A incrível Técnica “4-7-8” que faz dormir em um minuto

A incrível Técnica “4-7-8” que faz dormir em um minuto

Já lhe aconteceu alguma vez de deitar-se na cama para dormir e simplesmente não conseguir ? É horrível, certo?

Isso já me aconteceu muitas vezes sabendo que no dia seguinte teria que despertar muito cedo para ir trabalhar. A pessoa começa a dar voltas na cama, com calor ou frio, enrolando-se nos lençóis e em vez de ficar cansada fica ainda mais desperta.

Então como facilmente adormecer? Vou-lhe mostrar uma técnica que o vai pôr a dormir em menos de 1 minuto. É garantido, eu já experimentei e passo agora esta informação para você.

Chama-se Técnica do 4-7-8 e foi descoberta pelo Dr. Andrew Weil, doutorado pela Harvard Medical School, EUA (veja o seu video demonstrativo mais em baixo). Esta técnica vai garantir-lhe um sono profundo e relaxado.

Como funciona esta técnica?

Trata-se de uma técnica completamente natural, que o vai fazer adormecer em pouco tempo, e com uma sólida base científica que a apoia.

Quando estiver com problemas em adormecer lembre-se destes números 4-7-8, pois são estes que vão determinar a partir de agora a sua respiração quando quiser dormir tranquilo.

Passos:

1 – Expire pela sua boca completamente deixando todo o ar sair com um som tipo “oooosh”.
2 – Feche a boca e inspire silenciosamente pelo nariz contando até ao número 4.
3 – Pare a sua respiração, mantenha o ar nos pulmões e conte mentalmente até ao número 7.
4 – Expire completamente pela boca com um som “oooosh” contando até ao número 8.
5 – Esta foi a primeira respiração. Agora faça de novo até perfazer um total de quatro respirações.

Saliento que você deve sempre respirar silenciosamente pelo nariz expirando depois pela boca fazendo o som “oooosh”. (veja o video demonstrativo em baixo – salte até ao minuto 1:41).

Há quem não consiga aguentar as quatro respirações pois só com a primeira fica com vontade de dormir. O estado de sonolência vai deixá-lo bem. O Dr. Weil recomenda também que durante todo o exercício mantenha a ponta da sua língua tocando a parte superior da boca (também chamado o céu da boca).

Por que motivo esta técnica funciona?

O stress, a ansiedade, os nervos ou até algumas substâncias como a cafeína, alteram o nosso organismo de tal maneira que fazem com que respiremos de forma errada. Nestas situações temos tendência a respirar de forma menos profunda do que seria desejável e os nossos níveis de gases (oxigênio, dióxido de carbono) concentram-se no nosso sangue com proporções inadequadas.

Com a técnica 4-7-8 o que estamos fazendo, basicamente, é controlar a nossa respiração para devolver a concentração de gases no sangue a níveis normais, para baixar o nosso ritmo cardíaco e para entrar num estado de relaxamento.

Estas técnicas de controle da respiração já eram praticadas durante muitos séculos em algumas culturas orientais, mas graças à explicação simples do Dr. Weil resultam muito mais fáceis de se colocar em prática.

Fonte indicada: Hoje descobri

10 pensamentos diários de um verdadeiro ansioso

10 pensamentos diários de um verdadeiro ansioso

Um dos sintomas mais desagradáveis que uma pessoa ansiosa sente é ter que lidar com pensamentos que se transformam em preocupações constantes. Por vezes estes pensamentos tem justificativa, como por exemplo “Será que apaguei o forno?” ou “Será que tranquei a porta do carro?”, mas em pouco tempo transformam-se em pensamentos infundados como “Será que o meu chefe me odeia?” ou “Será que eu disse algo de errado?”, etc.

Conheça agora uma lista com alguns dos pensamentos mais estressantes e invasivos que tomam conta da mente de um ansioso ao longo do dia:

1. Dizer algo que possa ofender alguém

– Será que disse algo de errado?
– Apesar de ser cuidadoso para não ofender ninguém, será que disse algo mais ofensivo?

Um ansioso muitas vezes pensa que o que ele diz ou faz pode deixar os outros desconfortáveis.

2. Ficar preso nos transportes públicos

Quando o ônibus ou o metro para durante a viagem e os passageiros não têm qualquer informação acerca do motivo, um ansioso ficará assustadoe vai querer sair para procurar um táxi, apesar de saber que irá pagar muito mais e que a viagem poderá demorar o mesmo tempo.

3. Preocupar-se em chegar pontualmente

– A que horas tenho de sair para chegar onde vou?
– Como está o trânsito à hora que tenho de sair para o trabalho ou para a consulta com o médico?
– Será que vou conseguir arranjar estacionamento facilmente?

A pessoa ansiosa repassa mentalmente o seu itinerário várias vezes ao dia.

4. Receio de que algo lhe aconteça

– Estou sempre com medo de que algo de mal aconteça.
– Se discutir com o meu marido tenho medo que ele me expulse de casa.

As pessoas ansiosas supervalorizam as consequências dos seus atos.

5. Esquecer-se de fazer algo importante

Num dia “bom” um ansioso sairá da sua casa sem ter que verificar as chaves de casa três vezes ou assegurar-se que a luz da cozinha ficou apagada. Nos dias bons até consegue controlar este seus pensamentos, mas nos dias maus não deixará de pensar no que aconteceria se deixasse a porta aberta ou a luz acesa.

6. Não ser capaz de controlar o que acontece agora ou no futuro

A cada minuto do dia o ansioso preocupa-se com o que está acontecendo, algo que aconteceu recentemente, ou algo que pode acontecer nos próximos momentos, mais tarde hoje ou no futuro.

7. Perguntar aos seus entes mais próximos se estão chateados

– Por que demorou tanto tempo para responder à minha mensagem?
– Está com raiva de mim?

Um ansioso quer que o aceitem o tempo todo.

8. Cometer um erro no trabalho que possa resultar num julgamento de valor sobre si

– Por engano, enviei um e-mail para a minha chefe que era para enviar à minha namorada.

Essa ação bem pode representar para o ansioso, um dia inteiro de incertezas.

9. Perceber-se como alguém “pouco inteligente” num encontro social

– Estão rindo de mim?
– Acham que isto é engraçado?
– É melhor não comentar!

