“As crianças obedecem quem elas admiram.”

“As crianças obedecem quem elas admiram.”

Por Gabriel M Salomão para o Lar Montessori

Todas as famílias já se perguntaram em algum momento: por que meu filho não me obedece? Às vezes, a criança obedece a professora, mas não aos pais, às vezes, só a um dos pais e não ao outro, e em alguns casos as crianças obedecem de vez em quando, mas não sempre. Existe uma explicação para isso, e um jeito de mudar. Maria Montessori respondeu essas perguntas e explicou como o adulto pode se tornar digno da obediência da criança, em seu melhor livro, Mente Absorvente.

No livro, Montessori explica que a obediência se desenvolve em três níveis, e que só no terceiro a criança consegue obedecer de verdade. Vamos conhecer os três níveis agora, e entender como ajudar a criança em cada um deles.

1. Primeiro Nível da Obediência

As crianças que estão no primeiro nível da obediência obedecem de vez em quando, mas não obedecem sempre. A obediência exige que a criança abra mão do que ela gostaria de fazer, para executar o que outra pessoa pediu. No primeiro nível, a criança obedece quando a sua vontade e a da pessoa que pediu são iguais, ou, mais raramente, quando tem sucesso em suplantar a sua vontade pela do outro.

É muito fácil para um adulto se incomodar com a falta de constância na obediência da criança. “Se ela consegue me obedecer de vez em quando, por que não sempre? Ela só faz as coisas quando quer!“, é o que pensa o adulto. E ele não sabe que está correto, mas que sua raiva está mal colocada. Por enquanto, a criança ainda não amadureceu o suficiente para abrir mão de sua vontade pela vontade do outro. Nesse período, precisamos ter paciência e continuar a oferecer para ela um excelente ambiente, um comportamento adulto paciente e útil, e escolhas.

2. Segundo Nível da Obediência

O segundo nível da obediência me parece ser o mais crítico de todos. Nele, a criança tem muito mais sucesso em suprimir a sua vontade e executar a vontade do outro. Ela está suficientemente desenvolvida para obedecer com muita frequência. Mesmo assim, de vez em quando falha, porque afinal de contas ela tem vontades, e por vezes vai se opor à nossa vontade.

Nesse período, quase todos os adultos param, e vivem uma disputa eterna com as crianças, que pode durar muitos anos. Como sabem que a criança é capaz de obedecer, os adultos usam todas as ferramentas que têm para chegar à obediência. Castigos e prêmios surgem com força aqui, e não desaparecem mais. Recompensas, chantagens, barganhas, tudo aparece nesse período, para conquistar a obediência da criança. Geralmente não funciona. Mas mesmo quando funciona, tudo o que essas ferramentas fazem é impedir a criança de chegar ao terceiro nível.

3. Terceiro Nível da Obediência

No terceiro nível da obediência acontece a mágica de Montessori. A criança deixa de obedecer porque é capaz, e passa a obedecer porque deseja e sente prazer. No terceiro nível, a criança se mostra quase ansiosa para receber orientações e seguí-las com o máximo de perfeição. Mas não são todos os adultos que chegam a esse ponto com suas crianças. Existe um adulto que a criança gosta de obedecer.

A criança obedece com prazer os adultos que ela admira. A obediência que a maioria dos adultos conseguem vem da opressão, do medo, da recompensa, ou da troca. Mas a obediência que traz felicidade à criança não é essa. Ela obedece feliz quando obedece porque admira. Quem a criança admira?

O Adulto Admirável

O adulto que consegue compreender as necessidades da criança, organizar para ela um excelente ambiente, ter com ela um comportamento elegante, cuidadoso, amoroso e firme, que a ajuda a conquistar a própria independência e que respeita sua necessidade de trabalhar sozinha sem ser interrompida… Esse é o adulto admirável. A criança olha para esse adulto e pensa: “Ele é sábio. Ele me vê por dentro. Se eu seguir o que ele pede, posso me tornar alguém assim”, e a criança obedece não porque ela é menor e nós maiores, mas porque nós somos fascinantes e ela deseja se transformar em um adulto fascinante também.

Parar no segundo nível da obediência, como quase todo mundo faz, leva a um mundo de pessoas obedientes em excesso, que questionam pouco as regras absurdas de nosso mundo, e estão dispostas até mesmo a matar e morrer por obediência cega a líderes ruins. Pela felicidade de nossos filhos e pelo bem da humanidade, devemos saltar para o terceiro nível da obediência, em que a criança escolhe obedecer as pessoas que ela admira, quando as ordens são razoáveis.

Nem toda ordem deve ser obedecida. Nem todo adulto merece obediência, e a criança sabe disso. Se abrirmos mão dos castigos e dos prêmios, descobriremos de novo nossas crianças, e então, nos tornando adultos admiráveis, conquistaremos sua confiança, admiração e, se for bom para todos, sua obediência feliz.

Em Montessori não defendemos crianças disciplinadas, mas autodisciplinadas, não as que obedecem cegamente, mas as que podem escolher obedecer quando a vontade do outro é melhor que a sua, e vale a pena abrir mão da sua para seguir uma que é melhor e, sobretudo, admirável.

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Viva o seu luto com dignidade. Sua dor tem prazo de validade.

Viva o seu luto com dignidade. Sua dor tem prazo de validade.

Eu sei que não é tão simples assim, conheço bem esse sentimento que nos devasta quando um relacionamento acaba. Sei também que, determinadas rupturas nos trazem, além do luto, um sentimento de revolta ao nos darmos conta de que o nosso sagrado, que ofertamos sem reservas, foi pisoteado.

Eu imagino que você esteja sangrando por dentro. Faço ideia das suas noites em claro e das suas manhãs saindo da cama sem nenhuma energia, tendo que encarar um dia inteiro de afazeres pela frente. Sei bem do esforço descomunal que fazemos para impedir que as lágrima caiam em pleno expediente de trabalho ao lado dos colegas, durante uma aula na faculdade, numa fila da padaria, etc.

É provável que você tenha se dedicado boa parte do seu tempo rastreando as redes sociais do seu ex, à procura de vestígios que lhe tragam mais dores ainda. Talvez você tenha encontrado postagens dele com outra mulher, esboçando uma felicidade descomunal. Talvez o novo casal esteja fazendo uma bela viagem e você se dá conta de que quando você e ele estavam juntos, não tinha viagem, não tinha nada disso. Tudo era regrado e você vivia se desdobrando para ajudá-lo a sair das dívidas.

