Não pare no tempo por alguém que continuou sem você

Não pare no tempo por alguém que continuou sem você

Por mais que pareça egoísmo e descomprometimento, um dos maiores favores que poderemos prestar a nós mesmos sempre será desenvolver a capacidade de desapegar do que não tem retorno ou do que retorna peso inútil. A vida segue, com ou sem você prestando atenção nela, com ou sem o seu consentimento, com ou sem a sua presença. Andar na contramão do curso do tempo, por conta de estar preso a decepções, de nada adiantará.

Será inevitável, em muitos momentos, canalizarmos o que tivermos de melhor ao emprego inadequado, à amizade fajuta, ao parceiro errado, ao amor não correspondido. Da mesma forma, não fugiremos às decepções com as pessoas, com os acontecimentos, inclusive com as decepções em relação a nós mesmos. É preciso, portanto, saber deixar ir e estar pronto ao que estiver por vir.

Sofreremos a dor da não correspondência, da ausência de reciprocidade, pois nem sempre iniciaremos um relacionamento com alguém que esteja disposto a trocar, a doar-se, a enxergar o outro; bem como nem sempre conseguiremos manter aceso o nosso interesse por determinadas atividades, determinadas carreiras. A gente vai se reinventando e se transformando, porque a vida nos cobra isso, essa capacidade de se aprimorar e de se tornar melhor, mesmo em meio a raios e trovões.

E, nesse percurso, pessoas deixarão as nossas vidas, pessoas deixarão de nos amar, de nos querer, de precisar de nós em suas vidas. Eis um dos piores dissabores que enfrentaremos: deixar de ser amado. Quando o amor começar a ir sem voltar, não encontrando terreno acolhedor, sem que encontre acolhimento junto ao coração do outro, teremos que aceitar e deixar a pessoa ir.

É preciso deixar ir e deixar vir. Deixar o ódio, a mágoa, a culpa, o ressentimento, o desamor partirem. Deixar vir o que é bom, quem é verdadeiro, pessoas que retornam na medida exata, que sorriem na hora certa, que abraçam a nossa alma. É dessa forma que não nos demoraremos além da conta nos recantos sombrios de nossa essência. É assim que o tempo conseguirá carregar para bem longe o que nos feriu, trazendo-nos o repouso tranquilo de tudo o que merecemos, junto a pessoas verdadeiras, em lugares aconchegantes, preenchidos com amor correspondido, principalmente o próprio.

30 frases para você ler quando estiver pensando em desistir

30 frases para você ler quando estiver pensando em desistir

Todo mundo já passou por um momento em que a ideia de desistir ficava martelando insistentemente na cabeça. Dúvidas fazem parte da história de praticamente qualquer pessoa, inclusive algumas das mais bem-sucedidas que conhecemos – e muitas delas têm um pouco a nos ensinar sobre isso.

São frases, pensamentos e algumas ideias quase soltas que nos ensinam porque nós devemos parar de reclamar e aprender a olhar pra frente.

1. “Se você não está disposto a arriscar, esteja disposto a uma vida comum.” – Jim Rohn

2. “Todos os seus sonhos podem se tornar realidade se você tiver coragem para persegui-los.” – Walt Disney

contioutra.com - 30 frases para você ler quando estiver pensando em desistir

Foto via 

3. “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente. Quem sobrevive é o mais disposto à mudança.” – Charles Darwin

4. “Um homem de sucesso é aquele que cria uma parede com os tijolos que jogaram nele.” – David Brinkley

5. “Há dois tipos de pessoa que vão te dizer que você não pode fazer a diferença neste mundo: as que têm medo de tentar e as que têm medo de que você se dê bem.” – Ray Goforth

6. “O ponto de partida de qualquer conquista é o desejo.” – Napoleon Hill

7. “Todo progresso acontece fora da zona de conforto.” – Michael John Bobak

8. “Daqui a vinte anos, você não terá arrependimento das coisas que fez, mas das que deixou de fazer. Por isso, veleje longe do seu porto seguro. Pegue os ventos. Explore. Sonhe. Descubra.” – Mark Twain

contioutra.com - 30 frases para você ler quando estiver pensando em desistir

Foto via

9. “Nosso maior medo não deve ser o fracasso, mas ser bem-sucedidos em algo que não importa.” – Francis Chan

10. “Muitas das falhas da vida ocorrem quando não percebemos o quão próximos estávamos do sucesso na hora em que desistimos.” – Thomas Edison

11. “Coragem é a resistência ao medo, o domínio do medo – não a ausência do medo.” – Mark Twain

12. “Apenas deixe para amanhã o que você está disposto a morrer tendo deixado de fazer.” – Pablo Picasso

13. “Se você quer fazer uma mudança permanente, pare de se focar no tamanho de seus problemas e comece a focar no seu tamanho.” – T. Harv Eker

14. “Se você não tiver seu próprio plano de vida, é provável que caia no plano de alguma outra pessoa. E adivinha o que eles planejaram para você? Não muito.” – Jim Rohn

15. “A vida é uma viagem e se você se apaixona pela jornada, você estará apaixonado para sempre.” – Peter Hagerty

16. “Muito do estresse que as pessoas sentem não vem de ter muito o que fazer. Ele vem de não terminar o que foi começado.” – David Allen

17. “Se você procura sua realização nos outros, você nunca será realizado. Se sua felicidade depende de dinheiro, você nunca será feliz consigo mesmo. Se contente com o que você tem; fique feliz com a maneira como as coisas são. Quando você perceber que não está faltando nada, o mundo pertence a você.” – Lao Tzu

18. “A arte de viver está menos em eliminar nossos problemas do que em crescer com eles.” – Bernard M. Baruch

