Ansiedade e depressão são problemas que afetam diretamente e significativamente a vida das pessoas.
Os quadrinhos são o trabalho do artista Nick Seluk que resolveu ilustrar o depoimento que uma das suas leitoras, Sarah Flanigan, compartilhou com ela. O resultado ficou genial.
Confira!
A depressão e a ansiedade são sérias,portanto é necessário que possamos dar maior atenção ao que perturba tantas pessoas.
A solidão não é apenas algo que pode fazer alguém se sentir mal psicologicamente. De acordo com pesquisas, a solidão aumenta o risco de mortalidade de uma pessoa em até 26% – um risco comparável ao da obesidade.
Então faz sentido que a ciência se preocupe em investigar o que, exatamente, faz com que uma pessoa sozinha permaneça solitária. Existe algo que provoca esse comportamento? Uma teoria popular é que pessoas solitárias possuem um trato social menor e, por ficarem sozinhas, isso se transforma em uma bola de neve: as poucas habilidades sociais vão diminuindo.
Mas novas pesquisas indicam que esse não é o caso: na demonstração de conhecimentos sobre habilidades sociais e convivência, solitários tiveram notas maiores do que pessoas com a vida social agitada. Então não é uma falta de compreensão que impede os solitários de conviver bem em grupo. É que, durante situações em que o conhecimento deles sobre hábitos sociais precisa ser demonstrado, eles não conseguem colocá-lo em prática. Pense assim: eles entendem como agir em um grupo mas, quando estão no meio desse grupo, ficam nervosos e não agem.
Um novo estudo mostra, justamente, essa paralisia em situações sociais. Na pesquisa, publicada no periódico Personality and Social Psychology Bulletin, professores da faculdade Franklin & Marshall fizeram quatro pesquisas para demonstrar essa tendência. No primeiro, 86 estudantes preencheram formulários para que os cientistas tivessem uma noção de sua vida social.
Depois, os pesquisadores testaram as habilidades sociais deles mostrando a eles 24 faces em uma tela. Os voluntários deveriam listar quais eram as emoções mostradas em cada rosto: raiva, medo, felicidade ou tristeza. Normalmente os voluntários solitários tiravam as notas maiores. Mas aí entra a reviravolta: quando os cientistas explicavam que se tratava de um teste de habilidades sociais, os solitários tiravam as piores notas.
E o que é possível concluir disso? Estudos anteriores já haviam sugerido que os solitários são melhores em ler expressões faciais e decodificar tons de voz. Basicamente, eles prestam mais atenção nas outras pessoas por ansiar a conexão interpessoal. Mas eles ficam nervosos. Então, assim como um jogador habilidoso em frente a um pênalti decisivo, estar extremamente focado e sentir uma pressão interior enorme pode levar a um erro que eles saberiam evitar na teoria.
E é possível reduzir essa pressão? Nessa nova pesquisa, os cientistas acharam um atalho. Eles ofereceram aos estudantes solitários uma bebida energética e falaram que a ansiedade que eles estavam sentindo diante da experiência social era culpa da ingestão da cafeína. Em outras palavras, deram aos solitários algo em que colocar a culpa de sua ansiedade que não eles mesmos. E então as notas deles nos testes voltaram a subir, mesmo que eles soubessem que se tratava de um experimento social.
Caso você seja um solitário, pode ser extremamente difícil ‘se enganar’ e deixar de ficar nervoso ao tentar deixar uma boa pressão. Mas uma forma de tentar é a sugestão dessa pesquisa de Harvard: ao ‘transformar’ o nervosismo em empolgação, participantes foram capazes de realizar tranquilamente tarefas bizarras como cantar em público. Não é fácil ou automático, mas vale a tentativa.
Houve um dia em que a coisa mais importante e necessária a fazer era perdoar. Era fechar o assunto e partir para outro, destruir diferenças, esquecer a mágoa e acordar e reviver o afeto.
Houve esse dia embora não lembremos cada um do seu, quando lançamos mão erradamente de uma virtude que, linda em sua essência, mas castradora quando mal interpretada.
Nesse dia o perdão gritou por socorro, mas a lealdade estava servindo a outros senhores, e o sufocou.
Nesse dia, a lealdade teve os mais variados comandos. Lealdade ao orgulho ferido; lealdade à vaidade cega; lealdade aos paradigmas, às relações de poder, aos interesses mesquinhos… lealdade à justiça de uma só via.
E, por fim, abateu o perdão.
Pobre lealdade, sequer se deu conta do que fez. Foi usada como arma, como argumento, como escudo, como desculpa.
Quem de nós não viveu essa estorinha ao menos uma vez na vida? Pediu perdão e não obteve, pois alguém alegou lealdade às suas crenças e certezas? Ou, ouviu um pedido de perdão e negou, preferindo ser leal ao orgulho ressentido?
Lealdade não é para ser citada como parceira nem cúmplice. Lealdade é respeito e compromisso, mas não pode impedir um ato de reconciliação, de entendimento, de restabelecimento da paz.
Um gesto de perdão liberta ambas as partes, deixa fluir rios de mal entendidos e rancores. Um pedido de perdão entorta o mais rígido dos orgulhos, acerta diretamente o sujeito da ação, enche de coragem quem o faz. O perdão não pode e não deve se submeter a condições, deve ser concedido por vontade e generosidade.
Dentre as lealdades que carrego na vida, todos os dias digo a mim mesma: Na dúvida, escolha o que liberta, não o que te aprisiona. Seja leal à sua paz de espírito e não submeta ninguém aos seus padrões e julgamentos.
Quem nunca sentiu que faltam palavras para expressar um sentimento?
Quem nunca sentiu o peito cheio de vontades e emoções e não encontrouum verbo para nomear tudo aquilo?
Quem nunca se expressou amparando-se no silêncio, na linguagem dos olhos, das as mãos, nas entonações da respiração?
Quem nunca falou um texto todo dando voltas em frases e períodospara tentar descrever uma sensação, um sentimento que uma ou poucas palavras não davam conta de traduzir?
A linguagem humana, apesar de tão rica, às vezes é limitada para expressar, nomear ou definir.
A poesia e outras expressões artísticas tocam nesses espaços sem nome, nesses sentimentos sem verbete de dicionário, encontram e rompem conceitos cristalizados fazendo emergir significados ocultos por trás da dureza e da linearidade das palavras cotidianas. Acredito que por isso a poesia surpreende, desperta, instiga.
Nessa falta de nomes ideais para expressar sentimentos, sensações e experiências, alguns escritores criam neologismos que são expressões novas formadas no interior da língua. Palavras justapostas, aglutinadas, estrangeirismos, arcaísmos, onomatopeias entram na constituição desses vocábulos. Os professores de gramática e literatura sabem explicar tudo isso muito melhor que eu.
Mas, me amparando na liberdade poética, e pela vontade de nomear sentimentos que ainda não têm nomes (ou pelo menos eu desconheço), quis me aventurar na criação de alguns neologismo que definem o que já vi e senti.
Assim, compartilho aqui com vocês alguns verbetes do meu pequeno dicionário de neologismos para sentimentos sem nome.
É no mínimo divertido!
Ao final, me digam se vocês também já tentaram expressar esses sentimentos. E, quem sabe, sugiram novos vocábulos ou sentimentos que ainda não têm nome.
Segue o dicionário:
Alucilúcido – sobriedade que surge num momento de loucura.
Besteirohoólic – pessoa viciada em falar besteira.
Dejamar – reencontrar alguém que não se conhecia.
