Moço, ela está encantada contigo, mas sente medo de se machucar.

Moço, ela está encantada contigo, mas sente medo de se machucar.

Entenda, primeiramente, que ela já foi extremamente machucada no amor. O histórico amoroso dela é digno de um filme bem dramático. Ela tem razões de sobra para não acreditar mais em relacionamentos, e é por isso que ela tem se mostrado tão arredia e instável contigo. Sei que esse comportamento dela o deixa sem entender nada, pois ela mostra sinais de profundo interesse em você e, num outro momento, sem nenhuma razão aparente, demonstra uma frieza assustadora. Quero que você entenda que essa reação dela é um reflexo das incontáveis decepções que ela contabilizou ao longo da vida. É um comportamento instintivo de quem quer se proteger, sabe? É uma reação bem involuntária, eu diria.

Essa mulher é um poço de bons sentimentos e boas intenções. Por trás desse rompante de indiferença e independência, existe uma intensa vontade de amar e ser amada. Ela tem muito amor para oferecer. Por baixo daquele medo de se machucar, existe uma mulher que transborda intensidade. Se o seu interesse por ela é sincero, não se deixe desanimar pelas instabilidades dela. Acredito que se você se mantiver firme e demonstrar o quão convicto está em relação ao seu querer, ela vai acabar adquirindo confiança, aos poucos. Sei que será um trabalho de formiguinha, mas vai compensar, eu acredito. Eu percebo que ela está encantada contigo, mas o receio tem atrapalhado muito. É que, de um lado, existe uma voz dizendo “esse cara é diferente”, e, do outro lado, uma voz diz “você vai se arrebentar de novo”.

Ocorre que ela sempre se relacionou com homens errados, completamente incompatíveis com a essência dela. Na verdade, nenhum homem até hoje acessou a essência daquela mulher e, por vezes, ela carrega um profundo sentimento de inadequação. Ás vezes, ela acha que ela é o problema, mas, do que pude entender, não há nada de errado com ela. Não que ela seja perfeita, que fique bem claro. Ocorre que ela é dona de uma intensidade que não é para qualquer homem lidar, entende? E, não sei por qual motivo, ela sempre se relacionou com homens que não foram capazes de ler a poesia que ela traz em si. Foram homens que passaram pela vida dela e não conseguiram a senha de acesso ao que ela tem de mais extraordinário. Homens analfabetos na arte de amar, em contrapartida, doutores na arte de ferir a alma de uma mulher.

Cara, aquela mulher é incrível, e, caso você tenha a devida habilidade para conquistá-la, você terá tirado a sorte grande. Ela não é tão brava quanto parece, aquilo é só uma máscara. Sabe, no fundo, ela anda com preguiça e receio de perder o tempo dela. Ela anda com aversão a pessoas rasas, conversas inconsistentes e vínculos superficiais. Mas, posso apostar contigo, se você conquistar a confiança e o amor dela, você vai olhar para trás e perceber que, em se tratando de amor, ela será um divisor de águas em sua vida. É que, somente depois que ela tiver plena confiança em você, é que ela se mostrará em sua plenitude. Sem nenhuma reserva ou máscara, aquela mulher vai fazê-lo entender o que, de fato, significa companheirismo, entrega e parceria.

Mas, vou confessar um segredo, ela fala de você pra mim. Ela disse que quando ouve a sua voz, fica de pernas bambas. Ela ouve os seus áudios, por dezenas de vezes. Ela me disse que ama o seu jeito de tratá-la e que você tem roubado a concentração dela por completo. Ela me disse que você é o primeiro e o último pensamento do dia dela. Ela confessou-me que ama tudo o que vocês conversam. Ah, e essa química entre vocês?! Que loucura, hein!!? Mas, entenda, apesar de tudo isso, ela sente medo. Mas, te peço uma coisa: Por favor, não desista dela. Estou na torcida por vocês.

Ver o outro em si, e ver a si no outro, é ser capaz de ser humano

Ver o outro em si, e ver a si no outro, é ser capaz de ser humano

“O Eu é um Outro e os Outros são o eu” diz Tzvetan Todorov no início de seu livro, “A conquista da América: o assunto do Outro”. A partir disto, Todorov faz toda uma reflexão sobre a chegada dos Europeus na América (leiamos o livro para descobrir mais).

Deixando de lado boa parte da complexa e importante reflexão do autor, partamos de uma premissa simples: quando Todorov fala da presença deste Eu no Outro e vice-versa ele está nos levando à percepção da alteridade, alteridade esta que seria o simples notar de que há algo no outro que também está em mim, o que o torna humano tanto quanto eu.

A alteridade tem sido bastante discutida entre filósofos, antropólogos, sociólogos e psicólogos – e por aí vai. Sim, os acadêmicos adoram abordar o assunto, mas ele não é um tema o que deve ficar só na academia.

A modernidade tem se mostrado uma competente destruidora dessa percepção do outro como ser igual.

O individualismo, o narcisismo, o egoísmo, a competição e acima de tudo, o medo que nos é imposto diariamente tem nos isolado a ponto de não termos mais a capacidade de entrar em contato com esse Outro que Todorov menciona. Estamos presos à nossos egos, celulares, carreiras. Somos levados o tempo todo à ver o Outro como inimigo, uma ameaça.

A televisão, o rádio, os outdoors, por outro lado, fazem questão de nos amedrontar 24 horas por dia, sem descanso. Nos isolamos em nossos próprios cubículos. Criamos assim, nossas prisões particulares.

“A gente não vê mais gente, pessoal”, disse outro dia uma professora minha sobre este nosso isolamento. Andar à pé não é mais opção. Quem tem condições, anda de carro. Ônibus? Um perigo!!!

Temos medo uns dos outros. Não nos olhamos nos olhos, não nos cumprimentamos. Somos “fieis herdeiros do medo” como diz Drummond em seu poema “O medo”. Estamos frios, cristalizados e distanciados.

