Pais omissos: crianças perdidas

Pais omissos: crianças perdidas

Existe uma enorme diferença entre ser uma criança levada, sapeca, sagaz e ser uma criança sem limites e sem educação. Estamos vivendo uma época muito estranha. Basta olhar à sua volta em lugares públicos e observar o comportamento de famílias com filhos pequenos. Na grande maioria dos casos fica nítida a falta de preparo dos pais. E o que se pode verificar, no lugar de onde deveria haver uma família, há uma espécie de “turma”, na qual ninguém sabe muito bem qual é o seu papel.

Infelizmente, são raras as pessoas que têm a exata dimensão do que representa trazer uma criança ao mundo. A falta de preparo começa a aparecer ainda no período de gestação; as mudanças hormonais, físicas e psicológicas da mulher parecem pegar os casais desprevenidos. Isso quando não ocorre de a própria gravidez ser uma completa surpresa. Em pleno curso do segundo milênio, época em que homens e mulheres vivem imersos numa filosofia que legitima a transitoriedade e superficialidade das relações, ainda há quem se disponha a ter relações sexuais sem proteção.

A equação simplesmente não fecha. Se o que há entre duas pessoas não inclui um projeto de convivência e uma história futura, porque diabos esse casal engravida afinal? E ocorre que, por enquanto, vivemos em um país em que interromper a gravidez ainda não é uma situação claramente resolvida, do ponto de vista legal e muito menos do ponto de vista moral – em verdade, está longe de ser.

Na hora lá do “bem bom” ninguém lembrou que uma das consequências do “bem bom” pode vir a ser uma criança. Depois vem com discurso de que a vinda de uma criança é sempre um sonho. Sonho para quem? Para a criança é que não é, certo? Porque as chances do que começou como um “acidente” vir a ser uma história bem-sucedida são realmente muito pequenas. A menos que os envolvidos tomem realmente para si a responsabilidade e encarem a história toda com seriedade e conduta amorosa.

Mas, enfim. Vamos pular essa parte da gravidez. Uma hora o bebê vai sair do conforto líquido que o envolve no corpo materno. E, sinceramente, um parto, está tão longe de ser aquele drama mexicano de gritaria que acorda os bairros vizinhos, quanto de ser aquela maravilha dos contos de fadas em que o bebê quase surge num passe de mágicas. Parto é parto. Envolve riscos, preparo, anteparo médico – se a mulher for realmente sortuda, envolve, inclusive, a presença de uma doula. A criança pode precisar de cuidados especiais, além dos normais cuidados que toda criança precisa.

Esse lindo embrulhinho que se leva para casa e que muitas vezes já foi até fotografado, ainda dentro da barriga. Eu ainda não consegui entender qual é a daqueles ensaios fotográficos com mil closes da barriga. Acho absolutamente cabível que o casal registre momentos e faça fotos juntos, fotos da barriga a cada mês, fotos com os amigos, fotos com a família. Veja bem, não é disso que eu estou falando. É que já vi cada coisa… Uns “books” que mais lembram portfolios para calendário de borracharia (ainda tem isso?), só que com a modelo ostentando um barrigão.

Enfim… O bebê que é uma bênção, e que já tem enxovalzinho combinando com o quarto, e que já tem nome escolhido desde o primeiro ultrassom que revelou o sexo, e que está sendo esperado como um presente embrulhadinho… Ai, ai, ai… esse bebê renderá montanhas de fraldas descartáveis limpas e depois sujas, muitas noites insones, muita dedicação para decifrar suas necessidades e muita compreensão dos adultos acerca da sua dificuldade em se adaptar a esse mundo aqui fora, esse mundo barulhento, pouco acolhedor e estranho, muito estranho.

E a educação desse bebê é de extrema importância para o seu desenvolvimento, tanto como ser individual, quanto como ser social que virá a ser. Mas como assim, educar um bebê?! Bebês não precisam só de amor, leite, banhos, sono e fralda limpa? Não. Não mesmo. Bebês precisam de encontros afetivos com os adultos responsáveis por ele. Precisam ouvir vozes acolhedoras. Precisam de estímulos visuais, táteis e auditivos. Precisam de adultos tranquilos para enfrentar sua inexperiência diante da vida. Bebês não precisam ser prematuramente enfiados numa cadeirinha de carro para irem ver a decoração de Natal do shopping, por exemplo.

Os pais precisam entender que ao assumirem uma criança, suas rotinas sofrerão importantes alterações. Crianças pequenas ficam irritadas em restaurantes barulhentos, cheio de gente falando alto, rindo, batendo copos e talheres. Aí, a criança que ficou irritada começa a chorar. E o que é que a gente mais vê hoje em dia? O milagre dos “tablets encantadores de bebês”. E dá-lhe Galinha Pintadinha, e dá-lhe Patati-Patatá. E o bebê fica ali, vidrado, encantado, entretido, esquecido.

Que pena! Perdeu-se neste momento de alienação virtual uma valiosa oportunidade de conviver, ensinar e educar. Ahhhh… mas então, agora quem tem filho não pode mais ir ao shopping, nem ao restaurante? Tem que ficar trancado dentro de casa? Claro que não. Mas não custa nada, lembrar que aquele é um ambiente feito para os maiores. Não custa nada levar uns brinquedinhos, agir de forma a ajudar a criança a interagir com o ambiente, brincar com ela, incluí-la no passeio. E, com certeza, escolher mais passeios ao ar livre com possibilidades de diversão também para o bebê ou a criança.

Um pouco mais adiante nos depararemos com uma nova epopeia na vida dessa família e dessa criança: a escolha da melhor escola. Nossa! Aí a coisa fica realmente complicada. Essa é uma das decisões mais difíceis e delicadas para qualquer pai e qualquer mãe. E, tanto faz se essa família puder ou não puder; optar ou não optar por uma instituição pública ou particular. Há instituições públicas que fazem trabalhos belíssimos com os pequenos, os médios e os jovens. Assim como há instituições particulares que honram seus projetos político-pedagógicos, ainda que sejam – e isso não dá para negar -, uma empresa.

Ocorre que muitas vezes os pais se esquecem de avaliar se as posturas e missões abraçadas pela escola conversam com os valores adotados e praticados pela família. Muitas vezes, os pais escolhem uma escola, levando em conta o custo-benefício desse investimento. Acontece que o desenvolvimento humano, sobretudo quando envolve formação acadêmica, desenvolvimento de habilidades cognitivas e dos recursos de convivência social, não é uma equação numérica. Há inúmeras variáveis a serem observadas. E essas variáveis vão desde o peso que se dá aos processos e resultados até os círculos de convivência que serão oferecidos a essas crianças e jovens.

Entretanto, há uma questão que anda sendo largamente negligenciada, junto com os bebês que ainda não nasceram, os bebês que já nasceram, os adolescentes e os jovens: não é a escola que forma o caráter, não é a escola que faz as primeiras aproximações com as relações sociais, não é a escola que ensina os primeiros limites de convivência, não é à escola que compete ensinar os pequenos a conviver com os mais velhos e os mais novos. Muitas famílias têm aberto mão desse papel fundamental que é a construção dos alicerces de caráter, valor moral e conduta ética.