Desbramimvar– descobrir um lado em si mesmo desconhecido.
Desexistir– desistir de existir em uma sentimento ou sensação.
Desprendicto–aquele que é apegado em ser desapegado.
Embatuamar–aquele sentimento mal cozido, emplastado que saiu errado e não caiu bem.
Estraninho– sentimento de estranheza em seu próprio ninho.
Familigeiro – pessoa que se sente familiar em um ambiente estrangeiro.
Felicinada – asensação de tristeza ou de vazio num momento de alegria.
Imagitalgia – aquela sensação de saudade de algo que nunca aconteceu, que apenas se imaginou.
Interceptamor – quando se interrompe um amorbem no auge do sentimento.
Ordinusitado – o inusitado que surge de ações ou sensações cotidianas.
Pathossídio– quando se assassina uma paixão dentro de si.
Polisolidão – é sentir a amplitude de ser num momento de solidão.
Risadoterapia – lavar a alma de tanto rir.
Sentimefação – quando sentimentos apodrecem de tão maduros.
Silenciser– necessidade de ficar em silêncio e apenas ser.
Subjetivometro – quando o olhar e o coração dão os pesos e as medidas a uma coisa ou pessoa.
Visionagem– A linguagem dos olhos
Estas foram algumas amostras desse meu pequeno dicionário. Espero que tenham se empatigostado! 😉
Recentemente, falamos sobre o espiral negativo pelo qual muitas pessoas solitárias passam. Em ‘Por que pessoas sozinhas permanecem sozinhas?‘ explicamos que, ao contrário do que muita gente pensa, os solitários não têm menos conhecimentos sobre habilidades de convívio social – é o nervosismo que os torna mais propensos a se comportar de forma diferente. As pessoas ficam isoladas e começam a temer experiências sociais, o que as impede de aproveitá-las.
Agora um artigo na Science of Us nos mostra que isso faz com que o cérebro dos solitários se comportem de forma diferente. Sem um grupo de apoio por trás de nós, entramos em um ‘modo de alerta’, ficando especialmente nervosos em relação a ameaças.
Estudos mostram que, quando pessoas solitárias assistem a uma cena de convívio social em vídeo, eles passam mais tempo do que a média procurando sinais de ameaça social – como pessoas isoladas no vídeo, ou sendo ignoradas. Ou seja, o cérebro delas capta mais rapidamente sinais de rejeição.
Uma pesquisa mais recente, feita pela Universidade de Chicago, revela de forma mais específica como solitários entram nesse modo de ‘alerta’. Os cientistas recrutaram 38 pessoas muito solitárias e 32 pessoas que não se sentiam sozinhas (vale ressaltar que a solidão não foi calculada pelo número de amigos e familiares de cada pessoa, mas pelo sentimento de isolamento). Sensores foram colocados nas cabeças dos participantes dos estudos, o que permitiu que suas ondas cerebrais fossem gravadas e a atividade cerebral quantificada.
Enquanto usavam os sensores, os voluntários deveriam olhar para várias palavras exibidas em uma tela e indicar, com um teclado, em que cores elas estavam escritas. A ideia era que os participantes não se concentrassem na palavra em si, mas sim nas cores. A influência que o significado da palavra tem é considerada automática e subconsciente.
Algumas das palavras exibidas eram consideradas positivas (pertencimento e festa), algumas negativas (sozinho ou solitário), outras eram emocionalmente positivas, mas não sociais (alegria) e outras eram emocionalmente negativas, mas também não sociais (tristeza).
Durante o primeiro quarto de segundo (280 milisegundos) depois de uma palavra ser mostrada, o cérebro de pessoas solitárias entrava em uma série de microestados que era idêntico mesmo se a palavra negativa era social ou não. Mas depois desse ponto o cérebro passava a reagir diferente com as palavras negativas sociais, com uma mudança de atividade em áreas envolvidas no controle, sugerindo qeu eles entravam em um modo vigilante. Já os não solitários permaneciam com os primeiros microestados durante 480 milisegundos. A diferença parece pequena, mas na prática significa que a mente das pessoas solitárias está treinada para captar ameaças sociais mais rápido do que o ‘normal’.
Pesquisadores afirmam que, pela resposta diferenciada ser tão rápida, solitários não estão conscientes dela. Afinal, em teoria, os voluntários não deveriam nem estar prestando atenção no significado da palavra.
E isso é preocupante – afinal, significa que os solitários estão mais ligados em emoções negativas do que nas positivas, o que pode fazer um sentido evolutivo (já que nossos ancestrais pré-históricos precisavam ficar mais alertas ao estarem sozinhos), mas não é benéfico atualmente. Afinal, contribui para o ciclo de negatividade do qual falamos lá em cima – e pode explicar o motivo pelo qual os solitários têm mais problemas de saúde e vidas mais curtas.
A tireoide é uma pequena glândula localizada no pescoço de homens e mulheres.
Tem o formato de uma borboleta e é responsável por um monte de coisas em nosso corpo: metabolismo, temperatura e batimentos cardíacos.
Este órgão importantíssimo produz um hormônio, o TH, e qualquer desequilíbrio na produção dele pode causar uma verdadeira bagunça em nosso organismo – assim como provocar doenças.
Com a correria do dia-a-dia, nós mulheres tendemos a ignorar os sinais que nosso corpo nos manda.
Pode ser apenas cansaço, ou uma alergia… Mas pode não ser.
Portanto, fique atenta aos sintomas abaixo e procure um médico. Uma tireoide saudável proporciona uma melhora incrível na qualidade de vida!
Mas como é a tireoide?
Ela é esse órgão vermelho representado na figura acima. Quando a tireoide produz muito hormônio, diz-se que a pessoa tem hipertireoidismo ; quando produz pouco hormônio, é o hipotireoidismo.
Sintoma 1 – Tristeza ou Depressão
Seja trabalhando demais – ou de menos, a tireoide afeta o humor quando não funciona adequadamente. Pouco hormônio da tireoide afeta os níveis de serotonina – um outro hormônio responsável pelo nosso humor. Nesse caso, a pessoa se sente repentinamente triste ou deprimida.
Por outro lado, muito TH pode causar ansiedade, inquietação e irritabilidade.
Sintoma 2 – Constipação
Se seu intestino ficou preguiçoso e nada que você tenha tentado resolveu, pode ser a tireoide. Na verdade, segundo os médicos, este é um dos sintomas mais comuns.
Sintoma 3 – Dormir demais
Se sair da cama parece impossível e você se sente como uma tartaruga durante todo o dia, ir ao médico pode ser uma boa ideia. A culpa, provavelmente, é de uma tireoide preguiçosa.
Sintoma 4 – Pele seca e queda de cabelo
Pele seca mesmo no verão? Cabelos caindo e unhas quebradiças? Mais uma vez, a tireoide preguiçosa pode ser a culpada. Neste caso, o metabolismo fica mais lento alterando a hidratação natural do corpo e interrompendo o ciclo de crescimento dos cabelos.
Sintoma 5 – Ganho repentino de peso
Aumento de peso muito repentino, sem mudanças na alimentação e mesmo praticando exercícios pode ser motivo de preocupação.
Sintoma 6 – Queda no desejo sexual
Pouco hormônio da tireoide no organismo significa pouco desejo sexual. Isso, associado aos outros sintomas citados também podem causar a queda da libido.
Sintoma 7 – Dor muscular e fisgadas
Dores durante um novo exercício físico, por exemplo, são normais. Mas se você sente dor muscular repentina e “fisgadas” nos músculos sem motivo aparente, pode ser a tireoide preguiçosa atacando novamente. A falta do TH afeta os nervos que enviam os sinais de dor para o cérebro.
