.

Em países como o Japão e Estados Unidos, já está sendo desenvolvido outro tipo de tecnologia móvel que não implique no uso de ondas eletromagnéticas.

Estima-se que sejam necessários cerca de 30 anos para que se decida alertar sobre os efeitos que esses aparelhos têm no corpo humano.

A superexposição aos mesmos é algo que não se deve ignorar e que, ainda que pareça que se pode fazer pouco, cada um pode tomar suas próprias medidas para diminuí-la.

Para concluir, como consumidores desse tipo de tecnologias, devemos nos precaver e utilizá-las com mais responsabilidade.

Apesar de podermos realizar milhares de coisas todos os dias graças ao wi-fi, não se deve esquecer que também acarreta várias consequências.

Animação mostra como só o amor é capaz de promover mudanças.

Animação mostra como só o amor é capaz de promover mudanças.

“The Present” é um curta metragem feito por Jacob Frey.

história é baseada em uma HQ (história em quadrinhos) brasileira, feita por Fábio Coala.

Com mais de 50 prêmios e com a participação em mais de 180 festivais de cinema, o curta mostra a mudança na vida de um adolescente após ganhar um presente da mãe.

Assista e entenda o motivo de tantas premiações:

Você já faxinou sua mente hoje?

Você já faxinou sua mente hoje?

Tem gente que acumula quinquilharia. Tem gente que acumula pérolas. Qual acúmulo é melhor? Nenhum dos dois!

Acumular, no dicionário: v.t e p. 1. pôr(se) em cúmulo ou montão; amontoar(se). 2. Ajuntar(se), reunir(se).

Tem gente que acumula lixo, lembranças, vontades, mentiras, frustrações, quilos, papéis, poeira, objetos, medos, ilusões, projetos, desejos, sonhos.

Porém esses acúmulos são apenas sintomas, efeitos colaterais, de outros dois acúmulos: passado e futuro. E são totalmente prejudiciais à saúde.

Quem não consegue se desapegar do que passou, de histórias que não deram certo, de lembranças boas que não voltam mais, de projetos que fracassaram, de mágoas antigas, de velhos traumas, adoece.

Quem não consegue se desapegar do futuro e está sempre pensando como será a vida daqui a 5, 10 ou 20 anos, que esquece o presente para pensar e batalhar incessantemente o futuro, também adoece.

Os efeitos nocivos de acúmulos de passado e futuro geralmente são os mesmos: solidão, medo, depressão, aumento de peso, dificuldade para dormir, dificuldade para se relacionar, fobias, angustia, insatisfação, ansiedade, doenças.

Nossa consciência só entende a linguagem do AGORA, mas como o AGORA é algo desconhecido – portanto, ameaçador – a mente, que é identificada com o ego, cria estratagemas de defesa contra esse corpo estranho chamado AGORA: acumula passado e futuro.

De acordo com o pesquisador e professor de espiritualidade contemporânea da Universidade de Cambridge, Eckhart Tolle, autor do livro best-seller “O poder do agora”, “para permanecer no controle a mente trabalha o tempo todo para esconder o momento presente com o passado e o futuro. Assim, a vitalidade e o infinito potencial do Ser, que é inseparável do Agora, ficam encobertos pelo tempo e a nossa verdadeira natureza é obscurecida pela mente”.

Segundo Tolle, todo sofrimento deriva da incapacidade de viver o momento presente:  “O sofrimento varia de intensidade de acordo com o nosso grau de resistência ao momento atual”.

Claro que planejar o futuro é saudável e maduro. Evidentemente que lembrar coisas boas que passaram faz bem. Porém, condicionar a maioria das ações (pensamentos e emoções) ao passado e ao futuro não é saudável.

Nas palavras do escritor: “ Não há nada de errado em estabelecermos metas e nos empenharmos para conseguir bens. O erro existe em usar isso como um substituto para o sentimento de vida, para o Ser. O único ponto de acesso para isso é o Agora”.

E acrescenta: “Toda negatividade é causada pelo acumulo de tempo psicológico e pela negação do presente. O desconforto, a ansiedade, a tensão, o estresse, a preocupação, todas essas formas de medo são causadas pelo excesso de futuro e pouca presença. A culpa, o arrependimento, o ressentimento, a injustiça, a tristeza, a amargura, todas as formas de incapacidade de perdão são causadas pelo excesso de passado e pouca presença”.