O que precisa acontecer de verdade é uma integração entre a missão familiar que é da esfera privada com a missão da escola que é da esfera pública. A escola precisa oferecer espaços de aprendizagem e convivência que favoreçam a formação de indivíduos que tenham condições de respeitar o diferente, de aprender com quem discorda dele. Na escola precisa acontecer a primeira experiência de validação da autoridade extrafamiliar, uma autoridade que é necessária para o estabelecimento de um ambiente seguro e harmônico, uma autoridade amorosa, coerente e justa. Qualquer coisa fora disso é o caos.

E, vamos admitir, o caos já está instalado. Tenhamos a bondade de recuar uns passinhos e rever a nossa parte nessa história. Cada criança negligenciada, será um adolescente mais instável que o normal, chegará à juventude sem os recursos necessários para fazer as inúmeras escolhas que a vida apresentará e, provavelmente terá sérias dificuldades para amadurecer, ainda que envelheça. E, envelhecer vamos todos, ainda que não amadureçamos.

Porque sofisticada é a simplicidade !

Porque sofisticada é a simplicidade !

“Este tem sido um de meus mantras – foco e simplicidade. O simples pode ser mais difícil do que o complexo: é preciso trabalhar duro para limpar seus pensamentos de forma a torná-los simples. Mas no final vale a pena, porque, quando chegamos lá, podemos mover montanhas.”
Steve Jobs

Nesses “tempos modernos”, não é difícil nos encontramos exaustos, atônitos, perdidos, sentindo-nos num barco à deriva, nem sabendo qual vento é favorável, por não sabermos ao certo aonde queremos chegar. Não temos dúvidas, apenas, de que queremos viver bem. Vamos para cá e para lá, conforme nos falam que é bom/faz bem/é necessário. Mas, não demora, vemos que não é bem assim…

Que aquela dieta desintoxicante milagrosa não surtiu grandes efeitos. Que aquele tratamento de última geração não nos tornou impecáveis. Que aquele curso implacável não nos transformou em “outra pessoa”. Que aquele aparelho adquirido não deixou nossa rotina muito mais funcional. Que aquela viagem espetacular não nos desestressou tanto quanto gostaríamos. Que a nossa vida, pois, não melhorou substancialmente com nada disso…

Ocorre que a mudança só pode vir de dentro, e podemos demorar a nos dar conta disso… O externo pode até nos instigar, nos esclarecer, nos conduzir, mas, se não estivermos realmente dispostos, nada vai funcionar por muito tempo. Precisamos nos conscientizar de que, não adianta, não há escapatória: temos que nos dedicar se quisermos viver melhor, mais equilibrados, mais satisfeitos, mais em paz. Não há soluções mágicas.

Um bom primeiro passo é filtrar os estímulos. Não vai funcionar sairmos feito loucos tentando absorver o máximo de informações possíveis, das mais diversas ordens, sob o pretexto de ficarmos mais esclarecidos, ou mais sábios. Há diversas vertentes que são maravilhosamente esclarecedoras, mas precisamos ir com calma, raciocinar.

Jogar um monte de conceitos e dicas para dentro da “caixola”, sem parar para refletir, para compreender e para internalizar, de nada adiantará. Pelo contrário, nos estressará mais. Nos confundirá. Nos fará achar que, realmente, não sabemos nada, estamos muito longe do ideal, temos que correr atrás do tempo perdido, socorro! Vamos com calma, pisemos no freio. Temos tempo. O importante é começar, sair da zona de conforto. Um passo por vez. Se estamos andando para a frente, já temos motivos para estar contentes. Haverá tempos de estagnação e, possivelmente, até algum eventual passo para trás. Tudo bem, faz parte. Nos perdoemos e seguimos.

Também precisamos nos conscientizar de que, mais importante que melhorar o mundo é, primeiramente, mudar a nós próprios. Não poderemos ajudar os demais se somos uma pilha de medos, ansiedades e confusões. Nossa primeira missão, com certeza, é nos melhorarmos. Claro que dificilmente alcançaremos o que entendemos ser o “ideal”, mas precisamos nos tornar minimamente despertos e conscientes antes de pensar em grandes feitos.

E, nessa caminhada, é imprescindível entendermos que, se não aprendermos a nos amar, a nos aceitar e a nos tratar bem, o resto não funcionará direito. Apesar das nossas imperfeições e das nossas fraquezas, precisamos nos estimar, nos compreender, nos preservar. O autoconhecimento, nesse contexto, trará a consciência necessária para escolhermos quais caminhos seguir em busca do aperfeiçoamento. Tudo, então, fluirá muito melhor.

É essencial, outrossim, percebermos que não é gastando e consumindo que os nossos problemas serão resolvidos. Não há soluções milagrosas para o que quer que seja que possam ser adquiridas e pronto, tudo se acerta. O que realmente melhora nossa saúde física, emocional e mental, bem como os nossos relacionamentos, a nossa rotina e o nosso futuro é entendermos que temos que cuidar da nossa ALMA, que precisamos encher o nosso CORAÇÃO. E isso é grátis. Exige, apenas, boa vontade e dedicação. Viver a nossa verdade, nos interiorizarmos, nos conectarmos com a natureza, realizarmos afirmações positivas, fazermos uma boa leitura, nos vincularmos com pessoas/projetos do bem, mexermos o corpo, voltarmos a brincar. Simples assim!

Não há razão para nos agoniarmos por ainda não termos isto ou aquilo. Não precisamos de tantas coisas! Na verdade, se analisarmos a fundo, precisamos de bem pouco para ficarmos bem. A maior parte, ainda, sem custo financeiro algum! Desta vida, ao final, nada de material iremos levar… E ela fica bem sem graça se vira apenas uma soma pecuniária ou uma lista de coisas ainda não conquistadas.

Vamos fazer, ao contrário, uma relação de tudo o que já possuímos, sendo que a lista deve começar por: vida, vontade, oportunidades…
Sejamos LIVRES, pois, de todas as exigências que nos impuseram sem fundamento. Sejamos conscientes. Sejamos autodeterminantes. Sejamos leves. Sejamos descomplicados. Simplifiquemos, pois!

Devemos desconfiar de fórmulas prontas. Não levar a vida tão a sério. Não nos desgastarmos tentando ter o controle de tudo. Bem melhor nos entregarmos ao fluxo da vida. E, pode acreditar: tudo, ao seu tempo, se ajeitará.

Simplificar, pois, é engrandecer! Aumenta a consciência, a saúde, a alegria genuína e a gratidão pela vida. É claro que a escolha é estritamente nossa e que, no início, poderemos ter algum trabalho com essa reformulação do nosso ser, afinal, exigirá a mudança de uma série de padrões. Mas, então, teremos a eternidade para viver mais em paz e mais satisfeitos. E quem não está precisando disso?!

O tempo e como nos relacionarmos com ele

O tempo e como nos relacionarmos com ele

Tempo, tempo, tempo…

O tempo passa; adianta; corre; voa; avança; leva; faz esquecer e faz lembrar; faz ter esperança e faz perder a esperança; dá paciência e a tira também; faz ter certezas e faz perder todas elas; dá o controle por horas-minutos-segundos e faz perder o controle por avançar - aconteça o que acontecer -; eterniza momentos e faz outros apenas serem um lapso; traz amigos-famílias-amores e leva amigos-famílias-amores; une-nos em determinados períodos e afasta-nos em outros…

AH, SE NÃO FOSSE O RAIO DESSE TEMPO…

Esse tempo que inventamos, que montamos, que criamos, que contamos, que somamos, que diminuímos, que multiplicamos, que dividimos e que nos guia em nosso dia e em nossas decisões.

