Fotos mostram como a aparência das pessoas muda do dia para a noite

Fotos mostram como a aparência das pessoas muda do dia para a noite

A fotógrafa belga Barbara Iweins maquinou um projeto notável intitulado 7AM/7PM, em que ela destaca, de forma simples, as diferenças na aparência de pessoas em dois momentos do dia: às 7h da manhã, quando normalmente acordam; e às 19h da noite, quando já passaram por boa parte do dia.

Os dois retratos comparativos são colocados lado a lado contra um fundo preto. Eles revelam mais informações juntos do que em separado.

Iweins simplesmente aborda as pessoas na rua, explica o propósito do projeto, oferece uma remuneração simbólica e recruta os interessados em participar. A fotógrafa convida essas pessoas para passar a noite em sua casa, ou, então, é convidada por elas.

Logo que ela e os participantes acordam, Iweins pede a eles que mantenham uma postura espontânea e, assim, ela capta suas feições recém-despertas. Doze horas depois, a fotógrafa retrata novamente os mesmos indivíduos, em condições diferentes.

Em alguns casos, são claras as distinções no rosto das pessoas; em outros, as distinções são muito sutis e quase irrisórias. Mas sempre há detalhes que destoam de um retrato para outro.

No começo, Iweins pensava que teria uns bons 20 minutos de folga para obter o foco ideal a partir das expressões dos participantes ao acordarem. Porém, ela logo notou que alguns desses indivíduos foram capazes de se recompor em menos de cinco minutos. As fotos tiveram que ser feitas com rapidez.

Numa entrevista concedida para o Business Insider, a fotógrafa declarou:

“Desde jovem sou fascinada por estranhos. Enquanto espero um ônibus, enquanto estou de pé em uma fila, meus olhos são sempre atraídos para uma pessoa específica e, naquele exato momento, não consigo parar de pensar no que ela está pensando, o que está fazendo, quais são seus medos e alegrias.”

Ela conta que, a partir de 2009, decidiu abraçar essa obsessão pelas particularidades de estranhos. Comprou uma câmera moderna, com lente de 50mm, a fim de solicitar registros às pessoas desconhecidas que a fascinavam. O projeto 7AM/7PM nasceu quando ela mesclou hobbie e trabalho profissional.

Por causa da cultura do status e da necessidade alarmante de interagir em mídias sociais, de ser reconhecidas, valorizadas e amadas, e também devido ao hábito de tirar selfies, as pessoas se acostumaram com a ideia de superexposição. Postam sucessivas fotos para quem quiser ver e, quanto mais verem, melhor. Mas às vezes elas não dizem nada.

Iweins prosseguiu com o 7AM/7PM porque acreditou (e ainda acredita) que a privacidade está fora de moda, principalmente para os heavy users digitais, que representam a amostra participante do projeto. Em essência, a belga quis mostrar um lado mais íntimo, vulgar e vulnerável desses indivíduos.

Curioso como um intervalo de tempo de 12 horas pode provocar mais transformações na aparência de alguém do que aconteceria em meses ou anos. Talvez por isso olhamos tanto no espelho: porque nunca temos total certeza do quê encontrar.

Logo ao acordar, poucos de nós sentimos confortáveis a ponto de mostrarmo-nos para o mundo. Mas Barbara Iweins queria saber por que há um estigma contra essa naturalidade. Com isso, ela explorou a imperfeição da beleza: a beleza em si.

A fase de despertar remete ao atravessamento de um véu. Em geral, o rosto fica inchado, os olhos deturpados, os cabelos desgovernados, a mente em ritmo mais lento, o metabolismo desacelerado e bocejamos para respirar, mesmo nas situações de urgência. Há uma espécie de auréola que rodeia, na claridade ou no escuro, da ciência do ser na origem do dia. Lutamos contra a consciência, mas ela nos força a enfrentar o que há de vir. Sobre isso, Iweins diz o seguinte:

“O único momento do dia em que uma pessoa não tem qualquer escudo é o momento em que abre os olhos pela primeira vez. Eu sempre adorei esse momento de luta, quando a nossa consciência sai do estado da irrealidade dos sonhos para o realismo, antes que o mundo nos machuque.”

O exato instante em que acordamos do sonho para a vida real é mitigador; parece que buscamos orientação em meio a uma neblina. Alguns, quando acordam, levantam da cama com disposição surpreendente. Outros, por sua vez, preferem ficar na cama pelo máximo de tempo que puderem, até que sua preguiça seja vencida. Nos dois casos, há alterações visíveis na fisionomia, e são essas que formam o escopo do projeto fotográfico de Iweins.

Algumas das pessoas fotografadas se mostraram obviamente irritadas, alienadas ou mal-humoradas. Outras demonstraram vitalidade, bom-humor e entusiasmo. Dependeu muito do biotipo de cada uma.