Sintoma 8 – Palpitações no coração
Sabe aquela sensação de que o coração “pula” batidas? É disso que estamos falando. Dá inclusive para perceber medindo o pulso em pontos diferentes do corpo. É o excesso de hormônio da tireoide correndo nas veias.
Sintoma 9 – Confusão mental
Falta de concentração repentina, lentidão para pensar, esquecimentos… não é apenas a idade que causa esses sintomas. Pode ser tireoide também, principalmente se os sintomas surgem repentinamente.
Sintoma 10 – Pressão alta
Pressão alta e nenhum remédio parece resolver, mesmo com alimentação saudável e exercícios? Peça a seu médico para examinar a tireoide. Quando a glândula trabalha pouco, os níveis do mau colesterol no sangue sobem, podendo elevar a pressão sanguínea.
Sintoma 11 – Aumento de apetite e mudança nos gostos alimentares
A comida mudou de gosto de repente? Pode ser tireoide preguiçosa. Por outro lado, o hipertireoidismo causa aumento de apetite – e não importa o quanto você coma, não há ganho de peso. E você não consegue parar de comer. Pode ser o sonho de muita gente comer sem engordar, mas nesse caso, é bom procurar um médico.
Sintoma 12 – Desconforto no pescoço e garganta
Como a tireoide fica no pescoço, dor nessa região pode significar problemas com a glândula. Mudanças no tom de voz e até bócio podem ter sua causa na tireoide.
Examine seu pescoço em busca de qualquer alteração ou inchaço no pescoço. Experimente jogar a cabeça para trás e engolir um gole de água enquanto põe a mão no pescoço: se você sentir alguma saliência ou inchaço, procure o médico.
Prestar atenção ao seu próprio corpo é fundamental para uma vida saudável!
(Tradução autorizada do artigo original, escrito por Mark Manson em seu site. Se você quer acompanhar os novos artigos em língua inglesa, clique aqui e assine a newsletter de Mark)
Sejamos honestos: nosso sistema educacional é uma m*.
Por exemplo, tudo o que aprendi de importante em História, durante o ensino médio, posso achar na Wikipedia e aprender em algumas semanas apenas. E muito do conhecimento científico básico que você sempre quis ter é explicado de um jeito incrível em vídeos no Youtube. E, para coroar tudo isso, você tem o mercado de trabalho mais instável dos últimos cem anos, uma tecnologia que se desenvolve tão rapidamente que metade do trabalho será feito por robôs na próxima década, disciplinas escolares que alguns dizem ser agora totalmente inúteis e novas formas de produzir são inventadas praticamente a cada seis meses.
E ainda assim estamos empurrando para as crianças o mesmo currículo escolar que nossos avós tiveram.
É um clichê dizer neste momento que as coisas mais importantes que você aprende na vida não são ensinadas na escola. Mas sei disso por minha vida, porque as coisas mais importantes eu tive de aprender por mim mesmo e enquanto adulto.
Mas por que essas coisas não podem ser ensinadas na escola? Pense bem, se eu tive que gastar seis meses da minha vida aprendendo coisas sobre Frei Caneca e Pintores Renascentistas, por que eu não posso gastar seis meses aprendendo como poupar para a aposentadoria e o que é consentimento sexual? Por que ninguém me disse que, quando eu virasse adulto, uma grande parte do mercado de trabalho seria afetada pela tecnologia ou seria terceirizada para os asiáticos?
Pode me chamar de amargo. Ou talvez de mais um dessa nova geração de descontentes. Mas, sério, onde estavam essas disciplinas na grade curricular? Sabe, essas disciplinas sobre coisas que você realmente precisa saber? [1]
Claro, quando eu dominar o mundo (o que vai rolar um dia desses aí, só estou esperando umas ligações), a gente não vai ter esse tipo de problema. Eu vou elaborar uma grade curricular que inclua o mais perfeito conhecimento sobre a vida, para ser transmitido a toda a população. E vocês todos vão me agradecer e prestar tributos em leite e mel e virgens sensuais e talvez mesmo sacrifiquem uma cabra ou duas em meu nome (desculpa, veganos).
Mas, antes que eu me deixe levar pela fantasia, vamos ser diretos. Quais são as disciplinas que deveríamos ter no ensino médio, mas não temos? Essas são as cinco mais importantes para mim.
1. FINANÇAS PESSOAIS
O currículo incluiria: cartões de crédito e taxas de juro e investimentos e aposentadoria e que eu deveria investir uns duzentos a partir dos 18 anos pois quando chegasse aos 50 seria tipo um biliomilhardário.
Sério gente, os juros compostos dominam a merda do planeta inteiro. Então como é que eu não sabia nada disso até meus 24?
Nota: se você escolheria a barra de chocolate ao invés da barra de prata, e não entende como essa é uma péssima decisão, encontre-me nas notas de rodapé. Precisamos conversar, agora. [2]
Se administrar seu próprio dinheiro fosse uma escola, a maioria da população estaria conduzindo o ônibus escolar ao invés de ir às aulas, e dirigindo mal, e desistindo completamente de até fazer isso.
A ignorância na gestão financeira tornou-se atualmente um enorme problema. Pois se você tem uma sociedade cheia de pessoas comprando um monte de porcarias pelas quais não podem pagar, aposentando-se sem poupança e adoecendo sem conseguir pagar um bom plano de saúde – bem, isso ferra a todos de uma forma extraordinária, como está ferrando neste exato momento.
2. RELACIONAMENTOS
O currículo incluiria: como expressar sentimentos sem culpa ou julgamentos recíprocos; como identificar um comportamento manipulador e livrar-se dele; como estabelecer limites e evitar comportamentos abusivos; como ter conversas honestas sobre sexualidade e como ela está relacionada (ou não) com o amor; como mergulhar em um relacionamento e como isso é vivenciado diferentemente para mulheres e homens. Basicamente tudo aquilo que a maioria aprende apenas depois de passar por uma boa sequência de dolorosos fins de relacionamentos.
Por que é importante?: porque quando você está na cama morrendo de câncer em estado terminal, você não vai estar pensando em como Napoleão subestimou a Rússia ou como a Restauração Meiji mudou completamente a geopolítica na Ásia ou como as regras da química orgânica estão fazendo seu corpo envelhecer.
Você estará pensando naqueles que amou em sua vida e naqueles que perdeu.
Muitas coisas constroem uma vida feliz, mas poucas têm tanta influência e impacto na felicidade quanto os nossos relacionamentos [3]. Aprender a como não tropeçar neles feito um bêbado desastrado e exercitar algum controle consciente na forma como transmitimos nossas emoções e criamos intimidade é possivelmente a habilidade mais transformadora de uma vida humana.
Pois não estamos falando o suficiente sobre como se casar e manter uma vida sexual excitante. Trata-se de falar sobre relacionamentos com R maiúsculo: como ser um bom amigo, como não tratar a sua família como se fosse merda de cachorro, como lidar com conflitos no trabalho, como assumir a responsabilidade por suas emoções e problemas e neuroses sem arrastar o resto do mundo fossa abaixo junto com você.
Como humanos, somos animais fundamentalmente sociais. Não existimos no vácuo, não conseguimos. Nossos laços sociais são tecido com o qual confeccionamos nossa vida. A questão é: esse tecido é uma ceda suave ou um poliéster ordinário?