Ah, homem, que não sabe quanto tempo tem e nem quando tudo aconteceu. Não sabe quando chegou aqui, não sabe se já viveu aqui, não sabe se já foi a outros lugares, não sabe se nascerá, não sabe todos que são seus pais, mães e irmãos.

Que horas são agora?

Quem disse isso? Foi o céu, o sol, a lua, o mar, as estrelas, a terra, a natureza? Mas nenhum deles lhe mandou viver por isso. Mendigamos segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos e décadas, sem saber nada sobre isso. Apenas tratamos da matemática, mas esquecemos a nossa história, a nossa geografia, a nossa física, a nossa química e que tudo isso está em constante mudança.

Não deixe o tempo enjaulá-lo. Saia dos seus limites. Você provavelmente tem um tempo para tudo: trabalhar (talvez o maior deles), comer, dormir, ler, escrever, exercitar-se, namorar, cuidar, comprar, brincar (talvez o menor deles). Talvez não sejamos sempre a mesma pessoa: quando brinco, posso ser diferente de quando trabalho; quando cuido, posso ser diferente de quando namoro… E assim nos vamos particionando. Ficamos partidos e segmentados em personalidades, enquanto o nosso maior objetivo é ser união.

Temos família, parentes, amigos, colegas e namorados para promover essa união. Temos um trabalho para fazer algo em conjunto, temos uma religião para nos aproximar de algo maior, temos um relacionamento para nos unir em pensamentos e emoções e temos uma família para aprendermos a viver em amor.

Inventamos o dinheiro, mas, na verdade, o que estamos sempre trocando é o nosso tempo. Esse tempo que poderia ser mais aproveitado, ou não. Vamos à escola, para que o nosso tempo possa ser valorizado no futuro. Na faculdade, também acontece o mesmo: obtermos uma profissão que seja bem remunerada. Quando trabalho, assino um contrato de que receberei X reais para trabalhar X horas diárias/semanais. Para quem estou vendendo o meu tempo? Vale a pena vendê-lo? Gosto disso?

AH, SE NÃO FOSSE O RAIO DESSE TEMPO…

Teríamos tempo para nossos pais, para os nossos irmãos, para os nossos amigos, para os nossos amores, para sermos os nossos melhores sonhos, para fazermos o que gostamos, para estudarmos o que nos motiva… Teríamos tempo para sermos quem realmente estamos aqui para ser.

Tempo, já que você me deu tudo e um dia vai me tirar tudo, quero que saiba que não vou mais o seguir. Não vou mais me basear em você, não vou dividi-lo, não vou mais contabilizá-lo. Você continuará, mas uma grande parte de mim, não. E quero usá-lo, mas sem basear a minha vida em segundos-horas-minutos-dias. Eu quero deixar o passado e também o futuro. Eu quero o gosto de cada momento. Eu quero o agora, que é a única coisa que me deve, por me ter deixado chegar até aqui. Eu quero é viver sem medo do que aconteceu no passado e sem planejar um amanhã perfeito. Eu quero aprender a aceitar o que tem para agora e quero viver nisso, sem cobranças minhas ou dos outros.

Tempo, se eu viver por você, na verdade nunca terei vivido. Um dia tudo será passado. Quero aproveitar cada respiração, toda vez que eu tomar um banho, toda vez que eu colocar na minha boca aquela deliciosa comida, toda vez que os meus pés tocarem no chão e toda vez que sair um som da minha garganta.

Podemos experimentar dizer:

Tempo, me despeço de você, sabendo que, no fundo, você não vai embora, mas sim aquele velho padrão social. Eu o saúdo e agradeço.

Comece o dia amando mais você!

Comece o dia amando mais você!

A cada gesto de amor próprio, uma ilusão se despede. As qualidades que a gente atribui ao outro, são as nossas próprias que a gente quer ver em reciprocidade. E não é sempre que isso acontece. Desilusão é esperar uma troca que jamais acontecerá.

Comece o dia amando mais você! Dessa forma, não será preciso aceitar o mínimo, suplicar o possível, sonhar com o inatingível. Seu amor e seu zelo tornam-se escudos protetores, verdadeiras muralhas que impedem a entrada de sugestões ciumentas, comentários invejosos, dicas mesquinhas, inspirações derrotistas.

Somos amados, sem dúvida alguma. Nem sempre do jeito que desejamos. Quase nunca na intensidade que sonhamos. Raramente por todos os que elegemos. Muitas vezes nos contentamos com o amor idealizado, desculpado, esfarrapado. Mas não ousamos nos amar mais para suprir o que falta.

Comece a tarde amando mais você! Se sobreviveu à manhã de expectativas por novidades e grandes surpresas, e por fim a rotina prevaleceu, comece a tarde em total amor por você!
Despeça-se das promessas vazias, da esperança enfraquecida, da ligação que não recebeu, das desculpas que não interessa mais ouvir.

Ainda somos amados, tantas vezes secretamente, outras aberta e sonoramente! Que valor atribuímos a esses amores? Estarão eles perto demais para que possamos enxergá-los sem a vista embaçar? Seremos nós pessoas que preferem o amor de longe?
Quando a gente se ama mais, aprende a aceitar o amor que nos oferecem.

Comece a noite amando mais você!
Relaxe, descanse, desacelere, deixe as perdas do lado de fora da porta, derretendo no capacho. Sacuda a indiferença, a ingratidão, o orgulho ferido e as desilusões antes de entrar no seu mundo particular. Faça dele o paraíso, ainda que muitas vezes solitário.

É certo que companhia nos faz um bem enorme, mas na falta de uma, não podemos negar a nossa própria e deliciosa companhia a nós mesmos. Se a gente não acha, quem o fará?

Termine o dia amando mais você. Se o dia terminou para você, lembre-se de que é uma pessoa de sorte e muito amada. Não há garantias para o dia seguinte, a hora é agora!

Deixem-nos chorar !

Deixem-nos chorar !

Não precisamos estar bem o tempo inteiro. Muito menos, fazer de conta que está tudo ok, quando estamos longe disso. Chorar, vez ou outra, é vital. Sentir, verdadeiramente, faz bem. Somos humanos. Independentemente do que esperam de nós, precisamos, sobretudo, respeitar nossos momentos.

Porque há momentos em que apenas queremos ficar calados
Precisamos sentir toda a tristeza que surge em nosso ser
Necessitamos não ser questionados, nem confrontados
Apenas respeitados.

