Artistas transformaram uma igreja em pista de skate

Artistas transformaram uma igreja em pista de skate

Uma igreja em ruínas no município de Llanera, na Espanha, recebeu uma segunda vida na forma de pista de skate, graças a alguns artistas e skatistas ousados que resolveram investir no esporte.

A igreja centenária de Santa Barbara foi construída em 1912, e abandonada dezoito anos depois, quando terminou a guerra civil espanhola. Sua bela arquitetura lembra um santuário em moldes franceses; por dentro, os assentos foram substituídos por rampas, e as paredes e o teto foram grafitados com desenhos coloridos e geométricos.

O espaço foi apelidado pelos idealizadores de Kaos Temple. Um grupo de entusiastas do skate, intitulado Church Brigade, levantou fundos para viabilizar o projeto de renovação do local e buscou patrocinadores oficiais (incluindo a marca Red Bull).

Alguns anos foram necessários para tirar esse projeto do papel, mas, enfim, foi concretizado com sucesso. O produto final é uma paróquia multicolorida psicodélica que serve de pista de skate.

A equipe envolvida trabalhou sob influências de Salvador Dalí, Hieronymus Bosch, René Magritte, Max Ernst, entre outros artistas.

Em um lugar onde eram realizados cultos religiosos, agora as pessoas podem praticar skate quando quiserem. A comunidade religiosa que antes encontrava-se ali não pode reclamar do que foi feito, visto que a igreja estava desativada por décadas e apodrecendo.

Em entrevista para o jornal The Guardian, um dos idealizadores do projeto, Ernesto Fernández Rey, disse: “A igreja estava praticamente em ruínas quando começamos o projeto. As paredes estavam manchadas, a pintura descascando e havia poeira em todos os lugares”.

Antes de ser construída, a igreja era uma fábrica de munições. Ao final da guerra civil espanhola, no entanto, a fábrica caiu em desuso e fechou suas portas.

O espaço, decadente por tanto tempo, atraiu a atenção de Fernández Rey. Quando visitou o local pela primeira vez, ele ficou interessado em abrir um negócio, mas suas condições financeiras precárias e a crise econômica na Espanha o impediram de empreender. Após um tempo sondando a possibilidade de investir no local, ele se reuniu com alguns amigos e artistas, para então fundarem o grupo Church Brigade.

Os skatistas demoraram muito para se acostumar à ideia de que praticariam seu esporte em um local onde, antigamente, as pessoas rezavam. Tudo foi uma grande surpresa para eles.

O caleidoscópio de cores criado no local, combinado com a intensidade e radicalidade do skate, é o resultado da engenhosidade da equipe de artistas.

Dezenas de pessoas visitam o local todos os dias. Apesar da baixa rentabilidade do negócio, isso não chega a descompensar todo o investimento feito. A Red Bull e o sistema de crowdfunding ajudam a manter o lugar em pé, longe dos riscos de desapropriação.

Muitos skatistas preferem praticar o esporte ao ar livre. Mas alguns deles se divertem andando nessa “pista de skate santificada”. Confira:

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Moça, o amor sozinho também faz verão

Moça, o amor sozinho também faz verão

Já de antemão, aviso – moça, o amor sozinho também faz verão. Mania essa de achar que precisa ter um outro alguém para dividir uma casquinha ou para acompanhar uma maratona daquele série que você gosta. Até mesmo na questão das contas, não se prive. Não se contenha. Gostar da sua própria companhia nunca pode fazer mal. Não me lembro de ler um epitáfio escrito: Viveu do próprio amor e foi feliz. É sempre a mesma velha história sobre ter sido amada e amado todos. Nada de errado com isso, mas, antes do transbordar, recolha um bocado pra si.

Esqueça esse papo de independência financeira, moça. Lógico, isso infelizmente é pedido para todos nós, claro. Mas o mais importante é ceder o alvará do coração. Torná-lo sedento por novas experiências e sabores que somente terão significado se passados pelo seu sorriso. É da tranquilidade de fazer as coisas em solidão, onde finalmente encontrará a densidade do verdadeiro querer. Não é ser egoísta, moça. Não é fechar a conta para quem vier querendo um colo. Descrevo simplesmente sobre saber priorizar, antes de tudo, a sua própria felicidade. Para ser cúmplice num relacionamento é preciso reconhecer e aprimorar a alma. Beber dos amores ausentes de outros lábios que não sejam os teus. Desfrutar dos sentimentos ambíguos despertados por algo simples, chamado autoconhecimento. Isso não vende em farmácias, moça. E você também não consegue comprar pela internet, diga-se.

Moça, por favor, olhe-se no espelho. Contemple as belezas que os outros não viram. Dispa-se dos medos e cicatrizes oriundos daqueles relacionamentos que tiveram um fim por não saberem partilhar do respeito. Entenda que, o amor sozinho definitivamente faz verão e também outras estações. Permita-se encontrar a si e, após ter adentrado no que há de melhor para seu coração, aí sim você pode cogitar abrir um extenso sorriso e dizer; estou pronta para amar a dois.

Tente outra vez. Fracasse outra vez. Fracasse melhor

Tente outra vez. Fracasse outra vez. Fracasse melhor

Às vezes a gente sonha, imagina um futuro, cria expectativas e, contrariamente ao que queríamos, a tudo que planejávamos, a vida nos leva por outros caminhos. Tempestades fortes, com rajadas de vento geladas, destroem tudo que construímos com enorme esforço. Como se não bastasse, o céu se abre, não para nos iluminar, mas para derrubar torrentes de água que parecem cair somente em nós, como se o universo buscasse de algum modo nos sufocar, transformando-nos em grandes silêncios contínuos de tristeza e desilusão.

A vida em sua extrema exuberância não nos permite compreendê-la e, assim, inevitavelmente sentiremos o peito esmagado pela angústia de não saber para que lugar estamos indo ou pior, não saber perfeitamente o que é o mundo em que vivemos. Com os fracassos que vamos adquirindo, a angústia muitas vezes se converte em tristeza e desesperança, de tal maneira que nosso coração fica tão seco e duro, que perdemos a capacidade de sentir e sonhar.

Desse modo, o viver se torna mecânico, o olhar cinza, os pés completamente presos ao chão. O sujeito sem alma e, por conseguinte, desanimado, perde a vontade de continuar a caminhar, com medo das novas tempestades que sabe que encontrará. Medo de tentar, de cair, de fracassar. Todavia, há outra maneira de viver, senão flertar com o fracasso? Há outro modo de viver, senão enfrentar “Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo infantil de ter pequenas coragens”?

