Psicólogos explicam por que pessoas muito inteligentes têm poucos amigos

Psicólogos explicam por que pessoas muito inteligentes têm poucos amigos

É óbvio que ter amigos é algo necessário, e que a interação com outras pessoas tem muitas vantagens. Alguns cientistas resolveram responder à pergunta: é realmente preciso ter amigos para ser feliz e estar plenamente satisfeito com a vida? Para isso, foi realizada uma pesquisa, da qual participaram 15 mil pessoas com idades entre 18 e 28 anos, moradores de áreas com densidades populacionais distintas e acostumadas a se comunicar frequentemente com os amigos.

Três conclusões principais da pesquisa

Os psicólogos evolutivos Satoshi Kanazawa, da Escola de Economia e Ciência Política de Londres, e Norman Lee, da Universidade de Gerenciamento de Singapura (SMU), após a análise dos resultados do estudo chegaram às seguintes conclusões:

  • Em primeiro lugar, as pessoas que moram em locais de alta densidade populacional, de forma geral, se sentem menos felizes.
  • Em segundo lugar, para se sentir feliz, a maior parte das pessoas precisa se reunir frequentemente com seus amigos ou com pessoas que pensam de forma similar. Quanto mais comunicação próxima, maior é o nível de felicidade.
  • Em terceiro lugar, as pessoas com inteligência superior à média da população representam uma exceção a esta regra.

Quanto mais alto é o QI, menor é a necessidade do ser humano de se relacionar constantemente com amigos.

Geralmente, intelectuais não consideram muito atraente a vida com muita atividade social. Eles não se interessam em ser a «alma da festa».

Pessoas muito inteligentes costumam ter um círculo social reduzido

O cérebro de uma pessoa com habilidades intelectuais elevadas funciona de forma diferente. E a sociabilidade está incluída nestas diferenças.

Sim, ser inteligente pode não ser algo simples. Dentro de cada intelectual existe seu próprio universo particular.

Para as pessoas com inteligência superior à maioria, a vida social é mais um supérfluo do que algo primordial. A maioria dos grandes gênios foram e costumam ser solitários. Na verdade, são poucas as pessoas que os entendem e os aceitam. Mas isso não é problema para eles. Pelo contrário, quanto mais precisam socializar, menos felizes eles se sentem.

Pessoas inteligentes gostam mais de tratar dos assuntos importantes para elas do que de socializar

A pesquisadora Carol Graham, da Brookings Institution, especialista na «economia da felicidade», acredita que as pessoas inteligentes usam a maior parte do tempo tentando atingir metas a longo prazo. Os intelectuais se sentem satisfeitos quando fazem aquilo que os leva a conquistar determinados resultados.

O pesquisador que trabalha na busca de vacinas contra o câncer ou o escritor que está criando um romance formidável não precisam interagir com outras pessoas. Até porque isso poderia distrai-los de sua meta principal, ou seja, influenciaria de forma negativa na sua felicidade e desequilibraria sua harmonia interna.

As razões estão no passado distante

Você já ouviu falar na teoria da savana? Segundo ela, há algo dos nossos ancestrais que carregamos não só nos genes, mas também em nossa memória subconsciente. O estilo de vida dos nossos antepassados, com que a história humana teve início, influencia até hoje em nossa vida e em nossa noção de felicidade.

Nos sentimos felizes exatamente nas mesmas situações e circunstâncias nas quais as pessoas que viveram há milhares de anos também se sentiam felizes.

Para sermos exatos, o círculo social dos antepassados se resumia aos 150 membros que seu grupo tinha, em média. Eles viviam em lugares isolados, com densidade populacional menor que uma pessoa por quilômetro quadrado. Precisavam estar sempre juntos para sobreviver num ambiente hostil.

Mas hoje vivemos na Era das tecnologias, com muita gente ao nosso redor. Porém, a maior parte das pessoas continua mostrando traços de comportamento dos nossos antepassados, que permaneceram em nossa memória genética. Parece até que nosso corpo vive numa realidade, e o cérebro, em outra. O corpo pode estar numa metrópole com milhares de habitantes, enquanto o cérebro permanece na savana praticamente deserta.

Isso serve para a maioria das pessoas. Mas não para todas.

Grande inteligência permite a adaptação às novas condições

Os intelectuais, diferentemente das pessoas com habilidades mentais medianas, conseguiram, em alguma etapa da evolução humana, superar a memória do passado, já que ela não se encaixa nos dias atuais.

Tais pessoas podem se adaptar com mais facilidade. Parece até que a natureza deu a eles a tarefa de resolver novos problemas evolutivos. Por isso, quem é inteligente pode viver facilmente de acordo com suas próprias leis, sem se apegar muito às nossas origens.

Uma inteligência alta permite que pessoa não fique dependente dos outros, e sim mantenha o foco em suas metas individuais. Pessoas inteligentes estão em harmonia com elas mesmas, e só de vez em quando precisam interagir mais intimamente com os demais.

Produzido com base em material de
The Washington Post

A construção

A construção

O primeiro dia de trabalho em um novo emprego se parece, com as devidas proporções, como o primeiro dia de escola. Nós chegamos todos animados, cheios de energia e disposição para começarmos logo, para nos enturmarmos, torcemos para que seja um ambiente agradável e que o tempo passe o mais rápido possível, se assim der. Não é verdade?

Buscamos ter uma boa convivência com os outros, ser o mais tolerante possível e respeitar as diferenças. Será que é tão pacífico assim? Bom, em tempos de crise, tudo isso mudou. No atual momento, onde vemos pessoas serem mandadas embora, serem dispensadas, descartadas depois de anos de trabalho na empresa, às vezes, prestes a se aposentar, o primeiro dia de trabalho muito se assemelha com a Katniss Everdeen lutando pela sua sobrevivência contra os doze distritos nos Jogos Vorazes.