Deixem-nos, vez ou outra, mergulhar em nossas incertezas
Decifrar as nossas desilusões
Curtir a desconstituição de algumas “verdades”
Viver o luto pela perda de sonhos…

Não podemos sufocar o turbilhão de emoções que nos habita
E que, volta e meia, entra em erupção
Precisamos contemplar esse calor todo saindo do nosso íntimo
E confirmar que as cinzas se depositarão, mansamente, às margens de nossa existência…

Precisamos chorar para extravasar, para nos libertarmos
Pela pessoa que gostaríamos de ser e talvez não estejamos sendo
Pelo que desejamos que as pessoas fossem, mas elas não são
Pelas possibilidades pedidas sem serem experimentadas
Pelos momentos de covardia, de intolerância, ou de insensatez
Pelas injustiças do mundo, e pela inconstância da vida
Para nos reconhecermos humanos, enfim…

O que será de nós se mantivermos tudo isso aprisionado?!
Se desintegrar e se reconstituir faz parte de uma vida que foi realmente vivida…

Deixem-nos, então, a sós, e em paz
Deixem-nos, vez ou outra, chorar
E deixem-nos livres para sermos nós mesmos e sentimos, ao nosso modo, tudo o que se apresentar…

Somos finos como papel

Somos finos como papel

Somos finos como papel, exclamou algum dia o velho safado. E de fato, a nossa existência é extremamente frágil, fugaz, transitória. E mais fato ainda é que sabemos disso, de tal maneira que se torna até clichê. Entretanto, alguns clichês precisam ser repetidos, porque parece que em verdade não os compreendemos.

Não controlamos quase nada na vida e estamos todos na maior parte do tempo flutuando na brisa, lembrando Forrest Gump. Todavia, há uma parte da vida em que somos diretamente responsáveis, uma parcela menor, é bom que se diga, mas ela existe e sendo, portanto, tão rara, devíamos valorizá-la e fazer o melhor que poderíamos com ela, de modo a tornar as nossas vidas e a vida dos que dividem conosco este espaço melhor. Infelizmente, sabemos que não é bem isso que acontece.

Se a maior parte não nos cabe, a que nos cabe administramos muito mal, tão mal que chego a pensar quão pior seria se controlássemos tudo. Somos egoístas, individualistas, mesquinhos, estúpidos, insensíveis… Determinamos, rotulamos, excluímos, desarticulamos.

Será que acreditamos que esse mal que fazemos torna o mundo um lugar melhor? Como se não bastasse, vivemos em um mundo de aparências, em que o sucesso baseia-se tão somente no ter e as relações funcionam exatamente como operações na bolsa de valores.

Mundo de pessoas tristes, multidões vazias, vidas marcadas pelo desespero, likes no Facebook e lágrimas no banheiro.

E, assim, justifico o motivo de falar de um clichê, pois mesmo sabendo de todas as limitações, agimos de maneira desprezível na parte que nos é competente. Digo mais, não adianta apenas pensar nisso quando uma tragédia acontece, pois lembrando Shakespeare –“Devemos chorar os homens quando nascem, não quando morrem”.

Ou seja, somente durante a vida, a cada nova aurora, podemos tornar a vida um lugar melhor, buscando saboreá-la nas suas reais belezas, ajudando quem tem sede e sabendo que nas pequenas flechas de luz que se abrem, sempre devemos fazer o nosso melhor, para nós, para o outro e para a vida, pois lembrando outra vez o velho Bukowski: “A vida pode ser boa em certos momentos, mas, às vezes, isso depende de nós”.

Quando a nossa fragilidade vem à tona é muito mais fácil refletirmos sobre tudo que nos cerca e o modo estúpido como temos vivido, mas, ainda assim, é extremamente difícil arregaçarmos as mangas e fazermos o diferente, porque isso dá trabalho e somos uns animaizinhos preguiçosos e acomodados, de modo que mais do que finos como papel, somos tristes como papel em branco, porque toda vez que temos o papel em nossas mãos não nos esforçamos nem um pingo para deixá-lo colorido.

“Eu te amo” está mais rodado que nota de 2 reais

“Eu te amo” está mais rodado que nota de 2 reais

O que cabe dentro do‘eu te amo’?

Quantas vezes dizemos essas três palavrinhas querendo significar tanta coisa menos carinho, amor, gratidão?

‘Eu te amo’ virou ‘bom dia’, ‘boa noite’, ‘tchau’…

‘Eu te amo’ virou pedido de desculpa esfarrapada, naquelas situações que a pessoa pisou feio na bola pela 15ª vez e vem com aquelas frases do tipo: ‘apesar de tudo o que fiz, eu te amo’. ‘Eu te machuquei, mas eu te amo’. ‘Não te dou mais atenção, mas eu te amo tanto’.

‘Eu te amo’ também é tantas vezes usado para assegurar propriedade. Você mal conhece a pessoa, se encontraram poucas vezes, e ela vem dizendo ‘eu te amo’, aí sem perceber você assinou um contrato invisível de posse. Agora, de certa forma, você pertence à ela. Afinal, a pessoa disse até ‘eu te amo’, agora você tem que cuidar do sentimento dela, você selou um contrato de responsabilidade.

‘Eu te amo’ pode ser jogo de poder, pode ser chantagem emocional, naqueles momento em que vem cheia de lágrimas nos olhos, diz um ‘eu te amo’ e amolece mais uma vez seu coração cansado.

‘Eu te amo’ tapa buracos, fica no lugar dos momentos não vividos, soluciona a falta de tempo com o parceiro, com a família, com os filhos. ‘Eu te amo’ preenche os espaços da nossa falta de criatividade, naqueles cartãozinho de aniversário, naquela mensagem morna que chega à tarde.

‘Eu te amo’ virou ‘tudo bem’, mesmo naqueles dias que estamos péssimos e alguém pergunta ‘como vai você?’, e respondemos ‘tá tudo bem’ por educação e para evitar contar nosso conflito.‘Eu te amo’ também serve pra isso, para mascarar um ‘não ta tudo bem e eu não te amo mais’.

‘Eu te amo’ está mais rodado que nota de 2 reais.

Gastou o ‘eu te amo’! Ele inflacionou, ele anda por todas as bocas, mas poucos olhares encaram um ‘eu te amo’ de frente, entregue, firme, verdadeiro. Ele sai assim sem empolgação, pela metade, meio sujinho. Ele sai com tantas emoções – choro, desespero, descaso – e poucas vezes com a emoção verdadeira do amor.

O ‘eu te amo’ está banalizado. Faz tempo que a gente já nem toma cuidado, já nem se dá conta. Vamos dizendo ‘eu te amo’ politicamente por aí, vamos usando como arma para tantas coisas. Vamos criando laços de afeto quando não estamos preparados, e rompendo conflitos que deveríamos deixar surtir efeitos em nós para colhermos os aprendizados.

Os ‘eu te amo’ falsos atrasam o florescer do nosso amor próprio, e também do amor verdadeiramente partilhado. Aquele que tem momentos de puro ‘eu te amo’ e outros de silêncio, contenção e ‘não, agora não te amo’, dessa forma, desse jeito, neste momento.

Amor maduro: quando o primeiro amor não vem na ordem certa

Amor maduro: quando o primeiro amor não vem na ordem certa

Por Valéria Amado

Às vezes o primeiro amor não vem na ordem certa. Existem relacionamentos que acontecem na idade madura, nos possibilitando descobrir pessoas mágicas e inesperadas em cujos braços gostamos de nos refugiar, porque têm cheiro de lar e seus beijos sabor de açúcar e fogo ao mesmo tempo. Porque o amor maduro não compreende idade, é digno, vital e energizante.