Não há como viver sem estar disposto a enfrentar o mundo e inevitavelmente fracassar. Não há como sentir prazer, sem antes tropeçar na dor, não há como saber o que é alegria, sem conhecer a tristeza. A vida se equilibra em contrastes, o que de um lado traz medo e confusão, e de outro, cor, brilho, felicidades, pois são os contrastes que fazem emergir o novo, o inconcebível, o permanente.

Assim sendo, os fracassos são, antes de qualquer coisa, contrastes entre a doçura e o amargor, o conhecimento e a ignorância, a imensidão da dor e as lacunas de felicidades, a infinitude da vida e a finitude do homem, a secura de uma alma e a alegria da descoberta. Ser parado pelos fracassos é desistir de ser homem, de ser poeta, de ser sonhador e perder a dura, mas maravilhosa, capacidade de dobrar a realidade e dar ao mundo fantasia.

É bem verdade que por vezes as circunstâncias nos levam a querer desistir e a pensar que a melhor coisa é logo morrer para que o sofrimento dessa terra selvagem se estanque. Entretanto, essa é somente a escolha mais fácil, um fracasso último que não permite outros. Ora, mas o que somos nós senão o resultado dos fracassos que tivemos? O crescimento, a maturidade, as reinvenções, as epifanias, as maravilhosas loucuras, as belezas descobertas em lugares jamais imaginados, os caminhos desbravados que levaram às maiores alegrias. Tudo construído pelos fracassos, pelas novas rotas que nós fomos obrigados a tomar.

Fracassos são dolorosos, mas inerentes à vida e ao prazer. Sem eles não passamos de rabiscos inexpressivos, porque só cai quem está disposto a se jogar no reino dos mistérios, atravessar o vale da sombra da morte e encontrar o caminho de felicidade a que estamos destinados.

Samuel Beckett disse: “Não importa. Tente outra vez. Fracasse outra vez. Fracasse melhor”. Eu vos digo, os fracassos são quedas que nos levam às depressões e nos fazem querer chegar às montanhas, mas o alto da montanha não é o mais importante. O mais importante, o que realmente importa, é nunca parar de subir. É escorregar em uma rocha solta, cair e subir novamente. É perceber as belezas que passam em raros momentos de grandiosidade infinita entre a queda e o passo de dança, a depressão e a montanha, o real e a poesia, o homem e o divino e, sobretudo, entre o fracasso e o sucesso daqueles que tentam outra vez, fracassam outra vez e fracassam sempre melhor.

Vivo com pouca grana. Com pouco afeto, nem pagando.

Vivo com pouca grana. Com pouco afeto, nem pagando.

É assim. Aqui só entra com afeto. É favor deixá-lo à mão. Na cara, no gesto. Apresentá-lo de quando em vez, sem ser solicitado, também é bom. Não tem jeito. Sem afeto, aqui, nada feito.

Eu não topo grosseria, patada, grito, rispidez, azedume, desamor. É simples: vem com afeto ou nem precisa vir.

Faz assim. Quando me falar, fale com calma, decência, elegância. Ou não perca o seu tempo. Eu não vou ouvir. Juro. Discorde de mim, critique minhas ideias. Mas tenha a bondade de fazê-lo como gente. Falando. Não aos relinchos e coices.

Não grite na minha cara, não me faça grossura. Se não for possível, é só não falar comigo. Vem com delicadeza ou deixa pra lá.

Dia desses, fui falar sobre isso a uma mula completa, um ruminante orgulhoso, desses que compraram a verdade, e ele me perguntou: “quer dizer que você só aceita elogios?”

Não. Mas as mulas completas sempre entendem tudo completamente errado. Por burrice ou por maldade, superficializam toda questão e distorcem o que você diz. Fazer o quê?

Não adianta dizer que eu prefiro estar perto de gente educada, que não perde tempo com picuinha e conversa inútil, que quando precisa dizer o que pensa, mesmo que seja um insulto, o faz sem gritar ou se cala e se afasta.

Quem tem afeto por mim também tem a liberdade de me dizer o que pensa. E vice-versa. O carinho que eu tenho por você é do tamanho do meu direito de lhe dizer o que quero. Se não há afeto entre nós, não há sentido em perdermos um só segundo um com o outro.

Discussões não são disputas esportivas nem batalhas campais. Não há “vencedores” ou “derrotados” numa conversa. Há pessoas com opiniões diferentes, livres para expressá-las e defendê-las sem querer mudar a posição do outro. Se a minha opinião é diferente da sua, você não precisa me obrigar a pensar e agir como você. Muito menos precisa me ofender ou me odiar. E se não puder viver com isso, adeus.

Você me perdoe. Mas eu escolhi não me aproximar de gente por quem eu não possa sentir o mínimo de ternura. Preciso gostar de algum jeito até do sujeito que me vende café de manhã. Ou vou tomar café noutro lugar. Não é pedir demais, não. É cuidar bem do tempo que me foi dado na vida. Não admito rudeza, muito menos sem motivo.

Eu reconheço. Gente de pouco afeto não me interessa. Fico perto até a primeira chateação. Depois, só por obrigação e olhe lá. Passo longe. Não quero, não gosto. Não me faz bem. Vou embora. Só fico se for por gosto.

Viu a placa ali na porta? “Quem tá fora pode entrar, quem tá dentro não sai”.

Entra. Pode vir. Vem que é hora. Vem com tudo. Vem de jeito. Vem com gosto. Vem com fé. Vem. Traz suas coisas. Tem lugar. Vem de mala, vem de cuia. Vem que a casa é sua. Mas vem com afeto. Ou pode ficar por aí.

Se dizia introvertida, mas era só arrogante mesmo

Se dizia introvertida, mas era só arrogante mesmo

Sabe aquela pessoa que chega no lugar e já ganha a plateia, que fala com pessoas na fila do caixa, que sorri para estranhos na rua, que sente prazer ao falar em público, que arranja qualquer pretexto para dar uma festinha? Pois, não é dessa pessoa que eu estou falando. Essa gente falante e “mega extrovertida”, pode até ficar um pouquinho inconveniente em certas ocasiões; mas, na maior parte das vezes são seres inofensivos; algumas vezes são mesmo pessoas inseguras que escondem suas fragilidades por trás de toda essa barulheira.

