Porque ler 5 páginas por dia pode mudar a sua vida

Porque ler 5 páginas por dia pode mudar a sua vida

Hoje em dia é muito comum dizermos que não temos tempo. O dia é sempre tão corrido que as pessoas precisam fazer verdadeiros malabarismos para conciliar cursos, trabalho, viagens, afazeres domésticos, academia,amigos e ainda assim não perder a namorada ou namorado. É realmente muito fácil dizer “eu não tenho tempo”.

Até certo ponto isso não deixa de ser verdade, mas você precisa lutar ferozmente contra isso se quiser se destacar profissionalmente. Leia o que Leo Babauta do Zen Habits uma vez escreveu:

“Algumas das pessoas próximas a você concordariam que seria legal você diminuir o ritmo, mas você simplesmente não pode… seu trabalho não deixa, ou você perderia dinheiro, ou é muito difícil pegar leve morando em uma cidade grande. Funcionaria se você morasse numa ilha tropical, ou em outro país,ou se tivesse um trabalho que lhe permitisse controlar sua agenda… mas essa não é a realidade.

Eu digo que é besteira.

Seja responsável pela sua vida. Se o seu trabalho lhe pressiona, tome as rédeas. Mude a forma como vocês faz as coisas e como trabalha. Trabalhe com o seu chefe pra fazer mudanças, se necessário. E se realmente houver a necessidade, mude de emprego. Você é responsável pela sua vida.”

“Você é responsável pela sua vida” é uma das maiores verdades da humanidade. Talvez não fosse tão verdade dois séculos atrás ou mesmo 50 anos atrás, mas hoje é. O que você faz ou deixa fazer sempre gera um impacto no futuro. (E esse é o problema, quando você se der conta, pode ser tarde demais.)

No último ano, uma mudança de emprego alterou a minha rotina de leitura. Durante 1 ano, eu li muito menos livros do que gostaria (e do que costumava ler). Continuava lendo muitos blogs, notícias e artigos, mas ver os livros parados na estante por 3, 4 até 6 meses realmente me frustrava. A falta de tempo era a desculpa. O fato de morar sozinho,  sair do trabalho depois das 19h, ir para as aulas da pós-graduação, estudar para a pós-graduação, escrever para o blog e às vezes realizar algumas apresentações acabava deixando pouco tempo para fazer outras coisas que não eram “obrigação”, como sair com amigos, dar atenção à namorada, jogar videogame e  ler. Não preciso dizer que a leitura era a mais sacrificada dentre essas.

Demorou um ano pra tomar vergonha na cara e perceber que se eu quero continuar crescendo profissionalmente, aprender coisas novas e também manter o bom nível de conteúdo no blog eu preciso ler. Ficar frustrado ou decepcionado comigo mesmo não ajuda em nada, eu precisava fazer alguma coisa.

Então, assumi um compromisso comigo mesmo: o de ler todos os dias pelo menos 5 páginas.Você pode pensar “só isso? Grande coisa”.  Mas fazer isso ajudou a abrir um espaço na minha rotina supostamente “cheia demais”. Estabeleci duas regras para evitar que eu mesmo me boicote.

  • Regra Nº1: Nunca deixar de ler as 5 páginas todo dia custe o que custar. (Se por algum desastre não for possível, esse número dobra a cada dia não lido. Mas o contrário não acontece, ou seja, ler 20 hoje não permite que você não leia amanhã.)
  • Regra Nº2: Nunca parar no meio de um tópico ou subcapítulo.

Escolhi 5 páginas porque pode ser feito em qualquer lugar e todos os dias, sem desculpas. Se eu definisse 20 páginas, com certeza iria boicotar algum dia. E não é raro eu ler 12 ou 15 páginas em um dia de semana (número que costuma aumentar no final de semana). A razão para a regra nº2 é que parar no meio prejudica a linha de raciocínio quando você retoma a leitura no dia seguinte. E mais, força você a ir além das 5 páginas.

