Só o que está morto não muda

Só o que está morto não muda

Há muitos anos, quando a internet era discada, vi um vídeo com o poema “Mude”, de Edson Marques. Não me lembro onde nem quem me mostrou, mas a mensagem eu nunca esqueci. Foram muitos anos no esquecimento até que eu pudesse resgatá-lo em minha memória (que já não é das melhores) e hoje acordei com ele em mente. Porque se eu tinha medo de mudança, pelo menos desse mal não sofro mais. E acho que aprendi tarde até sobre a impermanência da vida, mas aprendi. Talvez foi por isso quando meu chefe anunciou a mudança de nome da escola onde trabalho, após 25 anos, não me surpreendi. Fiquei feliz por trabalhar com uma equipe tão corajosa, audaz e capaz.

“Só o que está morto não muda”. Nos últimos anos mudei absolutamente tudo na minha vida, foi um período de desconstrução que veio com a força de um vulcão, se existe algum simbolismo com a tal idade de Cristo, hoje acredito nele, essa mudança começou aos 33 anos.

Mas engana-se quem acha que mudar é fácil. Ninguém muda e sai ileso. Para mudar tive que perder muita coisa e eu perdi a mais dolorida das perdas: meus pais. Perdi meu pai, mãe e avô, me desfiz de crenças antigas e medos absurdos que me paralisavam. O bom de desconstruir-se é que podemos escolher terreno mais propício para (re)construir alicerces que sejam mais duradouros. Mas, quando eles desmoronarem, pois isso também mudará, sei que posso recomeçar em qualquer lugar, porque o mais importante que é todo esse aprendizado, esse sim não muda, carrego para sempre em mim.

Mudar exige esforço, mudar exige uma sede inesgotável de querer ser quem se deseja e trabalhar para isso. Exige uma força para agarrar a vida pelas mãos e acreditar que darei conta do que vier. Exige dizer não para o que me parece pouco. Exige não me acomodar ou contentar-me com menos do que desejo. Exige fé. Exige entrega. Exige confiança nas forças do Universo e nas minhas próprias forças. Exige abraçar o vazio, o desconforto, as frustrações e a solidão. Exige ser forte e não ceder à carências. Porque sim, todos nós estamos carentes (de muita coisa) e sempre estaremos. Mudar exige dizer não. Muitas e repetidas vezes. Fazer escolhas mais saudáveis, mudar de opinião, seguir em frente, tentar, errar, tentar novamente, cair, levantar, cair novamente.

Por isso não me admiro que tanta gente tenha medo de mudar. A vida fora da zona de conforto é mesmo assustadora. Nenhuma mudança é “smooth”, mas enquanto estivermos vivos, mudar é inevitável. Só quem está morto não muda. Mudar exige uma flexibilidade que eu não sabia que era capaz de ter. Eu nunca entendi o conceito de resiliência, parece algo que se molda e é capaz de voltar a sua forma original, eu não quero voltar a minha forma original, quero continuar mudando, crescendo, errando, evoluindo, respirando. Mudar é estar vivo.

Só o que está morto não muda, mudar exige vida. E enquanto eu respirar, enquanto estiver viva, pretendo sempre, mudar.

Mude- de Edson Marques –Interpretação Antônio Abujamra

Mude

Mas comece devagar, porque a direção
é mais importante que a velocidade.
Mude de caminho, ande por outras ruas,
observando os lugares por onde você passa.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Descubra novos horizontes.

Não faça do hábito um estilo de vida.

Ame a novidade.
Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.
Busque novos amigos, tente novos amores.
Faça novas relações.
Experimente a gostosura da surpresa.
Troque esse monte de medo por um pouco de vida.
Ame muito, cada vez mais, e de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, de atitude.

Mude.
Dê uma chance ao inesperado.
Abrace a gostosura da Surpresa.

Sonhe só o sonho certo e realize-o todo dia.

Lembre-se de que a Vida é uma só,
e decida-se por arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação, um trabalho mais prazeroso,
mais digno, mais humano.
Abra seu coração de dentro para fora.

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.

Exagere na criatividade.
E aproveite para fazer uma viagem longa,
se possível sem destino.
Experimente coisas diferentes, troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você conhecerá coisas melhores e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento, a energia, o entusiasmo.

Só o que está morto não muda!

Edson Marques

Como devemos agir se nossos parceiros são egoístas? Por Flávio Gikovate

Como devemos agir se nossos parceiros são egoístas? Por Flávio Gikovate

Muitos são os mais generosos que acreditam que, através do seu exemplo, serão capazes de alterar as condutas mais egoístas de seus parceiros.

Os mais generosos se esmeram, dedicam-se cada vez mais à medida que os egoístas reclamam e exigem mais atenção; o intuito é transformá-los.

A realidade nos ensina o contrário: pessoas egoístas que convivem com parentes ou parceiros generosos vão se tornando mais e mais egoístas!

