O mundo que a gente não quer

O mundo que a gente não quer

A bestialidade humana  é a maior das tragédias. Comete-se toda a sorte de crimes e atrocidades em nome de uma justiça particular, de vingança, cobiça, afirmação, religião, poder.

Todas as expressões de covardia são desprezíveis, indignas, abomináveis.

Mas, é preciso te cuidado ao falar, ao externar decepção, revolta, desapontamento diante dos fatos. O mundo que a gente não quer é o mesmo mundo que deixamos a nossa contribuição.

É preciso cuidado com a parte que nos cabe, mesmo sendo ela uma mínima fração, ao primeiro olhar desatento.

É preciso cuidado até para falar da dor que a gente não entende, não sabe a magnitude, não tem a sensação na própria pele, não sabe como se formou.

As manchetes angustiam a nossa alma, a dor cresce e aperta os sentidos. Viver entre covardes que, entre irresponsabilidades, crenças, culpas e libertações, colocam as outras vidas na condição de abate e descarte, é insuportável, é sofrido, dolorido, massacrante.

Como lidar com isso? Qual é o nosso posicionamento diante de tudo que nos chega? Tenhamos cuidado, pois expressões pública de repúdio não nos exime de uma responsabilidade que é muito maior. Se é para lidar com isso, é preciso muito mais do que aderir aos movimentos de cores e bandeiras.

É imperativo tomar um pouco do tempo para explicar aos filhos, contar-lhes o que sabemos, amainar os sentimentos de ódio e desesperança que nos invadem.

Não podemos correr o risco de sermos engajados nas redes sociais e alienados na vida, fazendo as catarses para o público e logo após nos distraindo, e, voltando indolentes aos pequenos e individuais interesses.

O mundo que a gente não quer é recheado de injustiças, mas também, e arrisco dizer que até mais, de solidariedade, de boa vontade, de iniciativas positivas, de dedicação e altruísmo. E que isso seja um apelo maior do que as dores que as notícias nos mostram em sequências de horrores. E esse é o mundo que a gente quer, mas não consegue sequer enxergar.

O mundo que a gente não quer é um punhado de ganância e ignorância.

Não sejamos portanto, propagadores dessa publicidade negativa. Se não pudermos ser agentes da transformação, que também não façamos o papel de mensageiros da morte e da dor.

15 filmes que fazem você repensar toda sua vida

15 filmes que fazem você repensar toda sua vida

Todo mundo tem seus filmes preferidos. Aqueles que formam o caráter, ou que foram vistos em momentos especiais, outros com atuações incríveis e alguns com histórias marcantes. Mas e quando o filme tem a capacidade de mudar vida de quem assiste?

Ainda que o conceito seja bastante subjetivo, há algumas histórias que são tão bem contadas que nos deixam com cara de bobo quando os créditos começam a rolar na tela. É aquele tipo de roteiro que não sai da sua cabeça por dias e que você quer mostrar para todo mundo só para poder dividir esta experiência.

A lista é longa, mas preparamos uma seleção com 15 destes filmes que fazem você repensar toda a sua vida e que foram lançados nas últimas décadas. Quem sabe eles não incentivam alguém a mudar a maneira como age com as pessoas e o mundo ao seu redor. Confira:

1 – A Lista de Schindler (Schindler’s List, 1993)

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Na história do cinema contemporâneo, mais comuns do que filmes biográficos, só aqueles sobre a Segunda Guerra Mundial. Apostando em uma fórmula de ouro, “A Lista de Schindler” resolveu unir os dois gêneros ao contar a emocionante trajetória do alemão Oskar Schindler. Bem relacionado com a SS, a polícia nazista, ele se apropria de uma fábrica de panelas polonesa em 1939, depois da criação do Gueto de Varsóvia e do decreto que proibia que judeus fossem proprietários de negócios. Utilizando sua posição privilegiada, emprega e salva a vida de mais de mil judeus poloneses. Mostrando cenas fortes de campos de concentração e da violência dos nazistas, o longa é filmado em preto e branco, garantindo uma imersão no clima da época. Lembre-se de apertar o play tendo uma caixa bem grande de lenços à mão. Você vai precisar.

2 – Efeito Borboleta (The Butterfly Effect, 2004)

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Outro filme que lida com a questão do passado e das escolhas, Efeito Borboleta faz o que cada um de nós já teve vontade de fazer pelo menos uma vez na vida: voltar ao passado para mudar algo de que nos arrependemos. Em seguida, o enredo mostra como o protagonista, interpretado por Ashton Kutcher, lida com a questão das consequências que atitudes como essa causam. Cada mudança gera uma tempestade em sua vida, alterando o curso dos acontecimentos de forma incontrolável. Talvez o recado seja mesmo esse: preste bem atenção no presente, ele é a única chance que temos de fazer qualquer coisa.

3 – Intocáveis (Intouchables, 2011)

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Filme mais recente desta lista, “Intocáveis” lida com um tema sensível como a deficiência física de uma forma livre de tabus. Driss é o típico jovem egoísta e autocentrado que passa a cuidar de um aristocrata tetraplégico. Apesar dos conflitos, os dois passam a cultivar uma inesperada amizade baseada no respeito e na sinceridade. O resultado é um aprendizado mútuo sobre a condição humana.

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4 – Up – Altas Aventuras! (Up, 2009)

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Já faz tempo que as animações deixaram de ser coisa de criança. Apesar do tom mais leve que um filme assim costuma ter, “Up” tem uma bonita história de amizade e passa uma mensagem importante de valorização e recomeço, independentemente da idade ou dos sonhos que ficaram para trás. Ah, e tem também cachorros falantes. Nada pode ser mais inspirador do que cachorros falantes.

