Sexo sem amor.

Sexo sem amor.

Somos um turbilhão de hormônios, químicas, sentimentos, pensamentos e necessidades fisiológicas navegando aqui dentro, encontrando-se e desencontrando-se, num ritmo frenético cada vez mais célere por conta do dia-a-dia atribulado a que nos entregamos. Nem sempre conseguimos equilibrar esse tanto de coisa que carregamos no peito, nos ombros, correndo em nossas veias, o que acaba nos provocando tristezas aparentemente descabidas, raiva de quem não nos fez nada, explosões verborrágicas fora de contexto e desejos inesperados.

Somos cobrados a todo instante por idealizações midiáticas que nos preconizam os modelos de pessoas desejáveis, modelos inalcançáveis pela esmagadora maioria da população mundial. Temos que ser fortes física e emocionalmente, bem resolvidos, ricos, destemidos, românticos e guiados pela razão. Acontece que nem tudo o que nos move pode ser racionalizado, pois somos em muito dependentes dos chamados de nosso organismo – quem consegue pensar direito, por exemplo, quando está acometido por uma vontade irrefreável de ir ao banheiro? O corpo não nos cansa de lembrar que ele também manda na gente.

Da mesma forma é o que pode ocorrer com as necessidades sexuais, as quais, em alguns momentos, parece pulsar dentro de nós enquanto necessidade física mesmo, seja quando do torvelinho hormonal característico da puberdade, seja na mais tenra idade, ou quando menos se espera. Muitas vezes, queremos o sexo porque sim, não importando se houve conquista, jogo de olhares, diálogos românticos, agrados e gentilezas o precedendo, se há amor envolvido. Trata-se de uma necessidade acesa pela nossa libido, que nos acompanha aonde formos. É desejo puro, instinto, é tesão, uma vontade que repentinamente pode surgir, sabe-se lá de onde ou por que motivo, ardendo por todos os poros. E não há que se envergonhar disso, pois é sinal de que ainda existem vida e energia dentro da gente.

Cada um sabe o que é melhor para si mesmo naquele momento, portanto, ninguém merece ser condenado por guiar-se pelos próprios desejos, quando não se prejudica o próximo. Logicamente, em qualquer circunstância, o sexo deve ser seguro e saudável, pois somos responsáveis pelos nossos corpos e pela forma como o utilizamos, sempre. Evitar doenças sexualmente transmissíveis e concepções indesejadas é o mínimo que se deve garantir ao se relacionar sexualmente; o resto diz respeito aos desejos de cada um, a ninguém mais – e desde que não haja um terceiro sendo traído, pois ninguém merece sair machucado por conta de nossas vontades. Com quem, onde, de que forma, com qual finalidade, tudo isso cabe apenas aos envolvidos – se houver consentimento mútuo obviamente, pois temos que agir de acordo com os nossos desejos e os desejos do parceiro, inclusive conscientes do que possa vir a ser colhido mais cedo ou mais tarde.

No entanto, é preciso muita maturidade e certeza real quanto ao que se deseja, se vale a pena ou não, ponderando as possíveis consequências que virão. Vivemos em sociedade e, por mais que não queiramos, existem olhos, ouvidos e bocas alheias à espreita o tempo todo, prontos para julgar nossas falas, atitudes e comportamentos. Quando nossas escolhas forem condenadas por muitos, estaremos fadados a enfrentar os julgamentos e apontamento de dedos que então decorrerão. Da mesma forma, é preciso ser independente emocional e financeiramente para poder agir como quiser, sem ter que enfrentar cobranças e reprimendas alheias, bem como as que nós próprios nos fazemos. Se não quisermos dar satisfações a outrem, que consigamos nos sustentar, sobreviver e nos emancipar sem a ajuda desse outrem. Caso contrário, deveremos satisfações, sim; não tem por onde.

Ninguém está fazendo apologia do sexo casual e descompromissado como única forma válida de prazer; apenas se defende o direito de buscá-lo da maneira que melhor atenda a necessidades específicas em determinados momentos. Não é preciso estar amando ou apaixonado para ter vontade de fazer sexo. Pessoas são diferentes umas das outras, de um dia para o outro, bem como suas aspirações e vontades. É inegável que o que precede o sexo em si pode potencializar o prazer da entrega, oportunizando uma troca repleta de cumplicidade, intimidade e sentimentos verdadeiros. Não se questiona, aqui, a importância da conquista e do jogo de sedução na criação de vínculos mais fortes e duradouros, porém, às vezes, o que se deseja é somente desfrutar as delícias do ato sexual. Sexo, nada mais do que isso. Se todos os envolvidos estiverem alcançando prazer e se sentindo bem, de forma segura e consentida, com maturidade, não fugindo à fidelidade de uma relação com isso, ou aos próprios valores e princípios, não haverá por que condenar.

É fato que o mundo carece de amor, de romantismo, de galanteios e de vidas compartilhadas com honestidade. Conhecer verdadeiramente a pessoa a quem nos entregamos traz um prazer imensurável, íntimo e renovador. Olhar nos olhos do parceiro com quem estabelecemos fortes vínculos de intimidade e de amor enquanto os corpos se fundem é como afagar-lhe a alma – enquanto a nossa também se afaga. Porém, às vezes não é nada disso que se procura, mas tão somente o descarregar do acúmulo de energia que parece emperrar os sentidos, gritando por uma saída. Nesses casos, o sexo será só pelo sexo mesmo, e ponto – vidas que seguem.