A conduta generosa, ao invés de funcionar como exemplo, colabora com a acomodação do egoísta ao seu estilo de viver: a busca de facilidades.

Ao contrário do que se imagina, o convívio de anos entre egoístas e generosos exacerba o modo de ser de cada um e as diferenças só crescem!

Para que generosos e egoístas possam vir a se assemelhar é essencial que os generosos renunciem ao seu modo de agir e aprendam a dizer “não”.

O egoísmo tende a desaparecer à medida em que não existam pessoas que se deixem parasitar: os generosos precisam rever o modo de se conduzir.

Aqueles que desejam, com sinceridade, contribuir para que os egoístas consigam evoluir devem lutar com muita garra pelo fim da generosidade!
Para mais informações sobre Flávio Gikovate

Site: www.flaviogikovate.com.br
Facebook: www.facebook.com/FGikovate
Twitter: www.twitter.com/flavio_gikovate
Livros: www.gikovatelojavirtual.com.br

Esse blog possui a autorização de Flávio Gikovate para reprodução deste material.

Mais livros de Flávio Gikovate

Como reconhecer e lidar com um manipulador

Como reconhecer e lidar com um manipulador

Há indivíduos que conseguem mudar conscientemente o seu entorno a fim de obter benefícios próprios e que, sem dúvida, afetam os outros (família, amigos, colegas de trabalho, etc.). É preciso conhecer bem o perfil dessas pessoas para não cair em suas armadilhas. É claro que queremos ser felizes e que tudo acabe bem, mesmo estando diante de um manipulador, mas há momentos em que é melhor se afastar.

É muito tênue a linha entre uma pessoa que pede ajuda e uma que manipula o outro para obter retornos. Neste último caso, ela busca o próximo como um objeto, uma mercadoria, uma coisa, um recurso para aproveitar. São egoístas e usam métodos diferentes para convencer o outro, como por exemplo a ilusão, a pressão e o engano.

Existem diferentes razões pelas quais um homem ou uma mulher é manipulador/a. Por exemplo, conveniência, medo ou autoafirmação. Preferem o caminho mais curto, as mentiras, as promessas que não cumprem, a chantagem, o suborno, etc. Pulam os procedimentos para alcançar o sucesso com facilidade. “Não seja tão certo”, “Ninguém vai notar”, “É mais rápido desta forma”, são algumas de suas frases favoritas.

Estas são algumas dicas que podem ajudá-lo a reconhecer um manipulador:

A mentira: ele tem uma grande capacidade de mentir, é um especialista nisso. Pode torcer a realidade e levá-la para onde ficará “melhor”. Ouça com atenção para perceber que mente para todos, do parceiro ao garçom, passando por um cliente ou vendedor da loja. Se você disser algo, sua resposta será falar mal do recentemente “enganado”.

Ocultar coisas: pode esconder informações pessoais, como seu número de telefone ou o endereço, ou desconversar ao ter que responder sobre suas ações, pensamentos, opiniões, etc. Por outro lado, querem saber tudo sobre você, de seus afetos à sua profissão. Os melhores podem conseguir que o outro confesse muito sem perceber.

A adulação: trata-se de uma das habilidades mais interessantes do manipulador. Ele sabe fazer isso muito bem. Descobre o que faz você se sentir especial para ganhar sua confiança. Não se deixe enganar por aqueles que adulam muito facilmente as pessoas sem conhecê-las, porque não será com motivos desinteressados.

– A promessa: é uma das armas favoritas. Por exemplo, se é um homem que acabou de conhecer uma mulher irá lhe dizer que se casarão, terão filhos, viajarão pelo mundo, etc. É assim que começa o seu modo de agir. Tenha cuidado, porque você pode acabar seriamente ferido emocional e psicologicamente por isso.

Os favores: a princípio, o manipulador geralmente ajuda em tudo que pode, como se fosse algo compulsivo, que não pode parar. Vai agradar, ajudar, levará você para casa, consertará algo em sua casa. Mas espere, porque eles vão saber pedir no momento certo, pois essa é apenas uma estratégia. Os presentes e favores nunca foram 100% sem interesse.

A emoção: é outro recurso que um manipulador usa com experiência através de veia emocional. É que os sentimentos, quando são intensos, não nos permitem agir ou pensar com clareza. Usa o medo e a culpa para pressionar os outros quando querem algo em troca. “Olha o que você fez”, “Eu nunca o tratei tão mal”, “Por que você não me ligou?”. Também pode assustar com sinais como “Não faça isso”, “Não será bem sucedido”, etc.