3. LÓGICA E ARGUMENTAÇÃO
O currículo incluiria: esta pergunta:
“Se todos os que dirigem caminhões são caminhoneiros, e todos os caminhoneiros são motoristas, então todos os motoristas dirigem caminhões?”
Questões como essa sempre são chatas quando aparecem em testes padronizados. Mas nossa habilidade de resolvê-las tem uma grande repercussão em nossas crenças e em como conduzimos nossas vidas. Por exemplo, seguindo a mesma progressão lógica equivocada que apresentamos acima, temos as seguintes conclusões:
“Cíntia cria conflitos no ambiente de trabalho. Cíntia é uma mulher. Portanto mulheres criam conflitos no trabalho”. [5]
ou
“A maioria dos criminosos é pobre. A maioria dos pobres ganha bolsa família. Logo a maior parte do bolsa família é recebida por criminosos.”
Essas afirmações são falsas, e ainda assim você vê gente afirmando coisas do tipo como se fossem fatos ou apresentando-as em discussões como se fossem argumentos válidos, de modo que se tornam o fundamento de vieses de raciocínio e preconceitos de muita gente.
Dia desses eu li aquele que é possivelmente o artigo mais idiota que vi em meses. Ele tentava fundamentar que a objetificação das mulheres é errada, mas a objetificação sexual dos homens não. Por quê? Porque os homens não são estuprados tão frequentemente quanto as mulheres. Isso é o queijo suíço dos buracos lógicos e das falácias.
Por que é importante? A questão é que somos vítimas dessas falácias lógicas o tempo todo. E, em geral, de modos sutis que passam desapercebidos por nós. E frequentemente essas falácias dizem respeito a decisões importantes e a crenças que têm consequências marcantes em nossas vidas. Elas são manipuladas em campanhas eleitorais (X é bom em fazer dinheiro; o governo precisa de dinheiro; portanto X será bom para o governo), temas relativos a direitos civis, decisões morais e éticas (José mentiu para mim, portanto tenho direito de mentir para José), conflitos pessoais e por aí vai.
Essas falácias lógicas infiltram nossas vidas fazendo com que tomemos decisões estúpidas. E são decisões estúpidas sobre nossa saúde, nossos relacionamentos, nossa carreira e basicamente sobre tudo o mais.
O problema é que na escola raramente aprendemos como pensar direito ou resolver problemas adequadamente. Ao invés disso, aprendemos a como copiar ou memorizar as coisas – e logo depois esquecemos tudo [9]. Isso mal nos prepara para a complexidade da vida adulta, principalmente para a vida adulta do século 21, que é incrivelmente complexa. Eu suspeito que talvez o retrocesso intelectual que estamos atualmente vendo nos movimentos religiosos fundamentalistas e em outras manifestações intelectualmente miseráveis vêm dessa completa falta de preparo para o complicado mundo pós-moderno.
4. AUTOCONSCIÊNCIA
O currículo incluiria: sei o que você está pensando agora: “como você espera ensinar a autoconsciência?” Mas sério, gente, isso pode ser ensinado e praticado como qualquer outra coisa [6].
Autoconsciência é a habilidade de pensar sobre as coisas que você pensa. É a capacidade de ter sentimentos sobre seus sentimentos. Ter opiniões sobre as suas opiniões.
Por exemplo, eu posso pensar algo como “Odeio todas as pessoas chamadas Antônio, pessoas chamada antônio são más”. Esse é um clássico exemplo de intolerância, uma simples canalização de ódio orientada por um estereótipo superficial. E se você não tem autoconsciência, você vai levar esse preconceito a sério.
Mas se alguém é autoconsciente, essa pessoa irá capturar esse pensamento e questioná-lo. “Por que odeio pessoas que se chamam Antônio? Talvez porque meu ex-namorado tinha esse nome? Talvez porque meu pai se chame Antônio? Estou talvez direcionando meu ódio pelos Antônios da minha vida para todos os Antônios do mundo? Eu fico envergonhada de como sou enraivecida. Eu devia procurar um psicólogo.”
Isso sou eu pensando sobre meus pensamentos. Sou eu tendo sentimentos sobre meus sentimentos. Sou eu tendo opiniões sobre minhas opiniões. Isso é autoconsciência. E a maior parte das pessoas passa a maior parte de suas vidas com muito pouca autoconsciência.
Mas isso pode ser ensinado, como tudo o mais, por meio da prática. Basicamente tudo que exige que você pense sobre aquilo que está pensando estimula o desenvolvimento da autoconsciência. Isso pode ser feito através da meditação, da terapia, de um diário ou apenas tendo ao seu lado alguém muito íntimo que aponte seus vieses e preconceitos com consistência.
Por que é importante: pesquisas demonstram que um elevado grau de autoconsciência traz benefícios, bem, para quase todos os aspectos das nossas vidas. Pessoas que desenvolvem habilidades metacognitivas planejam melhor, são mais disciplinadas, mais focadas, mais atentas às suas emoções, são melhores tomadoras de decisões e mais capazes de antecipar problemas em potencial [7].
Em tudo o que fazemos na vida, só tem uma coisa que fica conosco do início ao fim: nossa mente. Ela é o grande filtro. Tudo o que fazemos e tudo o que acontece conosco é filtrado pela nossa mente e pelos nossos pensamentos. Portanto, precisamos investir tempo e energia para compreendermos ao máximo como funciona a nossa mente, pois isso afeta tudo o mais.
Talvez você seja precipitado em se irritar ou julgar as pessoas. Talvez você seja despreocupado demais com as coisas. Talvez você sofra de ansiedade de tantas formas que isso esteja atrasando a sua vida. Talvez você seja impulsivo e um especialista em se autorrecriminar.
Seja o que for, precisamos identificar nossas tendências e daí aprender como monitorá-las, para a seguir controlá-las.
5. CETICISMO
O Currículo incluiria: porque quase tudo em que acreditamos está provavelmente errado de uma ou outra forma; porque nossas memórias não são confiáveis; como áreas tão aparentemente sólidas quanto matemática e física estão cheias de incertezas [8]; como somos péssimos juízes sobre o que nos fez felizes/infelizes no passado e o que nos fará felizes/infelizes no futuro [9]; como os eventos mais importantes na história sempre são aqueles menos previsíveis [10]; como são as convicções e a rigidez nas crenças que nos conduzem à violência, e não ao oposto[11]; como muito do que nos é transmitido como suposto conhecimento científico hoje é baseado em pesquisas que repetidamente falharam ou foram incapazes de ser repetidas [12]; e por aí vai.
Por que é importante: muitas das coisas boas da vida surgem da falta de certeza ou do estado de desconhecimento. A incerteza é o que nos leva a ser curiosos, a aprender, a testar novas ideias, a comunicar nossas intenções aos outros. É o que nos mantém humildes. A incerteza nos ajuda a aceitar o que quer que nos ocorra. Ela nos permite enxergar os outros sem julgamentos injustos e precipitados. Muito do que é ruim na vida vem de certezas: complacência, arrogância, fanatismo e preconceitos. As pessoas não se reúnem e criam cultos religiosos e depois tomam veneno num sacrifício coletivo porque têm incertezas sobre a vida. Elas fazem isso porque têm certezas. As pessoas não caem em depressão, falam obsessivamente de seus exes ou entram em uma escola dando tiros porque têm incertezas a respeito de si mesmas – elas estão certas em relação às suas crenças.
Elas estão convictas cobre uma crença que, como quase todas as outras crenças, está provavelmente errada.
O ceticismo cultiva a habilidade de abrir-se a alternativas, de conter o julgamento, de questionar e desafiar a si mesmo a tornar-se uma pessoa melhor.