Acredito que isso  faça a diferença na sua vida e na sua carreira. Como disse Tom Peters“Eu realmente acredito que uma das chaves para o sucesso é ler mais do que outros“. 5 páginas por dia significam 1800 páginas por ano ou quase 1 livro por mês. Levando em conta que o brasileiro com curso superior lê 8 livros por ano, ler 12 lhe coloca em uma posição de vantagem, exatamente como Tom Peters sugere. E esse é o número mínimo porque se você não boicotar nenhuma regra, facilmente passará as 2600 paginas. Se ler 10 páginas em vez de 5, serão 3600. 

O bom disso é que você tem um piso, não um teto. É provável que algum livro lhe empolgue o suficiente pra você ler dezenas de páginas de uma vez só, aumentando o número. O contrário também costuma acontecer, o livro não era tudo o que você imaginava ou o capítulo não lhe é útil; sinta-se livre para pular. O objetivo é adquirir conhecimento, não provar para alguém que você leu.

Como qualquer técnica de auto-desenvolvimento, é preciso que você seja responsável. Você é o professor e o aluno. Como eu fiz questão de enfatizar, se você deixar de fazer, está boicotando a si mesmo e à sua carreira. Você é responsável pela sua vida, não se esqueça disso. Nunca!

Por Sylvio Ribeiro

Fonte indicada: Pequeno Guru

A boneca de sal: um conto sobre o conhecimento

A boneca de sal: um conto sobre o conhecimento

Por Alex Castro

“Para quem está muito preocupada com sua própria individualidade, em não seguir os outros, em não ser só mais uma, em decifrar seus próprios dilemas existenciais, e em toda essa infindável masturbação mental, sempre recomendo a história da boneca de sal.”

Leia o conto completo no blog do autor

contioutra.com - A boneca de sal: um conto sobre o conhecimento

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Presidiários tiram fotos com os conselhos que dariam para suas versões mais jovens

Presidiários tiram fotos com os conselhos que dariam para suas versões mais jovens

Basta um erro para que toda uma vida seja destruída, para que o futuro seja confinado a uma cela de prisão. Assassinato, roubo, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro: os mais diversos crimes podem colocar você atrás das grades, provando que uma escolha errada é o suficiente para comprometer toda uma vida.

O fotógrafo Trent Bell viu isso de perto ao presenciar a condenação de um amigo próximo, pai de quatro filhos, esposo e profissional graduado, a 36 anos de cadeia. Como artista, sua reação ao refletir sobre o que aconteceu foi mergulhar no universo dos prisioneiros e das más escolhas. O resultado foi o projeto Reflect, que traz intrigantes retratos de prisioneiros mesclados com cartas escritas de próprio punho com conselhos que dariam ao seu “eu” mais jovem – seria possível evitar os escorregões que os levariam à prisão?

Trent Bell, fotógrafo que trabalha basicamente com arquitetura, retratou um grupo de prisioneiros e pediu para que escrevessem a carta. Digitalizados, os documentos foram mesclados na imagem, tornando-a ainda mais impactante.

Confira as fotos e algumas das coisas que os presidiários diriam a si mesmos:

“Apenas saiba que as pessoas sempre vão tentar testá-lo e que, não importa o que aconteça, apenas um homem de verdade consegue escapar disso”

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“Se você acha que algo pode ser uma má ideia, acredite nisso! Não o faça!” 

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“Nunca perca o seu verdadeiro eu pois quando você se reencontrar, pode ser tarde demais”

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“Você deve ser capaz de perdoar aqueles que pedem ou merecem ser perdoados para poder perdoar a si mesmo”

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“Eu passei boa parte da minha vida atrás das grades e você merece muito mais que isso”

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“A vida está longe de acabar, Jamie. Os erros que cometemos no passado são os erros com os quais aprendemos”

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“Nós deixamos que bebidas e drogas destruam nossos sonhos e nosso futuro em potencial”

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“Seja rápido ao sorrir, lento ao sentir raiva e trate as pessoas com todo o respeito que elas merecem. É assim que você vai evitar se tornar eu”

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“Toda decisão que você toma afeta todos ao seu redor e especialmente o seu próprio futuro”

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“Eu acredito em você, tantas pessoas o fazem e você só precisa acreditar em si mesmo”

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Todas as fotos © Trent Bell

Fonte indicada : Hypeness

 

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O lado negro da P0RN0GRAFIA.

