A Morte – Como falar e agir com as crianças.

A Morte – Como falar e agir com as crianças.

A morte é um assunto difícil para todos nós e é ainda mais confuso para as crianças, todavia, um dia precisaremos falar com eles sobre ela e quando isso acontecer eles vão precisar de todo o nosso apoio e sinceridade.

Não existe idade certa para tocar no assunto. O ideal é que se espere a necessidade, seja pelo falecimento de alguém conhecido ou a curiosidade. Aos quatro ou cinco anos as crianças começam a entender as relações da vida e a ter acesso maior às informações, antes disso orientamos que não se adiantem sobre o assunto – a não ser que seja necessário. O que se pode fazer é ir mostrando aos poucos o ciclo da vida. Comece com uma plantinha e vá mostrando como ela nasce, cresce, adoece e morre. Aquele feijãozinho plantado no algodão pode ser um ótimo aliado. A criança pode vivenciar a perda de seu animal de estimação e esse momento, apesar de sofrido é muito rico para que ela crie repertório diante da perda de alguém querido. Cantigas, livros infantis e filmes que tratam do assunto também ajudam.

Existem três pontos sobre a morte que as crianças precisam compreender:

-Tudo que é vivo um dia vai morrer.

-Quando se morre, não há volta.

-Depois de morto, o ser não corre, não dorme, não pensa, não age.

Sobre velórios e enterros não se pode forçar, mas na idade que sugerimos acima, elas podem se beneficiar ao participar junto aos adultos deste ritual de passagem. Explique com detalhes o que é um velório e um enterro e pergunte se ela quer ir. Nunca decida pela criança deixá-la de fora. Os rituais servem para que todos vivenciem melhor a despedida, inclusive os pequenos. Não se preocupe: os especialistas concordam que velórios e enterros não traumatizam as crianças.

Diante da necessidade de contar que alguém morreu, não esconda nada, muito menos invente histórias. Frases como “ele dormiu para sempre”, “descansou” ou “fez uma longa viagem” só vão confundir a cabeça infantil. Crianças levam tudo ao pé da letra e podem achar que a vovó vai acordar ou que todo mundo que viaja nunca volta.  É muito comum também usar a famosa “o vovô virou uma estrelinha”, o que pode levar a criança a acreditar nisso literalmente e ficar elaborando maneiras de chegar até lá. As crianças de até cerca de 10 anos não abstraem. O seu psiquismo em construção não consegue captar os conceitos subjetivos. Elas constroem os conceitos a partir do concreto.

Se a morte for por doença, a criança deve estar por dentro de todo o processo. Explique que a pessoa está doente e que é grave, lembre-a do ciclo da vida da plantinha. Quando tiver que dar a notícia, fale com calma, com acalento e use sempre a palavra ‘morte’ – isso é bastante importante. Se a morte for inesperada, aja da mesma maneira – nesses casos, todos estão sofrendo, por isso apoiem-se uns aos outros. Abra espaço para tirar todas as dúvidas que podem estar passando pela cabeça da criança. Não é necessário esconder as emoções, apenas observe se sua atitude não está sendo traumática.

E quando ela perguntar o que significa morrer? Primeiro, elabore seus próprios conceitos sobre a morte e sobre a possível continuidade da vida, porque só poderemos responder às crianças respeitando nossa própria verdade. Explique que nem todos pensam como papai e mamãe, fale sobre as versões de outras religiões, inclusive do ateísmo e lembre que é preciso respeitar todas elas. Mais uma vez vem o conselho de todos os especialistas: seja honesta!  Nem sempre você terá todas as respostas e quando não tiver busque-a junto com seu filho.

Durante o luto demonstre que, como ela, você também está sofrendo e sente saudades. Deixe que a criança fale sobre seus sentimentos e, acima de tudo, dê apoio e acolhimento. Garanta que ela nunca estará sozinha e sempre haverá alguém para cuidar dela. Isso porque o ente que se foi pode ser um dos pais ou a criança pode se sentir insegura ao pensar na mortalidade deles. Não exclua as crianças das conversas, da tristeza. Ouça o que elas têm pra falar ou peça para que desenhem o que estão sentindo.

É natural que os pequenos apresentem mudanças de comportamento depois que recebem a notícia da morte de alguém com quem convivem. Além do choro e da raiva, alguns apresentam dificuldades na escola, hiperatividade ou até ficam doentes. Considere a ajuda de um psicólogo e até da escola. É importante que a criança sinta que tem o apoio e a atenção dos colegas e dos professores.

Assim como acontece conosco, a memória afetiva nunca vai desaparecer. Depois de certo tempo, todos nós alcançaremos o chamado luto saudável, quando se percebe que é possível se lembrar do ente querido de forma leve e sem sofrimento.

Não antecipe o sofrimento

Não antecipe o sofrimento

O mundo está cada vez mais violento e complexo, deixando-nos apreensivos com as incertezas e obstáculos que permeiam o nosso caminhar. Por essa razão, acabamos temendo sempre o pior que possa vir a acontecer, uma vez que somos rodeados por notícias e fatos desesperançosos, tais como constantes assaltos, desvios de dinheiro, alta de preços, desvalorização do poder de compra, desemprego, acidentes, dentre tantos outros.

Nesse contexto, avolumam-se, dentro de nós, inseguranças e temores quanto à possibilidade de nos tornarmos protagonistas de tais experiências, o que nos deixa apreensivos e tomados de pensamentos pessimistas quanto ao nosso amanhã e ao futuro de nossos amados. Trazemos para as nossas vidas aquilo que nem aconteceu ainda e, muitas vezes, acabamos tolhendo os nossos sonhos de sua capacidade motivadora de nos fortalecer.

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Na verdade, sofrer pelo que possa acontecer de ruim em nossas vidas é totalmente inútil, pois nos torna sujeitos infelizes e paralisados, cegando-nos frente às inúmeras oportunidades de alcançarmos a felicidade que estão bem ali na nossa frente. Quando nos preocupamos demais com o amanhã, deixamos de construir um hoje melhor, ou seja, deixamos de viver o que temos conosco no presente, em razão de antecipações negativas que nos tornam ansiosos e infelizes, dia após dia.

Ficamos, muitas vezes, presos a expectativas pessimistas de sermos despedidos, de estourarmos o nosso orçamento, de acontecer algum acidente com nossos filhos, de adoecermos, de não nos apaixonarmos, de sermos traídos ou deixados pelo amado e, enquanto isso, a vida passa lá fora, sem que desfrutemos todas as oportunidades que ela carrega aqui e agora. Não vivemos o hoje, por conta de um amanhã que ainda nem existe, tampouco conseguimos nos fortalecer para enfrentar os dias de luta que virão.
Sofrer pelo que não aconteceu é tão danoso, que nos impede a preparação para um futuro melhor. Dessa forma, nossos medos muito possivelmente se concretizarão e teremos, sim, amanhãs infelizes, pois estivemos muito preocupados com eles e não nos preparamos para recebê-los com todas as possibilidades de felicidade que o futuro sempre traz. De tanto pensarmos no pior, acabamos atraindo negatividade para dentro de nossas vidas, pois nos tornamos pessoas com quem nem é prazeroso conviver. Perdemos, consequentemente, inúmeras chances de conhecer, de amar, de sorrir, de contemplar, enfim, de viver como realmente merecemos.

Obviamente, isso não significa que devemos nos alienar e viver descompromissadamente, sem planos e projetos, sem pensar e nos preparar para o futuro. Programar ações e agir com vistas às consequências é necessário, no sentido de conseguirmos alcançar uma velhice digna e confortável, junto de quem amamos e nos ama de verdade. No entanto, precisamos também esperar coisas boas, antecipando um amanhã feliz e pleno de realizações, pois isso nos tornará mais lúcidos quanto ao que precisamos fazer hoje, para podermos desfrutar um futuro melhor.

Prevenir-se não significa, absolutamente, negativar o que virá, pois, na verdade, controlamos quase nada do que acontece e acontecerá em nossas vidas. O que importa, mesmo, é buscar a felicidade, com o que se tem, a partir do que somos, com quem está conosco, sorvendo cada instante intensamente, para que não carreguemos arrependimentos por tudo o que deixamos de viver no momento certo, enquanto vivíamos antecipações, muitas das quais nem chegaram a acontecer. Expectativas demasiadas nos emperram; otimismo, na medida certa, nos liberta. Permita-se, assim, viver o real, pois é isso que terá valido a pena e é isso que acalentará as doces lembranças que nos perpetuarão quando partirmos.

As 22 coisas que você descobre quando chega aos 30

As 22 coisas que você descobre quando chega aos 30

Por Mateusz Grzesiak

Você ouve palavras estranhas de seu médico dizendo que você deve cuidar melhor de si mesmo. No primeiro momento você acha que ele está brincando. E você, ainda orgulhosamente, o ouve dizer que uma vez que as pessoas começam a tratá-lo seriamente, significa que você está se tornando um adulto. Entretanto, algumas palavras saem furtivamente da boca do médico: “Na sua idade, você não pode…”. Você pensou que isso nunca iria acontecer? Cabelo grisalho já não é algo raro hoje em dia. Você precisa de uma boa noite de sono para ser capaz de lidar com o dia seguinte, e você sabe que as rugas não são suscetíveis de desaparecer também. Sim, você está certo, você não será jovem para sempre!

