Sempre inclua em seus planos quem te faz sorrir

Sempre inclua em seus planos quem te faz sorrir

Não dá para entender por que muitos de nós insistimos em manter por perto pessoas cuja presença não traz nada – ou quase nada – de bom. Nosso propósito maior deveria ser a busca incansável da felicidade, onde e com quem estivermos, porém, muitas vezes teimamos em afastar de nossas vidas quem nos traria paz e serenidade, enquanto cultivamos relacionamentos tóxicos, sejam amizades, sejam namoros, ou o que quer que seja.

Logicamente, teremos que conviver com gente desagradável, por força de um trabalho, de um lar, de ambientes em que estaremos frequentando, ainda que momentaneamente. As regras da boa convivência, afinal, tendem a nos obrigar a praticar o exercício da tolerância com aqueles que não sabem ser menos do que desagradáveis e com os quais necessitamos manter um mínimo de educação, a fim de que não coloquemos a perder alguns setores de nossas vidas, como a família, ou o emprego.

Felizmente, temos várias oportunidades de manter por perto aquelas pessoas que nos tornam mais felizes, que trazem luz às nossas escuridões, que sabem ouvir e falar na medida exata de nossas necessidades pessoais. Nem é preciso muita intimidade, para que os seres iluminados consigam nos levantar os ânimos, aconchegando nossas tristezas em colo acalentador e reconfortante. Essas pessoas valem ouro.

Mesmo que tenhamos que aturar a permanência de gente desagradável em certos ambientes, por determinadas horas, ainda nos restarão outros ambientes e outros momentos que poderemos desfrutar junto a quem de fato nos acrescenta dignidade e alegria. Sempre poderemos selecionar quem sairá conosco a uma balada, com quem trocaremos mensagens, quem virá nos visitar, quem dividirá o que temos de mais precioso sem fazer mau uso de nada daquilo que compartilharmos.

Eu não sou perfeita, mas te ofereço a minha melhor versão

Eu não sou perfeita, mas te ofereço a minha melhor versão

Eu sei que pareço complicada, mas é só um reflexo da minha insegurança. Isso não tem nada a ver com complicar a sua vida e fazer uma bagunça interior. Então, perdoa meu jeito desastrado de ser, vivo quebrando as coisas eu sei, mas jamais quebraria o seu coração.

Eu sou indecisa, eu sei, e sempre fico na dúvida quando preciso escolher. É que eu ainda não sei se escolho sorvete de creme ou de morango e se peço pizza salgada ou doce. Então, mesmo se eu não gostar de comida japonesa, odiar cebola na comida e dispensar muito tempero, você promete ficar? Eu sei que não sou boa com expressões e, sempre que você me presenteia, eu não sei reagir muito bem, mas acredite, meu coração dispara e sou invadida por sentimentos bons, só não consigo agir na mesma proporção do que sinto, talvez porque eu sinta demais.

Então, eu lhe dou um abraço e esboço um sorriso como quem sorri com o coração e com a alma. Você me perdoa se eu pareço não gostar das coisas que você me faz? É que, na verdade, eu gosto até demais. As suas ligações só para me dar um “oi” são suficientes para deixar o meu dia mais bonito. Eu fico com a alma leve, como quem quer sorrir o tempo todo.

Talvez você não saiba, mas, quando você deixa um bilhete dizendo que me ama ou quando fala que quer passar o resto da sua vida comigo, eu me desmonto e fico alegre feito criança que acabou de ganhar um brinquedo que tanto queria. Eu sou insegura às vezes, eu sei, é que esse tal do amor nos deixa com aquele medo bobo de perder. Por isso lhe cuido em oração.

Eu sei, somos todos imperfeitos, buscando alguém que aceite as nossas imperfeições. Então, perdoa meu jeito esquecido, é que não sou muito boa com lembranças e recordações, mas não me esqueço de você um dia sequer.

O seu beijo na testa, enquanto a gente espera o elevador, traz paz e, quando você me pede para ficar mais um pouco ou diz que está com saudade, eu me sinto abraçada e transbordo de tanto amor. Eu sei que não sou perfeita e não pretendo ser, afinal, ninguém é. Mas, com você, eu sou mais, sou inteira e não metade. Então, eu posso não gostar das mesmas comidas que você, curtir as mesmas coisas, gostar dos mesmos filmes, mas eu gosto de você, gosto mesmo. Como quem não quer deixar partir.

Eu gosto do seu jeito organizado de ser, mesmo eu sendo uma bagunça. Eu gosto do seu jeito exagerado de ser, mesmo eu sendo calmaria, e do teu apreço pelas coisas, mesmo eu sendo desligada. É que, nesse somatório, somos equilíbrio, somos encaixe. E eu gosto disso.

Não sou perfeita, eu bem sei, mas sei que amo você com toda a minha imperfeição e eu acho isso bonito, essa coisa de querer ser a melhor versão de si para o outro. Então, saiba que eu o amo sempre que assisto àquele filme com você, mesmo não entendendo uma vírgula, e fazendo aquele esforço enorme para não dormir.