O lado negro da P0RN0GRAFIA.

Se consultarmos meninos a partir de 10 anos dificilmente encontraremos algum que já não faça uso de p0rn0grafia na internet. O acesso a imagens e filmes é tão fácil e possui um conteúdo tão diversificado que é praticamente impossível para qualquer menino, jovem ou homem assistir a toda programação disponível.

Ao tentarem avaliar as consequências do uso abusivo de p0rn0grafia, cientistas enfrentam problemas pois não conseguem localizar um grupo de controle nas pesquisas que não consuma p0rn0grafia desde muito jovem.

Na palestra abaixo, Gary Wilson, professor de anatomia e fisiologia que dedica grande parte de seus estudos ao estudos das dependências,  pergunta se nossos cérebros evoluíram para lidar com a hiperestimulação proporcionada pela Internet atualmente. Ele também fala sobre os sintomas perturbadores que estão aparecendo em usuários intensivos de p0rn0grafia na Internet, a surpreendente reversão desses sintomas e a ciência por trás deste fenômeno do século XXI.

A questão é mais séria e preocupante do que parece.

Confira o vídeo e veja “mais um” lado negro do assunto…

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Tributo a Robin Willians: entenda por que sua morte parou o mundo

Tributo a Robin Willians: entenda por que sua morte parou o mundo

Desde a semana passada incontáveis manifestações de afeto, curiosidade e consternação foram divulgadas após o suicídio de um dos astros mais queridos de Hollywood.
Era só abrir a internet e fotos, vídeos e textos lembravam o ator e tentavam entender e explicar o que aconteceu com ele.
Entretanto, mais do que falar sobre o que aconteceu, é importante que relembremos o motivo de tanto o amarmos.
Abaixo, em 4 minutos, veja cenas de sensibilidade extrema de alguns de seus maiores filmes e entenda por que sua morte parou o mundo.

Veja também:

Por que uma pessoa se mata? Entenda o suicídio.

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E se pudéssemos recomeçar? Seria assim…

E se pudéssemos recomeçar? Seria assim…

Às vezes parece que a vida passa tão rápido que ela poderia ser retratada em uma dança…

E se pudéssemos recomeçar?

Foi o que esse vídeo nos mostrou…

Dança comigo? 🙂

O anúncio é da rede KFC.

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Paulo Autran interpreta Fernando Pessoa: “Grandes são os desertos.”

Paulo Autran interpreta Fernando Pessoa: “Grandes são os desertos.”

Para celebrar a verdadeira e única poesia de Fernando Pessoa, reproduzo aqui o poema “Grandes são os desertos”, assinado por seu heterônimo Álvaro de Campos.

O vídeo trás a interpretação de um dos atores mais queridos e competentes da história do teatro, cinema e televisão nacional: Paulo Autran.

Isso sim é Fernando Pessoa!

Grandes são os desertos

 

Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Não são algumas toneladas de pedras ou tijolos ao alto
Que disfarçam o solo, o tal solo que é tudo.
Grandes são os desertos e as almas desertas e grandes
Desertas porque não passa por elas senão elas mesmas,
Grandes porque de ali se vê tudo, e tudo morreu.

Grandes são os desertos, minha alma!
Grandes são os desertos.

Não tirei bilhete para a vida,
Errei a porta do sentimento,
Não houve vontade ou ocasião que eu não perdesse.
Hoje não me resta, em vésperas de viagem,
Com a mala aberta esperando a arrumação adiada,
Sentado na cadeira em companhia com as camisas que não cabem,
Hoje não me resta (à parte o incômodo de estar assim sentado)
Senão saber isto:
Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Grande é a vida, e não vale a pena haver vida.

Arrumo melhor a mala com os olhos de pensar em arrumar
Que com arrumação das mãos factícias (e creio que digo bem)
Acendo o cigarro para adiar a viagem,
Para adiar todas as viagens.
Para adiar o universo inteiro.
Volta amanhã, realidade!
Basta por hoje, gentes!
Adia-te, presente absoluto!
Mais vale não ter que ser assim.

Comprem chocolates à criança a quem sucedi por erro,
E tirem a tabuleta porque amanhã é infinito.

