Cabe a cada um de nós

Cabe a cada um de nós

Uma coisa que sempre me intrigou, é como as pessoas reagem, como as pessoas funcionam quando não estão sendo olhadas, quando estão sozinhas. Nós, seres humanos, somos criaturas complicadas, complexas e por isso mesmo, nem sempre somos tão coerentes, mesmo sem nos darmos conta disso.

Explico melhor. Quero dizer que muitas das vezes, pensamos de uma forma, temos uma opinião bem fundamentada no campo das ideias, mas quando chega o momento de colocá-las em ação, colocá-las de fato em prática, deixamos a desejar.

Não se engane, isso acontece com os melhores de nós em algum momento das nossas vidas. Mas, uma vez que nos damos conta disso, é importante tentar coordenar de forma mais saudável aquilo que pensamos com aquilo que fazemos, buscar aquela famosa coerência que sempre perseguimos, o abismo que é desejar ser uma pessoa melhor e de fato sê-la. Mas é um caminho que cada um de nós deve trilhar, um caminho que é feito sozinho, afinal ninguém poderá fazê-lo pela gente.

Eu sei que isso não é tarefa fácil, apesar de ser simples. É simples, porque é possível colocar em prática, se nós quisermos e estivermos comprometidos, sempre é possível mudar. Mas esse processo é difícil, porque qualquer processo de mudança requer esforço e fazer uma mudança de hábitos, substituir um hábito negativo por um positivo, leva tempo, é uma maratona e não uma corrida.

Infelizmente, nem todas as pessoas estão interessadas ou querem de fato efetuar uma mudança substancial em suas vidas. Tem gente que pensa que está bem como está e não vê necessidade disso. Outras acham que os outros que devem se adequar a ela, ao seu temperamento e entender que elas são assim mesmo.

Sinceramente, qualquer coisa que funcione pra você. Porque esse tipo de decisão e responsabilidade de assumir o preço das suas próprias escolhas, sejam boas ou ruins, faz parte do processo de amadurecimento.

Crescer, não é só ficar grande, trabalhar, dirigir, morar sozinho e acordar a hora que quiser. Acredito que começamos a nos tornar realmente adultos quando começamos a assumir a responsabilidade dos nossos atos, do que a gente faz ou deixa de fazer e aceita os resultados com tranquilidade das nossas escolhas.

Ser adulto é assumir compromissos consigo mesmo e com os outros, é controlar as rédeas da própria vida e compreender que se há algo errado, cabe apenas a nós mudarmos. É parar de inventar desculpas pra si mesmo e para os outros, é parar de se colocar sempre como vítima da situação, o pobre coitado e aceitar a sua parcela de responsabilidade no processo.

Afinal, a colheita sempre vai ser proporcional e coerente ao plantio, ao que você dissemina por aí. E ela é sim o termômetro importante, porque se achamos que estamos fazendo tudo certo, mas as coisas continuam a dar errado uma atrás da outra, sem dúvida estamos fazendo algo errado também.

A vida não erra e traz de volta pra gente o que colocamos no mundo, a mesma energia, o que a gente faz e o que desejamos para o outro. Eu sei que tem gente que não pensa sim e tudo bem também.

Mas acho no mínimo ingênuo centralizar as coisas em si mesmo e achar que se algo está errado, o problema é do mundo, é do outro, do vizinho, do amigo, do namorado, mas menos seu. Tá todo mundo errado e só a gente que tá certo? Tá rolando um complô da humanidade contra gente, uma perseguição cármica?

Não acho que a vida funciona assim, dessa forma injusta, punitiva, parcial. Não mesmo. Eu sempre acho que as coisas que acontecem são para o meu benefício, meu aprendizado, mesmo que eu não goste ou, sejam difíceis.

Às vezes, até demais da conta do suportável. Já fui testada mais vezes do que gostaria de contar, já passei por situações que pensei que não conseguiria sobrepô-las, que não conseguiria seguir em frente.

Mas por mais doessem e algumas doeram demais, mantive esse pensamento em mente, que tudo acontece para o meu bem, que não há nenhuma conspiração cósmica contra mim e ninguém querendo me derrubar.

Às vezes, a vida é mais difícil mesmo e temos que criar mecanismos de defesa, ferramentas para conseguir administrar essas situações de uma forma melhor quando se apresentam.

Senão, ficamos presos no lugar de vítimas, correndo atrás do próprio rabo e não achamos culpados nessa busca improdutiva.

Devemos sim, procurar um espelho, porque quando tomamos as rédeas da situação, vemos que cabe apenas a cada um de nós mudarmos o que dá pra ser mudado, aceitar o que não podemos controlar e sabermos interpretar a diferença entre um e outro.

No mais, só nos resta seguir.

19 gírias antigas que precisam voltar pra boca do povo urgentemente

19 gírias antigas que precisam voltar pra boca do povo urgentemente

Hoje nós vamos tomar uns birinaits do balacobaco. Putz grila!!!

Perguntamos no Facebook de quais gírias antigas as pessoas mais gostam. Separamos as melhores no intuito de botar todas elas de volta em circulação.

1. Pra uma coisa muito boa, as pessoas diziam.

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2. Pensa numa imagem extremamente muito antiga.

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Se uma arca já é algo muito velho, imagine só o quanto é velho o arco de uma velha!!!

3. Quando queriam dizer que um cara era bonitão, as pessoas falavam…

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4. Antes do “porra” ou do “caralho” existiu o bom e velho…

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5. E antes do “foda, isso aí”, a gente falava:

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6. Pra falar de coisas muito, mas muito legais, a galerinha usava:

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7. Sabe quando você tinha que improvisar algo ou fazer uma gambiarra?

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A expressão ficou muito popular com o personagem Sambarilove, da “Escolinha do Professor Raimundo”.

8. Quando você tinha esperança de um dia entender uma coisa, pensava…

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9. Pra dar 100% de certeza que uma coisa é muito óbvia as pessoas diziam:

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10. Sabe uma ideia completamente errada que alguém te deu?

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11. Tomar uma bebidinha no fim do dia também podia ser chamada de:

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12. Em vez de mandar alguém à merda, as pessoas gritavam o seguinte:

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13. Sabe aquela pessoa que não fica um minuto sem conversar? Ela era a pessoa que…

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14. Quando uma coisa não custa nada é assim.