 

O casamento acabou, e agora?

O casamento acabou, e agora?

Como conduzir a relação com os filhos de uma relação desfeita.

Se nos dias de hoje a sociedade já evoluiu a ponto de não obrigar as pessoas a permanecerem em relacionamentos afetivos falidos somente por conta dos filhos, por outro lado, temos enfrentado uma realidade bastante difícil para todos os membros da então família desfeita.

Na busca pela felicidade é preciso que cuidemos do fim do relacionamento afetivo de modo que todos saiam com o mínimo de prejuízo emocional possível.

Não devemos encarar o fim de um casamento ou de uma relação como um dano irreparável na vida dos filhos, afinal, ensinamos os pequenos pelo exemplo, vindo das nossas atitudes. Se mantivermos atitudes positivas, eles passarão pela mudança sem trauma.

Há muito mais responsabilidade do que se imagina quando se coloca um ser humano no mundo, então temos que achar saídas e não obstáculos.

Vamos a algumas dicas importantes:

-Ao fim da relação dos pais, é muito importante procurar ajuda de um psicoterapeuta. Via de regra as crianças ficam com a mãe e é preciso que um profissional ajude na comunicação entre os pais – ela deve ser mantida e é imprescindível que, para o bem dos filhos, pai e mãe se respeitem, pois terão que manter contato e comunicação constante durante toda a infância e adolescência dos filhos. Lembrem-se: existem ex maridos e ex mulheres, mas não existem ex pais e nem ex mães.

-São poucas as relações que terminam bem. A psicoterapia pode ajudar a lidar com a frustração e a agressividade decorrentes do fim de um relacionamento. Procure ajuda e jamais envolva os filhos. Eles precisam entender que o amor do pai e da mãe por eles está mantido – o que acabou foi apenas a relação entre os pais. Tentar colocar o pai ou a mãe contra os filhos é um jogo sujo, cruel e faz muito mal ao desenvolvimento emocional da criança.

-Crianças criam fantasias e são muito tendenciosas a se culparem, é preciso que se conduza muito bem o fim da relação dos pais para que a criança não se sinta equivocadamente culpada ou responsável – e sofra com isso.

-Aos pais, o mais importante recado: não se culpem! Manter um casamento apenas pelos filhos não é uma boa escolha. Ensinamos nossos filhos a serem felizes sendo felizes! Criar uma criança em um ambiente violento ou hostil, onde vivem pais frustrados pode fazer mais mal do que adequa-los a uma nova vida e buscar uma vida melhor.

Em resumo, não se deve abdicar e nem se omitir diante da responsabilidade de ser criar um filho em detrimento do fim da relação afetiva com o outro genitor. O diálogo e o respeito entre os pais (estando casados ou não) deve ser o epicentro da relação. Pode se perder o afeto entre o casal e por isso o casamento acaba, mas o respeito não se deve perder jamais. Ninguém gosta de ouvir quem quer que seja falando mal do seu pai ou da sua mãe, pense nisso. As crianças precisam se sentir seguras e amadas, entenderem que a relação com os pais e o afeto de ambos por elas continuam intactos.

8 sinais preocupantes de que você está esgotado mentalmente

8 sinais preocupantes de que você está esgotado mentalmente

Por Marilia de Andrade Conde Aguilar

Você já se sentiu tão esgotado a ponto de não ter mais motivação de fazer nem aquilo de que gosta? Já se sentiu tão pra baixo a ponto de não conseguir ver alegria no que faz e tudo ser motivo de irritação?

Pois eu já…

É muito comum as pessoas confundirem esgotamento mental e depressão porque esses dois problemas têm sintomas em comum.

O esgotamento está geralmente associado ao estresse do trabalho e ao desgaste mental. Depressão pode ou não estar relacionada ao trabalho.

Pessoas com esgotamento mental apresentam problemas de atenção e o nível de esgotamento pode ser medido de acordo com o número de lapsos cognitivos que a pessoa tem em um dia, tais como dizer coisas sem pensar, esquecer nomes, não reparar em um sinal vermelho enquanto dirige…

Estudos têm demonstrado que os homens apresentam mais dificuldade em assumir que estão esgotados. Muitos deles acham que isso é um sinal de fraqueza. Outros estão tão absorvidos em prover as necessidades materiais da família que não admitem que possam já ter passado do próprio limite.

As consequências disso podem ser desastrosas.

Por isso é muito importante que você saiba identificar os sinais de esgotamento em você e nos outros. Entre eles, podemos citar:

1. Tempestade em copo d’água

Quando, mesmo diante do menor dos problemas, a pessoa se descontrola já é um sinal claro de esgotamento.

Nessa situação ela está tão exaurida em suas capacidades mentais que não consegue mais distinguir com clareza um problema simples de algo realmente grande.

2. Cansaço crônico

Sentir-se exausto é um dos principais sintomas do esgotamento.

Não se trata apenas em sentir-se extremamente cansado uma vez ou outra. Mas, em um sentimento constante de cansaço. A pessoa sente-se o tempo todo sobrecarregada e esgotada.

