25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

Não vivemos o luto apenas quando perdemos alguém pela morte. Vivemos um luto cada vez que perdemos algo ou alguém que para nós era importante e com o qual possuíamos um vínculo ou ligação emocional.

Podemos vivenciar um luto ao perdermos um emprego, ao mudarmos de cidade, ao descobrirmos uma doença, ao fazermos a passagem de uma fase da vida para outra, ao sentirmos que nós já não somos como éramos antes…

A lista escolhida reflete o luto em suas diversas formas. Que ela possa servir de fonte para reflexão e ampliação sobre como lidamos com as perdas e ganhos que são partes essenciais da vida.

Pois como diz Schüler: “Quando morremos? Na verdade, morremos todos os dias. Morte são também nossas decepções, nossos projetos falidos, nossas ideias abortadas. Morte é tudo que nega a vida. A morte definitiva, a que encerra todos os atos, a que nos apresenta a vida concluída, dessa não podemos tratar porque ela nos excede. Restam-nos os insucessos que a anunciam, neles acenam os signos do que não nos é dado alcançar”.

  1. PS eu te amo

Holly Kennedy (Hilary Swank) é casada com Gerry (Gerard Butler), um engraçado irlandês por quem é completamente apaixonada. Quando Gerry morre, a vida de Holly também acaba. Em profunda depressão, ela descobre com surpresa que o marido deixou diversas cartas que buscam guiá-la no caminho da recuperação.

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

  1. A Balada de Narayama

Uma pequena cidade japonesa segue uma tradição: aquele que completa setenta anos deve deixar a vila e ir até o topo de uma montanha para encontrar a morte. Quem se recusa a cumprir a regra traz desgraça para sua família. Orin (Sumiko Sakamoto) tem sessenta e nove anos e no inverno chegará sua vez de subir o monte. Mas sua maior preocupação no momento é encontrar uma esposa para seu filho mais velho Tatsuhei (Ken Ogata).

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

3- A culpa é das estrelas

Diagnosticada com câncer, a adolescente Hazel Grace Lancaster (Shailene Woodley) se mantém viva graças a uma droga experimental. Após passar anos lutando com a doença, ela é forçada pelos pais a participar de um grupo de apoio cristão. Lá, conhece Augustus Waters (Ansel Elgort), um rapaz que também sofre com câncer. Os dois possuem visões muito diferentes de suas doenças: Hazel preocupa-se apenas com a dor que poderá causar aos outros, já Augustus sonha em deixar a sua própria marca no mundo. Apesar das diferenças, eles se apaixonam. Juntos, atravessam os principais conflitos da adolescência e do primeiro amor, enquanto lutam para se manter otimistas e fortes um para o outro.

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas4- Canção para Marion

Arthur, morador de uma pensão para idosos, nunca gostou de cantar, mas quando sua esposa fica doente, ele decide honrar uma das suas atividades favoritas: participar de um coral. Logo, ele descobre as técnicas pouco convencionais da diretora do coral, e se aproxima novamente de seu filho, James.

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

5. A Partida

Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki) tem o sonho de tocar violoncelo profissionalmente. Para tanto se endivida e compra um instrumento, conseguindo emprego em uma orquestra. O pequeno público que comparece às apresentações faz com que a orquestra seja dissolvida. Sem ter como pagar, ele devolve o instrumento e decide morar, com sua esposa Mika (Ryoko Yoshiyuki), em sua cidade natal. Em busca de emprego, ele se candidata a uma vaga bem remunerada sem saber qual será sua função. Após ser contratado, descobre que será assistente de um agente funerário, o que significa que terá que manipular pessoas mortas. De início Daigo tem nojo da situação, mas a aceita devido ao dinheiro. Apesar disto, esconde o novo trabalho da esposa. Aos poucos ele passa a compreender melhor a tarefa de preparar o corpo de uma pessoa morta para que tenha uma despedida digna.

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

6- Amor (Amour)

Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva) são um casal de aposentados apaixonados por música. Eles têm uma filha musicista que vive em outro país. Certo dia Anne sofre um derrame e fica com um lado do corpo paralisado. O casal de idosos passa por graves obstáculos que colocarão o seu amor em teste.

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

7- As Invasões Bárbaras

À beira da morte e com dificuldades em aceitar seu passado, Rémy (Rémy Girard) busca encontrar a paz. Para tanto recebe a ajuda de Sébastien (Stéphane Rousseau), seu filho ausente, sua ex-mulher e velhos amigos.

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

8- Lado a lado

Uma jovem de doze anos (Jena Malone) e um garoto de sete (Liam Aiken), filhos de pais separados, não aceitam a nova namorada de seu pai (Ed Harris), uma bela e renomada fotógrafa (Julia Roberts). O garoto ainda tolera a situação, mas a adolescente não se conforma com a separação e com fato de seu pai e a namorada viverem juntos, pois isto significa que as chances de reconciliação de seus pais se tornam quase nulas. Por sua vez, a mãe das crianças (Susan Sarandon) ainda alimenta esta briga, fazendo o gênero “mãe perfeita”. A fotógrafa faz de tudo para agradar as crianças, chegando ao ponto de dar tanta atenção aos enteados que acaba perdendo o emprego, pois deixou de ser a profissional competente que era. Até que uma notícia inesperada muda completamente a relação entre os familiares.

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

9- Minha vida sem mim

Tendo apenas 23 anos, Ann (Sarah Polley) é mãe de duas garotinhas, Penny (Jessica Amlee) e Patsy (Kenya Jo Kennedy), e é casada com Don (Scott Speedman), que constrói piscinas. Ela trabalha todas as noites na limpeza de uma universidade, onde nunca terá condições de estudar, e mora com sua família em um trailer, que fica no quintal da casa da sua mãe (Deborah Harry). Ann mantém uma distância obrigatória do pai, pois ele há dez anos está na prisão. Após passar mal, Ann descobre que tem câncer nos ovários. A doença alcançou o estômago e logo estará chegando no fígado, assim ela terá no máximo três meses de vida. Sem contar a ninguém seu problema e dizendo que está com anemia, Ann faz uma lista de tudo que sempre quis realizar, mas nunca teve tempo ou oportunidade. Ela começa uma trajetória em busca de seus sonhos, desejos e fantasias, mas imaginando como será a vida sem ela

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

10- Philomena

Irlanda, 1952. Philomena Lee (Judi Dench) é uma jovem que tem um filho recém-nascido quando é mandada para um convento. Sem poder levar a criança, ela o dá para adoção. A criança é adotada por um casal americano e some no mundo. Após sair do convento, Philomena começa uma busca pelo seu filho, junto com a ajuda de Martin Sixsmith (Steve Coogan), um jornalista de temperamento forte. Ao viajar para os Estados Unidos, eles descobrem informações incríveis sobre a vida do filho de Philomena e criam um intenso laço de afetividade entre os dois.