Eu o amo quando faço perguntas sobre as coisas da sua faculdade, porque gosto de ouvir você falar com tanto amor. Eu o amo quando faço aquele lanche ou sobremesa de que você tanto gosta, mesmo depois de um dia extremamente cansativo, ou quando vou ao mercado e me lembro de que você gosta disso ou daquilo. Eu o amo quando dou abraço forte e peço para você ficar, quando ligo como quem quer arrumar um assunto, mas na verdade só quer ouvir a sua voz.

Com você, eu não preciso fingir ser o que não sou e meu desarrumado combina com o seu jeito organizado de ser. O meu sorriso escancarado combina com o seu sorriso tímido, que vai sendo desenhado aos poucos em seu rosto. Com você, eu não preciso de máscaras, dispenso essa coisa de precisar parecer aquilo que não somos só para agradar.

É que, com você, ser imperfeito não é defeito e, nessa história de imperfeições, nós queremos apenas ser a melhor versão de si para o outro. E eu acho isso mesmo bonito, querer melhorar em prol de si, em prol do outro e em prol do amor.

Sobre o amor: primeiro o próprio, segundo o recíproco…

Sobre o amor: primeiro o próprio, segundo o recíproco…

Já parou para pensar como a palavra amor é um conceito com foco sempre ao próximo e não a nós mesmos? Parece que ao nascer trazemos um manual de sobrevivência para esse mundo: nascemos para amar (os outros), a busca pela outra metade deve ser eterna e casar é o principal objetivo da vida.

Com o passar dos anos, você descobre que tudo isso são inverdades que a sociedade criou e, ao romper com esse manual, você é considerado “anormal” e “estranho”.

Algumas pessoas seguem roteiros de vida prontos: cursam a faculdade escolhida pela família; desenvolvem opiniões políticas prontas (ora é de “esquerda”, ora de “direita”, o importante é dar comentários nas redes sociais) e vivem de aparências o tempo todo. Só esquecem que roteiros foram feitos para o teatro e não para a vida real.

Há uma máxima na vida que ensina que só seremos completamente felizes se encontrarmos um companheiro de vida. Nesse pensamento, objetivamos os relacionamentos como prioridade, mesmo que eles não sejam tão bons assim. Vivemos à espera de que os outros nos amem, nos respeitem, nos considerem e esquecemos que esses valores somos nós que nos damos, indiferente da opinião alheia.

Há, até (acreditem) quem coloque seus sentimentos à disposição de quem quiser, jogando sua autoestima pela janela e submetendo-se a viver de migalhas sentimentais. Clarice Lispector tem uma frase que resume bem isso: “O que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesmo!”

Provavelmente essas mesmas pessoas não sabem o valor da palavra: reciprocidade. Logo, desconhecem o amor. Ao desenvolver o amor próprio e entender que o “recíproco” precisa existir, você aprende a ser fiel por vontade e não por obrigação. Aprende a pesar as palavras , a dar valor aos detalhes e a sorrir sem motivos.

Começa a não ter medo de enviar mensagens e parecer um idiota. Aprende a não gerar as expectativas de um conto de fadas e entender que a amor não é (somente) poesia. É rotina. É vida. E, por isso mesmo, é amor. A reciprocidade elimina o medo de amar e causa o efeito mais bonito que eu conheço: o respeito mútuo.

Então, pare. Pare de se importar com quem não se preocupa com você. Pare de tentar se adequar aos padrões impostos por quem nem te conhece e entenda que a premissa de “amar é ser amado” deve ser respeitada. Não insista em ficar onde não é bem quisto. Não divida seu vinho com quem não bebe na sua taça. Encontre dentro de si o amor que procura lá fora.

E quer saber? Antes de buscar um amor correspondido, corresponda ao seu próprio.

Gente é um bicho complicado

Gente é um bicho complicado

Deveras se vê que o viver da gente não é tão cerzidinho assim?
João Guimarães Rosa

“Gente é um bicho complicado”, dizia meu Avô! Vive confuso e arretado…

Às vezes, sorri quando quer chorar e chora em momentos de alegria. Sente-se medroso por pouco, e em situações difíceis, enfrenta um leão com o peito aberto.

Não sabe se vai ou se fica; se guarda o dinheiro ou se gasta com a viagem de seus sonhos. Quando sai quer voltar, se fica quer ir.

Meu Avô sempre repetia: “Eta bicho complicado que é o homem”!
Canta emocionado cantigas de amor, porém pouco oferece desse amor a quem, de fato, diz amar.

Não deseja ir àquela festa, no entanto, fica arrasado por não ter sido convidado. Quer nadar, mas não quer molhar o cabelo, que comer e não engordar, quer brincar na chuva e não se resfriar.

Assovia, canta no chuveiro, põe seu gato no colo e o coça sem parar. Come sem ter fome, compra o que não precisa, faz promessas e não cumpre, liga a T.V. para dormir.

Sente-se cansado quando trabalha, deprime-se quando fica à toa.
Gente é um bicho estranho!

