Viagens são sonhos que nos realizam

Viagens são sonhos que nos realizam

Cada viagem deveria ser comemorada e guardada na mais preciosa estante das memórias. Qualquer viagem, qualquer ida a um lugar que não o nosso, por qualquer razão, durante qualquer período de tempo, com qualquer companhia.

Viajar é conhecer o desconhecido e descobrir-se nem tão conhecido assim. Fora do contexto seguro e rotineiro, nos damos conta de um sem número de características, manias, coragens e fobias que seque sabíamos que habitam em nós.

E a coisa vai ficando mais profunda a cada viagem, como as malas que aprendemos a fazer com muito mais eficiência depois das primeiras tentativas, quase sempre exageradas e equivocadas. Numa viagem, entramos em contato conosco de um jeito único, solitário, ainda que estejamos em grupo ou família. Todas as expectativas do desconhecido nos animam e podemos perceber reações incríveis que jamais sonhamos ter. Outro cenário, outra cultura, outro idioma ou sotaque, nossa zona de conforto deixada em casa, junto com nossos objetos e móveis. Como administramos o que levamos conosco e que queremos levar como recordação.

Viajar é pirar na casa do outro. É mudar os hábitos de toda uma vida, comer em outros horários, conviver muitas vezes com um fuso maluco, fazer longas e exaustivas caminhadas para engolir de lembranças uma cidade inteira. É pensar em quem não veio junto e adoraria estar também, é sorrir para as pessoas sem se dar conta de que o momento mágico é só seu, é penetrar na rotina alheia como expectador que entra no cenário do filme predileto.

Viajar deveria ser obrigatório! Pelo menos uma vez de quando em quando. Viajar faz parte da educação de um indivíduo, do seu crescimento, visão e sentimento.

Não importa a classe da viagem. Não conta se o orçamento é apertado. Não há problema se as roupas não combinarem e for preciso improvisar. Uma camiseta usada ao avesso é detalhe, ponto para lembrar e contar aos amigos no retorno, vendo as fotografias. É justamente nas viagens que a liberdade tem mais liberdade para se expressar.
Importante é viajar. Essencial é ir. Sensacional é aproveitar. Fenomenal é se conhecer e reconhecer a importância dessas idas e vindas na vida.
Boa viagem.

Imagem de capa: Oleg_P/shutterstock

Se não puder falar bem de alguém, cale-se

Se não puder falar bem de alguém, cale-se

Se existe algo que tenho aprendido com a idade e com o passar dos anos, é a arte de conviver. E olha que antes de aprender, a gente erra muito, erra feio. Porém, com o tempo e alguns enganos, vamos adquirindo um certo tipo de elegância e polidez que vão além da educação. É algo sutil, mas que faz muita diferença, e que começa com a capacidade de ouvir mais do que de falar, e principalmente de manter distância das rodas de fofoca.

Quando abro a boca para falar mal de alguém, minha energia se canaliza para a mesquinhez, para a arrogância, para o julgamento frívolo e fútil. Essa energia ruim permanece dentro de mim, e é com ela que irei me alimentar, trabalhar, descansar. E sem perceber desperdiço minha vitalidade, os dons que recebi de Deus, a possibilidade de usar a palavra para algo mais assertivo e produtivo.

A vida já é tão complicada, já nos esforçamos tanto para vencer cada dia… que se não pudermos mandar energias positivas e bons pensamentos a favor das pessoas, é melhor silenciar. Silenciar é um gesto de sabedoria, de encontro com o que é realmente importante e deve ser levado adiante, de retomada do equilíbrio, de regeneração das mágoas e busca do bem estar.

Ninguém sabe o que o futuro lhe reserva. E por mais clichê que seja, realmente “a vida dá voltas”, e pode ser que aquilo que você tanto recriminou e condenou na vida alheia, venha acontecer na sua própria vida.

Adoro a frase de Fernando Pessoa que diz: “Segue o teu destino, rega as tuas plantas, ama as tuas rosas. O resto é a sombra de árvores alheias”. Pois é assim que deve ser. Cuide da sua vida, lide com as suas dificuldades, apare seus defeitos, aprimore suas qualidades e cure suas mágoas ao invés de ciscar pela vida alheia, se incomodando com que o outro faz ou deixa de fazer. Limpe seus olhos antes de falar sobre o cisco nos olhos do outro.

Tanta coisa a ser feita em nossa casa antes de apontarmos a sujeira na casa do vizinho! Tantas possibilidades de nos aprimorarmos como seres humanos, como seres espirituais, praticando a caridade, a generosidade e a compaixão, que não deveria sobrar tempo para recriminações, julgamentos, hipocrisia e falatórios em nossa vida. Tudo isso é desorganização, é perda de foco, é se afastar daquilo que viemos fazer nesse mundo: amar e sermos amados.

Diariamente somos bombardeados com ondas de indignação coletiva, e somos tentados a reproduzir essa raiva, essa indignação, esse ressentimento. Porém, deveríamos nos proteger dessas mensagens de ódio e segregação. Deveríamos buscar um local de silêncio dentro de nós mesmos e novamente nos conectarmos com o que é importante, com o que nos liga a Deus, com o que vai acrescentar algo de bom em nossa vida.

Todos nós temos a necessidade de sermos ouvidos. De desabafarmos sobre uma relação que não está indo bem ou sobre um mal estar que nos afetou. Porém, é preciso fazer isso da maneira correta, abrindo nosso coração para a pessoa certa, que irá nos ouvir com discrição e cuidado. Isso é diferente de fofocar, de julgar, de espalhar falatórios sem um pingo de responsabilidade.

Quase tudo na vida pode ser praticado e virar hábito. Assim como nos condicionamos a falar mal dos outros, aprendendo com os maus exemplos que tivemos vida afora, podemos recolher nossas cadeiras da calçada e começar a praticar o simples hábito de calar a boca. De não entrarmos em brigas alheias botando mais lenha na fogueira; de não cairmos em tentação murmurando contra os outros pelas costas; de não ocuparmos nosso precioso tempo nos divertindo com fofocas; de silenciar e só abrir nosso coração para quem confiamos.

Finalmente há um ditado que diz: “Não cuspa no prato que você comeu”. Então, antes de difamar alguém que já te fez feliz, que já foi importante para você, que já teve algum papel na sua vida, pare e pense. Se em algum momento houve uma parceria, uma conexão, até mesmo uma troca de favores, não é justo nem digno falar mal. É feio, deselegante, grosseiro e vulgar. E mesmo que você tenha saído ferido ou prejudicado, não torne pública a sua mágoa, a sua decepção, a sua raiva ou tristeza. Não mande indiretas pelas redes sociais e descubra que o silêncio pode ser a melhor resposta. Aprenda a arte de conviver e constate o quanto é elegante ser discreto.