Como reconhecer o Outro como igual se nem ao menos o vemos, nem o tocamos, nem ao menos trocamos um “bom dia” ou “boa noite” com ele?

Nossas bolhas sociais nos levam à aversão, à rejeição de tudo e todos que nos é diferente.

É deste tipo de bolha que surgem vários tipos de violências, inúmeras formas de preconceito e incontáveis discursos de ódio. Quando a alteridade nos foge, tendemos a presumir que somos superiores, tendemos a ignorar um fato simples: apesar das diferenças, há algo neste outro que é tão humano quanto o que há em mim.

E é aí que está nosso erro, porque é exatamente nesse Outro que nos encontramos. É na comunicação com o Outro que nos reconhecemos.

“Nos tornamos nós mesmos através dos outros” diz Vygotsky sobre nosso processo de desenvolvimento e de fato, é na troca com o Outro que crescemos, mas acima de tudo, é nesse processo de reconhecimento e crescimento que nos humanizamos.

Humanização. Somando agora as partes e resgatando a primeira citação do texto, podemos dizer que Todorov, estava falando sobre humanização. Ver o Outro em si, e ver a si no Outro, é ser capaz de ser humano.
Nos humanizemos.

Por que o sofrimento do outro não incomoda?

Por que o sofrimento do outro não incomoda?

Na imprensa, na televisão e nas mídias sociais assistimos uma avalanche de desgraças e sofrimentos, que são reflexos do nosso dia a dia. Mas, por que o sofrimento do outro não incômoda?

Talvez uma das respostas para essa questão se encontra em nossa infância, pois éramos desencorajados a não mostrar a dor. Os adultos nos diziam: “deixa de ser chorão. ” É por isso quando as crianças começam a chorar em público, os pais não querem incomodar os outros. Esquecendo-se de buscar entender a origem do pranto dos seus filhos.

Observamos que existem adultos que têm vergonha ou medo de chorar na presença de outrem, em razão de acreditarem que seus sofrimentos podem ser encarados como um sinal de fraqueza. O choro é algo que precisa ser escondido ou abafado.

A outra resposta é que algumas pessoas gostam de comemorar os sofrimentos dos outros e de se divertir com os maus-tratos ou o abandono de animais. A insensibilidade transformou esses indivíduos em criaturas sem alma e sem coração, isto é, os “necrófilos” do século 21.

O que mais nos assusta na indiferença humana é a sua capacidade gélida de ignorar a existência de moradores de rua, da fome e da violência, que atingem parcelas expressivas da população. Além disso, determinados governantes desprezam a realidade do desemprego, das habitações subumanas e de tantas outras mazelas que geram sofrimento aos empobrecidos.

Esquecemos que cada pessoa tem suas dores, seja ela rica ou pobre, famosa ou anônima. Ignoramos que somos todos pertencentes à mesma família humana e podemos ser dilacerados por notícias falsas, críticas desonestas, atitudes preconceituosas, abusos, decepções, perdas de entes queridos, etc. Tudo isso pode ser minimizado aos olhos da nossa sociedade líquida.

A compaixão é um sentimento poderoso que nos permite ajudar o próximo a superar esses problemas, inclusive com aqueles que praticaram ações reprováveis, já que podem ter lhes faltado dignidade ou educação. O Papa Francisco enfatizou que a compaixão não é o mesmo que a pena, e concluiu: “a compaixão envolve você com a pessoa que sofre, remove as vísceras e te leva a aproximar-se dessa pessoa”.

Afinal não interessa o motivo do sofrimento, porque toda a pessoa humana sente dor, é uma dor igual a nossa. Isso é tão óbvio, mas que precisa dito várias vezes. Bertolt Brecht tem um dizer que nos chama a atenção: “Que tempos são estes, em que temos que defender o óbvio? ”

Não enxergue a realidade de forma distorcida

Não enxergue a realidade de forma distorcida

Nesse texto farei uma breve reflexão sobre isso a partir das belíssimas palavras de Fabíola Simões.

“A forma como lidamos com nossas relações faz parte do que consideramos real também. Uma pessoa ferida pela vida, amargurada após relações que não deram certo, certamente terá uma visão diferente daquela que tem a mocinha cheia de sonhos, que entra na igreja de braço dado com o pai. Por isso é tão necessário ter cuidado com aquilo que transmitimos aos outros _ principalmente aos mais novos _ a partir de nossos paradigmas ou percepções (nem sempre tão legítimas), mas que fazem parte da nossa realidade, não da realidade universal.

Aquilo que vejo pode não ser o que é; e talvez uma mente jovem, sem grandes traumas, tenha maior capacidade de enxergar o que realmente é, ao invés daquilo que podemos acreditar que seria.

Preconceitos são realidades distorcidas, e infelizmente podem ter a mesma proporção que os sentimentos nobres, como o perdão e a fé. Talvez as crianças pudessem nos ensinar mais, ao enxergarem limpo, com seu olhar ingênuo, livre de conexões distorcidas e pouco verdadeiras.

A vida não é fácil e muitas vezes é injusta. Por isso, é tentador nos moldarmos de forma distorcida. Blindarmos nossa estrutura e nos protegermos com excesso de cuidado. Nosso pecado é intervirmos nas páginas em branco daqueles que amamos, transmitindo nossos medos _ muitas vezes desnecessários _ para protegê-los.”

Fabíola Simões

Nessas lindas palavras, a Fabíola Simões está querendo nos dizer que, independente da forma como você enxerga o mundo e a realidade, você não tem o direito de interferir na forma de enxergar de ninguém, o que infelizmente, acontece em demasia.

Se você é uma pessoa que enxerga a realidade de forma distorcida, não pode levar isso para quem não vibra de acordo com esse mesmo pensamento. Isso chega a ser cruel! É desta forma que muitos meninos e jovens deixam morrer grandes sonhos pessoais e profissionais, porque cresceram ouvindo um monte de crenças negativas de pessoas que sofreram na vida e se frustraram por conta das experiências vividas, e por conta delas, perderam a esperança de que coisas melhores virão.

