Complexo de Inferioridade: entenda o que é e saiba como se livrar dele

Complexo de Inferioridade: entenda o que é e saiba como se livrar dele

Entender o que se passa com nossos sentimentos é o segredo para encontrar o bem-estar interior. Muitas vezes, temos a sensação de que não somos competentes o suficiente para algo, ou ainda, para alguém. E mais do que isso, situações rotineiras acabam nos levando a beira do abismo. Entender que sentir-se inferior é um complexo pode te ajudar a reverter a situação e ser mais feliz.

Se situações do trabalho te fazem sentir menos que alguém, ou se um mulher bonita te deixa tão mal a ponto de desistir de sair ou criar ‘picuinhas’ com seu namorado, significa que você tem complexo de inferioridade. É normal nos sentirmos assim vez ou outra, mas quando a situação leva a loucuras e gera situações que poderiam ser evitadas se não fosse a sua ‘piração’, é hora de procurar ajuda.

A denominação “complexo de inferioridade” foi criada por Alfred Adler (1870-1937), médico psiquiatra, para designar sentimentos de insuficiência e até incapacidade de resolver os problemas, o que faz com que a pessoa se sinta um fracasso em todos, ou em alguns aspectos de sua vida. É o que hoje chamamos de baixa auto-estima, que é quando não se tem consciência de seu valor pessoal. A baixa auto-estima pode comprometer todos os relacionamentos, seja pessoal, profissional, afetivo, familiar, social. Esse complexo pode ter origem na infância, especialmente em três situações especial que tendem a resultar no complexo de inferioridade:

1. Rejeição: A criança não encontra na família o apoio necessário para seu desenvolvimento emocional. Muitas vezes, uma gravidez indesejada por exemplo, pode resultar na falta de amor, na falta de compreensão, na falta de carinho – fatores essenciais para a criança desenvolver a confiança. Ou seja, se ela não sente confiança em suas habilidades e não se sente digna de receber amor e afeto dos outros, quando adulta, a tendência é que ela venha a se tornar uma pessoa mais fria, dura, ou extremamente carente e dependente da aprovação e reconhecimento de outras pessoas. Quanto mais necessidade de ser aprovado e reconhecido pelo outro, mais se desenvolve a necessidade de agradar. Isso faz com que as pessoas deixem de ser elas mesmas, tornando-se o que os outros gostariam que ela fosse, ou o que pensa que gostariam, reforçando cada vez mais o sentimento de inferioridade, pois não satisfazem a si mesmas.

2. Mimo: O contrário da falta de afeto também pode resultar em complexo. Isso porque uma criança excessivamente mimada e/ou superprotegida pode desenvolver um sentimento de insegurança, por não sentir confiança em suas próprias habilidades, uma vez que os outros sempre fizeram tudo por ela.

3. Inferioridade Orgânica: Refere-se a inferioridade por conta do aspecto físico, seja ele uma doença ou enfermidade, ou ainda um excesso de peso, por exemplo. A criança que sofre com esse tipo de ‘preconceito’ tende a se isolar, até mesmo por conta de bullying. E isso acontece justamente como fuga da interação com outras crianças por um sentimento de inferioridade ou incapacidade de competir com sucesso com elas.

Obviamente, cada item deve ser tratado de uma forma específica, mas para ambos, é necessário que exista um incentivo a superação de suas dificuldades, seja para compensar a fraqueza física, seja para encontrar um apoio.

Como se Livrar do Complexo de Inferioridade?

Agora que somos adultos e temos como avaliar tal situação, cabe a nós mesmos reverte-la para encontrarmos a felicidade pessoal. A melhor forma é procurar ajuda especializada, como um psicólogo por exemplo. No entanto, atitudes simples podem ajudar no seu equilíbrio emocional:

– Evite comparações. A principal característica do complexo de inferioridade é ficar se comparando com outros, ou comparar o seu relacionamento com os de outros. A verdade é que essa comparação nunca é positiva e não vai te fazer se sentir melhor, pois as pessoas são diferentes, possuem necessidades, desejos e históricos de vidas diferentes. Então, quando esse sentimento de comparação chegar, exercite seu cérebro para tomar o controle e mude o caminho de seus pensamentos. A primeira etapa é justamente ensinar a mente a mudar o caminho do pensar.

– Compreenda seu histórico de vida e a origem de seu sentimento de inferioridade. Por qual motivo se sente inferior? Não desista, compreenda suas dificuldades e procure enfrentar cada uma delas. Para isso, faça uso de outras ferramentas para olhar a situação. Como você está acostumado a ter esses pensamentos de inferioridade, seu cérebro já anda nessa direção. Então, identificando este percurso, procure agora analisa-lo por outros ângulos. Descubra dentro de você o porquê das coisas, vasculhe sua infância e entenda que só você tem o poder de fazer diferente.

– Enfrente o medo. É importante lidar e enfrentar o medo que as pessoas ou situações provocam e compreender que a percepção de si mesmo está baseada na conseqüência de fatos que já passaram. Você não pode mudar seu passado, mas pode mudar seu presente para alcançar o futuro que almeja.