A arrogância perigosa não costuma fazer muito barulho. Gente arrogante calcula o risco, mede palavras e estuda muito direitinho o gesto certo para cada situação. Arrogantes não se contentam com essa popularidade instantânea e volátil. Arrogantes são sugadores vorazes de energia, manipuladores de vontades alheias e grandes estrategistas.

Ninguém escapa de conhecer um punhado de gente arrogante durante a vida. Eles podem vir fantasiados de parceiros irresistíveis, dada sua aura de superioridade; podem estar camuflados na pele de colaboradores indispensáveis no ambiente de trabalho, já que parecem entender de tudo um pouco (mas, nada tanto assim, na verdade!); podem, inclusive, vestir a pele de melhor amigo, aquele que só dá as caras quando você está por baixo – claro, porque arrogantes não sobrevivem ao sucesso e alegria alheios, é demais para eles!

E às vezes a gente leva um bom tempinho para identificar um exemplar da espécie. Não raras vezes, nós caímos na besteira de confundi-los com os tímidos e os introvertidos. Ahhhh… mas não é mesma coisa! Não mesmo! De jeito nenhum! Gente introvertida é adorável, é mais receptiva ao sentimento do outro, é interessante. Os introvertidos apreciam ficar a sós, porque se sentem à vontade consigo mesmos, não porque se consideram superiores ao resto da humanidade.

Os arrogantes podem ser quietos como os introvertidos e os tímidos, a diferença é que essa quietude esconde a falta de habilidade dessas pessoas em interagir e coordenar diferentes pontos de vista. Um arrogante morre com uma dúvida parada na ponta da língua, mas nunca dará o braço a torcer para assumir que não sabe alguma coisa que você sabe. Podem chegar a evitar o convívio de determinados grupos, caso não sejam ali o centro das atenções. Assim, ficam escondidos por trás de uma nuvem falsa de mistério, quando na verdade estão apenas desdenhando a companhia de pessoas que, em sua opinião, são inferiores, menores e menos valorosas.

É claro que existe o arrogante modelo pavão! Aquele que gosta de aparecer, de fazer piadinhas com a sua desgraça e de dar showzinhos gratuitos de vaidade explícita. Mas esses têm esse utilíssimo alarme visual e sonoro! A gente bate o olho e saca que está diante de um poço de soberba. Basta ignorar que uma hora a criatura desiste de você e vai arranjar outro inocente para atormentar.

O perigo são os silenciosos mesmo! No silêncio de um arrogante moram armas letais, como o egocentrismo, a limitação sócio afetiva, a irritação contida e disfarçada de elaborado pensamento crítico, a personalidade manipuladora que se sustenta por meio de comportamentos repetitivos de “morde e assopra”. Essa gente não tem meio termo. Ou você as idolatra, para ter o seu precioso interesse, ou será tratado como algo descartável.

De verdade, a gente pode dar um jeito nisso! O melhor remédio para lidar com a arrogância é não alimentar o monstrinho. Caso você já tenha detectado alguns rostinhos em sua memória afetiva, enquanto lia esse texto, alerta máximo! Caia fora das malhas desse ser soberbo! Arrogantes não têm amigos, têm súditos. Disfarce, evite, suma do mapa, antes que de súdito você seja rebaixado a tapete!

Porque o amor também é dúvida

Porque o amor também é dúvida

Quantas vezes você já se perguntou o que faz do amor o amor? Quantas vezes você se questionou dos porquês dele despertar tamanha felicidade num momento e tristeza incontáveis no outro? A verdade que é não existe um padrão para essas perguntas, mas existe sim, para a sua surpresa, caminhos distintos para achá-los. Eu nunca quis sofrer por amor e, no entanto, sofri. Também não imaginava ser feliz no nele e já fui. Quem nunca? Quem? Será que estamos tão carentes a ponto de não percebermos o abismo emocional que nos lançamos paixão após paixão? Não é uma ciência exata. Nunca foi. O amor é um pulsar acima dessas suspeitas, mas nem por isso menos palpável para as nossas expectativas.

Relacionamentos não precisam ser carregados de promessas para serem mais reais. Aliás, desconfio dos amores que vivem rogando juras e outras sandices. Porque quando o sentimento é mútuo e o respeito faz morada, não há necessidades de tais gestos. O carinho simplesmente acontece, sabe? E nessa parceria emocional, a honestidade dos momentos compartilhados é toda a prova necessária para que o amor repouse, enfim. Nada de desculpas sobre o mundo está imerso no desamor. Nós é que estamos ausentes para com o amor. Escolhemos escancarar esses maldizeres sobre o outro na esperança de não precisarmos olhar para nós mesmos e contemplarmos nada menos que seres falhos e ainda preguiçosos no que diz respeito a amar. Afinal, quantas vezes você não escolheu apontar o dedo para a possível falta de amor no outro, simplesmente para valorizar o próprio? Ambos podem ser legítimos. Amor também é ponto de vista. Mais uma vez, não é uma ciência exata e, tampouco, uma janela disposta para qualquer um sair entrando e moldando como bem quiser.

Contudo, nada está perdido. Ainda podemos e devemos a aprender a caminhar e também reconhecer o amor como algo em construção. Não é preciso ser sólido e muito menos líquido. A forma e os pormenores do amor necessitam caber conforme cada coração estiver preparado e desarmado para ser diferente. Ser inteiro com outra pessoa é quando nos despimos das certezas do amor. Porque o amor também é dúvida, com ponto de interrogação, vírgula e, principalmente, reticências. Se fosse ponto de exclamação ou dois pontos, não seria amor, mas egoísmo. E de egoísmo, o amor já não pode sequer ser um parágrafo.

Os benefícios fantásticos do ‘silêncio’

Os benefícios fantásticos do ‘silêncio’

Por Stephanie Gomes

Poucas coisas são tão benéficas para a saúde mental como a prática do silêncio. Mas num mundo tão barulhento, agitado, com tantas coisas para fazer e pensar e distrações para todos os lados, o silêncio tornou-se uma joia rara.

É uma pena que tão poucas pessoas se disponham a experimentar e provar os benefícios que o silêncio pode oferecer para o bem-estar, para a energia interna, para o autoconhecimento, para a produtividade, para a paz interior e, principalmente, para a felicidade.

O silêncio tem o poder de transformar emoções, reações, estados mentais e pensamentos, mas são poucos os que acreditam que algo que “não diz nada” pode lhes ser útil. Acreditamos que é apenas através do pensamento e da fala que podemos encontrar solução para os nossos problemas, obter conhecimento e fazer bem a nós mesmos. É difícil para nós entendermos que o silêncio tem outra forma de falar, que não usa palavras nem precisa de som, mas diz muito.

