Quando se ama, a fidelidade é um prazer e não um sacrifício

Quando se ama, a fidelidade é um prazer e não um sacrifício

Muito se discute sobre a fidelidade, sobre sua importância ou não, entre outros. A questão é que se trata de algo cuja importância diz respeito a cada casal, pois o que vale para um nem sempre valerá para todos. É assim com tudo na vida. O amor não precisa de contrato, mas sim de que cada parceiro saiba exatamente o que o outro requer, para não agir de modo a quebrar expectativas e promessas.

Se, desde o princípio, a fidelidade for um pré-requisito que tranquilize os sentimentos do parceiro, não haverá outro comportamento aceitável que não o do comprometimento em não sair com mais ninguém. Não existe, aliás, relacionamento em que não seja necessário fazer concessões, pois teremos que abrir mão de certas coisas, para ganharmos outras. Roda assim a manivela do mundo.

Nesse sentido, caso a pessoa não queira conceder em nada, em nenhum aspecto que seja, então terá que se contentar em viver sozinha e, se possível, longe da sociedade, porque a convivência social, por si só, já nos impõe o estabelecimento de limites, para que não se ultrapassem os terrenos alheios. Além disso, a mentira é muito cruel com quem atinge, ainda mais quando há amor verdadeiro envolvido. Dói muito.

Na verdade, não devemos criar expectativas demais, ainda mais quando o outro já nos dá indícios de que não corresponderá ao que tanto idealizamos. Da mesma forma, não conseguiremos encontrar alguém perfeito, ou seja, aceitar os limites do outro será necessário, para que também sejamos aceitos naquilo em que não agradamos. Ainda assim, muitas vezes o outro é que nos enche de ilusões e promessas, sendo as expectativas trazidas por ele mesmo. Daí a pessoa vacila feio e quebra tudo de uma tacada só.

A gente já sofre tanto por amor, porque a vida vai tirando as pessoas, os momentos, os animais de estimação, muitos sonhos, tanta coisa sai sem razão aparente. Não é justo termos que sofrer também por amar alguém que promete o que já sabe que não cumprirá. A gente se engana de propósito, sim, mas há pessoas que enganam deliberadamente, sob falsas aparências. Ninguém teria que passar por decepções amorosas; ninguém.

Temos que aprender algo bem simples: o amor resiste ao tempo, à distância, às doenças, à falta de dinheiro, à falta de conforto, mas jamais sobreviverá à falta da verdade. Como dizem, quando se ama, a fidelidade então será um prazer e nunca um sacrifício.

Imagem de capa: Goran Bogicevic/shutterstock

Morar sozinha é curtir a própria companhia

Morar sozinha  é curtir a própria companhia

Em tempos de solidão, transformo meu tempo em espaço e caminho pela casa de calcinha sem me importar com o que os vizinhos vão achar.

Morar sozinha é transformar vinho em amigo, é fazer da internet janela pro mundo e poder fechá-la quando bem entender pra abrir outra janela, a janela física, e olhar pro céu. É imaginar planetas distantes e amores incompletos. Imaginar ser qualquer coisa e dormir enrolada no cobertor quentinho com a certeza de que tudo é possível.

Morar sozinha é ler um livro inteiro de tarde sem ser interrompida, fazer quantas maratonas de série quiser. É poder descer e comprar um pote de sorvete, é poder fazer sua comida saudável e guardar em potinhos pro resto da semana.

É poder dançar no quarto sem medo de alguém entrar, é poder se perder na própria bagunça e ter o prazer de arrumar tudo depois. É poder deixar tudo impecável, nos mínimos detalhes. É poder fazer jantares, festas e pequenas reuniões de amigos. É poder chegar sozinha e acompanhada com a mesma emoção.

É poder fazer a decoração que quiser, passar a tarde de sábado pintando um pallet que você pegou na feira e vendo utilidade naquele spray dourado que ficou guardado no armário.

É perceber que plantas são a melhor forma de decorar a casa, mas depois entender o sentido que elas fazem por todos os dias crescerem um pouquinho.

Morar sozinha é pagar 300 reais pelo conserto de alguma coisa idiota e depois pensar que deveria aprender a fazer isso sozinha.

Morar sozinha pode ser bom e ruim, como tudo na vida. Dependendo do dia, bate aquela sensação de querer chegar em casa e desandar a falar com outra pessoa.. Falar sobre qualquer coisa,porque é bom saber que tem alguém te ouvindo.

Mas em compensação, em outros dias você só quer chegar em casa e não falar nada. Só quer deitar com o pé pra cima do sofá e ouvir seus próprios pensamentos.

Morar sozinha é poder ficar envolvida com alguma atividade até de madrugada e ficar tão empolgada com o que está fazendo que esquece quanto tempo já passou. Ao mesmo tempo é fazer um esforcinho pra levantar cedo e fazer um super café da manhã pra si mesma, porque sim.

Morar sozinha é conseguir ouvir o corpo, é saber acalmar a mente com a própria mente, é saber cuidar de si mesma. É se mimar de vez em quando, se trazer flores, deixar a luz entrar e mudar a vibe da casa com música.

É sentir-se livre por ser quem é, é saber que você nunca estará sozinha enquanto tiver a própria companhia.

Imagem de capa: Aila Images/shutterstock

Deixa eu te contar o que sei de você e de nós

Deixa eu te contar o que sei de você e de nós

Às minhas companhias de vida,

Afeto existe, não duvido. Minhas conclusões aqui não tratam dessa parte da relação.
Ao contrário, falam mais sobre como essa relação se formou e como é conduzida por nós, como dupla, concorrência ou grupo.

Sem ilusões…

…eu sei de você que me agrada para me manipular. Sei que os elogios nunca chegam sozinhos e sem intenções. E sei da sua extrema confiança nesse plano infalível de dar e tomar. Não protesto porque não quero te envergonhar, te fazer entrar em contato com sua própria e grande tolice.

…eu desconfio de você que me encontra sempre que quer e me perde com a mesma facilidade. Desconfio que essa relação é injusta, mas permaneço nela sem medo, porque aprendi a conviver com esse máximo que você pode me dar, ainda que seja o mínimo que eu mereça.