Imagino que por mais bonita que você seja, você está se compara à nova namorada dele, e, como está com a auto estima triturada, sente-se inferior a ela em absolutamente todos os quesitos. À essas alturas, você não consegue achar mais nada interessante em si mesma. Como se tivesse se olhando com uma lente toda deformada, só consegue enxergar defeitos em si, como se fosse a última mulher da face da terra que pudesse despertar o interesse de alguém. Todas as suas conquistas, todo o seu histórico de lutas recheado de determinação e resiliência tornaram-se algo completamente banal à sua percepção nesse momento da sua vida.

Mergulhada nesses dias cinzentos e melancólicos, é possível que esteja obcecada com ideia de vingar-se do seu ex por tê-la deixado, ou por ter frustrado o seu amor, a sua confiança e as expectativas que foram alimentadas durante o relacionamento de vocês. Mas, você aceita um conselho de quem já sentiu isso na pele? Esqueça essa ideia de vingança ou de mostrar a ele que deu a volta por cima. Se eu dissesse que é fácil, estaria mentindo, mas é perfeitamente possível você mudar o foco. Passe a cuidar de si mesma. Invista em atividades que lhes sejam prazerosas. Se for o caso, inicie uma rotina que inclua atividades físicas, vista-se diferente, mude o cabelo, volte a estudar, faça aula de dança, comece a escrever, faça novos amigos, alimente-se melhor, programe passeios uma viagem com uma amiga. Enfim, vale pintar e bordar, só não vale desperdiçar a sua energia rastreando a vida do seu ex e se depreciando.

Não invente de se relacionar sem empolgação, apenas para que chegue ao conhecimento do seu ex. Não faça isso contigo, isso é uma forma de se violentar, sabia? Outra coisa, nessa brincadeira, você poderá machucar o coração de um cara bacana que pode estar bem intencionado e ofertando o melhor dele, mas você não estará receptiva por estar acorrentada emocionalmente ao seu ex.

Moça, entenda uma coisa: isso vai passar, afirmo isso com propriedade. É uma questão de tempo e também das atitudes que você tomar. Quanto mais investir em si mesma, mais rápido sairá desse cativeiro emocional. Pare de se comparar, pare de tentar provar a quem quer que seja que você já superou. Você não deve explicação a ninguém. Viva a sua dor com dignidade, entendendo que ela tem um prazo de validade.

Um dia você vai se lembrar desse texto, um dia você vai olhar para trás e pensar: como fui capaz de sofrer tanto por aquela situação? E vai rir muito com as amigas, vai por mim. Ah, já ia me esquecendo, quando seu coração estiver pleno, transbordando paz e contentamento, um outro amor vai chegar. É assim que acontece, e vai ser amor de dentro pra fora, amor que você desconhece, reafirmando a mensagem da música do Jota Quest. Seja feliz, moça, cuide-se.

A Lição do Turista e o Sábio

A Lição do Turista e o Sábio

Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio. O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.

– Onde estão seus móveis? Perguntou o turista.

E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:

– E onde estão os seus…?

– Os meus?! Surpreendeu-se o turista.

– Mas estou aqui só de passagem!

– Eu também… “A vida na Terra é somente uma passagem…

No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente, e esquecem-se de ser felizes.” concluiu o sábio.

NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL…
SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA.

O tempo é como um rio. Você nunca poderá tocar na mesma água duas vezes, porque a água que já passou, nunca passará novamente.

Aproveite cada minuto de sua vida e lembre-se:

Nunca busque boas aparências, porque elas mudam com o tempo. Não procure pessoas perfeitas, porque elas não existem. Mas busque acima de tudo, um alguém que saiba o seu verdadeiro valor.

Tenham 4 amores: Deus, A vida, a família e os amigos. Deus porque é o dono da vida, A vida porque é curta, a família porque é única e os amigos porque são raros!

Teste: Quem é a mãe dessa criança?

Teste: Quem é a mãe dessa criança?

Um teste curioso e despreocupado que revela algo mais sobre sua capacidade de observação. Qual das duas mulheres é a mãe dessa criança?

Um teste de lógica (mas não muito) que está se espalhando no Facebook e que faz um único questionamento, ou seja, quem é a mãe desta criança entre duas mulheres sentadas?

A gráfica em preto e branco foi feita ad hoc, para que você não se distraia com as cores.

Qual das duas mulheres será a mãe da criança? Aquela com o cabelo preso ou a da esquerda? Pense nisso por alguns segundos (não mais que isso) e responda!

Depois da foto, você encontrará as respostas mais populares e a solução para o teste!

contioutra.com - Teste: Quem é a mãe dessa criança?

A MULHER SENTADA À DIREITA

contioutra.com - Teste: Quem é a mãe dessa criança?

 

70% dos entrevistados, segundo Aweita, argumentam que a mãe do bebê é a mulher da direita. A resposta é errada. Seus cabelos presos, as pernas cruzadas enganaram mais.

Qualquer um que tenha respondido que a mae é esta (da direita) seria uma pessoa que não gosta de riscos e vive em “ritmo lento”.

Por outro lado, seria uma pessoa de personalidade calma que mantém o pulso da situação sempre e, em qualquer caso, é generoso com os outros. Está certo ser amigável, mas tenha cuidado para não ser tão ingênuo.

A MULHER SENTADA À ESQUERDA

 

contioutra.com - Teste: Quem é a mãe dessa criança?

Resposta certa! Apenas 30% dos participantes adivinharam. Então, qual é o segredo? Não está relacionado nem com o vestuário nem com a aparência física das duas mulheres, mas com a criança e com o modo como ela brinca.

Geralmente as crianças tendem a brincar viradas para o lado da mãe, pai ou, de qualquer forma, uma pessoa conhecida.

A única coisa a ser observada sobre a mulher é a posição das suas pernas: situadas um pouco para trás em sentido de proteção e que permite ao filho de se aproximar à ela, sem tropeçar.

Quem escolheu essa opção é uma pessoa lógica e com um forte senso de análise. Mas às vezes seria bom sair fora dos esquemas pré determinados!

Fonte indicada: Greenme

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Nota da página: a página divulga esse tipo de material apenas como entretenimento.

