8 autoras brasileiras que toda mulher precisa conhecer

8 autoras brasileiras que toda mulher precisa conhecer

Por Emily Anne Stephano

Do original: 8 autoras brasileiras que toda mulher precisa conhecer

Escritoras, pintoras, jornalistas. Artistas que deixaram marcas na história da literatura e nos alimentam com obras delicadas, emocionantes, divertidas e premiadas.

Em homenagem ao dia das mulheres, A Taba apresenta 8 autoras brasileiras que todo leitor precisa conhecer.

contioutra.com - 8 autoras brasileiras que toda mulher precisa conhecerAna Maria Machado 

Com mais de 40 anos de carreira, a escritora carioca Ana Maria Machado tem mais de 100 livros publicados. Suas obras foram traduzidas para vinte idiomas e vencedoras dos mais diversos prêmios de literatura.

Começou a escrever histórias infantis a convite da revisa Recreio e se consagrou no gênero. Também é pintora e membro da Academia Brasileira de Letras, da qual já foi presidente.

 

 

 

Angela Lagocontioutra.com - 8 autoras brasileiras que toda mulher precisa conhecer 

Escritora e ilustradora mineira, Angela Lago tem a maior parte de suas obras dedicadas às crianças. Recebeu muitos prêmios, tanto por seus textos quanto pelas ilustrações – inclusive, alguns de seus livros são narrados apenas com imagens.

 

 

 

 

 

 

contioutra.com - 8 autoras brasileiras que toda mulher precisa conhecerCecília Meireles

Considerada uma das mais importantes poetisas de língua portuguesa, a carioca Cecília Meireles publicou seu primeiro livro aos dezoito anos. Teve grande importância como jornalista na área de educação e fundou a primeira biblioteca infantil do Brasil, em 1934.

 

 

 


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Clarice Lispector 

Nascida na Ucrânia, Clarice Lispector naturalizou-se brasileira e dizia-se pernambucana. Tornou-se uma das escritoras brasileiras mais importantes de seu século, misturando temas psicológicos ao cotidiano, tanto em romances como nas crônicas publicadas em jornais e revistas.

 

 

 

 

 

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Lygia Bojunga

A gaúcha Lygia Bojunga conquistou o público desde seu primeiro livro, “Os colegas”, lançado em 1972. Vencedora do Prêmio Hans Christian Andersen, mais importante premiação da literatura infantil, narra histórias em tom de conversas e abre espaço para resolução de conflitos usando a imaginação e sensibilidade tipicamente infantil.

 

 

 

 

 

 

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Lygia Fagundes Telles 

Paulista criada em diversas cidades do interior, Lygia Fagundes Telles cresceu ouvindo histórias de terror de personagens folclóricos. Aos oito anos de idade, já escrevia contos e os apresentava em reuniões familiares. O pai pagou pela publicação de seu primeiro livro, porém não demorou para que a escritora fosse reconhecida no Brasil e internacionalmente.

 

 

 

 

 

 

 

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Marina Colasanti 

Formada em Artes Plásticas, a ítalo-brasileira Marina Colasanti começou a escrever diários quando tinha 9 anos e diz que se sente bem com palavras escritas porque nasceu leitora e escrever se tornou sua profissão e seu prazer. Tem mais de 30 livros publicados, tendo recebido prêmios por muitos deles.

 

 

 

 

 

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Zélia Gattai 

Apesar de nascida em São Paulo, a escritora Zélia Gattai recebeu o título de Cidadã da Cidade de Salvador. Foi militante do movimento político-operário anarquista e tinha 63 anos quando escreveu seu primeiro “Anarquistas, graças a Deus”, que prenunciou seu sucesso como escritora.

 

 

 

 

 

 

Emily Anne Stephano é formada em moda e especialista em jornalismo com foco em mercados de nicho e ambiente digital. Antes de saber ler já adorava passear na biblioteca e encontrou nos livros e cadernos seu primeiro grande amor. Hoje leciona Comunicação e Moda, presta assessoria de comunicação e escreve sobre cultura e universo infantil.

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Você sabe qual é a diferença entre solitude e solidão?

Você sabe qual é a diferença entre solitude e solidão?

