“Qualquer coisa que encoraje o crescimento de laços emocionais tem que servir contra as guerras.” Sigmund Freud
“Os poetas odeiam o ódio e fazem guerra à guerra.” Pablo Neruda
“Nunca houve uma guerra boa nem uma paz ruim.” Benjamim Franklin
Armênia de 106 anos protegendo sua casa, 1990.Na Geórgia, casal de idosos foge de sua casa, após bombardeio Russo, 2008.Israel bombardeando Gaza.Pai corre com filho morto nos braços- Gaza, 2014Albaneses fugindo de Kosovo. Kukes, Albania. Foto de Francesco ZizolaMarcas da guerra civil na Libéria.
Afirmo, dona Angita: o quintal do mundo tem quina. Ora, se até o Tempo tem dobradura! Acredita, não, senhora? Pois tem.
Quando caminhei de solavanco de sonho, já desditado de tudo, é que fui atinar para as quinas das coisas. Sabe, o céu tem quatro quinas. É verdade. É uma caixa de azul onde Deus quis por bem guardar a terra para que ela não saísse quicando no espaço. Essa caixa é brinquedo divino, é nela que Deus, toda noite, se diverte a colar e descolar as estrelas.
Mas não percebe, dona? Minha vida foi sempre tropeço, então, quando tropecei ainda ontem naquela quina do quintal do mundo, era mais um
desalento, era coração em Celestina. Aqueles olhos pretos me fizeram amar a noite, amar a tristeza, e me fizeram inexistir, sempre que ela se afastava, sorrateira, para amar, eu bem sei, outro alguém.
Mas ela sempre voltava, dona Angita. Quando ela voltava eu vivia de novo. Eu vivia era Celestina, morava em Celestina, meus pés bem pouco resvalavam no chão. Eu não ralhava, não exigia direitos; fingia não saber.
Habituei-me muito cedo a morrer. Quando conheci o amor de Celestina, aprendi que de amor é que mais se morre por dentro e que nada morre sem fim. A morte chega acabada, finda, parada de tudo. A vida é uma costura dessas mortes. E são tão infinitas essas mortes que a vida não termina nunca.
Quando a moça engravidou, pensei que não era perigo ela apontasse outro pai ao rebento. Eu, marido legítimo, seria o pai, fosse o pai quem o fosse. Mas fui ficando ressabiado. Ela amuou-se, ensimesmada, taciturneando silêncios. Ainda meditei “É mal de gestação”, vendo a sua barriga a cada dia mais redonda e o seu coração mais e mais distante.
Eu fazia os seus gostos. Comprava as comidas. Mandei fazer um berço de ferro, pintado todo ele de dourado, coisa mais linda! Mas Celestina nada se encantava. Tão diferente…
Quando conheci minha flor, logo me iluminou seu sorriso, sua saia curta, mostrando as coxas; seu caminhar de faceira, como quem brincava de chutar, quando em quando, um qualquer vento. Ela era toda um convite, meu corpo não meditava, aceitava, só aceitava. E assim passei a visitar mais vezes que necessário a mercearia da esquina, onde a menina era caixa, na ajuda do avô.
E eu, que já matutava na velhice dos dias, já aos sessenta e tal, virava menino de novo e dava sempre jeito de fugir com Celestina, nem que fosse uns minutos. Ela era jovem demais, eu sei, pouco mais de 16, mas sabia amar com ninguém. Bastava olhar a boca entreaberta da moça e o meu corpo, todo o corpo, obedecia o coração. Não se pode dizer não quando cada espacinho de nada do corpo sussurra desejos assim.
E a gente fugia, cada hora a um lugar diferente, para que o corpo cumprisse a sina de amante. Assim se deu por semanas, até que o avô da menina atinou nas suas fugas. Foi assim que providenciei o casório. Logo eu, que nunca fui disso, que sempre quis viver solto no mundo, agora assim, já velho e todo bobo, no aguardo do casamento.
Noite mais linda! Celestina de branco, eu todo afoito, com medo que tudo fosse sonho e um infeliz desalmado me acordasse. Mas não era. Daquele dia em diante, eu, Zé Filício, fui o dono do céu.
Vi que até o céu tem coisa errada. Celestina era minha, mas era ainda de outros tantos. Mas que importa, desde que fosse minha?
Quando a barriga foi crescendo, começou a renegar meus carinhos. Não me olhava nos olhos, não me alisava na cama. Dizia: “Coisa de grávida, Zé, deixa eu quieta aqui no meu canto.” Eu deixava, mas sempre me desabava no chão um pedacinho de mim.