5 – A Vida é Bela (La Vita è Bella, 1997)

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Se há algum filme que pode ser apontado como capaz de mudar a forma como lidamos com nossos problemas, este filme é “A Vida é Bela”. Dirigido e estrelado pelo italiano Roberto Benigni, o filme encara de frente a temática da Segunda Guerra Mundial sob o ponto de vista dos judeus forçados a trabalhar e morrer nos campos de concentração. Os esforços de Guido para tornar o fardo menos pesado para o pequeno Giosué são tristes, engraçados, inspiradores e belos como a vida. Uma história de amor entre pai e filho poucas vezes retratada com tanto carinho no cinema.

6 – Na Natureza Selvagem (Into the Wild, 2007)

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Ao contrário de “À Procura da Felicidade”, a busca de Christopher McCandless, personagem real de “Na Natureza Selvagem”, é por uma fuga da loucura da sociedade moderna. Formado, jovem e com dinheiro suficiente no banco, McCandless decide largar tudo e fazer uma viagem solitária até o Alasca, buscando na natureza um refúgio contra uma sociedade que acredita não fazer parte. Alexander Supertramp, pseudônimo que dá a si mesmo, é o retrato de todo jovem que passa a questionar o mundo a seu redor, mas com coragem suficiente para deixar tudo para trás e fazer o que quiser.

7 – À Procura da Felicidade (The Pursuit of Hapiness, 2006)

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Parece que a vida real é realmente uma boa fonte de inspiração para filmes. “À Procura da Felicidade” dá um exemplo de superação baseado na história de Chris Gardner, um pai de família sem um centavo no bolso que consegue superar todas as dificuldades para dar uma vida melhor ao filho que cria sozinho. Assim como todas as adaptações, a história foi criticada (principalmente pela ex-mulher de Chris) por não apresentar os fatos exatamente como aconteceram na verdade. A essência da história, no entanto, de lutar e conseguir dias melhores, se mantém.

8 – Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine, 2006)

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Ah, nada supera o amor familiar. Talvez apenas a loucura familiar. “Pequena Miss Sunshine” mostra as relações de uma típica família disfuncional – bom, talvez não tão típica assim: um avô desapegado de qualquer modo ou bom costume, um tio gay e suicida, um pai viciado em trabalho, uma mãe neurótica e um irmão propositalmente mudo são os parentes mais próximos de Olive, uma menina inocente e cheia de vida que tenta se enquadrar nos parâmetros sociais. O filme, que venceu diversos prêmios e foi bastante elogiado pela crítica, surpreendeu por ter tanto diretor e roteirista fazendo seus primeiros trabalhos no cinema.

9 – 127 horas (127 hours, 2010)

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Esse é para quem tem estômago forte. “127 horas” também é baseado em uma história real, a do alpinista Aron Ralston, que em 2003 ficou preso pelo braço entre duas pedras quando escalava uma formação rochosa em Utah, nos EUA. O desespero, a angústia e a vontade de viver de Aron são as marcas da história, contada com habilidade pelo diretor Danny Boyle. Um clássico exemplo da vida continuando mesmo depois de um trauma grande e totalmente inesperado.

10 – Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 2004)

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Se você pudesse apagar as memórias indesejadas – como, digamos, as de um relacionamento mal sucedido -, ficando apenas com o lado bom de seu passado na cabeça, você faria isso, mesmo considerando todo o aprendizado perdido? É essa a questão de “Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças”, outro filme que traz Jim Carrey fazendo um raro papel sério. Trilhando caminhos por lados obscuros da mente e da memória, o filme vai além das lembranças e coloca em pauta o valor das experiências, tanto as boas quanto as ruins, como construtoras da personalidade. Mais do que lembrar, se você pudesse fazer de novo coisas que teriam consequências tão boas quanto ruins, tão positivas quanto negativas, você faria?

11 – Náufrago (Cast Away, 2000)

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Falando em liberdade, “Náufrago” apresenta uma outra forma de falta dela. Tom Hanks está em uma ilha paradisíaca, com um mar clarinho, areia, sombra e água fresca. Mas sozinho, por anos, sem contato algum com o mundo exterior. Náufrago é certamente um daqueles filmes que te fazem pensar sobre o sentido da vida, do universo e das relações que você está construindo com os outros seres humanos ao seu redor. Outro bom motivo para ver o filme é a tocante atuação da bola Wilson.

12 – Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, 1994)

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Voltando à temática da prisão (e voltando também a obras baseadas em histórias de Stephen King), “Um Sonho de Liberdade” é comumente considerado um dos filmes mais inspiradores em várias listas do tipo. A história de um marido condenado à prisão pela morte da mulher, que consegue reconstruir a vida dentro da cadeia, é bastante forte. Assim como em todos os bons filmes, os personagens secundários sustentam a história de maneira consistente e precisa. Um tema bastante interessante abordado pela história é a incrível capacidade do ser humano de se adaptar a uma situação, por mais terrível que seja.

13 – Uma Mente Brilhante (A Beautiful Mind, 2001)

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A linha tênue entre a genialidade e a loucura é o fio condutor de “Uma Mente Brilhante”, vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2002. A história é baseada na vida do matemático John Forbes Nash, que chegou a ser nomeado matemático sênior de investigação da Universidade de Princeton. A perseverança de Nash para superar os obstáculos que sua própria mente impunha através da esquizofrenia é, no mínimo, inspiradora.

14 – À Espera de um Milagre (The Green Mile, 1999)

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Baseado na obra de Stephen King, “À Espera de um Milagre” lida com temas sensíveis como injustiça, compaixão, preconceito, bondade e sacrifício. Pessoas presas injustamente sempre rendem uma reflexão sobre o tipo de justiça que é feita na sociedade – ainda mais quando o preso tem poderes mágicos. O filme vale ser visto também pela atuação de Michael Clarke Duncan, ator icônico que faleceu em 2012, com apenas 54 anos.

15 – O Show de Truman (The Truman Show, 1998)

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Quem já não teve a impressão de que a sua vida é um grande reality show, com câmeras espalhadas por todos os cantos, com cada movimento sendo observado e julgado? “O Show de Truman” é um retrato da sociedade cada vez mais conectada em que vivemos. Um reality show que mostra a vida toda de uma única pessoa, sem que ela saiba que está sendo filmada. A diferença para o Big Brother é que os participantes sabem onde estão se metendo – ao contrário do pobre Truman. O que você faria se fosse com você: curtiria a fama ou escolheria a liberdade?