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

11- Ponte para Terabitia

Jess Aarons (Josh Hutcherson) sente-se um estranho na escola e até mesmo em sua família. Durante todo o verão ele treinou para ser o garoto mais rápido da escola, mas seus planos são ameaçados por Leslie Burke (Anna Sophia Robb), que vence uma corrida que deveria ser apenas para garotos. Logo Jess e Leslie tornam-se grandes amigos e, juntos, criam o reino secreto de Terabítia, um lugar mágico onde apenas é possível chegar se pendurando em uma velha corda, que fica sobre um riacho perto de suas casas. Lá eles lutam contra Dark Master (Matt Gibbons) e suas criaturas, além de conspirar contra as brincadeiras de mau gosto que são feitas na escola.

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

12- O escafandro e a borboleta

Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) tem 43 anos, é editor da revista Elle e um apaixonado pela vida. Mas, subitamente, tem um derrame cerebral. Vinte dias depois, ele acorda. Ainda está lúcido, mas sofre de uma rara paralisia: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby se recusa a aceitar seu destino. Aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto, e forma palavras, frases e até parágrafos. Cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória.

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

13- Elza e Fred

Elsa (Shirley MacLaine) é uma mulher de idade que vive sozinha. Um dia, ela comete uma barbeiragem ao sair com o carro e quebra os faróis do carro de Lydia (Marcia Gay Harden), a filha de seu novo vizinho, Fred (Christopher Plummer). Revoltada com o ocorrido, Lydia exige que Elsa pague o conserto. O filho de Elsa (Scott Bakula) aceita cobrir os danos mas, ao entregar o cheque a Fred, Elsa lhe conta uma história triste que acaba convencendo-o a recusar o valor. Com o tempo, Elsa e Fred se aproximam cada vez mais, apesar do temperamento bastante diferente. Enquanto ela é cheia de vida, ele é rabugento e mal quer sair de casa.

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

14- Para sempre Alice

A Dra. Alice Howland (Julianne Moore) é uma renomada professora de linguística. Aos poucos, ela começa a esquecer certas palavras e se perder pelas ruas de Manhattan. Ela é diagnosticada com Alzheimer. A doença coloca em prova a  força de sua família. Enquanto a relação de Alice com o marido, John (Alec Baldwinse), fragiliza, ela e a filha caçula, Lydia (Kristen Stewart), se aproximam.

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

15- A invenção de Hugo Cabret

Paris, anos 30. Hugo Cabret (Asa Butterfield) é um órfão que vive escondido nas paredes da estação de trem. Ele guarda consigo um robô quebrado, deixado por seu pai (Jude Law). Um dia, ao fugir do inspetor (Sacha Baron Cohen), ele conhece Isabelle (Chloe Moretz), uma jovem com quem faz amizade. Logo Hugo descobre que ela tem uma chave com o fecho em forma de coração, exatamente do mesmo tamanho da fechadura existente no robô. O robô volta então a funcionar, levando a dupla a tentar resolver um mistério mágico.

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

16- UP – Uma aventura nas alturas

Carl Fredricksen (Edward Asner) é um vendedor de balões que, aos 78 anos, está prestes a perder a casa em que sempre viveu com sua esposa, a falecida Ellie. O terreno onde a casa fica localizada interessa a um empresário, que deseja construir no local um edifício. Após um incidente em que acerta um homem com sua bengala, Carl é considerado uma ameaça pública e forçado a ser internado em um asilo. Para evitar que isto aconteça, ele enche milhares de balões em sua casa, fazendo com que ela levante vôo. O objetivo de Carl é viajar para uma floresta na América do Sul, um local onde ele e Ellie sempre desejaram morar. Só que, após o início da aventura, ele descobre que seu pior pesadelo embarcou junto: Russell (Jordan Nagai), um menino de 8 anos

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

17- A menina que roubava livros

Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger (Sophie Nélisse) sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo (Geoffrey Rush), ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um homem judeu (Ben Schnetzer) que vive na clandestinidade em sua casa. Enquanto não está lendo ou estudando, ela realiza algumas tarefas para a mãe (Emily Watson) e brinca com a amigo Rudy (Nico Liersch).

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

18- Tão forte tão perto

Oskar Schell (Thomas Horn) é um garoto muito apegado ao pai, Thomas (Tom Hanks), que inventou que Nova York tinha um distrito hoje desaparecido para fazer com que o filho tivesse iniciativa e aprendesse a falar com todo tipo de pessoa. Thomas estava no World Trade Center no fatídico 11 de setembro de 2001, tendo falecido devido aos ataques terroristas. A perda foi um baque para Oskar e sua mãe, Linda (Sandra Bullock). Um ano depois, Oskar teme perder a lembrança do pai. Um dia, ao vasculhar o guarda-roupas dele, quebra acidentalmente um pequeno vaso azul. Dentre há um envelope onde aparece escrito Black e, dentro dele, uma misteriosa chave. Convencido que ela é um enigma deixado pelo pai para que pudesse desvendar, Oskar inicia uma expedição pela cidade de Nova York, em busca de todos os habitantes que tenham o sobrenome Black.

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

19- O quarto do filho

Giovanni (Nanni Moretti) é um psicanalista que reside e trabalha na cidade de Ancona, na Itália. Ele é casado com Paola (Laura Morante) e tem dois filhos: a menina Irene (Jasmine Trinca) e o jovem Andrea (Giuseppe Sanfelice). Sua vida transcorre tranquila, dividida entre a família e o consultório, até que uma tragédia a transtorna completamente. Para atender ao chamado urgente de um paciente, Giovanni deixa de acompanhar o filho à praia e nesse passeio o rapaz morre afogado. A família, é claro, ressente-se profundamente com a morte e Giovanni sofre uma forte sensação de remorso, apesar do apoio da esposa.

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

20- Reine sobre mim

Charlie Fineman (Adam Sandler) perdeu sua família nos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York. Ele procura apoio em um antigo amigo da faculdade, o dentista bem-sucedido Alan Johnson (Don Cheadle), que também passa por problemas. Mesmo tendo família e emprego, muitas vezes Alan se sente bastante sozinho. Ao se ajudarem mutuamente, a vida de Charlie começa a melhorar bastante e o vínculo entre eles, perdido há algum tempo, volta a se fortalecer.

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

21- Iris

A história de amor entre a novelista e filósofa Iris Murdoch e seu marido, o professor de Oxford John Bayley, contada em duas épocas distintas: na juventude, quando se conheceram, e na velhice, quando Iris sofre do mal de Alzheimer.

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

22- O óleo de Lorenzo

Um garoto levava uma vida normal até que, quando tinha seis anos, estranhas coisas aconteceram, pois ele passou a ter diversos problemas de ordem mental que foram diagnosticados como ALD, uma doença extremamente rara que provoca uma incurável degeneração no cérebro, levando o paciente à morte em no máximo dois anos. Os pais do menino ficam frustrados com o fracasso dos médicos e a falta de medicamento para uma doença desta natureza. Assim, começam a estudar e a pesquisar sozinhos, na esperança de descobrir algo que possa deter o avanço da doença.