Você não tem certeza se a sua colega odeia você ou não. Você na verdade não sabe se seu chefe é mesmo um idiota ou só muito incompetente em se comunicar. Talvez a esposa dele tenha câncer ou algo assim, e ele fique chorando a noite toda sem dormir. Talvez você é que seja o idiota mas não se dá conta disso.
Você não sabe na verdade se o casamento gay irá arruinar a família tradicional, ou se mulheres e homens são mesmo tão diferentes assim. Você não tem certeza se esse novo emprego fará você mesmo feliz, se o casamento irá resolver os problemas de seu namoro (espero que não) ou se seu filho merece ou não aquelas notas boas (ele pode estar colando).
A vida é feita de incertezas. Nossas certezas são apenas estratégias para evitar a insegurança da vida, para evitar que nos adaptemos e sigamos o fluxo das mudanças. A educação e o aprendizado não terminam quando fechamos os livros e os diplomas são entregues. O aprendizado só termina quando a vida termina.
Notas:
1. Sempre que critico o sistema educacional recebo emails de professores irritados. Só quero deixar claro que não estou criticando os professores ou o trabalho que fazem. Há excelentes professores e há péssimos professores. Mas ambos submergem no mesmo sistema ineficiente. E estou certo de que muitos deles estão tão incomodados com esse currículo antiquado como nós estamos. ↵
2. Olá. Deixe-me adivinhar: você está com problemas com dinheiro neste momento? Tem muitas TVs de tela plana cujas prestações estão difíceis de pagar? Tem um carro que não é para seu bolso, mas você não consegue abdicar dele? Bom, a boa notícia é que as coisas podem melhorar. As más notícias é que você é um péssimo administrador do seu dinheiro. Não é algo legal. Você não sabe o quanto vale uma parra de prata de dez onças, certo? Ok, veja, eu não vou te zoar. Você precisa de ajuda, por isso procure alguns bons livros de gestão financeira pessoal, faça um favor a si mesmo. ↵
4. A forma como abordamos essas questões lógicas é sempre substituí-las por algo mais tangível, com: “Todos os Esquimós são canadenses. Todos os canadenses são norte-americanos. Portanto todos os norte-americanos são esquimós”. Um percentual surpreendentemente grande de estudantes erram essa questão. ↵
5. Adoro esse exemplo porque ele pode ser interpretado tanto como misógeno como misândrico. Um machista diria “sim, Cíntia começa todos os conflitos porque é mulher”. Feministas radicais diriam “Sim, os homens brigam com a Cíntia porque ela é uma mulher”. Ambas as conclusões são logicamente incorretas (e preconceituosas). ↵
Sou autor, blogueiro e intérprete. Escrevo conselhos de vida pouco convencionais. Pense nisso como uma auto-ajuda para pessoas que odeiam auto-ajuda. Encontro felicidade na luta. Conquisto o medo através da rendição. Tenho mais possuindo menos. Alguns dizem que sou idiota. Outros dizem que salvei suas vidas. Leia e decida por si mesmo.
As esculturas são uma expressão de arte que faz com que pessoas de todas as idades se identifiquem e busquem saber mais sobre elas.
Algumas delas, no entanto, são tão diferentes que despertam diversas sensações no espectadores: alegria, surpresa, até aflição em certos momentos.
Assim, confira algumas das esculturas mais diferentes espalhadas pelo mundo:
1- Três Pescadores, de Christina Motta
Flickr/ Carlos Morel
Além das belezas naturais e do Cristo Rendentor, o Rio de Janeiro abriga uma das esculturas mais originais do mundo. Chamada de “Três Pescadores”, a obra foi produzida em bronze pela artista Christina Motta. Localizada na cidade de Búzios, é possível ver três homens puxando à rede de pesca à beira do mar da Praia da Armação. Os visitantes mais distraídos podem facilmente confundi-la com trabalhadores, já que a escultura foi produzida em tamanho real e chama muita atenção de todos que passam.
Segundo a artista americana, a escultura foi resultado de um grande acidente: havia criado a mulher meditanto em cera, mas deixou-a cair no chão, provocando rachaduras na peça. Após momentos de raiva consigo mesma, começou a pensar em alternativas para recuperá-la. O resultado foi a versão final que pode ser vista, produzida em bronze e com uma fonte de eletricidade para que fique iluminada em seu interior.
A irreverência da escultura do garotinho fazendo xixi em praça pública atrai muitos turistas da cidade de Bruxelas, na Bélgica. Datada de 1619, dizem que a obra foi criada em homenagem a um menino que supostamente apagou um incêndio com seu xixi. No entanto, a história não é comprovada e é transmitida apenas como uma lenda local. O Manneken Pis também espalhou sua influência para o Brasil: o “Manequinho”, estátua localizada em frente ao Clube Botafogo de Futebol e Regatas (Rio de Janeiro), foi inspirado no garotinho belga.
Com a influência dos desenhos animados na vida das crianças, por que não criar uma escultura que se parece com um cartoon? O artista neozelandês tem o talento de fazer com que a mente humana se confunda ao analisar a obra, já que se parece muito com um desenho animado. “Horizons” fica localizada no parque Gibbs Farm, um parque privado de arte localizado na Nova Zelândia.
A Singapura é berço de outra escultura inusitada. Cinco meninos de bronze se divertem na beira do Singapore River, transmitindo grande alegria para os visitantes que apreciam a obra de Fag Cheon Chong. Fica localizada próxima à Ponte Cavenagh, ponto turístico da região.
Entrando no espírito do “que acontece em Vegas, fica em Vegas”, o hotel e cassino Riveira, localizado na Las Vegas Boulevard, tem logo em sua fachada uma escultura capaz de prender a atenção de todos: sete mulheres abraçadas viradas de costas para os visitantes, nomeadas de “Crazy Girls”. A maior parte dos turistas de diverte ao tirar fotos como se fosse parte do grupo de meninas. E você, ficou com vontade de marcar sua viagem e ter um retrato ao lado delas?
Além da encantadora Torrer Eiffel e o Arco do Triunfo, a França abrigou uma série de esculturas incríveis, feitas em bronze pelo artista francês Bruno Catalano. Várias esculturas inusitadas foram expostas na cidade de Marselha.
Passados os momentos de sustos ao ver um homem pendurado no topo de uma casa olhando para baixo percebe-se que a obra de bronze representa o psicanalista Sigmund Freud. Criada em 1996, a escultura de Cerny está situada na República Tcheca e representa o famoso austríaco observando os transeuntes da rua.
A escultura fica localizada na cidade de Filadélfia, foi criada pelo artista Zenos Frudakis e se tornou um ponto turístico na cidade. Produzida em bronze, tem homens em tamanho real, que representam a liberdade.
10- Rubberneck, de Viktor Hulík
Flickr/ Harold Stern
Todos os passantes da esquina da rua Panská com a rua Rybárska deparam-se com um operário de bronze, observando as pessoas que passam. Como está localizada no centro histórico de Bratislava, Eslováquia, tornou-se um ponto turístico, no qual diversas pessoas param para tirar fotos. A placa “man at work” (homem trabalhando, em português), explicita o momento em que ele está.
Ficou com vontade de arrumar as malas para conhecer qual desses locais?
