Uma criança que lê será um adulto que pensa

Uma criança que lê será um adulto que pensa

Fomentar a leitura em qualquer idade sempre é sinônimo de enriquecimento, mas incentivar esse hábito entre os mais jovens da sociedade é uma garantia total de um futuro melhor. Uma criança que lê irá se convertendo em um adulto com ideias próprias e uma mentalidade firme, capaz de questionar o que a cerca e de compreender mais facilmente seu lugar no mundo.

Uma criança que lê será um adulto que pensa, porque não há um domínio maior do conhecimento do que aquele que nos oferecem os livros. Quando lemos nos nutrimos de imaginação e raciocínio que os outros depositaram em folhas em branco, e somos mais receptores quando nos abrimos: as crianças, sem preconceitos, são capazes de ler com toda a sua gama de emoções depositadas na leitura.

Uma criança que lê será livre para sempre

Ler nos ajuda a pensar e pensar nos liberta, assim, se seu filho gosta de passar o tempo lendo histórias, é melhor que continue agindo assim. Na verdade, essa será a forma mais eficaz que ele terá para enxergar uma variedade de situações, opiniões e de condutas que a vida oferece: com certeza isso ajudará a formar a tolerância da criança e ela ganhará em respeito e solidariedade.

 

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Evgeny Atamanenko/shutterstock

Em muitas ocasiões, como adultos, aquilo que era desconhecido em nosso pequeno mundo habitual nos surpreendia ou, inclusive, incomodava. Essas sensações provêm sobretudo de querer acreditar que o seu é o válido e o do outro não pode ser, pensamento que deriva sobretudo da ignorância.

Ler é como viajar em todos os seus sentidos e nos ajuda a abrir a mente: uma criança que lê descobrirá outras culturas, outros modos de vida, outros costumes diferentes dos seus e saberá, muito antes do que aquele que não lê, que existem outras coisas além do olhar cotidiano. Ter consciência disso fará com que ela se torne um adulto que escapará de juízos de valor gratuitos e se sentirá menos preso aos interesses de outras pessoas.

O refúgio contra as misérias da vida

Por sorte ou por azar, o mundo administra os que acreditam ser normais, mas dá vida plena a aqueles que acreditam ser loucos. Já dizia Dom Quixote: ele lia e lia até que encontrou a forma de viver baseado em suas crenças e ilusões que o permitia ser feliz, enquanto ao seu redor continuava sujeito a uma realidade convencional que julgava a sua maneira de viver.

Os “loucos” que leem são capazes de encontrar o refúgio das misérias da vida enquanto os que não o fazem vivem nelas sem sequer estarem conscientes disso. Por isso, é preciso deixar uma criança chorar e rir ao ler um livro, é necessário permitir-lhe se apaixonar por uma história e apoiá-la se ela decidir entrar com tudo nesse campo da imaginação que está ao alcance de qualquer um.

Por outro lado, ao se deparar mesmo com um texto pequeno, ela se surpreenderá com o que encontra e é provável que sofra mais com o que absorve, uma vez que será para ela como uma entidade estranha que quer mudar o seu conformismo. Unamuno empregou as palavras corretas ao pedir que as crianças cresçam lendo porque dessa maneira serão adultos menos vulneráveis, menos indefesos e mais humanos.


Leitura: a fábrica da imaginação

Existem várias atividades que ajudam a desenvolver e melhorar a imaginação independentemente de quantos anos nós tenhamos, incluindo uma das mais bonitas que é a leitura: uma fábrica inteira onde é forjada e recolhida toda criatividade dos seres humanos.

Uma criança que lê será uma criança que pensa, afirmou algum pensador genial, e ele não estava enganado. Ler é brincadeira, é entretenimento, é construir sonhos, é refletir, é um estado de ânimo, é isolamento e companhia, é prazer. Ler brinda lembranças que foram cumpridas e outras que cumpriremos, e move as incertezas mais internas para nos aproximarmos delas.

Fonte Texto: A Mente é Maravilhosa

Imagem de capa: conrado/shutterstock

“Ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”

“Ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”

Dia desses acordei repetindo um trecho de uma das mais poderosas frases do psiquiatra Carl Jung, e fui procurar a frase completa na internet. Desde então, tenho me reconectado com seu sentido, tentando absorver sua essência e trazendo seu ensinamento para todos os setores da minha vida. A frase diz: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”.

Como eu disse, o sentido dessa frase pode ser aplicado a inúmeros setores da minha e da sua vida. Trabalhando como dentista no SUS, tenho que ter consciência que, além de toda técnica e conhecimento que tenho, além de toda responsabilidade e cumprimento de protocolos, além de todo profissionalismo e senso de dever, sou uma alma humana tocando outra alma humana. E isso tem que ser maior que qualquer regra, filosofia, teoria, intenção ou sabedoria. Naquele momento, alguém cuida de alguém, mas acima de tudo tem que prevalecer a igualdade e a empatia. A compreensão e a sintonia. A humildade e muita humanidade.

Porém, de vez em quando estamos do lado oposto. Temos a tendência de imaginar que o outro é bem maior que nós, bem mais sucedido, bem mais feliz… só porque aparenta ter a vida mais cheia de filtros no Instagram, mais abarrotada de conhecimento e conquistas, mais repleta de afetos e possibilidades, mais adequada e notável. O que ninguém nos conta é que todos nós estamos nus. Cada um de nós tenta, dia a dia, sobreviver às próprias batalhas, encontrar sentido, vencer as próprias prisões, superar os próprios obstáculos, afugentar as dores e tentar viver o presente da melhor maneira possível. Cada um de nós tenta se vestir, camuflar ou fantasiar da melhor maneira que pode, sem imaginar que somente se despindo estará mais próximo do que é de fato, e muito mais perto de Deus.