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

23- Meu primeiro amor

Vada Sultenfuss (Anna Chlumsky), uma garota de 11 anos, é obcecada com a morte, pois sua mãe morreu e seu pai, Harry Sultenfuss (Dan Aykroyd), é um agente funerário que não lhe dá a devida atenção. Vada é apaixonada por Jake Bixler (Griffin Dunne), seu professor de inglês, e no verão faz parte de uma classe de poesia só para impressioná-lo. Paralelamente é muito amiga de Thomas J. Sennett (Macaulay Culkin), um garoto que é alérgico a tudo. Quando Harry contrata Shelly DeVoto (Jamie Lee Curtis), uma maquiadora para os funerais, e se apaixona por ela Vada se sente ultrajada e quer fazer qualquer coisa que estiver em seu poder para separá-los.

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

24- Canção do Oceano

Dois irmãos perdem a mãe e precisam encontrar uma maneira de viver sem ela. O segredo está nas lendas que ela contava e na concha mágica que ela deixou, que toca a música do mar para encantar as criaturas e despertar o amor e a união entre as crianças.

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

25- Um golpe do destino

Jack McKee (William Hurt) é um médico bem-sucedido, rico e aparentemente sem nenhum problema, até o momento em que é diagnosticado com câncer de garganta. Com a perspectiva de um paciente, ele busca hospitais, tratamentos e médicos, percebendo que ser um doutor é mais do que somente cirurgias e prescrições.

contioutra.com - 25 filmes que nos ensinam a lidar com as perdas

*sinopses: www.adorocinema.com

A insustentável leveza da morte

A insustentável leveza da morte

Com alguma atenção é possível cismar que o mais assustador sobre a morte seja a reação daqueles que ficam. Uma pessoa passa a vida inteira quase esquecida, rodeada por um círculo exíguo de amigos, um artista é pouco reconhecido, tem lá os seus bocados de fãs fiéis, ou ainda, uma pessoa é isolada, solitária e criticada na maior parte do seu tempo vivido. Poderia descrever aqui “N” situações de pessoas que, enquanto em vida, não receberam o mesmo suporte ou a mesma atenção que despertaram no momento da morte.

De que vale uma homenagem, a atenção ou o afeto para um morto afinal? Independentemente de existir alma ou qualquer outra coisa, creio que uma vez que o corpo vai, vai com ele todo o valor do que quer que fosse que fizesse sentido “por aqui”. Deixar ir… não é que homenagens não sejam belas, necessárias ao luto nosso, mas são necessárias ao luto nosso, é um consolo para quem fica e de nada vale para quem partiu, e mesmo que valha (vai da crença de cada um), por que não valorizar as pessoas enquanto elas estão entre nós?

contioutra.com - A insustentável leveza da morte
“Bem. Eu penso que parte disso são, provavelmente, contrastes. Luz e sombra. Se você nunca teve maus momentos, como você sabe que teve bons momentos? Mas, outra parte é apenas: se você vai ser humano, vem um monte de coisas no pacote. Olhos, um coração, dias e vida. No entanto, são os momentos que iluminam isso tudo. Os momentos que você não percebe enquanto os está vivendo… é isso que faz o resto valer a pena.” (Morte – HQ Sandman – Neil Gaiman)

A morte é quase sempre tratada como um grande espetáculo, com direito a performances acrobáticas da hipocrisia. É o momento em que todos se abraçam em memória do morto, de que todos os erros e defeitos do defunto são apagados. A absolvição, o reconhecimento e o amor, talvez tão desejados pelo falecido quando vivo, se convertem em rosas para adornar um caixão. Qual é o problema com as pessoas que decidem valorizar alguém justamente quando não há nada que possa ser feito por ele?

Dizem que a morte é a única coisa sobre a qual não há nada que possa ser feito. E talvez, justamente por isso seja tão fácil amar um morto. Não é necessário se responsabilizar pelo que sente por ele, não há cobranças, não haverá ações que coloquem em dúvida a sua devoção, não haverá decepções, não haverá discussões nem contratempos: a morte por si só dá conta de tudo, agora a culpa é toda da morte e por isso todos podem ficar em paz entre si. Rituais a parte, a morte nos convida a uma reflexão maior do que levar a “culpa” pelo que não foi ou automatizar um ato de beatificação do que se foi. Seja lá o que for: foi. Ela nos convida a uma reflexão sobre a vida, essa que é dura!

A morte nos pede coragem em assumir a vida – em assumir amor sem expectativas de que ele será recebido de uma forma passiva e idealizada, em assumir devoção mesmo diante dos defeitos, em assumir relações mesmo com contratempos, em estar presente ou de ausentar-se mesmo, sem culpa, tão sem culpa que não irá também buscar redenção através de votos lamuriosos embalados em um funeral. A morte nos pede coragem para viver sem saber o que será amanhã, e ainda assim, viver com gosto, apreciando cada momento e, como parte do “pacote”, as pessoas que escolhemos como elementos desse viver.

A vida importa. É enquanto ela corre que é possível fazer alguma coisa. Por que não homenagear pessoas vivas, enquanto elas podem usufruir de toda a afeição e reconhecimento? Por que não abraçar pessoas vivas, declarar os sentimentos, chorar à vista para rir a prazo, celebrar o ar que entra e sai dos pulmões? Por que não se responsabilizar pela sua atitude diante do que é em vez de lamentar o que jamais voltará a ser?

Não se trata de abandonar a memória e os afetos pelos que se foram, mas em ter nestas memórias a lembrança dos mesmos afetos doados em vida. Fazer na despedida a última homenagem e não a primeira, diante da derradeira partida.

Sexo sem amor.

Sexo sem amor.

Somos um turbilhão de hormônios, químicas, sentimentos, pensamentos e necessidades fisiológicas navegando aqui dentro, encontrando-se e desencontrando-se, num ritmo frenético cada vez mais célere por conta do dia-a-dia atribulado a que nos entregamos. Nem sempre conseguimos equilibrar esse tanto de coisa que carregamos no peito, nos ombros, correndo em nossas veias, o que acaba nos provocando tristezas aparentemente descabidas, raiva de quem não nos fez nada, explosões verborrágicas fora de contexto e desejos inesperados.

Somos cobrados a todo instante por idealizações midiáticas que nos preconizam os modelos de pessoas desejáveis, modelos inalcançáveis pela esmagadora maioria da população mundial. Temos que ser fortes física e emocionalmente, bem resolvidos, ricos, destemidos, românticos e guiados pela razão. Acontece que nem tudo o que nos move pode ser racionalizado, pois somos em muito dependentes dos chamados de nosso organismo – quem consegue pensar direito, por exemplo, quando está acometido por uma vontade irrefreável de ir ao banheiro? O corpo não nos cansa de lembrar que ele também manda na gente.