– Reconheça seu valor. Perceba que seu valor enquanto pessoa não pode e nem deve ser baseado na maneira como foi, ou ainda é tratado, ainda que isso tenha durado toda sua vida. Não permita mais ser desrespeitado ou maltratado. Lembre-se ainda que seu valor deve ser baseado pelo que é e não pelos bens materiais que possui. Imagine o que quer ser. E faça ser.

– Identifique suas necessidades emocionais. O que você espera receber dos outros pode ser aquilo que não recebeu quando criança de seus pais. Não espere receber dos outros o que só você mesmo pode se dar.

– Aprenda com os erros.  Não fique se punindo por ter errado, nem se acomode nas situações. Saia de sua zona de conforto e mude o que deseja!

– Valorize sempre suas conquistas! Pare de supervalorizar o que o outro tem ou faz e desvalorizar as próprias conquistas. Celebre sempre!

– Faça psicoterapia. Não é porque está em último lugar, que é menos importante. Na verdade, a psicoterapia deve ser o primeiro passo para tudo. O autoconhecimento obtido através do processo da psicoterapia poderá fazer com que reconheça seus reais valores e liberte-se do complexo de inferioridade que acorrenta e aprisiona.

Fonte indicada: Por Mariane Montedori, RAC

                                                            Imagem de capa: tanja-vashchuk/shutterstock

Deixe ir embora quem não sabe como ficar

Deixe ir embora quem não sabe como ficar

Se você pode ter por perto quem não escolheu ficar por conveniência, sorte a sua. Fora isso, descomplica esse coração e deixe ir embora quem não sabe como ficar, quem não sabe valorizar e demonstrar gestos mútuos pela sua entrega. Não insista, não implore e não faça pouco do sentimento que você resolveu compartilhar e não atingiu a mesma sintonia.

Você intercede o quanto dá. Não funciona se você não souber a hora de tirar o seu time de campo. É preciso respeitar a falta de vontade da outra pessoa. O amor não cai no colo e permanece lá, quente e protegido. Ele também parte e não há muito o que possa ser feito quando isso acontece. Se quem você ama não tem mais motivos para continuar do seu lado – ou simplesmente não se conhece o suficiente para retribuir o carinho que você merece, por que se dar ao trabalho?

Eu sei que é uma grande decepção viver algo tão intenso e, apesar de todos os bons momentos vividos juntos, perceber que aquela pessoa não se encontra mais disposta e interessada em seguir dividindo abraços. Daí você se pega numa tristeza que parece não ter fim. E pensa, como fui ter tanto azar? Como não enxerguei os sinais? Não se culpe. A gente acha que é fácil vendo de fora, mas só quem está dentro conhece os verdadeiros detalhes do desapego.

Eu sei que você é um alguém com amor demais. Tem espaço de sobra nesse coração e nada mais justo que ele receba um bocado de aconchego. Mas ninguém que não sabe como ficar vale a sua desistência em seguir em frente. Lembra que você se saiu muito bem antes de alguém pedir descanso na sua vida. Agora, lava essa alma e faça o necessário para reencontrar os sorrisos que sempre teve.

Não pense em arrependimentos. Não comemore no caso dessa pessoa reaparecer e confessar que perdeu o amor de uma vida. Não sei te contaram, mas amor de uma vida é aquele que soma no agora. Um dia, talvez não muito longe, você conseguirá olhar para o lado e ver que quem está contigo entende exatamente do que se trata uma relação; troca, liberdade e vontade de ficar.

Imagem de capa: Alexandra Lande, Shutterstock

Você vai se curar dessa pessoa

Você vai se curar dessa pessoa

Lembro do primeiro dia em que o vi do seu lado. Ele me estendeu a mão e apertou meus dedos com força como quem diz: ela é minha. Passei os olhos pelo seu rosto e você não parecia a mesma.

A menina que eu conhecia não estava ali. A menina de riso fácil com um brilho especial nos olhos estava em algum outro lugar.

Lembro de ter te perguntado sobre sua série preferida e você disse, assustada, que não a assistia mais. Nunca mais a encontrei nas rodas literárias. Disseram que você estava ocupada com a mudança. Que tinha ido morar com ele.

Nunca mais a vi no café do fim da rua. Disseram que você não curtia mais o lugar. Que seus amigos eram outros, que sua vida tinha mudado.

Um conhecido me puxou para o lado e disse que eu precisava fazer algo. Que eu tinha sido seu melhor amigo nos últimos anos. Que você sempre me escutava. E eu contei para ele que você não atendia mais minhas ligações.

Ele coçou a cabeça e afirmou que esse cara era expert em quebrar as pessoas. Que ele transformava todas elas em outras e depois partia deixando os cacos para trás. Eu retruquei que você era forte. Que isso não aconteceria. Mas por dentro eu senti meu coração apertar.

Pessoas assim são perigosas. Pessoas assim não sabem amar. Pessoas assim só ficam quando tudo estiver exatamente como querem e você está movimentando sua vida para deixá-la agradável para ele. Na minha cabeça eu me pergunto se a sua vida está confortável para você. Não sei mais.