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Isso porque entre 1918 e 1935 a moeda de 100 réis valia um tostão no Brasil. E um tostão furado nunca valeu é nada.

15. Um dia um sujeito muito, mas muito burocrático, também foi chamado assim.

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16. Um negócio muito, mas muito sem graça era…

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17. A boa e velha pinga também podia ser chamada assim:

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18. Quem entrava no meio da conversa e queria entender tudo, dar opinião ou polemizar era o tipico.

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19. Você podia pedir para a pessoa repetir alguma coisa usando a seguinte expressão.

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Fonte: Buzzfeed

A raiva pode ser o disfarce de uma tristeza que não conseguimos suportar

A raiva pode ser o disfarce de uma tristeza que não conseguimos suportar

Há limites e limites. Quantas vezes não chegamos à nossa capacidade máxima de suportar um mau trato, uma indiferença, uma agressão velada? Quantas vezes já chegamos à situação de não ter mais absolutamente nada para dar e, mesmo assim, nos deparamos com o outro a esperar de nós mais uma prova, outra necessidade a ser suprida, outra urgência que não pode esperar?

Ahhhh… sim, e a culpa é inteiramente nossa, caso não tenhamos a capacidade de colocar pontos finais onde já não cabem mais “pingos nos is”. A questão é que chega uma hora em que, ainda que não sejamos capazes de encerrar os ciclos, as nossas fontes de energia vão acabar se esgotando. E, ainda que sejamos teimosos o suficiente para continuar funcionando no “stand by”, uma hora ou outra a gente vai ficar tão seco, tão vazio que não haverá mais jeito de deixar pra lá.

Tristezas não reconhecidas vão deixando a gente com pequenas sequelas afetivas que acabam por aflorar no corpo, a fim de que não tenhamos mais como ignorá-las. Os músculos ficam tensos, a respiração perde o compasso, os batimentos cardíacos ficam alterados. E essas reações físicas atingem os nossos pensamentos em cheio, fazendo-nos ficar em estado de alerta. A nossa incapacidade de estabelecer linhas de limitação aos abusos vai criando por debaixo das inúmeras camadas de insatisfação, abandono e tristeza um sentimento de raiva.

A raiva é aquela coceira insuportável num ponto das costas que a gente não alcança. A raiva é aquele amargor no peito que precisa vazar para fora de alguma forma, antes de nos envenenar. A raiva deixa a gente fora do eixo; tudo irrita além do normal; nada parece satisfazer. A raiva mina a alegria, rouba o prazer das pequenas, médias e grandes coisas. A raiva azeda a vida.

Quando estamos encharcados de raiva, sentimos alguns poderes momentâneos; somos acometidos por inesperados rompantes de coragem e alguns pensamentos perpassam por nossas mentes, fazendo-nos crer que realmente não dá mais, que já deu, que não é possível adiar uma atitude. Só que a raiva é fogo de palha. No fim, a gente acaba rosnando, mas não arranja força para largar aquele osso que até já se esfarelou entre os nossos dentes cerrados de rancor.

Inúmeras vezes ficamos “raivosos” por não sermos hábeis o suficiente para interpretar uma tristeza. Outras vezes, esse comportamento irritadiço e impaciente pode estar servindo de máscara para uma tremenda insegurança em nossa própria força para mudar o que não nos serve mais. Ainda, em outras circunstâncias, é a culpa que nos faz eriçar os pelos e cobrir as feridas com espinhos de proteção.

A agressividade, em incontáveis casos, é apenas o disfarce para um esgotamento emocional. A gente precisa arranjar um jeito de aprender a reconhecer que fragilidade e fraqueza não são a mesma coisa. A gente precisa descobrir uma forma de se perdoar por não ter mais o que ofertar. A gente precisa respirar num ritmo possível e parar de arrancar a casquinha de um ferimento que vem lutando há muito tempo para cicatrizar.

Que hoje seja esse dia! O dia em que nos foi destinada a libertação de tudo o quanto nos faça ser alguém que não conseguimos mais reconhecer. Que hoje, ao deitarmos nossas cansadas cabecinhas no travesseiro sejamos capazes de tomar a corajosa decisão de cortar fora o que nos fere, sem mágoa, sem rancor, sem medo de ficar a sós com a nossa misteriosa e própria pessoa. Que hoje a nossa tristeza seja permitida para que possa, enfim, ter a chance de ser compreendida, apaziguada e começar a ser curada.

A “pessoa certa” não vem com uma plaquinha escrita: Ei, sou eu!

A “pessoa certa” não vem com uma plaquinha escrita: Ei, sou eu!

Esse lance da tal pessoa certa é complicado, muita gente confunde certo com perfeito, muita gente confunde certo com ideal e, como consequência, acaba se frustrando, porque não encontra “ninguém”.

Primeiro você precisa parar de se cegar com as suas idealizações, e isso não tem nada a ver com aceitar qualquer coisa. Isso tem a ver com apreciar o novo.

Isso está mais para “permita-se afinal”: o novo é bonito e não assustador como parece. Acredite, alguns acham que o amor é uma poltrona confortável na qual você senta e assiste tudo acontecer de camarote, como quem não precisa dar um passo à frente. Outros acham que o amor é um campo de batalhas no qual quem ganha é sempre quem demonstra menos. A tal da lei do desapego.

Repare bem em quem elogia o teu sorriso mais sincero, em quem aplaude as tuas conquistas. Repare em quem te quer bem, em quem se alegra com a tua companhia e faz questão da sua presença. Veja bem quem quer estar ao seu lado e faz questão de sempre estar por perto. Não deixe de notar quem se importa com os seus sentimentos e com os seus problemas.

Repare em quem arruma um tempo pra te dizer “oi” em quem te liga pra saber se você está bem. Repare em quem confia em você e se oferece como apoio quando tudo parece não ir bem. Repare em quem acha bonito o teu jeito desorganizado, repara em quem está disposto a te segurar, caso você tropece. Em quem te olha como quem quer despir tua alma, em quem quer te conquistar com as pequenas coisas.

Repare em quem demonstra amor nos pequenos detalhes. Repare em quem gosta do teu cabelo e do teu jeito bagunçado de ser. Repare em quem ri das tuas graças sem graças, em quem te procura não porque postou uma foto bonita, mas porque sentiu saudade. Então, o “certo” pode estar aí, naquilo que vem desconcertado, naquilo que vem desajeitado procurando uma oportunidade de se ajeitar. Naquilo que você não consegue ver por estar com os olhos tapados, por olhar demais para trás e não conseguir olhar para o que está bem a sua frente.