Por Professor Felipe de Souza

“A linguagem criou a palavra solidão para expressar a dor de estar sozinho. E criou a palavra solitude para expressar a glória de estar sozinho” (Tillich)

Olá amigos!

Durante o meu doutorado, tive a oportunidade de estudar a obra de Paul Tillich. Tillich é considerado um dos mais importantes teólogos do século XX e suas definições de fé e sentido último – apesar de polêmicas – são muito interessantes para quem estuda psicologia da religião.

Ontem estava pesquisando alguns temas para escrever aqui para o site e encontrei esta magnífica citação do teólogo alemão no livro The Eternal Now, O Eterno Agora:

“A linguagem (…) criou a palavra solidão para expressão a dor de estar sozinho. E criou a palavra solitude para expressar a glória de estar sozinho”. Em inglês: “Language… has created the word ‘loneliness’ to express the pain of being alone. And it has created the word ‘solitude’ to express the glory of being alone”.

Etimologicamente, em português, tanto solidão quanto solitude vem do latim solitudine. No nosso cotidiano, passamos a usar sempre a palavra solidão e vemos muito pouco o uso da palavra solitude. Em inglês, a diferença entre solidão (loneliness) e solitude destaca melhor o conceito que Tillich está procurando descrever. Em alemão, igual diferença está presente nas palavras Einsamkeit (solidão – loneliness) e Alleinsein (literalmente, ser sozinho, solitude).

Temos que fazer estas diferenças, porque estar e ficar e ser sozinho ou sozinha não quer dizer necessariamente que será desagradável, certo?

Em muitos sentidos, encontramos verdade no ditado que diz: “Antes só do que mal acompanhado”.

Solidão – A dor de estar sozinho

A avaliação do que é agradável e do que é desagradável é sempre um julgamento de valor. E os julgamentos de valor são sempre muito individuais e também relativos a um momento específico do tempo. No final das contas, podemos dizer que vamos avaliar algo como agradável ou desagradável de acordo com o nosso desejo.

Por exemplo, imagine que você está caminhando pela praia e começa a chover. Se você não estivesse desejando a chuva, o momento seria avaliado como desagradável. Mas, se por um segundo você apenas sentir o que está acontecendo, e até desejar a chuva, a cena se transforma de desagradável para agradável.

Uma pessoa sozinha que deseja encontrar um relacionamento, possui um desejo – o desejo de ter a companhia de alguém. Deste modo, a solidão será facilmente ligada a uma ideia desagradável. Como quem diz: “Estou sem ninguém. Eu desejo estar com alguém. Logo, a solidão é ruim”.

Solitude – A glória de estar sozinho

Porém, o fato estar sozinho não precisa, de maneira necessária, ser associado a algo ruim. Podemos ficar sozinhos para colocar a cabeça no lugar, por os pensamentos em ordem, pensar na vida, apreciar uma paisagem, dançar sozinho no escuro…

De acordo com o dicionário Michaelis, a palavra solitude é um palavra de uso poético. A poética, por sua vez, remete tanto à produção de algo novo como à apreciação e criação da beleza. Ou seja, a solitude permite o tempo e o espaço e o silêncio para fazer o útil ou o belo. Também permite não fazer nada. Também permite desenvolver a espiritualidade, encontrar-se enquanto uma pessoa diferente dos demais e se aceitar como se é – independentemente da aprovação do outro.

Uma característica presente na solitude e que não vemos uma referência frequente é a chance de ficar em silêncio. Afinal, a linguagem serve para nos comunicar. E, se estamos sozinhos, não precisamos nos comunicar. Portanto, a solitude torna viável o silêncio. E o silêncio quase sempre traz calma, tranquilidade e paz.

Conclusão

Este texto é um pequeno elogio ao lado positivo de estar sozinho, o que Paul Tillich chamou de solitude. Para uma sociedade extrovertida como a nossa, estar sozinho (e querer estar sozinho) é erroneamente associado com um problema. Como as pessoas que veem alguém ir no cinema desacompanhado e riem da solidão alheia.