Um fato comum em muitos destes casos nos quais se consolidam relacionamentos tão significativos na idade madura é que um dos membros tinha a total certeza de que no seu caso, as portas do amor tinham se fechado para sempre. Às vezes armazenamos fracassos sentimentais tão desoladores que temos a sensação de que nosso próprio coração, transformado já em pedra, caiu no fundo de um poço.

Os amores maduros são encontrados no meio da tarde da vida. São pessoas livres, tranquilas de coração e ricas de pensamento, porque nos seus rostos dançam os sorrisos e a vontade de continuar amando. Porque às vezes o primeiro grande amor não vem na ordem certa.

Também é preciso apontar uma coisa importante. Nem todas as pessoas, só porque chegaram aos 50 ou 60 anos, são capazes de construir um amor maduro, consciente e feliz. Existem muitos corações amargos que não purgaram penas, que não foram capazes de fazer essa viagem interior para poder perdoar, e fazer das vivências passadas caminhos renovados para transitar com esperança.

Porque a maturidade pessoal não é trazida pelos anos, nem pelos danos. Mas sim pela atitude e sabedoria das emoções onde nem todos adquiriram seu doutorado, seu mestrado. Convidamos você a refletir sobre isto.

contioutra.com - Amor maduro: quando o primeiro amor não vem na ordem certa

O amor maduro, construindo presentes perfeitos

Quando a gente chega nessa idade em que as décadas já traçaram em nós mais histórias do que poderíamos contar, às vezes nos vemos como essas frutas maduras ligeiramente machucadas nos cantos. Agora, é preciso lembrar que as frutas maduras têm um sabor muito mais doce e prazeroso do que essas outras muito verdes, firmes e ligeiramente amargas.

Nossas experiências não são um lastro. Ao contrário, ninguém deveria ser o resultado das suas decepções, dos seus fracassos, ou menos ainda das feridas que outros causaram. Somos nossa atitude diante de tudo que foi vivido, nunca um mero resultado. Por isso, o amor maduro agrega ao sentimento uma dose de sabedoria para poder construir aquilo que importa de verdade: um presente feliz, um presente digno e apaixonado no qual se descobrir um ao outro.

Nenhum dos dois membros renuncia a seu passado, simplesmente são aceitos, como se aceitam as peles nuas habitadas por algumas cicatrizes, alguma ruga feita pelo tempo nesses rostos e nesses corpos perfeitamente imperfeitos onde, obviamente, também não importam as décadas nem as decepções. Somente o prazer do aqui e agora.

Sábios artesãos do amor

Francesco Alberoni é um conhecido sociólogo especialista em relacionamentos amorosos que nos deu livros interessantes como “Paixão e amor”. Segundo ele, o ser humano ainda não compreendeu quais são os mecanismos do amor autêntico e duradouro. Muitos nos deixamos levar por esse naufrágio químico que é a paixão, a necessidade de um pelo outro, mas poucos conseguem entender que acima de tudo, amar é saber construir.

O amor não tem idade, porque o coração não tem rugas, porque o amor, se é intenso e puro, sempre é jovem.

Os amores na idade madura já conhecem de sobra o que é estar apaixonado, por isso, o que anseiam nesta etapa da vida é uma coisa muito mais profunda e ao mesmo tempo delicada. Desejam intimidade, a cumplicidade de dois olhares que se entendem sem palavras, desfrutar de espaços em comum mas ao mesmo tempo respeitando a individualidade de cada um. Anseiam por um vínculo forte e nobre no qual trabalhar e investir todo dia por esse pacto implícito mas presente: o amor.

Erich Fromm dizia que amar é uma arte. Não é apenas uma relação prazerosa, essa que nos traz sem sombra de dúvida a própria paixão, ali onde praticamente não é preciso fazer nada, apenas sentir, deixar-se levar, respirar, sonhar e deixar-se cair nos recôncavos profundos do desejo.

Amar é uma arte porque requer esforço, é como dar forma a uma escultura ou a uma tela onde cada pincelada é fundamental para dar perspectiva, corpo e beleza a essa obra. O amor maduro, esse que acontece quando já deixamos a juventude, é muito capaz de traçar cada movimento com sutil perfeição porque é um bom artesão das emoções. Porque já não precisa demonstrar nada e sabe muito bem o que quer.

Porque as pessoas autênticas constroem amores autênticos, plenos e realizadores. Não importa então que o primeiro amor não tenha chegado na ordem certa. A vida, no fim das contas, tem um toque maravilhosamente caótico, e não temos mais remédio que nos deixar levar enquanto avançamos com sonhos e com o coração sempre acesso, sempre jovem.

O tempo do perdão

O tempo do perdão

Decidir perdoar não é sinônimo de esquecer ou de ser indiferente àquela dor que nos foi causada. Às vezes, a gente quer sim a paz, a gente quer sim não mais lembrar, mas a mágoa ainda está ali e é questão de tempo que ela se vá.

E esse tempo não é o tempo do relógio, não é o tempo dos dias que se sucedem às noites, ou das estações que se revezam transformando as paisagens. O tempo necessário para curar uma ferida não é determinado, não tem prazos ou sinais de aviso. É um tempo imprevisível, que pode se arrastar por semanas, meses. Mas que às vezes, em uma bela manhã, a gente acorda e olha só, a mágoa não está mais ali!

Entendo que o tempo do perdão também depende de nós. Depende de que sigamos os nossos caminhos, cuidemos de nós mesmos e façamos novos planos. Precisamos aprender a ser protagonistas da nossa própria vida. Ressalto ainda, o tempo do perdão não ocorre de uma hora para a outra. Somos humanos, temos os nossos limites.

Eu decidi te perdoar por ter quebrado minhas expectativas, eu decidir me perdoar por tê-las criado, eu decidi esquecer o que nós dois poderíamos ter sido e não fomos. Eu decidi esquecer os planos que eu havia planejado, os sonhos que eu havia sonhado. Eu decidi que não vou mais lembrar das minhas verdades ou da sua mentira. Mas entenda que não é uma questão de decisão eu estar magoada ou não. A partir do momento em que você mentiu e não fez a mínima questão de se explicar, a sua indiferença me deu o direito de imaginar qualquer coisa a respeito do fato. E hoje eu penso absurdos e me apego às piores hipóteses porque eu preciso disso para não imaginar até onde nós dois teríamos ido se a verdade tivesse sido um princípio seu.

Enquanto o perdão não vem, eu me dou o direito de ser fria e alheia. Mas quando o perdão chegar, eu me darei o direito de acreditar em um outro alguém, em um novo amor. E eu vou fazer tudo certo de novo poque a minha índole não depende da sua e o meu comportamento correto não será afetado pelas suas atitudes tão incoerentes e egoístas. Eu sei que, nos momentos de dor, o Universo está me preparando para algo melhor.

Reunião da Tupperware

Reunião da Tupperware

Lembro-me da cena como se fosse hoje: eu, às gargalhadas, debochando do programa para o qual minha mãe fora convidada. Também, pudera! Reunião da Tupperware não era lá a coisa mais divertida a se fazer. Fiquei imaginando o tamanho do desperdício, já que aquilo duraria a tarde inteirinha do sábado.