Ps: tem também o bônus de ver Jim Carrey fazendo um papel sério – e se saindo bem.

Fonte indicada: Hypescience

Helena P. Blavatsky

Helena P. Blavatsky

Uma mulher notável, que leu, viu e pensou mais do que a maioria dos homens sábios do seu tempo. Foi a fundadora do movimento esotérico contemporâneo.

“A verdadeira liberdade depende do autoconhecimento.”

Helena Petrovna Blavatsky nasceu em Ekaterinoslav, Rússia, a 12 de Agosto de 1831, no seio de uma família nobre, da alta aristocracia russa, rica, educada e culta, mas a união dos seus pais não era feliz. Teve três irmãos, Alexander, Vera e Leonid. Seu pai, descendente de alemães, era um oficial do exército. Sua mãe era uma escritora popular de romances, todavia morreu durante a infância de Helena. A menina fora deixada aos cuidados do avô, o governador civil de Saratov. Uma criança incomum e talentosa, que lia muito na biblioteca de seu avô, tendo um especial interesse em ciência e ocultismo. Em 1847 mudou-se com seus avós para Tiflis e ali conheceu seu futuro marido, Nikifor Blavatsky. Em 1848, com dezassete anos, Helena Petrovna Blavatskaya, mais conhecida como Madame Blavatsky, se casou com Nikifor, vice-governador de Yerevan, na Arménia, mas rapidamente o deixou para, por conta própria, viajar pelo mundo em busca de conhecimento filosófico, espiritual e esotérico, e nesse intervalo alegou ter passado por inúmeras experiências fantásticas, entrado em contacto com vários mestres de sabedoria, culminando com o estudo e sua iniciação no Tibete no final da década de 1860 sob a tutela de mahatmas (professores altamente evoluídos). Destes mestres fora recebida na condição de discípula, desenvolvendo seus poderes paranormais de forma controlada, a fim de que pudesse servir-lhes de instrumento para a instrução do mundo ocidental.

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Do Tibete saiu em 1867, e após ter percorrido outros países Helena veio para a América em 1873, onde conheceu Henry Steel Olcott, um advogado, jornalista e estudante de espiritismo. Ele, Blavatsky, e outros fundaram a Sociedade Teosófica em Nova Iorque em 1875, uma organização dedicada inicialmente à investigação do conhecimento oculto. Iniciada a sua carreira pública nos Estados Unidos, em pouco tempo se tornou uma figura tão celebrada quanto polémica. Exibiu seus poderes psíquicos para grande número de pessoas, deslumbrando a muitos e despertando o cepticismo em outros. Em 1877 foi publicado o primeiro livro de Blavatsky, ‘Ísis Sem Véu’, com base em seu estudo e experiência no ocultismo. Da sua pena saiu magistrais obras como: ‘A Doutrina Secreta’ (considerado o seu livro mais importante), ‘A Chave Para a Teosofia’, ‘Glossário Teosófico’ e ‘A Voz do Silêncio’ (obra traduzida em Portugal por Fernando Pessoa, um seguidor também do ocultismo). Pouco depois ela e Olcott transferiram a sede da Sociedade para a Índia, e passaram a viver lá, até que um incidente, o Caso Coulomb, abalou gravemente sua reputação internacional, quando foi declarada culpada de fraude num relatório publicado pela Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Londres. Voltou então para a Europa. A filósofa lutou contra todas as formas de intolerância e preconceito, atacou o materialismo e o cepticismo arrogante da ciência, e pregou a fraternidade universal. Progressivamente, têm vindo a ganhar força os ideais porque lutou, na altura quase sozinha: desde a ecologia à ética animal, desde a consideração respeitosa pelas tradições espirituais do Oriente ao estudo atento do Gnosticismo. Seus anos finais foram difíceis, estava frequentemente adoentada (sofria de nefrite, úlceras, reumatismo, hidropisia, sangramentos e obesidade) e envolvida em discussões públicas, tinha de administrar a Sociedade que fundara e que crescia rapidamente, e a quantidade de trabalho que se impunha era enorme. Contudo foram tanbém anos de intensa atividade literária. Morreu em Londres, a 8 de Maio de 1891. Blavatsky despertou intensa controvérsia durante sua vida, e tem continuado a fazê-lo desde então.

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Em pouco minutos, canal do Youtube ensina Psicologia de maneira fácil e lúdica

Em pouco minutos, canal do Youtube ensina Psicologia de maneira fácil e lúdica

Minutos Psíquicos apresenta informações através de pequenos vídeos. Teoria e ilustrações são apresentadas de maneira simultânea propiciando um aprendizado que atinge diversos sentidos do espectador que, de maneira divertida, aproveita o viés artístico da criação e aprende descontraidamente.

O time é formado por três pessoas: André Rabelo, psicólogo,  é o roteirista e narrador, Pedro Costa, biólogo, é o editor de vídeo e áudio e Pedro Tavares é o ilustrador. A equipe também recebe a colaboração da Ana Paula Oliveira, que já fez a ilustração de alguns dos vídeos.

Olha aqui a carinha do pessoal:

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O que eles fazem:

O principal objetivo do trabalho é divulgar a ciência através dos vídeos do canal. O entusiasmo e a inovação são as principais marcas do grupo que tenta (e consegue) envolver o expectador com toda a informação. A ideia da informação em construção, além de prender a atenção de quem assiste, também gera aquela ansiedade por um “algo mais” que é fornecido a cada novo desenho e dado apresentado. Como muitos sabem, a aprendizagem é fortemente influenciada pela atenção e pelo emocional. E, tornar o acesso ao conhecimento prazeroso, faz com que informações que poderiam passar despercebidas tornem-se mais marcadas, daí a verdadeira e permanente aprendizagem.

Vejam como isso acontece no vídeo abaixo que fala sobre a Depressão e, não por acaso, foi um dos que obteve os maiores números de visualizações do canal.

