7 situações para conhecer realmente uma pessoa

7 situações para conhecer realmente uma pessoa

Muitos de nós temos amigos de uma vida inteira; alguns continuam nos surpreendendo positivamente e, em outras ocasiões, nos decepcionam. Também vamos conhecendo pessoas novas que nos mostram ser adoráveis, e queremos continuar a conhecer e a compartilhar coisas com elas, pois a companhia é bem agradável.

Mas conhecer uma pessoa em profundidade, com toda sua parte positiva e negativa, é algo que implica mais intimidade, muitas horas, muitas situações distintas e compartilhar mais do que apenas um jantar ou uma noite de festa.

Ainda assim, mesmo tendo compartilhado muito tempo e muitas experiências boas e ruins, existem situações concretas nas quais se conhece realmente uma pessoa. Vamos repassá-las, algumas mais sérias e outras mais banais, mas todas elas nos permitem ver aspectos internos dessa pessoa que desconhecíamos.

Situações de estresse

Quando uma pessoa se encontra em uma situação estressante, ainda que não seja grave, podemos saber muitíssimas coisas sobre ela pela forma como ela aborda essa situação.

Ela pode ficar nervosa, agressiva, incapaz de pensar com clareza, não buscar soluções ou até mesmo apenas reclamar (pessoas menos indicadas) ou inclusive culpar os outros pelo que aconteceu.

“Aprendi que se pode conhecer bastante bem uma pessoa a partir da forma como ele ou ela reage em três situações: num dia de chuva, com bagagem perdida e na forma como desembaraça as luzes de Natal.”
-Maya Angelou-

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Também podemos ver uma atitude de evitação, delegando responsabilidades para os outros porque considera que não é capaz de fazer algo ou porque não tem motivos para fazê-lo.

Essas situações são do tipo menos importante, mas a forma como uma pessoa se comporta perante os estresses menores nos vão dar uma ideia de como ela pode lidar com situações de maior estresse por assuntos mais sérios.

Situações nas quais a pessoa precisa de você e outras em que não precisa

Não se trata de uma pessoa só falar com você para pedir um favor e deixar de falar quando você já o tiver feito (o que acontece). Trata-se dessas relações em que uma das partes se relaciona com outra, mas quando já não lhe interessa por vários motivos, deixa de lembrar de você.

Por exemplo, uma colega de faculdade com quem você fazia todos os trabalhos e compartilhava tempo livre, e quando termina a faculdade se mostra fria e distante. Aquela amiga com quem você saía e depois de começar a namorar você sabe pouco ou nada sobre ela. Aquela pessoa a quem você ofereceu ajuda para mudar para outro país e de repente te ignora quando já está instalada…

Saber quando o seu amigo ou amiga precisa de você e quando não precisa lhe dará uma pista de como essa pessoa realmente é. Apesar do que ela lhe disser, o mais importante é observar seus atos.

Situações de convivência

A convivência é a prova definitiva se você quiser saber como uma pessoa realmente se comporta. A maneira de respeitar o seu espaço, de respeitar suas coisas, de não discutir por coisas absurdas… Você percebe se a pessoa é capaz de compartilhar ou simplesmente seguir a sua vida na sua casa, que muitas vezes parece qualquer coisa, menos algo compartilhado.

Você percebe se ela é capaz de separar um tempo para falar um pouco sobre as coisas que lhes preocupam, se ela te ajuda se você ficar doente, se não se compromete em assuntos de contas, reuniões ou uma falha simples na casa de vocês.

Dá para perceber se ela é independente de forma saudável ou se é egoísta de forma clara e evidente em tudo que faz, e também se a pessoa se mostra simpática na rua e trata os outros de forma hostil na convivência.

Situações em que ela fala dos outros para você

Comentar sobre os outros é algo normal, principalmente quando duas pessoas compartilham o mesmo grupo de amigos ou se desenvolvem em um ambiente comum (profissional, esportivo, social…). Mas falar dos outros não implica faltar o respeito.

Em vez disso, julgar continuamente o que ela faz, considerar se a vida dela é melhor ou pior do que a sua ou contar coisas íntimas dessa pessoa pode dar alguma pista sobre quem está do seu lado.

Situações de dificuldade econômica

É difícil saber quando um amigo é realmente egoísta. É preciso perceber quando uma pessoa te faz um favor só porque você já fez outros para ela e porque sabe que, talvez, você irá recompensar o favor mais tarde. Mas essa generosidade é falsa, isso não deixa de ser interesse.

Quando passamos por uma dificuldade econômica e essa pessoa não leva em conta a nossa situação e, além de não oferecer ajuda, ainda reclama de algo injusto do passado, nos damos conta de que tipo de pessoa temos como amiga.

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Ela inclusive pode chegar a nos emprestar algum dinheiro, mas vai fazer isso com relutância, nos perguntando sempre quando vamos devolver (sem que esteja precisando neste momento) ou falando com os outros sobre o quanto fez por nós, deixando-nos em uma posição bastante desagradável.

Situações relacionadas com as suas alegrias

Um amigo deve estar presente nas horas de alegria e de tristeza. Diz-se frequentemente que as pessoas que não são amigas de verdade te deixam sozinho quando você está passando por um mau momento e só se lembram de você quando trata-se de algo divertido.

Mas pode acontecer o contrário: o amigo que parece te ouvir e que está do seu lado quando tudo dá errado e ainda assim te desvaloriza e te boicota emocionalmente quando as coisas vão bem. Se a sua vida começa a entrar nos trilhos e a pessoa sente inveja ou uma falsa alegria, ela não é para você.

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As pessoas vivem situações estressantes em suas vidas, e é extremamente importante contar com um apoio social que, para nós, pareça válido e caloroso.

“É nos momentos difíceis que a amizade passa por um teste decisivo.”

Surpreendentemente, naqueles momentos em que precisamos mais da atenção e do carinho de alguém, podemos encontrar indiferença, palavras de baixo calão ou subvalorização do nosso humor. Podemos até notar uma atitude fria, em que os problemas da outra pessoa continuam acima dos nossos, ainda que estejamos passando por uma situação realmente difícil.

Por isso, cerque-se das melhores pessoas e seja você também uma delas. E nunca se esqueça, trate os outros como gostaria de ser tratado. Uma forte rede de amigos é um tesouro muito valioso que se deve saber construir, manter e apreciar.

Imagens de Nicoletta Ceccoli e Kukula.

Corredor de ultramaratona adota cachorrinha que correu com ele 123 quilômetros

Corredor de ultramaratona adota cachorrinha que correu com ele 123 quilômetros

O ultramaratonista Dion Leonard ganhou a companhia de uma cachorrinha enquanto corria a ultramaratona de 250 km no deserto de Gobi, na China. A cadela correu 123 km do percurso ao seu lado.

Gobi, como foi batizada pelo seu novo dono, completou quatro das seis partes da prova que durou sete dias. Ela correu os últimos 10 km à frente de Dion e o aguardou na linha de chegada.

Dion cuidou da segurança de Gobi durante a prova inteira e chegou a levá-la no colo para atravessarem rios juntos. No final, ele decidiu que levaria a cachorrinha para casa, em Edimburgo, na Escócia.