Naquele dia acordei, dona Angita, e não vi Celestina. Meu coração deu sinal de perigo. Eu velho, acabrunhado, doido de amor, sai aloucado, a procura da moça. E onde teria ido com aquele ventre tão crescido e pesado? Roguei a graça de Deus e dos santos todos, mas nada de Celestina. Depois de três dias encontrei um papel amassado caído embaixo da cama:
“Não me apetece ser mãe. O filho é bem seu e o meu amor também é. Zé, a vida é embaraço dos grandes e não quero sentar e desfazer os nós. Vou me jogar no rio antes mesmo do nascer do sol.”
Mas a Vila não tinha rio, dona Angita. Poderia a minha mulher se afogar num leito de inexistência? Só tem um rego d’água que mal molha as canelas da gente. E ela não tinha como sair da vila sem condução, ainda mais com aquela barriga de enormidade.
Foi então que sai correndo naquele quintal esquecido do mundo. Eu não sei se desconhecia que o quintal do mundo tem quina, ou se havia disso me
esquecido, e tropecei. Disseram que tomei veneno. Disso nem precisava, mais se morre de ingestão de tristeza.
Não sei como cheguei aqui, dona Angita. Essa camisa branca amarrada, essa tanta gente de branco, tudo é um engano sem tamanho. Preciso procurar Celestina. Ela deve andar embaixo da água de algum rio desse mundo, procurando alguma alegria que seja. Talvez meu menino já tenha nascido e segure a mão dela. Sabe, dona Angita, olharam meus documentos. Disseram que eu nunca fui casado, que Celestina nunca existiu, que ela é toda feita de loucura. Que ignorância, dona Angita! É que eles não se celestaram ainda. Só quem conhece o céu é que tudo sabe.
Nessas fotografias, momentos que representam alegria, inocência, desespero, curiosidade e perseverança dentre inúmeros outros sentimentos. Não importa de onde viemos, estas são as emoções que nos unem – são elas que nos tornam humanos.
Uma fantástica seleção!
“No fundo a Fotografia é subversiva, não quando aterroriza, perturba ou mesmo estigmatiza, mas quando é pensativa.” Roland Barthes
Sobre a FOTOGRAFIA
É a captação de imagens com o uso de câmeras, sua gravação e reprodução em papel e meios digitais. O fotógrafo domina o uso de máquinas, lentes e filmes e conhece a fundo as técnicas de revelação, ampliação e tratamento de imagens analógicas e digitais. Com base em conhecimentos de iluminação e enquadramento, procura captar da melhor maneira possível a imagem de pessoas, paisagens, objetos, momentos e fatos políticos, econômicos, esportivos e sociais. Seu trabalho pode ter cunho jornalístico, documental ou comercial – por exemplo, ao fotografar produtos e modelos em estúdio. É possível atuar em jornais, revistas, sites, emissoras de TV, no cinema e em agências de publicidade. (Guia do estudante)
A escultura é um ramo das artes visuais. Envolve a criação de objetos artísticos em três dimensões: comprimento, largura e altura. A principal característica de um projeto de escultura é a maneira como suas formas se estendem através do espaço. Tamanho, textura, luz e sombra, além da cor, são também importantes elementos do projeto. Uma escultura pode representar fielmente uma pessoa ou um objeto, ou pode ainda refletir formas e padrões inventados pelo artista.
“Como faço uma escultura? Simplesmente retiro do bloco de mármore tudo que não é necessário.” Michelangelo
Mustangs por Robert Glen, Texas, EUA
Expansão por Paige Bradley, New York, EUA
Transeuntes, Wroclaw, Polônia
Salmão, Portland, Oregon, EUAPovo do rio por Chong Fah Cheong, SingapuraOs sapatos na margem do Danúbio, Budapeste, HungriaArma atada, Turtle Bay, New York, EUAMoldes por Zenos Frudakis, Filadélfia, Pensilvânia, EUAFantasma negro, Klaipeda, LituâniaFantasma negro, Klaipeda, LituâniaLes Voyageurs, Marselha, FrançaNelson Mandela, África do SulDe Vaartkapoen, Bruxelas, BélgicaCattle Drive, Dallas, Texas, EUAAranha, Tate Modern, em Londres, Reino UnidoHipopótamo, Taipei, TaiwanSinking, Melbourne, AustraliaIguana Park, Amsterdã, HolandaMan At Work, Bratislava, EslováquiaMihai Eminescu, Onesti, na RomêniaCena da guerra, Eceabat, TurquiaMan Hanging Out, Praga, República Checa
Kelpies, Grangemouth, Reino UnidoRoudle Mall, Adelaide, AustraliaThe Unknown Oficial, Raykjavik, IslândiaThe Shark, Oxford, Reino Unido
Dorothy Michaels, personagem de Dustin Hoffman em “Tootsie”
Dustin Hoffman é um dos mais renomados atores norte-americano. Em 1982 protagonizou “Tootsie”, uma comédia dirigida por Sydney Pollack e que recebeu 10 indicações ao Oscar. “Tootsie” foi tão bem sucedido que, em 2000, foi considerado pelo American Film Institute como o 2° filme mais engraçado da história.
