Quando o amor de um pai é maior que a própria vida.

Quando o amor de um pai é maior que a própria vida.

Este vídeo nos faz pensar que, de fato, o verdadeiro amor não tem limites ou fronteiras.

No curta Ami, a ternura é vestida de coragem e toma forma pela abnegação de um pai.

Vejamos.

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Como desmotivar pessoas e destruir equipes em 13 passos

Como desmotivar pessoas e destruir equipes em 13 passos

• Mantenha a pessoa na ignorância de como está seu desempenho. Ela não precisa saber se está indo bem ou mal, se está atendendo às expectativas, e, principalmente, ela não tem porque saber no que ela realmente precisa melhorar.

• Faça-a pensar que o trabalho dela não tem a menor relevância e que qualquer um poderia substituí-la.

• Nunca diga: “por favor”, nem “como vai”, e muito menos “obrigado” para sua equipe.

• Quando vierem te perguntar algo, mantenha os olhos no computador. Responda sem parar o que você estiver fazendo.

• Mude todo o trabalho que ela fez e não dê a menor explicação.

• Não se preocupe em saber da vida pessoal. Se é casado, solteiro ou se está com algum problema sério. Aliás, “nunca” toque nesse assunto, e nem tampouco fale de suas coisas pessoais (essa observação: vale para países latinos).

• Não elogie, não dê “feedback” de reforço – algumas pesquisas sugerem que você deve elogiar quatro vezes mais do que criticar para ter um efeito significativo -. Elogiar pouco, também está valendo.

• Estimule sempre a competição entre os subordinados.

• Nunca admita seus erros ou fraquezas.

• Não seja claro quando pedir alguma coisa, ela é que tem que saber o que é melhor.

• Nunca converse sobre o futuro, as aspirações de carreira, ambições, etc.

• Peça a mesma coisa para pessoas diferentes sem avisá-las. Elas vão acabar descobrindo sozinhas.

• Nunca deixe de mostrar por palavras e atos quem é o chefe por aqui. (fonte da lista)

Alguns dos itens acima fez sentido para você? Então talvez seja o momento de repensar as relações.

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A diferença entre obrigado e gratidão

A diferença entre obrigado e gratidão

A origem da palavra obrigado como forma de agradecimento vem do latim obligatus,
particípio do verbo obligare, ligar, amarrar. É a forma abreviada da expressão fico-lhe
obrigado, ou seja, fico-lhe ligado pelo favor que me fez.

Quando nos tornamos devedores de outrem por serviço que nos foi prestado, criamos
um elo de ligação, mesmo que momentâneo.

Já a gratidão vem do latim “gratia”, que significa literalmente graça, ou gratus, que se
traduz como agradável. Significa reconhecimento agradável por tudo quanto se recebe
ou lhe é reconhecido. É uma emoção, que envolve um sentimento e portanto, não há
obrigações, ligações ou amarrações.

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Memórias do aluno Mia Couto

Memórias do aluno Mia Couto

(Trecho de uma palestra proferida por Mia Couto, intitulada ” Da cegueira colectiva à aprendizagem da insensibilidade”, em Maputo/2012)

Durante anos, fui professor. E quando digo isto há uma emoção fortíssima que me atravessa. Eu não sei se há profissão mais nobre do que a de ensinar. E digo ensinar porque existe uma diferença sensível entre ensinar e dar aulas. O professor no sentido de mestre é aquele que dá lições.

Os professores que mais me marcaram na vida foram os que me ensinaram coisas que estavam bem para além da matéria escolar. Não esqueço nunca um professor da escola primária que um dia leu, comovido, um texto escrito por ele mesmo. Logo na declaração da sua intenção nasceu o primeiro espanto: nós, os alunos, é que fazíamos redações, nós é que as líamos em voz alta para ele nos corrigir. Como é que aquele homem grande se sujeitava àquela inversão de papéis? Como é que aceitava fazer algo que só faz quem ainda está a aprender?

Lembro-me como se fosse hoje: o professor era um homem muito alto e seco e, nesse dia, ele subiu ao estrado da sala segurando, nos dedos trémulos, um caderno escolar. E era como se ele se transfigurasse num menino frágil, em flagrante prestação de provas. Parecia um mastro, solitário e desprotegido. Só a sua alma o podia salvar.

