Perseverança

Perseverança

Jogo a minha rede no mar da vida e às vezes, quando a recolho, descubro que ela retorna vazia.

Não há como não me entristecer e não há como desistir. Deixo a lágrima correr, vinda das ondas que me renovam, por dentro, em silêncio: dor que não verte, envenena. O coração marejado, arrumo, como posso, os meus sentimentos.

Passo a limpo os meus sonhos. Ajeito, da melhor forma que sei, a força que me move. Guardo a minha rede e deixo o dia dormir.

Com toda a tristeza pelas redes que voltam vazias, sou corajosa o bastante para não me acostumar com essa ideia. Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. Perseverança não é somente acreditar na própria rede. Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas.

Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo…

Texto de Ana Jácomo

Estamos no comando das nossas atitudes

Estamos no comando das nossas atitudes

Quanto mais tempo eu vivo, mas eu me dou conta do impacto da atitude na vida.

Atitude, para mim, é mais importante que fatos. Ela é mais importante do que o passado, do que a educação, do que o dinheiro, do que as circunstâncias, do que o fracasso, do que os outros pensam, dizem ou fazem. É mais importante do que a aparência, dom ou habilidade. Ela fará prosperar ou ruir uma empresa… uma igreja… uma casa.

O extraordinário é que todos os dias temos a chance de escolher como vamos encarar aquele dia. Nós não podemos mudar nosso passado… não podemos mudar o fato de que as pessoas agirão de determinada maneira.

Nós não podemos mudar o inevitável. A única coisa que podemos fazer é continuar no único caminho que temos; esta é nossa atitude. Estou convencido que a vida é 10% o que acontece comigo e 90% como eu reajo a isso.

E assim é com você… estamos no comando das nossas atitudes.

Texto de Charles Swindoll

A lenda e a origem do filtro dos sonhos

A lenda e a origem do filtro dos sonhos

Filtro dos sonhos é um amuleto típico da cultura indígena norte-americana que, supostamente, teria o poder de purificar as energias, separando os “sonhos negativos” dos “sonhos positivos”, além de trazer sabedoria e sorte para quem o possui.

Também chamado de “Caçador de sonhos”, “Espanta pesadelos” ou “Catasonhos”, o dreamcatcher – nome original em inglês do filtro dos sonhos – é considerado um símbolo dos costumes e da cultura indígena norte-americana.

No entanto, os primeiros filtros dos sonhos surgiram na tribo dos Ojibwa, que habitavam a região dos grandes lagos da América do Norte. Os membros desta tribo acreditavam que uma das principais missões das pessoas durante a vida era a de decifrar os sonhos, pois acreditavam que traziam importantes mensagens sobre o funcionamento da natureza, do universo e da vida.

Os Ojibwa acreditavam que durante a noite o ar se enchia de sonhos e energias, boas e más, sendo o filtro dos sonhos, como o próprio nome sugere, uma proteção contra as energias e sonhos negativos.

O filtro dos sonhos consiste em um círculo, tradicionalmente feito com fibras de um salgueiro-chorão e revestido com tiras de couro, ao qual são amarrados vários fios, formando uma espécie de teia de aranha com uma abertura circular no centro. Uma pena de ave (preferencialmente de coruja, por significar “sabedoria”) é colocada debaixo da teia, assim como outras penas e adereços. A pena simboliza a respiração e o ar, elemento essencial para a vida.

Os sonhos bons (aqueles que possuem mensagens importantes) teriam a capacidade de passar pelo circulo formado no centro da teia, enquanto que todas as energias malignas ficariam presas nos fios da teia.

A tradição ainda sugere que o filtro dos sonhos seja colocado em um lugar que receba luz solar, pois todos os sonhos negativos que supostamente estariam presos nos fios da teia, ao receberem os raios do sol desapareceriam.

Devido ao simbolismo que este amuleto contém, atualmente muitas pessoas costumam fazer tatuagens com imagens do filtro dos sonhos, como uma forma de conseguir proteção.

Lenda do Filtro dos Sonhos
Existem várias lendas que envolvem a criação do filtro dos sonhos, porém, uma das mais conhecidas fala de um velho xamã que teria subido no cume de uma montanha para encontrar sabedoria.

Chegando ao topo, encontrou IKTOMI, um espírito mágico com a forma de uma aranha, que teria tecido uma teia com pelos de cavalo em volta de um aro feito de cipó, ao mesmo tempo que ensinava ao xamã importantes conhecimentos sobre o nascimento, a morte e as energias boas e más que existem espalhadas pelo ar.

De acordo com a lenda, a aranha teria dito ao xamã: “Se você trabalhar com forças boas, será guiado na direção certa e entrará em harmonia com a natureza. Do contrário, irá para direção que causará dor e infortúnios”.