São questões que inundam a cabeça de um ansioso numa reunião social.

10. Sentir ansiedade por estar ansioso

– Por que estou tão ansioso?

A maior ansiedade, geralmente, é acerca de ter um transtorno de ansiedade. A pessoa sabe que não tem razão nenhuma para estar preocupada e que na sua vida tudo corre bem, mas mesmo assim vive em alerta constante e é precisamente isso que faz com que o ciclo recomece novamente.

Fonte consultada para este artigo: www.infobae.com

13 gestos simples capazes de salvar um relacionamento

13 gestos simples capazes de salvar um relacionamento

Por Cibele Carvalho

Aprendi há pouco tempo a ouvir o canto dos passarinhos pela manhã quando acordo, percebi que eles sempre estavam ali todos os dias cantando alegremente, apenas eu não me dava conta disso.

Assim tento fazer com que meus dias se tornem mais leves e consiga frear por segundos que sejam minhas ansiedades e temores.

Em nossos relacionamentos podemos também aprender a realizar essa pausa necessária e essa reflexão diária de coisas, ou seja, gestos pequenos e simples que realizamos ou recebemos todos os dias.

A seguir confira alguns desses gestos que são praticados por você e pela pessoa que convive com você rotineiramente, mas que por vezes passam despercebidos, porém, são esses gestos que podem salvar seu relacionamento:

1. Um beijo simples antes de ir para o trabalho

Há uma frase em um dos meus textos favoritos que menciona o seguinte: “Sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos”(O menestrel).

2. Um sorriso delicado ao conversar

Nossas expressões falam muito sobre o que sentimos e refletem nosso respeito. Sorrir delicadamente mesmo que não esteja achando o assunto interessante pode mudar seu dia.

3. Uma pausa para lembrar

Podemos arrumar alguma desculpa para todas as coisas simples e importantes que precisamos realizar, ou simplesmente escolher fazê-las. Demonstrar preocupação e amor ao nosso companheiro é uma questão de escolha diária de prioridades.

4. Um afago sem ser esperado

Quem não gosta de receber aquele carinho, beijinho, aperto ou abraço inesperado? Eu amo receber! Porém, percebo que com a rotina e as tantas tarefas esquecemo-nos desses detalhes tão preciosos.

5. Um agrado para o almoço

Em suas compras de supermercado o que você leva em seu carrinho? Traz consigo somente o que lhe agrada, ou deseja sempre conciliar os gostos de ambos? Já pensou em lembrar uma única vez de levar um agrado para quem você ama?

6. Um segundo de atenção para ouvir

Reserve um tempo para ouvir as lamentações, angústias e preocupações que o outro anseia lhe contar, isso aumentará a união entre vocês.

7. Outra pausa para deixar de falar

Antes de me casar li no manual do curso que fizemos preparatório para casamentos, que nem todos os assuntos ou problemas devem ser dados atenção, procure reclamar daquilo que realmente lhe ofendeu.

8. Parar para caminhar ao lado

Alguns casais com o tempo deixam de se preocupar em andar juntos, um ao lado do outro. Espere, não deixe quem está com você para trás, você faz isso com todas as pessoas com quem convive?

9. Segurar firme sua mão

O suave aperto de mão, ao segurar um a mão do outro, indica que estão unidos, juntos, que podem contar um com o outro, segure-se em mim e vamos passar por isso!

10. Uma carícia na hora do jantar

Aquele jeitinho que só você sabe dar carinho da maneira com que ele ou ela gosta.

11. Aquela brincadeira sem graça

Pode ser sem graça, mas se um dia você deixar de praticar e decidir nunca mais brincar, a vida a dois pode se tornar pesada demais, brinquem, riam das besteiras suas e dos outros.

12. Um abraço apertado mesmo magoado

Exerço com muita frequência esse exercício que vou lhes ensinar: Prefiro, todos os dias ter paz do que ter razão, e não espero que o outro me procure para que eu possa ser feliz ao seu lado, o procuro porque eu quero, porque eu desejo e simplesmente faço, um dia a menos de briga e assim sucessivamente.

13. Aconchegar-se na hora de dormir

Aquele jeitinho particular de cada casal de fazer seu ninho para dormir agarradinhos. Evite dormir brigado, resolva suas questões antes de dormir, assim não permitirá que sejam plantadas novas ervas daninhas em sua mente.

Pratique essas ações, gentileza gera gentileza, e amor floresce em muito mais amor!

Valorize os momentos e segundos da sua vida simples e amorosa. Procure lembrar em ser mais grato ao outro por tudo que já fez, ao invés de somente cobrar pelo que deixou de fazer.

Fonte indicada: Família

O sangue nos faz parentes, a lealdade nos torna uma família

O sangue nos faz parentes, a lealdade nos torna uma família

Todo mundo tem uma família. Ter uma é algo fácil: todos nós temos uma origem e raízes. Entretanto, mantê-la e saber como construí-la, alimentando o vínculo diariamente para conseguir que ela se mantenha unida, já é uma outra questão.

Todos nós dispomos de mãe, pais, irmãos, tios… Às vezes de grandes núcleos familiares com membros que, possivelmente, já deixamos de ver e com quem não convivemos. Precisamos nos sentir culpados por isso?

A verdade é que, às vezes, sentimos uma certa obrigação “moral” de nos darmos bem com aquele primo com quem compartilhamos pouquíssimos interesses, e que tantos desprazeres nos causou ao longo de nossa vida. Pode ser que o sangue nos una, mas a vida não nos encaixa com nenhuma peça, então nos afastarmos ou mantermos um relacionamento justo e pontual não deve ser motivo de nenhum trauma.

Porém, o que acontece quando falamos dessa família mais próxima? De nossos pais ou irmãos?

O vínculo vai além do sangue

Chegamos a este mundo como se tivéssemos caído de uma chaminé. Neste momento, nos vemos unidos a uma série de pessoas com as quais compartilhamos o sangue e os genes. Uma família que nos fará caber em seus mundos particulares, em seus modelos educativos, que tentarão inculcar seus valores, mais ou menos certos…

Às vezes, tende-se a pensar que ser família supõe compartilhar algo além do sangue ou mesmo uma árvore genealógica. Há quem, quase de forma inconsciente, acredita que um filho deve ter os mesmos valores dos pais, compartilhar uma mesma ideologia e ter um padrão de comportamento semelhante.

