23 sinais de que você é uma pessoa introvertida

23 sinais de que você é uma pessoa introvertida

Você acha que consegue identificar um introvertido no meio de uma multidão? Pense de novo. Embora o introvertido estereotípico possa ser aquela pessoa na festa que está sozinha ao lado da mesa de comidas, mexendo com um iPhone, o “arroz de festa” pode igualmente bem ter personalidade introvertida.

“Identificar um introvertido pode ser mais difícil que encontrar Wally”, diz ao Huffington Post Sophia Dembling, autora de “The Introvert’s Way: Living a Quiet Life in a Noisy World”. “Muitos introvertidos podem passar por extrovertidos.”

Com frequência, as pessoas não têm consciência de serem introvertidas –especialmente se não forem tímidas–, porque podem não se dar conta que ser introvertido não se resume a buscar tempo para ficar a sós. Em vez disso, pode ser mais revelador verificar se a pessoa perde ou ganha energia quando está com outras, mesmo que a companhia de amigos lhe dê prazer.

“A introversão é um temperamento básico. Logo, o aspecto social, e é nisso que as pessoas reparam, é apenas uma parte pequena de ser uma pessoa introvertida”, explicou o psicoterapeuta Dr. Marti Olsen Laney, autor de “The Introvert Advantage”,falando numa discussão da Mensa. “Ele afeta tudo na vida da pessoa.”

Não obstante a discussão crescente sobre a introversão, esta ainda é uma característica de personalidade frequentemente incompreendida. Ainda em 2010, a Associação Psiquiátrica Americana cogitou em classificar “personalidade introvertida”como transtorno, incluindo-a no “Diagnostic and Statistical Manual” (DSM-5), manual usado para diagnosticar doenças mentais.

Mas cada vez mais introvertidos andam se manifestando sobre o significado real de ser uma pessoa do tipo “quieto”. Você não sabe ao certo se introvertido ou extrovertido? Veja se algum destes 23 sinais reveladores da introversão se aplica a você.

1. Você acha conversas sobre assuntos fúteis incrivelmente cansativas.

Os introvertidos são notórios por serem avessos às conversas superficiais; para eles, esse tipo de tagarelice é fonte de ansiedade ou no mínimo de irritação. Para muitos tipos quietos, jogar conversa fora pode parecer falta de sinceridade. “Vamos esclarecer uma coisa: nós, introvertidos, não detestamos conversas superficiais porque somos avessos às pessoas”, escreve Laurie Helgoe em “Introvert Power: Why Your Inner Life Is Your Hidden Strength”. “As odiamos porque odiamos a barreira que elas criam entre as pessoas.”

2. Você vai a festas – mas não para conhecer pessoas.

Se você é introvertido, é possível que às vezes curta uma festa, mas o mais provável é que vá não por estar interessado em conhecer gente nova. Numa festa, o introvertido geralmente prefere passar tempo com pessoas que já conhece e com quem se sente à vontade. Se você por acaso conhecer uma pessoa nova com quem sinta empatia, ótimo, mas conhecer pessoas novas raramente será seu objetivo.

3. Você muitas vezes se sente sozinho numa multidão.

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Você já se sentiu um estranho no ninho no meio de reuniões sociais e atividades de grupo, mesmo com pessoas que já conhece? “Se você tende a sentir-se sozinho numa multidão, é possível que seja introvertido”, diz Dembling. “Geralmente deixamos que os amigos ou as atividades nos escolham, em vez de nós mesmos os convidarmos.”

4. Fazer networking faz você sentir-se falso.

Fazer networking (leia-se: jogar conversa fora com o objetivo último de promover-se profissionalmente) pode parecer altamente insincero para o introvertido, que anseia pela autenticidade em suas interações. “O networking é estressante se o fazemos de modos estressantes para nós”, diz Dembling, aconselhando os introvertidos a fazê-lo em grupinhos pequenos e íntimos, não em reuniões ou espaços maiores.

5. Já o descreveram como “intenso demais”.

Você gosta de discussões filosóficas e aprecia livros e filmes que induzem à reflexão? Se sim, é introvertido de carteirinha. “Os introvertidos gostam de mergulhar fundo”, diz Dembling.

6. Você se distrai com facilidade.

Os extrovertidos tendem a entediar-se muito facilmente quando não têm o suficiente para fazer. Os introvertidos têm o problema oposto: em ambientes com estímulos demais, sua atenção se desvia facilmente e eles se sentem “esmagados” pelo excesso…

“Os extrovertidos geralmente se entediam mais facilmente que os introvertidos quando realizam tarefas monótonas, provavelmente porque necessitam e se sentem bem com níveis altos de estímulo”, escreveram pesquisadores da Universidade Clark em artigo publicado no “Journal of Personality and Social Psychology”. “Já os introvertidos se distraem mais facilmente que os extrovertidos e, por essa razão, preferem ambientes relativamente pouco estimulantes.”

7. Você não sente que é improdutivo passar tempo sem fazer nada.

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Uma das características mais fundamentais dos introvertidos é que precisam de tempo a sós para recarregar suas baterias. Enquanto um extrovertido pode ficar entediado e irritado se passar o dia sozinho em casa com uma xícara de chá e uma pilha de revistas, esse tipo de tempo a sós e tranquilo é necessário e satisfatório para o introvertido.

8. Fazer uma palestra para uma plateia de 500 pessoas é menos estressante que ter que jogar conversa fora com essas pessoas, depois.

Os introvertidos podem ser excelentes líderes e oradores públicos. E, embora sejam vistos de modo estereotipado como sendo tímidos, eles não necessariamente evitam os holofotes. Artistas como Lady Gaga, Christina Aguilera e Emma Watson se identificam como introvertidas, e estimados 40% dos CEOs tem personalidade introvertida. Em vez disso, um introvertido pode ter dificuldade maior em conhecer e cumprimentar grandes grupos de pessoas individualmente.

9. Quando você embarca no metrô, senta-se numa ponta do banco, não no meio.

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Sempre que possível, o introvertido tende a evitar ser cercado por pessoas de todos os lados. “Geralmente nos sentamos em lugares de onde poderemos sair facilmente, na hora que quisermos”, diz Dembling. “Quando vou ao teatro, procuro o assento do corredor ou a última fileira.”

10. Depois de passar tempo demais ativo, você começa a “desligar”.

Depois de estar fora de casa por tempo demais, você se cansa e deixa de responder aos estímulos? É provável que esteja tentando conservar sua energia. Tudo o que o introvertido faz no mundo externo o leva a gastar energia. Depois de sair, ele precisa voltar para dentro e reabastecer seu estoque de energia num ambiente tranquilo, diz Dembling. Na ausência de um lugar quieto para onde ir, muitos introvertidos simplesmente se desligam do mundo externo.

11. Você está num relacionamento com um extrovertido.

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É verdade que os opostos se atraem, e os introvertidos com frequência se sentem atraídos por extrovertidos, que os incentivam a se divertir e não levar-se excessivamente a sério. “Os introvertidos às vezes se sentem atraídos pelos extrovertidos porque gostam de poder navegar na ‘bolha de diversão’ deles”, diz Dembling.

12. Você prefere ser expert em uma coisa a tentar fazer tudo.

O caminho cerebral dominante usado pelos introvertidos é um que lhes permite concentrar-se sobre as coisas e refletir sobre elas por algum tempo; logo, segundoOlsen Laney, eles tendem a dedicar-se a estudos intensos e a desenvolver perícias.

13. Você evita ativamente ir a shows ou espetáculos que possam envolver participação da plateia.

Porque realmente, existe algo mais apavorante que isso?

14. Você sempre olha o identificador de chamadas antes de atender, mesmo que a ligação seja de um amigo.

Você pode não atender ao telefone, mesmo que a ligação seja de alguém de quem você gosta, mas telefonará de volta assim que estiver mentalmente preparado e com energia suficiente para conversar. “Para mim, um telefone tocando é como se alguém pulasse para fora do armário para me assustar”, diz Dembling. “Eu gosto de conversar com uma amiga por um tempão, desde que a ligação não me pegue de surpresa.”

15. Você observa detalhes que passam batidos por outras pessoas.

O lado positivo de sentir-se esmagado quando há estímulos demais é que o introvertido muitas vezes tem olhar apurado para os detalhes, notando coisas que podem passar despercebidas pelas pessoas em volta. Pesquisas constataram que os introvertidos exibem atividade cerebral maior que a dos extrovertidos quando processam informações visuais.

16. Você tem um monólogo interior constante.

“Os extrovertidos não mantêm um monólogo interno do mesmo modo que nós”, diz Olsen Laney. “A maioria dos introvertidos sente necessidade de pensar primeiro e falar depois.”

17. Você tem pressão baixa.

Um estudo japonês de 2006 constatou que os introvertidos tendem a ter pressão sanguínea mais baixa que seus colegas extrovertidos.