A sombra: não apenas esconde informações sobre sua privacidade, mas também desaparece onde não há luz para poder analisar melhor a vítima. É até possível que utilize outras pessoas para procurar dados de sua próxima presa (outro manipulado). Não é uma pessoa honesta, nem transparente nem responsável. Do nada, começa a espalhar fofocas sobre alguém, enredar as pessoas em suposições, exagerar os fatos, colocar alguns “ingredientes” próprios em um relato, etc.
Você deve prestar atenção aos sinais quando se repetem. Não quer dizer que porque um jovem que você nunca tinha visto antes diga que você usa um vestido bonito é uma manipuladora. Nem que se um colega de trabalho não lhe conta sobre sua vida privada o torne um. Mas se o comportamento ocorre com frequência, é melhor você ficar o mais longe possível dessa pessoa.

É que, mais cedo ou mais tarde, ele conseguirá que você faça o que ele quer, podendo causar danos aos seus entes queridos ou a pessoas que você não conhece.

Se você descobriu um manipulador em seu círculo íntimo (família, amigos, trabalho, escola, bairro), proteja os outros que possam ficar sob suas garras. Fique longe, mesmo que isso signifique uma grande dor para você. Procure estar sempre em paz e tranquilo com ele, porque você não sabe como ele pode agir.

Provavelmente a melhor opção seja ficar longe dessa pessoa. Se você tem confiança suficiente até pode ajudá-la a procurar ajuda profissional. Se ela se recusa a ver que tem um problema ou lhe trata mal quando você menciona o assunto, não pressione. Todos nós podemos amadurecer e mudar com o tempo mas, em muitos casos, precisamos aprender a aceitar a ajuda.

Obs: Note que as características de manipulação descritas acima são todas também muito encontradas em psicopatas. Ou seja, esteja atento ao momento certo de evitar pessoas que possuem comportamentos desse tipo pois mantê-las por perto pode ocasionar sérios danos pessoais e profissionais.

Fonte indicada: A Mente é Maravilhosa

***

PRECISA DE AJUDA?

Você chegou até o final do texto e se identificou com alguma dessas situações?

Um processo psicoterápico pode fazer a diferença na sua vida nesse momento.

Indicamos: Josie Conti- psicóloga. Saiba mais aqui.

Como você consegue enxergar só pelos olhos?

Como você consegue enxergar só pelos olhos?

Antônio da Silva Costa nasceu em Parnaíba, cidade do interior do Piauí. Sua mãe, desde cedo, alertava seus professores. “Esse menino tem um problema sério de manhosidade. Não quer nada com nada. Só pensa em assistir tevê, principalmente filmes desses antigos, e ficar na janela vendo as moças passarem.”

Ela estava certa. Esta era a rotina de Antônio quando criança e adolescente. Não gostava de futebol, preferia correr na estrada. No bairro, todos o conheciam. Aonde ele passava, parava e contava histórias, conversava, sempre carregou um bom número de ideias pra entregá-las a quem estivesse disposto a ouvi-lo.

Começou a trabalhar, aos 16 anos, numa mercearia. Arrumava as prateleiras, tirava a poeira do chão, vendia, contava as moedas, dava troco. Do salário parte era pra ajudar na comida de casa, parte para realizar o sonho de sua vida. Ser fotógrafo.

Um ano depois, finalmente, ele achou conseguir metade do que precisava. Ninguém o ouvira reclamar. Sabia que para ter sua primeira máquina seriam necessários três anos de economia.

Errou, foram quatro anos. Finalmente comprou os equipamentos. Demorou mais uns meses até aprender a usá-los. A primeira foto foi da mãe cozinhando o baião de dois. Surgiram convites e Antônio tornou-se o fotógrafo oficial das festinhas da Paróquia.

Na mercearia, conheceu uma mulher. Ela não falava. Muda de infância, Vanessa Francisca Bezerra, encantou Antônio que a convidou para ser sua modelo. Após Vanessa, vieram outras modelos. E mais outras. Com a primeira modelo, Antônio casou-se.

A fama do fotógrafo se espalhou e ele foi convidado a participar de um evento em São Paulo. Lá, quando pegou sua máquina para registrar um rosto que lhe chamara atenção, o rosto disse:

– Como você pode ser fotógrafo sendo cego?

Cego? O que é cego? Pensou Antônio. Logo, mais questionamentos. Antônio foi descobrindo que não enxergava como os outros. Nunca foi tratado como diferente, pensava que todos viam as coisas pelos ouvidos e pelas mãos.

A mãe e sua esposa muda, que só sabia lhe dizer sim com um toque nos olhos, confirmaram também.

Antônio riu, riu, riu.

Hoje, quando lhe questionam, como pode ser cego e fotógrafo, ele, num sotaque de resistência, responde:

– Como você consegue enxergar só pelos olhos?contioutra.com - Como você consegue enxergar só pelos olhos?

Nota do autor: Conto inspirado em Evgen Bavcar

Os jargões da psicologia e da psicanálise: cuidado ao usar

Os jargões da psicologia e da psicanálise: cuidado ao usar

Todo profissional que é especializado em uma área específica de atuação assimila, ao longo dos anos, algumas dezenas de palavras que remetem às teorias que alicerçam seu trabalho.