Veja bem quem se interessa por você, quem arruma tempo pra um papo qualquer mesmo que o assunto pareça não andar. Veja quem arruma um jeito e não desculpas, quem traz flores e não espinhos. Repare em quem gosta de você do jeito que você é. Em quem se amarra no seu desarrumado.

Repare bem em quem te incentiva a ser melhor, em quem te apoia e te ajuda, repara bem porque o amor pode estar aí disfarçado de amizade, tentando se esconder de um “não”, tentando não parecer um bobo apaixonado. Repare bem porque a pessoa certa não vem com uma plaquinha escrita: “Ei, sou eu!”. Ela vem com um coração disposto a te amar. Disposto a transbordar.

10 Filmes para conhecer o cinema iraniano

10 Filmes para conhecer o cinema iraniano

Fuja do óbvio e conheça alguns filmes que vão mudar a forma como você vê o mundo

O cinema iraniano guarda algumas das maiores pérolas do cinema internacional. Marcada por temas aparentemente intimistas, como a infância, a família ou a arte, a filmografia de diretores como Jafar Panahi, Asghar Farhadi e Abbas Kiarostami carrega um peso político muito forte e tem conseguido vencer barreiras e expandir seu discurso para muito além das fronteiras do Irã.

Conheça melhor esse cinema a partir de 10 títulos e apaixone-se:

O Balão Branco (1995)

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Um dos cineastas iranianos mais respeitados (e polêmicos) da atualidade é Jafar Panahi, autor também de “Isto Não É Um Filme” e “O Círculo”. “O Balão Branco”, seu primeiro longa, foi escrito ao lado de Abbas Kiarostami e conta a história de uma menina que deseja um peixinho dourado de Ano Novo, mas perde o dinheiro no caminho para a loja.

Filhos do Paraíso (1997)

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Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, “Filhos do Paraíso” também aposta na inocência infantil para mostrar a situação econômica e política do país. No filme, um menino perde os sapatos de sua irmã mais nova e, para resolver a situação, decide dividir com ela seu único par.

Gosto de Cereja (1997)

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Abbas Kiarostami foi um dos principais responsáveis por popularizar o cinema iraniano no mercado internacional. “Gosto de Cereja”, seu nono longa-metragem de ficção, venceu a Palma de Ouro com a história de um homem que dirige seu caminhão em busca de alguém que o enterre sob uma cerejeira depois que ele cometer suicídio.

O caminho de Kandahar (2001)

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Uma jornalista afegã que mora no Canadá desde criança decide voltar ao país ao descobrir que sua irmã está querendo se suicidar. Lá, ela se junta a um grupo de refugiados e cruza o deserto, tomando consciência da devastação causada pelo Talibã enquanto procura pela irmã.

À Procura de Elly (2009)

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Outro nome recorrente quando se pensa no cinema iraniano é Asghar Farhadi, diretor de “A Separação” e “O Passado”. Em “À Procura de Elly”, um grupo de amigos decide passar um fim de semana à beira da praia e Sepideh (Golshifteh Farahani) convida Elly (Taraneh Alidoosti), professora de sua filha, para acompanhá-los. Depois de algum tempo, Elly desaparece sem deixar vestígios.

No One Knows About Persian Cats (2009)

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Dois compositores iranianos decidem montar uma banda underground no Irã, mas logo o projeto se torna um pesadelo. Diante das barreiras impostas pelas autoridades, os jovens decidem mudar de foco e investir num show em Londres – e nos passaportes que os permitirão deixar o país.

Cópia Fiel (2010)

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Juliette Binoche é a estrela deste drama cheio de sarcasmo escrito e dirigido por Kiarostami. Ela interpreta uma francesa que visita a palestra de um inglês, na Itália. Ela e o palestrante passam um dia inteiro juntos discutindo os conceitos de original e cópia, enquanto encenam suas próprias vidas

A Separação (2011)

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Único vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro pelo Irã, até agora, “A Separação” é ao mesmo tempo uma aula e um desafio de ética e moral. Um casal enfrenta a iminência da separação porque precisam seguir caminhos diferentes: ela quer sair do país para garantir uma educação melhor para a filha, enquanto ele quer ficar para cuidar do pai doente. Para complicar ainda mais, o marido é o único capaz de realizar a separação, e ele não está disposto a ceder.

Circumstance (2011)

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Apesar de haver muitas protagonistas mulheres no cinema iraniano, poucas são as diretoras nascidas ali. Uma delas é Maryam Keshavarz, que ganhou destaque com o drama “Circumstance” em 2011. O filme conta a história de dois irmãos – uma menina e um menino, que seguem caminhos opostos na adolescência. Enquanto ela explora a juventude com sexo, drogas e festas ao lado de sua melhor amiga, ele retorna da reabilitação com uma obsessão destrutiva.

Táxi Teerã (2015)

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Depois de ser preso e proibido pelo governo iraniano de fazer filmes (por apoiar um candidato oposicionista), Jafar Panahi decidiu burlar as regras e filmar secretamente. Disfarçado de taxista, o diretor recebeu moradores comuns de Teerã em seu carro e filmou discussões sobre o cotidiano e a política do país. O filme ganhou o Urso de Ouro em Berlim.

Aos desastrados, com carinho!

Aos desastrados, com carinho!

O desastrado, geralmente é um distraído, esquece dos perigos, vai andando quase sem destino, entra no universo paralelo do imaginar e só cai em si quando de repente tropeça numa pedra no caminho, tropeço que parece ter sido uma intencional rasteira de deus, querendo avisar ‘não voe tão longe, meu amigo! Você ainda tem coisas para fazer neste mundo!’

Nas mãos do desastrado tanta coisa vai saindo tortamente acertada, inesperadamente cômica, assustadoramente criativa e boa.

O glorioso deslize de derrubar café na camiseta branca daquele cara mal humoradamente mala, quem mais teria coragem?

A magia de quebrar o gelo e sacar gargalhadas enrustidas naquelas pessoas perfeitas como a rainha da Inglaterra, preocupadas como os despertadores, sérias como os guarda-roupas de mogno maciço, o desastrado instintivamente sabe.