1. Você já não sente vontade de festejar

Ir a festas em finais de semana costumava ser seu dever social. Bem, a menos que você fosse o tipo de pessoa que está sempre de boca fechada, um verdadeiro chato ou um anti-social. E mesmo que você não gostasse de sair, era muito impróprio admitir isso. Sua estória favorita de muito tempo atrás, que contava orgulhosamente, era sobre ficar completamente bêbado. Hoje, uma ressaca pode estragar o seu dia inteiro, e você já não quer perder qualquer parte do seu dia.

Beber já não é algo que você faz para impressionar os seus amigos. Em vez disso, agora é uma experiência de saborear e degustar, como um bom ritual de fim de tarde. As vodkas baratas foram substituídas por bebidas de melhor qualidade, à espera de uma oportunidade ou uma boa ocasião. Você sabe quando parar e agora se lamenta por todos aqueles adolescentes que estão construindo seu senso de identidade pessoal com base na quantidade de álcool que podem beber. Quando você vê bêbados na rua gritando, você julga que eles são imaturos e se sente envergonhado ao recordar o momento em que você fazia isso também, tão orgulhoso como um pavão, sabendo que os outros estavam olhando para você. Hoje, você fica com sono durante a noite, porque você tem que se levantar de manhã para ir trabalhar. Nos fins de semana, você gosta de ficar na cama até tarde para compensar o sono perdido. Você sente pena das jovens garotas que retornam pra casa de manhã quase mortas, enquanto você está em sua corrida matinal. Mesmo se, de vez em quando, você sai à noite e assiste alguns jovens focados em saber se os outros estão olhando para eles e o que os outros pensam deles,envolvidos em uma experiência de auto-abuso narcisista, se expondo e socializando, você se pergunta como é possível que você se comportasse de uma maneira similar. Bem, a festa tornou-se chata.

2. Agora você sabe o que quer

Você está sempre ocupado fazendo algo. As palavras “estou entediado” não fazem mais parte do seu vocabulário, porque você não tem mais tempo para ficar entediado. Você trabalha e trabalha, e em seu tempo livre, você trabalha. Você está sempre ocupado onde quer que esteja, porque cada minuto é um bom momento para fazer algo. E se você tem seu próprio negócio, seus dias de semana e fins de semana, certamente, não são muito diferentes. Você também pode ter um segundo emprego como pai ou mãe. Ao final das contas, trabalho tornou-se sinônimo de vida. Isso é porque se você chegou aos trinta, você sabe o que quer e você sabe que é preciso agir para obter isto. Então você age.

3. Você agora é responsável por alguém

A diversão e os jogos se foram. Há alguém em casa esperando por você e ele ou ela pode se sentir magoado se você está chegando a casa tarde. Alguém vai sofrer se você não ganhar algum dinheiro. A maneira como você age afeta seus colegas, e as pessoas que escutam você levam suas palavras a sério. Se você é um pai ou mãe, você faz um esforço ainda maior, e você pensa duas vezes antes de gastar um único tostão. Você, sua empresa e seus deveres estão transformando sua vida em um lugar onde você vive a sua vida com os outros em mente mais e mais. A qualidade de sua vida afeta diretamente a qualidade de vida dos outros.

4. Você respeita o valor do dinheiro

Você se pergunta como é que você costumava pensar que dinheiro não importa, ou que os ricos eram apenas esnobes egoístas. E, embora o dinheiro não compre felicidade, você pode usá-lo como meio para adquirir certa abundância de coisas que irá fazê-lo feliz. Você vai comprar uma casa para sua família, pagar seus empréstimos, comprar o carro que você precisa e poupar um pouco para tempos difíceis. Hoje você gasta o seu dinheiro prudentemente, planejando seu orçamento doméstico e suas despesas. Você tem mais despesas, então você quer ganhar mais.

5. Amigos de verdade são mais do que conhecidos casuais

Eles têm te acompanhado por muitos anos, não julgando enquanto você muda. Eles não dizem que você está fazendo loucura novamente. Tão pouco querem mudar você. Você não quer desperdiçar seu tempo com conhecidos casuais e com todas as práticas relacionadas: fingir, atuar, fofocar ou fazer uma impressão particular sobre outros.Quando você está com seus amigos, você não precisa fingir ser alguém ou se preocupar se você causou uma boa impressão. Seus amigos são um oásis de verdade em um mundo das imagens e influencia intelectual. Você aprecia o fato de que há alguém em sua vida, que serve como um espelho real para você e que ele ou ela irá apoiá-lo independente em quem você se tornou.

6. Qualidade é importante

Você costumava comer qualquer coisa e as mais baratas. Você costumava usar roupas que provavelmente ficaria muito envergonhado de usar hoje. Você não estava disposto a gastar dinheiro, inclusive em sua saúde. Hoje você sabe que pode escolher entre ter qualquer coisa e alguma coisa. Você percebeu que há uma enorme diferença entre como você sente quando você veste uma roupa bem feita e a maneira como você se sente vestindo outra qualquer. Você veio a entender que é melhor pagar mais por qualidade e que é mais sensato comprar algo com menos freqüência, mas de melhor qualidade. Os ingredientes de sua alimentação são importantes hoje. Você já não ignora os rótulos dos produtos, porque você está mais consciente de suas necessidades e exigências.

7. Você não gostaria de ser jovem novamente

Vamos deixar claro: se você quer ser jovem novamente, talvez você nunca fora jovem antes. Uma vez que você se tornar mais maduro, você vem a entender como o mundo realmente funciona, você não precisa mais se preocupar com coisas desnecessárias, você começa viver a sua própria vida, não a vida de outras pessoas. A instabilidade emocional da década passada foi agora substituída por metas específicas para o futuro e por encontrar prazer em perseguir elas. Você quer voltar ao passado e, por exemplo, vestir suas roupas antigas? Não, obrigado!

8. Você pode ter relações sexuais normalmente, sem se sentir culpado

No passado, você tinha que se esforçar para causar uma boa impressão. Ele(a) vai gostar de mim? Fui bom(boa) o suficiente? Ela(e) chegou ao clímax ou fingiu? Todas as posições Kamasutra acabaram por serem boas em filmes para adultos, mas na vida real você pode ter uma boa experiência mesmo sem “efeitos especiais”. E há mais uma coisa: você pode dizer claramente que você não quer fazer algo, sem de sentir culpado. Sexo normal é OK também.

9. Sua vida se torna mais significativa

Você está preocupado com outras coisas ao invés de o que você vai fazer no próximo fim de semana, onde vai passar as suas próximas férias ou o que seu chefe ou gerente irão dizer. Você começa a se perguntar o que você vai deixar para trás, que visão você pode alcançar, se você vai mudar o futuro do mundo, ou se você vai viver sua vida sem fazer um grande impacto. Você começa a valorizar-se com base na importância dos objetivos que você definiu para si mesmo e da complexidade dos problemas que você consegue resolver. Você conhece o seu melhor potencial e, portanto, desperdiçá-lo de qualquer forma dói mais do que no passado, quando você não acreditava em si mesmo. Você sabe que você pode ter um papel importante para os seus familiares, seu empregador ou seu país. Você tende a ver a sua vida a partir da perspectiva daquela visão, ao invés de viver por hoje. Você descobriu quem você realmente é. Você sabe o que quer na vida. Você tem planos de longo prazo e objetivos específicos, e sua mente está estabelecida para os resultados. Você está se tornando cada vez mais ativo, porque você não desperdiça sua energia em coisas pequenas. Você está alcançado o estágio de autorrealização, porque você sabe quem você é e por que você faz o que você faz. Você descobriu as razões para suas ações, que fazem você diferente das outras pessoas. Em algum nível, você não é o mesmo que os outros, e você está focado em deixar algumas caminhos para trás. Você está construindo uma personalidade única.

10. Sua vida se tornará mais difícil

Você não pensou nisso há 10 anos, olhando para pessoas de trinta anos com um bom trabalho e renda regular. Hoje, você sabe que a vida não é uma terra que mana leite e mel. Quando é hora de dizer adeus a alguém próximo a você, isso já não toma uma única mensagem ou uma conversa mais difícil. Dizer adeus às vezes significa um divórcio, com todas as conseqüências envolvidas. Além do mais, você pode perder seu emprego, alguém da sua família pode ficar doente, ou você pode perder todas as suas propriedades. Os problemas que você teve nos últimos dez anos não são nada em comparação com o que pode acontecer em sua vida agora.

11. Você não se desespera mais

Se o seu parceiro fica com raiva, você sorri para ele ou ela e espera até que ele ou ela pare com isso. Quando sua conexão à Internet cai, você telefona para a operadora e lida com a situação sem reclamações desnecessárias. Você exige mais, então você faz as coisas rapidamente. Quando alguém tem um monte de ressentimentos e queixas contra você, você não se envolve excessivamente. Você desiste da missão: Eu vou provar que estou certo; Eu sou um rolo compressor; você vai me escutar, queira você ou não! É porque você já não precisa provar que você está certo, porque isso é desperdício de energia. Você aceita objeções, porque elas não o ameaçam. Afinal, você sabe o seu valor.