Estar em constante contato com pessoas que estudam as mesmas coisas naturaliza a terminologia e faz com que ela pareça óbvia. Entretanto, a coisa não é bem assim.

“Seio bom e seio mal”, “Complexo de castração”, “Cortar o cordão umbilical”, “Complexo de Édipo”, entre tantas outras metáforas das mais diversas abordagens, são só alguns exemplos.

Em diversas ocasiões tenho encontrado artigos publicados por leigos discorrendo longamente sobre o absurdo de algumas terminologias que hoje estão disponíveis em revistas e outros meios de comunicação. O problema é que essas palavras, longe de um conhecimento específico, podem passar uma mensagem diferente daquela proposta pela abordagem original. E, aqui está a questão, pois essas pessoas não têm obrigação nenhuma de conhecer essas teorias. Somos nós, profissionais da área, que devemos nos comunicar de maneira clara e compreensível para a correta interpretação do interlocutor, seja ele quem for.

Abaixo, através de um vídeo cômico da Dona Hermínia, a mensagem fica bem clara.

O vídeo foi uma indicação de nossa página parceira Psique em Equilíbrio.

Youtuber de beleza surpreende e emociona seguidores ao revelar ser tetraplégica

Youtuber de beleza surpreende e emociona seguidores ao revelar ser tetraplégica

A limitação e os desafios que cada pessoa enfrenta possuem um significado e variância absolutamente individuais. Tudo depende do contexto em que a pessoa está inserida. A diferença sempre será a maneira encontrada para superar cada pequeno ou grande obstáculo que a vida lança. Grandes incidentes podem deixar uma pessoa completamente desorientada sobre seu sentido de vida e sua autoestima. O caminho trilhado para reencontrar a própria liberdade para viver pode ser um trabalho árduo e vagaroso de reconstrução.

Assim aconteceu com a Youtuber de beleza  inglesa Jordan Bone. Como muitas outras meninas, ela ensina tutoriais de maquiagem em seu canal no Youtube e possui fãs que seguem suas dicas ao pé da letra. A diferença de seus vídeos para os realizados por outras blogueiras, é que Jordan sempre usou um enquadramento muito fechado em seu rosto e nem suas mãos apareciam inteiramente. Por isso muitas pessoas deixavam comentários perguntando coisas como: “O que há de errado com suas mãos?”. Mas Jordan nunca respondeu, até poucos dias atrás quando resolveu revelar sua história completa.

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Em um vídeo intitulado “My beautiful struggle”(“Minha bela luta”, em tradução livre) ela explica: “Quando publico um vídeo, a maioria das vezes há perguntas sobre minhas mãos. A verdade é que não posso mexê-las, abri-las e nem fechá-las e isso porque há 10 anos fiquei tetraplégica por causa de um acidente de carro. Então, ser capaz de fazer uma maquiagem boa o bastante para mostrar a vocês foi uma grande conquista para mim”, explica.

No vídeo ela aparece sem maquiagem e conta como precisou lutar contra a depressão e buscar níveis mínimos de autonomia e independência para voltar a ser ela mesma e não apenas uma garota tetraplégica. Como suas mãos não funcionavam mais como antes do acidente, ela precisou reaprender a usá-las até conseguir se maquiar com perfeição. “Não posso me vestir sozinha e nem me pentear, então ser capaz de fazer minha própria maquiagem é o que eu tenho de meu”, conta.

Fica claro para nós que o uso de seu canal no Youtube como um espelho de si e da evolução da sua maquiagem foram as peças que lhe permitiram o reencontro com sua beleza. No caso de Jordan Bone, para muito além da superficialidade estética, conseguir se ver novamente como bela e receber o reconhecimento de milhares de fãs lhe deram coragem de assumir sua condição atual e deixar de ser alguém que se escondia para poder dizer claramente que ela era alguém com limitações sim, mas que era capaz de gradativamente superá-las com adaptação.

Um depoimento muito emocionante e digno de respeito.

Assista ao vídeo (em inglês):

Com informações do Catraca Livre.

Conteúdo sugerido por nossa página parceria Psique em Equilibrio.

A sensibilidade afetiva nos obras da ilustradora israelense Ofra Amit

A sensibilidade afetiva nos obras da ilustradora israelense Ofra Amit

Ofra Amit é uma ilustradora altamente premiada  que vive e trabalha em Tel Aviv. Seus trabalhos são elegantes e destacam-se pela profunda reação emocional que transmitem a quem os observa.

Sua obra já possui projeção internacional e foi exibido na Europa, Norte e América do Sul, Sudeste da Ásia , Irã e Israel além de ser encontrado em livros de todo o mundo.

Usa principalmente tintas acrílicas sobre papel ou cartão e, por vezes, termina a sua produção usando colagem.