Arrota, boceja, transpira, ronca, tem pedras no rim e coração mole!
Dança, inventa, faz sexo, reza e grita no trânsito…

Ah! Meu querido Avô, gente é um grande paradoxo, isso sim!
É um ser finito sonhando com o infinito…
Tem suas superstições e suas devoções …
Tem corpo e alma…
É besta e santo…
Afeta e é afetado…

Ser gente é ser inacabado, e em travessia!
Isso não explica um pouco nossas incoerências, Vovô?

Sobre guarda-chuvas e seres humanos

Sobre guarda-chuvas e seres humanos

Olhei para baixo e um misto de vertigem e encanto me tomou.
Apesar da chuva forte, a cidade continuava a se movimentar. Ao invés de cabeças, lá de cima, do prédio onde eu estava, a paisagem era tomada por uma gama de guarda-chuvas dos mais diversos, cada qual com estampas e detalhes diferenciados.

Alguns com cores mais fortes, outros não tão chamativos. Uns grandes, outros menores. Alguns já velhinhos e outros novos em folha. Naquele momento fingi que cada guarda-chuvas daqueles era único.

Congele a cena e façamos agora uma simples analogia.

Não seria esse o retrato da humanidade? Por mais que nos percamos em meio a multidão, cada um de nós é único. Isso não é uma tentativa de abastecer nosso egocentrismo, é um fato. Cada sujeito que nesse mundo é jogado tem um conjunto de características genéticas, fenotípicas e subjetivas que o faz único. Somos únicos em nossas estampas, em nossas cores, em nosso tempo.

Não seria esta nossa maior beleza? Lá de cima aquilo me pareceu tão óbvio.

A poesia daquele momento me fascinou, mas logo, logo, com a estiagem da chuva, a concretude da realidade me atingiu em cheio e observei os guarda-chuvas, aos poucos, serem fechados, escondidos e extintos da paisagem.

Imagem de capa: Farah-Gasimzade

Se seu parceiro espia seu celular, termine a relação

Se seu parceiro espia seu celular, termine a relação

Por Patrícia Peyró Jiménez

Bisbilhotar o que seu parceiro faz com outras pessoas nunca foi tão fácil graças às novas tecnologias. A tentação está na forma de um apito do WhatsApp ou numa solicitação de amizade do Facebook; no entanto, cruzar a linha da privacidade é, de fato, ilegal: no ano passado, um juiz na Espanha condenou um homem a dois anos e meio de prisão por bisbilhotar o telefone celular da esposa. Se o respeito pela privacidade do parceiro e a lei não forem suficientes, há outras razões que desaconselham essa prática.

“A curiosidade de conhecer os segredos do parceiro é algo humano e compreensível”, diz Alicia Canabal, do Centro de Pesquisa de Psicologia Aplicada e Psicoterapia (CIPAP) (Madri). Mas, como em tantas áreas da vida, a curiosidade deve ser controlada. “Caso contrário, estaremos falando da falta de confiança em nosso parceiro”, diz. Segundo a psicóloga, quando a espionagem ocorre, é porque “faltam os pilares de uma relação saudável e equilibrada”.

As redes sociais e os mal-entendidos

As redes sociais são um exemplo disso, acrescenta Canabal: “São uma faca de dois gumes, onde podemos começar a fazer suposições de relacionamentos passados que geram maior insegurança, em vez de tranquilizar, que é o suposto objetivo de quem bisbilhota o espaço privado do outro às escondidas”. Também porque poderíamos encontrar mensagens ambíguas que, longe de apaziguar a ansiedade sobre a possível infidelidade do outro, aumentarão nossas incertezas. Em caso de qualquer dúvida, segundo a doutora em psicologia Emma Ribas, “o mais saudável é perguntar diretamente. Se for um parceiro comprometido, tentará esclarecer as dúvidas reforçando a cumplicidade e nutrindo a relação com a confiança”.

Com o Facebook, em particular, é preciso ter muito cuidado, uma vez que se mostrou estar no olho do furacão quando se trata de ciúmes. Um estudo realizado pela Universidade de Roanoke, na Virgínia (EUA), mostrou como a rede social afeta as relações causando ciúmes, especialmente nas mulheres. A pesquisa também observou algumas diferenças entre homens e mulheres na hora de desconfiadamente interpretar sinais como os emoticons presentes nas respostas, que parecem despertar ciúmes principalmente em homens.

“O mais saudável é perguntar diretamente. Se for um parceiro comprometido, tentará esclarecer as dúvidas reforçando a cumplicidade e nutrindo a relação com a confiança” (Ester Ribas, doutora em psicologia)

No caso do celular, homens e mulheres interpretam as mensagens de texto de maneiras muito diferentes. Outra pesquisa realizada por cientistas da Universidade Metropolitana de Cardiff (País de Gales, Reino Unido) apresentou a um grupo de estudantes algumas mensagens imaginárias de dois tipos, de caráter sexual e emocional, para ver como respondiam. Depois de medir de que forma sustentavam os olhares e analisar seus movimentos oculares, concluíram que as mulheres passavam mais tempo olhando mensagens de conteúdo emocional do que as sexuais, justamente o contrário dos estudantes do sexo masculino. Portanto, não estranhe que, diante de uma mesma mensagem, você e seu parceiro tenham uma interpretação diferente que dê origem a um mal-entendido.