No enredo, Michael Dorsey (Dustin Hoffman), um ator perfeccionista e de temperamento difícil, desesperado em busca de emprego, resolve se vestir de mulher para disputar um papel feminino em uma telenovela. O que ele não esperava era obter tanto sucesso com o seu papel.
Porém, manter a farsa fica cada dia mais complicado, especialmente porque ele se apaixona por Julie Nichols, uma das atrizes da telenovela, e caso ele se declare, acabará revelando que é um homem.
Entretanto, o que Dustin Hoffman comenta nesse pequeno vídeo foi como vivenciar uma personagem feminina que não atingia ideiais estéticos fez com que refletisse sobre a mulher no mundo e sobre as cobranças sociais relacionadas à beleza.
Sensível e profundamente revelador. Imperdível!
O site obras de arte nasceu como uma extensão de sua página no facebook, que foi criada com o puro objetivo de divulgação de obras de arte e artistas plásticos brasileiros para o mundo, gerando maior visibilidade.
Primeiro começamos divulgando muita arte, e construindo relacionamento com muitos artistas e apreciadores de arte ao redor do globo. Ao longo do tempo o número de fãs foi aumentando, e cada vez mais arte sendo compartilhada. E o mais interessante, e que nos deixa satisfeitos, é que as pessoas gostaram da proposta, uma vez que curtem e compartilham com frequência. Uma grande parte do público é Brasileiro, e da América Latina, principalmente Argentina, e uma outra parte, do outro lado do planeta, como exemplo, Rússia, Índia, entre outros. O Facebook realmente permite essa quebra de fronteiras regionais.
Artista Carlos Zemek
Com o nosso trabalho, muitos artistas interessaram-se em divulgar através de nossa página também, assim ganhamos ainda mais parceiros e amizades, que hoje fazem parte do catálogo de artistas do site.
Chegamos a conclusão de que precisávamos de um espaço maior e com mais possibilidades de administração. Criamos então o site, registramos o nosso domínio, começamos de uma forma bem simples, e hoje estamos com um site bem estruturado, com uma interface amigável e interativa, apresentando as informações ao público, de forma organizada e criativa.
É um espaço de atualização, pesquisa, conhecimento e principalmente divulgação. Dentre as principais páginas, logo na Página Inicial, são apresentados os destaques e categorias. Na Página Sobre nossos objetivos e valores estão delimitados, é o que queremos para o futuro e como enxergamos isso. Na Página dos Artistas, estão relacionados todos os artistas plásticos que fazem parte de nosso grupo do Site, e clicando sobre o nome deles, o internauta apreciador de artes, é levado para o perfil pessoal do artista com informações detalhadas do mesmo. Em seguida, vem a Página Galeria Virtual, uma galeria virtual com recursos interessantes para a melhor visualização das Obras de Arte, integrada as redes sociais, ou seja, o que você Curtir lá, será mostrado no Facebook, chamando a atenção de outros para a visitarem também.
Artistas, Professores de História da Arte, e entusiastas do setor, escrevem para o site, como é o exemplo das exposições e artigos que temos publicado, seguem alguns:
Acreditamos muito na integração do facebook com o site, pois cada um atua de uma forma diferente, um é a vitrine e o outro é a loja. Uma estratégia muito boa! Além de trabalharmos com paixão e amor, na busca pela realização de nossos objetivos.
“Duet” é o novo curta-metragem de Glen Keane, o cartunista da Disney responsável por animações como “A Pequena Sereia”, “Tarzan” e “A Bela e a Fera”).
Uma pequena joia que deve ser vista!
É a mais pura verdade que os animais sempre nos despertam interesse e admiração, mas a lista abaixo também gera ternura e risos. São 41 fotos e fatos sobre os bichinhos mais fofos e curiosos do mundo.
Espero que gostem tanto quanto eu gostei.