E não seria um único evento. Era feito uma vez por mês.
Tal ritual consistia em agrupar o maior número de mulheres possível na casa de alguém para que a vendedora viesse apresentar um sem número de potes, bacias, garrafas e outros utensílios plásticos. A mesma vendedora faria uma receita para degustação e demonstração da utilidade de alguns itens.

Ao final do evento, as convidadas poderiam comprar e encomendar o que quisessem. A anfitriã (que oferecia seu espaço para o evento) ganharia um mimo de acordo com o valor das vendas, mas (e é aí que mora o perigo), três de suas amigas deveriam ceder suas casas para as próximas reuniões. Só assim o mimo seria, de fato, dela.

Lembro-me da cena como se fosse hoje: eu, rindo de mim mesma, recebendo de uma amiga querida o convite para o grande evento: a reunião de Tupperware. Patrícia e eu tínhamos crescido juntas, brincando na rua até tarde (quando isso ainda era possível), andando de bicicleta e roller e fazendo de um pequeno muro, um mercado de faz-de-conta. Não havia como inventar uma desculpa e negar o convite. Aquela criatura tinha dividido a infância comigo! No dia combinado, lá estava eu acompanhando minha mãe e entrando naquela bola de neve. No que fui me meter!

Participei do primeiro evento em uma linda tarde de sábado. Embora, vez ou outra, eu pensasse no desperdício de estar presa àquela situação enquanto o sol me convidava para a rua, confesso que foi bom encontrar com uma porção de vizinhas e conversar com elas. Com algumas eu não falava desde a adolescência. Recordo que eu estava grávida e este foi o principal assunto, depois dos potes, claro. Também este foi o motivo da minha primeira compra: uma garrafinha com lancheira para meu filho. Ao final da tarde, Patrícia ganhou seu mimo. E eu o meu. Só que ainda não tinha me dado conta…

Meu mimo foi poder continuar participando daqueles encontros que, bem ou mal, aproximavam pessoas queridas em torno de um mesmo objetivo. Não sei mais qual era o objetivo. Os potes? O chimarrão? A receita? O bom papo entre vizinhas? O que sei é que a gente dava um jeito de ir para ajudar a outra pessoa a ganhar seu presente da vendedora. Só que, ao mesmo tempo, todas nós ganhávamos o mais belo dos presentes: uma tarde de sábado juntas. Talvez, se o encontro fosse informal, nem todas iriam.

Mas, encarando convite como um compromisso a ser cumprido, a grande maioria sempre estava lá. E eu, incrivelmente, passei a gostar de estar lá.

Essa oportunidade me deu a chance de agradar a Patrícia. Essa oportunidade, também, deu-me a chance me aproximar de sua mãe, Gladis, que há pouco nos deixou. Pena que a bola de neve teve fim… Pena que as reuniões não acontecem mais… Pena que Gladis nos deixou!

Tenho saudade das reuniões de Tupperware. Tenho muito mais saudade da Gladis… De tudo isso, tiro três conclusões: os produtos da Tupperware são caros, mas duram uma vida; a vida, às vezes, dura menos que Tupperware; a amizade é gratuita e dura uma eternidade.

O melhor presente que podemos dar e receber: a beleza psicológica

O melhor presente que podemos dar e receber: a beleza psicológica

A beleza física não é tudo. Na verdade, o peso que a beleza física desempenha em nossas emoções tem um objetivo claro e fugaz: a paixão. Já a beleza psicológica é algo que vai além das aparências: através dela nos apaixonamos e apenas através dela nos despimos.

Porque a nudez emocional só pode ser alcançada quando falamos a linguagem da afetividade. Nosso coração se abre e os medos são afastados quando estamos cercados de pessoas bonitas que promovem a verdade, a sinceridade e o carinho íntimo da relação.

Mas, além das necessidades que se fundem com o egoísmo, uma beleza psicológica convida a se despir, às carícias da alma com a alma, ao mimo, ao sonho, à harmonia das aspirações, à proteção da autoestima, ao ser no mundo permeado de carinho.

contioutra.com - O melhor presente que podemos dar e receber: a beleza psicológica
Arte: Choi Mi Kyung

Os presentes que recebemos através da beleza psicológica consolidam um apego sincero, saudável e eloquente. Porque o bonito não é o que agrada aos olhos, mas o que alimenta as nossas emoções e os nossos sentidos.

Nesse mesmo contexto, Virginia Satir pronunciou estas palavras lindas e adequadas:

“Acredito que o melhor presente que posso receber de alguém é que me veja, que me escute, que me entenda e que me toque. O melhor presente que posso dar é ver, escutar, entender e tocar a outra pessoa. Quando isso foi feito, sinto que houve uma conexão”.

Portanto, trabalhar na beleza psicológica dos nossos relacionamentos e fazer dela a nossa realidade exige escutar, conectar e conhecer nossa bagagem emocional. É imprescindível ajudar o outro a desvendar os seus medos, a superar suas inseguranças e atingir seus sucessos.

Chaves que nos conduzem a um relacionamento saudável

Não é nenhum mistério: somos mais felizes quando estamos ao redor das pessoas que gostam de nós. O que acontece às vezes é que nos esquecemos disso e ficamos imersos em relacionamentos abusivos que intoxicam nossa vida.

Por isso é importante termos muito presentes as chaves que nos conduzem a um relacionamento belo:

  • Segurança e confiança em si mesmo e nos outros: a intimidade verdadeira só é alcançada através da cumplicidade e da boa comunicação. Se derrubarmos muros e obstáculos, nos sentiremos melhor com nós mesmo e com o nosso entorno.*
  • Evitar preconceitos, viver longe dos jogos, das ironias e da hipocrisia. A beleza psicológica conhece apenas a humildade e o respeito.
  • Tirar o nosso tempo para construir emoções: elas são a base da nossa casa e, portanto, de nós mesmos.

 

Uma pessoa psicologicamente bonita é:

  • Uma pessoa que envolve, que não julga, que não castiga, que não procura fazer mal.
  •  Uma pessoa que está por perto daquelas que precisam dela, que procura a intimidade cúmplice.
  • Uma pessoa que reformula os pensamentos que machucam, que reconceitualiza o negativo, que aprende com os outros, que busca o melhor, que administra uma linguagem interior sincera.
  • Uma pessoa que se despe, que se abre, que revela, que cuida da estrutura de seus relacionamentos, que alimenta o afeto verdadeiro.
    Uma pessoa psicologicamente bonita não apenas é um ideal que buscamos ter ao nosso lado, mas também é a imagem de nós mesmos que todos desejamos. Por isso, sem dúvida, a beleza psicológica deve ser a prioridade diante do espelho, porque só podemos ler nossos olhos com a linguagem do coração. Porque apenas assim criaremos relacionamentos significativos, sinceros e duradouros que nos manterão vinculados à felicidade.

Título original: A beleza psicológica apaixona nossos sentidos

Autoria: Raquel Brito

Imagemd e capa: Aykut Aydoğdu

Fonte: A mente é Maravilhosa

Para alguém com o coração partido

Para alguém com o coração partido

Quando você esperou todos saírem e então conseguiu permitir que as lágrimas descessem fartas, naquele momento você descobriu que a dor também faz parte do amor.

Sabe, a existência é cheia de contradições, e com o afeto não poderia ser diferente. Talvez seu espanto venha do fato de descobrir que o amor não nos salva completamente. Ele nos salva de algumas coisas, mas não nos protege de não sermos correspondidos como gostaríamos ou como mereceríamos.

