12 casos de gentileza que deixarão os seus olhos mais brilhantes!

12 casos de gentileza que deixarão os seus olhos mais brilhantes!

Da posição de nosso corpo, no tom de nossa voz até o direcionamento de nosso olhar, somos capazes de demonstrar nossos sentimentos e intenções o tempo todo.

Ser gentil, muitas vezes, mais do que uma obrigação, pode ser um estilo de vida.

E, o melhor de tudo, a coisa mais fascinante da gentileza é que ela faz tão bem para quem a pratica quanto para quem a recebe.

Abaixo, você encontrará  histórias da mais profunda gentileza. Elas são capazes de dar brilho aos olhos e tornar a vida mais leve.

1 – Somos gentis quando mostramos ao outro o quanto ele é importante.

Como tanto eu como meu marido estamos desempregados, hoje, data em que completamos 10 anos de casamento, combinamos de não comprarmos presentes. Quando eu acordei esta manhã, meu marido já estava de pé. Desci as escadas e encontrei belas flores silvestres por toda a casa. Imagino que existam umas 400 flores no total e ele, cumprindo sua promessa,  não gastou um centavo.

2 – Somos gentis quando não marcamos dia, hora ou regras para a nossa ternura.

Meu avó estava dirigindo de volta para casa quando, de repente, fez uma inversão de marcha e disse: “Eu esqueci de pegar um buquê de flores para sua avó . Vou parar aqui na floricultura, só vai levar um minuto.” O que há de tão especial no dia de hoje que você tem que comprar flores? “, perguntei. “Não há nada de especial hoje”, meu avô disse. “Cada dia é especial e sua avó adora flores.”

3 – Somos gentis quando  observamos as necessidades do outro e inventamos uma forma de supri-la.

Estive internado por quase um mês após um incêndio que aconteceu na minha casa. Hoje e todos os dias durante os últimos dois meses desde que voltei para a escola cheio de cicatrizes, encontrei uma rosa vermelha no meu armário todas as manhãs. Eu não tenho nenhuma ideia de quem chega tão cedo na escola para me deixar as rosas.  Eu mesmo já cheguei mais cedo algumas vezes para tentar descobrir quem as coloca, mas elas já estavam lá.

4 – Somos gentis quando nos envolvemos com o problema do outro.

Sou professor de língua de sinais. Hoje, uma mulher que perdeu a fala por causa do câncer se matriculou na minha aula. Junto com ela vieram seu marido, quatro filhos, duas irmãs, um irmão, a mãe, o pai, e doze amigos próximos. Eles vieram para saber como se comunicar com ela agora que ela não pode mais falar.

5 – Somos gentis quando damos ao tempo a oportunidade de nos surpreender e nos presentear.

Hoje eu me inspirei em um casal de idosos e na maneira como eles se entreolhavam … dava para ver que eles estavam apaixonados. Quando o marido mencionou que eles estavam celebrando seu aniversário, eu sorri e disse: “Deixe-me adivinhar. Vocês dois estão juntos desde sempre! “Eles riram e a esposa disse: “Na verdade não, hoje é nosso aniversário de 5 anos juntos. Nós dois sobrevimentos ao nosso primeiro casamento e então a vida nos abençoou com um “tiro” certo no amor.”

6 – Somos gentis quando sabemos esperar.

Depois de um longo período de trabalho no exterior, meu noivo finalmente voltou para casa. Quase um ano atrás, ele me enviou um pacote e me disse que eu não tinha permissão para abri-lo até que ele voltasse para casa em duas semanas. Entretanto, sua missão foi prorrogado por mais 11 meses. Quando ele voltou, ele me disse para abrir a embalagem. Nela estava um anel, então ele ficou de joelhos.

7 – Somos gentis quando ajudamos o outro a superar seus obstáculos mentais.

Sentei-me com minhas duas filhas,uma de 4 e outra de 6 anos, para explicar que teríamos que sair da nossa casa de 4 quartos para nos mudarmos para um apartamento de apenas 2 quartos até que eu pudesse encontrar outro emprego. Minhas filhas se entreolharam por um momento e, em seguida, a mais nova se virou para mim e perguntou: “Nós vamos todas juntas?” “Sim”, eu respondi. “Ah, então não é grande coisa”, disse ela.

8 – Somos gentis quando reconhecemos a importância do outro em nossas vidas.

Hoje, no nosso 50º aniversário de casamento, ela sorriu para mim e disse: “Eu só desejaria ter te conhecido mais cedo.”

9 – Somos gentis quando o desejo de ofertar um abraço nos faz vencer as distâncias.

Recentemente minha mãe faleceu após uma longa batalha contra o câncer. Meu melhor amigo mora a 2.000 milhas de distância e  me ligou para oferecer algum conforto. Enquanto nos falávamos ao telefone, ele perguntou: “O que você faria se eu aparecesse em sua casa e lhe desse o maior abraço do mundo?” Então ele tocou minha campainha.

10 – Somos gentis quando aceitamos o outro como ele é.

Sou garçonete em uma cafeteria. Hoje, quando dois homens gays entraram de mãos dadas, uma jovem garota perguntou à mãe por que dois homens estavam de mãos dadas. Sua mãe respondeu: “Porque eles se amam”.

11 – Somos gentis quando a nossa vida é colocado a serviço de quem amamos.

Certo dia eu operei uma menininha. Ela precisava de sangue O-. Nós não tínhamos nenhum, mas seu irmão gêmeo também era O- . Então eu o chame e expliquei que era uma questão de vida ou morte. Ele ficou em silêncio por um momento, e então disse adeus a seus pais. Eu não pensei mais nisso até que, depois que nós retiramos seu sangue, e ele perguntou: “Então, quando eu vou morrer?” Ele pensou que estava a dar sua vida pela dela. Felizmente, os dois ficarem bem.

12 – Somos gentis quando as nossas palavras fazem o outro ainda maior do que ele acredita ser.

Hoje, meu filho de 8 anos de idade  me abraçou e disse: “Você é a melhor mãe no mundo inteiro!” Eu sorri e sarcasticamente respondi: “Como você sabe disso? Você não conhece cada mãe que existe no mundo inteiro. “Meu filho me apertou com mais força e disse:” Sim, eu sei. Você é o meu mundo.”

Histórias traduzidas e adaptadas por Josie Conti via 60 Tiny Love Stories to Make You Smile 

ADEUS A MANOEL DE BARROS

ADEUS A MANOEL DE BARROS

 

Depois de enfrentar sérias complicações de saúde, Manoel de Barros, 97 anos, faleceu hoje (13 de novembro  de 2014) em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Homem simples e reservado, o poeta ficou conhecido internacionalmente pela beleza de seus textos que sempre conversaram com as insignificâncias do mundo.

contioutra.com - ADEUS A MANOEL DE BARROS
Manoel de Barros
por Luyse Costa ilustradora– reprodução autorizada

Ainda me lembro bem. Eu tinha 10 anos e a professora me mostrou, no final do livro de Português, a fotografia de um senhor risonho. Quase dava para ouvir o riso dele… E a professora falou: é poeta e mora no Mato Grosso Sul. O nome dele é Manoel de Barros.

Ela disse isso sem me preparar para esse choque, essa alegria, esse pasmo… Eu acabava de descobrir que ainda existiam poetas. Ao menos um existia. E, Deus! Ele morava relativamente perto, em um estado vizinho do meu. Eu li e o poema fez eco em meu peito. E o sorriso do Manoel cintilava.

Prometi a mim mesma que iria conhecê-lo. Quantas longas conversas tive com ele, em fantasioso diálogo. Quantos poemas eu escrevi ao Barros.  Dele colhi, desde menina, dadivosos conselhos que ele nunca me deu. Aprendi que era bonito ser bocó. Que era grande ser menino. Que a simplicidade é o estágio mais avantajado do indivíduo. Aprendi que a eternidade tem espelho nos caramujos, que o sapo é muito gente, que o cisco revela as entrâncias do universo. Por ele eu me aventurei a fotografar meus silêncios.

Nunca me encontrei com o Manoel. Mas a sua poesia nos irmanou. Ele, irmão mais velho, tanto disse em seus despropósitos, que provei de sua água peneirada e a aprovei.

E hoje, quando Manoel se desprende do corpo e vai prosear com passarinhos de outras paragens, sei que ele, em mim, fez contágio de eternidade. E o eterno e terno sorriso que conheci na infância ficará guardado em todas as eternidades minhas.

“Ele tinha no rosto um sonho de ave extraviada.
Falava em língua de ave e de criança.
Sentia mais prazer de brincar com as palavras
do que de pensar com elas.
Dispensava pensar.
Quando ia em progresso para árvore queria florear.
Gostava mais de fazer floreios com as palavras do
que de fazer ideias com elas.”

Trecho de Poeminha em Língua de Brincar, de Manoel de Barros.


Música: “I Have A Dream” de Sweet Little Band
Ilustrações Martha Barros

Veja também: Escolha uma imagem e leia sua mensagem poética: poemas de Manoel de Barros

Dica da Conti outra: Saiba mais sobre a obra do poeta e conheça os projetos sociais da Fundação Manoel de Barros.

Nara Rúbia Ribeiro: colunista CONTI outra

contioutra.com - ADEUS A MANOEL DE BARROS

Escritora, advogada e professora universitária.
Administradora da página oficial do escritor moçambicano Mia Couto.
No Facebook: Escritos de Nara Rúbia Ribeiro
Mia Couto oficial

5 bons motivos para você ficar SEM ROUPA mais vezes!

5 bons motivos para você ficar SEM ROUPA mais vezes!

Com que frequência nós vemos uma pessoa nua e, ao mesmo tempo, nos sentirmos realmente confortáveis?

Em colégios com vestiários ou mesmo em academias, embora não em todos os casos, é  frequente que as pessoas se troquem mantendo alguma peça de roupa para que o corpo sempre permaneça parcialmente coberto.

Esse costumava ser o meu caso.

Entretanto isso mudou quando, durante uma viagem de inverno à Áustria, eu e um amigo fomos parar em um spa: um retido nudista nos Alpes!

Esse foi o momento em que comecei a realmente pensar em meu corpo.

Apesar da proposta nudista, nós esperávamos encontrar toalhas brancas e macias, roupões ou algo do gênero. Mas não foi bem assim…Eu me encolhi morrendo de vergonha e pensando onde eu estava com a cabeça quando fui para aquele lugar. Minha mente perdia-se em pensamentos de censura enquanto observava aquele mar de corpos nus.