Mas tenho que arrumar mala,
Tenho por força que arrumar a mala,
A mala.
Não posso levar as camisas na hipótese e a mala na razão.
Sim, toda a vida tenho tido que arrumar a mala.
Mas também, toda a vida, tenho ficado sentado sobre o canto das camisas empilhadas,
A ruminar, como um boi que não chegou a Ápis, destino.

Tenho que arrumar a mala de ser.
Tenho que existir a arrumar malas.
A cinza do cigarro cai sobre a camisa de cima do monte.
Olho para o lado, verifico que estou a dormir.
Sei só que tenho que arrumar a mala,
E que os desertos são grandes e tudo é deserto,
E qualquer parábola a respeito disto, mas dessa é que já me esqueci.
Ergo-me de repente todos os Césares.
Vou definitivamente arrumar a mala.
Arre, hei de arrumá-la e fechá-la;
Hei de vê-la levar de aqui,
Hei de existir independentemente dela.

Grandes são os desertos e tudo é deserto,
Salvo erro, naturalmente.

Pobre da alma humana com oásis só no deserto ao lado!

Mais vale arrumar a mala.
Fim.

Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa

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Câmera ultravioleta revela efeitos do sol na pele. Chocante!

Câmera ultravioleta revela efeitos do sol na pele. Chocante!

Nesse experimento pessoas são aleatoriamente convidadas para ver imagens de seus rostos através de uma câmera ultravioleta.
O resultado? Chocante pois nas imagens todos os pontos da pele já mais deteriorados pelo sol ficam evidentes em manchas escuras e sardas.
A prova dos estragos e da falta de cuidados fica ainda mais evidente quando aparecem as imagens das crianças. Como elas ainda foram pouco expostas ao sol, suas peles são bonitas e sem manchas.

Depois desse vídeo ficará mais fácil lembrar de usar o filtro solar!

Fonte indicada: Sedentário

Informação é prevenção!

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Eu não fui feliz, meu filho. Então você está proibido de sê-lo.

Eu não fui feliz, meu filho. Então você está proibido de sê-lo.

Por Adriano Silva

Esses dias ouvi um pai ceifando opções de carreira numa conversa que estabelecia com o filho adolescente com o vaticínio: “isso não dá dinheiro”.

Não era bem uma conversa, era mais um monólogo – o menino tentava construir uma frase, expressar um desejo, e o pai descia a marreta paterna, embalada nesse raciocínio dinheirista. Logo ele que não era assim a pessoa mais feliz do mundo no trabalho – não tinha uma carreira, tinha um emprego que lhe rendia algum dinheiro e quase nenhuma felicidade profissional.

É curioso como temos a capacidade de reproduzir como herança imposta aos nossos filhos as coisas que deram menos certo para a gente. Quase como uma sabotagem à geração seguinte – “eu não fui feliz, eu não segui minhas paixões, eu não ouvi meu coração, e tratei de obedecer meus pais, e agora você me deve tudo isso. Não ouse se realizar profissionalmente! Especialmente em alguma coisa que eu não entenda ou que não me dê orgulho”.

Esse mesmo pai, ou essa mesma mãe, segue adiante em seu modo de pensar: “Não ouse se realizar afetivamente num modelo que não seja o matrimônio heterossexual – porque eu não saberia como contar isso para os meus amigos e teria vergonha de você, além de uma sensação insustentável de ter falhado em passar os valores da geração que me precedeu para a geração que me sucederá”. Não importa que esses valores sejam velhos de muitas décadas e não representem mais a vida como ela acontece hoje. “Não ouse ter uma religião que não for a minha (pior do que tudo é não ter crença alguma) ou torcer para um time que não seja o meu ou ignorar qualquer régua fundamental à minha vida – ela deveria também reger a sua também”.