Da mesma forma é o que pode ocorrer com as necessidades sexuais, as quais, em alguns momentos, parece pulsar dentro de nós enquanto necessidade física mesmo, seja quando do torvelinho hormonal característico da puberdade, seja na mais tenra idade, ou quando menos se espera. Muitas vezes, queremos o sexo porque sim, não importando se houve conquista, jogo de olhares, diálogos românticos, agrados e gentilezas o precedendo, se há amor envolvido. Trata-se de uma necessidade acesa pela nossa libido, que nos acompanha aonde formos. É desejo puro, instinto, é tesão, uma vontade que repentinamente pode surgir, sabe-se lá de onde ou por que motivo, ardendo por todos os poros. E não há que se envergonhar disso, pois é sinal de que ainda existem vida e energia dentro da gente.

Cada um sabe o que é melhor para si mesmo naquele momento, portanto, ninguém merece ser condenado por guiar-se pelos próprios desejos, quando não se prejudica o próximo. Logicamente, em qualquer circunstância, o sexo deve ser seguro e saudável, pois somos responsáveis pelos nossos corpos e pela forma como o utilizamos, sempre. Evitar doenças sexualmente transmissíveis e concepções indesejadas é o mínimo que se deve garantir ao se relacionar sexualmente; o resto diz respeito aos desejos de cada um, a ninguém mais – e desde que não haja um terceiro sendo traído, pois ninguém merece sair machucado por conta de nossas vontades. Com quem, onde, de que forma, com qual finalidade, tudo isso cabe apenas aos envolvidos – se houver consentimento mútuo obviamente, pois temos que agir de acordo com os nossos desejos e os desejos do parceiro, inclusive conscientes do que possa vir a ser colhido mais cedo ou mais tarde.

No entanto, é preciso muita maturidade e certeza real quanto ao que se deseja, se vale a pena ou não, ponderando as possíveis consequências que virão. Vivemos em sociedade e, por mais que não queiramos, existem olhos, ouvidos e bocas alheias à espreita o tempo todo, prontos para julgar nossas falas, atitudes e comportamentos. Quando nossas escolhas forem condenadas por muitos, estaremos fadados a enfrentar os julgamentos e apontamento de dedos que então decorrerão. Da mesma forma, é preciso ser independente emocional e financeiramente para poder agir como quiser, sem ter que enfrentar cobranças e reprimendas alheias, bem como as que nós próprios nos fazemos. Se não quisermos dar satisfações a outrem, que consigamos nos sustentar, sobreviver e nos emancipar sem a ajuda desse outrem. Caso contrário, deveremos satisfações, sim; não tem por onde.

Ninguém está fazendo apologia do sexo casual e descompromissado como única forma válida de prazer; apenas se defende o direito de buscá-lo da maneira que melhor atenda a necessidades específicas em determinados momentos. Não é preciso estar amando ou apaixonado para ter vontade de fazer sexo. Pessoas são diferentes umas das outras, de um dia para o outro, bem como suas aspirações e vontades. É inegável que o que precede o sexo em si pode potencializar o prazer da entrega, oportunizando uma troca repleta de cumplicidade, intimidade e sentimentos verdadeiros. Não se questiona, aqui, a importância da conquista e do jogo de sedução na criação de vínculos mais fortes e duradouros, porém, às vezes, o que se deseja é somente desfrutar as delícias do ato sexual. Sexo, nada mais do que isso. Se todos os envolvidos estiverem alcançando prazer e se sentindo bem, de forma segura e consentida, com maturidade, não fugindo à fidelidade de uma relação com isso, ou aos próprios valores e princípios, não haverá por que condenar.

É fato que o mundo carece de amor, de romantismo, de galanteios e de vidas compartilhadas com honestidade. Conhecer verdadeiramente a pessoa a quem nos entregamos traz um prazer imensurável, íntimo e renovador. Olhar nos olhos do parceiro com quem estabelecemos fortes vínculos de intimidade e de amor enquanto os corpos se fundem é como afagar-lhe a alma – enquanto a nossa também se afaga. Porém, às vezes não é nada disso que se procura, mas tão somente o descarregar do acúmulo de energia que parece emperrar os sentidos, gritando por uma saída. Nesses casos, o sexo será só pelo sexo mesmo, e ponto – vidas que seguem.

 

O casamento acabou, e agora?

O casamento acabou, e agora?

Como conduzir a relação com os filhos de uma relação desfeita.

Se nos dias de hoje a sociedade já evoluiu a ponto de não obrigar as pessoas a permanecerem em relacionamentos afetivos falidos somente por conta dos filhos, por outro lado, temos enfrentado uma realidade bastante difícil para todos os membros da então família desfeita.

Na busca pela felicidade é preciso que cuidemos do fim do relacionamento afetivo de modo que todos saiam com o mínimo de prejuízo emocional possível.

Não devemos encarar o fim de um casamento ou de uma relação como um dano irreparável na vida dos filhos, afinal, ensinamos os pequenos pelo exemplo, vindo das nossas atitudes. Se mantivermos atitudes positivas, eles passarão pela mudança sem trauma.

Há muito mais responsabilidade do que se imagina quando se coloca um ser humano no mundo, então temos que achar saídas e não obstáculos.

Vamos a algumas dicas importantes:

-Ao fim da relação dos pais, é muito importante procurar ajuda de um psicoterapeuta. Via de regra as crianças ficam com a mãe e é preciso que um profissional ajude na comunicação entre os pais – ela deve ser mantida e é imprescindível que, para o bem dos filhos, pai e mãe se respeitem, pois terão que manter contato e comunicação constante durante toda a infância e adolescência dos filhos. Lembrem-se: existem ex maridos e ex mulheres, mas não existem ex pais e nem ex mães.

-São poucas as relações que terminam bem. A psicoterapia pode ajudar a lidar com a frustração e a agressividade decorrentes do fim de um relacionamento. Procure ajuda e jamais envolva os filhos. Eles precisam entender que o amor do pai e da mãe por eles está mantido – o que acabou foi apenas a relação entre os pais. Tentar colocar o pai ou a mãe contra os filhos é um jogo sujo, cruel e faz muito mal ao desenvolvimento emocional da criança.

-Crianças criam fantasias e são muito tendenciosas a se culparem, é preciso que se conduza muito bem o fim da relação dos pais para que a criança não se sinta equivocadamente culpada ou responsável – e sofra com isso.

-Aos pais, o mais importante recado: não se culpem! Manter um casamento apenas pelos filhos não é uma boa escolha. Ensinamos nossos filhos a serem felizes sendo felizes! Criar uma criança em um ambiente violento ou hostil, onde vivem pais frustrados pode fazer mais mal do que adequa-los a uma nova vida e buscar uma vida melhor.

Em resumo, não se deve abdicar e nem se omitir diante da responsabilidade de ser criar um filho em detrimento do fim da relação afetiva com o outro genitor. O diálogo e o respeito entre os pais (estando casados ou não) deve ser o epicentro da relação. Pode se perder o afeto entre o casal e por isso o casamento acaba, mas o respeito não se deve perder jamais. Ninguém gosta de ouvir quem quer que seja falando mal do seu pai ou da sua mãe, pense nisso. As crianças precisam se sentir seguras e amadas, entenderem que a relação com os pais e o afeto de ambos por elas continuam intactos.