IKTOMI ensinou o índio a usar as boas energias e sonhos recebidos através deste amuleto para ajudar o seu povo a conquistar os seus objetivos, ouvindo e prestando atenção nas visões, sonhos e ideias que transmitiam.

Para o xamanismo, o filtro dos sonhos serve como uma mandala para inspirar a criatividade, imaginação e ajudar a transformar todos os sonhos e objetivos em realidade.

Fonte: Significados.com

“Convivência”, um vídeo que mostra as consequências da discriminação

“Convivência”, um vídeo que mostra as consequências da discriminação

Este vídeo nos mostra, de forma cômica, um grupo de pássaros que, desarmonizados entre si, encontram um rival contra quem se unem por um único motivo. O outro é diferente.

Vale uma boa reflexão.

Poemas inesquecíveis de Ferreira Gullar

Poemas inesquecíveis de Ferreira Gullar

Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
– que é uma questão
de vida ou morte –
será arte?

Não há vagas

O preço do feijão
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão

O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras

– porque o poema, senhores,
está fechado:
“não há vagas”

Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço

O poema, senhores,
não fede
nem cheira

 

Subversiva

A poesia
Quando chega
Não respeita nada.

Nem pai nem mãe.
Quando ela chega
De qualquer de seus abismos

Desconhece o Estado e a Sociedade Civil
Infringe o Código de Águas
Relincha

Como puta
Nova
Em frente ao Palácio da Alvorada.

E só depois
Reconsidera: beija
Nos olhos os que ganham mal
Embala no colo
Os que têm sede de felicidade
E de justiça.

E promete incendiar o país.

Dica de livro: Solidão. A Conexão com o Eu

Dica de livro: Solidão. A Conexão com o Eu

Estar sozinho não é estar solitário. A relação entre casamento e felicidade. A criatividade como fonte de prazer e satisfação. Os gênios e a solidão.

Sinopse

Solidão: a conexão com o eu busca mostrar que a ideia de que a felicidade só é encontrada no casamento é um mito relativamente recente na História da humanidade.

Analisa o perfil psicanalítico de personagens históricos que tiveram uma vida feliz sem jamais terem se casado e afirma que a felicidade é um bem individual que pode ser encontrada em diversas atividades humanas, como o trabalho, a arte ou o lazer.

Coloca também a sobrecarga da expectativa no relacionamento como um mal para todos os relacionamentos e afirma a capacidade do indivíduo de manter-se sozinho como um fortalecimento psicológico importante até mesmo para prepará-lo para viver com alguém.

contioutra.com - Dica de livro: Solidão. A Conexão com o Eu

Ficha técnica

  • Origem:  NACIONAL
  • Editora:  BENVIRA
  • Idioma:  PORTUGUÊS
  • Edição:  1
  • Ano de Edição: 2009
  • Ano:  2015
  • País de Produção: BRASIL
  • ISBN:  9788502131453

Encontre:

Saraiva

Cultura

‘Eu Maior’: uma reflexão sobre a vida do ponto de vista de especialistas

‘Eu Maior’: uma reflexão sobre a vida do ponto de vista de especialistas

Fiquei sabendo do documentário “Eu Maior”, que reflete questões como autoconhecimento, sentido da vida e felicidade, depois que alguns amigos, gentilmente, lembraram de mim e me mandaram links sobre o filme.

Assisti e gostei. Mas o filme não é exatamente como eu imaginava.

Vale muito a pena assistir artistas, filósofos, cientistas, líderes políticos, espirituais e comunitários refletindo sobre a vida. Mas senti que faltou colocar a vida “comum”, do dia a dia, para falar (veja o filme ao final do texto).

Achei que faltou colocar mais “gente como a gente”, o povão, pessoas pobres mesmo (financeiramente falando), visões de mundos conflitantes etc.

Sempre que perco meia horinha falando com gente humilde, que trabalha demais e nem sempre conseguiu chegar aonde queria, saio com a impressão que aprendi “horrores” sobre a vida. A impressão que tive é que o documentário só traz gente “de sucesso”…

Não é que eu não acho importante ouvir o que os especialistas têm a dizer, muito pelo contrário. Só achei que faltou dar uma equilibrada mesmo.

Obviamente, contudo, gostei bastante dos depoimentos do “Eu Maior” e aproveitei para destacar algumas frases que falavam exclusivamente sobre o sentido da vida:

Rubem Alves – Escritor

“Uma vez um aluno me pediu uma entrevista, chegou na minha casa e me fez essa pergunta: ‘como é que o senhor se preparou, como é que o senhor planejou a sua vida para chegar aonde chegou?’ Eu percebi logo que ele me admirava, que queria o mapa do caminho e eu disse a ele, ‘eu cheguei aonde cheguei porque tudo o que planejei deu errado. Então eu sou escritor por acidente. Já fui outras coisas, já fui professor de filosofia, já fui teólogo, já fui pastor. Agora eu sou um velho.”