Se você ainda não tentou usar o silêncio a seu favor, saiba que há muitas formas de aproveitá-lo. Meditação é uma delas, mas não é a única. Você pode apenas sentar-se em um local silencioso e confortável e deixar que apenas você e o silêncio existam naquele momento. Pode também, antes de dormir, dar-se alguns minutos para sentir o silêncio. Sempre que tiver a oportunidade de estar em um lugar silencioso, pode desfrutar do momento ali mesmo, esteja onde estiver.

Se não sentir os benefícios na primeira tentativa (é bem provável que não sinta), insista. O silêncio é uma prática, não um feitiço mágico que faz coisas acontecerem. Garanto que, com a prática, você vai conseguir perceber seus benefícios. Se ainda não está convencido, aí vão alguns fatos sobre o silêncio e coisas importantes que ele é capaz de fazer por você:

O silêncio ajuda a encontrar respostas

Principalmente quando você está com um monte de ideias embaralhadas na cabeça e nenhuma delas é a solução que você precisa. A mente em silêncio se acalma e se organiza, abrindo espaço para um pensamento mais consciente e sem influência de ansiedade, pressa e desespero. O silêncio não vai te dizer o que você precisa fazer, mas tirará da frente aquilo que está te deixando confuso, e você conseguirá ver as coisas com mais clareza.

O silêncio te leva a uma condição melhor para agir ou tomar decisões

Tomar decisões com a cabeça agitada não é uma boa ideia, seja a agitação causada por um motivo positivo (como empolgação) ou negativo (como medo). Estar em um estado mental que proporcione compreensão, visão, sensibilidade e clareza, sem grande influência de sentimentos momentâneos, é a melhor forma de pensar e agir quando há algo importante em jogo. Se você não estiver bem para tomar uma decisão, mas precisar tomá-la, use o silêncio para alterar o seu estado mental e entrar em um estado mais equilibrado.

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O silêncio faz você retornar ao seu estado normal quando está ansioso, agitado ou estressado

O silêncio alivia. Alivia o incômodo causado pelo barulho, pela a bagunça, pelos pensamentos insistentes e pelo cansaço resultante das energias negativas absorvidas. Alguns minutos de silêncio fazem você se reequilibrar, neutralizar a agitação, se desvencilhar das pressões e retornar ao seu estado natural de tranquilidade, o que permite que você recomece de onde parou e faça as coisas com mais calma e energia. É ótimo praticar o silêncio naqueles momentos de bloqueio, em que você perde toda a sua inspiração e começa a se sentir desesperado por isso. O silêncio te leva de volta para o seu estado de inspiração e as coisas voltam a fluir naturalmente.

Você precisa de silêncio

Mas não sabe disso porque aprendeu a (sobre)viver sem ele. Todo mundo precisa de um pouco de silêncio, porque todo mundo precisa acalmar a mente para continuar trabalhando, construindo a própria vida e se sentindo em paz. A partir do momento em que começar a ter o silêncio na sua vida, você não vai mais conseguir explicar como viveu tanto tempo sem ele.

O seu silêncio é só seu

E sendo só seu, não sofre influência alheia, o que consequentemente o torna um trabalho profundo de autoconhecimento. É uma outra forma de autoconhecer-se: silenciosa, porém profunda. Nem tudo o que se passa dentro de você precisa ser descrito com palavras, e é justamente nas coisas que não precisam de explicações verbais que o silêncio toca.

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Silêncio é serenidade e serenidade é paz

Não acredito em felicidade sem paz interior. Para mim, a paz interna é o ingrediente mais importante para a verdadeira felicidade. Quando está em paz, você está aberto para receber toda a alegria, a emoção, o amor, a positividade e tudo o que puder sentir de bom. Uma atitude interna serena é a forma mais simples de se colocar em paz, e não há caminho mais garantido para a serenidade do que o silêncio.

Fonte indicada:  Desassossegada

Simplifique-se

Simplifique-se
50 Years of the Mini, Goodwood Revival 2009

Outro dia eu estava voltando do mercado quando, em meio a um pequeno caos, percebi algo importantíssimo sobre mim: eu mesma me prejudico. Isso mesmo! Tenho a mania de tornar certas coisas mais difíceis.

Neste dia se tratava apenas das compras. A cena aconteceu no estacionamento do prédio onde moro. Fui tirar as sacolas do carro e, só quando estava com as mãos bem recheadas, fui abrir a porta para tirar meu filho. Larga tudo, pega a criança, pega tudo de novo. Chegamos à porta que dá acesso ao interior do prédio, quando me dei conta de que a chave estava na minha bolsa.

Controla o filho, larga tudo de novo, cata a chave (e não a encontra), volta para o carro (ainda de olho no filho), acha a chave, abre a porta, pega tudo de novo, chama o filho e entra no elevador. Repete tudo na porta do apartamento.

Cheguei em casa exausta e estressada, até com certa raiva de mim mesma. Teria sido tão mais fácil separar a chave, pegar o filho e buscar o carrinho de mercado que temos disponível no prédio para subir com as compras… Eu só teria que descer de elevador novamente para devolver o carrinho, mas teria valido a pena.

Naquela noite, comecei a refletir e notei que em vários momentos do meu dia, acabo dificultando algumas ações, simplesmente por agir sem planejar. Não foram poucas as discussões que tive com meu marido pelo simples fato de que vivo perdendo minhas chaves. Eu acabo encontrando em meio ao desespero, mas isso não faz bem.

E não precisaria acontecer se eu me habituasse a escolher um lugar para ela. E a chave é apenas um exemplo das mil coisas que eu acabo “perdendo” por me autossabotar. Assim, perco tempo (a maior preciosidade dos dias de hoje) procurando as coisas de que preciso. Isso sem falar no que acontece comigo em dia de chuva… Não sei se é pior sair do carro com ou sem sombrinha, só para ilustrar um pouco.

É tão difícil assumir e dividir essa ( como vou dizer… ) característica minha com os leitores… Porém, foi tão valioso aquele momento em que percebi o que estava acontecendo, que preciso compartilhar. Sempre me defini como uma pessoa “atrapalhada” porque é um jeito até bonitinho de aceitar a situação.