Portanto, proponha-se a uma faxina mental diária. Vigie seus pensamentos. De nada adianta jogar papéis velhos, frascos de perfume, roupas e objetos na lata do lixo e continuar vestindo antigos personagens e investindo em roteiros invisíveis e imaginários.

De nada adianta fazer dieta e malhar para perder peso se o acumulo de peso for reflexo de acúmulos emocionais de passado (mágoa) e futuro (medo). De nada adianta sonhar com um trabalho melhor, mas estar apegado à ideia de um trabalho perfeito que acabou – ou à ideia de um trabalho maravilhoso que ainda não chegou. De nada adianta querer viver um grande amor se a mente está presa num relacionamento que fracassou ou na promessa da chegada de um príncipe no futuro.

Quanto mais vigiarmos nossos pensamentos, quanto mais tomarmos as rédeas da nossa mente, quanto mais impedirmos que a nossa mente fique vagando em lembranças que não servem para nada e hipóteses relacionadas ao futuro, mais conectados com nossas verdadeiras necessidades ficamos, mais criativos, abertos e entusiasmados nos tornamos.

É quando estamos distraídos que as boas surpresas da vida acontecem.

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(imagem: google)

Velhas certezas só me enchem de novas perguntas.

Velhas certezas só me enchem de novas perguntas.

É… nem sempre as coisas vão para onde a gente quer. Nem sempre a vida acontece como você e eu desejamos. Nem sempre.

Preciso confessar a você que essas velhas certezas só me enchem de novas perguntas. Amigos verdadeiros nunca faltam mesmo? Amor de verdade não acaba? Só uma mãe entende um filho? O perdão é um privilégio das almas elevadas? Quem sabe? É que eu tenho a impressão de que as verdades de cada um nunca foram, assim, tão absolutas, austeras, esbanjando sisudez. As minhas, pelo menos, andam de tênis. Caminham por aí, pisam nas poças, mudam o percurso, tropeçam, voltam, seguem de novo.

Você sabe. Nem sempre é tudo tão ruim nem tudo tão bom. E nem sempre conseguimos escapar de um macambúzio mais ou menos.

Não, nossos melhores parceiros não são infalíveis. Hoje nos dão a mão, amanhã nos dão de ombros. Porque ninguém é perfeito, sabe?

Nem sempre um dia duro termina em sono tranquilo, nem sempre a noite é amiga calma, ouvinte dos nossos sonhos, vigiando tesouros profundos enquanto dormimos profundamente.

Quer saber? Nem sempre a segunda-feira é ingrata e nem a sexta, um alívio.

Nosso complexo conjunto de exigências, nossos preconceitos e nossos pavores nem sempre dão um tempo e nos libertam para fazermos escolhas simples que num pulo se transformam em monstros, os mesmos que na infância viviam debaixo da cama e agora pulam medonhos sobre nosso colchão.

Uns chegam aqui, outros partem ali. E nem sempre você e eu surgimos a tempo do olá e do adeus. Como nem sempre lembramos datas importantes. Porque nem sempre nos importam as datas que para os outros têm alguma relevância.

Nem sempre somos de todo sinceros, nem sempre a verdade nos sobra e a mentira nos falta. Paciência. Fazer o quê? É assim que é. Os caminhos se perdem, o relógio atrasa, a bateria acaba, a vista cansa, as pernas hesitam, os pés tropeçam, as mãos tremelicam, a cabeça roda, o coração se acinzenta, as expectativas despencam do alto e a alma chora baixinho.

Depois passa. Quase sempre passa. E quem chora agora há de amanhã se flagrar nadando num lago tranquilo de ternura e esperança, com pedras de rancores e pecados no fundo, repousando inúteis sob o limbo do esquecimento.

Mas também nem sempre a gente esquece.

E o amor, ah… o amor, sob a forma daquele estado de entrega tranquila que vem apaziguar uma paixão tumultuosa, nem sempre chega. Nem sempre. Nem sempre.