Flávio Gikovate, psiquiatra

“Eu vi uma frase de um autor francês entrevistado por algum veículo da imprensa que dizia assim, a vida não tem sentido nenhum, mas não é proibido dar-lhe algum. Então esse acho que é um pensamento ao mesmo tempo libertário e ao mesmo tempo que dá seriedade à ideia da vida. Quer dizer, a vida é um projeto individual, e nisso talvez eu seja mais anarquista do que vinculado a qualquer outra doutrina, enfim, é um projeto individual em que você tenta construir uma história para você. Uma história que na minha cabeça é norteada por valores da ordem moral, eu sou muito zeloso desse aspecto da condição humana. E ter também alguma ideia de crescimento pessoal. Então quer dizer, o sentido da vida é a gente sair 80 anos depois da chegada um pouquinho melhor do que entrou.”

Paulo de Tarso Lima, médico

“Acho que o sentido da vida é a expressão da sua integralidade. Quem sou eu, onde está a minha expressão aqui? E tentar viver isso, seja lá do tamanho que for. Acho que é essa reflexão de chegar num momento que o ser é mais importante que o fazer apenas, o fazer te ajuda a sustentar o ser, mas ser é base do processo. Então acho que isso á uma busca de autoconhecimento.

“Tem um ditado que está comigo já faz muito tempo que é, ‘tudo um dia será nada, e esse nada será o tudo que tanto procuramos encontrar’. Eu não sei da onde veio isso, mas isso está na minha vida há muitas décadas. Eu estou tentando entender até hoje esse ditado.”

Richard Simonetti, autor espírita

“A gente aprende que estamos aqui na terra com uma finalidade específica, que envolveria a nossa evolução. Se alguém me perguntar o que você está fazendo na terra, a gente aprende que estamos aqui para evoluir, superando as nossas limitações, as nossas dificuldades e problemas de relacionamento. Enfim, crescer espiritual, moral e intelectualmente. Então eu diria que a finalidade da vida, o objetivo da vida, o sentido da vida para mim seria isso, o empenho de evoluir sempre.”

Bárbara Abramo, astróloga

“O sentido da vida varia de acordo com a época a vida, o sentido da vida para mim já foi lutar por uma causa, depois foi amar um homem, depois cuidar das filhas, às vezes tudo isso junto, com algo em primeira instância, mas hoje em dia o sentido da vida é… A vida já tem um sentido, é diferente para mim hoje, hoje o viver é o sentido.”

A liquidez de quem escreve

A liquidez de quem escreve

Eles aparecem e ganham vida de forma natural e comum. Já estão todos aqui. Vêm de uma só vez, mas ainda não se apresentaram. Acontecem, são como gente de verdade, muito reais. Jogados ao mundo como personagens, para que as pessoas os experimentem. Todos. Preciso expô-los, reinventá-los, atirá-los para fora de mim, dar-lhes vida nos cenários da imaginação.

Papel e caneta na mão. Ou notebook para quem já se acostumou com a musiquinha legal do toc-toc/ toc-toc-toc/ toc/ ritmados, seguros e velozes como o pensamento. Eles logo vêm. Eles que são meus personagens.

É estranho montar, construir elencos diversos em que eles ficam tão desorganizados como uma família-problema, passam por momentos complexos e vão se encaixando nas situações da vida. Não há fórmulas ou artifícios para se organizar todos eles dentro de um universo ainda imaginário, porque eles são ambíguos em suas essências, viajantes na pretensão ousada da vida.

E eles, quando nos pegam, quase sempre desprevenidos dentro da gente, é melhor corrermos para buscar o entendimento de como se organizam com tamanho tato dentro de outro ser. Eles podem nos escapar e nunca mais voltarem. Mas precisamos deles para descobrir nossas verdades encobertas.

Esses nossos segundos elementos que possuem suas próprias companhias à disposição – e é sempre difícil conviver com nós mesmos dentro da gente -, como eles sabem fazer tudo isso, criar algo com tanta sede de vida? Não sabemos. É um truque inato. Estamos caminhando junto com eles. É o ato de nos vermos como realmente somos.

Está agora tudo anotado, como num caderninho antigo que temos o maior prazer ao abrir depois de um certo tempo de mudanças em nossas vidas, a casa nova, o novo amor, a nova vida reinventada. É isso: enredos, personagens soltos, ambientações, traços físicos e psicológicos, longas caminhadas dentro de cada ser-personagem, tudo intercalado com nossos momentos de criação e vivência de todos os nossos atos. Temos o hábito de gritar ou nos calarmos por completo diante das grandes descobertas.