O trabalho dos Minutos Psíquicos parece nos mostrar que o entusiasmo que alguém terá com um conteúdo está muito mais relacionado com a maneira como ele será apresentado do que com o conteúdo em si.

De onde eles vieram:

O canal foi uma ideia do psicólogo André Rabelo que criou vida no final de 2013. Ele conta que gostava, e ainda gosta, muito de escrever em seu blog “SocialMente“, mas achava que deveria explorar um formato diferente para que a divulgação atingisse mais pessoas. Como considerava o formato de vídeo muito mais atraente, resolveu arriscar e criou o canal. O Pedro Costa e o Pedro Tavares foram chegando na sequência e deram ao time a sua característica multidisciplinar tão atraente em conteúdo e estética geral. Desde então, eles não pararam mais de fazer os vídeos que são lançados quinzenalmente.
Hoje o canal conta com cerca de 65 mil inscritos, número muito significativo para o tempo que estão no ar. E, mesmo que tudo tenha começado sem grandes ambições, o retorno atual dos telespectadores deixa a todos cada vez mais empolgados tanto para a continuidade do projeto quanto para a importância do mesmo no que se refere à transmissão de informação de qualidade.

Para onde eles vão:

Até o final do ano o canal deve atingir 2 milhões de visualizações. Quem conhece o trabalho sabe que os números desse pessoal só tende a crescer tornando-os cada vez mais populares!

Abaixo, mais alguns dos vídeos que fizeram mais sucesso no canal:

Agressivo, passivo ou assertivo?

A sua memória é boa?

Para saber mais e acompanhar:

Links importantes:

Site: http://minutospsiquicos.com/

Loja Psíquica: http://loja.minutospsiquicos.com/

Canal no Youtube: https://www.youtube.com/user/minutospsiquicos

Página do Facebook: https://www.facebook.com/minutospsiquicos/

Globalizado mundo das diásporas

Globalizado mundo das diásporas

Thoreau disse, no século dezenove: “Nunca é tarde para abrirmos mão dos nossos preconceitos”. Passados quase duzentos anos, ainda continuamos sendo preconceituosos, de tal modo que esse tarde parece estar ficando longe demais. Nós, contemporâneos, achamo-nos muito evoluídos em relação aos nossos antepassados, como se esta época fosse melhor do que outras. Mas a verdade é que não. Não somos melhores e diria que, dadas certas circunstâncias, somos até piores.

Antes de continuar, é preciso esclarecer que não há saudosismo, cada período histórico tem suas vicissitudes. No entanto, nunca houve, na história, condições para uma sociedade mais justa e igualitária e é justamente quando existem essas ferramentas que vemos mais desigualdade e discriminação. Parece que estamos anestesiados, de modo que não percebemos o mal que fazemos a outros seres humanos iguais a nós.

Como pode um ser humano querer subjugar outro apenas pela sua cor de pele? Ah! Lembrei-me. O ser humano é capaz de destroçar outro tão somente para sentir-se melhor em sua vida miserável. A tolice de certos homens realmente é lastimável, pois a sua vida, na verdade, em nada melhora atingindo-se negativamente outro ser humano que também chora e tem emoções. Será que o caminho inverso, com carinho e um tratamento fraterno, não faria a vida de todos melhor? Ou será que existem homens acima do bem e do mal, os quais jamais podem sair da sua condição divina?

Lenio Streck diz, em sua Hermenêutica Jurídica em Crise, que – “[…] ex-escravos continuam pobres, pobres não tem direito e são demais”. Aqui se encontra outra raiz do ódio: o preconceito social. Na sociedade de consumo, aqueles que não podem consumir não existem. Ou seja, não possuem valor algum e, assim, devem ser tratados como tal, um lixo da sociedade. Desse modo, o negro que deixou de ser escravo, mas foi jogado na sarjeta, não pode hoje ser outra coisa que não uma peça fora da engrenagem. Todavia, numa engrenagem que funciona dessa forma, é melhor mesmo ser uma peça avulsa.

O grande problema é que, nem como peça avulsa, os preconceituosos são capazes de demonstrar respeito. Em suas conversinhas “sofisticadas”, sempre tratam de falar mal da classe “suja”. E não adianta gritar e pedir socorro à Carta Magna, pois os direitos existem, mas somente para quem tem meios (leia-se dinheiro) para buscá-los. Outra coisa, não pensem que ser “branco” é o suficiente para fazer parte do banquete real. Se se é pobre, automaticamente se torna negro e, portanto, incapaz de ser digno de respeito e amor. Pergunto-me o quão óbvio é chamar um homem branco de negro, afinal, somos brasileiros, frutos de miscigenações, além do que ser descendente de um negro, que foi escravo e honesto, é muito mais digno que ser descendente de um europeu preconceituoso, desonesto e desumano.

Por falar no velho mundo, como não se lembrar dos migrantes sírios? E do menino Alan?  E na tragédia parisiense? Tudo por política, religião, poder? Sim. Poderia jogar tudo isso num caldeirão e acrescentar doses de preconceito, fundamentalismo e etnocentrismo. Ninguém é melhor por acreditar nesta ou naquela religião, neste ou naquele deus ou, simplesmente, não acreditar. Tampouco, por ser deste ou daquele lugar do mundo, por ser do norte ou do sul. Entretanto, o ser humano parece continuar desprovido da capacidade de entender o que significa a palavra difusão cultural e olhar o outro não como melhor ou pior, mas apenas como diferente. Lembrando Saramago, parece que ainda está por nascer o primeiro ser humano desprovido daquela segunda pele chamada egoísmo.