Depois, quando anunciou o título da redação veio a surpresa do tema que parecia quase infantil: o professor iria falar das mãos da sua mãe. Éramos crianças e estranhámos que um adulto (e ainda por cima com o estatuto dele) partilhasse connosco esse tipo de sentimento. Mas o que a seguir escutei foi bem mais do que um espanto: ele falava da sua progenitora como eu podia falar da minha própria mãe. Também eu conhecera essas mesmas mãos marcadas pelo trabalho, enrugadas pela dureza da vida, sem nunca conhecerem o bálsamo de nenhum cosmético. No final, o texto acabava sem nenhum artifício, sem nenhuma construção literária. Simplesmente, terminava assim, e eu cito de cor: “é isto que te quero dizer, mãe, dizer-te que me orgulho tanto das tuas mãos calejadas, dizer-te isso agora que não posso senão lembrar o carinho do teu eterno gesto.”

Havia qualquer coisa de profundamente verdadeiro, qualquer coisa diversa naquele texto que o demarcava dos outros textos do manual escolar. É que não surgia ali, em destacado, uma conclusão moral afixada como uma grande proclamação, uma espécie de bandeira hasteada. Aquele momento não foi uma aula. Foi uma lição que sucedeu do mesmo modo como vivemos as coisas mais profundas: aprendemos, sem saber que estamos aprendendo. Lembro este episódio como uma homenagem a todos os professores, a esses abnegados trabalhadores que todos os dias entregam tanto ao futuro deste país.

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Queremos ser normais ou bem comportados?

Queremos ser normais ou bem comportados?
Agnes (Despicable Me)

Fonte Revista Carta Capital

Tivemos sorte por não ver visionários como Einstein, Newton e Beethoven em uma sala de aula. Com dificuldade de aprendizado, seriam transformados em bons alunos, diagnosticados e medicados.

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“Foco” é a palavra de ordem nas escolas e no mercado de trabalho. Para vencer na vida, a dispersão de atenção para outros interesses além das tarefas do dia a dia é não apenas mal vista: é diagnosticável como um transtorno mental passível de cura. De acordo com uma ala da psiquiatria, essa ideia de “transtorno” parte de duas premissas. Uma é semântica. Ela suaviza a ideia de “doença mental” e passa a ser usada como uma espécie de identidade psíquica por meio de nomenclaturas como “TOC”, “TDAH”, “hiperatividade”, “bipolaridade”, “ansiedade” e “transtornos de humor”.

A outra dita que, por trás da desordem, existe uma ordem. Nesta ordem, o estudante estuda e o trabalhador trabalha. Em nome dela nos medicamos. Cada vez mais e, segundo especialistas, sem que sejam levados em conta os impactos, para as crianças e suas famílias, do diagnóstico e da medicação.

Quem analisa os índices de tratamento à base de drogas psicoativas imagina que o planeta enfrenta hoje uma “epidemia” de transtornos mentais. Nos EUA, uma em cada 76 pessoas são hoje consideradas incapacitadas por algum tipo de transtorno – em 1987, este índice era de uma em cada 184 americanos. O número de casos registrados aumentou 35 vezes desde então.

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Agnes (Despicable Me)

Segundo o Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA, 46% da população se enquadrariam nos critérios de doenças estabelecidos pela Associação Americana de Psiquiatria. Tais diagnósticos criaram um mercado poderoso de medicamentos psicoativos – o que significa medicar tanto pacientes com crises agudas de ansiedade até crianças diagnosticada com grau leve de “hiperatividade” ou “espectro de autismo”, a chamada síndrome de Asperger. Essas crianças precisam manter o “foco” na sala de aula se quiserem ter alguma chance de passar no vestibular.

A pressão sobre elas em um mundo cada vez mais competitivo cria um consumidor fidelizado: a criança que hoje precisa de medicamento para se manter em alerta será, no futuro, o adulto dependente de medicamentos para dormir. Essa pressão, apontam estudos, tem origem na sala de aula, passa pela sala da direção, chega aos pais como advertência e desemboca na sala do psiquiatra, incumbido da missão de enquadrar o sujeito a uma vida sem desordem.