E para quem me deu a ideia – da criação de um banco de dados intempestivo, cruel, fascinante e devastadoramente humano de personagens –já está aqui e agora como a minha maior invenção de todos eles; ele será o homem em busca do seu tempo, sempre andando com uma câmera na mão, captando o fragmento do seu momento nem sempre visível.

Para ele, alguma coisa, algo estranho como sombras dançantes aparecem em suas fotografias em preto e branco. Ele as revira, de lá para cá, olha-as sob a luz forte e artificial, mas nada deduz da liquidez estranha que ali persiste. Ele segue o movimento leve das suas mãos misturadas aos seus passos apressados diante do seu olhar captando toda a atmosfera ao redor. E onde foram parar as suas marcas? As marcas reais do seu coração mirando o infinito? Nem ele sabe. Está tão impregnado desse mundo que só ele percebe.

Nota: A imagem de capa é uma homenagem ao filme “A menina que roubava livros

Todo mundo vira estrela

Todo mundo vira estrela

Matheus, seis anos, pergunta à mãe:
_ Mãe, por que se morre?
E a mãe:
_ Ora, meu filho, porque se vive.
_ Mas eu vou morrer também, mãe?
_Todos iremos, amor. Viraremos estrelinhas e brilharemos às noites sem lua.
_ Vovó é um estrelinha, mãe?
_ É sim, filho. Sua avó e seu irmãozinho também. É para o céu que caminhamos, Matheus. Quando morremos, nossos pés se esquecem do chão e nossas mãos viram asas. Nos transformamos em um passarinho que ninguém vê e partimos, sem as malas, para o céu. Lá, Deus nos espera, nos toca com uma varinha mágica e nos transforma em estrelas. É assim, meu pequeno, é bem assim.
Matheus, esperançoso, olha com alegria a mãe:
_ Mãe, por que não pede ao papai para comprar um avião? Queria brincar com meu irmãozinho e pedir a vovó pra me contar uma história.

Entre em tudo o que fizer de corpo inteiro e de mente entregue

Entre em tudo o que fizer de corpo inteiro e de mente entregue

Entre em tudo o que fizer de corpo inteiro e de mente entregue.
Os aprendizados do mundo se dão pelos sentidos, todos alertas. Leia um parágrafo de um livro e pare, respire, reflita. Leia um poema e mergulhe, que poemas são feitos de palavras que tem funduras e há de se perder um tempo para brincar com elas e desvendá-las e sentir suas multiplicidades.
Ao tocar o amor, entregue-se, não fique segurando num galho de razão, caia no precipício.

Dissolva as armaduras da outra pessoa para poder adentra-la.
Amar é um agora, amanhã pode ser dor, solidão, nada… Mas amar sem entrega é vestir um sobretudo cinza mesmo quando o sol brilha em nossos corações, é viver acostumado com invernos, é viver num medo para evitar a dor. E isso já não é amor.
Saia das margens, tudo ao redor é perceptível, tudo ao redor é movimento, o mundo não é uma fotografia em que você anda sozinho em seu repetitivo monólogo. Participe, interaja, traga pra dentro, a vida não é um cenário, tudo nela protagoniza. Tudo ao redor inspira.
Entre na alma das coisas, use-se como experiência, vasculhe-se, vasculhe o mundo. Coloque as mãos nas massas. Toque todas as texturas, toque a ferida, olhe-a, entenda a sua composição, limpe com cuidado para cicatrizar, deixe ter seu tempo. Não ignore a dor e nem a alegria.
Olhe o amor nos olhos, abra-se com sinceridade e recolha-se se não for reciproco.
Recolha-se se ver nos sentidos do outro medo e orgulho. Contemple a solidão, contemple só o que se abre, o que se estampa, o que se deixa, o que tem coragem.
Uma flor tem tanta coragem e está ali pronta para ser amada. Um bicho tem tanto amor incondicional. Um livro tem tantos diálogos tão mais interessantes que muitas pessoas.
Há tantos aprendizados no mundo. Eu só aprendo se mergulho. Eu só aprendo se presto atenção constante, eu só aprendo pela paixão.
O aprendizado por osmose é muito lento, não há tempo para esperarmos o mundo entrar e as coisas fazerem sentido. Se nos fazemos máquinas, passivas, só iremos absorver as mensagens subliminares e elas são perigosas: compre, beba, tenha, seja.
Fique alerta, questione, desestruture, dê voltas em tudo o que vem pronto. Saiba descortinar, não acredite em falas, acredite no olhar. Acredite no toque, acredite nas atitudes.
Falas têm muitas camadas de significados, muitas vezes há tantas intenções por trás.
Não acredite em palavras, acredite em gestos. Leia os corpos. Ouça músicas, leia livros, brinque com crianças, geralmente elas têm muito mais para ensinar, sem dissimulação.
Não perca tempo com o que te atrasa. Não entre na cansativa e rasa dança dos jogos. Ande nu, encontre o grupo dos que andam nu. E deixe de lado os sobretudo.
Não saia ileso dessa vida, não queira sair.
Evolua na sua própria pele.