Fotógrafo de casamentos transforma casais em miniatura

Fotógrafo de casamentos transforma casais em miniatura

Ekkachai Saelow é um fotógrafo de casamentos tailandês que não só captura os pequenos detalhes de seus clientes, mas também os transforma em pequenos detalhes.

Ele é especializado em fazer de casais felizes miniaturas lúdicas que habitam mundos diferentes. Para fazer isso, Ekkachai retira as pessoas de seus quadros originais e as insere em um ambiente de pequena escala, aplicando um efeito fotográfico conhecido como tilt-shift, a fim de dar esse acabamento micro-expressivo.

O resultado final de seu trabalho é sutil, habilidoso e surreal, como deve parecer, também, para os casais em perspectiva.

As fotos especiais de Ekkachai são artefatos criativos que suscitam a história de amor por trás dos casais encenados.

Na iminência de casar, marido e mulher podem ser posicionados, juntos, em cenários diminutos, podendo interagir entre si e com o ambiente de forma alternativa.

Para os noivos que pretendem contratar serviços de fotografia fora do convencional, é interessante considerar o trabalho feito por Ekkachai Saelow.

Após realizar as sessões de fotos, o fotógrafo tailandês usa apenas Photoshop para redimensionar o ambiente, fazendo de seus clientes pequenos seres animados.

Há algo incrivelmente romântico nessas representações minimalistas de casais apaixonados. Como se saídos de um universo onírico e animado, duas pessoas se veem incluídas em uma realidade distinta daquela em que vivem, trocando experiências variadas, e o melhor, sem deixar de primar pela intimidade e sentimento preponderantes à sua relação amorosa.

Essas fotos com personagens minúsculos parecem ter sido inspiradas no filme Querida, Encolhi as Crianças (1989).

Ao olharmos para esses casais tendo seu matrimônio representado de forma minimal, reconsideramos a ideia de um ensaio fotográfico tradicional de casamento.

As fotos são divertidas, e exploram a interatividade dos personagens entre si e com seres vivos, recursos naturais e materiais como carros, motos, robôs, plantas, árvores e animais.

Esses casais sempre se lembrarão de quando e como foram transportados para mundos diminuídos e fantásticos, onde nem tudo o que parece é.

A indústria de fotografia de casamentos é aquecida e movimentada pelo trabalho de profissionais quebradores de paradigma, como Ekkachai Saelow, por exemplo.

Confira alguns casais transformados em miniatura pelo fotógrafo tailandês:

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Stranger Things faz os anos 80 novamente serem respeitados

Stranger Things faz os anos 80 novamente serem respeitados

Até recentemente, o cinema dos anos 80 era motivo de controvérsias discussões entre fãs e críticos. Existia uma bolha emocional e descabida sobre a qualidade das produções sentenciadas e que marcaram gerações. Mas felizmente tudo isso está indo por água abaixo com a nova série original da Netflix, Stranger Things.

Criada pelos gêmeos Matt e Ross Duffer, o programa dividido em oito capítulos não apenas ressuscita o espírito colorido, desbravador e científico da década, como também passeia pontualmente por referências dos clássicos que moveram multidões aos cinemas trazendo sorrisos, lágrimas e muitos sonhos. Para se ter uma vaga ideia, Stranger Things engloba, por exemplo: A Chance (1983), E.T. (1982), O Enigma de Outro Mundo (1982), Os Goonies (1985), Conta Comigo (1986), Chamas da Vingança (1984), Os Fantasmas Se Divertem (1988) e Amanhecer Violento (1984). Os irmãos Duff não negam o mega pacote de inspirações que, dos mais recentes, ainda incluem Super 8 (2011). De J.J.

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Abrams passando por Stephen King, Steven Spielberg, John Carpenter e outros, a série determina um novo frescor para o gênero que mesclava o protagonismo narrativo juntando crianças, adolescentes e adultos em tramas ficcionais, mas sempre respaldadas nos conhecidos valores que nos tornam mais humanos. No cerne principal, a amizade. E desse laço afetivo e inconfundível, grandiosos desenvolvimentos muitíssimos bem construídos pela dupla. Todos os personagens de Stranger Things carregam a sua própria importância e ritmo. Há momentos para diversos núcleos serem conduzidos e envolvidos na trama principal. Particularmente, além de retirar do limbo cinematográfico os nomes de Winona Ryder e Matthew Modine, o maior trunfo da série encontra-se na química dos jovens garotos que são: Lucas (Caleb McLaughin), Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo) e Eleven (Millie Bobby Brown). É espantosamente divertido e cativante presenciar o poder de atuação dos garotos.