E não, eu não estou exagerando. Vivi sim, como muitos de nós, ambientes de trabalho mais competitivos e também, mais amenos. Afinal, sempre existirão pessoas que vão ver o outro como uma possível ameaça, alguém que pode tomar seu emprego e não apenas um colega de trabalho, um colaborador. Mas na época anterior a crise, era um ou outro gato pintado que aparecia querendo aparecer mais do que todo mundo e que fosse mais competitivo mesmo.

Mas, agora a coisa mudou completamente de figura. As entrevistas de emprego, não são mais entrevistas onde o candidato conversava com o recrutador sobre seu currículo e suas experiências na vaga pleiteada com calma e tranquilidade.

A mão de obra hoje é tão grande, são tantas pessoas desempregadas e precisando de um trabalho que não podemos deixar de notar o desequilíbrio dessa balança. Onde a oferta diminuiu muito, havendo uma raridade de vagas, por outro lado, a procura por novas oportunidades de trabalho, aumentaram de forma surreal.

Na atual conjuntura, o que observamos é uma triagem, um bate-papo rápido, não mais que cinco minutos onde o recrutador apenas checa os dados do seu currículo. Sim, só isso. Você fez unha, sobrancelha, o cabelo, acordou cedo pra pegar umas três conduções, esperar metade do dia para ter apenas poucos minutos para convencer o entrevistador que você é à pessoa ideal para o cargo? E não pode perder tempo, porque do lado de fora há um processo seletivo para a mesma vaga com muitas das vezes centenas de candidatos de todas as idades e diferentes áreas de atuação.

As coisas estão cada vez mais acirradas, mais extremadas dentro do mercado de trabalho. Mesmo que você consiga o emprego que deseja, vive em total tensão com medo de ser descartado ou desagradar alguém a qualquer momento. Afinal, ninguém é insubstituível e sempre existe a real possibilidade de aparecer alguém mais no perfil da empresa do que você para a vaga. Isso é uma realidade na qual não podemos discutir, é a roda que move o capitalismo.

Mas não é por isso que começaremos a viver em completo estado de pânico e com medo de uma possível demissão. Não é possível que iremos digladiar uns aos outros, competindo o tempo todo, querendo ser melhor ou pegando o emprego do outro. As pessoas só porque precisam, se veem no direito de manipular, fazer joguinhos, ser leviano às vezes, se isso garantir a vaga do outro, um emprego melhor ou uma nova posição dentro da empresa.

As pessoas se enganam e falam pra si mesmas que os fins justificam os meios. Que a gente pode jogar sujo, manipular e até ser desleal para alcançar o que galgamos, o que sonhamos pra nós. Não justificam não, de forma alguma.

Não podemos torcer os nossos valores até aonde é conveniente pra nós, quando aperta o sapato. Quer uma posição melhor, um novo cargo, uma promoção? Trabalhe por isso honestamente. Dependa unicamente de você, se dedique, se empenhe, dê o seu máximo para poder melhorar, poder crescer, poder evoluir dentro do mercado profissional.

Mas não seja mesquinho, não deseje, não inveje aquilo que não é seu. Não faça fofocas, não dê rasteiras ou queira mostrar serviço em cima do outro. Não atropele quem tiver na frente só pra você poder seguir, poder continuar avançando em cima da derrota, em cima do fracasso do outro.

Tem pessoas que seguem a vida em piloto-automático, com a marcha engrenada, com um checklist em mãos, com metas, com objetivos, com sonhos a serem realizados e para isso eles se veem no direito de mover mundos e fundos, fazerem o que for e o que tiver que ser feito para eles chegarem aonde desejam.

Não importando quem esteja no caminho, eles passam por cima como um trator, um rolo compressor, derrubando, humilhando, diminuindo as pessoas por onde quer que eles passem. Não há limite, não há linha imaginária, não há nada que os impeçam de seguir, nem mesmo você, nem mesmo a gente.

A nossa queda aparentemente, é apenas um efeito colateral, nada de valor, nada muito mais do que isso. E o que podemos fazer para sobrevivermos a esse tufão, para não sermos atropelados nesse processo? Sinceramente, nada. Devemos dar passagem, devemos dar licença a esses alpinistas sociais e oportunistas.

Saímos da rota de colisão e mandamos boas energias, mandamos tudo de melhor no caminho deles. Apesar de tudo, que eles sigam seu próprio caminho e que não interdite, nem engarrafe o nosso.

Aprenda a jogar no seu time, não no do adversário

Aprenda a jogar no seu time, não no do adversário

“A vida é como um time de futebol: você não deixa de torcer pelo seu time quando ele perde ou cai na divisão, certo? Com a vida é do mesmo jeito, não podemos abandoná-la quando as coisas vão mal”. Assim ensina Domingos Oliveira em sua peça Clímax.

O problema é que temos a estranha mania de jogar contra nós.

Queremos emagrecer, porém não deixamos de comer besteiras ou beber uma tacinha de vinho todo santo dia.

Queremos novas oportunidades de trabalho, mas não vamos ao encontro delas; reclamar dá menos trabalho do que arregaçar as mangas e ir à luta.

Queremos viver um grande amor, mas nos comportamos como se quiséssemos, apenas, sexo casual.

Estamos endividados, todavia continuamos gastando dinheiro com coisas supérfluas.

Reclamamos de solidão, porém quando um amigo nos convida para tomar um chopinho ficamos com preguiça de sair de casa.

Reclamamos da rotina, mas se o telefone toca no meio da tarde de um domingo com algum convite inusitado tendemos a não aceitar.

Invejamos as viagens dos amigos no Facebook, no entanto não guardamos dinheiro para fazer nossas próprias viagens.

Tratamos com indiferença e silêncio glacial pessoas que nos são caras, mas pisaram na bola; queimamos por dentro de raiva ou saudade, quando na verdade o melhor seria chamar essas pessoas para uma conversa franca.

Queremos nos tornar mais cultos, todavia não desligamos a televisão, não trocamos Glória Perez por um Dostoiévski.

Queremos tempo livre para arrumar o armário ou a estante de livros, mas não saímos da Internet.

Queremos comer melhor, de maneira mais saudável, no entanto temos preguiça de lavar um pé de alface e cozinhar alguns legumes para bater uma sopa.

