Não tenho tempo para odiar quem me odeia, prefiro amar quem me ama

Não tenho tempo para odiar quem me odeia, prefiro amar quem me ama

Por Valéria Amado

Quem investe grande parte de seu tempo alimentando sentimentos negativos contra quem o odeia se esquece de algo muito mais importante: de amar aqueles que o amam de verdade. O ódio e o rancor são dois inimigos fortes e persistentes que costumam criar raízes muito profundas em muitas mentes. Porque na realidade são armadilhas em que nós mesmos acabamos ficando presos por essas emoções tão negativas e tão autodestrutivas.

Frequentemente, costumam dizer que “o ódio é o contrário do amor” quando, na verdade, isso não está completamente certo. Odiar é um exercício privado, porém escancarado aos outros em que se entrelaçam diferentes emoções: desde a ira, passando pela humilhação, até a aversão. Estamos então perante um instinto muito primitivo que, por sua força e impacto em nosso cérebro, pode fazer com que deixemos de priorizar aquilo que realmente é importante, como nosso próprio equilíbrio ou as pessoas que amamos.

Não tenho tempo para chateações ou rancores, ainda menos para odiar quem me odeia, porque o ódio é a morte da inteligência e eu estou muito ocupado aqui, amando aqueles que me amam.

Tanto Aristóteles quanto Sigmund Freud definiram o ódio como um estado onde o sentimento de violência e aniquilação costumam estar presentes. Martin Luther King, por sua vez, falou dessa emoção como uma noite sem estrelas, algo tão obscuro em que o ser humano perde, sem dúvida, toda sua razão de ser, sua essência. Fica claro que estamos perante a parte mais perigosa do ser humano e, por isso, convidamos você a refletir sobre esse tema.

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O ódio não é cego, sempre tem uma razão

O ódio não é cego, possui sempre um foco muito concreto, uma vítima, um coletivo ou até mesmo alguns valores que não são compartilhados e perante os quais alguém reage. Carl Gustav Jung, por exemplo, falava em suas teorias sobre um conceito que não deixa de ser interessante: ele o chamou de sombra do ódio ou a cara oculta do ódio.

Segundo essa teoria, muitas pessoas chegam a depreciar outras porque veem essas pessoas com determinadas virtudes que, em si mesmo, são carências. Um exemplo seria o homem que não suporta que sua mulher triunfe no campo de trabalho ou o companheiro de trabalho que nutre sentimentos de ódio e depreciação por outro quando, na realidade, o que existe nas profundidades de seu ser é a inveja.

Com isso, podemos ver claramente que o ódio nunca é cego, e sim que responde a razões que para nós são válidas. Outra amostra disso pode ser vista no interessante estudo “Anatomia do ódio cotidiano”, publicado em 2014 na revista americana “Association for Psychological Science”. O estudo tentou revelar quais eram os ódios mais comuns do ser humano e em qual idade passamos por esse sentimento pela primeira vez.

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O primeiro dado relevante é que o ódio mais intenso é gerado quase sempre por pessoas que são muito próximas a nós. A maior parte dos entrevistados declarou que, ao longo de suas vidas, havia odiado com intensidade algo ou alguém 4 ou 5 vezes.

-O ódio se concentra quase sempre em familiares ou companheiros de trabalho.
-As crianças costumam experimentar o sentimento de ódio aos 12 anos.
-O ódio apareceu nesse estudo como algo muito pessoal. Uma pessoa depreciava um político, um personagem ou um determinado modo de pensar, mas o ódio autêntico, o mais real, costumava se projetar quase sempre em pessoas muito concretas, dos círculos mais íntimos de relação.

Odiar é a morte do pensamento e da liberdade

Já havia dito Buda, o que te dá raiva te domina. Aquilo que desperta em nós o ódio ou o rancor nos faz reféns de uma emoção que, acreditemos ou não, se expande com a mesma intensidade e negatividade do que sentimos. Pensamos em um pai de família que chega em casa carregado de rancor pelo seus chefes e que dia e noite comenta com sua esposa e seus filhos todo seu desprezo e sua aversão. Todas essas palavras e esse modelo de conduta são absorvidos de forma direta pelos outros.

Em um mundo cheio de ódio, devemos nos atrever a perdoar e a ter esperanças. Em um mundo habitado pelo ódio e pela desesperança, devemos nos atrever a sonhar.

Também sabemos que não é tão fácil assim apagar o fogo da raiva em nosso cérebro. Parece que dar o perdão para quem nos fez algum dano ou nos humilhou é um sinal de fraqueza, mas ninguém merece uma existência dominada pela raiva. Sobretudo se assim descuidamos do mais essencial: nos permitir ser felizes e viver em liberdade.

Vale a pena então refletir sobre as seguintes dimensões.

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Como se libertar das armadilhas do ódio

O ódio tem um circuito cerebral muito concreto que se adentra nas áreas responsáveis pela tomada de decisão e pela responsabilidade, se alojando no córtex pré frontal. Assim como falamos no início, o ódio não é cego, portanto podemos racionalizar e controlar esses pensamentos.

-Desapegue desse rancor falando com a pessoa responsável e explicando o porquê do seu mal estar e da sua dor de forma assertiva, mas respeitosa. Coloque suas emoções em palavras tendo bem claro que, muito possivelmente, a outra parte não te entenda e não compartilhe da sua opinião.
-Depois desse desapego e de ter deixado clara sua posição, coloque um ponto final, um adeus. Liberte-se desse vínculo de incômodo mediante o perdão sempre que for possível, para que desse modo o círculo se feche com você fora dele.
-Aceite a imperfeição, as discordâncias, o pensamento oposto ao seu. Não deixe que nada perturbe sua calma, sua identidade e ainda menos sua autoestima.
-Apague o ruído mental e a voz do rancor e acenda a luz de emoções mais enriquecedoras e positivas. Valerá a pena: o amor dos seus e a paixão por aquilo que te faz feliz e te identifica trará muito mais alegria.

É um exercício fácil que deveríamos praticar a cada dia: o desprendimento absoluto dos ódios e rancores.

Imagem de capa: Khomenko Maryna/shutterstock

As 10 Regras do Silêncio

As 10 Regras do Silêncio

01 – Devemos ficar em silêncio se não tivermos nada de válido a dizer.

02 – Devemos ficar em silêncio depois de termos dito educadamente o que pretendíamos.

03 – Devemos ficar em silêncio até chegar à nossa hora de falar.

04 – Devemos ficar em silêncio quando nos provocam.

05 – Devemos aprender no silêncio a escutar a voz de Deus.

06 – Devemos ficar em silêncio quando a ira nos toma.

07 – Devemos ficar em silêncio quando nos falam, para que fique na nossa mente o que nos é dito.

08 – Devemos ficar em silêncio quando nos sentimos tentados a falar mal de alguém.

09 – Devemos ficar calados quando nos sentimos tentados a ferir com palavras ou a criticar negativamente.

10 – Devemos ficar em silêncio o tempo suficiente para pensarmos, antes de darmos uma resposta.

(Autor Desconhecido)

Porque você deve gastar seu dinheiro em experiências e não com coisas

Porque você deve gastar seu dinheiro em experiências e não com coisas

A maioria das pessoas está em busca da felicidade.