Tudo é uma questão de perspectiva. Se passamos e enxergar as coisas de uma maneira mais positiva, pouco a pouco essa é a realidade que teremos. Se, ao contrário, enxergamos apenas o lado negativo de tudo, nossa vida se tornará um mar de desastres e dissabores. É isso que você quer para sua vida? Ou quer a alegria e a realização pessoal profunda?

Se você quer a alegria e a felicidade, precisa enxergar a realidade como ela é, e nessa hora preciso citar o mestre dos mestres Jesus. Ele sempre dizia: “Aquele que não for como uma criança jamais entrará no reino dos céus…”. Essa frase é de uma profundidade sem medidas. Esse reino dos céus está dentro de cada um de nós e está ligado à nossa essência divina. Precisamos resgatar a criança que existe no nosso interior se quisermos enxergar a realidade sem distorções.

É engraçado! Parece piada, mas é verdade. As crianças enxergam a realidade muito melhor do que nós, e o motivo é muito simples, elas ainda não viveram o suficiente para experimentarem situações dolorosas e desafiadoras como nós adultos.

Mas as dificuldades que todos nós passamos devem servir para nossa evolução humana e espiritual, não para ficarmos cheios de medo, reclamando da vida, lamentando o que não se viveu e o pior, vomitando descontentamentos nos outros.

Você tem se comportado como um adulto? Vou explicar como um adulto se comporta!

  • Um adulto acha que a culpa para as coisas darem errado nunca é dele, é sempre de algo externo a ele. Como diria o meu amigo Raul Seixas“É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro…”
  • Os adultos riem pouco e nunca riem dos próprios erros e falhas.
  • Os adultos são muito literais, interpretam tudo ao pé da letra. Não conseguem entender as metáforas e muito menos as parábolas. Agora talvez você entenda porque Jesus falava tanto por parábolas, não é mesmo?
  • Os adultos não se permitem perder tempo com brincadeiras, nem com diversões simples da vida, como um banho de chuva, um passeio de bicicleta pelas ruas da cidade, um esconde-esconde com as crianças etc.

Existem mais pontos, mas basicamente é assim que os adultos se comportam. Sabe de uma coisa? Sou adulto apenas em idade, mas me considero uma criança, porque dentro do meu coração existe abertura para tudo que é novo e para não me cobrar demais por resultados e performances! Pra quê? Essa pergunta é fácil de responder, sabia? Responda! Talvez você seja aquele tipo de pessoa que gosta de ser perfeccionista.

Pois é! Não coloquei em cima, mas o perfeccionismo só existe nas pessoas adultas e é um dos maiores males da sociedade atual repleta de competições.

Enfim! Que esse pequeno texto tenha feito você refletir sobre a verdadeira maneira de enxergar a realidade.

Volte a ser como as crianças, pois só elas entrarão no reino dos céus…

“Às vezes, tomar um café com uma amiga é a única terapia que você precisa”

“Às vezes, tomar um café com uma amiga é a única terapia que você precisa”

O aniversário de minha mãe chega amanhã, e com ela tenho aprendido um dos grandes ensinamentos da vida, algo que ainda preciso praticar mais, mas que ela exaustivamente exercita e me inspira dia a dia. O ensinamento é: cuide de suas amigas.

Minha mãe nunca descuidou de suas amigas. Mesmo em seus momentos de intensa atividade profissional, filhos pequenos e afazeres domésticos, ela ainda conseguia encontrar brechas na agenda para reunir-se com sua turma de confidentes, parceiras de risadas e afinidades, cúmplices de erros e acertos, irmãs escolhidas a dedo.

Fiz anos de terapia. Foi um período de intensas mudanças, amadurecimento e autoconhecimento, e acredito que nada substitui uma boa sessão no divã. Porém, se tem algo que pode facilmente restabelecer nosso equilíbrio, bem-estar e juízo, é tomar um café demorado com uma amiga.

Você pode ter um bom marido, filhos que lhe querem bem, pais amorosos e colegas de trabalho bacanas. Mas se não tiver uma grande amiga _ com quem possa dividir um café e colocar em dia as experiências vividas, as alegrias e angústias sentidas, dicas preciosas e toques certeiros, desabafos e comemorações, conquistas e decepções _  você estará em falta consigo mesma.

É importante ter uma amiga com quem dividir aquilo que você não divide com seu marido, com seus filhos, com seus pais ou com qualquer estranho no ponto de ônibus. É importante ter uma amiga que não se sinta intimidada, atingida ou insegura diante de suas confissões mais cabeludas ou decisões mais absurdas. É importante ter uma amiga que ouça seus segredos com empatia e retribua o gesto com a mesma confiança e parceria. É importante ter uma amiga que possa rir de suas histórias bobas; chorar com você durante seus dramas intensos; se emocionar com sua narração do último filme interpretado pelo Jacob Tremblay; entender suas oscilações hormonais; ser solidária às suas queixas do trabalho, dos grupos cansativos de whatsapp ou do preço abusivo do combustível.

Tem horas que só uma grande amiga pode lhe aconselhar, resgatar, amparar. Só uma grande amiga, sentada num charmoso café, pode lhe ajudar a colocar o peso da vida em seu devido lugar, diminuindo a gravidade das suas tempestades e acrescentando fermento à sua felicidade. Só uma grande amiga, pegando no seu pé porque você coloca açúcar demais no café, pode entender suas inconstâncias, contradições e inquietações. Só uma grande amiga pode te dar um “presta atenção” dos bons, colocando você de volta ao seu lugar e cuidando para que jamais se sinta fracassar.