18. Você é descrito como “alma velha” — desde que tinha 20 anos.

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Os introvertidos observam e absorvem muita informação e refletem antes de falar, o que faz com que outros os achem sábios. “Os introvertidos tendem a pensar muito e ser analíticos”, diz Dembling. “Isso pode levá-los a parecer sábios.”

19. Você não se sente “aceso” em função do ambiente externo.

Neuroquimicamente falando, coisas como festas enormes não são sua praia. Os extrovertidos e introvertidos diferem muito no modo como seus cérebros processam experiências através dos centros de “recompensa”.

Pesquisadores demonstraram este fenômeno dando Ritalina –o medicamento para TDAH que estimula a produção de dopamina no cérebro– a estudantes universitários introvertidos e extrovertidos. Constataram que os extrovertidos tinham tendência maior a associar o sentimento de euforia decorrente da injeção de dopamina ao ambiente em que estavam. Já os introvertidos não vinculavam a sensação de recompensa ao ambiente em que se encontravam. O estudo “sugere que os introvertidos apresentam uma diferença fundamental na intensidade em que processam recompensas do ambiente; os cérebros dos introvertidos atribuem peso maior a elementos internos que a elementos motivacionais e de recompensa externos”, explicou Tia Ghose, do LiveScience.

20. Você olha para o quadro mais amplo.

Descrevendo o modo de pensar dos introvertidos, Jung explicou que eles se interessam mais pelas ideias e o quadro amplo que pelos fatos e detalhes. É verdade que muitos introvertidos se destacam em tarefas detalhistas, mas com frequência eles também tendem a interessar-se por conceitos mais abstratos. “Os introvertidos realmente curtem discussões abstratas”, diz Dembling.

21. Já lhe disseram que você precisa “sair de sua concha”.

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Muitas crianças introvertidas acabam achando que há algo de errado com elas, se são naturalmente menos assertivas e diretas que seus pares. Adultos introvertidos muitas vezes contam que, quando crianças, lhes diziam que deviam deixar de se isolar ou que deviam participar mais em sala de aula.

22. Você escreve.

Os introvertidos muitas vezes se comunicam melhor por escrito que cara a cara, e muitos deles mergulham no ofício criativo solitário do escritor. A maioria dos introvertidos –como J.K. Rowling, a autora dos livros “Harry Potter” — dizem que se sentem mais criativos quando têm tempo para ficar a sós com seus pensamentos.

23. Você alterna entre fases de trabalho e solidão e períodos de atividade social.

Os introvertidos são capazes de deslocar seu “norte interno” introvertido, que determina como eles precisam equilibrar solidão e atividade social. Mas, quando o deslocam demais — possivelmente por fazerem demais em termos de encontros sociais ou atividades–, eles se cansam e precisam voltar para si mesmos, segundo Olsen Laney. Isso pode manifestar-se como passar por períodos de atividade social maior, que são compensados depois com fases de introversão e ficar a sós.

“Existe um ponto de recuperação que parece estar relacionado a quanta interação você teve”, diz Dembling. “Todos nós temos nossos ciclos particulares.”

Por: Carolyn Gregoire- The Huffington Post

Via:Brasil Post

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Se tem uma coisa que está dentro de nós e que podemos guardar só pra gente, sem a influência de nada nem ninguém, é o nosso pensamento, certo? Errado.

Há tantas influências externas que moldam seus pensamentos que você simplesmente pode não estar em total controle de suas emoções, crenças e sentimentos. Suas próprias decisões, consequentemente, podem não ser realmente suas.

Veja:

1. Pressão social faz você tomar decisões que não tomaria sozinho

A pressão dos colegas é mais comumente vista como uma coisa ruim do que boa. Ela pode ser boa, por exemplo, incentivando as pessoas a aprender umas com as outras e explorar novas ideias e hobbies, mas é geralmente percebida apenas como a má influência de amigos incentivando outros a experimentar uma nova droga. Seja boa ou ruim, se você acha que está livre dessa pressão, saiba que ela é uma influência mesmo quando não nos damos conta.
Essa pressão é ativada em uma parte específica do cérebro que sinaliza uma recompensa. De acordo com um estudo da Universidade de Temple (EUA), exames cerebrais realizados em adolescentes mostraram que eles eram mais propensos a violar a lei em um jogo de videogame se um amigo o estava assistindo. Esse ato inflamou os centros de prazer e recompensa dos cérebros dos participantes. O mesmo estudo realizado com adultos descobriu que a pressão social é um fator mais importante para adolescentes. A pesquisa também sugeriu que quando os adolescentes estão cientes de que estão sendo observados por outros, seu comportamento muda drasticamente, quer eles tenham conhecimento disso ou não.
Existe uma maneira de ajudar a tornar o cérebro mais preparado para combater os efeitos da pressão social, no entanto: ensinando o adolescente a argumentar. Adolescentes que são ensinados a serem capazes de expressar suas próprias opiniões são mais propensos a reconhecer e a resistir à pressão social.

2. Publicidade funciona mesmo que você pense que não funcionou com você

Claro que publicidade funciona. As empresas não gastariam enormes quantias de dinheiro com isso se não funcionasse. Elas também sabem o que funciona melhor, e é por isso que vemos tantos comerciais aleatórios com mensagens aparentemente sem relação com o produto que estão tentando vender. Um estudo feito pela Universidade George Washington e pela Universidade da Califórnia (ambas nos EUA) apresentou a voluntários propagandas que usavam fatos reais sobre um produto, bem como comerciais que usavam ideias de sentir-se bem ou imagens aleatórias que pareciam não ter nada a ver com o produto real. Ao visualizar a lista de fatos, a quantidade de atividade elétrica no cérebro foi significativamente menor do que quando a pessoa viu um anúncio com mais imagens divertidas. Mesmo que absurdas, elas provocaram uma resposta maior do cérebro.
A publicidade também é projetada para funcionar mesmo se você avançar rapidamente através dela. Com a invenção dos gravadores digitais de vídeo, foi originalmente pensado que os anúncios de televisão iriam perder a sua eficácia, porque as pessoas os pulariam. Estudos realizados pela Harvard Business Review têm mostrado que isso não é verdadeiro. A fim de avançar, você precisa estar olhando para a tela para saber quando parar de novo. Isso significa que você está prestando atenção ao anúncio ainda mais do que se você simplesmente saísse da sala ou fizesse outra coisa durante o intervalo. Quando você está no modo avanço rápido, seu cérebro vê um Big Mac piscar na tela e, mesmo que você não assista a propaganda toda, pensamentos de um Big Mac ainda são plantados em sua mente.

3. Cores influenciam tudo

Decoradores dizem que devemos escolher as cores dos ambientes de nossa casa com base nos sentimentos que queremos que o espaço passe. Há uma verdade nisso. De acordo com um artigo na revista Forbes, os empresários podem influenciar muito mais do que o humor de seus clientes por meio da seleção de cor. As cores quentes, como marrom e vermelho, podem realmente fazer uma pessoa se sentir mais quente, enquanto cores frias como azul podem fazê-las sentir mais frio – e tudo isso pode realmente se traduzir em economia com aquecimento ou arrefecimento de ambientes. Se a cor de um prato contrasta com a cor dos alimentos nele, as pessoas pensam que estão comendo mais e diminuem os tamanhos das porções. Há também a hipótese de que a cor da iluminação de um local pode ter um efeito ainda mais drástico em influenciar as ações das pessoas. Em 2000, a cidade de Glasgow, na Escócia, mudou alguns de seus postes para emitir luz azul, uma cor que tem sido tradicionalmente associada a um efeito calmante. De acordo com as autoridades da cidade, o crime nas áreas onde as luzes azuis foram instaladas caiu drasticamente. O Japão seguiu o exemplo e houve uma queda de 9% no crime depois da adoção da iluminação azul. A luz serviu até para diminuir as taxas de suicídio em uma plataforma de trem em Nara notável por ser um ponto que as pessoas escolhiam para terminar com suas vidas.

4. Pratos maiores fazem você comer mais

 Chama-se “ilusão Delboeuf”, um fenômeno bem documentado desde 1865. Quando você se depara com duas porções de tamanho igual, uma em um prato grande e uma em um pequeno, a do prato pequeno parece maior. Estudos mostram que pessoas que recebem pratos maiores colocam, em média, 13% mais alimentos neles do que aquelas que recebem pratos menores. A mesma coisa acontece quando estamos servindo uma bebida. Se você tentar colocar uma dose em um copo maior que o de dose, vai ter muita dificuldade, porque seu cérebro não consegue superar a ilusão de tamanho relativo. Além disso, é normalmente mais difícil para o cérebro humano julgar comprimentos verticais; até bartenders experientes em geral pensam que um copo estreito detém mais líquido do que realmente detém.

