É Proibido- Alfredo Cuervo Barrero

É Proibido- Alfredo Cuervo Barrero

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso,
só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

Alfredo Cuervo Barrero

Nota da página: O poema acima anteriormente foi publicado como sendo de Pablo Neruda, porém a autoria correta é de Alfredo Cuervo Barrero.

Se não quiser adoecer fale de seus sentimentos.

Se não quiser adoecer fale de seus sentimentos.

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.
Com o tempo, a repressão dos sentimentos, a mágoa, a tristeza, a decepção degenera até em câncer.
Então, vamos confidenciar, desabafar, partilhar nossa intimidade, nossos desejos, nossos pecados.
O diálogo, a fala, a palavra é um poderoso remédio e poderosa terapia.
Se não quiser adoecer – “tome decisão”.
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia.
A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões.
A história humana é feita de decisões. Para decidir, é preciso saber renunciar, saber perder vantagens e valores para ganhar outros.
As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.
Se não quiser adoecer – “busque soluções”.
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo.
Melhor acender o fósforo que lamentar a escuridão. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.
Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe.
Se não quiser adoecer – “não viva sempre triste”.
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem a vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.
Se não quiser adoecer – “não viva de aparências”.
Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão de estar bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc. Está acumulando toneladas de peso… Uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Se não quiser adoecer – “aceite-se”.
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável.

Autoria desconhecida

Via: Cult Carioca

Artigo erroneamente atribuido ao Dr. Drauzio Varella. Embora existam inúmeras públicações na internet lhe atribuindo a escrita, o Dr Drauzio já teria explicado em entrevistas não ser o autor de “Se não quiser adoecer fale de seus sentimentos”. Deixamos a nota para que as pessoas saibam da informação.

ROSELY SAYÃO – Adultos fora de controle

ROSELY SAYÃO – Adultos fora de controle

A mãe de uma garota de oito anos me contou que está vivendo uma situação de conflito muito intensa com o marido cujo resultado, ela acredita, deverá ser a separação. Enquanto eles não tomam a decisão final e efetivamente se separam, vivem de conflito em conflito, diariamente.
A maior preocupação dessa mãe, além da situação estressante que ela experimenta, relaciona-se a um fato ocorrido dias atrás.

Num desses desentendimentos entre a mulher e o marido, eles trocaram acusações, xingamentos pesados e chegaram até a “pequenas agressões físicas”, segundo suas palavras. O problema é que só então perceberam que a filha assistia a tudo, com expressão bastante assustada.
Desde então, a menina chora por qualquer coisinha e até mesmo sem motivo algum. Várias vezes se desespera com fatos simples de sua vida, como, por exemplo, não conseguir deixar o cabelo do jeito que gostaria. Será que a garota ficou traumatizada com o que viu? Essa é a maior preocupação dessa mãe.

Aproveito esse incidente para comentar um aspecto da vida na atualidade: a facilidade com que os adultos têm se descontrolado. Você pode observar isso, caro leitor, todos os dias.
Seja no espaço público, seja no ambiente de trabalho, nas relações sociais presenciais ou virtuais e, inclusive, na intimidade das relações familiares, tudo é motivo para justificar o descontrole de pessoas adultas.

Expressões de raiva, de irritação e de braveza, por exemplo, são distribuídas sem nenhuma economia ou constrangimento. Aliás, em geral, com uso de muita grosseria. Pessoas muito próximas (como um casal em vias de se separar), parentes e colegas de trabalho usam e abusam do descontrole verbal e até mesmo físico. Como chegamos a esse ponto?
Muitos pensadores da atualidade têm realizado análises a respeito de um fenômeno que, talvez, tenha relação íntima com esse fato: a infantilização do mundo adulto.

Tomemos um exemplo: a busca da aparência jovem e de acordo com determinados padrões estéticos. Você não se assusta, leitor, quando vê a imagem de alguém que se descontrolou nessa busca?
Faces completamente lisas e juvenis, sustentadas por pescoços envelhecidos, com lábios e bochechas exageradamente pronunciados são apenas alguns exemplos gritantes das consequências do descontrole dessas pessoas.

O que isso tem a ver com infantilização?

Quem não teve a oportunidade de observar uma criança em busca de algo que deseja e que, para obter o que quer, ignora totalmente a realidade? Adultos que buscam algo sem fazer a análise da realidade agem de modo infantil, portanto.
Falemos agora das emoções. Existe algo mais infantil do que deixar as emoções fluírem de modo desajeitado, desastrado até, sem conseguir conter sua expressão mais forte?

Esse é o comportamento típico de quem ainda não aprendeu como reagir a sentimentos agitados e só conhece uma maneira de lidar com eles: colocar tudo para fora. Isso acontece antes de a criança crescer, amadurecer e passar pelo processo de socialização.
Temos agido assim, com a maior naturalidade: os sentimentos se agitam dentro de nós? Deixamos que saiam em seu estado mais primitivo.

Não temos de nos preocupar apenas com o fato de que algumas crianças terão de arcar com consequências pessoais por terem sido testemunhas de cenas de descontrole de adultos próximos, com quem elas têm vínculos afetivos fortes.
Temos de considerar toda uma geração de mais novos vivendo rodeada por adultos que, com frequência, se comportam de maneira infantil e acham isso muito natural. Que lições são essas que temos passado às crianças?

Via Cult Carioca

RUBEM ALVES – Natal, A estória do menininho

RUBEM ALVES – Natal, A estória do menininho

Minhas netas: o Natal está chegando. Todo mundo fica agitado, é preciso comprar presentes no cartão de crédito, fazer dívidas a serem pagas no outro ano, preparar comilanças… Mas, afinal de contas, por que tanto agito? Eu acho que a maioria se agita sem saber porque. E, se soubessem, não se agitariam… Pois eu vou dizer o que penso do por que do Natal. O Natal é o dia em que se para tudo a fim de se contar e a fim de se ouvir uma estória, a mais bela e a mais simples jamais contada. Todo esse agito por causa de uma estória? É.Vocês, que gostam do Harry Potter, fiquem sabendo: a estória do Natal é uma estória do mundo dos mágicos, dos bruxos, das fadas, das varinhas de condão, dos encantamentos. As estórias têm poderes mágicos. Vocês já notaram que, quando a gente ouve uma estória que nos comove, ela entra dentro da gente, faz a gente rir, faz a gente chorar, faz a gente amar, faz a gente ficar com raiva? As estórias dos mundos dos mágicos saltam das páginas dos livros onde estão escritas, entram dentro da gente e se alojam no coração.