8 sinais preocupantes de que você está esgotado mentalmente

8 sinais preocupantes de que você está esgotado mentalmente

Por Marilia de Andrade Conde Aguilar

Você já se sentiu tão esgotado a ponto de não ter mais motivação de fazer nem aquilo de que gosta? Já se sentiu tão pra baixo a ponto de não conseguir ver alegria no que faz e tudo ser motivo de irritação?

Pois eu já…

É muito comum as pessoas confundirem esgotamento mental e depressão porque esses dois problemas têm sintomas em comum.

O esgotamento está geralmente associado ao estresse do trabalho e ao desgaste mental. Depressão pode ou não estar relacionada ao trabalho.

Pessoas com esgotamento mental apresentam problemas de atenção e o nível de esgotamento pode ser medido de acordo com o número de lapsos cognitivos que a pessoa tem em um dia, tais como dizer coisas sem pensar, esquecer nomes, não reparar em um sinal vermelho enquanto dirige…

Estudos têm demonstrado que os homens apresentam mais dificuldade em assumir que estão esgotados. Muitos deles acham que isso é um sinal de fraqueza. Outros estão tão absorvidos em prover as necessidades materiais da família que não admitem que possam já ter passado do próprio limite.

As consequências disso podem ser desastrosas.

Por isso é muito importante que você saiba identificar os sinais de esgotamento em você e nos outros. Entre eles, podemos citar:

1. Tempestade em copo d’água

Quando, mesmo diante do menor dos problemas, a pessoa se descontrola já é um sinal claro de esgotamento.

Nessa situação ela está tão exaurida em suas capacidades mentais que não consegue mais distinguir com clareza um problema simples de algo realmente grande.

2. Cansaço crônico

Sentir-se exausto é um dos principais sintomas do esgotamento.

Não se trata apenas em sentir-se extremamente cansado uma vez ou outra. Mas, em um sentimento constante de cansaço. A pessoa sente-se o tempo todo sobrecarregada e esgotada.

3. Imunidade baixa

A adrenalina que o corpo produz nas situações de estresse ajuda a pessoa a estar em alerta. Mas produz estragos no sistema imunológico.

Com a resistência em baixa, a pessoa tende a ficar doente com mais frequência. Doenças que podem ir desde resfriados, crises de enxaqueca, dores de estômago até palpitações no coração.

4. Sentimento de ineficiência

A pessoa mentalmente esgotada sente que não consegue atingir seus objetivos na vida.

Com esse sentimento, a confiança da pessoa vai pelo ralo, e ela se sente ainda menos capaz diante dos desafios. O que gera efeitos desastrosos na autoestima.

5. Apatia generalizada

O entusiasmo pelo trabalho apaga e parece que tudo e todos são motivos de descontentamento para a pessoa esgotada.

Ela não sente mais motivação no que faz e se contenta em fazer o mínimo. Muitas vezes, não tem motivação nem para fazer as coisas que gosta.

6. Perfeccionismo exagerado

Pesquisas recentes demonstram que as pessoas perfeccionistas têm um risco muito maior de esgotamento. Isso porque o padrão de perfeição criado por elas consome muita energia, o que leva a um desgaste ainda maior.

Esse tipo de pessoa precisa avaliar com sinceridade se a perfeição é realmente essencial para cada projeto específico. A resposta geralmente é “não”.

7. Sem paradas

Um tempo para recuperação é muito importante na prevenção do esgotamento.

É preciso encontrar maneiras de se recuperar durante o trabalho (em pequenos intervalos), mas também após o trabalho (à noite, nos finais de semana, nas férias).

Quando falamos em descanso, não estamos nos referindo a dormir apenas. Mas, também, em dedicar-se a atividades que dão prazer – uma atividade física, um passeio em família, um hobby.

8. Muitas demandas do trabalho X poucos recursos de trabalho

Podemos explicar as “demandas do trabalho” como tudo aquilo que precisa ser feito – e, portanto, que consome esforço e energia.

Por “recursos de trabalho” podemos entender tudo aquilo que motiva, que nos ajuda a atingir os objetivos.

As demandas do trabalho não são necessariamente ruins. Mas, por causa da energia que consomem, precisam ser equilibradas com os recursos de trabalho.

O dinheiro é um recurso de trabalho muito importante – a expectativa da remuneração que vai receber motiva a fazer o que precisa ser feito. Mas esse não deve ser o único recurso de trabalho.

A alegria e a satisfação decorrentes da atividade exercida são muito importantes também (talvez até mais que o dinheiro!).

Entretanto, nem todos têm a oportunidade de fazer profissionalmente aquilo que realmente gostam. Mas todos têm a oportunidade de usar seus dons e talentos no serviço voluntário.

Esse tipo de trabalho não dá um tostão como retorno, mas traz consigo importantes recursos de trabalho como a alegria no serviço, o amor ao próximo e a gratidão. Recursos esses que dão energia para fazer todas as outras coisas.

O esgotamento tem sido descrito como o maior risco profissional do século XXI.

Conhecer seus sintomas e como diminuir seus efeitos é um primeiro passo muito importante rumo a uma vida plena e feliz.

Fonte indicada: Família

O que não se deve fazer pelos outros?

O que não se deve fazer pelos outros?

Quando uma pessoa se encontra em apuros, com algum problema, a nossa tendência é de prestar-lhe ajuda. Especialmente se for uma pessoa próxima, um amigo ou amiga, um familiar, etc. Mas, muitas vezes, essa ajuda que oferecemos pode se transformar em um estorvo. Em muitas ocasiões a nossa ajuda não é necessária, na verdade, é totalmente prescindível.

Quando devemos evitar este tipo de ajuda? Vejamos agora…

A história do homem e da borboleta

Conta uma velha história que um homem encontrou o casulo de uma borboleta jogado no caminho. Pensou que ali corria perigo e então o levou até a sua casa para proteger essa pequena vida que estava por nascer. No dia seguinte percebeu que o casulo tinha um pequenino orifício. Então se sentou para contemplá-lo e pode ver como havia uma pequena borboleta lutando para sair dali.

O esforço do pequeno inseto era titânico. Por mais que tentasse, uma e outra vez, não conseguia sair do casulo. Chegou um momento em que a borboleta pareceu ter desistido. Ficou quieta. Foi como se tivesse se rendido.

Então o homem, preocupado com a sorte da borboleta, pegou uma tesoura e quebrou suavemente o casulo de ambos lados. Queria facilitar a saída do pequeno inseto. E conseguiu. Por fim, a borboleta saiu. Contudo, ao fazê-lo, tinha o corpo bastante inflamado e as asas eram demasiadamente pequenas, como se estivessem dobradas.

O homem esperou um bom tempo, supondo que se tratava de uma situação temporária. Imaginou que logo a borboleta estenderia as suas asas e sairia voando. Mas isso não aconteceu. O inseto continuou se arrastando em círculos e assim morreu.

O homem não sabia que a luta da borboleta para sair do seu casulo era um passo indispensável para fortalecer as suas asas. Neste processo, os fluidos do corpo do inseto passam às asas e assim ele se transforma em uma borboleta pronta para voar.