5. Somos mais propensos a cometer um crime em um bairro “questionável”

Não importa o quão moral você pensa que é, você ainda pode ser influenciado por seu entorno a cometer atos pouco honrosos. Esse efeito é parte da teoria “Janela Quebrada”, desenvolvida pelos psicólogos James Wilson e George Kelling. A teoria afirma que, quanto mais degradada é uma área, mais ela será percebida como “fora da lei”. Isso, por sua vez, torna as pessoas mais propensas a assumir que infringir a lei ali é pelo menos um pouco aceitável. Um experimento realizado na Holanda apoiou essa ideia concluindo que as pessoas eram duas vezes mais propensas a tirar dinheiro de uma caixa de correio se houvesse sinais de negligência na propriedade circundante. Outros estudos, como um feito na Universidade de Stanford (EUA), também comprovaram a teoria. Carros intocados não foram mexidos em ruas desertas, mas um carro que já tinha sido vandalizado foi despido dentro de um dia. Mesmo o carro que tinha ficado intocado por tempos foi destruído em questão de horas depois que os pesquisadores o acertaram apenas uma vez com uma marreta.

6. Acreditamos mais em palavras escritas com certas fontes

Comic Sans – a simples menção dessa fonte é suficiente para evocar imagens do convite da festa de aniversário de uma criança ou de um anúncio feito pelo primo do dono do local. Sabemos que não é uma letra usada em revistas acadêmicas ou em jornais de renome. E, se você achou que isso não importava nada, saiba que a fonte usada em qualquer história, notícia, blog, etc influencia a probabilidade de acreditarmos na informação relatada. Em 2012, o colunista Errol Morris, do jornal americano New York Times, fez um experimento: usou uma passagem de um livro sobre a probabilidade de um evento cataclísmico acontecer na Terra, pediu para as pessoas a lerem e, em seguida, perguntou quantas acreditavam na passagem (sob o disfarce de um questionário sobre otimismo versus pessimismo). O questionário foi programado para ser exibido em uma de seis fontes aleatórias: Trebuchet, Computer Modern, Baskerville, Georgia, Comic Sans ou Helvetica. No final do estudo, 45.524 pessoas haviam respondido o quiz. O resultado? Baskerville teve uma vantagem de 1,5% em relação aos outros tipos de letra em levar as pessoas a concordarem com a passagem. Enquanto isso pode não parecer muito, as consequências poderiam ser potencialmente desconcertantes se tomadas no contexto de eleições ou de vendas, por exemplo. Os psicólogos que analisaram o estudo, incluindo David Dunning da Universidade de Cornell (Reino Unido), acreditam que isso acontece porque nós damos mais credibilidade a algo que parece formal, e inconscientemente processamos essa informação como mais confiável.

7. Quanto mais inteligente você for, maiores são suas chances de cair em golpes

Hoje, assustamos com a ingenuidade das pessoas que caem em armadilhas e sofrem golpes bizarros sem se dar conta de que não conheceram realmente um príncipe nigeriano nem vão receber o dobro do que investiram naquela ideia brilhante. Mas psicólogos sugerem que não podemos fazer nada para melhorar nossas chances de não cair nessas mentiras. Na verdade, quanto mais esperto alguém é, de forma mais ingênua age. Parte disso tem a ver com o ego; os mais inteligentes são menos propensos a acreditar que podem ser enganados, e assumem que vão notar de cara se estiverem sendo ludibriados. Excesso de confiança é quase sempre ruim. Também, enfrentamos outro problema: estamos programados para confiar em fontes que são tidas como confiáveis, por exemplo, professores e médicos. Por isso, acreditamos quando um Dr. Qualquer Coisa nos manda fazer absurdos para melhorar a saúde, ou quando um Professor Fulano De Tal diz que a Terra vai acabar em dez dias. Há também a ideia de que existem diferentes tipos de inteligência – a que levou alguém a ter uma carreira de sucesso pode não ser o mesmo tipo que permite que alguém perceba um esquema fraudulento.
Por fim, de acordo com o psicólogo Stephen Greenspan, a inteligência muitas vezes pode se curvar diante da pressão social explorada por muitos golpes, ou quando a pessoa é confrontada com a possibilidade de um resultado que nem “parece bom demais para ser verdade”, ou seja, um resultado modesto o suficiente para ser razoável. A inteligência ainda pode perder para outro fator: a bondade. Não importa o quão inteligente uma pessoa seja, se for também muito gentil pode cair na lábia de uma pessoa aparentemente dócil, ou não conseguir recusar uma oferta depois de ficar em uma reunião por várias horas. A inteligência não é, certamente, páreo para a emoção (especialmente a que vem com promessas de riqueza).

8. Mensagens sublimares funcionam

Na década de 1950, um homem chamado James Vicary foi o primeiro a experimentar com mensagens subliminares piscando a frase “Beba Coca-Cola” em telas de cinema enquanto filmes passavam. Ele alegou que sua campanha funcionou e que as vendas aumentaram nas salas de cinema, mas a ciência ainda tinha dúvidas da eficácia do uso de mensagens subliminares. Desde então, pesquisadores da Organização Holandesa para Pesquisa Científica têm mostrado que, apesar dos resultados de Vicary serem falsos, mensagens subliminares funcionam mesmo. Voluntários holandeses foram expostos às mensagens subliminares “beber” e “sedento” e, em seguida, os cientistas mediram quão propensos eles eram a aceitar uma bebida. Variações no estudo levaram os pesquisadores a concluir que mensagens subliminares só funcionam sob certas condições: é preciso que haja uma recompensa agradável em ceder à mensagem subliminar, os pensamentos precisam ser plantados antes da chance de realização dos mesmos, e é preciso que haja uma associação pré-existente com a recompensa que a torne agradável. Outros estudos, incluindo um da Universidade College London (Reino Unido), apoiam também a ideia de que o cérebro humano é inconscientemente consciente de coisas que acontecem muito rápido para registrarmos conscientemente (ufa!), especialmente emoções negativas. Voluntários foram expostos a uma variedade de mensagens subliminares e depois tiveram que indicar se a mensagem era neutra ou emocionalmente carregada. Os voluntários foram surpreendentemente precisos, e foram mais precisos quando as palavras eram negativas.

9. Fatos contados em forma de histórias são mais facilmente aceitáveis

Você está em uma reunião, e seu chefe conta uma história sobre como fez sua primeira venda difícil. Você também recebe uma lista com todos os tipos de estatísticas, fatos e números. Que informação você vai se lembrar melhor no dia seguinte? Mesmo que a lista contenha os mesmos dados da história, você vai ser capaz de se lembrar de mais detalhes da história. Isso porque contar histórias é uma coisa incrivelmente poderosa: é uma forma muito mais interessante de receber informações. Quando olhamos uma lista, somente as partes do cérebro chamadas de área de Broca e de Wernicke são ativadas. Uma boa história ativa diferentes partes do cérebro, como as que interpretam linguagem e as que se relacionam com a nossa própria percepção sensorial. Contar histórias estabelece algo que uma lista simplesmente não consegue – uma conexão com a pessoa que a está contando. Essa conexão pode fazer toda a diferença quando se trata de lembrar do que a informação se tratava. Mais do que isso, a conexão nos investe na história. Vemos personagens em vez de fatos secos, e queremos saber como ela termina. Esse desejo de encerramento tem um outro efeito, também: ficamos mais tolerantes. Nos tornamos menos críticos em relação à informação, permitimos mais improbabilidades em prol da narrativa e suspendemos o ceticismo, mesmo sem perceber que estamos fazendo isso. Se é uma boa história, vamos desculpar qualquer inconsistência. Se for uma variedade seca dos fatos, não. Tão grande é o poder de contar histórias que alguns pesquisadores defendem a ideia de que a ficção é mais eficaz para mudar nossos pontos de vista e sistemas de crenças do que apenas fatos científicos, por exemplo.

10. Seu Facebook influencia seu humor

Um experimento conduzido com 700 mil usuários da rede social Facebook no período de uma única semana em 2012 descobriu que o feed de notícias pode influenciar o humor das pessoas. Se ele apresenta mais palavras positivas, o status das pessoas também é mais positivo, e vice-versa. Ou seja, há uma mudança na emoção das pessoas que acompanha o tipo de notícia a que elas são expostas. De acordo com o estudo, as pessoas nem sequer têm que estar fisicamente em torno de outra pessoa de mau humor para absorver a negatividade – ela pode ser “apanhada” só de olhar para uma tela de computador. Aliás, não é preciso ter nenhum tipo de conexão pessoal ou emocional para esse contágio acontecer.

Por: DEBRA KELLY

Do original: 10 Reasons You Aren’t In Control Of Your Own Decisions

Via: Hypescience

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12 sinais de que você está criando seu filho para ser escravo

12 sinais de que você está criando seu filho para ser escravo

Você parou para observar o que está passando na televisão quando o seu filho a está assistindo? Ou já parou para refletir nos motivos que levaram um novo shopping a ser erguido perto da sua casa? Ou mesmo já se questionou sobre a real razão para a pré-escola dizer que está preparando o seu filho para o mercado de trabalho?