Dica de livro- O Sr. Pip – Lloyd Jones

Dica de livro- O Sr. Pip – Lloyd Jones

Resenha de Clóvis Marcelo

Título: O Sr. Pip
Autor: Lloyd Jones
 
Editora: Rocco
Edição: 1
 
Ano: 2007
Páginas: 272
 
Tradução: Léa Viveiros de Castro

 

Sinopse: Ambientado na Papua Nova Guiné nos anos de 1990, em plena guerra civil, o romance, contado sob a perspectiva de Matilda, de 13 anos, mostra como um personagem de um dos grandes escritores do século XIX, Charles Dickens, é capaz de mudar a vida da jovem e de toda a sua comunidade, na ilha de Bougainville. Isolados por um bloqueio político, econômico e militar, os habitantes da ilha vivem com dificuldades e privações. A sorte de todos só mudaria quando o único homem branco que restara na aldeia decide reabrir a esquecida e também única escola do local, iniciando a leitura do clássico de Dickens: Grandes esperanças.

ENREDO

Estamos no início da década de 1990, numa ilha tropical chamada Bougainville a qual sofre as graves consequências de uma guerra civil.  Com o conflito, o lugar torna-se um caos. É lá que mora a inocente Matilda, uma inocente garota de 13 anos e narradora da história.

Isolados por um bloqueio político, econômico e militar, os habitantes da ilha vivem com dificuldades e privações desde que os “brancos” fecharam a mina, única fonte de riqueza de toda a comunidade. Para Matilda, o bloqueio tem um significado ainda mais doloroso – a menina nunca mais vira seu pai desde então.

Um único branco permanece na aldeia: o Sr. Watts. Cabe a ele a missão de reabrir a escola e ensinar algo útil as crianças, de modo a passar o tempo. Sr. Watts, ou Olho Arregalado, como todos o chamam, é um homem misterioso e excêntrico. Branco, alto e sempre metido em seu terno de linho, mantinha o hábito de usar um nariz de palhaço ao levar sua mulher Grace, uma negra nativa da ilha, para passear como uma rainha em uma carroça. Ninguém saberia dizer por que Olho Arregalado permanecera em Bougainville depois do bloqueio. Sua história só começa a vir à tona quando as crianças são chamadas de volta à escola.

Ele começa a ler para a turma, em voz alta, o seu velho exemplar de Grandes Esperanças , de Charlie Dickens. Pip, o personagem principal dessa história, torna-se imediatamente um cativo na vida daquelas crianças e os meninos logo perceberão que, sobretudo numa ilha em guerra, o poder da imaginação pode ser algo muito valioso.

COMENTÁRIOS

Um detalhe sobre essa história: Eles estão isolados do mundo e nem papel tem para escrever. Tudo que aprendem com a leitura do livro tem que ficar guardado na memória para evitar que a história se perca.
O livro não te prepara para o que está por vir, a medida que o autor te conduz por um caminho, crimes são cometidos e vidas são perdidas sem licença prévia. Nossa intenção, como leitor, é sempre imaginar o melhor cenário para tudo; os rostos mais belos; os melhores personagens… Mas aqui, há sempre o contraste com o que é real e diferente.
Se eu tivesse que indicar um livro para vocês, indicaria esse. Um tipo de livro que nos faz pensar que todos deveriam ter em mãos.

Ele começa a ler para a turma, em voz alta, o seu velho exemplar de Grandes Esperanças, de Charlie Dickens. Pip, o personagem principal dessa história, torna-se imediatamente um cativo na vida daquelas crianças e os meninos logo perceberão que, sobretudo numa ilha em guerra, o poder da imaginação pode ser algo muito valioso.

DIAGRAMAÇÃO 

A diagramação do livro segue a mesma de “Jogos Vorazes”, com exceção das páginas brancas e da não numeração dos capítulos. Estes são curtos, o que facilitam o dinamismo da leitura.

Fiquei um bom tempo me perguntando em que gênero esse livro estaria e cheguei à conclusão que podemos classificá-lo tanto como uma distopia como uma Ficção real e crível (me fiz claro?). A leitura faz nos lembra muito “A menina que roubava livros” por inúmeros aspectos: narração de uma menina; segue todo o percurso de sua vida; se passa em tempos de guerra; há muita perda e claro, o amor pelos livros.