19. “A felicidade não é uma estação em que você chega, mas uma maneira de viajar.” – Margaret Lee Runbeck

20. “A verdadeira felicidade não é alcançada através da auto-gratificação, mas através da fidelidade a um propósito digno.” – Helen Keller

contioutra.com - 30 frases para você ler quando estiver pensando em desistir

Foto via

21. “Todos nós recebemos relatórios de muitas maneiras diferentes, mas a verdadeira emoção do que você está fazendo está em fazê-lo. Não é o que você vai conseguir no final, é realmente em fazer, e amar o que você está fazendo.” – Ralph Lauren

22. “Faça algo que ame e você nunca mais precisará trabalhar na vida.” – Willie Hill

23. “A ansiedade é a vertigem da liberdade.” – Soren Kierkegaard

24. “Faça o que você sempre fez e você terá sempre o mesmo resultado.” – Sue Knight

25. “Nós evitamos as coisas das quais temos medo porque pensamos que haverão consequências desastrosas se as confrontarmos. Mas a verdadeira consequência desastrosa em nossas vidas vem de evitar coisas sobre as quais nós precisamos aprender ou descobrir.” – Shakti Gawain

26. “Muito melhor é arriscar coisas grandiosas para ganhar vitórias gloriosas – mesmo que estampadas pelo fracasso – do que se alinhar com aqueles espíritos pobres que nem aproveitam muito nem sofrem muito, porque vivem em uma penumbra cinzenta que não conhece nem a vitória nem a derrota.” – Theodore Roosevelt

27. “Eu não sei a chave para o sucesso, mas a chave para o fracasso é tentar agradar a todos.” – Bill Cosby

28. “O primeiro passo em direção ao sucesso é dado quando você se recusa a ser um prisioneiro do ambiente em que estava inicialmente.” – Mark Caine

29. “Sempre que você se encontrar ao lado da maioria, é tempo de fazer uma pausa e refletir.” – Mark Twain

30. “Se você ouve uma voz dentro de você dizer ‘você não pode pintar’, então pinte sem dúvida, e essa voz será silenciada.” – Vincent Van Gogh

contioutra.com - 30 frases para você ler quando estiver pensando em desistir

 *Fonte sempre indicada: Site Nômades Digitais

Cabelos afro ganham ilustrações de flores e galáxias em trabalho de tirar o fôlego

Cabelos afro ganham ilustrações de flores e galáxias em trabalho de tirar o fôlego

Por Maria Eduarda Mallet

Intitulado de Magia da Garota Negra, o projeto criado pelo artista visual americano Pierre Jean-Louis cria retratos de mulheres negras e seus cabelos transformados em galáxias e flores.

Iniciado em setembro de 2015, Pierre afirma que acha muito importante quando as mulheres abraçam sua herança africana.

“Muitas mulheres são forçadas pela sociedade a não apreciar sua beleza natural”, contou Pierre ao site Bored Panda.

Confira as fotos de seu trabalho:

contioutra.com - Cabelos afro ganham ilustrações de flores e galáxias em trabalho de tirar o fôlego contioutra.com - Cabelos afro ganham ilustrações de flores e galáxias em trabalho de tirar o fôlego

contioutra.com - Cabelos afro ganham ilustrações de flores e galáxias em trabalho de tirar o fôlego contioutra.com - Cabelos afro ganham ilustrações de flores e galáxias em trabalho de tirar o fôlego contioutra.com - Cabelos afro ganham ilustrações de flores e galáxias em trabalho de tirar o fôlego

contioutra.com - Cabelos afro ganham ilustrações de flores e galáxias em trabalho de tirar o fôlego contioutra.com - Cabelos afro ganham ilustrações de flores e galáxias em trabalho de tirar o fôlego contioutra.com - Cabelos afro ganham ilustrações de flores e galáxias em trabalho de tirar o fôlego

contioutra.com - Cabelos afro ganham ilustrações de flores e galáxias em trabalho de tirar o fôlego

contioutra.com - Cabelos afro ganham ilustrações de flores e galáxias em trabalho de tirar o fôlego contioutra.com - Cabelos afro ganham ilustrações de flores e galáxias em trabalho de tirar o fôlego contioutra.com - Cabelos afro ganham ilustrações de flores e galáxias em trabalho de tirar o fôlego

Todas as imagens: Pierre Jean-Louis

Quem critica demais o outro, no fundo, está muito mal consigo mesmo!

Quem critica demais o outro, no fundo, está muito mal consigo mesmo!

Por Cláudia Rocha

Existem pessoas maravilhosas por aí, e eu estou a aprender a deixá-las entrar na minha vida. Aquilo que sou, os outros refletem no que são para mim.

A qualidade das nossas conversas é o espelho perfeito daquilo que dizemos a nós mesmos, mesmo sem palavras envolvidas. Quando alguém diz: “és feio” a alguém, provavelmente tem esse pensamento treinado em relação a si mesmo, mesmo que seja bem no fundo do iceberg da sua consciência.

Quer seja diretamente ou indiretamente, aquilo que falamos das pessoas revela exatamente aquilo que achamos de nós. Porque o que sentimos, refletimos nas ações da nossa vida.

contioutra.com - Quem critica demais o outro, no fundo, está muito mal consigo mesmo!

Então imaginem aquelas pessoas que falam mal dos outros o tempo todo!

Não importa o que essas pessoas que estão a ser mal faladas façam, elas nunca vão agradar a quem as critica. O defeito é de quem fala, e não de quem é falado. Este defeito chama-se emoção negativa.

O erro da pessoa que fala mal é a emoção negativa. É uma necessidade urgente dela se voltar a si mesma, se olhar ao espelho e se ver de fora. Perguntar-se: “o que é que eu posso melhorar em mim?” A resposta é: tens de te sentir melhor.