Deixei há pouco um bilhete embaixo da sua porta. Sei que ele não gosta que você converse com quem antes te fazia bem, mas eu preciso te dizer que um dia você vai se curar dessa pessoa. Um dia você vai enxergar tudo de uma forma estupidamente clara. Em uma manhã qualquer você vai acordar e se perguntar: como eu vim parar aqui?

Nesse dia talvez você olhe para o lado e não reconheça o homem deitado ao seu lado. Nesse dia talvez você ouça um ou mais filhos te chamando de mãe. Nesse dia você vai lembrar que os pesos sobre suas costas aumentaram de forma exorbitante desde que ele entrou em sua vida.

Nesse dia uma coisa mágica vai acontecer: você vai se lembrar de quem você é. Vai encontrar aquela menina aí dentro e vai abraçá-la. Vai ter coragem para admitir que lá atrás você decidiu confiar em alguém que não dava a mínima para você. Que lá atrás você mudou para agradar. Que lá atrás você decidiu ficar ao lado de alguém que se incomodava até mesmo com a sua felicidade.

Nessa manhã talvez você chore. É compreensível. Dá um medo danado acordar do lado de uma pessoa estupidamente insensível. Você sabe do que estou falando. Quando as coisas não saem como ele quer, ele diz coisas insanas sobre você.

No fundo tudo que ele fala é dele mesmo. Ele sabe manipular os fatos e nunca se esquece de te dizer que você é muito pouco sem ele.

Nessa manhã eu quero te dizer que você pode me chamar. Me chame como e quando quiser. Sem cerimônias. Não importa quanto tempo tenha passado. Nessa manhã eu vou até você com todo amor que sempre tive e vou ser suas pernas. Vou te levar de volta para você e vou te ajudar a se lembrar da pessoa maravilhosa que você é.

Acompanhe a autora no Facebook pela sua comunidade Vanelli Doratioto – Alcova Moderna.

Atribuição da imagem: pexels.com – CC0 Public Domain

É possível viver um relacionamento “longe dos olhos, mas perto do coração”?

É possível viver um relacionamento “longe dos olhos, mas perto do coração”?

Vivemos tempos de globalização, quando as pessoas não pensam duas vezes em sair da sua terra de origem, às vezes, deixando ali a pessoa que ama, à procura de novos ares. Sabemos que hoje há uma enorme facilidade de se manter um relacionamento. A internet permite os encontros chamados “virtuais”, que ajudam a manter relacionamentos amorosos com aquela pessoa que não está na mesma região geográfica, ajudando a fazer com que uma relação à distância possa dar certo.

Na atualidade, vive-se relacionamentos efêmeros, infrutíferos e sem conteúdo, e com o avanço da tecnologia, as redes sociais se tornaram os“cupidos” do momento, mas são também aos olhos de muitos, as maiores destruidoras de relacionamentos. Isso porque muitas pessoas resolvem adicionar ou despejar seus problemas e “aparentes desejos”, como postagens, para que todos tomem conhecimento.
Bem, hoje as pessoas vivem uma nova realidade no que diz respeito a relacionamentos, principalmente quando se trata de pessoas que optaram por um relacionamento a distância.

Antigamente, em muitos casos, num relacionamento a distância, algumas pessoas se sentiam deslocadas e perdidas apenas no tempo/espaço. Essa distância se tornava uma espécie de “concorrente” da solidão, salvo em alguns momentos, nos quais eram surpreendidos por um telegrama ou uma cartinha de amor. Isso era exclusividade dos casais apaixonados e dedicados, que se mantinham firmes numa espera angustiante e motivadora, pois seriam um dia, um casal feliz. Afinal eram as promessas e expectativas do amor para um relacionamento,.
Hoje, a maioria das pessoas, se tornaram fúteis em seus relacionamentos considerados “descartáveis”. Não se alegram mais com a magia da espera de um reecontro, e não pensam em proteger e defender o amor, com a sua importância, porque querem apenas o imediatismo do “prazer sexual”.

Não podemos afirmar, entretanto, que isso seja a realidade na vida de todos os casais que vivem distantes, que num relacionamento a distância. Alumas pessoas lidam com o relacionamento a distância de forma diferente. Pensam apenas nos momentos que passarão juntos e que se repetirão no momento oportuno – estarem juntos, dormirem abraçados, resolverem problemas de modo que satisfaça as expectativas de ambos – como referencial de paciência. Isso ajuda a controlar a ansiedade da espera, e manter os sentimentos intocáveis. É claro que às vezes, poderão aparecer impulsivamente, desejos contrários, mas nada que não seja resolvido com um telefonema, uma mensagem carinhosa, ou mesmo uma visita ao velho álbum de fotografias. Ai tiramos alguns minutos para pensarmos e reorganizarmos os pensamentos. Pronto! Recobramos as nossas forças e aguardamos por ele (a).

Há um complexidade quando tratamos de relacionamentos a distância porque temos que aprender a lidar com a ansiedade, a saudade e alguns medos que atormentam a nossa alma. Claro que de alguma forma bate aquela curiosidade que podemos chamar mesmo de ciúmes. De querer saber onde a outra pessoa está, sem deixar transparecer que está pegando no pé, mas isso faz parte do relacionamento, mesmo que estivéssemos sob o mesmo teto. Nessas horas não podemos é perder o equilíbrio.
Bem, para testar a resiliência de um relacionamento a distância, o casal tem provar que o que existe é AMOR. Esse a distância jamais poderá derrotar ou exterminar.