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No fundo, é quase impossível não sentir certa nostalgia e fácil identificação com Stranger Things. Porque ao longo dos oito episódios, apesar da estética oitentista muito bem retratada, fotografada e estilizada, a série consegue ir além dos muros da Netflix. Ela determina a oportunidade perfeita para a aproximação de uma nova geração carente de produções simplórias no seu orçamento, mas ricas em imaginação e sentimentalismo. Afinal, essas foram algumas das características básicas que fizeram dos anos 80 uma década no cinema a ser revisitada com frequência. O purismo e a sinceridade na construção e concepção de um trabalho mágico, com cores, formas e laços. Laços por escolha e não obrigação. Stranger Things é a obra-prima que faltava para os anos 80 serem novamente respeitados.

12 filmes da Netflix que vão fazer você chorar

12 filmes da Netflix que vão fazer você chorar

Priscila Doneda, do MdeMulher

Se você considera a Netflix uma de suas melhores amigas e não se importa em chorar bastante enquanto assiste a um bom filme, separe a pipoca e o lencinho e confira a seleção abaixo!

1. À Procura da Felicidade (2006)

Baseado em uma história real, o filme conta a vida de Chris Gardner (Will Smith), um pai de família que enfrenta uma crise financeira ~daquelas~ e, como se isso já não fosse o bastante, ainda é abandonado pela esposa no momento mais difícil da vida.

Ao lado do filho de cinco anos, o protagonista mostra ao telespectador que o sucesso é resultado de muita determinação, persistência, trabalho e, acima de tudo, paciência.

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2. A Vida é Bela (1997)

O filme se passa na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial, e conta a história do judeu Guido (Roberto Benigni) e do pequeno Giosué (Giorgio Cantarini). Sem notícias da esposa, pai e filho são levados para um campo de concentração nazista. A emoção fica por conta das histórias que Guido inventa para que o menino acredite que tudo não passa de uma grande brincadeira, a fim de proteger o herdeiro do terror que os cercava por todos os lados.

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Veja também:

21 filmes perfeitos para ver na Netflix (lista atualizada)

3. Amor Além da Vida (1998)

A família de Chris Nielsen (Robin Williams) e Annie (Annabella Sciorra) é abalada quando os filhos do casal morrem em um acidente. Anos depois, Chris também morre e a sua alma vai para o que é conhecido como o Paraíso. Lá, ele descobre que a esposa cometeu suicídio e que, por isso, eles nunca mais se encontrariam.

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4. As Vantagens de Ser Invisível (2012)

Baseado no romance homônimo aclamado pela crítica, o longa conta a história de Charlie (Logan Lerman), um adolescente que tem grandes dificuldades com o convívio social. Apesar disso, ele encontra amigos tão deslocados quanto ele, Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson).

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5. Diário de Uma Paixão (2004)

Um dos filmes românticos mais queridinhos do público já completou dez anos e vai virar série de TV. A história de amor entre Noah Calhoun (Ryan Gosling) e Allie Hamilton (Rachel McAdams) se passa nos anos 1940 e é contada por um senhor (James Garner) a sua colega residente do lar de idosos (Gena Rowlands).

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6. Marley & Eu (2008)

Apesar do tom de comédia, o filme toca o coração de quem tem ou já teve animais de estimação. No longa, John (Owen Wilson) e Jennifer Grogan (Jennifer Aniston) estão começando a vida de casados e, indeciso sobre a sua opinião em relação à paternidade, John resolve presentear a esposa com Marley, um labrador.

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7. O Impossível (2012)

Baseado em uma história real, o drama conta as experiências de uma família de sobreviventes que teve suas incríveis férias na Tailândia interrompidas depois que o local foi atingido por um enorme tsunami. Maria (Naomi Watts) e Henry (Ewan McGregor) se separam depois do desastre (ela com um dos filhos do casal e ele com dois) e ficam sem saber o paradeiro do restante da família.