Tenho estrias no meu quadril que são resultado de uma gravidez. Meu seio esquerdo é um pouco maior do que meu seio direito.

Quando foi a última vez que eu raspei as minhas pernas?

Oh meu Deus, os seios daquela mulher são maiores que os meus.

Será que o meu bumbum é parecido com esse?

 Deus não! Pelo menos eu me exercito. Bem, eu acho que estou mais magra do que ela é.

E assim por diante…

Meu amigo suspirou, olhou para mim e disse: “Eu acho que é considerado rude se não tirarmos nossas roupas.” Rude ?! Então eu recusei, mas depois de nossa primeira sauna, comecei a entender a lógica por trás de “não usar roupas”, respirei fundo e tirei meu top.

Meus peitos … … Lá estavam eles! Eu percebi que  era mais fácil tirar a blusa na frente de um namorado do que em público.

Então, ao invés de pensar na nudez, eu resolvi pensar em quais eram os motivos que me faziam sentir tanta vergonha. Resolvi refletir sobre por que o meu primeiro impulso foi comparar meu corpo com o de outras pessoas e por que eu estava catalogando cada centímetro de celulite que eu via. Pensei em por que, afinal, eu esta tão obcecada com a minha própria aparência e por que eu a achava tão ruim.

Aqui estão as cinco razões libertadores que encontrei.

1. A “perfeição” é uma ilusão.

Mesmo que eu me sinta bem com o meu corpo na maioria do tempo, eu ainda me sinto uma imensa pressão para parecer “perfeita”. Desde muito cedo me ensinaram que eu sempre deveria ser atraente socialmente – como flertar, como usar saltos altos, como me sentar com saias curtas,  como acertar as sobrancelhas, fazer a maquiagem, etc. Isso, é claro, além de todas as roupas e acessórios.

A “Imperfeição” significa que existe um objeto perfeito, mas isso não é verdadeiro pois cada corpo é diferente.

Quando olhei ao redor naquele dia não era o meu corpo que me separava de todos os outros, era a minha atitude.

2. Ser vulnerável na frente dos outros é uma coisa boa.

Na Europa, principalmente na Alemanha– é perfeitamente normal tirar o maiô e dar  para um mergulho sem roupa. Frequentar uma sauna é um passatempo amado e é geralmente entendido que todo mundo vai estar nu.

No estúdio de ioga onde eu ensino descobri que ver outros corpos nus pode nos fazer sentir mais confortáveis em nossa própria pele, basta que estejemos dispostos a lidar com o desconforto e medo que podem ocasionalmente aparecer.

3. Quando você julga os outros, você se julga.

Eu percebi que estava com medo de enfrentar meu próprio julgamento. Em vez de praticar a autocompaixão, a sociedade nos ensinou a julgar e a criticar. Em vez de amar e cuidar de nós mesmos e dos outros, passamos grande parte de nosso precioso tempo buscando defeitos nos outros para “artificialmente” nos sentirmos mais perfeitos.

A primeira vez que eu estava como professora em uma aula de yoga eu sabia que os alunos não estavam vendo exatamente o que viam nas revistas assim como eles mesmos não  se viam como tal. Mas, nem por isso, aquela aula era um espetáculo menos bonito de se ver.

Quando você se compara a outras pessoas isso é uma forma de auto-mutilação. Nós temos que cuidar do nosso corpo físico e emocional, e,  às vezes é igualmente importante – se não mais importante – ter uma rotina de exercícios emocionais para nos fortalecemos como pessoas. A meditação é altamente eficaz para isso.

4. Quando você se sentir confortável em estar nu, você vai se sentir menos inclinados a usar maquiagem e saltos.

Eu nunca fui uma garota feminina – esse é meu jeito. Às vezes eu uso batom (mas não na maioria do tempo). Hoje eu entendo e aceito que isso pode ser normal. Me super produzir, por exemplo, é uma coisa que me não me agrada.

Ficar sem roupas foi algo que me ajudou a sentir mais confortável sendo apenas quem eu sou.

5. Entrar em contato com a “Mãe Natureza” é muito bom .

Como a neve dos picos alpinos, meu corpo também um dia derreterá. Meu bumbum ficará flácido e minha pele enrugará.

Se a pratica do yoga me ensinou uma coisa, é que eu não sou apenas um corpo. Eu também não sou apenas o que passa em minha mente.

Tudo neste mundo é material e está sujeito a mudanças constantes.

Mesmo enquanto estou sentada nesse momento escrevendo este texto, meu corpo está mudando.

De alguma forma, tirar a roupa naquela montanha, fez com que eu me sentisse mais em paz e harmonia comigo e com a natureza que me rodeia.

Por Samantha Rose, via Mind Body Green

Traduzido e adaptado por Josie Conti

Do original: 5 Reasons To Get Naked More Often

Photo Credit: Stocksy

Nota da CONTI outra: a reprodução dessa tradução não é permitida sem autorização prévia.

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A prova de que dinheiro não traz felicidade é atualmente o homem mais rico da China

A prova de que dinheiro não traz felicidade é atualmente o homem mais rico da China

O Estadão de hoje publicou uma matéria sobre  Jack Ma, dono do grupo Alibaba que, após faturar US$ 25 bilhões na Bolsa de Nova York, disse que não tem sido feliz.

Em declarações à rede de TV CNBC, ele disse que o fato de ser o homem mais rico da China lhe causa ‘uma grande dor’.

Abaixo, transcrevo as frases mencionadas na entrevista:

“Este mês eu não estou muito feliz, eu acho que é porque a pressão é muito grande”, disse Ma. “Eu tento ser feliz, porque eu sei que se eu não estou feliz meus colegas não estão felizes, e os meus sócios não são felizes, e os meus clientes não estão satisfeitos.”

Jack Ma sugeriu que a histórica da abertura de capital da empresa em Nova York, que arrecadou US$ 25 bilhões, pode ter contribuído para este esforço em ser mais feliz.

“Talvez as pessoas tenham muita expectativa, talvez eu pense muito sobre o futuro e tem muitas coisas para eu me preocupar”, disse Ma, tentando justificar o paradoxo de ter tanto dinheiro e não se sentir feliz.

“O IPO deu certo, eu estou feliz com os resultados, mas sinceramente eu acho que quando as pessoas pensam muito bem de você, você tem a responsabilidade de se acalmar e ser você mesmo.”

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Jack Ma, dono do grupo Alibaba que, após faturar US$ 25 bilhões na Bolsa de Nova York, disse que não tem sido feliz.

Ma ainda disse que o estresse em sua vida decorre de algo além do que apenas o seu trabalho: tornar-se o homem mais rico da China forneceu seu próprio conjunto de dores de cabeça.

“As pessoas dizem, ‘Bem Jack, deve ser bom ser rico’. Sim, é bom, mas não é bom ser o homem mais rico da China. É uma grande dor, porque todo mundo que te rodeia pensa em dinheiro”, disse ele.

“Hoje, quando eu ando na rua, as pessoas me olham de uma forma diferente, eu quero que as pessoas vejam o empreendedor, o cara que está se divertindo, e eu quero ser eu mesmo.”

A fim de se livrar dessa ‘dor’ decorrente da riqueza, Ma sugeriu que está buscando maneiras de usar o seu dinheiro em favor da sociedade.

Para aprofundarmos um pouco mais o assunto, anexo o vídeo de Flávio Gikovate: “É possível ser feliz sendo pobre” onde ele faz explanações sobre a falta e o excesso de dinheiro na vida de uma pessoa.

Espero que essas informações façam sentido para vocês!

Josie Conti

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Filhos são instinto e intuição, animais e anjos: reflexões sobre a humanização de nossas crianças.

Filhos são instinto e intuição, animais e anjos: reflexões sobre a humanização de nossas crianças.

Por Josie Conti e Nara Rúbia Ribeiro

O humano, ser dual, é, a um só tempo, animal e anjo; instinto e intuição. É capaz de torturar, matar, ignorar um mendigo estirado em seu caminho, é capaz de violar a pureza de uma criança, mas também é apto a lutar bravamente para salvar um desconhecido, é capaz de doar-se sem nada exigir em troca, de empreender esforços para restaurar vidas e direcionar corações no caminho do Bem.

Se o homem é considerado o único “animal ético” que existe, quais seriam, cabe-nos perguntar, quais seriam os fatores que promovem esse abismo de sangue entre atos de profunda indiferença (e até mesmo crueldade) de ações do mais elevado grau de altruísmo?

É claro que a história de vida e o meio onde esses seres estão inseridos serão influentes em seus comportamentos. Pensando em uma criança nascida em uma casa onde suas necessidades básicas sejam supridas, talvez possamos levar a atenção para o processo de transição pelo qual essa criança passa durante sua infância, onde, de ser primitivo e totalmente egocentrado, cresce e é teoricamente estimulado a relacionar-se com mais pessoas.

Nesse processo de interação, a criança descobre que não é única e que os outros reagem aos seus comportamentos das mais diversas maneiras. A capacidade de se vincular, desenvolver sentimentos de empatia (aprender a se colocar no local do outro) assim como o manejo que desenvolver  frente às frustrações encontradas nesse caminho promoverão o estreitamento dos laços verdadeiros e a libertação gradativa desse egocentrismo inicial.

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Pais e responsáveis têm papel importante nessa etapa, pois oferecem os primeiros estímulos. São eles que precisam ser fortes para lidar com o sofrimento da criança que não costuma gostar de suas restrições iniciais quanto a ter e fazer tudo o que quer.

Em prol do amadurecimento de um filho, um pai que ama é aquele que, quando necessário, diz “não” e o sustenta. Para a humanização de uma vida, a mãe que ama é aquela que não faz todos os gostos de sua criança.

Para a educação social de um ser, os responsáveis competentes são aqueles que corrigem e estimulam.  Que dão afetos, mas também dão limites, mesmo frente ao mais estrondoso choro infantil

O caminho para a construção de um cidadão ético e maduro também permeia o desenvolvimento da capacidade reflexiva. Permitir que a criança brinque espontaneamente ou mesmo corrigi-la com atos disciplinares, como os do gênero “agora você senta e pensa no que fez por “X” minutos”,  são dois métodos dos mais eficazes. O primeiro no desenvolvimento da fantasia e da imaginação, o segundo na formação da consciência e da responsabilização pessoal pelos próprios atos.