… eu intuo que você tem várias críticas e senões em relação às minhas ideias e ideais. Provavelmente, devo ter perdido alguns pontos na sua avaliação. E, razão de fora, ainda sinto dúvida se prefiro que me traga a verdade do que não te agrada, ou a delicadeza do silêncio que discorda sem briga.

… eu cogito te dizer algumas das minhas verdades, mas enquanto não sei como fazer sem o risco de magoar, prefiro me esforçar para entender as nossas diferenças e conviver com elas de forma impessoal.

… eu prefiro as cartas na mesa, mas se você escolhe as cartas na manga, então o jogo fica sem sentido e, para mim tanto faz ganhar ou perder.

De todas as relações possíveis, algumas serão sempre mais nevrálgicas do que outras.
Entender os códigos nos liberta de levar para o lado pessoal, de julgar que tudo é de propósito e direcionado para nós. As pessoas são diferentes e lidam de formas diferentes com suas relações.

Enquanto houver compreensão, não haverá mágoa, e, corre-se o risco até de se obter alguns progressos. Água mole em pedra dura…

Imagem de capa:  Syda Productions/shutterstock

“Que vontade de chorar…”, Rubem Alves

“Que vontade de chorar…”, Rubem Alves

Era uma manhã fresca e transparente de primavera. Parei o carro na luz vermelha do semáforo. Olhei para o lado – e lá estava ela, menina, dez anos, não mais. O seu rosto era redondo, corado e sorria para mim. “O senhor compra um pacotinho de balas de goma? Faz tempo que o senhor não compra…” Sorri para ela, dei-lhe uma nota de um real e ela me deu o pacotinho de balas. Ela ficou feliz. Aí a luz ficou verde e eu acelerei o carro, não queria que ela percebesse que meus olhos tinham ficado repentinamente úmidos.

Quando eu era menino, lá na roça, havia uma mata fechada. Os grandes, malvados, para me fazer sofrer, diziam que na mata morava um menino como eu. “Quer ver?”, eles perguntavam. E gritavam: “Ô menino!” E da mata vinha uma voz: “Ô menino!” Eu não sabia que era um eco. E acreditava. Nas noites frias, na cama, eu sofria, pensando no menino, sozinho, na mata escura. Onde estaria dormindo? Teria cobertores? Os seus pais, onde estariam? Será que eles o haviam abandonado? É possível que os pais abandonem os filhos?

Sim, é possível. João e Maria, abandonados sozinhos na floresta. Os seus pais os deixaram lá para serem devorados pelas feras. Diz a estória que eles fizeram isso porque já não tinham mais comida para eles mesmos. Será que os pais, por não terem o que comer, abandonam os filhos? Será por isso que as crianças são vistas freqüentemente na floresta vendendo balas de goma? Será que havia balas de goma na cesta que Chapeuzinho Vermelho levava para a avó? Será que a mãe de Chapeuzinho queria que ela fosse devorada pelo lobo? Essa é a única explicação para o fato de que ela, mãe, enviou a menina sozinha numa floresta onde um lobo estava à espera.

Num dos contos de Andersen uma menininha vendia fósforos de noite na rua (se fosse aqui estaria num semáforo), enquanto a neve caía. Mas ninguém comprava. Ninguém estava precisando de fósforos. Por que uma menininha estaria vendendo fósforos numa noite fria? Não deveria estar em casa, com os pais? Talvez não tivesse pais. Fico a pensar nas razões que teriam levado Andersen a escolher caixas de fósforos como a coisa que a menininha estava a vender, sem que ninguém comprasse. Acho que é porque uma caixa de fósforos simboliza calor. Dentro de uma caixa de fósforos estão, sob a forma de sonhos, um fogão aceso, uma panela de sopa, um quarto aquecido… Ao pedir que lhe comprassem uma caixa de fósforos numa noite fria a menininha estava pedindo que lhe dessem um lar aquecido. Lar é um lugar quente. Pois, se você não sabe, consulte o Aurélio. E ele vai lhe dizer que o primeiro sentido de “lar” é “o lugar da cozinha onde se acende o fogo.” De manhã a menininha estava morta na neve, com a caixa de fósforos na mão. Fria. Não encontrou um lar.

Um supermercado é uma celebração de abundância. No estacionamento as famílias enchem os porta-malas dos seus carros com coisas boas de se comer. “Graças a Deus!”, eles dizem. Do lado de fora, os famintos, que os guardas não deixam entrar. Se entrassem no estacionamento a celebração seria perturbada. “Dona, me dá uns trocados?” O menino estava do lado de fora. Rosto encostado na grade, o braço esticado para dentro do espaço proibido, na direção da mulher. A mulher tirou um real da bolsa e lhe deu. Mas esse gesto não a tranqüilizou. Queria saber um pouco mais sobre o menino. Puxou prosa. “Para que você quer o dinheiro?” perguntou. “Prá voltar prá onde eu durmo.” “E onde é a sua casa?” “Não vou voltar prá casa. Eu não moro em casa. Eu durmo na rua. Fugi da minha casa por causa do meu pai…”

Em muitas estórias o pai é pintado como um gigante horrendo que devora as crianças. Na estória do “João e o pé de feijão” ele é um ogro que mora longe, muito alto, nas nuvens, onde goza sozinho os prazeres da galinha dos ovos de ouro e da harpa encantada. Mãe e filho, lá embaixo, morrem de fome. Por vezes as crianças estão mais abandonadas com os pais que longe deles. Como aconteceu com a Gata Borralheira. Seu lar estava longe da mãe-madrasta e das irmãs: como uma gata, o borralho do fogão era o único lugar onde encontrava calor.