Iweins planeja fotografar essas mesmas pessoas mais uma vez em 2019, dez anos do início do projeto. Aí estão as fotos:

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Quero meu direito de ser dramática!

Quero meu direito de ser dramática!

Nem sempre, mas às vezes. Quero fazer e viver meu drama, me jogar na cama, passar horas lamentando um recado malcriado, uma unha quebrada ou uma mensagem ignorada.

Não quero ser sempre equilibrada, bem resolvida, analisada. Quero o direito de viver minhas reações, entender minha emoções, sucumbir às tentações e me arrepender de decisões.

A busca pelo equilíbrio é injusta. O mundo anda desequilibrado. Tem momentos em que um gemido vale bem mais do que uma longa explicação, um choro sentido alivia enormes tensões, e aquele desabafo repetitivo acaba por fazer sentido e acalma o coração.

O drama é uma forma exagerada, lamentosa, dolorida de vivenciar certas questões. O drama pertence mais às mulheres, embora muito homem saiba fazer drama como ninguém.

O drama dá peso, forma e consistência para um problema. Personifica, divide-se em capítulos, episódios, com avanços e retrocessos.

Quem faz o drama busca representar a intensidade do seu caso. Os exageros ganham licença poética para os dramáticos. É simplesmente impossível fazer um drama sem exageros e floreios.

O drama busca atenção. Quando estou dramática, estou carente. E quando estou carente, quero chamar a atenção de alguém. Uma equação de fácil resolução e, com alguma generosidade da parte que assiste, nenhuma repercussão.

O ser dramático opta por sofrer mais, por reter a dor por mais tempo, por detalhar em minúncias um ocorrido e sentir cada etapa em intensidade máxima.

Mas, e se for dessa forma que o ser dramático resolve suas questões, e segue em frente? Que obrigação temos de ser igualmente racionais, resolvidos, silenciosos e equilibrados?

Quero e exijo o meu direito de ser dramática, de viver minhas novelas mexicanas pessoais, de me despedaçar, emocionar, exagerar, decepcionar.

Quero acima de tudo, o direito de lidar com o que me chega, do jeito que sei, para aprender a transformar os dramas em êxitos, caminhos e soluções. E que cada um faça do seu jeito!

Eu não quero ser o enchimento se o vazio é todo seu*

Eu não quero ser o enchimento se o vazio é todo seu*

Eu não quero ser a substituta dos seus sonhos perdidos, a adivinha dos seus vales proibidos, a mãe que preenche com amor e carinho os teus vazios existenciais.

Eu não quero ser a que traz sentido para a sua vida, a professora que pega na sua mão e te ensina a colorir os dias. Eu não quero ser o travesseiro confortável onde você pode deitar e finalmente descansar o peso das coisas que você ainda não conquistou.

Eu não quero ser a sua metade, algo que te completa, que você não pode viver sem. Porque eu quero a multiplicidade de dois universos se encontrando.

Eu não quero ser a boia para os seus constantes momentos de afogamento. Eu não quero ser a ativista, a idealista, a apaixonada pela causa de conseguir gerar luz em seus olhos. Eu não quero me vangloriar por milagres tão difíceis de achar.

Eu não quero mais segurar nas minhas mãos essa marreta de destruir pedras cristalizadas em volta dos corações. Eu não quero ser a médica especialista em desfibrilador. Eu não quero massagear o seu ego, e destruí-lo é um risco e um caminho longo, eu já me acompanho nisso, não quero acompanhar você também.

Eu não quero atrasar meus horizontes só pelo orgulho de ver aonde você poderia chegar se decidisse se abrir e eu decidisse ficar. Eu não quero me desgastar para tentar te fortalecer. Eu não posso adotar mendigos viciados em se suprir da energia alheia.

Eu não quero ser o curativo para a sua falta de cuidado consigo mesmo, a muleta amparando os seus medos de voo, o chá de camomila aliviando as suas noites sem sono.

Eu não posso ser o falso alívio para o seu caminho evolutivo.
Eu não quero estar acessível toda vez que você não souber o que fazer consigo mesmo. Eu não posso vestir suas pernas, te insuflar sonhos, te resgatar da cegueira, te pegar no colo.

Eu não posso passar a mão na sua cabeça e fingir que a vida é assim, que eu estarei sempre aqui. Eu não posso te estragar, me atrasar, eu não posso ficar.

Eu não quero que a minha vida seja a missão de fazer a sua vida melhor. Eu não quero ter a responsabilidade de ser a sua felicidade.

Simplesmente porque eu não sou.

*Texto inspirado na música Not the doctor- Alanis Morissette

Algumas pessoas não mudam, elas se revelam

Algumas pessoas não mudam, elas se revelam

O tempo passa, as coisas mudam, as pessoas mudam. Inevitável aprendermos com as experiências e aprimorarmos nossas atitudes e comportamentos, de modo a não repetir os mesmos erros, em constante movimento adiante, seguindo no propósito de ser feliz. A gente fica mais forte após as perdas e os ganhos, a gente muda, sim, mas mantém a essência e os valores; do contrário, não é mudança, mas máscara que cai.