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Há pais e mães que se surpreendem por ver o quão diferentes os irmãos podem ser entre si… Como pode ser assim se são todos filhos de um mesmo ventre? É como se dentro do núcleo familiar tivesse que existir uma harmonia explícita, onde não existem excessivas diferenças, onde ninguém deve sair do “padrão” e tudo está controlado e em ordem.

Entretanto, algo que devemos saber claramente é que nossa personalidade não é 100% transmitida geneticamente; podem ser herdadas algumas características e, sem dúvidas, ao viver num entorno compartilhado iremos compartilhar uma série de dimensões. Mas os filhos não são moldes dos pais, e os pais nunca vão conseguir que os filhos sejam como suas expectativas querem.

A personalidade é dinâmica, é construída no dia a dia e não atende às barreiras que, às vezes, os pais ou as mães tentam impor. É aí que, muitas vezes, aparecem os habituais desapontamentos, as “colisões”, as desavenças…

Para criar uma ligação forte e segura a nível familiar, devem ser respeitadas as diferenças, promover a independência ao mesmo tempo que a segurança. É preciso respeitar a essência de cada pessoa em sua maravilhosa individualidade, sem colocar muros, sem censurar cada palavra e comportamento…

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Segredos de famílias que vivem em harmonia

Às vezes, muitos pais veem como seus filhos se afastam do lar familiar sem estabelecer mais contato. Há irmãos que deixam de se falar e famílias que veem quantas cadeiras vazias jazem no silêncio da sala de casa.

A que se deve isso? Está claro que cada família é um mundo, um micromundo com suas regras, suas crenças e, também, com as cortinas abaixadas onde só elas mesmas sabem o que aconteceu no passado, e como se vive no presente.

Entretanto, podemos falar disso baseados em alguns eixos básicos que devem nos fazer refletir.

– A educação tem como a finalidade dar ao mundo pessoas seguras de si mesmas, capazes e independentes, para que possam alcançar sua felicidade, e, por sua vez, saibam oferecê-la aos demais.  Como se consegue isso? Oferecendo um amor sincero que não impõe e que não controla. Um carinho que não censura como alguém é, pensa ou age.

 Não devemos responsabilizar sempre os demais pelo que acontece com a gente. Não é necessário culpar a mãe ou o pai por ainda hoje em dia, você se sentir insegura e incapaz de fazer determinadas coisas. Ou aquele irmão que, talvez, sempre foi melhor atendido ou cuidado do que nós mesmos.

Está claro que, na hora de educar, sempre são cometidos alguns erros. Mas nós também devemos ter o controle de nossa vida e saber reagir, ter voz, e saber dizer “não”, e acreditar que somos capazes de empreender novos projetos com segurança e maturidade, novos sonhos sem sermos escravos das lembranças familiares do ontem.

Ser família NÃO supõe compartilhar sempre as mesmas opiniões e os mesmos pontos de vista. E nem por isso devemos julgar, censurar e, menos ainda, desprezar. Comportamentos como estes criam distâncias e fazem que, no dia a dia, encontremos maior lealdade nos amigos do que na família.

– Às vezes, temos a “obrigação moral” de ter que continuar mantendo contato com parentes que nos fazem mal, que nos incomodam, que nos censuram. São família, não cabe dúvida, mas devemos ter em conta que o que importa de verdade nessa vida é ser feliz e ter um equilíbrio interno. Uma paz interior. Se estes ou aqueles familiares prejudicam nossos direitos, devemos impor distância.

A maior virtude de uma família é aceitar a si e aos outros tal e como são, em harmonia, com carinho e respeito.contioutra.com - O sangue nos faz parentes, a lealdade nos torna uma família

Texto original em espanhol de Valeria Sabater.

Fonte indicada: A mente é maravilhosa

Nem tão cigarra, nem tão formiga. A dose certa para desfrutar!

Nem tão cigarra, nem tão formiga. A dose certa para desfrutar!

Estava aqui pensando numa forma de amenizar a carga dessas protagonistas da fábula, já que, embora tendo êxito, a formiga se matava de trabalhar, e, durante um período grande, era só que fazia.

E um monte de nós faz exatamente do mesmo jeito, prevendo os mais tenebrosos futuros, catástrofes e apocalipses que nunca virão.

É preciso dosar. Nosso passado dá um tom para o nosso futuro, mas não pode ser o comandante deste barco. Quem de nós nunca passou um sufoco, temendo um amanhã incerto, aquela noite de angústias por não ter no que se agarrar? Isso é horrível e quem dera pudéssemos pular essa parte, ou ao menos esquecer. Mas a vida não se resume somente a prevermos os momentos mais duros e estocarmos incessantemente o que julgamos ser vital para sobreviver.

Se for para pensar dessa forma, aí vai uma reflexão: Numa situação extrema, quem de nós conseguirá se fechar junto com suas conquistas e deixar um irmão, um amigo, um semelhante seu desprovido do essencial? De que adianta ser uma formiga egoísta, se for para passar o inverno condenada à solidão e à mesquinharia?

E a cigarra? A pobre infeliz que provavelmente cantava e cantava para espantar seus medos, para não demonstrar que quase nenhuma habilidade tinha, a não ser cantar? É certo que ela nem tentou, como muitas vezes nós fazemos. Se há alguém fazendo por nós, por que não sair e cantar?

Eu não gosto de ser formiga, embora me identifique mais com ela. Tampouco me agradaria ser cigarra, pois em pouco tempo o tédio me mataria.

Na minha fábula pessoal, sempre que eu estiver muito formiga, que me cutuque uma cigarra, que me convide a cantar.

E, naquela fase cigarra, indolente e preguiçosa, que apareça uma formiga e me tire da inércia, do eterno e etéreo desfrute, que me convide a construir algo comum.

E que isso seja recíproco, de modo que a “moral da estória”, seja uma troca interessante de valores e vivências. Quando não nos completamos, não desfrutamos.

Minha mãe não sai do Facebook

Minha mãe não sai do Facebook

O título do meu artigo de hoje foi sugestão de um grande amigo que, ao responder à minha pergunta sobre quais temas poderiam repercutir, me disse:

-Escreve sobre a relação da terceira idade com as redes sociais! A minha mãe não sai do Facebook.