Queremos não tratar como primeira opção quem nos coloca sempre em segundo plano, porém quando nos damos conta estamos ofertando afeto a quem não merece.

Queremos uma pele de pêssego e não vamos ao dermatologista e, quando vamos, não temos paciência para usar os creminhos indicados todas as noites.

Em que time, afinal, estamos jogando?

Estamos jogando a nosso favor ou no time adversário (leia: frustração)?

Ninguém perde por dar amor, perde quem não sabe receber.

Ninguém perde por dar amor, perde quem não sabe receber.

A gente se culpa por muita coisa, o tempo todo, apesar de muitas vezes estarmos ilesos de qualquer participação no que acontece ou de termos agido corretamente. É o caso daqueles momentos em que nos arrependemos de ter amado, de termos dado o nosso melhor, de termos nos doado com inteireza, sem retorno algum.  Porém, não podemos achar que saímos perdendo ao amar, pois quem não recebe amor é que sempre perde.

Pessoas que acreditam no ser humano, acima de tudo, que chegam inteiras, sem rodeios, sem senões, pois acredita que a verdade é o melhor a se compartilhar, acabam amando mais, com maior intensidade e transparência. Infelizmente, muitos andam na contramão da entrega, resguardando-se de tudo e de todos, o tempo todo, tendo a desconfiança como a tônica de seu viver. Esses o amor jamais alcança de fato.

Seja após repetitivas decepções, após uma traição doída, seja por conta de um lar em ruínas e estéril, fato é que muitas pessoas não parecem prontas para amar, para se doar por completo, tampouco para receber tudo o que merecem. Machucaram-se demais, carregando o peso das escuridões que traz o amor incompleto – que nem amor é -, negando-se a recomeçar, haja vista o gosto amargo da desilusão que teima em persistir.

Por essa razão é que iremos sempre nos deparar com aqueles que pouco ou nada nos retornarão, em termos de gratidão, sorrisos, carinho e admiração. E então nos decepcionaremos, acharemos que perdemos muito tempo onde nada floresceu, com quem nada ofereceu. Ficaremos abalados e frustrados, alquebrados, sentindo-nos impotentes, sentindo-nos menos, menores. Na verdade, existem pessoas e lugares onde nada há para semear, a não ser vazio.

Mesmo que nos decepcionemos, que nos machuquemos, que nos sintamos incapazes de despertar algo de bom, será preciso nos lembrarmos de que não estaremos agindo errado quando existe amor sincero. A verdade nunca erra, apenas é incapaz de ser vista por quem nega amor em si e no outro. Ninguém perde por ser verdadeiro, por sentir e expressar inteireza, não nos preocupemos. Quem perdeu foi quem ficou lá atrás, longe de nós. Logo ali, haverá alguém que sabe lidar com amor verdadeiro. E será onde então faremos morada.

Felicidade alheia é o inferno de todo idiota

Felicidade alheia é o inferno de todo idiota

Olha só uma coisa. Todo mundo já sentiu infelicidade. Acontece. Ser infeliz é condição essencial para ter felicidade. Senão como é possível saber o que é uma coisa e o que é outra? Só é feliz quem já foi triste e vice-versa.

Agora, esse negócio de achar que o prazer de toda gente infeliz é fazer os outros também infelizes não é verdade, não. No mínimo, é injusto. Quem tem satisfação na infelicidade alheia não é necessariamente infeliz. É sádico e mau caráter. Pura e simplesmente tonto.

Você sabe. Para ser sádico, tonto e mau caráter não é preciso ser infeliz. Tem gente, aliás, que encontra a felicidade, esse estado relativo de realização e bem-estar, explorando o trabalho alheio. É! Tem gente por aí muito feliz por ganhar dinheiro nas costas dos outros, pagando uma miséria a escravos que fingem não viver na escravidão. Agora mesmo, uma multidão se refestela no papel do boboca ranzinza que distribui patadas a todo canto, em casa, no trabalho, na escola. É gente que acha engraçado ser escroto, faz disso seu “charme” e, no fundo, tem é um descarado tesão nesse tipo de maldade.

Com todo respeito, eu discordo de quem acredita que a alegria do infeliz é estragar a felicidade alheia ou atrair as outras pessoas para o seu estado de infelicidade. Isso quem faz é o patife, o cretino. O pervertido. Aquela gente que responde a um simples “bom dia” com um desnecessário “bom dia por quê?” e se acha original, verdadeira e inteligente, quando na verdade é só um papagaio adestrado repetindo asneira, uma mula raivosa escoiceando o mundo à sua volta e querendo aparecer.

Gente infeliz é diferente. Quer mais é ficar na dela. Curar suas feridas, entender suas dores, parar de sofrer. Ou acabar com essa amargura e esse pesar de uma vez por todas, em sua mais funda solidão. Não quer, de jeito nenhum, espalhar sua dor por aí. Isso é próprio dos babacas, não dos infelizes.

Todo babaca é assim. Gozando da maior felicidade ou mergulhado na mais funda treva, sua vida é infernizar alguém. É espalhar infelicidade em algum grau, de alguma forma, a quem puder. Não porque ele é um infeliz. Mas porque sua alegria consiste em se saber melhor do que os outros, superior a ponto de estragar-lhes qualquer instante do dia, encerrar o jogo, furar a bola, espalhar a roda. Repare. É assim que é!

Gente boa, quando abatida de alguma sorte pela tristeza, não deseja esse mal a ninguém mais. Isso é vício de gente ruim, imbecil e perversa a ponto de ser feliz por azedar a felicidade alheia.

Tristeza, não. Infelicidade, muito menos. Esses são outros sentimentos, determinados por outros estados de coisas, vividos por outro tipo de gente. Uma gente que agradece quando sente um cadinho de alegria, seja nela mesma, seja nos outros. E que só por isso já merece toda a felicidade que há no mundo.