Frequentemente, convivemos com pessoas, nos diversos setores de nossas vidas, que acabam nos surpreendendo, com a passagem do tempo, de forma negativa. É o caso do chefe que se torna autoritário, do colega que se distancia de uma hora para outra, do parceiro que se torna mais agressivo, enfim, de pessoas que mudam de comportamento, mostrando um lado que parecia dormente até então.

Importante, nesses momentos, refletir sobre a forma como nós estamos nos comportando, o que vamos oferecendo, como nos dispomos a desenvolver os relacionamentos, pois, não raro, nós mesmos é que causamos as mudanças nas pessoas ao nosso redor. Assumir a parte que nos cabe em tudo o que nos acontece será vital para que não culpemos somente o outro, atribuindo-lhe toda a carga de responsabilidade sobre o que ocorre.

No entanto, há quem mude radicalmente, mesmo quando mantemos o que somos, ainda que sejamos verdadeiros, sempre oferecendo o nosso melhor. Nesses casos, o outro é que se perdeu de si, incapaz que foi de sustentar algo que não fazia parte de sua natureza. Ninguém consegue manter as aparências por muito tempo, visto que não se foge ao que se é, por mais que se tente, por mais técnica teatral que se tenha.

O que temos de peculiar e que é tão nosso não sucumbe ao poder, ao dinheiro, à fama, ou a qualquer tentação lá de fora. Somos, afinal, atraídos por aquilo que possui energia semelhante às nossas verdades, bem como atraímos energia que se casa com as nossas vibrações.

Algumas pessoas, como se vê, não mudam, apenas deixam de interpretar papéis incondizentes com seus vícios e princípios de vida. Cada um acaba dando o que tem, seja amor, seja ódio. Sejamos então nós o amor, pois assim jamais sairemos perdendo.

Não troque sorrisos por um amor que não ficou

Não troque sorrisos por um amor que não ficou

Eu sei, dói. E como dói. O amor que era para ficar, que já estava confortável, com os pés descalços, mãos dadas e tudo mais incluído no pacote. Foi intenso, real e presente. Eu sei de tudo isso. Ainda assim, não troque sorrisos por um amor que não ficou. Você merece mais, moça.

Eu sei, você tinha feito planos, imaginado viagens, apresentado aos amigos e para a família. Numa noite qualquer, na mesa de bar, até o pessoal do trabalho ficou sabendo. E gostaram. Torceram. Expectativas e outras histórias conhecidas por quem vive e ama por dois. Mas não deu, moça. O que você pode fazer?

Sim, chorar ajuda. Não é nenhum sinal de fraqueza, em plena sexta à noite, você, um filme qualquer, um pote de sorvete ou mesmo uma playlist romântica da mais sórdida. Tudo isso pode até fazer parte do processo, desde que, após alguns dias, perceba o tanto de amor residente em si. São carinhos que podem não ter encontrado o melhor espaço para permanecer, mas estão longe de serem incompatíveis nos abraços de outro alguém.

Porque eu sei bem de machucados, moça. Quantas cicatrizes este coração navegou e não morreu na praia. Lógico que os sentimentos tornaram-se cambaleantes. Alguns caldos aqui e ali, mas não o suficiente para um completo desapego.

Antes do outro, existe você. E eu também sei que, dentro desse mar de amor, existe esperança. Há novos ares lá fora. O mundo não é pequeno para caber um único amor. Quem acha se tratar de uma probabilidade, digo, o amor não joga com isso. Está mais para saber amar-se. Depois, bem depois, o querer é mais límpido. Confiante, diria.

Moça, espanta essa tristeza. Alguns corações não vieram para ficar. O importante é saber que o seu veio para transbordar. Você amou de verdade no tempo necessário. Agora, descubra, mais uma vez, como permitir a vida lhe trazer inteiros sorrisos. Porque você sempre mereceu e, acredito, que eu também.

Quando você se fecha demais você se protege, inclusive do que é bom!

Quando você se fecha demais você se protege, inclusive do que é bom!

Já pensou um dia dizer sim para uma proposta que te fizerem e o seu primeiro impulso era dizer não?

Já pensou que as suas certezas sobre si mesmo, seu orgulho, seus conceitos, podem ser frutos de um ego que joga contra o seu verdadeiro eu?

Há tantas surpresas boas no inesperado, no desconhecido, nos caminhos ainda não trilhados!

Ta certo, ser aberto demais tem lá seus riscos, acaba chegando perto da gente de tudo um pouco, chega perto o louco, o chato, o mal intencionado, mas chega também uma preciosidade de pessoa, uma conversa pra lá de boa, uma ótima companhia para ficar à toa.