Eu, em silêncio, pensava no quanto divirjo daquele pai. Só para ficar no campo profissional: o principal objetivo de uma carreira não é ganhar dinheiro – é obter o máximo de satisfação consigo mesmo, com aquilo que você faz, com aquilo que você é. Uma carreira existe para gerar o sentimento de realização, para criar na pessoa a sensação de que ela está construindo uma obra relevante para si mesmo e para os demais. Dinheiro é consequência disso. Ele vem depois, como recompensa – não pode vir antes, como critério de escolha. A grana não é um detalhe desimportante. Ao contrário: ela é fundamental. Mas ele vem, de um jeito ou de outro, em maior ou menor medida. E ela não é a medida de todas as coisas. Nem mesmo o critério mais importante de êxito na vida. Então por que não gerar as condições para que o dinheiro seja gerado a partir de uma situação que permita a você – ou ao seu filho! – ser feliz? Fazer o que se gosta sem ganhar dinheiro pode ser uma situação bem desagradável. Muito mais desesperador é ganhar dinheiro com algo que você não tem o menor gosto de fazer.

A fala daquele pai, podando seu filho na raiz, tentando manter o garoto dentro do molde de vida que ele considerava o mais apropriado, expressava um desejo paterno de que o menino se desse bem na vida. Mas expressava, de modo muito mais eloquente, os medos que assombravam aquele pai. E as suas dificuldades para deixar que o garoto vivesse a sua vida do jeito dele – um jeito que talvez fosse completamente diverso do seu. E a arrogância de quem se agarra a clichês em franca obsolescência e acha que sabe de tudo melhor do que todo mundo – especialmente quanto o assunto é a vida dos outros.

O molde comportamental que armamos para nós mesmos, como uma armadilha mental, e que adoramos passar adiante, inclusive como forma de validarmos o molde que utilizamos para organizar nossa própria vida, é de um reducionismo atroz. Nesse processo em que uma geração quer entalhar a outra à sua imagem e semelhança – numa exercício de autoafirmação, por mais infelizes que tenhamos sido em vários aspectos de nossas vidas –, eliminamos as diferenças, as individualidades, os desejos e o sonhos particulares de quem só está começando a viver.

Para aquele pai, o molde era um uniforme corporativo – cada vez mais gasto, diga-se. Antigamente, a tríade respeitável girava em torno de medicina/advocacia/engenharia. Quem não estava aí, estava fora. Hoje, a esperança dos pais reside no quadrilátero administração/marketing/engenharia/economia. Essas seriam as chaves, imaginam eles, para encontrar um lugar ao sol no mundo corporativo. Como se só houvesse essas opções no mundo corporativo. Como se o mundo corporativo fosse a única opção de construção de um carreira digna e feliz. Como se essa fosse, sem sombra de dúvida e sem possibilidade de discussão, a melhor opção.

A falta de visão, ou de coragem, daquele pai, somada a sua soberba em impor a sua visão ao filho, de cima para baixo, sem possibilidade de arguição, numa catequese covarde e injusta, fechava portas para o garoto em vez de abri-las. O pai não se colocava como facilitador, mas como inquisidor. Um situação extremamente com a maior cara de novela das 7, mas que infelizmente continua acontecendo a rodo por aí, como um clichê lamentável.

Ou você cria seu filho para que ele tome decisões autônomas, incluindo aquelas que negam veementemente o seu jeito de fazer as coisas, ou você estará sendo um péssimo pai. Não respeitar as escolhas do seu filho é desrespeitar seu filho. E desinstrumentalizá-lo diante da vida e, pior, diante dele mesmo.

+ Adriano Silva

 

Carta aos profissionais frustrados

Carta aos profissionais frustrados

Se você é uma daquelas pessoas que passa a semana esperando a sexta-feira e depois passa o final de semana ansioso com medo da segunda… Se fosse começa o ano marcando os feriados da folhinha para saber quando não irá trabalhar… Se você comemora quando tem uma consulta médica pois “ganhará” um atestado e não precisará voltar para a empresa…. Sinto te dizer, mas você certamente é um profissional frustrado com o que faz. contioutra.com - Carta aos profissionais frustrados

São Paulo, 18 de agosto de 2014

Prezado profissional frustrado,

Venho por meio desta mostrar a minha solidariedade com relação à sua frustração laboral e convidá-lo para fazer algo que talvez você tenha se desacostumado: pensar em si mesmo e na vida horrorosa e insatisfatória que você vem levando.