Talvez você esteja descobrindo que essa história de se apaixonar não é uma equação. Não obedece regras ou tópicos, e ter qualidades como ser bonito, bondoso, caridoso e paciente não é garantia de que o outro sentirá o mesmo que você.

Mas agora preste atenção. Seu coração pode ter sido partido, mas você não. Você continua, você permanece, você terá que ficar de pé e seguir em frente de que jeito for. E sim, é verdade, nunca mais será o mesmo depois disso, mas isso é bonito também. Pois você foi capaz de amar, de não ter medo, de se expor e ficar vulnerável como só quem ama de verdade é capaz de ficar. E você conseguiu. Talvez não tenha durado tanto quanto você gostaria, mas você sabe (e eu sei que você sabe) que houve bons momentos para você se orgulhar e entender que fez tudo o que podia.

Nunca, em hipótese alguma, se culpe por aquilo que não dependia só de você. Na vida temos que conviver com decepções e frustrações o tempo todo, e talvez essa seja a maior delas. Mas não procure culpados, isso não alivia o que você está sentindo nem ajuda a se curar.

Tenha, antes, paciência com seu tempo de recuperação. Chore, fique com raiva, jure que nunca mais vai se apaixonar. Escreva suas dores num caderno e faça um diário de sua convalescência. Tome sorvete direto do pote, delete fotos do seu instagram, corte o cabelo, faça uma viagem curta ou longa dependendo do seu tempo e orçamento. Ore, fique em silêncio, aproveite sua solidão.

Mas depois experimente um olhar novo para sua própria vida. Experimente amar-se de um jeito que nunca amou antes, experimente cuidar-se com afinco, experimente ser tolerante e amável com a pele que habita.

Eu sei que não é fácil, e as lembranças assombram de tempos em tempos. Mas chegará um dia, em que ao se preparar para dormir, você reparará que passou o dia inteiro sem uma lembrança sequer. Esse dia pode chegar logo ou demorar muito tempo, mas ele certamente vai acontecer. E você vai olhar para trás com doçura e perceber que superou. Que soube se reerguer sozinho ou com uma nova companhia. Que soube confiar em Deus e aceitar seu tempo de esperas. Que aprendeu a seguir de cabeça erguida mesmo quando o plano era nunca se separar. Que soube fazer castelos com o punhado de areia que restou, e que soube principalmente encontrar paz no meio do seu interior.

Não queira viver “consertando” histórias para você caber dentro delas. Quem lhe quer, coloca você dentro da própria história com vontade, sem que você precise implorar por isso. Quem lhe quer, transforma o próprio enredo, para você ser a parte mais bonita. Quem lhe quer, deseja fazer parte da sua história, do seu mundo, dos seus castelos.

Enfim, não permaneça onde seu coração não se sente em casa. Desate os nós que lhe prendem ao que não tem mais razão de existir e faça laços com novas histórias, construídas a partir de seu amor próprio. Ame suas conquistas e siga em frente valorizando quem permanece ao seu lado. Dê uma chance ao desconhecido, e subtraia o medo do olhar. E acima de tudo, só convide para entrar quem você tem a certeza de que deseja ficar…

Para adquirir o livro “A Soma de Todos os Afetos”, de Fabíola Simões, clique aqui: “Livro A Soma de todos os Afetos”

 

Auto sabotagem e o processo de individuação

Auto sabotagem e o processo de individuação

Na Mitologia, encontram-se os famosos mitos de criação. Neles vemos narrada a criação do mundo e da humanidade. Um dos aspectos principais quando um mundo novo vai ser criado, é sempre necessário um sacrifício. Alguém morre, ou um deus, ou gigante, ou uma criatura humanóide.

A vítima sacrificial representa uma condição anterior que deve morrer para que um novo mundo, ou uma nova condição consciente, nasça.

Cada passo adiante, visando à construção de mais consciência, destrói o equilíbrio vivo em vigor até o momento presente. Nesse instante entra uma questão bastante delicada: o quão difícil e doloroso é para o ego se separar de uma situação anterior, mesmo que essa não nos sirva mais.

É aí que entram nossos mecanismos de defesa, que causam auto sabotagem em nós mesmos.

O ego humano possui uma característica que é se apegar ao que é conhecido. É como se a situação nova fosse uma morte para ele. Temos a tendência de não abrir mão de crenças, ideias e emoções, pois sem elas é como se o ego não existisse.

Por isso a Psicologia Analítica propõe o processo de individuação, onde o ego deixa de ser o centro da psique (pelo menos é o que o ego acha), para se relacionar com um centro transcendente e que abarca a totalidade do inconsciente e consciente, que Jung denominou Self.

Nesse processo o ego precisa abrir mão do controle e deixar que algo maior que ele o direcione, e assim aprender com esse processo, dialogar com ele também.

De certa forma, o ego está certo ao pressentir uma morte. Aspectos que não estão em harmonia com a totalidade psíquica precisam morrer. Para ser mais exata, o que morre é a identificação do ego com conceitos e ideias que não lhe são mais saudáveis para seu desenvolvimento psíquico.

Durante o processo de análise, é comum o terapeuta cair na tentação de tentar nomear o conflito, como por exemplo: “complexo de édipo”, “complexo materno”, possessão pela anima”, etc. O próprio analisando que conhece a teoria também pode sucumbir a isso.

Conhecer a teoria não é errado, porém, nomear a neurose pode ser um grande perigo, porque ela ganha um significado tremendo. Às vezes, isso pode reforçar um mecanismo de defesa – principalmente nos tipos mais racionais – e fazer com que o analisando se apegue aquilo e se identifique, não conseguindo abrir mão do controle de “saber as coisas”.

Não que o terapeuta não deva conhecer a teoria, mas é como Jung mesmo disse devemos conhecer todas as teorias, dominar todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, ser apenas outra alma humana.

Para finalizar, o que é de extrema importância saber sobre isso, é que nenhuma vida nova pode surgir sem que ocorra um declínio e o sacrifício da que havia anteriormente.

Por essa razão é importante atentarmos ao medo que esse processo causa, mas também lembrarmos que o medo é um importante regulador, mas que não pode nos paralisar no fluxo contínuo da vida.

O processo de individuação traz consigo o aprendizado do ciclo morte e vida. A vida é composta de construção e destruição, e nesse fluxo, construímos e destruímos nossas auto imagens o tempo todo, para que tenhamos novos aprendizados e novas experiências de vida, alargando nosso horizonte e perspectiva de vida.

Ansiedade tóxica: dicas para reconhecê-la

Ansiedade tóxica: dicas para reconhecê-la

Por: Raquel Brito

Sentir-se ansioso não é necessariamente algo ruim, mas quando este sentimento se transforma em uma ansiedade tóxica, crônica e dolorosa, pode prejudicar muito o nosso dia a dia.

O que queremos destacar é que a princípio a ansiedade é normal e saudável, pois nos ajuda a manter uma certa ativação para nos proteger de perigos iminentes ou para desempenhar algumas tarefas.

contioutra.com - Ansiedade tóxica: dicas para reconhecê-la

Contudo, apesar da sua natureza protetora, ela aparece pelo simples fato de termos medo de que a angústia, a preocupação, o nervosismo, as palpitações, os pensamentos intensos, o suor, etc, se perpetuem.