Mas como cada categoria de transtorno mental é construída e delimitada? Quais pressupostos fazem com que determinados comportamentos e/ou estados emocionais sejam considerados normais e outros, não? Quem definiu que uma criança com foco na sala de aula é normal e uma desconcentrada é anormal? Qual é, enfim, a “ordem” que a prática psiquiátrica visa a garantir?

Se for esta a normalidade que tanto buscamos, o mundo teve sorte por não ver visionários como Bill Gates, Einstein, Newton e Beethoven em uma sala de aula nos dias atuais. Todos eles tinham dificuldade em socialização, comunicação e aprendizado. Sofriam, em algum grau, de espectro de autismo, e seriam facilmente transformados em bons alunos, diagnosticados, tratados e medicados. O mundo perderia quatro gênios, mas ganharia excelentes funcionários-padrão, contentes e domesticados.

Para tratar do tema o psicanalista Mário Eduardo Costa Pereira, da Unicamp, critica o uso do diagnóstico clínico na psiquiatria para tentar adaptar o sujeito a uma vida de regras pouco questionadas.

Timidez e dependência do olhar

Timidez e dependência do olhar

Por Silvana Schultze

do blog www.meunomenai.com

O olhar do outro sobre uma pessoa tímida pode produzir sofrimento, tais como embaraço e humilhação. O pesquisador Julio Verztman, autor do estudo “Embaraço, humilhação e transparência psíquica: o tímido e sua dependência do olhar”, discute em seu artigo os impasses experimentados pelo sujeito caracterizado como tímido na sua relação com o olhar.

O autor destaca que no projeto-piloto da pesquisa, que envolveu o atendimento a dois pacientes com o diagnóstico de fobia social, duas possibilidades de experiência da vergonha chamaram a atenção: a vergonha vivida como embaraço e a vergonha vivida como humilhação.

contioutra.com - Timidez e dependência do olharO paciente um, que sentia vergonha como embaraço, conseguia nomear alguns de seus medos diante da exposição ao olhar do outro, e também era capaz de evitar situações nas quais poderia sentir vergonha. “O motivo de sua vergonha lhe escapava inteiramente, e não percebia qualquer animosidade intencional no outro, mesmo que isto fosse constantemente temido”, ressalta o pesquisador. O paciente dois, que sentia vergonha como humilhação, ao contrário, era muito mais retraído e desconfiado. “Ele não conseguia sequer definir o que sentia e se precavia permanentemente da possibilidade palpável de sofrer humilhação intencional por parte do outro”, descreve Julio Verztman.

O autor aponta ainda que o tímido sente-se constantemente como um réu durante um julgamento, o julgamento do olhar do outro. Neste julgamento, qualquer gesto ou texto do tímido o coloca mais ainda em evidência. Citando outro pesquisador, J. F. Costa, autor do estudo “Os sobrenomes da vergonha: depressão e narcisismo”, Julio Verztman ressalta que as pessoas envergonhadas enfrentam um paradoxo: ao mesmo tempo em que querem ser reconhecidos como objeto de investimento de outra pessoa, temem não corresponder às expectativas que acreditam que essa outra pessoa tem sobre eles. Em síntese, o tímido nem quer ser visto nem quer deixar de ser visto.

[sociallocker]http://www.scielo.br/pdf/agora/v17nspe/11.pdf[/sociallocker]

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Ubuntu: humanidade para com os outros

Ubuntu: humanidade para com os outros

Ubuntu é uma ética ou ideologia de África (de toda a África). É uma filosofia africana que existe em vários países de África que foca nas alianças e relacionamento das pessoas umas com as outras. A palavra vem das línguas dos povos Banto; na África do Sul nas línguas Zulu e Xhosa. Ubuntu é tido como um conceito tradicional africano.