Ser fechado te deixa impermeável, centrado e sozinho no seu mundinho redondinho, bem estruturado, com cada cantinho conhecido, sem riscos, sem pecados, sem prejuízos.

Viver fechado te deixa blindado, inclusive para as coisas, pessoas e situações fantásticas que você nem imaginava.

Fechado você segue firme, forte, inabalável, adulto. Não cai em armadilhas, não se abala, não entra em histórias que vão machucar sua alma, não deixa que te façam de bobo, não sofre, não é passado pra trás.

Mas também não é passado pra frente!

Não sente, vai endurecendo a visão, a intuição, a empatia, o altruísmo, a paixão.

Ser aberto demais te faz levar uns belos tombos, é verdade, mas também te permite voos inimagináveis. Por vezes, te causa frustração, revolta, decepção, cansaço… Mas também mais maturidade, sabedoria, esperteza, autoconhecimento, entendimento dos próprios limites.

Você aprende a avaliar, a dizer sim e não, a ser doce, mas também sério, a deixar que entrem, mas também pedir por favor para que saiam. A abrir um sorriso e os braços e também derramar lágrimas e andar mais rápido, desapegado.

Aberto você pode aprender a ser membrana semipermeável!

Aberto, você conquista a liberdade de ocupar na vida espaços mais amplos que a própria zona de conforto. Em outras palavras, te permite viver alto e além dos limites dos seus próprios medos e dos medos que inventaram para você.

Ser um ser hermeticamente fechado (sim, isso é um pleonasmo!) não te faz mais forte, muito pelo contrário, mostra a fraqueza e o comodismo de viver observando o mundo dentro do seu velho e habitual escafandro. Mostra que você tem mais medo da vida do que desejo por ela, e que você desperdiça preciosíssimas oportunidades.

Você se torna aquela pessoa que prefere observar o mar do lado de fora, sem se atrever a sentir a delícia das ondas te lavando a alma.

Abra-se!

Como viajar barato em 14 passos

Como viajar barato em 14 passos

As pessoas aprendem e acreditam erroneamente que somente os ricos viajam mundo afora; que só quem nasceu em berço de ouro consegue conhecer o outro lado do mundo. As pessoas confundem viagem com luxo.

Quem me conhece sabe que um dos meus lemas da vida é: Não precisa ser rico para viajar.

Não precisamos nos hospedar em hotéis 5 estrelas, comer em restaurantes luxuosos, contratar as melhores agências. Eu nunca tive um salário de dar inveja e sou a que mais viaja de todos os meus amigos que, alias, ganham muito mais que eu.

Não vou mentir, é mais difícil viajar quando se tem um orçamento apertado, você vai passar por mais perrengues; mas também é muito mais divertido. Muitas pessoas me perguntam como eu consigo viajar gastando tão pouco, resolvi então fazer uma listinha com as principais dicas:

1.
Tente fugir de agências. Tanto para comprar sua passagem e organizar a viagem, quanto para passeios. Faça tudo sozinho. Hoje você consegue encontrar todas as informações necessárias na internet e não precisa que outra pessoa organize a sua viagem pra você. Eles costumam cobrar muito caro.

2.
Infelizmente, alguns passeios são necessários a contratação de agência. Tente então contratar o passeio quando já estiver na cidade, pois online o preço é muito mais alto.

3.
Fique em hostels e divida quarto com a maior quantidade de gente que você conseguir. Quanto mais gente – mais barato. Não se preocupe com barulho a noite e banheiro compartilhado, se você está conhecendo um lugar novo você não vai querer ficar curtindo o hotel (mas cuidado com os seus pertences, guarde tudo o que for de valor dentro do cofre).

4.
Pegue um hostel com cozinha e faça mercado.

5.
Use transporte público. Se perca, não tem problema, você acaba conhecendo muito mais a cidade se perdendo. Taxis são caros e você vai acabar vendo toda a cidade por uma janelinha, sem graça né? O legal é andar, se perder, pegar ônibus.

6.
Se puder evitar aviões e fazer tudo de ônibus, faça. Por mais que em alguns lugares passagens de avião sejam mais baratas, aeroportos costumam ficar distantes do centro das cidades e toda a logística de chegar e ir embora deles custa caro.

7.
Compre passagens de ônibus noturnas. Dessa forma você não perde nenhum dia de viagem e economiza acomodação nessa noite.

8.
Várias cidades, principalmente na Europa, têm um passeio que se chama Free Walking Tour. Eles costumam sair todos os dias no mesmo horário, do mesmo lugar, e basta você chegar lá e se juntar ao grupo. Nesses passeios, você seguirá um guia pelos principais lugares da cidade, tudo andando. O tour é grátis, mas no final o guia pede que cada pessoa ajude com quanto puder.

9.
Coma onde os locais comem. Não tenha nojo de comida de rua. Além de ser muito mais barato, é com ela que você vai experimentar o verdadeiro sabor do país. Restaurantes caros costumam ser muito internacionalizados o que faz com que percam um pouco a graça.