Não é novidade para ninguém que a organização da sociedade possui o formato de uma pirâmide onde os que estão na base sustentam aqueles que estão no topo. Enquanto no topo existem poucos lugares, na base existem muitos para serem ocupados, sendo natural que quem esteja em cima queira manter aqueles que estão em baixo onde estão para não perderem suas posições no topo.

Apesar de nascermos livres, durante a construção da nossa personalidade (da infância a fase adulta) vamos nos identificando progressivamente com essa lei e ficando cada vez mais “parados” conforme ela se torna a realidade do nosso modo de agir.

Não importa se nossa origem é uma família com muito ou pouco dinheiro. O que define se uma pessoa é escrava ou não é a maneira como ela lida com o mundo: se obedecendo a lei da escassez ou a lei da abundância.

Obedecendo a lei da escassez, nós temos medo e culpa. Medo do desconhecido (futuro, relações ou oportunidades) e culpa pelo passado (o que não foi feito, o que deu errado ou o que fizeram conosco). Agimos como vítimas e sempre estamos sofrendo por algo. Por isso precisamos atacar. Quem está em cima ataca quem está embaixo e quem está embaixo ataca quem está em cima.

Mas o que importa para o desenvolvimento pleno do ser humano e da humanidade não é que nossos filhos escalem a pirâmide social, se tornem pessoas ricas habitando o topo da pirâmide e mantenham as pessoas que estão embaixo afastadas das suas posições. O importante é que eles se libertem dessa pirâmide e das “regras naturais” contidas na sua estrutura.

Abaixo, fica o convite para reflexão sobre 12 sinais de que você está criando seu filho para ser escravo:

contioutra.com - 12 sinais de que você está criando seu filho para ser escravo

Você matriculou seu filho em uma escola que o prepara para o mercado de trabalho

Ou uma que vai do maternal ao vestibular. Não importa. Se o seu filho está matriculado em uma escola que o prepara para o mercado de trabalho, você está preparando o seu filho para o passado e não para o futuro, para o mundo que vai existir daqui a 20 anos quando ele sair da escola. Você está preparando seu filho para se encaixar no mundo e não para criar um mundo para ele.

Você leva seu filho no shopping para passear

Shopping não é para passear. Shopping é para comprar ou então se distrair para comprar ainda mais. O objetivo do shopping é vender mais e por isso é tão importante para seus proprietários agregar serviços como praças de alimentação e espaço para as crianças com brinquedos eletrônicos e pequenos parques dentro dos seus estabelecimentos. Quanto mais próximas dos shoppings as crianças estiverem, melhor retorno financeiro o shopping terá no longo prazo. O impacto deste mau hábito pode levar seu filho a sempre querer consumir para se manter feliz.

Você permite que ele tenha mais coisas que o necessário

Presentes são as distrações do presente. Com milhares de roupas, tênis e brinquedos seu filho começa a perceber que fica feliz sempre que recebe alguma coisa nova e molda a sua cultura para isso. Desta forma, quando ele ficar triste novamente e não enxergar nada de novo à sua volta, acreditará que está com esse mau humor porque não tem nada novo para se distrair. Desde cedo eduque seu filho a compreender que ele não depende de coisas para ser mais feliz. No dia que seu filho fracassar e não tiver coisa alguma, se sentirá ainda mais infeliz por não tê-las e levará ainda mais tempo para retomar seu rumo.

Você acredita que ajuda seu filho quando executa tarefas simples pra ele

Dar comida na boca, amarrar o sapato, abotoar a camisa, dar banho, entre outras tarefas simples são coisas que os pais estão fazendo por mais tempo pelos seus filhos. Quando eles crescerem e estiverem adultos o mundo cobrará deles independência e disposição para realizar tarefas fora de suas zonas de conforto se eles quiserem se libertar. Tendo sido criado em uma redoma seu filho terá que lutar ainda mais para conquistar as coisas que deseja.

Você ensina seu filho a valorizar as coisas pelas marcas que elas carregam

Não basta comprar um caderno, precisa ser um caderno de uma determinada marca ou com um determinado motivo daquele desenho animado ou daquele filme que ele tanto adora. Não seja tolo. Você está agindo justamente da forma que o dono da marca daquele filme quer que você aja. Que tal explicar para o seu filho que o caderno sem marca nenhuma tem a mesma utilidade que o caderno com marca e que ele pode ser até melhor em qualidade que o outro. Ensine-o a valorizar as coisas pelo real valor delas e não pela marca que a coisa carrega. O significado de sucesso não é medido pela capacidade de adquirir acessórios das marcas mais caras como se fossem badges da vida real.

Você não ensina seu filho a receber doações

Conheço pais que não admitem que seus filhos recebam uma peça de roupa ou um tênis de uma outra criança só porque aquilo que era recebido já tinha sido usado. Não existe coisa mais digna e natural do que aprender a receber. Isso, inclusive é até mais importante que aprender a dar porque para receber você precisa ser humilde e nobre. Ensine-o a receber doações e ele se tornará livre por acreditar que o mundo dá as coisas para ele ao invés de visualizar um mundo cheio de perigos e apuros onde todos só pensam em tirar-lhe as coisas.

Você faz da alimentação por frutas e legumes algo pontual

O natural para o ser humano é comer frutas, legumes e verduras, enquanto refrigerantes, doces e outras guloseimas não é natural. Estes últimos “alimentos” é que devem ser apresentados ao seu filho como um evento pontual. Não há problema comer doces, biscoitos e bolos uma vez ou outra se o hábito da criança for comer coisas saudáveis, mas fazer da alimentação saudável algo esporádico é transformar o próprio filho em colecionador de problemas de saúde no futuro.

Você o deixa ver televisão

Assista televisão com o seu filho durante uma hora e notará nas entrelinhas uma série de comerciais educando-o a permanecer escravo do sistema. Enquanto mulheres feministas brigam pelos seus direitos nas ruas, um comercial de um brinquedo infantil, treina meninas para o consumo vendendo uma caixa registradora que aceita cartão de crédito de brinquedo onde sua filha pode fazer compras à vontade na lojinha da amiga. Desligue a televisão e veja o seu filho libertar a imaginação com amigos imaginários, pistas de corrida feitas com caixas de papelão ou simplesmente cantando a esmo dentro de casa.

 

Você não educa seu filho com uma medicina preventiva

Medicina preventiva é alimentação somada ao conhecimento do próprio corpo. Além de receberem alimentos ruins para o corpo, os pais não incentivam seus filhos a conhecerem suas dores e seus próprios males, curando toda e qualquer perturbação com algum medicamento invasivo que inibe o sintoma, mas não acaba com o problema. O autoconhecimento começa pelo conhecimento do nosso próprio corpo.

Você incentiva que seu filho tenha ídolos

Ter ídolos nos escraviza tanto quanto ter algozes. Tendo ídolos, seu filho começa a competir com outras crianças para medir se aquilo que idolatra é melhor ou pior que aquilo que os outros idolatram, seja uma personalidade, um atleta, um time de futebol, um músico, etc. Ele coloca todas as suas expectativas naquela pessoa, saindo de si para querer se tornar o outro o que normalmente termina em uma grande frustração quando ele verifica que o outro possuía as mesmas idiossincrasias que ele.

Você ensina as suas crenças para ele

Religião, trabalho, riqueza, modo de vida, enfim, você deposita no seu filho toda a sorte de crenças e medos cultivadas em você tirando a capacidade dele mesmo refletir sobre o que serve e o que não serve para ele. Você não ensina filosofia para ele e não o faz questionar e observar que talvez você e ele estejam errados a respeito das suas certezas. Que existem outras religiões diferentes da sua no mundo, assim como outros tipos de trabalho, outras formas de gerar riqueza e também outras maneiras de viver. Esclareça para o seu filho que a forma como você vive e a maneira como você pensa é a sua maneira, mas não a mais correta. Não ate-o a amarras que o deixem presos em qualquer área da vida. Leve-o a sua religião, ensine-o sobre ela, mostre a forma como você trabalha e a sua maneira de gerar riqueza. Traduza tudo isso e o seu modo de vida como apenas mais um modo de se viver, mas fortaleça-o para que ele faça a sua própria busca, deixando claro que irá lhe abraçar no caminho de volta pra casa.

Você não coloca em prática o que ensina para ele

E o principal e mais violento sinal de que você está criando o seu filho para ser escravo acontece quando você demonstra para ele que não se esforça para se libertar colocando em prática aquilo que ensina para ele.

  • Você continua indo ao shopping para passear.
  • Você continua vendo televisão.
  • Você continua torcendo para o seu time do coração com fanatismo.
  • Você cultua marcas, nomes e famosos.
  • Você se coloca como vítima da vida.

Você pode ter errado em tudo, mas não pode se dar o direito de errar em não assumir os próprios erros para acertar. Temos que ensinar esta nobreza para os nossos filhos se quisermos que eles se libertem desta pirâmide social na qual a maior parte da sociedade está inserida para viver a sua própria vida da maneira que ele acredita ser a ideal.