Nessa disposição de querermos entregar filhos melhores ao mundo, não devemos nunca nos esquecer de que deles somos o mais imediato exemplo. Nos adultos, esse tempo de reflexão continua essencial e deve ser destinado à autoanálise introspectiva. Ato que muitas religiões denominam “autoiluminação”.

O ser que reflete não é impulsivo e é menos  influenciável. Quem se conhece melhor, sabe mais o que quer e no que acredita, logo, possui uma base muito mais sólida para suas próprias decisões.

Quanto mais consciente for uma pessoa com relação a si mesma, menor tende a ser o seu apego às coisas materiais, em seu egocentrismo, e maior se mostra o seu movimento em relação às causas de humanidade.

Assim, vivendo em harmônica dualidade, anjo e animal, instinto e intuição, se fará o homem a cada dia maior, mais apto, mais humano. Capaz de melhor conduzir sua existência à plenitude e de bem orientar os seus filhos, sabedor de uma máxima verdade:

Só é capaz de dar aquele que tem muito dentro de si!

Desapegue-se dessas 15 coisas e viva muito melhor

Desapegue-se dessas 15 coisas e viva muito melhor

A felicidade é um estado de espírito.

Pessoas verdadeiramente felizes mantém uma atitude positiva, mesmo diante de aspectos negativos na vida. 

Essas pessoas estão otimistas, procuram viver de forma ética e valorizam a integridade.

Elas são gentis, amorosas, carinhosas e compassivas com todos, sem discriminações. 

Quando você olha para elas, você perceber como, de maneira confiante e à vontade, elas são simplesmente quem elas são. 

O que as mantém positivas e cheias de uma disposição é que existem coisas a que as pessoas mais felizes simplesmente NÃO SE APEGAM.

Abaixo veja a lista das coisas com o que você definitivamente NÃO DEVE se preocupar para ter uma vida muito mais feliz.

1. As pessoas mais felizes não têm sua vida centrada na acumulação de bens materiais.

É evidente que os bens materiais são importantes para uma vida digna. Possuir uma casa para morar, ter um carro ou mesmo um dinheiro no banco não só é bom como pode ser muito importante em muitos momentos.  Entretanto, as pessoas mais felizes sabem que, uma vez que suas necessidades mais básicas estão sanadas, ter dinheiro ou mesmo sucesso não garante a felicidade de ninguém. Elas estão mais interessadas ​​em usar seus recursos para agregar valor à vida das pessoas e a viver uma vida decente, mesmo que modesta. Se o dinheiro continua chegando e for fruto do que fazem, é claro que ficarão felizes, mas se o dinheiro não for tão abundante, elas não deixam de enxergar possibilidades e alegria na vida.

2. As pessoas mais felizes são aquelas que dão sem esperar receber em troca.

Todo mundo gosta de um presente ou mesmo de uma surpresa inesperada, no entanto, enquanto muitos anseiam por elogios e recompensas, as pessoas verdadeiramente felizes encontram realização pessoal ao servir e ajudar aos outros sem esperar nada em troca. Para essas pessoas a recompensa é saber que elas têm valor acrescentado e enriquecido a vida de alguém.

3. Elas não se comportam de acordo com as expectativas da sociedade.

Rotineiramente, mesmo que sem ter plena consciência disso, as pessoas vivem sob pressão para atender às expectativas da sociedade, o que é muitas vezes estressante e avassalador para o bem estar geral. As pessoas com quem você anda, trabalha e até mesmo se casa são muitas vezes escolhidas para atender às expectativas externas.  Entretanto, fazer escolhas baseadas em demandas dos outros está longe de ser uma boa receita para felicidade. As pessoas que vivem mais  felizes não se importam com isso. Elas olham muito mais para dentro de si mesmas ao fazer suas escolhas. Elas seguem o que mandam seus corações.

4. Elas não cultivam preconceitos de qualquer espécie.

Algumas pessoas possuem noções preconceituosas sobre culturas diferentes, outros grupos sociais, religião, raça… As pessoas que vivem melhor e são mais felizes não se importam com nada disso. Quem vive bem consigo mesmo observa o outro e o conhece  “por quem ele é” , nunca baseado em fatores que agrupam e segregam pessoas segundo grupos ou raças diferentes.

5. Elas não se importam com a aprovação de quem está por perto para tomar as atitudes que julgam corretas

Pessoas que são mais felizes realmente não se importam com o que você pensa delas. Elas ouvem e consideram o que os outros têm a dizer, mas não tomam uma atitude para conseguir a aprovação de ninguém. Elas sabem que, se você viver para a aprovação das pessoas, você vai morrer devido a rejeição que receber. Pessoas mais felizes fazem o que precisa ser feito e nunca deixam pessimistas desencorajá-las.

6. Elas não se importam quando percebem que erraram. Sabem que não têm que estar sempre com a razão.

O ser humano é falho, erra, conserta, cai, levanta e prossegue. Ninguém sabe tudo e tem todas as respostas na vida. É justamente quando aceitamos que estamos errados que abrimos portas para aprender o que é certo.

7. Eles não se importam com ambientes improdutivos.

Pessoas mais felizes evitam os ambientes onde se sentem mais estressadas como lugares muito ruidosos,  sujos e poluídos. Em vez disso, as pessoas verdadeiramente felizes valorizam e protegem os ambientes que promovem sensações agradáveis, como parques.

8. Elas não estão “nem aí” para comparações sociais.

As pessoas que vivem mais felizes não têm nenhuma necessidade de se comparar aos outros. Elas podem aprender o que os outros fazem melhor do que elas para também crescer, mas o seu foco está em seu próprio progresso. Elas sabem que o crescimento pessoal é algo construído e por isso não precisam da inveja, do ressentimento ou mesmo de sentimentos doentios de superioridade frente aos outros.

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9. Elas não perdem tempo se intrometendo na vida dos outros.

As pessoas que vivem mais felizes podem até ajudar ou dar sua opinião se forem solicitadas, mas elas farão de tudo para não interferir nas decisões pessoais dos outros.

10. Elas ignoram fofocas.

Quem vive bem não precisa se preocupar com a opinião dos outros, mesmo que o que seja dito seja mentira. As pessoas felizes estão satisfeitas com suas próprias vidas e não têm nenhum desejo de se preocupar com o que está acontecendo na vida de outra pessoa. As únicas pessoas que se importam com fofocas são pessoas superficiais e que não acreditam em si mesmas.

11. Elas não cultivam relacionamentos tóxicos.

Não só vícios, abusos físicos e xingamentos, mas também as coisas sutis, como reclamações constantes e mudanças de humor podem arrastar qualquer um para baixo. As pessoas que vivem mais felizes evitam relacionamentos tóxicos. Uma boa receita para viver bem é passar o maior tempo possível perto de pessoas saudáveis ​​e que trazem alegria.

12. Elas não guardam rancor

As pessoas verdadeiramente felizes sabem que sentimentos negativos como o rancor aprisionam e envenenam. Depois de situações ruins, a melhor pedida é seguir em frente.

13. Elas evitam mentiras.

Vidas desmoronam rápido quando são mantidas baseadas em mentiras e enganos. Pessoas verdadeiramente felizes compreendem  esse fato e sabem que é melhor não oferecer nenhuma explicação do que responder a uma situação com mentiras.

14. Elas não perdem tempo reclamando.

As queixas são os frutos de uma vida descontente. Pessoas felizes são simplesmente gratos por aquilo que têm e mantém esperança  no que virá, mesmo quando as coisas não estão indo bem seu caminho.

15. Elas são avessas à vingança

Finalmente, se você realmente quiser levar uma vida feliz, você não pode se dar ao luxo de perder tempo com vinganças. Pessoas felizes deixam essa área por conta do destino. Elas sabem que existem lugares muito melhores para canalizar suas energias.

Lembre-se …

A vida nem sempre é um mar de rosas. Às vezes as coisas não saem do seu jeito e ninguém é feliz 24 horas por dia. Entretanto, viver bem envolve escolhas muito mais ligadas a comportamentos positivos e com encaramos o hoje.  A vida é assim, opte por vivê-la da melhor maneira possível.

Por David K. William, via: Life Hack

Traduzido e ADAPTADO por Josie Conti

Do original: 15 Things Truly Happy People Don’t Care For.

                                                            Imagem de capa: Riccardo Mayer/shutterstock

Veja o que acontece quando uma escola paga aos seus professores um salário bem melhor

Veja o que acontece quando uma escola paga aos seus professores um salário bem melhor

Será que o salário de um professor pode fazer a diferença quando se trata de melhorar o desempenho acadêmico dos alunos? De acordo com um novo estudo do The Equity Project (TEP), ele faz.

TEP, uma escola sediada em Manhattan, nos EUA, paga aos seus professores $ 125.000 dólares por ano, o que seria equivalente no Brasil a cerca de 288 mil reais por ano e um salário mensal de cerca de 24 mil reais.

Todos sabemos que ter um grande professor pode mudar a vida de uma pessoa. Por conta disso e das diferenças salariais entre outras profissões, muitas vezes é feita a pergunta:

Se os professores são tão valiosos, por que não pagá-los mais?

Se até mesmo no primeiro ano médicos, advogados, banqueiros de investimento, e os programadores podem ganhar valores acima de US $ 100.000, por que os professores experientes da cidade mais cara do país recebem algo entre 64 mil dólares e 76 mil dólares ?

Nos últimos cinco anos, uma escola em Manhattan realizou  uma experiência radical ao fazer exatamente isso.  The Equity Project  paga aos seus professores um salário de 125 mil dólares por ano, com bônus extra com base no desempenho. Ele também espera muito mais deles, incluindo mais horas de trabalho com aulas mais longas e aulas um pouco mais longas, quatro semanas de aprimoramento profissional por ano e avaliações de desempenho.

O resultado? De acordo com o Wall Street Journal , o primeiro estudo de longo prazo para avaliar uma escola mostrou que seu modelo incomum produziu resultadosO estudo , conduzido pela Mathematica Policy Research e pago pela  Fundação Bill e Melinda Gates  , comparou 480 alunos da escola com os alunos em uma escola pública das proximidades do distrito que apresentaram níveis semelhantes nos testes iniciais, assim como renda familiar e outros dados demográficos compatíveis para uma amostra confiável (o bairro é principalmente de latino-americanos).

Como o WSJ relata :

Depois de quatro anos na escola, estudantes da oitava série apresentaram ganhos médios de pontuação no teste de matemática que equivalem a um ano e meio a mais de estudos em comparação com os alunos do distrito. Em ciências os ganhos equivaliam a um semestre a mais de estudos e em Inglês quase um semestre.