10.
Se você for estudante, leve sua carteirinha e pergunte se tem desconto. Vários lugares têm desconto para estudante mas só te dizem isso se você perguntar. Na Dinamarca, por exemplo, estudantes tinham desconto até nas lojas de roupa.

11.
Fuja da alta temporada.

12.
Quer comprar lembrancinhas pra família e coisas típicas do país? Fuja dos centros turísticos. Vá nos mercados populares, onde os locais costumam fazer compras.

13.
Se hospede perto dos centros turísticos. Talvez seja um pouquinho mais caro, mas você vai economizar muito em transporte e, provavelmente, vai conseguir fazer tudo a pé.

14.
Use o couchsurfing. Pros que não conhecem, couchsurfing é uma plataforma online onde você pode conhecer locais e se hospedar de graça em suas casas. Eu, por ser mulher e sempre viajar sozinha, nunca tive coragem de fazer isso; mas quem tiver coragem eu acho que vale muito a pena.

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Não procure a felicidade no mesmo lugar em que a perdeu

Não procure a felicidade no mesmo lugar em que a perdeu

Existem certos lugares e determinadas pessoas que deveremos definitivamente riscar de nossas vidas, como algo a ser evitado, assim como comportamentos que só serviram para nos afastar de sorrir. Insistir em manter próximo a nós quem e o que não acrescentam, não alegram nem somam, equivale a apertar a tecla da infelicidade mais de uma vez.

Não procure a felicidade junto a pessoas que parecem ter dificuldade em enxergar algo de positivo na vida, que teimam em maldizer qualquer um que lhes passe pela frente, que desconhecem o sentido da palavra gratidão, incapazes que são de olhar além do próprio umbigo. Prefira estar sozinho a se acompanhar por quem jamais amenizará a sua solidão.

Não permaneça preso a ideias e pontos de vista que lhe impedem de avançar, de expandir suas concepções de amor, de sociedade, de mundo, que lhe mantêm preso no mesmo lugar, de forma desconfortável. Enxergue as pessoas como seres únicos e especiais, cada qual à sua maneira, entendendo que ninguém é obrigado a agir ou a pensar como você.

Não tente voltar a sorrir naqueles lugares onde sua alegria foi anulada, onde sua essência foi perdida, onde seu amor foi recusado. Não fique onde sua respiração torna-se ofegante, onde o suor frio cobre suas têmporas, onde você se sente um nada. Sempre haverá novas moradas, outros empregos, ambientes diferentes, onde nos encaixaremos sem precisar abrir mão de nossa dignidade.

Não espere retorno afetivo de quem não valoriza a sua amizade, não quer saber como você está nem sente sua falta. Não implore por aquilo que você tem condições de receber naturalmente, de coração e peito abertos, com carinho de verdade. Desprenda-se de nós que apertam e construa laços serenos com gente que sabe compartilhar e dividir, sem cobranças, sem afetação.

Não é fácil rompermos com as amarras que nos limitam em nossa zona de conforto, a qual, na verdade, incomoda-nos em muitos aspectos. Termos a coragem de agir pensando em nossa felicidade, mesmo que soe a egoísmo, deixando para lá o que emperra o nosso caminhar seguro, nunca poderá ser fonte de arrependimentos.

Mesmo que demore, somente assim iremos olhar para trás de uma distância segura e sorrir, na certeza de foi o melhor a ser feito. Porque optar por si mesmo salva e liberta. Sempre.

A zona de conforto torna a vida uma zona!

A zona de conforto torna a vida uma zona!

Acabou-se o que era doce. Ou, adoçado, artificialmente, amargando no final. Zona de conforto é uma zona perigosa, um cobertor áspero e embolorado, embora quente.

As boas ideias não frequentam as zonas de conforto. Grandes realizações tampouco.
Zona de conforto é aquela janela que se abre justo quando os mosquitos estão querendo entrar. Ela traz um ar refrescante a princípio, mas logo depois começam as picadas e o desconforto.

Está tudo bem, no lugar e na rotina? Então está tudo mal, está uma zona! Assim que acontecer uma minima alteração, a menor besteira, a reação vai ser catastrófica, exagerada, desequilibrada. A zona de conforto faz isso, embota aquele alerta que a gente tem, aquela reação ninja de escapulir de uma cilada arranjada, uma pernada mal dada, uma pedrada lançada.

Confortável é a luta diária, cada conquista, cada meta alcançada, cada minuto vivido. As frustrações são importantes para a valorização dos êxitos. O jogo é de ganha e perde, e o ato de amadurecer conversa diretamente com essa capacidade de enfrentar derrotas e comemorar vitórias, sem arrependimentos nem humilhações.