Já no começo dessa carta preciso informá-lo de que ela não é uma carta feita para quem não gosta, ou pior, para quem não sabe ouvir verdades. Se esse for o seu caso, já pode parar por aqui e voltar para a Internet.

Se você continuou, presumo que você está disposto a ouvir o que tenho a dizer. Então ouça com atenção:

“Não é fácil conseguir o que se quer”

Digo mais:

“Mais complicado ainda é conseguir se sustentar com a renda proveniente de um trabalho escolhido”.

E quer saber por que é difícil?

“É difícil simplesmente porque as pessoas acham que as coisas têm que ser fáceis e não fazem planos e nem se organizam para alcançarem seus objetivos.”

Ou seja, aquela frase dita com tanta ironia de que “as coisas não caem do céu” era verdadeira, mas mesmo assim você passou boa parte de sua vida esperando que caíssem.

E é aí que já vem um primeiro ponto de sua grande responsabilidade, meu caro profissional frustrado, se você não quer continuar assim, um dia vai ter que entender que o maior responsável por seus próprios atos é você mesmo. Em outras palavras, se não souber o que quer fazer, se não trabalhar em seu próprio potencial e, mais longe ainda, se não acreditar que é capaz de realizar algo, você nunca, me ouviu bem, NUNCA, sairá de sua posição de insatisfação.

Tenho mais alguns dados de realidade para mostrar:

1- Sim, eu sei que a educação nesse país não é boa. Entretanto foi aqui que você nasceu e se você não correr atrás do que não teve, não adianta ficar com cara feia.

2- Sabe aquele profissional bem sucedido que você tanto admira? quer saber o que, muitas vezes, diferencia você de dele? É a PERSISTÊNCIA. Na maioria das vezes aquela pessoa que está dando certo no que faz só é diferente de você no ponto em ela não desistiu fácil e soube esperar com disciplina. Relembro, esperar não é ficar parado, esperar é manter-se em movimento, porém construindo os planos paralelamente como, por exemplo, quando estou em um trabalho que não gosto mas estudo a noite para um concurso ou quando trabalho em uma segunda função que ainda não me dá renda suficiente, mas que um dia quero que seja meu único trabalho.

3- Reclamar não resolve problema. Para você sair desse ciclo vicioso de insatisfação você precisa sim, ter consciência dos motivos que te levam a reclamar, mas precisa fazer algo a respeito ou não será nada além de uma pessoa chata de se conviver.

4- Estabilidade no trabalho, seja qual for, não existe. Mesmo no serviço público basta você  “pisar no calo” de alguém errado e você preferirá nem ter nascido.

5- Ganhar mais não significa viver melhor! Muitas vezes o aumento em carga horária e o grau de responsabilidades assumidos por uma porcentagem maior no salário são tão grandes que, sem perceber, você estará vendendo toda a sua saúde e o restinho de alegria em viver que tinha.

Ou seja, será que não está na hora de você parar, refletir sobre o que realmente quer e traçar planos com metas e dados realistas de execução (mesmo que sejam a longo prazo)?

Pense, por favor, pense a respeito!

Att.

Josie Conti

 

E se a Coca-Cola fizesse um comercial falando a verdade?

E se a Coca-Cola fizesse um comercial falando a verdade?

Uma pessoa de nome fictício, John Pemberton, pegou vários comerciais antigos da Coca-Cola e os juntou com um texto onde descreve o produto com dados reais.

Com certeza o resultado é a propaganda da Coca- Cola  mais direta e honesta já vista. 

Você já pensou se todos os comerciais de refrigerante fossem honestos assim? 

Vídeo original feito e postado por John Pemberton.