Entendo que alguns sinais colocados aqui afetam estruturalmente as suas crenças, mas te convido a fazer um exame em cada uma delas para verificar porque elas realmente existem em você e como elas podem estar moldando a vida que você tem hoje. Se você está preso, liberte-se e leve seus filhos junto, pois se todos os pais fizerem isso, libertaremos o mundo.

Por Marcos Rezende

Fonte indicada: Insistimento

(Recomendo a visita ao artigo de origem para a observação dos mais de 500 comentários gerados pelo texto além, é claro, do conhecimento de outros artigos do autor)

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13 dicas para famílias que têm em casa uma pessoa na terceira idade

13 dicas para famílias que têm em casa uma pessoa na terceira idade

Por Cida Griza

Ter uma pessoa da terceira idade em casa é uma situação complexa para qualquer família e exige certos cuidados extra, principalmente se os idosos já têm algum grau de dependência. Por outro lado, vê-los imóveis, sentindo-se inúteis e infelizes, sentados o dia inteiro vendo TV, nos traz sentimentos de culpa. Some-se a isso o fato de que em se tratando de pais ou avós, aumenta a complexidade, uma vez que nestes casos, misturam-se sentimentos contraditórios. “Ele é meu pai e devo respeitá-
lo, porém ele passa dos limites e exige coisas que me tiram do sério!” Diria alguém que precisa repreender um pai idoso numa determinada situação.

O que podemos fazer para dar mais sentido e qualidade de vida ao dia a dia deles?

contioutra.com - 13 dicas para famílias que têm em casa uma pessoa na terceira idade

Realmente cuidar de idosos no dia a dia é uma tarefa desafiadora. Mas com paciência e alguns cuidados adicionais, pode se criar um relacionamento feliz e o resultado pode ser gratificante.

Idosos, de modo geral, detestam sentirem-se vigiados e controlados, mesmo não tendo, acham que têm condições de se manterem independentes e auto suficientes. Sabemos, no entanto, que há muitas situações em que precisam (embora rejeitem) de ajuda. Escutá-los pacientemente dando lhes a atenção que eles requisitam  e conversando honestamente sobre as naturais limitações de tempo, habilidades e recursos que todos temos, pode-se conseguir criar um clima mais feliz para eles.

1. Defina claramente os espaços particulares e os comuns dentro da casa, levando em consideração as limitações físicas e mentais dos idosos. Não invada estes espaços pessoais sem permissão.

2. Aprenda a aceitar as decisões dos idosos. Pequenas ações como deixar cair um objeto no chão e não pegá-lo ou deixar acesas as luzes da cozinha ou do banheiro ou não fechar portas dos cômodos, podem não ser propositais ou por descuido. Eles podem não estar conseguindo apanhar coisas no chão ou podem ter deixado as luzes acesas por ter algum receio do escuro. Portanto, não conclua apressadamente que eles são relaxados ou propositalmente imprudentes. Antes, ofereça-se a fazer aquelas coisas por eles, e procure descobrir se foi uma decisão deles por causa de alguma necessidade não declarada, não aparente.

3. Faça uma avaliação do que pode e do que não pode ser melhorado em termos de saúde, limitações funcionais e mobilidade. Não faça um prejulgamento achando normais as limitações por causa da idade, sem antes consultar médicos e profissionais especializados da saúde. Não entre nessa de “é assim mesmo – nada pode ser feito”. Se você buscar profissionais e fizer uma pesquisa, vai encontrar disponíveis meios, métodos, suplementos alimentares e medicamentos que podem ajudar a manter a saúde e funções físicas e cognitivas em bom estado por muitos anos. Certamente,  embora nenhuma destas “armas”  reverta o processo de envelhecimento, a velocidade do declínio de muitas funções físicas e mentais, pode ser reduzida, prolongando sobremaneira período saudável, o período da Melhor idade.

4. Cuidado para não entrar no Ageísmo.  O Ageismo  (ageism) é o preconceito  que atinge determinados grupos etários, e em especial os idosos. O termo cunhado em 1969 pelo psicólogo americano  Robert Butler vem sendo utilizado para descrever certas atitudes adotadas por familiares, amigos, profissionais e até mesmo pelo Estado ao se relacionarem com os idosos.

5. Faça uma revisão periódica dos medicamentos em uso (com o consentimento deles). Relacione os medicamentos e os cuidados de interação entre drogas, assim com os instruções de posologia verificando eventuais restrições de horário, se podem ser ou não ser ingeridos com alimentos e etc.

6. Fique atento a mudanças de humor e de comportamento. Frequentemente, idosos não admitem e “escondem” que algo os incomoda, que estão em pânico, que não têm conseguido dormir direito ou estão tendo problemas ao comer. Todas estas manifestações são indícios de que se deve consultar um médico.

7. Mantenha a casa organizada, principalmente os locais em que eles tenham pouca mobilidade, se usam um andador ou cadeira de rodas ou outros aparelhos de apoio à movimentação ou ainda se a visão está ficando deficiente. Consulte um especialista para instalação de equipamentos de auxílio à mobilidade com segurança. Avalie também se o idoso tem capacidade de usar tais equipamentos. Isto inclui coisas como barras de segurança (apoio  e corrimão) em corredores, nos banheiros, junto do vaso sanitário, assento/cadeira  para banho de chuveiro e rampas de acesso. Para quem tem recursos, uma alternativa a rampas é um elevador para cadeira de rodas.

8. Controle a temperatura do ambienteIdosos costumam ser mais sensíveis ao frio e, algumas vezes também ao calor. Veja se eles estão confortáveis.

9. Atenda a necessidades especiais em dietas, uso do sal e outros alimentos. Idosos  frequentemente têm dietas restritivas, e como qualquer pessoa se sentem tentados a transgredir as recomendações alimentares.  Açúcar e sal são os dois dos “vilões” mais presentes e que devem ter seu uso limitado nas refeições.

10. Dê a eles respeito e privacidade tanto quanto possível. Eles podem, porventura,  precisar de ajuda na higiene pessoal para as  necessidades fisiológicas; esta não é uma tarefa muito agradável para você, mas sempre é possível ajudá-los e ainda assim, tentar manter a máxima privacidade possível e o espaço pessoal.

11. Quando saírem à rua, instrua-os para se prevenirem contra golpistas e fraudadores que tiram vantagens de presas indefesas como os idosos. Isto deve incluir, entre outros, falsos vendedores e pessoas que se passam por pregadores religiosos, extorquindo dinheiro das pessoas.

12. Anote cuidadosamente e guarde dados importantes sobre eles. Isto deve incluir, entre outros, dados como número de telefones e endereços de amigos mais íntimos,  informações médicas atualizadas para as emergências, registros bancários, documentos de seguro e outras informações que eles considerem importante (sob a ótica deles) e queiram guardar.

13. Se necessário, ajude-os nos cuidados básicos sobre sua aparência e vestuário. Muitas  vezes idosos não conseguem cortas as unhas dos pés e das mãos, não conseguem se pentear, têm dificuldade de calçar sapatos,  ou, de modo geral, descuidam da aparência, dos cabelos, da pele, usam roupas desencontradas. Ajudando-os a cuidar da aparência sem denotar que eles são incapazes de fazê-lo, podem elevar muito a auto estima deles.

A recompensa para a família é a alegria de vê-los sentirem-se bem e vivendo uma Terceira Idade com mais qualidade de vida.

***

Fonte indicada: Terceira Idade Melhor

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Você sabe o que é amor? Ouça essas definições!

Você sabe o que é amor? Ouça essas definições!

Jô Soares revela o que o amor significa para crianças de 4 a 8 Anos.

As frases foram selecionadas por professores que, após perguntarem ás crianças o que era o amor, obtiveram respostas como as que o Jô interpretará no vídeo.

É de derreter o coração!

Fonte indicada: Social Fly

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8 sinais de que sua vida pede mudanças (UM ALERTA)

8 sinais de que sua vida pede mudanças (UM ALERTA)

Por Stephanie Gomes

Como saber quando é chegada a hora de mudar?

Algumas pessoas têm facilidade para detectar a necessidade de mudança e não se intimidam ao ter que alterarem o que está errado nas suas vidas.