De acordo com Ribas, a pessoa que espia nem sempre corresponde ao perfil típico de um ciumento patológico, que é aquele que “busca sinais e persegue ou controla o outro obsessivamente, confundindo amor com posse”. Muitas vezes, responderá a uma realidade. Em seu trabalho diário, observa casos em que “a pessoa está realmente sendo enganada e se vê sem outros recursos para descobrir o que já intui, porque nota de forma objetiva que o parceiro mudou seus hábitos, se esconde para responder mensagens ou mente”.

E o que fazer se recebermos uma mensagem comprometedora, por exemplo, de um colega de trabalho? Não é necessário mostrá-la ao parceiro para provar nossa inocência. “É natural compartilhar nossa intimidade com o parceiro, mas a partir da vontade e espontaneidade”, diz Ribas. “Trata-se de reforçar a cumplicidade, não de alimentar o controle e obsessão que o outro possa ter.”

TEXTO ORIGINAL DE EL PAÍS

Viver grudado é para os siameses. Casais felizes se respeitam como indivíduos.

Viver grudado é para os siameses. Casais felizes se respeitam como indivíduos.

Acho bonito o casal que não se desgruda. Gosto de olhar os amantes que vivem juntos, andam para cima e para baixo agarrados, atados feito gêmeos siameses. Admiro duplas inseparáveis, pares perfeitos e outras aves raras. Sinto alegria por essa gente e faço votos de que seu amor perdure e frutifique. Mas eu confesso, sem orgulho nem tristeza: isso não é para mim, não.

Respeito quem acredita que pouco consegue fazer na vida sem a presença de sua cara-metade, quem não vai a lugar nenhum desacompanhado, quem liga duzentas vezes ao dia para o ser amado, mesmo sabendo que vai encontrá-lo à noite. Respeito. Mas não sobrevivo cinco minutos em situação assim. Eu preciso ficar um pouquinho comigo mesmo. Careço estar sozinho, mesmo estando acompanhado.

Compreendo quem esbraveja “então é melhor não estar com ninguém, pô!”. É o que eu ouço quase sempre, quando conto a minha tese. Entendo quem me olha raivoso e decreta: “assim você vai morrer só” e outras sentenças. Mas eu não acredito em nenhuma delas. Para caminhar ao lado de alguém não é preciso se acorrentar a ele, renunciar ao resto do mundo, repelir tudo o que mais exista e não possa ser vivido em casal. Isso não é respeitar o outro, não. É anular a si mesmo. Abrir mão da individualidade sem a qual o amor não seria possível.

Não, eu não estou defendendo as chamadas “relações abertas”, como um ou outro talvez imagine. Não me interessam triângulos amorosos, orgias emocionais e afins. Nada disso. Eu só acho que a felicidade de um casal reside na preservação dos indivíduos que o formam.

Casais felizes se aceitam como pessoas únicas, indivíduos imperfeitos, seres falhos que não são obrigados a se completar nem a transbordar coisa nenhuma. Apenas se encontram, se admiram, se desejam, se apoiam e seguem adiante como querem. Juntos, sim. Mas não colados, grudados, presos um ao outro o tempo todo feito irmãos xifópagos atados pelos ossos, dividindo os mesmos rins, vivendo com os movimentos comprometidos e a visão limitada.

Esse tipo de amor não me serve, não. Respeito mas rejeito. Viver grudado é para os siameses. Casais felizes se querem livres e fortes como aves afins, ora migrando juntos para outro canto, ora voando sós e sãos, unidos como indivíduos em toda a saúde de seu amor.

A razão diz não, mas eu digo sim!

A razão diz não, mas eu digo sim!

A razão e a emoção são irmãs gêmeas, separadas na maternidade. A razão foi criada por uma governanta alemã. A emoção, por uma atriz mexicana. Ambas têm em comum a tagarelice. Enquanto a emoção é loquaz e eufórica, a razão sussurra reflexões cobertas de censura e recheadas de cautela.

Tem horas que chega a dar um nó na cabeça. A gente não sabe se o melhor é mandar a razão calar a boca e se lançar de uma vez, ou dar um chá de camomila para a emoção e embarcar num “papo cabeça” com a razão. Mas… Sabe, aquela história de ser melhor se arrepender do que fez do que daquilo que não fez?! Então…

Acontece que algumas situações pedem é exatamente isso da gente. Que experimentemos sabores desconhecidos. Ouvi outro dia de um Nutrólogo – estão super em moda os Nutrólogos -, pois então… O cara disse que nascemos com capacidade para sentir 40 mil tipos diferentes de sabor. Caramba! É uma possibilidade infinita de coisas doces, cítricas, salgadas e por que não, até as amarguinhas têm lá o seu charme.