Na liquidez das relações, priorize suas amizades; pois somente uma grande amiga conhece sua verdadeira força por trás da aparente fragilidade. Só uma grande amiga sabe que embaixo dos inúmeros disfarces que você usa rindo de si mesma e fazendo autobullying, está uma pessoa que quer ser aceita e amada, respeitada e valorizada. Ela conhece suas fraquezas e autoriza suas saudades, mas dá um chacoalhão quando percebe seu olhar adocicado demais para o passado. Somente uma grande amiga conhece seus sonhos, os novos e antigos, e não deixa você abandoná-los tão fácil. Somente uma grande amiga lhe ajuda a não terceirizar a responsabilidade pela sua vida, e assumir todos os seus erros e acertos de cabeça erguida, sem se culpar, martirizar ou vitimizar por aquilo que não pode controlar.

“Às vezes, tomar um café com uma amiga é a única terapia que você precisa”. Não espere que os filhos cresçam, que a aposentaria chegue, que o ritmo de vida desacelere. Não deixe para depois, pra quando tudo se acalmar, na hora que Deus mandar. Reserve brechas na agenda e assuma compromissos sérios, dando prioridade à amizade. Desista de inventar desculpas e de acreditar que ter centenas de amigos no Facebook é o mesmo que ter uma amizade sólida e profunda, baseada naquilo que foi vivido e compartilhado dia a dia, cara a cara. Descubra que ter amigos verdadeiros é um investimento. Investimento de felicidade, saúde e vida. Que o café seja pretexto para boas risadas, confidencias, recordações, partilha e planos. E, antes que a conta ou a sobremesa chegue, vocês perceberão que o encontro valeu cada minuto investido; pois, para bem viver, é preciso insistir nos encontros felizes e nunca, jamais lamentar aquilo que por alguns instantes fez você perder a noção da hora e esquecer a fragilidade das coisas e do tempo…

*A frase título desse texto não é minha. Encontrei em vários posts sem autoria na web. Se alguém souber a autoria ou for o autor da frase, por favor me informe.

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Amor que não traz paz, não há razão para existir

Amor que não traz paz, não há razão para existir

João ama Maria, que ama Frederico, que ama churrasco. Luiza ama Pedro, que ama Suzana, que não ama ninguém. Essa logística complicada dos amores modernos tem mudado os moldes dos relacionamentos e tornado os envolvidos carentes, egoístas e medrosos.

Sou “acusada” de destruir o esteriótipo de “amor açucarado” desde 2012 quando comecei a escrever e, confesso, que isso nunca me incomodou, já que acredito que amar é muito mais simples do que julgam os apaixonados de plantão.

Cada um de nós tem um jeito de amar, mas, nenhum delas é viver em um conto de fadas com príncipes e princesas encantadas. Amor bom é amor real! Desses que discutem a relação, que são provados na rotina e que superam desafios diários. Se não for assim, não é amor. Simples!

Gikovate afirmava que “amor é paz e é interpessoal” e o psiquiatra estava certíssimo. Amor é uma oportunidade de relação entre pessoas dispostas a fazerem dar certo e não uma luta de egos fúteis e instáveis.

Amor tem que trazer paz, despertar saudade, desenvolver cumplicidade. Essa história de “é o jeito dele amar”, “ele me maltrata, mas me ama” ou “ela é ciumenta, mas cuida de mim” é desculpa de quem não tem coragem de terminar uma relação abusiva.

Deveria ser lei: amor que não traz paz não deveria existir. Mas, infelizmente, não é assim que acontece. As pessoas acostumaram-se com as desculpas esfarrapadas, com os cancelamentos nos finais de semana e com os turbilhões de sentimentos que está quase impossível distinguir um verdadeiro amor de um sentimento descartável.

Amor não é paixão. Paixão não garante relacionamento e carência não comprova sentimento. Precisamos entender que há uma imensa diferença entre relacionamentos abusivos de relacionamentos sadios e, não saber diferenciá-los, custa um alto preço emocional.

Geralmente, depois de uma grande desilusão amorosa o medo em relacionar-se torna-se comum. As pessoas procuram desculpas, inventam histórias e até encenam situações apenas para não darem uma nova chance ao amor. Nesses casos, os medos emocionais são escondidos pelas desculpas  “não consigo confiar”, “ninguém ama ninguém” ou “não estou pronto para me relacionar”. Além de anular toda a possibilidade de felicidade com desculpas como a falta de tempo, falta de interesse e falta de disposição.

A verdade é que somos incoerentes e extremos. Se por um lado temos medo de amar, por outro temos medo de ficarmos sozinhos. É como diz aquele famoso ditado “um boi para entrar numa briga e uma boiada para não sair dela”. Em outras palavras: temos um estoque de desculpas para não começar uma relação e uma tonelada delas para não sair.

Queremos que o outro se encaixe nos nossos moldes egoístas de perfeição, mas não estamos dispostos a ceder em prol do relacionamento. Queremos que alguém quebre nossas barreiras, mas não damos condições para isso. Queremos um companheiro de vida, mas não criamos laços fortes para que isso se efetive. A verdade é que queremos amar, mas temos medo de sofrer.

Sabe de uma coisa? Permita-se! Nem todo relacionamento sadio irá durar. Nem todo fim de semana divertido virará namoro. Nem toda saudade será recíproca. E tudo bem! O que não dá é condenar toda relação ao fracasso porque uma não deu certo.

Permita-se amar novamente, a encerrar relações abusivas e a recomeçar sempre que for necessário.  Entenda que amor bom é amor calmo e, até que me provem o contrário, amor que não traz paz, não há razão para existir.

Nunca deixes de ouvir o amor que tens dentro de ti

Nunca deixes de ouvir o amor que tens dentro de ti

Dar uma passeada pelos canais de TV e pelas redes sociais vem se tornando um ato de coragem. Coragem, porque o estômago revira, a gente não acredita no que vê, no que lê, no que ouve, tamanha é a violência que subjaz a muito do que se tem por ali. Parece que quase ninguém mais consegue discordar ou opinar sem ser agressivo, irônico, sarcástico, babaca.