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Imagem de capa: Andrey Arkusha / Shutterstock

26 sinais de que você é uma pessoa boazinha DEMAIS

26 sinais de que você é uma pessoa boazinha DEMAIS

Por Rafael Capanema

1. Seu prato vem errado no restaurante, mas você não fala nada pro garçom e come do jeito que veio.

2. Atendimento ruim? Você não reclama.

3. Você nunca se exalta com atendentes telefônicos. Mesmo que a empresa esteja te sacaneando demais.

4. Você nunca interrompe um tagarela, por mais atrasado que você esteja.

5. Você dá trela pra doido na rua.

6. Você sempre dá esmola. Ou fica mal quando não pode dar.

7. Pisam no seu pé e você pede desculpa.

8. Esbarram em você e você pede desculpa.

9. Você pega todos os folhetos na rua, por mais que eles não te interessem, “pra ajudar o cara a ir pra casa mais cedo”.

10. Se você fica muito tempo numa loja, começa a ficar com medo de que achem que você vai roubar alguma coisa.

11. Você tem uma dificuldade muito grande de dizer “não”.

12. Uma das frases que você mais diz é “pode ser”.

13. E “você que sabe”.

14. E “você que manda”.

15. É meio fácil te sacanear.

16. Uma pessoa te pede um favor absurdo. Você diz que tudo bem. Ela ri de você e diz: “Tô brincando!!!!!!”

17. Você confunde “ser sincero” com “ser agressivo”.

18. “E aí, o que você achou da minha banda?” “Nossa, muito boa!”

19. “Gostou da comida?” “Tava ótima!”

20. Você faz favores pros outros no trabalho mesmo que isso atrapalhe o seu trabalho.

21. Você não lembra da última vez em que brigou com alguém.

22. Você nunca gritou com ninguém.

23. Você evita conflito a qualquer custo.

24. Você gosta de ser assim.

25. Mas às vezes é meio ruim.

26. Mas é bom!

Fonte indicada: Buzz Feed

Imagem de capa: Nomad_Soul/shutterstock

Não importa o que você faça, algumas pessoas irão te amar e outras nunca te amarão

Não importa o que você faça, algumas pessoas irão te amar e outras nunca te amarão

Algumas pessoas não permanecerão conosco, por mais que queiramos, por mais que desejemos, por mais que fizermos e nos dispusermos e nos entregarmos. Nada é capaz de segurar junto quem não tiver a intenção de ficar.

Embora o amor seja construído e lapidado no compartilhamento diário e contínuo, enquanto os envolvidos se conhecem mais a fundo, a primeira impressão, por vezes, é muito forte e já deixa marcas que podem interferir no desenrolar dos sentimentos. Não dá para explicar direito, mas existem pessoas de quem já gostamos no primeiro olhar, enquanto outras nos provocam antipatia bem de início.

No entanto, muitas expectativas são quebradas, tanto positiva quanto negativamente, pois é o tempo que sempre trará as verdades sobre cada um de nós. E que delícia quando confirmamos nossas impressões, quando percebemos que estávamos certos e escolhemos as pessoas certas para caminharem conosco. E que tristeza quando enfrentamos a decepção de termos sido iludidos pelas aparências de quem possui, dentro de si, o contrário do que sua máscara transmite.

Na verdade, o afeto envolve o que temos dentro de nós, a forma como sentimos o mundo e as pessoas, o tanto que cada um carrega e está disposto a ofertar e a receber. Algumas pessoas se contentam com pouco, outras precisam de muito, enquanto alguns indivíduos nunca se contentam, pois ainda lutam para gostar de si mesmos. Nem todo mundo terá o que o outro procura, ou seja, não seremos a escolha de muitas pessoas, bem como não conseguiremos gostar de todos que gostam de nós.

Muitas vezes, será preciso nos ajustar em nossos comportamentos, para que consigamos manter o amor vivo, pois regá-lo diariamente será o que nos ajudará a não perder quem não deveríamos. Mesmo assim, algumas pessoas não permanecerão conosco, por mais que queiramos, por mais que desejemos, por mais que fizermos e nos dispusermos e nos entregarmos. Nada é capaz de segurar junto quem não tiver a intenção de ficar.

Não conseguiremos agradar a todos, não seremos sempre correspondidos em nossos amores, tampouco receberemos amizade de todos de quem gostaríamos, porém, se agirmos com verdade e inteireza, estaremos sempre bem acompanhados, porque, então, aqueles que ficarem serão aqueles que trouxeram amor sincero. Que sejam poucos, que seja um, mas que seja verdadeiro, sempre.

  • O título deste artigo é baseado em uma citação de Jay Leonardo.

Imagem de capa: AlessandroBiascioli/shutterstock

É preciso coragem para não optar pela covardia!

É preciso coragem para não optar pela covardia!

Uma luta entre a virtude e a vantagem.

Passa assim despercebido, quase imperceptível pela maioria de nós, mas é fato que temos incontáveis maneiras e oportunidades de optar por gestos covardes, todos os dias, com muita gente. A covardia de quem tira vantagem de uma insegurança, uma incerteza, um descompasso, qualquer brecha a ser aproveitada. E é preciso muita coragem para declinar. E algumas vezes nem tempo dá, de tão viciados que já estamos em praticar covardias, ou, provocá-las, para instigar alguma culpa.

Não somos espontâneos o tempo todo, e de fato maquinamos muitas situações, diálogos, brigas e discussões que ainda nem aconteceram, mas nos agrada a prevenção. E nessa preparação, é inevitável pensar nas fraquezas alheias, no que mais pode tocar e atingir o nosso alvo. Muito tempo se gasta com planos e estratégias. Muita força se usa, muita criatividade e malícia para praticar um ato covarde, que explora a fundo qualquer fraqueza exposta e a balança para o  mundo, como uma bandeira de vitória.

O jogo da vida é complexo e as regras, loucas. Contudo, é essencial buscar um código de ética que nos abrigue e nos oriente por caminhos mais honestos e transparentes. Para o nosso próprio bem. Para não desintegrarmos.

E se a covardia é no mínimo uma decisão obscura, no momento dessa decisão é que a coragem precisa ser evocada.

Coragem para não humilhar alguém em posição inferior, e, ao contrário, colocar-se em seu lugar; coragem para não trair confidências e segredos confiados, mesmo que as vantagens sejam tentadoras; coragem para defender injustiçados, para pedir desculpas e desculpar; coragem para se responsabilizar por decisões, opiniões, julgamentos, manipulações e apelos.