A recompensa do esforço

Como vimos na fábula, nem sempre o fácil nos beneficia. Muitas vezes é preciso passar por dificuldades que nos fortalecem e nos ajudam. Em muitas ocasiões, como no caso da borboleta, nos salvam a vida.

Devemos ver o esforço como algo bom, que nos ajuda a nos superarmos; e não como algo que nos bloqueia e nos impede de avançar. Na vida, passamos por uma série de “provas” que, se forem superadas, nos fazem melhores, nos permitem evoluir.

Por exemplo, os bebês. Se não permitirmos que o bebê caia quando está aprendendo a andar, se nunca o soltarmos, provavelmente esse bebê não aprenderá a andar. Cair não é ruim; pelo contrário, é uma metáfora da vida. E vemos que o bebê sempre se levanta dos seus tombos, até que no fim consegue se equilibrar e não cair mais. Essa é a recompensa do esforço, e é preciso permitir que as pessoas se levantem por si sós.

Há coisas que não se deve fazer pelos outros

Do mesmo jeito que na fábula, às vezes ajudar faz com que não ajudemos, e sim justo o oposto. Quando alguém está passando por um momento difícil e se larga a chorar, as pessoas tendem a ir atrás dela para lhe perguntar o que aconteceu (talvez com sinceridade, talvez pela curiosidade de saber o motivo). Poucas são as pessoas que costumam ficar sentadas, e que não correm atrás. Quem tem a melhor atitude?

Quando nos sentimos mal precisamos estar um momento a sós com a nossa dor. Isso não significa não ter ninguém por perto, e sim que quem estiver respeite esse espaço e permita que a sua dor flua. Sentar-se ao lado dessa pessoa, seja amiga, irmã, outro familiar, sem dizer nada, acompanhando-a na sua dor, estando ao seu lado para quando ela precisar do seu abraço, para que quando precise falar não tenha que procurar por você. Isto é o mais sensato a fazer.

Devemos compreender que há coisas que não se deve fazer pelos outros, e que há situações em que a luta é nossa; ninguém pode passá-la por nós. Que superar os obstáculos nos fará mais fortes, confiantes e seguros. Que todo esforço tem a sua recompensa. Portanto não procuremos o caminho fácil, pois se quisermos uma determinada coisa, algo ela vai custar. E só nós mesmos devemos percorrer nosso caminho, ninguém deve nos substituir neste propósito.

Texto original em espanhol de Raquel Lemos Rodríguez

Fonte indicada: A mente é maravilhosa

Recuse rótulos heróicos

Recuse rótulos heróicos

Você é forte, me acalma, traz uma paz…. Um pretenso elogio para quem o faz, uma condenação para quem recebe.

A princípio soa bonito ser forte, guerreiro, imbatível, desafiador. Mas, como tudo na vida, isso é momento e passa. E quando aceitamos esse rótulo, esse sobrenome, parece que automaticamente dispensamos o direito a fraquezas e dores. Os outros passam a nos enxergar como indestrutíveis, como uma referência, como conforto e proteção.  Podemos até ter um bocado de talento para isso, mas a verdade é que jamais seremos fortes o tempo inteiro. Vamos precisar de consolo muitas vezes na vida, e, quanto mais sustentarmos esse título com orgulho, mais pensarão que de nada necessitamos.

E o momento de pedir ajuda vai chegar. Aquele dia algo nos  acontece e não conseguimos lidar sozinhos com isso. E pedimos por socorro, mas então as pessoas ficam confusas e nos dizem: – Mas você é tão forte! – Como pode ficar assim? – Não te reconheço! – Ah, nem parece aquela pessoa que nós admiramos!

Não é assim? A frustração de se apresentar carente de consolo, retirar a armadura pesada e ter a coragem e fortalezas postas à prova. Então o rótulo se mostra desnecessário, inútil, inválido, posto que não há ser humano vivente que não precise de um colo, um ombro, um sorriso, um abraço, uma palavra de carinho algumas tantas vezes na vida.

Melhor seria destituir logo a fama no instante em que ela nasce. Já negar na partida: – Olhe, não sou isso tudo não, nem na sombra. Eu sinto medo, perco o chão, gaguejo, fico de boca seca, mãos suadas e coração a mil. Sou tão forte quanto você, mas certamente enfrento seus problemas com desempenho melhor do que enfrento os meus. E que vantagem há nisso?

Melhor aceitar que temos momentos insuperáveis de uma força incrível, mas tantos outros de total fragilidade e solidão.

Hoje em dia, depois de muito me explicar para provar que também mereço um conforto pelas desilusões da vida , quando alguém vem com o assunto de – você me acalma, como lida bem com as coisas, me oferece paz e tudo mais, eu ouço com gratidão, mas logo em seguida anuncio que sem qualquer ilusão, ainda me apresentarei frágil e fora dos eixos. Por fim, quem é quem nesta vida para trazer ou tirar a paz do outro?  Quem é o protegido e quem é o protetor.

Coragem mesmo, é conviver bem com as fragilidades.

A vida como ela é, em gráficos

A vida como ela é, em gráficos

Por Pierre Reynardcontioutra.com - A vida como ela é, em gráficos

Salut, leitores! Enquanto os outros autores de Ano Zero ficam naquele papo de “mudar o mundo” ou dar “novas visões do mesmo mundo” (seja lá o que for isso…), estou aqui para dar a vocês a dura realidade, além de entreter um pouco, claro. Aliás, se me perguntassem o que acho dessa lorota de mudar o mundo, eu teria muito a dizer. Mas quem sou eu, senão um mero empregado que se cala e faz o que mandam por aqui?

E claro, o que me mandam fazer é o trabalho sujo, que eles não querem fazer, porque os outros autores só querem falar de coisas bonitas e inteligentes. Vamos lá então, vamos ouvir uma velha raposa falar um pouco da tal dura realidade.

Esses 17 gráficos, que podem ser vistos abaixo mostram os terríveis fatos da vida, aqueles que vocês fingem não perceber. Por isso, leitores, preparem-se para reconhecer a si mesmos nessas imagens, e dar umas boas risadas.

contioutra.com - A vida como ela é, em gráficos contioutra.com - A vida como ela é, em gráficos

contioutra.com - A vida como ela é, em gráficos contioutra.com - A vida como ela é, em gráficos contioutra.com - A vida como ela é, em gráficos contioutra.com - A vida como ela é, em gráficos contioutra.com - A vida como ela é, em gráficos

contioutra.com - A vida como ela é, em gráficos contioutra.com - A vida como ela é, em gráficos contioutra.com - A vida como ela é, em gráficos contioutra.com - A vida como ela é, em gráficos contioutra.com - A vida como ela é, em gráficos contioutra.com - A vida como ela é, em gráficos contioutra.com - A vida como ela é, em gráficos contioutra.com - A vida como ela é, em gráficos contioutra.com - A vida como ela é, em gráficos contioutra.com - A vida como ela é, em gráficos

Bom, espero que tenham curtido, assim me ajudam a garantir esse emprego meia boca que arranjei. À tout à l’heure!