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8. O Menino do Pijama Listrado (2008)

Durante a Segunda Guerra Mundial, um oficial nazista (David Tewlis) é enviado para trabalhar em um campo de concentração e sua família se muda de Berlim para Auschwitz. Seu filho, Bruno (Asa Butterfield), de 8 anos, começa a se sentir muito sozinho na nova residência, até que conhece Shmuel (Jack Scanlon), um garoto da mesma idade que fica do outro lado de uma cerca eletrificada, sempre vestindo um pijama listrado. O que Bruno nem imagina é que o novo amigo é um judeu aprisionado.

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9. Para Sempre Alice (2014)

A Dra. Alice Howland (Julianne Moore) é uma renomada professora e pesquisadora. Quase sem perceber, ela começa a se esquecer das palavras e a se perder pelas ruas de Manhattan. Aos 50 anos, Alice é diagnosticada com Alzheimer e a doença serve para colocar em prova o amor de toda a sua família.

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10. Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (2003)

Dirigido por Tim Burton, o filme retrata a vida de Edward (Ewan McGregor/Albert Finney), um sonhador que adora contar histórias fantásticas, incluindo personagens mágicos e situações mirabolantes. Quem não gosta muito de ouvir as narrativas é seu filho, Will (Billy Crudup), que acaba se afastando do pai e volta a reencontrá-lo em seu leito de morte.

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11. Um Amor Para Recordar (2002)

Baseado no best seller homônimo de de Nicholas Sparks, o filme é considerado, ao mesmo tempo, drama e romance e, apesar de contar a história de adolescentes, serve para todas as idades. Landon Carter (Shane West) é um jovem irresponsável que acaba punido pelo diretor da escola por uma de suas travessuras. Durante o castigo, ele se aproxima de Jamie Sullivan (Mandy Moore), filha do pastor da pequena cidade em que moram. Com o convívio, eles acabam se apaixonando um pelo outro, mas Landon não imaginava que Jamie guardasse um segredo tão grave sobre a sua saúde.

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12. Up – Altas Aventuras (2009)

Sofrendo com a morte de sua esposa, Carl Fredricksen é um velho vendedor de balões que acaba de passar por mais um trauma: está prestes a perder a casa em que sempre viveu com Ellie. Depois de atingir um homem com sua bengala, o idoso é considerado uma ameaça pública e é forçado a ir para um asilo. Para fugir da situação, ele enche milhares de balões e faz com que a sua casa literalmente voe para a América do Sul – mais especificamente, para um local onde ele e Ellie sempre quiseram morar.

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A minha alma precisa de férias!

A minha alma precisa de férias!

Texto de Nathalí Macedo

Acordei um pouco cansada. Cansada de segurar o choro, de contar as novidades, de sorrir para parecer que está tudo bem. Cansada de ser forte.

Dormi nua. Tirei as roupas e as máscaras junto com elas, mas precisei de as voltar a colocar pela manhã; umas calças meio rasgadas, uns sapatos confortáveis e um disfarce de pessoa feliz, feliz a tempo inteiro. Alguém que tem a obrigação de ser agradável.

Passei a pensar demasiado sobre o mundo. Isso é um pouco arriscado porque passamos a entender demais e uma vez desvendadas certas coisas, não dá para voltar atrás. Talvez a ignorância seja mesmo uma bênção, não nos apercebermos da crueldade com que eventualmente o mundo é capaz de nos tratar.

Acordei um pouco cansada das minhas próprias escolhas. Apenas por hoje não quero decidir absolutamente nada (açúcar ou adoçante, kizomba ou rock’n roll, bom dia ou foda-se?).

Não quero ser compreendida. É só mais uma obrigação que dá imenso trabalho. Apenas por hoje, não me vou esforçar para ser amada ou para agradar aos outros. Que nada seja dito ou pensado a meu respeito: hoje só me resta existir.

Acordei um pouco perdida em relação aos smartphones, às pessoas, à confusão urbana que estranhamente se confunde com a minha própria confusão. Não vou escolher uma playlist: toquem o que quiserem. Não vou pensar sobre as pessoas: sejam exatamente o que quiserem. Hoje, apenas por hoje, não quero conclusões.