Acredito que barreiras físicas não serão impedimento para um compromisso verdadeiro. Afinal depende das nossas escolhas. Caso contrário continuaremos vivendo com a filosofia de marinheiro. Então basta apenas um sentimento de cumplicidade.
Pode ser que a felicidade more bem distante; ou bem ao nosso lado e nem percebemos.

Imagem de capa: Dean Drobot/shutterstock

Aprendi a não bater de frente com quem só entende o que lhe convém

Aprendi a não bater de frente com quem só entende o que lhe convém

Uma das coisas mais desagradáveis que ocorrem é sermos mal entendidos, quando o outro deturpa nossas palavras ou nossas atitudes, descontextualizando-as e utilizando-as em proveito próprio, enquanto nos coloca como o vilão da história. A gente acaba até ficando sem saber se nós é que não soubemos nos colocar ou se o outro é que não sabe interpretar um texto.

Infelizmente, quanto mais tentarmos provar o nosso ponto de vista, quanto mais nos explicarmos, pior ficaremos, porque quem não entende da primeira vez raramente compreenderá dali em diante. Quem se faz de bobo e de vítima jamais será capaz de assumir seus erros, de se responsabilizar por seus atos, de se colocar no lugar de alguém. Tentar fazê-los enxergar além de seu umbigo é inútil.

Na verdade, teremos que sempre ser verdadeiros e claros, com todo mundo, pois, assim, quem nos conhece de fato e gosta de nós não se abalará com as maledicências que alguém tentar espalhar sobre nossa pessoa. Temos que ter a tranquilidade de que vivemos de acordo com o que somos, sem dissimulações e meias verdades, para que a mentira alheia não nos atinja nunca, tampouco possa ser levada em conta por quem nos é importante.

Eu costumava bater de frente, quando entendiam errado o que eu dizia, quando maldiziam minhas atitudes. Hoje, não perco mais tempo tentando provar nada a ninguém, de jeito nenhum. O meu tempo é por demais precioso e resolvi aproveitá-lo fazendo o que eu gosto, junto com quem me faz bem. Hoje, tenho a certeza de que muitas pessoas só entenderão aquilo que quiserem e da maneira que melhor lhes convier.

Não importa o que eu diga ou o que eu faça, muitas pessoas somente interpretarão minha vida de acordo com o nível de percepção delas mesmas, para que possam se justificar através dos erros que transferem ao mundo – segundo elas mesmas, elas nunca erram. Não tenho muito tempo livre, portanto, não gastarei mais energia com quem não merece. Vivamos!

A tristeza é como aquela visita incômoda: chega sem avisar.

A tristeza é como aquela visita incômoda: chega sem avisar.

A tristeza pode ser perfeitamente comparável àquela visita incômoda que gosta de aparecer sem ser convidada, e que raramente tem a elegância de avisar que vai dar o “ar da graça”. Conviver com uma visita indesejável é muito desagradável, pior ainda quando ela cisma de frequentar a nossa casa com muita frequência, forçando uma intimidade que rouba a nossa paz e nos irrita profundamente. Nem sempre é fácil nos desvencilharmos desses intrusos, mas é possível adotarmos alguns comportamentos que, ao longo do tempo, desmotive esses inconvenientes de nos importunar.

A tristeza, tal qual uma visita indesejada, pode aparecer sem aviso prévio. Ela pode surgir numa manhã de domingo, ainda que o sol esteja brilhando lá fora, bem como no meio da madrugada com o intuito de amanhecer conosco e atravessar o dia em nossa companhia. Essa visita, tão incômoda, gosta de chegar sem pressa para ir embora, tudo o que ela deseja é um lugar em nossa alma para se infiltrar e permanecer o máximo de tempo possível. Então, faz-se necessário adotarmos alguns comportamentos para que ela sinta-se cada vez mais desconfortável e constrangida ao se aproximar de nós.

Comecemos por não dar muita atenção a ela, certamente, em alguns casos, não será possível impedir que ela nos visite, mas podemos abreviar ao máximo a sua permanência conosco. Considerando que, em se tratando de pessoas, elas tendem a se sentir acolhidas quando ofertamos alimentos saborosos e quando somos atenciosos, podemos fazer uma analogia com a visita da tristeza. Então, façamos o contrário, sempre que a tristeza chegar, demonstremos o mínimo de acolhimento a ela. Sejamos formais, e deixemos claro que estamos ocupados ou indispostos para que ela não se achegue de vez. De preferência, faça alguma atividade durante a visita dela, seja tirar a poeira de um móvel ou arrumar uma gaveta. Não convém convidá-la para sentar-se numa poltrona confortável, aliás, pensando bem, o ideal é que ela nem se sente. Pergunte a ela o que ela pretende e de onde veio, e, dependendo da origem dela, cometa uma afronta: coloque uma música bem contagiante e comece a dançar enquanto você olha dentro dos olhos dela, deixando claro que ela está sobrando naquele ambiente. Então, aos poucos, ela irá dissipar-se como uma neblina no pico da montanha quando o sol vai surgindo bem arregalado.