O processo de adoção demoraria quatro meses e custaria 5 mil libras. Dion conseguiu levantar o dinheiro com uma campanha de financiamento coletivo, chamada “Tragam Gobi para casa”. Ele criou páginas e perfis nas redes sociais para divulgar a causa.

Ele já recebeu mais de 18 mil libras de doação, mais do que precisava para adotar a cachorrinha. O restante do dinheiro será doado para abrigos de cachorros abandonados.

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Fonte: Animais

Trago seu amor próprio de volta em três parágrafos. Desamarração forte!

Trago seu amor próprio de volta em três parágrafos. Desamarração forte!

Incrível como a gente é capaz de se entregar espontaneamente a viagens em barcos furados. Isso talvez explique a quantidade de vezes que nos envolvemos em relacionamentos unilaterais, aqueles para os quais nos dedicamos de corpo e alma e a outra pessoa fica confortavelmente recostada em nossos esforços para manter o vínculo e o contato. Relações unilaterais só servem para fazer sofrer. Ahhhh… e servem também para nos manter cativos num lugar de menos valia e de completo divórcio entre nós e nosso amor próprio. Se você anda esquecido do quanto é bom amar-se e ter orgulho dessa carinha que te contempla ali do espelho esse texto é para você!

A recuperação do amor próprio pode ser conquistada por inúmeras vias. Aqui eu proponho um exercício simples em três etapas, sendo que a primeira delas é QUERER! Isso mesmo, você precisa querer a libertação. Caso contrário, vai ficar se auto sabotando o tempo todo e arranjando mil e uma desculpas para justificar o comportamento abusivo daqueles que só se beneficiam da sua tolerância infinita e da sua igualmente infinita capacidade de amar (os outros!). Portanto, QUEIRA! Queira a sua vida de volta! Queira descobrir-se interessante, digno e merecedor de afeto!

A segunda etapa desse plano de emergência para o seu resgate é DESCOBRIR-SE! Sim, meu queridíssimo leitor! Há coisas que estão aí dentro de você desde sempre. Coisas maravilhosas, apaixonantes e reveladoras, escondidas por uma infindável sequência de camadas de poeira. Poeira de medo. Poeira de vergonha. Poeira de encolhimento da sua vontade, em detrimento das vontades e necessidades de todo o resto do mundo ao seu redor. Sendo assim, DESCUBRA-SE! Arranje um jeito de varrer essa poeira para um lugar muito, muito distante e sem nenhum atrativo, para garantir que você não queira voltar para lá nunca mais.

A terceira, mas definitivamente, não menos importante etapa desse projeto de amor verdadeiro é talvez o mais difícil. A parte do processo que vai trazer você de volta desse cantinho escuro e frio é PERDOAR-SE! Exatamente! Por essa você não esperava, hein?! Pois espere, e acredite e tenha certeza. PERDOAR-SE é a chave secreta e definitiva para libertar a sua alma das mãos de quem quer que seja e devolvê-la para as suas mãos. PERDOE-SE! Perdoe sua falta de jeito para se colocar e impor limites. Perdoe as perdas sofridas e infringidas. Perdoe a fraqueza, a força extrema, a tristeza e o riso amarelo. Perdoe-se pela necessidade inadiável de ter de ir buscar-se lá no fundo de um lugar qualquer, para onde você foi por livre e espontânea vontade. E tendo conseguido perdoar-se, abrace-se. Envolva-se por sua compaixão e nunca mais esqueça de lembrar que sem conseguir amar-se, qualquer tipo de felicidade não é nada além do que um delírio.

20 antibióticos naturais e alimentos que melhoram a imunidade

20 antibióticos naturais e alimentos que melhoram a imunidade

1) ALHO

Doenças que previnem: diarreias (Campylobacter) e úlcera de estômago (H. pylori).

Atuação: contém alicina, que é responsável por seu aroma. Estudos da Universidade do Estado de Washington, nos Estados Unidos, mostraram que um derivado da alicina rompe o filme protetor da Campylobacter e muda sua estrutura enzimática até matá-la. A Campylobacter é conhecida por contaminar alimentos e provocar diarreia. “É um indicativo de que o alho pode ser utilizado como antibacteriano natural, além de proteger a comida”, diz Xiaonan Lu, microbiologista e autor da pesquisa. A alicina ainda atua sobre o RNA da H. pylori, causadora de úlceras e do câncer de estômago.

Uso: como tempero de carnes e para refogar pratos quentes.

Quantidade sugerida: 600 mg de alho por dia, o equivalente a 1 dente cru.

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2) EQUINÁCEA

É um antibiótico natural, a equinácea ajuda a combater bactérias, vírus, fungos e outros micróbios causadores de doenças. A equinácea estimula de várias formas o sistema imunológico que é fundamental na luta contra as infecções. Além disso, estimula a produção celular de uma substância denominada interferon (um antiviral natural).

Como esses efeitos são relativamente efêmeros, é melhor tomar a equinácea em intervalos frequentes – até de duas em duas horas durante infecções agudas.

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3) GENGIBRE

O gengibre é uma verdadeira panaceia para a saúde. Atua como um desinfetante do organismo, impedindo que os germes se desenvolvam.

Pode ser consumido fresco, como um alimento em si, ou sob a forma de especiarias e condimentos, depois de ser secado e reduzido em pó.

Antigamente, o gengibre era utilizado na produção de xaropes para curar dores de garganta.

Tem uma ação anti-séptica que pode ser a responsável pela fama, tanto que muitos profissionais que usam a voz, falam que um dos seus segredos para cuidar da voz é mastigar lentamente um pedaço de gengibre.

No entanto, esse hábito é contra-indicado por que o gengibre possui também propriedades anestésicas e esta anestesia tópica diminui bastante o controle da emissão vocal.

Por ser um alimento termogênico não deve ser ingerido por quem tem pressão alta.

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4) PRÓPOLIS

A propolis é um antibiótico natural isento de efeitos colaterais.

As propriedades terapêuticas da Propolis foram descobertas em tempos remotos. Já os antigos egípcios a utilizavam para cuidar do aparelho respiratório, de estados gripais, infecções de pele, cicatrização de feridas e outras infecções variadas.

A própolis pode ser usada tanto na prevenção como no tratamento da gripe, asmas, bronquites e consipações. O seu uso já é consagrado no tratamento de sinusites, amidalites e renites.

Não pode ser ingerido por muito tempo seguido porque acaba agindo, também, contra as bactérias que são importantes para o bom funcionamento do organismo.

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5) AÇAFRÃO

O açafrão é extraído dos pistilos de flores de Crocus sativus, uma planta da família das Iridáceas. Para se obter um quilo de açafrão seco, são processadas manualmente cerca de 150 mil flores.

Tem propriedades antidepressivas, antiespasmódicas e sedativas. Como infusão, usa-se no tratamento da asma, coqueluche, histeria, cálculos dos rins, fígado e bexiga. No combate às hemorróidas é usado como cataplasma quente.

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6) ORÉGANO

O orégano é um tempero conhecido no mundo inteiro. Mas além do sabor e do aroma marcantes, essa erva também é muito benéfica para a saúde. Ele é rico em substância bactericidas e, por isso, previne uma série de doenças. O orégano também contém antioxidantes, que reforçam o sistema imunológico e combatem os radicais livres. Basta adicionar as folhas cruas ou secas em suas receitas para aproveitar todos esses benefícios.