Quero passar despercebida, como numa capa de invisibilidade mágica. Quero quase não existir até conseguir ajustar-me a esse medo de ser eternamente desajustada. Não quero prazos ou compromissos ou sorrisos ou explicações. Apenas por hoje quero coexistir passivamente e sem qualquer indício de indignação. A minha alma precisa de férias.

*Fonte: Site Entenda os homens

Confiança é um cheque em branco ao portador

Confiança é um cheque em branco ao portador

Confiança é uma entrega, um compartilhamento, um passe livre.

Confiança é uma cerca derrubada, acesso liberado, um cheque em branco ao portador.

Onde a confiança mora não há vaga para o ciúme. Na casa da confiança não há trancas nem grades. A luz é farta e explicações não são necessárias para iluminar dúvidas ou incertezas.

A confiança sempre busca por outra igual. Quando se engana, lamenta, sofre, quebra em mil pedacinhos. E só se cura e se renova por meio outra prova de confiança.

A confiança é boa mas não é boba. Ela segue dando a corda necessária pelo caminho, mas, se em algum instante a corda se rompe, também ela se rompe e fecha acessos com as mais variadas restrições.

O cheque em branco pode se transformar em prejuízo, mas, de onde saiu o primeiro, dificilmente virá um segundo. Não é de bom gosto brincar com a confiança alheia.

Quem não é de confiança, desconfia até dos próprios pensamentos.

Confiar é se jogar de olhos fechados. O contrário disso é tensão, é medo. É entregar uma chave mas não largar o chaveiro.
A vida sem confiança é um jogo perdido. As bolas para fora sempre serão em maior número, e a verdade desconfiará dos pontos ganhos.

Se na vida está faltando a companhia da confiança, é tempo de convidá-la a entrar, ainda que, para que ela de fato entre e se instale, seja preciso pedir que alguém saia e não volte mais.

De todas as formas de se relacionar consigo mesmo, com as pessoas e com o mundo, se há uma companhia que não pode ser dispensada, é da confiança.
Ela sozinha despeja incertezas, ciúmes, paranóias, neuroses, desculpas e decepções.

Ainda que novas chances possam ser dadas, só terão valor se vierem acompanhadas de uma dose generosa de confiança. Na dúvida, não assine o cheque.

O Velho, O Mar e a Nossa Luta pela Vida

O Velho, O Mar e a Nossa Luta pela Vida

Achamos que somos capazes de entender a vida em sua plenitude, mais que isso, de controlá-la. Fazemos planos, nos preparamos, criamos expectativas e quando esperamos receber aquilo que tanto esperávamos, somos surpreendidos com as suas peripécias. A vida e o seu universo infinito de possibilidades que ansiamos por entender com a nossa finitude. Triste destino do homem, lançado ao mar apenas com a roupa do corpo e sua sorte. Lançado a um mar revolto que deve ser enfrentado.

Debruçando-se sobre essas complexidades, Ernest Hemingway escreveu aquela que é considera por muitos a sua obra-prima: “O Velho e o Mar” (The old man in the sea). O livro narra a história de um velho pescador, Santiago, um homem frágil ou nas palavras do próprio Hemingway “magro” e “seco”. Um homem simples e sem posses, sem estudos, que vive sozinho e é visto como destituído de sorte. Esse velho, então, se lança ao mar a procura de peixes, no entanto, essa “viagem” ganha contornos inesperados, sobretudo, quando ele consegue fisgar um peixe enorme, como mais de seis metros e este é destruído gradativamente pelos tubarões enquanto retorna para a costa.

A história simples do livro pode parecer banal, entretanto, Hemingway constrói uma obra extremamente filosófica, metafórica e poética que se comunica a todos os seres humanos. O Velho representa a fragilidade do ser humano, a sua precariedade, a sua finitude, a sua solidão, a sua angústia. Por outro lado, representa também a alma sonhadora que nos mantêm vivos e que espera sempre algo mais da vida, que vai em busca da essência das coisas, da alegria, das felicidades.

O mar representa a imensidão de um mundo que pouco conhecemos. A grandiosidade em que não se sabe o início ou o fim, na qual se sabe malmente a parte na qual estamos inseridos. O mistério das coisas ocultas que nos são apresentadas sem prefácio. O perigo que precisa ser enfrentado.