E comecei a pensar nas crianças que, para comer, fazem ponto nos semáforos, vendendo balas de goma, chocolate bis, biju. Ou distribuindo folhetos… Ah! Os inúteis folhetos que ninguém lê e ninguém quer e que serão amassados e jogados fora. O impulso é fechar o vidro e olhar para a criança com olhar indiferente – como se ela não existisse. Mas eu não agüento. Imagino o sofrimento da criança. Abro o vidro, recebo o papel, agradeço e ainda pergunto o nome. Depois, discretamente, amasso o papel e ponho no lixinho…

E há também os adolescentes que querem limpar o pára-brisa do carro por uma moeda. Já sou amigo da “turma” que trabalha no cruzamento da avenida Brasil com a avenida Orozimbo Maia. Um deles, o Pelé, tem inteligência e humor para ser um “relações públicas”…

Lembro-me de um menino que encontrei no aeroporto de Guarapuava. No seu rosto, mistura de timidez e esperança. “O senhor compra um salgadinho para me ajudar?” Ficamos amigos e depois descobrimos que a mulher para quem ele vendia os salgadinhos o enganava na hora do pagamento…

Um outro, no aeroporto de Viracopos, era engraxate. O pai sofrera um acidente e não podia trabalhar. Tinha de ganhar R$ 20.00. Mas só podia trabalhar enquanto o engraxate adulto, de cadeira cativa, não chegava. Tinha, portanto, de trabalhar rápido. Tivemos um longa conversa sobre a vida que me deixou encantado com o seu caráter e inteligência – ao ponto de ele delicadamente me repreender por um juízo descuidado que emiti, pelo que me desculpei.

E me lembrei das meninas e meninos ainda mais abandonados que nada têm para vender e que, à noitinha, nos semáforos (onde serão suas casas?), pedem uma moedinha…

Houve uma autoridade que determinou que as crianças fossem retiradas da rua e devolvidas aos seus lares. Ela não sabia que, se as crianças estão nas ruas, é porque as ruas são o seu lar. Nos semáforos, de vez em quando, elas encontram olhares amigos.

Os especialistas no assunto já me disseram que não se deve ajudar pessoas nos semáforos, pois isso é incentivar a malandragem e a mendicância. Mas me diga: o que vou dizer àquela criança que me olha e pede: “Compre, por favor…”? Vou lhe dizer que já contribuo para uma instituição legalmente credenciada? Me diga: o que é que eu faço com o olhar dela?

Minhas divagações me fizeram voltar ao Irmãos Karamazóvi, de Dostoiévski. Um dos seus trechos mais pungentes é uma descrição que faz Ivan, ateu, a seu irmão Alioscha, monge, da crueldade de um pai e uma mãe para com a sua filhinha. “Espancavam-na, chicoteavam-na, espisoteavam-na, sem mesmo saber por que o faziam. O pobre corpinho vivia coberto de equimoses. Chegaram depois aos requintes supremos: durante um frio glacial, encerraram-na a noite inteira na privada sob o pretexto de que a pequena não pedia para se levantar à noite (como se um criança de cinco anos, dormindo o seu sono de anjo, pudesse sempre pedir a tempo para sair!). Como castigo, maculavam-lhe o rosto com os próprios excrementos e a obrigavam a comê-los. E era a mãe que fazia isso – a mãe! Imagina essa criaturinha, incapaz de compreender o que lhe acontecia, e que no frio, na escuridão e no mau cheiro, bate com os punhos minúsculos no peito, e chora lágrimas de sangue, inocentes e mansas, pedindo a ‘Deus que a acuda’. Todo o universo do conhecimento não vale o pranto dessa criança suplicando a ajuda de Deus.”

Num parágrafo mais tranqüilo o starets Zossima medita “Passas por uma criancinha: passas irritado, com más palavras na boca, a alma cheia de cólera; talvez tu próprio não avistasses aquela criança; mas ela te viu, e quem sabe se tua imagem ímpia e feia não se gravou no seu coração indefeso! Talvez o ignores, mas quem sabe se já disseminaste na sua alminha uma semente má que germinará! Meus amigos: pedi a Deus alegria! Sede alegres com as crianças, como os pássaros do céu.”

Quando essas imagens começaram a aparecer na minha imaginação comecei a ouvir (essas músicas que ficam tocando, tocando, na cabeça…) sem que a tivesse chamado aquela canção “Gente humilde”, letra do Vinícius, música do Chico. “Tem certos dias em que eu penso em minha gente e sinto assim todo o meu peito se apertar…” Pelo meio o Vinícius conta da sua comoção ao ver “as casas simples com cadeiras nas calçadas e na fachada escrito em cima que é um lar”. Termina, então, dizendo: “E aí me dá uma tristeza no meu peito feito um despeito de eu não ter como lutar. E eu que não creio peço a Deus por minha gente. É gente humilde. Que vontade de chorar.”

Se fosse hoje o Vinícius não teria vontade de chorar. Ele riria de felicidade ao ver as cadeiras nas calçadas e as fachadas escrito em cima que é um lar… Vontade de chorar ele teria vendo essa multidão de crianças abandonadas, entregues ou à indiferença ou à maldade dos adultos: “E aí me dá uma tristeza no meu peito feito um despeito de eu não saber como lutar…” Só me restam meu inútil sorriso, minhas inúteis palavras, meu inútil Real por um pacotinho de balas de goma…

Rubem Alves

Imagem de capa: ambrozinio/shutterstock

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A felicidade na vitrine

A felicidade na vitrine

Não sei dizer do que mais gostei no livro “O Arroz de Palma”, de Francisco Azevedo. O livro é delicado e simples; seus personagens são repletos de defeitos e virtudes, com abundância daquilo que existe de mais humano em nós. Tia Palma e Antonio, os personagens centrais, parecem nossos chegados, e tia Palma não peca pelo excesso de palpitações. Um dia, a pitoresca senhorinha vai passear na casa de Antonio. Chegando lá, se depara com o arroz_ que tem uma história linda_ exposto dentro de um pote de cristal no restaurante do sobrinho. Sábia, pega o rapaz pelo braço e aconselha baixinho:

” O arroz é tua felicidade. Não deves fazer alarde dela. A felicidade desperta mais inveja que a riqueza.”

Tia Palma tinha razão. Expôr a felicidade é vaidade. Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz? É preciso expôr para validar?

Com o tempo a gente aprende: A alegria incomoda. E desperta desejos. Sempre haverá alguém querendo experimentar um pouquinho do seu arroz_ esse, que você valoriza tanto.

Não é pecado ser feliz. Não há nada de errado em irradiar alegria. O perigo é usar isso para alimentar o ego. Felicidade e ego não combinam, e é aí que muita gente se dá mal. Felicidade é benção. O arroz é benção. Mas quando você se engana colocando-o num pedestal e se infla por possuí-lo, ele deixa de ser dádiva. Passa a ser instrumento de sua vaidade, e atiça a cobiça.