Egoísmo é o que melhor define aqueles que querem impor suas cosmovisões para os outros. Ser gay ou não ser gay? Eis a questão? Não, esqueçam as interrogações. Cada uma faz da sua vida o que quer. Achar errado, tudo bem, há esse direito, desde que não seja desrespeitoso. Da mesma maneira, o indivíduo que é gay não precisa/deve se esconder por isso. Tenho a impressão de que certas pessoas acham que, se dois homens andarem de mãos dadas no shopping, automaticamente se desencadeará a terceira guerra mundial. Diria que lhes falta um pouco de leitura histórica. Mas, também, em que muda um homem ser evangélico, por exemplo, e ser convicto de que o homossexualismo é errado/pecado (pleonasmo?)? Nada. Se ambos os posicionamentos se respeitarem, ótimo, a humanidade inteira nunca pensará igual. O importante é que sejamos capazes de conviver de forma pacífica e permitamos o outro próximo de nós, ainda que tenhamos visões de mundo distintas.

As análises dos preconceitos supracitados, de forma totalmente superficial, não visam esclarecer tais pontos ou ir mais a fundo, mas apenas mostrar o quão distantes estamos do tarde de que Thoreau falara. Mais que isso, estamos distantes e com um discurso oposto, encharcado de globalização, de aproximação e de uma rede infinita de amigos. Todavia, somente um cego alienado não enxerga o quão falso é esse discurso. Mas, como sou apenas um e não estou entre os poderosos, o discurso dominante ainda falará de forma até lírica, diria, sobre a grandiosa e bela globalização que aproxima o mundo. E eu, respeitando a minha insignificância, continuarei vivendo, como diz Bauman, no globalizado mundo das diásporas.

Amar, Modo de Usar

Amar, Modo de Usar

Ame quem te engrandece nas pequenas rotinas, quem junta seus pedaços num abraço após um dia feio, quem te acha linda em cacos, linda de qualquer jeito. Ame quem te protege sem dizer uma palavra, quem divide contigo os medos, mas também as conquistas. Ame quem te sonha por inteiro.

Ame quem te encanta nas tarefas mais involuntárias, nas piadas mais antigas, nas horas mais vagas, nos silêncios ocasionais em que verdadeiramente se escuta o outro sendo ele. Ame quem te ama em pensamento, quem diz seu nome sorrindo, quem guarda teu tempo, quem respeita teu ritmo, quem adora te ver dormir, mas nunca vai confessar.

Ame quem te abre o peito como duas asas, quem te liberta com um afago, quem te impulsiona, segurando firme as suas mãos. Ame quem te admira, mas ainda é franco diante de suas falhas, ame quem também é verdadeiro sobre seus próprios defeitos. Ame quem também adora aprender contigo, lendo tuas linhas como um sábio se debruça sobre um antigo livro raro.

Ame quem é cúmplice dos seus olhos, testemunha dos seus sonhos, quem precisa de bem pouco pra te encantar. Ame quem te espera em ansiedade, quem elogia seu cheiro mais do que sua aparência. Ame quem tem a ciência de fazer seus dentes rirem por motivo torpe, por motivo bobo, por motivo nenhum. Ame quem é cúmplice de sua preguiça, companheiro de suas andanças, quem prefere estar contigo.

Ama, ame sem medo que o amor é a luz que revela a coragem nos dias mais turvos, a candura nos caminhos mais áridos, a confiança que estava escondida, a verdade que permaneceu oculta, a alegria que parecia bem pouca e agora inunda.

Ama e ama sem medo nenhum. O amor encarrega-se do resto, busca o sentido, entrega os motivos, guarda o consolo, assopra as feridas. Ama, que nós só somos memória quando contados e repetidos pelos lábios tranquilos de alguém que também nos amou.

Mentir é enganar a si próprio

Mentir é enganar a si próprio

Vivemos num mundo de aparências, no qual tentamos vender imagens, com o propósito de passarmos a impressão de que oferecemos tudo aquilo de que o outro necessita, seja no mercado de trabalho, na vida amorosa, nos encontros entre amigos, familiares, seja nas redes sociais. Vestimos roupas e máscaras, usamos este ou aquele linguajar, elogiamos ou denegrimos, somos favoráveis ou opositores, de acordo com a ocasião, de acordo com os interesses e intenções previamente planejados, para que mantenhamos nosso emprego, nosso casamento, nossas amizades, ou nosso twitter politicamente correto. Nesse compasso, muitas vezes vamos tentando agradar a todo mundo – vã utopia -, a despeito do que somos, desejamos, queremos ou pensamos. Torna-se cada vez mais difícil, aliás, sermos nós mesmos, uma vez que quase ninguém tem a capacidade de tolerar pensamentos diferentes. Somos agredidos e ridicularizados, caso contrariemos os pontos de vista alheios – pois é, o bullying permanece pela vida adulta.

Hoje, estamos cada vez mais expostos, por conta do mundo virtual, e aquele que ousa ser ele mesmo muitas vezes paga um preço muito alto, que lhe custa julgamentos avassaladores por parte da sociedade. Reerguer-se, nesses casos, é doloroso e impossível para alguns, o que desencoraja a maioria a lançar-se nessa batalha corajosa e vital de autoafirmação e de posicionamento transparente frente ao mundo. É impossível, entretanto, viver uma personagem por muito tempo, sem sucumbir ao peso de tudo o que foi reprimido nesse caminho. A verdade pulsa, clama por se revelar, pois dela depende nossa sobrevivência, nossa saúde, nossa qualidade de vida. Quanto mais sufocamos aqui dentro o que lateja e luta para sair, mais adoecemos, mais nos machucamos e menos nos entregamos aos encontros verdadeiros – aqueles que limpam nossa alma e clareiam nossa semeadura -, afastando-nos de quem nos aceita no que – e pelo que – somos.

Precisamos primeiramente ser sinceros conosco, construindo e elaborando nossas crenças e pontos de vista, de forma que nos fortaleçam e nos tornem mais gente, mais humanos, capazes de atingirmos positivamente a vida dos outros com nossas verdades. Porque, caso nos posicionemos de maneira arrogante, visando apenas a propósitos egoístas, estaremos centrados em afirmações unidirecionais, vazias de sentido. Atravessar nossa lida de forma solitária poderá até nos encher a conta bancária, mas não nos enriquecerá de sentidos, da materialidade sustentadora de nossa essência – e nos perderemos junto com ela. Temos que ser em conjunto, somando, dividindo e compartilhando, pois assim cresceremos, pois assim seremos a lembrança estampada nos sorrisos de quem amamos em vida, quando nos formos.