A tristeza é como aquela visita folgada, ela vai tornar-se frequente se for bem recepcionada e se receber um banquete a cada vez que chegar na casa de alguém. Então, ao invés de ofertar aquele sorvete cremoso, oferte, no máximo, um copo com água natural. Evite dar ouvido ao que ela tem a dizer, geralmente não vale a pena. Contudo, há dias em que, talvez, ela mereça ser olhada nos olhos. Em determinados momentos, não convém ignorá-la, pois pode ser que ela esteja trazendo um comunicado muito importante, algo de relevância, que mereça uma intervenção e um cuidado especial.

Então, cabe-nos diante desse sentimento tão assolador, o exercício de uma percepção cada vez mais apurada. Precisamos saber exatamente quando dar atenção a ele e quando devemos simplesmente ignorá-lo. Por vezes, ele merece um acolhimento todo especial. Mas há momentos em que ele chega apenas para tentar tumultuar onde reina a paz. Então, cabe-nos esse olhar atento para dar, a cada um, a atenção ou a indiferença que merecer.

Imagem de capa: Mark Nazh/shutterstock

A chave da sua felicidade está com você

A chave da sua felicidade está com você

E muito embora você possa não saber como lidar com esta informação, eu preciso lhe dizer. E depois disso, espero que pare de ficar por aí se iludindo, se entregando a felicidades falsificadas.

Pare de resistências, de reticências, de desistir de procurá-la porque não sabe onde ela foi se esconder.

Engana-se quem pensa que a felicidade é algo difícil de encontrar. É que a maioria das pessoas ainda não entendeu onde ela está guardada.

Mas como abrir as portas, se não se sabe nem mesmo onde procurar?

Às vezes ela se exibe mal disfarçada de gestos simples e de boa-vontade. Às vezes ela passeia onde ficam guardados o por favor, o obrigado e o com licença. Onde estão as mãos dadas e as risadas gostosas, é onde ela mais se diverte.

Não que a felicidade não esteja à vista. É que quase sempre os olhos estão fechados para este tipo de busca. Os relógios inquietos, com seus ponteiros apressados, não têm paciência para o esconde-esconde que a felicidade gosta de fazer. Ela vive à espreita de horas bem aproveitadas, onde o prazer de viver é tecido fio-a-fio, minuto a minuto.

Os pensamentos negativos e os pés apertados nada sabem sobre o paradeiro dela. Ao contrário das longas conversas, realizadas sob o fim de tarde. As primeiras gotas de chuva sempre sabem, na primeira infância não se tem dúvida, os enamorados juram que jamais se separarão dela. Eles já sabem que a felicidade não quer tanto assim, ficar escondida. Sabem que ela quer se revelar, devagar e por inteiro, pra completar a alma, trazer a calma, pra dissolver os mal-entendidos da vida.

Não fique rodando por aí, procurando com quem está a sua chave, nem tente descobrir um mapa que te leve até lá. Sua chave não foi perdida, a felicidade está ao seu alcance e ninguém a encontrará por você. Esta missão te pertence.

Não ande por aí com seus fardos de inquietudes, perguntando onde foi que ela se meteu. Ela gosta de silêncios, mais de respostas do que de perguntas, de menos cobranças, de mais plenitude.

Ela está onde sempre esteve. Onde mais estaria, se ela é toda sua? A felicidade está bem aí, guardada no seu peito. A chave está com você. Sempre esteve e sempre estará. Procure-a nas coisas mais simples da vida, com paciência e olhar atento. Se entregue e seja feliz!

A felicidade está doida pra te mostrar as caras, mas tem um detalhe: As portas são destrancadas de dentro pra fora.

Imagem de capa: My Good Images/shutterstock

A todas as mulheres com mais de 60 anos

A todas as mulheres com mais de 60 anos

Era o dia do seu aniversário e aquela mulher, alta, de cabelos grisalhos, pergunta-se assombrada: 63 anos?

Repete baixinho e pausadamente para acreditar.

Esforça-se para manter a calma, respira profundamente…

O inquilino, inconveniente que reside em seu sótão grita:

–Onde você esteve em todo esse tempo, minha cara senhora?

Na defensiva e buscando pelo humor que tardava a chegar, responde:

— Vivendo e andando como a centopeia que não olha os pés para não cair!

Instantaneamente, seu olhar curioso passa em revista todo o seu corpo, como se fosse um general conferindo a cavalaria. A pele revela sem pudor a sua idade, no entanto, quando os olhos dirigem-se à sua face, o sorriso desmente.

Ah! Não tem dúvidas: aprecia a mulher que é.

Em hipótese alguma deseja voltar a ser aquela adolescente com sardas e pisando em ovos junto aos seus amigos de escola.

Agora, move-se com liberdade e autenticidade! Quando tropeça em dificuldades, não mais se esconde, nem inventa desculpas, simplesmente, admite o erro, aceita que a ficha demora a cair e dá gostosas gargalhadas.