A zona de conforto nos mantém nenéns. Quando nela, fazemos biquinho, colocamos o dedo na boca, abrimos o berreiro e soltamos as maiores malcriações se contrariados.
A vida contraria e quem quer aproveitar, vê vantagem até nisso.
Quem não quer, senta e chora.

Acordar todos os dias e escolher que emoção queremos como companhia, como desejamos nos sentir, o que nos move e qual caminho tomar. Isso é desafiar a zona de conforto, o tédio, o medo de encontrar um mundo maior e diverso.

Sair da zona de conforto é somente um primeiro passo, mas, tão grande e importante, que, ao atravessar essa etapa, será impossível voltar. Um novo caminho se desenhará.

Confissões de uma bruxa

Confissões de uma bruxa

Tudo o que eu sei vem do útero, vem do íntimo.
Confio no meu entendimento sem explicação, na (des)confiança da minha pele, na familiaridade do primeiro olhar.

Tudo o que eu aprendi do mundo foi o que ressoou nos meus universos internos, o que encontrou sentido pelos meus sentidos, aquilo que dialogou com a minha capacidade de empatia e começou a fazer parte de mim.

Às vezes quando me pedem explicações: por que esse caminho e não outro? Por que esse afastamento repentino? Por que essa necessidade de limpar a casa? Essa vontade de se entrelaçar com os livros? Essa calma no peito perto de uma árvore? Por que esse arrepio nos pelos quando sopra um cheiro novo de um velho alguém? E essa vontade de fugir das artificialidades que não se deixam mergulhar?

Que filosofia você segue? Que religião? Que ideias você acredita? Qual é a sua veia psicanalítica? Quais são os seus ‘ismos’? Qual é o seu grupo? Quais as regras, as verdades, os preceitos? O que você come, o que você veste? O que você planeja e segue?

Como a ciência prova e explica as suas crenças?

Eu não sei, como explicar que eu sigo aquilo que quando se aproxima faz bem?
O que excita, vibra, acalma, inquieta, gera…
O empírico é a intuição.

Falo da filosofia da minha pele, da minha cultura, das minhas dores e alegrias. Ando pela superfície do sem nome, faço parte dos grupos que não se fecham em suas verdades, dançam entre tribos. Percorro a vida com curiosidade de cigana, com vontade de ouvir e me desconstruir. Por isso a minha ciência é vaporosa, a minha moral é multicolorida, a minha religião é o vento, a minha fé é a intensidade.

Por isso amar pra mim é também compaixão, é sentir sem razão o que me brota em uma união.

Corre solta a eletricidade em quem atravessa universos.

Não é uma tendência o que sigo, um modismo, não veio pronto em um livro, não veio de uma admiração exterior, não veio de uma vontade de compor, de pertencer, de ser amada, de seguir um comportamento que acho bonito, de amenizar o que os outros vão pensar.

É a coragem de soltar-me sem destino.

A minha sabedoria vem da intensidade de sentir os dias e os seus ditos.

Entendemo-nos quando nos damos as mãos e elas continuam atadas por alguns minutos. Quando os nossos olhos sabem, antes dos nossos pensamentos, penetrar em infinitos e o nosso abraço gera mundos e não laços.

Não tenho problemas com quem não gosta de mim e sim com quem finge que gosta

Não tenho problemas com quem não gosta de mim e sim com quem finge que gosta
FILE - In this 1931 film image originally released by United Artists, actor Charlie Chaplin is seen in the silent film "City Lights." A new musical "Chaplin," depicting the life of film icon Charlie Chaplin, will open on Broadway on Monday, Sept. 10, 2012 at the Barrymore Theatre in New York. (AP Photo, file)
 Para evitarmos dores de cabeça desnecessárias e decepções descabidas, é preciso que tenhamos a consciência de que jamais, em hipótese alguma, conseguiremos agradar a todos, tampouco seremos queridos sinceramente pela maioria das pessoas com quem convivermos. Dessa forma, conseguiremos aceitar com mais tranquilidade as decepções que pontuarão os encontros e desencontros de nossa jornada.

Na verdade, a transparência sempre será bem vinda, onde e com quem estivermos, ou seja, sabermos com quem estamos lidando nos ajudará a estabelecer os limites entre o que temos de melhor e a falsidade alheia. Ninguém é obrigado a gostar de nós, porém, todos temos o dever de não fingir aquilo que não sentimos, porque o respeito deverá ser mantido, ainda que diante de pessoas com quem não temos a mínima afinidade.

Poderemos discordar do outro, não nos sentir muito bem perto dele, não querer que ele seja amigo, mas certas situações nos colocarão junto dele, inevitavelmente, seja no emprego, na roda de amigos em comum, onde for, o que importa é mantermos nossa relação com ele estritamente no nível necessário. Difamar alguém, tratá-lo mal, colocá-lo em situações vexatórias, ou mesmo exagerar no sorriso junto dele, tudo isso nos tornará ainda piores do que achamos que ele seja.