Ele chega com a calça clara e senta numa mureta suja, esquece de tirar a etiqueta do suéter novo, fala aquela frase sem noção no meio de uma convenção, ele troca os nomes, envia mensagem errada pra pessoa mais errada ainda, tenta consertar e quanto mais mexe mais fede. Ele perde o senso do belo, do coerente, do ajustado, do permitido.

O desastrado derruba a taça de vinho, estilhaça a xícara de porcelana, coloca sal no suco, ele é craque em sair por aí tentando arrumar os seus pequenos delitos, limpando os cantos, recolhendo os cacos, deve ser por isso que apesar de tanto descompasso, ele sabe como ninguém como remendar corações despedaçados.

Deve ser porque o coração dele sempre se estilhaça ao criar desencanto nos olhares que procuram perfeição. O desastrado já sabe bem se recolher, secar as próprias lágrimas, tirar as manchas de mágoa, descartar o que não tem mais conserto, remendar o que ainda dá jeito.

O desastrado segue, numa nova versão de si mesmo, ou numa antiga reformulada, com um tênis velho furado, um batom meio desacertado, um silêncio desajeitado… e o peito inflado de sonhos.

O desastrado transforma as catástrofes da vida numa cena de circo. E às vezes, como ele se pune, coitado! Fica sempre tentando tomar mais cuidado, mas quando menos espera se distrai de novo e troca as bolas, derruba as verdades, quebra as ilusões.

O desastrado é apenas uma alma grande, expansiva, volumosa, arredia dentro de um corpo restrito e limitado. A alma não cabe, por isso se esparrama, se derrama e inunda tudo e todos que estiverem ao lado.

Belo é o desastrado.

Muita gente falando me dá vontade de ouvir passarinho

Muita gente falando me dá vontade de ouvir passarinho

E de repente um passarinho invade uma sala de aula, um banco, um escritório ou outro canto aqui embaixo onde pessoas no modo automático se entregam a seus afazeres mundanos. É um bichinho sem charme e sem graça, um pardalzinho banal, mas vai fazer por nós algo que jamais lhe poderemos retribuir.

Inesperado e audacioso, o passarinho sobrevoa nossas cabeças pesadas de preocupação, nossos passos arrastados, nossas tarefas rasteiras e obrigações mesquinhas, nossa vidinha grudada no chão e nos faz livres, alforriados, empinando o olhar para o alto feito pipas.

Ele conseguiu. Sem mais, desmontou a ordem fria das coisas, bagunçou o mundo, desacorçoou a rotina. Por longos e inesquecíveis segundos, um mero passarinho vai encerrar a tirania da vida prática, implodir a torre de pedra, quebrar o silêncio e as correntes de nossa obediência cega.

contioutra.com - Muita gente falando me dá vontade de ouvir passarinhoAli, olhando os voos circulares e fugidios do pássaro, nos salvamos uns aos outros do tédio e do ódio. Já não somos seres apáticos e perdidos, dormindo o sono nervoso de nosso trabalho escravo. Somos criaturas que voam, despertas pela sanha de um passarinho livre e libertário.

Minha bisavó me disse um dia que todo cão vira-lata quando morre vira um pardalzinnho e vai fazer vira-latices no céu. Pois esse deve ter sido um vira-latão vigoroso, valente, capaz de enfrentar onça e apagar rojão com a boca. Um ser humano muito infeliz passa a mão numa vassoura, disposto a abater o invasor. Nada! Habilidoso, ele desvia por todos os lados, rasa até quase o chão e segue de volta para o teto, desce, sobe e mergulha de novo, magnífico como o reitor de uma alta universidade das aves, em evoluções gloriosas sob nossos olhos perplexos e a fúria inútil de quem tenta expulsá-lo a golpes de vassoura.

Enquanto voa sobre nós, ele nos lembra de que estamos vivos e que a vida é a surpresa, o incalculado, o intempestivo. O pássaro que invade a sala. O resto, a rotina, o piloto automático, a apatia, tudo isso é engano que nos rouba a vida aos poucos, amarra nossos pés no chão, corta nossas asas, abrevia nosso tempo.

Então, rápido como em sua chegada, o passarinho atravessa uma fresta e ganha de novo o céu, breve e poderoso tal qual a vida. Entre nós aqui embaixo, uns sentem alívio, outros decepção, outros alegria. Outros sentem tudo isso junto e entendem o recado. À noite, vão dormir e sonhar com o pássaro em seu rumo sublime, prontos para seguir mais alto como ele.

O amor tem um limite que se chama dignidade

O amor tem um limite que se chama dignidade

Por Valéria Amado

O amor sempre terá um limite: a dignidade. Porque o respeito que cada um de nós temos por nós mesmos tem um preço muito alto e jamais irá aceitar cortes para saciar um amor que não é suficiente, que machuca e nos deixa vulneráveis.

Dizia Pablo Neruda que o amor é curto e o esquecimento é muito longo. Mas no entremeio sempre há aquela “luz de vagalume” que se acende de forma natural nas noites escuras para nos indicar onde é o limite, para nos lembrar que é melhor um esquecimento longo do que uma grande tormenta na qual acabamos vendendo a nossa dignidade.

Acredite ou não, a dignidade é esse elo frágil e delicado que tantas vezes comprometemos, que pode romper e desfazer as ligações dos nossos relacionamentos amorosos. Há muitas ocasiões em que cruzamos essa fronteira sem querer até nos deixarmos levar por alguns extremos nos quais nossos limites morais tornam-se fracos, pensamos que por amor tudo vale a pena e que qualquer renúncia é pouca.

Porque o amor e a dignidade são duas correntes em um oceano convulso, no qual até mesmo o marinheiro mais experiente pode perder o rumo.

O orgulho e a dignidade do amor próprio

Muitas pessoas costumam dizer que o ego alimenta o orgulho e o espírito alimenta a dignidade. De qualquer forma, estas duas dimensões psicológicas são duas habitantes cotidianas das complexas ilhas de relacionamentos amorosos, que às vezes costumam ser confundidas.

O orgulho, por exemplo, é um inimigo bem conhecido que costuma ser associado ao amor próprio. No entanto, ele vai um passo além, pois o orgulho é um arquiteto especializado em levantar muros e cercas nos nossos relacionamentos, em decorar cada detalhe com arrogância e em encontrar o vitimismo em cada palavra. Apesar de todos estes atos destrutivos, o que realmente está mascarado é uma baixa autoestima.