Mas, agora, ao invés de me conformar, vou tentar fazer algumas coisas de outro modo para ganhar ainda mais qualidade de vida. Sendo assim, vou me atrever a dar alguns conselhos, mas que fique bem claro: neste caso, faça o que eu digo, não o que eu faço! Prometo também tentar fazer o que eu digo daqui pra frente.

1) Não faça sua vida andar de ré. Descomplique. Facilite. Simplifique. Colabore consigo mesmo. Se não for você, quem fará isso por sua vida? Permita-se o prazer de desfrutar de dias mais tranquilos. Às vezes, pequenas atitudes conseguem transformar o dia.

2) Existem várias formas de encarar a mesma situação. Escolha a que vai te fazer menos mal.

3) Existem várias formas de se dizer a mesma coisa. Escolha a que vai ferir menos. Trate as pessoas como gostaria de ser tratado.

4) Existem várias verdades a respeito de um mesmo assunto. Escolha a sua e respeite a dos outros. Elas não têm que combinar.

5) Coloque-se no topo das prioridades. Não se trata de egoísmo. Trata-se de amor próprio. Cuide-se. Respeite-se. Ame-se.

6) Tente não se sabotar!

7) Deixe as mágoas do passado no passado. E não brigue com ele por causa disso. Tudo que aconteceu foi exatamente como tinha que ser. Faça as pazes com quem você foi. Faz parte de sua história. Perdoe-se pelo que tiver que perdoar e vire a página. Remoer uma mágoa é machucar-se duas vezes. Isso não faz nenhum sentido. Liberte-se!

8) Deixe as preocupações futuras no futuro. Sofrer por antecedência é sofrer duas vezes. Isso também não faz sentido. Desencane!

9) Somos donos apenas de nossas vidas. Somos os únicos responsáveis pela administração de nossa existência. Cabe a nós mesmo decidir o que nos afeta e o quanto. Decida com carinho. Saiba lidar com o que te faz mal o tempo suficiente para deixar passar.

10) Nossa vida é o que fazemos dela. É o que fazemos a respeito dos acontecimentos. É a maneira com a qual lidamos com os sentimentos que brotam. É nosso jeito de conviver com os outros e conosco.

Aproveite essa oportunidade! Invista seu tempo e seus esforços naquilo que vale a pena, naquilo que acrescenta. E seja feliz!

Familiares tóxicos: transtornos que podem causar

Familiares tóxicos: transtornos que podem causar

Talvez você se identifique com muitas das pessoas que tiveram de lidar com uma família tóxica porque os familiares tóxicos são mais comuns do que pensamos.

E, às vezes, não somos conscientes de que estamos submergidos em uma delas.

Esta é uma situação complicada, um tipo de toxicidade da qual não podemos escapar e que não podemos  evitar. Mas, você sabia que, as famílias tóxicas podem gerar ou provocar transtornos mentais?

Hoje nos aprofundaremos um pouco em todas essas coisas.

Famílias tóxicas e os problemas mentais

A família é muito importante, já que é nela que as crianças se educam e começam a adquirir certas habilidades para se comunicar com os demais e lidar com o mundo.

Por isso, não é difícil de acreditar que uma excessiva toxicidade pode provocar severos transtornos, se não houver equilíbrio e emoções saudáveis no ambiente familiar.

Existem muitos tipos de família, principalmente aquelas desestruturadas, com graves problemas de superproteção   e outras circunstâncias que podem afetar às crianças; estas famílias fazem com que estes, amanhã, sofram com psicopatologias cuja origem são desconhecidas até hoje.

É por isso que abordaremos algumas das relações mais interessantes e reais entre famílias tóxicas e seus problemas mentais: Vamos a eles!

1. O efeito Pigmalião e sua influência nas crianças

O efeito pigmalião é o papel que as crianças adotam por influência dos pais, ou seja, tudo o que o pai deseja ou teme para seus filhos acaba se convertendo em realidade.

Por isso, todo rótulo que colocamos em nossos filhos como “é preguiçoso”, “é mau caráter” pode provocar um grande impacto na criança no futuro.

A família não tem ideia do quanto as crianças se influenciam com isso. Não sabem que qualquer rótulo pode ser adotado posteriormente pelos pequenos. De alguma maneira contaminam sua conduta.

2. Amores que matam

Há uma frase que muitos pais ou famílias dizem a seus filhos: “ninguém vai amar você mais do que nós”. Se isso literalmente for levado ao pé da letra,  pode causar, ainda que não se sintam muito queridos no seu ambiente familiar, não se sentirão no direito de reclamar, porque “eles fizeram isso para o meu bem”.

O grande problema disso é que pode resultar em um grande silêncio ante situações extremas como maus tratos e abusos emocionais.

É importante saber que o amor da família pode não ser saudável e por isso devemos questioná-lo. A família não tem que ser boa só pelo fato de ser sua família: às vezes esta é muito tóxica.

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3. Pais superprotetores

A superproteção pode ocasionar problemas como a dependência emocionale as crianças terão uma luta contínua na sua fase adulta. Por isso é importante manter um equilíbrio e nunca chegar ao limite da superproteção.

Quer um filho inseguro? Quer uma pessoa que não tenha confiança em si mesma? A superproteção é o que origina esses graves problemas emocionais dos quais não será fácil sair. Tudo o que acontece na nossa infância nos marca.

4. Desejos e inseguranças projetadas

Quantas vezes em uma briga de casal tem se visto as crianças com medo? Apesar de não querer admitir, problemas conjugais, por vezes, nos afetam tanto que ignoramos que as crianças ou adolescentes estão chorando, isso realmente afeta a todos.

Além disso, muitas famílias sobrecarregam suas frustrações e inseguranças sobre eles, levando-os a ficar sob grande pressão, à qual não deveriam ter sido submetidos! Eles não são culpados pelos problemas dos mais velhos!

Todas essas situações familiares podem resultar em depressões, em transtornos da personalidade, em situações de dependência e muitas outras psicopatologias que ficam muito complicadas e duram por toda a vida adulta.

Você foi criado com familiares tóxicos ou tem uma família tóxica? Que problemas isso têm ocasionado a você? Não escolhemos a família, mas ao menos, podemos ser conscientes de como ela é, para evitar repetir a mesma história com nossos filhos.

Pensemos um pouco mais neles; nossos problemas não são maiores que os deles e nem estão à frente dos seus.

TEXTO ORIGINAL DE MELHOR COM SAÚDE

Como manter a calma na presença de pessoas que você não gosta?

Como manter a calma na presença de pessoas que você não gosta?

