13 filmes para se emocionar

13 filmes para se emocionar

1- À PROCURA DA FELICIDADE – 2007

Chris Gardner (Will Smith) é um pai de família que enfrenta sérios problemas financeiros. Apesar de todas as tentativas em manter a família unida, sua esposa, decide partir. Chris agora é pai solteiro e precisa cuidar de Christopher, seu filho de apenas 5 anos. Ele tenta usar sua habilidade como vendedor para conseguir um emprego melhor, mas seus planos não dão certo. Prepare-se para se emocionar – e chorar- com esta história de amor entre pai e filho
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2- AMOR ALÉM DA VIDA – 1998

Chris Nielsen (Robin Williams), Annie (Annabella Sciorra), sua esposa, e os filhos do casal formavam uma família feliz. Mas os jovens morrem em um acidente e o casal fica desesperado. Annie entra em depressão e está quase se recuperando quando Chris também morre. Apesar da tragédia familiar, o filme é muito bonito e nos permite refletir sobre a existência da vida após a morte

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3- À ESPERA DE UM MILAGRE – 1999

Paul Edgecomb (Tom Hanks) é o chefe de guarda da prisão, que tem John Coffey (Michael Clarke Duncan) como um de seus prisioneiros. Aos poucos, desenvolve-se entre eles uma relação incomum, baseada na descoberta de que o prisioneiro possui um dom mágico que é, ao mesmo tempo, misterioso e milagroso. O filme é envolvente e encantador
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4- PEQUENA MISS SUNSHINE – 2006

Dizem que toda família tem seus dramas. Só mudam os endereços. No caso dos Hoover, os problemas são cômicos, como também o amor e a solidariedade que os une, já que passam quase todo o filme dentro de uma Kombi. A viagem tem um motivo: levar a caçula Olive (Abigail Breslin) para participar de um concurso de beleza. Detalhe: a garota não se encaixa nos padrões estéticos vigentes. Uma maneira bem-humorada de criticar a sociedade americana, abordando temas como a obstinação pelo sucesso e a velhice

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5- NÃO SE MOVA – 2004

Um amor improvável, proibido e autêntico. Assim é o sentimento que une o cirurgião Timoteo (Sergio Castellitto) e Itália (Penélope Cruz). Sabemos do romance quando a filha do médico sofre um acidente e só resta a ele esperar pelo fim da cirurgia. Nesse momento, Itália toma os seus pensamentos e, a partir daí, a difícil saga dos amantes é reconstituída. Prepare-se para se emocionar com o encontro de uma mulher machucada pela vida com um homem disposto a amá-la, apesar de suas diferenças sociais

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6- HANAMI – CEREJEIRAS EM FLOR – 2008

A diretora alemã Doris Dörrie aborda o tema da dor provocada pela perda de um ente querido. Trudi (Hannelore Elsner) ouve dos médicos que seu marido, Rudi (Elmar Wepper), tem pouco tempo de vida. Dali em diante, guarda consigo a sentença, evitando compartilhá-la com sua família. Seu desafio é convencer o parceiro, um senhor metódico e ranzinza, a se aventurar numa viagem para longe do cotidiano regrado. Em um segundo plano, emerge outra temática: a relação entre pais e filhos adultos

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7- PATCH ADAMS – 1998

O Amor é Contagioso. Esta é a mensagem que este belo filme passa. Em 1969, após tentar se suicidar, Hunter Adams (Robin Williams) voluntariamente se interna em um sanatório. Ao ajudar outros pacientes, ele descobre que deseja ser médico. Deste modo, sai da instituição e entra na faculdade de medicina. Seus métodos poucos convencionais causam inicialmente espanto, mas aos poucos vai conquistando todos

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8- PARIS, TE AMO – 2006

Quem nunca sonhou em viver um romance na capital francesa? Se você faz parte desse grupo, irá se deliciar com Paris, Te Amo. Mas saiba de antemão que não encontrará aquele monte de clichês relacionados à Cidade Luz. O filme é uma colagem de 18 curtas-metragens dirigidos por grandes cineastas, como Walter Salles e os irmãos Cohen. São histórias de encontros, desencontros, solidão e incomunicabilidade. Uma ótima pedida para se apaixonar por Paris, claro!

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9- FALE COM ELA – 2002

O diretor espanhol Pedro Almodóvar volta sua câmera, dessa vez, para a cumplicidade masculina. Lado a lado, vivendo situações similares, estão Benigno (Javier Cámara), um jovem enfermeiro, e Marco (Dario Grandinetti), escritor. Ambos acompanham o calvário de duas mulheres hospitalizadas em estado de coma. Enquanto atravessam esse período de incertezas, tornam-se amigos e confidentes. Benigno, o mais terno, instiga o colega, anestesiado em face da fatalidade, a exercitar sua sensibilidade, na tentativa de aproximar-se de sua esposa. Essa é a deixa para os dois trocarem impressões sobre as mulheres. Para eles, seres complexos e misteriosos. Com isso, o sexo feminino acaba, como sempre, ocupando o centro da narrativa

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10- AMELIA – 2009

Nada como admirarmos a saga de uma pioneira para saírmos do cinema dispostas a conquistar o mundo. É assim que você vai se sentir depois de conhecer a biografia de Amelia Earhart (Hilary Swank), a lendária aviadora que desapareceu enquanto sobrevoava o Oceano Pacífico em 1937. Destemida, ela queria contornar o planeta, depois de ter-se tornado a primeira mulher a fazer a travessia do Oceano Atlântico no comando de um avião. No campo afetivo, Amelia dividiu-se entre dois grandes amores: o marido George Putnam (Richard Gere), relações públicas e magnata do mercado editorial, e o piloto Gene Vidal (Ewan McGregor), amigo de longa data

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11- LEMON TREE – 2008

A sinopse de Lemon Tree prepara o espectador a encarar um filme sobre o conflito entre Israel e Palestina. A surpresa, emocionante, por sinal, é perceber a certa altura o recorte sensível do roteiro: a opressão do feminino por duas culturas machistas. Salma, uma viúva palestina, vê sua plantação de limoeiros ser ameaçada quando o Ministro de Defesa de Israel se muda para a casa ao lado. As árvores, às quais dedica todo seu zelo, colocam a segurança do político em risco. Para que não sejam derrubadas, a protagonista se lança numa batalha judicial. Com o fervor de uma mãe em defesa de seus filhos, ela rompe o silêncio imposto às mulheres e se faz ouvir

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12- MARLEY E EU – 2008

John (Owen Wilson) e Jennifer Grogan (Jennifer Aniston) casaram-se e decidiram começar nova vida em West Palm Beach, na Flórida. Lá eles trabalham, compram um imóvel e enfrentam os desafios de uma vida em conjunto. Indeciso sobre sua capacidade em ser pai, John busca o conselho de seu colega Sebastian (Eric Dane), que sugere que compre um cachorro. Ele aceita a sugestão e adota Marley

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13- SOB O SOL DA TOSCANA – 2003

Depois do divórcio, a vida da escritora Frances (Diane Lane) perde a cor. Mas as luzes da Toscana a aguardam. Ela não sabe disso quando embarca numa excursão para a terra dos girassóis. Do outro lado da tela, saboreamos cada passo da sua jornada de reconstrução. A começar pela compra de uma casa antiga. Após a aquisição, começam seus esforços para se colocar de pé, bem como para restaurar a deteriorada edificação. O medo e a solidão logo são afugentados com a chegada de novos amigos, sabores e amores

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Fonte indicada: M de Mulher

4 razões porque os filhos param de respeitar os pais

4 razões porque os filhos param de respeitar os pais

Por Renata Finholdt

Muitos pais sofrem acreditando que estão criando mal seus filhos e não sabem o que estão fazendo de errado, tampouco como consertar aquela situação. Seus filhos, mesmo sendo pequenos, têm atitudes de desobediência e desrespeito que lhes causam profunda tristeza

Corrigir com algumas palavras mais duras ou colocá-los de castigo por alguns instantes não surtem o efeito necessário para que aquela situação cesse de vez. O ideal é cortar o mal pela raiz, primeiramente mudar as próprias atitudes para que assim os filhos possam ser corrigidos.