Estimulante das funções gástricas e biliares, funciona como sedativo, diurético e expectorante. Folhas frescas amassadas podem ser usadas em compressas para aliviar inflamações. Também é carminativo, emenagogo e diaforético. Bom para dores reumáticas, parasiticida, tem uma acção estimulante sobre o sistema nervoso. O chá morno pode ser usado em bochechos para aliviar dores de dentes, inflamação de gengivas e mucosas. Infusão é recomendada para as dores de cabeça nervosas e a irritabilidade.

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7) AZEITONA

Fornecerem potentes antioxidantes, como a vitamina E e os compostos fenólicos. Estas moléculas neutralizam os radicais livres, altamente instáveis e oxidantes, protegendo da oxidação as células do nosso corpo. Lembrem-se que a vitamina C (antioxidante) do sumo de limão consegue evitar que fique castanha (por oxidação) uma maçã descascada deixada ao ar.

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8) SEMENTES DE UVA

As sementes de uva são utilizadas para tratamento de problemas relacionados com o coração e vasos sanguíneos, como arteriosclerose, pressão alta, colesterol alto, e má circulação. Outras razões para usar as sementes de uva incluem complicações relacionadas a diabetes (como danos aos nervos e olhos), problemas de visão (como degeneração macular), e inchaço após lesão ou cirurgia. O extrato de sementes de uva também é usado para prevenção de cancros e cura de feridas.

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9) CEBOLINHA

A cebolinha é uma boa fonte de vitaminas A e C, sendo, assim, um bom auxílio no combate à gripe e às doenças respiratórias em geral. Além disso, a hortaliça auxilia na digestão e estimula o apetite.

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10) CEBOLA

Doenças que previnem: intoxicação alimentar provocada por Listeria monocytogenes, Escherichia coli e Staphylococcus aureus.

Atuação: uma pesquisa in vitro realizada pela Universidade de Barcelona, na Espanha, mostrou que extratos de cebola podem inibir o crescimento de uma grande variedade de bactérias que provocam intoxicação alimentar. Isso graças a duas propriedades antioxidantes conhecidas como quercetina (encontrada em maior quantidade na cebola roxa) e campferol.

Uso: utilize a cebola para temperar carnes, vegetais e como ingrediente de maioneses, que são vulneráveis à contaminação por bactéria.

Quantidade sugerida: 1 cebola média por dia.

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11) MEL

Doenças que previnem: intoxicação alimentar (Staphylococcus aureus) e úlcera gástrica (H. pylori).

Atuação: contém uma enzima que produz peróxido de hidrogênio, de conhecida ação antisséptica. Pesquisadores da Universidade de Waikato, na Nova Zelândia, comprovaram que o mel destrói cepas da bactéria Staphylococcus aureus. A ação é similar à descoberta pela Universidade King Saud, da Arábia Saudita, contra a H. pylori.

Uso: como adoçante de sucos, cafés, iogurtes e sobremesas. Também pode ser utilizado para conservar frutas em compotas.

Quantidade sugerida: 1 colher (sobremesa) por dia.

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12) INHAME

Fortalece o sistema imunológico e ajuda a ganhar massa muscular. Pode ser preparado como purê, sopa, frito ou cozido. A sopa é ótima para combater resfriados, bronquite e pneumonia. É feita com inhame cozido e duas colheres de sopa de alho cru moído por cima.

Deve ser temperada com pasta de soja (missô) e tomada quente, uma vez por dia. Uma porção da mesma sopa, bem grossa, pode ser colocada entre duas gazes e aplicada sobre os pulmões, para ajudar na recuperação de bronquite e pneumonia.

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13) LIMÃO

Doenças que previnem: gastroenterite (Salmonella typhimurium).

Atuação: pesquisa da Universidade Shivaji, da Índia, publicada na British Journal of Pharmacology and Toxicology, mostrou que os flavonoides da casca do limão possuem ação bactericida contra Salmonella. O alimento ainda contém outros antioxidantes, como eriodicitol, hesoeretina e d- limoneno.

Uso: limpe e rale a casca. Use-a em sucos, doces e saladas.

Quantidade sugerida: uma unidade por dia.

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14) CANELA 

Uma espécie que não deve ser considerada apenas como ingrediente para dar sabor aos doces e sim, como um tesouro de propriedades benéficas úteis para a nossa saúde. Alivia a dor menstrual, é um bactericida natural, reduz a dor causada pela artrite, ajuda a regular o nível de açúcar no sangue e é um remédio natural contra resfriados e dores de garganta.

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15) ROMÃ

Doenças que previnem: cáries (Streptococcus mutans) e intoxicação alimentar (B. cereus)

Atuação: não se sabe ao certo a razão, mas uma pesquisa da Universidade Pace, nos Estados Unidos, mostrou que o suco da romã diminui consideravelmente os micro-organismos que vivem na boca.

Consumir suco de romã nos ajuda a reduzir os níveis de colesterol ruim (LDL). Além disso, os antioxidantes presentes nesse suco podem evitar a formação de placas nas paredes das veias e artérias.

Uso: fruta in natura ou como suco

Quantidade sugerida: 1 unidade ou 1 copo de suco por dia.

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16) AGRIÃO

Além de ser uma boa fonte de ferro e iodo, evita a invasão das bactérias. Deve ser consumido cru, em saladas. O chá de agrião é bom para quem está resfriado.

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17) ÓLEO DE COCO

Doenças que previnem: candidíase (Candida albicans) e cáries (Streptococcus mutans).

Atuação: ao ser digerido, o óleo de coco inibe a proliferação de bactérias que vivem na boca. Quem descobriu o feito foi o Instituto de Tecnologia de Athlone, na Irlanda. A causa provável é que metade do óleo de coco é ácido láurico, precursor da monolaurina. Essa substância possui ação contra bactérias, vírus e protozoários.

Uso: como substituto do óleo de soja ou canola. Ele ainda pode ser misturado em vitaminas, usado para temperar saladas ou na receita de bolos e doces.

Quantidade sugerida: até 4 colheres (sopa) por dia.

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18) TAMARINDO

Doenças que previnem: enfermidades urinárias (Escherichia coli) e intoxicação alimentar (Staphylococus aureus).

Atuação: um estudo de 2006 publicado na revista científica Phytomedicine comprovou o potencial bactericida do tamarindo. Seu mecanismo de ação não está esclarecido, mas acredita-se que a razão do sucesso seja o ácido tartárico, também responsável por sua ação laxativa.

Uso: in natura ou como suco. Quantidade sugerida: até 3 copos por dia (lembrando que a fruta é laxativa).

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19) EUCALIPTO

Doenças que previnem: infecções respiratórias.

Atuação: seus óleos essenciais impendem a adesão de micro-organismos nas mucosas do nariz e garganta, estimulando sua eliminação pelo corpo. É indicado principalmente para pessoas que ficam gripadas com facilidade.

Uso: como chá quente ou gelado. Cada 1 colher (chá) da planta rende 1 xícara. A planta pode ser batida ainda com suco de frutas ou consumida como xarope, a partir de uma calda de açúcar.