Quando isso acontece a estória fica viva, toma conta do nosso corpo e da nossa alma, e nós passamos a ser parte dela. Pois a estória do Natal faz isso com a gente. Quando vai chegando o Natal eu fico com saudade das músicas antigas de Natal (tem de ser das antigas; as modernas não servem) e começo a folhear meus livros de arte, onde estão as pinturas do presépio. É muito simples: um menininho que nasceu em meio aos bois, vacas, ovelhas, cavalos, jumentos… Era menininho pobre.

Mas diz a estória que quando ele nasceu aconteceu uma mágica com o mundo: tudo ficou diferente: as árvores se cobriram de vaga-lumes, as estrelas brilharam com um brilho mais forte, e até uns reis deixaram os seus palácios e foram ver o nenezinho. A visão do menininho os transformou: eles largaram suas coroas, jóias e mantos de veludo junto com os bichos, na estrebaria. Quem vê o menininho fica curado de perturbação. Perturbados são os adultos que, ao falar sobre Deus, imaginam um ser muito grande, muito poderoso, muito terrível, ameaçador, sempre a vigiar o que fazemos para castigar.

Pois o Natal diz que isso é mentira. Porque Deus é uma criancinha. Ele está muito mais próximo de vocês do que dos adultos. E foi essa mesma criancinha que, depois de crescida, disse que para estar com Deus bastava voltar a ser criança. Se os adultos, antes de comprar presentes e preparar ceias, se lembrassem da estória, eles ficariam curados da sua doidice. Na noite do Natal que se aproxima, antes de abrir os presentes, antes de começar a comedoria, peça ao seu pai ou à sua mãe: “Por favor, conte a estória do menininho…” E, se eles não souberem contar, peça que eles leiam esse poema sobre o Menino Jesus escrito por um poeta que queria ser menino, por nome de Alberto Caeiro.

Num meio-dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele fugiu para o sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.

Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as cousas.
Aponta-me todas as cousas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.

Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.

E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre,
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E a outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver.
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é o de saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direção do meu olhar é o seu dedo apontando.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.

Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro.
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta.
E como se cada pedra
Fosse todo um universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homens
E ele sorri, porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos-mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do sol
A variar os montes e os vales.
E a fazer doer aos olhos os muros caiados.

Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate as palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.

Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?

12 sintomas perigosos nas crianças que você jamais deve ignorar

12 sintomas perigosos nas crianças que você jamais deve ignorar

Por Renata Finholdt

Quando a criança adoece sempre fica a dúvida, devo levar ao médico ou devo aguardar para verificar como este quadro evolui? Conheça alguns motivos para não perder tempo e procurar a emergência médica.

Quando nos tornamos pais a preocupação com o bem-estar de nossos filhos é uma de nossas prioridades. Quando são acometidos de alguma doença nossa preocupação aumenta ainda mais, pois ver o sofrimento de nossos filhos sem ter como ajudá-los a melhorar dói ainda mais nos pais.

Na verdade, ao primeiro sinal de que algo está diferente do normal, já temos o desejo de levar ao especialista e de alguma forma livrá-los daquele sofrimento, no entanto, muitas vezes quando são acometidos de alguma enfermidade nem sempre é possível detectar nos primeiros momentos, alguns dias de espera comumente são necessários para detectar realmente a doença.

Porém, há alguns casos em que a ida ao médico rapidamente se faz necessária, abaixo você poderá ver alguns destes momentos.

1. Febre alta

Quando se tratar de um bebê até três meses de idade uma febre alta já é considerada quando o termômetro acusar trinta e oito graus Celsius. Acima desta idade até os seis meses de vida uma febre alta já pode ser considerada acima de trinta e oito e três. Para crianças maiores trinta e nove é considerada febre em que o contato com o pediatra deve ser feita.

Vale lembrar que mais do que o grau apresentado no termômetro é importante considerar a disposição e hidratação de seu pequeno, se a febre estiver ainda baixa, mas a criança estiver muito indisposta contate seu pediatra.

2. Febre de longa duração

Se mesmo após quatro horas de uso de medicamentos antitérmicos a febre não tiver baixado ou se mesmo com o tratamento a febre (mesmo sendo baixa) não ceder em até cinco dias, é hora de procurar ajuda médica

3. Febre associada a dor de cabeça

Muita atenção se a queixa de seu pequeno for de dor no pescoço, torcicolo ou dor de cabeça associado a febre, pois estes sintomas muitas vezes podem estar associados a meningite, uma doença grave e muito rápida.

4. Manchas vermelhas sobre a pele

De reação alérgica a uma série de doenças esse tipo de sintoma precisa ser examinado para que o tratamento adequado possa ser iniciado. Se verificar quaisquer manchas, procure um pediatra.

5. Pintas irregulares

O ideal é que você faça uma verificação mensal no corpo de seu pequeno para detectar pintas que possam ser irregulares, com bordas irregulares ou em crescimento. Se encontrar algo deste tipo procure ajuda médica.

6. Súbita dor de estômago

Se seu pequeno se queixar de dor ao redor do umbigo, ou na lateral direita do abdômen leve ao pediatra, principalmente se estas queixas estiverem associadas a outros sintomas, como vômito, diarreia, pois pode ser um sinal de apendicite, uma doença que avança rapidamente, mas que se diagnosticada rápido tem um processo de cura mais tranquilo.

7. Dor de cabeça com vômitos

Se esta for a queixa de seu pequeno procure seu pediatra, enxaquecas não são incomuns em crianças, mas estes sintomas precisam ser examinados com mais cautela.

8. Urina diminuída

Este sintoma associado à boca seca, palidez, vômito, diarreia pode ser um sinal de desidratação. Se perceber palidez e apatia chame a emergência ou procure o hospital mais próximo.

9. Lábios azuis

Este sinal pode estar associado à dificuldade respiratória, você pode perceber que seu pequeno está ofegante e com o peito emitindo uma espécie de chiado. Trata-se de um problema respiratório, causado por uma reação alérgica ou até mesmo crise de asma. Neste caso procure a emergência mais próxima para que os primeiros socorros possam ser feitos.

10. Inchaço no rosto, língua ou lábios

Sinais característicos de um quadro alérgico forte. Contate seu médico para verificar se ele indica algum medicamento antes de chegar ao médico e leve rapidamente a criança para uma emergência médica.