Imprescindível, para tanto, ouvir o que o outro tem a dizer, por mais que discordemos daquilo, pois mudar de opinião refletidamente também é sinal de inteligência, ou mesmo questão de sobrevivência. É preciso que saibamos nos libertar de convicções que machucam e ferem a dignidade alheia, para que o raio de nossas ações não se torne ensurdecedor, a ponto de ficarmos cegos frente aos sentimentos que não são nossos e perdidos, sozinhos, num caminhar que nos subtrai, nos endurece e nos distancia de tudo o que a vida tem a nos oferecer. Como se diz, afinal, ninguém é uma ilha.

Uma coisa é certa: a sinceridade absoluta não existe, pois ela acabaria nos sendo tão nociva quanto a falsidade. Devemos, portanto, ser verdadeiros em relação àquilo que nos impele a lutar pelo que queremos de forma ética, que nos sustenta durante os naufrágios emocionais, que nos torna capazes de recomeçar, de acreditar, de apoiar, que nos força a enfrentar corajosamente as injustiças ao nosso redor e os fantasmas dentro de nós. Somente a sinceridade nos deixa prontos para amar e ser amados, para compartilhamos nossas vidas e experenciarmos o prazer e a felicidade a que todos temos direito. Porque as mentiras são como os muros: elas poderão de início até nos proteger, mas inevitavelmente também nos isolarão, inclusive de nós mesmos, a ponto de não mais nos reconhecermos. Infelizmente, afastar-se de si mesmo implica afastar-se de todas as chances de ser e de fazer alguém feliz – e isso ninguém deveria merecer em vida.

Status de relacionamento: Em um tórrido caso de amor literário

Status de relacionamento: Em um tórrido caso de amor literário

Livros em estantes me lembram desejos. São como encantos que precisam ser dedilhados para que realizem suas primorosas magias.

Uma estante de um hotel resguardado por um bosque, uma prateleira na casa de um amigo, uma livraria ou sebo, uma biblioteca grande ou diminuta são espaços encantados, repletos de poções ao alcance de nossas mãos.

Quando livros se apinham em nossa frente é válido que apuremos nossa percepção, e assim notaremos, surpresos, seus melodiosos chamados.

Livros desejam. Querem ser possuídos, clamam por serem escolhidos, tomados, folheados. Querem que grifemos neles nossas passagens preferidas. Livros amam confluir conosco, como se fizessem amor com nossos pensamentos.

Que me perdoem os sex shops da vida, mas o desejo mora ao lado. O desejo se esconde primoroso nas páginas que dedilhamos. Que me perdoem os amantes das performances sexuais, mas não só elas garantem que o coração dispare. Um bom livro também.

O cheiro de um livro em uma longa tragada é entorpecedor. A textura de um livro já lido inúmeras vezes guarda não só enredos, mas histórias daqueles que em algum momento estiveram no mesmo ponto que nós. Livros guardam marcas de deleite. E ao encontrarmos ranhuras de outro em uma página, encontramos um indício de que ali deitou um caso de amor. Uma ranhura é como a grama amassada pelo deleite quase sexual do intelecto.

Quanta excitação mora em um reduto de leitura! Quando passamos por suas portas, nos gritam vozes por todos os lados. Quantas pessoas estão ali adormecidas por trás de numerosas páginas: personagens e escritores! Quais deles despertaremos com nossa leitura? Cabe a nós essa difícil decisão. Malfeitores ou benfeitores, vilões ou mocinhos, bem e mal-intencionados, existe de tudo dentro de uma livraria, existe de tudo em um sebo ou em uma prateleira amiga. Nos convém escolher cuidadosos qual companhia tomar.

Livros são autores e personagens, livros são escolhas, livros são pensamentos, amores e dores e livros são falantes. Eles adoram comentar nossas preferências para os outros. Livros gostam de falar e falam não só deles, mas também de nós. Livros falam de sonhos e de desejos enrustidos. Falam da vida e do que nos falta nela. Podem nos encorajar ou nos acovardar. São como espadas ou escudos, depende apenas de nós.

Livros são despudoradamente deliciosos e não se importam se fazemos com eles um ménage literário, desde que nos mantenhamos, é claro, fieis ao propósito de lê-los do começo ao fim.

Livros se trocam, se mesclam, se transmutam em novas estórias em nós. Livros adoram comentar e serem comentados. Adoram ver seus personagens voando soltos para fora deles.

Livros são pedaços de coisas encantadas, são pedaços de gente, são pedaços de sonhos, são pedaços de mundos. Livros são pedaços que buscam se juntar em nós. São como metades que vasculham a outra dentro da gente. Livros são companheiros para todas as horas, são amigos confiáveis, são amantes fervorosos, são confidentes compreensivos, livros podem ser tudo desde que encontrem no mundo o ingrediente maior de seus desejos: um humano interessado.

Sem nós no livro e sem o livro em nós a mágica não acontece. O livro sempre se dá por inteiro e felizes de nós quando nos jogamos de cabeça em suas páginas.

Leitura é entrega. Leitura é saga de dois que se buscam afoitos. E lá na última página, quando o fim nos entristece ditando o término de um encontro único, o livro nunca se esquece de se despedir carinhoso, como se nos dissesse ao pé do ouvido que nos verá no futuro ainda outra vez.

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(Imagem de capa meramente ilustrativa)

Os 4 pilares dos relacionamentos saudáveis

Os 4 pilares dos relacionamentos saudáveis

Como você definiria uma relação enriquecedora? Não é difícil. Uma relação saudável é aquela onde você encontra razões para rir e que ilumina os seus dias. Ela não é baseada em desconfiança, ciúme ou em ultimatos do tipo tudo ou nada . Um relacionamento enriquecedor é uma aliança entre duas pessoas em que ambas  ganham e ninguém perde.