E há economistas que pensam que a felicidade é o melhor indicador da saúde de uma sociedade.

Sabemos que o dinheiro pode fazer você mais feliz, e apesar de que suas necessidades básicas estejam atendidas, isso não necessariamente faz de você uma pessoa mais feliz. Assim, uma das maiores questões é como alocar o nosso dinheiro para esse propósito, este que é (para a maioria de nós) um recurso limitado.

Há uma hipótese muito lógica que a maioria das pessoas faz quando está gastando seu dinheiro: que, porque um objeto físico vai durar mais tempo, ele vai nos fazer mais felizes por mais tempo do que uma única experiência como um concerto ou suas férias. De acordo com pesquisas recentes, verifica-se que esta suposição é completamente errada.

“Um dos inimigos da felicidade é a adaptação”, diz Dr. Thomas Gilovich, professor de psicologia na Universidade de Cornell que estuda a questão do dinheiro e felicidade por mais de duas décadas.“Nós compramos as coisas para nos fazer felizes, e nisso somos bem sucedidos. Mas só por um tempo. Coisas novas são excitantes para nós no início, mas depois nos adaptamos a eles”.

Então ao invés de comprar o mais recente iPhone ou um novo BMW, Gilovich sugere que você vai ter mais felicidade se gastar dinheiro em experiências como a ida à exposições de arte, fazendo atividades ao ar livre, aprendendo uma nova habilidade ou viajando.

As descobertas de Gilovich são a síntese de estudos psicológicos realizados por ele e outros pesquisadores para o paradoxo de Easterlin, que constatou que o dinheiro compra a felicidade, mas só até certo ponto. Como a adaptação afeta a felicidade, por exemplo, em um estudo foi pedido às pessoas que fizessem um auto-relato de sua felicidade com os seus principais produtos materiais e suas compras experienciais. Inicialmente, a percepção de felicidade com essas compras foram classificadas como iguais. Mas ao longo do tempo, a satisfação das pessoas com as coisas compradas caiu, enquanto que a sua satisfação com as experiências que haviam investido subiram.

É contra-intuitivo que algo como um objeto físico que você pode manter por um longo tempo não mantê-lo tão feliz enquanto uma experiência (resultado de um evento único) faz. Ironicamente, o fato de que uma coisa material estar sempre presente é justamente o fator que joga contra, tornando-o mais fácil de se adaptar no nosso dia-a-dia. Ele desaparece no fundo e torna-se parte do novo normal. Mas, enquanto a felicidade de compras materiais diminui ao longo do tempo, as experiências tornam-se uma parte intrínseca da nossa identidade.

“Nossas experiências são uma parte maior de nós mesmos do que são os nossos bens materiais”, diz Gilovich. “Você pode realmente gostar de seu produto material. Você pode até pensar que parte de sua identidade está ligado a essas coisas, mas mesmo assim elas permanecem separadas de você. Por outro lado, suas experiências realmente são parte de você. Nós somos a soma total de todas as nossas experiências.

Um estudo conduzido por Gilovich ainda mostrou que, se as pessoas têm uma experiência que dizem ter impactado negativamente a sua felicidade, uma próxima vez que têm a oportunidade de contar sobre isso, sua avaliação sobre a experiência sobe. Gilovich atribui isso ao fato de que algo que poderia ter sido estressante ou assustador no passado pode se tornar uma história engraçada para contar em uma festa ou ser vista como uma inestimável experiência de vida.

Outra razão é que as experiências compartilhadas nos conectam mais a outras pessoas do que o consumo compartilhado de produtos. É muito mais provável que você se sente mais ligado a alguém que tirou férias com em Bogotá como você do que alguém que também comprou a mesma TV 4K.

Imagem de capa: Dudarev Mikhail/shutterstock

Casais agressivos criam filhos frágeis

Casais agressivos criam filhos frágeis

A agressividade tem muitas faces e maneiras de se projetar. Nem sempre aparece de forma explícita ou óbvia, como o confronto direto. A negligência em relação aos sentimentos do outro é uma forte representação de agressividade. A indiferença é uma forma poderosa de se agredir alguém. A ironia, ilustrada por comentários e posturas ácidas e depreciativas, pode ser tão impactante, quanto uma porta batida na cara. Muitas vezes, palavras ditas “em voz de veludo”, encerram críticas com alto poder de destruição. E, no calor da raiva, somos capazes de nos machucar tanto, a ponto de não haver conserto para os estragos deixados para trás. Somos adultos, enfim; e, neste caso, é de se supor que sejamos capazes de administrar conflitos; sobretudo quando eles fazem parte da construção de um relacionamento a dois. Mas… e se no meio desse fogo cruzado, além das trincheiras emocionais, houver uma criança, ou duas, ou mais… frutos diretos desse relacionamento? Será que é justo envolvê-las nessa confusão? Não! Não é justo, não é certo, e pode trazer consequências desastrosas ao seu desenvolvimento!

CRIANÇAS TÊM “ANTENAS” PODEROSAS

O tom que rege o relacionamento de um casal reverbera por toda a casa e mina a saúde emocional de toda a família. Quando um casal se perde um do outro e a convivência deixa de ser alegre, comprometida, leve e prazerosa, muda sensivelmente o clima ao seu redor. Mudam os olhares, a modulação da voz, a natureza gestual, muda tudo. O clima fica tenso, os diálogos menos frequentes, a maneira de tratar o outro perde a polidez afetiva; desanda e azeda. Com o passar do tempo, o casal que se perdeu, caso não tome consciência disso, corre o risco de se habituar a essa rotina áspera, sem brilho e sem vida. Isso é tão triste, quanto comum. E se esse casal tiver tido a iniciativa de procriar, acrescentando filhos a essa família, corre o risco maior de incluir essas crianças num modelo equivocado de relação. As crianças costumam ser visceralmente ligadas às alterações emocionais de seus pais. Portanto, quando a relação desses adultos adquire um caráter beligerante e pouco cuidadoso, no aspecto amoroso, os filhos são afetados diretamente, e podem vir a manifestar queda no desempenho escolar, alterações no comportamento; e, até problemas de saúde; crescem ansiosos e frágeis.

CONFLITOS SÃO INEVITÁVEIS

Não há nesse mundo, casal que nunca tenha se desentendido. Seja por terem pontos de vista diferentes, ou porque projetam expectativas além da conta um no outro, ou porque a vida vai desgastando o afeto, ou mais de mil outras razões possíveis. Dividir a vida com alguém não é tarefa fácil, nem descomplicada; requer compromisso, empenho, lealdade, amor, companheirismo e compreensão, para dizer o mínimo. A vida a dois configura uma realidade muito diferente da aura de paixão emocionante que costuma unir duas pessoas. A relação vai se transformando; o casal vai aprendendo a interpretar-se, ouvir-se, olhar-se. E é só com um olhar atento e uma postura aberta para essa transformação que a relação consegue sobreviver às inúmeras crises que são inevitáveis. A questão não é “nunca discutir”; a questão é discutir de forma respeitosa e com o objetivo de dar passos à frente, não de destruir o outro, ou de ver “quem pode mais”. Os conflitos, quando vividos de forma amorosa e madura, levam o casal a um patamar mais elevado de conhecimento e parceria; e passam aos filhos uma importante lição: discordar do outro não significa deixar de amá-lo.