Toda pessoa que AMA alguém, deveria ler este texto de Fernanda Gentil

Toda pessoa que AMA alguém, deveria ler este texto de Fernanda Gentil

Fernanda Gentil, jornalista e apresentadora de TV, escreveu essas palavras abaixo após a perda de um amigo, Pedro Ivo Salles, de 33 anos, editor do ‘Jornal Nacional’ que faleceu após um acidente de moto. Confira o emocionante texto:

“Amigos, vamos parar!!!! Vamos parar porque hoje perdemos nosso Pedro Ivo!
Novo, querido, recém-casado, pai em poucos meses… Vamos parar, por favor, porque amanhã pode ser o Pedro Ivo de vocês.

Vamos parar de nos estressar por arranharmos nosso carro, de brigar com o vizinho por música alta, de ficar com raiva por esquecermos algo em casa. De um minuto pro outro, Pedro Ivo se foi. Vamos parar de discutir relacionamentos por besteira, de julgar os outros pela cor da pele, classe social, peso corporal ou gosto sexual.

Vamos parar de sofrer por vaidade. De acreditar que crachá conta, que salário define, que cargo manda. Vamos parar de acreditar que a vida acontece da catraca do trabalho pra dentro.

A vida é lá fora — é onde tudo acontece, é onde a gente luta por ela de verdade….. e onde a perdemos também. É pra lá da catraca que estão nossos filhos, pais, irmãos e sobrinhos, e eles muitas vezes não podem nos esperar.

Vamos parar de nos agredir e machucar. Parar de matar. Vamos parar, gente!!!! Parar de gastar tanta energia com a perda de um emprego, uma nota baixa ou um amor não correspondido. O tempo tem que ser gasto com o que requer tempo… porque o tempo não volta. O Pedrinho não volta.

Paremos, simplesmente, de PER-DER-TEM-PO com “falsos golpes” da vida. Pancada mesmo é o que não dá pra consertar. O Pedro foi uma pancada da vida, e virou uma lição também — pra gente aprender, de uma vez por todas, que quem a gente vê todo dia não vai estar aqui todos os dias.

Vamos valorizar. Pedro estava ontem, e hoje não estava mais. Um dos corações mais puros daquela redação foi embora sem nem avisar, mas eles normalmente não avisam mesmo; a gente é que tem que estar sempre avisando a eles, e só assim estaremos plenos e de consciência tranquila no dia em que eles forem embora sem dar tchau.”

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Fonte indicada: Nosso protetor

Conto árabe – A Gata e o Sábio

Conto árabe – A Gata e o Sábio

O sábio de Bechmezzinn (aldeia situada no norte do Líbano) era muito rico. Dedicava o melhor do seu tempo ao estudo e a tratar os doentes que o procuravam. A sua fortuna permitia-lhe socorrer os infelizes e todas as pessoas diziam que ele era a dedicação em pessoa.

Homem piedoso e reto, a injustiça causava revolta. Muitas pessoas vinham consultá-lo quando tinham alguma divergência com vizinhos ou parentes. O sábio dava os melhores conselhos e desempenhava frequentemente o papel de mediador.

Tinha uma gata a quem se dedicava particularmente. Todos os dias, depois do jantar, ela miava para chamar o dono. O sábio a acariciava e levava para o jardim, onde ambos passeavam até ao pôr-do-sol. Ela era a sua única confidente, diziam os criados.

A gata dirigia-se muitas vezes à cozinha, onde era bem recebida. O cozinheiro não escondia nem a carne nem o peixe, porque ela nada roubava, fosse cru ou cozinhado, contentando-se com o que lhe davam.

Ora, uma tarde, depois do passeio diário, a gata roubou furtivamente um pedaço de carne de uma panela. Tendo-a surpreendido, o cozinheiro castigou-a puxando-lhe severamente as orelhas. Vexada, a gata fugiu e não apareceu mais durante toda a noite.

Intrigado, o sábio perguntou por ela na manhã seguinte. O cozinheiro contou-lhe o que se passara. O sábio saiu para o jardim e durante muito tempo chamou a gata, que acabou por aparecer.

— Por que roubou a carne? — perguntou o sábio.

— O cozinheiro não te dá comida?

A gata, que tinha parido sem que ninguém soubesse, afastou-se sem responder e voltou seguida de três lindos gatinhos. Depois, fugiu e trepou à figueira do jardim. O sábio pegou os três gatinhos e entregou-os ao cozinheiro que, ao vê-los, mostrou uma grande admiração.

— A gata não roubou comida a pensar nela — declarou o sábio. — O seu gesto foi ditado pela necessidade. Portanto, não é de condenar. Para alimentar os filhos, qualquer ser, mesmo mais frágil do que um mosquito, roubaria um pedaço de carne nas barbas de um leão. A gata limitou-se a seguir o que lhe ditava o seu amor maternal. A conduta dela nada tem de repreensível. O pobre animal está a sofrer por a teres castigado injustamente. Fugiu para a figueira porque está zangada contigo. Deves ir lá pedir-lhe desculpa, para que se acalme e tudo volte ao normal.

O cozinheiro concordou. Tirou o turbante, dirigiu-se à figueira e pediu perdão ao animal. Mas a gata virou a cabeça. O sábio teve de intervir. Conversou longamente com ela e lá conseguiu convencê-la a descer da árvore.

A gata desceu lentamente da figueira, veio a miar roçar-se nas pernas do sábio e foi para junto dos seus três filhotes.

Moral da história: A gata era fiel ao sábio porque ele sabia que a confiança é algo construído e está localizada muito além das aparências.

6 coisas que deve manter em segredo, segundo os sábios orientais

6 coisas que deve manter em segredo, segundo os sábios orientais

Os povos antigos eram dotados de uma sabedoria incomparável. Muitas de suas descobertas e ensinamentos sobreviveram até os dias de hoje – e isso não é por acaso, os sábios orientais, por exemplo, deixaram muitos ensinamentos que se mantêm atualizados até os dias atuais. E vamos compartilhar com você alguns desses ensinamentos do mundo oriental:

1. Nunca revele o que você está planejando para o seu futuro

Comentar o que pretende fazer no futuro pode resultar numa grande frustração: desistência.
As pessoas podem ser bastante negativas e levar você a desacreditar no seu sonho.
Mantenha segredo entre você e Deus.

Quando tudo já estiver bem encaminhado, comemore com quem ama.

2. Não compartilhe com os outros sobre as limitações de seu corpo

Sabe quando você tem dores, cansaço ou enfrenta dificuldades para realizar algumas atividades?
Se possível, não compartilhe isso com todo mundo.
O corpo é algo muito pessoal e você deve aprender a ser forte e conviver com ele sem lamentações.