3. Imunidade baixa

A adrenalina que o corpo produz nas situações de estresse ajuda a pessoa a estar em alerta. Mas produz estragos no sistema imunológico.

Com a resistência em baixa, a pessoa tende a ficar doente com mais frequência. Doenças que podem ir desde resfriados, crises de enxaqueca, dores de estômago até palpitações no coração.

4. Sentimento de ineficiência

A pessoa mentalmente esgotada sente que não consegue atingir seus objetivos na vida.

Com esse sentimento, a confiança da pessoa vai pelo ralo, e ela se sente ainda menos capaz diante dos desafios. O que gera efeitos desastrosos na autoestima.

5. Apatia generalizada

O entusiasmo pelo trabalho apaga e parece que tudo e todos são motivos de descontentamento para a pessoa esgotada.

Ela não sente mais motivação no que faz e se contenta em fazer o mínimo. Muitas vezes, não tem motivação nem para fazer as coisas que gosta.

6. Perfeccionismo exagerado

Pesquisas recentes demonstram que as pessoas perfeccionistas têm um risco muito maior de esgotamento. Isso porque o padrão de perfeição criado por elas consome muita energia, o que leva a um desgaste ainda maior.

Esse tipo de pessoa precisa avaliar com sinceridade se a perfeição é realmente essencial para cada projeto específico. A resposta geralmente é “não”.

7. Sem paradas

Um tempo para recuperação é muito importante na prevenção do esgotamento.

É preciso encontrar maneiras de se recuperar durante o trabalho (em pequenos intervalos), mas também após o trabalho (à noite, nos finais de semana, nas férias).

Quando falamos em descanso, não estamos nos referindo a dormir apenas. Mas, também, em dedicar-se a atividades que dão prazer – uma atividade física, um passeio em família, um hobby.

8. Muitas demandas do trabalho X poucos recursos de trabalho

Podemos explicar as “demandas do trabalho” como tudo aquilo que precisa ser feito – e, portanto, que consome esforço e energia.

Por “recursos de trabalho” podemos entender tudo aquilo que motiva, que nos ajuda a atingir os objetivos.

As demandas do trabalho não são necessariamente ruins. Mas, por causa da energia que consomem, precisam ser equilibradas com os recursos de trabalho.

O dinheiro é um recurso de trabalho muito importante – a expectativa da remuneração que vai receber motiva a fazer o que precisa ser feito. Mas esse não deve ser o único recurso de trabalho.

A alegria e a satisfação decorrentes da atividade exercida são muito importantes também (talvez até mais que o dinheiro!).

Entretanto, nem todos têm a oportunidade de fazer profissionalmente aquilo que realmente gostam. Mas todos têm a oportunidade de usar seus dons e talentos no serviço voluntário.

Esse tipo de trabalho não dá um tostão como retorno, mas traz consigo importantes recursos de trabalho como a alegria no serviço, o amor ao próximo e a gratidão. Recursos esses que dão energia para fazer todas as outras coisas.

O esgotamento tem sido descrito como o maior risco profissional do século XXI.

Conhecer seus sintomas e como diminuir seus efeitos é um primeiro passo muito importante rumo a uma vida plena e feliz.

Fonte indicada: Família

O que não se deve fazer pelos outros?

O que não se deve fazer pelos outros?

Quando uma pessoa se encontra em apuros, com algum problema, a nossa tendência é de prestar-lhe ajuda. Especialmente se for uma pessoa próxima, um amigo ou amiga, um familiar, etc. Mas, muitas vezes, essa ajuda que oferecemos pode se transformar em um estorvo. Em muitas ocasiões a nossa ajuda não é necessária, na verdade, é totalmente prescindível.

Quando devemos evitar este tipo de ajuda? Vejamos agora…

A história do homem e da borboleta

Conta uma velha história que um homem encontrou o casulo de uma borboleta jogado no caminho. Pensou que ali corria perigo e então o levou até a sua casa para proteger essa pequena vida que estava por nascer. No dia seguinte percebeu que o casulo tinha um pequenino orifício. Então se sentou para contemplá-lo e pode ver como havia uma pequena borboleta lutando para sair dali.

O esforço do pequeno inseto era titânico. Por mais que tentasse, uma e outra vez, não conseguia sair do casulo. Chegou um momento em que a borboleta pareceu ter desistido. Ficou quieta. Foi como se tivesse se rendido.

Então o homem, preocupado com a sorte da borboleta, pegou uma tesoura e quebrou suavemente o casulo de ambos lados. Queria facilitar a saída do pequeno inseto. E conseguiu. Por fim, a borboleta saiu. Contudo, ao fazê-lo, tinha o corpo bastante inflamado e as asas eram demasiadamente pequenas, como se estivessem dobradas.

O homem esperou um bom tempo, supondo que se tratava de uma situação temporária. Imaginou que logo a borboleta estenderia as suas asas e sairia voando. Mas isso não aconteceu. O inseto continuou se arrastando em círculos e assim morreu.

O homem não sabia que a luta da borboleta para sair do seu casulo era um passo indispensável para fortalecer as suas asas. Neste processo, os fluidos do corpo do inseto passam às asas e assim ele se transforma em uma borboleta pronta para voar.