NUNCA NA FRENTE DAS CRIANÇAS

E, se há formas positivas de administrar conflitos, há também lugares adequados para dar-lhes espaço. O casal precisa compreender que suas diferenças fazem parte do universo dos adultos, é assunto de gente grande; e, portanto, não deve, de jeito nenhum, ser um espetáculo cuja plateia são os filhos. As crianças não sabem como lidar diante de uma briga entre seus pais; ficam aflitas, inseguras, incomodadas e desconfortáveis. Intimamente, sentem-se responsáveis pela situação; e, o pior de tudo: não podem tomar partido e, não fazem a menor ideia de como fazer aquilo parar. Essa impotência gera ansiedade e dá às crianças uma bagagem cujo peso está além de sua força para carregá-lo.

O QUE SE PASSA NA CABECINHA DOS PEQUENOS

Até os cinco anos, por exemplo, as crianças são, ainda, atingidas pela angústia de sequer entender exatamente sobre o que os pais divergem, já que seu repertório, de vocabulário e de experiências, é insuficiente para interpretar as demandas dos adultos. Crianças de qualquer idade são afetadas pelo medo da separação; criam fantasias a respeito; sofrem a angústia diante da hipótese de perder o convívio com um dos pais. Crianças um pouco maiores, inevitavelmente fazem julgamentos, tendendo a dar razão para um ou outro. Só que esse sentimento gera desconforto, porque se o julgamento é da esfera da razão, a relação afetiva com os pais é profundamente emocional e carregada de simbolismos de dependência e cuidado. Sendo assim, ao escolher um dos lados, a criança sente que abandonou o outro.

VIVER AOS BEIJOS E ABRAÇOS NÃO É SINÔNIMO DE AMAR VERDADEIRAMENTE

Muito mais importante do que demonstrações físicas de afeto, é a criação de uma atmosfera de confiança, cuidado afetivo e atenção carinhosa. Há casais que vivem numa verdadeira montanha-russa; protagonizando brigas cinematográficas e reconciliações teatrais. Esse relacionamento instável e pontuado por extemos, pode incutir nos filhos a crença equivocada de que o amor é isso, esse descompasso, esse padrão exagerado e sem harmonia. Amar verdadeiramente alguém é ser capaz de incluir os carinhos físicos nas horinhas corriqueiras do dia-a-dia; e, aliar essas demonstrações explícitas de afeto a posturas de acolhimento e atitudes menos intempestivas nos momentos de conflito e divergência. O contato físico é elemento importante na constituição de uma relação baseada no desejo legítimo e confesso de incluir o outro e os filhos no espaço afetivo familiar.

PROMOVER BONS DEBATES

Uma coisa precisa ficar clara em relação ao comportamento dos pais: mesmo quando não estão fazendo nada, os pais estão ensinando algo aos filhos; atitudes ensinam muito mais do que discursos, sobretudo se o discurso for um sermão da montanha que se repete com frequência. Debater diferentes pontos de vista, com tranquilidade e respeito pelo outro, é uma das mais valiosas lições que um casal pode dar a seus filhos. É fundamental fazer esse exercício e colocar esse hábito em prática no ambiente familiar. Usar o momento das refeições – quando é tão importante o encontro de todos – para debater opiniões divergentes e coordenar as diversas interpretações acerca de um assunto ou conceito, é proporcionar aos filhos a oportunidade de compreender que as diferenças podem ser elementos de soma; e, não de divisão.

NÃO É FÁCIL, MAS NÃO É IMPOSSÍVEL

É bom que se esclareça… Ninguém aqui está propondo uma vida em tons pastéis, nem uma reprodução daquela família feliz que aparece nos comerciais de margarina. Nada disso! Mesmo! A proposta é parar, pensar e refletir. O que é que se ganha numa briga, depois da qual um sai amargurado e o outro com a garganta ardendo? O que pode haver de positivo numa relação em que um quer subjugar o outro a todo custo? Qual é a vantagem de fazer da própria casa um campo de batalha? A vida nesse nosso mundo conturbado já anda bastante hostil, para que transformemos também o nosso lar num espaço de disputas de poder, não é, não? E os filhos… Ahhhhh… Os filhos são compromissos amorosos que assumimos voluntariamente para a vida inteira. Sendo, assim, cuidemos de oferecer a eles um ambiente onde se possa aprender o que nenhuma escola é capaz de ensinar: as divergências são também formas de amar, quando incluem demonstrações genuínas de interesse, cuidado e respeito!

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Nunca é tarde para fazer o que você ama

Nunca é tarde para fazer o que você ama

Fazer o que você ama lhe dá força, ajudando a definir e construir a si mesmo como pessoa, como alguém que é capaz de traçar seu caminho todos os dias, com liberdade e plenitude.

Isso é algo que todos nós sabemos. No entanto, também sabemos que nem sempre é fácil fazer aquilo que realmente amamos. O trabalho, as obrigações familiares e, em algumas ocasiões, até o peso da rotina, limitam estes nossos desejos internos.

Na vida é preciso manter um equilíbrio adequado. Jamais devemos descuidar das pessoas que amamos, mas é importante lembrar que nós também somos importantes.

E que se deixarmos de fazer aquilo que amamos, pouco a pouco iremos nos afastar da nossa identidade.

Quem disse que é tarde demais para fazer o que você ama?

É muito provável que, em algum momento, você tenha passado pela seguinte situação: querer fazer uma mudança na sua vida e ouvir de alguém, quase sempre um familiar próximo ou um amigo, que “você já é velho demais para isso.”.

Você deve se lembrar de que a única pessoa que tem o direito de dizer o que você deve fazer em cada momento é você mesmo. Você pode escutar as palavras dos demais com paciência e respeito, mas a decisão final sempre será sua.

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A melhor idade é a que você tem agora

Não pense duas vezes. Não existe uma idade melhor ou uma idade na qual alguém perde o direito de iniciar coisas novas em sua vida. Nunca é tarde para o que nos faz feliz, e isso é algo que devemos ter muito claro em nossa mente.

O pior arrependimento que podemos ter é chegar à terceira idade sendo conscientes de que a nossa vida foi uma “vida não vivida”.

Dizem que cada etapa da vida tem as suas características e suas experiências para viver e descobrir. Não há dúvida nenhuma disso, mas mesmo com toda a nossa experiência acumulada, ainda devemos estar abertos para aprender ainda mais. Quanto mais experiências, mais sabedoria, e maior vontade de seguir vivendo você terá para fazer o que ama.

Os que nos dizem que “é tarde demais”

Em algumas ocasiões, quando pensamos em fazer algo que realmente queremos ou algo com o que sempre sonhamos, nos encontramos com algum muro social.

Os muros sociais não são mais do que preconceitos, pensamentos limitantes que impedem o crescimento pessoal alheio sem motivo.