Ao te sentires melhor contigo mesmo, vais automaticamente sentir-te melhor acerca de tudo. De repente, aquela pessoa não incomoda tanto. Aquele trabalho já não é tão difícil. Aquela notícia já não causa tanto transtorno.

Porque é um trabalho interno! Mas nós fomos tão programados a falar mal de tudo e de todos, que é compreensível que as pessoas julguem tanto umas às outras, nem que seja simplesmente pela cor da camiseta que o outro está a usar!

Vamos acabar com as brigas.

Se tu dizes mal de alguma coisa, estás mal contigo, ponto.

Na minha experiência, o bullying que sofri nos tempos de escola fez-me ver que aquelas pessoas não eram mesquinhas, mas que lhes faltava amor próprio. Não as culpo, agradeço porque me fizeram ver a verdade sobre toda a gente.

Uma pessoa que se ama, que pensa nela própria e sente: “sou uma pessoa espetacular”, é a que fala bem de todas as pessoas, e que escolhe não falar mal, porque não faz sentido na cabeça dela.

Pode não ser perfeito, mas na vida vamos aprendendo a amar-nos mais e mais, e aqueles que alcançam um nível de amor próprio tão elevado que os outros não podem não notar, surpreendem com a sua atitude positiva para com TODAS as pessoas.

Quando se fala daqueles que são arrogantes porque gostam demasiado deles mesmos, que passam por cima dos outros e se acham superiores, não se enganem.

Isso é mentira! Alguém que ama a si próprio jamais trata os outros como inferiores. O amor gera mais amor, quer seja vindo de nós, quer seja vindo dos outros.

Vamos praticar elogiarmo-nos com sinceridade. Vamos falar muito bem de nós! Quanto mais o fizermos, mais teremos vontade de fazer.

Ainda mais importante que isso, vamos aprender a falar bem dos outros. Muito mais. Substituir maldizer por bem-dizer é plantar um jardim de positividade na nossa vida. Quanto mais agradeceres e elogiares, seja o que for, seja quem for, mais vais ter vontade de o fazer, e mais irás irradiar aquela luz própria que tanto te intrigava nas pessoas floridas.

Cláudia Rocha – portuguesa, autora do blogue Vibe High. Textos sobre pensamento positivo e Lei da Atração.

O duro é quando tentamos ajudar e saímos como o malvado da história

O duro é quando tentamos ajudar e saímos como o malvado da história

Uma das lições mais amargas que teremos de aprender é a de que nem todo mundo será grato e, pior, alguns ainda usarão de nossa solicitude contra nós mesmos. Por mais que tentemos ajudar, por mais que aconselhemos, por mais que estejamos dispostos, haverá quem simplesmente se negará a sair do buraco onde estiver, culpando todos à sua volta pelos problemas que ele próprio causou.

Ocasionalmente, quando uma pessoa de quem gostamos estiver passando por alguma situação desagradável, por algum problema, e tentarmos ajudá-la de alguma forma, pode ser que sejamos mal interpretados, que nossas reais intenções venham a ser deturpadas. Teremos que enfrentar a ingratidão e palavras injustas justamente de quem tentamos socorrer, de quem muito estimamos.

Isso porque ninguém é capaz de ajudar alguém que se nega a receber ajuda, ou seja, deverá sempre partir de nós mesmos a iniciativa de sair daquilo que nos desagrada, de tudo o que nos faz mal. Somente quando tivermos a consciência de que muito do que nos ocorre é consequência também de nossas atitudes, do que escolhemos ou não ao longo de nosso caminhar, é que estaremos prontos para sermos socorridos.

Por outro lado, quando culpamos todos à nossa volta, o mundo e o universo, como os causadores de nossas dores, como se fôssemos meros joguetes nas mãos de terceiros, estamos fugindo à nossa parcela de responsabilidade sobre nossas próprias vidas. Dessa forma, incapazes de assumirmos o que nos cabe, incapazes seremos de aceitar, de ouvir, de enxergar o que vem de fora de nós, centrados que estaremos em nosso próprio umbigo.

Nesse contexto, fatalmente nos veremos enredados no jogo de culpas de que a pessoa se utiliza para se livrar do próprio peso, jogando contra nós uma carga de responsabilidades que não são nossas. Então, ela fará de tudo para virar o jogo, fazendo com que nós é que passemos a ser um dos causadores de suas misérias, um dos malvados que agiram para que ela se encontrasse naquela situação, uma vez que é assim que sua consciência se livra do que não aceita, do que recusa a assumir.

Não poderemos nos negar a levar ajuda às pessoas que se encontram em situações difíceis, somente porque não gostaríamos de ser mal interpretados, pois nossos princípios são mais fortes do que isso. Caso sejamos vítimas desse tipo de situação, teremos que ser pacientes e deixar que o tempo, como sempre o faz, traga as verdades e torne tudo claro. Quanto aos ingratos, permanecerão enclausurados nas próprias cavernas, enquanto não aceitarem o enfrentamento de si mesmos.

Construir a felicidade é converter nós em laços

Construir a felicidade é converter nós em laços

Tem horas que a garganta da gente fica pequena para tanta palavra engolida, para tanto choro espremido. A garganta dói. O peito aperta. Os olhos ardem porque perderam o jeito para desaguar. Nó na garganta que aperta o peito e faz arder os olhos.

Tem dias que a gente fica embasbacada com o rumo das coisas e com a falta de rumo das pessoas. A gente se perde em caminhos, qual andarilhos que largaram tudo e saíram por aí, em busca de uma vida menos densa e com menos bagagens, mas acabaram por apegar-se a um canto qualquer, porque a liberdade é por demais assustadora.