Não precisamos ser publicitários de nosso bem estar. Não é preciso estardalhaço para mostrar ao mundo nossa vitória_ contra a solidão, contra a baixa estima, contra o tédio. É fácil vestir um personagem e mostrar a perfeição, mas aprendi que quem tem certeza de que é possuidor de riquezas não fica mostrando por aí. Não precisa postar no facebook nem viver de aparências.

Se você não deseja inveja à sua volta, permita-me um conselho: Cuide de seus canteiros com humildade. Exercite o encantamento do agricultor que se maravilha com o desabrochar da roseira mas não tenta esconder os espinhos nem as pragas.

Toquinho, em “À sombra de um Jatobá”, cantou lindamente : “Poucas coisas valem a pena, o importante é ter prazer… longe do amor de quem nos finge amar…”

Preste atenção à sua volta. Você não precisa de bajuladores, de um milhão de amigos que reafirmem quem você é. O importante é ter poucos e bons afetos, aquela turminha que sabe do seu sabor, de suas lutas diárias e vitórias merecidas.

Gosto de gente sem agrotóxico. Que não tem vergonha de sua casca “mais ou menos” e se perdoa pelas pragas. Que não tem medo de expôr suas fragilidades do mesmo modo que se vangloria de suas virtudes.

Gente que não se infla para parecer maior do que é. Gente que se humaniza e se aproxima de mim.

Que não faz alarde de sua felicidade, mas valoriza o que vale a pena _ como a sombra de um Jatobá…

Imagem de capa: freya-photographer/shutterstock

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Conexão emocional: 5 dicas para reforçar o afeto do seu cão.

Conexão emocional: 5 dicas para reforçar o afeto do seu cão.

Outrora, nos tempos em que o cão não passava de um mero enfeite de jardim, vivendo de angu com farofa e acorrentado em seu tédio, poucas eram as interações entre tutor e animal. Com o passar dos anos e o aumento de informações a respeito dessas criações peludas, os cães conseguiram um lugar cativo sob as almofadas e o aconchego de sua “matilha humana”.

Entretanto, apesar do que chamamos de “humanização”, infiltrando os pets feito humanos em nossas vidas, ainda é precária a concepção do que necessitam para harmonizar, no significado animal, instinto e natureza. Humanizar não é nada bom, afinal, cachorro tem que levar vida de cachorro. Sujar-se, correr, lambuzar-se de lama, grama e conservar seu cheiro característico, ou seja, mesmo que o banho faça parte de sua higiene indispensável, remover por total sua essência poderá influir em seu equilíbrio natural.

Saiba, então, através dessas 5 dicas, como proceder para elevar sua conexão emocional e aprofundar o vínculo afetivo com seu melhor amigo.

1- Opte por uma suave massagem
Se habituados, desde filhotes, os cães amam uma massagem. Desça as palmas das mãos e os dedos, levemente cutucando o dorso do seu cãozinho da cabeça até o início da cauda. Entregue-se a esse momento, ouça a respiração do animal, vivencie suas reações, até que ele adormeça em um sono gostoso. Esses animais são puramente sensíveis, recebiam toques de seus irmãos de ninhada e da língua da mamãe, que os aqueciam. Contudo, há uma memória que será ativada com essa massagem super relaxante.

2- Contato visual
Cães possuem linguagens muitas vezes imperceptíveis por nós, humanos. Buscamos orientações por demais vagas a respeito de como interagir ou compreender suas ações e carências. Uma das chaves que permitem adentrar nesse universo canino é a maneira como observamos esses canídeos. Cachorros mantêm contato visual a todo tempo. Quando se alimentam, passeiam, brincam e até mesmo quando descansam. Sempre que possível, olhe nos olhos do seu cãozinho, desafie suas vontades, imponha com um olhar vívido e seguro. Não apenas olhe, veja através da íris e sinta o momento. Você será capaz de descobrir o que seu pet está querendo, somente com essa leitura visual.

3- Conheça o corpo do seu cão através do toque;
Sabe aquele momento em que você descansa ao lado do seu amigo? Aproveite para investigar ainda mais o que existe de melhor naquele serzinho peludo. Com as pontas dos dedos, destrinche as patinhas, apertando os cochins (almofadinhas), massageando, penetrando entre um dedinho e outro, em todas elas. Coloque a cabeça sobre a barriga do animal, ouvindo sua respiração, invada suas orelhas, descubra os brincos, que são aqueles rasgos que eles possuem na parte de trás das orelhas. Mexa nas gengivas, pasmem, cães habituados amam carinho na gengiva. Aprenda a desvendar cada ponto, com toques delicados.

4- Seja um cão para seu pet
Ao invés de tentar humanizar os cachorros, descubra as delícias de se tornar um deles. Frequentemente, os tutores ficam encabulados nessa busca por uma relação mais íntima com seu animal. No que chamo de Adestramento Natural, trazemos, para nós, particularidades dos cães, com a finalidade de compreendermos melhor suas singularidades. Troque a bronca por um rosnado, imite latidos para interagir, deite de frente ao cão, ande de quatro, para que ele olhe para você no mesmo nível, role na terra com ele; ao dar banho, tome banho com ele. Aproveite cada instante de sua breve vida e desfrute dos sinais essenciais que eles proporcionam.

5- Fale com seu cão, mas não abuse das palavras
Cães entendem as palavras e são capazes de memorizá-las, embora não sejam bons com frases longas, deixando-os confusos e ansiosos. Quando for se comunicar através de linguagem vocal com seu cachorro, escolha palavras e frases curtas. Esses espertos animais percebem a intonação, a intenção e são capazes de reconhecer quem gosta ou não deles pela maneira de falar das pessoas. Evite agitar seu pet com frases extensas e agudas, motivo pelo qual regularmente o adestrador é solicitado por problemas de ansiedade.

Um cão poderia viver mais, porém, viverá intensamente entre nós, se abrirmos as portas do nosso “eu” natural e permitirmos que acessem este mesmo “eu” adormecido. Aproveite a viagem.

Imagem de capa: FrancescoCorticchia/shutterstock

Uma vida não basta ser vivida. Ela precisa ser sonhada

Uma vida não basta ser vivida. Ela precisa ser sonhada

“Quem é rico em sonhos não envelhece nunca. Pode até ser que morra de repente. Mas morrerá em pleno voo.”
— Rubem Alves.