Você tem que entender que não é preciso impressionar ninguém. Tem que entender que quando tenta convencer alguém sobre sua felicidade, seus dons ou qualidades, está se afastando de quem é de fato. Está dando asas à vaidade, ao ego, e não à sua felicidade. É preciso aprender a ser simples. Aprender que nessa vida não há deuses, nem superpoderosos, nem donos da verdade e muito menos gente isenta de defeitos. E que se alguém se apresenta dessa maneira, com arrogância, superioridade e prepotência, não cabe a você tentar fazer o mesmo para se igualar. Saiba que, assim como você, ele é “apenas” outra alma humana. Ao desconstruir esse mito, passamos a enxergar todos, sem exceção, como nossos semelhantes. E assim respiramos aliviados, pois descobrimos que ninguém é muita areia para o caminhão de ninguém.

Um relacionamento bem-sucedido requer mais do que beijos e declarações de amor. Requer entrega, e ao se entregar de verdade, você se torna um pouco vulnerável também. Porque no fim das contas, você estará nu, não somente por fora, mas (e talvez essa seja a parte mais difícil) por dentro também.

Para ter um relacionamento de verdade, você precisará se despir dos medos, inseguranças e travas internas e assumir os riscos de ser quem é, com tudo de bom e ruim que existe por trás da sua necessidade de ser aceito e ser amado.

Para ter um relacionamento de verdade, você precisará se despir da necessidade de comparar a sua vida com a dos outros, e do constrangimento de não ter todos os seus ideais alcançados. Precisará assumir que também fica triste, que dá preguiça ir à ginástica todos os dias, que chora em cerimonias de casamento, que não tem paciência para discutir a relação, e que se sente sozinho a maior parte do tempo.

Para ter um relacionamento de verdade, você precisará se despir dos filtros e se despedir da necessidade de aprovação a todo custo. Terá que entender que é somente uma alma humana, e como tal não carrega passaporte, diplomas ou medalhas. Terá que baixar a guarda, simplificar a aparência, ampliar o sorriso e abrir o coração. Só assim atrairá a “pessoa certa”, pois como já foi dito por alguém, “semelhante atrai semelhante”. E no final, você se sentirá recompensado, não somente pelos beijos, química e risadas, mas pela possibilidade de estar com alguém que conhece _ e aceita _ sua alma nua…

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Sobre discussões e polêmicas- Flávio Gikovate

Sobre discussões e polêmicas- Flávio Gikovate

“Um aspecto triste das discussões e polêmicas é que as divergências de opinião são tratadas com rancor, como se se tratasse de ofensa pessoal.

Debater é uma coisa e polemizar é outra. Nos debates existe o real anseio de avançar na direção de um saber mais complexo, mais sofisticado.

Ouvir o outro com isenção significa não se defender de seus pontos de vista, não tentar, enquanto escuta, buscar argumentos contra os dele.

Muitos defendem suas ideias como se fossem uma parte deles; não entendem que elas, um dia, terão o mesmo destino: irão se tornar obsoletas!

Sempre me lembro de uma frase de Platão, que dizia que “nunca deveríamos morrer por nossas ideias posto que elas podem não ser verdadeiras”.

Todas as nossas ideias devem ser tratadas como transitórias: deveríamos estar dispostos a trocá-las por outras melhores a qualquer momento.

Quem busca se aproximar da verdade com honestidade intelectual abre mão de suas ideias quando novos fatos mostram que elas não valem mais.

Pensando com mais rigor, polemizar para ganhar a discussão ou para o bem da carreira e da vaidade é algo que não interessa às pessoas do bem.

Afora os debates sinceros, quase todas as polêmicas me parecem desnecessárias. O tempo é que irá separar o saber que é útil do que é fútil.”

Flávio Gikovate

Imagem de capa: pathdoc/shutterstock

É preciso enxergar o lado positivo das coisas!

É preciso enxergar o lado positivo das coisas!

Enxergar o lado positivo da coisa quando algo não sai conforme o planejado, acaba sendo uma tarefa difícil, uma vez que saímos frustrados, e como consequência, ficamos cegos para visualizar as vantagens diante de tais fatos, entretanto, para cada acontecido, existe uma razão. Nada acontece por acaso. Tudo tem um porquê. No momento em que a vida nos fecha uma porta, ficamos decepcionados, e até chegamos a nos questionar. Queremos saber a qualquer custo onde foi que nós erramos. Tentamos encontrar possíveis falhas, e diante de tamanha decepção, não conseguimos encontrar um norte.

Calma, é aos poucos que a vida vai se ajeitando.

Se algum plano não saiu da forma como planejava, não quer dizer que sempre será assim. Uma hora as coisas vão acontecer, e você vai entender o porque delas não terem acontecido antes. Quando você menos esperar, seus projetos serão concretizados, e você agradecerá ao dono do universo pelo caminho percorrido.

Você notará que durante o trajeto, aprendeu lições grandiosas que farão de você um ser humano melhor.

Sabe aquele emprego que você tanto queria, mas não conseguiu? Espera. Virá um melhor. Sabe aquela pessoa que você achou que seria o amor se sua vida, mas acabou decepcionando-se? Alguém agradecerá em ter você por perto. Sabe aquele carro que tanto queria, porém, notou que precisa juntar mais dinheiro para compra-lo? Calma. Você vai conseguir. Continue guardando suas economias.

Funciona desta forma com qualquer objetivo.

É preciso enxergar o lado positivo das coisas. Tenha em mente que certas coisas não acontecem no momento em que queremos, porque sempre virá algo melhor.

Mantenha-se firme diante das dificuldades. Elas fazem parte do processo, no entanto, jamais deixe de acreditar que tudo é possível quando se tem fé.

Imagem de capa: Max4e Photo/shutterstock

“A difícil tarefa de ter que se livrar do que dá enorme prazer”- Flávio Gikovate

“A difícil tarefa de ter que se livrar do que dá enorme prazer”- Flávio Gikovate

“Falta muito para que possamos dizer que conhecemos os detalhes do funcionamento do psiquismo humano. O que é fato é que uma boa parte das nossas ações parecem governadas por um “piloto automático”: em muitos casos, agimos de forma automática; e reagimos a determinadas situações sem que necessitemos pensar acerca do que fazer.

Os movimentos que fazemos ao dirigir o carro são todos sincronizados e não exigem reflexão, assim como as reações que temos diante de um problema inesperado no meio do percurso que estamos realizando. Muitas vezes só nos conscientizamos de algo depois do ocorrido, como se, diante do susto, o piloto automático tivesse se desligado! Fazemos o mesmo ao escovar os dentes, ao nos movimentarmos durante o banho, nos enxugarmos, assim como em tantas outras condições que se repetem com regularidade em nossas vidas.