Amit diz que não tenta evocar uma emoção particular quando pinta – ela simplesmente acontece . ” Tudo o que faço é tentar transmitir a minha visão , e na maioria das vezes o resultado é diferente da minha intenção original.”, diz a ilustradora

“Quando eu desenho, apenas sigo minha intuição . “

No Brasil encontramos um dos livros que possui suas ilustrações: “Asas.

Ofra Amit no Facebook

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Islândia ignora governo e um terço do país se oferece para abrigar sírios

Islândia ignora governo e um terço do país se oferece para abrigar sírios

Na contramão dos protestos e ataques contra centros de acolhida de refugiados, as iniciativas populares para acolher migrantes que fogem da pobreza e da guerra têm se multiplicado na Alemanha, na Islândia e na Espanha nos últimos dias.

Na Islândia, o menor país dos três, o governo liberou a entrada de somente 50 imigrantes sírios. A iniciativa revoltou a população, que decidiu ir além.

A escritora Bryndis Bjorgvinsdottir criou um grupo no Facebook e lançou uma carta aberta ao ministro do Bem-Estar do país, Eygló Harðardóttir, pedindo permissão para as pessoas que estivessem dispostas a acolher os refugiados pudessem colaborar. Mais de 11 mil famílias responderam ao apelo e ofereceram suas casas para acolher refugiados sírios, de acordo com o jornal The Independent. A mobilização no país é maciça e cerca de 30% da pequena população de 323 mil pessoas querem que o país faça mais sobre o assunto.

Na carta, Bjorgvinsdottir disse que gostaria de mostrar a simpatia da opinião pública para promover a acolhida dos refugiados. Ela ainda lembra que os imigrantes representam “recursos humanos” com experiência e habilidades que poderiam ajudar a todos os islandeses.

“Eles são os nossos futuros cônjuges, melhores amigos, a próxima alma gêmea, um baterista para a banda dos nossos filhos, o próximo colega, Miss Islândia 2022, o carpinteiro que finalmente termina o banheiro, o cozinheiro na lanchonete, um bombeiro e o apresentador de televisão “, escreveu, segundo o jornal.

Após o amplo apoio popular da medida, o primeiro-ministro do país anunciou a formação de um comitê para reavaliar o número de pessoas que poderão ser acolhidas. A Europa lida com o influxo incessante de pessoas oriundas do Oriente Médio, da Ásia e da África, que chegam fugindo de guerras, da perseguição e da pobreza.

Também acerca da mobilização internacional de auxílio a refugiados, leia:
Bilionário turco vai doar metade de sua fortuna para ajudar refugiados

Faça a sua parte e conte pra nós!

Fonte indicada: Yahoo Notícias

Dica de livro: O sofrimento como vício

Dica de livro: O sofrimento como vício

Vocês já repararam que algumas pessoas estão tão envolvidas em seu próprio sofrimento que perdem a noção de novas perspectivas?

Acredite…ninguém está livre de se perder em si mesmo.

Quantos de nós vivemos sem a experiência do sofrimento? Sofrer faz parte da vida, faz parte da condição humana, mas, não significa, necessariamente, ser infeliz.

É fundamental discernir entre o sofrimento comum, que acomete a todos, e o sofrimento como vício. Nesta obra, Dirce Fátima Vieira e Maria Luiza Pires, psicoterapeutas e estudiosas das questões humanas nos mostram como o sofrimento como vício pode se manifestar por meio de comportamentos compulsivos e impedir o indivíduo de ter uma vida em equilíbrio, com relações afetivas e emocionais gratificantes, e sucesso como realização.

Há quem padeça do sofrimento como vício, sem se dar conta. A predisposição psicológica expressa por uma atitude de sofrimento perante a vida, a insegurança, a autoestima prejudicada, a ansiedade, entre outras características, definem o viciado em sofrimento.

Enconte nas livrarias:

Saraiva

Submarino

Americanas

Cultura

Bilionário turco vai doar metade de sua fortuna para ajudar refugiados

Bilionário turco vai doar metade de sua fortuna para ajudar refugiados

Com o assunto sobre os refugiados que buscam abrigo na Europa mais em pauta do que nunca, o bilionário turco Hamdi Ulukaya, fundador da Chobani – marca líder no mercado de iogurte grego nos Estados Unidos – decidiu aderir ao The Giving Pledge, a iniciativa criada por Bill Gates e Warren Buffett e que reúne ricaços do mundo inteiro dispostos a doarem uma parte ou suas fortunas inteiras em vida.

Ulukaya, que é dono de um patrimônio estimado em US$ 1,41 bilhão (R$ 5,44 bilhões), entra para o grupo com a missão de investir pelo menos metade desta cifra em ações que auxiliem refugiados em todo o mundo. No ano passado ele já havia doado US$ 2 milhões (R$ 7,72 milhões) à Agência da ONU para Refugiados, e recentemente também criou uma fundação, a Tent, cujo foco está na mesma causa.