O caso é que essa maravilhosa capacidade de sentir na língua essas inquietantes experiências vai diminuindo ao longo da vida – garantiu o especialista. De acordo com esse mesmo cara, aos 70 anos só conseguimos diferenciar uma variação de 4 mil sabores. Olha só que absurdo!

Imagine então, que falta de bom-senso passar anos da sua vida mastigando, sorvendo e engolindo sempre as mesmas coisas! Nem que seja por uma questão de otimização – otimizar também está super em moda -, que sejamos menos econômicos na hora de variar, certo?

Quer saber? Quebrar a cara faz parte do enredo. Mil vezes viver ralada pelos inevitáveis capotes da vida do que ficar olhando esse parque de diversões de inúmeras possibilidades do lado de fora. Eu quero mais é provar o mundo girando, e escorregando e “gangorreando” e “pula-pulando”.

Pés descalços, afundando na areia úmida e salgada da praia, fazem muito mais sentido do que apertados em sapatos de verniz, com salto agulha e bico fino – pelo menos para mim. Eu, definitivamente não vim ao mundo para fazer uso dessas contenções de livre e espontânea vontade.

Este aqui é um texto de libertação! Só por hoje, eu vou trancar a razão em casa, guardar a chave no decote do meu vestido mais bonito, que eu vou vestir com gosto e ficar bem bonita, para mim mesma. Só por hoje, essa senhora carrancuda não vai me alcançar com seus murmúrios repressores e suas rédeas curtas.

Hoje a emoção me veste, me envolve e me despe. Hoje eu vou dançar na chuva, rir até perder o fôlego e dormir sob as estrelas. Que a vida me encontre assim, sem medo de abraçar as coisas sem cabimento. E que eu faça desse encontro o primeiro de infinitos outros. Dorme em paz senhora razão, a casa é sua! Hoje eu não volto, não! Amanhã… Quem sabe.

Quem é feliz de verdade não se preocupa com a felicidade dos outros

Quem é feliz de verdade não se preocupa com a felicidade dos outros

Sabemos que a maior parte das coisas pode ser conceituada a partir de termos comparativos. No entanto, ainda que façamos isso, pois é uma prática comum ao ser humano, criar condições para que o outro seja prejudicado apenas para que a balança penda para o nosso lado e, assim, possamos nos sentir “melhores”, foge completamente a parte natural que existe nessa prática e assume um caráter negativo e devastador.

Ao buscar entender o porquê de tantas pessoas se preocuparem com as vidas dos outros, comparando-se com as delas, e pior, procurando insistentemente maneiras de se tornarem pessoas com vidas de maior “sucesso” e “felicidade”, só posso concluir que as pessoas que agem desse modo possuem vidas infelizes, de forma que necessitam do apequenamento do outro para que possam “crescer”.

Em outras palavras, quem é feliz de verdade não se preocupa com a felicidade dos outros, já que a raiz da minha felicidade não impede que outras pessoas também possam estar felizes, bem como, o sucesso que estou usufruindo não implica o insucesso e a infelicidade das outras pessoas, até porque felicidade e sucesso não possuem padrões ou receitas.

No entanto, existem pessoas que são incapazes de sorrir com a alegria do outro. São indivíduos que abraçam, dão tapinhas nas costas, quando alguém do seu convívio compartilha de alguma felicidade, e internamente, todavia, escondem todo o narcisismo que os impede de ficar feliz pelo sucesso de alguém alheio ao seu próprio eu.

Dessa forma, busca-se criar mecanismos que minem a felicidade alheia, a fim de que a partir da infelicidade causada no outro, possa-se ser feliz em termos comparativos. Isto é, a felicidade que se desenvolve não possui origem própria, mas sim, no sofrimento, na dor, no insucesso, na tristeza do outro.

Em uma sociedade que combina egoísmo com a obrigação de ser feliz e ter sucesso segundo, obviamente, os padrões determinados, não há de se estranhar que percebamos um mar de estranhos lutando por espaço, uma competitividade de egos querendo engolir outros e se tornar ainda mais inflados.

Entretanto, como disse, isso apenas acentua o grau de infelicidade em que as pessoas se encontram, pois quem está realmente feliz não está minimamente preocupado com a felicidade alheia ou criando maneiras de gozar com o sofrimento do outro.

Quem é feliz está preocupado em gozar da sua felicidade e, assim, não possui tempo para a mediocridade de estragar a alegria de outro rosto. Quem é feliz mesmo, quer que o outro também seja, ao seu modo, do jeito que quiser e lhe der na telha, porque em nada adianta fazer o outro chorar para ter o prazer de possuir um sorriso amargo.

Para aqueles que estão mais preocupados com a felicidade do outro do que com a secura e mesquinhez da sua própria vida, resta apenas o vazio e a desnutrição das suas almas, que de tão vazias, são incapazes de compartilhar um sorriso, porque se for para se preocupar com a vida dos outros, que seja para lhes levar alegria e compartilhar gargalhadas.

Infelizmente nem todos compreendem isso, já que de tão vazias e pobres de espírito, só conseguem escutar o próprio eco dos seus risos amargos.