1. Na Suécia, existe uma espécie de competição de salto entre coelhos conhecida como “Kaninhoppning”.
2. Um panda recém-nascido pesa tanto quanto uma xícara de chá.
3. Os pés peludos dos fenecos (ou raposas-do-deserto) funcionam como sapatos grossos que os protegem da areia quente do deserto.
4. Leopardos-das-neves usam suas caudas como um cobertor felpudo portátil para mantê-los quentes, onde quer que vão. As caudas também proporcionam equilíbrio, ajudam no armazenamento de gordura e são frequentemente utilizadas para cobrir seu rosto e gerar calor extra enquanto eles dormem.
5. Se você raspar um porquinho-da-índia, ele se parece com um hipopótamo bebê.
6. A cauda de um panda-vermelho pode crescer até 48 centímetros de comprimento (o tamanho de um gato doméstico médio).
7. Macacos-japoneses jovens fazem bolas de neve para se divertir.
8. Esquilos adotam bebês abandonados, quando seus pais não estão mais por perto, ou não podem cuidar deles propriamente.
9. O parente mais próximo do musaranho-elefante são realmente elefantes, não outros animais chamados de musaranhos.
10. As abelhas se comunicam através de dança, a fim de dizer aos seus companheiros onde flores (suas fontes de alimentos) estão localizadas.
11. Pinguins-gentoo propõem seus companheiros em casamento usando uma pedrinha.
12. Existe uma versão “corgi” felina: o gato Munchkin.
13. Os cavalos-marinhos são monógamos, ou seja, têm companheiros para toda a vida. Quando viajam, eles seguram nos rabos uns dos outros.
14. Peixes-borboleta também formam pares para toda a vida. Se os dois se separam, eles sobem na coluna de água acima do recife para procurar um ao outro.
15. Pintos falam uns com os outros de dentro de seus ovos. Antes deles eclodirem, os filhotes já podem se comunicar entre si e com sua mãe através de um sistema de pelo menos 24 sons diferentes.
16. Coelhos podem fazer um “giro de alegria” muito engraçadinho quando estão animados.
17. Lontras ficam de mãos dadas quando dormem, para não flutuarem longe uma da outra.
18. Esquilos esquecem onde enterraram suas nozes com frequência, o que leva ao nascimento de centenas de novas árvores a cada ano.
19. Os ursos polares usam saudações do tipo nariz com nariz como uma forma de pedir a outros ursos alguma coisa, como comida.
21. O pug é considerado um cão sagrado para os chineses. Animais descritos como “cães de ‘boca curta'” aparecem em escrituras que datam de aproximadamente 700 aC na China.
25. Macacos sabem como usar máquinas de venda automáticas no Japão, e compram itens usando moedas que acham no chão.
26. Um grupo de flamingos é chamado de “extravagância”.
27. As baleias-jubarte gostam de cantar, e essas “músicas” inventadas são passadas entre as populações, assim como pop music nas comunidades humanas.
28. O belo (e aparentemente inocente) papagaio-do-mar faz parte da mesma ordem,Charadriiformes, e é parente próximo das gaivotas, trinta-réis e maçaricos.Charadriiformes significa “aves marinhas semelhantes à gaivotas”, e é uma ordem que inclui alguns dos caçadores mais eficientes do mundo.
29. Quando brincam, filhotes de cães machos deixam as fêmeas “vencer”. Eles fazem isso para conhecê-las melhor.
31. Ratos e camundongos podem rir, e até sentem cócegas.
32. Lontras têm um pedaço de pele que forma um bolso para que possam manter sua rocha favorita perto delas. Os animais usam esta pedra para quebrar moluscos e comê-los. Algumas lontras passam a vida inteira carregando a mesma pedra.
33. Os coelhos não são roedores, são lagomorfos (caracterizados por terem dentes incisivos de crescimento contínuo, em número de quatro no maxilar superior e apenas dois no maxilar inferior; caninos ausentes), e estão mais próximos dos cavalos do que dos ratos.
34. As formigas são muito educadas, e se curvam para dizer “olá”. Esse aceno de cabeça serve para reconhecer a presença do outro.
O brincar e o jogar são momentos sagrados na vida de qualquer indivíduo. É com a prática dos jogos e das brincadeiras que as crianças ampliam os conhecimentos sobre si, sobre os outros e sobre o mundo que está ao seu redor. Desenvolvem as múltiplas linguagens, exploram e manipulam objetos, organizam seus pensamentos, descobrem e agem com as regras, assumem papel de líderes e se socializam com outras crianças, preparando-se para um mundo socializado.