Coragem para pensar com coragem e não com covardia.

Não tramar. Não esconder. Não tirar vantagem. Não trapacear.

É fácil? Não, é uma escolha duríssima! Uma luta pesada!

Contudo, e por todos os exemplos que já passaram pela humanidade, ainda está valendo buscar aquela coragem enferrujada e esquecida, utópica, esperançosa, ética e libertadora.

Sem dúvida alguma, se houver qualquer arrependimento, ele não virá de braços dados com a culpa. E essa liberdade, essa só se apresenta com muita coragem!

Imagem de capa: Cena do filme “A árvore da vida”

13 animações que abordam questões humanas e que todo adulto deveria assistir

13 animações que abordam questões humanas e que todo adulto deveria assistir

Por Psique em Equilíbrio

Muitas pessoas imaginam que os filmes de animação foram feitos somente para as crianças. Mas, a verdade é que muitos deles retratam questões humanas cotidianas de maneira bastante criativa e reflexiva ou apresentam uma riqueza simbólica tão grande que apenas os adultos conseguem compreender. Separamos algumas animações que seguem esta direção e que valem o entretenimento. Degustem!

1. Divertida mente

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Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal, no estado de Minnesota, para viver em San Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. A líder deles é Alegria, que se esforça bastante para fazer com que a vida de Riley seja sempre feliz. Entretanto, uma confusão na sala de controle faz com que ela e Tristeza sejam expelidas para fora do local. Agora, elas precisam percorrer as várias ilhas existentes nos pensamentos de Riley para que possam retornar à sala de controle – e, enquanto isto não acontece, a vida da garota muda radicalmente

2- O Pequeno Príncipe

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Uma garota acaba de se mudar com a mãe, uma controladora obsessiva que deseja definir antecipadamente todos os passos da filha para que ela seja aprovada em uma escola conceituada. Entretanto, um acidente provocado por seu vizinho faz com que a hélice de um avião abra um enorme buraco em sua casa. Curiosa em saber como o objeto parou ali, ela decide investigar. Logo conhece e se torna amiga de seu novo vizinho, um senhor que lhe conta a história de um pequeno príncipe que vive em um asteroide com sua rosa e, um dia, encontrou um aviador perdido no deserto em plena Terra.

3- Coraline e o mundo secreto

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Entediada em sua nova casa, Caroline Jones (Dakota Fanning) um dia encontra uma porta secreta. Através dela tem acesso a uma outra versão de sua própria vida, a qual aparentemente é bem parecida com a que leva. A diferença é que neste outro lado tudo parece ser melhor, inclusive as pessoas com quem convive. Caroline se empolga com a descoberta, mas logo descobre que há algo de errado quando seus pais alternativos tentam aprisioná-la neste novo mundo.

4- Persépolis

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Marjane Satrapi (Gabrielle Lopes) é uma garota iraniana de 8 anos, que sonha em se tornar uma profetisa para poder salvar o mundo. Querida pelos pais e adorada pela avó, Marjane acompanha os acontecimentos que levam à queda do xá em seu país, juntamente com seu regime brutal. Tem início a nova República Islâmica, que controla como as pessoas devem se vestir e agir. Isto faz com que Marjane seja obrigada a usar véu, o que a incentiva a se tornar uma revolucionária.

5- Canção do oceano

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A pequena Saoirse tem um poder especial: ela pode se transformar em uma foca, e depois retornar à condição humana. Ela é uma “selkie”, de acordo com a lenda irlandesa e escocesa, e uma das últimas de sua espécie. Um dia, Saoirse foge à vigilância da avó e embarcar em uma aventura subaquática para liberar criaturas em perigo.

6- Anina

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Anina estuda em uma escola primária de Montevidéu. Ela tem uma melhor amiga, mas não se dá nada bem com a colega Yisel, com quem tem uma briga feia e acaba recebendo uma suspensão. Durante esse período, a menina comenta a sua vida: os pais, as refeições, as vizinhas fofoqueiras, seus sentimentos, alegrias e medos.

7- O mágico

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Um senhor trabalha como mágico, mas vê o público diminuir cada vez mais devido à preferência por atrações mais jovens e populares. Como consequência, ele tem menos oportunidades de trabalho e precisa viajar para se manter. Numa destas viagens, rumo à Escócia, ele conhece uma garota, a quem presenteia com um par de sapatos. Ao ir embora ela decide ir com ele. Ao mesmo tempo em que deseja ajudá-la, ele precisa encontrar meios para sustentar ambos.

8- A viagem de Chihiro

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Chihiro é uma garota de 10 anos que acredita que todo o universo deve atender aos seus caprichos. Ao descobrir que vai se mudar, ela fica furiosa. Na viagem, Chihiro percebe que seu pai se perdeu no caminho para a nova cidade, indo parar defronte um túnel aparentemente sem fim, guardado por uma estranha estátua. Curiosos, os pais de Chihiro decidem entrar no túnel e Chihiro vai com eles. Chegam numa cidade sem nenhum habitante e os pais de Chihiro decidem comer a comida de uma das casas, enquanto a menina passeia. Ela encontra com Haku, garoto que lhe diz para ir embora o mais rápido possível e ao reencontrar seus pais, Chihiro fica surpresa ao ver que eles se transformaram em gigantescos porcos. É o início da jornada de Chihiro por um mundo fantasma, povoado por seres fantásticos, no qual humanos não são bem-vindos.

 

9- Festa no céu

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Um grupo de crianças bagunceiras é encaminhado a uma visita guiada ao museu, como “punição” pelo mau comportamento. Lá, uma guia diferente resolve percorrer um caminho alternativo e os apresenta ao “Livro da Vida”, que contém todas as histórias. A mais simbólica delas, baseada nas tradições mexicanas, envolve três mundos. Catrina/ La Muerte é uma adorada deusa ancestral, que governa a Terra dos Lembrados. Ela é ex-mulher de Xibalba, o governante da Terra dos Esquecidos, um trapaceiro. Em uma visita à Terra dos Vivos, eles fazem uma aposta. Se a jovem e bela Maria, filha da maior autoridade da cidade de San Angel, escolher se casar com o emotivo violinista Manolo, Catrina ganha, e Xibalba não poderá mais interferir no Mundo dos Vivos, como gosta de fazer; se o preferido for o valente Joaquim, Xibalba passa a governar, também, o Mundo dos Lembrados.