Por que as pessoas inteligentes não se apaixonam facilmente

Por que as pessoas inteligentes não se apaixonam facilmente

Se há algo difícil de ser explicado, é o amor. O Incrível.club propõe a você uma reflexão muito interessante que pode fazer com que as coisas sejam vistas a partir de uma perspectiva diferente.
Afinal, por que as pessoas com inteligência acima da média muitas vezes têm dificuldade para encontrar a pessoa certa?

1. Analisam os sentimentos, tanto os seus quanto os do outro

Pessoas inteligentes sabem juntar informações e tirar conclusões. E esta habilidade traz algo que não é tão positivo, pois gente assim é mais propensa a ’fugir’ dos relacionamentos assim que surgem os primeiros sinais de problemas. Mal-entendidos e discussões? Não somos feitos um para o outro. E adeus.

2. Precisam de mais tempo para se abrir

O cérebro está sempre trabalhando a todo vapor, trazendo à tona todos os detalhes e motivos possíveis que poderiam colocar tudo a perder. O resultado disso é que as pessoas inteligentes têm dificuldade para se abrir com os outros, pois têm a consciência de que todo relacionamento é um risco. Por isso, frequentemente são vistas como frias e reservadas, ainda que não o sejam na realidade.

3. Confiam nas experiências anteriores

Outra armadilha que prende as pessoas inteligentes. Nem tudo que destruiu relacionamentos anteriores vai necessariamente acabar com sua relação atual. Porém, tal verdade pode ser difícil de ser enxergada. Elas sempre lembram das experiências de separações dolorosas do passado e as projetam para quem está ao seu lado no momento.

4. A solidão é uma escolha consciente

Sim, é verdade. As pessoas inteligentes percebem que é melhor estar só do que ’mal acompanhado’. É uma escolha bem pensada e totalmente consciente. Na maioria dos casos, essas pessoas não ficam sozinhas por conta das circunstâncias, mas porque gostam de si mesmas e se sentem muito bem sozinhas.

Fonte iheartintelligence
Foto de abertura Working Title Films

Me desculpa por não sentir culpa

Me desculpa por não sentir culpa

Me desculpe se eu não pude ser mais vontade do que desconfiança,
mais fantasia do que desconstrução.

Me desculpe se não pude ser mais mergulho no encantamento do que medo de me perder de mim mesma de novo.

Me desculpe se não pude te querer acima de mim, se não pude querer o amor acima da vida, se não pude me envenenar de sonhos, me entorpecer com ideias frescas.

Me desculpe por ser imatura, louca, instável, apaixonada, fria, bruxa. Chegar intensa e quando ver que não cabia inteira, virar as costas e sair sem olhar para trás.

Me desculpe, de verdade, por não me sentir mal.
Me desculpe, de verdade, por não sentir vontade de me explicar e pedir desculpas.

Me desculpe, de verdade, pelas verdades pulsantes e pelas mentiras ditas como tentativa de ser sua.

Me desculpe por não acreditar que você poderia me entender e me aceitar ao invés de me colocar para baixo e eu também não pude fazer o mesmo com você.

Desculpe por não ver maldade onde você vê, por não ver terror, por não querer ser melhor do que sou, por não me enquadrar, mesmo sabendo que eu poderia. Por não ter tido o cuidado sobre humano que você esperava.

Me desculpe por rir e achar que sim, tudo valeu muito a pena.
Me desculpe por não sentir culpa, por não me redimir, por não me arrepender e por não ter medo da solidão e da perda.

Me desculpe por não querer mudar.
Desculpe por errar e escolher o erro.
Por não entender bem o seu lado, e escolher ficar no meu.
Por não ter parâmetros morais e me perdoar e viver assim mesmo.

Por não querer tratar minha loucura para caber no seu abraço.
Por não acreditar numa vida mais bonita e comedida.
Desculpe as minhas vísceras expostas e o meu comodismo nelas.

Amor virou troco em vez de troca

Amor virou troco em vez de troca

Presencio diariamente a renúncia do amor e o que poderia ter sido. Já não escolhemos os próximos passos do coração baseados em sentimentos. Hoje em dia, tudo é por afinidades e egos. O romantismo de outrora deu lugar para o pragmatismo emocional. Quer? Não quer? Demorou demais, tchau. Próximo (a). E assim vivemos na superficialidade. Teóricos como Zygmunt Bauman procuraram explicar esses relacionamentos líquidos, onde, perante tantas escolhas, a sensação da paz de estar ao lado de alguém fica em último plano no caso do parceiro (a) não atender os pré-requisitos. Talvez estejamos vivendo tempos dos quais romancizar o amor seja clichê e irreal. Talvez, dispersos por tantas bocas e sexos dobrando em cada match, realmente seja antiquado demais imaginar o sossego do coração pausado. Ou nem isso. De repente, estamos apenas reproduzindo todo o ideal romântico dos grandes amores, bem assim, para tudo e todos, na esperança vã de sermos correspondidos à altura.

Por outro lado, essa substância poética mostrada nos filmes e nas canções seriam, nada mais, que válvulas de escape que sequer acreditamos. Ou que merecemos. O amor pode estar morto, de fato. Pelo menos naquilo que diz respeito ao encontro do outro. Mantemos a energia do carinho somente para a família, trabalho e outros deveres, círculos e prazeres precisos. Mas para somar com alguém? Pra quê? Há coisas mais importantes para lidarmos. Lacunas emocionais podem ser curadas em sessões, leituras e gestos mais. Na pior das hipóteses, um match aqui e outro ali e fica tudo certo. E se nem isso der, estacionamos do lado de alguém aberto demais para perceber a diferença entre carência e amor real. Manipulamos através do ego, percebe? O amor virou moeda de troca, ou melhor, virou troco. E isso é triste. Deixa qualquer resquício do sonhar de lado. É rasteira certa quando você estava ali, suspirando e acreditando.