Edgar Morin diz que para que alguém possa ser feliz deve-se buscar viver poeticamente. Isto é, aumentar ao máximo no cotidiano tudo aquilo que faz florescer, encantar e engrandecer o nosso ser. Para ele, é isso que realmente importa e possibilita que possamos encontrar a felicidade nas lacunas de dor da vida. Entretanto, em mundo cada vez mais burocratizado, automatizado e organizacional, que nos engole com suas cobranças e determinações, como podemos encontrar essa poesia falada por Morin?

Obviamente, na vida normal existem obrigações, coisas que nos chateiam, que nos deixam mecânicos, encontros que nos entristecem, isso é natural, haja vista que a vida é composta de contrastes e, assim, se existe poesia e felicidade, também há incongruências e tristezas. Todavia, parece que o lado sombrio tem se sobreposto e deixado tudo escuro, fazendo com que, inclusive, deixemos de lembrar que existe algo a mais para se viver.

Somos a geração das conquistas materiais, das realizações impossíveis e, no entanto, estamos mergulhados em depressões, sufocados por ansiedades. Vivendo à base de anestésicos existenciais, desejando a morte a semana inteira e buscando desesperadamente a alegria no “happy hour”. Mas não encontramos, porque como falava Rubem Alves: “A felicidade só mora no agora”. E nós insistimos em querer encontrá-la no futuro ou em grandes realizações, correndo atrás de um protocolo, como se fôssemos um produto industrializado.

Insistimos, mas não encontramos e por isso estamos tão tristes. Não à toa, tudo que fala de sonhos, a aurora que já não se enxerga, consegue nos comover, como foi o caso do filme “La La Land”, demonstrando que existe algo de muito errado com a forma que temos levado as nossas vidas, já que não há sentido em viver sem acreditar naquilo que nos constitui de forma mais profunda.

Intempéries sempre vão existir, afinal, não existe caminho perfeito. Contudo, se somos realistas o bastante para compreendermos que não há um caminho para a felicidade, por que preferimos nos submeter a caminhos impostos a nos guiar por onde acreditamos que será melhor, não para os outros, nem para a sociedade, mas para nós?

Existe uma vastidão no mundo, que a cada dia tem mais e mais coisas a ser “exploradas”, mas na mesma medida há em nós um vazio tão grande, que essas coisas só conseguem cumprir a sua obsolescência programa, já que o humano é sedento pela essência da vida, por tudo que é vivo, que é luz em meio à escuridão, e não por coisas mercantilizáveis.

Apesar de tudo isso, podem exclamar: “Pare de utopias”, ao passo que responderei: “O que é um homem sem o direito inalienável de sonhar?”. Talvez seja uma casa que não abre as janelas. Talvez seja o músico que não pode tocar. Talvez seja um homem que talvez viva ou talvez morra, porque já não importa. Talvez seja o homem que já não é humano. E, assim, a existência se guia por uma linha frágil e faminta, que ao deixar de sonhar, não passa de uma mera caricatura da vida, pois como disse Mário Quintana: “Uma vida não basta ser vivida. Ela precisa ser sonhada”.

Imagem de capa: Reprodução

7 características “estranhas” de pessoas muito inteligentes

7 características “estranhas” de pessoas muito inteligentes

Muitas matérias circulam pela internet revelando resultados de pesquisas e análises comportamentais.

Abaixo, a CONTI outra separou 7 fragmentos de matérias que indicam características um tanto curiosas- e até mesmo estranhas- de pessoas muito inteligentes.

Confira!

1- Pessoas muito inteligentes têm poucos amigos

Uma inteligência alta permite que pessoa não fique dependente dos outros, e sim mantenha o foco em suas metas individuais. Pessoas inteligentes estão em harmonia com elas mesmas, e só de vez em quando precisam interagir mais intimamente com os demais. 

A pesquisadora Carol Graham, da Brookings Institution, especialista na «economia da felicidade», acredita que as pessoas inteligentes usam a maior parte do tempo tentando atingir metas a longo prazo. Os intelectuais se sentem satisfeitos quando fazem aquilo que os leva a conquistar determinados resultados.

O pesquisador que trabalha na busca de vacinas contra o câncer ou o escritor que está criando um romance formidável não precisam interagir com outras pessoas. Até porque isso poderia distrai-los de sua meta principal, ou seja, influenciaria de forma negativa na sua felicidade e desequilibraria sua harmonia interna.  (The Washington Post)

2- As pessoas inteligentes têm uma ordem (desordem) própria

As pessoas inteligentes compartilham com as pessoas criativas o seu amor por uma aparente desordem. Esta característica pode criar muitos problemas de convivência. No entanto, muitas vezes uma solução genial resulta de classificar os elementos de uma forma particular, de uma maneira diferente das outras pessoas. Como exemplo, podemos mostrar a ordem que prevalecia na mesa de Einstein.

Foi realizado um curioso estudo por Kathleen Vohs e seus colaboradores. Eles selecionaram um grupo de voluntários, divididos aleatoriamente em dois grupos. Um dos grupos foi para um escritório onde as mesas estavam totalmente desorganizadas e o outro grupo em um escritório todo organizado. Nos escritórios foram pedidas para os grupos sugestões para a resolução de vários problemas. O resultado foi que as pessoas que estavam no escritório bagunçado tiveram mais e melhores ideias do que as pessoas que estavam no escritório organizado. (A Mente é Maravilhosa)

3- Pessoas inteligentes não se apaixonam facilmente

Pessoas inteligentes sabem juntar informações e tirar conclusões. E esta habilidade traz algo que não é tão positivo, pois gente assim é mais propensa a ’fugir’ dos relacionamentos assim que surgem os primeiros sinais de problemas. Mal-entendidos e discussões? Não somos feitos um para o outro. E adeus. (iheartintelligence)

4- Irmãos mais velhos são mais inteligentes

Se você é o irmão mais velho da família e sempre achou os caçulas levam vantagem em tudo, saiba que pode, na verdade, se gabar por ser mais inteligente. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Leipzig, Alemanha, afirma que irmãos mais velhos têm Q.I. mais alto.

Em primeiro lugar, o irmão mais velho seria “mais inteligente” porque se beneficiariam da atenção total dos pais, até a chegada do caçula, tendo assim maiores chances de desenvolver o aprendizado.