Quantidade sugerida: 2 xícaras do chá por dia.

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20) ALGAS

Ricas em sais minerais, clorofila e iodo. Ajudam o organismo a combater infecções. A mais popular é a kombu (vende em casas de produtos naturais), que pode ser frita ou usada em sopas.

A spirulina (à venda em cápsulas) atua como um desinfetante natural do organismo, matando os germes.

A ágar-ágar (gelatina natural) desintoxica e fortalece unhas e cabelos e pode ser misturada com frutas.

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Fonte: Tudo Sobre Plantas

A separação é para gente madura. Quem amou de verdade se separa sem se odiar.

A separação é para gente madura. Quem amou de verdade se separa sem se odiar.
Arguing Couple --- Image by © Turba/zefa/Corbis

Pouca gente há de concordar. É assim mesmo. Mas eu tenho a impressão de que as pessoas que ficam juntas por amor deviam ter mais amor ainda quando por acaso se separam.

Se você esperneia, briga, bate, empurra, morde, grita, acusa, faz chantagem quando o outro decide partir, desculpe, mas é das duas uma: ou você nunca sentiu amor por essa pessoa ou não tem o menor respeito pelo amor que um dia sentiu.

No primeiro caso, quem não aceita um rompimento assina um atestado de culpa: “o que me uniu um dia a quem agora quer partir foi a minha sanha de posse, minha vaidade, minha conveniência, meu medo de ficar só e de parecer um fracasso amoroso para os outros. Foi o meu egoísmo. Tudo menos o meu amor.”

Já na segunda hipótese, quem um dia amou alguém de verdade não devia recusar o direito que essa pessoa tem de partir se o amor acabar. Quem não aceita a decisão daquele que um dia amou não tem o menor respeito nem pelo outro nem pelo amor como sentimento. É uma porcaria de um amante. Um péssimo ser humano. Quem ama alguém de verdade é capaz de deixá-lo dar no pé em paz se essa for a vontade do outro.

Você pode até argumentar: “ah, mas e quando o outro trai, engana, mente e depois inventa de se separar na maior cara de pau?”. E eu também pergunto: quem em sã consciência quer a seu lado alguém que trai, engana e mente? Separe-se logo! Tenha amor próprio, criatura! Iniciativa! Separe-se e agradeça. Se o outro, aquele que trai, engana e mente, mudar de ideia e não aceitar a separação, vá à polícia! Porque manter alguém preso a um casamento ou a um namoro falido é cárcere privado. Crime! Relações amorosas estendidas à força se tornam relacionamentos odiosos. Deus nos livre desse terror.

É claro que a gente não se casa já pensando em se separar. Não começa um namoro com a intenção de terminar assim que puder. Mas quem não sabe se separar não devia se aproximar de ninguém. A consciência de que o romance pode acabar faz bem. Ajuda o casal a valorizar o que tem, evita desmazelos, descuidos, esquecimentos. Exercita o cuidado que um deve ter com o outro. Fortalece o amor. Quem tem respeito pelo amor compreende quando ele acaba e aceita quando não há a possibilidade de recomeçá-lo com a mesma pessoa. Infelizmente, pouca gente aprendeu a se separar.

Por outro lado, há inúmeros casais que se separam e mantêm uma relação saudável para comprovar: pode ser difícil mas é possível. A gente aprende. Nesse caso é preciso ser radical: depois da separação, que venha a compreensão total ou a indiferença absoluta! Não há espaço para meio termo. Se você se separa e deseja ou precisa interagir de alguma forma com seu “ex-amor”, sobretudo quando existem os filhos, que seja com a mais generosa disposição de compreender e aceitar que o outro tem uma vida nova, com amores novos, ou que não seja nada!

Para continuarem a conviver de alguma forma, os casais que deixam de ser casais precisam compreender e aceitar o outro sem restrições ou nunca mais se importarem. Aceite em totalidade ou seja totalmente indiferente a quem você amou um dia. Conforme-se que tudo mudou ou siga em frente e esqueça que a pessoa existe. Vá cuidar da sua vida. Porque a vida segue, minha gente.

Separar-se é um gesto de amor. Amor próprio e ao outro. Amor generoso, imenso, sabedor de que a vida é uma só e a gente precisa melhorá-la como puder. Juntos! No encontro e na despedida. Na união e na separação.

Sei lá. Eu só acho que quem fica junto por amor devia ter muito amor na hora de se separar também.

12 cidades brasileiras que plantam uma árvore para cada bebê que nasce

12 cidades brasileiras que plantam uma árvore para cada bebê que nasce

Qual a melhor forma de comemorar a chegada de um filho do que plantando uma árvore, algo que vai garantir um futuro melhor para todos?

E antes que achem que isso é coisa de estrangeiro, saiba que essa lista é bem brasileira. São 12 cidades espalhadas por território nacional que adotaram essa prática.

Cada município faz de uma forma, alguns doam a muda e os pais plantam, outros o governo faz tudo. Mas isso é detalhe, o importante mesmo é abraçar essa ideia.

Confira, a seguir, as cidades que aderiram ao projeto Uma Criança, Uma Árvore e incentivam o plantio de mudas para marcar o nascimento dos novos moradores.

1. SENHORA DOS REMÉDIOS (MG)

2. CLEVELÂNDIA (PR)

3. DIAMANTINA (MG)

4. GUARAPARI (ES)

5. ITAPERUNA (RJ)

6. ITUVERAVA (SP)

7. PASSOS (MG)

8. PENÁPOLIS (SP)

9. SÃO CAETANO DO SUL (SP)

10. SÃO JOSÉ DO RIO PRETO (SP)

11. SOROCABA (SP)

12. TRAMANDAÍ (RS)

[UPDATE DOS LEITORES]

Desde 2008, o Projeto “Nascer e Crescer na Onda do Meio Ambiente” vem distribuindo mudas para toda criança nascida no HNSN em Torres no Rio Grande do Sul. É um trabalho totalmente voluntário e que já produz frutas saboreadas pelas crianças.

Em Piracicaba- SP temos estes projeto desde 2007 – PLANTE VIDA. Ja foram plantadas mais de 45 mil árvores só com este projeto. Mais de um milhão de árvores desde 2005.

Fonte: Sustentabilidade

‘Andar nos ensina a desobedecer’, diz filósofo francês

‘Andar nos ensina a desobedecer’, diz filósofo francês

Frederic Gros, especialista em psiquiatria, filosofia penal e editor dos últimos cursos de Michel Foucault no Collège de France, Frederic Gros escreveu um tratado sobre o caminhar que conecta as ideias de pensadores como Kant, Thoreau, Nietzsche e Rousseau com suas caminhadas. Uma reinvindicação ao prazer de passear.

Kant, Rousseau, Nietzsche e Rimbaud gostavam de caminhar. E eles o faziam de formas diferentes. As caminhadas do jovem Rimbaud, dispersas e desorganizadas, estavam cheias de raiva, enquanto Nietzsche procurava nelas o tom e a energia da marcha. Kant era metódico e sistemático: o fazia todo dia, à mesma hora, na mesma rota. Todos acabaram mudando seus escritórios de trabalho para o campo, onde as ideias fluíam mais livremente e em plena natureza. Analisando de perto, estas caminhadas guardam alguns paralelos com seus pensamentos, diz o filósofo francês (e grande caminhador ) Frederic Gros no livro “Andar. Uma filosofia“.