Leve em conta que quem tenta impedir que você faça algo que deseja podem ser as pessoas mais próximas do seu círculo social, e elas o fazem porque têm medo de perdê-lo, temem romper este vínculo que você tem com eles para sair da sua zona de controle.

Pode ser que você sonhe em fazer uma viagem, escolher um determinado curso na faculdade ou seguir uma carreira não convencional, ou simplesmente priorizar a si mesmo, saindo um pouco mais, passando um tempo com seus amigos, fazendo o que você gosta.

Fazer o que você ama nem sempre se traduz em mudanças extremas. Na verdade, na maioria das vezes são as ações menores do cotidiano que nos trazem a tão sonhada felicidade.

Os que dizem que é tarde demais para fazer algo atacam a nossa autoestima. Eles nos fazem acreditar que o nosso trem já passou, e que a vida, para nós, se reduz a sonhar com tudo que poderia ter sido e nunca foi. Não permita que isso aconteça.

Fazer o que você ama sem causar danos a outras pessoas

A chave é simples: você pode fazer aquilo que desejar, sempre que suas ações não machuquem as pessoas que você ama (e também as pessoas que você não conhece).

O que isso quer dizer? Devemos levar em conta que, às vezes, pequenos atos podem trazer consequências não desejadas. Não se trata, por exemplo, de querer dar a volta ao mundo gastando todas as economias. Nem de descuidar de nossos filhos. Tudo tem um equilíbrio, e é possível encontrá-lo.

Fazer o que você ama com liberdade, em plenitude, e beneficiando os outros durante o processo, é a melhor coisa que você pode obter. Pense, por exemplo, nas pessoas que finalmente voltam à universidade depois de vários anos para obter a formação acadêmica com a qual sempre sonharam.

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Algo como isso nos enriquece por dentro, e faz com que nos sintamos orgulhosos. E alguém que se sente bem consigo mesmo pode fazer os demais mais felizes.

Fazer o que você ama não deveria ser complicado, e ninguém deveria impor barreiras, nem mesmo você. Acreditemos ou não, quem mais limita o nosso próprio crescimento pessoal somos nós mesmos.

Estas são as formas como fazemos isso:

  • Através das atitudes limitantes, pensando que somos velhos demais para fazer certas coisas.
  • Ter medo do fracasso, de cometer erros.
  • Temer o que os outros possam dizer de nós ao fazermos aquilo que desejamos em um dado momento.
  • Pensar que não vamos conseguir, que não somos bons o suficiente para certas coisas.

Devemos ser valentes, ter coragem e lembrar sempre que nunca é tarde para ser feliz. Nunca é tarde para voltar a amar, para fazer uma viagem ou para adquirir novos conhecimentos e habilidades.

Sempre que a ilusão e a imaginação forem fortes, sempre que tivermos saúde e otimismo, nada nem ninguém pode nos impor limites.

Não corra atrás de quem nem está te esperando

Não corra atrás de quem nem está te esperando

“Sempre deveremos tentar realizar os nossos sonhos, porém, gastar energia com o que não nos recebe, com quem não nos dá as mãos, com aquilo que não tem futuro, é inútil e sem serventia alguma.”

Uma das maiores dificuldades dos seres humanos é lidar com a rejeição. E, embora tenhamos que enfrentar inúmeras negativas vida afora, parece que nunca estaremos preparados para digerir com sensatez os momentos em que nos dizem não. Querer ser aceito em tudo e por todos, entretanto, é nocivo à autoestima e ao aprimoramento pessoal.

Temos necessidade, ao longo da vida, de que nos aceitem, de que sejamos aprovados, pelos pais, pela família, pelos amigos, pela sociedade, uma vez que somos seres gregários e nos relacionamos todos os dias com as pessoas à nossa volta. A criança anseia pela aprovação por parte dos pais, ao adolescente é imprescindível a aprovação dos amigos, e assim vamos procurando sempre nos encaixar no mundo com harmonia e aceitação.

Impossível, porém, alcançarmos a unanimidade, pois jamais agradaremos a todos, nem que usemos de falsidade para tanto. O perigo, nesse contexto, é exatamente nos perdermos de nossas verdades, na tentativa de sermos aceitos pelas pessoas, vivendo algo em que não acreditamos, tão somente para ficar junto de quem achamos ser fundamental em nossas vidas. Esquecemos, assim, que nunca nos trarão para suas vidas aqueles a quem não somos o bastante.

Mesmo que tentemos adotar uma postura de autossuficiência absoluta, de que não nos importamos com a opinião de ninguém, no fundo nos incomodaremos com a rejeição, seja em casa, no trabalho, seja na vida social. Importa, no caso, a forma como lidaremos com as negativas, principalmente refletindo sobre a real importância daquilo que não conseguimos, pois, muitas vezes, supervalorizamos coisas e pessoas que não fariam falta alguma em nossas vidas.

É preciso perceber quando chegou a hora de desistir de correr atrás daquilo que jamais alcançaremos. Sempre deveremos tentar realizar os nossos sonhos, porém, gastar energia com o que não nos recebe, com quem não nos dá as mãos, com aquilo que não tem futuro, é inútil e sem serventia alguma. Desistir requer coragem e sabedoria, portanto, dimensionar com clareza a relevância do que queremos nos será vital.

Refletirmos sobre nossos ideais e sobre aquilo que vimos fazendo de nossas vidas deve, por isso, ser um exercício diário e constante, para que consigamos enxergar a nós próprios, no sentido de prezar pela nossa dignidade, sempre. Humilhar-se por algo ou por alguém nunca deve ser tomado como alternativa possível, muito pelo contrário. Devemos, sim, valorizar o que somos, o que temos, para que nossas verdades se fortaleçam junto à dignidade que nos alimenta, que nos fortalece, que nos torna felizes e aptos a recomeçar sempre que a vida disser não.

Imagem de capa: frankie’s/shutterstock

Alguns amores, ainda que breves, deveriam ser chamados de ressurreição.

Alguns amores, ainda que breves,  deveriam ser chamados de ressurreição.