Por José Coelho

O que você sente quando se encontra na presença de uma pessoa de quem não gosta e de quem, às vezes, nem conhece assim tão bem?

Seja um colega de trabalho ou de faculdade, o seu chefe, ou até aquele alguém que passa à sua frente na fila do supermercado, ou que pertence a outro clube de futebol diferente do seu, ou partido político, ou simplesmente alguém que, só de olhar para a sua cara, o(a) faz não gostar dela.

Todos nós, ao longo da nossa vida, conhecemos pessoas com quem sentimos mais sintonia e outras que nem por isso. Por diversos motivos, até inexplicáveis, há pessoas com quem não temos mesmo qualquer afinidade e outras de quem não gostamos mesmo nada.

Seja como for, todos nós somos adultos e a melhor coisa a fazer quando estamos na presença dessas pessoas é permanecer calmo e lidar com a situação de melhor forma possível. O importante mesmo é não perder a cabeça.

“Calmo?” Não perder a cabeça? Pergunta você? É assim difícil?

Eu sei que é complicado porque nem sempre é possível darmos-nos bem com todas as pessoas que encontramos, pois cada um de nós tem a sua personalidade, umas mais vincadas que outras, mas o importante é NÃO GUARDAR RANCOR porque isso só vai acumular negatividade à sua vida.

Se você decidiu que não gosta de alguém porque essa pessoa veste casacos de pele e você é um grande apoiante da defesa dos animais, por exemplo, ou algo semelhante, sem, de facto, ter tido a oportunidade de conhecer verdadeiramente a pessoa de quem você assume que não gosta, porque não experimenta tomar a iniciativa de falar com ela? Isso mesmo, fale com ela! Inicie uma conversação com a pessoa que você diz não gostar, conheça também os seus gostos e pergunte-lhe porque motivo usa peles, por exemplo.

Falar com a pessoa de quem você não gosta mas que, na verdade, não conhece, pode ajudá-lo(a) a aperceber-se de que, se calhar, essa pessoa não é assim tão má como estava a pensar. Tente não julgar ninguém e se essa pessoa lhe disse algo que você achou impróprio ou ofensivo, espere um pouco, antes de responder ou de criticá-la, para pensar sobre o que a levou a formar essa opinião.

NÃO SE PRECIPITE A JULGÁ-LA NEM SEJA IMPULSIVO(A).

Pensar antes de falar é a chave para se manter calmo nestas situações.

Mas assim que sentir a cabeça mais leve pode expressar os seus pensamentos sem julgamento e sem raiva.

Defenda o seu ponto de vista.

Por vezes pode ser difícil distanciar-se dessa pessoa, especialmente se for alguém mais próximo de si no emprego, por exemplo, ou na escola, etc. Se puder evitar contacto com ela, faça-o, mas não de forma rude.

Evitar confrontos é o mais recomendável. mesmo que você seja forçado a interagir com essa pessoa. Não sinta culpa, porque afinal todos somos seres humanos. Todos temos emoções e, por vezes, mesmo quando não apreciamos estar na companhia de alguém que dizemos não gostar, nem nos apercebemos que a outra pessoa, afinal, até gosta de nós e de estar junto de nós.

Mas não tem mal nenhum, obviamente, de não gostar de alguém. Isto não significa que você seja uma má pessoa, claro. Se a outra pessoa entender as suas pistas, irá rapidamente aperceber-se dos seus sentimentos acerca dela e isso também não faz dela uma má pessoa.

Lembre-se sempre deste meu conselho: CABEÇA LIMPA, CABEÇA NO LUGAR.

TEXTO ORIGINAL DE Hoje Descobri, via Psicologias do Brasil

Não importa o quanto esteja doendo, nunca se esqueça o quão forte e incrível você é!

Não importa o quanto esteja doendo, nunca se esqueça o quão forte e incrível você é!

Eu sei que já o machucaram tanto e que você diz não acreditar mais no amor. Mas, deixa eu te falar uma coisa? Eu também sei que essa história de não acreditar no amor é só uma maneira de se defender e não criar expectativas.

Você não tem ideia do quanto esse seu sorriso meio tímido faz um coração disparar como uma atleta em plena corrida. Mulher, se você soubesse a personalidade fascinante que você tem e como é admirável ouvir você falar, não iria silenciar sua voz nunca. Se você soubesse como é ver seu sorriso – sim, eu falo de sorriso mais uma vez. Ele traz paz para o coração. Sério, saia dessa cama agora e vá se olhar no espelho. Sim, de pijama mesmo; sim, descabelada mesmo. Está vendo? Consegue ver a mulher incrível que você é? Agora pense por um segundo em tudo o que você já passou. Pronto? Consegue ver o quão forte você é? Eu espero que a resposta para todas essas perguntas seja um sim. Mulher, você não precisa de maquiagem para conquistar ninguém, não precisa de roupas caras e nem fingir gostar de tal música, ou ficar puxando assunto com quem vive colocando pontos finais quando conversa com você.

Preste atenção, porque você não precisa de alguém que cause mais feridas; preste atenção, porque você merece muito. Repare que você é mais forte do que pensa e pode conquistar o mundo com esse seu jeito doido de ser. Essa loucura é fascinante, a tua paixão por comida é engraçada e eu acho apaixonante a maneira como você devora um lanche. Sua simplicidade gera sorrisos e move corações. Essa sua mania de passar a mão no cabelo e de mexer as mãos enquanto fala, esse seu coração enorme que busca acolher o mundo, essa sua sensibilidade e empatia com o outro, tudo isso faz com que a sua alma bonita apareça e eu acho lindo essa sua preocupação com os outros. Eu acho mesmo bonito querer fazer a diferença em um mundo tão acomodado.

Eu sei, você está com medo e eu entendo. Mas, hoje, eu só queria dizer que você é linda. Eu só quero que saiba que você pode ir assim mesmo, não precisa fingir gostar de tal banda, não precisa mudar a cor do cabelo nem perder uns quilinhos. Eu só queria que você soubesse que é capaz de conseguir qualquer coisa, alcançar qualquer sonho e, se lhe disseram o contrário, estavam mentindo pra você. Vai, enche o seu peito de coragem e, se quiser alguém pra ir com você, escolha quem está pronto a aplaudir as suas vitórias, escolha quem está disposto a ser abrigo nas suas derrotas.