Quando você começou a caminhar?
Foi relativamente tarde, aos 20 anos. Foram alguns amigos que me convenceram. Quando eu era criança, gostava de ir sozinho para as montanhas, mas a verdade é que o passeio consistente como uma excursão, veio mais tarde. Minha primeira experiência importante foi no verão quando eu dei uma volta pela Córsega. Eu andei a estrada GR-20. Foi difícil, mas a aliança entre as altas montanhas e o mar fez com que fosse maravilhoso.

Quantos quilómetros fez?
Éramos em sete pessoas e durou 15 dias, mas não sei quantos quilômetros fizemos. A verdade é que, quando se caminha não se conta, porque a dificuldade das trilhas faz você percorrer às vezes, poucos quilômetros em um dia. Quando se caminha mais fácil, através de estradas planas, como os andarilhos, a média é de 40 quilômetros por dia.

E o que acha dos aplicativos que calculam a distância e até mesmo as calorias consumidas?
Não uso. O importante é ter uma visão geral e que você só consegue com um mapa desdobrável. Em relação as calorias, quando se caminha sete ou mais horas, a maior preocupação é chegar ao próximo abrigo.

Em seu ensaio você associa a caminhada com grandes filósofos, por quê?
Esses pensadores transformaram as montanhas e florestas em locais de trabalho. Para eles, o andar não era um esporte ou um passeio turístico. Realmente, eles saíam com seus cadernos e lápis para encontrar novas ideias. Solidão era uma das condições para a criação.

E a relação entre a caminhadas e as suas ideias?
Existem maneiras de caminhar que na verdade são estilos filosóficos. Por exemplo: Kant era sério e disciplinado, e é um filósofo que exige provas muito rigorosas com definições estritas. Ele tinha um jeito de andar que consistia em fazer todos os dias a mesma caminhada, na mesma hora. A escrita de Nietzsche, muito mais dispersa, com menos coesão, tem a ver com o fato de que ele procurava com o caminhar, sentimentos de energia e luz. Sua escrita é muito forte e rápida, não tão demonstrativa como a de Kant.

O que você quer dizer quando escreve sobre a perda da identidade que acontece quando se anda?
Bem, os efeitos da intensidade do passeio podem variar. Se você andar por quatro ou seis horas você está acompanhado de si mesmo, você pode dar atenção às suas memórias ou ter novas ideias. Mas depois de oito ou nove horas, o cansaço é tal que já não se sente o corpo. Toda a concentração é dirigida para o impulso de avançar. É quando ocorre a perda de identidade, devido à fadiga extrema. Caminhamos para nos reinventar, para nos dar outras identidades, outras possibilidades. Acima de tudo, ao nosso papel social. Na vida diária tudo está associado a função, uma profissão, um discurso, uma postura. Andar a pé é se livrar disso tudo. No final, a caminhada é não mais do que uma relação entre um corpo, uma paisagem e uma trilha.

Mas cada vez se anda menos, especialmente nas cidades, onde cada vez mais pessoas vivem.
No Terceiro Mundo, ao contrário, se anda muito. Mas é verdade que nas cidades isto está desaparecendo. Elas não são feitas para os pedestres.

Os jovens também não andam a pé.
As novas gerações consideram, e eles podem estar certos, que você tem que ser louco para ir aos lugares a pé, especialmente quando têm à disposição todos os tipos de invenções técnicas que fazem com que não tenham que andar. Para eles, a caminhada é um pouco monótona, em parte porque eles se acostumaram a mudar as telas de imagens que usam muito rapidamente e, quando andamos, as paisagens evoluem muito lentamente. Além disso, quando caminhamos, é sempre a mesma coisa.

E isso é visto como chato.
Para algumas pessoas, a caminhada é o exato oposto do significado de prazer porque nós tendemos a comparar prazer com excitação. E para que haja excitação é preciso uma novidade. Diante disso, descobrir o prazer de caminhar pode ser algo completamente exótico. Descobre-se uma dimensão que hoje está praticamente banida de nossa vida: a lentidão, a presença física. Durante a caminhada, todos os sentidos estão presentes: ouvimos os ruídos da floresta, se percebem as luzes.

E quem mais caminha são os aposentados?
Os sábios de antigamente tinham um ditado que pode nos supreender hoje, “tenha pressa para chegar à velhice.” Eles consideravam que a velhice seria o tempo de vida em que poderíamos nos livrar de tudo e nos envolver com o cuidar de nós mesmos, “le souci de soi” (a atenção para si, apud Michel Foucault ), cura sui em latim. A caminhada também não tem nada de violenta ou brutal. Há uma regularidade nela que tranquiliza, acalma. E isso está longe de qualquer busca de resultado. Assim, a primeira frase do livro é “andar não é um esporte.” Não faça marcas, não tente superar a si mesmo. Andar a pé é uma experiência autêntica, embora talvez não seja moderna.

Andar libertou você da vida acadêmica? Eu li que você está preparando um livro sobre a desobediência.
Thoreau escreveu o primeiro livro em pé e, curiosamente, também escreveu o primeiro livro sobre a desobediência civil. É verdade que a caminhada nos ensina a desobedecer. Porque andar nos obriga a ter uma distância que é também uma distância crítica. No mundo acadêmico, todo mundo é obrigado a provar o que diz. Neste livro eu queria explorar sonhos. A provocação que faço aos pensadores, é que você não é o que você pensa, mas como você anda. Eu não queria voltar para as doutrinas, mas sim explorar os estilos.

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O último livro do autor é o Desobedercer, lançado pela Ubu em 2018.

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Leticia Blanco de Barcelona no El Mundo.
*Tradução: São Paulo São.

Deseje felicidades com vontade!

Deseje felicidades com vontade!

Deseje como se fosse para você, felicidades intensas, surpreendentes, adoráveis, inesquecíveis. Deseje com o seu coração, apele para o seu senso de reciprocidade e deseje até mesmo a felicidade que você tentou para sí e ainda não chegou lá.

Um voto de felicidade frio e para cumprir protocolo é mais feio do que nada dizer.
Desaponta quem recebe, desmerece quem o faz.

Desejar felicidade para o outro não diminui a chance de tê-la junto de sí, ao contrário, só aumentam as chances.

Feliz de quem consegue desejar o melhor, sem ser dominado pela própria mesquinharia e pensamento exclusivista, de se colocar sempre em primeiro lugar.

Viva as congratulações como parte delas, como peça fundamental para fazer o momento de alguém muito especial. Ponha-se de lado um instante e perceba como é bom ser parte de um todo, de um voto coletivo.

Muitas vezes, apesar do amor ser presente, há uma dificuldade em assistir e vivenciar as manifestações de carinho para outra pessoa. Somos seres ciumentos e infantis.

Dedicar os pensamentos mais bacanas para uma celebração, qualquer que seja, é um exercício intenso de oferecer o primeiro plano com sinceridade.