Porém, o que há de mais delicioso na solitude é a liberdade. Quando estamos em uma relação, é inevitável ceder um pouco ali e um pouco aqui. Estou falando de todo e qualquer tipo de relação. Às vezes não queremos ir numa pizzaria, preferiríamos ter ido ver um filme, porém, cedemos para satisfazer a vontade de um amigo, de um parente, do cônjuge, do colega de trabalho.

Mas porque não ir ou fazer o que queremos, depois, sozinhos? Nada impede e é esta a sensação de liberdade, de poder ir e vir, e não precisar da aprovação de ninguém, da concordância de ninguém, ter espaço para ficar em silêncio e não ter quer ficar conversando sobre isto ou aquilo. A solitude é, portanto, uma oportunidade. Uma oportunidade de liberdade e de silêncio.

É importante não confundir a solitude com o isolamento total. Como dizia ironicamente Balzac, a solitude é ótima desde que você tenha alguém para contar que a solitude é ótima. Quer dizer, é difícil imaginar uma vida sem ter pessoas ao nosso redor. Contudo, porque não ter momentos maravilhosos consigo mesmo?

Este é ponto. O ponto que complementa o texto sobre dependência emocional. Assim, solitude é ser capaz de ser independente. Ainda que a independência dure uma tarde, um dia, uma viagem ou vinte minutos no chuveiro.

Para concluir, uma outra citação de um grande pensador: “Um homem pode ser ele mesmo apenas se está sozinho; e se ele não ama a solitude, ele não vai amar a liberdade; pois é apenas quando ele está sozinho que pode ser verdadeiramente livre” (Schopenhauer).

Nota da CONTI outra: A publicação deste texto na CONTI outra foi autorizada pelo autor.

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Professor Felipe de Souza

contioutra.com - Você sabe qual é a diferença entre solitude e solidão?Formado em Psicologia em 2006 ( CRP 04/25443). Mestre e concluindo Doutorado pela UFJF. Com 8 anos de experiência, trabalha com o sistema de Coaching de Carreira via Skype – ajudando estudantes e profissionais na escolha da melhor faculdade e profissão. Atua também no Coaching de Vida, com pessoas de todas as regiões do Brasil e brasileiros no exterior que precisam de apoio, suporte e maior clareza para tomar grandes decisões em seus relacionamentos, conseguir descobrir seus reais valores, objetivos e realizar os seus sonhos. Como Professor no site Psicologia MSN vem ministrando dezenas de Cursos de Psicologia, através de textos e Vídeos em HD. Vamos estudar juntos?

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Movimento pela desaceleracao da rotina das crianças

Movimento pela desaceleracao da rotina das crianças

Por Pamela Greco

Há algum tempo venho conversando com os pais dos meus alunos sobre a velocidade de suas vidas, sobre suas rotinas desgastantes, sobre o número de atividades que a criançada tem e todas as responsabilidades que têm sido obrigadas a assumir.

Temos discutido bastante o quanto isso é ou não saudável, agradável e o quanto isso tem afetado o bem-estar. Veja, na verdade eu poderia nem estar falando só dos filhos, mas dos pais também.

A tecnologia favoreceu e facilitou nossa comunicação e acesso à informação (e tudo mais que se queira). Mas também nos colocou na pista, meio embriagados, a 220 km por hora. É óbvio que nossos filhos sofreriam os reflexos disso.

Estamos cada vez mais cansados, mais estressados, nos alimentando mais rápido e com menos qualidade, vivendo mais rápido e possivelmente sem aproveitar bons momentos.

E as crianças?

Ela tem Ballet de terça e quinta, inglês de segunda e quarta, natação de sábado de manhã, aula de teclado e canto e teatro e… Ela tem escola e tarefas de casa. Ela tem dificuldades na escola. Ufa!

Bom, fazemos uma confusão danada sobre o que é oferecer uma formação completa para os nossos filhos. Pensamos em dar tudo que não tivemos, e por vezes até achamos que estamos ampliando todas as possibilidades profissionais deles.  Achamos que eles estão se divertindo, mas eles estão cansados, impacientes, irritadiços, agitados, pouco atentos e com pressa.

E que professor, escola, mãe ou pai não tem percebido isso?

Além disso, trabalhamos 44 horas semanais e, portanto precisamos mantê-los ocupados.

Que tal um novo estilo? Vamos pensar nisso?