Chris Gardner (Will Smith) é um pai de família que enfrenta sérios problemas financeiros. Apesar de todas as tentativas em manter a família unida, sua esposa, decide partir. Chris agora é pai solteiro e precisa cuidar de Christopher, seu filho de apenas 5 anos. Ele tenta usar sua habilidade como vendedor para conseguir um emprego melhor, mas seus planos não dão certo. Prepare-se para se emocionar – e chorar- com esta história de amor entre pai e filho
2- AMOR ALÉM DA VIDA – 1998
Chris Nielsen (Robin Williams), Annie (Annabella Sciorra), sua esposa, e os filhos do casal formavam uma família feliz. Mas os jovens morrem em um acidente e o casal fica desesperado. Annie entra em depressão e está quase se recuperando quando Chris também morre. Apesar da tragédia familiar, o filme é muito bonito e nos permite refletir sobre a existência da vida após a morte
3- À ESPERA DE UM MILAGRE – 1999
Paul Edgecomb (Tom Hanks) é o chefe de guarda da prisão, que tem John Coffey (Michael Clarke Duncan) como um de seus prisioneiros. Aos poucos, desenvolve-se entre eles uma relação incomum, baseada na descoberta de que o prisioneiro possui um dom mágico que é, ao mesmo tempo, misterioso e milagroso. O filme é envolvente e encantador
4- PEQUENA MISS SUNSHINE – 2006
Dizem que toda família tem seus dramas. Só mudam os endereços. No caso dos Hoover, os problemas são cômicos, como também o amor e a solidariedade que os une, já que passam quase todo o filme dentro de uma Kombi. A viagem tem um motivo: levar a caçula Olive (Abigail Breslin) para participar de um concurso de beleza. Detalhe: a garota não se encaixa nos padrões estéticos vigentes. Uma maneira bem-humorada de criticar a sociedade americana, abordando temas como a obstinação pelo sucesso e a velhice
5- NÃO SE MOVA – 2004
Um amor improvável, proibido e autêntico. Assim é o sentimento que une o cirurgião Timoteo (Sergio Castellitto) e Itália (Penélope Cruz). Sabemos do romance quando a filha do médico sofre um acidente e só resta a ele esperar pelo fim da cirurgia. Nesse momento, Itália toma os seus pensamentos e, a partir daí, a difícil saga dos amantes é reconstituída. Prepare-se para se emocionar com o encontro de uma mulher machucada pela vida com um homem disposto a amá-la, apesar de suas diferenças sociais
6- HANAMI – CEREJEIRAS EM FLOR – 2008
A diretora alemã Doris Dörrie aborda o tema da dor provocada pela perda de um ente querido. Trudi (Hannelore Elsner) ouve dos médicos que seu marido, Rudi (Elmar Wepper), tem pouco tempo de vida. Dali em diante, guarda consigo a sentença, evitando compartilhá-la com sua família. Seu desafio é convencer o parceiro, um senhor metódico e ranzinza, a se aventurar numa viagem para longe do cotidiano regrado. Em um segundo plano, emerge outra temática: a relação entre pais e filhos adultos
7- PATCH ADAMS – 1998
O Amor é Contagioso. Esta é a mensagem que este belo filme passa. Em 1969, após tentar se suicidar, Hunter Adams (Robin Williams) voluntariamente se interna em um sanatório. Ao ajudar outros pacientes, ele descobre que deseja ser médico. Deste modo, sai da instituição e entra na faculdade de medicina. Seus métodos poucos convencionais causam inicialmente espanto, mas aos poucos vai conquistando todos
8- PARIS, TE AMO – 2006
Quem nunca sonhou em viver um romance na capital francesa? Se você faz parte desse grupo, irá se deliciar com Paris, Te Amo. Mas saiba de antemão que não encontrará aquele monte de clichês relacionados à Cidade Luz. O filme é uma colagem de 18 curtas-metragens dirigidos por grandes cineastas, como Walter Salles e os irmãos Cohen. São histórias de encontros, desencontros, solidão e incomunicabilidade. Uma ótima pedida para se apaixonar por Paris, claro!
9- FALE COM ELA – 2002
O diretor espanhol Pedro Almodóvar volta sua câmera, dessa vez, para a cumplicidade masculina. Lado a lado, vivendo situações similares, estão Benigno (Javier Cámara), um jovem enfermeiro, e Marco (Dario Grandinetti), escritor. Ambos acompanham o calvário de duas mulheres hospitalizadas em estado de coma. Enquanto atravessam esse período de incertezas, tornam-se amigos e confidentes. Benigno, o mais terno, instiga o colega, anestesiado em face da fatalidade, a exercitar sua sensibilidade, na tentativa de aproximar-se de sua esposa. Essa é a deixa para os dois trocarem impressões sobre as mulheres. Para eles, seres complexos e misteriosos. Com isso, o sexo feminino acaba, como sempre, ocupando o centro da narrativa
10- AMELIA – 2009
Nada como admirarmos a saga de uma pioneira para saírmos do cinema dispostas a conquistar o mundo. É assim que você vai se sentir depois de conhecer a biografia de Amelia Earhart (Hilary Swank), a lendária aviadora que desapareceu enquanto sobrevoava o Oceano Pacífico em 1937. Destemida, ela queria contornar o planeta, depois de ter-se tornado a primeira mulher a fazer a travessia do Oceano Atlântico no comando de um avião. No campo afetivo, Amelia dividiu-se entre dois grandes amores: o marido George Putnam (Richard Gere), relações públicas e magnata do mercado editorial, e o piloto Gene Vidal (Ewan McGregor), amigo de longa data
11- LEMON TREE – 2008
A sinopse de Lemon Tree prepara o espectador a encarar um filme sobre o conflito entre Israel e Palestina. A surpresa, emocionante, por sinal, é perceber a certa altura o recorte sensível do roteiro: a opressão do feminino por duas culturas machistas. Salma, uma viúva palestina, vê sua plantação de limoeiros ser ameaçada quando o Ministro de Defesa de Israel se muda para a casa ao lado. As árvores, às quais dedica todo seu zelo, colocam a segurança do político em risco. Para que não sejam derrubadas, a protagonista se lança numa batalha judicial. Com o fervor de uma mãe em defesa de seus filhos, ela rompe o silêncio imposto às mulheres e se faz ouvir
12- MARLEY E EU – 2008
John (Owen Wilson) e Jennifer Grogan (Jennifer Aniston) casaram-se e decidiram começar nova vida em West Palm Beach, na Flórida. Lá eles trabalham, compram um imóvel e enfrentam os desafios de uma vida em conjunto. Indeciso sobre sua capacidade em ser pai, John busca o conselho de seu colega Sebastian (Eric Dane), que sugere que compre um cachorro. Ele aceita a sugestão e adota Marley
13- SOB O SOL DA TOSCANA – 2003
Depois do divórcio, a vida da escritora Frances (Diane Lane) perde a cor. Mas as luzes da Toscana a aguardam. Ela não sabe disso quando embarca numa excursão para a terra dos girassóis. Do outro lado da tela, saboreamos cada passo da sua jornada de reconstrução. A começar pela compra de uma casa antiga. Após a aquisição, começam seus esforços para se colocar de pé, bem como para restaurar a deteriorada edificação. O medo e a solidão logo são afugentados com a chegada de novos amigos, sabores e amores
Muitos pais sofrem acreditando que estão criando mal seus filhos e não sabem o que estão fazendo de errado, tampouco como consertar aquela situação. Seus filhos, mesmo sendo pequenos, têm atitudes de desobediência e desrespeito que lhes causam profunda tristeza
Corrigir com algumas palavras mais duras ou colocá-los de castigo por alguns instantes não surtem o efeito necessário para que aquela situação cesse de vez. O ideal é cortar o mal pela raiz, primeiramente mudar as próprias atitudes para que assim os filhos possam ser corrigidos.