Assim como o Velho, precisamos encarar a imensidão do mar, ainda que saibamos que ele é enorme e que nós somos pequenos demais para sermos vistos enquanto navegamos por ele. Mas, não podemos passar a vida em uma cabana, precisamos sair e enfrentar o mundo. O problema é que por mais que sejamos atentos e experientes, o mar sempre arruma novas formas de nos surpreender, de tal maneira que devemos estar preparados para lidar com o que acontece após as tempestades ou o ataque dos tubarões, pois nunca saberemos nos defender de modo satisfatório ou teremos armas hábeis para lutar contra o desconhecido. O importante é lutar de acordo com as possibilidades e se manter forte, para que após a luta tenhamos força e coragem para prosseguir.

Santiago se lançou ao mar a procura de peixes, foi sozinho, em um pequeno barco, do mesmo jeito que nós nos lançamos no mar da vida, em solidão, navegando a procura do nosso destino ou de fazê-lo, e muitas vezes, quando o encontramos, como o Velho encontra o seu grande peixe, temos que continuar lutando para mantê-lo, contra os tubarões, até que por vezes não reste nada e nós tenhamos que retornar à costa, descansar e preparar-nos melhor para que da próxima vez consigamos trazer o peixe inteiro para casa.

Obviamente, não é fácil resistir aos ataques ferozes de seres que querem roubar os peixes que arduamente conseguimos pescar. Todavia, isolados no mar, só contamos com as nossas forças e a luz do farol que algumas vezes conseguimos enxergar, a qual mantém a esperança mesmo quando a lua aparece e tudo se transforma em uma grande escuridão. Sendo assim, a possibilidade de vida está em sempre continuar lutando, mesmo quando as forças pareçam se esvair ou a luz do farol demore a aparecer.

Como lembra Santiago – “Um homem pode ser destruído, mas não derrotado” – e, assim, sempre haverá novas formas de recomeçar e de aprender a lidar com as dificuldades que a vida nos impõe. Aprender a descobrir novos caminhos a partir das quedas e de encontrar na carcaça do peixe a sorte que nos espera.

“A sorte é coisa que vem de muitas formas. Quem sabe reconhecê-la?”

No mar nunca se sabe que ventos soprarão, tampouco o que há nele. Não sabemos em que momento o grande peixe que esperamos aparecerá, nem qual o melhor momento de atacá-lo, bem como, sempre nos faltam as armas corretas para pegá-lo e ajudar a enfrentar os inimigos que aparecem para nos atrapalhar e levar o peixe embora. Em meio a todas essas dificuldades e à solidão que não empresta um cobertor para aquecer a espinha, o desespero e o desânimo às vezes são inevitáveis, afinal:

“[…] que pode um homem contra eles, no escuro, sem armas?”

No entanto, por mais que as vicissitudes da vida sejam do tamanho do oceano e a nossa força e entendimento dela sejam do tamanho de um esquife, quase imperceptível em meio ao todo, em solidão que só tem como ouvido o próprio mar, o homem, mesmo magro e seco, deve continuar a lutar contra os tubarões e permanecer remando, já que os ventos que sopram do mar só são às vezes nossos amigos e ele é largo demais para que possamos navegá-lo totalmente.

É preciso aceitar a complexidade da vida e saber que por mais que lutemos, algumas vezes sem explicação tubarões aparecem e levam o nosso peixe. Talvez isso aconteça porque não estamos realmente preparados para ter o peixe, de modo que precisamos nos preparar melhor para usufruí-lo. Talvez os tubarões sejam as dificuldades que nos fazem mais fortes, que nos mostram que mesmo sem armas podemos lutar. Talvez sejam os mistérios que o mar possui e que jamais conseguiremos entender.

Seja como for, o homem tem o seu destino no mar, lutando para se manter firme e continuar a navegar mesmo quando o mar pareça escasso de peixes e cheio de tubarões, porque por mais que o mar seja bravo com o pescador, para os que conseguem lutar e manter a esperança, nele também há calmaria, assim como, nuvens que se amontoam ante os alísios e patos bravos que se desenham contra o céu, pois se o universo tem um destino de felicidade, mesmo com as mãos feridas é preciso continuar lutando para encontrá-lo.

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