10- UP

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Carl Fredricksen (Edward Asner) é um vendedor de balões que, aos 78 anos, está prestes a perder a casa em que sempre viveu com sua esposa, a falecida Ellie. O terreno onde a casa fica localizada interessa a um empresário, que deseja construir no local um edifício. Após um incidente em que acerta um homem com sua bengala, Carl é considerado uma ameaça pública e forçado a ser internado em um asilo. Para evitar que isto aconteça, ele enche milhares de balões em sua casa, fazendo com que ela levante vôo. O objetivo de Carl é viajar para uma floresta na América do Sul, um local onde ele e Ellie sempre desejaram morar. Só que, após o início da aventura, ele descobre que seu pior pesadelo embarcou junto: Russell (Jordan Nagai), um menino de 8 anos

11- O segredo de Kellls

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O jovem Brendan vive em uma vila medieval remota sob o cerco das invasões bárbaras, mas uma nova vida de aventuras surge quando um mestre iluminador chega de terras estrangeiras carregando um livro antigo inacabado repleto de sabedoria secreta e poderes. Para ajudar a completar o livro mágico, Brendan tem que superar seus medos mais profundos em uma busca perigosa que o leva para a floresta encantada onde criaturas míticas se escondem. É aqui que ele encontra a fada Aisling, uma misteriosa jovem mulher-lobo, que o ajuda ao longo do caminho.

12- Mary & Max – Uma amizade diferente

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Mary Daisy Dinkle (Toni Collette) é uma menina solitária de oito anos, que vive em Melbourne, na Austrália. Max Jerry Horovitz (Philip Seymour Hoffman) tem 44 anos e vive em Nova York. Obeso e também solitário, ele tem Síndrome de Asperger. Mesmo com tamanha distância e a diferença de idade existente entre eles, Mary e Max desenvolvem uma forte amizade, que transcorre de acordo com os altos e baixos da vida.

13- O menino e o mundo

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Um garoto mora com o pai e a mãe, em uma pequena casa no campo. Diante da falta de trabalho, no entanto, o pai abandona o lar e parte para a cidade grande. Triste e desnorteado, o menino faz as malas, pega o trem e vai descobrir o novo mundo em que seu pai mora. Para a sua surpresa, a criança encontra uma sociedade marcada pela pobreza, exploração de trabalhadores e falta de perspectivas.

Nos relacionamentos amorosos, a admiração e a atração física são faces da mesma moeda.

Nos relacionamentos amorosos, a admiração e a atração física são faces da mesma moeda.

Uma parceria amorosa feliz e bem sucedida é composta por uma conjunção de fatores, entretanto, sem dúvida, a admiração ganha um papel de grande relevância nesse contexto. A admiração atua como um verdadeiro oxigênio nos relacionamentos felizes. Criar um vínculo amoroso duradouro e feliz com uma pessoa, sem admirá-la, torna-se impraticável. A admiração é aquele sentimento que te fascina em alguém, algo que faz com que você sinta um orgulho gigante por estar com uma determinada pessoa.

Esse sentimento independe da aparência física, condição financeira ou social da pessoa. Há casos em que esse fascínio surge de imediato, nos primeiros contatos, em outros, poderá surgir após um tempo considerável de relacionamento. Sabe quando você olha para uma pessoa e sente-se um(a) afortunado(a) por estar com ela? Muitas vezes, não conseguimos identificar, com clareza, o que admiramos tanto em alguém, não sabemos ao certo se é o equilíbrio com que ela lida com as adversidades, se é o otimismo que ela carrega na alma, se é o senso de humor contagiante ou se são todos esses atributos somados. Cada pessoa terá, baseado nos próprios valores e história de vida, atributos que serão alvos da admiração dela em outra pessoa. Talvez, a pessoa tão fascinante para alguém, seja alguém que passe completamente desapercebido em qualquer lugar que vá, pode ser que não tenha os atributos físicos tão cobiçados pela a maioria das pessoas, mas, para ele, é a pessoa mais incrível da face da terra. Eu diria que trata-se de uma “luz própria” que a pessoa carrega e que incendeia o coração do companheiro.

Essa admiração atua como um poderoso combustível para a libido de quem sente, isso é indiscutível, a atração sexual transcende aos estímulos visuais, não que estes não sejam importantes, porém, eles não serão suficientes para a manutenção do desejo sexual numa relação estável. A atração física e a admiração pelo parceiro serão sempre faces da mesma moeda e, se essa admiração é recíproca, é incêndio na certa(risos). Não raro, especialmente por parte das mulheres, há uma queda significativa do desejo sexual pelos parceiros à medida em que a admiração delas em relação a eles diminui. Acredito que os homens sejam menos afetados nesse quesito, visto que eles são, no geral, estimulados visualmente, porém, sem dúvida, o desejo deles será mais intenso quando envolvido, também, com a admiração. Creio que a queda da admiração não interfira tanto na libido masculina pelo fato de que eles, no geral, conseguem desvincular os ressentimentos e outros sentimentos negativos da sexualidade, diferente das mulheres que, geralmente, “travam” quando algo está mal resolvido na relação. Deixando claro que aqui não estou generalizando, pois existem homens extremamente sentimentais e mulheres totalmente “práticas” nesse sentido.Também não estou afirmando que todos os fracassos amorosos ocorrem por falta de admiração, mas permanecer ao lado de quem não nos orgulhamos é algo próximo de uma tortura.

Imagem de capa: vectorfusionart/shutterstock

Estudo prova que passar quatro dias na natureza sem tecnologias aumenta criatividade em 50%

Estudo prova que passar quatro dias na natureza sem tecnologias aumenta criatividade em 50%

Psicólogos de duas universidades norte-americanas concluíram que passar quatro dias imerso na natureza e sem contacto com equipamentos eletrônicos aumenta a capacidade criativa e de resolução de problemas em 50%.

“Isto mostra que a interação com a natureza tem benefícios reais e mensuráveis para a resolução criativa de problemas que ainda não tinham sido demonstrados”, disse um dos autores do estudo, David Strayer, professor de psicologia na Universidade do Utah.

Para o investigador, estes resultados provam que “enterrar-se em frente a um computador 24 horas por dia, sete dias por semana, tem custos que podem ser remediados com um passeio na natureza”.

O estudo de Strayer e dos cientistas Ruth Ann Atchley e Paul Atchley da Universidade do Kansas é publicado na revista científica PLOS ONE, da Public Library of Science, e resulta de uma experiência realizada com 56 pessoas, 30 homens e 26 mulheres, com uma média de 28 anos.