De acordo com a experiente Dra. Erica Reischer, psicóloga e terapeuta familiar, algumas das razões pelas quais os filhos deixam de respeitar seus pais, são:
Os pais deixam de prestar atenção em seus filhos e não percebem o comportamento desrespeitoso
Está certo que vida de pai e mãe não é fácil, mas é preciso colocar algumas coisas em ordem de prioridade, e os filhos devem ser um dos primeiros da lista. Talvez seja preciso fazer algum tipo de autoavaliação para verificar como é o seu relacionamento com seus próprios filhos. Você dá atenção necessária todos os dias? Presta atenção não só nas necessidades deles, mas também nas conversas?
Por ignorarem os filhos em prol de algo menos importante, as crianças acabam perdendo o respeito pelos pais e passam a ignorar seus pedidos e ordens. Talvez seja apenas um espelho da maneira como estão sendo tratadas.
Os pais se acostumam com o comportamento de seus filhos
Muitos pais não conseguem corrigir seus filhos nas primeiras vezes que eles os tratam desrespeitosamente e a consequência disso é que próximas atitudes semelhantes virão.Lembrem-se, pais, é seu dever cuidar e educar seus filhos. Eles precisam crescer educados e sadios. Quando eles ultrapassarem os limites de uma boa educação a correção de forma pacífica é necessária para que ambos, vocês e eles, não sofram depois.
Os pais não têm certeza de como modificar tal comportamento
Quando seus filhos os tratam com desrespeito qual a melhor atitude a tomar? Cada família com certeza encontrará a melhor resposta, no entanto, o que não pode deixar de ser feito é sinalizar aos pequenos que aquela atitude além de feia é errada. Eles precisam entender isso.
Se vocês ainda não sabem como corrigi-los há sempre a experiência das pessoas mais velhas ou amigos próximos que poderão trazer algum tipo de auxílio para esses casos.
O comportamento não se adapta as suas expectativas de como as crianças devem agir
Muitas vezes criamos em nossa mente falsas ideias de como são as coisas. Uma criança com mau comportamento ou que faz birra no supermercado para que os pais comprem algo que ela quer não está agindo certo, por mais que alguns pais achem isso normal.
A educação deve ser dada às crianças desde ainda bem pequenas. Elas precisam conhecer a palavra respeito e aprender a agir respeitosamente. Não deixe que os pequenos assumam comportamentos ruins imaginando que um dia crescerão e entenderão o que é certo. Isso pode não acontecer e você terá criado um adulto prepotente e mal-educado.
Passem hoje mesmo a analisar suas atitudes em relação aos seus filhos e assumam a posição de educadores para o próprio bem deles.
De acordo com o Dicionário Michaelis, corrupção é a “ação ou efeito de corromper”, também descrita por palavras como decomposição, putrefação, depravação, desmoralização, devassidão, sedução e suborno.
A corrupção é o assunto favorito de discussões: seja em casa, no trabalho ou na mesa do bar, na hora de falar sobre isso todo mundo tem opinião – e, claro, os políticos são sempre os corruptos e culpados pela bagunça toda. A pesquisa Barômetro da Corrupção Global de 2013 mostra que 81% dos brasileiros acreditam que os partidos políticos e seus representantes são extremamente corruptos.
Um ranking realizado pela Transparência Internacional em 2014 mostra que entre 175 países com corrupção, o Brasil ficou em 69ª. Para a classificação, foram dadas notas tomando como base uma escala na qual 0 representava corrupção extrema e 100 transparência total. O Brasil ficou com 43 pontos.
A questão é: ocorre corrupção na política? Ocorre. Mas como mostra a definião doMichaelis, a ação não se restringe a congressos e prefeituras. Nós, como sociedade, também podemos ser corruptos.
Na última terça-feira (24), a página “Quebrando o Tabu” do Facebook compartilhou um vídeo no qual uma mulher denuncia todas as “pequenas formas de corrupção” que cometemos no nosso dia a dia. “O problema está em nós como povo, porque a gente pertence a um país em que a esperteza é uma moeda sempre valorizada”, diz ela. Aquela mesma pesquisa da Transparência Internacional mostra que 81% dos brasileiros acreditam que pessoas ordinárias podem ajudar e têm influência na luta contra a corrupção.
Pensando nisso, nos inspiramos no vídeo do “Quebrando o Tabu” e separamos sete atitudes que têm que ser repensadas antes de reclamarmos da corrupção. Afinal, as pessoas que fazem política um dia já foram gente como a gente, não é mesmo?
-Fraudar o imposto de renda para pagar menos imposto.
E depois reclamar que falta isso e aquilo no país, falar que na Inglaterra a televisão pública é incrível e no Brasil é sucateada. Segundo a Secretaria da Receita Federal, só em 2013 cerca de 25 mil pessoas foram identificadas com fraude de pensão alimentícia. Isso corresponde a um valor de R$ 375 milhões.
-Jogar lixo irregularmente…para depois reclamar dos esgotos.
Claro que esse serviço poderia melhorar para a sociedade, mas ainda assim, de acordo com dados do Instituto Trata Brasil, “mais de 3,5 milhões de brasileiros, nas 100 maiores cidades do país, despejam esgoto irregularmente, mesmo tendo redes coletoras disponíveis“.
-Reclamar do número de acidentes de carro, mas beber e depois dirigir.
Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2015, um quarto dos brasileiros dirige após ter ingerido bebidas alcoólicas. As consequências podem ser terríveis: só em 2014, foram registradas mais de 172 mil internações relacionadas a acidentes de trânsito e uma média de R$ 60 milhões é gasta anualmente com pessoas dependentes do álcool.
-Pegar um atestado médico só para faltar no trabalho.
A criação de um atestado médico falso constitui em um crime. O artigo 302 do Código Penal Brasileiro prevê detenção de um mês a um ano para os profissionais em questão.
-Viajar pela empresa e fraudar as notas fiscais para ficar com mais dinheiro.
A prática é um crime previsto pelo artigo 1º da lei nº 8.137, cuja pena é uma reclusão de dois a cinco anos com direito a multa.
-Fingir que está dormindo quando entra um idoso no ônibus.
Podemos simplesmente concordar que essa é uma falta de educação universal? De qualquer forma, vale lembrar que a sociedade brasileira tem cada vez mais idosos, número que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deve quadruplicar até 2060. Ou seja, um dia você pode ser um desses idosos. De pé. No ônibus lotado. Reflita.
O comportamento suicida não é apenas uma resposta lógica a um estresse extremo. O suicídio geralmente é o desfecho trágico de doenças psiquiátricas como os transtornos afetivos, transtornos psicóticos (esquizofrenia) e alcoolismo. Em quase 90% dos casos de suicídio há o diagnóstico de doença mental ou de uso abusivo de substâncias psicoativas. Os transtornos afetivos ou do humor, principalmente os transtornos bipolares e depressão mostram uma grande relação com o suicídio. Mais de 10% das pessoas com depressão tiram a própria vida.
A presença de doenças orgânicas, doenças graves, crônicas ou terminais também podem gerar um preocupante aumento do comportamento suicida. É evidente que a dor, a desesperança, o sofrimento, o sentimento de desamparo e muitas vezes o desespero conduzem estes pacientes a ter a equivocada ideia de que a morte pode ser uma solução para a sua condição.
Existem alguns alertas que podem sinalizar a presença do comportamento suicida. Precisamos estar atentos. São eles:
1 – Frases de alarme.