Nos testes anuais de matemática do estado em 2013,  apenas 43% dos estudantes passaram , embora a média da cidade é de apenas 26%.

A pesquisa também apresentou vários desafios.  Uma deles foi a evasão dos professores. Dos 43 professores que entraram no projeto por meio de processo de entrevistas rigorosa da escola e foram contratados durante o estudo, 47% só permaneceu por 1 ano, enquanto que a escola do distrito próximo apresentou uma taxa de rotatividade de professores de 27%.

O Projeto está agora tentando resolver o burnout de professores para manter seu quadro de profissionais.

A escola teve que fazer concessões para pagar o professor um salário maior, incluindo um tamanho maior de classe e uma equipe administrativa diminuída, em seu esforço para criar um “modelo financeiro sustentável e permanente” , evitando financiamento privado. Alguns compromissos foram também aceitos pelo diretor da escola que passou a receber menos que os professores.

Embora não seja claro que esse modelo funcione em todos os lugares ou mesmo em uma escala muito mais ampla, o que está claro é que a maior remuneração dos professores  pode ser uma solução relativamente simples e que pode adicionar muito aos complicados  debates sobre as necessidades de reformas no sistema escola.

Por Jessica Leber, via: Fast Company

Traduzido e ADAPTADO por Josie Conti

Do original: Here’s What Happens When A School Pays Its Teachers A Lot, Lot More Money

Foto de capa:  Christopher Sessums

Nota da CONTI outra: a reprodução dessa tradução não é permitida para cópias não autorizadas. 

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20% das pessoas são altamente sensíveis

20% das pessoas são altamente sensíveis

Cerca de 20% das pessoas no mundo possuem uma personalidade que podemos chamar de “altamente sensível.” Essas pessoas são dotadas de um sistema nervoso delicado e extremamente suscetível e consciente das mudanças que acontecem ao seu redor e, por isso, sentem-se sobrecarregadas quando são expostas à excesso de estimulação.

Essas pessoas  processam de maneira profunda tudo o que chega a seus sentidos. Mesmo que inconscientemente, elas analisam e refletem sobre praticamente tudo o que acontece no seu ambiente, tornando-se pessoas altamente intuitivas.

Algumas vezes, essa característica predispõe essas pessoas a sofrerem com um maior nível de estresse e sobrecarga devido ao excesso de estimulação externa.

Essas pessoas também são capazes de desenvolver uma maior capacidade de empatia pois percebem facilmente as necessidades daqueles que não conseguem se comunicar com clareza.

Pessoas altamente sensíveis são especialistas em captar nuances tanto no comportamento, nas palavras e na linguagem corporal dos outros, etc.

Um alto percentual dessas pessoas são introvertidos e/ou tímidos (introversão e timidez não são sinônimos) dado a seu elevado grau de sensibilidade. Eles também tendem a desenvolver uma natureza muito cauteloso que os faz tomar muitas precauções antes de agir. São intimamente muito mais ligados com seu próprio inconsciente. Definem-se como pessoas espirituais e criativas.

Embora não necessariamente, pessoas altamente sensíveis podem ter maior dificuldade em lidar com críticas, uma vez que essas podem alterar o seu estado emocional que varia mais intensamente aos estímulos.

Elas apreciam cores, cheiros e texturas mais sutis.

Vivemos em uma sociedade que valoriza a extroversão e não no valor de sua verdadeira sensibilidade. Pessoas altamente sensíveis, algumas vezes,  podem se sentir isoladas e desconectadas do mundo moderno, uma vez que não encontram lá um lugar para se encaixar.

A realidade porém, é que possuir essa personalidade é algo absolutamente normal, apenas diferente da maioria das pessoas. A única solução para isso é a construção de uma vida de acordo com esta forma de sentir e ser, sem grandes estímulos sonoros, e procurando a solidão para os períodos de descanso dos sentidos que são necessários.

Se você se identifica com esse tipo de personalidade, o melhor que você pode fazer é tentar aprender mais sobre ele e construir uma vida de acordo com essa maneira de ser. Ou seja, tente não ter um nível excessivo de estimulação, respeite seus períodos de repouso e permita-se NÃO analisar todas as nuances que a vida lhe apresenta diariamente.

Como pode ver, o segredo é respeitar seus limites!

Por Sonia Viéitez Carrazoni, Jun, via: La mente es maravilhosa

Traduzido e ADAPTADO por Josie Conti

Do original: Un 20% de personas altamente sensibles

Josie Conti

Psicóloga pcontioutra.com - 20% das pessoas são altamente sensíveisor formação, blogueira por opção. Abandonou o serviço público para manter seus valores pessoais . Hoje trabalha prioritariamente na internet com criação e seleção de conteúdo. É idealizadora e redatora-chefe desse site e da CONTI outra no Facebook. Trabalha com o que ama. “Sonha durante o dia. A noite dorme tranquila.”

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11 hábitos dos relacionamentos de antigamente que deveríamos trazer de volta

11 hábitos dos relacionamentos de antigamente que deveríamos trazer de volta

Ontem a tarde eu me sentei em um banco do parque enquanto comia um sanduíche durante a minha hora do almoço.  Um casal de idosos estacionou o seu carro sob uma árvore de carvalho nas proximidades. Eles abaixaram as janelas e eu pude ouvir o jazz que vinha do rádio. Em seguida, o homem saiu do carro, deu a volta para o lado do passageiro, abriu a porta para a mulher, pegou sua mão e ajudou-a a sair de seu assento, guiou-a cerca de dez metros de distância do carro, e eles dançaram pela próxima meia hora sob o carvalho.

Foi um belo momento que  testemunhei.

Esta manhã, quando abri meu laptop para escrever, o casal de idosos imediatamente me veio à mente, e eu passei alguns minutos sonhando com eles, me perguntei há quanto tempo eles estariam juntos e qual seria o seu melhor conselho para um relacionamento duradouro. Do mesmo modo como me vi vagando em pensamentos, percebi a chegada de um novo e-mail de um leitor chamado Cory . O assunto do e-mail era uma pergunta: “Você tem um bom e velho conselho para alguém que está lutando por um relacionamento?”

A sincronicidade do meu devaneio e da pergunta de Cory me fez sorrir.

Então, em homenagem ao belo casal de idosos e a pergunta de Cory,  aqui estão onze hábitos antiquados que precisamos trazer de volta em nossas relações:

1. Passar um tempo de qualidade juntos, sem agenda e livre de tecnologia.

Esqueça o celular, feche o laptop e desfrute da companhia de quem você gosta, face a face, à moda antiga.

Há poucas alegrias na vida que se igualam a uma boa conversa, uma verdadeira risada, uma longa caminhada, uma dança amigável, ou um grande abraço compartilhado por duas pessoas que se preocupam uma com a outra. Às vezes, as coisas mais comuns podem ser  extraordinárias apenas por estarmos com as pessoas certas. Então, escolha estar em torno das pessoas que ama, passe sempre o maior tempo possível com elas.

Não espere para fazer grandes planos. Gaste o seu tempo planejando o que fazer já junto com quem quer gastá-lo. Comunique-se abertamente. Reúna-se com essa pessoa especial o mais rápido possível. Não faça isso porque é conveniente fazê-lo, mas porque você sabe que o outro vale a pena e o esforço extra não será nada depois de um lindo encontro.

2. Esteja totalmente presente quando estiver na presença de outras pessoas.

Uma das melhores sensações do mundo é saber que a sua presença realmente é algo que significa muito para alguém. E a única maneira de deixar que seus amados saibam disso, é mostrar-lhes quando você está com eles.

Em seus relacionamentos e interações com os outros, nada que você possa dar é mais apreciado do que a sua sincera e concentrada atenção. Estar com alguém sem pensar em relógio e sem a expectativa de qual será o  próximo evento é o melhor elogio que uma relação pode receber. Na verdade, é o gesto mais valorizado que você pode oferecer a outro ser humano.

3. Expresse sua apreciação sincera às pessoas que vocês quer bem em todas as ocasiões que puder

Não importa o quanto já esteja claro o seu  apreço e admiração por alguém, é sempre bom reforçar bons sentimentos. Então, se você aprecia alguém hoje, diga. Só porque você já sabe que certas pessoas são confiáveis ​​e que você pode contar com elas, não significa que você deva deixar de agradecer por isso.

Infelizmente, muitas vezes é só quando somos tragicamente lembrados de como a vida é curta e que hoje poderia facilmente ser o último dia que passaremos com alguém que amamos – que começamos a apreciar todos os dias que tivemos juntos.  Aprenda essa lição agora. Não espere até que seja tarde demais para dizer as pessoas que você ama o quanto você as aprecia.

4. Aprenda a trabalhar em equipe e a ajudar outras pessoas a crescerem

Não existe ninguém no mundo capaz de resolver todos os seus problemas. Não existe amor à primeira vista que dure sem muito trabalho e empenho. Mas há, no entanto, as pessoas que estão lá fora, e vale a pena lutar por elas. Não porque elas são perfeitas, mas porque nós somos imperfeitos em todos os caminhos pelos quais passamos. É em grupo e com ajuda mútua que nós, seres imperfeitos, somos eficientes como um todo.

5. Concentre-se na beleza interior.

Quando você começa a realmente conhecer alguém, a maioria de suas características físicas proeminentes desaparece em sua mente. Você começa a habitar em sua energia, reconhecer o seu cheiro, e apreciar a sua sagacidade.Você vê apenas a essência da pessoa, não o externo.

É por isso que você não deve se apaixonar apenas pela beleza física. Você pode cobiçá-la e ser apaixonado por ela. Você pode amá-la com seus olhos e seu corpo por um tempo, mas não a longo prazo. Assim, quando você realmente se conectar com o interior de uma pessoa, a maioria das imperfeições físicas serão irrelevantes.

6. Diga a verdade.

Muitos preferem suaves mentiras do que verdades duras. Mas não se engane, no final, é melhor ser ferido pela verdade do que confortado por uma mentira.Relacionamentos baseados em mentiras sempre morrem jovens.

Mentir também é um processo cumulativo. Portanto, tenha cuidado. O que começa como uma pequena mentira, aparentemente inocente (possivelmente até mesmo com a intenção de não ferir ninguém) rapidamente toma novas proporções. Nós mentimos um para o outro, mas, mesmo sem perceber, nós mentimos para nós mesmos com mais frequência do que imaginamos “oh somos tão frágeis”.