Tem semanas que os dias se atropelam, parecem folhinhas que caíram de um calendário e foram misturadas com o vento, a poeira do caminho, as paisagens que deixamos de apreciar e as estrelas que esquecemos de admirar. Voam sorrateiras, levando com elas os livros que deixamos de ler, os filmes que deixamos de ver, os amigos que deixamos de abraçar a vida que esquecemos de viver.

Amanhece, anoitece. Amanhece, anoitece. E a gente se esquece de arranjar um tempo para deixar o amor entrar, para deixar o apego sair, para deixar a alegria ficar e o medo partir. Amanhece, anoitece. A gente ignora o sol, não aproveita a chuva, se esquiva do vento e se perde no tempo. Esse tempo das horas obrigadas, submetidas, comprometidas.

Tem meses que atravessam nossas ampulhetas pessoais, qual areia fina; escorrem; desmancham-se em cenas borradas, numa sequência de falas que não foram ouvidas e silêncios que não foram aproveitados. Quadros de Monet a nos retratar, difusos, escoados, etéreos.

E lá se foi outro ano, nos meses que se dissolveram em semanas, que desaguaram em dias, que se perderam nas horas que não vimos passar, ou que custaram uma eternidade para que se cumprisse uma volta perfeita dos ponteiros.

Para os que se apaixonaram e descobriram no beijo de alguém a cura para a falta de sabor dos dias, o tempo tem asas velozes. Voa qual mariposas, encantadas pela luz.

contioutra.com - Construir a felicidade é converter nós em laços
Para uma mãe que vela a febre de um filho, sem poder dormir, a noite se arrasta. Parece que o dia se esqueceu de amanhecer e que o pano escuro que toma o céu decidiu não arredar pé, decidiu morar ali para sempre.

O tempo que é tão traiçoeiro porque não o podemos conter, cerca-se de uma nobreza usurpada. Vive a rir-se de nós. Zomba de nossa dócil submissão aos seus caprichos e decretos. Prende-nos numa rede de falsa proteção e nos mantém ali, quietos, envoltos, amarrados. Nós do tempo a nos roubar laços de vida.

Até que, de repente, nossa alma desperta e se liberta desse jugo obediente. Até que nos damos conta de que estamos presos por nós que podem ser desmanchados, desfeitos, cortados. Os nós estão apertados porque nós escolhemos assim. Nossa insegurança nos fez reféns das amarras.

Está em nossas mãos transformar celas afetivas em campos infinitos de amorosidade. Uma vez desatados e libertos, provaremos o gosto subversivo e inquietante da liberdade que alarga o peito e desamarra a garganta. E nunca, nunca mais, haveremos de trocar laços que libertam por nós que submetem.

O ciúmes

O ciúmes

Sentir ou evitar? Saudável ou maléfico? Preserva ou destrói? Possui medida certa?

Ô sentimentozinho complicado esse tal de ciúmes…
Dizem que pode destruir relações, mas como evitá-lo?
Em algum momento da vida, mais cedo ou mais tarde, com mais ou com menos intensidade, ele vai surgir, não tem jeito…
Deve pertencer ao “pacote do amor”, porque não adianta: quem ama zela, cuida, tem medo de perder.

E o ciúmes não deixa de ser a “prevenção da perda”, uma atitude que o nosso corpo e a nossa mente tomam para evitar que o nosso amor se perca nas esquinas da vida, ao ver uma outra alma qualquer…

O problema é quando ele vem exagerado, descontrolado, acompanhado de barracos, desrespeito, briga na frente dos outros… isso é feito e não resolve nada. Melhor conversar sozinhos, entre quatro paredes, nem que seja posteriormente ao “clímax” da situação…

Ele também é um infortúnio quando vem calado, quando fica só dentro do peito de quem dele padece, porque corrói o coração, entristece a alma e acaba não tendo nenhum efeito para a tal “preservação”…

Guarda-se ele muitas vezes para si por medo do que pode causar. A exteriorização do ciúmes pode trazer consigo discussões e desentendimentos, principalmente porque o outro geralmente acha que estamos exagerando, que não há razão alguma para o nosso sentimento, que deve haver “confiança” na relação, etc.

E, falando nisso, não chega a ser uma falta de confiança o tal do ciúmes. Muitas vezes podemos confiar no nosso parceiro, mas não confiamos nas pessoas que o circundam diariamente, nem nas peças que o destino pode nos pregar. Vai saber…

Ninguém está livre de se apaixonar (ou se encantar, se deslumbrar) de uma hora para outra, e mesmo que isso não vá durar para o resto da vida, já pode ferir um amor e acabar com uma relação que eram para ser para sempre… Então, melhor cuidar, preservar, tentar nem que seja interferir no destino…

Porque não adianta negar: o ser humano tem um tanto de sentimento de posse sobre o ser amado, e essa história de “ninguém é de ninguém” só funciona bem na teoria, porque na prática a coisa é bem mais complicada…

Melhor, assim, aceitar o ciúmes, usá-lo positivamente para o fim a que se destina, procurando, entretanto, evitar excessos para que o efeito não seja rebote, uma vez que o excesso de desconfiança e a perseguição em si têm o condão de, muitas vezes, nos jogar para longe dos nossos amores…

E, vamos combinar: se o outro quiser fazer alguma coisa MESMO, não vai ser o nosso ciúmes que vai impedi-lo. Infelizmente…

Apaixone-se quando estiver pronto, não quando estiver carente

Apaixone-se quando estiver pronto, não quando estiver carente

Em sua origem semântica, a palavra paixão representa sofrimento. Pathos, do grego, e passio, do latim, significam suplício, tortura. Na prática, o sentimento consegue ser mais cruel do que essa definição.