Existe um mito de que pessoas que falam em suicídio só o fazem para chamar a atenção e não pretendem, de fato, terminar com suas vidas. Isso não é verdade, falar sobre isso pode ser um pedido de ajuda! Então, se você ouvir um parente ou amigo falando algo do tipo, preste atenção. 2 – Mudanças inesperadas.
Todo mundo passa por mudanças na vida, faz parte do jogo. Mas algumas mudanças podem ser traumáticas quando não estamos preparados para elas. Uma pessoa fragilizada por uma depressão ou outro problema psíquico dificilmente terá condições de encarar uma mudança inesperada, como perder um emprego que considerava muito importante. 3 – Depressão e drogas.
Se o indivíduo consome álcool ou outras drogas, atenção redobrada. O maior coeficiente de suicídio se dá por transtorno de humor associado ao uso de substâncias psicoativas, mais da metade dos casos de suicídio. Depressão e consumo de álcool e drogas é responsável pelo maior numero de mortes no mundo inteiro. 4 – Pode não ser só “aborrescência”.
A taxa de suicídio dos jovens brasileiros aumentou mais de 30% nos últimos 10 anos. Muitas vezes o comportamento errático atribuído como típico do adolescente pode ser um sinal de intenção de suicídio. Existe uma falsa ideia de que a depressão atinge mais pessoas adultas. O adolescente apresenta outros sintomas, ele vai se trancar no quarto, não vai falar com ninguém, e isso vai ser entendido como fenômeno da adolescência normal, já que ele não consegue expressar seu sofrimento de uma forma clara. 5 – Preto no branco.
Somente 15% dos gravemente deprimidos vão se suicidar, mas a depressão severa continua sendo a maior causa do suicídio. Por isso, é preciso ficar atento quando a pessoa demonstra zero interesse na vida ou nos outros. Para o deprimido, o mundo deixa de ser colorido, é preto e branco. Ele tem baixa autoestima, desinteresse por todos e fica muito voltado para ele mesmo. Quando em depressão severa, a pessoa se isola dos outros e não vê motivos para continuar viva. É um alerta de urgência. 6 – Bom demais para ser verdade.
A simulação de melhora é comum em diversos casos de suicídio, então, se uma pessoa que normalmente é deprimida parecer subitamente alegre, é importante acompanhá-la para garantir que ela não tentará o suicídio.
O que você pode fazer?
O ideal é conversar com a pessoa e não deixá-la sozinha. Ao conversar, procure não falar muito e ouvir mais, já que muitas vezes a pessoa só precisa ser ouvida. Se possível, acompanhe-a a um profissional de saúde e peça orientação. Outra medida é retirar acesso de ferramentas potencialmente destrutivas dentro de casa como arma, remédios e substâncias tóxicas – para evitar o uso delas em um impulso.
Hoje, não basta sermos felizes, é preciso que também estejamos rodeados de pessoas felizes, ou estaremos sujeitos a chateações e aborrecimentos de toda sorte, uma vez que a felicidade incomoda quem não sabe buscá-la para si. Em um mundo de aparências superficiais e materialistas como o nosso, autenticidade tornou-se artigo raro, ou seja, como a felicidade é algo que não se vende nem se compra, muitos não conseguirão encontrá-la por outros meios que não o cartão de crédito. Felicidade fatalmente será alvo de cobiça e de inveja, nesse contexto. Ainda assim, seja feliz, pois alegria é contagiante.
Quem é feliz acaba contaminando o ambiente à sua volta, irradiando confiança e magia, roubando sorrisos dos mais céticos, trazendo esperança em meio ao pessimismo e à desilusão. Pessoas felizes não se deixam abalar por palavras e atitudes de quem não lhe diz respeito, tendo a capacidade de ouvir e de dar valor a quem é realmente importante em suas vidas, pois sabem muito bem escolher a quem guiar e por quem serem guiadas.
Quem é feliz torna-se imune a vibrações negativas de gente à toa, que suga energia e derruba os ânimos. Atitude positiva blinda nosso corpo e nossa alma, fortalecendo nossas convicções e reavivando nosso bom humor diariamente, para que não percamos a alegria e a sinceridade pelas quais pautamos a nossa existência. Pessoas felizes não se desviam dos caminhos aos quais se propuseram, pois têm certeza de que muitos de seus sonhos se realizarão.
Quem é feliz entrega-se inteiramente às paixões, sem medo de amar e de ser amado, sempre investindo na troca de suor e de energia com o objeto de seus desejos, experenciando aquilo que atrai, que lhe acende a libido, sem medo, sem preconceitos, sem amarras. E quebra a cara, decepciona-se, amarga os desfechos, crescendo ainda mais após os erros, os quais lhe servem como ponto de reflexão e de recomeço. Pessoas felizes não se arrependem, mas reaprendem e se aprimoram com tudo o que não deu certo, pois jamais se tornam prisioneiras de expectativas ou refém de ressentimentos.
Quem é feliz sabe que tem muito a oferecer e também merece receber muito em troca, entendendo a entrega de mão dupla de que se constituem as interações com outro alguém, seja qual for o tipo de relacionamento. Para tanto, é capaz de se colocar no lugar do outro, compreendendo os limites de cada pessoa, uma vez que é consciente das próprias limitações. Pessoas felizes aceitam os encontros da vida e acolhem a chegada dos outros em sua caminhada, pois mantêm os olhares otimistas e limpos de ranços preconceituosos e de julgamentos de quaisquer tipos. Cultivam a gratidão em relação a tudo o que faz parte de sua vida, o que aumenta o seu grau de felicidade.
Quem é feliz sabe o que quer da vida, porque se conhece como ninguém e se lança ao encontro da harmonia com o universo circundante, entendendo-se parte integrante de um coletivo, prevendo as consequências de seus atos na própria vida e na vida das pessoas ao seu redor. Pessoas felizes não agem de forma egoísta, pois se comprazem em dividir conhecimento, sabedoria e diversão, não guardando para si as fontes de felicidade e contentamento, para que a alegria se faça contagiante em meio às vicissitudes do dia-a-dia massacrante a que todos estão submetidos.
Não adianta querermos encontrar a felicidade fora de nós, tampouco depositá-la em bens materiais ou em alguém que não seja nós mesmos. A felicidade não pode ser dependente de nada nem de ninguém, deve brotar de nossa essência, tal qual uma força íntima e revigorante, capaz de contaminar os caminhos por onde andarmos, tornando lúcida e verdadeira nossa busca pela felicidade. Precisamos torcer pela nossa felicidade, bem como pela felicidade alheia, sempre, o que nos será de imensa ajuda, pois, ponto pacífico, gente feliz não perturba, exatamente porque ser feliz é a melhor coisa da vida.
Um caso em Belo Horizonte, Minas Gerais, é daqueles que restauram nossa fé na humanidade. Um apostador da Mega-Sena doou um bilhete premiado de quadra para Matheus, uma criança que sofre de displasia neuronal no intestino. Esse problema é sério, exige um transplante caríssimo – cerca de 4 milhões de reais – e que só pode ser realizado nos Estados Unidos.
Devido a falhas no funcionamento do órgão, o pequeno não pode se alimentar. Toda a nutrição a hidratação é feita via sonda, ligada permanentemente a ele.
O benfeitor não sabia como entregar o bilhete, então deixou o ticket, anexado a uma carta endereçada à família de Matheus, aos cuidados do jornalista Rodrigo Genta, da TV Bandeirantes de BH. A doação tem valor de R$ 719,92.