Saboreia cada dia que ganha com gratidão e com uma gula imensa!

Gula de viagens, de netos, dos almoços com os filhos, dos chás com suas amigas, das aulas de dança e canto, das horas consigo mesma e, é claro, das guloseimas que, por muito tempo, se privou para acompanhar os padrões de beleza.

Suas juntas doem ao levantar-se ou ao abaixar-se, no entanto as janelas de sua alma não estão enferrujadas; abrem-se com facilidade para o jardim interno e lá vislumbra brotos que esperam por suas mãos para desabrocharem.

Não há mentiras, nem autoengano. Sabe que o tempo é exímio em sua função, porém, também sabe que é uma exímia jardineira de ilusões…

Ainda há muito que realizar… Lixos emocionais que devem ser reciclados, tarefas inacabadas e horizontes a serem desvendados…

Está ciente de que é chegada a hora da colheita e, por nada neste mundo, deixará de encher seus bolsos com os frutos cultivados.

Assovia, rodopia, dá três pulinhos, pedindo a São Longuinho não deixá-la perder a chave do assombro e do encantamento pelo mundo.

Veste-se de azul, abre os braços para o Céu e grita feliz: “Senhor, eu estou aqui!”

Imagem de capa: Dubova/shutterstock

Amor de verdade melhora a gente. Se piora as coisas é alarme falso.

Amor de verdade melhora a gente. Se piora as coisas é alarme falso.

Então tá combinado. Fica assim. O amor só é verdadeiro quando nos faz pessoas melhores. Toda disposição contrária é um mero e vulgar alarme falso.

A gente ama quando se pega torcendo pelo bem do outro, dos outros, de todo mundo. Ama quando sente um gosto grandioso pela vida. Quando perde o medo, quando toda dúvida e insegurança fogem apavorados do nosso desejo impetuoso de melhorar, de fazer o que é certo, reproduzir e espalhar sentimento bom, fazer por merecer.

Sentir amor dá na gente uma alegria incontrolável, criadora, construtiva. Vontade de fazer trabalho voluntário, aprender outro idioma, reencontrar velhos amigos, pedir perdão a alguém, dispensar a mágoa no latão de lixo. Melhorar a vida.

Se o nosso amor será retribuído, não importa. Amor não é moeda. Quem ama no duro está nem aí se vai ser correspondido ou vai ficar no vácuo. Toda alma tomada de amor verdadeiro evolui e deixa o ser amado livre para ficar a seu lado ou ir embora. Amar é compreender que a dor da rejeição não é a dor do amor. É a dor da rejeição. Ferida que só cura com amor próprio na veia, em doses para elefante.

Quem ama mesmo não perde um só segundo remoendo mesquinharia, fazendo cobrança, esperando sentado. Quem ama toca a vida em frente e quem quiser que o acompanhe. Uma hora virá alguém do jeitinho que deve ser e tudo há de fluir como Deus quer. Em franco e sublime exercício de amor.

Sentimento divino que só melhora a gente, refina nossos gestos, equilibra nossos passos, aprimora nosso jeito de estar no mundo, o amor é tudo o que ilumina o caminho. Amor de verdade liberta e enriquece. O resto é engano, sentimento de posse, patacoada egoísta, dramalhão interesseiro. Alarme falso. Fujamos disso e sigamos em frente. Você e eu temos muito mais o que fazer e amar nesta vida.

Imagem de capa:  wavebreakmedia/shutterstock

Pelo direito de descaber 

Pelo direito de descaber 
 

20 programas de rádio de 7-10 minutos para repensar o seu comportamento

20 programas de rádio de 7-10 minutos para repensar o seu comportamento

O comportamento e as relações humanas permeiam cada segundo de nossas vidas.

Pensando em maneiras de levar uma vida mais leve e refletir sobre aspectos que acontecem conosco no dia a dia, foi criado o programa de rádio CONTI outra, apresentado pela psicóloga e blogueira Josie Conti.

De segunda a sexta-feira, às 10h da manhã, vai ao ar o programa CONTI outra, na rádio 94.7 FM de Socorro.

De maneira leve e descontraída, a profissional fala de conceitos importantes da psicologia, mas agora aplicados a rotina do ouvinte que consegue compreender a temática e se imaginar dentro das situações e exemplos.

Os programas podem ser ouvidos na região de Socorro, interior de SP, ou pelo site www.radiosocorro.com.br (área da FM)

Abaixo, seguem os links dos arquivos 20 primeiros programas já exibidos e as datas da exibição. Se preferir, você também pode ouvir os programas pelo Youtube .

06-11-2017 Apresentação e abordagem inicial a temática do comportamento humano

07-11-2017 Por que nos decepcionamos tanto com algumas pessoas?

08-11-2017 Relacionamentos Tóxicos

09-11-2017 Como reconhecer falta de caráter

10-11-2017 Quem puxa o tapete pensa que atrapalha, mas no fim ajuda

13-11-2017 Por que nós devemos perdoar até quem não merece?

14-11-2017 Por que não devemos resolver os problemas dos outros?

15-11-2017 Por que amizades acabam?