Para outras (provavelmente a maioria), é difícil aceitar que há algo que precisa ser modificado, e mais complicado ainda tomar a iniciativa de mudar. 

contioutra.com - 8 sinais de que sua vida pede mudanças (UM ALERTA)

Nosso corpo, nossa mente e, principalmente, nossas atitudes, sempre nos dão sinais que podem indicar tanto coisas boas como ruins em relação a nosso estado físico e mental. Sempre que algo não estiver indo pelo caminho certo, haverá indícios de que a situação está errada e precisa ser mudada. Se a mudança que você precisa é no trabalho, nos relacionamentos, nos seus hábitos, na rotina, na sua aparência, no seu estilo de vida, no ambiente onde vive ou no que quer que seja, só você pode saber, mas estes são os sinais mais comuns que indicam que, com certeza, sua vida necessita de algum tipo de mudança:

1) A felicidade dos bons momentos não dura

Você sai com seus amigos e se diverte, passa o dia no seu lugar favorito ou faz alguma atividade de que gosta muito. Durante o tempo em que está em alguma dessas situações, sente-se super bem e feliz, mas, logo que elas terminam e você vai embora, a sensação boa desaparece e você volta a lembrar dos seus problemas ou se sentir desanimado. A felicidade gerada pelas boas experiências é a que costuma permanecer por mais tempo, portanto, se você não está conseguindo conservá-la, deve haver algo de errado em alguma área da sua vida que está impedindo que ela dure.

2) Você tem dor de cabeça e insônia com frequência

Em primeiro lugar, vá ao médico investigar se não há alguma doença causando esses sintomas. Na maioria das vezes, trata-se de stress, corpo e mente sobrecarregados ou hábitos inadequados, o que indica que realmente há algo que precisa ser mudado. Nesse caso, você só tem duas opções: procurar o que está te causando esses sintomas e mudar, ou conviver com o incômodo que eles causam.

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3) As coisas que te empolgavam perderam a graça

Se você não tem mais energia nem para fazer aquilo de que gosta, como praticar seus hobbies ou estar com os amigos, mais difícil ainda será cumprir as obrigações do dia a dia. Há alguma coisa que sempre te deixava feliz quando você fazia, e de uma hora para outra parou de te dar prazer? Isso pode ser um sinal de que fatores ruins estão começando a afetar até aquilo que você considerava bom. É um indício claro de que algo não está indo bem e você precisa descobrir o que é, antes que o problema domine todas as áreas da sua vida.

 

4) Seu círculo de amigos e parentes próximos está cada vez menor

É normal que, conforme o tempo passa e as obrigações surgem, tenhamos menos tempo para estar com todas as pessoas que conhecemos e o número de amizades diminua. Porém, se você percebe que vem se afastando cada vez mais das pessoas e não consegue mais encontrar nem alguns poucos momentos para estar com elas, precisa verificar o que está ocupando tanto o seu tempo, e analisar se isso é realmente mais importante para a sua felicidade do que estar com quem você gosta.

5) Sua autoestima está lá embaixo

Se você não tem mais vontade de se arrumar pra sair, não gosta do que vê quando olha no espelho, não sente orgulho das coisas boas que faz e se sente inseguro em várias situações, provavelmente, algo na sua vida precisa ser mudado, e nem sempre a baixa autoestima é sinônimo de problemas na aparência. Não descarte essa hipótese, mas, observe também como as pessoas com quem você convive te tratam, se você está sendo valorizado e se concorda com o estilo de vida que está vivendo. A solução do problema pode estar em mudar alguma dessas condições.

6) Você não consegue se desvencilhar da rotina

Por mais que sinta vontade de fazer outras coisas além das obrigações do dia a dia, você não tem ânimo suficiente para sair com os amigos durante a semana ou se matricular nas aulas de dança que tanto queria. Provavelmente há algo consumindo toda a sua energia e afetando sua vontade de viver. Se for esse o seu caso, é hora de parar para definir prioridades e descobrir uma maneira de encontrar o equilíbrio entre prazer e obrigações.

7) Você vive entediado

Em casa, no trabalho, no colégio, na faculdade, quando está com o namorado/marido ou os amigos, e até quando tem um monte de coisas para fazer, nada te anima. Em todos os momentos você sente que queria estar fazendo outra coisa, e quando muda para outra atividade, continua desanimado. Nesse caso, provavelmente o problema está na sua mente que se recusa a ver o lado bom das coisas, e está condicionada a fazer o mínimo esforço, porque se acostumou a acreditar que não vale a pena se esforçar para nada.

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8) Você olha para o relógio a cada 5 minutos

É normal de vez em quando querermos que chegue a hora de ir embora do trabalho ou da aula, ou que o tempo passe porque temos algo importante marcado. O problema começa quando, todos os dias, na maior parte do tempo, tudo o que você quer é que o tempo passe, mesmo que não vá acontecer nada de diferente quando ele passar. Isso significa que não há nada de interessante em nenhum momento do seu dia, o que leva a crer que uma mudança urgente é necessária para que sua vida não passe em vão.

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FONTE INDICADADesassossegada

Nota da CONTIoutra: os textos de Stephanie Gomes são publicados neste site com o conhecimento e autorização da autora.

5 coisas que você precisa saber sobre o ciúme

5 coisas que você precisa saber sobre o ciúme

Por Stephanie Gomes

Este post é direcionado principalmente aos ciumentos, que sabem o quanto este sentimento é prejudicial às suas relações mas têm dificuldades para lidar com ele. Antes de conhecer métodos para controlá-lo, é essencial entender o ciúme, saber por que ele existe, como afeta nossa vida e por que precisamos tratá-lo.

O ciúme não existe apenas nos relacionamentos de casais, mas também entre amigos, familiares e até com colegas de trabalho. Há quem sinta ciúme dos amigos do namorado, do marido conversando com pessoas do sexo oposto, do irmão sendo tratado de determinada forma pelos pais, do amigo que fez uma nova amizade, da pessoa que admira (um chefe, professor, superior) dando mais atenção a outra pessoa e muitas outras situações. Na maioria dos casos, o ciúme é causado pelo medo de perder a pessoa a qual acredita convictamente que lhe “pertence” ou por medo de ser substituído ou perder o seu lugar no relacionamento.

contioutra.com - 5 coisas que você precisa saber sobre o ciúme

O ciumento supervaloriza dúvidas, fantasias e pensamentos de desconfiança. O ciúme intenso é torturante tanto para quem o sente como para quem lida com a pessoa ciumenta. É claro que ele ocorre em diferentes graus de intensidade, e vai do que se origina do zelo até o que é capaz de cometer atos absurdos e impensados. De qualquer forma, o ciúme nunca é um sentimento bom, mas, dependendo do caso, ele pode não causar grandes estragos. Mesmo assim, é preciso ficar atento, porque trata-se de um sentimento que pode crescer até se transformar em neurose e angústia constantes. É importante compreender estas questões:

1) O ciúme se sobrepõe à felicidade

O ciúme passa por cima da felicidade toda vez que você escolhe fazer dele o sentimento presente na relação. É incoerente, já que os relacionamentos existem para nos fazer felizes e nossa intenção em relação a eles deveria ser construir sentimentos que favorecem a felicidade. O ciúme te faz ver o relacionamento como algo pelo qual você precisa lutar bravamente o tempo todo, praticamente um obstáculo à sua felicidade, quando, na verdade, o propósito do namoro, do casamento, da amizade, da família ou de qualquer outra relação deveria ser trazer paz, alegria e conforto, não tormento. O ciúme faz você desperdiçar as chances de viver bons momentos e amar. Acha que vale a pena? O ciúme não te leva a nenhum lugar feliz. Se um relacionamento não faz as pessoas envolvidas felizes, qual é então a sua finalidade?

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2) O ciúme não é uma ferramenta de controle humano

Se você acha que consegue usar o ciúme para controlar a vida de alguém, está se iludindo. Pessoas não são controláveis, e quem você vê como “controlado” pode mudar a qualquer momento. Ninguém está sob seu controle e é preciso aceitar isto para não transformar a relação em uma neurose permanente. Você sabe disso, mas prefere ignorar para ter a segurança ilusória que o ciúme te dá. Saiba que, enquanto se sente satisfeito por achar que está tudo do jeito que você quer, seu ciúme sufoca o outro. E quem se sente sufocado sofre sempre a reação: vontade de sair de onde está, de fugir e se livrar desta situação de aprisionamento.

3) O resultado do ciúme é sempre o mesmo: arrependimento

Porque depois que tudo passa você quase sempre descobre que exagerou, mas não pode mais apagar as brigas e a tristeza causada, nem reverter o afastamento da pessoa que sofreu com o seu ciúme. Você se arrepende porque percebe que tinha muito mais motivos para ser feliz do que para se agarrar a este sentimento destrutivo. Quando isso acontece, você finalmente aprende. Mas, infelizmente, pode ser tarde.