11. Vômito após queda

Principalmente quando se trata de um bebê, este pode ser um quadro de emergência neurológica, de qualquer forma se seu filho apresentar este sintoma, não perca tempo, leve ao médico.

12. Sangramento excessivo

Se houver um corte em que o sangramento não cessa mesmo após alguns minutos de pressão ou se a proporção do mesmo for grande leve a criança para emergência médica para que a assepsia correta bem como tratamento possam ser adequados.

Um ou mais desses sintomas devem ser observados de perto. Ao levar à emergência ou procurar um pediatra especialista, pode até ser que não signifiquem algo tão grave, mas o melhor é tirar a dúvida do que ficar com ela. Se, mesmo após a visita à emergência, a situação piorar ou os sintomas não passarem, consulte sempre uma segunda opinião.

Fonte indicada: Família

Gosta de virar a noite? Quatro coisas que a ciência sabe sobre você

Gosta de virar a noite? Quatro coisas que a ciência sabe sobre você

Jesús Méndez González, El País

Se você costuma procurar desculpas para não dormir, é provável que seja mais inteligente que os outros, mas é irregular nos esportes e tem uma tendência aos vícios.

Entre as muitas funções do sol, está incluída a de funcionar como relógio. Mais do que isso: trata-se de nosso principal cronômetro. Há uma região quase no centro do cérebro, o hipotálamo, que recebe informação da retina para saber quando é dia e quando é noite e, a partir dai, orquestrar toda uma série de reações para nos manter alerta ou para nos dizer quando é hora de descansar. Existem até pequenos relógios na células que seguem ritmos parecidos: o fígado, por exemplo, ajusta nosso tempo vital segundo o horário das nossas refeições. E, no entanto, apesar de mecanismos tão minuciosos, cada um de nós tem seu ritmo particular, seu padrão mais ou menos característico. Se você gosta de acordar cedo e a noite é pesada demais, você é o que se chama de calhandra, um pássaro matutino. Se, ao contrário, começa a voar quando a tarde cai, saiba que você é uma coruja, um animal bastante noturno. E isso é o que diz a ciência sobre essas pessoas que à meia-noite se apegam a qualquer desculpa para adiar a hora de ir para a cama.
1. Você é mais inteligente, mas também rende menos
Vários estudos encontraram uma ligação entre a chamada personalidade vespertina e uma inteligência maior. Uma dessas pesquisas foi feita há dois anos na Espanha, e analisou quase 1000 adolescentes de várias escolas de Madri. Depois de realizar um questionário para conhecer o ritmo diurno particular, os estudantes fizeram uma prova que mede o que se chama de raciocínio indutivo, exercícios em sequência de letras que fornecem uma medida de inteligência global. Quantificar essa capacidade, no entanto, é motivo de debate, mas o fato é que as altas pontuações obtidas normalmente têm relação com um maior rendimento acadêmico. No estudo, os adolescentes mais vespertinos tinham tendência a pontuar melhor nas provas. A diferença era pequena, é verdade (variação de 0,8%, por isso os motivos para encher o peito são relativos), mas vai de acordo com o que já se descrevia anteriormente.

“É verdade que o efeito é reduzido, mas também não se esperavam grandes mudanças, e parece bastante consistente”, afirma Juan Francisco Díaz, professor da Universidade Complutense de Madri e responsável pelo estudo. De qualquer forma, a causa para que uma pessoa noturna apresente mais inteligência ainda é desconhecida, apesar de terem sido apresentadas, para sua explicação, controversas teorias evolutivas. Um fato importante é o efeito sincronia, ou seja, que os resultados são melhores quando as provas são realizadas no momento do dia adequado para cada tipo cronológico (de manhã para os matutinos, à tarde para os vespertinos). De fato, apesar de pontuarem melhor nas provas de inteligência, as corujas tendem a ter notas piores que as calhandras, possivelmente prejudicadas por horários rigidamente matutinos.

“Há uniformidade demais na educação”, afirma Díaz. “Estamos massacrando os tipos cronológicos vespertinos extremos, que realmente sofrem com esses horários.” Díaz defende o estabelecimento de opções com horários diferentes para que os estudantes possam escolher. E não só isso: “As chamadas corujas tendem a ser mais criativas, estar mais abertas a novos desafios e mudanças. A educação atual, baseada na memorização, inibe essas atitudes, que, por outro lado, são as mais exigidas na vida adulta, como o tão desejado espírito empreendedor”.

2. Sua capacidade de atenção mostra maior resistência

É fato que as corujas se sentem melhor que as calhandras quando a noite se aproxima, mas parece também que suportam melhor o passar das horas. Isso é o que foi visto em um trabalho publicado na Revista Science há alguns anos: independentemente da hora que acordaram, nas provas de atenção os vespertinos eram melhores que os matutinos 10 horas depois do despertar. Ou seja, não tem a ver apenas com a hora do dia, simplesmente suportavam melhor o avançar do relógio. De alguma forma, era como se estivessem treinados a vencer a pressão do sono, algo com o qual precisam lidar quase todos os dias. Inclusive foram identificadas as áreas cerebrais responsáveis. Se quiser saber seus nomes: locus cerúleo e núcleo supraquiasmático. O primeiro produz noradrenalina; o segundo, curiosamente, é parte do hipotálamo e um dos principais reguladores do ciclo dormindo/acordado.

3. Sua capacidade esportiva é irregular ao longo da atividade

“Existe um consenso em afirmar que para esportes como natação e ciclismo o pico de rendimento das pessoas matutinas ocorre por volta de 15h, enquanto o das vespertinas acontece às 18h”, afirma o professor Díaz. Há também quem diga que os melhores horários para o futebol são entre 16h e 20h. Mas as coisas se complicam quando se entra no detalhe. Por exemplo, em experiências de força feitas com corujas e calhandras, estas pareciam manter um nível de força constante ao longo de todo o dia, mas aquelas aumentavam sua capacidade a medida que as horas passavam. No entanto, quando se tentou transferir esses resultados a um esporte um pouco mais complexo, como o remo, acontecia o contrário: as corujas rendiam de forma constante e as calhandras eram melhores pela manhã. E ai podem entrar outros fatores, novas interações, porque diferentes aspectos intervêm. Por exemplo, e como afirma Díaz, “com tenistas observou-se que a precisão é melhor pela manhã e a força à tarde”. Um conjunto todo, enfim, de variáveis em movimento.