Mas não adianta. Mesmo depois de tantos percalços e sortes duráveis, jogamos no time dos românticos incuráveis. Não somos os últimos, porque assumir isso seria o início de nossa extinção. Só vende o amor que dura ciclos. Quando ele vislumbra continuidade, quase ninguém quer saber. Lutamos contra a maré. Damos de cara na porta. Noutras, até damos no pé. Por ter feito mal, por não ter acrescentado nada. E continuamos. Amamos. Não entramos em disputas ou contamos o placar. Não precisamos do outro alguém só por momentos de gozo. Não esquecemos de nos amarmos. Queremos simplesmente o amor inteiro. A parceria do que seria de nós sem nós. Se não for para vivermos de amor, pedimos a conta.

Para morrer, basta estar vivo. Para viver, não.

Para morrer, basta estar vivo. Para viver, não.

A morte não manda recado. Não pede licença. Não respeita ordem cronológica. Não respeita ordem alguma. É surpreendente. Intensa. Arrebatadora. Ladra de possibilidades. Ladra de futuros. Ladra de almas. Almas que quase nunca estão preparadas para serem roubadas, não importa a idade que seus corpos tenham.

Não sei se por vontade própria ou se por egoísmo de seus corpos aprisionadores, mas as almas insistem em ficar. Lutam pela vida até o fim. A morte, a alma, a pessoa… É desse perigo constante que a vida é feita.

A morte é matreira. Está sempre por perto, buscando uma oportunidade, um deslize. É tão delicada a fração de segundos em que tudo o que era passa a não ser… Num piscar de olhos, todo o futuro fica preso num presente doloroso que logo será passado. E é cruel saber que o tempo não regride. Não há como corrigir.
Não há negociações! O que está feito, está feito! É preciso ter cautela antes de agir. A prevenção é inimiga da morte.

Para morrer, basta estar vivo. Para viver, não. Para viver, estar vivo não é o bastante. Para viver é preciso estar atento. É preciso enxergar-se. Amar-se. Cuidar-se. É preciso trabalhar com prazer. É imprescindível vivenciar momentos de qualidade com pessoas queridas frequentemente.

É vital abraçar. Sentir-se querido e querer bem. É extremamente necessário fazer planos. E também traçar metas para alcançá-los. E seguir as metas. E saborear a delícia da conquista. E planejar de novo e de novo. E sonhar acordado. Ter orgulho de si mesmo. E compartilhar com o mundo a melhor parte de si. E evoluir. E aprender algo novo. Ajudar. Doar-se. Diminuir o sofrimento alheio. E sorrir. Rir sempre. Espalhar sorrisos. E fazer a diferença.

Se não for assim, nem vale a pena brigar tanto com a morte. Acho que nem ela entra na briga se não houver o que roubar…Talvez por isso digam que “vaso ruim não quebra”. Talvez por isso os bandidos permaneçam vivinhos da silva enquanto muita gente boa se vai.

A morte não se beneficia com mortos-vivos. Ela desiste deles. Sendo assim, não quero que a morte desista de mim. Quero apenas aprender a despistá-la por enquanto. Quero que ela tenha o que roubar, mas quero (mais do que tudo) saber me defender. E quando ela ousar tentar uma aproximação, desejo que minha alma mereça me pertencer e queira ficar. Já consegui isso uma vez.

Sei que não dá para enganar a morte eternamente, mas primeiro vou mostrar ao mundo o que eu vim fazer aqui. Depois aceito conhecer o que ela tanto quer me mostrar no lado de lá… O que até me atrai, porque do lado de lá deve estar Deus.

Eu mereço tudo o que desejo e ninguém vai me dizer o contrário

Eu mereço tudo o que desejo e ninguém vai me dizer o contrário

Precisamos saber quem somos e também quem desejamos ser no futuro, pois isso é necessário para nos construirmos como pessoas. Parece um problema de fácil resolução, mas é muito complicado simplesmente descobrir o que queremos fazer da vida e começar a colocar as coisas em prática para chegar até lá. Para conseguir o sucesso, sem dúvidas é necessário ter metas a alcançar. Acredite! O que merecemos logo vai chegar.

“Nunca deixe que alguém te diga que você não pode fazer algo. Nem mesmo eu. Se você tem um sonho, tem que protegê-lo. As pessoas que não podem fazer por si mesmas dirão que você não consegue. Se quer alguma coisa, vá e lute por ela. Ponto final.”
-Filme: À Procura da Felicidade-

Só eu sei o que mereço

Ninguém vai me conhecer melhor do que eu mesmo: somente eu sei o que vivi. Esse é o motivo pelo qual sempre peço que não me julguem. As experiências pelas quais passei são únicas e só minhas!

Quando a gente consegue se conhecer um pouquinho que seja, começa a estabelecer prioridades e agir conforme cada uma delas; marcamos os limites e descobrimos que gostamos de algumas coisas e odiamos outras. A partir desse momento, sabemos que precisamos aproveitar a vida ao máximo e que, quando nos permitimos merecer as coisas, acabamos atraindo tudo aquilo que precisamos.

Preciso daquilo que mereço e só posso consegui-lo depois de me dar a oportunidade de acreditar. Não quero na minha vida ninguém que me faça acreditar que eu não estou à altura das coisas que desejo. Quero aproveitar meus sonhos e ser grata pela vida!

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Mereço tudo o que desejo

Você provavelmente já ficou várias vezes com a autoestima lá embaixo porque as pessoas acabaram criando toda uma situação para que isso acontecesse — muitas vezes elas conseguem nos deixar desanimadas sem nem mesmo tentar. Temos que aprender, o quanto antes, a nos permitirmos ser tudo o que podemos e queremos ser.

Diante das situações ruins, já pensamos e ouvimos — centenas de vezes — frases como: “Não mereço isso”, “Não preciso passar por isso”, “Não fiz nada para que isso acontecesse” etc. Porém, e se a verdadeira pergunta for: “Onde fica o limite entre aprendizagem e dor excessiva?”

Sempre tive a certeza de que é bem melhor olhar para as coisas do ponto de vista daquilo que estamos permitindo: se permitimos que algo que não acreditamos merecer acabe nos desgastando, estamos apoiando a ideia dessa falta de merecimento; e todos estamos aqui nessa existência para garantir que vivamos cada dia como realmente queremos.