De acordo com a experiente Dra. Erica Reischer, psicóloga e terapeuta familiar, algumas das razões pelas quais os filhos deixam de respeitar seus pais, são:

Os pais deixam de prestar atenção em seus filhos e não percebem o comportamento desrespeitoso

Está certo que vida de pai e mãe não é fácil, mas é preciso colocar algumas coisas em ordem de prioridade, e os filhos devem ser um dos primeiros da lista. Talvez seja preciso fazer algum tipo de autoavaliação para verificar como é o seu relacionamento com seus próprios filhos. Você dá atenção necessária todos os dias? Presta atenção não só nas necessidades deles, mas também nas conversas?

Por ignorarem os filhos em prol de algo menos importante, as crianças acabam perdendo o respeito pelos pais e passam a ignorar seus pedidos e ordens. Talvez seja apenas um espelho da maneira como estão sendo tratadas.

Os pais se acostumam com o comportamento de seus filhos

      • Muitos pais não conseguem corrigir seus filhos nas primeiras vezes que eles os tratam desrespeitosamente e a consequência disso é que próximas atitudes semelhantes virão.Lembrem-se, pais, é seu dever cuidar e educar seus filhos. Eles precisam crescer educados e sadios. Quando eles ultrapassarem os limites de uma boa educação a correção de forma pacífica é necessária para que ambos, vocês e eles, não sofram depois.

Os pais não têm certeza de como modificar tal comportamento

Quando seus filhos os tratam com desrespeito qual a melhor atitude a tomar? Cada família com certeza encontrará a melhor resposta, no entanto, o que não pode deixar de ser feito é sinalizar aos pequenos que aquela atitude além de feia é errada. Eles precisam entender isso.

Se vocês ainda não sabem como corrigi-los há sempre a experiência das pessoas mais velhas ou amigos próximos que poderão trazer algum tipo de auxílio para esses casos.

O comportamento não se adapta as suas expectativas de como as crianças devem agir

Muitas vezes criamos em nossa mente falsas ideias de como são as coisas. Uma criança com mau comportamento ou que faz birra no supermercado para que os pais comprem algo que ela quer não está agindo certo, por mais que alguns pais achem isso normal.

A educação deve ser dada às crianças desde ainda bem pequenas. Elas precisam conhecer a palavra respeito e aprender a agir respeitosamente. Não deixe que os pequenos assumam comportamentos ruins imaginando que um dia crescerão e entenderão o que é certo. Isso pode não acontecer e você terá criado um adulto prepotente e mal-educado.

Passem hoje mesmo a analisar suas atitudes em relação aos seus filhos e assumam a posição de educadores para o próprio bem deles.

Fonte indicada: Família

7 atitudes que você precisa abolir da sua vida antes de reclamar da corrupção

7 atitudes que você precisa abolir da sua vida antes de reclamar da corrupção

De acordo com o Dicionário Michaelis, corrupção é a “ação ou efeito de corromper”, também descrita por palavras como decomposição, putrefação, depravação, desmoralização, devassidão, sedução e suborno.

A corrupção é o assunto favorito de discussões: seja em casa, no trabalho ou na mesa do bar, na hora de falar sobre isso todo mundo tem opinião – e, claro, os políticos são sempre os corruptos e culpados pela bagunça toda. A pesquisa Barômetro da Corrupção Global de 2013 mostra que 81% dos brasileiros acreditam que os partidos políticos e seus representantes são extremamente corruptos.

Um ranking realizado pela Transparência Internacional em 2014 mostra que entre 175 países com corrupção, o Brasil ficou em 69ª. Para a classificação, foram dadas notas tomando como base uma escala na qual 0 representava corrupção extrema e 100 transparência total. O Brasil ficou com 43 pontos.

A questão é: ocorre corrupção na política? Ocorre. Mas como mostra a definião doMichaelis, a ação não se restringe a congressos e prefeituras. Nós, como sociedade, também podemos ser corruptos.

Na última terça-feira (24), a página “Quebrando o Tabu” do Facebook compartilhou um vídeo no qual uma mulher denuncia todas as “pequenas formas de corrupção” que cometemos no nosso dia a dia. “O problema está em nós como povo, porque a gente pertence a um país em que a esperteza é uma moeda sempre valorizada”, diz ela. Aquela mesma pesquisa da Transparência Internacional mostra que 81% dos brasileiros acreditam que pessoas ordinárias podem ajudar e têm influência na luta contra a corrupção.

Pensando nisso, nos inspiramos no vídeo do “Quebrando o Tabu” e separamos sete atitudes que têm que ser repensadas antes de reclamarmos da corrupção. Afinal, as pessoas que fazem política um dia já foram gente como a gente, não é mesmo?

Não vale:

-Puxar a televisão a cabo do vizinho.

Legalmente a prática é considerada tanto “delito de furto” quanto “crime de estelionato”. Dados da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura mostram que dos 19,6 milhões de assinantes do serviço, 4,1 milhões possuem conexões clandestinas. As fraudes não geram empregos e nem recolhem impostos e as autoridades dos estados brasileiros estão cada vez mais de olho nesse tipo de crime.

-Fraudar o imposto de renda para pagar menos imposto.

E depois reclamar que falta isso e aquilo no país, falar que na Inglaterra a televisão pública é incrível e no Brasil é sucateada. Segundo a Secretaria da Receita Federal, só em 2013 cerca de 25 mil pessoas foram identificadas com fraude de pensão alimentícia. Isso corresponde a um valor de R$ 375 milhões.

-Jogar lixo irregularmente…para depois reclamar dos esgotos.

Claro que esse serviço poderia melhorar para a sociedade, mas ainda assim, de acordo com dados do Instituto Trata Brasil, “mais de 3,5 milhões de brasileiros, nas 100 maiores cidades do país, despejam esgoto irregularmente, mesmo tendo redes coletoras disponíveis“.

-Reclamar do número de acidentes de carro, mas beber e depois dirigir.

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2015, um quarto dos brasileiros dirige após ter ingerido bebidas alcoólicas. As consequências podem ser terríveis: só em 2014, foram registradas mais de 172 mil internações relacionadas a acidentes de trânsito e uma média de R$ 60 milhões é gasta anualmente com pessoas dependentes do álcool.

-Pegar um atestado médico só para faltar no trabalho.

A criação de um atestado médico falso constitui em um crime. O artigo 302 do Código Penal Brasileiro prevê detenção de um mês a um ano para os profissionais em questão.

-Viajar pela empresa e fraudar as notas fiscais para ficar com mais dinheiro.

 A prática é um crime previsto pelo artigo 1º da lei nº 8.137, cuja pena é uma reclusão de dois a cinco anos com direito a multa.

-Fingir que está dormindo quando entra um idoso no ônibus.

Podemos simplesmente concordar que essa é uma falta de educação universal? De qualquer forma, vale lembrar que a sociedade brasileira tem cada vez mais idosos, número que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deve quadruplicar até 2060. Ou seja, um dia você pode ser um desses idosos. De pé. No ônibus lotado. Reflita.

Vale: 

Assistir novamente ao vídeo maravilhoso do “Quebrando o Tabu” e repensar – e melhorar – nossas atitudes. 

Fonte indicada Revista Galileu

Comportamento suicida.

Comportamento suicida.

O comportamento suicida não é apenas uma resposta lógica a um estresse extremo. O suicídio geralmente é o desfecho trágico de doenças psiquiátricas como os transtornos afetivos, transtornos psicóticos (esquizofrenia) e alcoolismo. Em quase 90% dos casos de suicídio há o diagnóstico de doença mental ou de uso abusivo de substâncias psicoativas. Os transtornos afetivos ou do humor, principalmente os transtornos bipolares e depressão mostram uma grande relação com o suicídio. Mais de 10% das pessoas com depressão tiram a própria vida.

A presença de doenças orgânicas, doenças graves, crônicas ou terminais também podem gerar um preocupante aumento do comportamento suicida. É evidente que a dor, a desesperança, o sofrimento, o sentimento de desamparo e muitas vezes o desespero conduzem estes pacientes a ter a equivocada ideia de que a morte pode ser uma solução para a sua condição.