Ao contrário do que muitos pensam, para manter um compromisso estável não são necessários sacrifícios ou grandes volumes de estudo da psicologia humana. Às vezes, o simples bom senso já nos serve muito bem, e acima de tudo, um desejo sincero de cuidar daqueles que amamos. Relações positivas são uma homenagem ao respeito a nós mesmos e ao outro.

Então vamos aos pilares:

1. Um apego saudável

A maioria das pessoas associa a palavra apego à relação que as crianças estabelecem com os seus pais. São os laços afetivos iniciais que permitem o desenvolvimento do amor e carinho essenciais para que a criança cresça com confiança . Quando falamos da relação de casal a dinâmica é semelhante, pois todos nós precisamos estabelecer uma ligação especial com a pessoa que amamos . Mas cuidado, nem todas as formas de apego são saudáveis ​​na construção de uma relação enriquecedora.

– Relações baseadas na confiança: aqui o casal constrói a confiança mútua. Pessoas maduras não têm que cultivar dúvidas constantes sobre o parceiro (a) porque o laço de afeto e confiança se sobrepõe ao medo de ser enganado, traído ou abandonado.
– Relações ansiosas. Em que são baseadas? Você já pode imaginar: na preocupação constante em ser ferido e no questionamento sobre o amor da outra pessoa. São aquelas relações onde provas de amor são exigidas o tempo todo. Há tentativa constante de controle sobre a outra pessoa.
– Relações distantes: Seria o pólo oposto da relação ansiosa. Nesse caso, a indiferença e o desprezo se destacam e há pouca necessidade de demonstrar afeto para a outra pessoa.

2. Satisfação das necessidades básicas

Há dimensões essenciais que definem relações enriquecedoras, como sermos respeitados e compreendidos pelos nossos parceiros. Receber apoio quando precisamos ou uma palavra de suporte quando estamos preocupados, por exemplo. Aqui falamos daquele abraço que cura tudo ou mesmo daquele olhar de cumplicidade que não requer explicação.

As pessoas têm necessidades e, pensando no relacionamento a dois, é essencial que várias delas sejam satisfeitas para que ele valha a pena. A construção de um casal deve ser definida por um projeto comum onde todos os esforços visem o bem estar de casa um e dos dois como um todo.

3. Capacidade para resolver problemas

A resolução dos problemas do casal sempre passará pelas seguintes etapas:

Compreensão.
Empatia.
Habilidades de comunicação adequadas.
Não se concentrar apenas nos aspectos positivos ou negativos.
Capacidade para propor ideias e aplicar soluções.
Senso de humor.

4. Capacidade de reconstrução

Sabemos que no decorrer da relação ambos os parceiros cometerão erros. Relações positivas são aquelas em que os parceiros são capazes de admitir esses erros e omissões. Entretanto, mais do que identificar o problema, é necessário vontade de adaptação.

Cometer um erro é uma grande oportunidade de aprendizado e conhecimento. Enquanto existir um casal  os conflitos serão necessários para o alinhamento uma vez que cada um deve ter suas próprias vontades e gostos.

Agora, se você realmente ama alguém, você certamente buscará meios para administrar essas diferenças. Após os problemas, a reconstrução da relação sempre deverá ser baseada no interesse dos dois, ora adaptando-se mais para um lado, ora mais para o outro, de maneira que haja progresso dos parceiros sem anulação de nenhum.

E você, como tem cuidado de seus pilares?

Do original:  Los 4 pilares de las relaciones positivas

Doidos, por Ariano Suassuna

Doidos, por Ariano Suassuna

Ariano Suassuna conquistava pessoas por onde passava com sua inteligência, simpatia e excelente humor.

Nesse pequeno vídeo, fala com seu delicioso sotaque paraibano sobre algumas histórias de “loucos”, à sua maneira: simples e despretensioso. Depois, segue discorrendo sobre a sabedoria que identifica nas diferentes percepções de realidade de quem sofre transtornos mentais e compara os “loucos” aos poetas. Termina, então, com excelência, citando o exemplo de um jantar pomposo a que foi convidado quando assumiu a cadeira na Academia Brasileira de Letras.

Do jantar, nos fornece exemplos que provam que a verdadeira loucura não é do louco e sim daquele que vive uma vida de superficialidade sustentada em aparência, arrogância e ignorância.  Os loucos mesmo, esses sim são sábios!

Aproveitem!

Josie Conti

A arte de ser feliz, Cecília Meireles

A arte de ser feliz, Cecília Meireles

Imagem de Capa: Auriovane D’Ávila

HOUVE um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.

HOUVE um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.

HOUVE um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz. 

HOUVE um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. 

MAS, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

in “Escolha seu sonho”  de Cecília Meireles

O analfabetismo emocional

O analfabetismo emocional

Por Daniela Ávila Malagoli

Você já ouviu falar em Alexitimia? O termo provém do grego, e significa A = ausência; lei = palavra e thymos = emoção ou sentimento. Mesmo o conceito sendo recente, (Sifneos, 1973), na década de 1940 esse distúrbio já era estudado por neurocientistas e pesquisadores. Trata-se da dificuldade ou mesmo ausência de expressão de sentimentos e emoções; isto é, os alexitímicos não identificam suas emoções e acabam por reagir com sintomas físicos, como dores e taquicardia. A alexitimia constitui, dessa forma, grande dificuldade para usar uma linguagem apropriada para descrever os sentimentos e emoções, além de uma capacidade de imaginação e fantasia pobre.

A alexitimia é mais comum do que parece

Estimativas americanas recentes mostram que, a cada sete pessoas, ao menos uma, em geral, homem, possui sintomas desse transtorno. Reportagem de 2013 sobre o assunto publicada na Revista “Mente Cérebro” mostra que, geralmente, indivíduos com esse distúrbio são mais fechados, racionais, frios e indiferentes. O que acontece é que o indivíduo não sabe lidar com os sentimentos e emoções, assim ocorre um desvio para os sintomas físicos, que se manifestam por meio de dores no estômago, cabeça, dentre outros. Em geral, a pessoa entra em desespero, se perguntando “o que há de errado comigo?”.