O ato de se apaixonar pode ser uma das experiências mais incríveis experimentadas pelo ser humano, caso o final seja feliz, claro. Sentimos uma sensação única, a felicidade é plena, o mundo se transforma no lugar mais perfeito e tudo parece possível de ser realizado. Ao chegar nesse estado, a pessoa mais sensata perde a razão e deixa o sentimento tomar as rédeas das situações. “Não há diferença entre um sábio e um tolo quando estão apaixonados. (George Bernard Shaw)

Quem já se apaixonou intensa e profundamente, conhece o perigo que é viver o sentimento. Ficamos saudosos, vulneráveis, expostos e sensíveis. Perdemos o bom senso das ações, não nos preocupamos com as consequências e ficamos à deriva das decisões alheias: “mostre-me um homem que não seja escravo das suas paixões”(Shakespeare).

Porém, como todo fogo apaga, o lado negativo da paixão aparece quando, ao acabar o encanto só resta a sensação de um sentimento que imutável e cansativo. Drummond em “Perturbação” escreveu: Quando estou, quando estou apaixonado/Tão fora de mim eu vivo/Que nem sei se estou vivo ou morto/Quando estou apaixonado.

A arte imita a vida, fato. E na literatura as paixões não seriam apresentadas de forma diferente. Romeu e Julieta, Tristão e Isolda, Cleópatra e Marco Antônio, Páris e Helena de Troia, Anna Karenina e Vronsky, Victor Hugo e Juliette Drouet, Ana de Assis e Dilermano, são exemplos de personagens que, movidos pela paixão cega, não mediram as consequências para ficarem juntos. As histórias de romance vocês conhecem, os finais trágicos também.

Apaixonar-se é um verdadeiro paradoxo. Há quem defenda o sentimento e há quem o compare a um veneno dado em doses homeopáticas. Graciliano Ramos, por exemplo, considerava a paixão uma necessidade vital: “comovo-me em excesso, por natureza e por ofício. Acho medonho alguém viver sem paixões.

“Para Oscar Wilde, estar apaixonado era traçar um caminho de erros:”quando alguém está apaixonado, começa por enganar-se a si mesmo e acaba por enganar os outros. É o que o mundo chama romance” (Oscar Wilde).

Voltaire defendia o sentimento como base de vida, para ele a paixão representava o equilíbrio entre o bem e o mal: “paixão é uma infinidade de ilusões que serve de analgésico para a alma. As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveriam viagens nem aventuras nem novas descobertas.”

Enfim, como ainda não inventaram um colete à prova de paixões, sugiro que escolha suas paixões a dedo. Apaixone-se por alguém diferente. Alguém que volte para se reconciliar depois de uma briga, indiferente de quem esteja certo. Alguém que saiba o valor de uma boa conversa, que goste de ler e que queira estar ao seu lado. E, como dizia Rachel Lindsay: “Aprenda a amar os defeitos e apaixone-se pelas qualidades”.

O amor tem cinco fases. Mas a maioria das pessoas fica estagnada na terceira

O amor tem cinco fases. Mas a maioria das pessoas fica estagnada na terceira

“Aparentemente, não é o meu tipo de pessoa”, tantas vezes ouvimos essa desculpa para justificar uma separação inesperada.

Certamente seus amigos ou conhecidos já disseram isso ou você mesmo já pensou algo do tipo. E, olhando de fora, parecia um relacionamento perfeito, não é? Às vezes, não conseguimos entender por que o amor tão perfeito à primeira vista morre de repente.

O Incrível.club encontrou uma das explicações para este fenômeno. O famoso psicólogo Jed Diamond, após 40 anos de pesquisa clínica, concluiu que a maioria das pessoas encontra sua ’meia laranja’, sim. Só que para que essa história vire um suco delicioso e o relacionamento dê certo, é preciso superar cinco fases inevitáveis da vida a dois. O problema é que a maioria e se detém na terceira. Vejamos do que se trata.

contioutra.com - O amor tem cinco fases. Mas a maioria das pessoas fica estagnada na terceira

A paixão é a fase na qual você se sente extasiado pelos hormônios da felicidade. Nesse momento você projeta todos os seus desejos e expectativas no seu parceiro. Nessa fase, seu parceiro é uma pessoa basicamente perfeita, que não tem defeito. Acredita que sempre vai realizar qualquer desejo seu, crê em cada palavra que diz e sonha com o amor eterno, rejeitando as dúvidas dos céticos. É um momento ’Romeu e Julieta’, meio adolescente, mas pelo qual todo casal acaba passando, mesmo aqueles formados por gente mais velha.

contioutra.com - O amor tem cinco fases. Mas a maioria das pessoas fica estagnada na terceira

É o casamento ou a união estável. Nessa fase, o amor torna-se mais forte, vocês já não têm encontros, mas oficialmente começam a viver juntos. Conhecem um ao outro muito melhor, começam a influenciar todos os aspectos da vida do outro. É o momento de união e alegria. É provável que tenham os filhos que tanto desejavam ter, o que reforça ainda mais o relacionamento. Você se sente protegido e amado. E certamente supõe que encontrou sua alma gêmea e que é o ’destino’, que nada neste mundo poderia fazê-lo mudar de ideia.

contioutra.com - O amor tem cinco fases. Mas a maioria das pessoas fica estagnada na terceira

Este é o momento onde todas as esperanças são destruídas. É a fase em que surge a sensação de que os sentimentos estão desaparecendo, que o outro está se tornando demasiado previsível e seu comportamento começa a irritá-lo. Você quer dar uma pausa no relacionamento. Ou até mesmo aceitar que ’nunca foi seu/sua’. Coisas como essas acontecem, certo? Por que se torturar e torturar a pessoa com quem você estava feliz faz tempo. Faz tempo…

contioutra.com - O amor tem cinco fases. Mas a maioria das pessoas fica estagnada na terceira