Eu sei que você fica com medo, mas deixa o amor entrar

Eu sei que você fica com medo, mas deixa o amor entrar

Há um bom tempo venho querendo que saiba de algumas coisas. Não pretendo aqui, depositar uma responsabilidade tardia, ou, mendigar algo que me impeça de seguir em frente. Eu sei que você fica com medo, mas deixa o amor entrar.

Você falou sobre feridas passadas, erros cometidos e toda a ausência residente no adeus. Não imagino ter sido simples desistir dos próprios passos para se jogar no querer de alguém. Sonhos postos de lado, a vontade de desbravar oceanos que esmoreceu entre beijos e, acima de tudo, a dormência dos possíveis conhecimentos. Tantos planos interrompidos por um estar de dois. Pensava que valeria a pena na época, entendo. Afinal, nem todos tiveram a oportunidade de gozar um amor em quatro pernas.

Certo dia, tudo desmoronou. Aprendi a lição – pensou baixinho, como numa espécie de mantra. E o tem repetido, desde então. Você não está errada, moça. Pra ser sincero, acredito ter feito o mesmo um par de vezes. Cansa, né? Abrir a porta, permiti-lo entrar, escolher os cômodos, permanecer durante tantas noites e, numa manhã qualquer, reconhecer que esse dito amor, na verdade era impedimento. Agora, tudo o que você quer é desfrutar da liberdade. Dar asas para a própria companhia, transbordar no tempo que lhe couber, e partir, logo em seguida, rumo ao próximo destino. Porque o mundo é grande demais para o amor ser vestimenta de tamanho único. Você quer, mas na sua medida e nas suas regras. Você não está errada, moça. Mas posso confessar algo?

Acredite quando digo que essas palavras não foram planejadas. E mesmo externando sobre sentimentos, não almejava desvencilhar essa parte do meu coração, correndo o risco de silêncios, contrariedades e reações entristecedoras. Apenas registro o que não consigo disfarçar. De longe ou perto, não sei como aconteceu, tampouco como ficará. Mas abro espaços e abraços.

De repente, pouco sei do amor. Alguns dias, considero-me um principiante nesse navegar impreciso. Seja em suas formas, comportamentos e escolhas, enxergo certo brilho e até contraste. No que diz respeito aos sonhos meus e seus, por que não? Caminhos não necessitam seguir em linha reta para exalarem felicidade.

Façamos as nossas próprias regras. A nossa comunhão de sinceridade, carinho e cumplicidade. E se não alcançarmos o mesmo cruzamento, tudo bem. Eu sei que você tem medo, mas deixa o amor entrar. Chame-o de prepotente, mas nunca covarde. O amor que soma não mensura quereres.

Imagem de capa: Kate Kultsevych, Shutterstock

A paz não é determinada pelo que acontece fora, e sim dentro de você

A paz não é determinada pelo que acontece fora, e sim dentro de você

“A paz não é determinada pelo que está acontecendo em torno de você, mas sim o que está acontecendo dentro de você”. Li isso outro dia e no mesmo instante me lembrei da frase do livro “O Mundo de Sofia”: “O fato de o mar estar calmo na superfície não significa que algo não esteja acontecendo nas profundezas”.

Às vezes o mundo desmorona ao nosso redor mas conseguimos manter a serenidade e sensatez diante das adversidades. Outras vezes, porém, está tudo em ordem, a vida encontrando seu eixo, seu equilíbrio… e nada nos basta.

Assim me vem à lembrança o casamento desfeito de uma conhecida. Após dez anos de uma relação aparentemente perfeita e uma filha pequena, ela desistiu dos planos e preferiu seguir sozinha para buscar a cura de suas inquietações interiores. Disse que o casamento era perfeito, lhe trazia paz e serenidade, mas ela não conseguia sentir essa harmonia dentro de si. O mar estava calmo na superfície, mas nas profundezas algo se agitava. Talvez sozinha ela encontre o que tanto procura. Talvez nunca encontre e perceba tarde demais que perdeu uma grande oportunidade de ser feliz.

O fato é que somos seres inquietos por natureza. Em maior ou menor grau, nosso interior se agita em busca de respostas, em busca de sentido. Em maior ou menor grau, queremos sanar esse vazio que de vez em quando dá as caras em nosso peito.

E é nessas horas, quando não sabemos lidar com essa falta, com esse vazio, que nosso interior se agita. A vida pode estar passando por uma fase boa, de tranquilidade, encontro e paz, e nada nos cala. O interior fala, grita, pede mais respostas. Nesse instante nos tornamos mar agitado nas profundezas e questionamos nossas escolhas até o momento.

Não se trata de tomar um chazinho de camomila pra tudo ficar bem. É preciso abraçar o silêncio. Aceitar que algumas coisas não têm resposta, nem correspondência ou reciprocidade de forma alguma. Mas ainda assim, entender que a vida pode ser muito mais que feijão com arroz. A vida pode ser incrementada com um fundo de panela cheiroso e saboroso, basta a gente estar aberto a tentar e realizar.