Fonte indicada: Social Fly

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O perfeito idiota brasileiro

O perfeito idiota brasileiro

Por Adriano Silva

Ele não faz trabalhos domésticos. Não tem gosto nem respeito por trabalhos manuais. Se puder, atrapalha o trabalho de quem pega no pesado. Trata-se de uma tradição lusitana, ibérica, que vem sendo reproduzida aqui na colônia desde os tempos em que os negros carregavam em barris, nas costas, a toilete dos seus proprietários, e eram chamados de “tigres” – porque os excrementos lhes caíam sobre as costas, formando listras. O Perfeito Idiota Brasileiro, ou PIB, também não ajuda em casa por influência da mamãe, que nunca deixou que ele participasse das tarefas – nem mesmo por ou tirar uma mesa, nem mesmo arrumar a própria cama. Ele atira suas coisas pela casa, no chão, em qualquer lugar, e as deixa lá, pelo caminho. Não é com ele. Ele foi criado irresponsável e inconsequente. É o tipo de cara que pede um copo d’água deitado no sofá. E não faz nenhuma questão de mudar. O PIB é um especialista em não fazer, em fazer de conta, em empurrar com a barriga, em se fazer de morto. Ele sabe que alguém fará por ele. Então ele se desenvolveu um sujeito preguiçoso. Folgado. Que se escora nos outros, não reconhece obrigações e que adora levar vantagem. Esse é o seu esporte predileto – transformar quem o cerca em seus otários particulares.

contioutra.com - O perfeito idiota brasileiro
Uso indevido de vaga de deficientes em shopping.

O tempo do Perfeito Idiota Brasileiro vale mais que o das demais pessoas. É a mãe que fura a fila de carros no colégio dos filhos. É a moça que estaciona em vaga para deficientes ou para idosos no shopping. É o casal que atrasa uma hora num jantar com os amigos. A lei e as regras só valem para os outros. O PIB não aceita restrições. Para ele, só privilégios e prerrogativas. Um direito divino – porque ele é melhor que todos os outros. É um adepto do vale tudo social, do cada um por si e do seja o que Deus quiser. Só tem olhos para o próprio umbigo e os únicos interesses válidos são os seus.

O PIB é o parâmetro de tudo. Quanto mais alguém for diferente dele, mais errado esse alguém estará. Ele tem preconceito contra pretos, pardos, pobres, nordestinos, baixos, gordos, gente do interior, gente que mora longe. E ele é sexista para caramba. Mesma lógica: quem não é da sua tribo, do seu quintal, é torto. E às vezes até quem é da tribo entra na moenda dos seus pré-julgamentos e da sua maledicência. A discriminação também é um jeito de você se tornar externo, e oposto, a um padrão que reconhece em si, mas de que não gosta. É quando o narigudo se insurge contra narizes grandes. O PIB adora isso.

O PIB anda de metrô. Em Paris. Ou em Manhattan. Até em Buenos Aires ele encara. Aqui, nem a pau. Melhor uma hora de trânsito e R$ 25 de estacionamento do que 15 minutos com a galera no vagão. É que o Perfeito Idiota tem um medo bizarro de parecer pobre. E o modo mais direto de não parecer pobre é evitar ambientes em que ele possa ser confundido com um despossuído qualquer. Daí a fobia do PIB por qualquer forma de transporte coletivo.

Outro modo de nunca parecer pobre é pagar caro. O PIB adora pagar caro. Faz questão. Não apenas porque, para ele, caro é sinônimo de bom. Mas, principalmente, porque caro é sinônimo de “cheguei lá” e “eu posso”. O sujeito acha que reclamar dos preços, ou discuti-los, ou pechinchar, ou buscar ofertas, é coisa de pobre. E exibe marcas como penduricalhos numa árvore de natal. É assim que se mostra para os outros. Se pudesse, deixaria as etiquetas presas ao que veste e carrega. O PIB compra para se afirmar. Essa é a sua religião. E ele não se importa em ficar no vermelho – preocupação com ter as contas em dia, afinal é coisa de pobre.

O PIB é cleptomaníaco. Sua obsessão por ter, e sua mania de locupletação material, lhe fazem roubar roupão de hotel e garrafinha de bebida do avião e amostra grátis de perfume em loja de departamento. Ele pega qualquer produto que esteja sendo ofertado numa degustação no supermercado. Mesmo que não goste daquilo. O PIB gosta de pagar caro, mas ama uma boca-livre.

E o PIB detesta ler. Então este texto é inútil, já que dificilmente chegará às mãos de um Perfeito Idiota Brasileiro legítimo, certo? Errado. Qualquer um de nós corre o risco de se comportar assim. O Perfeito Idiota é muito mais um software do que um hardware, muito mais um sistema ético do que um determinado grupo de pessoas.