4) O problema do ciúme está em você

Se você pensa que a sua falta de confiança é culpa do outro, está enganado. O seu ciúme é causado por você e mais ninguém. Existem duas possibilidades: ou você escolheu estar nesta relação sabendo que não poderia confiar ou você está criando problemas desnecessários. Se o seu ciúme deriva do medo de ser trocado ou substituído, o problema está na sua insegurança ou incapacidade de confiar. Seja qual for o motivo do ciúme, a origem dele está nas suas escolhas, atitudes e pensamentos. É você quem precisa resolver estas dificuldades.

contioutra.com - 5 coisas que você precisa saber sobre o ciúme

5) Ciúme não é prova de amor

Há quem diga quem quem ama de verdade sente ciúmes. É verdade que nem todo ciúme é prejudicial, muitas vezes ele não passa de uma vontade de chamar a atenção, o que não é necessariamente sempre ruim. O problema é que existem ciumentos que usam esta afirmação como justificativa quando suas atitudes passam dos limites, dizendo que é uma “prova de amor”. Ciúme não é prova de amor. Respeito, carinho, atenção, companheirismo e confiança são. Se você realmente quer demonstrar seu amor, pare de usar todos os seus esforços para controlar os outros e esforce-se para conquistá-los e fazer com que queiram estar com você.

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FONTE INDICADA: Desassossegada

Nota da CONTIoutra: os textos de Stephanie Gomes são publicados neste site com o conhecimento e autorização da autora.

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O último quadrinho de Calvin e Haroldo

O último quadrinho de Calvin e Haroldo

Por Vinicius de Andrade

contioutra.com - O último quadrinho de Calvin e HaroldoCalvin e Haroldo (Calvin and Hobbes, no original em inglês) é uma série de tirinhas do ilustrador norte-americano, Bill Watterson, que iniciou a publicação dos desenhos em 1985. Desde então, para além das publicações em livros e edições especiais, a série circula em mais de 2 mil jornais ao redor do globo. Watternson deixou sua mais famosa criação em 31 de dezembro de 1995, quando publicou a última tira inédita do quadrinho. Aproveite também o Betwinner bônus .

Bill Watterson, num gesto semelhante ao de autores como Raduan Nassar ou J. D. Salinger, abandonou sua arte e agora vive recluso com sua esposa na pequena cidade de Changrin Falls, em Ohio, nos Estados Unidos. Bill não aparece em público, concede entrevistas ou dá autógrafos. Ainda, como um gesto maior de sua reclusão, pediu ao Universal Press Syndicate – responsável pela distribuição mundial de Calvin e Haroldo – que interrompesse o encaminhamento das correspondências enviadas por seus fãs.

contioutra.com - O último quadrinho de Calvin e Haroldo
Fan art acreditada por muitos como a última tira da série.

Pois bem, uma tirinha de Calvin e Haroldo ficou muito famosa nos últimos anos e é fácil encontrá-la na internet como sendo a última tira publicada da série. O quadrinho coloca um fim ao mundo mágico de Calvin, um menino de seis anos de idade e com uma personalidade ímpar. Seu tigre, Haroldo, antes tão vivo quanto um amigo “verdadeiro” – e, por que não, mais vivo que um amigo “verdadeiro”? –, agora passa a ser exatamente como na visão daqueles que cercam a vivência de Calvin: apenas um tigre de pelúcia.

É, com certeza, um ponto final no mundo de fantasia que Bill Watterson criou para Calvin como fuga da cruel e distorcida realidade contemporânea. Um lugar mágico, onde finalmente se pode explorar sua verdadeira natureza humana.

No entanto, este final distópico, um triste retorno à realidade e, quiçá, um adeus ao mundo da infância, nunca foi desenhado por Bill. O quadrinho, acreditado por muitos como o último e derradeiro da série, é na verdade uma fan art que apareceu pela primeira vez numa comunidade de fãs americana. A este ponto é quase impossível determinar seu verdadeiro autor, mas com certeza a tira conseguiu a mesma repercussão do trabalho original de Bill, seja por ser talvez o quadrinho mais triste da história da série (se não fosse uma fan art), seja pelo inevitável retorno àquela realidade de que por muitos anos o quadrinho original tentou nos proteger.

A tira verdadeiramente última, a derradeira, criada por Bill, (talvez) felizmente nos deixa uma mensagem bem diferente, a de que “É um mundo mágico, Haroldo, amigão…Vamos explorá-lo!”.

A última tira da série, publicada em 31 de dezembro de 1995:

contioutra.com - O último quadrinho de Calvin e Haroldo
Última tira da série desenhada por Bill Watterson. Imagem e tradução: BrGag.

FONTE INDICADA: Livre Opinião

Está com medo de mudar? Leia isso!

Está com medo de mudar? Leia isso!

Por Adriano Silva

Encontro meu amigo numa festa. Fazia tempo que não nos víamos. Ele me conta do quanto está feliz. De como mudou a sua vida para melhor. Sua aparência está ótima. Você vê na pele e no brilho do olho quando uma pessoa está num momento bom.

Ele tem 40 anos. Trabalhava há 23 anos no setor financeiro de uma grande empresa. Contas a pagar, recebimentos, administração de grana daqui para lá e de lá para cá. Entrou lá como estagiário. E foi crescendo. Ou ficando. Aquele primeiro emprego se tornou uma carreira. E também um grilhão.

contioutra.com - Está com medo de mudar? Leia isso!

Com o tempo, foi percebendo o que queria da vida. Seu coração não estava em finanças. Estudou arte. Obteve um diploma. Mas veio um casamento. Vieram os filhos. E ele fez o que a maioria de nós faria – se amarrou ao que tinha na mão. Um holerite, um plano de saúde, um vale refeição. Para não correr riscos, correu o maior dos riscos – negar o que a sua voz interior estava lhe dizendo. Isolou a vocação que descobrira em si na caixinha dos desejos inoportunos.

Sabia que aquele trabalho não era o que desejava para si. Mas era o que lhe parecia mais seguro. E um marido e um pai precisa ser sensato. Precisa ser responsável e consequente. Preciso prover. E se sacrificar pela família, se preciso. Então conviveu muitos anos mais com aquele cotidiano. Engordou. Encontrou um companheiro no cigarro. E começou a beber um tantinho além do que seria recomendável.

Seus filhos cresceram. O casamento se desfez. E aos 40 ele tomou a decisão de pedir demissão. Com mais 12 anos no escritório ele já estaria pronto para se aposentar. As pessoas lhe diziam que sossegasse o facho, que tivesse bom senso. Mas ele não tinha mais 12 anos para dar. Ele já tinha sossegado o facho demais. E bom senso, bem, isso ele tinha de sobra: trocou o Excel pela lousa. Passou a dar aulas de arte numa escola pública, fazendo uso da licenciatura que estava há muito no fundo da gaveta, mas que não tinha sido esquecida. E na Brasilândia, periferia de São Paulo, onde as salas não são refrigeradas e onde não se usa gravata nem em dia de enterro.

Hoje ele dá aula em três escolas próximas da sua casa, na Freguesia do Ó. Vendeu o carro – se diz um feliz usuário do sistema de transporte público de São Paulo, quando precisa sair do seu bairro. Parou de fumar. Parou de beber. Desligou a TV – me disse que hoje só a usa para assistir a um filme no Netflix ou para jogar XBOX com o seu filho do meio, de 16 anos, que mora com ele. Ocupa todas as suas manhãs com as classes. E tem as tardes e as noites livres para fazer o que quiser. Inclusive estudar arte.

Eu o cumprimentei efusivamente por ter tido a coragem de fazer tudo isso por si mesmo – coisa que a maioria de nós não tem a coragem de realizar. E tentei lhe apoiar, e lhe confortar, dizendo que, afinal, dinheiro não é tudo, quando ele me atalhou – “Adriano, eu estou ganhando mais agora”.

Sem mais.

***

Leia também: O perfeito idiota brasileiro

+ Adriano Silva

O que acontece se uma mãe ‘desconectar’ seus filhos por 6 meses

O que acontece se uma mãe ‘desconectar’ seus filhos por 6 meses

Susan Maushart viveu a fantasia de todos os pais: ela ”desconectou” seus filhos adolescentes.

Durante seis meses, ela tirou a Internet, TV, iPods, celulares e videogames. O estranho brilho das telas parou de iluminar o quarto da família. Dispositivos eletrônicos já não bipavam durante a noite como “grilos malignos”. E ela parou de levar seu iPhone para o banheiro.

contioutra.com - O que acontece se uma mãe 'desconectar' seus filhos por 6 meses

O resultado do que ela grandiosamente chama de “A Experiência” foi mais um “OMG” (sigla de “oh meu deus!”) do que um LOL (sigla de “risos”) – e nada menos que uma imersão na RL (vida real).

Como Maushart explica em um livro lançado nos EUA esta semana chamado “The Winter of Our Disconnect ” (Penguin, 16,95 dólares), ela e seus filhos redescobriram os pequenos prazeres – como jogos de tabuleiro, livros, domingos preguiçosos, fotos antigas, as refeições da família e ouvir música juntos, em vez de ligá-las a todos os seus iPods.

Seu filho Bill, um viciado em videogame e TV, encheu o seu recém tempo livre tocando saxofone. “Ele trocou o Grand Theft Auto (jogo de videogame) para o songbook de Charlie Parker,” Maushart escreveu. Bill disse que a experiência era apenas um “gatilho”, e ele teria encontrado seu caminho de volta para a música eventualmente. De qualquer maneira, ele conseguiu tocar sax tão bem que, quando a proibição dos aparelhos terminou, ele vendeu o controle de jogos e está agora estudando música na faculdade.