A recompensa do esforço

Como vimos na fábula, nem sempre o fácil nos beneficia. Muitas vezes é preciso passar por dificuldades que nos fortalecem e nos ajudam. Em muitas ocasiões, como no caso da borboleta, nos salvam a vida.

Devemos ver o esforço como algo bom, que nos ajuda a nos superarmos; e não como algo que nos bloqueia e nos impede de avançar. Na vida, passamos por uma série de “provas” que, se forem superadas, nos fazem melhores, nos permitem evoluir.

Por exemplo, os bebês. Se não permitirmos que o bebê caia quando está aprendendo a andar, se nunca o soltarmos, provavelmente esse bebê não aprenderá a andar. Cair não é ruim; pelo contrário, é uma metáfora da vida. E vemos que o bebê sempre se levanta dos seus tombos, até que no fim consegue se equilibrar e não cair mais. Essa é a recompensa do esforço, e é preciso permitir que as pessoas se levantem por si sós.

Há coisas que não se deve fazer pelos outros

Do mesmo jeito que na fábula, às vezes ajudar faz com que não ajudemos, e sim justo o oposto. Quando alguém está passando por um momento difícil e se larga a chorar, as pessoas tendem a ir atrás dela para lhe perguntar o que aconteceu (talvez com sinceridade, talvez pela curiosidade de saber o motivo). Poucas são as pessoas que costumam ficar sentadas, e que não correm atrás. Quem tem a melhor atitude?

Quando nos sentimos mal precisamos estar um momento a sós com a nossa dor. Isso não significa não ter ninguém por perto, e sim que quem estiver respeite esse espaço e permita que a sua dor flua. Sentar-se ao lado dessa pessoa, seja amiga, irmã, outro familiar, sem dizer nada, acompanhando-a na sua dor, estando ao seu lado para quando ela precisar do seu abraço, para que quando precise falar não tenha que procurar por você. Isto é o mais sensato a fazer.

Devemos compreender que há coisas que não se deve fazer pelos outros, e que há situações em que a luta é nossa; ninguém pode passá-la por nós. Que superar os obstáculos nos fará mais fortes, confiantes e seguros. Que todo esforço tem a sua recompensa. Portanto não procuremos o caminho fácil, pois se quisermos uma determinada coisa, algo ela vai custar. E só nós mesmos devemos percorrer nosso caminho, ninguém deve nos substituir neste propósito.

Texto original em espanhol de Raquel Lemos Rodríguez

Fonte indicada: A mente é maravilhosa

Recuse rótulos heróicos

Recuse rótulos heróicos

Você é forte, me acalma, traz uma paz…. Um pretenso elogio para quem o faz, uma condenação para quem recebe.

A princípio soa bonito ser forte, guerreiro, imbatível, desafiador. Mas, como tudo na vida, isso é momento e passa. E quando aceitamos esse rótulo, esse sobrenome, parece que automaticamente dispensamos o direito a fraquezas e dores. Os outros passam a nos enxergar como indestrutíveis, como uma referência, como conforto e proteção.  Podemos até ter um bocado de talento para isso, mas a verdade é que jamais seremos fortes o tempo inteiro. Vamos precisar de consolo muitas vezes na vida, e, quanto mais sustentarmos esse título com orgulho, mais pensarão que de nada necessitamos.

E o momento de pedir ajuda vai chegar. Aquele dia algo nos  acontece e não conseguimos lidar sozinhos com isso. E pedimos por socorro, mas então as pessoas ficam confusas e nos dizem: – Mas você é tão forte! – Como pode ficar assim? – Não te reconheço! – Ah, nem parece aquela pessoa que nós admiramos!

Não é assim? A frustração de se apresentar carente de consolo, retirar a armadura pesada e ter a coragem e fortalezas postas à prova. Então o rótulo se mostra desnecessário, inútil, inválido, posto que não há ser humano vivente que não precise de um colo, um ombro, um sorriso, um abraço, uma palavra de carinho algumas tantas vezes na vida.

Melhor seria destituir logo a fama no instante em que ela nasce. Já negar na partida: – Olhe, não sou isso tudo não, nem na sombra. Eu sinto medo, perco o chão, gaguejo, fico de boca seca, mãos suadas e coração a mil. Sou tão forte quanto você, mas certamente enfrento seus problemas com desempenho melhor do que enfrento os meus. E que vantagem há nisso?

Melhor aceitar que temos momentos insuperáveis de uma força incrível, mas tantos outros de total fragilidade e solidão.

Hoje em dia, depois de muito me explicar para provar que também mereço um conforto pelas desilusões da vida , quando alguém vem com o assunto de – você me acalma, como lida bem com as coisas, me oferece paz e tudo mais, eu ouço com gratidão, mas logo em seguida anuncio que sem qualquer ilusão, ainda me apresentarei frágil e fora dos eixos. Por fim, quem é quem nesta vida para trazer ou tirar a paz do outro?  Quem é o protegido e quem é o protetor.

Coragem mesmo, é conviver bem com as fragilidades.