Existem alguns alertas que podem sinalizar a presença do comportamento suicida. Precisamos estar atentos. São eles:

1 – Frases de alarme.
Existe um mito de que pessoas que falam em suicídio só o fazem para chamar a atenção e não pretendem, de fato, terminar com suas vidas. Isso não é verdade, falar sobre isso pode ser um pedido de ajuda! Então, se você ouvir um parente ou amigo falando algo do tipo, preste atenção.
2 – Mudanças inesperadas.
Todo mundo passa por mudanças na vida, faz parte do jogo. Mas algumas mudanças podem ser traumáticas quando não estamos preparados para elas. Uma pessoa fragilizada por uma depressão ou outro problema psíquico dificilmente terá condições de encarar uma mudança inesperada, como perder um emprego que considerava muito importante.
3 – Depressão e drogas.


Se o indivíduo consome álcool ou outras drogas, atenção redobrada.  O maior coeficiente de suicídio se dá por transtorno de humor associado ao uso de substâncias psicoativas, mais da metade dos casos de suicídio. Depressão e consumo de álcool e drogas é responsável pelo maior numero de mortes no mundo inteiro.
4 – Pode não ser só “aborrescência”.

A taxa de suicídio dos jovens brasileiros aumentou mais de 30% nos últimos 10 anos. Muitas vezes o comportamento errático atribuído como típico do adolescente pode ser um sinal de intenção de suicídio. Existe uma falsa ideia de que a depressão atinge mais pessoas adultas. O adolescente apresenta outros sintomas, ele vai se trancar no quarto, não vai falar com ninguém, e isso vai ser entendido como fenômeno da adolescência normal, já que ele não consegue expressar seu sofrimento de uma forma clara.
5 – Preto no branco.
Somente 15% dos gravemente deprimidos vão se suicidar, mas a depressão severa continua sendo a maior causa do suicídio. Por isso, é preciso ficar atento quando a pessoa demonstra zero interesse na vida ou nos outros. Para o deprimido, o mundo deixa de ser colorido, é preto e branco. Ele tem baixa autoestima, desinteresse por todos e fica muito voltado para ele mesmo. Quando em depressão severa, a pessoa se isola dos outros e não vê motivos para continuar viva. É um alerta de urgência.
6 – Bom demais para ser verdade.
A simulação de melhora é comum em diversos casos de suicídio, então, se uma pessoa que normalmente é deprimida parecer subitamente alegre, é importante acompanhá-la para garantir que ela não tentará o suicídio.
O que você pode fazer?
O ideal é conversar com a pessoa e não deixá-la sozinha. Ao conversar, procure não falar muito e ouvir mais, já que muitas vezes a pessoa só precisa ser ouvida. Se possível, acompanhe-a a um profissional de saúde e peça orientação. Outra medida é retirar acesso de ferramentas potencialmente destrutivas dentro de casa como arma, remédios e substâncias tóxicas – para evitar o uso delas em um impulso.

Experimente ser feliz!

Experimente ser feliz!

Hoje, não basta sermos felizes, é preciso que também estejamos rodeados de pessoas felizes, ou estaremos sujeitos a chateações e aborrecimentos de toda sorte, uma vez que a felicidade incomoda quem não sabe buscá-la para si. Em um mundo de aparências superficiais e materialistas como o nosso, autenticidade tornou-se artigo raro, ou seja, como a felicidade é algo que não se vende nem se compra, muitos não conseguirão encontrá-la por outros meios que não o cartão de crédito. Felicidade fatalmente será alvo de cobiça e de inveja, nesse contexto. Ainda assim, seja feliz, pois alegria é contagiante.

Quem é feliz acaba contaminando o ambiente à sua volta, irradiando confiança e magia, roubando sorrisos dos mais céticos, trazendo esperança em meio ao pessimismo e à desilusão. Pessoas felizes não se deixam abalar por palavras e atitudes de quem não lhe diz respeito, tendo a capacidade de ouvir e de dar valor a quem é realmente importante em suas vidas, pois sabem muito bem escolher a quem guiar e por quem serem guiadas.

Quem é feliz torna-se imune a vibrações negativas de gente à toa, que suga energia e derruba os ânimos. Atitude positiva blinda nosso corpo e nossa alma, fortalecendo nossas convicções e reavivando nosso bom humor diariamente, para que não percamos a alegria e a sinceridade pelas quais pautamos a nossa existência. Pessoas felizes não se desviam dos caminhos aos quais se propuseram, pois têm certeza de que muitos de seus sonhos se realizarão.

Quem é feliz entrega-se inteiramente às paixões, sem medo de amar e de ser amado, sempre investindo na troca de suor e de energia com o objeto de seus desejos, experenciando aquilo que atrai, que lhe acende a libido, sem medo, sem preconceitos, sem amarras. E quebra a cara, decepciona-se, amarga os desfechos, crescendo ainda mais após os erros, os quais lhe servem como ponto de reflexão e de recomeço. Pessoas felizes não se arrependem, mas reaprendem e se aprimoram com tudo o que não deu certo, pois jamais se tornam prisioneiras de expectativas ou refém de ressentimentos.
Quem é feliz sabe que tem muito a oferecer e também merece receber muito em troca, entendendo a entrega de mão dupla de que se constituem as interações com outro alguém, seja qual for o tipo de relacionamento. Para tanto, é capaz de se colocar no lugar do outro, compreendendo os limites de cada pessoa, uma vez que é consciente das próprias limitações. Pessoas felizes aceitam os encontros da vida e acolhem a chegada dos outros em sua caminhada, pois mantêm os olhares otimistas e limpos de ranços preconceituosos e de julgamentos de quaisquer tipos. Cultivam a gratidão em relação a tudo o que faz parte de sua vida, o que aumenta o seu grau de felicidade.

Quem é feliz sabe o que quer da vida, porque se conhece como ninguém e se lança ao encontro da harmonia com o universo circundante, entendendo-se parte integrante de um coletivo, prevendo as consequências de seus atos na própria vida e na vida das pessoas ao seu redor. Pessoas felizes não agem de forma egoísta, pois se comprazem em dividir conhecimento, sabedoria e diversão, não guardando para si as fontes de felicidade e contentamento, para que a alegria se faça contagiante em meio às vicissitudes do dia-a-dia massacrante a que todos estão submetidos.

Não adianta querermos encontrar a felicidade fora de nós, tampouco depositá-la em bens materiais ou em alguém que não seja nós mesmos. A felicidade não pode ser dependente de nada nem de ninguém, deve brotar de nossa essência, tal qual uma força íntima e revigorante, capaz de contaminar os caminhos por onde andarmos, tornando lúcida e verdadeira nossa busca pela felicidade. Precisamos torcer pela nossa felicidade, bem como pela felicidade alheia, sempre, o que nos será de imensa ajuda, pois, ponto pacífico, gente feliz não perturba, exatamente porque ser feliz é a melhor coisa da vida.

Ganhador da Mega-Sena doa bilhete premiado para menino que precisa de transplante

Ganhador da Mega-Sena doa bilhete premiado para menino que precisa de transplante

Escrito por Redação CLAUDIA

Um caso em Belo Horizonte, Minas Gerais, é daqueles que restauram nossa fé na humanidade. Um apostador da Mega-Sena doou um bilhete premiado de quadra para Matheus, uma criança que sofre de displasia neuronal no intestino. Esse problema é sério, exige um transplante caríssimo – cerca de 4 milhões de reais – e que só pode ser realizado nos Estados Unidos.

Devido a falhas no funcionamento do órgão, o pequeno não pode se alimentar. Toda a nutrição a hidratação é feita via sonda, ligada permanentemente a ele.

O benfeitor não sabia como entregar o bilhete, então deixou o ticket, anexado a uma carta endereçada à família de Matheus, aos cuidados do jornalista Rodrigo Genta, da TV Bandeirantes de BH. A doação tem valor de R$ 719,92.

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Para ajudar Matheus, acesse o site da campanha.

“Mulher é desdobrável. Eu sou.”- Adélia Prado

“Mulher é desdobrável. Eu sou.”- Adélia Prado

Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Adélia Prado

Fotografia: Ana Valadares

O que acontece quando você fica elogiando a inteligência de uma criança?

O que acontece quando você fica elogiando a inteligência de uma criança?

Por WAGNER BRENNER

Gabriel é um menino esperto.
Cresceu ouvindo isso.

Andou, leu e escreveu cedo.

Vai bem nos esportes.