As pessoas deixam de olhar para si mesmas e passam a enxergar o pior de tudo e de todos. O que marca cada passo, cada palavra, cada digitação é um ódio que escorre por todos os poros. Há um tipo de loucura generalizada, em que os limites se dissipam, os direitos se extinguem e os sentimentos se neutralizam sob uma saraivada de ataques verbais que não levam em consideração mais nada, nem ninguém.

Tem-se uma geração de mimados, que coloca o ego acima de tudo, que quer os seus desejos atendidos a todo e a qualquer custo. Querem que seu ponto de vista seja aceito, que suas ideias sejam aplaudidas, que sua comida esteja pronta agora. Exigem que a sua música toque, que seu político seja eleito, que seu amor seja correspondido. Sentem-se unanimidades. Que se danem os outros, ninguém tampouco os enxerga.

Infelizmente, essa falta de empatia é destruidora, pois quem não se coloca no lugar do outro torna-se incapaz de exercitar o amor, de nutrir o bem, de sonhar coletivamente, de perceber que o mundo vai muito além do próprio umbigo. Colocar-se prioritariamente acima de qualquer um, sem refletir sobre as consequências dos próprios atos nas vidas alheias é egoísmo, é destrutivo, é desumano. Amor próprio sem se perceber parte de um todo é egocentrismo puro.

Todo mundo tem suas escuridões. O problema é fundamentarmos nossos comportamentos por meio de ódio, tão somente ódio, porque a gente se esquece de que pessoas possuem sentimentos e então ferra com tudo. É assim que a vida desanda: quando tu não ouves mais o amor que tens dentro de ti.

Quando a dificuldade bate à nossa porta

Quando a dificuldade bate à nossa porta

Confesso que já sonhei com a premonição dos problemas, ter a capacidade de antever os obstáculos, prever as ciladas e controlar o tempo e o futuro. Confesso que já questionei meu destino, acreditando não merecer a situação difícil a que a vida me submetera. Confesso que já rompi com Deus e fiz as pazes, logo em seguida, para romper de novo, logo mais. Confesso que a dor me pareceu injusta, que desejei ser outra pessoa, acreditando que as histórias alheias sempre têm enredos mais felizes do que aqueles a mim oferecidos.

E, ao confessar tudo isso, tiro um fardo enorme e incômodo dos meus ombros. Liberto-me das teias da ilusão e me dispo da arrogância daqueles que se acham no direito de serem apenas felizes, sempre, todos os dias.

E, ao me despir da ilusão, entendo que há surpresas boas e ruins ao longo da jornada. Que os momentos felizes nos tornam mais leves e os momentos de sofrimento e dor, nos fazem mais fortes, mais empáticos e mais humildes.

Olhando para trás, para o meu percurso agora vencido, leio nas entrelinhas da minha história lições inestimáveis de coragem e perseverança, as quais ignorei no momento vivido, porque a dor me cegara os olhos ao aprendizado.

Enquanto sofremos, somos sugados para o redemoinho dos acontecimentos dolorosos. Ficamos envolvidos pela dor e não somos capazes de olhar com outros olhos, de ver claramente, de enxergar uma saída e vislumbrar uma solução.

Somos engolidos pela névoa da inconformidade. E, muitas vezes, com os joelhos no chão, perguntamos: Por que eu? Por que comigo?

A dor nos impede de compreender que não somos nós os únicos atingidos pela tragédia. Em nosso “micromundo” há inúmeras outras pessoas que também sofrem pelo mesmo infortúnio; se choramos pela perda da saúde em nosso corpo, há quem sofra junto conosco pela impotência e falta de instrumentos para nos confortar adequadamente; se é a perda de um emprego que nos aflige, há dezenas de outras pessoas que serão impactadas por nossa momentânea incompetência financeira; se choramos a perda de um irmão, há mães que choram a perda de seus filhos.

Somos tão vulneráveis e nossos sofrimentos são tão semelhantes. Haverá sempre ao nosso redor um irmão que sofre, que sente estar num beco sem saída, que se vê perdido e sem perspectiva de solução. Acontece que como ficamos cegos pela nossa dor particular, não vemos nem solução para nós, nem o quanto a nossa mão é preciosa para alguém logo ali, tão perto de nós.

Parece incrível, mas quando nos dispomos a acolher o outro que também sofre em nosso abraço, é a nossa própria dor que ganha alívio. O sofrimento é inevitável. O despreparo para ele, também. A gente aprende a passar por ele a cada experiência vivida e vencida. A solução com resultados garantidos não existe. O que existe é conquistar a compreensão de que tudo, absolutamente tudo nessa vida é transitório e que nos cabe absorver as lições que só o sofrimento é capaz de ensinar, para que, ao nos depararmos com os momentos felizes, a felicidade nos encontre mais humanos, menos inflexíveis e egoístas.

***

Imagem de capa meramente ilustrativa: cena do filme “A Culpa é das Estrelas”.

Antes de ajudar o seu filho, espere 17 segundos

Antes de ajudar o seu filho, espere 17 segundos

Para crianças por volta dos seis anos, problemas como não conseguir criar um castelo da Lego tal como está na caixa, atar os sapatos ou fazer um exercício de matemática, são encarados como algo importante.

O seu instinto- como pai, mãe, educador ou responsável- seráo de rápida e facilmente ajudá-lo. Contudo, por menores que sejam os obstáculos que desafiam o seu filho, é necessário que permitamos que ele tente resolver.

A paciência não é a melhor qualidade das crianças,mas elas logo buscarão novas soluções para resolver aquele ‘difícil’ problema. É importante que as crianças sintam que existe o apoio de quem as observa, mas também é muito importante que elas cresçam com a confiança de que são capazes de encontrar suas próprias saídas em vez de pedirem ajuda face a qualquer situação.

Mas por que 17 segundos?

Este curto e específico período foi apontado por Alissa Marquess, mãe de três e autora do blog ‘bounceback parenting’, onde partilha dicas de parentalidade.