Mulher, eu só quero que você saiba que alguém vai gostar de encostar a cabeça no seu ombro e de sentir você passar a mão em seus cabelos. Alguém vai gostar do jeito que você abraça como quem não quer deixar escapar. Eu sei que esse lance de não se apegar é uma maneira de se defender, mas hoje eu só quero lhe dizer o quanto você é incrível, caso tenha se esquecido disso por um descuido qualquer, por uma palavra errada da pessoa errada, por uma crítica que deveria ter vindo como elogio, caso você tenha se esquecido da mulher forte e guerreira que é, por conta de alguém que sugou todas as suas forças, não sendo capaz de lhe abrigar nas tempestades. Não perca a fé, não perca a coragem, não desacredite do amor. Você fez o que fez por ser incrível e nunca se arrependa de ter oferecido a sua melhor versão para alguém.

Viver é um exercício de desapego

Viver é um exercício de desapego

A necessidade de praticarmos o desapego é uma daquelas coisas que todos sabemos ser preciso colocar em prática, mas pouco tentamos ou nem ousamos tentá-lo. Demoramos tanto a obter bens, a conquistar as pessoas, que acabamos nos prendendo emocionalmente a tudo o que pensamos ser nosso. Vã ilusão essa que nutrimos, a respeito de nosso suposto poder sobre o que está ao nosso redor. Nada é, como diz Caye, tudo está.

Existem pessoas que se prendem ao cargo que ocupam, sentindo-se proprietários de poder sobre aqueles que qualificam como subalternos. Do alto de sua pretensa superioridade, mandam e desmandam, ditando ordens, desmerecendo o trabalho do outro, numa atitude autoritária que denota tão somente fraqueza de caráter e insegurança emocional, pois quem é capaz e sabe disso lidera de forma natural e saudável.

Há aqueles que se acham donos da pessoa com quem mantêm um relacionamento amoroso, a ponto de controlar-lhe os passos exageradamente, cerceando-lhe a liberdade de escolha, o respirar pessoal, descaracterizando o companheiro em tudo o que é próprio de sua humanidade, em tudo o que na verdade deveriam valorizar. Não conseguem amar de verdade, pois nada enxergam além do próprio umbigo, perdendo a chance da entrega completa e visceral que renova a alma.

Certas pessoas apegam-se aos bens materiais de maneira doentia, tornando-se mesquinhas, egoístas, de forma a não tolerarem ver alguém utilizando algo que é seu. Possuem casas na praia inabitadas, mesmo no verão, livros empoeirados e nunca lidos, carros impecáveis que não levam ninguém a lugar algum, móveis suntuosos cobertos por lençóis, longe da poeira e do calor humano. São tão pobres, que a única coisa que têm é dinheiro.

Outros se tornam vítimas da própria ignorância, enclausurados que se encontram nas escuridões de ideias e de pontos de vista rançosos, que lhes impedem o avançar natural em meio ao novo que se descortina à nossa frente diariamente, ininterruptamente. Não mudam, não saem do lugar, não se abrem ao diálogo, não se despem de preconceitos e de julgamentos pré-concebidos e excludentes. Perdem toda e qualquer oportunidade de ampliar o espectro de suas visões, diminuindo as chances de assim encontrarem a felicidade.

Há quem viva no passado, negando-se a experenciar o presente e perdendo oportunidades de se preparar com segurança para o amanhã. Agarram-se ao tempo que já foi, à infância que acabou, ao amor que já não é, à juventude que se perdeu, ao amigo que saiu de suas vidas, sem ao menos se permitirem a descoberta do novo que se encontra bem ali ao lado, estendendo-lhes as mãos em vão, todos os dias.

Valorizarmos nossas conquistas e as pessoas que se encontram junto de nós não significa, como muitos tendem a pensar, manter tudo isso numa redoma intocável, na ânsia de preservarmos o que pensamos ser nosso de maneira incólume à passagem do tempo, ao curso da vida. Não controlaremos as ocorrências a que estamos sujeitos, tampouco o que acontecerá com as pessoas e os bens à nossa volta, mesmo que queiramos. É utopia.

Porque a vida tem que seguir, o tempo tem de passar, as coisas têm de acabar, as pessoas têm de partir, assim como nós também um dia partiremos, deixando para trás tudo o que tanto prezávamos. Tudo passa, tudo começa e termina, menos o amor – o amor eterniza tudo o que em nós for humano, for verdadeiro, for invisível aos olhos, porém essencial à beleza mágica de que se constitui o ritmo da vida.

Feito é melhor que perfeito

Feito é melhor que perfeito

Deixe para trás a ideia de que é preciso condições ideais para colocar seus planos em prática. O caminho é se colocar em movimento

Paula Abreu

Se tem alguma coisa na sua vida que está empacada ou paralisada só porque você se considera perfeccionista, chegou a hora de desempacar e seguir. E a melhor forma de eu ajudá-lo com isso é mostrando que o perfeccionismo que paralisa é, na verdade, uma grande mentira. Deixa eu explicar por quê: só é concebível atingir a perfeição (isso quando ela é possível) de um jeito. Aperfeiçoando algo que já foi feito. Assim, você pode ter o melhor plano, mas, quando o coloca em prática, é certo: imprevistos acontecem, pessoas deixam você na mão, o tempo muda, a companhia aérea perde a sua mala. Nenhum plano sobrevive ao campo de batalha. Mas, se a perfeição só é possível quando a gente se coloca em movimento, então o que exatamente paralisa você, que se considera perfeccionista? O grande vilão na vida do perfeccionista é o pensamento de que “ainda não se está pronto”.

Você deve conhecer, não é? É aquela sensação permanente de que ainda falta aprender mais alguma coisa, ler só mais um livro, fazer mais uma certificação, terminar aquela pós, um último treinamento. Se começar agora, não estando pronto, com certeza vai dar tudo errado…

Vou tranquilizá-lo contando um segredo: você nunca estará pronto. E, bem, isso não é tão assustador assim. Você não estava pronto quando nasceu: não tinha dentes, não sabia falar, seu cérebro ainda não estava 100% desenvolvido, assim como uma série de órgãos e funções no seu corpo. Você só nasceu porque simplesmente não tinha mais espaço dentro da barriga da sua mãe para continuar se desenvolvendo por lá.

Do mesmo jeito, haverá tarefas e desa os que você vai ter que se dar permissão para fazer mesmo se não estiver pronto, simplesmente porque chegou a hora, e o lugar confortável e quentinho onde você estava se tornou pequeno e é preciso continuar se desenvolvendo. Ou porque, para ter aquela coisa que você deseja muito, é indispensável seguir em frente mesmo que não se sinta totalmente preparado para isso.