Se me faz feliz, é ideal para mim

Não me conformo com as insuficiências da vida. Não aceito receber menos do que aquilo que realmente mereço. Não me contento com pouco: não quero o mais bonito do mundo, quero apenas as pessoas e as coisas que tornem o meu mundo mais bonito. Não preciso de alguém que me faça sentir o contrário.

Tudo bem que muitas vezes acabamos ficando cegos e enxergamos apenas o que está na superfície. Por exemplo: você está num relacionamento amoroso, mas familiares e amigos não conseguem aceitá-lo por pensar que você merece coisa muito melhor do que aquilo.

contioutra.com - Eu mereço tudo o que desejo e ninguém vai me dizer o contrárioNesses casos, a gente acaba se fechando para o mundo e não querendo escutar ninguém. No entanto, é muito importante ouvir as pessoas que nos amam de verdade, pois elas só querem o nosso bem. Por outro lado, nunca se esqueça da possibilidade de a inveja estar dando as caras.

“E seja feliz.
Mas não por ninguém.
Nem mesmo por alguma coisa.
Talvez com alguém.
Nada disso;
seja feliz porque, no fim das contas, isso é o que você merece.”

-Loreto Sesma-

Antes de qualquer coisa, preciso pensar o seguinte: é importante que eu seja feliz para que as pessoas ao meu redor também sejam felizes. Eu tenho que lutar pelo que mereço. Se me faz feliz, é ideal para mim!

Fonte: A mente é maravilhosa

Globalitarismo: Milton Santos dialogando com Orwell, Huxley e Baudrillard

Globalitarismo: Milton Santos dialogando com Orwell, Huxley e Baudrillard

Milton Santos certa feita disse: “Vivemos num mundo confuso e confusamente percebido. Haveria nisto um paradoxo pedindo uma explicação?”. De fato, vivemos em um mundo confuso, uma vez que a realidade apresentada não corresponde à realidade, o que, por conseguinte, leva a formação de vários paradoxos inerentes aos nossos tempos, os quais ganham ainda mais campo na medida em que se observam pessoas confusas, ou como prefere Milton, “com os espíritos confusos”, tentando compreender tamanhas complexidades.

O mundo contemporâneo foi erigido, ou mais adequadamente ao real, anunciado sob o pilar da liberdade, em que esta possibilitaria a construção de um mundo mais heterogêneo, no qual o povo possuiria voz. O discurso da liberdade se consolida com a globalização e a dita aproximação dos mercados.

Entretanto, o que observamos é que o processo globalizante tem tentando atenuar as diferenças entre as regiões, a fim de criar uma homogeneização cultural capaz de estabelecer uma uniformidade a serviço dos atores hegemônicos. Ou seja, busca-se uma massificação por meio do consumo, para que a classe dominante, diga-se de passagem, uma parcela mínima do globo, seja beneficiada, enquanto as diferenças não são respeitadas e as desigualdades sociais aumentam.

Desse modo, a liberdade, a qual é tida como princípio maior da sociedade moderna, foi e é completamente tolhida para que haja uma padronização do comportamento que torne mais fácil o controle do povo por parte dos tiranos em seu modelo de globalitarismo. Milton considera dois elementos como imprescindíveis à formação do modelo ditatorial que se instalou, a saber, a tirania do dinheiro e a tirania da informação.

De um lado a tirania do dinheiro transformou o mundo em uma grande linha de produção, em que todos devem sempre produzir mais para que não sejam engolidos pela competitividade. O indivíduo convertido no apêndice dos meios de produção e regido pelo relógio moral da máquina, isto é, o “animal laborans” deve necessariamente estar condicionado à competitividade, não o permitindo, portanto, se desvirtuar das regras do jogo, já que isso significaria o consequente fracasso. Além disso, ao não estar adequado ao sistema, o indivíduo não terá os meios necessários para gozar das maravilhas oferecidas pelo capitalismo globalizado.

De outro lado, a subserviência à tirania do dinheiro só se tornou possível em função da tirania da informação, que possibilitou a difusão, para o mundo, de um sonho comum através de um modelo único que possui como meta absoluta o consumo. Cria-se, assim, uma fábula de inclusão e conexão, além, obviamente, de construir a fantasia de um modelo de mundo que permite a felicidade da ampla maioria das pessoas, como se todos estivessem com um tênis Nike, uma calça jeans e uma camiseta Lacoste circulando de mãos dadas em um Shopping Center à procura de um McDonald’s.

Esse mundo construído pela mídia é o que Milton chama de globalização como fábula e que, consequentemente, permitiu a tirania do dinheiro por meio da transformação da vida em uma grande linha de produção voltada para o consumo. Vale ressaltar que a criação dessa base ideológica depende da repetição das ideias, a fim de que estas sejam internalizadas como verdades, o que lembra Huxley no seu Admirável Mundo Novo, ao dizer que – “Sessenta e duas mil repetições criam uma verdade”. Em outras palavras:

“Este mundo globalizado, visto como fábula, erige como verdade um certo número de fantasias, cuja repetição, entretanto, acaba por se tornar uma base aparentemente sólida de sua interpretação.”

Sendo assim, há de se considerar, ainda nesse processo, que a manipulação das informações por parte da classe hegemônica constitui um fator perverso, dada a essencialidade das informações na vida social, sobretudo, pelo fato destas antecederem uma parte substancial das ações humanas, inclusive, o consumo. Posto isso:

“Não é de se estranhar, pois, que realidade e ideologia se confundam na apreciação do homem comum, sobretudo porque a ideologia se insere nos objetos e apresenta-se como coisa”.

Ou seja, o controle da informação por um grupo seleto de pessoas interessadas em manter o “establishment”, distorce a realidade, criando um mundo fantasioso, uma hiper-realidade criada a partir dos elementos sígnicos oferecidos pela mídia, para lembrar Baudrillard ou as verdades do “Partido”, que nesse caso não é só político, mas político-empresarial, para lembrar Orwell, já que quem controla a informação acaba por controlar a própria história.