E eu respondi:

-A minha também não.

Estive no litoral no último feriado com minha família e, enquanto meu marido brincava com nosso filho no mar, eu, que não posso me expor ao sol, estava sentada na sombra fazendo o de sempre: observando gente com os trinta e poucos por cento de visão que dizem que eu tenho.

Um homem de mais de sessenta anos estava sentado à minha frente tirando fotos de si mesmo. E ali estava o tão famoso selfie dominando alguém que nasceu na década de quarenta. Ele mudava a posição da câmera e também do rosto, procurando o melhor ângulo (como todos nós fazemos). Acredito que tenha tirado umas vinte fotos pelo menos. Depois passou a manusear o aparelho como se procurasse a foto que mais lhe agradou. Talvez ele tenha usado os filtros, ou não, mas era certo que iria postar a foto no Facebook ou no Instagram, ou ainda enviá-la para um buraco negro sem fim chamado Whatsapp.

Minha mãe ainda não usa os filtros (eu acho), mas entra diariamente no Facebook. Participa de alguns grupos de Whatsapp e acredito que seja difícil para ela hoje em dia imaginar-se longe da tecnologia sem a qual ela viveu por uns sessenta anos. Quando a vejo conectada e vejo o quanto ela se empolga com cada amiga que revê e que consegue agora manter contato, quanto vejo que ela consegue ficar mais perto dos filhos, visto que eu e meus irmãos moramos fora de Limeira e quanto vejo que ela passou a ter mais informações do que antes eu fico feliz por ela ter se conectado. Acredito que, numa avaliação final, a tecnologia termine com saldo positivo.

Enquanto eu tive contato com a internet aos vinte anos de idade, minha mãe passou a vida longe dela. Ela criou os filhos, viajou com a família, foi ao supermercado, passeou com a cachorrinha, fez as unhas, o cabelo e foi a muitos casamentos sem nem sequer carregar um aparelho celular na bolsa. Ela viu a mim e aos meus irmãos crescerem sem tirar fotos do nosso dia a dia. Se quisesse escrever o que sentia, teria que arranjar um diário e trancá-lo a sete chaves. Sim, porque houve um tempo no qual não escrevíamos publicamente o que pensávamos como fazemos agora. Quando ela ganhava os presentes do Dia das Mães, ela não os fotografava para postar, porém ela os guarda até hoje.

Minha mãe passou a vida sem dar check in e sem tirar selfie. Se ela quisesse conversar com uma amiga, teria que pegar o telefone (que por muito tempo tinha um fio ligado à parede) e discar os números que tocariam o telefone de outra casa. Um número de telefone era o de toda a família, então, elas teriam que ter bastante sorte para conseguirem se falar. Sem a tecnologia a vida era mais solitária. Na terceira idade a solidão pode ser maléfica, dessa forma, uma vida conectada depois dos sessenta pode ser saudável. Por que não?

Talvez “ter o mundo nas mãos” encante a minha mãe e talvez isso faça com que a mãe do Zé não saia do Facebook. Elas estão maravilhadas. Elas voltam no tempo postando as fotos da época do colégio e do jardim. Conversam, marcam cafés, mostram suas famílias como faziam antes com as pequenas fotos que tinham dentro da carteira e que só podiam ser mostradas se encontrassem umas às outras no supermercado ou na sala de espera do consultório médico. Elas são jovens de novo. O tempo não existe para o que sentimos. Elas fofocam com as amigas, se entristecem com pedidos de amizade não aceitos, especulam a vida dos outros, se chateiam com não curtidas e com não comentadas em suas postagens – tal qual era na adolescência. Tudo tão humano não é mesmo?

Elas compartilham as tragédias, acreditam piamente em tudo que leem e ficam bravas conosco (os filhos) quando mostramos “que não é bem assim”. Elas erram ao digitar e ao postar, vivem nos pedindo ajuda e não querem que fiquemos fuçando no celular delas. Acho tudo muito divertido.

Foi bonito ver o homem de cabelos grisalhos tirando selfie na praia porque ninguém, absolutamente ninguém publica uma foto de si mesmo que não lhe esteja agradando. Ele ainda gosta de si mesmo! É bonito ver que minha mãe, a mãe do Zé e todas as jovens de mais de sessenta dominaram a tecnologia. Antes havia o crochê, a costura, os livros – todos deliciosos – porém muitas vezes solitários. Hoje há também o Facebook. Que ele possa se intercalar entre a leitura e os trabalhos manuais e que traga alegria a quem passou a vida desconectado, já que hoje isso é cada vez menos possível.

Não deixe para amanhã o que você pode deixar para lá

Não deixe para amanhã o que você pode deixar para lá

“Ficarmos remoendo, passivamente, o que fizemos ou não, o que fizeram conosco, o que dissemos ou deixamos de dizer, os amores que se perderam, o que não foi mas deveria, sem digerir tudo isso em favor de nosso ir em frente, apenas servirá como peso catalisador de tristeza sem fim. E gente triste não avança, não compartilha, não cresce nem encontra o novo, o recomeço.”

Muito já se disse e se escreveu sobre a necessidade de nos desapegarmos de tudo o que não faz mais sentido em nossas vidas e, mesmo assim, continuamos acumulando bagagens inúteis e que emperram o fluxo de nosso caminhar. Retemos dentro de nós mágoas, ressentimentos, utopias, promessas vazias, alimentando o que já se foi em vão. Temos, em vez disso, que aprender a jogar fora o que está obstruindo o nosso respirar, sem titubear.

Assim como os ambientes ficam intransitáveis, quando lotados de quinquilharias, nossos sentidos também não conseguem se renovar, se perdidos em meio a sentimentos negativos guardados dentro de nós. Por mais que seja difícil, é preciso deixar que as coisas vão embora e saiam de nós, para que possamos deixar nosso caminho livre para receber novidades que nos acrescentarão em todos os aspectos.

É preciso ter discernimento para saber o que merece ser mantido guardado conosco a sete chaves e o que deve ser deixado para trás, longe de nossas vidas, distante de nossa alma. Ficarmos remoendo, passivamente, o que fizemos ou não, o que fizeram conosco, o que dissemos ou deixamos de dizer, os amores que se perderam, o que não foi mas deveria, sem digerir tudo isso em favor de nosso ir em frente, apenas servirá como peso catalisador de tristeza sem fim. E gente triste não avança, não compartilha, não cresce nem encontra o novo, o recomeço.