Hábitos são comportamentos repetitivos e fixos

Chamamos de hábitos aos comportamentos, não inatos, que se tornam repetitivos e fixos. Ao que tudo indica, eles se consolidam na nossa memória, criando um caminho sólido no sistema nervoso, de modo que, em cada dada situação, respondemos do modo que foi padronizado.

Uma vez criado um hábito, que é um tipo de reflexo condicionado que se estabelece em função das repetições, fica muito difícil desfazê-lo. Temos facilidade para associar (condicionar) e enorme dificuldade para dissociar, desfazer essas conexões cerebrais que se fixam com vigor.

Se um dia nos habituamos a comer depressa, temos enorme dificuldade de reaprender e passar a comer mais devagar, mastigando bem os alimentos. Se um dia nos habituamos a cruzar as pernas ao sentar, o movimento nos chega automaticamente mesmo quando já sabemos da necessidade de nos livrarmos dele por força de algum problema de postura. Precisamos de atenção redobrada, de enorme empenho constante e prolongado, para conseguirmos nos livrar de nossos condicionamentos.

Compulsões são hábitos inconvenientes, nocivos

As compulsões correspondem a hábitos específicos que se perpetuam apesar de terem um caráter frequentemente inconveniente ou mesmo nocivo. São exemplos de compulsões o ato de roer as unhas, os variados tipos de automutilação, como por exemplo se ferir com as próprias unhas, assim como os transtornos obsessivo-compulsivos (TOC).

O que os caracteriza, a meu ver, é uma propriedade muitas vezes difícil de ser detectada, qual seja, a de que provocam uma redução de ansiedade: se alguém está muito nervoso e desenvolveu a compulsão de roer as unhas, será nessa hora que o fará, posto que isso provocará uma melhora do estado emocional. Em uma frase: as compulsões provocam um tipo especial de prazer, chamado por Schopenhauer de “prazer negativo”, que se caracteriza pela existência de um desconforto inicial que se atenua através da realização do ato compulsivo; ele provoca um tipo de prazer parecido com o que nós sentimos quando, com frio, nos agasalhamos, com sede, bebemos água…

Os Transtornos Obsessivos Compulsivos que aliviam a ansiedade

Os rituais repetitivos do portador de TOC aliviam uma ansiedade que só se esvai por esse meio. A compulsão por arrancar os cabelos (tricotilomania) só se perpetua por ter se transformado em “remédio” para a ansiedade que acompanha aquela pessoa em determinadas situações.

As compulsões alimentares ligadas à ingestão exagerada de comida (ou de certos doces) seguem o mesmo trajeto: apazigua a sensação de desamparo que nos maltrata em determinados momentos do dia ou da semana. Aquelas ligadas à recusa em se alimentar (anorexia) parecem relacionadas inicialmente ao prazer de se ver magra, que depois se transforma em algo mais complicado, onde o ato de comer aparece como a quebra de um ritual que alivia certas tensões, além de fazer bem à vaidade. As compulsões alimentares são mais complexas porque, além do alívio da sensação dolorosa de desamparo, trazem consigo também um “prazer positivo”, sensação agradável que não depende da presença de um desconforto prévio.

A quase impossível tarefa de ter de se livrar do que dá enorme prazer

O doce ou o chocolate são experiências agradáveis mesmo na ausência de qualquer desconforto! Esse tipo de compulsão já tem um pé naquilo que se chama de vício. O vício costuma estar ligado a um fortalecimento ainda maior das conexões neuronais típicas dos hábitos, pois, no cérebro, se estabelecem outros trajetos típicos da dependência química.

Desnecessário dizer das dificuldades das pessoas para se livrar deles, posto que, ao menos numa primeira fase, provocam enorme prazer, sendo que os efeitos nocivos só costumam aparecer depois de muito tempo. Nem todos os vícios implicam dependência química, porém todos têm a ver com a presença de um prazer positivo, um bem-estar inicial: consumismo desvairado, excesso de trabalho…É preciso cautela, pois não é difícil nos vermos enredados em algumas dessas situações. E, para sairmos, necessitamos, na maior parte das vezes, de um esforço hercúleo e de muita determinação.”

Flávio Gikovate- site oficial

Imagem de capa: Syda Productions/shutterstock

“Homem não teme mulher independente, mas teme mulher autônoma.”

“Homem não teme mulher independente, mas teme mulher autônoma.”

Por Regina Navarro Lins

“A mulher, durante séculos, foi sustentada pelo pai ou marido, a quem devia obediência. Afinal, não lhe era permitido ter instrução e foi sempre considerada incompetente e incapaz. A partir dos anos 1960, a mulher começou a se libertar dessa submissão, adquirindo novo status.

Atualmente, muitas dessas mulheres ganham seu próprio dinheiro — às vezes mais que seus maridos ou amigos —, compram o que desejam, viajam para onde querem, escolhem onde morar e, o melhor de tudo, não têm que prestar contas dos seus gastos a ninguém.

A mulher independente é invejada pelas mulheres que, por mais que trabalhem, não garantem seu próprio sustento.

Entretanto, a maioria das pessoas que respondeu à enquete da semana acredita que uma mulher independente assusta o homem. Há quem diga que, além de não estar preparado para abrir mão da superioridade que o papel de provedor lhe confere, poderia se sentir desvalorizado caso a parceira ganhasse mais do que ele.

Mas na realidade não é isso o que acontece. O homem não teme a mulher que tem uma profissão e ganha bastante dinheiro. Muitos temem, sim, a mulher autônoma.

Ser uma mulher independente ou uma mulher autônoma não é a mesma coisa. Mas existe uma confusão a respeito disso.

O que é, afinal, uma mulher autônoma?

Em primeiro lugar, ela olha com novos olhos para o mundo, o amor, o homem, a mulher, sem estar presa aos padrões de comportamento que tanto limitam as pessoas.