Também acerca da mobilização internacional de auxílio aos refugiados, leia:
Islândia ignora governo e um terço do país se oferece para abrigar sírios

Faça a sua parte e conte pra nós!

Por Anderson Antunes
Fonte: Glamurama

E no meio de tanta guerra, salve-se quem puder amar.

E no meio de tanta guerra, salve-se quem puder amar.

Vem, vamos sair daqui. Vamos para longe da fumaça e do barulho, das conversas magras e dos olhos gordos. Vamos lá fora apanhar vento. Quem sabe caia uma estrela agora e nos conceda um pedido louco?

Eu peço uma sacola de dinheiro, você pede outra. Juntamos as duas e construímos uma casa em outro lugar, o pé direito alto, as janelas grandes, um quintal de jabuticabas e pitangas, cachorros e gatos, tartarugas e coelhos e um milhão de tatus-bola sob as pedras no caminho de nossas crianças voando baixo como passarinhos descarados. Na frente, uma porta sempre aberta a quem vier em paz. Vem, vamos para longe daqui.

Diz que tem um trem por esses lados, aqui bem perto, locomotiva de vagões antigos que passa lambendo as casas na beira da estrada de ferro, encosta bafejando na estação de pilares barrocos, pisos de tábua, velhos relógios de teto marcando o tempo em números romanos, e leva todo mundo embora.

Vamos juntos de trem até o fim da linha. Lá, do outro lado, há de existir uma cidadela mansa, varrida pela brisa, beijada pelo sol, abraçada pela noite. Lá onde a gente vive para muito além dos cem anos, as crianças brincam na rua até tarde, as comadres se dão e se adoram nas calçadas à tardinha em cadeiras de fórmica, dando jeito no mundo e em sua gente.

Passou da hora. Vamos à forra, ao largo, em frente, a fundo, a sério. Vamos embora daqui, vamos para lá, tapar o sol com a peneira das árvores, pensar na vida sob as copas unidas de um pomarzinho. Nossos honestos pés de fruta nos guardarão de mãos dadas, conspirando para nosso remanso sua sombra franca atravessada por diamantes de sol.

Montados em nossa esperança, seguiremos até a terra que é nossa, com gente de todos os cantos, credos, cores e uma só disposição para o trabalho.

E todos os dias, depois da lida, voltaremos para casa pedalando nossas bicicletas, enquanto moços de noventa anos pulam corda com os mais jovens, casais de todos os sexos caminham de mãos dadas, cachorros conduzem o passeio de seus donos, guardas de trânsito apitam gentilezas, bandos alegres brincam na rua, desenham com giz na calçada, jogam bola e conversa fora nas praças.

Vamos para lá. Façamos as malas que o trem está apitando. Vamos que há lugar para nós e os nossos. Quando chegarmos, centenas de árvores racharão o concreto das calçadas em festa, indicando nosso caminho para a labuta. Nossas desavenças todas vão estourar em milhares de pêssegos carnudos, saborosos, recendendo no ar um perfume de fruta lasciva, assanhada, inundando nossas angústias de um caldo espesso e doce, enchendo nossos corações de paz, povoando o mundo de amor.

Assim as portas todas se abrirão ao refúgio inocente dos que lutam pela vida. E os que brigam e subjugam e matam e aprisionam por dinheiro, por orgulho ou por maldade morrerão de vergonha, cairão sobre os joelhos, os rostos em chamas, vencidos pela força de um amor que é o único caminho para longe da barbárie. Vamos embora dessa guerra. Salvemo-nos uns aos outros. Salve-se quem puder amar.

Troquei a capa pesada por um vestido soltinho

Troquei a capa pesada por um vestido soltinho

Cansei de tentar ter um argumento para tudo. Cansei de explicar e me explicar coisas que não se explicam, que não tenho capacidade de entender, coisas que muitas vezes me geraram muito trabalho e pouco ou nenhum proveito. Cansei de arrumar explicação para os tropeços alheios, desculpas para não sentir raiva, argumentos psicológicos para proteger imagens e mitos.

Me dei conta que esse universo de argumentos prontinhos é uma capa pesadona, cheia de bolsos, internos, externos, secretos… Com ela, realmente me sentia agasalhada e protegida, mas andava lenta, sem mobilidade, vasculhando como louca todos os bolsos, tentando achar as explicações perdidas no meio dos infinitos bolsos. E chegou um tempo que não sabia mais como tirar a capa, pois os zíperes emperraram, e, com má vontade tentei uma, duas vezes, e então desisti. – Sou assim mesmo – decretei.