Pode acontecer de, após uma longa temporada totalmente descrente da possibilidade de amar, você ser surpreendido(a) com um amor breve, eu digo breve, porque esse tipo de amor já chega na vida das pessoas com um objetivo bem definido, melhor dizendo, uma missão específica: ressuscitar-lhe o coração e trazê-lo à tona, descartando a possibilidade de que ele esteja morto para a capacidade de amar novamente. Serão amores breves e intensos, sim, é preciso ser muito intenso para dar um tratamento de choque e desfibrilar um coração praticamente parado. É que, esse órgão vital, em algumas pessoas, está tão paralisado pela desilusão que parece ter recebido uma dose cavalar de anestesia, algo que beira ao coma. E eis que chega um amor novo, promovendo um choque nesse coração, e ele parece querer entrar em colapso. É que, de uma hora para outra, sem nenhum aviso prévio, ele migrou da apatia para a euforia, e ainda não entendeu o que está acontecendo, mas está amando, literalmente. A sensação que um coração assim experimenta é de ressurreição. Ele agora pulsa forte e rápido, ás vezes, meio descompassado, mas bate feliz. Ele está sendo oxigenado pela paixão, alguém conhece algo que contenha mais adrenalina do que esse sentimento? Essa paixão, ainda que efêmera, fará o seu papel de desintoxicar esse coração dos efeitos nocivos da tristeza e da apatia, trazendo-lhe fôlego, fazendo com que a pessoa perceba-se viva e não apenas existindo, mais viva do que nunca, sentindo-se um(a) adolescente, não importando quantas décadas de vida tenha. A pessoa então passará por uma metamorfose que mescla gratidão e superação, gratidão por alguém ter, de alguma forma, lhe devolvido a capacidade de sentir borboletas no estômago, e superação por perceber que foi capaz de resistir às intempéries da solidão e da desilusão oriundas de amores passados. E a saúde, como um todo, agradece. A pele rejuvenesce, causando espanto em qualquer dermatologista(risos), os olhos somam-se à boca na função de sorrir, a preguiça para exercitar-se desaparece, como num passo de mágica. Entretanto, o sono parece ser a única função do organismo que fica um pouco prejudicada nessa fase, mas nada comprometedor(risos), porém, mesmo a pessoa não dormindo bem pelo excesso de euforia, ela acorda descansada e feliz. A vaidade da pessoa ressurge com força total e a autoestima fica nas alturas. Não importa o espaço de tempo que essa paixão dure, o fato é que ela será eternizada como um processo de renascimento que a pessoa vivenciou. Sentir o coração batendo descompassado, é por si só, uma experiência milagrosa para uma pessoa que sentia-se incapaz de emocionar-se novamente. Por fim, querido(a) leitor(a), eu te desejo infinitas borboletas no estômago, elas são maravilhosas, né?

Imagem de capa: Rock and Wasp/shutterstock

7 razões que levam casais infelizes a continuarem juntos

7 razões que levam casais infelizes a continuarem juntos

Com certeza, algumas vezes, você já deve ter visto muitos casais discutirem repetidamente em seu dia a dia, inclusive faltando com respeito um com ao outro. Vocês concordam comigo que, diante de tal situação, nos perguntamos: por que eles continuam juntos?
As coisas nem sempre são o que parecem em uma relação. Bem sabemos que: “nem tudo o que reluz é ouro”.

Na intimidade, as pessoas costumam ser muito pouco parecidas com o que, na verdade, vemos em seu dia a dia. Por exemplo, se observarmos um casal, a pessoa que parece ser a mais dependente pode ser a dominante dentro da relação e cumprir o papel contrário do que nós percebemos como espectadores.

É verdade que, quando temos problemas ou percebemos situações negativas, nossa parte racional reage evitando tais experiências simplesmente para sobreviver a isso. Mas atualmente já são muitos os estudos que demonstram a raiva e o medo como uma forma de vínculo.

Inclusive, levando em conta os resultados destas investigações, podemos afirmar que, em algumas ocasiões, a raiva pode ser mais poderosa para manter casais infelizes juntos do que a paixão propriamente dita.

Quando temos uma relação, procuramos características que a constituam como uma experiência harmoniosa, mas este argumento sentimental nem sempre é obtido. Partindo do pressuposto de que uma relação difícil é construída e mantida por ambas as partes, hoje vamos contar a vocês quais são as 7 razões que levam os casais infelizes a continuarem juntos.

1. O sentimento de culpa. Há pessoas que permanecem em uma relação pela presença do sentimento de culpa que surgiria se deixassem o parceiro/a. Normalmente, costumam ser situações que despertam um sentimento de pena em relação à outra pessoa.
2. Jogos de poder. Quando existe, em uma relação, uma distribuição desigual de trabalhos ou de qualquer outra situação dentro da mesma, a pessoa que não é tão ativa dentro da relação costuma depender do outro, deixando-se levar emocionalmente. Nesta situação, a pessoa em questão se sentirá perdida sem o outro, o que mantém o papel de comando dentro da relação.

3. Não expressar o que verdadeiramente sente ou pensa. Apesar da imagem que as outras pessoas nos passam, nem tudo o que vemos é “o que parece”. Tire a prova disso com você mesmo.

Você se lembrará de uma infinidade de momentos nos quais tenha se sentido muito doente ou emocionalmente devastado, mas manteve a compostura e neutralidade para não perder o seu emprego, uma relação ou simplesmente para não prejudicar a pessoa que você tem, ou teve, ao seu lado, ou a você mesmo.

Se em uma relação não estamos nos sentindo e atuando de acordo com os nossos valores, ou nosso parceiro não está agindo positivamente, podemos nos sentir frustrados e com raiva de nós mesmos, simplesmente por consentir tal situação. Quando essa raiva é projetada para o nosso parceiro, podemos nos sentir aliviados temporariamente, mas depois dessa explosão voltaremos a agir como de costume, gerando assim um círculo vicioso.

Assim, esconder, disfarçar ou não dizer o que pensamos ou sentimos nos fará manter uma relação, por vezes, “irreal”.

4. Os casais chegam a supostos “acordos”, mas não os expressam formalmente. Fazer acordos que ficam subentendidos entre duas pessoas, mas que nunca chegam a ser conversados formalmente, pode tornar a relação perigosa quando o propósito destes acordos silenciosos é permitir e/ou evitar hábitos como a infidelidade, o excesso de despesas, um mau comportamento… Por isso, é fundamental, uma boa comunicação verbal e não verbal em uma relação, com ambos sendo transparentes e verdadeiros em todos os momentos.

5. Se existem maus-tratos, é porque há uma pessoa dentro da relação que acredita merecê-los. Na maioria dos casos, os adultos são participantes voluntários nas relações, sem se importarem que elas sejam pouco saudáveis, já que podem existir recompensa ocultas para ambas as partes. As razões mais comuns para se justificar continuar em uma relação assim, costuma ser os filhos, as finanças, o tempo investido, a vergonha de se separar, a religião de ambos…

Da mesma forma, se nos encontramos em uma relação na qual existem maus-tratos emocionais, pode ser que um dos membros possa achar que merece ser maltratado. Esta situação poderia mudar se este indivíduo internalizasse a mensagem de que não merece sofrer um abuso emocional por parte de seu parceiro.

Com esta nova forma de sentir e pensar, aprenderá a dizer não e desenvolverá uma autoestima saudável, necessária para superar a situação. Ao final, esta pessoa estará consciente de que nenhuma situação negativa, mal-entendido ou dano cometido, justifica a sua infelicidade.

6. Esperanças e tempo. As coisas podem mudar, é verdade, mas não costuma ser o habitual, principalmente quando a situação de mal-estar já existe por muito tempo.

Há muitas pessoas que preferem se apegar às esperanças e ao passar do tempo, como justificativa para continuarem sua relação. Mas a verdade é que se elas levam muito tempo sendo infelizes, a mudança será mais complicada se não houver um compromisso para alterar a situação e uma atitude ativa de ambas as partes para que isso ocorra.

7. Sentimento de medo e insegurança frente a possibilidade de deixar a relação. Em muitas ocasiões, as pessoas decidem manter a relação que elas já têm, ainda que não sejam felizes, por medo de tomarem uma decisão equivocada ou pela insegurança de não saber como será a vida sem o outro.

As pessoas emocionalmente saudáveis sabem empregar positivamente suas próprias ferramentas.