7. Peça desculpas quando você sabe que deveria.

Assuma a responsabilidade pessoal por suas ações erradas. Lembre-se de antigamente quando se falava em honra? Pois é.  Se você sabe que suas ações ou palavras feriram alguém que você gosta, admita imediatamente suas falhas e encare a realidade de suas ações.  Um pedido SINCERO de desculpas é a supercola de relacionamentos duradouros.

8. Exercite seus problemas de relacionamento com o outro, não com os outros.

Isto pode parecer óbvio, mas nos dias de hoje vale a pena mencionar: NUNCA poste textos negativos sobre pessoas que gosta em mídias sociais. Jovens de quatorze anos de idade postam coisas negativas sobre seus namorados, namoradas e amigos. É uma forma maliciosa para chamar a atenção e desabafar, quando a resposta emocional saudável é parar e falar sobre suas queixas diretamente com o envolvido.

Não caia na armadilha de conseguir pessoas “do seu lado”, porque os relacionamentos saudáveis ​​só tem um lado.

9. Seja uma força para a positividade e encorajamento.

Eleve seu jogo interior. Uma atitude negativa é muito abaixo do seu horizonte.

A nossa forma de pensar cria resultados bons ou maus. Ela faz uma grande diferença em sua vida e as vidas em torno de você quando você ficar positivo.Então, seja positivo e  otimista. Se algo não está ao seu gosto, mude seu gosto e continue com um sorriso. Sempre tente transformar uma situação negativa em uma lição positiva e siga em frente.

Incentive os melhores resultados possíveis com os seus pensamentos e palavras e ensine esta filosofia para aqueles que estão ao seu redor. Os grandes inventores e desbravadores do passado foram otimistas.

10. Entregue-se em suas promessas.

Compromisso significa ser dedicado e cumprir suas promessas mesmo depois que o tempo e o humor que influenciaram na promessa já passaram. Fazer isso é vital para seus relacionamentos terem sucesso a longo prazo.

Portanto, não basta dizer, é necessário fazer. Não basta prometer, é preciso provar. Como Anne Frank disse uma vez, “Ninguém jamais se tornou pobre por dar.” Sempre que puder, saia do seu caminho e faça algo de bom e inesperado para as pessoas em sua vida, especialmente para aqueles que não estão em condições de reembolsar você.

11. Seja leal.

Fique próximo das pessoas que você ama em seus momentos mais sombrios, não porque você quer ficar no escuro, mas porque você não quer que eles fiquem. Enfrente as sombras ao lado deles até que eles sejam capazes de encontrar a luz. Fique também perto dessas pessoas em seus dias mais ensolarados, não porque você quer queimar sua pele, mas porque você não não tem medo de vê-los brilhar.

Em outras palavras, seja leal. Manter-se fiel em seus relacionamentos nunca é uma opção, mas uma prioridade. Lealdade significa direcionar o seu mundo para as pessoas que você ama. Quando alguém acredita em você o suficiente para levantá-lo, faça o mesmo por ele. Você não pode prometer estar perto de alguém para o resto de sua vida, mas você pode sinceramente estar lá sempre que for possível.

Por MARC CHERNOFF, Via: Marc and Angel Hack Life

Traduzido e ADAPTADO por Josie Conti

Do original: 11 Old-Fashioned Relationship Habits We Should Bring Back

A falsa autoestima: uma máscara que esconde o que existe por baixo

A falsa autoestima: uma máscara que esconde o que existe por baixo

A falsa autoestima é como uma imagem que criamos para nos proteger, não para nos prejudicar, mas para fingir que não temos problemas de segurança. 

Muitas vezes, as mesmas pessoas que criaram uma falsa estima, não têm conhecimento de que elas têm, na verdade, uma estima baixa porque as ferramentas que elas usam para esconder a verdade enganam até a elas mesmas.

Abaixo veja 5 falsas  aparências que podem esconder uma estima baixa e muito frágil

Beleza:

Muitos pensam que uma pessoa bonita, deve ter necessariamente uma autoestima elevada, mas isso não é verdade. A autoestima não dependente de uma pessoa ser mais bonita ou mais feia. Há belezas com baixa autoestima, e pessoas que estão fora dos padrões sociais e possuem uma ótima estima. Uma pessoa é muito mais do que o seu físico. Existe toda uma personalidade por trás dos atos, decisões e sentimentos. Uma pessoa “menos bonita” (dentro dos padrões sociais)  pode fazer muitas coisas e não deixar que a aparência influencie em sua vida decisivamente.

Entretanto, será que dá para saber se uma pessoa tem uma boa autoestima ou se essa estima é falsa?

Pessoas que são bonitas, mas têm estima baixa se sentem como uma fraude. Toda e qualquer imperfeição que acham em si, seja estar despenteada, sem maquiagem ou roupa “adequada” deixa essa pessoa rápido e extremamente insegura. Essas pessoas são reféns de roupas e acessórios de grife, pois medem sua estima pelo preço do que vestem. Se gastam muito, acham que valem mais e que os outros também acharão que elas têm mais valor. Você nunca vai ver essas pessoas descuidadas e negligentes porque isso as faz perder a confiança. Elas se apegam à imagem porque duvidam do seu próprio valor. Infelizmente, isso pode sair pela culatra, porque uma vez que a beleza física declinar, também a segurança afundará com ela e a confiança desaparecerá. Nesse momento vemos pessoas exagerando em plásticas em busca de uma juventude e de uma confiança que não tem volta.

O sucesso profissional:

Para alguém que tem estima baixa nada pode ser melhor do que um bom posto de trabalho para se esconder e esquecer que, na verdade, não se valoriza. As pessoas com baixa estima e que se escondem atrás de seu sucesso profissional são as que dão sua vida pelo trabalho com pouco ou quase nenhum tempo de folga. Eles não se importam com  a falta de tempo porque sentem que o trabalho lhes fornece uma identidade que lhes dá segurança. ” Eu sou advogado, eu sou médico, sou um diretor, eu sou …” serão palavras mágicas que farão com que essas pessoas se sintam valorizadas EXTERNAMENTE.

Essas pessoas precisam de um “título” porque sem seu trabalho elas sentem que não têm valor. Quantas pessoas você já conheceu que fazem questão de serem chamadas de “doutor”, por exemplo?

Nós não somos nosso trabalho e um bom cargo não deve substituir a identidade de uma pessoa. Uma pessoa com uma estima saudável não se sentirá superior por causa do cargo que ocupa. Essa pessoa desfrutará de seu cargo sem alarde, pois não precisa dele para se sentir alguém.

Já uma pessoa com falsa estima precisará se autoafirmar pelo seu cargo, não exitará em pisar em outras pessoas e achará que é “superior” aos que estão ao redor.  O complexo de superioridade esconde fraqueza e é como um mecanismo de defesa que coloca a mente em função de uma falsa estima, mas que na verdade promove um auto engano como uma medida de “salvação” interna.

Economia e posses:contioutra.com - A falsa autoestima: uma máscara que esconde o que existe por baixo

Tal como acontece com o local de trabalho, pessoas que acumulam muitas posses e bens materiais podem ficar cegas para a sua própria identidade . Essas pessoas podem pensar que elas são sua própria riqueza, elas confundem-se com seus bens. A característica de uma pessoa com falsa estima nesse caso seria se orgulhar demasiadamente de seus pertences e, sobretudo, comprar tudo para estar na última moda em todos os sentidos, seja em roupas, eletrônicos, etc … Eles precisarão ter o melhor dos melhores e os superlançamentos para se sentirem importantes. Prestem atenção que gostar de coisas novas e boas é diferente de sentir que “tem que se ter” tudo o que é top de linha.

Essas pessoas precisam exibir o que têm e mostrar exageradamente seus bens para receber o reconhecimento da sociedade. Sãos os “reis do camarote” que alimentam uma estima falsa agarrando-se às coisas externas como o trabalho, o dinheiro, posses, beleza, etc.

Já as pessoas com uma estima saudável, quando estão financeiramente bem, não sentem a necessidade de se apegar à moda. Elas não vão se importar se estiverem carregando um telefone que não é o último lançamento, nem precisarão usar marcas caras, ou ter um carro de extremo luxo, etc … Elas não precisam porque seu objetivo de vida não é se destacar dos outros e é justamente por isso que elas aproveitam muito mais o que têm, com humildade e sem se sentirem superiores a ninguém. Por desfrutarem de uma boa estima, elas não se importam com o que os outros pensam e não precisam se gabar de qualquer coisa. Eles não buscam o reconhecimento de ninguém porque o possuem em seus interiores.

Narcisismo:

Outra forma de esconder as inseguranças, seria usar uma máscara de narcisismo. Essas pessoas pensam que inflar o ego e exibirem-se resolverá o seu problema.

Muitas vezes eles não o fazem conscientemente, mas por não se sentirem valorizados, criam uma falsa identidade que precisa se sentir bem e aceita na sociedade. Eles vendem uma imagem, postam dezenas de selfies nas redes sociais, mas, na verdade, internamente não se sentem confortáveis. Essas pessoas também podem se tornar cruéis. Uma pessoa que não ama a si mesma pode tentar atacar as fraquezas dos outros para se sentir melhor e mais poderosa.

Instabilidade nas relações amorosas:

Pessoas inseguras têm medo de compromisso. Alguns buscam parceiros com um perfil de liderança e se deixam levar. Outros, para se esconderem do medo do compromisso, tentam vincular-se de forma passageira. Podem ser pessoas sedutoras e que esbanjam sensualidade. Nos homens a figura do “galã” se encaixa bem na descrição. Na verdade eles temem gastar muito tempo com a mesma pessoa, tem medo de se apaixonar e também sabem que, como muito do que mostram é encenação, não sustentarão o papel apresentado. Eles costumam se gabar de paquerar muito, mas são, na verdade, inseguros e incapazes de ter uma parceira estável em uma relação madura.

Características relacionadas a uma estima falsa

Sentimento de superioridade, a inveja, a crueldade para com os outros. Quer conhecer alguém? Apenas observe como essa pessoa trata os outros.

Outros sintomas incluem:  a arrogância, o orgulho, julgamento. Não são capazes de reconhecer seus próprios erros e muito menos de pedir desculpas.

As pessoas que falam demais, colocam e dão muita ênfase em ser o centro das atenções, também tendem a ter baixa autoestima. A necessidade de se gabar sobre a sua vida, de fazer grandes promessas ou mesmo de montar grandes projetos aos quais não darão sequência são maneiras de se valorizar. Pessoas que passam muito tempo se gabando, fazem isso porque dentro de si não se aceitam. É como se, por um momento, eles fossem os protagonistas de uma fantasia que os coloca em um lugar muito bom.