Seus outros filhos tiveram uma melhora de desempenho na escola, já que não ficavam distraídos com seus aparelhos e suas redes sociais.
***

Fonte: Yahoo News

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18 dos caminhos para escola mais perigosos do mundo

18 dos caminhos para escola mais perigosos do mundo

Em alguns lugares do mundo, ir para a escola pode não ser tão simples quanto o percurso que você costumava fazer na sua época. Ir de carro, bicicleta ou pegar um ônibus não é nada perto dos percursos feitos por algumas crianças.
Muitas delas precisam enfrentar uma verdadeira jornada para conseguir aquilo que todos deveriam ter da forma mais acessível e prática possível: educação.
Nesta lista você verá algumas das rotas mais perigosas do mundo para ir à escola:

1 – Viagem de 5 horas pelas montanhas numa rota extremamente estreita – Gulu, China

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Image credits: Sipa Press

2 – Os alunos precisam subir escadas nada confiáveis de madeira montanha acima – Vila Zhang Jiawan, Sul da China

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Image credits: Imaginachina/Rex Features

3 – Crianças viajando para um colégio interno pelo Himalaia – Zanskar, Himalaia indiano

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Image credits: Timothy Allen

 4 – Alunos atravessando uma ponte suspensa com sérios danos – Lebak, Indonésia

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Após a história se espalhar, a maior produtora de aço da Indonésia, a PT Krakatau Steel, construiu uma nova ponte, de modo que as crianças pudessem atravessar o rio com segurança.

(Image credits: Reuters)

5 – Crianças deslizando 800 metros por um cabo de aço a 400 metros acima do Rio Negro – Colômbia

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Image credits: Christoph Otto

6 – De canoa rumo à escola – Riau, Indonésia

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Image credits: Nico Fredia

7 – Rota pela floresta, passando por uma ponte de árvore – Índia

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Source: The Atlantic

8 – Garota montando um búfalo para estudar – Myanmar

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Image credits: Andrey

9 – Várias crianças em um Tuk-tuk (auto-riquixá), uma espécie de triciclo – Beldanga, Índia

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Image credits: Dilwar Mandal

10 – Atravessando uma ponte quebrada durante uma nevasca – Dujiangyan, província de Sichuan, China

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Image credits: Imaginechina / Rex Features

11 – Viagem no teto de um barco de madeira antigo – Pangururan, Indonésia

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Image credits: Muhammad Buchari

12 – Meninas atravessando ponte improvisada na parede de um forte do Sri Lanka

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Image credits: Reuters/Vivek Prakash

13 – Muitas crianças viajando num barco – Querala, Índia

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Image credits: Santosh Sugumar

14 – Alunos amontoados indo para a escolha numa carroça – Deli, Índia

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Image credits: Reuters

15 – Estudantes atravessando o rio Ciherang em uma jangada de bambu – Cilangkap Village, Indonésia

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Image credits: Reuters/Beawiharta Beawiharta

 16 – Jornada de 201 km pelas montanhas para um colégio interno – Pili, China

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Image credits: unknown

17 – Crianças andando sobre uma corda bamba a 9 metros do rio Padang – Sumatra, Indonésia

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Image credits: Panjalu Images / Barcroft Media

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18 – Alunos cruzando um rio em pneus inflados – Província de Rizal, Filipinas

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Image credits: Dennis M. Sabangan / EPA
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Image credits: Bullit Marquez /AP

Fonte indicada Bored Panda

Via: Tudo Interessante

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Invenção de garoto de 15 anos ajuda pacientes com Alzheimer

Invenção de garoto de 15 anos ajuda pacientes com Alzheimer

Sensor reconhece quando a pessoa sai da cama de noite, e avisa o cuidador através de um alarme no smartphone

Dizem que a necessidade é a mãe da invenção, e foi a experiência pessoal que fez Kenneth Shinozuka ter a ideia de um dispositivo especial para pacientes que sofrem com Alzheimer.

O avô do garoto é portador da doença, e ele percebia a dificuldade da família de mantê-lo seguro durante a noite, já que grande parte dos pacientes com Alzheimer tem o hábito de sair das suas camas durante a noite, por vezes até mesmo deixando a casa e podendo se perder caso o responsável pela vigília noturna tenha um sono mais pesado.

Para evitar que o cansaço e o sono do cuidador pusessem a vida do seu avô em risco, Kenneth desenvolveu um aparelhinho que detecta quando o paciente dá o primeiro passo no chão, ativando um alarme em um aplicativo dedicado, instalado no smartphone do responsável pelos cuidados noturnos daquele paciente. O sensor, que fica nos pés do portador da doença, é flexível e pouco incômodo, podendo ser preso aos pés com esparadrapos ou inserido em uma das suas meias quando ele for colocado para dormir.

contioutra.com - Invenção de garoto de 15 anos ajuda pacientes com Alzheimer

Durante os 6 meses em que o sistema de alarme de ‘avô andando de noite’ foi testado, o aparelho foi capaz de detectar 100% das vezes em que o idoso saiu da cama – segundo o sistema de Kenneth, um total de 437 vezes (!).

Além de evitar que o seu avô saísse desacompanhado durante a noite, o sistema criado pelo garoto armazena a frequência das tentativas de ‘fuga’, o que pode ajudar a identificar algum padrão que possa ter a ver com a rotina diária do paciente.

Vejam o vídeo:

A utilidade e simplicidade do gadget de Kenneth foi recentemente reconhecida pelo Google na sua conhecida Feira de Ciências – o projeto do menino está entre os 15 finalistas mundiais, e caso seja o vencedor, poderá ser premiado com uma viagem de 10 dias para as ilhas Galápagos, uma visita ao porto espacial Virgin Galactic e uma bolsa de estudos no valor de 50 mil dólares.

Independentemente disso, Kenneth já está se preparando para fabricar centenas desses sensores, que ele pretende doar para asilos e casas de apoio para pacientes com Alzheimer.

Isso é uma das coisas mais bacanas que podem acontecer quando damos aos jovens acesso à tecnologias e incentivo à pesquisa. Se depender da criatividade deles, muita coisa ainda pode ser melhorada no cotidiano das pessoas que mais precisam.

FONTE INDICADA: Brain Storm 9

Veja também:
Alzheimer: vídeo de 1 minuto mostra como são os sintomas
Alzheimer: a mais didática explicação que você verá

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Ursinhos abraçando amêndoas perto do coração: faça você também!

Ursinhos abraçando amêndoas perto do coração: faça você também!

Maa Tamagosan, um cozinheiro japonês criou um biscoitinho bonito demais para comer. 

Seus biscoitos em forma de ursinhos ganham vida ao serem assados segurando nozes saborosas perto de seus corações.

Felizmente para nós, Maa compartilhado a receita para esses cookies em seu blog, para que o resto do mundo possa recriar sua iguaria. 

Se você tem alergia a nozes, a bonita receita de Maa provavelmente pode ser usada com outros recheios no centro, como geleia de frutas ou doces. A forma de cookie urso é provavelmente a única ferramenta especial que você precisa.

A receita original do Maa é escrita em japonês, mas existem inúmeras traduções circulando.

Segue abaixo uma tradução da RECEITA

1 Pre aqueça o forno a 160 ° C (320 F)
2. Misture a farinha bolo de 110g, 20g de fécula de batata e uma pitada de sal em um recipiente
3. Misture 40g de xarope de beterraba, 10g de mel e 30g de óleo vegetal em uma tigela pequena
4. Uma vez bem misturado, espalhado entre papel manteiga e enrole com um rolo
5. Use forminhas em formato de ursinho para dar a forma à massa já esticada
6. Desenhe o rosto (com uma caneta), coloque a amêndoa e dobre os bracinhos para que o ursinho abrace a amêndoa
7. Use sobras de massa para fazer as caudas
8. Leve ao forno por 10 minutos. Reduza o fogo para 150 ° C (300 F) e asse por mais 10 minutos
9. Retire do forno e está pronto!

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Fonte: Bored Panda

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Designer de moda cria lenços com desenhos de pássaros

Designer de moda cria lenços com desenhos de pássaros

Os pássaros são comuns em roupas e acessórios femininos, pois transmitem leveza ao dia a dia de quem os utiliza. Com essa inspiração, a designer de moda Roza Khamitova, com sede na Austrália, criou uma coleção de lenços que exploram as formas das aves de maneira criativa.

contioutra.com - Designer de moda cria lenços com desenhos de pássaros

Os desenhos das roupas, impressos digitalmente, foram pintados à mão por Roza. Cada peça cria a ilusão de que a pessoa tem enormes asas de pássaros. Seu trabalho está disponível em uma loja virtual no Etsy, chamada “Shovava”.

Veja mais imagens:

Fonte: Bored Panda

Via: Catraca Livre

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