Uma tentativa de tradução para a Língua Portuguesa poderia ser “humanidade para com os outros”. Uma outra tradução poderia ser “a crença no compartilhamento que conecta toda a humanidade”e ainda “Sou o que sou pelo que nós somos”.[carece de fontes]
Uma tentativa de definição mais longa foi feita pelo Arcebispo Desmond Tutu:
Uma pessoa com ubuntu está aberta e disponível aos outros, não-preocupada em julgar os outros como bons ou maus, e tem consciência de que faz parte de algo maior e que é tão diminuída quanto seus semelhantes que são diminuídos ou humilhados, torturados ou oprimidos.

Conheça o grupo Ubuntu no Facebook

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Photographer MICHELE ZOUSMER

10 razões pelas quais você precisa de pelo menos 8 abraços por dia

10 razões pelas quais você precisa de pelo menos 8 abraços por dia

“Quando foi a última vez que tiveste um abraço? Não digo um daqueles abraços falsos, um bocado forçados, tipo saudação social, mas um verdadeiro abraço, sincero, honesto e bom? Espero que não tenha sido há muito tempo. Nunca subestime os benefícios de um abraço. Um abraço pode fazer-nos sentir muito melhor e contribuir para o nosso bem-estar, verdadeiramente. Os Abraços realmente têm um poder incrível!

Mesmo quando não há ninguém por perto para nos abraçar ou para abraçarmos, podemos obter algum conforto abraçando uma almofada, um animal de estimação, um peluche ou mesmo uma árvore. Quantas vezes já viste uma criança a abraçar um urso de peluche ou a sua boneca favorita? Isso dá-lhes uma sensação de segurança e fá-los sentir melhor. Embora a maioria dos adultos não admita isso, eles também provavelmente tem um objecto favorito para recorrer ou um animal de estimação, quando não há parceiro abraço humano nas proximidades. Os Abraços são terapêuticos!” (Ser único)

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Para Marcus Julian Felicetti a Terapia do Abraço é definitivamente um poderoso caminho para cura. Pesquisas mostram que o abraço (assim como o riso) é extremamente eficaz na cura de mal estares, solidão, depressão, ansiedade e estresse. Além disso, que um abraço apertado onde os corações são pressionados junto ao peito, podem trazer benefícios nas seguintes situações:

  1. O toque carinhoso de um abraço gera confiança e senso de segurança. – o que ajuda na possibilidade de uma comunicação entre o receptor e o doador do abraço..
  2. Abraços podem aumentar instantaneamente os níveis de oxigênio no sangue reduzindo sentimentos de solidão, isolamento e raiva.
  3. Um abraço apertado e longo eleva os níveis de serotonina, melhorando o humor e criando sentimento de felicidade.
  4. Abraços reforçam o sistema imunológico. Uma pressão suave sobre o esterno gera uma carga emocional que ativa o chakra plexo solar ², estimula a glândula do timo que regula e equilibra a produção de leucócitos (células brancas do sangue) e que por sua vez, mantém uma pessoa saudável e livre de doenças.
  5. Abraços aumentam a autoestima. Desde o momento do nascimento o toque de pessoas da família nos ensina que somos amados e especiais. A associação do amor próprio e sensações táteis guardadas desde a tenra idade ainda continuam gravadas no sistema nervoso de adultos. Afagos que recebemos do pai e da mãe durante o crescimento ficam impressos no nível das células. Abraços, portanto, nos conectam à nossa capacidade de amor próprio.
  6. Abraços relaxam os músculos e aliviam tensões no corpo. Abraços podem aliviar dores pelo aumento de circulação nos tecidos moles.
  7. Abraços equilibram o sistema nervoso. Respostas galvânicas da pele de alguém que recebe ou dá um abraço mostram alterações na condutância da pele.  O efeito da umidade e da eletricidade na pele sugerem um melhor equilíbrio no sistema nervoso parasimpático.
  8. Abraços são lições de como dar e receber. Abraços nos ensinam que o amor flui nos dois sentidos entre quem dá e quem recebe.
  9. Abraços são muito semelhantes à meditação e ao riso. Eles nos ensinam a viver o momento presente. Eles nos encorajam a fazer fluir a energia da vida. Abraços nos tiram de pensamentos circulares e nos conectam com o coração, os sentimentos e a respiração.
  10. A troca de energia entre pessoas que se abraçam é um investimento no relacionamento. Ela encoraja a empatia e o entendimento. E, é sinérgico, o que significa que o resultado final é maior que a somas das partes. Esta sinergia produz relacionamentos do tipo “ganha-ganha”, onde todos ganham – quem dá e quem recebe. (Tradução dos tópicos via: Terceira Idade Melhor)

Como diz Virginia Satir ³, a respeitável terapeuta de família:

“Precisamos de 4 abraços por dia para sobreviver.