Quando uma pessoa erra, você também pode ver muito bem como é a estima dela. Aqueles que são capazes de reconhecer um erro, mas não se culpar pelo que aconteceu, porque eles não sentem que eles são o problema, e sim as estratégias que escolheram, esses têm boa autoestima. Essas pessoas também não ficarão se lamentando antes de  buscar um novo caminho para alcançar seu objetivo.

Quanto mais nos desapegamos de posses e aparências, mais nos aproximamos de nosso “eu”. Pessoas de baixa estima levam muito mais tempo para superar as adversidades da vida , mesmo que precisem se apegar a uma doença psicossomática como um modo de vida e se esconderem em novos papéis: o de vítima, por exemplo. Por isso, é muito importante manter uma estima saudável, ela é a base de toda a nossa vida emocional e determinará a completude e o real significado de nossa existência.

Por Cristina Pérez, via: La mente es maravilhosa

Traduzido e ADAPTADO por Josie Conti

Do original: La falsa autoestima: una máscara para ocultar que la tenemos baja

10 fatos sobre como os introvertidos interagem de forma diferente com o mundo

10 fatos sobre como os introvertidos interagem de forma diferente com o mundo

Superficialmente  pessoas introvertidas e extrovertidas podem não aparentar tantas diferenças, mas se você olhar para a forma como elas respondem as ocorrências diárias da vida, as diferenças começam a surgir.

No mês passado, por exemplo, a escritora Melissa Dahl da revista Science of Us, escreveu sobre as conclusões do último livro de Brian Little, psicólogo que fala sobre a ciência da personalidade, Me, Myself, and Us: The Science of Personality and the Art of Well-Beinglivro ainda não publicado em português. Nesse livro, Brian mostra, por exemplo, que os introvertidos devem evitar cafeína antes de uma grande reunião ou evento importante.

Little cita a teoria de extroversão de Hans Eysenck e a pesquisa de William Revelle, da Universidade Northwestern, para explicar que os introvertidos e extrovertidos são naturalmente diferentes quando se trata de sua agilidade e capacidade de resposta a um determinado ambiente. Uma substância ou cena que sejam super estimulantes ao sistema nervoso central de um introvertido (não é preciso muito) podem fazer com que ele ou ela se sinta  oprimido e exausto, em vez de animado e empenhado.

Em 2012, uma discussão do TED intitulada “O Poder da introvertidos”, a autora Susan Cain reiterou este ponto em sua definição de introversão, explicando que ser introvertido é “diferente de ser tímido.”

“A timidez é mais relacionada ao medo de julgamento social”, disse Cain. “Já a introversão é mais sobre como você responde a estímulos, incluindo a estimulação social. Então, extrovertidos realmente anseiam grandes quantidades de estimulação, enquanto os introvertidos sentem-se mais vivos e capazes quando estão mais silenciosos e em ambientes mais calmos “.

Entretanto, é evidente que a maioria de nossas construções sociais são destinadas à extrovertidos: escritórios abertos, bares barulhentos e a própria estrutura de nosso sistema educacional – apesar do fato de que de um terço a metade da população mundial tenham um comportamento mais introvertido.

De acordo com o famoso psiquiatra suíço Carl Jung ninguém apresenta características só de introversão ou extroversão, não existe um introvertido ou um extrovertido puro, mas fica mais fácil de identificar um introvertido quando ele está em um ambiente de super estimulação e apresenta algumas das características abaixo:

Eles evitam multidões.

“Nós deixamos o século 20 e entramos em uma nova cultura que os historiadores chamam de cultura da personalidade “, disse Cain em sua TED Talk. “Nós evoluímos a partir de uma economia agrícola para um mundo de grandes negócios, e assim, de repente, as pessoas se mudaram das pequenas cidades para cidades maiores e, em vez de trabalhar ao lado de pessoas que conheceram por toda a sua vida, agora elas têm que provar sua competência frente a uma multidão de estranhos. “

Toda essa gente resultou em uma multidão barulhenta e em ambientes congestionados. Os introvertidos, nesse ambiente, têm sua energia física rapidamente drenada pelo excesso de estímulos.  Eles terminam por se sentir fisicamente mais isolados do que acolhidos por tudo o que acontece nos arredores e certamente prefeririam estar em qualquer outro lugar onde não tivesse tanta gente.

Conversas superficiais os afugentam  enquanto conversas mais profundas os fazem se sentirem mais vivos.

Enquanto a maioria dos extrovertidos são energizados por tais interações, os introvertidos muitas vezes se sentem intimidados, entediados ou mesmo esgotados por conversas mais superficiais. Não é incomum que em grandes rodas de conversas os  introvertidos assumam o papel de ouvintes silenciosos e, em seguida, tirem um tempo sozinhos. Sophia Dembling , autora de The Introvert’s Way: Living A Quiet Life In A Noisy World (“O Caminho do introvertido: viver uma vida tranquila em um mundo cheio de ruídos”, em tradução livre) , explica que, em última análise, tudo se resume a como uma pessoa recebe (ou não recebe) energia de seus arredores. No caso dos introvertidos, eles preferem conversas mais profundas e, muitas vezes,  que tratem de ideias filosóficas.

Eles podem ser muito bem sucedidos  no palco 

“Pelo menos metade das pessoas que falam com multidões são naturalmente introvertidos “, de acordo com o Ph.D Jennifer B. Kahnweiler-  Coach executivo, profissional certificado e autor de Influência Silêncio: O Guia do introvertido em fazer a diferença (livre tradução). Os introvertidos simplesmente direcionam as suas forças e se preparam extensivamente. De fato, alguns dos artistas mais bem sucedidos são introvertidos. Falando no palco e separados de sua enorme audiência, eles se mostram muito mais facilmente  do que nas pequenas conversas que seguem após as palestras.

Eles se distraem facilmente, mas raramente se sentem entediados.

Se você está procurando uma maneira de destruir toda a atenção de uma pessoa introvertida basta apenas colocá-la em uma situação onde ela se sinta super estimulada. Devido ao aumento da sensibilidade ao seu entorno, os  introvertidos lutam com as distrações e, às vezes, são sobrecarregados pelo excesso de pessoas e pelos e espaços abertos de seus escritórios.

No entanto, quando eles estão em paz e sossego, eles não têm nenhum problema em gastar horas em seu passatempo favorito ou em se aprofundar em um novo livro. Ter esse tempo para cuidar de seu próprio interior ajuda a recarregar, enquanto desfruta de uma atividade que gostam.

Eles são naturalmente atraídos para carreiras mais criativas,  detalhistas e solitárias.

Os introvertidos preferem passar mais tempo sozinhos ou em um grupo pequeno. Mergulham profundamente em uma tarefa ao mesmo tempo e direcionam seu tempo quando se trata de tomar decisões ou resolver problemas. Por isso, eles se saem naturalmente melhor em ambientes de trabalho que lhes permitam fazer todas essas coisas. Certas profissões – incluindo escritores, cientistas e os trabalhadores por trás das cenas de tecnologia – podem dar aos introvertidos o estímulo intelectual que eles desejam, sem o ambiente perturbador que não gostam.

Quando cercados por pessoas, eles se localizam perto de uma saída.

Os introvertidos não só se sentem fisicamente desconfortáveis em lugares lotados, mas também fazem o seu melhor para diminuir esse desconforto localizando-se próximos a áreas de saída de lugares muito cheios. Quer seja por uma saída, na parte de trás de uma sala de concertos, ou sentando-se na poltrona do corredor de um avião, eles evitam ser cercados por pessoas de todos os lados.

“Estamos propensos a nos sentarmos em lugares onde podemos mais facilmente sair e nos afastar se precisarmos.”, disse Dembling ao HuffPost

Eles pensam antes de falar.

Este hábito dos introvertidos é frequente e lhes dá sua reputação de ouvintes. Os introvertidos esperam um tempo antes de abrir suas bocas, refletem internamente , em vez de pensar em voz alta (o que é mais comum entre os extrovertidos). Eles podem parecer mais quietos e tímidos por causa deste comportamento, mas isso apenas significa que, quando eles falam, as palavras que eles têm foram mais refletidas – e, por vezes, trazem mais poder e sabedoria.

Eles não assumem o estado de espírito de seu ambiente como os extrovertidos fazem.

Um estudo 2013 publicado na revista Frontiers in Human Neuroscience descobriu que os extrovertidos e introvertidos processam suas experiências através de centros de “recompensa” do cérebro de forma bastante diferente. Enquanto os extrovertidos muitas vezes sentem uma onda de bem-estar proveniente de neurotransmissores de dopamina, os introvertidos tendem a não experimentar essa mudança. Na verdade, as pessoas que são naturalmente introvertidas não são tão positivamente  influenciados quanto os extrovertidos por estímulos externos (uma festa, por exemplo).

Eles não gostam de ficar muito tempo no telefone

A maioria dos introvertidos evita telefonemas – até mesmo de seus amigos – por várias razões. Os toques intrusivos os forçam a abandonar o foco do projeto atual ou pensamento e  os faz reajustá-lo em algo inesperado. Além disso, a maioria das conversas telefônicas exigem um certo nível de conversa fiada que os introvertidos evitam. Em vez disso, os introvertidos podem deixar as chamadas caírem na caixa postal, para que possam retornar quando tiverem a energia e a atenção necessárias para dedicar a essa conversa.

Eles literalmente se deligam quando é hora de ficar sozinho.

“Enquanto para alguns a solidão é um problema, para outras pessoas, a solidão é o ar que elas respiram.” – Susan Cain

Cada introvertido tem um limite quando se trata de estimulação. A blogueira do HuffPost , Kate Bartolotta, explica muito bem como é isso quando ela escreve: “Pense em cada um de nós como tendo uma xícara de energia disponível. Para os introvertidos, a maioria das interações sociais esvazia um pouco da xícara ao invés de enchê-la da maneira como acontece com os extrovertidos.Os introvertidos gostam de ver e conversar com os amigos, mas quando a xícara esvazia, é necessário um tempo para se reabastecer “.

Leia também: 23 sinais de que você é uma pessoa introvertida

Por Alena Hall, via: The Third Metric

Traduzido e adaptado por Josie Conti

Do original: 10 Ways Introverts Interact Differently With The World

Meu amigo terapeuta: uma história para enternecer o coração.

Meu amigo terapeuta: uma história para enternecer o coração.