16-11-2017 Saiba mais sobre Assédio Moral no Trabalho.

17-11-2017 A diferença entre Motivação e Disciplina e porque precisamos dos dois

20-11- 2017 Se você não decide o que quer, o outro decide por você

21-11-2017 Escolha suas brigas. Nem sempre vale a pena lutar

22-11-2017 Pessoas teimosas, como lidar

23-11-2017 Arrogantes são ingênuos. Entenda.

24-11-2017 A verdade sobre a multitarefa

27-11-2017  A diferença entre sinceridade e sincericídio

28-11-2017 Provo que preconceito tem cura

29-11-2017 Dicas para lidar com pessoas que têm depressão

30-11-2017 A diferença entre solidão e solitude

01-12-2017  Não se acostume com o que lhe faz mal

Como evitar que a depressão se instale em minha vida?

Como evitar que a depressão se instale em minha vida?

A depressão é a doença que mais incapacita pessoas no mundo, e o número de diagnósticos não para de crescer. Interferindo no funcionamento geral do indivíduo, produz intenso sofrimento e aumenta o risco de morte devido ao suicídio e também a outras doenças (como problemas cardíacos, diabetes e até mesmo o câncer – por causa, em especial, da baixa adesão aos tratamentos).

Não existe ninguém blindado à depressão. Ela pode acometer qualquer pessoa durante qualquer estágio da vida, fato que torna importante conhecer o modo como a doença surge e se instala – para que, a partir daí, possamos freá-la logo nos primeiros sinais.

Em resumo, a depressão ocorre em decorrência de uma predisposição genética que é despertada perante circunstâncias da vida em que o melhor que o indivíduo consegue fazer não é o suficiente para livrá-lo do sofrimento ou levá-lo àquilo que deseja. Após ativada, ela causa diversos efeitos no organismo. Um dos mais relevantes, quando o assunto é a instalação da doença, refere-se à forma como a depressão altera nossas percepções do mundo.

Existem inúmeros estímulos à nossa volta, fato que torna necessário filtrar somente parte deles – do contrário seria impossível viver. Dentre todos esses, nossos órgãos do sentido captam alguns específicos que fazem parte de padrões restritos que vão sendo definidos durante nossa vida. Na depressão, nossos sentidos ficam incapazes (literalmente) de perceber quaisquer possibilidades de voltar a experimentar prazer e ter uma vida feliz; pelo contrário, só é possível ouvir e enxergar circunstâncias que confirmem o quão somos incompetentes, indignos de sermos amados e, por fim, um peso na vida dos outros.

Observando tais informações, tive a seguinte ideia: se o que mantém a depressão é a impossibilidade de enxergar circunstâncias nas quais o indivíduo possa voltar a encontrar o prazer em viver e, com isto, afunda-se cada vez mais em seu sofrimento, podemos agir antes de a depressão surgir. Daí nasceu a ideia da lista preventiva.

Em seus dias habituais, você muito provavelmente experimente boas emoções uma vez ou outra. Elas podem surgir ao encontrar alguém, ouvir determinada música, comer algo em especial e assim por diante. A ideia é simples: anote cada uma dessas coisas, da maneira mais específica possível, sempre que ocorrerem e guarde esses registros!

Agora vamos recapitular: se a depressão apaga as luzes, impedindo-nos de enxergar o caminho que nos levaria de volta à vida, a referida lista servirá como uma bela lamparina que, em meio à escuridão, nos permitirá rapidamente encontrar a porta de saída!

E como é que, na prática, utilizo isso tudo? É mais simples do que parece! Veja tudo que anotou e, em dias sombrios, pergunte para si: “qual dessas coisas é mais provável que eu consiga fazer durante pelo menos poucos minutos amanhã? ”. Feito isto, basta realizar a tarefa listada. Colocar-se novamente em movimento e voltar a experimentar boas emoções é uma ação que tem um poder muito maior do que você imagina.

E então, está pronto para criar a sua lista preventiva?

Imagem de capa: Julza/shutterstock

“Fechei os olhos e pedi um favor ao vento: leve tudo que for desnecessário. Ando cansada de bagagens pesadas…”

“Fechei os olhos e pedi um favor ao vento: leve tudo que for desnecessário. Ando cansada de bagagens pesadas…”

Ontem fui à cabeleireira e retoquei as luzes que venho fazendo há algum tempo. Ao chegar em casa, ainda me adaptando à nova imagem refletida no espelho, comentei com meu marido sobre o significado dessa mudança. Muito mais do que disfarçar os fios brancos que aumentam ano a ano, a alteração na aparência reflete um processo interno que venho passando, e dá boas-vindas a um tempo de menos enganos e mais certezas; de menos inseguranças e mais amor próprio; de menos mimimi e mais hahaha.

Às vezes a gente se engana. Perde tempo e energia travando batalhas intermináveis com os traumas do passado, com as rejeições que sofremos, com as decepções que tivemos. E não percebemos que uma vida bem vivida é feita de peças que têm encaixe, ao lado de pessoas que nos querem bem, experimentando sensações que nos deixam em paz.