Não está ao alcance de todos nós (ou pelo menos não parece estar), adultos, uma escolha por um trabalho mais flexível ou por uma carga horária menor. Mas precisamos cuidar mais de nós e desacelerar se for preciso. Precisamos ouvir mais o que nosso corpo cansado e mentes cheias estão dizendo. Eu poderia escrever muito sobre isso, mas sei que estão esperando a parte prática no cuidado com as crianças. Só gostaria de pedir que pensem em se cuidar mais, ok? Vocês merecem!

Para as nossas crianças: Simplicidade!

  • Simplifiquem os brinquedos e diminuam a quantidade: Que tal pular corda? Cansa a criançada, exercita e diverte. Deixe-os desenhar, brincar no playground do condomínio ou no quintal e jardim de casa. Já brincaram de elefante colorido? É super divertido e precisa de…nada na verdade!  Logo coloco um post explicando a brincadeira.
  • Conversem durante o jantar. – Clichê, mas vale a dica. Desligue a TV, o celular, o iPad, o facebook e etc. Conecte-se com o seu filho, comam devagar.
  • Leia antes de dormir. – Além de exercitar e incentivar a leitura, aproxima vocês e cria um ritual ou um vínculo.
  • Corte as atividades excessivas. Diminua as cobranças. O ócio também é necessário e positivo, ao contrário do que se tem dito.  Se quiser, me mande a agenda de atividades do seu filho e podemos pensar juntos!  Deixe-os ficar um pouco com a avó, a tia que mima, o tio brincalhão que morre de saudade…
  • Tente fazer pelo menos uma atividade ao ar livre durante o fim de semana: Um playground, um parque na cidade, um bosque, uma praça… Enfim, o que sua cidade lhe ofertar (embora eu saiba que não são tantas, quantas gostaríamos, as opções na nossa cidade).

Para saber mais:

Semana passada o blog Mães Amigas, , postou uma matéria interessante comentando o assunto e ensinando a criançada a fazer alguns brinquedos mais simples. Isso se encaixa bem no primeiro item das nossas práticas. Vale dar uma olhada.

Além disso, pra quem quiser saber mais ainda sobre o assunto, há um autor conceituado dos EUA, chamado Kim John Payne, que por acaso é conselheiro familiar e que é um estudioso do tema. Segundo ele “Conforme a vida acelera pra hipervelocidade – com muitas coisas, muitas escolhas, e pouco tempo – as crianças sentem a pressão. Eles se tornam ansiosos, tem problemas com amigos e escola, ou são ainda diagnosticados com problemas de comportamento. Agora, em defesa do extraordinário poder do menos”.  Simplicity Parenting

Fonte: Pais que educam

Acho que todos nós precisamos dessa desaceleração, não acham?

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Falta paciência

Falta paciência

Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados… Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia. Por muito pouco a madame que parece uma “lady” solta palavrões e berros que lembram as antigas “trabalhadoras do cais”… E o bem comportado executivo? O “cavalheiro” se transforma numa “besta selvagem” no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar… Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma “mala sem alça”. Aquela velha amiga uma “alça sem mala”, o emprego uma tortura, a escola uma chatice. O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela. Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado… Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais. Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus. A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta. Pergunte para alguém, que você saiba que é “ansioso demais” onde ele quer chegar? Qual é a finalidade de sua vida? Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta. E você? Onde você quer chegar? Está correndo tanto para quê?

Por quem? Seu coração vai agüentar? Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar? A empresa que você trabalha vai acabar? As pessoas que você ama vão parar? Será que você conseguiu ler até aqui? Respire… Acalme-se… O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência…

Arnaldo Jabor

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Kevin Connor Keller

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PAULO FREIRE – Importancia do ato de ler

PAULO FREIRE – Importancia do ato de ler

“Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.”

Paulo Freire

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Em 3 minutos animação evidencia a face destruidora do perfeccionismo

Em 3 minutos animação evidencia a face destruidora do perfeccionismo

A animação “Perfeito”, de Mauricio Bartok  nos mostra o quanto as idealizações e a expectativa de perfeição tornam nossos olhos despreparados para a real beleza que nos cerca.