Reprodução autorizada pelo nosso parceiro Ano Zero.

Pierre Reynard

contioutra.com - A vida como ela é, em gráficosReynard tem uma longa carreira de trapaças e desafios às autoridades desde a Idade Média, além de aventuras registradas por trovadores e escritores de renome como Goethe. O mundo moderno, porém, é cruel, mesmo para uma raposa, e o célebre embusteiro se viu obrigado a pedir carteira assinada e a trabalhar. Apiedados, os editores de Ano Zero conseguiram um trabalho de meio turno para Reynard, que publica em seu nome material colhido na internet pela equipe Ano Zero.

Antes que elas cresçam

Antes que elas cresçam

Por Affonso Romano de Sant’Anna

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

É que as crianças  crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.

Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram  para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta   dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido mais  vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir  sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.

No princípio  subiam a serra ou iam à casa de  praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo  com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio  dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha  terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.

Fonte indicada: Releituras 

O amor plural em um presente de natal

O amor plural em um presente de natal

As luzes do Natal piscam nas janelas das casas, clareiam as fachadas vultosas dos edifícios e enchem de magia as vitrines e ruas, alertando que o ano logo mais irá terminar. Alguns começam a pensar nos presentes comemorativos e nos cálculos para fazê-los caber nas intenções e no orçamento, já outros, em contraponto, se aborrecem e profanam o hábito de trocar presentes.

Um mesmo ato, o de presentear, é dito e vivido de diferentes formas por inúmeras pessoas.
Não se pode afirmar ao certo quando surgiu essa tradição de trocas – especula-se muito a respeito – no entanto, sabe-se que ela foi largamente inspirada pelos três Reis Magos ao presentearem Jesus em seu nascimento e, que foi o Papa Libério que a oficializou em 354 d.c.

Eu particularmente tomo o presentear como um ato simbólico que nos propicia, ao nos colocarmos no lugar do outro, uma chance de ver, sentir e provar o mundo de acordo com uma visão diversa da nossa, o que é algo, no mínimo, enriquecedor.

No fundo não importa se você vai comprar ou fazer um presente. No fim das contas o que importa mesmo é o tempo que você irá dispensar, de bom grado, pensando carinhoso na pessoa que irá presentear. Seus gostos, suas predileções, suas afinidades, suas sensibilidades, tudo isso conta na hora de escolher um mimo.

Infelizmente, a busca por presentes vem sendo contagiada por uma certa automação. Não é difícil encontrar aqueles que deixam para pensar nas lembranças natalinas na última hora e, munidos de uma agitação descontrolada, saem para as ruas com o intuito de liquidar uma obrigação.

Ao sentar-se para pensar o Natal e seus presentes, o faça com calma. Se for de sua vontade fazer com as próprias mãos o que irá presentear, não hesite. Liste os amigos e familiares que encontrará nas festas de fim de ano e, na frente do nome de cada um, escreva ao menos três características próprias de sua personalidade. Busque saber mais sobre seus gostos, sobre suas afinidades. Pesquise quais tipos de filmes ou músicas curtem, quais são seus livros preferidos. Assim fica mais fácil presenteá-los carinhosamente com uma comida, com um artesanato ou com um presente providenciado com apreço e atenção.

Muitos discriminam a troca de presentes natalinos, alegando que existe nisso apenas uma intenção comercial. Não há nada de mau em ser contra datas comemorativas, o ruim mesmo é afirmar o sê-lo sem ofertar aos demais uma palavra amiga, um abraço sincero ou até mesmo um livro usado com mensagens especiais.

Existe uma automação desconcertante em dar e em não dar presentes. É nossa a opção de tomar a possibilidade de trocas como algo enriquecedor.

Um presente é uma representação física do que um dia viajou do nosso coração até o pensamento e de lá ganhou o mundo na forma de uma ideia materializada.

Presenteie com o seu melhor, seja através de uma torta feita por suas mãos, por meio de uma poesia suave declamada por você ou através de um presente comprado com afeto. Assim, não haverá erro ou desconcerto algum.

Não importa se você é do time que torce contra ou a favor das trocas de presentes no final de ano, o que importa de verdade é a sua disposição para amar.

Acompanhe a autora no Facebook pela sua comunidade Vanelli Doratioto – Alcova Moderna

(texto de ficção – imagem de capa meramente ilustrativa)

A importância da magia natalina para as crianças pequenas

A importância da magia natalina para as crianças pequenas

 

E dezembro já chegou, talvez rápido demais para as agendas dos adultos, entretanto aos olhos infantis pode ter demorado a eternidade.

Nas ruas, dezenas de papais noéis, luzes piscando, presépios, árvores enfeitadas, bolas e os mais diversos enfeites de natal, aos olhos da criança está chegando o grande momento: o Papai Noel virá visita-la.

Muitas vezes passamos por todos esses adornos natalinos e não nos contagiamos, afinal estamos preocupados em cumprir a agenda, comparecer ás festas de confraternizações da empresa, dos amigos, comprar os presentes do amigo oculto e da família. Afinal, o natal também é mais um compromisso social, familiar e religioso.

Proponho que nos coloquemos no lugar das crianças e que por alguns instantes, enxerguemos o natal com os olhos infantis!

Qual o significado de tantos brilhos, enfeites e luzes nessa época do ano?

Para boa parte dos pequenos, as semanas que antecedem a visita do bom velhinho são mágicas. Eles esperam o Papai Noel enfeitando a casa, montando árvores de natal, fazendo pedidos, ouvindo músicas e histórias de natal.

As Luzes e qualquer papai noel que se encontra na rua, enche de brilho os olhinhos das crianças e são facilmente tocadas pelo clima de natal.

A criança precisa de fantasia para formar o seu mundo real, ou seja, é através da imaginação que a criança consegue desenvolver seu intelecto e tornar claras suas emoções e consequentemente se preparar para o mundo adulto.

Aos olhos da criança, o Papai Noel é um velhinho de barbas brancas, que usa um veículo voador puxado por renas, percorre o mundo inteiro e entra nas casas através das chaminés, mesmo que a casa não tenha chaminé,  para entregar presentes para as crianças. E tudo isso acontece em uma única noite, na véspera de Natal.

Esse bom velhinho, no imaginário infantil, é aquele ser bondoso, que conhece cada criança e suas necessidades, traz o presente desejado para os que foram bons, traz a alegria e a recompensa de ter cumprido seus deveres durante o ano.

Essa fantasia enriquece nossas crianças, no imaginário delas, compreendem a importância da bondade, da caridade, de se tornar um ser humano melhor e se importar com o próximo.

Assim sendo, é nosso dever estimular a imaginação dos nossos filhos nos primeiros anos de vida para que eles possam entender suas emoções e entender seu papel na sociedade e tornar-se um ser humano que possa fazer a diferença nesse mundo.