3. Não se vanglorie de seus atos mais caridosos

Se você ajuda alguém, deve fazer por amor e não para se vangloriar.
O ego pode estimular essa atitude horrível, mas fuja ao máximo da arrogância.
Além de se colocar numa situação bem complicada, você também pode deixar outras pessoas constrangidas e humilhadas.

4. Evite se gabar da sua coragem e do seu valor

Quando alguém é digno de admiração, as pessoas reconhecem facilmente, não é preciso você se gabar.
O máximo que vai conseguir se autopromovendo são críticas e uma imagem nada positiva.

5. Não desperdice seu tempo falando mal dos outros

Quando falamos mal dos outros, estamos revelando muito mais sobre nós do que sobre quem reclamamos.
Além disso, o ambiente fica pesado e a mente cheia de pensamentos ruins.

6. Não diga todos os problemas que sofre em sua vida pessoal

Há quem sai divulgando, até nas redes sociais, os problemas que vem enfrentando.
Lembre-se de que é muito importante se preservar.

Quando falamos demais, corremos o risco de revelar segredos ou de ficarmos muito vulneráveis diante de quem nos ouve.

Via Revista Pazes

 

Ansiedade na infância

Ansiedade na infância

É bastante comum nos referirmos a acontecimentos futuros, sejam eles eventos comemorativos, mudanças, algum tipo de teste ou prova, ou mesmo uma experiência de puro prazer com a frase “Estou ansioso para…!”.

Esse frio na barriga e esse arrepio na espinha são genuinamente benéficos; significam que estamos alertas, envolvidos com as experiências de nossa jornada; revelam a presença de uma habilidade adaptativa às transformações inevitáveis a que seremos expostos todos os dias da vida.

Sem a presença da ansiedade, nós seres humanos, provavelmente não teríamos sobrevivido às situações tão adversas pelas quais passamos em nosso processo de evolução na Terra. A ansiedade é fator indispensável à percepção do perigo e ao desenvolvimento da capacidade de antever o futuro, planejá-lo e desejar alcançá-lo. Dentro de uma intensidade equilibrada, a ansiedade nos protege, nos previne e nos prepara para o futuro.

Entretanto, o excesso dela, quando sua presença começa a causar desconforto, sofrimento emocional ou desequilíbrio frente as demandas do cotidiano, a ansiedade deixa de ser adaptativa e passa a ser disfuncional – transforma-se numa patologia.

A ansiedade patológica, infelizmente, passou a fazer parte da vida de muitas crianças e adolescentes; tornou-se um dos desequilíbrios emocionais mais comuns diagnosticados por psicólogos e psiquiatras.

Crianças ansiosas, referem sentimentos de apreensão e apresentam reações fisiológicas, tais como tensões e dores musculares, palpitações, cefaleia, sudorese, tremores, boca seca, insônia e desconfortos abdominais. E, como não têm recursos para interpretar esses sintomas, muitas vezes tornam-se irritadas, choram por qualquer coisa, passam a apresentar dificuldades na escola, têm medo de se separar dos pais ou cuidadores.

O transtorno de ansiedade pode se manifestar em diferentes níveis de gravidade; podem ser percebidos por meio de uma simples sensação de desconforto, uma pressão no peito ou na garganta, até graves crises de pânico que podem, de fato, impedir que o indivíduo raciocine com clareza ou consiga compreender que aquela situação é oriunda de desequilíbrio emocional, geralmente provocados por episódios de stress. E, se tudo isso acontecer com uma criança pequena, esse desequilíbrio pode ser erroneamente interpretado como manha, birra ou chilique.

Mas, o que faria uma criança de 7 anos, ou menos, entrar para as estatísticas dos transtornos de ansiedade? O que há de errado com nossas crianças? Infelizmente, não há uma única resposta. Porém, felizmente, já há inúmeros profissionais de saúde e educação; e também muitas famílias, interessadas em encontrar respostas para essas perguntas; e, assim, encontrar maneiras mais equilibradas e saudáveis de conduzir a educação dos pequenos, para que possam se desenvolver e amadurecer dentro de parâmetros possíveis.

Rotinas escolares rígidas demais; alfabetização precoce; agendas superlotadas de compromissos; competitividade; excesso de estímulos; superexposição às mídias digitais; convívio com espaços urbanos inseguros; violência. Esses são apenas alguns dos responsáveis pelo aparecimento do transtorno de ansiedade na infância.

Privados de tempo suficiente para brincar e descansar, os pequenos veem-se às voltas com demandas exageradas de compromissos; muitas vezes mal veem os pais durante a semana; com frequência alimentam-se mal, comem uma quantidade enorme de alimentos prontos e processados; passam tempo demais diante das telas de TV, tablets e smartphones. A infância foi adulterada por uma rotina opressiva e acelerada. Parece óbvio que este é um cenário mais que perfeito para a instalação de transtorno de ansiedade, não é mesmo?

Engana-se, porém, quem acredita que o oposto do excesso de rotina, ou seja, a criança criada absolutamente livre de horários, representa a certeza de ter crianças felizes e bem orientadas. Longe disso!

Crianças precisam de rotina; precisam ter seu dia minimamente organizado, de forma que elas saibam o que esperar. Criança não pode sair de casa para ir à escola, sem tomar café da manhã – e tomar café da manhã não é engolir uma caixinha de achocolatado. Criança não pode dormir até às dez da manhã e ficar abduzida pela televisão. Criança não pode acreditar que tem que se responsabilizar por si mesma. Criança precisa da tutoria de um adulto que a oriente com autoridade amorosa e manifeste genuíno interesse pelo que ela pensa.

No entanto, os aspectos ambientais constituem apenas uma parcela das causas desse transtorno. Há também, a possibilidade de haver predisposição genética, fatores hereditários, eventos traumáticos e aspectos neurobiológicos. Dessa forma, conclui-se que o transtorno de ansiedade pode ser causado por uma combinação de fatores biológicos e interação com o ambiente em si.

O fato é que os pais não devem consumir-se em culpa diante do quadro de uma criança ansiosa. A culpa, neste caso, como em todos os outros, não tem nenhuma serventia. Cabe sim, à família, cultivar um ambiente seguro e acolhedor, onde haja preocupação em oferecer aos pequenos uma rotina bem equilibrada, dentro da qual seja garantido tempo para brincar e descansar adequadamente. Além disso, é preciso incluir as necessidades das crianças na programação da família, inclusive nos finais de semana.