O outro motivo seria a “responsabilidade” que o mais velho tem na criação do irmão mais novo. É que naturalmente eles oferecem ensinamentos aos irmãos menores e, por isso, os mais velhos acabam melhorando seu quociente de inteligência. (Wix)

5- Donos de gatos são mais inteligentes

A descoberta veio lá dos Estados Unidos. A equipe da pesquisadora Denise Guastello, da Universidade Carroll, entrevistou 600 estudantes para descobrir os traços de personalidade e qual era o animal de estimação preferido de cada um – os cães ainda são os mais amados: 60% dos entrevistados se diziam “dog people”.

E essas pessoas costumam ser, em geral, mais enérgicas e extrovertidas. Já os donos de gatos costumam se sair melhor que os outros em provas de inteligência (todos os voluntários tiveram de fazer esses testes). (Superinteressante)

6- Pessoas inteligentes são mais preguiçosas

Outro traço que aparentemente nada tem a ver com a genialidade é a preguiça, certo? Mas a verdade é que um estudo feito pela Florida Gulf Coast University descobriu que pessoas inteligentes são mais preguiçosas simplesmente por não precisarem estar constantemente fazendo algo, além de pensar, claro. (Wix)

7- Pessoas inteligentes desistem com mais facilidade

O sucesso frequente cria expectativas demasiado elevadas. O resultado? Uma derrota parece o fim do mundo e leva à desistência.

Pelo contrário, as pessoas que estão mais habituadas a trabalhar muito para atingir os seus objetivos estão muito mais à vontade com a derrota. (Menthes)

Imagem de capa: Nenad Aksic/shutterstock

Por que tantas pessoas andam mendigando amor?

Por que tantas pessoas andam mendigando amor?

Por Wandy Luz

Quando foi que nos perdemos e esquecemos que o principal dos amores é o amor próprio?

Vejo tantas histórias na TV, no cinema, na vida real, situações que acontecem bem diante dos meus olhos, e mesmo assim não consigo entender, não consigo acreditar que as pessoas ainda se apegam a relações e pessoas tóxicas pelo medo de ficarem sozinhos.

Amor, carinho e atenção devem vir naturalmente, devem fluir sem pressão, e se não fluem, por favor não insista, não force, saia desse conto de fadas falido que só existe na sua cabeça, você merece tudo de melhor sempre, lembre-se disso!

Você pode ser a pessoa mais linda e mais sarada do mundo, pode ser inteligente, divertida, bem-sucedida, mas se a atração não for recíproca, se não existe a tal química quando os corpos se tocam, nada do que você fizer vai adiantar, porque o amor é mágica, nós nunca entenderemos como, quando e porque, na hora certa, ele simplesmente vai acontecer.

Reconhecer e saber dar a si mesmo o devido valor é algo inquestionável e imprescindível.

A falta de amor não tem remédio

Não arrume desculpas esfarrapadas pra quem não sabe te amar. Quem quer de verdade encontra um jeito, quem não quer arruma uma desculpa, porque obstáculos são vencidos, mas a falta de amor, a falta de vontade e a falta de interesse não têm solução, não têm remédio.

Eu sei que às vezes é difícil de aceitar, mas não perca sua dignidade tentando entender porque alguém não te ama da maneira que você acha que merece ser amado.

Não cabe a você decidir, deixe o Universo trabalhar. Ele sabe do que você precisa, o que você merece e o que o fará feliz, então confie, tenha paciência e espere para usufruir de um banquete ao invés de aceitar migalhas.

Amar é saber desistir também, então ame-se o suficiente para sair de qualquer situação que traga mais angústia do que felicidade.

Com facilidade confundimos a realidade com situações que idealizamos, então pé no chão e cabeça erguida, por favor. Não importa o que aconteça, nunca se esqueça do seu valor.

Imagem de capa: iTref/shutterstock

Fonte indicada: A Mente é Maravilhosa / Wandy Luz

contioutra.com - Por que tantas pessoas andam mendigando amor?Wandy Luz
Jornalista, colunista, sonhadora e amante da liberdade. Um ser humano que se encanta a cada dia mais com os mistérios da vida e suas dimensões. Espírito livre e alma plena, esse è meu desejo, essa è a minha missão. Acesse seu site: https://www.wandy-luz.com/

22 pensamentos que descrevem o comportamento humano

22 pensamentos que descrevem o comportamento humano

As frases abaixo são todas de minha autoria (Josie Conti) e foram escritas, ao longo dos últimos anos, para a CONTI outra. Hoje, ao separá-las, percebi sua força realística e constante referencial comportamental.

No final do texto, que tal colocarem suas opiniões? Qual frase mais gostaram?

1- Embora o luxo seja atraente e tentador, ele nos deixa pouco à vontade. É na simplicidade que rimos alto e sem medo, sentamos nas calçadas, baixamos nossa guarda e somos sinceramente felizes.

2- Toda vez que você diz um sim querendo dizer não, acumula “nãos” para si mesmo.

3- Pouco me importa a inclusão, o que não admito é que alguém seja excluído!

4- Quer uma dica de sucesso nos relacionamentos? Ouça. Ninguém mais ouve e isso será um grande diferencial.

5- As pessoas de pior caráter são as que enganam nas primeiras impressões.

6- Nunca compare irmãos achando que eles têm que ter personalidade e caráter semelhantes. Na maioria das vezes, é tudo diferente.

7- Alguns comportamentos humanos não passam de reflexos do que transmitimos. Se você não se achar interessante,dificilmente outros acharão.

8- Não existe justiça no amor, isso é certo. Entretanto, nossos atos têm consequências.

9-Perdoem-me os insensíveis.
Eu SINTO muito.

10- Pode passar o tempo que for, a dor que ainda dói não faz parte do passado. Sentimentos são atemporais.

11- Se você quer manter um ídolo em seu devido lugar, não o conheça pessoalmente.

12- Eu não pertenço a ninguém, mas faço parte do todo.

13- Agressões e acusações, na maioria das vezes, mostram mais intolerância do que razão.

14- Educação não se vende. Respeito não se compra. Gentileza não se força.

15- Tem gente que bate no peito e diz que “se fez” sozinho.
Sabem de nada, coitadinhos. Sem pessoas fortes e especiais por perto- sejam elas vindas junto com a nossa base ou conquistadas ao longo da vida- não somos nada. Até quem puxa nosso tapete nos transforma e mostra com quem realmente podemos contar.