12. Você entende que você nunca vai ser perfeito

Você nunca encontrará uma mulher que é uma princesa ou um homem que é um príncipe de um conto de fada. Você não compra histórias de imagens tão frequentemente quanto no passado, porque hoje você se preocupa mais com as almas das pessoas, mentalidade e atitudes para a vida. Você não ataca os outros pelos erros, tanto quanto no passado. Você olha para as falhas e vícios das pessoas com reserva. Você não culpa os outros tão frequentemente quanto no passado, porque você mesmo está menos disposto a mudar. Tentar ser perfeito é algo que você já não acredita mais. Você está aprendendo a ser feliz com o que você tem. Quando seu parceiro(a) está de mau humor, você sabe que ele(a) só teve um dia ruim e não que ele(a) não ama mais você. Seu chefe pode ter tempos difíceis às vezes, o que não significa que ele “não vê o seu potencial”.

13. Às vezes você se afasta de sua família

No passado, ir embora significava sofrimento e separação. Isso poderia até causar medo de que seu relacionamento iria terminar. No passado, sentir saudade de alguém era doloroso. Hoje você gosta de estar consigo mesmo. Você pode ir a um café sem seus amigos, sentar em um banco de um parque com um jornal na mão, sumir por alguns dias por qualquer razão e gostar de estar sozinho. Isso é porque a sua personalidade tornou-se mais estável e porque você conhece a si mesmo muito melhor do que há 10 anos. Você sabe o que você espera de si mesmo e você realmente gosta de estar consigo mesmo sozinho. Você ficará feliz em estar de volta com o seu filho e seu parceiro, mas é muito bom passar algum tempo sem eles.

14. Seus pais são ótimos

Observar seus pais nos papéis de avós mostra que “as duas pessoas que você dizia serem seus torturadores” são realmente ótimas, pessoas adoráveis. Porque você não os viu como tal quando era adolescente? Por que eles vinham com alguma coisa que limitava a sua liberdade e fazia sua vida difícil? Agora você percebe que você está se tornando tal pessoa pra si mesmo, mas agora você também entende as boas intenções por trás de tais coisas. Você os perdoa por suas disputas do passado e agora estão construindo uma relação adulto-adulto baseado em parceria, amizade, compreensão profundas e apoio. Você está genuinamente feliz por ver a avó e avô fazendo um grande esforço para ajudá-lo a criar o seu filho, e que a única coisa que fazem é amá-lo incondicionalmente. Agora você está no papel de um pai!

15. Algumas pessoas são perda de tempo

No passado, você costumava se preocupar com o ódio de outras pessoas, fofocando e criticando. Hoje, essas coisas já não importam muito. Você sabe que às vezes é muito improvável para algumas pessoas mudar, e você sabe que às vezes simplesmente não importa, porque é você quem decide com quem você gasta tempo com e por que.Você opta por não passar tempo ou se preocupar com as pessoas que roubam sua energia e causam problemas. Você simplesmente não quer desperdiçar seu tempo em mudar os outros. Em vez disso, você escolhe as pessoas com mentes totalmente formadas e mais estáveis emocionalmente. Ser capaz de terminar um relacionamento está se tornando uma habilidade tão importante como ser capaz de conhecer alguém importante.

16. Amor é para ser promovido

A quantidade de tempo que você gasta com o seu parceiro (a), a qualidade de sua presença e sua comunicação com os outros estão se tornando as bases de seu relacionamento. Quando algo da errado, vocês conversam um com o outro. Quando você chega em casa, você dá ao seu parceiro(a) um beijo de benvindo. Antes de sair de casa, você diz até logo a ele ou ela. Você troca mensagens agradáveis e aprecia um telefonema de vez em quando, pois mostra que você realmente se importa um com o outro. Não há surtos selvagens de emoções ou medo esperando: “Será que ele vai me chamar ou não?”. Em vez disso, você tem uma sensação de segurança e certeza de que vocês podem confiar um no outro. Você tem até agora enviado o Cupido, com seu arco e flecha, de volta ao mundo dos mitos e o substituiu com comunicação. Impaciência consciente! Que alívio que é ser capaz de controlá-la!

17. Você começa a ver o risco de que algo pode mudar

Seu senso de estabilidade e segurança no emprego, uma família para sustentar e da certeza das relações genuínas são desalinhados por acidentes e outros eventos que você não pode prever. Seja um acidente de carro no momento mais inesperado, ou a doença de um membro da família ou outro relativo. Também pode acontecer que duas pessoas que pareciam se amam tanto, de repente decidam se separar. Agora que você atingiu uma sensação de estabilidade em sua vida, há o risco de perder isto.Somente quem não tem nada não tem medo. Você atingiu um estágio em sua vida em que quer ter o que você está trabalhando para conseguir por muito mais tempo.

18. Seu filho faz você ser a melhor versão de si mesmo

Depois de se tornar pai, fumar torna-se um hábito egoísta, comer junk food dá um mau exemplo e seu comportamento estúpido não é exatamente o que você gostaria que seu filho aprendesse com você. Sua criança irá revelar tanto os seus piores traços quanto os seus melhores traços. Agora há alguém para você viver, e você sabe que ele ou ela precisa de você. Você faz seu melhor. Você aprende a ser paciente e tolerante, a perdoar e a amar. Este novo mundo dos deveres te faz ficar apto e saudável emocionalmente, mentalmente e fisicamente.

19. Você não tem que fazer tudo sozinho. Nem tem que ter tudo

Você não precisa mais se preocupar que alguém vai fazer alguma coisa pior do que você, e não é porque ele ou ela fará as coisas piores (porque eles certamente farão), mas porque o seu tempo se tornou mais valioso para você. Você sabe que há coisas que precisa fazer a si mesmo, porque você sabe o que pode fazer. Por causa disso, você não precisa nem tentar fazer algo que não é para você fazer. No passado, queria impressionar as pessoas, em busca de reconhecimento ou aprovação. Hoje, você acabou de fazer o que é suposto fazer. E você não faz coisas que outras pessoas deveriam fazer. Atingiu um período que é um bom momento para iniciar o seu próprio negócio, porque você ainda está motivado e você já está preparado para o trabalho em equipe.

20. Existem algumas fases universais na vida

Quando você vê os jovens e os problemas que eles estão passando, por um lado, você diz para si mesmo: “É tão trivial. Que desperdício de tempo!”. Por outro lado, você entende as pessoas. É porque você passou por esses problemas também. Você sabe aonde alguns de seus erros vai levar e você entende que existem certas fases da vida. Você também irá passar por certo estágio por si mesmo, e você está curioso para saber o que vai acontecer no futuro.

21. Você nunca foi tão sexy

Embora agora seja um pouco mais difícil perder algum peso, você nunca se sentiu tão sexy como antes. O senso de autoconfiança é um afrodisíaco melhor do que um corpo bonito, e provocar o pensamento das pessoas é uma melhor forma de sedução do que a exibição de seus recursos. Você sabe o que quer na cama e você tem a coragem de pedir, enquanto a exploração é acompanhada pela alegria de conseguir prazer. Você pode se esquecer de si mesmo e você não tem que causar esta ou aquela impressão. As coisas são simplesmente perfeitas. Você não tem mais vergonha. E se você fizer um esforço, você pode ficar fabuloso e deslumbrar os outros com a sua aparência. Mas você não o faz para causar uma impressão em outras pessoas. Você faz isso por você mesmo. Você desfruta do poder que você tem em si mesmo e você o aceita.

22. Sua vida está apenas começando

Apesar de completar trinta anos, você diz para si mesmo: “Eu me pergunto que tipo de pessoa eu vou ser quando eu chegar aos 40. Além do mais, isto é só o começo!”.

Fonte indicada: Administradores

Alemanha usa cegos para detectar câncer de mama

Alemanha usa cegos para detectar câncer de mama

Exames para detectar câncer de mama estão sendo feitos por mulheres cegas na Alemanha. A ideia já existe há alguns anos, e uma pesquisa inédita sugere que pessoas cegas podem, de fato, detectar tumores mais cedo do que aquelas que enxergam.

Esta ideia simples, mas surpreendente, passou pela cabeça de um médico alemão uma manhã enquanto ele estava tomando banho: mulheres cegas poderiam fazer seu trabalho muito melhor do que ele?

“Três minutos é o tempo que eu tenho para fazer exames clínicos das mamas”, diz o ginecologista baseado em Duisburg Frank Hoffmann.

“Isso não é suficiente para encontrar pequenos nódulos no tecido mamário, o que é crucial para detectar o câncer de mama cedo.”

Pessoas treinadas para ler em braille tem o tato altamente desenvolvido. Por isso, Hoffmann supôs que as mulheres cegas e com deficiência visual seriam mais qualificadas do que qualquer outra pessoa para realizar exames de mama em seus pacientes.

A evidência agora é inequívoca, diz ele.

Em um estudo ainda não publicado, realizado com a Universidade de Essen, mulheres cegas conseguiram detectar quase um terço a mais de nódulos que outros ginecologistas.

“Mulheres que fazem autoexame podem sentir tumores de 2 cm ou maiores”, diz Hoffmann.