4. Tem maior tendência aos vícios… e à depressão

Saiba que se você gosta dos horários noturnos tem algo a mais de risco de que sua vida se desordene. Por exemplo, muitos estudos mostram um maior consumo de substâncias viciantes, tanto legais como ilegais, por pessoas vespertinas. “Elas têm maior necessidade de se ativar, por isso costumam abusar do café, tabaco e álcool”, disse Díaz. E, apesar de haver estudos que negam, em geral parece que as pessoas vespertinas têm maior tendência à ansiedade e à depressão. “Não é totalmente evidente a nível clínico, mas tendem a pontuar mais nas escalas de depressão”, afirma Díaz. Entre as causas consideradas estão variações em genes que controlam o relógio interno e que participam também do equilíbrio emocional. Ou, igualmente, a pressão gerada pelo jet lag social, a diferença entre nosso relógio interno e o relógio que rege a sociedade, e cuja medida é tão simples como a comparação de padrão de sono entre os dias de trabalho e o fim de semana.

E ainda tem mais. Os tipos cronológicos diferentes influem —isso não surpreenderá— nas relações afetivas. Assim afirma Díaz: “Ao menos nos primeiros meses de relação, quanto maior é a diferença em seus tipos cronológicos, menor tende a ser sua satisfação”.

Agora, tentem se encontrar nesse mundo de ritmos.

Fonte indicada: El País

 

O Amor não tem nada que ver com a idade- José Saramago

O Amor não tem nada que ver com a idade- José Saramago

Penso saber que o amor não tem nada que ver com a idade, como acontece com qualquer outro sentimento. Quando se fala de uma época a que se chamaria de descoberta do amor, eu penso que essa é uma maneira redutora de ver as relações entre as pessoas vivas. O que acontece é que há toda uma história nem sempre feliz do amor que faz que seja entendido que o amor numa certa idade seja natural, e que noutra idade extrema poderia ser ridículo. Isso é uma ideia que ofende a disponibilidade de entrega de uma pessoa a outra, que é em que consiste o amor.

Eu não digo isto por ter a minha idade e a relação de amor que vivo. Aprendi que o sentimento do amor não é mais nem menos forte conforme as idades, o amor é uma possibilidade de uma vida inteira, e se acontece, há que recebê-lo.

Normalmente, quem tem ideias que não vão neste sentido, e que tendem a menosprezar o amor como factor de realização total e pessoal, são aqueles que não tiveram o privilégio de vivê-lo, aqueles a quem não aconteceu esse mistério.

José Saramago, in “Revista Máxima, Outubro 1990”

Honrar o que se diz e dizer apenas o que se puder cumprir

Honrar o que se diz e dizer apenas o que se puder cumprir

Palavras podem ser apenas inocentes rabiscos no papel, ou um amontoado de letras digitadas e refletidas numa tela. Podem ser vazias, e assim, não serão mais inocentes; porque palavras vazias têm a curiosa capacidade de nos roubar o que preenche a vida de sentido. Podem ser estudadas, planejadas e estrategicamente colocadas para produzir efeitos previamente desejados; ou podem vir direto daquela parte orgânica de nós que produz os mais limpos e honestos sentimentos; essas revelam muito sobre nós, justamente por serem espontâneas, diretas, verdadeiras. No entanto, não devemos nunca duvidar de seu poder; uma única palavra pode levantar ou derrubar um ser humano num momento de fragilidade física ou emocional.

Ainda bem pequenos aprendemos o poder da palavra; descobrimos que ao conseguirmos nomear as coisas ou – ainda mais importante – revelar o que sentimos, tornamo-nos mais aptos a conseguir satisfazer nossos desejos ou necessidades. A capacidade de nos fazer entender e de entender o outro, por meio da palavra, nos confere um atributo inerente e particular do ser humano: temos um código de sinais, sonoros ou escritos que nos insere num grupo maior; e, com alguma sorte, mais humano, porque fala e entende a nossa língua.

contioutra.com - Honrar o que se diz e dizer apenas o que se puder cumprir

Ao longo da nossa existência vamos descobrindo, por meio de experiências, dolorosas ou de sucesso, a forma mais eficiente de manipular o sentido das palavras e, assim, garantir ou distorcer a verdade, a depender de nossas intenções, de nosso caráter e dos valores que nos movem.

Ansiosos que somos, em virtude da nossa maneira de funcionar, incluídos ou à margem do mundo, abrimos mão da habilidade de ouvir nossos semelhantes. Enquanto o outro fala, nossa mente trabalha em ritmo frenético, ora buscando antever a sua próxima fala, ora buscando a melhor maneira de fazer oposição ou argumentar em nosso favor ou defesa. Essa inquietação nos coloca numa situação bastante estranha: como não nos ouvimos uns aos outros (NUNCA!), passamos uma existência inteira sem saber exatamente o que pensamos, queremos, lamentamos ou tememos da vida. Passamos a vida reagindo apenas; nada de reflexão, nada de interação; péssima comunicação.

O fato é que o que dizemos, queiramos ou não, nos define aos olhos do mundo. Se formos agressivos, despertaremos no outro a instintiva necessidade de defesa ou ataque. Se formos assertivos, habituaremos o outro a nos conceder alguma atenção, uma vez que nossa postura inspirará confiança e firmeza. Se formos demasiadamente complacentes, conferiremos ao outro o direito de nos diminuir, desmerecer e subjugar, já que exibimos uma imagem frágil e insegura. Se formos amorosos, tranquilos, corretos e gentis, ainda que demore um pouco, acabaremos por encontrar o nosso lugar nesse vasto mundo; acabaremos por manifestar no outro uma postura mais flexível e acolhedora; conseguiremos com a nossa atitude pacífica contagiar o entorno e transformar, um pouquinho a cada dia, a forma como o mundo nos enxerga, interpreta e trata.

A descoberta da palavra pode ser apenas uma das nossas inúmeras aprendizagens nesse planeta; pode significar apenas o domínio de um código de troca de informações; pode representar algo pouco importante do ponto de vista da evolução, caso nos conformemos apenas em reproduzi-las. Entretanto, como tudo na vida, há sempre outras inúmeras opções. Que o domínio desse maravilhoso recurso de comunicação seja entendido como uma ferramenta de aproximação e não de confronto ou julgamento. Que ao formarmos imagens mentais do nosso discurso, sejamos mais capazes de considerar que os outros têm o direito de nos interpretar. Que a nossa habilidade de juntar palavras, ultrapasse a esfera da manipulação e nos faça compreender que ao defender o direito de expressão e manifestação de todos – inclusive dos que discordam de nós – estamos, também, garantindo que seja ouvida e respeitada a nossa voz.