Tem coragem de ser ela mesma na sua totalidade, e não renuncia a partes do seu eu tentando corresponder ao que dela se espera. Se sente livre para expressar todos os aspectos de sua personalidade, mesmo os considerados masculinos pela nossa cultura, como força, decisão, ousadia.

Na relação amorosa, não se preocupa em se submeter às exigências sociais do que é aceito ou não para uma mulher, tais como: mulher não deve tomar a inciativa, mulher não pode mostrar que gosta de sexo, mesmo com muito desejo mulher não pode transar no primeiro encontro, mulher precisa ter um homem ao lado para ser valorizada, etc…

A questão é que autonomia não é fácil de ser alcançada. São anos e anos de condicionamento, em que vamos assimilando os valores do lugar em que vivemos, como se fosse nosso idioma natal. Mas hoje, cada vez mais mulheres questionam a suposição da nossa cultura de que a verdadeira felicidade se equipara a estar envolvida com um homem.

Isso já é um bom sinal. Ter ou não um homem ao lado está aos poucos deixando de ser a questão básica da vida. Porém, ainda são poucas as pessoas que realmente buscam autonomia.

É evidente que sem independência financeira não existe autonomia. Mas não basta. Existem mulheres totalmente independentes sem autonomia alguma. Muitas alcançam sucesso profissional, se tornam brilhantes executivas e, no entanto, vivem sonhando em encontrar o príncipe encantado, com a ilusão de que só assim a vida terá sentido.”

Imagem de capa: Mayer George/shutterstock

E se agora for diferente?

E se agora for diferente?

Custei a aceitar que não tinha poder sobre o destino e a entender  que amor não cumpre prazos, não respeita tempo, nem aceita ordens. Demorei anos para acreditar  que o amor é soberano e que as coisas mais importantes da vida não seguem agenda planejada. Descobri, das mais duras formas, que “final feliz” acontece quando engolimos o orgulho e que, a saudade, sempre mostra para que veio.

Orgulho dentro da língua portuguesa possui dois sentidos totalmente contrários um do outro: um faz referência à dignidade e ao respeito, enquanto o outro ao estado emocional desequilibrado que compromete toda uma imagem social. E é, no limite dessas definições, que o sentimento torna-se defensor ou agressor da alma humana.

Nos relacionamentos amorosos, as definições se encaixam com perfeição. Se por um lado o sentimento é capaz de  defender o coração humano, por outro leva-o a desacreditar no amor, provocando fobia de novos relacionamentos e é, exatamente aí, que mora o problema.

Amor não gera medo. As agressões, as traições e a falta de respeito é que fazem isso. Amor tem tempo próprio e acontece quando quiser. A gente pode jurar que “nunca mais” vai ceder, tentar virar a página, fazer uma nova história ou buscar um novo amor. Mas, o destino sabe quando, onde e quem colocar em nossas vidas.

Amor é surpresa. Pode ser que você se apaixone na fila do cinema por uma pessoa que nunca viu ou volte a amar quem, um dia, desapareceu da sua vida. De forma bem objetiva:  o amor acontece quando você menos espera e do jeito que você nunca sonhou.

É preciso acreditar e fazer acontecer. Pode ser que  o “chá de sumiço” tenha sido necessário para avaliar o sentimento e que o “adeus” dito com tanta certeza, tenha virado um “até logo”. E quer saber? Tudo bem. Todos nós temos o direito de errar e aprender com as consequências.

O que não dá é desistir do amor só porque não aconteceu como você gostaria. Não dá para deixar de viver porque o medo te paralisa. É preciso permitir a entrada do novo, mesmo que em forma de antigo.

Já parou para pensar que dessa vez pode ser diferente? Que a dor da saudade gera um novo comportamento e que o medo de perder faz as pessoas tomarem atitudes? (Não, isso não é via de regra e você deve ter cautela nas decisões).

Deixe as bagagens pesadas, a descrença e o medo no passado. Permita-se ser feliz mesmo que tenha dado errado muitas vezes. Permita-se acreditar que, dessa vez, será diferente. Como dizia Mário Quintana em “Canção do dia de sempre”: “Tudo vai recomeçar! E sem nenhuma lembrança das outras vezes perdidas”.

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Cada pessoa tem um tempo na nossa vida

Cada pessoa tem um tempo na nossa vida

Durante muito tempo tive grande dificuldade de entender porque tantas pessoas entram e saem das nossas vidas o tempo todo. Hoje, já mais amadurecido, consigo compreender melhor porque isso acontece.

À princípio, essa reflexão pode parecer banal, mas não é. Ela tem a ver com as mudanças próprias que cada pessoa vivencia.

Quero levar você a refletir junto comigo, levando em consideração um ingrediente fundamental que poucos falam, a PAZ.

Todos nós, na infância, vamos para a escola, e a medida que vamos crescendo, nossos amigos vão mudando, vamos experimentando novas coisas. Porém, existe algo impressionante que, uma vez compreendida, nos faz entender como acontece a dinâmica das amizades durante nosso processo evolutivo.

Sempre, sempre nossos amigos são escolhidos por nós através de processos semiconscientes ou inconscientes. Escolhemos nossos semelhantes, quanto mais semelhantes, mais íntima é a amizade.

Aqui está a principal mensagem que quero lhe transmitir hoje. Nada na vida acontece por acaso, quem entra e quem sai do nosso convívio sempre tem algo a nos ensinar, resta a nós compreender o que é e evoluir durante esse processo.

É interessante notar que precisamos ACEITAR tudo que nos acontece em paz e consciência. O processo para nos tornarmos pessoas mais sábias e espiritualizadas tem uma relação intrínseca com quem nos relacionamos.

Quando buscamos verdadeiramente essa espiritualidade, passamos a compreender com mais lucidez quando é hora de ir, de voltar, de seguir, de ficar…

Isso é bem sutil e um pouco difícil de explicar com palavras, vou citar meu próprio exemplo.

Já frequentei grupos religiosos por um tempo e na minha busca espiritual conclui que o melhor a fazer seria me distanciar. Perdi vários amigos! Foi um processo doloroso no começo, mas depois me trouxe uma paz de espírito impressionante.