A vida como ela é, em gráficos

A vida como ela é, em gráficos

Por Pierre Reynardcontioutra.com - A vida como ela é, em gráficos

Salut, leitores! Enquanto os outros autores de Ano Zero ficam naquele papo de “mudar o mundo” ou dar “novas visões do mesmo mundo” (seja lá o que for isso…), estou aqui para dar a vocês a dura realidade, além de entreter um pouco, claro. Aliás, se me perguntassem o que acho dessa lorota de mudar o mundo, eu teria muito a dizer. Mas quem sou eu, senão um mero empregado que se cala e faz o que mandam por aqui?

E claro, o que me mandam fazer é o trabalho sujo, que eles não querem fazer, porque os outros autores só querem falar de coisas bonitas e inteligentes. Vamos lá então, vamos ouvir uma velha raposa falar um pouco da tal dura realidade.

Esses 17 gráficos, que podem ser vistos abaixo mostram os terríveis fatos da vida, aqueles que vocês fingem não perceber. Por isso, leitores, preparem-se para reconhecer a si mesmos nessas imagens, e dar umas boas risadas.

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Bom, espero que tenham curtido, assim me ajudam a garantir esse emprego meia boca que arranjei. À tout à l’heure!

Reprodução autorizada pelo nosso parceiro Ano Zero.

Pierre Reynard

contioutra.com - A vida como ela é, em gráficosReynard tem uma longa carreira de trapaças e desafios às autoridades desde a Idade Média, além de aventuras registradas por trovadores e escritores de renome como Goethe. O mundo moderno, porém, é cruel, mesmo para uma raposa, e o célebre embusteiro se viu obrigado a pedir carteira assinada e a trabalhar. Apiedados, os editores de Ano Zero conseguiram um trabalho de meio turno para Reynard, que publica em seu nome material colhido na internet pela equipe Ano Zero.

Antes que elas cresçam

Antes que elas cresçam

Por Affonso Romano de Sant’Anna

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

É que as crianças  crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.

Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram  para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta   dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido mais  vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir  sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.

No princípio  subiam a serra ou iam à casa de  praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo  com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio  dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha  terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.

Fonte indicada: Releituras 

O amor plural em um presente de natal

O amor plural em um presente de natal

As luzes do Natal piscam nas janelas das casas, clareiam as fachadas vultosas dos edifícios e enchem de magia as vitrines e ruas, alertando que o ano logo mais irá terminar. Alguns começam a pensar nos presentes comemorativos e nos cálculos para fazê-los caber nas intenções e no orçamento, já outros, em contraponto, se aborrecem e profanam o hábito de trocar presentes.

Um mesmo ato, o de presentear, é dito e vivido de diferentes formas por inúmeras pessoas.
Não se pode afirmar ao certo quando surgiu essa tradição de trocas – especula-se muito a respeito – no entanto, sabe-se que ela foi largamente inspirada pelos três Reis Magos ao presentearem Jesus em seu nascimento e, que foi o Papa Libério que a oficializou em 354 d.c.

Eu particularmente tomo o presentear como um ato simbólico que nos propicia, ao nos colocarmos no lugar do outro, uma chance de ver, sentir e provar o mundo de acordo com uma visão diversa da nossa, o que é algo, no mínimo, enriquecedor.

No fundo não importa se você vai comprar ou fazer um presente. No fim das contas o que importa mesmo é o tempo que você irá dispensar, de bom grado, pensando carinhoso na pessoa que irá presentear. Seus gostos, suas predileções, suas afinidades, suas sensibilidades, tudo isso conta na hora de escolher um mimo.

Infelizmente, a busca por presentes vem sendo contagiada por uma certa automação. Não é difícil encontrar aqueles que deixam para pensar nas lembranças natalinas na última hora e, munidos de uma agitação descontrolada, saem para as ruas com o intuito de liquidar uma obrigação.

Ao sentar-se para pensar o Natal e seus presentes, o faça com calma. Se for de sua vontade fazer com as próprias mãos o que irá presentear, não hesite. Liste os amigos e familiares que encontrará nas festas de fim de ano e, na frente do nome de cada um, escreva ao menos três características próprias de sua personalidade. Busque saber mais sobre seus gostos, sobre suas afinidades. Pesquise quais tipos de filmes ou músicas curtem, quais são seus livros preferidos. Assim fica mais fácil presenteá-los carinhosamente com uma comida, com um artesanato ou com um presente providenciado com apreço e atenção.

Muitos discriminam a troca de presentes natalinos, alegando que existe nisso apenas uma intenção comercial. Não há nada de mau em ser contra datas comemorativas, o ruim mesmo é afirmar o sê-lo sem ofertar aos demais uma palavra amiga, um abraço sincero ou até mesmo um livro usado com mensagens especiais.

Existe uma automação desconcertante em dar e em não dar presentes. É nossa a opção de tomar a possibilidade de trocas como algo enriquecedor.

Um presente é uma representação física do que um dia viajou do nosso coração até o pensamento e de lá ganhou o mundo na forma de uma ideia materializada.

Presenteie com o seu melhor, seja através de uma torta feita por suas mãos, por meio de uma poesia suave declamada por você ou através de um presente comprado com afeto. Assim, não haverá erro ou desconcerto algum.