Não desistir de si mesmo, não desistir das pessoas que lhe querem bem, não desistir dos barcos que construiu até aqui. Acreditar que não está sozinho, mesmo que sinta muita solidão. Encontrar sentido na oração, na meditação, numa corrida no parque, num texto escrito num caderno antigo. Encontrar respostas cantando, cozinhando, viajando, estudando.

Não desistir da vida que se tem como se ela fosse o único motivo de seu desajuste. Não desistir das pessoas que lhe amam como se elas fossem a única causa da sua falta de sentido.

Muitas vezes muda-se o cenário, muda-se a paisagem, mudam-se os atores… e permanece a inquietação. É preciso descobrir que a falta de paz não está fora, e sim dentro de você. E que enquanto não fizer as pazes com suas profundezas, não deixará de estar desorientado.

Temos um universo externo e também um universo interno. Estar em paz com nosso universo interno é o que determina nossa qualidade de vida.

Essa semana assisti a um filme no Netflix chamado: “Thanks for Sharing”. O enredo conta a história de dependentes que estão tentando se recuperar. Porém, em momentos de extrema frustração, eles se veem tentados a retomar o vício.

Sentimos frustrações pequenas ou grandiosas o tempo todo. É aquela encomenda que esperávamos e não chegou pelo correio, é a resposta no WhatsApp que não veio, é o fim de um casamento que parecia perfeito. Tudo se agiganta dentro da gente e podemos perder a paz. A culpa não está no outro. A culpa não é do correio, do WhatsApp, do fim do casamento. Isso são apenas gatilhos. O que importa é o que você faz quando fazem isso com você. Como você lida com o que não deu certo.

Finalmente, é preciso entender que a chuva não cai somente quando a terra está seca precisando de umidade. A chuva cai no primeiro dia de praia, no momento daquele encontro esperado, na manhã do casamento ao ar livre. E a gente tem que superar. Não fazer tempestades dentro da gente, e sim fazer poesia com as gotas que caem arrastando o vento e colorindo o ar…

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Mas você não tem medo?

Mas você não tem medo?
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Falar que você vai viajar sozinha, sendo mulher, gera centenas de perguntas. De todas elas, a que mais aparece é “Mas você não tem medo?”. Eu nunca sei o que responder quando surge essa pergunta, porque dá medo sim, lógico que dá.

Mas os medos estão aí para serem vencidos.

Maior que o medo, é a sensação de conquista, de que você é capaz.
Não existe sentimento melhor do que chegar no topo de uma montanha na Noruega, ou estar num ônibus no interior da Índia, olhar pro lado e pensar “Eu consegui, e eu consegui sozinha”.

Todas as dificuldades que você passou até agora desaparecem por completo depois desses momentos. Porque nada se compara com a sensação de saber que você não depende de ninguém pra ir atrás dos seus sonhos.

Viajar sozinha é, de alguma forma, um protesto. É ir contra toda essa sociedade machista que quer nos ver presas dentro de casa.
É escutar quieta todo mundo falar que você não consegue, ir lá e conseguir mesmo assim.

Eu viajo sozinha pra mostrar pra todas as mulheres do mundo que, independente do que nos digam, nós podemos sim!

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Cobranças sufocam qualquer relacionamento

Cobranças sufocam qualquer relacionamento

Muitos relacionamentos não dão certo pela cobrança excessiva. Isso porque, muitas vezes, nós queremos encaixar o outro naquilo que sempre idealizamos. Queremos que o outro seja uma cópia exata dos nossos anseios e desejos e, então, tapamos os olhos para ver o outro, não conseguimos apreciar aquilo que difere dos padrões que criamos e deixamos que a magia de algo novo passe por nós sem ao menos contemplar a sua beleza.

Você não irá encontrar alguém perfeito e, provavelmente, se desistir de seu relacionamento por causa das diferenças, é bem provável que, ao se relacionar novamente, encontrará novos problemas. O segredo de um relacionamento feliz é não exigir que o outro mude, é aceitar as diferenças e aprender a lidar com isso. Com o tempo, amadurecemos e sentimos a necessidade de melhorar em prol do relacionamento, pelo simples fato de percebermos que algumas atitudes ferem e que deixar o orgulho de lado é uma ferramenta poderosa.

Qual o problema se você gosta de cappuccino gelado e ele, quente? Se você gosta de ver um filme de romance e ele, de comédia policial? Qual o problema se ele não é daqueles caras que falam “eu te amo” todo dia? Ou que mandam flores para você no seu trabalho?
E se o modo de ele amá-la é passando a maior parte do tempo com você? E se a forma dele demonstrar que a ama é pagar a entrada do cinema daquele filme a que você quer tanto assistir, mesmo ele não estando tão afim assim de ver.