Diante desse globalitarismo, de uma vida padronizada, controlada, voltada para o consumo e, consequentemente, do enriquecimento dos mais ricos e empobrecimento, cultural, inclusive, dos mais pobres, não existem possibilidades, pelo menos “explícitas”, de saída do indivíduo do modelo estabelecido, posto que a atual globalização:

“[…] aponta-nos para formas de relações econômicas implacáveis, que não aceitam discussão e exigem obediência imediata, sem a qual os atores são expulsos da cena ou permanecem escravos de uma lógica indispensável ao funcionamento do sistema com um todo”.

Assim, há uma supressão quase que completa do conhecimento real do que é o mundo para em lugar do conhecimento, haver a adequação em escala global ao sistema ideológico, a fim de que todos permaneçam na caverna contentando-se com meras sombras. O ser humano nesse modelo de globalização se transforma em um número que faz parte de estatísticas apresentadas no PowerPoint. Isto é, alguém a ser conquistado, padronizado, homogeneizado, massificado, robotizado, ou melhor, transformado em um zumbi consumista adequado a uma existência matematizada baseada em um sistema de vigilância e punição para os inadequados, atrasados e impuros necessitados da unção do mercado.

Embora existam instrumentos técnicos capazes de proporcionar uma “Outra Globalização”, aliás, como nunca houve na história, estes se transformaram em ferramentas políticas para a aplicação de uma globalização perversa que se utiliza de informações ideologizadas para criar um exército de pessoas iguais, preocupadas tão somente em produzir e consumir, estando, desse modo, totalmente alienadas ao mundo de fome, guerras e morte que as cerca.

Um exército preocupado apenas em gozar do “paraíso” anunciado na terra, ainda que, como no paraíso bíblico, não possam comer do fruto proibido, sendo que no caso terreno, este representa a liberdade prometida em um certo 14 de julho, a qual libertará os homens das vendas que os impedem de enxergar as grades de dor, morte e perversidade que cercam o seu paraíso global. Cabe aos homens lutarem por esse fruto.

Às vezes, a vida não pede escolhas e sim renúncias

Às vezes, a vida não pede escolhas e sim renúncias

Sempre teremos escolhas a serem feitas bem à nossa frente, diariamente, o tempo todo. São muitas as oportunidades e as opções que se descortinam ao longo da vida, sendo elas que determinarão a qualidade de nossa jornada, de nossas amizades, dos amores que nos acompanharão mundo afora. No entanto, muitas vezes, o que nos tornará mais felizes e aptos a manter nossos passos tranquilos e serenos serão as renúncias que faremos, exatamente o que deixaremos para trás.

Nem sempre poderemos levar conosco tudo o que pretendemos, todos de quem gostamos, tendo que, em vários momentos de nosso caminhar, optar por desistir do que parecia vital, mas, na verdade, não o era. Renunciar é deixar de escolher, é escolher pelo não, é tirar do leque de alternativas aquilo que não pode, não deve. Não é fácil, nunca será, mas desistir de algo que emperra e de alguém que inclusive já desistiu de nós e de si mesmo tornará nossa vida mais leve.

Teremos que renunciar a noites de diversão, a baladas com amigos, a tardes ociosas à beira da praia. Teremos que renunciar ao celular mais novo, ao carro do ano, às roupas da estação, à viagem de férias. Renunciaremos a ofertas de emprego, a oportunidades de estudo, a mudar de casa, de cidade, de país. Renunciaremos a antigas ideias, a planos, a sonhos, a amores, a amizades, a aventuras furtivas. Seja por amor ao parceiro, aos filhos, para salvar um relacionamento, um lar, seja para salvar a nós mesmos.

Tão penoso quanto renunciar é o que vem depois, aquele futuro em que nos encontraremos questionando a nós mesmos se fizemos o certo, se poderia ter sido melhor de outra forma, em outro lugar, com outras pessoas. Inevitavelmente carregaremos algumas dúvidas quanto ao que estamos fazendo de nossas vidas, porque somos humanos falíveis e estaremos sempre rodeados de outras formas de se viver que não a nossa.

No entanto, caso estejamos junto a quem amamos e nos ama de verdade, respirando a serenidade de vivermos aquilo que somos, de acordo com o que acreditamos, teremos a certeza de que trilhamos o melhor que a vida nos ofereceu. As dúvidas virão, bem como alguns arrependimentos, pois não acertaremos o tempo todo. Mas podermos conviver serenamente com o resultado de nossas escolhas e renúncias sempre será melhor do que viver uma vida sozinha porque só pensamos em nós mesmos e em mais ninguém. Vivamos, enfim.

A sorte de ter a mãe e a amiga na mesma mulher

A sorte de ter a mãe e a amiga na mesma mulher
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Se eu não tivesse você como mãe, certamente a teria escolhido como amiga.

Você esteve ao meu lado em todos os meus momento, ensinando-me as coisas bonitas dessa vida e me preparando para enfrentar os desafios que dela possam vir. Você me ofereceu o seu colo quando eu não tinha mais para onde ir, enxugou as minhas lágrimas e ficou ali em silêncio, como quem quer apenas estar presente. Como quem despende o seu tempo para ser apoio, para ser abrigo.

Na calada da noite, nas madrugadas frias, você esteve lá com o coração partido, ouvindo-me chorar. Então, você acordou e me fez companhia quando você, mãe, como alguém que dispensa o descanso e esquece o sono. Como quem quer oferecer um ombro amigo.

Você chorou junto comigo quando a dor era grande demais, quando o meu coração estava machucado e ferido e então você dobrou os seus joelhos e orou por mim, como quem pede por socorro. Você cuidou de mim quando eu estava doente e quantas vezes, mãe, eu vi os seus olhinhos cansados olhando para mim com tanto amor. Quantas vezes, mãe, eu vi você chorar em silêncio ao ver a minha tristeza. Quantas vezes você não deu tudo de si deixando até mesmo de pensar em você.