Enquanto isso, a dignidade é justamente o contrário. Ela age o tempo todo a ouvir a voz do nosso “eu” para fortalecer o ser humano mais belo, o respeito por nós mesmos sem esquecer o respeito pelos outros. Aqui o conceito do amor próprio adquire o seu pleno significado, pois se alimenta dele para se proteger sem prejudicar os outros: sem causar efeitos “colaterais”, mas validando em todos os momentos a própria autoestima.

A dignidade tem um preço muito alto

A dignidade não se vende, nem se perde nem se presenteia. Porque uma derrota a tempo sempre será mais digna do que uma vitória se conseguirmos sair “inteiros” dessa batalha, com o queixo erguido, o coração inteiro e uma tristeza que vai acabar renovando as esperanças.

No amor saudável e digno não se encaixam martírios ou renúncias, aquelas em que dizemos que vale tudo só para estarmos ao lado do ser amado. Não adianta nos posicionamos à sua sombra, onde já não irão mais restar dias ensolarados para o nosso coração nem estímulos para as nossas esperanças.

Por isso, e para evitar cair nestas correntes emocionais convulsivas, vale a pena refletir sobre as seguintes questões, que sem dúvida podem nos ajudar:

  • Nos relacionamentos amorosos os sacrifícios têm limites. Não somos obrigados a responder a todos os problemas do nosso parceiro/a, a oferecer ar sempre que ele/a quiser respirar, nem a apagar a nossa luz para que a dele/a brilhe. Lembre-se de onde está o verdadeiro limite: na sua dignidade.
  • O  amor se sente, se toca e se cria todos os dias. Se não percebermos nada disto, pedir não vai adiantar nada, assim como não adianta esperarmos sentados que aconteça um milagre que não tem sentido. Assumir que já não somos amados é um ato de valentia que vai evitar que fiquemos à deriva em situações delicadas e destrutivas.
  • O amor jamais deverá ser cego. Por muito que se defenda esta ideia, é necessário lembrar que sempre será melhor se oferecer a alguém com os olhos bem abertos, o coração entusiasmado e com a dignidade muito alta. Só então seremos autênticos arquitetos destas relações dignas que valem a pena, onde pode-se respeitar e ser respeitado, criar todos os dias um ambiente saudável onde nem “tudo vale”, sem jogos de poder nem sacrifícios irracionais.

A dignidade é e será sempre o reconhecimento de que somos merecedores de coisas melhores, porque sempre será melhor uma solidão digna do que uma vida de carências, do que relacionamentos incompletos que nos fazem acreditar que somos atores secundários no teatro da nossa existência. Não permita isso, não perca a sua dignidade por ninguém.

TEXTO ORIGINAL DE A MENTE É MARAVILHOSA

Não envergonhe a criança que você foi um dia

Não envergonhe a criança que você foi um dia

No livro “O Pequeno Príncipe”, Exupéry dedica este ao seu amigo Léon Werth, mas não ao seu amigo como está, e sim, a criança que Léon fora. Assim, como Antoine, eu também não dedico este texto ao que vocês são hoje, mas a criança que um dia existiu e que, espero eu, ainda exista dentro de cada um.

Quando pensamos na infância, automaticamente nos lembramos de magia. A magia que torna o mundo um lugar mais bonito e colorido. A magia que permite que o pouco se transforme em muito, que a imaginação transforme a sala em um reino secreto, onde se escondem cachorros voadores e pássaros do tamanho de elefantes. A magia que nos faz olhar para o céu e perceber uma história sendo contada pelas nuvens. Esse tom lúdico e onírico vai sendo deixado de lado conforme nos vamos envelhecendo.

E por quê? Porque vamos sendo sufocados pelo desespero de ser adulto e ser adulto, consequentemente, é ter obrigações, ter sucesso, ser vitorioso e em determinados momentos e lugares, obviamente, ser feliz.

Entretanto, jamais, em hipóteses alguma, é poder brincar, sorrir com o pouco e enxergar o belo oculto nas pequenezas do cotidiano. Tudo deve ser determinado e enquadrado metricamente segundo os padrões de felicidade impostos por pessoas que nunca ouviram sequer a nossa voz. E, assim, torna-se claro o motivo que nos faz deixar de sonhar e sentir a magia que se esconde em lugares que os olhos adultos jamais conseguem enxergar.

Outra coisa que se perde à medida que se envelhece é a curiosidade. As crianças jamais se contentam com respostas fáceis, com lógicas matemáticas, com “É assim e pronto”. Elas querem saber por que a chuva cai devagarzinho e não de uma vez, por que abóbora nasce no chão e jabuticaba dá em árvore, por que misturando azul com amarelo tem-se verde e não vermelho, ou seja, as crianças estão interessadas na essência das coisas, da vida e, portanto, querem mais do que respostas prontas.

Por outro lado, nós nos conformamos tanto com respostas prontas, com soluções mais fáceis, que nos tornamos inaptos ao questionamento, de tal maneira que passamos a aceitar absurdos como verdades últimas, simplesmente por sermos incapazes de falar mais uma vez: “Por quê?”.

Assim como nos acostumamos com respostas prontas, nos acostumamos assustadoramente com pessoas rasas e relacionamentos superficiais. Sempre fazemos as mesmas perguntas, fingindo entusiasmo com uma resposta que já estamos carecas de saber. E isso acontece porque não nos preocupamos com o essencial.

Queremos saber quanto uma pessoa ganha ou quanto custa o novo carro que ela comprou, porque só conseguimos valorar as coisas e as pessoas na medida em que transformamos tudo em cifras. Todavia, de que adianta saber isso e não saber de alguém que chamamos de amigo o seu maior sonho, o seu medo mais oculto, a sua brincadeira favorita, o filme que o faz chorar, o animal de estimação que queria ter, mas não tivera?

Muitos podem dizer que o que simplesmente acontece é que vamos perdendo a capacidade de sentir, criando resistência, conforme o mundo nos machuca. Os que assim pensam não estão completamente errados e, de fato, nunca conseguiremos retornar para a infância, porque cada fase na nossa vida é única e o tempo é sempre misterioso e não deixa pegadas.

No entanto, o mundo não precisa de duendes para possuir magia. Ele precisa de almas desbravadoras, capazes de enxergar o óbvio e mergulhar no universo que existe em cada ser humano e em cada pedaço de terra que nos cerca. Para isso, é preciso ter guardado sempre ao alcance dos olhos a criança que fomos um dia, a fim de que possamos, por alguns instantes, nos livrar da nossa frivolidade adulta e, mais uma vez, sermos capazes de sorrir gratuitamente para a beleza da vida, já que são esses sorrisos que permitem que as memórias sejam renovadas e a nossa história não seja apenas a repetição de um filme que não emociona nem mesmo o seu criador.