Nossa felicidade também depende dos reveses que nos vitimam, para que se torne ainda mais especial quando se instala em nossas vidas. Todas as dificuldades por que passamos ajudam-nos a sorver os momentos felizes com mais intensidade e clareza, pois, tendo experimentado o gosto amargo da vida, seremos mais fortemente impelidos a buscar o sabor doce que os momentos certos e as pessoas amadas trazem consigo. Estaremos, então, prontos para agendarmos compromissos com tudo aquilo que nos ajudará a buscar a felicidade, desmarcando possíveis desencontros inúteis.

Gastamos muita energia à toa com gente que não nos ama, com coisas de que não precisamos, com sentimentos que só nos atrasam o enriquecimento pessoal. Em contrapartida, perdemos a chance de encontrar pessoas que nos amarão de verdade, de cultivar sentimentos positivos e edificantes, de contemplar a beleza do mundo ao nosso redor, enfim, deixamos escapar a felicidade que se encontra ao nosso dispor, todos os dias.

Não podemos deixar de nos importar com tudo e com todos, adotando uma postura fria e distante, para evitarmos o acúmulo de tranqueiras emocionais. Da mesma forma, não basta negar e enterrar o que de ruim nos acontece, sem o enfrentamento necessário daquilo tudo, para que não haja pendências. Devemos, sim, lidar com toda a nossa bagagem, corajosamente, libertando-nos de amarras vãs, de pesos inúteis, de lembranças doloridas, pois somente assim estaremos inteiramente prontos para receber o melhor que a vida nos reserva. E, acredite, tem muita coisa boa reservada para cada um de nós.

Justino, uma emocionante mensagem de natal

Justino, uma emocionante mensagem de natal

E foi dada a largada para os comerciais de Natal. Uma surpresa foi um anúncio feito para divulgar o prêmio “El Gordo”, uma espécie de aposta coletiva (vulgo bolão de Natal),  da Loteria Nacional da Espanha. Criada pela Leo Burnett Madri, a história de Justino, um vigia noturno que trabalha numa fábrica de manequins, é de enternecer o coração.

Por conta do turno, ele nunca consegue interagir com os colegas de trabalho e… é melhor assistir.

Além da animação impecável,  campanha também conta com a página do Facebook criada especialmente para a fábrica de manequins  e o  Instagram de Justino.

Via http://www.updateordie.com/

Não queira curtidas no face, queira beijos na boca

Não queira curtidas no face, queira beijos na boca

Os quinze minutos de fama preconizados por Andy Warhol encontrou terreno propício nas redes virtuais, que vem se tornando a vitrine perfeita para aqueles que buscam o sucesso e a popularidade. E, nessa busca desenfreada por fãs, seguidores e gigabites de curtidas, muitos de nós acabamos fugindo completamente àquilo que realmente somos. Importa, afinal, ter o instagram, o face e o blog lotado de curtidas e visualizações. Se o que se valorizam são os bens materiais, a beleza física e o guarda-roupa comprado em euros, esse deve ser nosso objetivo, haja o que houver, rumo à felicidade que ilusoriamente parece estar presente nisso tudo.

Para atingir esse objetivo, muitos usam de artifícios como a exposição de seus corpos, flashes de uma vida coreografada, frases pontuadas por chavões e palavras de baixo-calão, que são os principais chamarizes de grande parte dos navegantes virtuais. Nada parece interessar mais ao grande público do que o glamour, o corpo malhado, a fila interminável de parceiros, uma atitude hedonista e um discurso calcado no senso comum. Além disso, ser popular tornou-se uma profissão rentosa, pois há quem viva – e muito bem – com os lucros de um blog, de uma comunidade virtual ou de um instagram que agrega merchandising. E, mesmo que não se lucre com isso, a satisfação de ver as curtidas e visualizações se multiplicarem parece valer todo e qualquer esforço.

Boa parte do público virtual é ávido por notícias sensacionalistas envolvendo os rostos midiáticos conhecidos, fotos de viagens e de hotéis cinco estrelas, físicos perfeitos, atitudes descoladas e afirmações de autoajuda. Então, é isso o que os aspirantes à fama irão fotografar; é assim que irão se comportar; é a forma como irão escrever. Se o artista tem de ir aonde o povo está, como diz a canção, então vamos embora, mesmo às custas de que contrariemos tudo ou parte do que acreditamos, mesmo que nos percamos de nós mesmos nesse processo.

O sucesso alheio serve-nos como parâmetro daquilo por que ansiamos, pois é lá que muitos de nós queríamos estar, sob flashes, em meio a badalações, festas e viagens internacionais, por isso as visualizações se avolumam em publicações desse tipo. Além disso, observar o sucesso do outro a uma distância segura, como a que nos separa dos famosos, não nos dói, nem provoca uma inveja tão forte e pungente como a que nos acomete quando somos espectadores do sucesso da pessoa ao lado. Podemos,assim, observar o sucesso de quem não convive conosco sem nos sentirmos diminuídos, sem que se abale nossa autoestima.

Da mesma forma, as notícias sobre os famosos flagrados em atitudes suspeitas ou sofrendo algum revés acabam nos trazendo uma espécie de alívio e resignação, porque então nos certificamos de que todos, sem exceção, estamos sujeitos à dor, ao erro e ao fracasso. É inevitável buscarmos o nosso equilíbrio emocional, em momentos de tempestades, olhando em volta e percebendo que existem situações muito piores do que a que estamos enfrentando naquele momento. E perceber que as ventanias também batem à porta de quem parece ter tudo para ser feliz é ainda mais reconfortante, é nossa felicidade clandestina, como diria Clarice Lispector.

Não há nada de errado em querer brilhar na vida por meio da fama e da popularidade, pois cada um que procure ser feliz à sua maneira; o problema é a forma como se busca atingir esse objetivo. É perigoso agir sem ponderação em todos os setores de nossas vidas, e ainda mais perigoso quando estamos nos lançando à exposição sem filtro e sem edição da rede virtual, pois não conseguimos deletar o que já foi publicado e divulgado na internet. Muitas vezes, só percebemos que erramos quando a situação já alcançou proporções gigantescas e nada mais pode ser feito – infelizmente, o print nos torna impotentes frente ao erro cometido.