Por ter o defeito de sempre interromper os outros, ela percebeu que a média de tempo até que alguém fosse interrompido por outros era de 17 segundos, intervalo que começou a aplicar a si sempre que queria demonstrar os seus pensamentos numa conversa. Como a experiência teve sucesso, Alissa aplicou-a também ao caso dos seus filhos: Sempre que lhe pediam ajuda, esperava 17 segundos antes de o fazer.

Deste modo, ela oferecia o tempo necessário para que a criança lidasse com o problema e, na maioria das vezes, o problema era resolvido sem que o adulto interferisse.

Com informações de Notícias ao Minuto.

Nunca tivemos crianças tão maravilhosamente tiranas quanto hoje

Nunca tivemos crianças tão maravilhosamente tiranas quanto hoje

Em uma de minhas palestras, uma senhora me perguntou o que fazer com uma criança que não a obedecia, fazia somente o queria, bagunçava a casa e a colocava louca, desvairada. Então, lhe perguntei quantos anos a criança tinha. “Dois”, respondeu-me rapidamente e, em seguida, sorriu.

Ela, uma mulher bem apessoada, culta e dinâmica, deve ter caído em si sobre o absurdo da situação que estava vivendo. Para não privatizar, perguntei ao público: “quem já passou por uma situação parecida com essa?”. Muitas mulheres se manifestaram.

Narrei então, esta cena: Estava eu numa fila para pagar o estacionamento num shopping e. na minha frente, uma jovem segurava no colo uma criança que vazava pelos seus braços, em direção ao piso. O “vazava” significa: um braço, uma perna ou a cabeça sempre escapava do abraço de contenção. Era a cena de uma mãe que prendia no colo uma criança queria ir ao solo.

Estava no guiché somente uma pessoa que não conseguia vencer o grande afluxo, e a fila ia aumentando rapidamente. De repente, a criança, que devia ter uns dois ou três anos conseguiu escapar e começou a correr, dando gargalhadas, em direção à rua. A mãe entrou em pânico. Queria correr atrás, mas não podia perder o lugar na fila. Pediu que eu lhe guardasse o lugar. Concordei na hora, pois estava interessadíssimo em saber como iria acabar essa situação.

A mãe, a grande passos, corria falando forte com a filha: “Pára! Pára! Você vai ver quando eu lhe pegar!” E a menina olhava para trás e corria para frente com aquela corrida de criança, divertindo-se. A mãe demonstrava estar furiosa, como se fosse pegá-la aos sopapos.

Perguntei ao público o que cada mãe faria naquela situação. Ouvi desde apertões, beliscões, castigos, tapão e conselhos até pô-la sentada num banquinho em casa para refletir. E todos queriam saber o que aquela mãe fez…

Continuei: Quando ela alcançou a criança, pegou-a pela cintura e a levantou, fazendo-lhe festa, dizendo: Eu te peguei! te peguei!, como se estivesse brincando de pega-pega.

Brincando de desobedecer

Cheguei à conclusão que essa mãe não cumpriu o que prometeu. Ela mesma se desautorizou perante a criança. Não foi a criança que a desobedeceu. A própria mãe não obedeceu às suas ameaças. A criança estava simplesmente se divertindo, brincando de pega-pega com ela. Porque ela sabia que sua mãe faria aquela festa que fez quando a pegasse. Não deve ter sido a primeira vez que isso aconteceu.

Quem dá ordens tem que exigir que se cumpra e não transformar a ordem em uma brincadeira. Um policial se lança ferozmente a uma perseguição ao ladrão. Quando o alcança, diz que estava brincando de pega-pega? Quando é que o ladrão vai respeitar esse policial? Com certeza, nunca!

Falei para aquela senhora da pergunta inicial: “Com certeza a sua filha de dois anos já entendeu que a fala, ameaça, bronca e tudo o que vem da mãe não deve ser respeitado, pois tudo vira brincadeira, vira zona total e nada acontece a ela”.

As crianças de hoje são mais espertas que de épocas passadas devido à quantidade e qualidade de estímulos que recebem. Não deixam de perceber que suas mães passam duas mensagens contraditórias ao mesmo tempo – estão lhes dando bronca, mas gostariam mesmo é de ficar brincando com elas – ou mesmo que qualquer birra já faz com que desista da bronca. Assim, as maravilhosas crianças acabam sendo transformadas em tiranas…

Fonte indicada: Içami Tiba

O equívoco do “você tem que fazer o que gosta”- por Içami Tiba

O equívoco do “você tem que fazer o que gosta”- por Içami Tiba

Escolha da profissão: como pais e professores podem ajudar?

Está cada vez mais difícil para os jovens fazerem a escolha da futura profissão. São várias as dificuldades a serem superadas:

– É muito precoce a idade em que têm que optar pela faculdade a cursar;
existência de muitas profissões que estão nascendo e muitas morrendo pela obsolescência;
– profissões que estão deixando de ser boas pela saturação do mercado;
– profissões que ainda não existem;
– sem preferência nítida do que fazer, pois gostou de tudo – ou nada – do que estudou até o final do colegial;
– abandono da faculdade por não suportar cursar as cadeiras básicas – “não agüento estudar o que não tem nada a ver”;

– frequentar a faculdade para realizar o sonho dos pais para depois “realizar seu próprio sonho”;
universitários que ainda funcionam como colegiais;
– usufruir dos status de universitário – liberdade, independência, noitadas etc. – mas não os compromissos acadêmicos – estudar sem ser cobrado por ninguém, organizar sua própria vida etc.;
– preferir um emprego qualquer e ganhar rapidamente o seu dinheiro para não ter que prestar contas aos pais;
perda de esperança de conseguir um bom emprego assim que se formar; e tantas mais que os que as vive tem suas próprias justificativas.

Minha experiência clínica mostra que nesta década aumentou o número de formados em cursos superiores que trabalham em áreas que não estudaram, e aumentou também o número de filhos trabalhando com os próprios pais.