É popular na escola e as provas confirmam, numericamente e por escrito, sua capacidade.

“Esse menino é inteligente demais”, repetem orgulhosos os pais, parentes e professores. “Tudo é fácil pra esse malandrinho”.

Porém, ao contrário do que poderíamos esperar, essa consciência da própria inteligência não tem ajudado muito o Gabriel nas lições de casa.

– “Ah, eu não sou bom para soletrar, vou fazer o próximo exercício”.

Rapidamente Gabriel está aprendendo a dividir o mundo em coisas em que ele é bom, e coisas em que ele não é bom.

A estratégia (esperta, obviamente) é a base do comportamento humano: buscar prazer e evitar a dor. No caso, evitar e desmerecer as tarefas em que não é um sucesso e colocar toda a energia naquelas que já domina com facilidade.

Mas, como infelizmente a lição de casa precisa ser feita por inteiro, inclusive a soletração, de repente a auto-estima do pequeno Gabriel faz um… crack.

Acreditar cegamente na sua inteligência à prova de balas, provocou um efeito colateral inesperado: uma desconfiança de suas reais habilidades.

contioutra.com - O que acontece quando você fica elogiando a inteligência de uma criança?Inconscientemente ele se assusta com a possibilidade de ser uma fraude, e para protegê-lo dessa conclusão precipitada, seu cérebro cria uma medida evasiva de emergência: coloca o rótulo dourado no colo, subestima a importância do esforço e superestima a necessidade de ajuda dos pais.

A imagem do “Gabriel que faz tudo com facilidade” , a do “Gabriel inteligente” (misturada com carinho), precisa ser protegida de qualquer maneira.

Gabriel não está sozinho. São muitos os prodígios, vítimas de suas próprias habilidades de infância e dos bem intencionados e sinceros elogios dos adultos.

Nos últimos 10 anos foram publicados diversos estudos sobre os efeitos de elogios em crianças.

Um teste, realizado nos Estados Unidos com mais de 400 crianças da quinta série (Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success), desafiava meninos e meninas a fazer um quebra-cabeças, relativamente fácil.

Quando acabavam, alguns eram elogiados pela sua inteligência (“você foi bem esperto, hein!) e outros, pelo seu esforço (“puxa, você se empenhou pra valer hein!”).

Em uma segunda rodada, mais difícil, os alunos podiam escolher entre um novo desafio semelhante ou diferente.

A maioria dos que foram elogiados como “inteligentes” escolheu o desafio semelhante.

A maioria dos que foram elogiados como “esforçados” escolheu o desafio diferente.

Influenciados por apenas UMA frase.

O diagrama abaixo mostra bem as diferenças de mentalidade e o que pode acontecer na vida adulta.

contioutra.com - O que acontece quando você fica elogiando a inteligência de uma criança?

O Malcom Gladwell tem um ótimo livro sobre a superestimação do talento, chamado “Fora de Série” (“outliers”). Lá aprendi sobre a lei das 10 mil horas, tempo necessário para se ficar bom em alguma coisa e que já ensinei pro meu filho.

Se você tem um filho, um sobrinho, ou um amigo pequeno, não diga que ele é inteligente. Diga que ele é esforçado, aventureiro, descobridor, fuçador, persistente.
Celebre o sucesso, mas não esqueça de comemorar também o fracasso seguido de nova tentativa.

UPDATE : Apenas alguns esclarecimentos a alguns dos comentários:

01. Não, eu NÃO sou contra elogiar crianças. E não, também não estou dizendo para você nunca falar para o seu filho que ele é inteligente. É apenas uma questão de evitar o RÓTULO.

02. Não sou o autor dessa tese/teoria, muito menos desse estudo citado no post. Quem escreveu essa teoria foi a psicóloga Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success (http://news.stanford.edu/news/2007/february7/dweck-020707.html) como foi citado acima e nos comentários também.

03. Gostaria de aproveitar para agradecer pelo incrível número de comentários e likes, o que mostra o quanto esse assunto é fascinante. Obrigado!

FONTE INDICADA: Update or die

A beleza que é sorrir.

A beleza que é sorrir.

Todos temos dentro de nós uma criança interior adormecida. Muitas vezes crescemos e deixamos essa pequena criança isolada e nos esquecemos que para acordá-la não é preciso muito, em alguns casos basta apenas que a gente sorria com o coração.

Então eu poderia começar esse texto dizendo sobre os benefícios desse riso que em nós foi por tanto tempo reprimido, contudo julgo ser válido contar sobre a experiência do sorrir e do despertar de minha criança interior em um dia de sol, no qual um sorriso uniu, animou e embalou em festa todos que estavam em torno de uma piscina.

Naquele dia o calor era escaldante e eu a vesti com um macacão branco e fiz um coque no alto de sua cabeça. Ela tinha dois anos e não era de falar muito. Na verdade ela sabia falar bem poucas palavras. Então quando decidimos ir a aquela festa no campo eu fiquei apreensiva, pois sabia que muitos ali não eram conhecidos e que talvez existissem adultos que quisessem tirar palavras da boca dela.

Logo que chegamos ela quis ficar brincando na grama e depois cansada foi se sentar nos degraus que rodeavam uma grande piscina. Eu fiquei ao seu lado e mostrei que na água duas garotas estavam brincando de mergulho, subindo e descendo, como dois golfinhos dourados sob a luz diurna.

Ela ficou deslumbrada. Nunca tinha visto duas pré-adolescentes brincando de forma tão divertida. Elas subiam e desciam como em um balé aquático e pareciam quase mágicas.

Foi então que ela apontou com os pequenos dedinhos as duas meninas, como se dissesse “veja como isso é lindo mamãe!” e pôs-se a rir do bonito, da surpresa, da alegria que era ver aquilo. E o seu riso não se continha, era largo, se alastrava, era um riso puro e encantador como o de um bebê.

Não demorou muito para que as meninas viessem até a borda da piscina para perguntarem o nome daquela fã sorridente e ao voltarem para a água, animadas pelas risadas, elas passaram a fazer mais e mais acrobacias, sempre embaladas pela alegria que despertavam ou não. Notei a felicidade estampada no rosto delas ao provocarem o riso e dessa forma elas se empenharam mais e mais nesse intuito.

Logo, de forma surpreendente, outras pessoas vieram se sentar ao nosso lado e todas sorriam e diziam da criança feliz que ria efusivamente ao ver beleza naquilo que os olhos adultos já não enxergam mais.

Não tardou para que uma sinfonia de risos e sorrisos envolvesse a todos. E eu olhei para aquela piscina com degraus forrados de gente feliz e para aquelas duas meninas bonitas que se alinhavam em dança, girando de acordo com o acorde da música dos risos e risadas puras e pensei em como eu tinha sido boba ao crer que a falta de palavras pudesse ser um obstáculo.

Ri da beleza da cena e de mim ao tentar premeditar a vida e deixei qualquer receio meu morrer ali, embasbacado pelo tempo em que um sorriso expansivo, recheado de risadinhas doces, contagiou a todos, despertando a criança feliz que estava adormecida em nós. Despertando a beleza mansa de se deixar sorrir por tudo e por nada.

Acompanhe a autora no Facebook pela sua comunidade: Vanelli Doratioto – Alcova Moderna

Fim de semana: 13 Ideias de encontros baratos para casais

Fim de semana: 13 Ideias de encontros baratos para casais

Por Christina Ayres

Sabe aquela sexta-feira que você está querendo planejar algo para fazer com a pessoa amada, mas não tem certeza se sairá em tempo do trabalho? E aquele final de semana onde você não tem certeza que os avós poderão ficar com as crianças?

Pois bem! A sexta-feira chegou e você saiu na hora, e agora, o que fazer? O final de semana chegou e os avós não só podem ficar com as crianças, como querem, e as crianças também estão super felizes de passar o final de semana na casa deles. E então? Como aproveitar o tempo a sós?

Algumas ideias de atividades que não precisam muita preparação e podem ser decididas no último minuto:

1. Acampamento dentro de casa

Coloque um colchão no chão, vá ao supermercado, compre algumas coisas especiais, e passem a noite conversando e rindo.

2. Vá ao cinema ou alugue uma comédia romântica

É uma ideia comum, mas você pode incrementar, escolhendo um filme romântico e engraçado para terem uma noite descontraída na companhia um do outro, e aproveitando para aproximar os corações.