Essa busca pelo sucesso na rede é por demais sedutora e pode acabar nos levando ao distanciamento de quem somos, de nossas crenças e valores, deslocando-nos de nossa essência. Escrever, alimentar-se, viajar, vestir-se, relacionar-se e expressar-se, pautando-nos tão somente por aquilo que o público curte, compartilha e segue, à revelia do que nós mesmos curtiríamos e seguiríamos, acabará, em algum momento, nos incomodando e machucando nossos sentidos. Ninguém pode ser capaz de sustentar uma mentira por muito tempo, sem sucumbir ao caos emocional que isso provoca.

Precisamos, no entanto, ter consciência de que sermos corajosos o bastante para viver respirando nossas próprias verdades poderá nos relegar ao anonimato, limitando o alcance de nossas ações e a quantidade de curtidas e compartilhamentos em nossos murais, como se fôssemos menos importantes, como se estivéssemos cerceando nossas potencialidades, o que quase nunca corresponde à realidade. Porque um viver sincero, ainda que compartilhado por poucos, estará nos conectando a quem realmente se importa conosco, a quem nos conhece e nos ama em tudo de bom e mau que temos a oferecer. Estaremos então cercados por quem não desistiu de nós e permaneceu ao nosso lado. E essa aceitação, ainda que proporcionalmente ínfima em comparação à do público virtual, é vital no fortalecimento de nossa identidade, no autodescobrimento diário a que nos lançamos. Lá no fim de nossa jornada, afinal, permaneceremos vivos e presentes exatamente na memória desses poucos fãs verdadeiros, que sorriram e choraram uma vida inteira ao nosso lado.

Algumas razões para fazer psicoterapia

Algumas razões para fazer psicoterapia

Apesar de infinitos os motivos pelas quais sofremos emocionalmente, eis algumas razões para procurar a ajuda de um psicoterapeuta.

-DIFICULDADES NOS RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS.

Seja nas relações sociais, afetivas, profissionais ou familiares, um entrave gera sofrimento e outras perdas. O ser humano é uma espécie que nasceu para viver “em bando”. Inabilidade em se relacionar causa sofrimento, seja pelo isolamento ou pela inadequação de um comportamento, por exemplo, agressivo. As dificuldades nos relacionamentos afetam o desempenho, na escola, no trabalho, na vida em geral. Não relacionar-se impede a nossa evolução em todos os aspectos. Durante o processo de psicoterapia, podemos observar mais detalhadamente cada uma das nossas relações e entender porque algumas delas falham. É comum pessoas nos procurarem por dificuldades de relacionamento afetivo, por exemplo, e vivenciar uma grande evolução durante o processo.

-TRANSTORNOS PSICOLÓGICOS.

Comportamentos depressivos, ansiosos, fóbicos, além das crises de pânico e transtornos alimentares como anorexia e bulimia também são indícios de que se precisa de ajuda profissional. Essas são as principais doenças que afetam a sociedade atualmente, e devem ser tratadas com acompanhamento psiquiátrico e psicoterapia, por isso devem ser muito bem diagnosticadas. O bom psicoterapeuta é o que sabe encaminhar ao psiquiatra e vice versa. É preciso ter muita atenção ao diagnóstico. Transtorno de Ansiedade Generalizado (TAG), Síndrome do Pânico, Depressão e Transtornos Alimentares são exemplos de doenças com causas físicas (desequilíbrio em produção de hormônios) e emocionais – por isso é preciso atuar em ambos os pontos.

-STRESS PÓS-TRAUMÁTICO.

São caracterizado por traumas emocionais agudos causados pela vivência de situações como: perda de um ente querido, acidentes de qualquer espécie, assaltos ou qualquer tipo de exposição à violência; entre outros eventos. As reações podem ser as mais variadas, e muitas vezes são físicas, mas a principal delas é o medo de voltar ás atividades da vida diária. Todo reação fóbica (de medo), resulta em fuga/esquiva, por isso é preciso buscar ajuda, ou corre-se o risco de nunca mais conseguir retomar a rotina. Um trauma pode permanecer por toda a vida caso não seja superado – a psicoterapia atua exatamente na superação do mesmo. Nesses casos também existe a necessidade de encaminhar para acompanhamento médico. Importante lembrar, não só esse, mas todos os quadros de stress indicam necessidade de psicoterapia.

-AUTOCONHECIMENTO.

Entender-se e descobrir-se faz de cada um de nós pessoas melhores. Lapidar conceitos sobre si mesmo, melhorar a autoestima e a autoimagem nos fazem mais felizes. Conhecer e aceitar nossas características físicas ou nossa opção sexual, por exemplo, são etapas importantes para nos tornarmos maduros emocionalmente. A não aceitação de si mesmo é receita de fracasso em qualquer quesito da nossa vida. Evoluir e buscar o que se quer é uma obrigação tão grande quanto cuidar da saúde física. A psicoterapia é um processo de desvendar-se, é superar os obstáculos criados muitas vezes por nós mesmos.
Termino com a frase que mais gosto de um grande homem, conhecido como o pai da psicanálise, por quem nutro profundo respeito: “NO DIA EM QUE A VONTADE FOR MAIOR QUE O MEDO DE MUDAR, A PESSOA MUDA!” – só procure um psicoterapeuta se estiver disposto a mudar – para melhor!

Meu mundo por um elogio!

Meu mundo por um elogio!

Quem não gosta de um elogio, de reconhecimento, de um bom destaque? É uma sensação deliciosa, não se deve negar.

Mas, esse é um terreno perigoso que pode embriagar e viciar, principalmente se não soubermos reconhecer por nós mesmos o valor de nossas qualidades,  seja lá por qual razão, pois que são diversas e nos espreitam por todos os cantos, tentando entrar: inseguranças, comparações, concorrências, competições, vaidades, rejeições e toda a sorte de aniquiladores do reconhecimento genuíno.

Somos legítimos quando reconhecemos, ou pelo menos desconfiamos de nossas qualidades e defeitos. Somos imperfeitos e também livres, porque é pública e acessível a nossa lista de prós e contras.

Somos forjados quando queremos e precisamos viver somente de elogios e falsas afirmações, quando lutamos por espaços que não nos pertencem, quando somos vaidosos a ponto de anular o outro somente para garantir um destaque e fama.