Levado às últimas consequências, o perfeccionismo pode ser, de fato, destruidor.

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Presepada, uma das trilhas sonoras de “O Auto da Compadecida”

Presepada, uma das trilhas sonoras de “O Auto da Compadecida”

Por Alan Lima

O bem vai mal, o barato está caro. Diz o jornal na tevê. Em cada reportagem, eu me sentia assistindo uma reprise.

Meu espírito escapou da sala e, encontrei abrigo num assunto que eu gosto bastante e pouco entendo. Música. Revelo a você, o caminho do meu pensamento.

Nunca acompanhei ao vivo uma orquestra. A disponibilidade de espetáculos do tipo é escassa no Brasil. Este fato, penso eu, rouba boa parte da minha autoridade quando o assunto é música clássica. Poderia listar muitos motivos ( falta de instrução, experiências no campo ), que deixassem bem claro; sou apenas alguém leigando no assunto.

Mas lembre-se. Eu tenho uma cabeça. Às vezes a danada resolve pensar, ignorando se é sábia ou comum.

Surgiu do embaraço a questão:

– Que raio torna uma música clássica?!

Por razões desconhecidas, lembrei-me da trilha sonora de O Auto da Compadecida, filme baseado no livro de Ariano Suassuna. Começo a pesquisar e descubro. Todas as canções do filme são do Grupo Instrumental Sagrama.

Aperto play e  minhas reflexões perdem o interesse em conceituar o clássico, culto, erudito.

Ouvindo Presepada, tema do personagem João Grilo, tive certeza.

Se eu fosse “classificador musical” ao ouvir esta canção, diria:

– É música muito brasileira. Só sei que é assim.

https://www.youtube.com/watch?v=c5kH015YVWY

O que uma menina responde ao colega que a chama de feia

O que uma menina responde ao colega que a chama de feia

Siahj Chase é uma menina de quatro anos que foi abordada por um colega na escola da pior maneira.

No vídeo colocado no YouTube pela mãe da criança, a menina explica que um amigo lhe disse que era “feia”. Mas o melhor desta história é a resposta que Siahj, chamada de Cici no vídeo, dá ao colega de escola.

“Eu disse: ‘Não estou na escola para fazer declarações sobre beleza. Estou aqui para aprender, não para parecer bonita'”.

Mas o menino não desistiu de fazer a pequena Siahj sentir-se mal e disse-lhe que ela tinha “mau aspeto”, só que, mais uma vez, ela não se deixou ficar calada e respondeu à letra.

“Você se olhou no espelho recentemente? Adeus, você está me deixando zangada”. E foi com esta frase que a menina de quatro anos colocou um ponto final aos comentários desagradáveis e desrespeitosos do colega.

Assista ao vídeo e veja a criança a contar o episódio à mãe.

Fonte: Notícias ao minuto

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A criança que vive

A criança que vive

“A criança que vive com o ridículo aprende a ser tímida.

A criança que vive com crítica aprende a condenar.

A criança que vive com suspeita aprende a ser falsa.

A criança que vive com antagonismo aprende a ser hostil.

A criança que vive com afeição aprende a amar.

A criança que vive com estímulo aprende a confiar.

A criança que vive com a verdade aprende a ser justa.

A criança que vive com o elogio aprende a dar valor.

A criança que vive com generosidade aprende a repartir.

A criança que vive com o saber aprende a conhecer.

A criança que vive com paciência aprende a tolerância.

A criança que vive com felicidade conhecerá o amor e a beleza.”

Ronald Russel

contioutra.com - A criança que vive

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Cordel – As Mulheres – Homenagem ao dia da Mulher – 08/março

Cordel – As Mulheres – Homenagem ao dia da Mulher – 08/março

Literatura de cordel também conhecida no Brasil como folheto, é um gênero literário popular escrito frequentemente na forma rimada, originado em relatos orais e depois impresso em folhetos.

Abaixo, uma homenagem às mulheres pelo dia 08 de março!

Parabéns mulheres!


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“O fim do mundo”, uma crônica de Cecília Meireles

“O fim do mundo”, uma crônica de Cecília Meireles

A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

contioutra.com - "O fim do mundo", uma crônica de Cecília MeirelesOra, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças?

Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos – além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.

Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.

Em muitos pontos da terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus – dono de todos os mundos – que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos – segundo leio – que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração.

Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos – insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.

Ainda há uns dias a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês…


Texto extraído do livro “
Quatro Vozes”, Distribuidora Record de Serviços de Imprensa – Rio de Janeiro, 1998, pág. 73.

Saiba tudo sobre a vida e a obra de Cecília Meireles visitandoBiografias“.

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“Paciência”, de Lenine – duas versões

“Paciência”, de Lenine – duas versões

Por Luis Gonzaga Fragoso

Uma sutileza perceptível em algumas joias do cancioneiro nacional está na ligação estreita entre letra, melodia e arranjos.

É o que acontece com “Paciência”, de Lenine. Se você tiver o cedê Na Pressão, ficará mais fácil me acompanhar. No final deste texto, transcrevo a letra.

No cedê, a canção foi gravada duas vezes. Uma audição desatenta das duas versões poderá levar o ouvinte à conclusão: “Ué, mas são iguais!”.

Não: a segunda delas tem uma levada mais pop, acentuada pela presença da guitarra. E é mais curta: 56 segundos a menos – uma eternidade, para os padrões da mídia.

No meio da canção, o solo de piano dura 35 segundos na primeira versão; 17, na segunda.

“Paciência” tocou (e toca) no país inteiro: fez parte da trilha sonora de “Vila Madalena”, novela da Globo. No encarte do cedê, vemos que a faixa 3 é a versão “normal”; a faixa 12 foi literalmente batizada de “Versão Vila Madalena”.

Uma hipótese plausível: teria havido um acordo prévio entre o compositor e a gravadora, segundo o qual a canção só poderia entrar na novela caso se adequasse a alguns padrões. Teria de ser regravada, numa versão mais curta e uma “levada mais pop”, menos “cult”.

Até aqui, tudo coerente, nada de extraordinário. Fazer concessões faz parte do meio artístico.

O encanto da brincadeira é que os versos da canção são a ilustração de todo o conjunto – “Será que temos esse tempo pra perder?”, diz a letra. Não, não temos – resposta que é confirmada pelo próprio formato das gravações. Afinal, o ouvinte/internauta jamais ou raramente tem acesso à primeira versão.

No YouTube, tento achar um link com a primeira versão, e nada. Encontro apenas a que toca nas rádios, a chamada “faixa de trabalho”, trilha da novela.

Em compensação, encontro o videoclip abaixo, cujas imagens estão em finíssima sintonia com os versos de “Paciência”: “Enquanto o tempo acelera e pede pressa, eu faço hora, me demoro, vou na valsa. A vida é tão rara…”. Compare-a com a versão da novela (isto é, se você “tiver este tempo pra perder…”).

Divirta-se!

Paciência

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora, vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não)

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para, não… a vida não para)

LUIS GONZAGA FRAGOSO

Tradutor e Revisor

[email protected]

Nota da CONTI outra: A publicação do texto acima foi autorizada pelo autor.

“Se”, um poema de Alice Ruiz

“Se”, um poema de Alice Ruiz

Se
Alice Ruiz

se por acaso
a gente se cruzasse
ia ser um caso sério
você ia rir até amanhecer,
eu ia ir até acontecer
de dia um improviso,
de noite uma farra
a gente ia viver com garra
eu ia tirar de ouvido
todos os sentidos
ia ser tão divertido
tocar um solo em dueto
ia ser um riso
ia ser um gozo,
ia ser todo dia
a mesma folia
até deixar de ser poesia
e virar tédio
e nem o meu melhor vestido
era remédio
daí, vá ficando por aí,
eu vou ficando por aqui,
evitando, desviando,
sempre pensando,
se por acaso a gente se cruzasse

contioutra.com - "Se", um poema de Alice Ruiz
“ISADORA DUNCAN” by S. Colloredo

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8 passos da Antroposofia para o caminho da auto-evolução

8 passos da Antroposofia para o caminho da auto-evolução

Antroposofia*, um desafio

Marina Fernandes Calache Rudolf Steiner aborda em um de seus livros que, se pudesse, a cada dia ele chamaria a Antroposofia de um modo diferente, para que ela não se cristalizasse em torno de um conceito, tão viva e dinâmica deve ser ela. Durante este ano, desde março, vocês leitores do Peregrino puderam ter acesso a um grupo de pessoas e entidades que trabalham em suas diversas áreas, expondo seus pensamentos todos apoiados na visão antroposófica.