Do contrário, tudo que possuímos fica resumido ao interior de uma casa velha ou de um sonho perdido entre as montanhas da selva de pedra. Até que deixamos de se lembrar, inclusive, dessa casa velha e passamos a não entender o significado de sonhar. Quando isso acontece, não há mais retorno e, então, esta carta não fará o menor sentido, porque nos tornamos apenas gente “grande” envergonhando a criança que fomos um dia.

Não se conforme com o que pode ser bem melhor

Não se conforme com o que pode ser bem melhor

Para que possamos viver com certa serenidade e paz de espírito, pelo menos durante algumas horas do dia, necessitaremos ignorar certas coisas e determinadas pessoas, bem como aceitar muito daquilo que não pode ser mudado. No entanto, isso não significa que podemos tão somente nos levar ao sabor dos ventos, aceitando tudo o que ocorre, de forma menos resignada do que alienada.

As mudanças que se efetivam em qualquer setor da vida, seja no social, familiar, educacional, político, seja aqui dentro da gente, dependem de um sentimento de incômodo, de não aceitação daquilo que desagrada. Podemos mudar, sim, o rumo de vários acontecimentos à nossa volta, tanto quanto a rota que estamos tomando para nossa jornada, o que dependerá primeiramente de nosso inconformismo. É preciso indignar-se.

Entretanto, passar os dias reclamando de tudo e de todos, sem mover uma palha para que algo possa mudar de direção, bradando aos quatro ventos passivamente, criticando sem propor solução alguma, não será útil nem producente. O inconformismo sempre deverá se acompanhar de ações, de reflexão, de tomada de decisões, para que possamos intervir no que incomoda e assim conseguir promover as mudanças necessárias.

Não podemos nos conformar com as injustiças sociais, com a corrupção política, com um sistema excludente, com o sucateamento da educação pública. Não podemos aceitar agressões gratuitas, amizades fajutas, relacionamentos doloridos, amor incompleto, desprezo disfarçado, assédio diário. Não podemos receber menos do que merecemos, nem em casa, nem no trabalho, nem na rua, tampouco aqui dentro de nós mesmos.

Importante, nesse sentido, analisarmos o que em nós contribui ao perpetuamento dos incômodos, pois também somos responsáveis pelo que nos acontece – não podemos nos furtar dessa responsabilidade sobre nossas próprias vidas. Da mesma forma, será necessário atentar para o que nos incomoda aqui dentro de nós, pois a tranquilidade de nossos sentidos e nosso respirar sereno nos ajudarão a tentar mudar o mundo lá fora.

Como se vê, a revolta por si só, desacompanhada de ações, será improdutiva. Daí a necessidade de termos por perto quem nos darás as mãos, quem nos apoiará em nossas decisões, acreditando em nossas verdades e nos ajudando a não estacionarmos nossas vidas na falsa zona de conforto. É assim que a roda gira. É assim que a gente avança.

15 frases para acalmar instantaneamente seu filho enfurecido, em lugar de outras que produzem efeito contrário

15 frases para acalmar instantaneamente seu filho enfurecido, em lugar de outras que produzem efeito contrário

Por Erika Strassburger

Quando uma criança ou jovem está irritado, há coisas que os pais dizem que podem aumentar ainda mais e prolongar a sua irritação, em vez de acalmá-lo. Veja o que dizer em substituição às frases que você normalmente diria se estivesse nervoso(a):

1. “Vejo que está chateado. Conte-me o que está acontecendo.”

Em vez de “Pare de reclamar!”.

2. “Vamos sair daqui para conversarmos a sós. Você poderá se abrir comigo.”

Em vez de “Você fica me envergonhando em público! Não está vendo todo mundo olhando?”.

3. “Eu te amo!”

Em lugar de várias outras frases que possam aparentar que você sente raiva do seu filho, como “Estou cansada de você!” ou “Não aguento mais essa sua cara de bravo!”.

4. “Não há problema em ficar zangado. Às vezes eu também fico. Sente-se aqui.”

Em vez de gritar com ele, insinuando que ele não tem o direito de ficar bravo, e mandá-lo para o quarto.

5. “Eu posso ajudá-lo.” (quando ele estiver nervoso por não conseguir completar uma tarefa)

Em vez de “O problema é seu!”.

6. “Que tal comer alguma coisa/deitar um pouco. É possível que você esteja irritado porque está com fome/sono.”

Em vez tachá-lo de chato ou irritante.

7. “Eu estarei aqui para quando você estiver pronto para conversar.” (quando seu filho estiver muito irritado e preferir se trancar no quarto)

Em vez de “Abra essa porta! Vamos resolver isso agora mesmo!”.

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8. “Eu sei como você se sente.”

Em vez de menosprezar seus sentimentos.

9. “Não há problema em não ter conseguido hoje. Haverá outras oportunidades para você tentar de novo.” (quando ele perder um jogo importante ou não passar no vestibular, entre outros.)

Em vez de “Você deveria ter se esforçado mais!”.

10. “Tenho certeza de que encontraremos uma saída mais tarde!”

Em vez de “Tá vendo! Eu te avisei!”

11. “Que tal começarmos tudo de novo?”

Em vez de: “Não adianta continuar tentando, não vai dar certo!”

12. “E se fizéssemos isso, em vez de…” (algo que ele esteja tentando, mas que, visivelmente, não dará certo)

Ofereça outra opção, em vez de apenas recriminá-lo por continuar insistindo.

13. “Você é tão importante para mim. Não gosto de vê-lo assim!”

Em vez de qualquer outra frase recriminatória.

14. “Deixe-me explicar novamente… Agora que eu já expliquei, poderia repetir? Quero ver se você entendeu.”

Em vez de: “Quantas vezes vou ter que repetir isso? Por que tanta dificuldade para entender?”

15. “Vem cá me dar um abraço.”

Em vez de dar uma surra nele.

Essas frases demonstram empatia e equilíbrio, e tendem a produzir o efeito desejado, ou seja, que seu filho abrande a sua raiva. Bater de frente com um filho enfurecido é como atear fogo em um vidro de álcool. Todos acabam se ferindo.