Pais atentos, são capazes de perceber alterações no comportamento dos filhos, ainda que sejam discretas. Evitar a instalação do transtorno de ansiedade é muito mais aconselhado do que deixar para resolvê-la depois. No entanto, é muito fácil cair nas armadilhas de uma vida muito mais voltada para o consumo do que para a convivência.

E, por mais incrível que possa parecer, a preservação da saúde mental dos pequenos passa por ideias muito simples:

• escolher uma escola cuja ideologia “converse” com o modo da família pensar e compreender o mundo;
• reservar ao menos uma refeição do dia para reunir todos em torno da mesa (sem TV, sem celular!);
• entender que brincar não é a mesma coisa que ter muitos brinquedos;
• compreender que a falta de limites amorosos causa uma profunda sensação de insegurança nos pequenos;
• perceber que a criança precisa de um mínimo de rotina e de um ambiente organizado para se desenvolver adequadamente;
• reconhecer que todos estão passando pelo mesmo processo de adaptação, afinal, aprende-se a ser pai e mãe dedicando-se a ser pai e mãe;
• oferecer apoio diante das dificuldades e estímulo afetivo diante das vitórias;
• estar presente, de fato!

Por fim, caso a família perceba modificações significativas na maneira de agir das crianças, o melhor de verdade é buscar o aconselhamento de profissionais de Psicologia. Psicólogos especializados em comportamento infantil têm recursos para auxiliar os pais a encontrar a melhor maneira de conduzir a situação. Todo problema de saúde psicológica, inclusive o transtorno de ansiedade, se tratado precocemente, evita a ocorrência de complicações maiores futuras, dentre elas, a depressão.

Como sempre, em se tratando de cuidados com os pequenos, vale o bom e velho bom-senso. Equilíbrio guiando decisões e uma inesgotável disposição para se deparar a cada dia com um novo desafio!

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Imagem meramente ilustrativa: cena da animação “Divertidamente”

3 sinais que a violência psicológica deixa no corpo

3 sinais que a violência psicológica deixa no corpo

A violência psicológica deixa marcas não só mentais, mas também físicas. Prova disso são doenças que a ciência considera como complexas de tratar, já que são enfermidades que não obedecem a causas ou origens possíveis de serem eliminadas com algum medicamento da farmácia.

Embora sabemos que o corpo e a mente formam uma unidade, na prática costumamos vê-lo como algo separado. Porém, tudo o que afeta as emoções transforma diretamente o organismo. E um fenômeno tão impactante quanto a violência psicológica não pode ser tratado com menosprezo.

Existe um mito muito divulgado, infelizmente, que afirma que a violência psicológica é menos importante e com consequências menos profundas que a física. É evidente que não é assim. E pior que isso, é que as marcas da violência psicológica podem ser tão graves quanto a da física. A seguir falamos de 3 sinais mais importantes que a violência psicológica deixa no corpo.

“Você mesmo, tanto quanto qualquer outro ser no universo, merece seu amor e afeto.” – Buda

1. Gastrite nervosa: Uma possível marca da Violência psicológica.

A gastrite é  a inflamação da mucosa gástrica, aquela “capa” que envolve o estômago por dentro. Os principais sintomas dessa doença são a dor abdominal aguda, uma sensação de ardor na barriga e muita acidez estomacal. Tais sintomas podem ser incapacitantes.

Este tipo de gastrite está acompanhada por alguns sintomas emocionais. Os mais visíveis são a inquietude, preocupação, estresse, nervosismo e tensão. A principal causa desse “combo” de sentimentos é chamada de ansiedade generalizada, com suas múltiplas características.

A gastrite nervosa é em muitos casos uma marca física da violência psicológica que a pessoa se auto-inflige. Há uma auto-exigência muito alta e isso conduz a uma constante tensão emocional. Desencadeando um episódio de estresse e, com o tempo, conduz ao sentimento ansioso generalizado. O afetado não escuta o que diz seu corpo. Se agride e causa dano a si mesmo, muitas vezes sem se dar conta.

2. Hipertensão

A hipertensão é outra dessas consequências que podem derivar da violência psicológica. O ser humano vem filogeneticamente preparado para reagir diante das situações de perigo. Tanto seu corpo, como sua mente, respondem ao perigo desencadeando reações que buscam a preservação da vida.

A pressão arterial se eleva quando há um sinal de perigo e o corpo deve se preparar para defender-se ou buscar ajuda. Quando o perigo desaparece, a tensão volta ao seu ritmo normal. Se o perigo está na mente, então se experimenta uma situação de risco constante, que, por sua vez, faz que a pessoa mantenha uma tensão alta para poder se manter alerta.

Quem se sente atacado ou menosprezado constantemente tende a ter predisposição para desenvolver hipertensão. Em outras palavras, quem permanece em uma posição defensiva diante de uma situação de violência psicológica sofrida. A hipertensão é comum em pessoas que continuam em situações conflituosas e, muitas vezes, perigosas para sua integridade.

3. Derrames oculares.

Os derrames oculares são essas hemorragias que as vezes aparecem na parte branca do olho ( esclerótica). O usual é que este tipo de hemorragias não produção basicamente nenhum sintoma. Não doem, não afetam a visão nem tampouco ocasionam moléstias no olho. Simplesmente aparecem um dia qualquer e logo vão sumindo. A ciência desconhece a causa pela qual isto se produz. No entanto, há algumas hipóteses a respeito.

Do ponto de vista psicossomático, o derrame ocular pode falar de violência psicológica. Podemos interpretar como um golpe emocional recebido na cara, mas cujas causas e consequências foram reprimidas. O corpo reage como se efetivamente tivesse recebido um golpe no rosto, mesmo que este não seja um golpe físico.

O derrame ocular pode ser interpretado como uma ferida por aquilo que foi visto ou se vê não necessariamente de maneira física. É uma forma que a mente tem de expressar, através do corpo, que está sofrendo com o panorama que contempla. Isto se dá em condições de violência psicológica.

Infelizmente, muitas vezes não se dá a mesma importância para a saúde emocional dada a saúde física, como se fosse possível separá-las e tivessem relevâncias distintas. Este é um erro grave. As experiências negativas, como a violência psicológica, não só leva a enfermidades físicas como também podem conduzir a morte. Neste sentido, cuidar das nossas relações é também preservar a nossa vida.

Este texto é uma tradução adaptada do original de Edith Sànchez para o site La Mente Es Maravillosa.