Da mesma forma, não poderemos aceitar as falsas demonstrações de estima de quem sabemos não gostar de nós, de quem adora puxar tapetes, de quem não deixa de falar mal de quem não estiver presente. Essas pessoas devem ter a certeza de que as conhecemos de fato e temos certeza de que a estima delas não procede. Levar adiante o que não é verdadeiro não trará nada de bom a ninguém e, pior, provavelmente a verdade se revelará de maneira desagradável.

A verdade sempre será a nossa melhor defesa contra as armadilhas de gente que tenta derrubar qualquer um que atrapalhe sua percepção doentia de mundo. Não gostar de alguém é normal, mas ser antiético, maldoso e desleal com quem não gostamos nos torna desprezíveis. O melhor a se fazer é não ir além do que a vida pede junto a essas pessoas, enquanto mergulhamos nos relacionamentos que alimentam o nosso coração, abraçando e acolhendo gente querida, gente que transpira amor recíproco.

Não existe “a pessoa certa”. Certas ou erradas são as nossas escolhas.

Não existe “a pessoa certa”. Certas ou erradas são as nossas escolhas.

Ahh… essa mania de esperar o ser humano perfeito! Essa ilusão de que existe alguém irreprovável e incorrigível a quem chamar de “a pessoa certa”, uma alma sobre-humana, pronta, criada sob medida para as nossas mais profundas expectativas. Quem nos dera!

Esse delírio de que merecemos alguém que nunca falha, e de que somos a companhia à prova de enganos para alguém que, em algum canto, também sonha a nossa perfeição só pode machucar a nós mesmos e ao outro.

Acontece que a gente erra, sim. Sem querer, a gente erra muito. Erra o tempo inteiro. Todo mundo erra consigo mesmo e com o outro. Erra pequenos, médios e grandes equívocos, como achar que “a pessoa certa” é alguém que não erra nunca. Impossível. Só acerta quem aprendeu errando. O acerto só se reconhece em comparação com o engano. Se chegamos até aqui, foi porque acertamos tanto quanto cometemos erros.

Não estou justificando a falha, não. Isto não é uma defesa do erro deliberado, proposital. Tem gente que erra de sacanagem, sem escrúpulos, erra porque quer. Aí é outra coisa. Mas entre as pessoas boas, bem intencionadas, errar é inevitável. Somos imperfeitos, sempre seremos assim. E não é humano achar que “a pessoa certa” não erra jamais.

Erra, sim. E se acerta, é porque aprendeu com os erros de antes. Aliás, será que a vida não é isso mesmo? Essa luta para sobreviver aos nossos enganos?

Posso estar enganado, mas eu acho que não há “a pessoa certa” nem “a pessoa errada”. Certas ou erradas são as nossas escolhas. Certos ou errados somos nós ao dizer “sim”, “não”, “talvez”. Acertamos ou erramos ao entrar numa história de amor, ao abandoná-la ou ao permanecer nela quando não sentimos mais nada. É assim que é.

Errar, todos erramos. E é de aceitar ou rejeitar os erros e aprender com eles que se fazem os encontros de amor, respeito e cumplicidade. Se existe mesmo “a pessoa certa”, é alguém que também deve errar o tempo inteiro.

Perdoar é uma coisa. Conviver com o perdoado é outra completamente diferente!

Perdoar é uma coisa. Conviver com o perdoado é outra completamente diferente!

Viver alimentando rancores por sentimentos feridos, confianças quebradas e corações partidos é tão sem propósito quanto andar por aí carregando uma bola de ferro amarrada ao tornozelo. No começo dói o pé. Aos poucos, a dor vai se irradiando para a perna. De repente, você desiste de ir a qualquer parte, porque o peso ficou insuportável. A dor, agora, é no corpo inteiro. E na alma.

É indiscutivelmente libertador aprender a perdoar. E nem tem nada a ver com ser altruísta e nobre, essas coisas que a gente trabalha na terapia; aquelas que a gente entende mais ou menos, acredita mais ou menos, digere mais ou menos. Nada disso! Perdoar é uma das coisas mais egoístas que existem! Não faz sentido?! Pare só um instantinho para pensar…

Enquanto a gente não perdoa, a pessoa que nos feriu, magoou, ferrou ou destruiu, continua morando dentro da gente. Essa criatura infeliz toma o nosso tempo em pensamentos ruminantes que ensaiam fazer a digestão, mas voltam toda hora à nossa boca com um gosto amargo e persistente.

Não perdoar é uma tremenda cilada. Enquanto não somos livres o bastante para conceder essa valiosa indulgência, o maior prisioneiro somos nós. Não perdoar é uma das mais poderosas formas de dar ao outro o poder de controlar as nossas emoções. O não perdoado vira quase uma obsessão, uma medalha enfiada na carne, um peso no coração.