Quando se está consciente de todas as características e situações emocionais que podem nos levar a arrastar e a manter uma relação negativa, podemos ser capazes de superar o medo de estarmos sós com as nossas próprias frustrações e inseguranças. Conhecer-se é estar consciente de suas barreiras e, o melhor, sentir-se livre para amar e ser amado.

Fonte indicada: A Mente é Maravilhosa

Imagem de capa: Reprodução

Os vampiros que nos espreitam

Os vampiros que nos espreitam

Eu aceito compartilhar a vida, o chocolate, a pipoca, as alegrias, emoções, suores e lágrimas, mas não aceito ser vampirizada.

Da mesma forma, acato pedidos, sugestões, conselhos, provocações, tentações, mas não acato nenhuma violação contra minha vontade.

Ainda consigo oferecer uma palavra, um abraço, alguns trocados, meia hora de prosa, um ombro amigo, uma bronca encomendada, mas não me ofereço para ser sugada.

Há vampiros por toda parte, e, conscientes ou não das suas próprias necessidades e diferenças, espreitam vítimas desavisadas, para garantir um pouco de seu sustento.

Vampiros morais, que confundem com teorias inventadas, longos e apaixonados discursos, como quem prepara um prato requintado, para devorar sozinho depois.

Vampiros éticos, que agem na legalidade das palavras e na obscuridade dos atos. Chupam honestidade e cospem seus mal feitos.

Vampiros capitais, que sugam o que não lhes pertence, usam do que é do outro, gastam, esbanjam, abusam e escondem o que é seu, na sua capa de avareza.

Vampiros emocionais, que sugam, chantageiam, negociam, regateiam, manipulam e descartam sentimentos que nunca fizeram por merecer.

Vampiros vitais, que não medem esforços para imobilizar e ferir suas vítimas, levando consigo a saúde, o ânimo, as esperanças e sonhos de quem lhes servir de alimento.

Eles espreitam e não vacilam. Não pensam nos outros como semelhantes, até mesmo porque realmente não o são. O que os alimenta e fortalece, é justamente o que adoece e mata cada uma de suas presas.

Vampiros podem ser divertidos, sedutores, intelectuais, charmosos, misteriosos. São homens e mulheres que aprenderam outros códigos, cuja fome é de gente, de vida alheia, de sonhos e planos que eles não são capazes de empreender.

Há quem goste de vampiros e gosto não se discute.
Cada um cuida de seu próprio pescoço, essa é a regra.
Porém, e muito cautelosamente, ouso acreditar que não há lugar para nenhum deles na minha vida. Eles que se embrenhem nas próprias trevas, pois que meu mundo, a palavra de ordem é luz!

10 dicas que revelam que você sabe lidar com as suas emoções

10 dicas que revelam que você sabe lidar com as suas emoções

É importante para o ser humano saber lidar com as suas próprias emoções, pois estas são fundamentais para que se sinta bem tanto mental como fisicamente. Para descobrir se você sabe lidar com elas, veja se você possui a maioria das 10 características abaixo:

Não teme coisas negativas – A vida nem sempre é só feita de coisas positivas e por isso é normal que por vezes também haja situações “não tão boas”, e nesses casos é essencial que saiba reconhecer e que esteja preparado para as enfrentar.

Opta por observar de uma forma geral – É essencial que o faça até porque ao encarar as coisas à distância isto faz com a análise seja mais contextualizada e menos influenciadas por questões pessoais e isoladas.

Tem facilidade em colocar-se no lugar do outro – Se você for uma pessoa muito empática é normal que tenha muita facilidade em perceber aquilo que os outros estão passando, até porque já passou pelo mesmo. É também um sinal que de você é uma pessoa bastante madura no que diz respeito às suas emoções.

Não tem medo de chorar – É daquelas pessoas que não tem medo que as lágrimas lhe corram pela cara, até porque não existe nenhum problema em demonstrar os seus sentimentos.

É uma pessoa bem resolvida – Neste caso você demonstra a tudo e todos que a única pessoa que o critica é você próprio, pois tem noção que as coisas mais negativas podem ser muito prejudiciais para si.

Consegue acabar com discussões – Por vezes quando as opiniões não são as mesmas, é normal que existam discussões para ver quem apresenta o melhor ponto de vista e acaba por ‘ganhar’. Se é daquelas pessoas que mesmo tendo a certeza da sua razão, opta por terminar a discussão, pois percebe que aquilo não levará a lugar algum está mais do que visto que tem o controle absoluto das suas emoções.

Expressa os seus sentimentos – Faz questão de expressar os seus sentimentos com outras pessoas de modo a mostrar a segurança que tem com as suas emoções.

Acima de tudo é honesto consigo próprio – Consegue equilibrar os seus sentimentos através da capacidade que tem de entender o que está a acontecer consigo, pois desta maneira é mais fácil resolver os seus problemas e tornar a sua vida muito mais fácil.

Não tem medo de pedir desculpas – É natural que todo o ser humano erre, mas o mais importante é que consiga reconhecer esse erro e admiti-lo, pois quando isto acontece é muito mais fácil para si seguir em frente.

Sabe quando precisa de ajuda – Por vezes existem situações mais difíceis na vida e são nesses momentos que não tem medo de pedir ajuda a que percebe aquilo que está a passar.

Fonte indicada: Sapo

Imagem de capa:/shutterstock

Querer-te bem nem sempre é querer-te perto.

Querer-te bem nem sempre é querer-te perto.

Vem, pessoa amiga. Senta aqui um instante. É importante. O mundo anda tão cheio de dificuldades e nós não devíamos criar mais uma. Quem se quer bem deve mais é criar facilidades. Suavizar o que puder. Tomar os nós cegos, difíceis, e desatá-los sem mais. Então eu vou direto ao ponto. Não me leva a mal. Aprecio a tua companhia, mas de quando em vez eu preciso ficar só.

Acredita. Eu te quero bem. Quero, sim. Tenho por ti uma mistura rara de sentimentos bons. Mas há um tempo em que careço de solidão. Isto não é gostar-te menos. Não é querer-te mal. É respeitar o meu desejo de, vez ou outra, não querer perto mais ninguém além de mim mesmo.

Não vou mentir. Tu sabes. Toda mentira é ruim. Uma hora ou outra nos volta na cara, no susto. Mentir pode ser inevitável até, mas bom negócio não é nunca. Jamais haverá de ser. Mentira nenhuma presta. Mas a pior delas, a pior mentira de todas, é aquela que esconde o que a gente sente aqui dentro. Quem mente a si mesmo para agradar o outro morre um pouquinho. E mata um tanto também. Fere de morte a franqueza que dá vida a todo amor. Não, tu não precisas disso. Agrado nenhum é melhor que a sinceridade. E antes doer de verdade que agradar de mentira.

Preciso de espaço. Necessito do tempo de esticar as pernas, estender o olhar adiante, caminhar sozinho até ali em frente e voltar aqui para dentro. Nenhuma companhia há de ser boa quando já não faz diferença. Quando estamos perto e é como se não estivéssemos. Quando nos tornamos indiferentes um ao outro. Quando a alma grita que carece estar só e não lhe damos ouvido.