Se os acessos de raiva dele forem constantes, pondere seriamente sobre a possibilidade de buscar ajuda profissional. Certa mãe relatou em seu blog que tentou de tudo para reduzir as crises de fúria do filho, até descobrir que as raízes para aquele problema eram mais profundas do que ela imaginava, coisa que somente pôde ser identificada graças à ajuda de um profissional especializado.

Os avós que cuidam de seus netos deixam marcas em suas almas

Os avós que cuidam de seus netos deixam marcas em suas almas

Há pessoas que são pontos cardeais, que levam nossos sentimentos e emoções a sua intensidade máxima. Os avós são exemplos dessas pessoas, pessoas únicas, afetuosas e inesquecíveis.

Eles simbolizam uma união que é gerada no papel que envolve uma bala, nos olhares de cumplicidade, no jogo permissivo e compreensivo de um consentimento sem tamanho que chateia os pais.

Eles são nossas memórias cheias de prazer, diversão e ternura. Histórias cheias de reviravoltas inesperadas, cabelos brancos bagunçados pelo vento e olhos que brilham ao sol durante um passeio em que se sente o calor das mãos que transmitem só amor e compreensão.

O maior e melhor presente: as raízes que criam uma marca emocional inapagável no coração dos seus netos com seu cheiro de segredos compartilhados, de pequenos detalhes, de dedicação, respeito e incondicionalidade.

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Os avós têm doutorado em amor

O modo como os avós educam traz importantes benefícios para uma criança. Por quê? Porque os avós que cuidam dos seus netos transmitem a eles diversos ensinamentos :

  • Passatempos como caminhar, cuidar das plantas, cozinhar, etc.
  • Tradições e histórias familiares: as crianças ficam impressionadas ao saber que seus pais foram pequenos um dia.
  • Canções, jogos e contos de antigamente que estão cheios de beleza e ensinamentos.
    Por outro lado, tanto sua posição familiar como sua experiência de vida acumulada garantem um modo de criação que é muito positivo para as crianças. Isso se dá dessa forma porque os avós tendem a:
  • Ter mais paciência e estressar-se menos no cotidiano. Isso lhes permite ser mais afetuosos com as crianças e lhes mostrar de maneira constante um interesse afetivo através de uma relação empática.
  •  A comunicação emocional é um pilar básico que permite aos netos se sentirem muito mais compreendidos por seus avós que por seus pais.
  • Corrigir com seus netos os erros que cometeram com seus filhos e, portanto, dar uma visão aos pais sobre certos aspectos.
  • Ao mesmo tempo os avós são muito menos críticos e focam mais em coisas boas que em coisas ruins, destacando assim os pontos fortes da criança mais que seus pontos fracos.
  • Outra bonita característica do modo de educar dos avós é que eles ajudam os netos a adquirir independência dos pais, assim como a se socializar com pessoas de diferentes idades.
  • Muitas vezes os avós fazem o papel de advogados das crianças, servindo assim de ponte para validar sentimentos e resolver complicações que criam obstáculos na convivência e na comunicação entre pais e filhos.
  • Diante de uma situação de crise e instabilidade familiar como pode ser uma separação, os avós são um apoio emocional indispensável aos netos.
    Mas não só os avós deixam marcas no coração, os netos também trazem vitalidade, alegria e apóiam seus avós de maneira muito importante. Cuidar dos netos significa para os avós redescobrir o lado surpreendente do mundo, a inocência e o amor mais incondicional.

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Às vezes os pais podem sentir que os avós estão roubando seu papel de protagonistas, que se excedem dando às crianças tudo o que querem sem nunca dizer-lhes não. Nada mais longe da verdade, pois cada um tem seu lugar e seu papel na vida da criança.

É verdadeiramente impressionante o amor que as crianças absorvem com as guloseimas, os trocados escondidos, os melhores presentes, os jantares favoritos, as quatro comidas diferentes para quatro crianças diferentes, a lembrancinha repentina e as piscadelas de cumplicidade.

A princípio, com esse histórico, pode-se pensar que as crianças gostam de seus avós pelo que estes lhes dão e não por quem são, mas os netos gostam na verdade das tardes com seus avós pelo que eles significam.

Entre outras coisas porque desviam das regras com amor, com cuidado e carinho. Porque a forma de se lembrar de cada detalhe e cada momento faz da infância um lugar único e especial. E porque são os reis que nunca vão ser destronados.

O amor dos avós pelos seus netos é tão imenso que não podem evitar demonstrá-lo de todas as formas possíveis. Cozinhando, com presentes, com doces, com a presença, com os beijos, com os bolsos cheios para que não lhes falte nada, com a atenção e com um cuidado que transforma todos os lugares em lar.

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As crianças percebem esta generosidade sem limites como um carinho tão desmedido que são cativados. E quando os avós estão distantes, as crianças não sentem faltam dos chocolates, mas sim do que eles significam: falar com eles e escutar palavras de ânimo, amor e sabedoria.

No fim os avós são os maiores fãs de seus netos e os que mais reforçam sua perseverança, seus talentos, sua determinação e seus triunfos. E não há ninguém como os avós que perceba tão bem a atitude decidida de seus netos, suas canções favoritas e seus olhos brilhantes impregnados de paixão.

Ninguém pode olhar para os netos com tanta ternura como os avós que deles cuidam, nem ninguém nunca conseguirá maravilhar-se tanto com o passar dos anos, assim como com a marca que vai tomando forma.

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Por isso, o cuidado deles reflete um amor puro repleto de alegria e de objetivos. Um carinho que educa as crianças, que as protege de um modo único que nem sempre é compreensível, que é indescritível.

Esse é o motivo pelo qual os avós que cuidam de seus netos deixam marcas inapagáveis na alma, um grande legado emocional. Porque todos aqueles caprichos e presentes, assim como aquelas vezes em que os avós foram rápidos demais para aliviar a dor de seus netos, fizeram com que o crescimento destes fosse marcado por um amor pleno, puro e incondicional.

Fonte: A Mente é Maravilhosa

Sofro de baixa tolerância a egos inflados

Sofro de baixa tolerância a egos inflados

A alergia provocada por um alimento ou substância é algo que pode surgir em um momento inesperado. Às vezes, mesmo depois de anos em contato com um produto, num dia qualquer, surge uma reação desagradável. Após essa data, entretanto, a relação com o produto que causou o mal estar nunca mais será a mesma, pois o corpo afetado deixará de tolerá-lo fisicamente.