Claro que agora não é questão invalidar os argumentos. Afinal, me custaram muito tempo e miolos para realizar algumas conclusões e alguns deles eu vaidosamente considero brilhantes. E é óbvio que são essenciais para dar sentido às discussões. Mas, reconheço que, se por um lado muitos deles são totalmente válidos, uma parcela gigantesca pode muito bem ser dispensada do acervo, liberando peso e espaço. Os mais antigos, os que não se aplicam mais, os que levam às desculpas tolas, os que não me dizem respeito mas que eu achei um jeito de me inserir…

Decidi não ousar mais tentar ter ou ser resposta para tudo e todos. Não quero ser lembrada ou reconhecida como conselheira, razoável, mediadora, nada disso. Quero ter o direito de uso do ponto de interrogação; Quero me proporcionar a liberdade de dizer: – Não sei – quantas vezes tiver vontade; Quero não me ocupar de entender o que não faço questão de entender.

Decidi portanto, arrancar e rasgar a capa pesada e com manchas do tempo e trocar por um vestidinho de alça, solto, leve e cheirando a novo. Acho até que posso vir a sentir frio, mas para poder me proteger, vou tentar um xalezinho, um esfregar de mãos, um abraço. Ou tudo isso junto ao mesmo tempo. Afinal, frio mesmo a gente só sente quando está só, isolado por certezas. Na dúvida, tem sempre alguém por perto, sentindo o mesmo.

Onde quer que você esteja, estou te mandando amor

Onde quer que você esteja, estou te mandando amor

Ano passado, assistindo pela primeira vez ao filme “Her”, prestei específica atenção e dediquei algumas posteriores reflexões a uma cena em que Theodore, o personagem principal, destina as seguintes palavras para aquela com quem já teve um relacionamento amoroso: “Seja lá quem você se tornou, onde quer que você esteja no mundo, estou te mandando amor.”

Mandar amor. Existe evidência mais forte de que alguém preencheu de forma bonita a nossa alma e a nossa história – ainda que não caminhe mais ao nosso lado, pelo motivo que for, e que os trajetos separados o tenham transformado em alguém que já não mais sentimos conhecer – que o amor que emanamos quando ele visita nosso pensamento? Que o desejo que grita – daquele que coloca sorriso nos olhos e lágrima no rosto – de que ele e sua incontável coleção de detalhes carregados de pureza, que um dia já soubemos de cor, nunca deixem de estar bem?

Ainda que não exista mais a proximidade que antes permitia ser o abraço nas horas difíceis, é desejar que nunca lhe falte o amparo necessário para que a dureza da vida traga discernimento e amadurecimento, mas jamais caleje a inocência do seu sorriso.

Mesmo que as metas já não sejam mais rabiscadas no mesmo papel, é alegrar-se pelo sucesso do outro como se ele fosse também nosso; é vibrar pelos passos daquele que é dono da dedicação meio torta, mas cheia de vontade de ser feliz, daquele cujas lágrimas de medo e tentativas frustradas ainda evaporam de nossas camisetas.

É desejar que ele encontre os filmes e as músicas que o toquem e jogos novos que o divirtam; para que não dê problema no carro e sobre um dinheirinho no final do mês; para que, principalmente, sua vida sempre esteja permeada com a serenidade e coragem suficiente para sentir e aprender com as diferentes cores do mundo.

É carregar a paz que é, sem esforço algum, ser capaz de – genuinamente e com uma força absurda- mandar amor para uma vida, simplesmente pela certeza de que, independente do tipo ou do tempo de relação, foi exatamente a beleza dele que ali existiu, afinal, ainda que não se brinque mais da sincronia dos passos, haverá eternamente muito daquele que amamos impresso em nosso caminhar.

Encontre o filme “Her” aqui.

E de repente vem a vida e te passa uma rasteira!

E de repente vem a vida e te passa uma rasteira!

Sobre a capacidade humana de enfrentamento e resiliência

Você tinha planos, sonhos, expectativas, desejos por realizar. Tudo corria aparentemente bem até que de repente algo dá errado: um imprevisto, um esquecimento, uma má notícia, uma reviravolta de qualquer tipo… enfim, você toma uma verdadeira rasteira da vida!

Todos nós já vivemos algo assim em determinado momento das nossas histórias, não é mesmo?

É com os tropeços que aprendemos a levantar. É com as quedas que adquirimos experiência. É com as lições da vida, muitas vezes duras de digerir, que passamos a prestar mais atenção no nosso caminho, a entender qual deve ser o andar e como devemos recuperar o equilíbrio.

Mas, é evidente que cada um de nós lida de uma maneira diferente frente a esses desafios de adaptação. Percebemos que existem pessoas que, quando tomam uma rasteira, ficam lá, verdadeiramente estateladas no chão, em choque, não conseguem reagir. Às vezes demoram muito tempo para conseguir esboçar qualquer reação. Por outro lado, há aquele que rapidamente encontra uma saída, reage com força e estabilidade e, como diz a música de Paulo Vanzolini, reconhecida na voz de Beth Carvalho “reconhece a queda e não desanima… levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.