“Os médicos costumam encontrar tumores entre um centímetro e dois centímetros, enquanto os examinadores cegos encontraram nódulos com tamanhos entre 6 mm e 8 mm. Isso faz uma diferença real. Esse é o tempo que um tumor leva para se espalhar pelo corpo.”

Experiência

Na Alemanha e no Reino Unido, mamografias regulares são oferecidas apenas a mulheres com 50 anos ou mais – mas, em ambos os países, o câncer de mama é a maior causa de morte de mulheres entre 40 e 55 ano, e na Alemanha, a idade das mulheres afetadas está caindo.

Hoffmann diz que fundou sua organização, Discovering Hands, para salvar vidas pela detecção precoce. Ele desenvolveu um curso para treinar mulheres cegas para se tornarem examinadoras médicas táteis (MTEs, na sigla em inglês), e agora existem 17 trabalhando em clínicas em toda a Alemanha.

Uma delas, Filiz Demir, atende cerca de sete mulheres por dia, realizando exames que podem durar até 45 minutos – o que seria pouco usual para um ginecologista.

Há pouco mais de um ano, Demir trabalhava em uma agência de viagens. Mas, quando ela completou 35 anos, sua visão se deteriorou lentamente, e fazer seu trabalho tornou-se cada vez mais difícil. Ela pediu demissão e aprendeu braille, mas não conseguia sequer ser chamada para entrevistas de emprego.

“A cegueira era minha maior deficiência naquela época”, diz ela.

“Agora, minha deficiência tornou-se minha força. Eu não sou dependente de ninguém e posso ajudar os outros. É um ótimo sentimento.”

A cegueira era minha maior deficiência. Agora, minha deficiência tornou-se minha força.”

Filiz Demir, examinadora

Curiosa para saber como Demir e suas colegas trabalham, eu decidi fazer um exame.
Usando tiras de fita marcadas com coordenadas em braille, o MTE faz uma “grade” sobre o peito. Ela examina lentamente por esta grade de modo que possa indicar a localização precisa se encontrar um nódulo.

Demir faz uma análise detalhada, mas os 30 minutos passam voando. É um ambiente descontraído e relaxante, nem um pouco desconfortável e há ampla oportunidade de fazer perguntas.

Depois de sete meses neste trabalho, Demir claramente se mostra aliviada por ter encontrado principalmente tumores benignos. Apenas algumas semanas atrás ela encontrou o primeiro maligno, que a balançou um pouco.

Mas é a minha vez de ser pega de surpresa quando ela remove as tiras em Braille e cuidadosamente me diz que encontrou algo.

Um nódulo de cada lado, na verdade.

Se eu fosse uma paciente regular na clínica, eu teria ido para a próxima sala para um ultrassom. Infelizmente, tive de levar essa informação para meu ginecologista em Berlim, onde fui encaminhada para um ultrassom e uma mamografia.

Depois de algumas semanas de espera por uma consulta, o ultrassom finalmente ficou pronto e não mostrou nada. O radiologista me disse que não fazia sentido fazer uma mamografia – e sugeriu que o examinador provavelmente só sentiu um pouco das minhas costelas.

O conselho de Hoffmann em situações do tipo é repetir o exame com o MTE algumas semanas mais tarde, na primeira metade do ciclo menstrual. Se um nódulo ainda puder ser detectado “a mamografia faz sentido”, diz ele.

É exatamente esse ciclo de check-ups que podem levar a alarmes falsos, angústia e cirurgias desnecessárias, de acordo com o professor Gerd Gigerenzer, diretor do Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano.

“Conheço muitas mulheres que ficaram assustados com alarmes falsos. Algumas fizeram biópsia, que não mostrou nada, mas vivem suas vidas de mamografia em mamografia.”

Há pouco consenso sobre os benefícios dos programas de detecção de câncer de mama e se exames regulares realmente salvam vidas. Gigerenzer adverte explicitamente contra eles, e não se anima com a ideia de que agora é possível detectar nódulos menores.

“Quanto mais precisas forem as técnicas de diagnóstico, mais cânceres clinicamente irrelevantes serão detectados”, diz ele.

“Isto pode levar a cirurgias e radioterapias desnecessárias. Neste caso, a detecção precoce só prejudica.”

O método Discovering Hands, segundo ele, está fora de julgamento até que a equipe possa fornecer provas que comprovem que a técnica de fato reduz a mortalidade.

Um estudo sobre o assunto está previsto para ser concluído e publicado ainda este ano.

 
Paciente

Enquanto isso, uma das pacientes de Hoffmann, Heike Gothe, me diz que deve sua vida a uma dessas examinadoras.

Ainda tendo que lidar com a morte prematura de seu marido por doença, Gothe assumiu o comando do negócio da família, uma pequena empresa de exportação internacional de sucesso. Mas não demorou muito para que ela recebesse seu próprio diagnóstico.

“Eu tinha sentido um caroço no meu seio direito e fui ver o médico”, diz Gothe.

“Eles confirmaram o que eu tinha encontrado e, em seguida detectaram um pequeno nódulo no lado esquerdo, com apenas 2 milímetros de tamanho. Ele nem sequer apareceu na ultrassonografia ou mamografia, apenas o MTE cego sentiu.”

O encontro deste pequeno tumor pode ter salvado sua vida. Ambos os tumores foram diagnosticados como malignos, mas com quimioterapia e radioterapia, ela superou o câncer.

Gothe é uma batalhadora, mas ela credita sua energia e positividade a estes exames feitos por um MTE a cada seis meses. Segundo Gothe, é assim que ela consegue dormir à noite e tocar seu negócio.

“O medo aparece de vez em quando”, diz Gothe. “E só consigo lidar com isso porque sei que estou em boas mãos.”

Algumas companhias de seguros alemães também estão convencidas. Seis delas agora cobrem os custos para os seus pacientes fazerem esses exames clínicos das mamas.

Enquanto novos MTES ocupam cargos permanentes em clínicas por toda a Alemanha e na Áustria, o fundador do Discovering Hands, Frank Hoffmann, está em negociações com Israel e Colômbia. Ele vê oportunidades ainda mais longe.

“Estou convencido”, diz ele, “de que, especialmente em países que não são tecnicamente tão avançados como a Alemanha, este modelo poderia melhorar a qualidade de normas médicas muito dramaticamente.”

Por Abby D’Arcy  Do BBC

Intuição

Intuição

Por Braulio Tavares

A intuição é um recado instantâneo do inconsciente para o consciente, dizendo: “Esqueça como estava fazendo, faça assim”. Descrever o processo desta maneira mostra as terríveis limitações da nossa linguagem. A primeira delas, e uma das mais graves, é tratar dois conjuntos de processos como se fossem pessoas: o Sr. Inconsciente Ferreira da Silva é um senhor idoso, de óculos, cara de intelectual, enquanto que o Sr. Consciente Araújo dos Santos é um rapaz de 30 anos, ansioso, magro, jeito de workaholic. Quanto o mais jovem está estressado demais, o mais velho vem em seu socorro… Não, não é bem assim que as coisas acontecem.

Talvez cada um deles se assemelhe não a uma pessoa, mas a um escritório cheio de gente atarefada, trabalhando em grupos de dez pessoas, que se desmancham e se reagrupam em blocos de cinco ou de vinte, os quais logo se desfazem e voltam a se organizar em outras formações, tudo isto visto através daquelas câmaras aceleradas que reproduzem em alguns segundos algo que levou horas para acontecer. Talvez seja assim a mente humana. E de repente no andar térreo, o que recebe as visitas (o Consciente) chega correndo, esbaforido, um sujeito do sótão ou do porão (o Inconsciente), com um recado urgente: “É para cortar a comparação com pessoas e usar escritórios!”. Alguém do escritório do térreo pode até perguntar: “Como assim, escritórios?! Por que?”. Mas o mensageiro também não sabe; fica sendo escritórios mesmo, e acabou-se.

O compositor e produtor musical Brian Eno afirmou que a intuição e a lógica não são necessariamente conflitantes. A intuição é uma avaliação de nossas experiências passadas e de outras referências, mas feita de modo tão rápido que não percebemos, porque o foco de nossa atenção está voltado para outro ponto qualquer. De repente, o resultado surge pronto. O que ocorre (agora sou eu que estou falando) é que muitas vezes a lógica está tocando a campainha há duas horas, sem que ninguém atenda, e a intuição cochicha: “Empurra a porta pra ver se não está aberta”. Às vezes está; às vezes não. Nossa mente é como um rio largo que vai fluindo numa única direção quando o terreno é desimpedido, mas quando encontra um terreno montanhoso ele se subdivide em vários braços, cada um procurando caminho por uma trajetória diferente.

Diz Eno: “A intuição não é uma voz quase mística que vem de fora e fala através de nós, mas uma espécie de processamento rápido e imperfeito de nossas experiências prévias. Esse instrumento produz às vezes resultados impressionantes a grande velocidade, mas é bom lembrar que de vez em quando pode estar totalmente equivocado”.