Não adianta elogiar e logo depois lançar aquele olhar invejoso.
Não vale expressar os desejos mais elaborados, mas repetir para dentro: – primeiro eu!

Abandone aquele aperto de mão preguiçoso, aquele abraço sem gosto, o sorriso forçado.

Abrace forte, mais de uma vez, provoque uma risada gostosa, chore se a emoção pedir.

Gaste com vontade seus desejos de felicidades eternas, sucesso, surpresas, reconhecimento, paz, saúde, sonhos delirantes e amor infinito!
Neste caso, quanto mais se gasta, mais se recebe de volta, na mesma medida de sinceridade e honestidade.

Felicidades, sempre!

Viver “Sem Medo de Viver”

Viver “Sem Medo de Viver”

O que é viver? Em 1993, Sem Medo de Viver (Fearless) estreou nos cinemas dialogando com essa possibilidade. Indo na contramão do provérbio “para morrer basta estar vivo”, o filme protagonizado por Jeff Bridges, corrompe essas barreiras que, por vezes, nós imaginamos estarmos enclausurados.

Na trama, Bridges vive o arquiteto Max Klein, um dos poucos sobreviventes de um trágico acidente aéreo. Mas Klein é diferente. O acidente transforma-o. No lugar do medo típico, a personagem atravessa a linha tênue mais desafiadora – a coragem de colocar-se acima do destino. Mas a mudança não ocorre por um senso de divindade. Klein simplesmente desperta para um único objetivo que é o de viver plenamente. Saborear cada experiência de forma única e sublime. Sem ressalvas. Sem privações. Acontece que, a metamorfose gera conflitos com a sua esposa e filho. Eles não entendem. Ninguém entende. Tentando ajudar, um psicólogo (John Torturo), o coloca em contato com outra sobrevivente que não enxerga a fatalidade sob o mesmo olhar. Carla Rodrigo (Rosie Perez), uma mãe acometida pela perda do filho na queda do avião. E nessa troca absurda à primeira vista, nasce uma cumplicidade além dos conhecimentos e sentimentos dos familiares de ambos e até mesmo do próprio psicólogo.

A direção ficou por conta do denso Peter Weir, cineasta sensível nos aspectos direcionais administrados para os seus atores. O roteiro de Rafael Yglesias casa perfeitamente aos sentidos exacerbados nos diálogos pulsantes e os belíssimos planos conduzidos por Weir. Por si só, Sem Medo de Viver carrega uma condição daquilo que poderíamos chamar de uma aventura sobre a vida. É também sobre escolhas. O debate e a premissa, aparentemente espiritualista e filosófica, certamente não seria um mal veredicto se cada passagem transcorrida na produção também não agregasse um viés de autoconhecimento e assertividade. É a mais pura demonstração de resiliência e capacidade de nós, enquanto seres humanos, de realmente vivermos fora do manto mundano e rotineiro com o qual somos apresentados desde o nosso nascimento.

Absolutamente coeso e emocional, Sem Medo de Viver é um deleite visual e afetivo dos mais sinceros. Demanda, talvez, uma certa abertura de quem assiste para poder imergir na poesia e nos diferentes aspectos disseminados. Mas não há restrição alguma ao coração. Faz bem para todos os desígnios imaginados dos quais sejamos apreciadores ou praticantes, diga-se. Uma obra-prima pouco reconhecida e conhecida por grande parte do público, infelizmente.

Morte, eu te absolvo

Morte, eu te absolvo

A primeira reação é sempre desconcertante, aguda, sem resposta na linguagem humana.
A morte chega e leva alguém nosso. Não do outro, mas nosso.
Por vezes ela avisa, em outras, sugere, na grande maioria, surpreende.

E encontrar uma lógica no meio de lágrimas e lembranças é de uma missão dolorosa.

Mas há lógica, há razão, há sequência, é consequência. As religiões consolam, a medicina explica, a idade muitas vezes justifica, o sofrimento anterior assina e carimba.

A morte de alguém que a gente ama é exatamente a dimensão do vazio que ela deixa.
A gente chora a nossa orfandade mais do que a partida do nosso amor.
A gente culpa a morte por esse sentimento tão incômodo, avassalador e conclusivo. Ela dita o ponto final enquanto a gente ainda está se enroscando nas reticências e exclamações.

Esta semana eu me deparei com a morte. Ela se apresentou súbita, apressada,decidida. Cumpriu sua tarefa num instante e se foi.
Num primeiro instante, a impressão foi de que ela bagunçou tudo e não ficou para ajudar a arrumar. Mas, com as emoções mais tranquilizadas, tudo ficou mais claro e, dessa forma, foi possível entender a delicadeza da partida, a sensação de missão cumprida, de tempo esgotado na esfera da vida que nós conhecemos.

Diferentemente das mortes violentas ou precoces, quando não há argumentos para justificar, a morte que chega em missão de finalizar realmente uma jornada, esta morte é quase generosa. Ela não alardeia nem confessa, mas traz alívio e descanso.

A morte há muito assume uma culpa que não lhe pertence. Ela unicamente cumpre o que lhe é imposto. E o tempo, sorrateiramente passa impune, sem chamar para si a atenção e responsabilidade. O tempo é o mandante, a morte é o executor.

E como são felizes os que podem se despedir com o imenso sentimento de que nada faltou à vida que se despede. Que o amor sempre prevaleceu e ficará eterno na forma de saudades.
Morte, eu não te culpo por me tornar mais órfã. Desta causa, eu te absolvo.

Carta aberta ao motoboy que quase me atropelou na calçada.

Carta aberta ao motoboy que quase me atropelou na calçada.

Caro senhor motociclista,

O senhor bem sabe como andam as coisas. A gente precisa correr contra o tempo. Tem de acelerar, manter o ritmo, o emprego, as contas em dia. Pois foi por isso mesmo que eu caminhava apressado, inda agorinha, e não vi o senhor e sua motocicleta vindo na direção contrária, acelerando sua máquina na calçada para fugir do trânsito cheio da rua nervosa.

Tenha a bondade de me perdoar o mau jeito. Embora em direções opostas e em veículos diferentes – vossa senhoria numa Honda e eu num All Star – estávamos os dois na mesma situação, muito mais do que na mesma calçada. Somos peças de uma mesma engenhoca. Corremos com os mesmos prazos, fugimos dos mesmos credores, sofremos decerto as mesmas inseguranças. Estamos no pique.

Juro que não foi minha intenção atrapalhar a sua passagem pela calçada onde, segundo as leis de trânsito, só devem andar os pedestres. Mas quem é que liga para as leis neste país, não é mesmo? Eu é que devia prestar mais atenção, aguçar os ouvidos, olhar para um lado e para o outro antes de pisar na calçada, apelar ao meu sexto sentido. Estivesse eu atento, podia ter saltado mais cedo para cima de uma árvore a fim de deixar o passeio livre para sua máquina correr à vontade.

Faço fé que o senhor há de entender que eu também estava com pressa. Confesso: por um instante eu tive a impressão de que a sua motoca desviaria ou frearia na minha frente. Mas eu me enganei. O senhor apertou a buzina, acelerou ainda mais e só não passou por cima de mim porque eu fui praticamente um ninja. Ah, eu mandei muito bem! Provei, impecável, a perfeição dos meus reflexos. Fui capaz de um malabarismo intuitivo, um jogo de corpo primoroso, e evitei nosso encontrão violento.