No dia em que tomarmos consciência que aqueles que almejam o bem maior precisam colocar em atitudes o que tão habilmente discorrem em palavras; que o abuso de poder só acontece quando nos calamos, por covardia, concordância ou conveniência; que o que se fala só tem valor quando acompanhado de postura coerente; que palavras mordazes, irônicas, depreciativas e ofensivas só servem para nos diminuir, enquanto tentamos diminuir o outro, estaremos prontos para expressar apenas o que for para construir, elevar e acrescentar. Neste dia, nossa palavra terá o valor de uma promessa que já nasceu pronta para ser cumprida; terá a força de uma prece sentida e a energia de transformação e cura que acompanham apenas aqueles que honram o que dizem e dizem apenas o que são capazes de cumprir.

Na manjedoura, por Clarice Lispector

Na manjedoura, por Clarice Lispector

Esta crônica da Clarice Lispector integra seu livro “Para não esquecer”, de 1978.

Encontrei uma versão reduzida, publicada em jornal no Natal de 1962.

 

Um feliz Natal a tod@s.

 

Na manjedoura

Por Clarice Lispector

Na manjedoura estava calmo e bom. Era de tardinha, ainda não se via a estrela. Por enquanto o nascimento era só de família. Os outros sentiam, mas ninguém via. Na tarde já escurecida, na palha cor de ouro, tenro como um cordeiro refulgia o menino, tenro como o nosso filho. Bem de perto, uma cara de boi e outra de jumento olhavam, e esquentavam o ar com o hálito do corpo. Era depois do parto e tudo úmido repousava, tudo úmido e morno respirava. Maria descansava o corpo cansado, sua tarefa no mundo seria a de cumprir o seu destino e ela agora repousava e olhava. José, de longas barbas, meditava; seu destino, que era o de entender, se realizara. O destino da criança era o de nascer. E o dos bichos ali se fazia e refazia: o de amar sem saber que amavam. A inocência dos meninos, esta a doçura dos brutos compreendia. E, antes dos reis, presenteavam o nascido com o que possuíam: o olhar grande que eles têm e a tepidez do ventre que eles são.

A humanidade é filha de Cristo homem, mas as crianças, os brutos e os amantes são filhos daquele instante na manjedoura. Como são filhos de menino, os seus erros são iluminados: a marca do cordeiro é o seu destino. Eles se reconhecem por uma palidez na testa, como a de uma estrela de tarde, um cheiro de palha e terra, uma paciência de infante. Também as crianças, os pobres de espírito e os que amam são recusados nas hospedarias. Um menino, porém, é o seu pastor e nada lhes faltará. Há séculos eles se escondem em mistérios e estábulos onde pelos séculos repetem o instante do nascimento: a alegria dos homens.

(Em “Para não esquecer”, Rocco, edição digital.)

 

Texto de Mário Magalhães

Aos homens maduros, por Lisiê Silva

Aos homens maduros, por Lisiê Silva

Há uma indisfarçável e sedutora beleza na personalidade de muitos homens que hoje estão na idade madura. É claro que toda a regra tem as suas exceções, e cada idade tem o seu próprio valor. Porém, com toda a consideração e respeito às demais idades, destacarei aqui uma classe de homens que são companhias agradabilíssimas: os que hoje são quarentões, cinquentões e sessentões.

Percebe-se com certa facilidade, a sensibilidade de seus corações, a devoção que eles têm pelo que há de mais belo: o sentimento.

Eles são mais inteligentes, vividos, charmosos, eloqüentes. Sabem o que falam, e sabem falar na hora certa. São cativantes, sabem fazer-se presentes, sem incomodar. Sabem conquistar uma grande amizade.

Em termos de relacionamento, trocam a quantidade pela qualidade aguçada sobre os valores da vida, sabem tratar uma mulher com respeito e carinho.

São homens especiais, românticos, interessantes e atraentes pelo que possuem na sua forma de ser, de pensar, e de viver.

Na forma de encarar a vida, são mais poéticos, mais sentimentais, mais emocionais e mais emocionantes.

Homens mais amadurecidos têm mais desenvoltura no trato com as mulheres, sabem reconhecer as suas qualidades, são mais espirituosos, discretos, compreensivos e mais educados. A razão pela quais muitos homens maduros possuem estas qualidades maravilhosas deve-se a vários fatores: a opção de ser e de viver de cada um, suas personalidades, formação própria e familiar, suas raízes, sabedoria, gastos individuais, etc.

Mas eu creio que em parte, há uma boa parcela de influência nos modos de viver de uma época, filmes e musicas ouvida e curtidas deixaram boas recordações da sua juventude, um tempo não tão remoto, mas que com certeza, não voltam mais.

Viveram a sua mocidade (época que marca a vida de todos nós) em um dos melhores períodos do nosso tempo: os anos 60/70. Considerados as “décadas de ouro” da juventude, quando o romantismo foi vivido e cantado em verso e prosa.

A saudável influência de uma época, provocada por tantos acontecimentos importantes, que hoje permanecem na memória, e que mudaram a vida de muitos. Uma época em que o melhor da festa era dançar agarradinho e namorar ao ritmo suave das baladas românticas. O luar era inspirador, os domingos de sol eram só alegrias.

Ouviam Beatles, Johnny Mathis, Roberto Carlos, Antônio Marcos, The Fevers, Golden Boys, Bossa Nova, Marres Albert, Jovem Guarda e muitos outros que em balaram suas “jovens tardes de domingo, quantas alegrias! Velho tempo, belos dias”.

Foram e ainda são os Homens que mais souberam namorar: namoro no portão, aperto de mão, abraços apertadinhos, com respeito e com carinho, olhos nos olhos tinham mais valor…

A moda era amar ou sofrer de amor.

Muitos viveram de amor…

Outros morreram de amor…

Estes Homens maduros de hoje, nunca foram Homens de “ficar”.

Ou eles estavam a namorar pela certa, ou estavam na “fossa”, ou estavam sozinhos. Se eles “ficassem”, ficariam para sempre… ao trocar alianças com suas amadas.