Fonte Mundo Fantasmo

10 razões pelas quais pessoas introvertidas são mais atraentes

10 razões pelas quais pessoas introvertidas são mais atraentes

Os introvertidos não desejam ser o centro das atenções, mas eles estão entre as pessoas mais incrivelmente atraentes e fascinantes de se conhecer pois, ao contrário dos extrovertidos que já demonstram seu modo ser e agir desde o inicio, os introvertidos podem ser muito mais interessantes e misteriosos. Nesta seleção estão em destaque as 10 razões pelas quais essas pessoas são mais atraentes.

1- Elas são misteriosas

As pessoas introvertidas têm uma aura misteriosa ao redor delas. Quem está por perto deseja saber o que eles estão pensando, mas nunca saberão de tudo. Isto faz delas pessoas incrivelmente fascinantes e intimidantes ao mesmo tempo. E então não é surpresa que sejam tão incompreendidas pelas pessoas mais verbais e extrovertidas na sociedade.

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2- Elas são fáceis de lidar

Isso pode surpreender, mas os introvertidos podem ser algumas das pessoas mais legais e amigáveis para se encontrar. Eles naturalmente são indivíduos relaxados, agradáveis e amáveis.
Em um mundo que está sempre com pressa e que não pode parar de falar ou de atrair as atenções para si, a natureza legal e descontraída do introvertido é extremamente atraente. É verdade que os introvertidos são drenados por multidões, mas eles crescem em pequenos grupos e interações. Lá eles ficam bem.

 

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3- Elas são sonhadoras

O psicólogo Scott Barry Kaufman e colegas explicam que uma mente que sonha auxilia no processo da “incubação criativa”. As melhores ideias surgem aparentemente do nada, quando as mentes estão livres para vagar por outros lugares. As pessoas introvertidas se perdem em suas mentes com frequência, depois retornam com ideias refrescantes e maravilhosas.

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4- Elas são boas ouvintes

As pessoas  extrovertidas podem passar uma impressão de que estão preocupadas consigo mesmas e com o que os outros pensam. Todos os dias são como um concurso de gritos, onde todos querem falar e ninguém quer escutar.
Então, quando alguém mostra um interesse pelo outro, está disposto a ouvir, isso é muito atraente. Os introvertidos escutam mais do que falam. Eles escutam com a visão de entendimento e não meramente para responder. E isso é incrivelmente raro e especial; estimula conexões mais fortes e relacionamentos mais saudáveis.

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5- Elas são intrinsecamente motivadas

Como pessoas direcionadas para o interior, os introvertidos tendem a ser motivados intrinsecamente. Isto significa que eles são motivados a agir pelas sua convicções internas mais profundas, ao invés de adotar motivações externas rasas.
Eles sabem quem são, o que desejam e o que importa em suas vidas. Qualquer um que seja auto direcionado, motivado por valores mais elevados e apaixonado, é inegavelmente atraente e inspirador.

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6- Elas são atentas

As pessoas introvertidas enxergam as coisas que outros muitas vezes perdem ou não enxergam. O mundo é um local encantado para o introvertido que o vê cheio de possibilidades em todos os lugares. Eles estão constantemente adquirindo informação, em estado de calmaria e usando isso como base para expressão criativa.
Quando se está com uma pessoa com essas características, nada é perdido. E por isso, muitas vezes, parece que a pessoa introvertida sempre sabe o que o outro deseja, até quando não se falou nada, sendo brilhante e cativante.

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7- Elas são conscientes do que dizem

Nada faz uma pessoa parecer mais estúpida e antipática do que dizer coisas inapropriadas porque tem pressa de falar e não se permite o tempo para considerar as próprias palavras. Os introvertidos não falam por falar. E quando falam, eles dizem apenas o suficiente para despertar o interesse no outro, deixando o desejo de ouvir mais.

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8- Elas são criativas, são pensadores brilhantes

De acordo com estudos realizados pelos psicólogos Mihaly Czikszentmihalyi e Gregory Feist, as pessoas mais espetacularmente criativas em vários campos são muitas vezes introvertidas. Isso ocorre em grande parte porque a solidão é um ingrediente chave para o sucesso criativo.
Os introvertidos não têm medo de ficar sozinhos. Eles realmente apreciam a privacidade e liberdade da interrupção. No estado de solidão, os introvertidos entram em contato com o monólogo interior deles, perguntam as questões adequadas e flexionam seus músculos criativos.
A autora Susan Cain nota que, “sem introvertidos, o mundo seria desprovido da teoria da gravidade, teoria da relatividade, Peter Pan…”, e assim por diante. Essa tendência natural de abraçar a solidão, se concentrar profundamente em um assunto, pensar e agir de modo criativo faz os tímidos, do passado e presente, pessoas gloriosamente notáveis e atraentes.

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9- Elas são estudiosas e inteligentes

As pessoas introvertidas são naturalmente atraídas pela leitura e estudo. Elas apreciam aprender e descobrir coisas novas por si, e são inteligentes. Uma pessoa inteligente é sexy e atraente. É melhor passar tempo com alguém que é experiente e ansiosamente interessado em aprender mais, do que alguém que seja ignorante e desinteressado.

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10- Elas são intelectualmente estimulantes

Em razão de os introvertidos serem estudiosos e auto-reflexivos, as conversas deles são intelectualmente estimulantes. Eles sabem todos os tipos de coisas para compartilhar com outros. E há algo mágico e bonito sobre alguém que ilumina e é energizado por conversas significativas e inteligentes.

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Leia mais sobre a temática da introversão na CONTI outra

Dica de livro: ‘Criaturas de um Dia e outras histórias de psicoterapia’, de Irvin D. Yalom

Dica de livro: ‘Criaturas de um Dia e outras histórias de psicoterapia’, de Irvin D. Yalom

«Sinto-me abençoado por poder ajudar os outros, sobretudo os que estão a passar pelo mesmo que eu: velhice» Irvin D. Yalom

O psiquiatra e psicoterapeuta americano Irvin D.Yalom, de 84 anos, escreveu um novo livro, desta vez de não-ficção, onde partilha dez histórias de pacientes que se deitaram no seu divã. ‘Criaturas de um Dia e outras histórias de psicoterapia’ (‘Creatures of a Day and Other Tales of Psychotherapy’), traduzido para português por Casimiro da Piedade, à semelhança da obra pela qual tornou-se conhecido mundialmente, no final da década de 1980, ‘A Psicologia do Amor‘ (‘Love’s Executioner and Others Tales of Psychotherapy’), está escrita de forma íntima e pessoal, e revela um profissional amadurecido e célere a dissecar os “demónios” que atormentam os seus pacientes. Irvin é a ponte para essa terrível fronteira em que a realidade se perde e o abismo espreita.

Dos dez protagonistas das histórias, a maioria com idade avançada, quatro vieram bater ao consultório do médico por terem lido vários dos seus romances e por estarem convictos de que apenas ele poderia os curar. São eles: Paul, um escritor frustrado, que «tinha a solidão como companhia» e se redemoinha obsessivamente em torno de um livro em torno de Nietzsche, que nunca conseguiu publicar; Natacha, uma ex-bailarina que se retirara do mundo do espectáculo devido a uma lesão grave e que ansiava voltar estar em palco. (É esta paciente que pergunta a Irvin: «Como é que consegue lidar com o facto de ter oitenta anos [sessão decorrida em 2011] e sentir o fim a aproximar-se cada vez mãos?» e que ouve «nunca me senti tão bem ou tão em paz comigo mesmo como agora.»); Rick, um antigo executivo financeiro, que vive num lar e que procura um sentido para o que lhe resta da vida; e Justine, uma enfermeira que cuida dos outros mas é incapaz de se oferecer um mínimo de conforto.

Charles, Alvim, Sally, Ellie, Helena e Jarod são as restantes pessoas, cujas análises psicoterapêuticas são revisitadas por Yalom. Assuntos como a solidão, a culpa, o arrependimento, a mortalidade, a amizade e o amor, são abordados e alvo de reflexões belíssimas por Irvin, que afirma ainda sentir-se «humilde perante a infinita complexidade da mente humana», após mais de cinquenta anos de prática clínica.

Em ‘Criaturas de um Dia e outras histórias de psicoterapia’, Irvin D. Yalom partilha com os leitores histórias de recuperação instigantes, para que elas sirvam de encorajamento aos que combatem os seus males. É também um livro indicado para os profissionais que praticam psicoterapia, pois oferece um vislumbre de como a relacção terapeuta-paciente pode operar. Em suma: uma obra para aqueles que se interessam pela psique humana e pelo desenvolvimento pessoal. Mais um inesquecível e marcante livro do autor de vários ‘best-sellers’ internacionais, que nos guia numa fascinante viagem pelos complexos labirintos da psique humana.