Não importa se você é do time que torce contra ou a favor das trocas de presentes no final de ano, o que importa de verdade é a sua disposição para amar.

Acompanhe a autora no Facebook pela sua comunidade Vanelli Doratioto – Alcova Moderna

(texto de ficção – imagem de capa meramente ilustrativa)

A importância da magia natalina para as crianças pequenas

A importância da magia natalina para as crianças pequenas

 

E dezembro já chegou, talvez rápido demais para as agendas dos adultos, entretanto aos olhos infantis pode ter demorado a eternidade.

Nas ruas, dezenas de papais noéis, luzes piscando, presépios, árvores enfeitadas, bolas e os mais diversos enfeites de natal, aos olhos da criança está chegando o grande momento: o Papai Noel virá visita-la.

Muitas vezes passamos por todos esses adornos natalinos e não nos contagiamos, afinal estamos preocupados em cumprir a agenda, comparecer ás festas de confraternizações da empresa, dos amigos, comprar os presentes do amigo oculto e da família. Afinal, o natal também é mais um compromisso social, familiar e religioso.

Proponho que nos coloquemos no lugar das crianças e que por alguns instantes, enxerguemos o natal com os olhos infantis!

Qual o significado de tantos brilhos, enfeites e luzes nessa época do ano?

Para boa parte dos pequenos, as semanas que antecedem a visita do bom velhinho são mágicas. Eles esperam o Papai Noel enfeitando a casa, montando árvores de natal, fazendo pedidos, ouvindo músicas e histórias de natal.

As Luzes e qualquer papai noel que se encontra na rua, enche de brilho os olhinhos das crianças e são facilmente tocadas pelo clima de natal.

A criança precisa de fantasia para formar o seu mundo real, ou seja, é através da imaginação que a criança consegue desenvolver seu intelecto e tornar claras suas emoções e consequentemente se preparar para o mundo adulto.

Aos olhos da criança, o Papai Noel é um velhinho de barbas brancas, que usa um veículo voador puxado por renas, percorre o mundo inteiro e entra nas casas através das chaminés, mesmo que a casa não tenha chaminé,  para entregar presentes para as crianças. E tudo isso acontece em uma única noite, na véspera de Natal.

Esse bom velhinho, no imaginário infantil, é aquele ser bondoso, que conhece cada criança e suas necessidades, traz o presente desejado para os que foram bons, traz a alegria e a recompensa de ter cumprido seus deveres durante o ano.

Essa fantasia enriquece nossas crianças, no imaginário delas, compreendem a importância da bondade, da caridade, de se tornar um ser humano melhor e se importar com o próximo.

Assim sendo, é nosso dever estimular a imaginação dos nossos filhos nos primeiros anos de vida para que eles possam entender suas emoções e entender seu papel na sociedade e tornar-se um ser humano que possa fazer a diferença nesse mundo.

Portanto, sugiro á nós pais, que a partir de agora, olhemos o natal e seu significado com um olhar mais delicado. Não importando a religião, os rituais de cada família.

Para a criança, não importa o valor ou o número de presentes que o Papai Noel trará na véspera do natal, mas é fundamental vivenciar os preparativos que antecedem a visita do bom velhinho.

Desejo que tenhamos um olhar mais infantil e cheio de magia a ponto de esquecermos o valor dos presentes que daremos aos nossos filhos e nos importemos mais em enriquecer o mundo deles com história, músicas, luzes e o verdadeiro espirito de natal.

Certamente se a criança vivenciar o natal de forma rica e intensa,  mesmo quando já não mais acreditar em papai noel, cada dezembro irá emociona-la, pois recordará dos rituais, emoções e vivências proporcionadas pelos pais nessas semanas mágicas antes do natal.

Desejo que tenhamos capacidade de tornar especiais os próximos dias para que nossos filhos internalizem o verdadeiro sentido do natal e que se emocionem em todos os dezembros do resto de suas vidas.

Coisas que a vida ensina depois dos 40- Artur da Távola

Coisas que a vida ensina depois dos 40- Artur da Távola

Amor não se implora, não se pede não se espera…

Amor se vive ou não.

Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.

Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.

Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.

As pessoas falam dos outros, e de você para os outros.

Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.

Água é um santo remédio.

Deus inventou o choro para o homem não explodir.

Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.

Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.

A criatividade caminha junto com a falta de grana.

Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.

Amigos de verdade nunca te abandonam.

O carinho é a melhor arma contra o ódio.

As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.

Há poesia em toda a criação divina.

Deus é o maior poeta de todos os tempos.

A música é a sobremesa da vida.

Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.

Filhos são presentes raros.

De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças acerca de suas ações.

Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor.

O amor… Ah, o amor…
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos,
cura doenças…

Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente…

(Artur da Távola)

Salvem as mulheres

Salvem as mulheres

O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.

Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha “Salvem as Mulheres”!

Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

1. Habitat

Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

2. Alimentação correta

Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um ‘eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.

3. Flores

Também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

4. Respeite a natureza

Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.

5. Não tolha a sua vaidade

É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apoie.

6. Cérebro feminino não é um mito

Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.

Não faça sombra sobre ela

Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.
E meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire GAY.

Só tem mulher, quem pode!

Nota da página: O texto acima circula na internet como sendo de Luis Fernando Verissimo, entretanto, fomos informados da falsa atribuição. Pedimos desculpas por propagar uma informação incorreta em publicação anterior.