Tenho um amigo a quem estou ensinando sobre o budismo. Ele é um terapeuta de excepcionais, super e infradotados. É um homem brilhante e de grande formação intelectual. Entrou na faculdade antes dos 17 anos e falar com ele é um privilégio. Esta semana ele não chegou muito bem.

Quando conversamos ele disse porque: havia morrido um paciente segurando sua mão. O rapaz que falecera passara seus 26 anos de vida deitado em uma cama, jamais havia podido falar. Sua cabeça era extremamente deformada, e ninguém pode entender sem experimentar o que é sentir-se um ser com aspecto de monstro e saber que não é nenhuma ilusão.

 Meu amigo foi seu terapeuta durante 16 anos.
Era a única pessoa que conseguia se comunicar com ele. O método era o seguinte: ele lhe dava a mão e com o outro braço o paciente apertava sua cabeça contra seu peito. Com variações de respiração, arfando ele tentava comunicar algo, meu amigo que é quase um bruxo de sensibilidade, ouvindo seu coração ansioso e sentindo o levantar e baixar de seu peito, tentava adivinhar o que ele queria comunicar. Falava com ele e com acenos afirmativos de cabeça sabia se havia interpretado corretamente seus sinais.
Pois esta semana o doente disse: eu vou morrer agora, meu amigo segurou mais forte sua mão e disse apegado: – Não vá! – Mas ele fez um aceno afirmativo com a cabeça, e aquele homem que jamais teria alguém que o desejasse, segurando a mão da única pessoa que havia conversado com ele em toda sua vida, lentamente, foi embora.

Meu amigo não estava muito bem.
Quando ouço histórias assim percebo como é fácil fazer uma bondade contida em um único ato, e sinto que não tenho a capacidade de bodisatva de meu amigo. Heroísmo é esta persistência de muitos anos fazendo um pequeno ato a  cada dia, 16 anos segurando a mão de um mudo e colocando a cabeça em seu peito, sabendo que o doente jamais se levantaria daquela cama . Não tenho tanta coragem. Meu amigo é muito melhor que eu. Como posso ensinar o Dharma a ele, se mestre é ele, e sou apenas um principiante?

Guenshô

(texto publicado na lista Chungtao no ano de 2000)

Fonte: Daissen

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10 pequenas histórias de amor que te farão pensar, sorrir e chorar (Parte 1)

10 pequenas histórias de amor que te farão pensar, sorrir e chorar (Parte 1)

Aqui está uma seleção de 10 pequenas histórias de amor recentemente apresentadas no site Makes me think .

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Esperamos que elas façam o mesmo por você.

1. Hoje, o meu avô de 75 anos que está cego por causa da catarata há quase 15 anos me disse: “Sua avó é a coisa mais linda do mundo, não é?” Eu parei por um segundo e disse: “Sim, ela é.” “Querido “, meu avô disse:” Eu ainda vejo a beleza dela todos os dias. Na verdade, eu vejo mais agora do que costumava fazer quando éramos jovens.” MMT

2. Hoje, eu caminhei com a minha filha até o altar. Dez anos atrás, eu puxei um menino de 14 anos para fora do carro de sua mãe que pegou fogo depois de um acidente grave. Os médicos inicialmente disseram que ele nunca mais voltaria a andar. Minha filha foi comigo várias vezes para visitá-lo no hospital. Então ela começou a ir por conta própria. Hoje, eu o vejo desafiar as probabilidades e sorrir muito. Ele caminhou com seus próprios pés para o altar onde colocou um anel no dedo da minha filha. MMT

3. Hoje, quando cheguei na porta do meu escritório (eu sou um florista) às 7:00 da manhã, encontrei um soldado do exército uniformizado esperando a loja abrir.  Ele estava a caminho do aeroporto para ir para o Afeganistão por um ano. Ele disse: “Eu costumo levar para casa um buquê de flores para minha esposa toda sexta-feira e eu não quero decepcioná-la enquanto estiver fora.” Ele, então, fez uma encomenda de 52 sextas-feiras à tarde para que entregássemos as flores de sua esposa até que ele voltasse. Eu lhe dei um desconto de 50%, porque eu realmente ganhei o dia ao ver algo tão doce. MMT

4. Hoje em dia, eu contei  ao meu neto de 18 anos que ninguém me convidou  para o baile quando eu estava no colégio e por isso eu não fui. Ele apareceu na minha casa esta noite vestido em um smoking e me convidou para ser seu par na formatura. MMT

5. Hoje, quando ela acordou de um coma 11 meses, ela me beijou e disse: “Obrigado por estar aqui por todo esse tempo, por me contar tantas belas histórias, por nunca desistir de mim … E sim, eu aceito me casar com você.” MMT

6. Hoje, eu estava sentado em um banco do parque comendo um sanduíche na hora do almoço quando um casal de idosos estacionou o seu carro sob uma árvore de carvalho nas proximidades. Eles abaixaram as janelas e eu pude ouvir o jazz que vinha do rádio. Em seguida, o homem saiu do carro, deu a volta para o lado do passageiro, abriu a porta para a mulher, pegou sua mão e ajudou-a a sair de seu assento, guiou-a cerca de dez metros de distância do carro, e eles dançaram pela próxima meia hora sob o carvalho. MMT

7. Hoje, eu operei uma menininha. Ela precisava de sangue O-. Nós não tínhamos nenhum, mas seu irmão gêmeo também era O- . Então eu o chame e expliquei que era uma questão de vida ou morte. Ele ficou em silêncio por um momento, e então disse adeus a seus pais. Eu não pensei mais nisso até que, depois que nós retiramos seu sangue, e ele perguntou: “Então, quando eu vou morrer?” Ele pensou que estava a dar sua vida pela dela. Felizmente, os dois vão ficar bem. MMT

8. Hoje, meu pai é o melhor pai que eu poderia pedir. Ele é um marido amoroso com minha mãe (sempre a fazendo rir), ele tem ido a cada um dos meus jogos de futebol desde que eu tinha 5 anos (tenho 17 agora), e ele nos fornece uma ótima base familiar. Esta manhã, quando eu estava procurando em sua caixa de ferramentas por um alicate, eu encontrei um papel sujo dobrado na parte inferior. Era um recorte de jornal velho com a letra de meu pai datada exatamente um mês antes do dia em que nasci. Nele estava escrito: “Eu tenho 18 anos de idade, sou um alcoólatra que está falhando fora da faculdade e uma vítima de abuso infantil com um registo criminal de roubo de carros. No próximo mês, o título de “pai adolescente” será adicionado à minha lista. Mas eu juro que vou fazer as coisas direito para minha menina. Eu serei o pai que eu nunca tive. “E eu não sei como ele fez isso, mas ele fez isso. MMT

9. Hoje, meu filho de 8 anos de idade, me abraçou e disse: “Você é a melhor mãe no mundo inteiro!” Eu sorri e sarcasticamente respondi: “Como você sabe disso? Você não conhece cada mãe que existe no mundo inteiro. “Meu filho me apertou com mais força e disse:” Sim, eu sei. Você é o meu mundo. “MMT

10. Hoje, eu tenho um paciente idoso que está sofrendo de um caso grave da doença de Alzheimer. Ele raramente consegue se lembrar de seu próprio nome, e muitas vezes se esquece de onde ele está ou do que ele disse apenas alguns minutos antes. Mas, como um  milagre (talvez o milagre do amor), ele se lembra de quem é a esposa a cada manhã e, quando ela aparece para passar algumas horas com ele, ele normalmente a cumprimenta , dizendo: “Olá minha linda, Kate!” MMT

Conheça também: 10 pequenas histórias de amor que te farão pensar, sorrir e chorar (Parte 2)

Via: Marc and Angel Hack life

Traduzido e adaptado por Josie Conti

Do original: 60 Tiny Love Stories to Make You Smile

Imagem de capa: Noppasin Wongchum/shutterstock

10 dicas importantes para escolher a escola onde nossos filhos estudam

10 dicas importantes para escolher a escola onde nossos filhos estudam

A escola adequada aos nossos filhos

Por Talita Rosetti Souza Mendes – Mestre em Estudos de Linguagem pela PUC-Rio 

Dicas importantes para escolher uma instituição de ensino interessante

A escola assume e desempenha um importante papel em nossa sociedade. Nela, crianças e adolescentes passam boa parte do tempo produzindo conhecimento e dividindo experiências sociais fora do âmbito familiar. É normal, por isso, que haja expectativas e preocupações em relação à escolha de uma escola que traga contribuições importantes para o cotidiano e para o futuro de nossos filhos. Essa decisão, entretanto, deve ser racional e fruto de muita pesquisa e de muito esclarecimento – não deve ser pautada por nenhum outro critério que não seja o conhecimento ou a clareza diante de metodologias, das filosofias e das práticas oferecidas pelas instituições de ensino. Abaixo, listo algumas dicas para pais que trabalham em outras áreas e precisam de orientações básicas sobre a educação e sobre o funcionamento escolar. Antes de matricular crianças em escolas, é preciso estar informado.  A informação, como sempre, evita uma série de desgastes e futuros problemas.

1-Entre os projetos pedagógicos e o comprometimento com o ensino proposto

Toda escola tem um documento chamado “Projeto Político Pedagógico” – conhecido também entre os educadores como PPP. Nele, constam as principais diretrizes seguidas pela instituição. Deve, portanto, ser de fácil acesso aos pais e aos professores. Em algumas escolas, ele é a orientação de todos os processos educacionais. Em outras, infelizmente, é apenas um papel guardado na gaveta. Ao visitar uma escola, é possível pedir esclarecimentos sobre esse projeto. É uma forma de entender como são conduzidas as questões dentro do ambiente escolar e de cobrar, futuramente, caso a conduta da instituição não seja compatível com a proposta apresentada. Escolas sérias esclarecem, ainda em um primeiro contato, suas filosofias e seus objetivos a partir do PPP. Em seguida, cumprem a palavra que estabeleceram através do documento. Se uma escola não tiver o PPP em mãos ou o coordenador não souber falar sobre ele, desconfie. Uma escola sem questões norteadoras pode ser desorganizada frente ao ensino.2

2- Entre o ritmo da escola e o compasso dos alunos

Escolas – assim como crianças – têm ritmos e características diferentes, por isso a escola perfeita para o seu filho pode não ser a mesma do filho do vizinho ou de alguém da sua família. Antes de matricular em uma escola, é preciso verificar, racionalmente, quais são as reais necessidades e as particularidades da criança que se tem em casa. Alguns pais, levados por propagandas ou indicações de pessoas próximas, matriculam seus filhos em escolas cujos métodos não atendem suas necessidades, gerando frustrações e desconfortos. Reitero aqui a necessidade de reconhecer o Projeto Político Pedagógico ou a “missão” da escola  como ferramenta para descobrir se a instituição em questão é apropriada para o ritmo de estudo e de vida dos filhos. Algumas crianças precisam de metodologias mais flexíveis ao passo que outras se desenvolvem mais em ambientes desafiadores e com ritmo um mais acelerado. Antes de escolher, é preciso reconhecer – sem ilusões – os próprios filhos. Depois disso, investigar, entre muitíssimas opções, uma escola bacana para eles.