Ahhhh… Mas eu concordo com você… Há coisas que são realmente quase impossíveis de perdoar. Maldades explícitas e implícitas que roubaram da gente a dignidade ou a vontade de viver. Atitudes traiçoeiras, capazes de fazer a gente ficar duvidando da própria inteligência e percepção da realidade. Comportamentos depreciativos que nos deixaram com uma sensação de inabilidade, falta de valor e de atrativos. Tudo isso é muito doloroso, e desnecessário, e destrutivo.

Inegável assumir que nenhum de nós está livre de cometer injustiças, errar, fazer as mais incríveis bobagens. No entanto, quando se trata de ter “pisado na bola”, de ter cometido uma grande ou pequena sacanagem, mas ser capaz de admitir que errou e fazer alguma coisa – qualquer coisa – para reparar ou, que seja, apenas demonstrar ao outro que percebeu o erro, ainda há alguma chance de diálogo, ou de escuta, ou de xingar mesmo e lavar toda a roupa suja. Ótimo!

Duro mesmo é quando a criatura fez, pisou, aprontou, sapateou e saiu assoviando, com cara de paisagem. Aí, não há alma santa que se garanta. Sem contar aquelas “peças raras” que, além de te sacanear, dão um jeitinho de virar a história e sair de vítima.

A questão é que o verdadeiro sacana, deixa mortos e feridos e não olha para trás. Nem lembra que a gente existe. Então, afinal de contas, qual é a lógica de oferecermos a essa espécie de indivíduo a nossa valiosa energia?

Sendo assim, hoje eu vou tirar o dia para distribuir perdões. Fica assim determinado! Estão perdoados todos e todas, sem distinção de sexo, tamanho, idade, cor, peso, altura e grau de mau-caratismo. Dedico a todos e todas o meu esquecimento. Considerem-se livres para baixar em outro terreiro. Devidamente deletados e deletadas, façam apenas a gentileza de desaparecer. Porque perdoar é uma coisa! Conviver com o perdoado é outra completamente diferente! Nesse nível eu ainda não cheguei!

Não me cure demais; ainda prefiro sentir tudo na ferida viva do meu coração.

Não me cure demais; ainda prefiro sentir tudo na ferida viva do meu coração.

Disse Belchior, cantou Elis. Que sentiam tudo nessa chaga aberta no peito. Olha, a vida fere quase todo mundo. Acerta de alguma forma quase todos os peitos. E a maioria de nós, segue, permanece. Vivo. Com uma ferida que não morre, nem cicatriza. Porque somos essa ferida. Essa coisa viva no peito, que dói, mas relembra quem nós somos e o que superamos. Belchior tá sumido, né? Não voltou. Tá por aí com o coração, com suas dores e alegrias. De vez em quando a gente precisa de gente como ele. Alguém que dá nomes para as feridas que temos.

Aí tem umas dores que dá medo de curar, são essas que nos moldaram. Dá medo de tomar essa pílula da felicidade que os artistas dos comerciais tomaram. Olha a cara deles, olha a cara da Elis. Quem parece mais vivo? Quem passa mais coragem pra encarar a vida?

contioutra.com - Não me cure demais; ainda prefiro sentir tudo na ferida viva do meu coração.

A publicidade nessa ânsia de elogiar produtos faz qualquer um parecer um espantalho, hein. De repente tudo que um ser humano é fica embalado num potinho com código de barras.

Eu sinto demais, nem sou o maior de todos os seres, mais sentir demais me deixa tão maior que não caibo numa embalagem mais. Que rótulo irão querer me dar? Definir um pote de margarina é uma tarefa fácil. Mas eu? Mas você? Como querem nos resumir por afinidades políticas, culturais? Acham ser possível encontrar quais ingredientes nos compõem? É impossível. Totalmente. Porque uma hora a gente é de uma coisa, outra hora a gente é de outra. O novo sempre vem. Não tente enquadrar, reduzir, delimitar. Tudo que somos é incontável.

Conhecer uma alma humana é aceitar que não a conhecemos. É solucionar um mistério e imediatamente se ver intrigado com outro mistério.

É achar um Belchior e em seguida se perder dum Caetano.

contioutra.com - Não me cure demais; ainda prefiro sentir tudo na ferida viva do meu coração.

Vai sempre faltar alguma coisa a mais, porque somos todos almas humanas. Com feridas vivas no coração. Mal conseguimos achar a nós mesmos.

O dia, não poucas vezes me arrepia, e eu sei que você também já conteve algum choro pra não parecer ridículo. Ou alguma risada, ou engoliu algumas palavras, ou fugiu de algum lugar. Essas são nossas tentativas de curarmos essa ferida viva no coração.

Mas, como ensinou Nise da Silveira, não quero me curar demais, gente curada demais é chata.

E eu, desconfio que ela também disse; gente pra ser curada demais inventa infecção na alma demais e, ironicamente, adoece.

 

Feliz aniversário, onde estiver, Belchior. Obrigado.

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