Mãe, sua força e coragem enchem o meu coração de orgulho e de alegria por ter você em minha vida. A sua força mãe foi o meu alicerce e me sustentou quando o meu mundo parecia desmoronar. O seu amor envolveu a minha história e me ensinou que o amor é mesmo bonito. Sua paciência moldou a velocidade das minhas palavras e diminuiu a intensidade das minhas ações, de tudo aquilo que não era bom. Eu aprendi com você, mãe, que amar é muito mais do que estar ao lado de alguém quando tudo vai bem, amar é muito mais do que gostar das qualidades e dos feitos que o outro faz para a gente. Eu aprendi com você, mãe, que amar é ser paciente quando o outro não está bem, é ser companhia quando as coisas vão mal, é suportar os desafios e tolerar os defeitos. Eu aprendi com você que o amor é nobre e bonito, porque você me amou tanto, que me tornei o reflexo de uma alma feliz, uma alma que quer e precisa irradiar aquilo que recebeu. E eu, mãe, só recebi o seu amor, um amor sincero e puro.

Você que me ensinou a falar, ficou contente quando a chamei de “mamãe” pela primeira vez, segurou as minhas mãos enquanto eu aprendia a andar, escolheu as roupas e pensou nos detalhes do meu sapato, do meu cabelo… Você me levou para a escola e sempre estava lá me esperando na saída. Você, que me deu a minha primeira bolsa de rodinhas e que me levava para tomar sorvete depois da aula.

O tempo passou em uma velocidade assustadora e hoje você continua a sorrir quando a chamo de mãe e continua segurando as minhas mãos. Você não escolhe mais as minhas roupas e nem os detalhes do meu sapato e do meu cabelo. Mas você continua a orar por mim, continua a sonhar os meus sonhos e a vibrar com as minhas vitórias. Você continua pensando em mim até nos detalhes mais simples dessa vida.

Você continua preparando o café, continua lembrando que eu adoro sorvete, continua me surpreendendo com um bolo de cenoura com AQUELA cobertura de chocolate em um final de tarde, quando chego em casa cansada.Você continua sendo mais do que mãe, você continua sendo amiga. Você continua me ensinando sobre o amor, sem precisar dizer nada. Você continua me mostrando o que é amar, continua me ensinando a respeitar e a ser paciente.

Eu quero cuidar de você, quero estar ao seu lado sempre, quero continuar fazendo você sorrir, quero deixar mais bilhetes pela casa enquanto você trabalha, quero continuar a levando ao trabalho e tendo a alegria de buscá-la. Trocar ideias pelo caminho de volta para casa, como quem quer colocar o papo em dia. Eu quero continuar vendo filmes de romance com você no Netflix, numa quarta-feira à noite, enquanto você faz o brigadeiro e estoura a pipoca. Eu quero continuar a me deitar em seu colo quando precisar de alguém para conversar. Eu quero continuar sendo sua amiga, sua companheira; eu quero continuar ouvindo o seu boa noite, quero continuar a receber o seu abraço e o seu amor. Ah, que sorte a minha ter a mãe e a amiga na mesma mulher!

Nota da página: A linda imagem de capa é do blog Drama Queen Zen, de Lu Mich

Apaixone-se por alguém que adore a sua companhia

Apaixone-se por alguém que adore a sua companhia
Close-up of a senior couple poolside smiling holding lifebuoy

Outro dia li uma frase que dizia mais ou menos assim: “Não trate como prioridade quem só te trata como opção”, e fiquei pensando nos amores rasos que de vez em quando vejo por aí.

Tenho visto muita relação desigual, e por mais que um dos lados viva de esperanças, na expectativa infantil de que tudo pode mudar num piscar de olhos, é preciso enxergar os fatos como eles são.

Já ouvi muito a história: “A gente não escolhe quem vai amar”, mas será que é isso mesmo? Será que não podemos escolher o que fazer de nós mesmos quando estamos amando?

Nem sempre o coração está certo, e podemos entrar numa “canoa furada” pela simples dificuldade de sermos amorosos com nós mesmos.

Amor nenhum deveria doer. Amor nenhum deveria impor angústia e sofrimento. Amor nenhum deveria fazer você duvidar se o outro sente amor e alegria na sua companhia.

Acredito sim que a gente escolhe quem amar. E muitas vezes repetimos erros porque não aprendemos a ser gentis e generosos com aqueles que deveríamos colocar em primeiro lugar: nós mesmos.

Apaixone-se por alguém que adore a sua companhia e escolha estar com você sob o sol forte ou embaixo de uma chuva fria. Alguém que sinta a sua falta e demonstre que precisa do seu abraço a qualquer hora do dia.

Apaixone-se por alguém que goste do seu cheiro, que aprecia suas ideias e admira suas atitudes. Alguém que não titubeie ao andar ao seu lado nem tenha a intenção de guarda-la só para si.

Apaixone-se por alguém que assuma que lhe ama, alguém que tenha orgulho de ter sido cativado por você.

Apaixone-se por alguém que valorize seus gestos e escute sua opinião. Alguém que lhe queira sempre por perto, e que sinta saudades se você demora.

Apaixone-se por alguém que lhe dê segurança, alguém cujas atitudes dizem mais que mil “eu te amo” recitados da boca pra fora; alguém que faça valer a pena, pois sabe que não é todo dia que é possível encontrar alguém como você.

Apaixone-se por alguém que ame a sua risada e queira ter consigo todas as suas manias; alguém que lhe enxergue como uma pessoa especial e não vacile na hora de ter você como companhia.

Apaixone-se por alguém que releve suas variações de humor e se divirta com sua euforia; alguém que segure forte a sua mão numa turbulência e comemore as vitórias com alegria.

Apaixone-se por alguém que não tenha medo de se comprometer e amar; alguém que não tenha dívidas nem dúvidas, e que esteja disposto a fazer do encontro de vocês uma história especial.

Apaixone-se por alguém que não desista de você quando faltar grana, quando a receita daquela torta der errado, quando você passar mal, quando uma briga boba afastar vocês dois.

Apaixone-se por alguém com quem você não precise insistir para ficar; alguém que deseje estar ao seu lado por vontade e prazer; alguém que tenha a definitiva certeza de que fez a escolha certa ao querer você…

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