Junto com Benedito de Paula, eles cantaram a “Mulher Brasileira em primeiro lugar”!

A paixão pelo nosso país, era evidente quando cantavam: “As praias do Brasil, ensolaradas, no céu do meu Brasil, mais esplendor… A mão de Deus abençoou, mulher que nasce aqui, tem muito mais amor… Eu te amo, meu Brasil, eu te amo. Ninguém segura a juventude do Brasil… sil… sil.”

A juventude passou, mas deixou “gravado” neles, a forma mais sublime e romântica de viver.

Hoje eles possuem uma “bagagem” de conhecimentos, experiências, maturidade e inteligência que foram acumulando com o passar dos anos. O tempo se encarregou de distingui-los dos demais: deixando seus cabelos cor de prata, os movimentos mais suaves, a voz pausada, porém mais sonora, hoje eles são Homens que marcaram uma época.

Eu tenho a felicidade de ter alguns deles como amigos virtuais, mesmo não os vendo pessoalmente, percebo estas características através de suas palavras e gestos.

Muitos deles hoje “dominam” com habilidade e destreza essas máquinas virtuais, comprovando que nem o avanço da tecnologia lhes esfriar os sentimentos pois ainda se encantam com versos, rimas, músicas e palavra de amor. Nem lhes diminuiu a grande capacidade de amar, sentir e expressar seus sentimentos. Muitos tornaram-se poetas, outros amam a poesia.

Por que o mais importante não é a idade denunciada nos detalhes de suas fisionomias e sim os raros valores de suas personalidades. O importante é perceber que seus corações permanecem jovens…

São Homens maduros, e que nós, mulheres de hoje, temos o privilégio de admirá-los.

Lisiê Silva

Nota da página: A autoria foi corrigida, pois a verdadeira autora é Lisiê Silva e não Zélia Gatai.

Borboletas Negras, o filme (Eu sou eu e minhas circunstâncias?)

Borboletas Negras, o filme (Eu sou eu e minhas circunstâncias?)

O filme Borboletas Negras, dirigido por Paula von der Oest, retrata a história da poetisa sul-africana Ingrid Jonker, numa interpretação irreparável da atriz holandesa Carice Van Houten. Com os pais separados antes do seu nascimento, Jonker passa o início da sua infância com a mãe, a irmã mais velha e os avós em uma fazenda. Aos dez anos, com a morte da sua mãe, ela e sua irmã Anna vão morar com o pai na Cidade do Cabo. Críticas, não aceitação, intolerância e rejeição paterna vão marcar a vida de Ingrid a partir desse momento.

O relacionamento ríspido com o pai faz com que Ingrid case logo cedo apenas para sair de casa. Logo depois, com o casamento fracassado, Jonker conhece o escritor Jack Pole, por quem se apaixona e passa a morar com ele.

Com o convívio com Jack, Ingrid começa a se relacionar com uma classe de artistas, fortes críticos do regime do apartheid, assunto do qual ela mesmo se identifica, tornando-se mais uma crítica ao governo segregacionista da África do Sul. Posteriormente, ao presenciar a morte de uma criança negra, ela escreve o famoso poema “A criança que foi assassinada pelos soldados de Nyanga”. Poema que se tornou conhecido mundialmente quando Nelson Mandela o leu em seu primeiro discurso como presidente da África do Sul.

Nessa fase a relação da poetisa com o pai, Abraham Jonker, se torna insustentável, tendo em vista que ele, membro do Partido Nacional do Parlamento, defensor ferrenho do Apartheid, e que tinha como função censurar quaisquer publicações contra o regime, não reconhecia o talento literário da filha e a rejeitava publicamente.

No meio de tantos conflitos internos, com uma vida marcada por tragédias, a vida de Ingrid se desalinha de vez, seu relacionamento amoroso com Jack Pole se perde, assim com os posteriores também. Adultério, aborto, carência afetiva extrema, alcoolismo, drogas, internações em hospícios e um diagnóstico de doença psíquica esvaziam aos poucos a mente brilhante da escritora. O final do filme é catártico.

A morte da mãe na infância, a rejeição pública do pai, a solidão, a enorme sensibilidade em confronto com o momento histórico em que vivia e, por fim, o alcoolismo e a própria doença agravada por uma vida trágica, é mostrado de forma crua para que se possa compreender as razões pela qual ela não conseguiu achar um caminho, saudável, que a permitisse conviver com suas dores e culpas.

Apesar da doença de Ingrid, o filme tem um viés que nos faz pensar. O sentimento de culpa, por circunstâncias das quais não fomos protagonistas e, muitas vezes, fomos até vítimas, pode levar a uma crença íntima de que não somos pessoas boas o bastante ou merecedores de uma vida feliz. Ocorre que, não raro, precisamos tornar essa crença em realidade, sabotando as possibilidades de uma vida viável emocionalmente, seja minando as coisas boas ou, simplesmente, aceitando as más e, o pior, nem percebemos que fazemos isso.

O efeito colateral da auto sabotagem é magoar a quem amamos, não avançar com nossos talentos e desistir dos nossos sonhos, pela falsa crença de que não merecemos ser amados, não merecemos sucesso e, por fim, não merecemos ser felizes. O resultado, por óbvio, são novas culpas e mágoas somadas às antigas.

Seria interessante que todos se questionassem por alguns comportamentos negativos e se perguntassem: será que as coisas não funcionam mesmo ou, por muitas vezes, somos nós os próprios vilões de nossas vidas? Somos nós os próprios sabotadores da nossa felicidade?

Bom, como não há existência sem dor, nem isenta de influências negativas, que nos faz desacreditar de nós mesmos, o perdão é um bom começo. Se não conseguimos perdoar o outro, ao menos, podemos nos perdoar pelas nossas fraquezas para seguir em frente, pois somos, sim, merecedores de uma vida plena e feliz.

Então fica a pergunta, estaria o filósofo espanhol José Ortega Y Gasset correto ao afirmar que “eu sou eu e minhas circunstâncias e se não a salvo, não salvo a mim mesmo”? Vamos todos refletir sobre isso.