Não nego o tempo que fiquei por lá, ele foi necessário para mim. Era lá que deveria estar, mas por um tempo limitado.

Muitas pessoas têm dificuldade de entender quando é o tempo de ir, de ficar, de voltar e de partir. Esse discernimento só nos vem com o tempo e o amadurecimento.

O mesmo aconteceu na minha busca profissional. Quando descobri que minha maior vocação não era com pesquisas em Física, também foi um processo doloroso me distanciar de quase todos que conviviam comigo. Mas foi necessário. E hoje sinto uma paz incrível por saber que lá não é o meu lugar.

A maior lei que existe é a lei da atração. Somos seres espirituais em corpos físicos. Nossa energia pessoal, essa energia que brota do nosso interior sempre nos leva para onde devemos estar e com as pessoas que devemos estar por determinado tempo.

A busca pelo autoconhecimento é fundamental, pois nos enche de paz ao passar pelos processos de transição.

Isso pode ser extremamente útil quando se trata de relacionamentos amorosos. Eu mesmo, terminei relacionamentos que eram necessários para meu processo evolutivo. Há pessoas que já conviveram comigo que tenho uma profunda admiração ou até mesmo amor, porém, elas não podem mais estar no meu convívio pessoal, pelo fato de eu estar seguindo um caminho completamente diferente delas.

Eu desejo que você grave essas palavras: Muitas vezes, a maior prova de amor que podemos dar a uma pessoa é não conviver mais com ela.

Espero que você esteja conseguindo entender. Existem pessoas que passam pelas nossas vidas por um tempo determinado, todavia, depois de um tempo não faz mais nenhum sentido ela continuar em nosso convívio. E isso, ao contrário do que pregam, não é um ato egoísta, é um ato de amor. Um amor nutrido pelo sentimento de liberdade.

Por isso que gosto de dizer que o amor só dura em liberdade, pode durar mesmo uma vida inteira.

Precisamos introjetar no mais profundo da nossa mente que o amor, para ser verdadeiro, muitas vezes não precisa do contato físico da outra. Nós somos espíritos, e é dele que brota o amor, não dos nossos corpos.

Há pessoas que amo profundamente e que nunca mais terão contato direto comigo no dia a dia, mas isso não reduz o amor, na realidade o frutifica. Na presença física, muito provavelmente aconteceria o contrário, a perda desse amor genuíno.

Estou escrevendo esse texto com a certeza que nem todos entenderão. É bastante sutil tudo o que estou descrevendo aqui.

Para terminar. Preciso falar sobre os relacionamentos que duram uma vida inteira, como alguns casamentos e amizades.

Em todos eles, isso só é possível quando há uma decisão por aceitar o outro em sua integridade, com todas as qualidades e defeitos, e estar contente com o resultado, contente não no sentido de felicidade, mas no sentido de contentamento, que significa estar alegre e satisfeito.

Só é possível permanecer ao lado de pessoas por toda uma vida quando há comunhão de valores, um respeito pelas diferenças, quando não há nenhum tipo de julgamento nem imposições de verdades individuais.

Por isso que é tão difícil permanecer a vida inteira ao lado de alguém, mas é possível. É preciso um investimento intenso em si mesmo, para superar os limites próprios e buscar cada vez mais a empatia, que é ver os outros sob a perspectiva deles, sentir o que eles sentem.

Esse é um possível caminho para se conviver a vida inteira. Também não posso dizer que é o único. Certamente existem outros caminhos, que deixo como reflexão pessoal.

Lembre-se sempre. Cada pessoa tem um tempo determinado em nossa vida, e a busca pelo autoconhecimento nos dá essa paz para compreender que se trata de um processo natural e absolutamente necessário para uma vida em harmonia…

Imagem de capa: Kichigin/shutterstock

Pequenas delicadezas do amor

Pequenas delicadezas do amor

“Que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem barômetros etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós.” (Manoel de Barros)

As coisas incomensuráveis habitam as pequenas delicadezas do amor. Estão nas miudezas e nos gestos cotidianos dos quais nem nos damos conta; nos pequenos desejos, na mão pousada sobre ombros descansados, nas pontas dos dedos que deslizam na nuca amada, na pipoca dividida, nos abraços despretensiosos, na pia do banheiro ou nos beijos dados na cozinha vestida de louças de um almoço qualquer.

Estes pequenos gestos e abraços engolem o sexo mais indomado e o presente mais caro. Não que o sexo e o presente mais lindo não sejam bem-vindos, mas as pequenas delicadezas têm um poder incrível de sobreviver ao tempo. Sacanagens são deliciosamente prazerosas, mas a certeza da conversa a qualquer tempo é ainda mais reveladora e prazerosa, é ela quem nos afasta da solidão das multidões, que nos transmite certezas, se é que estas existem, de que as coisas seguem por um caminho quase perfeito.

O riso solto e sem protocolos conseguidos com o aumento da intimidade, sem os quais a gente murcha um pouco, está nestas pequenas delicadezas. São estas miudezas do amor que nos engrandecem e muitas vezes a gente sequer se dá conta disto. O amor é cheio de vocações desconhecidas e conexões profundas e delicadas. Pequenas delicadezas são na verdade a mais profunda forma de amor e que nos é revelada, também, em pequenas coisas.

Há momentos na vida em que ficamos por um triz, temos vontade de chorar, gritar, bater; do mesmo modo temos vontade de dividir alegrias, belezas, conquistas, mas quando vamos desmoronar queremos conosco ou do outro lado da linha, aquele que dividiu com a gente as pequenas delicadezas; é nesta pessoa que pensamos, é neste colo que queremos descansar. É naquela conexão profunda e delicada que mora o sossego dos nossos anseios.

Às vezes esta pessoa só precisa dizer um “alô” para o mundo ficar reconhecível outra vez. É que as coisas incomensuráveis da vida moram nas lembranças, gestos e amores gentis.

Imagem de capa:Gergely Zsolnai/shutterstock

Não se humilhe por nada nem ninguém

Não se humilhe por nada nem ninguém

Todos temos a tendência a tomar certas pessoas e situações como imprescindíveis e insubstituíveis, como se não pudéssemos viver sem elas, como se nossa felicidade dependesse estritamente daquilo tudo. Supervalorizamos, assim, muitas vezes, algo que não nos faz bem, alguém que não nos acrescenta nada, coisas que só atravancam o nosso caminhar, sem perceber que muito do que encaramos como ganhos na verdade são fardos em nossas vidas.