Precisamos de 8 abraços por dia para nos manter.

Precisamos de 12 abraços por dia para crescer. “

E, um complemento aqui com uma nota da CONTIoutra, mesmo quem aparentemente poderia não querer ou não conseguir ter contato físico, pode ter necessidade ou interesse no abraço. Lembrem-se da história e/ou filme sobre a autista savant Temple Graudin onde uma de suas invenções foi uma “máquina do abraço”.

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Aimee Mullins e seus 12 pares de pernas

Aimee Mullins e seus 12 pares de pernas

A atleta, atriz e ativista Aimee Mullins fala de suas pernas protéticas – ela tem 12 incríveis pares – e dos superpoderes que elas a oferecem: velocidade, beleza, 15 centímetros a mais de altura. De maneira bem simples, ela redefine o que o corpo pode ser.

“A poesia é o que eleva o objeto banal e negligenciado a um reino de arte.

Ela pode transformar aquilo que amedronta as pessoas

em algo que as convide a olhar

e olhar um pouco mais.

E talvez até entender”

Aimee Mullins

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Cansado da rotina? Pare tudo e ouça as palavras de David Foster Wallace.

Cansado da rotina? Pare tudo e ouça as palavras de David Foster Wallace.

A rotina pode ensandecer. Pode nos tirar o brilho dos olhos e a sede de vida. Mas ela só fará isso se você assim o permitir.

“Você escolhe”: essa é a palestra de David Foster Wallace, proferida em 2005, aos formandos da Kenyon College. Assim, você decide entre irritar-se, angustiar-se pela rotina ou buscar a “unidade mística com todas as coisas”.

Uma fala repleta de verdade, chamando-nos à responsabilidade por nossas escolhas cotidianas e contínuas.

Nota: Em 2008, David Foster Wallace suicidou-se após duas décadas às voltas com a depressão. Sua obra literária tem sido apontada como uma das coisas mais inteligentes produzidas nas últimas décadas.

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Não existe nada mágico em se apaixonar

Não existe nada mágico em se apaixonar

Por Daniela Santana

Estar apaixonado deixa a gente mais feliz, mais vivo, no mundo da lua, com um sorrisinho de orelha a orelha quando se pensa em um certo alguém. É uma sensação tão boa, tão… MÁGICA! Não.

Estar apaixonado é o mesmo que ingerir alguma droga que cause uma sensação de euforia e bem estar, capaz de deixar o ser humano mais azedo do mundo feliz. E esta comparação tem fundamento biológico: atividades como sexo, drogas e (rock and roll) apaixonar-se estimulam a ação da dopamina em nosso cérebro. Quando liberada ela desencadeia impulsos nervosos que proporcionam uma sensação instantânea de bem estar.

Mas assim como a ingestão de substancias tóxicas apaixonar-se também traz efeitos colaterais.

O ser apaixonado tem urgência da pessoa amada. No início, ver uma foto daquele que faz suspirar pode ser sua dose diária de dopamina. Aos poucos as mensagens de texto, de áudio, os vídeos, as indiretas no Facebook, os comentários no Instagram, as fotos no Snapchat e os replys no Twitter passam a ser essenciais e quando isso não vem… Bom, aí começa a insegurança e a abstinência. Mas abstinência com tão pouco tempo? Sim. Quem tá apaixonado tem urgência, lembra? E 6 horas sem ter retorno de uma mensagem enviada pelo Whatsapp já é motivo mais do que suficiente pra mudar de humor e experimentar a frustração.

Insegurança? Possessão? Ansiedade descontrolada? Imaturidade para lidar com um relacionamento? Não amigo, paixão. O nome disso é paixão. E não tem nada de romântico nisso, é pura química: se o seu cérebro não tem a tal substancia que ele tanto precisa ele pira mesmo.