“Facebook é tranquilizante para tratar nossa solidão…”, afirma Zygmunt Bauman

“Facebook é tranquilizante para tratar nossa solidão…”, afirma Zygmunt Bauman

“Facebook é um tranquilizante para tratar nossa solidão e falta de conhecimento”, Zygmunt Bauman

A sociologia foi criada com objetivo de servir aos administradores de pessoas; deveria, então, se tornar uma arma para a disciplina, para evitar greves e conluios de operários.

No entanto, a partir dos anos 90 ela perde esta clientela e se desata do mundo corporativo. Um desastre para alguns sociólogos, mas uma bênção para Zygmunt Bauman, que viu a oportunidade da sociologia trilhar seu próprio caminho. Em entrevista por Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, Bauman discute sua profissão, a organização do trabalho, as redes sociais na modernidade líquida, o momento atual da Europa com refugiados e o milagre brasileiro.

O autor, com 35 livros publicados no Brasil e vendagem por volta de 600 mil exemplares, veio ao país para uma palestra no evento Educação 360º. O foco de sua análise são as mudanças que se passaram da modernidade sólida (ou simplesmente modernidade, para o senso comum) para a modernidade líquida (ou pós-modernidade, também no senso comum). A primeira observação se dá sobre a relação dos funcionários com o patrão.

Após os constantes ataques aos sindicatos, a união de trabalhadores para negociação com os patrões se esgotou e uma nova forma de relação se dá entre os trabalhadores.  Estamos em um “estado permanente de mútua suspeita e competição. Todos nós estamos em competição potencial uns com os outros”, diz Bauman.

“As empresas consideram, e isso é parte da nova filosofia de administração, que as demissões periódicas, a econômica periódica, a reestruturação periódica, em que alguns casos algumas pessoas são demitidas são elementos necessários da boa administração. Por quê? Porque coloca os membros remanescentes da equipe olhando de forma suspeita para seus colegas, não se unem para enfrentar os patrões. Pelo contrário, tentam provar para os seus patrões que quando chegar na próxima rodada de demissões, que o outro deve ser demitido e não eu.”

A vida em sociedade fica mais difícil e as pessoas são obrigadas a encontrarem refúgio em locais controláveis.  A internet é o exemplo perfeito em que as relações são fechadas numa zona de conforto que ecoa a mesma voz do usuário eternamente. O indivíduo se torna autoridade sobre tudo, “porque é muito simples: é só você parar de responder a algo, parar de visitar os sites que você acha ofensivos. Você os desliga. Você não pode desligar quando você está na rua e encontra pedestres que você não gosta. Você precisa conviver com eles”, diz o sociólogo.

O problema da insegurança generalizada pela competição potencial presente é resolvido pelas redes sociais. Ironicamente, Bauman comenta,

“Felizmente nós temos Mark Zuckerberg com o Facebook, nós temos o Google, nós temos outras coisas que nos suprem com tranquilizantes para tratar doenças que sofremos como solidão e falta de conhecimento. O problema de poder adquirir conhecimento completo, de qualquer coisa, é atenuado por esses serviços tranquilizantes.”

É claro que o Facebook é um modelo mais geral. O autor assume que, na academia, um artigo pode ser resumido em 200 notas de rodapé bem feitas, já que a intenção do conhecimento profundo do todo é deixada de lado.

O autor pontua que o Google, mesmo sendo a maior biblioteca do mundo, é só uma biblioteca de citações, de trechos. A fragmentação do conhecimento está no próprio resultado da busca, que direciona o usuário para milhares de possibilidades que nunca abordarão a totalidade do problema.

Oferecer milhares de resultados já põe em dúvida o caminho a ser seguido. Se a falta do conhecimento correto era o problema da modernidade sólida, a modernidade líquida precisa confrontar o excesso de informação.

“O que eu aprendi com o Google é que eu nunca saberei o que eu deveria saber, tudo está ao alcance dos meus dedos, mas isso não significa que sou mais sábio. Me sinto humilhado ao redor dos outros. Não só por não ser mais sábio do que eu sou, mas também pela impossibilidade de adquirir a sabedoria que nos permite realmente responder a pergunta que está na nossa frente.”

Por fim, o milagre brasileiro é destacado por Bauman como um processo em andamento, mas que encontrou suas deficiências. Assim como a Europa, em que a utopia da União Europeia se tornou a distopia do fechamento de fronteiras pela Hungria, o Brasil precisará repensar sua situação.

Veja abaixo a entrevista na íntegra.

Fonte indicada: Colunas Tortas

Dez sinais de câncer frequentemente ignorados

Dez sinais de câncer frequentemente ignorados

Uma pesquisa da organização Cancer Research UK listou dez sintomas de câncer que muitas vezes são ignorados pelos cidadãos britânicos. A ONG diz que isso pode atrasar possíveis diagnósticos da doença.