Vou destacar uma atitude educacional que passa despercebida pela maioria dos pais e educadores nestas escolhas profissionais. É a educação do “você tem que fazer o que gosta”; ou “se faz o que gosta, você nem percebe que está trabalhando”; ou “gosto tanto do que faço, que isto para mim não é trabalho, é prazer”; ou ainda: “para que tirar férias se me realizo e sou feliz no trabalho?”; e, finalmente: “prefiro sair para trabalhar, porque ficar em casa sem ter o que fazer me deixa de mau humor”.

Com estas atitudes, os pais podem criar filhos hedonistas – têm o prazer como bem supremo. No entanto, não existe o trem da alegria, onde tudo é só festa. Neste trem tem gente trabalhando, alguém pagando a conta… Trabalhando nem sempre por gostar, mas porque necessita do dinheiro que aquele trabalho gera. Seu bem estar e quiçá dos seus filhos é pago com este dinheiro. Muita gente se divertindo, curtindo a festa, mas quem paga a conta? Hoje é comum ouvirmos o provedor dizer em um conformismo bem humorado “alguém tem que trabalhar nesta família”…

Ou seja, até chegar ao prazer, muito trabalho foi realizado, mesmo sem gostar. Estudar as matérias importantes, gostando ou não, sob o risco de ser reprovado. Treinar com afinco para chegar às melhores marcas pessoais. Disciplina sobre o talento para se atingir o sucesso. Preparar a festa e pôr a casa em ordem depois. Muito empenho e noites sem dormir para vencer acirradas concorrências.

Conquistar um título pode ser uma meta de alguém, mas o difícil é manter este título para se ter o prazer de ser reconhecido como detentor do sucesso. Manter dar muito mais trabalho que conquistar. Muitos conquistam. Poucos mantêm. Para manter enfrenta-se um clima muito perverso, nada prazeroso que é a obrigação de ter que ser o melhor.

Para uma boa escolha profissional é preciso uma boa base de preparo para o sucesso, que pode não ser prazeroso, mesmo gostando da atividade. Se o estudante for guiado somente pelo prazer, jamais chegará ao ponto de desfrutar os resultados de suas conquistas, pois as abandonará na primeira obrigação que encontrar.

Fonte indicada: Içami Tiba

Ame sua própria companhia, todas as outras são temporárias

Ame sua própria companhia, todas as outras são temporárias

Existe uma linha, por vezes tênue, que separa o sentimento de solidão da situação de estar sozinho. O que nos torna solitários pode ser nossa própria vontade, nossa necessidade de nos retirarmos do burburinho que pode incomodar. Já a solidão é um sentimento melancólico e que incomoda quem não quer ficar sozinho de jeito nenhum.

Nem todo mundo que está sozinho sente solidão e nem todo mundo que está acompanhado foge dela, simplesmente porque se trata de algo íntimo, subjetivo, dependendo do que cada um sente dentro de si. Podemos, por exemplo, estar nos sentindo vazios e afastados do mundo, mesmo quando temos um companheiro ou nos encontramos em meio a muitas pessoas. A solidão vem lá de dentro.

Da mesma forma, apreciar a companhia de si mesmo, gostar de estar sozinho, apreciando tudo o que somos e temos por nós mesmos, sem dramas ou tristezas, é o que chamamos de solitude, que ocorre quando somos a nossa própria companhia, uma companhia gostosa e que basta. Solitude tem a ver com amor-próprio, com aceitação de si mesmo, com entendimento de toda luz e de toda escuridão que há dentro de si, lidando com isso sem se machucar nem machucar ninguém.

Fato é que muitas pessoas acabarão indo embora de nossas vidas, uma ou outra hora, por vontade própria, pelas distâncias que a vida traz, por causas diversas. Inevitavelmente, todos nos veremos sozinhos e solitários, em alguns momentos de nossas vidas, mesmo quando menos esperarmos, ainda que contra os nossos desejos. Nessas horas, teremos somente a nós próprios para atravessarmos a escuridão avassaladora dos caminhos tortuosos que se descortinarão à nossa frente.

Por isso, é preciso que aprendamos a apreciar a nossa própria companhia, a escutar o nosso coração, a entender os sentimentos que preenchem a nossa alma, pois lidar com as repetidas ausências alheias sempre será uma luta individual, íntima e pessoal. Se estivermos de bem com o que temos dentro de nós, será mais fácil conseguir superar os vazios afetivos que vêm ao nosso encontro quando em vez. É assim que a gente se sente bem, com alguém ou sem ninguém além de nosso eu verdadeiro e feliz, apesar de tudo.

Este teste de 3 perguntas revela muito sobre a sua verdadeira natureza

Este teste de 3 perguntas revela muito sobre a sua verdadeira natureza

Seu subconsciente é incrível. Ele abandona toda a lógica e pensa simbolicamente. É o portão que o liga ao mundo do intangível. Hoje, te desafiamos a mergulhar nesse mundo incrível. Para quê? Um teste de personalidade diferente de qualquer outro que você já fez! Acredita-se que esse teste, chamado de “Teste de Personalidade Tibetano” foi criado em conjunto pelo Dalai Lama. Para completá-lo corretamente, você precisa pensar abstratamente. Não gaste muito tempo focando em cada exercício; basta ir com o fluxo e escolher as respostas que surgem em sua cabeça…Pegue um bloco de notas e uma caneta e prepare-se para aprender muito sobre si mesmo! Pronto? Vamos começar!

1 – Imagine que há cinco animais a sua frente

Uma vaca, uma ovelha, um tigre, um cavalo e um porco. Coloque os animais na ordem que faz você se sentir feliz. Lembre-se, não pense muito profundamente; basta escrever os nomes dos animais em uma ordem que você gosta.

2 – Dê um adjetivo a cada substantivo nessa lista

O cão é _______.
O gato é _______.
O rato é _______.
O café é _______.
O mar é _______.
Use apenas um adjetivo por substantivo.

3 – Pense em 5 pessoas que são importantes em sua vida

Para cada uma das cinco pessoas, escolha uma cor na lista a seguir:

Amarelo
Laranja
Vermelho
Branco
Verde
Você só pode escolher uma cor por pessoa. Lembre-se, não escolha sabiamente – escolha intuitivamente. Então o que tudo isso significa?