Aqui e ali, há sempre quem nos julgue como monstros egoístas, bichos individualistas, ególatras, egocêntricos e essas coisas. Sempre há. Fazer o quê? No mundo há toda sorte de sabotadores, primos em algum grau das cobras peçonhentas e dos mosquitos transmissores de doenças. Fujamos deles. Esvaziemos os vasos das plantas, eliminemos a água parada, limpemos o quintal, lancemos fora o entulho e a sucata. Se não lhes dermos abrigo, os perniciosos se enfraquecem e somem. Se não lhes dermos ouvidos, os juízes de plantão também tomarão seu rumo.

Sejamos honestos. Sinceros conosco. Decentes com o que sentimos. Vez ou outra, precisamos de espaço.

Assim preservamos o que criamos juntos, o que temos em comum, como um, hoje tão incomum. Tu sabes. Esse respeito por nós mesmos e pelo outro é tão raro! Sabe Deus por quê, preferimos nos anular para agradar o juízo alheio. E se fizermos o contrário somos julgados como aberrações. Deixemos disso. Sigamos para um nível de cumplicidade que dispense salamaleques, afetamentos, frescuras e essas coisas próprias dos amigos da onça. Ou nos afastemos de uma vez.

Não me leva a mal. Eu te quero bem. Mas querer-te bem nem sempre é querer-te perto.

Sou só e gosto assim. Só. Sempre só e sempre à espera de quem venha e entenda minha alma, e compreenda meu coração. À espera de quem ficará o tempo que for porque será livre para ir. E que na hora certa há de soltar minha mão e me deixar só. Bicho feito de trabalho e afeto, em eterno estado de amor e saudade, ternura e solidão.

Imagem de capa: alexkich/shutterstock

É tão fácil resolver problemas que não são nossos

É tão fácil resolver problemas que não são nossos

“A força de um problema tem que ver com a força de que dispomos.” (Vergílio Ferreira)

Acontece com todo mundo: alguém vem contar sobre alguma adversidade que está enfrentando ou sobre alguma situação incômoda por que está passando e conseguimos, então, encontrar as palavras certas de consolo, bem como encontramos soluções para suas dificuldades. No entanto, quando se trata daquilo que envolve nossas próprias vidas, acabamos nos sentindo totalmente sem saída.

Quando nos vemos em meio aos redemoinhos emocionais, como protagonistas das tempestades que devastam as nossas vidas, é como se toda a nossa capacidade de reflexão e de ponderação estivesse presa. Não conseguimos vislumbrar nenhuma forma de nos salvar da tormenta, estagnamos frente aos problemas, que nos parecem insolúveis – e isso nos paralisa.

Muitas vezes, por mero orgulho ou até mesmo vergonha, não nos abrimos com ninguém, pois nos agarramos a falsas ideias de que precisamos ser fortes o tempo todo, de que ninguém tem nada a ver com nossos problemas, de que demonstrar fraqueza é feio, é errado. Tememos nos mostrar em toda a vulnerabilidade que também nos define, pois tememos que o outro venha a usar tudo aquilo contra nós.

Infelizmente, ao agirmos dessa forma, acabamos por nos distanciar de quem faz toda a diferença em nossas vidas, de quem nos ama verdadeiramente, a ponto de ficar junto ali no escuro, procurando a luz de mãos dadas conosco. Perdemos chances preciosas de fortalecimento das relações que construímos e que são imprescindíveis ao nosso caminhar em busca da realização de nossos sonhos.

Da mesma forma que somos capazes de ajudar as pessoas, contribuindo com nossas experiências, também nós podemos receber apoio de quem está enxergando o problema de fora. Saber com quem podemos realmente contar nos poupa de uma travessia dolorosamente solitária pelos percalços a que estamos sujeitos. Quando nos abrimos com alguém, o peso das coisas diminui consideravelmente e torna-se mais fácil visualizar a situação, olhando-a de longe, com e como alguém de fora.

Como se vê, é preciso que tenhamos a coragem necessária a um enfrentamento muitas vezes não solitário do que é nosso, pois, quanto mais sozinhos nos sentirmos, mais intensa será a tempestade emocional. Assim como somos capazes de apoiar a quem precisa, também encontraremos ajuda junto a quem sempre estará pronto a nos estender as mãos, clareando o nosso caminhar. Pedir socorro não é vergonhoso, mas negar ajuda, sim, seria imperdoável.

Imagem de capa: Captblack76/shutterstock

Alcoolismo juvenil: por que nossos jovens precisam se embriagar?

Alcoolismo juvenil: por que nossos jovens precisam se embriagar?

Desculpe falar assim “na lata”, mas álcool é droga, sinto muito. Pior que isso, o álcool é uma droga lícita, aceita, louvada e, muitas vezes, seu uso é incentivado pelos próprios familiares. Para ficar ainda pior, custa extremamente barato. É possível comprar uma garrafa de cachaça em qualquer esquina do Brasil por menos de dez reais.

Beber álcool é um hábito visto com olhos muito pouco críticos, como se fosse algo inofensivo. Aliás, a grande maioria das pessoas acredita que diversão e vida social não são coisas possíveis sem um copinho de birita na mão. Bem… antes fosse apenas um copinho.

As bebidas alcoólicas constituem as drogas legalizadas mais consumidas em nosso país. Brasileiro parece ter absoluta certeza de que festa sem algumas doses, não é festa. Bebe-se antes, durante e depois das refeições, bebe-se para comemorar, bebe-se para relaxar, bebe-se para esquecer. Acontece que essa insanidade coletiva não fica apenas na conta dos adultos; nossos jovens estão adquirindo o hábito de beber cada vez mais precocemente.

Mas afinal, o que pode levar um jovem, em plena melhor fase da vida, com um corpo cheio de energia vital e com incontáveis possibilidades de escolha para passar o tempo e aproveitar a vida, a achar que é uma boa ideia entorpecer o cérebro e matar alguns muitos neurônios afogados em porres de vodka, cerveja e tequila?!

O jovem bebe porque tem acesso, porque tem exemplo e porque desenvolve a crença errônea de que ficar embriagado vai resolver seus problemas de autoestima, timidez e falta de desenvoltura social. Quando está sozinho e pode refletir, o jovem até sabe que o álcool é prejudicial e que aquele efeito entorpecente não há de ser benéfico. Mas, quando está cercado pela turma, a teoria morre afogada no primeiro “shot”.

Por lei, menores de idade não podem comprar bebida alcoólica no Brasil. No entanto, a coisa mais fácil do mundo é sair de um supermercado de ambiente feliz e familiar com garrafas e latinhas, cuja quantidade seria suficiente para deixar de pilequinho a vizinhança inteira. E, se a lei não é cumprida, quem vai se responsabilizar pelo consumo de álcool dos menores? A família, que anda cada vez mais omissa? A escola, que finge que não vê o problema? Os órgãos de saúde, que andam mais trôpegos que um bebum em fim de balada?

Basta dar uma chegadinha em qualquer festinha, barzinho ou balada frequentada por jovens com idade entre 13 e 17 anos para observar a quantidade de meninos e meninas embriagados, andando pelo meio dos carros, completamente desorientados, agarrados a litros de bebida, passados de mão em mão e tragados com desenvoltura, diretamente no gargalo.