Os participantes estiveram, durante quatro a seis dias, em passeios na natureza nos estados do Alasca, Colorado, Maine e Washington, nos quais não era permitida a utilização de aparelhos eletrónicos.

Dos 56, 24 fizeram um teste de criatividade com dez perguntas antes de iniciarem o passeio e os outros 32 realizaram o mesmo teste na manhã  do quarto dia de passeio.

Os resultados foram claros: as pessoas que já estavam há quatro dias na natureza tiveram uma média de 6,08 perguntas certas, enquanto os outros  tiveram apenas 4,14.

“Demonstrámos que quatro dias de imersão na natureza, e o correspondente desligamento da tecnologia, aumenta o desempenho em tarefas criativas e de resolução de problemas em 50%”, concluíram os investigadores, sem esclarecer se o efeito se deve à natureza, à ausência de tecnologia ou à combinação de ambos os fatores.

Os investigadores recordaram estudos anteriores segundo os quais as crianças passam hoje apenas 15 a 25 minutes por dia em atividades de exterior e desportivas, que as atividades recreativas na natureza têm estado em declínio há 30 anos e que, em média, as crianças dos oito aos 18 anos passam mais de 7,5 horas por dia a usar o computador, a televisão ou o telemóvel.

“Há séculos que os escritores falam da importância de interagir com a natureza (…), mas não sabíamos bem, cientificamente, quais os benefícios”, disse Strayer.

Fonte Sapo, do original indicado Jardim do Mundo.

Imagem de capa: arek_malang/shutterstock

Gosto de gente sem frescura.

Gosto de gente sem frescura.

Gosto de gente sem frescura. Daquelas que se jogam nas ideias, metem a cara no negócio, no romance ou na loucura. Vivem no mundo da fantasia mas sabem sentir o pé no chão.

Gosto de gente que anima, daquelas que movem e que iluminam.
Essa gente é rara, mas estão se expandindo porque carregam a energia que contagia.

Gente que não faz distinção, que tem elegância na comunicação. Gente da paz e do amor sem ser clichê ou modinha, gente natural ! Sabe mais o quê?! Elas ressoam no nosso ser.

Somos todos esse tipo de gente, mas que ainda veste a couraça de paradigmas – uma roupa antiga . Estas, despidas, vestem-se de luz e sabem vagar entre mundos – possuem senso de liberdade e trazem isso na bagagem.

Essa gente pode ser julgada como louca desvairada, um ser que não se enquadra – que bom! — : Aprenda a enxergá-las com os olhos do coração.

Quando encontrar com esse tipo de gente, mantenha-as por perto. Essa gente é rica daquilo que está em extinção- lealdade, amor e compaixão. Por mais gente que sabe ser natural, real e espontânea. Gente de verdade! Nessas eu me engato .

Imagem de capa: Filipe Frazao/shutterstock

Felizes são os que se arriscam

Felizes são os que se arriscam

Uma vez me disseram que o mais importante na vida é ser feliz. Confesso que demorei para entender. Nesse meio tempo, fui em busca de respostas. Ofereceram-me algumas, mas não me interessei. Até que, sozinho, pude perceber que, para ser feliz, é preciso se arriscar.

A vida não segue roteiro, na verdade, a vida é um espetáculo sem ensaios. Por isso, nem sempre nos saímos bem. Muitas vezes, tentamos nos preparar para as oportunidades, como se pudéssemos ludibriar a senhora do tempo, entretanto, aquelas sempre chegam de maneira diferente do que imaginávamos e, sobretudo, quando não esperamos.

Sendo assim, não há como se preparar para o acaso, para o inesperado, pois, se assim fosse, todo o encanto que só este possui seria mortificado. No entanto, ainda que não saibamos o que fazer, não podemos ser reféns do medo e da insegurança. É necessário estar disposto a se machucar um pouco para que se possa sentir o sabor da felicidade.

Acreditar que se pode ser feliz vivendo de forma reclusa, sem envolvimento, sem acreditar no outro e sem esforço, é uma autossabotagem de quem talvez tenha medo do que a felicidade possa lhe provocar. Talvez tenha medo das feridas e dores que pode ganhar ao longo do caminho e, por isso, prefere esperar a vida passar como se nada de especial pudesse acontecer.

Mas, mesmo que demorem, as oportunidades chegam. E, quando chegam, passam depressa. Assim, pelo medo de se arriscar e se machucar, as oportunidades que a vida nos oferece podem passar. E, junto com elas, a chance de ser feliz.

Nunca saberemos como é o final do caminho, se não estivermos dispostos a caminhar. Nele existirão obstáculos, mas é preciso superá-los, mesmo que, ao tentar, caiamos e tomemos tombos. Afinal, o erro faz parte do aprendizado e todos nós somos capazes de suportar alguns baques.

Se não estivermos dispostos a sair da nossa zona de conforto, seremos apenas representações de “eus” sonhados. Criaremos, na nossa cabeça, um mundo de fantasia, enquanto essa fantasia poderia estar fora, sendo tocada, abraçada, beijada e vivida. Para tanto, é preciso se arriscar e estar disposto a cair algumas vezes.

O tempo é difícil para os sonhadores que procuram algo além do trivial. Contudo, mais do que querer, é necessário ter coragem para agarrar as oportunidades que a vida nos dá. Nem tudo saíra como planejado – e quem disse que precisa o ser? As melhores coisas são aquelas que apenas o silêncio da alma consegue descrever.

A vida passa tão depressa, que desperdiçar a chance de ser feliz pode ser o seu maior pecado. Saia da janela e dance na rua, de pés descalços, olhe o céu e escute os pássaros. Sinta o seu coração, entregue-se aos acasos, arrisque-se e seja corajoso para viver as oportunidades que a vida lhe oferece, pois, com o tempo, os quadros mais bonitos tornam-se apenas borrões e até o coração mais sonhador se torna seco e triste.

Imagem de capa: A3pfamily/shutterstock

 

A diferença entre amar e estar carente…

A diferença entre amar e estar carente…

Por favor, não confunda amar com carência. Amar é calma, serenidade e encontro. Carência é pressa, posse e desencontro. Nenhum relacionamento dá certo quando mistura-se ambas. O resultado é quase sempre catastrófico e deixa marcas de difícil cicatrização.

Não sei como andam os seus sentimentos. Se estão tranquilos, agitados ou em transição. Mas uma coisa é fato, se você não estiver dando conta deles, fique na solidão. Tire um tempo para você. Não é um atestado de fracasso não amar, longe disso. Na verdade, quem não está amando outra pessoa no momento tem sorte. Sorte porque sabe aproveitar a própria companhia. Porque entende sobre não escolher um suporte só para estar com alguém. Na carência, o primeiro sinal de carinho vira motivo para ser “um amor para vida inteira”. Será? Existe amar nisso?