Na ânsia de tentar controlar as nossas vidas e de buscar a felicidade tal qual aquela que nos é vendida nas vitrines, nas revistas e nas redes sociais virtuais, acabamos muitas vezes buscando construir uma vida sobre bases desarmônicas. Trazemos, para dentro de nossas vidas, estilos, pessoas e comportamentos que destoam completamente da essência de nossas verdades mais íntimas.

Dessa forma, valorizando tudo o que está lá fora de nós, tudo o que não diz respeito aos nossos valores, aos sonhos que pulsam em nossos sentidos, acabamos nos afastando de nós mesmos, diminuindo-nos, desvalorizando-nos, enfim, tornando-nos muito menos do que realmente somos. E, se nem nós mesmos nos sentirmos gente de verdade, as pessoas que nos rodeiam acabarão por nos atravessar, como se fôssemos invisíveis, pois é assim que nos comportaremos.

Enredados em meio às aparências que construímos, tentamos mantê-las a qualquer custo, a despeito de toda dor que elas carregam, apesar de toda dignidade que se perde nesse caminho, mesmo que tenhamos que nos humilhar perante pessoas que não têm um mínimo de consideração por nós. E, assim, aceitamos de volta quem nos diminui, submetemos nossa vida a dissabores desgastantes num emprego desumano, mantemos perto de nós amizades que apenas sugam nossas energias.

Não podemos aceitar menos do que merecemos e ninguém tem o direito de determinar o quanto valemos. Não se humilhe, não sufoque seus sonhos por conta de algo que é substituível e pode melhorar. Enterre a cabeça no travesseiro, grite, chore, acabe-se, numa luta sua com você mesmo e de mais ninguém. Fortaleça-se enquanto sente doer fundo as decepções e o amargor da rejeição, para sobreviver e seguir mais forte e seguro de si. É assim que tem de ser.

Quem só vê defeitos em nós deve cair fora. O emprego que nos limita e reduz deve ser trocado. O amigo que só quer o que temos para dar não gosta de nós realmente. É preciso que adotemos uma postura crítica perante o mundo, para que consigamos aparar as arestas espinhosas que nos dificultam a busca da felicidade. Afinal, para sermos felizes, precisamos estar rodeados de amor verdadeiro, de sinceridade, de gente que gosta da gente. E, para isso, precisamos nos sentir e ser gente de verdade.

Imagem de capa: Max4e Phot/shutterstock

3 Lições de amor da série “Atypical”

3 Lições de amor da série “Atypical”

Em 2017 iniciou-se uma série interessantíssima no Netflix chamada “Atypical”, que conta as histórias e experiências vividas pelo personagem “Sam”, que tem Autismo. É uma série que nos ensina de uma forma profunda e bem humorada como funciona a mente de uma pessoa que tem autismo. Recomendo essa série a todos, mas acima de tudo aos educadores, que lidam constantemente com alunos que tem estão dentro desse espectro.

Na 1ª Temporada há um episódio bem interessante no qual o Sam quer saber se ama a sua namorada “Paige” ou não. Então ele conversa com seus pais sobre isso, pedindo que eles falem sobre a experiência de amor deles, ou seja, o que cada um pensava a esse respeito.

Como ele é extremamente metódico e racional, escreve tudo o que os pais dizem na forma de regras. Daí ele cria as “3 regras para saber se ama a Paige”. Farei uma breve reflexão sobre elas, que achei simplesmente magníficas.

1) Quando você acorda a primeira pessoa que vem em mente é a pessoa amada.

2) Você sempre tem alguém pra contar em todos os momentos, sejam eles felizes ou tristes.

3) Estar com a outra pessoa lhe faz querer ser melhor a cada dia.

Não coloquei de forma idêntica a dele, porque ficaria pouco explicado, mas essas são as 3 regras, que ele vai descobrindo uma por uma até saber que ama a Paige (claro que de acordo com essas regras!).

O amor é algo muito profundo, é algo que vai muito além de um sentimento. Eu considero o amor uma dimensão na nossa vida, algo tão grandioso que os milhões de livros, músicas, programas de TV ou rádio etc, são insuficientes para defini-lo ou esgotar o que ele significa. Aqui estou trazendo outra perspectiva.

A 1ª regra fala principalmente sobre o período inicial de um relacionamento, quando a pessoa está totalmente envolvida pela paixão. Tudo faz lembrar a pessoa amada, tudo fica mais colorido estando ao seu lado. E já tendo me apaixonado diversas vezes, confirmo que isso acontece mesmo. O primeiro pensamento ao acordar é a pessoa amada, e esse sentimento é incrível, quase indescritível. Espero que você já tenha sentido isso ou ainda sinta! Das três regras, essa é a que considero menos relevante, porque passado o período da paixão, eu posso garantir que vem algum pensamento antes de pensar na pessoa amada! Mas é claro que isso não diminui em nada o amor, pra falar a verdade, talvez até o aumente, pois sabemos bem que a paixão é um estado alterado, no qual a pessoa temo lado racional meio esmorecido em relação ao emocional, mas deixemos essa questão para outros textos…

A 2ª regra é linda. Ela traz a noção do sentimento de SOLIDÃO e como lidar com ele. O Renato Russo falou muito bem no final do século XX: “O mal do século é a solidão”… Temos visto cada vez mais as pessoas se isolarem em seus mundos e não mais contarem com o apoio emocional das pessoas amadas. Essa regra pode ser estendida para muito mais além do relacionamento amoroso. O amor pelos pais na grande maioria das vezes traz essa regra sem imposições de nenhuma natureza. É bom demais saber que podemos contar com os nossos pais nos momentos tanto de alegria como de tristeza. É bem interessante! Acabou de acontecer algo de bom como, por exemplo, você acabou de ser promovido à gerente da empresa em que trabalha. Nessa hora, as duas primeiras regras se juntam percebe? Você automaticamente lembra da pessoa amada e já pela o celular pra dizer: “Amor! Eu foi promovido à gerente da empresa! Vamos comemorar indo pro restaurante tal às 19h viu?”.