16- O maior problema da traição é que ela é uma decisão unilateral.

 

17- Nem sempre somos capazes de perceber rapidamente que algo está errado. Aliás, nós percebemos e sentimos, mas em grande parte do tempo não damos ouvidos aos sinais do ambiente, das pessoas ou mesmo de nosso próprio corpo.

18- As respostas mais importantes moram na obviedade.

19- Ser original é maravilhoso. Ainda assim, ser educado e respeitar os limites dos outros nunca cairá de moda.

20- A arrogância é parceira da ingenuidade.
Afinal, toda atitude exagerada esconde fragilidades e cegueiras situacionais.

E, PARA TERMINAR, UM POUCO DE DOÇURA…

21- Gentil é aquele que passa pela vida do outro, toca-o com leveza e marca-o onde ninguém mais pode ver.

22- Entre o hoje e o amanhã…uma noite para sonhar!

Obrigada pela leitura

Josie Conti

Imagens:  Everett – Art/shutterstock

“Amor, que é amor, dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor” – Padre Fabio de Melo

“Amor, que é amor, dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor” – Padre Fabio de Melo

Amor, que é amor, dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor.

O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor. Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou.

O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: “Mesmo fazendo tudo errado, eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto”.

O amor nos possibilita enxergar lugares do nosso coração os quais sozinhos jamais poderíamos enxergar.

O poeta soube traduzir bem quando disse: “Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi, dentro do meu coração!”

Bonito isso. Enxergar sonhos que antes eu não saberia ver sozinho. Enxergar só porque o outro me emprestou os olhos, socorreu-me em minha cegueira. Eu possuía e não sabia. O outro me apontou, me deu a chave, me entregou a senha.

Coisas que Jesus fazia o tempo todo. Apontava jardins secretos em aparentes desertos. Na aridez do coração de Madalena, Jesus encontrou orquídeas preciosas. Fez vê-las e chamou a atenção para a necessidade de cultivá-las.

Fico pensando que evangelizar talvez seja isso: descobrir jardins em lugares que consideramos impróprios. Os jardineiros sabem disso. Amam as flores e por isso cuidam de cada detalhe, porque sabem que não há amor fora da experiência do cuidado. A cada dia, o jardineiro perdoa as suas roseiras. Sabe identificar que a ausência de flores não significa a morte absoluta, mas o repouso do preparo. Quem não souber viver o silêncio da preparação não terá o que florir depois…

Precisamos aprender isso. Olhar para aquele que nos magoou e descobrir que as roseiras não dão flores fora do tempo nem tampouco fora do cultivo. Se não há flores, talvez seja porque ainda não tenha chegado a hora de florir. Cada roseira tem seu estatuto, suas regras… Se não há flores, talvez seja porque até então ninguém tenha dado a atenção necessária para o cultivo daquela roseira.

A vida requer cuidado. Os amores também. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só. Elas não sabem viver sozinhas… Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá de saber que com ela vão inúmeros espinhos. Mas não se preocupe. A beleza da rosa vale o incômodo dos espinhos… ou não.

Imagem de capa: reprodução

Para saber mais sobre Padre Fábio de Melo, acompanhe o seu site.

Tenha calma, respire fundo e siga nos seus termos

Tenha calma, respire fundo e siga nos seus termos

Quando o desamor apertar, tenha calma. Seja um alguém além dos lamentos e despedidas. Ainda que tenhamos uma responsabilidade afetiva sobre quem está por perto, o mais importante é sabermos que, sem autoconhecimento, o amor não dura.

Você não pode viver mendigando companhia. Antes de qualquer um acenar o desejo de fazer parte dos seus inteiros, é preciso entender das próprias metades. Dê aquela respirada funda. Pense e construa estados de honestidades, onde cada gesto será igualmente distribuído e recíproco. Porque a indiferença foi feita para os preguiçosos de corações. Seres amargurados, inconstantes e indispostos no quesito querer. Eles não sabem, mas termos podem ser reescritos.

Você não deve nada a ninguém. Amores que sobrevivem não funcionam através de aparelhos, mas de um simples motivo, a entrega. Ela que não fere, desacredita e escapa no primeiro sinal de solidão. Entregar-se é saber diferenciar silêncios. Dos instantes em que você alcança e permite o encontro para novos vínculos.

Por fim, você é os seus próprios termos. Você é o reflexo constante das emoções que transborda, cultivando e somando possibilidades. Ame-se no desamor para reconhecer o verdadeiro despertar.

Imagem de capa: Um Amor Tão Fácil (1977) – Dir. Claude Goretta

Nelson Rodrigues de uma forma que você nunca viu

Nelson Rodrigues de uma forma que você nunca viu

Ao falarmos em Nelson Rodrigues as primeiras descrições que vem à mente é “pornográfico, tarado e indecente”, e essa fama se deve à forma como suas obras foram apresentadas e como sua figura foi exposta à sociedade na década de 50.

Não que ele não fosse um tanto quanto audacioso em suas crônicas, mas limitá-lo a um tarado literário é, no mínimo, limitá-lo ignorância de quem não o conhece.

Perguntando pelo repórter J. J. Ribeiro como definiria a própria personalidade, Nelson Rodrigues, surpreendentemente, respondeu: “o sujeito mais romântico que alguém já viu. Desde garotinho sonho com o amor eterno. Na minha infância profunda os casais não se separavam. Havia brigas, agressões de parte a parte, insultos pesadíssimos, mas o casal não se separava. Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico”.

Intelectual, jornalista e cronista esportivo, Nelson ganhou espaço na imprensa na época do militarismo no Brasil- governo Vargas, enfrentou a Segundo Guerra, passou pelas revoluções culturais de 60 e 70, pelo feminismo e, novamente, por outro governo militar. Portanto, tinha conteúdo, inteligência e conhecimento empírico para escrever sobre o que quisesse.

Nelson não era um escritor do acaso. Era um escritor de História. Escrevia sobre a vida como ela é (textos, aliás, que levaram seu nome ao teatro e, posteriormente, à fama). As histórias saíam de casos que lhe contavam, da sua própria observação dos subúrbios cariocas e das assustadoras paixões que lhe contavam quando ainda era criança. Mas, saíam, principalmente da sua opinião sobre o casamento, o amor e o desejo (E que, cá entre nós, muitos compartilham da mesma opinião e não tem coragem de compartilhar).