Com o tempo, o suposto carinho transforma-se nos piores detalhes da carência. O controle constante, a obsessão emocional em ter de volta o que foi cedido, a luta diária para estar perto apenas por comodidade. Relacionamentos tocados na base do “assim que eu quero”. Seja razoável. Amar não é sofrimento. Se dói e incomoda tanto ao ponto de você perde-se de vista, infelizmente, a carência sobrou mais do que deveria. E quando ela permanece, qualquer fuga é confundida com amar.

Presta atenção, amar é saudade. E saudade é saudável. Mas, quando trocada pelos jogos, abusos psicológicos e outras mandingas amorosas, é só você caindo na carência de quem não está dando valor para si. Porque amar é ter, todos os dias, um gosto de tranquilidade ao lado de alguém. É ter o olhar sereno para encarar um relacionamento sem falsas promessas.

Amar é ver a própria sorte sendo duplicada. Pelo amor de você e pelo amor para você. Enquanto isso, estar carente é ter o grande azar de precisar pedir presença sem o comprovante de reciprocidade.

Imagem de capa: Andrii Kobryn, Shutterstock

Quando falar é agredir- Flávio Gikovate

Quando falar é agredir- Flávio Gikovate

Há opiniões discrepantes em relação às pessoas que são muito cuidadosas e delicadas quando expressam seu ponto de vista, especialmente sobre temas polêmicos.

Alguns as julgam falsas e hipócritas, pois escolhem as palavras com o intuito de agradar o interlocutor. Resultado: desconfia-se de sua sinceridade.

Outros, porém, pensam de forma diferente. Acham que são espíritos mais atentos, preocupados em não ser invasivos e grosseiros. Tomam cuidado, sim, porque não gostariam, em hipótese alguma, de magoar a pessoa com a qual estão conversando.

Pode parecer também que o tipo mais espontâneo e sincero é mais veemente na defesa de suas ideias, enquanto o mais delicado tem menos interesse em fazer prevalecer seu ponto de vista, ficando sempre “em cima do muro”.

Embora muitas vezes tais considerações sejam verdadeiras, penso que não é tão simples fazer a avaliação da conduta mais adequada. Esse assunto não só envolve questões morais, mas diz respeito à eficácia da comunicação entre as pessoas.

Sob o aspecto moral, a preocupação com o outro se impõe sempre. Ser honestos e sinceros não nos dá o direito de dizer tudo que pensamos. A franqueza pode ser prejudicial.

Por exemplo, se uma pessoa, ao encontrar um amigo de rosto abatido, falar: “Puxa, como você está pálido! Até parece doente”, estará sendo sincera, mas tremendamente insensível.

A verdade não subtrai o caráter agressivo da afirmação; pelo contrário o acentua.

Na prática, acredito que uma boa forma de avaliar uma ação é pelo resultado. Se o efeito for destrutivo, a ação será nociva, independentemente da “boa intenção” daquele que a praticou.

A tese de que devemos falar tudo o que pensamos é ainda mais indefensável quando o objetivo é facilitar o entendimento e a comunicação.

Indiscutivelmente o ser humano é vaidoso e, se sentir-se ofendido por alguma palavra ou atitude do outro, acabará desenvolvendo uma postura negativa em relação a essa pessoa.

Se alguém iniciar uma frase com expressões do tipo “Você não percebe nada”, “Qualquer idiota é capaz de compreender que…”, elas provocarão uma espécie de surdez imediata.

Não ouviremos o resto do argumento ou então o ouviremos com o intuito de encontrar bons raciocínios para derrubá-lo.

Quando nos expressamos, é preciso ter extremo cuidado com as palavras, pois elas atingem positiva ou negativamente o interlocutor. No processo de comunicação, a recepção é tão importante quanto a emissão dos sinais. Temos que nos lembrar disso se quisermos agir de modo construtivo para nós e para os demais.

O descaso pelo “receptor” indica desrespeito moral e agressividade (voluntária ou não).

Há pessoas que só têm interesse em mostrar como são perspicazes e brilhantes. Querem ficar por cima. Querem ensinar e não aprender. Despertam raiva, não admiração, pois a arte de seduzir caminha exatamente na direção oposta.

Um homem (ou uma mulher) atraente faz o outro se sentir bonito, legal e inteligente. Prefere dar atenção a repetir o tempo todo “Como sou bárbaro e maravilhoso”.

Qual a pessoa que gosta de se aproximar de alguém cujo objetivo principal é a autopromoção constante? Quem atura discursos intermináveis baseados num narcisismo oco? Praticamente ninguém.

O descaso pelo interlocutor é, a meu ver, fruto de um individualismo acirrado e oculta o desejo inconsciente de se dar mal na vida.

Visite a página oficial do autor Flávio Gikovate

Imagem de capa: kommando kunst/shutterstock

Sou fã das voltas que o mundo dá

Sou fã das voltas que o mundo dá

“Cedo ou tarde, seremos cobrados pelo que fizemos, pelo que dissemos, pelo que criamos ou destruímos, porque ninguém fugirá às mudanças, às rupturas, ao novo, ao fim do dia, ao amanhecer, por mais que isso doa.”

Por mais que nossos pais e a vida tentem nos ensinar, teimamos em nos achar incólumes à passagem do tempo e às cobranças que teremos de enfrentar quando sentarmos à mesa do banquete das consequências. Inúmeros artigos, filmes, poemas, romances, novelas embasam a sua trama na semeadura a que não podemos fugir, na certeza inconteste de que fatalmente ficaremos cara a cara com o resultado das escolhas feitas em nossa jornada. Na natureza e na vida, não se colhe aquilo que não foi semeado, como nos tentaram ensinar desde o jardim de infância.

Ao adolescente, que se acha imortal, raramente projeta o futuro e está em processo de formação, ainda podemos dispensar um olhar mais condescendente pelas escolhas erradas e comportamentos inadequados, mas e quanto aos adultos já criados, estudados e formados, supostamente amadurecidos pelos tombos acumulados e que continuam a ignorar o outro e tudo que o cerca, em vista de seus próprios objetivos? Por que muitos de nós persistimos a errar e errar de novo, pisando vidas alheias, tomando o que não é nosso, traindo a quem nos ama, vendendo nossa integridade em troca de favores?