Diversas pesquisas têm sido feitas para descobrir a causa da Alexitimia. As descobertas associam o distúrbio a traumas neurológicos, defeitos na formação neurológica, influências sócioculturais, traumas na formação infanto-juvenil, dentre outras causas. Além disso, existem vários métodos para identificar e medir esse distúrbio, dos quais o mais utilizado é a Escala de Alexitimia de Toronto, com 20 questões específicas.

Pesquisas buscam entender como o cérebro processa as emoções

Outros estudos têm se dedicado a descobrir de que maneira as emoções são processadas no cérebro. Em termos gerais, “para um sentimento ser percebido de forma consciente, primeiro é preciso que o córtex frontal (lobo frontal) analise as informações enviadas pelo sistema límbico” (Reportagem da Revista Mente Cérebro).

Estudos do Instituto Mutualiste Montsouris também demonstraram que os dois hemisférios cerebrais de pacientes com esse transtorno trabalham de maneira precária. Por meio de exames de ressonância magnética, realizados em 16 pacientes (oito pessoas de controle e 8 com sintomas do distúrbio), foi observado que a região do giro do cíngulo anterior (pertencente ao sistema límbico) trabalhava de maneira mais intensa do que a mesma região em pessoas sadias, quando submetidos a imagens positivas. Quanto àquelas negativas, não houve alterações na região cerebral dos alexitímicos.

Há hipóteses que sugerem que as sinapses neuronais são construídas e passam por diversas modificações: são moldadas, atenuadas, podadas, aguçadas, de acordo com as experiências cotidianas, de modo a construir os processos de identificação e reação ao mundo exterior. Assim, várias dessas conexões, segundo pesquisas, precisam ser aprendidas na infância, para que se desenvolva uma vida adulta normal, do ponto de vista emocional.

A alexitimia pode estar ligada a outras doenças

A alexitimia também pode estar ligada, conforme estudos, a outras doenças, como câncer, hipertensão e doenças psicossomáticas. Além disso, os alexitímicos também estão associados a pessoas com transtornos de personalidade e vícios como alcoolismo, uso abusivo de drogas e desordens alimentares.

Pesquisas à parte, fato é que a descoberta dos sentimentos e emoções faz parte de um processo de aprendizagem, por meio de aparatos cerebrais, desenvolvido pelo ser humano desde o momento do seu nascimento. O caminho para o controle e a possível cura da Alexitimia é a busca por um especialista, para que seja feita uma análise e um treinamento emocional do indivíduo.

Fonte indicada: Meu cérebro

Na cozinha com Marlena de Blasi

Na cozinha com Marlena de Blasi
Ontem levei Marlena comigo para a cozinha. Não que eu a tivesse convidado, mas ela veio livre e espontânea. Arregaçou as mangas e me perguntou sobre os temperos. Temperos? Oh Deus, tenho essa mistura pronta de salsinha, coentro, alho e pimenta.

Serve! Ela abriu a geladeira, retirou de um pote três fatias gordas de filé mignon e me pediu uma tábua e um martelo. Ela se pôs então a bater determinada os pedaços de carne que de gordos nacos se transformaram em delicadas fatias repletas de ondulações sedentas por tempero.

E o arroz, que tal colocarmos um pouco de cenoura ralada para dar mais cor e sabor? – perguntou. Seria ótimo, respondi sorrindo, já tomando de sua mão a cebola e o alho, picando-os com a faca que nem de longe era a mais apropriada para isso.

Deixe a cenoura comigo e não se incomode com a faca, faça com amor, do seu jeito, da forma que achar mais cômodo. No seu tempo.

Geralmente o tempo na cozinha para mim sempre parece deveras apressado. Mas ontem não era eu na cozinha, era Marlena. Existia uma calma imensurável em mim a qual não disponho comumente para cozinhar e eu me lembrei então que tenho tido como companhia o livro “Mil Dias Na Toscana” escrito por ela.

Marlena de Blasi é uma americana que aos cinquenta anos, ao passear por Veneza, tocou intimamente o coração de um homem. Ele se apaixonou por ela à primeira vista, mesmo sem saber quem essa mulher era e de onde vinha.

Divorciada, mãe de dois filhos adultos e uma amante da cozinha, Marlena sempre que podia viajava para Veneza para escrever sobre culinária para algumas revistas e foi em um desses retornos que o italiano a viu pela segunda vez em um restaurante.

Sem coragem de se apresentar e sem falar inglês, ele telefonou para o estabelecimento e pediu para falar com ela. Nenhum dos dois entendeu muito bem o que o outro dizia, mas…existe uma língua específica para as palavras do coração?

Resumidamente, eles se apaixonaram, ela se mudou para Veneza e passou a contar sobre o amor, a Itália e a comida em uma sequência de romances autobiográficos: Mil Dias em Veneza, Mil Dias na Toscana, Um Certo Verão na Sicília e A Doce Vida na Úmbria.

Cada livro é como um diário no qual uma suave voz feminina destrincha a vida e suas belezas cotidianas com a sutileza de uma fada. E para quem gosta de receitas, ela ensina alguns pratos entre uma confissão e outra.

E eu fui encantada por essa doce mulher, por suas pequenas descobertas e grandes lições de vida. Fui encantada a ponto de enxergar ela em mim. Acho que é isso que acontece quando lemos um bom livro. Enxergamos a vida como se aquele que escreve tivesse um farol nas mãos a nos apontar exatamente para onde olhar.

Se eu pudesse dizer uma boa palavra a um amigo, diria para escolher com carinho seus escritores. Diria para puxá-los pela mão como companheiros, pois eles inevitavelmente nos habitam quando passeamos por seus enredos.

A janta de ontem ficou deveras saborosa. Ela tinha muito de um ingrediente especial, ela tinha muito de uma mulher marcante, ela tinha muito de Marlena.

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( Imagem de capa meramente ilustrativa)

 

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