Se uma peça não está se encaixando, não devemos forçar o encaixe. Isso causa um desgaste enorme, diminui a fé que temos em nós mesmos, nos submete a uma situação embaraçosa e desnecessária. É como ser tamanho 40 e querer entrar num jeans 34. Você não precisa disso, esse não é o último jeans da face da Terra, e definitivamente é constrangedor demais desejar algo que não te serve. Quanto antes você entender isso, mais cedo irá perceber que às vezes a vida nos frustra de um modo inimaginável, mas antes de insistir naquilo que não nos cabe, é importante que saibamos qual lugar queremos ocupar. Geralmente, as pessoas mais felizes são as que ocupam os melhores lugares em suas próprias vidas.]

Quando decidimos ocupar o melhor lugar em nossa própria vida, aprendemos a recusar qualquer situação que nos diminua, e já não dependemos mais da aprovação alheia para nos sentirmos em paz. As críticas são bem-vindas_ desde que nos estimulem a crescer_ e as inseguranças do passado dão lugar a uma aceitação enorme de nossas incompletudes e um orgulho imenso de nossas conquistas. Aprendemos a nos respeitar e rejeitamos tudo aquilo que nos fere ou subestima.

Precisamos desistir de alguns sonhos, lugares e pessoas se quisermos o melhor para nós mesmos. A vida é feita de ciclos, e a melhor maneira de seguir em frente é com a bagagem leve, fácil de carregar. Preste atenção ao que você deseja daqui pra frente. Preste atenção às pessoas que você realmente quer ao seu lado. E, sem um pingo de culpa, se livre de pesos desnecessários.

Hoje quero que o vento bagunce meu cabelo e me ensine a ser leve. Que eu aprenda a suportar o tempo finito de cada coisa e entenda a partida de tudo que não é eterno. Que o vento me ensine a deitar no colo do Pai e deixar que Ele tome conta. Que eu tenha paz. Que eu aprenda a fechar meus olhos e confiar. Que eu deixe de querer controlar tudo. Que eu possa esvaziar minha casa, meu guarda roupa, minha agenda e meu espírito daquilo que é excessivo e desnecessário. E que, restaurada por repentina leveza, eu possa ignorar o que não acrescenta e valorizar o que realmente importa…

* A frase título deste texto tem sido erroneamente atribuída à Cora Coralina. Porém, a frase não consta no acervo da autora, e é de autor desconhecido (informação obtida no site “Pensador”)

Imagem de capa: Masson / Shutterstock

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As pessoas que dizem que estou sumido nunca me procuram

As pessoas que dizem que estou sumido nunca me procuram

Muitas vezes, não é a falta de tempo que impede as pessoas de procurarem umas às outras e sim as prioridades que elas colocam à frente das amizades. Desse modo é que os encontros sinceros vão sendo relegados a segundo, terceiro, últimos planos.

É muito difícil sabermos com exatidão o quanto estamos fazendo falta na vida de alguém. Os dias andam por demais corridos e nos sobra pouco tempo para procurarmos pelas pessoas que não vemos há tempos, uma vez que, quando saímos do trabalho, ainda temos um monte de responsabilidades com que lidar. Termos essa consciência também nos ajuda a enfrentar o distanciamento de pessoas que não nos procuram.

Amizades verdadeiras resistem ao tempo e à distância, pois o carinho fica sempre ali dentro de nós. Todos nós temos amigos que, quando encontramos, mesmo depois de anos, parece que foi ontem. Laços verdadeiros não se desfazem por qualquer coisa, no entanto, muitas vezes, dói a ausência demorada de quem nos é especial. Gente querida faz muita falta, porque são artigos raros, artigos de luxo.

Mesmo assim, as pessoas acabam se acomodando e priorizando outras coisas que não as amizades. Muitas vezes, não é a falta de tempo que impede as pessoas de procurarem umas às outras e sim as prioridades que elas colocam à frente das amizades. Há quem valorize relacionamentos que ofereçam mais popularidade, ou que possam trazer alguma vantagem material. E, assim, os encontros sinceros vão sendo relegados a segundo, terceiro, últimos planos.

O pior é que, às vezes, quando encontramos, por acaso, alguém que não víamos há tempos, a não ser nas fotos pelas redes sociais junto a novas amizades, ainda temos que ouvi-lo dizendo, com exclamação, que estamos sumidos. Sim, lógico, simplesmente porque é ele que não nos chama nunca para acompanhá-lo nos passeios que faz. As pessoas raramente admitem que suas prioridades sejam outras. Todo mundo tem o direito de andar com quem quiser, o que irrita é se fazer de desentendido.

Teremos que aprender a lidar com o fato de que nem todo mundo de quem gostamos sentirá o mesmo por nós, ou seja, não seremos correspondidos todas as vezes, nem na amizade, nem no amor. Da mesma forma, os interesses pessoais são mais fortes, para algumas pessoas, do que os sentimentos alheios. Mas tudo bem, mantenhamos, nós, o apreço e a convivência com quem de fato merece o nosso melhor. O resto, deixemos pra lá, bem longe, onde deve mesmo ficar. Sigamos!

Imagem de capa: Roman Samborskyi/shutterstock

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