O pouco caso em relação ao outro desencadeia consequências nefastas, que minam qualquer harmonia desejável entre as pessoas, pois, nesse caso, o alcance do raio das ações estende-se por muito tempo. Quem age de forma antiética acaba, por isso mesmo, desencadeando uma sucessão de cicatrizes, em si e nos demais, tolhendo os direitos de um todo muito mais abrangente, ou seja, o mal acaba se tornando ilimitado, pois se agiganta além de quaisquer domínios. Espanta-nos, pois, o fato de que muitos ajam dessa forma deliberada e conscientemente, a despeito da existência e dos sentimentos alheios.

A invisibilidade de que se reveste o outro, em tudo o que ele é e em como se sente, desencadeia atitudes de intolerância para com tudo o que foge à visão que se tem de mundo, mesmo que distorcida. Tornou-se comum o julgamento agressivo, em tom de repúdio, às escolhas do outro, às escolhas a que todos temos direito, pois a verdade egoísta deve ser a única possível e a única a ser aceita socialmente, para que o caminho se torne livre e mais fácil aos egoístas de plantão.

O poder é mesmo afrodisíaco, como dizem, e deve ser conquistado a qualquer preço, a despeito de quaisquer escrúpulos, apesar de toda ferida que em seu nome é deixada pelos caminhos. Essa busca desenfreada por mandar na vida do outro encontra-se presente, inclusive, na história da humanidade, cujos sucessivos episódios marcam-se pela dominação de povos e consequente aniquilação daquilo que contraria e emperra o estabelecimento de uma verdade homogênea – a verdade dos poderosos tão somente, visando à manutenção do “status quo”.

Ignora-se, nesse contexto, que o tempo costuma desestabilizar o que está instituído, pois a vida questiona sempre, pulsa por não se acomodar, por revelar verdades, por dissolver as incertezas e neutralizar as injustiças sociais. Assim é na vida, assim é em casa, no trabalho, na rua. Nada está posto para sempre, tudo está ainda por terminar – eis o fluxo da dinâmica da vida, que se movimenta à maneira das correntezas, com maior ou menor intensidade, mas de maneira intermitente.

Quando no topo, no poder, seja na política, no trabalho, em qualquer situação, a maioria das pessoas parece se esquecer de que aquela situação é transitória, de que em breve voltará ao seu lugar de origem e terá que conviver novamente, de igual para igual, com aqueles que eram seus subordinados. Quem estava no poder terá, então, que encarar de volta o resultado de suas ações e será tratado pelos colegas de acordo com o que plantou lá de cima. Infelizmente, já poderá ser tarde demais para tentar reatar relacionamentos e amizades que se romperam, para reerguer uma imagem largamente maculada ou para reestabelecer uma dignidade esquecida e ignorada.

Da mesma forma, no dia-a-dia, o tratamento que dispensamos a quem nos rodeia torna-se tão frio e desumano quanto o conjunto de nossas ambições e vaidades, enquanto nos concentramos na perseguição implacável de ascensão e status social. Com esse objetivo, muitas vezes nos aproximamos de novas – e falsas – amizades, consonantes com nossas intenções mesquinhas, distanciando-nos das pessoas que verdadeiramente se importam conosco e nos amam pelo que somos – se bem que o que somos então vai deixando de sê-lo. Quando, e se, percebermos a mentira sufocante a que nos submetemos e precisarmos da ajuda daqueles que sempre estiveram conosco, estaremos fadados a possivelmente estendermos as mãos e encontrarmos um vazio frio e desolador.

Os pais, os professores e os amigos bem que tentam nos ensinar, com paciência e dedicação, a pautarmos nossas ações por valores éticos, dignos, sem perder de vista o fato de que não estamos sozinhos, ou seja, o que fazemos e somos faz parte de um todo que deve estar harmonizado, para o bem comum e coletivo. Felicidade solitária não se sustenta por muito tempo; máscaras costumam cair; a toda ação corresponde uma reação, de mesma sintonia – frases que, de tão repetidas e disseminadas, parecem ter se banalizado. Felizmente, mesmo quando todos já tiverem desistido de nós, a vida persistirá e virá nos ensinar, sem rodeios e sem nos poupar de sofrimento. Cedo ou tarde, seremos cobrados pelo que fizemos, pelo que dissemos, pelo que criamos ou destruímos, porque ninguém fugirá às mudanças, às rupturas, ao novo, ao fim do dia, ao amanhecer, por mais que isso doa. Porque ninguém fugirá ao enfrentamento da verdade daquilo que se é.

Imagem de capa: Reprodução

6 coisas que aprendi com “O Pequeno Príncipe”

6 coisas que aprendi com “O Pequeno Príncipe”

Há mais de setenta anos um homem que via o mundo com olhos encantadores colocou no papel uma história que parecia para crianças, mas que no fundo contava a história dele e de muitos de nós. Não preciso dizer que falo aqui da belíssima obra “O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry.

Curiosamente a ideia para o livro nasceu de uma experiência vivida pelo próprio autor em 1936: o avião que Antoine pilotava caiu no Saara e ele passou quatro dias sofrendo de desidratação, fome, e tendo alucinações, até ser resgatado por um beduíno.

Toda a narrativa do livro de Tonio (apelido carinhoso do autor) é muito ampla e eu vou aqui me distanciar um pouco das citações difundidas dentro e fora da internet para falar um pouquinho do Pequeno Príncipe que existe em nós. Sim, essa singela história infantil não é a história do outro, mas a nossa própria e talvez seja por isso que ela nos toca tão profundamente.

1. Cada um de nós habita um pequeno asteroide

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“Eu aprendera, pois, uma segunda coisa, importantíssima: o seu planeta de origem era pouco maior que uma casa!” _ (O Pequeno Príncipe)

O pequeno Príncipe vivia em um planeta minúsculo, o asteroide B612. O seu planeta era do tamanho de uma casa. No entanto, ouso dizer aqui que ele não era apenas diminuto como uma casa, mas também simbólico como uma.

Por casa podemos entender: 1 – edifício de formatos e tamanhos variados, de um ou dois andares, quase sempre destinado à habitação. 2. família; lar.

Toda casa demanda uma série de cuidados que apenas quem mora nela conhece bem. Toda casa tem uma dinâmica particular. A casa física, com seus cômodos delimitados e a casa emocional, aquela que acolhe nossos entes queridos, requerem um enorme zelo diário e dependem da nossa dedicação exclusiva e constante para se manterem bem.

O comprometimento com a nossa casa é de nossa inteira responsabilidade. Nos portamos com relação a ela assim como o Príncipe em relação ao seu asteroide

Poderíamos então facilmente brincar de imaginar a nossa casa como um asteroide perdido em meio a um mundo de asteroides.