Segue também o trailer:

O que é a Matrix? A sociedade de consumo por Marx e Baudrillard

O que é a Matrix? A sociedade de consumo por Marx e Baudrillard

O que é a Matrix? Essa é a pergunta feita por Neo, mas, de tão intrigante que é, o telespectador atento a internaliza como sua e, assim, passa a questionar-se. Morpheus, o grande filósofo da obra cinematográfica, diz, em dado momento, a Neo, que somente ele pode descobrir, de fato, o que é a Matrix, do mesmo modo que somente cada um de nós pode descobrir essa verdade.

“Infelizmente, é impossível dizer o que é a Matrix. Você tem de ver por si mesmo”.

Sendo assim, a descoberta da realidade é um ato individual, ainda que possa ser influenciado por outrem, sendo que depende de vontade e coragem. É muito mais fácil permanecer seguindo a rotina cotidiana, fazendo parte de uma engrenagem, como gostam de falar os positivistas. A dificuldade reside em enfrentar as condições dadas, a fim de que se possa atingir a consciência do real, tornando-se um inadequado social.

A escolha entre a pílula azul e a vermelha é o que determina se você quer saber o que é a Matrix. Se você decidiu pela pílula azul, por favor, não continue. Caso ainda esteja lendo, escolheu a vermelha. Sábia escolha. Seguem as palavras de Morpheus sobre o que é a Matrix:

Neo: O que é a Matrix?

Morpheus: Você quer saber o que é a Matrix? Matrix está em toda parte […] é o mundo que acredita ser real para que não perceba a verdade.

Neo: Que verdade?

Morpheus: Que você é um escravo, Neo. Como todo mundo, você nasceu em um cativeiro. Nasceu em uma prisão que não pode ver, cheirar ou tocar. Uma prisão para a sua mente.

A Matrix, dessa forma, é a construção artificial de uma realidade que se reveste de aparências determinadas pela nossa mente. É uma hiper-realidade, uma espetacularização, dada pelos dominantes e que aceitamos como verdadeira. Como prisão “tradicional”, haveria repulsa e todos combateriam tal prisão. No entanto, quando se criam gaiolas enfeitadas e cheias de distrações, passamos a não perceber (ou a não querer perceber) que, embora existam “atrativos”, ainda estamos em uma prisão. E, como em toda prisão, há controle, coerção e cerceamento de liberdade.

Todos os elementos que formam a Matrix não passam de manipulações sígnicas feitas por aqueles que detêm o monopólio das relações de força, para usar um termo de Foucault, e que nós aceitamos como verdadeiras. Assim, internalizamos as coisas a partir de seu valor simbólico, o que leva, por consequência, a um mundo de simulacros.

Embora o simulacro seja uma versão simulada da realidade, a sua construção se dá de uma forma tão cuidadosa, que a ilusão passa a substituir o real no imaginário das pessoas. Estas ficam condicionadas de tal maneira, que se recusam a aceitar que aquele mundo é apenas uma ilusão. Morpheus chega a alertar Neo para isso, afirmando-lhe que alguns indivíduos estão tão habituados àquela realidade, que defenderão o sistema.

Esse fato demonstra que a força do dominante consiste no nosso consentimento, uma vez que aceitamos uma realidade que nos é passada sem o menor poder de questionamento. Pelo contrário, procuramos aumentar a nossa dependência e alienação em relação ao sistema, o que, em uma sociedade de consumo, obviamente se demonstra pelo consumismo.

Há de se considerar que o problema não é o consumo, mas sim o valor simbólico que é dado às mercadorias, criando a hiper-realidade da Matrix. Essas ideias de Baudrillard podem ser percebidas também em Marx, a saber, na relação de fetichismo da mercadoria, em que as pessoas passam a atribuir às mercadorias um valor quase divino, consumindo-as pela sua transcendência, isto é, pela capacidade que certas mercadorias têm de elevar o indivíduo perante os outros.

O que não percebemos (ou não queremos perceber), mais uma vez, é que a Matrix, a nossa sociedade consumista, cria um exército de servos voluntários, que aceita os grilhões impostos pelos dominantes através da publicidade, como se fossem soluções mágicas de felicidade. Tomando suas pílulas azuis todos os dias, distanciam-se de si mesmos e, portanto, do autoconhecimento, tão necessário à libertação, já que, como dito, a libertação é individual e, se o indivíduo não busca autoconhecer-se, a fim de pensar de forma crítica o mundo que o circunda, torna-se impossível enxergar a Matrix.

A decisão entre sair ou permanecer na caverna é difícil desde Platão. Entretanto, a coragem é o que separa as almas livres dos meros autômatos que nos tornamos. A coragem é que faz um homem decidir tomar a pílula vermelha e livrar-se das amarras que tornam o mundo mais “bonito”. A coragem é que faz o homem manter-se erguido, percebendo a decadência da humanidade fora da hiper-realidade. A coragem é o que permite que alguns homens lutem pela liberdade daqueles que se acham livres por poderem escolher entre o Bob’s e o McDonald’s. A coragem é o que falta para aqueles que insistem em continuar dobrando a colher e não percebem que são eles que se dobram, pois, como disse Goethe:

“Não existe pior escravo do que aquele que falsamente acredita estar livre.”

Dizer adeus a um amigo

Dizer adeus a um amigo

Amigo é a cola que nos prende a cada etapa da existência. Amigos de infância, de colégio, de esporte e trabalho, amigos de copo, de loucuras, sem razão e sem noção. Os amigos nos situam, nos mostram onde estamos no momento, e, sem dúvida, por onde passamos e o que nos tornamos, inclusive por eles.

Dizer adeus a um amigo é renunciar obrigatoriamente ao seu convívio. É se dar conta de que, o que era uma escolha, no momento do adeus torna-se uma cruel imposição.

Amigos são aqueles que passaram por nossas vidas e deixaram lembranças, quase sempre deliciosas e divertidas, mas foram levados para outras estradas, outras escolhas, outros lugares. Amigos são os que frequentam a nossa vida e viraram nossos compadres, tios dos nossos filhos, conselheiros e enfermeiros para todas as horas. Amigos são também os que o mundo virtual nos apresenta, que de alguma forma se importam conosco, torcem por boas conquistas, fazem votos de aniversário, pensam em nós com carinho. E somos amigos de todos esses amigos na medida que retribuímos. Na parcela de tempo e vontade que destacamos para responder a uma mensagem, fazer uma ligação, uma visita, comparecer a uma festinha, encontrar na rua e dar um abração!