 

Excertos

«Quando os pais morrem, sentimo-nos sempre vulneráveis não só porque estamos a lidar com a perda, mas também a confrontar-nos com a nossa própria morte. Quando ficamos órfãos, passa a não haver ninguém entre nós e a sepultura.» (p. 90)

 

«Uma vez que podemos nunca saber com precisão como é que ajudamos alguém, nós, os terapeutas, temos de aprender a conviver confortavelmente com o mistério, enquanto acompanhamos os pacientes nas suas jornadas de autodescoberta.» (p. 234)

 

A indicação de leitura é do nosso blog parceiro Silêncios Que Falam (Site; Facebook)

 

Fragmento

Fragmento

O túnel sem ruído. Sei que se esvai num momento, o sabor de céu na boca sedenta de paraíso. Não sei onde me leva. Heloísa sabe. Ela sabe mudar a estrofe, tomar refresco com satisfação. Eu, prosa torta, cabeça cansada, aiiii. Lá vai de novo: outro dia, a respiração profunda. Passei. Que covardia mais abatida. Sérgio me dizia que eu fosse fundo. Eu aliás fui e mergulhei no mar clarinho numa manhã que quebrava a noite. Saiu ela. Seu nome é Heloísa. Somos muito amigas. Você vai conhecê-la. Há uma história para contar. Há lendas.

Há fatos. Se o desejo será satisfeito? Só você pode saber, se me ler, se me der uma mordidinha na orelha e der risadas de cócegas. Entre uma linha e outra, Heloísa me atrapalha. Travessa e debochada. Por que queremos sempre o mesmo fato, aquela foto que cansamos de tirar da gaveta e fotografamos de novo, mais uma vez. Sorria. Assim…Agora todos sentados. Que gracinha. Você, que é menorzinho na frente. Não apertem tanto o bebê.

 Agora. Não, cuidado com o abajur, ahh,clic. Que medo de não sair certo. Transponho o mal daqueles dias num passe de mágica agradeço aos bons ventos pelo seu impulso.

Há pessoas que se contentam em fingir se contentar. Não sei. Só sei do túnel que vem na frente e do espírito novo que ignora a rispidez do velho. Heloísa está rindo. Ela me convidou para ir ao cinema, mas eu não fui. Ela ficou me sacaneando. Falou do meu labirinto. Heloísa escreve uma carta e me mostra. Depois me interrompe e conta tudo sobre Sérgio. Sérgio mora em Roma, mas pode ser que ele esteja em Atenas. Deslizes da vidamar, quando sem rumo espero o alcance nítido da compreensão até a campainha tocar. Corpo imerso na vontade cruel de ultrapassar, esbarrando em solenidades críticas, tropeçando nas próprias pernas, embaralhando as mãos. Vou expandindo um ar vago, divagando situações. Passei. Dessa vez de uma agulhada na garganta. Heloísa percebeu e me fez um carinho. Desfechos espasmódicos concentrando-se na sólida pureza da voz sem fala. Da fala findando-se sem som, na escureza medonha das entranhas. Sinto o corpo todo ir se aquecendo, num redemoinho de águas mornas. Acho que morro este corpo amorfo. Num movimento cíclico feito um relógio, nado ritmicamente. Descontrolo a rigidez e me descubro fora…Que prazer…

Sérgio escreveu para Heloísa convidou-a para ir encontra-lo na Itália. Ela não quer-querendo. Vou questionar sim. Até morrer. Sair feito um doce de leite, da química do dia é a maldade destes dias que traz esse desassossego; é aquela gente contra esta fortaleza. São os rostos de vidro nas conversas tolas. Não quero. Sou meu sexo. Chega. Pára. Não para. Sinto vontade de mais. Não choro. Quero. Qual é o preço de se fazer planos? É a abstração, ohhh calma Heloísa. Calma. É o sonho de um encontro pleno num abraço gostosíssimo no aeroporto! Num momento só acontece. Bati a toalha e joguei fora as migalhas. Soube. Saberei exercitar o dia, na poesia. Sei que há vontades e vontades. Sérgio já acordou. A esta hora é dia na Europa.

Não nego o que fiz. Tenho ódio da minha submissão e agressões indignas e desrespeitosas. Ahhh vida tola essa de pensar e repensar. Ser feliz. Matar é passado  perfeito.

Sérgio é encabulado. Eu não. eu espero. Heloísa não espera. Ela já filmou o suficiente. O universo do amor fortuito se refaz num gole d´água limpa. Já vi muitos filmes Heloísa foi a atriz principal de um filme amador  e nós curtimos muito tudo. Passei… Desta vez sem pânico nem dor. Quero uma história sólida, sem pedir perdão ao estado. Apenas vivendo-os cada vez como se fosse a primeira. Passamos. Os dias parados. O choro entalado na garganta. Os dedos da mão atentos ao trabalho. Sinto     que as vozes fluem com calma-agora. São os caminhos sem música. Coragem de andar no incorpóreo vidro de gás carbônico com a cabeça fugindo do corpo. Volta. Tormento do silêncio pesado sem cheiro. Heloísa saiu. Foi à praia com uns amigos. Ela sempre me chama. Eu pouco vou. Eu vou-eu ia. As lágrimas correndo feito pérolas gigantes. Impetuosamente, sem aviso prévio, involuntária- incontrolavelmente. Deliramos.

Os suores se misturaram e o gozo foi pleno. Nossos cheiros se confundindo sempre, quero mais, você deixa? Já está chegando o dia de me decidir, quero engolir numa boa e não consigo, ando marcando bobeira, diz Helô, sinto-me contudo completamente desamparada e os vacilos se tornaram uma constante ahhhhhh. Dá pra você entender? A minha alienação não é culpa minha.

Em um mês, pois, o peso dos dias, a busca intranquila de trabalho novo somou-se a uma falta total de diálogo. Heloísa tem saído adoidada enquanto tento tomar maior consciência de mim, com lucidez resta o fim do começo. Engulo, resisto e não procuro saídas forçadas. Não entra em pânico, se acalma, se abre comigo. Só ando ao contrário, num contato próximo e visível de corpos que se confundem num coletivo colérico, egoísta e desorientado. Pondero. A análise cotidiana e um tanto monástica se tornou hábito imprescindível para ir levando. Nesta conformação estão muitas cabeças ingênuas entrando em contínuo desvario, alienatória, alucinantemente, sem rumo. Simples reações cheias de defesa exasperantes inseguranças, entregues às baratas, aos ratos. Aos morcegos estão as gerações do futuro.

Parei de querer entender tudo. Parei a tempo antes que me tornasse uma nuvem  mitológica sem nem haver morrido. Ou será que minha morte é o preço? Resta aos 25 anos um vazio colorido por uma cultura contorcida e ameaçadora. A partir da linha, azul partida de paisagem nova, revelo um sofrimento visceral morto aos meus pés. O exercício singular das palavras. Silencio aberta. Alerta reflito e vivo o sonho de um barco triangular. 25 anos. Por que não 52? Na paisagem incolor a manhã silenciosa desnuda a alma, estampa no semblante um sorriso e o barco, brinca com as ideias a partir do ponto. Segue vazio, na maciez da espuma como se de repente, novo lastro, pudesse seguir de vento em popa…Infinito reciclar. Respire bem 24 horas por dia. Depois, inteiro, saia da casca, quebrando o véu diáfano da fantasia, pule deveras para fora do útero-mãe-terra e sem virar poeira visual, preserve-se. Esta voz incorporada ainda vai me levar à loucura. Vai não. Vocês parecem que sentem prazer em ficar falando estas teses malucas até de madrugada. Você vai à praia amanhã? Tá um tempo lindo…Vou. Amanhã eu vou com vocês. Que posto? Ahh no 10? Quem é esse cara que Heloisa chamou aqui hoje? É até simpático. Não. Se continuar me olhando assim eu juro que agarro. Não é meu estilo esse de agarrar, mas até que a festinha está boa. Se eu fosse Heloisa-eu-ela. Você é linda. Muito bonita mesmo ( baixa os olhos). Os pensamentos se conversam,. O sol está quebrando a barra dos olhos e aquele beijo contido entre o violeta e o espaço negro da ainda absorvente noite de repentina paixão.

Desejo incontido. Nada era, se fosse, seria filme, ou será que foi? Tão real, tão fora do tempo…Nossa..( é engraçado como o raciocínio mata os sentidos.). Assim, atentos, nós dois, tão velho sentimento por tua sabedoria. Nós os autores da cor do silêncio, do cheiro da relva, da forma dos corpos. Acho incrível teu poder de. Amanhece a toda hora.  Parece que nunca vai parar de amanhecer. O sol reflete forte, dourando tudo, tudo mesmo; onde quer que eu esteja estou falando com você, e sempre acaba, quando eu olho e você não está lá..como te dizer que te amo? /Este gosto de brisa feito festa no rosto, festa de sal, na carícia atemporal: é este o segredo do amor original. Suas mãos habilmente masculinas, agora, de novo, continuará no estímulo dos voos? Dois voos altos, matando restrições e ideias malditas até alcançarmos o invisível amanhã. Passamos. Impossível fugir para o sul, leste ou faroeste, já que a noite sempre acompanha o dia, a natureza canta sua canção e nos entregamos à harmonia, à mudança fascinante destes ciclos tão bem desenhados, tão amarelo-foscos, infinitamente azuis.