2. Cuide bem dos seus vulcões

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 “Durante o dia, seu trabalho consistia em cuidar dos vulcões para que não entrassem em erupção e em arrancar da terra os frutos de baobá”_ (O Pequeno Príncipe)

Todos os dias o príncipe precisava revolver seus vulcões. Ele revolvia todos os três, até mesmo o adormecido e fazia bom uso de algo que poderia ser prejudicial ao planeta dele.

Todos precisamos revolver nossos vulcões para que eles não explodam. Todos precisamos ter sabedoria e resiliência frente às situações que nos surgem para tirarmos delas o melhor.

As situações encaradas da pior forma possível podem nos levar à ruína. Encaradas da melhor forma possível tornam-se proveitosas. E esse manejo do olhar, sentir e agir é cotidiano. Se largarmos mão, nosso mundo se torna bem pouco agradável.

3. O mal se corta pela raiz

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“Os baobás, antes de crescer, são pequenos”_ (O Pequeno Príncipe)

Outra questão interessante no minúsculo planeta do Pequeno Príncipe é que chegam a ele sementes boas e sementes ruins. As boas são florezinhas e as ruins os temidos Baobás.  Logo, o Príncipe precisa estar atento para arrancar as mudinhas ruins quando ainda são bem pequenas. Se elas criarem raízes podem acabar com seu pequeno planeta.

Os Baobás podem representar tudo aquilo que nos chega de ruim. Aquilo que muitas vezes nos fere, machuca, mas que por alguma razão deixamos brotar em nós. Quando ainda pequenas, as sementes ruins podem ser facilmente liquidadas, mas quando grandes provocam enormes estragos.

Muitas vezes somos acometidos por coisas que nos chegam sorrateiras. Coisas que estavam bem escondidas em nós. Essas coisas podem ser um grande abalo emocional, síndromes e sintomas físicos. Daí precisamos parar tudo para, com muito esforço, cortar aquilo que um dia foi bem pequeno.

Quando somatizamos problemas podemos desenvolver transtornos psicológicos e físicos. Por isso devemos cuidar da nossa saúde física e emocional diariamente. E quando digo cuidar da nossa saúde emocional especificamente me refiro principalmente à interação, boa ou ruim, que temos com aqueles que nos acompanham durante a vida.

4. Algumas coisas só podem ser feitas por você

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“Um carneiro, se come arbusto, come também as flores?” _ (O Pequeno Príncipe)

Na história o Pequeno Príncipe pede ao seu amigo piloto que pinte para ele um carneiro. Mas por que um carneiro e não qualquer outro animal que possa ter um apetite voraz por arbustos?

O carneiro é a representação da vida em todas as suas manifestações. Sejam elas positivas ou negativas. O carneiro é um signo que carrega em si o bom e o ruim. Pode ser organizado ou caótico. Pode ser generoso ou obcecado.

Se prestarmos atenção o desejo do príncipe é que o carneiro liquide todos os seus problemas, representados por arbustos de Baobás, mas ele percebe que o carneiro pode em suma comer sua amada rosa também. Afinal, a rosa pode em alguns momentos ser encarada como um problema.

A vida é assim. Gostaríamos, por vezes, de poder delegar algumas tarefas árduas, no entanto apenas nós podemos escolher o que é bom e o que é ruim para nós. E escolher entre um e outro exige que usemos não apenas a razão, mas essencialmente a emoção.

5. O amor romântico nem sempre é fácil

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“Tenho horror a correntes de ar. O senhor não teria um anteparo?”_ (O Pequeno Príncipe)

A rosa é a representação do amor romântico. Ela é caprichosa e reflete em muitos aspectos a própria mulher de Antoine, a salvadorenha Consuelo. Existem muitas similaridades entre as duas. Consuelo era asmática e ao mesmo tempo delicada e de personalidade forte. A Rosa também vive com suas tosses e precisa ser protegida do vento.

O príncipe faz de tudo para agradá-la, mas em certo momento, exausto e frustrado, resolve largar tudo e partir. O Príncipe parte assim como o próprio Antoine fez inúmeras vezes.

O Pequeno Príncipe enxerga o mundo então através de outros olhos. E dessa forma percebe que o convívio diário com sua rosa, a doação generosa, que por vezes o chateou, fez com que ele tivesse por sua flor um carinho especial.

O amor romântico não é fácil. A convivência diária muitas vezes é uma provação, mas é nela que os laços são tecidos. É nos desafios do dia a dia que cativamos e somos cativados. O príncipe partiu de seu planeta, mas o amor que carregou consigo o fazia se preocupar com o bem-estar de sua rosa, mesmo estando bem distante dali.

No final das contas ele só queria voltar para seu pequeno planeta e dividir com a rosa tudo que havia descoberto sobre o mundo e sobre ele mesmo. De que vale o aprendizado sem a chance de compartilhá-lo com aqueles que amamos?

6. O mundo está cheio de reis, vaidosos, bêbados, empresários, acendedores de lampiões e geógrafos

contioutra.com - 6 coisas que aprendi com "O Pequeno Príncipe"“As pessoas grandes são muito esquisitas”_ (O Pequeno Príncipe)

Existem muitos outros ensinamentos em “O Pequeno Príncipe”. Em suma, quase todos os personagens guardam alguma semelhança com pessoas que conhecemos ou até mesmo conosco.

Nunca existiram tantos reis e vaidosos no mundo como nos dias de hoje. Tantos buscando o poder e vivendo para serem adorados, curtidos e seguidos por aí. Se olharmos bem esse comportamento é apenas uma projeção mental bastante fantasiosa.

Também são numerosos os que se ocupam com coisas sem sentido e esquecem de parar e pensar na própria vida e dar a si um pouco de bem-estar e propósito. Como o acendedor de lampiões, perdido em sua compulsão de fazer o que disseram que devia ser feito.

Outros personagens também comuns hoje em dia são o bêbado e seus vícios e o contador de estrelas que tudo quer. O geógrafo também é abundante mundo afora. Existem muitos especialistas de coisa nenhuma por aí, infelizmente.

Cada qual pode fazer do seu mundo o que desejar. Cada qual pode regar flores e ter jogo de cintura para tornar o viver agradável ou se perder dentre compulsões e contradições. O pequeno príncipe nos ensinou o caminho das pedras. Cabe a nós viver na manutenção constante daquilo que efetivamente pode dar bons frutos e nos manter saudáveis.

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Atribuição da imagem: diversas aquarelas da obra “O Pequeno Príncipe”.

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