3. Façam um passeio de carro

Conheçam a vizinhança. Visitem um local onde gostariam de mudar e observem a redondeza. Conversem sobre os sonhos no caminho.

4. Visitem um museu ou exposição

Aprendam sobre arte e sobre a história juntos. Conversem sobre memórias relacionadas.

5. Caminhem na praia

De mãos dadas, corações próximos, admirando a beleza da natureza e olhando nos olhos sempre.

6. Preparem um jantar juntos

Escolham os ingredientes no supermercado, e aproveitem a noite juntinhos, coloquem uma música e se divirtam na cozinha.

7. Usem um disfarce e jantem fora

Essa é pra rir muito! Vocês podem se vestir como mais velhos ou usar uma peruca, roupas diferentes e ir ao restaurante.

8. Massageiem um ao outro

Coloque uma música romântica, um perfume no quarto, pétalas de rosas em volta, algumas velas perfumadas, um óleo de massagem… Façam uma massagem um no outro, esqueçam do tempo.

9. Planejem uma viagem

Conversem sobre a viagem dos sonhos, procurem alternativas e agências de viagem, abram uma poupança para começar a realizar o sonho.

10. Seja um guia turístico

Visitem locais de sua infância, e descrevam memórias naquele local um ao outro.

11. Voluntariem juntos

Seja uma visita a alguém doente, orfanato ou asilo, dividam o sentimento do serviço ao próximo.

12. Toque músicas antigas

Vá a sua coleção de CDs e escolha músicas antigas de sua época de namoro. Dancem. Namorem. Aproveitem cada minuto.

13. Fiquem em casa

Seja arrumando algo juntos, cuidando do jardim juntos, assistindo um programa, ou mesmo curtindo o momento à dois. Você pode desligar tudo e se esquecer do mundo com seu amor.

Para aproveitar os momentos juntos, não precisamos de grandes produções de encontros ou viagens. O mais importante é aproveitar as oportunidades para ficar mais próximo, cuidar do relacionamento e do romance e de quebra, fortalecer a família que vibrará com seu amor.

Fonte indicada: Família

7 Filmes que todo psicanalista e amantes do inconsciente deveriam ver

7 Filmes que todo psicanalista e amantes do inconsciente deveriam ver

Por Mariane Montedori

Embora criticada por muitos, a psicanálise é a ciência que estuda a psiquê humana, em sua forma inconsciente. Por isso, desperta o interesse daqueles que querem ir além do que conseguimos identificar como consciente.

Passando por análises de sonhos, descobertas de traumas na infância e, claro, sexualidade, a psicanálise é um método terapêutico criado por Sigmund  Freud, empregado em casos de neurose e psicose, que consiste fundamentalmente na interpretação, por um psicanalista, dos conteúdos inconscientes de palavras, ações e produções imaginárias de um indivíduo, com base nas associações livres e na transferência. É chamada de ‘a cura pela fala’.

Temas instigantes que envolvem a psiquê, sempre renderam ótimas versões cinematográficas. Então resolvemos criar uma seleção de filmes bem elaborados, para introduzir essa ciência àqueles que sempre manifestaram seu interesse. Escolha o seu e boa sessão.

1. Freud, Além da Alma

Um filme que está muito além de contar a história do grande descobridor do inconsciente: Sigmund Freud. Uma visão sobre a psicanálise e a capacidade de enfrentar traumas, compreendendo o funcionamento da mente humana em sua versão que podemos traduzir como ‘almatica’.

O filme se passa em 1885. Enquanto a maioria de seus colegas se recusa a tratar a histeria acreditando tratar-se simulação, Sigmund Freud faz avanços usando a hipnose. Sua principal paciente é uma jovem que não bebe água e é atormentada diariamente pelo mesmo pesadelo. No longa, roteirizado por Jean-Paul Sartre, inevitável não se apaixonar pelos mistérios do ser humano.

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2. Um método perigoso

Dirigido pelo cultuado David Cronenberg, o longa é uma mostra de como a relação entre Carl Jung e Sigmund Freud faz nascer a psicanálise. Aborda a intensa e polêmica relação da dupla com a paciente Sabina Spielrein. O filme foi exibido em primeira mão no Festival de Veneza de 2011 e conquistou uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante para Mortensen. Um filme que chega a ser excêntrico e explora a sensualidade, presente em toda psiquê humana desde a infância. Ainda que inconsciente.

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3. Melancolia

Prepare tempo e paciência para dedicar a este longa. Ao contrário das duas primeiras indicações, que são envolventes, Melancolia exige mais atenção de quem assiste. Isso porque é extremamente melancólico.

‘Melancholia’ é um filme dinamarquês independente com referências de ficção científica escrito e dirigido por Lars von Trier que, em duas partes do filme, retrata o cotidiano de duas irmãs durante e após um casamento, fundamentando o enredo da trama. Em outras palavras, o longa apresenta drama psicológico sobre o fim do mundo.

Por mais que os capítulos pareçam filmes totalmente diferentes, eles possuem uma ligação muito interessante e nada simplória, e mesmo que as pessoas possam ter conclusões diferentes, é difícil acreditar que alguém não reconheça a visão pessimista de von Trier para a sociedade. Em caso de colisão entre o Melancolia e a Terra, é certo que nosso planeta não sobreviverá externamente, mas o que o cineasta dinamarquês busca mostrar é que internamente a situação já está a beira de uma catástrofe.

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4. Perfume: A história de um assassino

Um suspense intrigante, com assassinatos interligados para responder a um desejo de seu assassino: o de criar o melhor perfume do mundo.

Jean-Baptiste Grenouille nasceu em circunstâncias não-dignas num mercado de peixe em Paris, em 1738. Ainda muito jovem, ele percebe que tem uma refinada percepção olfativa. Depois de sobreviver às péssimas condições de trabalho numa fábrica de couros quando jovem, Grenouille torna-se um aprendiz da perfumaria de Baldino. Ele logo supera seu mestre na arte de misturar essências, mas elas também se tornam sua obsessão, uma obsessão que o afasta da companhia humana. Possuído pela idéia de preservar aromas humanos, ele mata inescrupulosamente jovens mulheres cujo perfume lhe atrai.

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5. Janela da Alma

Um documentário sensível e emocionante onde 19 pessoas com diferentes graus de deficiência visual, da miopia discreta à cegueira total, falam como se vêem, como vêem os outros e como percebem o mundo. O escritor e prêmio Nobel José Saramago, o músico Hermeto Paschoal, o cineasta Wim Wenders, o fotógrafo cego franco-esloveno Evgen Bavcar, o neurologista Oliver Sacks, a atriz Marieta Severo, o vereador cego Arnaldo Godoy, entre outros, fazem revelações pessoais e inesperadas sobre vários aspectos relativos à visão: o funcionamento fisiológico do olho, o uso de óculos e suas implicações sobre a personalidade, o significado de ver ou não ver em um mundo saturado de imagens e também a importância das emoções como elemento transformador da realidade ­ se é que ela é a mesma para todos.

O filme marca a estréia na direção de Walter Carvalho. No total foram realizadas 50 entrevistas, das quais 19 foram selecionadas para serem usadas no filme.

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6. O Gabinete do Dr. Caligari

Um alerta: apesar do drama e da fantasia,este filme pode ser considerado de terror, realizado no tempo em que o cinema ainda não falava. É considerado por muitos o primeiro filme de horror da história. Mas as belíssimas imagens (que criam um tom meio surrealista) valem mais que mil palavras. O malvado Dr. Caligari hipnotiza um jovem e o induz a matar várias pessoas. Tudo se complica quando ele se recusa a assassinar uma bela jovem. Num toque de mestre, realiza um filme sob a ótica de um louco: daí as distorções e deformações das ruas, casas e pessoas.

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7. Voltar a Morrer

Kenneth Branagh, indicado ao Oscar, e a vencedora do Oscar Emma Thompson oferecem interpretações deslumbrantes neste romântico filme de mistério com toques sobrenaturais. Em 1949, Margaret Strauss, a esposa de Roman Strauss, um compositor europeu, é assassinada. O marido é considerado culpado pelo crime e é condenado à morte. Quarenta anos depois, Grace, uma mulher assustada com amnésia e sem proferir uma palavra, tem sonhos que a remetem para a época do assassinato. É quando Gray Baker, um detetive, fica intrigado com algumas perguntas que ficaram sem respostas e começa a tentar entender quem é esta mulher e que mistério envolve sua vida. Mas quando ela é hipnotizada e começa a retroceder no tempo, a verdade passa a ser algo muito perigoso.