A 3ª regra é a que considero a mais bonita, porque ela fala sobre o amor na sua dimensão mais transcendente, quando queremos ser a melhor pessoa do mundo para quem amamos e estamos dispostos a trabalhar internamente os nossos defeitos para que eles não atrapalhem o bom convívio. É como se quiséssemos nos lapidar para sermos melhores e mais polidos entende? Sempre que escrevo ou converso sobre isso, me vem em mente a imagem da divina escultura de Michelangelo chamada “Davi”. Ela é, talvez, a mais bela obra de arte do planeta! Ela é um dos maiores símbolos de perfeição que eu conheço. O Michelangelo levou mais de dois anos para terminá-la e trabalhando todos os dias na sua lapidação. Nós somos como esse “Davi”, uma pedra bruta que através do amor podemos nos lapidar e chegarmos ao final da nossa vida mais parecidos com esse “Davi” de Michelangelo. Escrevi um texto especial no blog tempos atrás falando mais sobre isso, se você ainda não leu, recomendo, segue o link do texto [aqui].

Certamente o amor não se resume à essas 3 regras, estou apenas refletindo a partir da visão diferenciada de um adolescente autista numa série americana!

Mais uma vez reforço a sugestão. Assista a esse série, você vai aprender muitas coisas boas e ainda vai aperfeiçoar dentro de si o sentimento de amor a partir das 3 regras do Sam…

Imagem de capa: Reprodução

As histórias extraordinárias moram nos momentos simples

As histórias extraordinárias moram nos momentos simples

Hoje uma prima querida compartilhou uma foto especial no grupo da família. Ela estava dando uma volta de carro, tentando fazer seu bebê dormir, quando passou pela casa em que eu e meus irmãos moramos na infância. Não se conteve e parou para fotografar. O que se seguiu foi uma onda de nostalgia e emoção, lembranças de um tempo repleto de histórias simples, ordinárias, corriqueiras… mas que de uma forma inimaginável se tornaram extraordinárias.

Nem tudo mora no visível. Nem tudo pode ter seu valor medido através do dinheiro que foi gasto ou da serventia que terá. Jamais conseguiremos mensurar a importância de algo que mora na lembrança e no coração do outro. Há coisas que não valeriam nem um centavo, mas que para você são verdadeiras relíquias. Há vivências que jamais poderiam ser substituídas por uma passagem de primeira classe ou trocadas por uma semana num resort de luxo. Essas são as histórias extraordinárias. Aquelas que nasceram no corriqueiro da vida, mas provocaram encantamento. Provocaram um tipo de arrebatamento que não tem explicação lógica, não se baseia em probabilidades, não pode ser descrito com palavras. Há coisas que nos resgatam do que é terreno e palpável e nos aproximam de Deus. Essas são as coisas mais simples. Essas são as coisas extraordinárias.

Penso que as crianças estão mais próximas do extraordinário. Porque conseguem tocar o eterno com seus bracinhos curtos e sua alma livre. Me recordo que meu filho me pedia um bolo simples de aniversário. Trocaria feliz o bolo de pasta americana pelo bolo de iogurte na fôrma redonda que minha mãe faz. Da mesma forma, eu e minhas primas adorávamos brincar de cabeleireira no quintal da minha casa. Com baldes cheios de água e canequinha, lavávamos os cabelos umas das outras e aquilo tinha muito mais valor que uma tarde no salão chic do shopping.

Quando você começa a entender que o extraordinário está no ordinário da vida, passa a perceber melhor os detalhes. Passa a entender o propósito do cheiro de assado que invade a casa na véspera de natal, passa a valorizar a algazarra das crianças fazendo guerra de travesseiros sobre a sua cama, passa a não se importar com a bagunça que sua casa ficará após a noite de ano novo. Você descobre que nada tem sentido se você não estiver com a alma presente. Nada tem sentido se você não estiver disposto a se tornar vulnerável. Vulnerável a chorar um pouquinho quando aquele tio querido revelar que é seu amigo secreto e você se lembrar das histórias extraordinárias que viveu ao lado dele. Vulnerável ao perceber que a passagem do tempo nos apavora, e é por isso que mais vale uma toalha de mesa repleta de manchas após uma noite feliz do que guardanapos imaculadamente alvejados guardados no fundo de uma gaveta.

Existe alma em tudo que a gente atribui sentimento. O que ninguém nos conta é que é preciso coragem para mergulhar fundo na existência. Coragem para absorver singelezas, delicadezas, miudezas de tudo que é comum e corriqueiro. Coragem para não se blindar dos eventos que nos alcançam nas horas mais distraídas e que serão lembrados para sempre, quer a gente queira ou não. Coragem para entender que, mesmo que a gente deseje, jamais conseguiremos nos desapegar de algumas histórias. Coragem para descobrir que, se a gente quer que a vida seja realmente extraordinária, isso vai doer um pouquinho, mas esse preço a pagar é muito pequeno diante de tudo que a gente irá ganhar…

Imagem de capa: Look Studio/shutterstock

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Sylvester Stallone- Uma história de superação

Sylvester Stallone- Uma história de superação

Hoje quero compartilhar um pequeno texto que conta a história de vida de um ator que admiro muito, o Sylvester Stallone. Não conhecia sua trajetória e depois de ler esse texto passei a admirá-lo ainda mais.

Se você está passando por momentos de crises e dificuldades, saiba que pode se superar e chegar muito mais longe do que imagina…

Uma das historias mais tristes nos bastidores de Hollywood.

Seu nome é Sylvester Stallone. Um lutador em todos os sentidos da palavra. Nasceu com uma paralisia facial o que lhe rendeu apelidos e bullying na infância. Em um ponto de sua vida estava tão pobre que roubou as poucas joias que sua mulher tinha e as vendeu. As coisas ficaram tão ruins que ele acabou morando na rua. Sim ele dormiu na estação de ônibus de Nova York por 3 dias. Incapaz de pagar aluguel ou comprar comida. O fundo do poço chegou quando ele teve de vender seu cachorro em uma loja de bebida para um estranho qualquer, pois não tinha dinheiro para alimenta-lo mais. Ele o vendeu por $25, entregou seu cachorro e saiu chorando.