Universidade cria ‘armário do choro’ para alunos durante provas finais

Universidade cria ‘armário do choro’ para alunos durante provas finais

“Cry closet” (armário do choro, em português). Assim, a Universidade de Utah (UUtah), nos Estados Unidos, batizou o lugar que reservou para que os alunos aliviem o “estresse” das provas finais na Biblioteca J. Willard Marriott. O ano letivo no Hemisfério Norte termina neste mês.

Equipado com bichos de pelúcia, o “armário do choro” foi instalado nos principais prédios da UUtah, no fim de abril. A fama internacional veio após o post de uma aluna, nas redes sociais Jackie Larsen, de 20 anos, que está no terceiro ano na universidade, contou, ao Buzzfeed, que ficou surpresa com o “armário do choro” e por isso resolveu publicá-lo no Twitter, com uma série de imagens.

Em uma delas, está explícito o objetivo do lugar: “oferecer um local para estudantes que estão se preparando para os exames finais fazerem um intervalo de dez minutos”. O porta-voz da UUtah revelou que o “armário” é uma criação de Nemo Miller, que cursa Belas Artes. “A instalação está disponível para todos os alunos e tem provocado debate sobre a importância de expressar emoções, particularmente de maneira pública”, defendeu.

TEXTO ORIGINAL DE NOTÍCIAS AO MINUTO

Não alimente amor por whatsapp

Não alimente amor por whatsapp

Como todos já sabemos, a vida é feita de escolhas e teremos que lidar com suas consequências enquanto vivermos. Desde que acordamos, até o momento em que resolvemos dormir, ao fim do dia, escolhemos, optamos, selecionamos o que vamos fazer, quais palavras usaremos, o que comeremos, com quem conversaremos, como nos comportaremos, enfim, priorizamos algumas coisas, em detrimento das demais.

Infelizmente, costumamos colocar na primeira ordem do dia nossos compromissos com o trabalho, o que é natural, haja vista nossas necessidades básicas que envolvem dinheiro. Não titubeamos em agendar reuniões, em responder a mensagens de colegas de trabalho, em deixar a refeição de lado por conta de compromissos atrelados ao nosso emprego. Protelamos qualquer coisa em favor de agendas trabalhistas.

Nesse contexto, mensagens de familiares podem esperar. Almoço com um amigo de longa data é perfeitamente cancelável. Aquele café rápido com os pais pode ser desmarcado. O “bom dia” e o “eu também te amo” são desnecessários, afinal, um emoji no whatsapp já dá conta disso tudo. A gente sempre acha que as pessoas entenderão nossas razões, que saberão do nosso sentimento por elas, sem que seja necessário ficar mantendo laços frequentes. Mas isso não corresponde à verdade, quando se trata de ausências repetidas e contínuas.

Não há relacionamento que consiga se sustentar no vácuo, no vazio, em vias de mão única. Sentimentos verdadeiros não sobrevivem de promessas, de aplicativos, de emojis, de ilusões. Não é preciso viver grudado, mandar textão ou áudios imensos, a todo momento, nem deixar de ser você mesmo. Não é preciso parar o que estiver fazendo sempre que solicitado por alguém de fora. Apenas será necessário agir de forma realmente recíproca, de uma forma que o outro se sinta alguém de verdade aos seus olhos.

Reciprocidade não implica estar vinte e quatro horas de plantão para atender às necessidades alheias, mas significa que o parceiro tem a certeza de que poderá contar com o outro, quando mais precisar, ao vivo, e não pela tela do celular tão somente. Amor se rega, carinho se cultiva, atenção se perpetua. Sem adubo afetivo, sentimento arrefece. E fim.

Estamos presos na idade emocional do desamor

Estamos presos na idade emocional do desamor

A falta de amor é uma carência que marca, especialmente, certas idades ou certos momentos da vida. Tanto que muitas vezes ficamos completamente presos na idade emocional do desamor. Em outras palavras, a ausência de afeto detém nosso desenvolvimento e não podemos avançar até que se cure essa ferida.

O conceito de maturidade é basicamente isso: um conceito. Na prática, todas as pessoas carregam consigo várias idades. Algumas delas predominam, mas as outras estão presentes. Isso é uma sorte, já que torna possível que possamos desfrutar de um jogo como crianças e assumir os problemas com a sabedoria de um adulto.

No entanto, há circunstâncias que nos fixam em uma idade determinada. Em particular, ficamos presos na idade emocional do desamor se não trabalhamos essa falta. Isso pode ter tido origem em uma idade muito precoce. Se assim for, mesmo as pessoas idosas podem ser emocionalmente como uma criança que temia e se magoava por não contar com laços significativos.

“Escrevo de causas e não descrevo os efeitos? Escrevo a história de uma carência, não a carência de uma história”.
– Andrés Rivera –

A primeira idade emocional do desamor

Na infância, todas as experiências causam um impacto profundo. É nessa fase que se formam as bases do que somos e do que seremos. Isso não quer dizer que nas fases posteriores não permaneça essa necessidade de afeto, mas, sim, que nos primeiros anos sua incidência é decisiva.

Quando uma criança tem entre 1 e 2 anos e carece de afeto, a primeira coisa que fica ferida é sua sensação de confiança. Ela espera da mãe, ou de quem exerça esse papel, a atenção para suas necessidades.

Se isso não acontecer, ou chegar a ela por meio de rejeições e agressões, provavelmente será muito difícil confiar nos outros a partir de então. Assim como confiar em si mesmo. Essa é a primeira forma na qual alguém corre o risco de ficar preso na idade emocional da falta de amor.

O desamor, a autonomia e a independência

Aos 2 ou 3 anos de idade, a criança começa formalmente seu caminho em direção à autonomia. Isso tem a ver, em primeiro lugar, com o controle dos esfíncteres. Paralelamente, há todas as atividades que lhe permitem ficar sobre seus próprios pés no mundo.

Nessas idades, uma mãe amorosa, ou quem exerça esse papel, promove essa autonomia com carinho e sem pressa. Não pede à criança mais do que ela pode dar de acordo com seu nível de desenvolvimento e sua história de aprendizagem, nem impede o desenvolvimento fazendo para a criança o que ela poderia fazer sozinha. O amor não deve converter-se em dependência, nem a promoção da autonomia em abandono.

Esse processo de independência se estende ainda mais durante o período compreendido entre os 3 e os 6 anos, geralmente. Nada no ser humano tem datas exatas. Seja como for, é essa a idade de grande exploração do mundo. Uma criança amada vivencia essa aventura sem temores. Caso contrário, provavelmente se inibirá e terá medo, ainda que não haja perigo.