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Fonte indicada: RAC

É para ter medo da inveja? – Flávio Gikovate

É para ter medo da inveja? – Flávio Gikovate

A inveja é um sentimento quase universal, que depende da vaidade e do uso da razão: uma pessoa se compara com a outra e se sente por baixo.

Nosso psiquismo tolera muito mal os momentos em que tudo vai bem; nos sentimos tão frágeis que uma frase maldosa é suficiente para intimidar.

É preciso cautela, pois somos facilmente vítimas de medos irracionais; e é essencial distingui-los daqueles que envolvem algum risco efetivo.

Para mais informações sobre Flávio Gikovate

Site: www.flaviogikovate.com.br
Facebook: www.facebook.com/FGikovate
Twitter: www.twitter.com/flavio_gikovate
Livros: www.gikovatelojavirtual.com.br

Esse blog possui a autorização de Flávio Gikovate para reprodução deste material.

7 sinais de um indivíduo saudável em uma sociedade enferma- Victor Lisboa

7 sinais de um indivíduo saudável em uma sociedade enferma- Victor Lisboa

Por VICTOR LISBOA contioutra.com - 7 sinais de um indivíduo saudável em uma sociedade enferma- Victor Lisboa

Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente, disse o filósofo e educador indiano Jiddu Krishnamurti. E para pensadores do calibre de Guy Debord, Sam Harris, Adam Curtis, Zygmunt Bauman, Joel Birman, Gilles Lipovetsky e David Foster Wallaceestamos, de fato, em uma sociedade adoecida.

Mas se esses pensadores apresentam os sintomas de nossa enfermidade coletiva, há alguma forma de iniciarmos o processo de cura?

A verdade é que muitas pessoas atribuem as causas dessa doença a essa ou aquela característica estrutural de nossa sociedade: ora é a tecnologia, ora é o capitalismo, ora é a publicidade. Mas a experiência histórica demonstra que sempre que tentamos alterar as grandes estruturas sociais, além de muita violência e sofrimento, o que obtemos são novas e diferentes estruturas sociais que produzem o mesmo nível de adoecimento de toda a sociedade.

Talvez essa abordagem seja o equivalente a culpar a garganta pela irritação que sentimos nela quando ficamos gripados, ou afirmar que a causa da enxaqueca seja a existência da cabeça. A origem da enfermidade, na verdade, é sempre outra, e de natureza microscópica: assim como no caso da gripe a origem esteja em um vírus, a causa da enfermidade social talvez resida na forma como cada ser humano está vivendo sua vida individualmente.

Haveria, portanto, comportamentos virais na conduta humana que criam o adoecimento da sociedade? E, nesse caso, podemos nos transformar, de hospedeiros desse vírus, em anticorpos defensores dessa mesma sociedade, sem a necessidade de alterar as suas estruturas? Nesse caso, a nossa saúde comportamental teria o poder de induzir a saúde de toda a comunidade.

Sete grandes intelectos apresentaram sete características de um ser humano equilibrado e saudável. E talvez desenvolver em nós essas sete características seja o início do processo de cura coletiva.

1. TER AUTOCONSCIÊNCIA (DAVID FOSTER WALLACE)

David Foster Wallace proferiu em 2005 um discurso para uma turma que colava grau no Kenyon College. Esse discurso, que passou a ser conhecido pelo título “Isso é Água”, tornou-se talvez a obra mais popular e divulgada de Wallace nas redes sociais. E a essência de sua mensagem trata da importância de aprendermos a pensar.

“Pensar”, algo que consideramos uma atividade automática e natural, para Wallace é um processo a ser aprendido e praticado com consciência e treino, principalmente durante as atividades cotidianas. Pensar seria, na verdade, uma prática na qual podemos ser bem sucedidos ou falhar vergonhosamente, e desse resultado dependeria nossa realização pessoal.

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DAVID FOSTER WALLACE

A maior parte das pessoas deixa seu fluxo de pensamento conduzir-se aleatoriamente, à medida em que associações e lembranças lhe ocorrem. Numa sociedade que nos empurra para o automatismo e a pressa, em que ficamos presos em engarrafamentos e longas filas de supermercado, pensar dessa forma nos torna vítimas fáceis da manipulação e do controle externo. A “bovinização” humana é consequência de nossa inaptidão para pensar de um modo mais consciente e atento.

Mas pensar não se confunde com capacidade intelectual. Como Wallace deixa claro em seu discurso, indivíduos de invejável formação acadêmica podem ser completamente incompetentes nessa atividade, pois ela não implica apenas no raciocínio abstrato e teórico: pensar implica em analisar continuamente os pressupostos pessoais e emocionais sobre os quais estruturamos a nossa vida, a ponto de conseguirmos enxergar coisas tão óbvias que não as percebemos – tal como os peixes não percebem a água em que estão submersos.

Quando Wallace ressalta a importância de aprendermos a pensar, ele está falando daautoconsciência, daquela capacidade de pensarmos sobre nossos pensamentos, de questionarmos os pressupostos de nossas escolhas e de nossos sentimentos em relação ao mundo, adotando uma perspectiva situada além do protagonismo, da visão segundo a qual nós somos o centro dos eventos que nos ocorrem.

2. PRATICAR O AMOR COMO FORMA DE ARTE (ERICH FROMM)

O filósofo e psicanalista Erich Fromm publicou em 1956 sua obra A Arte de Amar. Segundo propõe nesse ensaio, o amor não seria um sentimento que vivenciamos com passivo arrebatamento: o amor seria, antes de tudo, uma prática a ser exercida com plena consciência. Mais ainda, é uma prática que precisa ser aprendida até o ponto em que nos tornemos artistas em sua expressão e desenvolvimento.

Fromm equiparava o amor, assim, a uma forma de arte, seja o amor entre um casal, o amor entre familiares, o amor entre os amigos e o amor pelo próximo. E como aprendemos uma habilidade artística? “O processo de aprendizado de uma arte pode ser dividido em duas partes: em primeiro lugar, o domínio da sua teoria; em segundo, o domínio da sua prática.” Mas Fromm ainda inclui um terceiro elemento: ao lado da teoria e da prática, a maestria em qualquer arte deve ser, para o artista, uma questão prioritária em sua vida.

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ERICH FROMM

Vivemos em uma cultura que hipervaloriza o amor romântico de forma idealizada e às vezes irreal, algo característico de indivíduos infantilizados. Porém, Fromm entendia que a real satisfação no amor romântico não pode ser atingida sem a capacidade de amarmos também a todas as outras pessoas ao nosso redor. Mais ainda, o verdadeiro amor exige humildade genuína, fé na natureza humana e disciplina emocional. E “numa cultura em que essas qualidades são raras, alcançar a capacidade de amar continua algo também raro”.

A construção de uma sociedade mais saudável depende, portanto, de que aprendamos não só a pensar, como propôs Wallace, mas também a amar, e como se fosse uma forma de arte.

3. SER SENHOR DO PRÓPRIO DESTINO (JEAN-PAUL SARTRE)

Em 1946, Jean-Paul Satre publicou O Existencialismo é um Humanismo. Resultado de uma conferência que o filósofo deu no ano anterior em Paris, a obra resume a essência de sua concepção sobre a condição humana.

Para Sartre, o que nos diferencia dos outros seres é a natureza da nossa consciência, pois ao nascermos ela não está orientada para nada – os nossos objetivos na vida, o que iremos ser e fazer não estão predeterminados; são, ao contrário, coisas que apenas posteriormente tomarão forma, à medida em que recebemos impressões do mundo externo. Este é o sentido de sua frase “a existência precede a essência”: nós nascemos antes de nos definirmos enquanto seres humanos, pois a “natureza humana” e o “destino humano” não estão preestabelecidos pela natureza – são, antes de tudo, coisas que precisamos construir a partir de nossas ações e escolhas ao longo de nossas vidas.