O brinquedo e o ato de brincar completam o mundo mágico infantil, pois é uma das principais formas de autodescoberta e vivências da própria criança, partindo da percepção de seus limites e de suas possibilidades, explorando seu ambiente através de suas brincadeiras de uma maneira saudável e produtiva, contribuindo assim, para a integração de suas primeiras experiências culturais.
A importância do brinquedo decorre de sua capacidade de instigar a imaginação infantil. Ao ver o brinquedo, a criança é tocada pela sua proposta, reconhece umas coisas, descobre outras, experimenta e reinventa, analisa, compara e cria. Sua imaginação se desenvolve e suas habilidades também.
Sua sociabilidade se desenvolve: ela faz amigos, aprende a compartilhar e a respeitar o direito dos outros e as normas estabelecidas pelo grupo, e a envolver-se nas atividades apenas pelo prazer de participar, sem visar recompensas nem temer castigos. Brincando, a criança estará buscando sentido para sua vida. Sua saúde física, emocional e intelectual depende, em grande parte, dessa atividade lúdica.
Nas imagens abaixo, você verá imagens de crianças brincando nas mais diversas partes do mundo. O que elas tem em comum? Basta olhar!
“Nós não paramos de brincar porque envelhecemos, mas envelhecemos porque paramos de brincar.” Oliver Wendell Holmes
-“Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas.
Sofro com as que caluniam”.
– “Pois viva como as flores!”, advertiu o mestre.
– “Como é viver como as flores?” Perguntou o discípulo.
– “Repare nestas flores”, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.
“Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas.
Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem.
Os defeitos deles são deles e não seus.
Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.
Isso é viver como as flores.”
Sir Nicholas Winton foi um britânico que organizou o resgate de 669 crianças judias na antiga Tchecoslováquia, salvando-as da morte certa nos campos de concentração nazistas antes do início da Segunda Guerra Mundial.
Comovente matéria exibida no programa Fantástico em 23/12/2007.
“Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez.” Jean Cocteau
Quando os comerciais tristes de adoção pararam de surtir efeito, este abrigo resolveu tentar outra ideia e deixar a pergunta: quem é que mais precisa de resgate — os animais ou as próprias pessoas?
Algumas pessoas só precisam de um estalo para entender o que podem fazer para melhorar a vida das pessoas, mas esse estalo não é simples de aparecer – ele só surge se você já estiver pensando ou envolvido de alguma forma com um tema no qual você acredita.
Um exemplo? Taofik Okoya, que era diretor executivo da empresa do seu pai na África, mas largou o cargo para abrir uma empresa de bonecas. Tudo começou quando ele precisou comprar uma boneca para sua sobrinha. Nessa altura, Okoya percebeu que todas as bonecas eram brancas e caras e começou a refletir sobre o valor que isso teria para o futuro de meninas, como sua sobrinha, que são as futuras mulheres e que podem fazer coisas extraordinárias pela África.
“Meu objetivo é mudar a realidade de milhares de crianças com brinquedos próximos de sua realidade”, disse o empresário, que fez assim nascer o projeto “Queens of Africa” (Rainhas da África), que consiste em uma série de bonecas negras, inspiradas em grandes mulheres da história africana, vestidas com trajes locais relacionados à cultura do continente.
Hoje, sua empresa vende entre 6 mil e 9 mil unidades das bonecas das linhas “Rainhas da África” e “Princesas Naija” — o que ele estima que represente até 15% do mercado.
“Eu gosto. Ela é negra, igual a mim”, disse Ifunanya Odiah, de 5 anos, à Reuters, em um shopping center de Lagos.
As bonecas custam entre 1.300 e 3.500 nairas (em torno de R$ 50).
Com cerca de 170 milhões de habitantes, a Nigéria – país mais populoso do continente africano – tem a economia está aquecida, crescendo a cerca de 7% ao ano. O mercado de brinquedos é um dos que se destaca no país, com crescimento de 13% ano entre 2006 e 2011. Segundo a Reuters, a Mattel há décadas vende bonecas negras, mas uma porta-voz disse que sua presença na África Subsaariana é “muito limitada” e que a empresa “não tem neste momento planos de expansão nesta área para compartilhar”.
Okoya, por outro lado, tem conseguido aumentar suas exportações, sobretudo para a Europa. E o empreendedor segue sonhando alto. O próximo passo é construir bonecas de outros grupos étnicos africanos. Ele também negocia com a rede sul-africana Game, subsidiária do Wal-Mart, a venda das bonecas em 70 lojas do continente.