O ódio e o preconceito enfrentado na pele por Nelson, e que ele demonstrava não se importar, já que dizia que “toda unanimidade é burra”, tinha dois motivos específicos, além de jogar no ventilador assuntos polêmicos, Nelson não poupava ninguém. Políticos, líderes religiosos, chefes de famílias, homens, mulheres…ninguém! Com reflexões profundas e os mais diversos temas sociais, seu sarcasmo velado eram expostos em forma de literatura.

Um exemplo de seus temas polêmicos refere-se à beleza feminina. Enquanto Tom Jobim e Vinícius escreviam Garota de Ipanema, na década de 60, Nelson escrevia que: “na ‘mulher interessante’, a beleza é secundária, irrelevante e, mesmo, indesejável. A beleza interessa nos primeiros quinze dias; e morre, em seguida, num insuportável tédio visual. Era preciso que alguém fosse, de mulher em mulher, anunciando: – Ser bonita não interessa. Seja interessante”!

Nelson não um escritor de encantos ou desencantos. Não era sutil, tão pouco carregava o lirismo que a época literária exigia, mas, era autêntico e sabia que verdades deveriam sempre ser ditas, a todo e qualquer custo.

6 motivos pelos quais pessoas que ficam solteiras por longos períodos podem ser mais felizes

6 motivos pelos quais pessoas que ficam solteiras por longos períodos podem ser mais felizes

O site Thought Catalog trouxe um texto intitulado “Girls Who Stay Single For Large Gaps Of Time Actually End Up The Happiest” (“Garotas que ficam sozinhas por longos períodos de tempoa ficam mais felizes no final”- tradução livre).

O texto trata das vantagens do autoconhecimento como degrau inicial de escolhas posteriores.

Achamos que diversos argumentos são bastante pertinentes para os amantes da solidão e da introspecção e, baseados na ideia do texto, separamos 6 motivos pelos quais a solidão pode ser a chave para uma vida mais plena e feliz.

Confiram!

1- Pessoas que ficam sozinhas por longos períodos de tempo ficam mais consigo mesmas e se conhecem melhor.

Não existe atalho para o autoconhecimento e permitir-se o tempo da solidão e reflexão é um grande passo para compreender melhor os próprios gostos, escolhas assim como identificar os desejos que nortearão a vida. Quem fica mais tempo sozinho aprende a se amar mais, reconhece melhor os sinais e limites do seu corpo, reconhece melhor os próprios sentimentos e sabe que, para alguns momentos, nada substitui a própria companhia.

2- Pessoas que ficam sozinhas consigo mesmas por longos períodos de tempo mantém contato mais próximo com amigos e familiares.

Quanto mais tempo temos, maior a possibilidade de diversificarmos nossos contatos e nos dedicarmos a grupos diferentes. Normalmente, quem não está em um relacionamento, mantém-se mais próximo dos amigos e visita mais os familiares. O afeto que não é investido em uma relação amorosa existe, mas pode estar sendo canalisado de diferentes maneiras e para diferentes pessoas. No final das contas, a diversidade amplia as possibilidades de uma rede de apoio mais ampla e cultivada. Uma pessoas pode ajudar e ser ajuda por amigos e por sua família. É ilusória a ideia de que é preciso um parceiro ou parceira para “cuidar da gente” nos momentos de dificuldade. Isso, aliás, aparenta mais uma faceta utilitarista e carente da relação, do que algo construído para uma partilha saudável.

3- Pessoas que ficam sozinhas por longos períodos de tempo mantém mais o foco em seus próprios sonhos

Quando não existe uma relação, há uma maior liberdade para ir e ousar. Muitos sonhos pessoais são abafados pelo sonho do parceiro ou da parceira, pela vinda dos filhos e pelas responsabilidades compartilhadas. Quando a pessoa está em um período assim ela não precisa fazer esse tipo de concessão e pode ir além e até aventurar-se um pouco mais, se isso fizer parte de sua natureza.

4- Pessoas que ficam sozinhas por longos períodos de tempo tornam-se mais independentes e fortes

A liberdade exige força e muita adaptação. Quem está só pode fazer muito, mas também arca com as suas escolhas. Toda essa adaptação necessária faz com que essas pessoas tornem-se mais resistentes à mudança e a eventuais surpresas da vida. No fim das contas elas sabem que é consigo mesmas que devem contar.

5- Pessoas que ficam sozinhas por longos períodos de tempo possuem sonhos mais amplos e livres.

O que impede de sonhar alguém que possui laços mais frouxos e flexíveis? Como não estão vinculadas a seus parceiros e parceiras, pessoas sozinhas podem sonhar mais alto e correr atrás de seus sonhos sem tantas variáveis que as poderiam impedir.

6-  Pessoas que ficam sozinhas por longos períodos de tempo podem viajar mais e gastar mais consigo mesmas- sentindo menos culpa por isso.

Não ter alguém imediatamente julgando nossas escolhas pode dar uma liberdade muito diferenciada. Se alguém sozinho resolve presentear-se com algo, não há ninguém tão próximo para julgá-la (além de sua própria consciência). É possível mudar de emprego e de cidade com mais facilidade. Como o que e quando quiser.

Tudo isso, e muito mais, faz com que a pessoa se conheça melhor porque, na maior parte do tempo, ela reage em relação a si mesma e arca com suas escolhas.

No fim das contas, todo esse conhecimento nem precisa ser atestado de solidão eterna. Estar só, conhecer-se, e vivenciar toda essa liberdade fará com que, se uma hora existir a possibilidade de mudança, essa escolha seja para somar e não uma fuga da solidão.

Aí, então, serão mais fortes e realmente felizes!

Fica a dica!

Lembramos, porém, que cada pessoa trilha o seu caminho e que a felicidade de um não é sinónimo de felicidade para outro. A lista acima ressalta pontos que podem ser positivos em quem segue uma vida “solo”, mas não querem dizer que quem escolheu uma vida de parceria está errado. Afinal, não existe certo e nem errado e sim escolhas que trazem consigo prós e contras 😉

Imagem de capa: Oleksandr Schevchuk/shutterstock

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