Essa é uma via do perigo, e ainda existe outra, da qual podemos nem nos dar conta, que é a manipulação que sofremos para obter os louros que tanto queremos. Nos vendemos, muitas vezes nos liquidamos, e quem compra, por tão pouco, também pouco valor nos atribui. Pinta o cenário com as cores que sonhamos mas nos manipula como bem desejar. Nos alimenta o ego e mata de fome a alma. E tudo por uma afirmação externa, a mesma que não somos capazes de sustentar sozinhos.

  • Você vai sair desse jeito? Não deveria se arrumar um pouco mais?
  • Preciso repetir o que acabei de falar? Como você não entende? Perdeu a inteligência?
  • Seu trabalho poderia ser melhor!
  • Sua comida não me agrada, seu perfume me enjoa, seu andar é esquisito…

Exemplos… alguns… o suficiente para muita gente se descaracterizar por completo e lutar desesperadamente para ser o padrão do outro, para obter os elogios de que tanto precisa e se sentir pertencendo a alguma coisa. Coisa alguma.

Mas como nada a ferro e fogo se justifica, muitas criticas são justas e devem ser aproveitadas.  Já outras, as nocivas,  talvez seja melhor ficar com elas como experiência e mandar para longe quem as fez, assim como os elogios vazios.

Em todos os casos, é preferível sempre um reconhecimento duro do que um elogio frívolo. Não é preciso, não é necessário, não é vantagem, não alimenta.

Na dúvida,  seja gentil. Não elogie à toa, não critique sem razão.

Estes 7 hobbies deixam seu cérebro mais rápido e inteligente. Você pratica algum deles?

Estes 7 hobbies deixam seu cérebro mais rápido e inteligente. Você pratica algum deles?

Todas as partes do nosso corpo envelhecem, inclusive o cérebro. Entretanto, neurocientistas descobriram que é possível atrasar esse processo.

Em alguns casos, é possível até reverter o envelhecimento do cérebro através de atividades específicas.

Um dos melhores jeitos de fazer isso é através de hobbies, ou seja, atividades que nos deem prazer. Aqui estão 7 exemplos que a ciência destaca.

1. Leia qualquer coisa que você goste

Não importa se você gosta de jornais ou prefere histórias em quadrinhos.

Ler estimula o crescimento de neurônios à medida em que nós absorvemos informações. Isso porque a leitura ativa partes do cérebro ligadas à resolução de problemas, identificação de padrões e interpretação de linguagem e sentimentos.

Além disso, ler estimula a memória. E até mesmo quem lê muito rápido tem benefícios: a leitura dinâmica ajuda a aumentar as sinapses, já que o cérebro precisa processar informações rapidamente.

Quanta coisa, né?

E olha que boa notícia: enquanto você lê este texto, seu cérebro já está ficando um pouquinho mais jovem. 🙂

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2. Aprenda a tocar um instrumento musical

Tocar um instrumento aumenta o volume de matéria cinzenta e faz conexões neurais entre os dois hemisférios do cérebro.

Por esta razão, o aprendizado musical precoce permite que as crianças melhorem em diversos aspectos, da matemática ao desenvolvimento de pesquisas.

De uns tempos para cá, os cientistas têm percebido que os benefícios não são só para as crianças. Adultos de todas as idades podem evoluir com a música.

E não se preocupe se você não quer tocar violão, teclado, saxofone ou bateria. A voz também é um instrumento e qualquer pessoa pode praticar.

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3. Pratique exercícios regularmente

Atividades físicas produzem a proteína BDNF na corrente sanguínea.

Como o sangue viaja através do cérebro, as células absorvem esta proteína que é responsável pelo aumento de memória e foco.

Uma das experiências mais interessantes nesse sentido foi um teste de memória aplicado em dois grupos. Um grupo se exercitou antes do teste e o outro não.

Os resultados do teste do grupo que se exercitou foram esmagadoramente melhores. Os participantes foram capazes de se concentrar nas fotos e lembrar delas após um momento de espera.

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4. Aprenda um novo idioma

Várias áreas do cérebro são usadas para entender um som, dar significado a ele e formular uma resposta.

Pessoas bilíngues têm mais massa cinzenta na área responsável por idiomas e desenvolvem a habilidade de se concentrar em mais de uma tarefa ao mesmo tempo.

Em experimentos, mais uma vez os cientistas começaram observando as crianças. Aquelas que cresceram falando mais de um idioma em casa ou na escola mostraram mais atividade nas partes do cérebro ligadas ao raciocínio,planejamento e memória.

E, novamente, as pesquisas atuais apontam que esses benefícios se aplicam a pessoas de qualquer idade.

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5. Aposte na aprendizagem “cumulativa”

Aprendizagem cumulativa é definida como o processo de adicionar novas camadas de informações sobre algo que já sabemos.

Difícil de entender? Bom, aí vai um exemplo bem prático: a matemática.

Nela, crianças aprendem primeiro as operações fundamentais. Em seguida, aprendem como usar essas operações para resolver problemas. Depois aprendem álgebra, e assim por diante.

As pesquisas mostram que se a gente continuar exercitando essas aprendizagens, podemos aguçar a memória, melhorar nossa resolução de problemas e evoluir nas atividades relacionadas à linguagem.

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6. Exercite seu cérebro com jogos e quebra-cabeças

Nosso cérebro é muito semelhante a computadores e músculos.

Quanto mais informações inserimos nele, mais funções ele pode realizar. E quanto mais ele é exercitado, mais forte fica.

Inclusive, “plasticidade cerebral” é um termo usado para se referir às novas conexões que são continuamente criadas quando nos forçamos a absorver informações, raciocinar e lembrar de algo.

Palavras cruzadas, atividades de pensamento dedutivo, jogos estratégicos como o xadrez ou até mesmo alguns jogos de vídeo, forçam o cérebro a receber novas informações e fazer novas conexões.

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7. Pratique meditação ou yoga

Meditação já deixou de ser vista como “aquilo que os budistas ou monges fazem”.

A ciência mostra que quem medita tem mais foco e controle sobre os pensamentos, mesmo quando não está meditando.

Nos idosos, a meditação ajuda a manter uma quantidade maior de massa cinzenta. Já as crianças que têm problemas de comportamento costumam melhorar bastante quando começam a meditar.