Deve ter sido a chamada memória do corpo. Na hora exata, meus músculos se lembraram dos anos em que eu ainda não era um sedentário, retornaram à boa forma dos anos em que eu nadava, pulava, corria, levantava peso. E por um segundo me tornaram um vigoroso ginasta, veloz, habilidoso e certeiro em escapar do meu algoz. Se não foi isso, meu caro motoqueiro, foi Deus. Aliás, foi Ele mesmo.

Eu acredito. Eu agradeço. E eu peço a Deus que ilumine os milhares de pedestres deste Brasil tão cheio de calçadas. Que eles não atrapalhem o trabalho honesto dos nossos motoboys, não é mesmo? Que não cometam o erro que eu cometi inda agorinha. Você ali, querendo acelerar sua moto em paz entre os transeuntes, e eu atrapalhando o seu caminho, como o mais banal e aborrecido andarilho desatento. Queira então aceitar minhas humildes desculpas.

A propósito, não conheço a senhora sua mãe. E reconheço que fui injusto ao usar um nome feio para invocá-la, logo depois de quase interromper a sua corrida pela calçada. Peço desculpas duplamente.

Tenha uma boa viagem!

Para cada emoção reprimida, uma nova angústia em nossa vida

Para cada emoção reprimida, uma nova angústia em nossa vida

Certa vez ouvi de uma professora, uma jovem de lindo sorriso e cabelos curtos, que ela tinha passado grande parte de sua vida sem sorrir.

Notando a perplexidade minha e a dos que estavam ao meu lado, a professora fez um breve resumo de sua história para nos contar mais sobre o riso que lhe foi censurado por anos.

Sua mãe quando ela era muito pequena foi internada em um hospital psiquiátrico e lá viveu por praticamente toda a vida, tendo sido a avó materna encarregada de sua criação. Essa avó era uma mulher muito dura e dentre as inúmeras afirmações que fazia, a mais usual, era a de que a neta, ainda menina, não tinha direito de rir, pois sua mãe vivia internada e merecia ter sua dor “respeitada”.

Então toda vez que aquela menina sorria, logo cobria a boca com as mãos em um gesto de censura por ver-se feliz.

Durante anos ela engoliu o riso e transformou-o em vergonha. Durante muito tempo essa menina sentiu-se culpada por ser feliz. “Como ela podia ser tão má?” “Por que por vezes o riso queria saltar-lhe da garganta, se tinha uma mãe que sofria?” Era o que se perguntava e por mais que tentasse se policiar, que tentasse não sorrir, nas raras vezes em que ela o fazia a avó estava lá para dizer-lhe que era uma péssima pessoa, que não tinha sentimentos.

A menina cresceu e junto dela seus demônios. A menina cresceu, a avó deu um passo para trás, mas ela ainda ouvia a velha senhora repreendê-la pelo riso. A menina que engolia o riso, se transformou em uma mulher que achava que não merecia ser feliz. Afinal, sua felicidade vinha vinculada à tristeza de alguém que ela amava muito.

Não é preciso que a gente vá muito longe para perceber que a história da menina que não podia sorrir também conta um pouco da nossa história nesse mundo agitado, deveras confuso, e cheio de muita censura.

Acho muito importante que tenhamos a liberdade de rir e de chorar nossas dores, respeitando as dos outros obviamente, mas não nos negando aquilo que é genuinamente nosso: o direito à felicidade ou à tristeza espontânea.

É bastante comum ouvirmos de outros, enquanto sorrimos, que existem pessoas a sofrer no mundo ou, enquanto choramos, que alguns passam por situações muito mais difíceis.

Não podemos ignorar as verdades do mundo, mas não devemos nos negar um contato íntimo com nossas emoções. Esse contato é muito importante, pois pode evitar que conteúdos inconscientes passem a dirigir nossas vidas para um rumo indesejado.

De acordo com a psicanálise tudo que reprimimos acaba indo para a nossa sombra. Jung e Freud definiram bem essa nossa bagagem inconsciente e sua influência sobre nossa vida.

Para Jung a sombra provinha do inconsciente coletivo, para Freud de experiências vividas na infância e independente da origem atribuída à sombra, cada um de nós tem a sua.

A nossa sombra é como uma sacola onde colocamos, desde muito pequenos, tudo aquilo que aprendemos como não apropriado. Nessa sacola, podem existir sentimentos bons e ruins. No caso da professora a felicidade acabou indo para sua sombra.

O problema acontece quando conteúdos psíquicos duramente reprimidos se transformam em complexos que podem adquirir autonomia, tornando-se imunes à ação da nossa consciência.

Nessas condições, alguma coisa parece nos levar para uma direção quando gostaríamos, na verdade, de ir para outra, fazendo não aquilo que achamos, em consciência, ser o melhor para nós, mas o que as forças inconscientes da nossa sombra nos ditam.

Comportamento obsessivos compulsivos, vícios, emoções, atitudes repetitivas e incontroláveis e somatização de dores físicas podem estar diretamente ligadas a nossa sombra.

Eu não sei da vida sentimental da minha jovem professora, mas pode ser que ela, antes de tornar consciente aspectos de sua sombra, tenha escolhido como parceiros amorosos pessoas que lhe tenham causado extrema tristeza e desgosto. Essa seria para ela uma forma de impedir sua felicidade e consequentemente garantir o “respeito” a sua mãe, de acordo com o que lhe foi imposto pela avó.

Quando nossa sombra se projeta em nosso parceiro sentimental, ela pode fazer com que tenhamos relacionamentos afetivos penosos e destrutivos, que estejam muito longe de onde nossa consciência diz ser o mais acertado para nós. Relacionamentos que geralmente se repetem com frequência. O mesmo pode acontecer com um emprego ou com uma meta de vida, por exemplo.

Bem citou Jung que aquilo que não fazemos aflorar à consciência aparece em nossas vidas como destino. Se pensarmos bem, talvez não tenha sido o destino o responsável pelas repetições, muitas vezes inoportunas, de nossa vida.

Somente com uma análise cotidiana de nossos pensamentos e ações, com a nossa mente desperta, é que podemos tornar nossas decisões condizentes com o que realmente queremos para nós.

O autoconhecimento e a análise – feita por nós mesmos ou por um profissional – nos permite entender as diretrizes que nos levaram a colocar determinados aspectos em nossa sacola. Repreender nossa alegria ou nossa dor só nos tornará mais suscetíveis à ação desordenada da sombra que nos habita.

A negação em nada nos auxilia. Devemos aceitar que essa sombra existe em nós e torná-la clara a nossa consciência e assim enfraquecer seu poder sobre nossas decisões.

Temos o direito ao riso e à lágrima sim, mas ninguém tem a obrigação de ser feliz ou triste o tempo todo.

A minha professora buscou ajuda profissional de um psicanalista e novamente permitiu-se ser feliz, tirando a alegria e o riso de sua surrada sacola de conflitos sentimentais de tal maneira que passou a ministrar aulas de bem-estar físico e relaxamento.