Daí a importância de um homem comandar o seu destino. “O homem nada mais é do que aquilo que ele faz de si mesmo”, afirma Sartre. O ser humano totalmente submetido à sociedade doente acredita que destino é algo que lhe acontece. Mas, na verdade, destino é algo que o ser humano constrói, e construindo esse destino é que o indivíduo cria a si mesmo, definindo sua própria natureza.

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JEAN-PAUL SARTRE

Com essa proposta, Sartre pretende afastar a ideia popular de que a sua filosofia é pessimista. Na verdade, ela é otimista e impulsiona o homem à ação. “O covarde se faz covarde”, enquanto “o herói se faz herói”, sendo que “existe sempre, para o covarde, uma possibilidade de não ser mais covarde”.

Porém, Sartre reconhece que a noção de que somos livres para construir nosso destino é tão desafiadora que muitos a consideram um fardo, um peso do qual buscam se livrar de todas as formas possíveis. E com isso abrimos as defesas imunológicas da sociedade ao ataque de agentes nocivos.

Toda vez que alguém deposita sua fé em uma doutrina espiritual segundo a qual forças insondáveis determinam o destino humano; toda vez que um indivíduo decide levar a vida “no piloto automático”, seguindo as regras sociais sobre o que ser e fazer sem questioná-las; toda vez em que alguém abdica de sua própria liberdade pessoal para tornar-se militante a serviço de uma ideologia ou líder político: em todas essas situações estamos comodamente abdicando de uma importante parcela de nossa autonomia, como uma espécie de preço que pagamos para viver sem a pressão da responsabilidade sobre nosso destino.

A maioria dos seres humanos ingressa na vida adulta e decide seguir o passo-a-passo tradicional que socialmente foi convencionado como certo e normal: universidade, trabalho, casamento, filhos, casa própria, aposentadoria e morte. Isso não é certo nem errado, o problema é fazer isso sem reflexão, somente por pressão social. Isso nos torna vítimas perfeitas dos aspectos mais adoecidos de nossa sociedade, como o hiperconsumismo. Num mundo enfermo, um indivíduo começa seu caminho em direção à cura quando reconhece que o seu destino é sua responsabilidade, e que precisa construir um projeto pessoal a respeito do que fará e de quem será na vida.

4. BUSCAR POR UM SENTIDO EXISTENCIAL (VIKTOR FRANKL)

Viktor Frankl acrescentou um outro elemento nessa dinâmica do princípio do prazer e do princípio da realidade, de modo que podemos encarar sua proposta como um complemento, e não uma negação do que expôs Freud. Para Frankl, a vontade de agir e viver com um sentido é mais forte nos seres humanos que a vontade de obter prazer.

Isso explicaria, por exemplo, porque mártires aceitariam tormentos físicos e até mesmo a própria morte por se recusarem a abdicar de suas convicções políticas ou religiosas: antes de tudo, o ser humano busca não a satisfação de seus desejos, mas a devoção a uma vida com plenitude de sentido. E se essa plenitude de sentido tiver de ser confirmada ao preço dessa própria vida, em casos extremos tal sacrifício é aceito.

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VIKTOR FRANKL

Dessa forma, a crise humana atual seria uma crise de vazio existencial. Inseridos em uma sociedade que não nos propõe um sentido e sequer valoriza a busca por um significado nas experiências humanas, substituímos neuroticamente essa aspiração fundamental pelo consumo irrefreado e pela espetacularização de nossas vidas.

É como estarmos em um palco no qual utilizamos recursos cênicos, iluminação colorida e efeitos especiais para disfarçarmos a total falta de um enredo.

Para Viktor Frankl, a vida de cada ser humano é uma jornada espiritual em busca da resposta à grande questão sobre o sentido dessa própria vida. Mas tal resposta não está pronta, esperando que a descubramos: ela precisa ser construída, e sua formulação não é feita por meio de explicações teóricas, mas por meio de atos concretos. Assim, o caminho para uma sociedade saudável dependeria de reconhecermos a importância de concebermos e implementarmos coletivamente um sentido para a existência humana.

5. LIDAR COM O PRINCÍPIO DO PRAZER COM MATURIDADE (FREUD)

Embora esteja em voga atualmente criticar as teorias de Freud, a verdade é que rejeitar integralmente suas ideias é tão tolo quanto abraçá-las como os dogmas de uma nova religião. Freud trouxe importantes contribuições para o atual entendimento da condição humana, embora tenha cometido, como qualquer um, seus equívocos (alguns dos quais posteriormente corrigidos pelos próprios teóricos da psicanálise).

E uma das principais de suas contribuições é a noção de que o ego humano está em constante relação com dois princípios fundamentais: o Princípio do Prazer e o Princípio da Realidade. O princípio do prazer consiste num mecanismo psíquico simples que faz o ego buscar o prazer de todas as formas e evitar o desconforto e a dor com todas as forças. Isso ocorre como um movimento que ignora as dificuldades e exigências do mundo real.

O princípio da realidade, por outro lado, também está relacionado com a busca de prazer pelo ego, mas em uma condição na qual as dificuldades e exigências da realidade são reconhecidas e aceitas, de modo que buscamos realizar o prazer e evitar a dor em uma constante relação com o mundo real e suas possibilidades efetivas.

De uma forma bem simplificada, imagine o princípio do prazer como uma criança mimada ao extremo, que “quer porque quer aquilo que quer”, e que não tem a mínima capacidade de aceitar ou sequer compreender as limitações do mundo real. Já o princípio da realidade é um indivíduo adulto e maduro o suficiente para entender que a realização de seus desejos demanda a constante tratativa com as exigências da realidade. São duas faces do nosso ego.

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FREUD

O ponto fundamental é que não há uma transição do princípio do prazer para o princípio da realidade. Ou seja, segundo Freud, o princípio da realidade (o indivíduo adulto e maduro), não substitui o princípio do prazer (a criança mimada e egoísta). Internamente, ambos coexistem, e sempre teremos um aspecto de nosso ego que busca o prazer de todas as formas, ignorando completamente as limitações da realidade. A questão é saber reconhecer essa característica de nossa mente e aprendermos a lidar de forma adequada com essa tendência humana.

Na sociedade atual, porém, temos adultos e jovens oriundos de famílias que não souberam impor os limites adequados, expondo gradualmente as crianças às demandas da realidade. Ao contrário, cada vez mais os pais adotam uma postura quase servil em relação a filhos mimados e despreparados para encarar o mundo real.

Assim, homens e mulheres crescem com a ilusão de onipotência e com a falsa impressão de que são especiais. Escravos da miragem de que seus desejos e sonhos serão satisfeitos sem esforço, quando isso não ocorre surge a tentação da desobediência da lei e da conduta antiética.

Como o princípio do prazer não encontra a contraposição eficiente do princípio da realidade, o resultado é uma sociedade composta por indivíduos egoístas, incapazes de lidarem com frustrações diárias e desprovidos da determinação necessária para a concretização possível de seus sonhos. O caminho para uma sociedade mais saudável passa pelo desenvolvimento de uma relação mais madura com o princípio do prazer que está dentro de todos nós, contrabalançando-o com o princípio da realidade, de forma que desenvolvamos a capacidade de tolerar frustrações e de resistirmos à satisfação imediata de nossos desejos mediante atos impulsivos e antiéticos.

6. SABER VIVER E AGIR NA PERMANENTE INCERTEZA (BERTRAND RUSSELL)

Reconhecer que precisamos aprender a amar e a pensar corretamente, bem como admitir que nosso destino e o sentido de nossas vidas não estão predeterminados, mas precisam ser diligentemente construídos por meio de nossos atos, exige um tipo muito particular de humildade: a capacidade de vivermos permanentemente na incerteza, com poucas convicções.

O filósofo, matemático e historiador britânico Bertrand Russell, em sua obraUnpopular Essays (Ensaios Impopulares), considerou a habilidade de conviver saudavelmente com a incerteza uma das maiores virtudes do ser humano. Essa aptidão seria o que impede um indivíduo de se tornar joguete nas mãos de crenças religiosas, ideologias políticas ou líderes messiânicos que nos prometem uma explicação totalizante para as maiores questões da complexa vida contemporânea.