Pelo jeito, a meditação é ótima para todas as idades. Inclusive, já mostramosneste post o que acontece no cérebro de quem medita. Os benefícios são inúmeros!

Aliás, todos os 7 hobbies que citamos são fáceis de incorporar no dia a dia. E nada melhor do que cuidar do cérebro enquanto você faz algo prazeroso, não é mesmo?

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Fonte: lifehack.org, via Awebic

Onde habita o amor

Onde habita o amor

Um grande amor não tem nada de simples. Quantos eventos aleatórios (ou não) são necessários para nos tornar aptos a experimentar esse amor? Daquele que desafia nossas estruturas solidificadas por inúmeras desilusões e desencontros. Quando percebemos a presença desse amor já não há tempo para usar dos velhos artifícios numa tentativa de descartá-lo. Não conseguimos mais manter as defesas de antes. O nosso coração está irremediavelmente aberto.

A alquimia de um grande amor está na imprevisibilidade de sua origem. Dois seres completamente distintos que se aproximam com o objetivo de se amarem até que a transformação de apenas um deles ou de ambos esteja completa. Essas relações não se resumem apenas a carma ou predestinação. O livre arbítrio está sempre presente. As nossas escolhas irão determinar o momento e o nível da transformação a que seremos submetidos.

Então, como reconhecer a presença desse tipo de amor? Seria o amor descrito nos ensinamentos budistas como incondicional, ou seja, aquele no qual se pensa primeiro na felicidade do outro? Essa seria a essência do amor não egoísta. Ou, seria um amor que corre nas veias, como o descrito em uma das poesias de Rumi? Tão visceral que se apossa de tudo. Até mesmo das palavras.

Um grande amor, no mínimo, deveria nos fazer sentir como se estivéssemos em nossa casa. Cada canto protegendo nossa história de amor. Cada objeto guardando nossas memórias. Cada visita honrando nossa escolha de estarmos juntos. Cada reforma expondo nossa transformação interior. Cada filho revelando nossa fé. Cada mudança de casa desafiando o nosso apego.

Seria algo que poderia ser descrito assim: “Abrimos a porta. Tiramos o sapato com um suspiro de alívio. Andamos descalços. Sentimos necessidade de abrir as janelas. Resgatamos aos poucos quem somos sem máscaras ou julgamentos. Soltamos o cabelo. Afrouxamos a gravata. Queremos liberdade das amarras que nós mesmos criamos. Beliscamos algo ainda de pé. Cantamos alguma música que ouvimos no caminho.

Repetimos o refrão até cansar. Ficamos na penumbra. Esperamos o pôr do sol. Honramos nosso pequeno altar. Acedemos velas perfumadas. Sentimos alegria nesses pequenos rituais. Conhecemos cada canto. Sabemos como fazer funcionar o que apresenta defeito. Aproveitamos as sobras do almoço. Guardamos o que é importante. Descartamos o lixo. Planejamos uma reforma. Vamos deitar cansados. Estamos juntos novamente. Seguros em nosso lar”.

Que todos os seres tenham a experiência de um grande amor. Que todos os seres sejam transformados pela força poderosa do amor. Que todos os seres possam se sentir verdadeiramente em casa.

Solidão dá um tempo e vá saindo

Solidão dá um tempo e vá saindo

Há dias mansos, dias calmos, cheios de uma introspecção serena nos quais nos reservamos para nós. São dias de revermos o passado, de juntarmos livros, de desdobrarmos roupas e retirá-las do armário. Neles experimentamos broches de família e escrevemos com canetas antigas. São dias nos quais marcamos horário conosco. São dias nos quais, apesar de solitários, a solidão tristonha não tem vez, pois nós nos bastamos.

Nesses dias somos tudo o que precisamos ser. Neles passamos felizes um bom tempo ao nosso lado, sem hora para nos despedirmos, sem hora para dizermos que o mundo nos chama.

Nesses dias crescemos ao olharmos nossos planos e avaliarmos, carinhosos, se estamos seguindo de maneira a alcançá-los. Esses são dias especiais nos quais nos voltamos mansos para nossas escolhas. São dias nos quais saímos à caça de nosso propósito e aprumamos o corpo para seguirmos animados em frente.

A solidão boa nos leva pelo braço e nos ensina novas formas de tentarmos o que já foi tentado antes. Ela deixa que descansemos calados dentro dos nossos sonhos e permite que leiamos em um olhar a beleza de um momento.

A solidão bonita permite que contemplemos a beleza das estrelas que caem do céu em uma noite escura e nos ajuda a empostar a voz quando cantarolamos alguma canção. Ela é uma professora que nos ensina muito sobre nós.

Os dias calmos e serenos que nos levam de encontro a nós são sublimes, recheados de uma solidão benéfica, mas os desdenhosos cheios de um vazio silencioso são angustiantes. Eles são repletos de uma outra solidão, uma solidão mesquinha com a qual não devemos criar laços, na qual não devemos nos aninhar.

Esses dias tristes, revestidos de uma garoa fina, de um desconforto latente que não nos deixa ficar em paz, são dias reticentes nos quais não nos encontramos. São dias rasos, cheios de desalentos nos quais ninguém quer estar, nem mesmo nós. São dias nos quais nos sentimos pequenos e sozinhos, onde não há espaço para mais nada além de uma solidão pesarosa e sentida. Essa solidão não carrega o anseio feliz dos que se bastam, é uma solidão catatônica, isenta de qualquer enlevo, chata e desdenhosa. É uma solidão que nos nega a companhia de um bom filme, de um livro especial e até mesmo de um pensamento amigo.

Ao fazermos um convite para nossa própria companhia devemos nos atentar para não endereçarmos o mesmo para a solidão errada, para aquela que chega sem pedir licença e só vai embora quando quer.

Para a solidão errada não devemos nem mesmo dizer oi e se ela por ventura chegar com ou sem convite e adentrar nosso mundo, que nós sejamos fortes o bastante para mandarmos ela para longe, dizendo em alto e bom tom que ela não pode e nem deve ficar, que aceitamos ao nosso lado apenas a solidão contemplativa e benéfica que chega e parte respeitosa, deixando-nos iluminados e fortes, repletos de nós.

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(Imagem de capa Meramente Ilustrativa)

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