Se você conseguir superar a terceira fase com segurança, chega a seguinte: apagam-se as ilusões que você estava projetando em seu parceiro. Agora na sua frente não é a pessoa que você imaginou e queria ter a seu lado, mas uma pessoa real. Aceite e, sobretudo, compreenda todas as suas desvantagens. Os parceiros ajudam um ao outro e passam para o estágio do amor real.

contioutra.com - O amor tem cinco fases. Mas a maioria das pessoas fica estagnada na terceira

Com o entendimento de que aprenderam a superar todas as suas diferenças e mal-entendidos e de que encontraram uma ligação profunda e forte no relacionamento, compreendem que ambos têm força para mudar qualquer coisa neste mundo. Não só vivem juntos, mas vivem juntos para um propósito. Trabalhar juntos, escrever, criar… o que for. Em seguida, começarão a trabalhar e a pensar como um só e, ao superar todas as etapas, podem dizer com 100% de certeza: “É a pessoa certa”.

Fonte: menalive
Tradução e adaptação Incrível.club
Foto de abertura Pavel Lepeshev
Produzido com base em material de
Jed Diamond

Feminismo: o mais precioso legado que minha mãe me deixou

Feminismo: o mais precioso legado que minha mãe me deixou

Minha mãe era uma mulher à frente de seu tempo, ela não contentou-se apenas com o papel de mulher e mãe que a vida lhe deu, ela queria mais, sempre mais. Minha mãe tinha uma beleza de causar inveja, talvez por isso ela nunca teve muitas amigas, mas além da beleza, ela tinha coragem e teimosia, e ousava tanto que tornava quase insuportavelmente pequena a vida daqueles que a cercavam. Ela tinha uma elegância que nunca passava despercebida, e uma audácia instigante que tornava grandiosa qualquer uma de suas empreitadas. Ela foi mulher pioneira, esposa, mãe, amante, errante, empresária, socialite, fazendeira, livre.

Sob os olhares de reprovação e o julgamento dos acomodados e dos covardes que nunca ousavam, minha mãe fazia o que queria, quando queria, da forma como queria. Ela não quis exercer o papel de esposa, nem o de mãe, daquelas que ficam em casa cuidado da prole, ela preferiu a rua, o mundo, ela quis recriar, resignificar, transformar o papel que lhe foi imposto. E mesmo assim ela era feminina, vaidosa, bela, foi miss e rainha. E levei anos para aprender a admirá-la, para entender quão grandiosa foi sua rebeldia. Minha mãe não foi mulher feita para quem pensa pequeno. Ela reinventou a roda, surpreendeu a todos, no amor e na dor.contioutra.com - Feminismo: o mais precioso legado que minha mãe me deixou

Dentre tantas lições que ficaram, só recentemente consegui assimilar a maior delas, minha mãe foi a mulher mais feminista que já conheci. Ela me ensinou que como mulher posso ser quem eu quiser, que posso fazer o que quiser, que não preciso me contentar com o papel que a sociedade insiste em entregar às mulheres, que para ser mulher não preciso viver pedindo aprovação nem “andar na linha”. Posso ser tudo, bela, feia, recatada, mal criada, posso me reinventar todos os dias. Mesmo com o relacionamento conturbado que tivemos de mãe e filha, talvez eu tenha sido um de seus mais árduos juízes, hoje posso dizer, de mulher para mulher: obrigada mãe, você me ensinou a ser mais mulher, mais forte, corajosa, autêntica e livre. Você me ensinou que a liberdade de ser quem se é, é o legado mais precioso que uma mãe pode deixar para uma filha.

O melhor travesseiro que existe é a consciência tranquila

O melhor travesseiro que existe é a consciência tranquila

Não existe quem não tenha algum arrependimento, quem não carregue nenhuma culpa ou remorso, por mais ínfimos que sejam, simplesmente porque todos às vezes erramos, dizemos o que não devíamos, explodimos com quem não poderíamos, escolhemos o errado, ou agimos sem pensar, enfim, vivemos como seres humanos. O que nos molda o caráter não são os erros, mas sim o quanto esses erros passam por cima dos outros, sem que haja aprendizado algum.

Aquilo que fazemos conscientemente, quando agimos deliberadamente, é o que sempre carregará o que temos de nosso, o que somos, pensamos, a forma como enxergamos o mundo e aquilo que ele traz. Nossas ações carregam as nossas certezas, as nossas verdades, o quanto de ética preenche a nossa essência, o quanto estamos dispostos a perder de humanidade na obtenção de nossos objetivos, o quanto as vidas que nos rodeiam valem para nós.

Existem várias maneiras de se obter o que se deseja, sendo muitas delas antiéticas, ilegais, ou mesmo criminosas. Podemos caminhar em direção aos nossos destinos parando para enxergar quem caminha conosco, ou correndo e atropelando quem estiver na frente. Ou ponderamos o quanto esse percurso pode nos distanciar de pessoas que nos amam com sinceridade, ou esquecemos quem pode nos dar as mãos, caso a chegada seja prioridade, mesmo que ali cheguemos sozinhos.

Sempre existirá quem coloque o poder, as posses, o emprego, a posição social, tudo o que denote status material, à frente de qualquer outra coisa e de qualquer pessoa. Quem use o próximo para servir aos seus próprios interesses, quem enterre a afetividade sob a frieza julgada necessária para subir na vida, a despeito de quem for deixado para trás nesse percurso, a despeito de qualquer dor que provoque, de qualquer sentimento que destrua, de qualquer amor que tenha que ignorar.