Pergunta 1 – Suas prioridades

Vaca: Sua carreira
Tigre: Sua autoestima
Ovelha: Amor
Cavalo: Família
Porco: Dinheiro
A maneira como você ordenou estas coisas é, evidentemente, um indicativo das suas prioridades na vida.

Pergunta 2 – Sua atitude perante a vida

Cachorro: Sua personalidade
Gato: Personalidade do seu parceiro
Rato: Personalidade dos seus inimigos
Café: Opinião sobre sexo
Mar: Sua vida em geral
O adjetivo que você escolheu para descrever cada substantivo diz respeito a sua visão subconsciente do que aquele substantivo representa.

Pergunta 3 – Sua atitude para com as pessoas

Amarelo: Alguém que teve um grande impacto em sua vida.
Laranja: Alguém que considera ser um verdadeiro amigo.
Vermelho: Alguém que você ama incondicionalmente.
Branco: A alma gêmea.
Verde: Alguém que você nunca vai esquecer.

Qual precisão você daria a seus resultados? Se você aprendeu algo sobre si mesmo através do Teste de Personalidade Tibetano, não deixe de passar esta mensagem aos seus amigos!

Fonte: David Wolfe

Nota da página: conteúdo publicado com o objetivo de entretenimento.

Exaustão emocional, a consequência de tentar ser forte a todo momento

Exaustão emocional, a consequência de tentar ser forte a todo momento

A exaustão emocional é um estado atingido pela sobrecarga de esforço. Neste caso, não falamos apenas de excessos de trabalho, mas também de assumir conflitos, responsabilidades ou estímulos emocionais ou cognitivos.

A exaustão emocional não vem de um momento para outro. Trata-se de um processo que ocorre lentamente, até que haja um ponto em que a pessoa entra em colapso. Essa quebra a submerge em paralisia, depressão profunda ou doença crônica. Ocorre um colapso na vida da pessoa, porque ela literalmente já não aguenta mais.

“Nada pesa tanto quanto o coração quando está cansado”.
-José de San Martín-

Embora a exaustão emocional seja sentida como cansaço mental, geralmente está acompanhada de uma grande fadiga física. Quando isso acontece, há uma sensação de peso, de incapacidade de seguir em frente. Caímos, então, em uma inércia da qual é difícil sair.

As causas do esgotamento emocional

O esgotamento emocional se origina porque há um desequilíbrio entre o que damos e o que recebemos. Aqueles que são vítimas disso dão tudo o que podem de si mesmos, seja no trabalho, em casa, no relacionamento ou em qualquer área.

Em geral, isso ocorre em áreas onde há uma grande exigência, que por sua vez, aparentemente, exige grandes sacrifícios. Por exemplo, em um trabalho onde há um alto risco de demissão. Ou em uma casa cujos membros estão cheios de problemas e exigem atenção. Também quando temos um relacionamento conflituoso ou com sérias dificuldades.

O comum é que a pessoa exausta não tenha tempo para si mesma. Tampouco recebe reconhecimento, carinho ou consideração suficiente. Espera-se que ela se “renda” o tempo todo. Como se não tivesse necessidades, ou como se fosse mais forte que o resto e pudesse aguentar tudo.

Os primeiros sintomas de exaustão

Antes que apareça a exaustão emocional propriamente dita, há algumas indicações que a anunciam. São sinais aos quais, em geral, não são dados muita importância. Se os notarmos, as medidas podem ser tomadas a tempo.

Os sintomas iniciais da exaustão emocional são:

Cansaço físico. A pessoa se sente cansada com frequência. A partir do momento em que abre os olhos, sente como se fosse extremamente árduo o que a espera no dia.

Insônia. Por mais contraditório que pareça, uma pessoa com exaustão emocional apresenta dificuldade para dormir. Sempre tem problemas aos quais dedica tempo demais e que fazem com que seja difícil pegar no sono.

Irritabilidade. Há desconforto e perda de autocontrole com certa frequência. A pessoa exausta parece mal-humorada e é muito sensível a qualquer crítica ou gesto de desaprovação.

Falta de motivação. Quem sofre de exaustão emocional começa a agir mecanicamente. Como se fosse obrigado a fazer o que faz o tempo todo. Não tem entusiasmo ou interesse em suas atividades.

Distanciamento afetivo. As emoções começam a ficar cada vez mais planas. É como se, na verdade, a pessoa não sentisse praticamente nada.

Esquecimentos frequentes. A saturação de informações e/ou estímulos leva a falhas na memória. Esquecem com facilidade as pequenas coisas.

Dificuldades para pensar. A pessoa se sente confusa com facilidade. Cada atividade implica um gasto maior de tempo do que antes. Raciocina lentamente.

As saídas para a exaustão emocional

A melhor maneira de superar a exaustão emocional é, naturalmente, descansando. Você tem que encontrar tempo livre para relaxar e ficar calmo. As pessoas que se exigem muito passam anos sem, por exemplo, tirar férias. Isso não pode acontecer. Mais cedo ou mais tarde, só leva à fadiga. Então, uma boa ideia é tirar alguns dias para dedicar ao descanso.

Outra solução é trabalhar para construir uma atitude diferente diante das obrigações diárias. Cada dia deve incluir horários para dedicar aos compromissos e também momentos para descansar e realizar atividades que sejam gratificantes. Devemos deixar de lado as obsessões de perfeição ou realização.

Finalmente, é muito importante nos sensibilizarmos com nós mesmos. Para isso, nada melhor do que dedicar um momento a cada dia para ficarmos sozinhos. Respirar, nos reconectar com o que somos e com o que desejamos. É fundamental desenvolver uma atitude de compreensão e bondade com nós mesmos. Caso contrário, mais cedo ou mais tarde, será impossível seguir adiante.

Fonte indicada: A Mente é Maravilhosa

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