E se o modo dele a amar é pedir para o garçom um suco de laranja antes mesmo de lhe perguntar, porque sabe que é o seu preferido. E daí que ele gosta de jogar vídeo game aos domingos, ou de jogar futebol com os amigos? E daí que ele às vezes é meio esquecido? E se a maneira dele a amar é preparar um jantar a dois em casa mesmo, sair com você num sábado à noite qualquer para tomar um sorvete, perguntar aos amigos se pode levar a namorada ao churrasco da faculdade e fazer questão da sua companhia sempre.

Talvez a forma de ele amá-la seja pensando em você o dia todo no trabalho e falar de você para a família em tom de admiração. Ele pode não postar fotos com legendas bonitinhas e não mandar aqueles textos enormes no Facebook para todo mundo ver, pois talvez ele seja um pouco desligado com redes sociais e não comente em todas as suas fotos.

Mas, às vezes, na maioria das vezes, a maneira de ele amá-la é dizendo o quanto você está linda quando acorda com o seu pijama velho e o cabelo desarrumado. Quando deixa aquele bilhetinho despretensioso com poucas palavras no seu livro favorito. Talvez a forma de amar você seja dando um beijo na sua testa na frente dos amigos, ou enquanto esperam o elevador.

Às vezes, sufocamos um relacionamento com tantas cobranças, deixamos de valorizar o modo como o outro nos ama por querermos que esse alguém nos ame exatamente como nós amamos. Esquecemos que o amor não é uma teoria singular, não há uma definição única. Amor é algo tão particular, que cada um ama do seu jeito e exterioriza o que sente de forma diferente. Não é algo a ser comparado e, quando agimos dessa forma, anulamos o amor que está nas entrelinhas, descartando aquilo que é nobre e sincero.

Precisamos aprender a linguagem do amor do outro, entender que ele nos ama à sua maneira. E, quando a gente entende isso, o amor se torna mais leve, torna-se mais bonito, porque descobrimos que o novo é belo e não assustador como parece. E, então, às vezes, assim sem querer, melhoramos muita coisa em prol do outro, não porque ele nos pede incessantemente, mas porque queremos.

O amor é um aprendizado constante, é uma escolha diária. O amor é simplicidade. Relacionamento baseado em cobranças acaba se desgastando e o amor perde a sua leveza. Precisamos saber reconhecer o novo – e temos dificuldade de aceitar isso -, valorizando a pessoa com quem nos relacionamos. Lidar com as diferenças exige maturidade e não é uma tarefa fácil. Entretanto, nem só o amor sustenta um relacionamento, mas o modo como escolhemos nos relacionar sustenta o amor, contorna as dificuldades e suporta as tempestades.

Escutar a risada de quem você ama é uma sensação maravilhosa

Escutar a risada de quem você ama é uma sensação maravilhosa

Por Raquel Brito

Escutar a risada de quem amamos é uma sensação maravilhosa que nos enche de prazer, de alegria e de satisfação. Quem não conhece essa sensação que nos faz ficar abobalhados olhando nossos seres queridos apreciando o momento?

Quem nunca pensou: “Que falta lhe fazia um instante de alegria”? Em nosso rosto existem rugas que são criadas para armazenar nelas o mistério da beleza do tempo e as alegrias que vivemos durante anos.

Sorrisos e bons momentos que marcam os cantos do lábios e pregam nossos olhos, nos limpam a visão e nos inundam de um bem-estar nobre e sereno. Aí onde repousam nossos sorrisos se percebe o quão ilimitada é nossa capacidade de sentir, de aceitar e de aproveitar nossas emoções.

Se vamos criar rugas, que seja de tanto dar risada

Quando valorizamos o presente devemos ter em mente que ele é constituído a partir das sementes que plantamos no passado. Por isso não podemos voltar no calendário, e é importante transformar o momento presente numa boa base para o futuro.

Por isso, visto que não podemos viver em plenitude sem tomar cuidado e aproveitar diariamente,somos responsáveis por lidar com as guerras que surgem e contrapor sentimentos e emoções positivas que nos permitem administrar os momento difíceis.

Neste sentido, o importante não é tanto adicionar anos à vida, mas sim vida aos anos. Sentir a felicidade daqueles que amamos é bonito justamente por isso, pois implica encher nossa mochila emocional de alívio, de bons momentos e de liberação.

Quando alguém sorri seu coração deixa de murchar

Depois de momentos de fatalidade emocional uma boa gargalhada desbota o mal-estar e desbloqueia o caminho para a prosperidade. Dessa sensação de placidez mental própria pela felicidade alheia surgem nossas endorfinas, potentes catalisadores dos bons sentimentos.

Rir e sentir que os outros também podem fazê-lo são atos que funcionam como verdadeiro oxigênio psicológico para nosso cérebro. Porque a vida depois de uma boa risada assume outra cor, deixando a mente mais clara e com menos bloqueios.

O estresse desaparece por alguns instantes e as dores são menos intensas quando maquiamos nossa vida com alegria. Conseguimos neutralizar o efeito dos nossos hormônios do estresse (por exemplo, o cortisol) e reduzimos nossos sentimentos e pensamentos negativos desnecessários que nos impedem de seguir em frente.

TEXTO ORIGINAL DE A MENTE É MARAVILHOSA

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