Felizmente, muitos permanecerão junto daqueles com quem cultivam amor transparente e recíproco, sustentando os princípios éticos que embasam sua natureza solidária e exacerbadamente humana, priorizando os relacionamentos que tocam a sua essência, em vez de focarem tão somente os degraus da subida ao sucesso profissional ou material. Muitos conseguirão abrir mão do que parece primordial, em nome da família, em nome do amor, porque entenderão que nada é capaz de substituir a companhia de gente que traz verdades às suas vidas.

E, melhor de tudo, ninguém há de negar que a melhor maneira de deitar e dormir sossegadamente é repousar uma consciência tranquila no travesseiro. Riqueza alguma paga isso.

Ansiedade e depressão: saiba como a campanha Janeiro Branco pode ajudar

Ansiedade e depressão: saiba como a campanha Janeiro Branco pode ajudar

Depois do sucesso de iniciativas como Outubro Rosa e Novembro Azul, psicólogos e profissionais de outras áreas da saúde se unem na criação de uma campanha para chamar a atenção da população para a importância de cuidar da saúde mental. Trata-se da Campanha Janeiro Branco, idealizada pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão em Uberlândia (MG).

Segundo seu idealizador, ela está alinhada com as mais modernas discussões científicas, nas quais o ser humano é tido como um ser biopsicossocioespiritual – modelo transdisciplinar criado na década de 1970 pelo psiquiatra George L. Engel, que leva em consideração fatores psicológicos e sociais no desenvolvimento de doenças.

“Saúde Mental, em uma visão transdisciplinar, humanista e moderna, engloba tanto a ausência de transtornos mentais (ou doenças mentais) como, por exemplo, a Depressão, a Ansiedade Generalizada, a Esquizofrenia ou a Bipolaridade, como, também, a capacidade de o indivíduo reagir, equilibrada e adequadamente, às circunstâncias, condições e vicissitudes da vida”, explica Leonardo. “Inspirado pelo Outubro Rosa, idealizei a campanha em novembro de 2013, criei um grupo no WhatsApp nessa mesma época e comecei a chamar psicólogos de Uberlândia para me ajudarem a tirá-la do campo do desejo e a colocá-la em prática na virada de ano daquele 2013-2014.”

A principal estratégia do movimento consiste na realização de palestras de 20 minutos em espaços públicos ou privados como salas de espera de hospitais, clínicas médicas, terminais de ônibus, filas de casas lotéricas, pátios de escola, restaurantes populares e por aí vai. Nelas, os responsáveis abordam de maneira didática assuntos delicados como sexualidade, sentimento, depressão, infância e terceira idade. Todas as palestras são gratuitas.

Uma das influências para e escolha do nome e do mês em que acontece a campanha foi literária – o poema Receita de Ano Novo, de Carlos Drummond de Andrade.  “Neste poema Drummond aconselha que a pessoa, para ganhar um Ano Novo de verdade, tem que lutar por ele, merecê-lo, fazer por onde despertar o Ano Novo que existe adormecido dentro de cada um de nós. E essa é, justamente, a proposta do Janeiro Branco: uma campanha que busca mostrar às pessoas que elas podem se comprometer com a construção de uma vida mais feliz para si mesmas”, conta Leonardo, dando ênfase ao simbolismo da virada do ano.

Já o branco vem, entre outras coisas, por causa das suas possibilidades – como a de uma folha em branco, onde novas histórias podem ser escritas.

ENGAJAMENTO

A campanha vem ganhando cada vez mais a simpatia de pessoas que se identificam e levam a ideia adiante.

A psicóloga Anuska Alencar foi uma das conquistadas. Em 2015 ela organizou e realizou, com a ajuda de outros colegas de profissão, a campanha em algumas cidades do Rio Grande do Norte. Anuska afirma que, desde o início, teve ótima impressão do projeto e isso a motivou a participar. “Acho que, apesar da saúde mental ser algo complexo, a campanha é simples e pode sensibilizar as pessoas de forma que estas possam promover a própria saúde”, disse.

Após tomar conhecimento da existência da Janeiro Branco, a também psicóloga Patrícia Tribeck se propôs a levá-la para o Meio Oeste do país. Mesmo com o receio da população local, não se acanhou, botou a mão na massa e hoje tem planos concretos para a realização da primeira edição na região. Na agenda, ações confirmadas nas cidades de Fraiburgo (onde Patrícia reside), Videira, Tangará e Pinheiro Preto.

Os envolvidos argumentam que as ações servem igualmente para um melhor entendimento da população sobre a importância do trabalho do psicólogo. “Para você ter uma ideia, aqui na região ainda não se sabe direito qual o trabalho do psicólogo, não se sabe o que ele faz”, conta Patrícia.

Por estar relacionada diretamente com questões humanas, a Janeiro Branco tem colaboração de profissionais de diversas outras áreas. Entre eles advogados, juízes, promotores, engenheiros, arquitetos, enfermeiros, empresários e estudantes dos mais variados cursos.

AGORA É LEI

A edição de 2016 teve um grande número de colaboradores de outras cidades do país e isso despertou o interesse do poder público. A Câmara Municipal de Campinas recentemente aprovou uma lei que torna oficial a Campanha Janeiro Branco na cidade.

A psicóloga Rita Pereira foi responsável por encaminhar o trabalho até as bandas campineiras. “Minha proposta de trabalho sempre foi quebrar crenças negativas e preconceitos que impedem as pessoas de cuidar da sua saúde emocional, mostrar que a Psicologia pode beneficiar qualquer pessoa e que cuidar da saúde emocional é tão importante quanto cuidar da saúde física”, justificou.