Na idade escolar, a criança desenvolve o amor pelo trabalho e pela diligência. Claro, se uma mão amorosa a guiar. Caso contrário, assumirá seus deveres escolares com um sentimento de inferioridade. É outra forma de ficar preso na idade emocional do desamor.

Os efeitos na idade adulta

Percebemos que ficamos presos na idade emocional do desamor quando exibimos certos traços de personalidade em nossa vida adulta e não sabemos explicar o porquê. Também não conseguimos mudar, por mais que pensemos que isso seja o adequado.

Alguém que arraste carências afetivas desde a infância será inseguro, tímido e cheio de temores. Será muito difícil se reafirmar, saber o que quer e expressar o que sente. Terá muitas dificuldades para estabelecer metas e apostar nelas; seu medo será maior que sua esperança. Principalmente, será uma pessoa muito passiva, inclusive em sua vida sexual, o que vai ser algo difícil de desfrutar.

O que fazer então? As feridas pela carência do afeto podem ser curadas em grande medida. Entretanto, isso não acontecerá naturalmente – é necessário trabalhar nelas. Uma boa ideia é buscar meios para que essa criança carente se expresse abertamente. Deixe-a falar, assumir o papel dessa criança e permitir que diga o que sente, seja por escrito ou com um terapeuta. É uma boa maneira de romper com essa idade emocional do desamor.

Fonte indicada: A Mente é Maravilhosa

Todo relacionamento dá certo

Todo relacionamento dá certo

Nós aprendemos ao longo da vida uma série de conceitos errados, de preconceitos, ou muitas vezes fantasias completas, que precisam ser refletidas com carinho e profundidade. Muitos desses conceitos, inclusive, precisam ser questionados.

Há certo tempo queria escrever sobre um ponto específico sobre relacionamentos amorosos, mas não me vinha a devida inspiração. Ela me veio a partir das belíssimas palavras do místico oriental Osho. Trata-se da velha concepção de quase todas as pessoas em dizerem que “tal relacionamento não deu certo” porque o mesmo chegou ao fim. Eu discordo absolutamente dessa ideia e você vai entender o porquê.

Vamos às suas palavras?

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“Quando você vive infeliz, logo se habitua à infelicidade. Nunca, nem por um momento, a pessoa deveria tolerar a infelicidade. Pode ter sido bom e prazeroso viver com um homem no passado, mas, se não for mais prazeroso, então você precisa se separar. E não há necessidade de ficar com raiva, ser destrutivo ou carregar ressentimentos, porque nada pode ser feito em relação ao amor. O amor é como uma brisa. Você percebe… ele simplesmente vem. Se ele existe, ele existe. Então, ele vai embora. E, quando ele se vai, não há nada a fazer. O amor é um mistério; não se pode manipulá-lo. O amor não deveria ser manipulado, não deveria ser legalizado, não deveria ser forçado – por nenhuma razão.”

Osho

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Infelizmente, apesar de lindíssimas e verdadeiras essas palavras do Osho, são pouquíssimas, quase inexistentes as pessoas que colocam em prática na própria vida essa visão mais transcendente do amor.

O amor vem e vai como uma brisa, o amor flui, é fluídico, não é estático. Inclusive, só para você ter ideia do quanto nossos valores são invertidos, muitos casais dizem essa frase: “Nosso amor é forte como uma rocha…”. Como assim? Então o amor de vocês é duro? É imutável? É resistente? É áspero?

Percebe a incoerência aí?

Seria muito mais bonito dizer: “Nosso amor é puro e simples como o voar de uma borboleta…”.

“Nosso amor é compreensivo, é fluido, é flexível, é mutável, é transformador, como as águas correntes de um rio…”.

Mas quem pensa assim? E menos ainda? Quem vivencia isso? Essa é a qualidade de amor daqueles que buscam a MEDITAÇÃO, daqueles que querem transcender a matéria, transcender o EGO, o lado puramente carnal e materialista e levar esse amor para um outro nível, onde não haja prisões, onde você não queira controlar o outro, onde você o deixe livre para ser o que quiser, e se quiser voar para novos horizontes, que vá e seja feliz.

Quem ama profundamente só pensa na FELICIDADE, primeiramente de si mesmo, em seguida, do outro. Se eu sou feliz ao seu lado e a recíproca é verdadeira, maravilha! Esse relacionamento é um pedacinho do céu aqui mesmo na Terra. Mas se um dos dois ou mesmo os dois estão infelizes, isso deixou de ser um relacionamento há muito tempo e passou a ser uma conveniência, passou a ser uma acomodação, passou a ser aquela velha máxima “mas relacionamento é assim mesmo…”.

Não! Não existe essa de “é assim mesmo…”. Sempre que alguém fala algo do tipo está querendo racionalizar a própria infelicidade e justificar o injustificável.

É como nos diz a querida Jetsumna Tenzin Palmo com sua imensa sabedoria

O apego diz: “Eu te amo, por isso eu quero que você me faça feliz.”

E o amor genuíno diz: “Eu te amo, por isso quero que você seja feliz. Se isso me incluir, ótimo! Se não me incluir, eu quero a sua felicidade.”

Sugestão de leituraPrecisamos nutrir o amor genuíno

Voltando à questão levantada! O que eu penso sobre um relacionamento ter dado certo ou não é bem diferente do que a maior parte das pessoas pensa.

Para mim: TODO RELACIONAMENTO SEMPRE DÁ CERTO

Não importa se ele dura a vida inteira, 50 anos, 5 anos ou apenas 5 meses. Sempre dá certo porque o outro sempre vai me ensinar alguma coisa, sempre vai me mostrar algo das minhas próprias sombras que precisa emergir para que eu as integre ao meu ser, e assim possa me aperfeiçoar como ser humano.

Você vem e me fala: “Tal relacionamento não deu certo…”, mas esquece que depois dele algo dentro de si mudou.

Uma raiva imensa que sentia se tornou um pouco menor…

Um ciúme doentio que existia se tornou um pouco menor…

Uma vontade de mandar e controlar o outro que era forte se tornou um pouco menor…

Uma arrogância de querer estar sempre certo que existia e com o término do relacionamento fez você entender que não é assim que as coisas funcionam…

O foco absurdo pelo trabalho foi diminuído porque agora você entende a importância de passar um tempo cultivando o relacionamento…

etc etc etc…

E agora você vem me dizer que esse relacionamento não deu certo só porque ele chegou ao fim? Percebe?