Dados inéditos de uma pesquisa sobre o uso de drogas entre os alunos de escolas particulares da cidade de São Paulo revelam que um em cada três estudantes do ensino médio se embriagou pelo menos uma vez no mês anterior ao levantamento.

Uma pesquisa realizada pelo Cebrid (Centro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas) da Unifesp, ouviu mais de cinco mil alunos do ensino fundamental e médio de trinta e sete escolas particulares da cidade de São Paulo; os dados são alarmantes. Entre os estudantes do ensino fundamental (8º e 9º anos), o total dos que se embriagaram ao menos uma vez no último mês é de 24%. Os jovens ouvidos têm entre 13 e 15 anos.

O pileque, ao contrário do que muita gente quer acreditar, não é uma brincadeira inocente. Sua prática, em verdade, é uma consequência imediata do conceito absurdo que beber é uma prática social. Crianças brasileiras crescem assistindo seus familiares entornando copos de bebida nos mais variados eventos.

É por isso que nossos meninos e meninas chegam à adolescência acreditando que ter um copo de álcool na mão é símbolo de status e de maturidade. Acontece que essa crença distorcida pode vir acompanhada de tragédias anunciadas: jovens morrem atropelados por estarem embriagados, jovens atropelam pessoas inocentes por estarem embriagados, crimes de estupro e abusos crescem assustadoramente em ambientes regados a bebida alcoólica.

O uso costumeiro de álcool desencadeia um processo inflamatório no cérebro, alterando as reações químicas e, consequentemente, as ações provenientes de sinapses neuronais. Jovens habituados a beber têm prejuízos de memória, concentração, atenção e podem desenvolver distúrbios de aprendizagem e transtornos de humor.

E é por isso que nós, os adultos, precisamos acordar e entender que é nossa responsabilidade prevenir e proteger nossas crianças dos perigos iminentes que o uso dessa droga lícita pode oferecer. E acontece que campanha nenhuma vai funcionar enquanto as mídias sociais continuarem inundadas de publicidade que associa o consumo de bebida à prazer, poder e liberdade. Nada será suficiente para alertar essa garotada, enquanto ficar alcoolizado for uma prática recorrente em festas familiares.

Imagem de capa meramente ilustrativa: cena do filme “Aos treze”.

“Foi mal!” Estratégias infantis para escapar das responsabilidades!

“Foi mal!” Estratégias infantis para escapar das responsabilidades!

Alegar ignorância sobre o que quer que seja não pode servir como desculpa para atitudes movidas por desvio de caráter. Caráter é aquilo que forja a essência da pessoa. Diante de uma situação de afronta aos direitos alheios; à proteção à vida; à garantia da liberdade e à defesa da equidade, acende dentro de nós uma luz vermelha; faz soar em nossas consciências um alerta: ISSO NÃO É CERTO! ESSA ATITUDE É DESLEAL! ESSA CONDUTA É DESONESTA! ESSA POSTURA É DESUMANA!

Nossas ações, mesmo as mais singelas ou despretensiosas, revelam muito sobre nós. Ao cruzarmos no caminho com um semelhante tombado por seus erros, numa dessas esquinas quaisquer da vida e, imediatamente, realizarmos um julgamento, deveríamos nos preocupar bastante com o risco da queda. Visto que nenhum de nós está livre de falhar ou de falir, deveríamos ser capazes de olhar para os tombos alheios com um tantinho a mais de coragem para esticar a mão e um punhado a menos de tranquilidade para torcer o nariz e ser tão complacente com os próprios erros.

A desgraça alheia nos assusta, como se fosse uma doença contagiosa. Somos tão despreparadas para trilhar desvios, que escolhemos, sem pestanejar o caminho mais óbvio, confortável e que esteja em sintonia com o que pregam aqueles de nós que parecem ter nascido “com o traseiro virado para lua”! Ainda que o tal caminho nos aprisione num congestionamento de ideias pré-concebidas, é por ele que escolheremos caminhar.

Somos seres estranhos, capazes de nos aventurar em estradas abarrotadas rumo a destinos descolados, onde seremos exorcizados de uma carga de insatisfação, advinda da rotina de um trabalho insano e sem ideal. Carga essa que topamos encarar porque o sacrifício há de nos garantir um punhado a mais de coisas que consumimos vorazmente, na tentativa ridícula de aplacar uma sede que nenhuma coisa consumível é capaz de saciar. E, nos apegamos a essa exaustão emocional como desculpa esfarrapada para justificar todos, ou grande parte, dos nossos erros.

A parte complicada dessa engrenagem é que nada nos sacia! A sede, que não cede, faz de nós criaturas incapazes de enxergar os tantos que deixamos para trás de nós, atropelados por nossa infinita carência de tudo. E quando, por algum descuido tomamos a ousada decisão de olhar para o outro que inadvertidamente derrubamos, é com uma surpreendente facilidade que acreditamos que nossas desculpas merecem imediata aceitação. Efeito automático! Proferimos um sonoro “Foi mal” e nos distanciamos imediatamente do estrago feito.

O fato é que despido de qualquer tipo de retratação, um pedido de desculpa chega a soar ofensivo. É a inequívoca confirmação da falta de compromisso e de respeito em relação a tudo que advém como consequência de uma falta nossa. Um pouco de disposição para ir além das aparências (das nossas, inclusive!), não nos faria mal algum. Imagine que revolucionário seria se a partir de agora, decidíssemos assumir que os outros merecem de nós alguma consideração; e além dela, o nosso genuíno esforço na intenção de reparar os estragos que fazemos.

Afinal, já que sai tão facilmente de nossas bocas o argumento de que “errar é humano”, que fosse incluída na categoria das humanidades, a capacidade de entender que há erros que modificam inúmeras existências ao nosso redor; que há erros que destroem irremediavelmente os sonhos alheios; que há erros que são indeléveis; que há erros que de tão definitivos nos atrelam para sempre às vidas daqueles a quem prejudicamos.

E, sim, é verdade que nenhum de nós está protegido de errar. É da nossa natureza! Também, é bem verdade que, não raras vezes, tropeçamos em nossos enganos de forma absolutamente acidental. Erramos sem querer errar. Também isso é da nossa natureza!

O que parece não fazer parte afinal, da nossa natureza é a gentil delicadeza de nos ver responsáveis pelos danos que causamos. O que precisa começar a compor a nossa forma de agir é alguma coisa mais inteira e mais próxima de nos tornar pessoas em quem se possa acreditar. Que brote dentro de cada um de nós uma força apaixonada que nos tire dessa postura mimada e medíocre, que nos faz acreditar que não importa o que façamos, sempre daremos um jeito de nos livrar da responsabilidade de reparar os estragos. Que em vez da culpa, esse sentimento inútil que reduz tudo a uma autoimolação e piedade de si mesmo, surja em nosso peito uma bravura que nos torne capazes de transformar um tosco pedido de desculpas numa mão estendida e firme na qual o outro possa, de fato, confiar.

Imagem de capa: shutterstock

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