A intenção do grupo sempre foi a de aproximar este conjunto de ideias, esta maneira de olhar o mundo, numa oportunidade de fazer chegar a um número maior de pessoas, de se tornar mais próximo, mais conhecido. Ao lado da carreira profissional também acontece o desenvolvimento pessoal; quem se entrega a esses conteúdos também é exigente consigo mesmo. Para fazer este caminho Steiner estabeleceu alguns passos que, se olharmos os dias atuais, veremos o quanto precisamos deles. Se faz necessário a prática de algumas qualidades anímicas para que possamos fazer frente a variedade de problemas e decisões em que devemos atuar com consciência, sendo este o primeiro passo a caminho da auto-evolução.

A primeira delas é a calma interior, é a possibilidade de entrarmos em nossa vida anímica e independente do que ocorre fora de nós, nos colocarmos numa situação de calma, sem sermos assolados pela variedade de pensamentos, sem deixarmos que o exterior adentre nesse espaço com sons, luzes, etc. Enfim, é ter o total controle desse espaço interno e só permitir a calma.

A segunda é a intensa observação do mundo, observar sem se derramar em conceitos e preconceitos sobre as coisas do mundo, observar uma planta, uma pessoa, uma paisagem, o céu, a água, e nessa observação se abster de si, deixar o objeto observado mostrar as leis inerentes a ele.

A terceira é a serena observação dos próprios atos, colocar-se como objeto de observação e tanto quanto conseguirmos observar desprovido de sentimentalismos.

O quarto é a imparcialidade em relação às outras pessoas, agir imparcialmente significa isentarmo-nos dos sentimentos que nos ligam ás pessoas e somente perceber os atos que devem, estes sim, estarem vinculados a um código de valores desenvolvidos durante a vida.

A quinta é a tolerância ao encarar opiniões, saber ouvir pontos de vista contrários com respeito e tolerância, manter-se sereno, sem levar as opiniões para o âmbito pessoal. A sexta são os calorosos sentimentos positivos com relação ao outro, este é o sentimento de quem se alegra com o desenvolvimento do outro, esperar sempre o melhor do outro.

A sétima é a gratidão pelo que se tem recebido do mundo e do outro, esta qualidade nos coloca num caminho de abertura para com o mundo e para com os outros.

A  oitava é a equanimidade de sentimentos sem tornar-se frio, ter equilíbrio, não se deixar arrastar pelos sentimentos provocados pelas experiências, não subir nas nuvens quando tudo está bom, nem descer ao fundo do poço quando nada corre bem, perceber que nós não somos àquele momento, nós estamos nele, não fazê-lo maior do que é, e preservarmos o que somos.

Estas são qualidades que se forem desenvolvidas com determinação livre e seguida de forma persistente se torna parte do próprio caráter, transformando a pessoa em um ser melhor. A importância disso é reconhecida por qualquer um. Por agora ficarei somente com esse primeiro passo, que se conseguir ser efetuado fará do nosso mundo um lugar melhor.

Marina Fernandes Calache: Pedagogia Curativa, Terapeuta do Movimento, Visão Ampliada pela Antroposofia

Fonte: Antroposophy

contioutra.com - 8 passos da Antroposofia para o caminho da auto-evolução

Nota: O que é a antroposofia?

É uma filosofia introduzida no início do século 20 pelo austríaco Rudolf Steiner, que busca ter uma visão mais global do indivíduo. Isso significa que os profissionais que atuam baseados nesta filosofia, buscam olhar para além dos aspectos físicos do paciente: eles consideram também as emoções, a ligação com o Universo e a forma como essa pessoa conduz a sua vida e a sua vitalidade. Resumindo, são profissionais que olham para a disposição do sujeito, que pode estar prejudicada se todos estes fatores não estiverem em harmonia, abrindo espaço para o surgimento de doenças.

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