Então que tá apaixonado tá ferrado? Médio. Depende de como você lida com isso.

Os mais inseguros, possessivos, descontroladamente ansiosos e imaturos vão mandar outras mensagens, vão invadir as redes sociais da pessoa amada com posts, vão mandar SMS e podem até dar um telefonema (PASMEM, mas tem gente que ainda utiliza o celular pra este fim). E este é o primeiro passo para que o relacionamento, que ainda nem tinha iniciado, comece a desandar. Quem quer alguém pegajoso ao seu lado?

Pessoas inteligentes, ainda que impulsivas e emocionais, saberão respeitar o espaço criado pelo outro. Saberão dar tempo para que ele responda (ou não) suas mensagens. Estas pessoas não pensam sempre o pior e sabem que, de repente, a pessoa não respondeu porque está com outras coisas na cabeça, coisas que não são necessariamente uma outra pessoa.

Dê tempo ao tempo. A paixão também é alimentada pelo mistério. O fato de você ficar na sua certamente fará com que o outro perceba sua ausência. Se ele tiver realmente interessado, na primeira oportunidade ele vai retornar sua mensagem. Se ele não tiver… Bom, quem quer ficar com uma pessoa que não te quer?

O amor é uma via de mão dupla, então cuidado pra não embarcar numa relação sozinho. Você já sabe que tudo em excesso faz mal e tratando-se de uma substância tão perigosa quanto é a paixão, é bom consumir com moderação.

Nota da Conti outra: o texto acima foi publicado com a autorização do autora.

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Daniela Santana

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Formada em Letras e trabalha com produção audiovisual. Atualmente desenvolve o projeto Mil Asas (http://www.milasas.com.br), um desafio pessoal para estimular o processo criativo, a disciplina, a paciência e sobretudo, desafogar o espírito e fugir da realidade (que as vezes sufoca!).

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Tirinha sobre a importância de manter traços da infância em nossa vida adulta

Tirinha sobre a importância de manter traços da infância em nossa vida adulta

Crescer, abandonando a criança que existe dentro de nós, é ir deixando ao longo do caminho os pedaços mais valiosos do nosso coração, das nossas almas, enquanto seguimos para o mundo adulto.

E não raro fazemos isso. Deixamos de nos permitir a alegria do encantamento com as pequenas coisas. Achamos que o que vale são números bancários, estimativas econômicas, metas financeiras com prazos a perder de vista…

E, quando bem observamos, a vida já perdeu a cor, a alegria, o deslumbramento. E o menino de aquarela que fomos não mais se reconhece no adulto acinzentado que somos. Nesse momento, é urgente regressar ao jardim da infância da alma, onde o mundo, acredite, é muito mais divertido!

Nara Rúbia Ribeiro, colunista CONTI outra

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Fonte da tirinha: Sushi de Kriptonita

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Você sabe quem são os teus?

Você sabe quem são os teus?

Por Tatiana Nicz

Existem milhares de coisas a se aprender em um momento de dificuldade, uma delas é realmente descobrir quem são os “teus”. Da mesma maneira que nos decepcionamos com quem nos vira as costas, nos surpreendemos também em ver a abundância que existe no Universo em nos abrir caminhos. Quando se está sensibilizado o pouco pode valer muito, qualquer sorriso, abraço, pequeno gesto pode significar muito mais, porque na verdade isso é mesmo algo grandioso. A verdade é que estamos todos carentes de afeto e por isso essa ajuda que me refiro aqui não vem com dinheiro ou bens materiais. Porque não precisa “ser” para dar dinheiro ou algo à alguém, basta apenar “ter”.

É importante que a gente aprenda a reverenciar o momento, por mais difícil que ele seja, ele nos torna vulneráveis e a vulnerabilidade nos torna mais humanos. Quando estamos vulneráveis precisamos mais ainda do outro, que se apresenta em um ombro amigo, um abraço ou um pequeno ou um grande ato de gentileza. Em horas difíceis ficamos mais disponíveis e abertos para receber essa ajuda que está disponível no Universo e que poderá vir de qualquer pessoa. Pode ser um antigo amigo ou um estranho. O que entendi é que realmente não existe uma pessoa que possa nos completar por inteiro, seria muita responsabilidade para uma pessoa apenas e muita ingenuidade nossa achar que com tanta gente no mundo, uma, umazinha apenas, nos completaria.