Um sistema ético que, infelizmente, virou a cara do Brasil. Ele está na atitude da magistrada que bloqueou, no bairro do Humaitá, no Rio, um trecho de calçada em frente à sua casa, para poder manobrar o carro. Ele está no uso descarado dos acostamentos nas estradas. E está, principalmente, na luz amarela do semáforo. No Brasil, ela é um sinal para avançar, que ainda dá tempo – enquanto no Japão, por exemplo, é um sinal para parar, que não dá mais tempo. Nada traduz melhor nossa sanha por avançar sobre o outro, sobre o espaço do outro, sobre o tempo do outro. Parar no amarelo significaria oferecer a sua contribuição individual em nome da coletividade. E isso o PIB prefere morrer antes de fazer.

Na verdade, basta um teste simples para identificar outras atitudes que definem o PIB: liste as coisas que você teria que fazer se saísse do Brasil hoje para morar em Berlim ou em Toronto ou em Sidney. Lavar a própria roupa, arrumar a própria casa. Usar o transporte público. Respeitar a faixa de pedestres, tanto a pé quanto atrás de um volante. Esperar a sua vez. Compreender que as leis são feitas para todos, inclusive para você. Aceitar que todos os cidadãos têm os mesmos direitos e os mesmo deveres – não há cidadãos de primeira classe e excluídos. Não oferecer mimos que possam ser confundidos com propina. Não manter um caixa dois que lhe permita burlar o fisco. Entender que a coisa pública é de todos – e não uma terra de ninguém à sua disposição para fincar o garfo. Ser honesto, ser justo, não atrasar mais do que gostaria que atrasassem com você. Se algum desses códigos sociais lhe parecer alienígena em algum momento, cuidado: você pode estar contaminado pelo vírus do PIB. Reaja, porque enquanto não erradicarmos esse mal nunca vamos ser uma sociedade para valer.

Leia também: O perfeito idiota brasileiro 2

+ Adriano Silva

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8 lições de vida que Mafalda me ensinou

8 lições de vida que Mafalda me ensinou

Mafalda  é uma menina que vive na Argentina dos anos 1960. É filha de pais normais de classe média, vai à escola, possui alguns amigos com quem realiza brincadeiras pertinentes a sua idade e viaja com a família para a praia no período de férias. No entanto, ela é muito mais do que esta simples descrição pode dizer.

Mafalda tornou-se uma das mais famosas e caricatas personagens do mundo dos quadrinhos. Criada pelo desenhista argentino Quino, completou  50 anos em setembro de 2014.

Na Argentina ela  está classificada entre as dez personalidades do país do século 20. Suas falas e reflexões continuam atuais e fazem até o mais apático dos seres parar para pensar.

Abaixo, compartilho com vocês 8 lições de vida que Mafalda me ensinou.

Espero que gostem!

Josie Conti

1- Preocupar-me com o que acontece com o mundo que vai muito além do próprio quintal.

contioutra.com - 8 lições de vida que Mafalda me ensinou

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2- Usar humor para criticar a política.

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Mafalda tinha uma tartaruga de estimação que muitos comparavam com o presidente, por sua atuação inexpressiva na economia e política: ela se chamava “Burocracia”.

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3- Posicionar-me socialmente

contioutra.com - 8 lições de vida que Mafalda me ensinou

4- Não me conformar

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5- Odiar a injustiça, a guerra, as armas nucleares, o racismo e as absurdas convenções dos adultos

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6- Amar boa música

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7- Acreditar que pode haver paz no mundo

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8- Não perder a delicadeza

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Ah, se você se lembrou de mais lições da Mafalda, conte para nós nos comentários!

Você passa seus dias estressada e muito cansada? Veja isso antes que seja tarde!

Você passa seus dias estressada e muito cansada? Veja isso antes que seja tarde!

Você está sempre estressada?

Já acorda cansada?

Faz diversas coisas ao mesmo tempo?

No final do dia parece que foi atropelada por um trem?

Se as respostas forem sim, leve esse vídeo em grande consideração.

Vídeo original feito por Go Red for Women.

Fonte indicada: Social Fly

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