O que faz com que alguns hajam de uma maneira e outros não? O que acontece no momento em que sofremos a perda, nos frustramos ou nos desiludimos? Como adquirir uma capacidade maior de enfrentamento nessas ocasiões?

Independente da rasteira que levamos, elas se configuram um período de crise em nossa existência, e exigirão de nós uma resposta adaptativa frente ao inesperado. Nosso corpo e psique reagirão ao acontecimento. Uma série de processos neuroquímicos irão se iniciar para responder ao estresse desencadeado pela situação. Nossa psique também reagirá da mesma forma, produzindo respostas diferentes dependendo da nossa história de vida, do nosso padrão de funcionamento psicodinâmico, da nossa personalidade, dos nossos esquemas de memória armazenados no cérebro, dos recursos egóicos e das nossas defesas disponíveis. Pode-se imaginar como todo esse quadro é muito complexo e variável.

Porém, do mesmo modo que nosso corpo oferece algumas respostas previsíveis e que fazem parte da evolução da nossa espécie, nossa psique também parece reagir de maneira semelhante aos traumas e às perdas. Assim, é comum que a surpresa inicial da rasteira que levamos seja vivenciada com uma sensação de choque! Ele faz parte do exato momento em que a situação estressante acontece e você poderá identificá-lo facilmente através de uma sensação nítida de que não acredita que aquilo está acontecendo. Você poderá sentir o seu corpo gelar, sua mente desligar e não conseguir processar as informações do ambiente. O choque nos mostra que a situação é muito maior do que o nosso Ego consegue integrar na realidade psíquica daquele instante. E ele pode dar lugar a uma resposta de enfrentamento da situação ou nos conduzir a um estado de negação intelectual ou emocional sobre o que está acontecendo.

A negação nos mostra que não temos recursos internos para lidar com o fato doloroso e, portanto, tentamos fingir para nós mesmos que nada está acontecendo, porque estamos com muito medo, ansiosos e frágeis. Neste momento precisaremos encontrar proteção e suporte para, aos poucos, encontrar as forças que existem dento de nós.

Quando o choque e a negação passam, costuma surgir uma verdadeira avalanche de emoções. O medo, a frustração, a raiva, a dor, a irritação, o sofrimento, tudo vêm à tona, fazendo-se necessária a expressividade emocional. É preciso “por pra fora”! Quando não fazemos isso e bloqueamos a reação emocional, também não permitimos a descarga da resposta corporal devida. É como se estivéssemos frente à frente com um leão e não pudéssemos lutar ou fugir. Nosso corpo entende que seremos devorados e então paralisa!

A expressividade emocional pode acontecer pelas vias da palavra, mas também da arte, da dança e do corpo. Só precisaremos ter cuidado para não extravasar através da agressão contra si e ou contra o ambiente, pois se assim ocorrer só nos trará ainda mais consequências dolorosas a suportar.

A partir do momento que vamos expressando nossos sentimentos, vamos dando contorno ao que nos aconteceu, assimilando a realidade, compreendendo as circunstâncias e aceitando-as. E então, conseguimos alcançar uma serenidade que nos permite pensar nas possíveis estratégias de resolução do problema e concentrar nossas forças para dar a volta por cima e seguir à diante.

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Um quesito fundamental nesse processo é nos conscientizamos de que há em nós recursos e capacidades que nos ajudarão a superar a situação, isto é, que temos autoeficácia! Se acreditarmos que nada podemos fazer, pois tudo depende do que acontece fora de nós, então ficaremos inundados pela passividade e realmente não seremos capazes de agir em direção a mudança. Uma baixa autoestima, uma descrença em relação a si próprio e a falta de reconhecimento dos próprios recursos internos são os piores venenos quando levamos uma rasteira da vida.

Por outro lado, aqueles que se mostram mais positivos e resilientes, tendem a enfrentar os obstáculos com mais facilidade e flexibilidade.

Segundo as pesquisas sobre resiliência, há pessoas que tem mais habilidade em resignificar uma experiência negativa e revertê-la ao seu favor com confiança e ação na realidade. Isso não quer dizer que pessoas resilientes não sofram, mas que possuem dentro de si maior tolerância e uma força que as levam a digerir e elaborar suas dores e sentimentos com mais facilidade e rapidez, encontrando recursos de autoconhecimento e autocuidado para contornar a situação negativa com criatividade.

Portanto, se você levou um rasteira da vida e precisa enfrentar a situação, dê o tempo necessário para assimilar o fato e expressar suas emoções e, então busque dentro de si seus potenciais para transformar essa realidade de maneira criativa. Conte com a ajuda de quem está ao seu lado ou de pessoas especialistas no seu problema. Busque segurança, confie na vida e seja otimista!

Afinal, podemos fazer de todas as rasteiras que levamos motivos de derrota na vida ou oportunidades de amadurecimento, fortalecimento e mudança na trajetória da vida rumo ao bem-estar e à individuação.

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