Carta de amor de Karl Marx para sua mulher Jenny

Carta de amor de Karl Marx para sua mulher Jenny
Manchester, 21 de Junho de 1865

 

Minha querida,
Escrevo-te outra vez porque me sinto sozinho e porque me perturba ter um diálogo contigo na minha cabeça, sem que tu possas saber nada, ou ouvir, ou responder…
A ausência temporária faz bem, porque a presença constante torna as coisas demasiado parecidas para que possam ser distinguidas. A proximidade diminui até as torres, enquanto as ninharias e os lugares comuns, ao perto, se tornam grandes. Os pequenos hábitos, que podem irritar fisicamente e assumir uma forma emocional, desaparecem quando o objecto imediato é removido do campo de visão. As grandes paixões, que pela proximidade assumem a forma da rotina mesquinha, voltam à sua natural dimensão através da magia da distância. É assim com o meu amor. Basta que te roubem de mim num mero sonho para que eu saiba imediatamente que o tempo apenas serviu, como o sol e a chuva servem para as plantas, para crescer.
No momento em que tu desapareces, o meu amor mostra-se como aquilo que na verdade é: um gigante onde se concentra toda a energia do meu espírito e o carácter do meu coração. Faz-me sentir de novo um homem, porque sinto um grande amor. (…) Não o amor do homem Feuerhach, não o amor do metabolismo, não o amor pelo proletariado – mas o amor pelos que nos são queridos e especialmente por ti, faz um homem sentir-se de novo um homem.
Há muitas mulheres no mundo e algumas delas são belas. Mas onde é que eu podia encontrar um rosto em que cada traço, mesmo cada ruga, é uma lembrança das melhores e mais doces memórias da minha vida? Até as dores infinitas, as perdas irreparáveis… eu leio-as na tua doce fisionomia e a dor desaparece num beijo quando beijo a tua cara doce.
Adeus, minha querida, beijo-te mil vezes da cabeça aos pés,

Sempre teu,

Karl

contioutra.com - Carta de amor de Karl Marx para sua mulher Jenny
Fonte indicada: Cá entre nós

Veja a reação das pessoas quando são chamadas de bonitas

Veja a reação das pessoas quando são chamadas de bonitas

Como você reage quando uma pessoa diz que você é bonita(o)?

Fica constrangida(o)?

Sorri?

Em um experimento particular, a estudante norte-americana Shea Glover decidiu fotografar (e filmar) um grupo de alunos e professores de diferentes etnias, gêneros e estilos em uma escola localizada na cidade de Chicago, nos Estados Unidos.

Ao ser questionada pelos estudantes sobre a proposta do ensaio, Glover responde: “Estou fotografando apenas as pessoas mais bonitas que eu encontro. Pessoas que eu considero lindas“. O resultado está no vídeo acima, uma coleção de sorrisos sinceros, olhares levemente constrangidos e pequenos agradecimentos.

Fonte indicada: Brasil Post

Um ponto de vista sobre o medo de altura

Um ponto de vista sobre o medo de altura

Eu tenho medo de altura.

Não chego nem perto de sacada do quarto andar em diante, não atravesso nenhuma passarela, sofro em escadas rolantes de shoppings, choro em elevador panorâmico e não visito mirantes. Mas um dia, um dia bem lá no passado, eu quis ser alpinista. Vai entender. Seria a cura para o meu medo ou a confirmação de maneira mais patética possível? Pendurada, a três metros do chão, chorando copiosamente. A melhor parte, na época, foi desistir.

Ainda ontem, falando com uma amiga sobre medo e preguiça, eu defendia o argumento de que o medo não paralisa, a preguiça sim. Mas esse era o meu ponto de vista ontem. Hoje, para falar sobre o medo de altura, precisei voltar atrás. Quantas passarelas me recusei a atravessar, quantos potes de ouro deixei de encontrar, pois o arco iris também é uma senhora passarela. Aquela vista maravilhosa do mirante, da varanda, da janela! Eu não tenho fotos com essas vistas ao fundo. Tenho algumas das vistas, muito embora através de grades e telas de proteção.

O fato é que esse medo me paralisa e, nisso tudo o que mais preocupa é: se eu acredito que é melhor sempre estar no chão, em terra firme e seca, de preferência, que outras certezas podem estar se alojando sem que eu tenha esperteza para perceber? Se não entro em um elevador panorâmico, como posso deixar as ideias voarem alto e me trazerem novas inspirações e novos pontos de vista? Será preguiça de combater esse monstro das alturas e trazê-lo para que fique com meus 1,62m e então possamos travar um embate justo e conclusivo?

Se só vejo a linha do horizonte por um ângulo, é justo que ela me pareça sempre a mesma linha, embora não seja sequer uma linha. Só para complicar um pouco mais, meu ponto de vista tem incontáveis pontos cegos, além das paralisias que o medo fincou.

Mas, assim como a vida, o que gente vê tem o colorido que já está presente em nós, penso que a melhor e mais prudente atitude a tomar seja a ofensiva, o enfrentamento, engolindo seco e partindo pra briga.

Começo com as escadas rolantes, passo para as varandas e sacadas e quem sabe, atravesso uma daquelas passarelas medonhas. Nas escadas vou pensar em elevar meus pensamentos e dar colorido a todos eles; nas varandas, vou buscar que ainda não pude ver e apreciar; por fim, na passarela, tentarei exorcizar todos os demônios que me seguram com força para que, enfim, eu atravesse livre e feliz, como era quando olhei para uma montanha e sonhei ser alpinista. Esse é o meu ponto de vista, hoje.

A borboleta e o filósofo

A borboleta e o filósofo

É uma das fábulas preferidas de Jorge Luís Borges. Ele a cita com frequência, faz associações de idéias entre ela e diferentes coisas.  É a história de Chuan Tzu, o filósofo que sonhou que era uma borboleta, e sonhou isso com tal verossimilhança que ao acordar já não sabia se era um homem que tinha sonhado que era uma borboleta, ou se era uma borboleta sonhando agora que era um homem.

Borges, numa das suas Norton Conferences (1967-68, publicadas em 2000) examina mais de perto essa imagem.  Diz ele que em primeiro lugar a história alude a um sonho, e basta isso para contaminar de sonho qualquer realidade que se siga. Depois, porque a escolha do animal, a borboleta, não poderia ter sido mais adequada.

De fato, uma borboleta é um bom exemplo de criatura que sabe o que é se transformar noutra.  Note-se que Chuan Tzu não sonha que é uma lagarta, então, quando ele se imagina e se projeta como borboleta, está admitindo que sua vida como Chuan Tzu tinha sido apenas o preparatório lagartóide para aquilo. Voltar a ser Chuan Tzu seria dar um passo atrás. Como o astronauta do conto de Clifford Simak (“Desertion”), que se transforma numa criatura jupiteriana, descobre a felicidade e não admite ser restaurado como humano.

A borboleta tanto é uma criatura inquieta, que vive sempre buscando algo, como é algo que atrai os olhares e as admirações em volta.  Chuan Tzu tem, na sua dimensão lepidóptera, o dom da beleza, que talvez lhe falte no mundo de cá, onde ele é filósofo gordinho ou um calvo comerciante.  Sem falar no voo, na terceira dimensão onipresente, na leveza.  Ser borboleta era o LSD de Chuan Tzu. Imagine-se como devia ser bom, acordar nos dias pares como Chuan Tzu, dormir, acordar nos ímpares como borboleta.

“As borboletas têm algo de delicado e evanescente”, diz Borges. Claro que outros animais poderiam servir; mas a borboleta é perfeita.  Borges argumenta com simplicidade que seria inverossímil esta história com um tigre, uma máquina de escrever, uma baleia. Nenhum desses (concordo) parece ser capaz de pensar Chuan Tzu de volta, ou mesmo de dar a Chuan Tzu uma dimensão a mais que ele não tinha.  A borboleta, por dois ou três traços apenas, já ganha de goleada.

E deve ser divertido para ela, também.  Ter braços, perna e barriga.  Um corpo que tem de ficar preso ao chão.  Lidar com objetos!  Uma aventura fascinante.  Independente do animal escolhido, essa fábula é a fábula da intercambiabilidade das consciências.  Lovecraft, Edgar Rice Burroughs, Edmond Hamilton e outros escreveram histórias sobre mentes que conseguem trocar de corpo.  Ou corpos capazes de intercambiar suas mentes.

Bráulio Tavares, em Mundo Fantasmo

Wikinomia, o novo modelo econômico que vai atropelar nosso ego

Wikinomia, o novo modelo econômico que vai atropelar nosso ego

Eu já falei algumas vezes sobre como eu amo o século 21 e como eu amo a internet. Já falei, aqui, que estamos todos perdoados por nos sentirmos tão perdidos, porque uma mudança social desse tamanho deixa a gente meio lélé da cuca mesmo.

Eu gosto muito de comparar o momento atual com a terceira revolução industrial do século 18, porque, quando o modo de produção mudou, tudo mudou. Inclusive o comportamento e pensamento das pessoas. Surgiram novas profissões, novos caminhos, novas possibilidades. Não vou entrar na questão sobre esse episódio ter sido bom ou ruim. Ele aconteceu e temos que encarar as coisas que aconteceram sem ficar imaginando o que poderia ter acontecido.  Comparando a transformação que ocorreu com o momento atual, sinto informar que a nossa geração está no meio do redemoinho da era da informação. A gente está exatamente na fase onde as coisas começam a mudar.