Procurado pela reportagem, o vereador Carmo Luiz (PSC), criador da lei em questão, conta que tomou conhecimento da campanha através de pesquisas feitas por sua assessoria. “Elaborei esse projeto porque tenho vários clientes que têm familiares com problemas de saúde mental, e isso me sensibilizou, pelo sofrimento dessas pessoas e seus familiares”, informou.

Embora a Organização Mundial de Saúde (OMS) se empenhe cada vez mais em alertar sobre crescimento vertiginoso das taxas de suicídio, depressão e ansiedade em todo o mundo, a saúde mental continua a ser negligenciada no debate público.

Rita não se deixa desanimar e alega ter uma visão otimista. Acredita que a lei da Campanha Janeiro Branco pode ajudar a mudar essa realidade. “Espero que o vereador Carmo Luiz e o prefeito Jonas Donizette se comprometam no apoio as ações educativas em promoção da Saúde Mental”, concluiu.

De acordo com um comunicado enviado à CONTI pelo vereador Carmo Luiz, o mesmo pretende divulgar a lei em Janeiro, “fazendo uma ampla campanha em meu mandato de vereador”.

Iniciada assim, quase de maneira informal, a Janeiro Branco trilha caminhos sólidos para se tornar um grande movimento popular. A mesma já está com atividades programadas em estados como  MG, RN, PB, RJ, SP, RS, PE, AL, GO, TO, PR e BA. Além disso, países como Uruguai e Estados Unidos estão incluídos nos roteiros da próxima edição.

Não há mais tempo: precisamos acordar e viver num tom maior

Não há mais tempo: precisamos acordar e viver num tom maior

“Ainda é cedo, amor / Mal começaste a conhecer a vida / Já anuncias a hora da partida/ Sem mesmo saber o rumo que irás tomar…” Nos versos de Cartola, mais do que um lamento agridoce, o grito de quem não quer permitir o viver escorrer pelas mãos. Estamos tão indefesos sobre o tempo restante que, muitas vezes, perdemos diversas janelas de amor, carinho e de um arco-íris mais sentimental e sincero. Não há mais tempo para lamentos. Não há mais porquê de refrearmos essa vontade de transcorreremos enquanto respiramos todo o nosso melhor. Para nós e para quem quer que esteja ao redor.

A vida é breve e precisamos de sonhar. Dos planos possíveis até os aparentemente impossíveis. É se entregar aos desejos mais vívidos. Aproveitar cada instante para o que realmente importa e permanece. Nada de desculpas atrasadas e esfarrapadas sobre um “hoje não posso” ou “isso não vai dar certo”. Tudo a ser conquistado por nós depende única e exclusivamente da nossa disposição inteira em querer.

A vida é um sopro e precisamos vivê-la. Devemos nutrir a coragem de nos lançarmos em inteiros uns aos outros antes que seja tarde. Porque a vida é esse emaranhado de laços afetivos, onde colocamos inúmeros pedaços de nós na tentativa de estabelecermos sentimentos mais sólidos e uma gratidão pura através do caminhar.

A vida é vida e precisamos do agora. Sem mais delongas, abraços incontáveis, beijos sem explicação e, acima de tudo, novos e preciosos sorrisos por quem já não pode disfarçar tamanho apreço e respeito por um viver num tom maior.

“Ouça-me bem, amor / Preste atenção, o mundo é um moinho / Vai triturar teus sonhos, tão mesquinhos / Vai reduzir ilusões a pó…”

Precisamos acordar. O samba das nossas vidas cabe em mais de uma nota. Não há mais tempo.

Todo amante é uma alma gentil. O resto é cópia grosseira.

Todo amante é uma alma gentil. O resto é cópia grosseira.

Amores há de todo jeito. Pequeninos e inibidos, médios e habituais, enormes, intensos, impetuosos. Uns amores fazem cócegas, outros arrebentam paredes. Tem amor de todos os portes e todas as sortes. O amor pode ser sutil como música que toca baixinho, pode ser violento como o mar revolto, o tempo truculento que a tudo atropela, o vento sul que invade a casa, bate as portas, espalha papéis, eriça os pelos dos bichos.

Já os amantes, não. Todo ser amoroso há de ser de um tipo só: gentil! Irremediavelmente amável. Ou é outra coisa, com outros nomes. Amantes incapazes de gentilezas não são amantes. São farsantes, impostores ordinários, bestas sem controle. Animais irracionais babando ódio. Toda alma tocada pelo amor há de ser suave e generosa, sensível e bondosa. Do contrário está fingindo.

Ainda que o amor seja puro descontrole, o amante há de ser cuidadoso e cortês. Um amante é alguém no exercício franco de seu amor. Aquele que conduz o sentimento em si. Quando o amor é agitado e bravio, o amante é calmo e forte para levá-lo no caminho certo. Quem ama é gentil sempre. Quanto mais violento é o amor, mais resoluta e bondosa é a alma que ama.

Há por aí quem defenda modos bruscos, gestos agressivos, rompantes, condutas intempestivas como provas de amor. Balela! Isso não prova amor nenhum, só denota desejo de controle que sempre acaba em descontrole. Quem ama não aperta o braço, não ameaça, não coage, não reprime. Não combate nem enfrenta o ser amado como quem afronta um assassino. No máximo controla a intensidade do amor que sente, jamais a vida do ser amado.

Como o vento violento que ganha o céu, deita sobre as nuvens e adormece soprando em nós uma brisa mansa, que todo amor indômito encontre casa em almas fortes e gentis que o acolham, o abracem e o amem com ternura, paciência e imensidão até encontrar sua calmaria.

O amor pode ser violento. Os amantes, não. Jamais, nem pensar, de jeito nenhum. Amantes são almas gentis. O resto é falsificação grosseira.

INDICADOS