Existem alguns poucos que estarão ao nosso lado por toda a vida, do resto somos preenchidos por encontros. Pequenos gestos de gentileza que vêm dos lugares mais inesperados, em diversos momentos, essa é a beleza da vida. Mas esse movimento começa primeiramente por você.  Uma dor grande te faz mais cuidadoso, qualquer desprendimento de energia à toa gera uma dor que pode fazer seu coração transbordar, então é preciso também cuidado. Aprender a identificar bem aqueles que você pode contar. Eles não são muitos, mas são essenciais. É preciso saber identificar e conectar na fonte certa.

Acredito que na maioria das vezes essa fonte não esta onde você esta procurando: no outro (quem quer que ele seja). A boa notícia é que ela está muito mais próxima e acessível do que você imagina, ela está em você. “Nenhum homem é uma ilha isolada em si” sim, John Donne estava certo, ao mesmo tempo que não somos ilhas, precisamos aprender a ser uma antes de virar continente. A palavra é solitude. Solitude é diferente de solidão, é um isolamento voluntário. É saber parar para escutar a voz que vem de dentro. Aprender a ser inteiro. Você sozinho pode se sentir amado. Isso parece quase impossível, porque o verbo amar já é na maioria das vezes transitivo direto.

[quote_box_left]…a resposta é reivindicarmos a nossa capacidade de sermos amados.[/quote_box_left]

Acontece que a resposta não está em dizer a si mesmo “sou amado”; a resposta é reivindicarmos a nossa capacidade de sermos amados; de buscar reconhecimento o tempo todo, de buscar isso no outro. Mas John Donne sabia das coisas, realmente não somos ilhas, somos um grande continente, mas estamos buscando ser continente da maneira errada. É nas ações, no ato de viver em comunidade que precisamos nos tornar continentes, mas antes disso precisamos ser ilha. A ajuda ao outro é fundamental, ninguém nunca logrou e nunca logrará nada sozinho. Mas só ajuda ao outro quem consegue se ajudar primeiramente.

Saber receber de graça, de quem vier, é um ato engrandecedor. Nossa língua portuguesa não nos ajuda nesse sentido. A palavra “obrigada/o” vem de “me sinto obrigada/o em lhe retribuir o favor” o que parte do princípio que estou ou estarei o tempo todo em dívida com o outro, a meu ver não tem nada de bonito nisso.  No inglês temos a palavra “thank you”, que vem do sentimento profundo de “thankful”, cheio de graça, é o que devemos sentir por aqueles que nos estendem uma mão. Para ser justa com a nossa língua, temos também palavras como agradecida/o ou grata/o, então você pode sim escolher e principalmente saber sentir gratidão.

E a beleza da vida está nisso, em aprender a dar o que podemos e receber de graça, em nos tornarmos mais fortes através da cooperação. Você sabe quem são os teus? A reposta é não. Ninguém deve saber, porque só em pensar já condicionamos em pouco o que pode estar em muitos, porque isso também depende de como você se apresenta ao mundo, se você é uma ilha grande ou pequena, de como você se abre para receber ajuda, de quem você escolhe manter em sua vida. Não adianta tentar “catalogá-los”, pode ser um número de pessoas muito maior que você imagina, ou muito menor. O que sei é apenas isso: os tEUs é o que vive em dEUs e não é por acaso que ambos são preenchidos de EU.

Sensibilidade, meditação e necessidade de catarse

Sensibilidade, meditação e necessidade de catarse

“Certamente a sensibilidade aumenta com meditação. E todo o significado de sensibilidade é que toda experiência será sentida com maior intensidade, e isso inclui os seus problemas. Um meditador sentirá um insulto muito mais do que um não-meditador. Porque a consciência daquele que não medita não é clara. Quanto mais fumaça em sua consciência, menor a possibilidade de você sentir angústia.