Então, permitimos a criação de um tipo de círculo vicioso por meio do qual sentimos ansiedade quando antecipamos a mesma. Ou seja, o mesmo temor que a emoção em si mesma nos provoca possibilita as mesmas sensações e a mesma realidade que tanto nos causa medo.

contioutra.com - Ansiedade tóxica: dicas para reconhecê-la

Ansiedade tóxica e os monstros da adrenalina e do cortisol

Este estado que denominamos “círculo vicioso da ansiedade” vem acompanhado da atividade de dois hormônios principais: a adrenalina e o cortisol. Para entender como funcionam podemos pensar em como respondemos quando tropeçamos em uma escada. Automaticamente o coração dispara e costumamos procurar o corrimão para proteger a nossa própria integridade física.

Este conjunto de sensações, as quais correspondem à ansiedade saudável, nos dão energia e força para nos proteger. São momentos de intensa e desagradável excitação nos quais o corpo admite, por necessidade, a liberação de uma boa quantidade de adrenalina e de cortisol.

Também poderíamos pensar em um passeio de montanha-russa no qual as sensações o tornam desagradável e violento, ao contrário de divertido. Acontece que quando estamos a ponto de cair da escada ou quando subimos na montanha-russa, sabemos que as sensações são passageiras e que assim como vêm, também vão.

Contudo, quando os perigos respondem a expectativas ou pensamentos que procuram antecipar perigos futuros, não permitimos que o simpático monstro da adrenalina adormeça. Como não deixamos que ele adormeça, o monstro se alimenta de nossas preocupações em forma de adrenalina, o que nos prende cada vez mais nessas sensações de angústia sem que exista nada que o justifique.

Significa dizer que a adrenalina e o cortisol ficam sem nada, nem ninguém para salvar do dragão. Estão ali presentes porque nós os alimentamos com pensamentos de futuro que antecipam más experiências.

Tudo isso fica preso em nosso próprio interior, apesar de procurar sair e se libertar. Por isso acontecem os ataques, por isso a insônia persiste, os pensamentos negativos e as sensações de bloqueio não vão embora.

Algumas máscaras que a ansiedade tóxica usa para se manifestar

Preocupação crônica

A ansiedade pode se revelar através de uma preocupação incessante sobre a família, a saúde, as metas acadêmicas ou profissionais, a situação financeira, etc. É provável que diante destas preocupações sintamos que o estômago está em plena centrifugação e que exista a sensação de que alguma coisa ruim acontecerá mesmo desconhecendo o que e por quê.

Medos e fobias

Um medo excessivo e irracional de agulhas, do sangue, dos procedimentos médicos, de altura, de elevadores, do dentista, da água, de bichos como aranhas ou répteis, dos cães, das tempestades, dos lugares fechados, etc. Este tipo de máscara é outra dura imagem que a ansiedade escolhe para se mostrar.

Ansiedade quanto à atitude
Às vezes a ansiedade faz com que fiquemos paralisados diante de uma prova acadêmica, uma atuação, uma competição esportiva ou qualquer outra situação que demande o bom desempenho na execução de uma tarefa.

Ansiedade de falar em público

O medo desproporcional de falar em público é outra das “formas favoritas” que a ansiedade tem de se mostrar. Sentimos que o mundo dá voltas, trememos, ficamos nervosos e achamos que a nossa própria mente ficará em branco na hora em que qualquer deslize evidente ocorrer.

contioutra.com - Ansiedade tóxica: dicas para reconhecê-la

Fobia social

Sentir-se nervoso, tenso e incapaz de articular uma palavra nas reuniões sociais é outra máscara que a ansiedade usa para nos cumprimentar. Pela nossa mente passam coisas como “não tenho nada interessante a dizer”, “não consigo falar com ninguém”, “vão pensar que sou uma pessoa esquisita e fracassada”, “não vale a pena porque ninguém se interessa por mim”, etc.

Ataques de pânico

Suor, tontura, bloqueio, rigidez, fortes palpitações, medo intenso… Você já sentiu isto alguma vez de forma repentina e achou que iria morrer? Se é o caso, nessa ocasião a ansiedade se vestiu com uma fantasia cruel: o ataque de pânico.

Agorafobia

Você tem medo de estar fora de casa? Você tem a clara convicção de uma coisa horrível pode acontecer com você na rua, na fila do supermercado ou no ônibus? Você, por exemplo, sente que vai sofrer um ataque de pânico e que ninguém poderá ajudá-lo? A ansiedade se vestiu de agorafobia ou, o que é a mesma coisa, de um medo intenso de estar em espaços públicos.

Obsessões e compulsões

Existem pensamentos que atormentam você de forma incessante e que você não consegue tirar da cabeça. Ao mesmo tempo, alguma coisa no seu íntimo obriga você a realizar constantes rituais supersticiosos com o objetivo de controlar seus medos.

Por exemplo, você pode sentir a necessidade de lavar constantemente as mãos, de checar várias vezes se fechou a porta com chave ou de rezar 10 pais nossos para proteger a sua família. A ansiedade se disfarçou de obsessões e compulsões, um dos seus trajes mais obscuros.

contioutra.com - Ansiedade tóxica: dicas para reconhecê-la

Transtorno de estresse pós-traumático

Você já viveu um evento traumático (abuso sexual, maus-tratos, presenciar um assassinato, etc.) faz meses ou anos e as imagens dessa situação horrível voltam repetidamente na sua cabeça? Você não dorme bem e não se sente seguro diante disto? Consulte um especialista em saúde mental porque talvez a ansiedade esteja se manifestando como transtorno do estresse pós-traumático.

Preocupação com a aparência física (transtorno dismórfico corporal)

A sua aparência física lhe parece tremendamente anormal, mas só você enxerga o que você sente. O resto das pessoas que o rodeiam dizem que “não é para tanto”, que o seu nariz, seu corpo ou seu cabelo são normais.

É provável que você sinta necessidade de passar por uma cirurgia plástica e que constantemente se olhe no espelho com a intenção de corrigir o seu defeito. Talvez a ansiedade se manifeste na forma de transtorno dismórfico corporal. Considere isto e procure um especialista em saúde mental para consultá-lo.

Preocupação com a saúde (hipocondria)

Dores, fadiga, tonturas, desconforto… Você tem certeza de que existe alguma doença que coloca em risco a sua saúde, mas o médico não enxerga nada nos exames que realiza. Pode até ser que as explicações que ele oferece não tranquilizem mais a sua mente.

É possível que você esteja sendo vítima da ansiedade em forma de hipocondria, e para você curar a sua saúde precisa procurar um bom profissional de psicologia que avalie as suas crenças e o seu jeito de pensar sobre a saúde.

Nota para o leitor

De forma alguma o conteúdo deste artigo deve ser encarado como um diagnóstico. A ideia é aproximar do leitor a possibilidade de que a ansiedade esteja presente na sua mente sem que tenha percebido. É fundamental que diante de qualquer suspeita a pessoa em contato com um profissional de saúde que faça uma avaliação e defina um tratamento (caso necessário).

Fonte: A Menté é Maravilhosa

INDICADOS