Diferente das outras formas de relacionamento, para os amigos não é preciso muito. Basta saber que o amigo existe e está tocando a vida como sonhou ou como pode, mas que é seu amigo, que ilustrou alguns dos seus dias e você guarda lembranças reais e a maioria delas é feliz! Até mesmo as que não foram, o tempo as transforma em piadas e lendas, e, quando contadas, se tornam o charme da amizade.

Dizer adeus a um amigo é ter a irremediável certeza de não haver mais nenhuma repetição dos momentos vividos. É sentir-se um pouco mais só no mundo, constatar a patética e tola certeza de que a vida escorre pelos dedos e nunca seremos capazes de segurá-la.

Dizer adeus a um amigo nos faz repensar o tempo. Como vivemos o tempo que temos. Como, de forma totalmente equivocada, já evitamos reencontros pelas mais variadas e infelizes desculpas.

E então é o dia de dizer adeus a um amigo. E nos deparamos no espelho com cara de órfãos, desolados e desorientados. Adultos que somos, vamos superar, mas, se há uma dor miserável de  intensa, essa é a dor, de dizer a adeus a um amigo. É dizer adeus a si mesmo, à parte que fomos em sua companhia, e, mesmo que ínfima no todo da vida, é a parte nos diz adeus e nos desfaz, a cada amigo que se vai.

Pre$ente*

Pre$ente*

Estamos nos aproximando do Natal. Muito embora a televisão não me tenha como expectadora percebo, por outros meios, que há sempre uma forte associação com a data, teoricamente ligada ao calendário religioso, e o comércio. As primeiras páginas na Internet e nos jornais nos bombardeiam de anúncios que se metem na frente das notícias nos obrigando praticamente a comprar qualquer coisa. Também há os shoppings lotados de pessoas penduradas de bolsas que, para quem as carrega, parece mostrar uma certa proporcionalidade do volume transportado com a alegria que sentirão na noite de Natal.

Todo esse desconforto que sinto passaria em silêncio, como já passou vários anos, mas o diferencial que não mais me deixou ficar calada foi o fato de minha filha de 11 anos vir me pedir um presente. Ainda por cima, pediu algo bem caro, pois, como ela mesmo disse, não era um presente qualquer, era um presente de Natal! Ela quer um PSP. Na hora eu pensei que fosse algum partido político e não entendi nada, mas depois descobri que é um videogame portátil de mil reais mais ou menos. Eu poderia até dar o que Nara havia me pedido, mas não mais como presente, pois este não se pede. Foi exatamente isso o que eu lhe disse e ela, obviamente, não entendeu. Então, contei-lhe uma história.

Há pouco tempo atrás eu vi vendendo em uma padaria umas bananadas pretinhas e grossas. Comprei uma e, antes mesmo de sair do estabelecimento, abri e comi. Ao descer pela garganta, aquele doce trouxe, além de calorias para dentro de mim, uma lembrança com a mesma quantidade de açúcar que continha. Fez com que meus olhos brilhassem com mais intensidade por causa das lágrimas que foram produzidas muito timidamente. Quem, ou melhor, por que um adulto choraria numa padaria ao morder uma bananada? Contive-me um pouco e acabei fazendo pior do que chorar. Ri com os dentes ainda pretos para quem me vendeu o doce e pedi todas as outras bananadas que estavam no balcão.

Cheguei em casa, coloquei toda aquela deliciosa aquisição numa caixa de sapato e embrulhei com um papel de presente bem bonito. Abusei do durex e das fitas vermelhas em volta. Tudo propositalmente, pois, como já deu para perceber, iria presentear alguém. A abertura de um presente é um momento solene e eu queria que esse momento durasse um pouco mais do que o normal… exatamente para eu ter mais tempo de observar o rosto assustado para quem ele seria destinado.

Manoela, que morava na casa ao lado da casa de meus pais, a madrinha de todas as minhas bonecas, foi minha melhor amiga na infância. Tínhamos a mesma idade, íamos juntas para a escola cantando as músicas do Balão Mágico, voltávamos juntas, fazíamos deveres de casa separadas porque mamãe dizia que aprender era um ato solitário, mas depois era só pular o muro e pronto! Juntas de novo! Fizemos, agora veja, o catecismo e a primeira comunhão juntas! Contamos tudo uma para a outra, até o que dissemos e não dissemos para o padre na hora da nossa primeira confissão. Manoela que falou mais do que devia teve a primeira penitência muito maior do que a minha. Quando eu estava no “amém” terminando a minha dúzia de pais-nossos, Manoela se ajoelhou ao meu lado com aquele número assustador: 30 pais-nossos e 20 ave-marias. Você contou aquele sonho? Ai, Manu, como tu é burra! Deixa que eu rezo as ave-marias pra você. Dentre tantas coisas prazerosas que a infância nos proporcionou uma delas era a nossa ida semanal a um botequim perto de casa que vendia umas bananadas que era o manjar dos deuses. Comprávamos o doce preto embrulhado no plástico e corríamos para nossa cabana para comer bem devagar. Nem sei quantas vezes fizemos isso juntas.

A infância havia passado e a adolescência também. Manoela estava morando sozinha num apartamento por aqui perto. Bati na porta e ela se surpreendeu ao me ver e ficou mais ainda assustada quando, sem falar nada, estiquei os meus braços passando-lhe o presente. A ingenuidade havia passado com os anos. A desconfiança, marca dos sobreviventes, ganhava espaço no olhar. Sorri. Abra, sua boba! Ainda na porta, cada uma de um lado que marcava o limite daquele lar solitário, Manoela começou abrir a caixa de sapatos. Parou um momento com medo de continuar. Estava na cara que era uma brincadeira e ela não estava segura de que iria se divertir com aquilo. Abra, Manu!Olha, se você não gostar me devolva, ok? Manoela demorou a acreditar quando viu o conteúdo. Ficou olhando para dentro da caixa um tempão e seus olhos azuis estavam completamente lubrificados de emoção. Elika, foi o melhor presente que ganhei na minha vida!

Aquelas bananadas, que não me custaram cinco reais, mostraram como Manoela esteve presente dentro de mim. E deve ser por isso que presente se chama presente. Para mostrar que não esquecemos da pessoa. Ele é uma comunicação simbólica na qual estão expressos nossos sentimentos mais pessoais. O valor não está ligado a um número que vem precedido de um cifrão.

Tá bom, mãe, entendi. Mas, por favor, não espere que eu fique feliz com bananadas no Natal.

Um a zero para a televisão.

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