O QUE ESPERAR DESSE LIVRO?

Aqui você vai encontrar vários contrapontos. Ao passo que nos deparamos com guerra, temos a delicadeza do Sr. Watts para com as crianças; companheirismo da comunidade e o egoísmo de uns poucos que acabam com boa parte dela; calma mas também a revolta por tantas disparidades.

Se eu já vinha gostando do desenrolar da história, o final então foi ótimo. Descobrir como essa opressão acaba; o que acontece com os personagens principais e, acima de tudo, a verdade sobre a vida de cada um deles e os motivos que o levaram aquele longínquo lugar, foi libertador.

Primeiro título de Lloyd Jones a chegar ao mercado internacional, O sr. Pip acaba ganhou o prêmio oferecido pela Commonwealth.
A presença dos personagens de Grandes Esperanças é constante, tem tanta familiaridade ao se falar deles que é quase como se estivéssemos lendo dois livros ao mesmo tempo – um dentro do outro. Relendo um dos meus livros, encontrei mais citações dessa história escrita por Dickens, o que não me deixou com outra alternativa senão acrescentá-lo em minhas próximas leituras.

 CURIOSIDADE

Primeiro título de Lloyd Jones a chegar ao mercado internacional, O sr. Pip acaba ganhou oprêmio oferecido pela Commonwealth.

 A presença dos personagens de Grandes Esperanças é constante, tem tanta familiaridade ao se falar deles que é quase como se estivéssemos lendo dois livros ao mesmo tempo – um dentro do outro. Relendo um dos meus livros, encontrei mais citações dessa história escrita por Dickens, o que não me deixou com outra alternativa senão acrescentá-lo em minhas próximas leituras.

Fonte indicada para mais resenhas de qualidade:
 De frente com os livros

Encontre nas livrarias Cultura, Americanas, AmazonSaraiva, Submarino,  entre outras.

“Respeite a si mesmo e ganhe autoestima”, por Flávio Gikovate

“Respeite a si mesmo e ganhe autoestima”, por Flávio Gikovate

Só existe autoestima quando uma pessoa vive de acordo com suas ideias, sem ofender o código de valores que ela construiu ao longo da vida. Uma pessoa para quem a honestidade é fundamental poderá ficar rica se aceitar suborno, mas sua autoestima cairá, inevitavelmente. Não é possível alguém gostar de si mesmo, ter um bom juízo de si, se estiver agindo em desacordo com seus princípios.

Os valores de cada pessoa, assim como os de cada sociedade, variam muito e dependem fundamentalmente do ambiente em que ela cresceu. Nos primeiros anos de vida, incorporamos essas normas com o objetivo de agradar aos adultos que nos são importantes. Aprendemos seus valores e os adotamos, porque este é o caminho para sermos amados por eles. Os adultos usam essa necessidade das crianças de serem protegidas e acariciadas como instrumento para educá-las, ou seja, transmitir à nova geração as normas daquela comunidade. Mas isso é apenas o princípio do processo. A partir de um certo ponto do nosso desenvolvimento, passamos a contestar os valores que nos foram impostos pela educação. Isto pode ser feito de um modo bastante estabanado e grosseiro, negando, apenas por negar, tudo o que nos ensinaram (e são muitos os adolescentes que agem assim). Entretanto, também podemos reavaliar nossos princípios de um modo mais sofisticado, comparando-os com outros pontos de vista ou submetendo-os a uma experimentação na vida prática.

Se fomos educados, por exemplo, a não transigir, tornando-nos pessoas rígidas e prepotentes, isso pode nos trazer muitos inimigos e afastar as pessoas de quem gostamos. A prática da vida nesse caso poderá nos ensinar a ter mais “jogo de cintura”, ou seja, a afrouxar um pouco mais os nossos critérios quanto à liberdade e aos direitos de cada pessoa. Sempre que mudarmos nossos valores devemos conseguir mudar também nossa conduta. O objetivo disso é fazer com que possamos viver de acordo com nossas ideias, condição indispensável para uma autoestima positiva. Mas outra condição se impõe para uma boa autoestima: levar uma vida produtiva, em constante evolução.

Se uma pessoa gosta de cozinhar, ela tenderá a se dedicar a essa atividade. Será capaz de avaliar seus avanços por meio da reação das pessoas que provam sua comida e não adianta negarmos: somos dependentes das reações dos que nos cercam e nos são queridos. Os elogios reforçarão suas convicções de que está indo pelo caminho certo, enquanto as críticas indicarão a necessidade de correção de rota. Com o passar do tempo e o crescer da experiência, ela saberá avaliar a qualidade de sua comida por si mesma, tornando-se menos dependente do julgamento dos outros. Sua autoavaliação vai se tornando mais importante que a dos outros. Sua autoestima vai se cristalizando em um patamar alto, sólido e independente do ambiente.