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3- Entre os conteúdos selecionados e as avaliações propostas

Há, no senso comum, a crença de que uma escola que trabalha muitos conteúdos por ano é mais “forte” do que outras. Frente a esse discurso, cabe ressaltar que quantidade e qualidade são questões, absolutamente, distintas. Uma escola que ensina e cobra diversos capítulos ou aplica um número dobrado de avaliações não necessariamente ensina com qualidade e proporciona ao aluno uma visão diferenciada daquilo que aprende. O mesmo acontece com deveres de casa. Um aluno pode fazer 15 exercícios com mais atenção e visão crítica do que 100 exercícios semanais. Alguns pais gostam de números, mas é preciso ter cuidado com eles. O excesso, assim como a ausência de tarefas, pode ser um mau sinal. Vale ressaltar que a natureza dos exercícios e das avaliações é muito importante. Elas são contextualizadas ou isoladas da realidade? Qual crescimento intelectual está sendo oferecido por meio dos materiais da escola? Ao estudar com seu filho, reflita sobre isso. A escola precisa oferecer e desenvolver reflexões. É importante formar pessoas que pensam e não robôs que fazem exercícios mecânicos de forma automática, sem propósitos ou apenas para elaborar provas ou obter resultados em vestibulares. A educação reune um conglomerado de funções. Seu objetivo social deve ser maior que isso.

4- Do espaço escolar aos momentos de descontração na escola

“Escola com jeito de apartamento não é bacana” – diria uma professora de Português amiga minha. E, no fundo, concordo com a sua visão. Embora algumas crianças prefiram estudar em colégios menores, uma escola que não possui espaço adequado para descontração em momentos de intervalo, realmente, parece um local sufocante. Faz parte da socialização de crianças e de adolescentes conversarem, jogarem bola, brincarem em períodos fora da sala de aula. Escolas com corredores apertados, salas minúsculas, sem quadras esportivas, sem bibliotecas ou salas de leitura e ambientes diferenciados descaracterizam o ar escolar. Ficam, inevitavelmente, comparáveis a presídios. Algumas crianças lidarão bem com isso – outras não. Novamente, vale ressaltar que é importante reconhecer as necessidades de nossos filhos.

5- Do diálogo com os responsáveis pela escola aos profissionais que lidam com alunos

Diálogo é uma palavra que precisa ser chave em escolas. Afinal, nossos filhos devem estar lá para crescer na dialética das relações e dos pensamentos. Se não há livre acesso a coordenadores, a professores e a demais profissionais que lidam com os alunos, algo não está acertado. Alguns deles precisam reconhecer os estudantes para, tranquilamente, passar informações cotidianas necessárias aos responsáveis. Aqui, vale lembrar que o atendimento aos pais deve acontecer de forma agendada para os dois. Ao mesmo tempo em que há perdas incríveis quando pais e professores/coordenadores não dialogam, não se pode exigir que todos os profissionais da escola – com vida nitidamente corrida e com muitas demandas – estejam sempre disponíveis no horário estipulado somente pelos pais. É preciso ter um pouco de paciência e não desistir dessa troca.

6- Dos profissionais de apoio aos serviços obrigatórios

A escola não se resume às salas e às aulas dadas, visto que é também espaço para muita correria, para muito encontro e para diversos desencontros entre alunos. Dentro de um colégio, crianças também brigam, desabafam, quebram pernas e torcem braços. Ali, descarregam emoções, aprendem a lidar com pequenas e grandes frustrações. Por essa razão, profissionais como inspetores, psicopedagogos, psicólogos e enfermeiros são importantes caso aconteça alguma situação comum a crianças e a adolescentes em período escolar. Sem dúvidas, a presença de especialistas para prestar apoios psicológicos e médicos pode deixar pais mais seguros. Uma escola que investe na segurança é uma instituição que preza pelo bem estar delas. Muitas observam esses profissionais apenas como gastos e os dispensam – isso não é nada interessante.

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7- Dos professores ao currículo obrigatório

Assim como cada criança e cada escola, cada professor tem o seu perfil e, no fundo, o que importa é como ele se compromete com a educação de seus filhos. Às vezes, crianças – como muitos adultos – constroem rótulos por afinidades e acabam acreditando que o professor mais engraçado ou mais liberal deve ser mais aceito ou mais confiável. O professor rígido e sério, por sua vez, fica – em muitos casos – deixado de lado ou sendo hostilizado pelos alunos e, muitas vezes, também pelos responsáveis. É interessante quando pais ajudam crianças a desconstruírem essas imagens, incentivando que alunos percebam seus professores como seres particulares. O fato de escreverem muito ou pouco no caderno também não significa algo concreto – alguns são ótimos expositores e, na fala e na dinâmica, garantem o aprendizado dos alunos. Alguns pais se apegam a cadernos – ainda que esteja tudo escrito no livro. Cabe aqui relembrar que o professor é um mediador de saberes, não um copia-e-cola de frases ou de esquemas prontos no quadro. Quanto ao currículo ou à grade escolar, é preciso verificar se a escola disponibiliza as aulas obrigatórias estipuladas pelo MEC. Algumas disciplinas  (línguas estrangeiras, educação física, história da arte, sociologia e filosofia) costumam ser desprezadas em detrimento de outras mais tradicionais como Matemática, Língua Portuguesa, História e Geografia. Antes de matricular, pergunte sobre a dinâmica das aulas e das matérias disponíveis nas escolas.

8- Dos projetos extracurriculares aos serviços oferecidos como bônus

Escolas diferenciadas enxergam além-sala. Elaboram projetos e passeios escolares que consolidam o aprendizado. Além disso, valorizam ambientes culturais e práticas esportivas. Incentivam alunos através de concursos e motivam a partir de atividades inesperadas. Não medem esforços, nem cortam gastos quando o assunto é o crescimento do aluno e sua formação como ser humano. Ao matricular seu filho, pergunte sobre serviços oferecidos. Por mais que pareçam bônus, podem fazer uma grande diferença em como seu filho vai encarar o mundo. Não se aprende apenas estudando para realizar uma prova. Aliás, eu diria que se aprende menos até.

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9- Das regras estabelecidas às punições aplicadas

Escolas, como muitas instituições sociais, adotam regras para que se possa garantir certa ordem e, como sabemos, crianças e adolescentes nem sempre compreendem a importância de determinadas regras. Aos pais, cabe a tarefa de não só orientar filhos, mas também buscar informações prévias sobre as normas escolares. É comum, depois de algum tempo, alguns pais questionarem algo que não leram com os filhos em manuais norteadores da escola. Levantar a questão não é o problema, porém questionar boa parte das regras de uma escola, após ter concordado em matricular o filho na instituição, não é coerente. Antes de efetivar a matrícula, veja se não há um “guia do aluno” ou um “manual da família”. Escolas cujas regras são realmente seguidas possuem tudo escrito em algum material a ser entregue aos pais. Ao longo da análise do material, os pais devem refletir se as punições são equilibradas ou abusivas – se realmente fazem o aluno e a família repensarem suas questões ou se punem de modo exagerado e insano por qualquer motivo. Aqui, vale lembrar que uma escola que preza pela assiduidade, pela pontualidade, pela democracia e pelo comprometimento está apenas faz o papel dela. Pais não devem ficar bravos com isso.

10- Do cuidado com o ambiente às situações de emergência

O cuidado com o ambiente é essencial – sobretudo em locais onde há estudantes muito jovens. É interessante, dessa forma, fazer uma visita além-secretaria para conhecer mais de perto o espaço onde os filhos estudarão. Algumas instituições fazem uma espécie de visita guiada pelas salas, pela biblioteca, pela sala de artes, entre outros. Nesse momento, é hora de observar com atenção. Um ambiente com infiltrações ou com ventilador/ar condicionado sujo, por exemplo, pode trazer prejuízos a alunos alérgicos ou com algum outro tipo de especificidade. Outra questão que precisa ser verificada é se há saídas e instrumentos de emergência em caso de situações sérias como um incêndio. Não gosto de pensar no pior, mas, desde aquela tragédia, na Boate Kiss – em Santa Maria, tenho me perguntado por que algumas escolas não contam com extintores de incêndio nos corredores e com possibilidades de saída rápida como escadas alternativas e portões mais largos. Dentro de uma escola, por menor que seja, há um número expressivo de funcionários e de crianças. É preciso que, em caso de emergência, seja possível retirar todos de modo fácil.

Para finalizar o artigo, sinto a necessidade de expressar que só pais interessados encontram, renovam e contribuem para escolas interessantes que existem aos montes em vários lugares do país. Ao contratá-las para escolarizar filhos, é preciso estabelecer parceria, união, pois a educação das crianças não se constrói de forma unilateral. Não adianta pagar e confiar em uma escola que atenda bastantes expectativas se pais estiverem ausentes do processo escolar e da aliança que deveria ser construída com os profissionais da escola. Antes de lançar sobre as instituições olhares desconfiados e exigentes, é preciso também analisar se as funções familiares estão sendo exercidas de modo a propiciar à escola o seu papel fundamental: informar, formar e reformar cidadãos. Boa sorte em suas pesquisas!

Sobre a autora:

contioutra.com - 10 dicas importantes para escolher a escola onde nossos filhos estudamTalita Rosetti é brasileira – nascida  em Niterói, cidade do Rio de Janeiro. Atua como professora de Redação de, aproximadamente, 380 jovens e é Mestre em Estudos de Linguagem pela PUC-Rio. Atualmente, pesquisa sobre políticas públicas de inclusão relacionadas à educação básica e sobre distúrbios de aprendizagem como Dislexia.  Acredita que o processo de ensino-aprendizado pode e deve ser refletido e aprimorado, de forma contínua, não só pelos profissionais da educação, mas pelos demais membros da sociedade.”

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