E, sim, isso tem a ver com a internet. A internet abriu um mundo de possibilidades na nossa frente e vocês já viram que, em 15 anos, o mundo mudou drasticamente. Eu, por exemplo, trabalho com marketing digital e sou escritora de um blog. Na época dos meus pais, essas profissões nem existiam. Imagina só. Que diabos eu ia fazer da minha vida se eu tivesse nascido há 30 anos? Talvez minhas palavras nem tivessem oportunidade de chegar a vocês. Imaginem quantos escritores maravilhosos morreram sem ninguém saber que eles existiram?

Pois bem. Enrolei até aqui para dizer que nosso modelo econômico está totalmente defasado. Já repararam quantas pessoas estão buscando novas alternativas? Quantas pessoas não estão aceitando mais o trabalho de que não gostam? Estão inquietas, pensando no que vão fazer da vida profissional antes dos 30. Sim, estamos todos perdidos e deslocados, tentando achar um meio para nos encaixarmos. E sabe por quê? Porque nós somos a primeira geração que começou a vislumbrar um futuro totalmente diferente do presente. A gente viu o quanto a tecnologia mudou o mundo em 10 anos e a gente pensa “Opa, peraí. Se em 10 anos eu tenho um celular que tem mais tecnologia do que o computador do que eu tinha em casa, imagina daqui a 10 anos?” A tecnologia cresce exponencialmente, de acordo com a lei de Moore, então a gente começa a perceber que esse modelo econômico e esse modo de trabalho não está funcionando mais.

É como se a gente tivesse usando uma roupa muito apertada o tempo todo, porque a gente cresceu demais, mas ainda insistem e dizem que a gente tem que usar essa roupa. Não temos. E nós somos os responsáveis por fazer roupas novas, que caibam na gente, que caibam nas nossas vontades e visões de mundo. Ninguém sabe do futuro, dessa vez não tem nenhum sábio que possa nos dizer como nos comportar. A mudança está em nossas mãos. Olha o mundo em guerra, em crise econômica, social. E olha para a gente, completamente perdida dentro das possibilidades, porque elas simplesmente não cabem mais. Vamos abrir a mente e mudar tudo! A boa notícia é que isso está acontecendo. Existem pessoas, tipo o Tanaka, um cara incrível que eu descobri pela internet, que abriu uma empresa horizontal.

Uma empresa horizontal não tem hierarquia, nem horas de trabalho. Cada um trabalha exatamente com o que quer trabalhar e recebe o salário de acordo com o que produziu na semana. Toda vez que eu falo isso, as pessoas me perguntam como isso pode funcionar. Bem, leiam este texto, porque ele pode explicar muito melhor do que eu.  Esse tipo de empresa vai ao contrário do que nosso modelo econômico propõe. Mas, por mais que a gente queira abrir uma empresa que faça bem para o mundo, produza produtos orgânicos ou conteúdos interessantes e seja totalmente criativa e fora dos moldes, nada vai mudar, se a gente não mudar nossa mentalidade. A mentalidade de que o dinheiro rege nossas vontades. Hoje, dinheiro não é nada menos do que o denominador comum de nossas vontades. Mas existe uma linha muito tênue aí, porque várias empresas criativas acham que estão inventando a roda, mas pagam mal seus funcionários, porque o importante mesmo é trabalhar com o que gosta e vestir a camisa. Pera lá, né? Esse papo também confunde muito a cabeça das pessoas.

O dinheiro é necessário e continuará sendo. O que estou propondo aqui é uma recolocação do significado do dinheiro. Da mesma forma que existem pessoas que ficam o dia todo sem fazer nada e ganham uma baba, existem pessoas que ralam o dia todo e ganham bem pouquinho. E isso não é justo. Riqueza não deve mais ser atrelada diretamente ao sucesso vazio. O sucesso é medido pelo que a gente tem, pela fama, pelo poder. Mas, se a gente olhar no dicionário, sucesso é simplesmente se sair bem em alguma coisa. Por que a gente mudou o significado dessa palavra tão importante para as nossas autoestimas?

E o que eu estou propondo e começo a perceber é o surgimento da Wikinomia. Esse é o nome que algumas pessoas estão dando para o próximo modelo econômico do mundo. E eu o considero mais justo e mais compatível com o mundo de hoje. Sabe o Wikipédia? Então, ele é um canal aberto para qualquer pessoa escrever uma informação ou editar uma informação que já está lá. Ou seja, você é produtor e, ao mesmo tempo, consumidor do conteúdo. Você dá e recebe informação de volta. A wikinomia funciona mais ou menos da mesma forma. Ela é baseada na troca. Você oferece um produto e recebe outro.  Quantas páginas de troca você já viu pelo Facebook? Justamente, esse é o começo da wikinomia. Uma brasileira criou um aplicativo super legal pelo qual você troca funções. Por exemplo, eu sei costurar e alguém sabe consertar computador. A gente pode se ajudar mutuamente e receber. Ou, então, o “Tem Açúcar”, que é um site onde você pode pedir emprestado algo para pessoas do seu bairro. Claro, ainda existe aquele receio de emprestar coisas para alguém que você não conhece, mas é que a gente está muito preso a esse modelo defasado e individualista. É preciso expandir e arriscar algumas coisas.

Até o próprio Catarse é uma nova forma nova de economia. Você não precisa mais de um super investidor pra tirar sua ideia do papel. Você só precisa de uma boa ideia e de um bom poder de convencimento para as pessoas investirem o dinheiro e o tempo delas no seu projeto. O Airbnb, que é uma rede de aluguéis de casas e apartamento. Ou o Kina, que é uma rede micro-empréstimos de pessoas para outras pessoas. Você pode emprestar seu dinheiro em pequenas quantias, sem precisar remunerar um banco, por exemplo.

Eu poderia ficar aqui citando um monte de novas empresas e pessoas geniais que estão fazendo essa roda girar. E a gente precisa abrir os olhos para isso, porque o mundo está se transformando e nós podemos ser engolidos ou ajudar essa roda a girar. Talvez a gente não exista mais quando surgirem as teorias do que aconteceu com o mundo nesse período, porque, para enxergar alguma coisa, é preciso se distanciar dela. Eu não sei qual futuro nos aguarda e, sinceramente, essa era da informação me assusta muito, até porque eu tenho muita dificuldade em focar e pensar claramente, com TANTA coisa surgindo ao mesmo tempo.  A gente sente necessidade de ter uma opinião sobre tudo. Precisa saber tudo, toda hora. Mas a verdade é que a gente tem o direito de não saber e tem o direito de não querer saber também. Você pode priorizar aquilo com o que quer se importar.

As oportunidades, nesse momento, são infinitas e a gente pode escolher não cagar com o mundo outro vez. Por mais que a gente nunca vá salvar o mundo de verdade e por mais que a gente nunca consiga acabar com o sofrimento, dá para melhorar bastante, né? Ou você quer continuar reclamando de tudo no Facebook?  Essa é nossa chance. Não a desperdice, por favor.

A Incrível Geração de Pessoas Que Não Se Comprometem

A Incrível Geração de Pessoas Que Não Se Comprometem

Conheci Sara na recepção do famoso tatuador portenho Carlos Cavera – Estou um pouco nervosa. Até chegar aqui, tinha certeza que queria fazer uma tatuagem. Agora, não a tenho mais – Sara não tinha medo da dor, mas de se arrepender de algo, em tese, permanente. A acalmei um pouco e expliquei que as remoções de tatuagens com lasers estavam cada dia mais eficientes e menos dolorosas. Sim, menti.

Eu entendo bem Sara. Somos da mesma geração. Não X, Y ou Z. Somos de uma geração de pessoas que não se comprometem mais. Fomos educados assim. Com o passageiro, com o fluvial, diante da volatividade da tecnología, da mutação do pensamento, da fragilidade das relações. Fomos ensinados que as pessoas, experiências e sentimentos passam – ficam os arrependimentos.

Fomos ensinados que filhos são um erro. Financeiro, social, um ataque à nossa liberdade pessoal. Que ter uma casa onde se fixar é pouco moderno, pouco prático, já que o verbo de nossa geração nao é ficar, mas ir. Fomos aprendendo que pessoas, com seus problemas, se bloqueiam, se apagam. Ponto final. Não é necessário manter nada que lhe incomode, que lhe atrase, nada que possa um dia se tornar um peso.

Sofro desse mal, de relações descartáveis, de amores rasos, de medos bobos. Mea culpa, sem culpa. Eu sou assim, ou era até pouco tempo. Outra vez estou mudando. Fazer parte dessa geração também é evoluir, aprender a todo o tempo. Hoje entendo que para evoluir preciso ralentar o passo e involuir diante dos olhos assustados dos outros. Preciso cometer a burrice maior, o pecado mortal, preciso me comprometer com pessoas, coisas e causas.

Diante de tantas emoções que passem, quero um pouco das que ficam; diante de todos os valores que mudam, viver os eternizam; diante da dúvida do arrependimento, quero me entregar à beleza de escolher um caminho e trilhá-lo até o fim. Sem culpa antecipada, arrependimento programado, sem medo do desconhecido, comprometido. Sim, eu quero um filho, um lar e um amor e não espero que sejam nada menos que irreversíveis. Se amar é se prometer, comprometer-se é amar junto.

Diego Engenho Novo

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