Mas é importante ressaltar que esta imagem positiva de si mesmo não pode ser construída do nada. Não adianta a pessoa se olhar todos os dias no espelho e dizer: “Eu sou uma pessoa legal, mereço as coisas boas da vida, eu me amo”. Agir assim é acreditar que se pode enganar a si mesmo com discursos bonitos e falsos. Precisamos agir sempre de acordo com as nossas convicções, levar uma vida produtiva e nos aprimorar naquilo que fazemos.

Não importa qual seja a atividade, precisamos nos relacionar com o nosso meio e receber dele sinais positivos de que nossa ação é boa e que está em permanente evolução. Se uma pessoa não faz nada, não se dedica a nenhum tipo de atividade, não terá a menor chance de ter uma boa autoestima. Ela não se testa para saber qual é o seu valor e a dúvida puxa para baixo a autoavaliação. E de nada adianta colocar uma máscara e sair por aí com ares de quem “se ama e muito”. Isso não engana ninguém!

Texto de Flávio Gikovate

A roda dos dias atropela ou acompanha você?

A roda dos dias atropela ou acompanha você?

Em janeiro, fiz promessas. Fiz planos com amigos enquanto suava e tentava aliviar o calor da estação.

– Há de ser um ano bom para todos nós, dizíamos e brindávamos.

Janeiro é um mês fantástico para as relações humanas, todos carregando o frescor do ano novo, um sol que não nos deixa duvidar que estamos bem vivos, e aquela esperança de dias perfeitos que adoramos cultivar… Janeiro é a atriz hippie com tiara no cabelo.

Em fevereiro, negociei algumas promessas. Ainda verão, ainda o sol escaldante e a vida chegando morna, ainda meio de férias, demorando um pouco para entrar no ritmo. – O ano está só começando! Fevereiro é o sorveteiro sonolento.

Em março, esqueci as promessas e trabalhei muito, tanto que não tive tempo para voltar aos exercícios, mas as promessas já estavam enterradas em algum lugar. Trabalhei mais do que queria, ganhei menos do que esperava, mas março é um mês apático. Março é o gerente do banco.

Em abril, descolei uma viagem. Foi um alívio bom, uma parada estratégica, uma explosão de novas paisagens e maravilhas. Como é bom voltar ao trabalho depois de uma boa viagem! Tudo flui, nada aborrece. Quanta inspiração! Deveríamos viajar pelo menos três vezes por ano, todos nós. A vida precisa de outros cenários e culturas para se nutrir. E entre lembranças de viagem e planos para uma próxima, abril passou, e Maio o acompanhou, silenciosamente. Abril é o maquiador e Maio, a bilheteira do cinema.

Junho chegou. Meu aniversário chegou com junho. Mês feliz! Mês de muitos abraços. Junho é um mês simpático para mim. Desfruto cada dia de junho como uma fatia de bolo de chocolate. Junho geralmente me traz presenças muito mais interessantes do que presentes, mas presentes também são bem-vindos. Junho é a avó doceira.

E julho acaba com a minha festa, o abre alas do segundo semestre vem com tudo avisando que já o ano acaba e quem não fez nada até agora, tampouco conseguirá fazê-lo até o final. Julho é o inspetor do colégio.

Agosto vem sisudo, tanto que nem o clima se mete muito com ele. Era para estar frio, mas agosto reclama, então, deixa um verãozinho mesmo. Agosto mete medo em qualquer um. Conto os dias de agosto. Medo dos lutos, medo das perdas, medo do medo de agosto. Agosto é o vilão do filme.

Já consigo ver setembro, vindo mais leve, colorido, porque assim o espero.
E, de mês em mês, de dia em dia, vivemos sem perceber o quanto nos repetimos, o tanto que somos simples e infantis, rodopiando pelo calendário, pela vida, ano após ano, como éramos quando pequenos, entendendo os braços e pedindo: – De novo!
E setembro, o vendedor de algodão doce, já está chegando. De novo!

Prós e Contras da Dieta Vegana

Prós e Contras da Dieta Vegana

Praticar o veganismo não é apenas mudar os hábitos alimentares, é adotar uma nova filosofia de vida, que exclui todas as formas de exploração aos animais, incluindo alimentação, vestuário, adornos, cosméticos, medicamentos e outros fins. Visita a zoológicos, circos, rodeios e touradas também são abolidas. O termo ‘vegan’ (pronuncia-se ‘vígan’), de origem inglesa, foi criado na década de 40 por Donald Watson, junto com um pequeno grupo de pessoas que formavam a The Vegetarian Society, e tinham por objetivo redefinir seu estilo de vida.