O mesmo pode acontecer com as relações em nosso dia a dia quando, frente a uma ocasião ou comportamento que nos surpreende negativamente, alguém que fazia parte de nossa vida deixa de fazer sentido para nós.

Em meu caso, particularmente, por exemplo, confesso que sofro de intolerância a egos inflados.

Pessoas com egos inflados são aquelas que por falta de autoconhecimento, complexo de inferioridade ou seja lá qual trauma ou necessidade que tragam consigo, precisam se auto afirmar perante os outros de maneira repetitiva. São aqueles que, só para dar alguns exemplos, destratam funcionários, por considerarem-nos inferiores a si mesmos; não admitem ser corrigidos; dão “pitis” quando contrariados ou gastam parte de seu dia postando fotos e mais fotos de si mesmos nas redes sociais.

Embora a pessoa seja livre para postar o que quiser, meu interesse por alguém, confesso, é inversamente proporcional ao número de fotos que coloca de si mesmo no Facebook – mesmo que a intenção seja veladamente chamada de comercial. Quem carrega consigo “eus” em demasia, não deixa espaço para os outros se aproximarem. Não permitem prazer na convivência.

Já optei por excluir pessoas da minha rede de contatos, por perceber que elas tratavam funcionários ou colunistas que trabalham comigo com desdém e arrogância; ou mesmo as que deram shows de estrelismo por motivos pífios (a gente percebe a diferença entre quem exagera, entende que errou e se retrata, e aqueles que apenas mostram quem são quando se exaltam).  Nesse sentido, sou ré confessa e não busco absolvição. Corto laços sem remorso, abandono sem olhar para trás, expulso o que e quem não acrescenta. Forte, né? É. Mas vivo muito mais feliz e mais leve, depois que aprendi a dizer não para laços que estrangulam em vez de enfeitar.

É necessário que saibamos diferenciar as pessoas que merecem estar ao nosso lado, aquelas que nos valorizam sinceramente – as que devemos cuidar e agradar -, daquelas que só permanecem ao nosso redor com interesses segundos e que não reconhecem o valor da reciprocidade na relação.

Faz algum sentido gastar tempo e bom humor com quem não cultiva trocas reais e construtivas conosco, com aqueles que falam mal de nós em nossas costas e não reconhecem nada de bom que fizemos por eles?

A nossa tolerância e adaptação devem ser oferecidas àqueles que constroem conosco os castelos da vida, mas que também conosco dividem a simplicidade das conquistas ou, como diria nosso querido André J. Gomes, tomam conosco do vinho mais barato. Esses amigos, sim, são os que devemos ter por perto. Se o vinho tomado era ruim e deu dor de cabeça não importa: a dor de cabeça adquirida com quem amamos será superada, perdoada e esquecida. A intolerância desenvolvida por pobreza humana, não.

Você tem que aprender a levantar-se da mesa quando o amor já não está sendo servido

Você tem que aprender a levantar-se da mesa quando o amor já não está sendo servido

“Você tem que aprender a levantar-se da mesa quando o amor já não está sendo servido” Nina Simone

Você tem que aprender a levantar-se da mesa quando, ao invés de riso, brotam lágrimas em seu rosto; quando, ao invés de flores, nascem espinhos em sua alma; quando o outro desconhece a palavra respeito e insiste em machucar.

Devemos nos retirar da mesa quando a amizade deixa de ser leve, o amor torna-se um fardo e a convivência, conflitante. Quando dispomos do nosso tempo, amamos e juramos ter feito “de tudo” e, mesmo assim, o outro insiste em se levantar da mesa e nos deixar ali sozinho.

Quando o outro dá as costas para as nossas dores, sem ao menos querer saber dos nossos porquês. Quando você insiste em fazer dar certo, enquanto o outro deseja por um fim. Quando você se pega questionando o que fez de tão errado e não encontra respostas para os teus porquês. Devemos nos levantar da mesa quando o amor não está sendo servido, quando a amizade nos sufoca e o “amor” nos prende.

Quando a gente sente culpa mesmo não tendo, quando a gente se vê como erro mesmo sendo acerto. Devemos nos retirar, quando o outro persiste em usar da sua indiferença para nos atingir e, então, aquilo nos atinge de forma certeira, como alguém que tem uma boa mira.

Devemos aprender a levantar da mesa e nos retirar não como quem vai até a cozinha e troca o cardápio, mas como quem não quer mais pisar esse território, porque sabe que ali o café esfria rápido, o pão de queijo não é quentinho e o bolo de cenoura não esbanja aquela calda de chocolate de que você tanto gosta.
Devemos aprender a não aceitar pouco e isso não é egoísmo ou exigência, isso é o mínimo que merecemos. Nós merecemos, sim. Ninguém quer um amor pela metade, ninguém quer insistir em uma amizade que insiste em não ser.

É difícil ter que puxar assunto o tempo todo, arrumar conversa para manter contato, levar incontáveis nãos por motivos quaisquer. É difícil ser amparo para quem não quer a nossa proximidade, ser atenção para quem a despreza o tempo todo.

Devemos nos retirar depois de tantas insistências, depois de tanto querer acertar, depois de tanto tentar entender os motivos, de quebrar a cabeça em busca de uma resposta que alivie aquela angústia que chega a apertar o peito.

E, então, depois de engolir tantos sapos, depois de tentar ajeitar o cardápio, mudar os ingredientes e requentar o café, a gente deseja pão de queijo quentinho, bolo de chocolate com muita calda e um chá que aqueça a nossa alma. A gente cansa de abraços frios, “ois” esporádicos, sorrisos disfarçados, de gente que insiste em nos afastar o tempo todo com a sua indiferença constante.

A gente cansa de sofrer, chorar e mostrar para o outro o quanto somos bons. Um amor sobrevive às tempestades, mas não sobrevive às friezas insistentes que congelam os nossos afetos e nos deixam impotentes. Uma amizade sobrevive aos tempos nublados, mas não sobrevive, se um quer vendaval, enquanto o outro, calmaria.
E a gente precisa aprender a se retirar da mesa quando o amor já não está sendo mais servido, não por egoísmo ou falta de tentativas, não como quem desiste do amor, mas como quem o deseja e que de alguma forma não o encontra ali, afinal, reciprocidade é tudo em uma relação.

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