E talvez seja essa a razão do porque escolhemos viver uma vida com baixa consciência – apenas para reduzir a intensidade da angústia. Pergunte a um psicólogo e ele lhe dirá que toda criança, numa certa fase de sua infância, aprende a baixar seu nível de consciência. Toda criança nasce sensitiva, e gradualmente começa a matar sua sensibilidade, porque viver com ela é difícil.

Quando uma criança fica com raiva, todos em volta lhe chamam de louca, e dão um jeito de controlar as ações da criança, fazendo com que ela se controle. Seu ser todo está em fogo, e lhe pedem que se controle. Assim, nós ensinamos a criança a matar sua sensibilidade.

Quando você começa a meditar, suas qualidades de criança começam a emergir, sua sensibilidade cresce, e suas experiências se aprofundam. Tudo que acontece a você alcança suas profundezas, e isso cria problemas para você, para sua família, para seu relacionamento, para seus amigos. E essas dificuldades estão além da compreensão deles.

Todos eles carregam uma expectativa em relação à meditação – de que ela o tornará pacífico. E exatamente o oposto acontece! “Antes de começar a meditar ele não era raivoso, e agora está muito cheio de raiva, a todo o momento!”

Eles acham que a pessoa meditativa deveria ser um morto vivo, que você pode dar um tapa e ela ficará olhando em posição de za-zen sem mover um músculo. E isso é verdade, mas no fim. Não no caminho. A paz é o final da meditação.

No começo da meditação todas as suas feridas são mexidas, e todas as raivas e ambições e jogos de poder vem à tona. Se não vem, não é meditação o que você está fazendo. Todas as suas coisas se tornarão mais profundas, e tudo que você tem suprimido desde sua infância começa a emergir com força total. Você não se sentirá em paz.

Se você estiver doente, sentir-se-á mais doente ainda.
E quando você experienciar o prazer será um prazer muito maior, muito mais profundo que o prazer comum das pessoas. Coisas muito pequenas o farão sentir-se abençoado, tanto que você sentirá vontade de dançar. E igualmente pequeninas coisas o deixarão em tal estado de escuridão, que você sentirá vontade de cometer suicídio. Quando você começa a meditar tudo isso acontece…

A menos que você viva o mundo em sua totalidade, você não será capaz de conhecer o divino em sua totalidade. E, porque o mundo cobriu você, desde a infância, com condicionamentos, são essas marcas do mundo que aparecerão primeiro – é o que você sentirá primeiro. Então, lembre-se: a sensibilidade não deve ser reprimida, mas aprofundada e intensificada. Ela pode deixar sua vida em dificuldades, mas você pode usar isso de maneira criativa.

Toda vez que você sentir que uma situação está muito intensa, vá para seu quarto e chute e bata em seu travesseiro. Permaneça ali, sozinho com você mesmo, e deixe essa energia sair, seja raiva ou choro. O ponto que eu estou enfatizando é que você tem de exprimir. Você tem de expressar esse lixo interno. Permita isso. Jogue-o para fora vigorosamente.

Todo meditador tem de passar pela catarse. Apenas ficar pacífico não é suficiente. Nós guardamos dentro de nós raivas de muitas vidas, não só desta vida. Um momento chegará em sua vida que você se sentirá mais aliviado, e aquela raiva do passado não surgirá mais. Mas até esse momento, a catarse é um dever.
Com a meditação muitas experiências se aprofundarão em sua vida. Alegria e tristeza terão mais impacto sobre você.

Se você continuar reprimindo sua raiva, chegará a um ponto em que sua meditação morrerá. Se você jogar seus sentimentos ruins sobre as outras pessoas, as dificuldades se multiplicarão.

Assim, refugie-se em sua solitude e deixe seus sentimentos saírem. Por isso criei métodos de meditação catárticos. Nunca o homem precisou tanto disso. A catarse é indispensável para meditação, e sua meditação se tornará mais pura quanto mais total for sua catarse.

E pura meditação é iluminação.

Catarse tem de ir de mãos dadas com meditação: somente quando a meditação se torna iluminação a catarse chega ao fim.

‘Para um buscador, ela não pode ser evitada.’

OSHO
www.oshobrasil.com

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