Adotar uma dieta vegana é fazer uma restrição alimentar maior do que a própria dieta vegetariana. É preciso também ter o cuidado de escolher os alimentos que contenham os nutrientes e que supram a restrição dos produtos de origem animal. O vegano não come carne (seja ela vermelha, peixe ou frango), frutos do mar, leite, ovos, ovas, mel e tudo que possa conter derivados animais. Produtos industrializados como gelatina, que contém colágeno (retirado da pele do boi); misturas prontas para pudins, bolos, pães e tantos outros produtos que contêm leite, soro de leite, manteiga, ou qualquer vestígio animal, serão abolidos.

Alimentação Vegana

A alimentação vegana tem como base os cereais, frutas, legumes, hortaliças, raízes, algas, cogumelos e qualquer outro produto, industrializado ou não, que não contenham em sua formulação ingredientes de origem animal. Todas essas restrições não a tornam uma alimentação menos rica. Alimentos preparados com leite, por exemplo, podem ser substituídos por leite vegetal, manteiga vegetal e tofu, sem perder os nutrientes e o sabor.

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Adeptos do Veganismo

A dieta, que a princípio era associada a ativistas, religiosos, defensores do direito dos animais, pessoas que buscavam uma vida saudável ou dietas para emagrecer, hoje é seguida por diferentes grupos, entre eles artistas, políticos, empresários, jogadores, etc, de diversas partes do mundo.

Algumas pessoas aderiram ao veganismo “meio-período”, termo usado para quem busca um tipo de desintoxicação alimentar ou redução de peso, praticando a alimentação por um tempo limitado. Entre estes estão a atriz e cantora Jennifer Lopez; a cantora Beyoncé e seu marido, o rapper Jay-Z, que aderiram à dieta por 22 dias.

Outras personalidades adotaram o veganismo para valer, abolindo de vez os alimentos de origem animal. Nomes como o do cineasta norte-americano James Cameron, o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, a atriz Natalie Portman, o fundador da Microsoft Bill Gates e o jogador de poker Daniel Negreanu, engrossam a lista dos conhecidos que levam a sério, têm ótima saúde, afirmam que desempenham melhor suas profissões e inspiram a nova filosofia de vida.

Especialistas defendem a alimentação vegana

Doenças contemporâneas como diabetes, hipertensão, colesterol, obesidade, infarto, câncer, podem ser prevenidas e controladas com a dieta vegana. Deixar de consumir alimentos de origem animal e seus derivados auxilia na redução de gorduras saturadas e colesterol ruim, defende Yuko Ono Silva, mestre em Ciências da Nutrição pela Loma Linda University, e professora de nutrição da UFPA.

A nutricionista Alessandra Almeida, da Clínica Andréa Santa Rosa, RJ, explica que parar de ingerir carne por conta própria reduz a oferta de ferro, vitamina B12 e proteínas no organismo, podendo gerar anemia e perda de massa muscular. Ela recomenda que a adoção do veganismo seja acompanhada por um profissional de nutrição que identifique prováveis deficiências de nutrientes, e indique alimentos ou suplementos necessários para a reposição.

‘Prós’ e ‘contras’ da dieta vegana

A dieta vegana diminui a ocorrência de muitas doenças e melhora muito as funções intestinais. Os nutrientes de origem vegetal promovem o desenvolvimento dos músculos. Então é uma alimentação que pode ser praticada por atletas e até fisiculturistas. Mulheres grávidas e crianças também podem perfeitamente praticá-la, desde que a alimentação seja bem balanceada. Mas atenção, os veganos são mais magros, mas se consumirem açúcar, farinha branca e frituras em excesso, também poderão engordar.

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Sob o ponto de vista ético, a alimentação vegana também é mais correta, pois não se justifica a necessidade de matar e explorar animais com tantas alternativas de alimentos no mundo.

Por outro lado, é importante saber que ao excluir alimentos de origem animal, nosso organismo deixará de receber nutrientes como vitamina B12, cálcio, ferro e zinco. O cálcio é essencial na formação e manutenção de dentes e ossos; a vitamina B12 é utilizada na síntese de glóbulos vermelhos; o ferro é também um componente importantíssimo para os glóbulos vermelhos; e o zinco é fundamental para síntese de enzimas, formação de proteínas e divisão celular.

Para adotar o veganismo é necessário colher todas as informações possíveis, e não fazer uma mudança alimentar abrupta. Recomenda-se uma mudança gradativa, sob a orientação de um médico/nutricionista, substituindo e introduzindo os alimentos novos, aos poucos, de forma correta e bem equilibrada. Existem alternativas para suprir o consumo de todos os nutrientes, mas apenas profissionais podem indicar a maneira saudável de seguir essa alimentação.

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