Nós precisamos colocar no fundo da nossa mente que nada dura pra sempre, mas que as sementes de amor que a gente plantou ficarão para sempre no outro, e as sementes de amor que o outro plantou na gente também ficarão para sempre.

Enfim! Há muito mais a ser refletido sobre isso, mas acredito que com essas palavras já tenha despertado em você diversos questionamentos.

Para concluir, compartilho uma das músicas que a meu ver, melhor falam sobre essa temática, uma música dos Titãs lindíssima chamada “Por que eu sei que é amor…”, que certamente foi inspirada nas vivências do Sérgio Brito e Paulo Miklos, e também no lindo e famoso soneto de fidelidade de Vinicius de Moraes.

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes

Dicas para amar a si mesmo

Dicas para amar a si mesmo

Talvez você já tenha lido ou ouvido a frase “é necessário se amar a si mesmo” muitas vezes. No entanto, às vezes é difícil colocá-la em prática.

Por esse motivo, no artigo a seguir, daremos alguns conselhos para que você aumente sua autoestima e ame essa pessoa que irá acompanhá-lo para sempre: você.

Amar a si mesmo para sentir-se pleno
Quando dizemos que devemos amar a nós mesmos, é porque tem muitos benefícios.

Isso nos dá a possibilidade de obter o melhor de nós mesmos, aceitar-nos como somos e irradiar amor, onde quer que vá. Além disso, é necessário para desfrutar de relacionamentos interpessoais mais saudáveis.

Amar a si mesmo é também ser honesto, mudar o que nos faz mal, se preparar para qualquer situação e se comprometer com a vida. Isso implica estar atento às necessidades vitais, respeitando a si mesmo e, acima de tudo, sendo nossos melhores amigos.

Não se esqueça de que não há amor suficiente que seja capaz de preencher o vazio em uma pessoa que não se ama.

Cure essas feridas emocionais que não permitem que você fique feliz consigo mesmo, desfrute da retrospecção e se alegre de passar horas sozinho. Desta forma, você forjará um vínculo inquebrável com seu próprio ser.

Dicas para se amar a si mesmo

Um dos principais passos para se amar a si mesmo é não exigir muito e ter metas realistas. Aspire à melhoria diária e não desespere ou esteja preocupado com os outros.

Você é único e irrepetível, e você deve se lembrar disso todos os dias. Preste atenção às seguintes dicas para amar a si mesmo:

1. Mostre-se como você é

Você gosta de dançar no meio da pista? Faça isso! Gostaria de passar pela vida com cabelos verdes? Faça-o! Você está cansado de esconder sua condição sexual? Não se esconda! Custa você se relacionar com os outros? Aproveite as atividades individuais!

Não importa se os outros olharem para você, o criticarem ou até mesmo rirem de você. Se você estiver feliz fazendo alguma coisa, então não deve deixá-la por nada nesse mundo.

Isso se aplica tanto à sua aparência externa quanto às suas emoções e opiniões. Se você for 100% autêntico, você obterá melhores resultados do que se você se esconder atrás de uma máscara ou um personagem.

Não sabia? Para ser feliz é preciso aprender a se afastar de certas pessoas

2. Valorize suas ideias e decisões

Outra das dicas para se amar é desenvolver a capacidade de dizer o que você pensa. Contanto que você mantenha boas maneiras e seja gentil, você pode se expressar como desejar.

Suas opiniões são suas e de nenhuma outra pessoa. Não dê razão aos outros para agradá-los, não traia suas ideias ou deixe suas verdades.

Quando tomar boas decisões, felicite-se. Não se deixe incomodar com os erros. Todos cometemos erros e isso nos torna humanos. Além disso, podemos aprender com eles no futuro.

Não hesite em dar um deleite quando fizer as coisas certas e não se repreenda quando não o conseguir.

3. Deixe de lado as críticas

Existem dois tipos de críticas: construtivas e destrutivas. Infelizmente, geralmente usamos mais o último.

Um de seus problemas é que eles nos fazem sentir inferiores, indignos de alegria ou boas notícias, tristes, deprimidos e angustiados.

E, claro, não nos permite amar a nós mesmos.

Recuse-se a criticar-se por qualquer coisa e, se o fizer, que seja como um alerta para melhorar no futuro. Mude o ponto de vista e concentre-se no que você pode modificar.

Se ao invés de criticar você aprovar ou destacar o bem, então você se sentirá melhor com você mesmo.

4. Diga adeus aos medos

Tudo o que dá medo o afasta da felicidade e da alegria. Mas, atenção, porque é normal ter medo em algumas situações. O importante é enfrentá-los e superar os obstáculos.

Quando você superar essas barreiras, você poderá desfrutar de um impressionante desenvolvimento pessoal. E você vai dizer, eu tenho sido capaz de enfrentar o que eu temia tanto! Sem dúvida, esse é um passo muito importante na tarefa de amar a si mesmo.

5. Concentre-se em suas qualidades

Faça uma lista (mental, se quiser) com tudo o que você considera bom em você. Talvez no início você ache que não tem nada favorável, mas ficará surpreso ao saber quantas qualidades você tem.

Mesmo que sejam pequenas ou você as considera insignificantes… elas podem ajudá-lo a se sentir melhor com você.

Se você olhar para suas virtudes, nas coisas que você fez bem na vida e nos seus pequenos triunfos diários, então você se sentirá mais feliz consigo mesmo.

Além disso, não se esqueça de que os pensamentos positivos atraem mais coisas boas e sua autoestima aumentará em breve.

Quanto mais você pensar sobre algo, mais importante será para você. Concentre-se em suas realizações e você pode se amar como você é.

6. Não se compare

Isso só levará à infelicidade e aos sentimentos de inferioridade. É claro que outros são melhores que nós em muitas coisas, mas também somos superiores aos outros em vários outros aspectos.

Com seus pontos fortes e suas virtudes você é único e você não pode comparar-se com aqueles ao seu redor, exceto se seu objetivo é levá-los como um exemplo para melhorar a cada dia.

Não esqueça que você vale muito mais do que você pensa. Você é importante para seus amigos e sua família. Para eles, você não pode ser substituído por mais ninguém. Você deveria pensar o mesmo.

Amar a si mesmo é uma tarefa que requer muita concentração e entusiasmo. Também precisa de alguma disciplina e muita paciência.

Fonte indicada: Melhor com Saúde

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