Veja abaixo os sintomas e a que tipo de câncer eles podem estar relacionados:

  • Tosse e rouquidão (câncer de pulmão)
  • Aparição de caroços pelo corpo (dependendo da região do corpo, pode indicar câncer)
  • Mudança na rotina intestinal (câncer no intestino)
  • Alteração no hábito de urinar (câncer na bexiga)
  • Perda de peso inexplicável (pode estar ligada a diversas variações da doença)
  • Dor inexplicável (pode indicar vários tipos de câncer)
  • Sangramento inexplicável (pode estar ligado a cânceres no intestino, na medula ou na vulva)
  • Ferida que não cicatriza (por estar ligada a diversas variações da doença)
  • Dificuldade de engolir (câncer no esôfago)
  • Mudança na aparência de uma verruga (câncer de pele)

De acordo com a Cancer Research UK, muitas pessoas tendem a achar que sintomas como esses são triviais e, por isso, não procuram seus médicos.

Outro fator que motivaria os britânicos a não procurar ajuda seria o receio de “desperdiçar” o tempo dos médicos com esse tipo de suspeitas.

Os pesquisadores da entidade entrevistaram 1.700 pessoas com mais de 50 anos de idade. Mais da metade (52%) afirmou ter sentido ao menos um dos sintomas nos três meses anteriores à pesquisa.

Em um estudo qualitativo mais aprofundado, a Cancer Research UK se concentrou no caso de 50 das pessoas que tiveram os sintomas. Foi constatado que 45% delas não procuraram ajuda médica após senti-los.

Uma das pacientes relatou não ter ido fazer exames após sentir dores abdominais. “Algumas vezes eu pensei que era grave… mas depois, quando a dor melhorou, você sabe, pareceu não valer a pena investigar”, disse ela.

Um homem, que percebeu mudanças na rotina na hora de urinar, disse aos pesquisadores: “Você só tem que seguir em frente. Ir muito ao médico pode ser visto como um sinal de fraqueza e podem pensar que você não é forte o suficiente para lidar com seus problemas”.

A pesquisadora Katrina Whitaker, ligada à University College London, afirmou: “Muitas das pessoas que entrevistamos tinham os sintomas que dão o alerta vermelho, mas elas pensavam que os sintomas eram triviais e por isso não precisavam de assistência médica, especialmente se não sentiam dor ou se ela era intermitente.”

Segundo ela, outros disseram que não queriam criar caso ou desperdiçar recursos do sistema de saúde público. O autocontrole e o estoicismo dos britânicos contribuem para esse tipo de atitude, e a persistência dos sintomas fazem com que as pessoas passem a considerá-los normais, de acordo com a pesquisadora.

Ela disse ainda que muitos pacientes só procuraram médicos depois que tiveram contato com campanhas de conscientização ou receberam conselhos de amigos ou de familiares.

Segundo o médico Richard Roope, na dúvida, é sempre melhor procurar um médico. Ele disse que muitos desses sintomas não são causados pelo câncer – mas se forem, o rápido diagnóstico aumenta as chances do paciente no tratamento da doença.

Ele afirmou que atualmente cerca da metade dos pacientes diagnosticados conseguiriam sobreviver por mais de dez anos.

Alarme falso

Uma outra pesquisa, também financiada pela Cancer Research UK, constatou que um “alarme falso” pode desestimular os britânicos a continuarem investigando possíveis sintomas da doença.

Para essa pesquisa, a University College London analisou 19 estudos científicos pré-existentes.

A pesquisa constatou que cerca de 80% das pessoas que são submetidas a exames para checar a existência do câncer após a manifestação de sintomas descobrem que não sofrem da doença.

Esse grupo tenderia a ficar desestimulado a voltar a investigar eventuais novos sintomas. Entre as principais razões para isso, segundo a organização, estariam a falta de orientação recebida dos médicos durante os exames anteriores e o temor de ser visto como “hipocondríaco”.

“Pacientes que vão a seus médicos com os sintomas obviamente ficam aliviados ao saber que não têm câncer. Mas como nosso levantamento mostra, é importante que eles não sintam uma falsa sensação de segurança e entendam que ainda devem procurar ajuda se perceberem sintomas novos ou recorrentes”, afirmou Cristina Renzi, uma das pesquisadoras envolvidas no estudo.

Fonte indicada: BBC Brasil

Respeito muito o homem que chora- Clarice Lispector

Respeito muito o homem que chora- Clarice Lispector

Há um tipo de choro bom e há outro ruim. O ruim é aquele em que as lágrimas correm sem parar e, no entanto, não dão alívio. Só esgotam e exaurem. Uma amiga perguntou-me, então, se não seria esse choro como o de uma criança com a angústia da fome. Era. Quando se está perto desse tipo de choro, é melhor procurar conter-se: não vai adiantar. É melhor tentar fazer-se de forte, e enfrentar. É difícil, mas ainda menos do que ir-se tornando exangue a ponto de empalidecer.

Mas nem sempre é necessário tornar-se forte. Temos que respeitar a nossa fraqueza. Então, são lágrimas suaves, de uma tristeza legítima à qual temos direito. Elas correm devagar e quando passam pelos lábios sente-se aquele gosto salgado, límpido, produto de nossa dor mais profunda.
Homem chorar comove. Ele, o lutador, reconheceu sua luta às vezes inútil. Respeito muito o homem que chora. Eu já vi homem chorar.
Clarice Lispector, in Crónicas no ‘Jornal do Brasil (1967)’

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