Duas semanas depois ele viu uma luta de boxe entre Mohammed Ali e Chuck Wepner e essa luta o inspirou a escrever o roteiro de ROCKY. Ele escreveu o roteiro durante 20 horas seguidas! Tentou vendê-lo e recebeu a oferta de $125.000, mas tinha apenas UM PEDIDO. Ele queria ESTRELAR no filme como o personagem principal ROCKY, mas o estúdio disse NÃO. Eles queriam uma “estrela” de verdade.

Disseram que ele “tinha um rosto engraçado e falava engraçado”. Ele saiu com seu roteiro. Depois de algumas semanas o estúdio o ofereceu $250,000, ele recusou, então ofereceram $350,000, e ele ainda recusou. Queriam o seu filme, mas não o queriam. Ele disse NÃO! Eu tenho que estar nesse filme.

Depois de um tempo o estúdio concordou em lhe dar $35,000 pelo roteiro e o deixaram estrelar o filme. O resto entrou para a história do cinema. O filme GANHOU prêmios de MELHOR FILME, MELHOR DIREÇÃO, MELHOR EDIÇÃO e o prestigioso OSCAR de MELHOR FILME. Ele ainda foi nomeado como MELHOR ATOR! O filme ROCKY entrou para o s registros americanos da indústria de cinema como um dos maiores filmes até então feitos.

E você sabe a primeira coisa que ele fez com os $35,000?

COMPROU DE VOLTA O CACHORRO QUE HAVIA VENDIDO. Ficou parado na loja por 3 dias até que o homem voltasse com seu cachorro. O homem se recusou a vendê-lo mesmo por $100, Stallone então ofereceu $500, ele recusou. Ele então ofereceu $1.000. Acredite ou não Stallone teve de pagar $15.000 pelo mesmo cachorro que ele vendera por $25.

O mesmo Stallone que morou na rua, que vendeu seu cachorro, pois não podia alimentá-lo é um dos maiores ícones do cinema mundial hoje.

“Não ter dinheiro é ruim, MUITO RUIM. A vida não será fácil. Oportunidades passarão por você ser um ninguém. Pessoas vão querer seu produto e não VOCÊ. É um mundo cruel. Se você ainda não é famoso, ou rico, ou bem conectado você vai achar ainda mais difícil. Portas se fecharão. Pessoas roubarão sua glória e esmagarão sua esperança. Você vai se esforçar, se esforçar e nada acontecerá. Então desolado, quebrado, pobre, você aceitará trabalhos que não o completam por sobrevivência. Quem sabe pode até acabar dormindo na rua. Mas NUNCA deixem que destruam seu sonho. Seja o que for que aconteça CONTINUE SONHANDO, mesmo quando esmagarem sua esperança CONTINUE SONHANDO, mesmo quando te deixarem sozinho CONTINUE SONHANDO. Ninguém sabe do que você é capaz a não ser você mesmo.Enquanto você estiver vivo, a sua história ainda não acabou.”

Imagem de capa: vipflash/.shutterstock

Que sejamos felizes, mesmo diante das frustrações que nos desmotivam.

Que sejamos felizes, mesmo diante das frustrações que nos desmotivam.

Vivemos dias de tribulações… Busquemos então, motivos para superação. As perdas não serão nossos entraves, porque somos curiosos e descobriremos o caminho para que sejamos felizes.

Então devemos levantar a cabeça, abrir os olhos e esboçar aquele sorriso.

Não tenhamos medo de viver com intensidade, de amar e valorizar todos aqueles que fazem parte da nossa vida. Pais, filhos irmãos, amigos e até – por que não? – os nossos inimigos, eles servirão, muitas vezes, de base para nossa subida.

Vamos entender que a vida é curta.

Então vamos lá!

Cante mesmo em tom desafinado, escreva sua própria história, sorria como se quisesse mostrar tua alma ao mundo inteiro. Dance ao vento, sinta-se ao sol, queira mais da vida. Questione o amor e obtenha respostas. Seja diferente, quebre barreiras, mude a situação. Coloque seu nome na história, e, principalmente, não te esqueças das tuas qualidades.

Tu podes subir, com certeza poderás alçar voo e realizar teus sonhos. Poderás seguir em frente, ir muito além do lugar que limita teus passos. Sim, poderás seguir em passos lentos, mas poderás sim, certamente tocar o céu.

Não deixes que morra dentro de ti, a esperança. Ela será o combustível para a tua trajetória. O mundo poderá te ser um tanto cruel, mas se acreditares no impossível serás o campeão.

E muitas vezes a felicidade nos segue com passos lentos, por isso atente para os seus detalhes, pois neles estarão impregnados os teus sonhos, que serão possíveis, se acreditares neles.

Viver é uma consequência, um exercício para que percebamos quem somos nós. Sim, somos seres dotados de autoconhecimento, do qual fazemos uso para o desenvolvimento da nossa felicidade. Então poderás viver sem culpas, porque somos livres e nos movemos como balão, rumo ao infinito. Pode ser que no momento o resultado não seja o esperado, mas não sejas mais um obstáculo para a tua própria vida, porque a felicidade é um resultado de atitudes bravias dos otimistas. Aqueles que não cultivam o veneno do fracasso, mas a esperança que os leva a persistir apesar das perdas.

Quando finalmente te fizeres consciente de que apenas de ti, dependerá os teus risos, os teus dias serão mais felizes, e as pessoas que estarão ao teu lado, serão as que sempre sorriem. Isto é porque valorizam a vida em sua plenitude, e por isso têm que saber que a felicidade não se alcança com as ações de outras pessoas, mas que, para que sejas feliz, dependerá de uma chama existente dentro de ti.

E esteja sempre preparado (a) para receber aquilo que a vida tem de bom.

Então não permitas que a chama se apague, ou que essa oportunidade continue vagando por ai, porque a decisão de ser feliz é apenas tua.

Imagem de capa: dotshock/shutterstock

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