Portanto, sugiro á nós pais, que a partir de agora, olhemos o natal e seu significado com um olhar mais delicado. Não importando a religião, os rituais de cada família.

Para a criança, não importa o valor ou o número de presentes que o Papai Noel trará na véspera do natal, mas é fundamental vivenciar os preparativos que antecedem a visita do bom velhinho.

Desejo que tenhamos um olhar mais infantil e cheio de magia a ponto de esquecermos o valor dos presentes que daremos aos nossos filhos e nos importemos mais em enriquecer o mundo deles com história, músicas, luzes e o verdadeiro espirito de natal.

Certamente se a criança vivenciar o natal de forma rica e intensa,  mesmo quando já não mais acreditar em papai noel, cada dezembro irá emociona-la, pois recordará dos rituais, emoções e vivências proporcionadas pelos pais nessas semanas mágicas antes do natal.

Desejo que tenhamos capacidade de tornar especiais os próximos dias para que nossos filhos internalizem o verdadeiro sentido do natal e que se emocionem em todos os dezembros do resto de suas vidas.

Coisas que a vida ensina depois dos 40- Artur da Távola

Coisas que a vida ensina depois dos 40- Artur da Távola

Amor não se implora, não se pede não se espera…

Amor se vive ou não.

Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.

Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.

Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.

As pessoas falam dos outros, e de você para os outros.

Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.

Água é um santo remédio.

Deus inventou o choro para o homem não explodir.

Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.

Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.

A criatividade caminha junto com a falta de grana.

Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.

Amigos de verdade nunca te abandonam.

O carinho é a melhor arma contra o ódio.

As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.

Há poesia em toda a criação divina.

Deus é o maior poeta de todos os tempos.

A música é a sobremesa da vida.

Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.

Filhos são presentes raros.

De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças acerca de suas ações.

Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor.

O amor… Ah, o amor…
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos,
cura doenças…

Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente…

(Artur da Távola)

Salvem as mulheres

Salvem as mulheres

O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.

Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha “Salvem as Mulheres”!

Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

1. Habitat

Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

2. Alimentação correta

Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um ‘eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.

3. Flores

Também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

4. Respeite a natureza

Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.

5. Não tolha a sua vaidade

É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apoie.

6. Cérebro feminino não é um mito

Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.

Não faça sombra sobre ela

Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.
E meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire GAY.

Só tem mulher, quem pode!

Nota da página: O texto acima circula na internet como sendo de Luis Fernando Verissimo, entretanto, fomos informados da falsa atribuição. Pedimos desculpas por propagar uma informação incorreta em publicação anterior.

“Facebook é tranquilizante para tratar nossa solidão…”, afirma Zygmunt Bauman

“Facebook é tranquilizante para tratar nossa solidão…”, afirma Zygmunt Bauman

“Facebook é um tranquilizante para tratar nossa solidão e falta de conhecimento”, Zygmunt Bauman

A sociologia foi criada com objetivo de servir aos administradores de pessoas; deveria, então, se tornar uma arma para a disciplina, para evitar greves e conluios de operários.

No entanto, a partir dos anos 90 ela perde esta clientela e se desata do mundo corporativo. Um desastre para alguns sociólogos, mas uma bênção para Zygmunt Bauman, que viu a oportunidade da sociologia trilhar seu próprio caminho. Em entrevista por Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, Bauman discute sua profissão, a organização do trabalho, as redes sociais na modernidade líquida, o momento atual da Europa com refugiados e o milagre brasileiro.

O autor, com 35 livros publicados no Brasil e vendagem por volta de 600 mil exemplares, veio ao país para uma palestra no evento Educação 360º. O foco de sua análise são as mudanças que se passaram da modernidade sólida (ou simplesmente modernidade, para o senso comum) para a modernidade líquida (ou pós-modernidade, também no senso comum). A primeira observação se dá sobre a relação dos funcionários com o patrão.

Após os constantes ataques aos sindicatos, a união de trabalhadores para negociação com os patrões se esgotou e uma nova forma de relação se dá entre os trabalhadores.  Estamos em um “estado permanente de mútua suspeita e competição. Todos nós estamos em competição potencial uns com os outros”, diz Bauman.

“As empresas consideram, e isso é parte da nova filosofia de administração, que as demissões periódicas, a econômica periódica, a reestruturação periódica, em que alguns casos algumas pessoas são demitidas são elementos necessários da boa administração. Por quê? Porque coloca os membros remanescentes da equipe olhando de forma suspeita para seus colegas, não se unem para enfrentar os patrões. Pelo contrário, tentam provar para os seus patrões que quando chegar na próxima rodada de demissões, que o outro deve ser demitido e não eu.”

A vida em sociedade fica mais difícil e as pessoas são obrigadas a encontrarem refúgio em locais controláveis.  A internet é o exemplo perfeito em que as relações são fechadas numa zona de conforto que ecoa a mesma voz do usuário eternamente. O indivíduo se torna autoridade sobre tudo, “porque é muito simples: é só você parar de responder a algo, parar de visitar os sites que você acha ofensivos. Você os desliga. Você não pode desligar quando você está na rua e encontra pedestres que você não gosta. Você precisa conviver com eles”, diz o sociólogo.

O problema da insegurança generalizada pela competição potencial presente é resolvido pelas redes sociais. Ironicamente, Bauman comenta,

“Felizmente nós temos Mark Zuckerberg com o Facebook, nós temos o Google, nós temos outras coisas que nos suprem com tranquilizantes para tratar doenças que sofremos como solidão e falta de conhecimento. O problema de poder adquirir conhecimento completo, de qualquer coisa, é atenuado por esses serviços tranquilizantes.”

É claro que o Facebook é um modelo mais geral. O autor assume que, na academia, um artigo pode ser resumido em 200 notas de rodapé bem feitas, já que a intenção do conhecimento profundo do todo é deixada de lado.

O autor pontua que o Google, mesmo sendo a maior biblioteca do mundo, é só uma biblioteca de citações, de trechos. A fragmentação do conhecimento está no próprio resultado da busca, que direciona o usuário para milhares de possibilidades que nunca abordarão a totalidade do problema.

Oferecer milhares de resultados já põe em dúvida o caminho a ser seguido. Se a falta do conhecimento correto era o problema da modernidade sólida, a modernidade líquida precisa confrontar o excesso de informação.

“O que eu aprendi com o Google é que eu nunca saberei o que eu deveria saber, tudo está ao alcance dos meus dedos, mas isso não significa que sou mais sábio. Me sinto humilhado ao redor dos outros. Não só por não ser mais sábio do que eu sou, mas também pela impossibilidade de adquirir a sabedoria que nos permite realmente responder a pergunta que está na nossa frente.”

Por fim, o milagre brasileiro é destacado por Bauman como um processo em andamento, mas que encontrou suas deficiências. Assim como a Europa, em que a utopia da União Europeia se tornou a distopia do fechamento de fronteiras pela Hungria, o Brasil precisará repensar sua situação.

Veja abaixo a entrevista na íntegra.

Fonte indicada: Colunas Tortas

INDICADOS