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BERTRAND RUSSELL

“Ansiar pela certeza é algo inato na natureza humana, mas ainda assim é um grande vício intelectual”, escreveu Russell. O fundamentalismo (não só religioso, mas também político, em todas as suas facetas) tem por base uma certeza dogmática e inabalável, que retoricamente ou emocionalmente seduz os seus devotos.

Mas a incerteza não deve paralisar a ação, pois Bertrand Russell nos previne do perigo de os mais inteligentes abrirem espaço na vida pública a idiotas cheios de certezas equivocadas. “Agir com vigor, mesmo na falta de absoluta certeza”, mas mantendo um elemento de saudável dúvida, ainda que pequeno, em relação a cada assunto, é uma forma de evitar a um só tempo o radicalismo, o fundamentalismo, a alienação e o preconceito.

7. TER O ESPÍRITO LIVRE E CRIATIVO DE UMA CRIANÇA (NIETZSCHE)

Para Nietzsche, filósofo alemão que antecipou muitas das questões que desafiam o ser humano na atualidade, conduzir o próprio destino com irresponsabilidade é abdicar da própria autonomia e ceder a algo ou a alguém uma parcela importante de nosso poder pessoal.

É que num mundo regido por relações de poder, deixar que convenções sociais ou forças políticas/religiosas decidam o nosso destino implica em abraçar uma espécie disfarçada e envergonhada de escravidão. Quando não assumimos a integral responsabilidade pelas escolhas que precisamos fazer, alguém as fará por nós, e sem dúvida o critério utilizado não será o nosso benefício.

Nietzsche, que na vida pessoal experimentou os sofrimentos de longos períodos de enfermidade, tinha um especial apreço pela metáfora do ser humano integralmente saudável. Estamos espiritualmente adoecidos ao vivermos em uma sociedade enferma, e o espírito livre desse estado de adoecimento inicia seu processo de recuperação da saúde seguindo uma terapia que Nietzche apresentou na sua obraAssim Falou Zaratustra em três etapas, que chamou de As Três Transformações.

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NIETZSCHE

Na primeira, ainda enfermo, o ser humano é como um camelo, um escravo que aceita todas as cargas impostas a si sem questionar. Na segunda fase, a do leão, o indivíduo passa a destruir seu condicionamentos limitadores de forma veemente, resgatando o controle de sua vida das mãos daquelas pessoas, doutrinas ou ideologias para as quais anteriormente havia entregado o poder sobre si mesmo. Nesse momento, a pessoa diz “não” à sua prisão. Por fim, na fase mais importante, o ser humano livre e autônomo começa a reconstruir-se com a ludicidade e a criatividade de uma criança. Nessa etapa, o indivíduo diz “sim” à sua vida.

Nesse roteiro em três partes, podemos perceber com clareza o papel da ironia. Ela exerce um trabalho destruidor e depurador de antigos condicionamentos sociais e crenças tradicionais. Assim, a ironia integra o “rugido do leão” que nos liberta da sujeição a uma visão do mundo obsoleta e supersticiosa. Mas, após essa etapa, a ironia pode deixar de ser parte do remédio para converter-se em veneno. O espírito irônico é corroído pela desconfiança e pela amargura, sendo incapaz de acreditar até mesmo em si mesmo e nas mais nobres aspirações humanas. Por isso, Nietzsche exortava: “não jogue fora o herói que há em sua alma, mantém sagrada a sua mais alta esperança!”

Essa é a razão de a metáfora da criança ser central na proposta terapêutica de Nietzche. Se o ser humano precisa aprender a conduzir seus pensamentos da melhor forma, como propõe Wallace, e se a natureza e o destino de um indivíduo são coisas que ele precisa construir a partir de seus atos e escolhas, como afirma Sartre, a atividade humana é, portanto, essencialmente criadora. E esse processo criação deve ser realizado com o mesmo prazer lúdico que uma criança tem ao brincar, com a mesma esperança e aspiração ao heroísmo que uma criança tem ao olhar seu futuro.

Sobre o autor:

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Victor Lisboa é editor de Ano Zero, colunista do Papo de Homem e autor do blog Minha Distopia. Escreve não por achar que tem vocação ou talento, e muito menos com a pretensão de dizer algo importante. O problema é de outra ordem. É descaramento, é o prazer de se deixar levar por uma compulsão. Isso porque, de todas as perversões toleradas em sociedade, a mais inofensiva é escrever. Deixem que abuse, portanto.

O procurador e a verdadeira existência

O procurador e a verdadeira existência

Esta é a história de uma pessoa que poderíamos definir como procuradora. Tendo-se em conta que um procurador é alguém que faz uma busca e sua intenção é descobrir “algo”, não há por que tratar-se necessariamente daquele que apenas “encontra”.

Também não se trata de uma pessoa que sabe ou é consciente do que está procurando. Falamos simplesmente daqueles para os quais sua vida é uma linda procura.

A história começa quando, em um dia qualquer, um procurador sentiu vontade de ir até a cidade de Kammir. Ele havia aprendido a tratar de forma mais rigorosa estas sensações que vinham de um lugar desconhecido de si mesmo, então decidiu deixar tudo e partir.

Após dois dias de caminhada por caminhos empoeirados, vislumbrou Kammir de longe. Um pouco antes de chegar ao povoado, uma colina à direita do caminho o chamou a atenção. Estava encoberta por um verde maravilhoso e havia muitas árvores, pássaros e flores encantadoras.

Uma espécie de vala pequena de madeira lustrada a rodeava por completo… uma portinha de bronze o convidava a entrar. De imediato, sentiu que esquecia o povo e sucumbiu diante da tentação de descansar por um momento neste lugar.

O procurador atravessou o portal e começou a caminhar lentamente entre as pedras brancas que estavam distribuídas aleatoriamente entre as árvores. Deixou que seus olhos fossem os de um procurador; talvez por isso descobriu, sobre uma das pedras, aquela mensagem: “Abedul Tare viveu 8 anos, 6 meses, 2 semanas e 3 dias”.

Comoveu-se ao dar-se conta de que essa pedra não era simplesmente uma pedra. Era uma lápide, sentiu aflição ao pensar que uma criança de tão pouca idade estava enterrada neste lugar…

Olhando ao seu redor, o homem deu-se conta de que a pedra ao lado também tinha um registro, aproximou-se dela e constatou que dizia “Llamar Kalib viveu 5 anos, 8 meses e 3 semanas”.

O procurador sentiu-se terrivelmente comovido. Este lindo lugar era um cemitério e, cada pedra, uma lápide. Todas tinham inscrições semelhantes: um nome e o tempo de vida exato do morto.

Mas o que o deixou mais espantado foi comprovar que, o que mais tempo havia vivido, apenas havia chegado aos 11 anos de idade. Acometido por uma dor terrível, sentou-se e começou a chorar.

O zelador do cemitério passava por perto e se aproximou. Olhou o procurador chorar por um tempo em silêncio e, em seguida, perguntou se chorava por algum familiar.

– Não, nenhum familiar – disse o procurador – O que acontece com este povo? Que coisa tão horrível acontece nesta cidade? Por que tantas crianças morrem e são enterradas neste lugar? Qual é a terrível maldição que paira sobre estas pessoas, que os obrigou a construir um cemitério de crianças?

O ancião sorriu e disse:

– Você pode se acalmar, não há nenhuma maldição. O que acontece é que aqui temos um velho costume. Contarei-lhe: quando um jovem cumpre 15 anos, seus pais o presenteiam com um caderno, como este que tenho pendurado em meu pescoço.

É tradição entre nós que, a partir de então, cada vez que alguém desfruta imensamente de algo, abra o caderno e anote nele: à esquerda, o que foi aproveitado, e à direita, quanto tempo durou este deleite.

Conheceu a sua namorada e apaixonou-se por ela? Quanto tempo durou esta paixão enorme e o prazer de conhecê-la? E a emoção do primeiro beijo, quanto durou? E a gravidez ou o nascimento do primeiro filho? E a viagem mais desejada? E o encontro com o irmão que volta de um país distante? Quanto durou o deleite destas situações? Horas? Dias?

Assim, vamos anotando no caderno cada momento. Quando alguém morre, é nosso costume abrir seu caderno e somar o tempo aproveitado para colocá-lo em seu túmulo. Porque este é, para nós, o único e verdadeiro tempo vivido.

Fonte indicada: A mente é maravilhosa

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