Em 2008, recebi uma ligação do Fórum durante a tarde. Eu estava no meio de um processo de adoção e a assistente social me ligou para saber se eu queria conhecer uma criança de menos de 1 mês de vida. Eu tinha sido habilitada para adotar apenas 15 dias antes e, na ocasião, a mesma assistente social me alertou que o tempo médio de espera por aquela ligação seria de dois anos e meio. Só que não foi isso o que aconteceu. Não, eu definitivamente não estava preparada para adotar um bebê de 20 dias. Mas eu queria muito adotar meu filho. Então eu peguei um táxi e fui ao Fórum. Aparentemente, minha falta de preparo com bebês recém-nascidos não foi fatal porque meu filho sobreviveu. (Tudo bem que ele ficou uma semana sem cortar as unhas dos pés porque eu não sabia que tinha que cortar!).

O autor Paul Arden diz que “a pessoa que não comete erros provavelmente nunca vai fazer nada”. Então coloque-se em movimento. Erre, aperfeiçoe, erre mais e aperfeiçoe até ficar feliz com o resultado. Depois lave, enxágue e repita.

PAULA ABREU é coach e autora do livro Escolha Sua Vida (Sextante). Seu site é escolhasuavida.com.br.

Fonte: Vida Simples

Como identificar e se afastar de amizades tóxicas

Como identificar e se afastar de amizades tóxicas

Os seres humanos são sociáveis por natureza e isso explica por que as amizades são uma parte tão importante de nossas vidas.

Seja para passar alguns momentos agradáveis, para compartilhar segredos ou apenas ter companhia, contar com um amigo nos dá um equilíbrio emocional que, em algumas ocasiões, outras pessoas não podem nos oferecer.

No entanto, muitas vezes entram em nossas vidas pessoas com atitudes tóxicas que alteram o nosso entorno e as nossas emoções, gerando um caos que muitas vezes pensamos não ter explicação.

A verdade é que são amizades muito influentes, cujas atitudes nos desgastam de alguma forma, limitando o que queremos fazer ou gerando sentimentos negativos como o estresse, a angústia e a depressão.

Saber quando uma pessoa não influencia nossa vida de forma positiva e tratar de afastar-se dela é uma forma de manter o nosso equilíbrio emocional. A seguir iremos ajudar a identificar estas amizades tóxicas.

Amizades tóxicas passivo-agressivas

Este tipo de pessoa nunca está feliz com nada. Não tem a capacidade de dizê-lo de forma direta, sempre falando as coisas com rodeios, indiretas ou insinuações.

Elas costumam permanecer caladas e com atitudes estranhas para que o resto das pessoas se desgaste em averiguar o que está acontecendo.

É preciso ter muito cuidado com as pessoas passivo-agressivas, porque costumam se irritar com facilidade, ainda que não expressem isso.

Em algumas ocasiões o seu “mal-estar” se acumula e, no final das contas, elas acabam tendo uma atitude agressiva que pode acabar muito mal.

As competitivas

As amizades competitivas sempre querem estar na sua frente. Se você contar a elas que recebeu uma oferta de emprego única, ela contará que tem algo ainda melhor; se você comentar que algo está doendo, ela responderá que bem na noite anterior teve uma dor pior ou similar.

Estas companhias esperam o momento para vê-lo cair e assim se sentirem superiores. Estão acostumadas a criticar suas amizades pelas costas, em especial as que são tudo o que elas não conseguem ser: com mais confiança em si mesmas, cheias de vitalidade e com o carinho sincero de outras pessoas.

As dramáticas

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Uma coisa é que os amigos se apoiem nos maus momentos e outra muito diferente é que tenham que suportar sempre uma grande quantidade de dramas que não podem ser solucionados.

Estas amizades dramáticas usam os outros como terapeutas, mas quase nunca se deixam ajudar. Todo o tempo elas descarregam seus medos e inseguranças, mas não são capazes de receber conselhos e até podem se sentir incomodadas.

Não importa se o seu amigo também estiver passando por um mau momento, pois o seu é o pior e o primeiro.

Podem chegar a ser tão intensas que, no final das contas, deixam o outro exausto, preocupado ou estressado. O pior é que muitos se desgastam com sábios conselhos para pessoas que sempre encontrarão um “mas” para não colocá-los em prática.

As amarguradas

Sempre andam se queixando porque as coisas vão mal, mas também encontram problemas na vida quando tudo parece ir bem.

A queixa é um hábito e por isso, na maior parte das vezes, as amizades amarguradas estão irritadas com coisas pequenas que não mereceriam tanta atenção.

Em geral são pessoas que não confiam em si mesmas, têm pouca autoestima, e não gostam de ver os outros felizes.

As manipuladoras

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Cuidado com o seu excesso de amabilidade! As pessoas manipuladores costumam tirar proveito daquelas pessoas que preferem evitar confrontos, que fazem favores com facilidade e que poucas vezes dizem “não”.

Sempre querem “se dar bem” e por isso tentam manter o controle através da raiva, da tristeza ou da vergonha.

As invejosas

Tenha cuidado com estas! As amizades invejosas nunca têm nada de positivo para as outras pessoas. Ficam com raiva se algo bom acontece para os outros, se eles se sobressaem ou se têm uma boa sorte repentina.

Elas nunca reconhecerão que os outros obtiveram sucesso por seus próprios méritos, e sempre irão procurar maneiras de desvalorizar a conquista de cada um.

São pessoas hipócritas que não gostam de ver a alegria dos outros e querem sempre contagiar a sua negatividade no dia a dia de todos.

Afaste-se pouco a pouco!

Você se identificou com alguma destas pessoas? Se sim, talvez você deva começar a mudar a sua atitude diante desta pessoa tóxica ou se distanciar para que ela não possa mais influenciar a sua vida.

Coisas tão simples como “dizer não” quando for necessário, estabelecer limites de confiança e cortar as conversas negativas podem ajudar a manter afastada esta negatividade.

No entanto, se nada disso funcionar e a pessoa parece não mudar, você deve simplesmente virar esta página e tratar se ocupar com aquelas pessoas que oferecem coisas boas à sua vida.

Deixe de trocar mensagens com elas, diga que está ocupado ou busque qualquer desculpa até que elas entendam que você não quer mais contato.

O que se diz por aí é a mais pura realidade: quando você se afasta das pessoas tóxicas, até a sua saúde melhora.

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