Apenas tornando “consciente o inconsciente” é que podemos encontrar muitas das respostas para as questões que parecem se repetir em nossas vidas. Superando dessa forma complexos e problemas que muitas vezes fogem ao nosso entendimento racional.

Acompanhe a autora no Facebook pela sua comunidade Vanelli Doratioto – Alcova Moderna.

Título original: “A menina que não podia sorrir e todos nós”

Continue sendo você. Alguém vai te amar por ser exatamente assim.

Continue sendo você. Alguém vai te amar por ser exatamente assim.

Ei, menina! Fala pra mim quantas vezes você não achou que ia ser diferente? Que, sei lá, dessa vez iria dar certo, que dessa vez o frio na barriga não seria em vão e que seus domingos à tarde seriam menos entediantes? Quantas vezes você achou que o inverno seria mais aconchegante e que o adeus não chegaria nunca?

Nunca estamos livres de trombar com alguém especial e isso acontece em várias fases e momentos da nossa vida, mas nem sempre esse alguém especial vem para ficar, nem sempre o sentimento brotado consegue crescer e então vem a difícil e complicada tarefa de fazer morrer aquilo que insiste em florescer.

E então vem a tarefa árdua de controlar os nossos impulsos, de deixar o celular de lado, de chorar em silêncio para ninguém ver, de parecer bem quando, na verdade, nada está bem. Vem a difícil tarefa de tentar esquecer os nossos “porquês”.

E, depois de se recompor, de um jeito desajeitado e confuso, você é surpreendido novamente por algo novo, forte o suficiente para abalar com toda a sua rigidez. E então você hesita em recomeçar, dá passos lentos, mas resolve ir. Tudo para estar maravilhosamente bem, quando algo dá errado, e, nesse momento, parece que tudo volta à tona e você revive as mesmas marcas e cria novas feridas. E, sempre que algo de bom aparece, você está com os olhos tampados pela dor. Priva-se de viver algo novo por medo de se machucar e porque já não acredita mais que será diferente.

Quantas vezes eu, você, nós, não demos um passo em falso. Quantas vezes você achou que aquele cara iria ser aquele que domaria seus medos e acalmaria a tempestade que há em você.
Eu já quis mudar meu jeito para agradar, já achei que o problema fosse meu, que eu não tinha a risada mais engraçada, já pensei que a minha conversa não era das mais agradáveis, que o meu sorriso nem era tão bonito assim. Já quis me enquadrar num perfil para ver se, assim, ele olhava pra mim, ou talvez se eu gostasse de tal música ele me acharia interessante.

Demorei pra perceber que, para um novo ciclo começar em nossas vidas, é preciso ser forte o suficiente para ser quem somos, quem sempre seremos. Antes de embarcar nessa tal aventura do amor, eu preciso ter coragem para ser a garota da risada escandalosa, eu preciso ter coragem pra ser a garota que gosta de dar presentes e que exagera, às vezes, no quesito amar. A garota do pijama velho e com um bom humor matinal que chega a ser irritante, a garota com um jeito todo desastroso de ser, mas que sabe amar como ninguém. A garota que sabe ser companhia quando a tempestade vem e que abraça como quem não quer deixar partir.

E então eu entendi que, antes de esse tal amor chegar, eu precisava me valorizar mais e isso não tem nada a ver com egoísmo e orgulho. O amor não consiste em deixar a essência de cada um se perder, ninguém precisa ser perfeito.

Repare em quem elogia o seu sorriso mais sincero, em quem aplaude as suas pequenas vitórias, em quem gosta das suas piadas mais sem graça, em quem o elogia mesmo você estando com a roupa mais simples. Repara em quem vê a beleza mais pura que há em você. E só então, o amor pode estar aí, tão perto. O amor pode estar naquilo que você nunca procurou ver. Talvez porque esteja com os olhos fechados, devido às tantas feridas e por achar que precisa ser diferente, que precisa trocar as roupas do seu guarda roupa, que precisa deixar de ouvir as músicas que ouve, que precisa esconder que gosta de “Procurando Nemo” e que chorou vendo “Rei Leão”. Alguém vai amar o seu desarrumado, vai rir do seu jeito bagunçado e vai gostar das suas loucuras. Alguém vai amar a sua paixão por comida e achar engraçado o quanto você gosta de dormir. Alguém vai amar você do jeito que você é.

Não deixe sua autenticidade de lado, não deixe o seu sorriso mais bonito, não deixe de contar suas piadas e nem de achar graça nas coisas bobas. Não deixe de chorar em um filme de romance; você não precisa deixar de ser você para encontrar alguém: você só precisa continuar sendo quem você é, com a sua alma bonita e seu jeito encantador. Você só precisa encontrar alguém que veja a verdadeira beleza que há em você.

Imagem de capa: wavebreakmedia/shutterstock

Ela é o caos

Ela é o caos

Ela é o caos. Ela é a tempestade disfarçada de calmaria. Ela é a dúvida disfarçada de certeza. Ela é tristeza no carnaval, ela é alegria nos dias de chuva. Ela se perde em multidões e ela se encontra ouvindo Los Hermanos. Ela gosta de silêncio porque sua mente a ensurdece. Ela aparenta ser gelada porque não quer que todos saibam dos vulcões que habitam sua alma. Ela é estranha. Ela entende os outros e muitas vezes não se entende. Ela é impulsiva, ela faz planos mas geralmente é o acaso que a guia.

Sua vida nunca foi cor-de-rosa, ela nunca foi chamada de meiga e nunca ficou calada ao ouvir absurdos. Ela é, ela ri, ela chora, ela briga e ela transborda. Ela não conhece o meio-termo. Ela é dos extremos opostos, ela é da corda bamba. Ela não troca o preto pelo rosa. Ela odeia e ela ama. Ela é açúcar e ela é sal. Parece ter coragens inesperadas mas seus medos existem e estão guardados a sete chaves. Ela prefere a determinação da segunda-feira ao tédio de um domingo. Ela prefere a dor da certeza ao incômodo do talvez. Ela é sim e ela é não. Ela tem as perguntas e ela tem as respostas. Ela possui mente forte e coração mole. Ela parece ser durona mas por dentro ela não é.

Ela sabe ser companhia mas ela também sabe ser solidão. Ela gosta da paz do seu quarto mas ela também ama a fúria do mar. Ela valoriza começos mas sabe que alguns fins são necessários. Ela se diverte muito mais em casa ou na sala de aula do que indo a festas.Ela fala muito e se arrepende. Ela se cala e se arrepende mais. Ela é coragem quando desgosta de alguém, ela é o medo quando gosta.

Ela não se ajusta ao comum e não atende às expectativas alheias. Ela chora quando esperam que ela sorria. Ela reage quando a dão por vencida. Ela revida após o último golpe. Ela se torna cinzas pra renascer depois. Ela vai ao inferno das emoções e volta ainda mais forte e brilhante.

Quando ela cala, sua mente fala e ela joga tudo em um papel. Ela é inverno e ela é verão. A estação das flores não é pra ela. Ela prefere a beleza do cacto, tão rústico e resistente. Ela é tudo ou nada. O meio-termo a desconcerta, terremotos a reconstroem. Ela até parece ser calmaria mas no fundo ela é o caos.

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