Enquanto uns têm preços, outros têm valores

Enquanto uns têm preços, outros têm valores

Preço e valor são coisas completamente diferentes, muito embora alguns as tenham erroneamente por sinônimo. Isso vale tanto para o mundo dos negócios, quanto para as demais relações sociais. O problema maior dessa confusão é quando o que está em questão são pessoas.

Nos negócios, o preço está relacionado a dinheiro, enquanto que valor está relacionado aos benefícios agregados ao produto, tais como sentimento de pertencimento, utilidade e sentimento a ele relacionado (possui valor agregado). Quando estamos falando de pessoas, notamos que o sentido é semelhante, porém sua confusão é mais danosa.

Preço é quanto vale, em dinheiro, o produto, objeto ou até mesmo uma pessoa. Este está relacionado as suas características próprias, sem nenhum outro agregado. Já o valor não é definido pelas características próprias do produto, objeto ou pessoa, mas pelo que ele agrega.

As pessoas têm seus valores definidos a partir do que agregam ao longo de suas vidas. Seus valores dependem da educação, dos tipos de relações sociais vivenciadas. O homem nem nasce mau, como atestava Hobbes, nem mesmo bom, como aferia Rousseau; apenas nasce homem… sem valores, apenas como preço de homem.

Enquanto uns apenas têm preços, outros têm valores. O caráter destes últimos não está à venda ou pode ser mensurado por meio de “preço”, seja ele pago em dinheiro, com fama ou com poder. O seu valor não está em si, mas no que agregou ao longo da vida. Por outro lado, enquanto uns tem valores, outros têm apenas preços. Alguns destes etiquetados, aguardando um comprador; expostos em vitrines, muitas vezes em promoção. Vendem-se, trocam-se sem nenhum valor agregado. Na verdade, vende-se por preços que nem mesmo valem. Quem compra, logo percebe que uns valem muito menos que 30 moedas de prata.

Por Cristiano das Neves Bodart- Fonte indicada: Café com Sociologia

Telhado de vidro

Telhado de vidro

Por que exigimos dos outros o que não fazemos?

A minha inspiração veio de uma frase muito espirituosa, vinda de uma amiga bastante espirituosa também. Em meio ao barulho feito pelas manifestações contra o governo federal, ela postou uma frase mais ou menos assim: “Vai falar o que da presidente se você não paga ninguém né?”

A postagem fez muito sucesso e então eu convido vocês a observarem e refletirem comigo sobre um comportamento muito visto na nossa sociedade. Quem já trabalhou no comercio percebe que existem pessoas que não se preocupam muito em cumprir seus compromissos financeiros, não se organizam e nem fazem muita questão de pagar suas contas. Além disso, algumas dessas pessoas – sabe-se lá porque – se acham no direito de se ofender quando são  cobradas. Vejam que inversão de valores: além de descumprirem o que foi acordado no momento da compra, ainda se sentem lesadas, chegando a agredir quem solicita o direito de receber.

Lidar com dinheiro é o reflexo de como lidamos com todos os outros aspectos da nossa vida. Organizar os gastos em tempos tão difíceis deve ser prioridade; é preciso ter atenção ao cumprimento de todas as nossas obrigações. Sempre percebi todos nós brasileiros, como um povo muito propenso a se fazer de vítima. Temos o péssimo hábito de não fazer a nossa parte e, se não fazemos, não podemos exigir do outro o mesmo, certo?

Lutar contra a corrupção, contra o roubo do dinheiro público, contra o atraso e não pagamento dos salários de servidores públicos é obrigação da sociedade; porém, quando essa mesma sociedade (nós) deixamos de pagar nossas contas e achamos errado que nos cobrem, perdemos o direito de reivindicar isso dos governantes. Já escrevi sobre isso outras vezes, porém é sempre bom lembrar que somos modelos para os nossos filhos e para as futuras gerações. Em pequenos e descuidados hábitos, acabamos por ensinar os pequenos que não existe obrigação nenhuma em pagar, porém, fazemos muita questão de cobrar quem nos deve. Isso vai obrigatoriamente passar a eles uma mensagem de hipocrisia e irresponsabilidade.

Percebam que as relações são sempre uma via de duas mãos, e devemos ter o mesmo padrão de comportamento quando diz respeito a nós mesmos e aos outros. É vergonhoso dever, não poder pagar – e exatamente por isso é necessário ter cautela sobre quando, sobre o que comprar e sobre assumir dívidas futuras. Economistas e psicólogos costumam alertar sobre o descontrole com os gastos, principalmente pelo aumento de casos de compradores compulsivos. No Brasil é possível comprar sem que se tenha que pagar mais de dez por cento do valor total do produto, isso facilita o descompromisso. Antes de comprar, pergunte-se se o valor poderá ser pago, leve em conta as suas despesas fixas. Noventa por cento das dívidas não pagas vem da compra de gêneros de pouca necessidade – ou seja – não se tratam de comida, remédios e similares. E são exatamente nesses casos que observamos a agressão ao credor quando este precisa receber pelo produto ou serviço.

O credor precisa receber, não é direito nosso nos ofendermos pela cobrança de uma dívida nem tampouco agredirmos por isso. Temos que enfrentar, dialogar e buscar uma saída que seja justa para ambos. Se incomodar e se preocupar com uma dívida é um comportamento cultural passado de geração para geração. Muitas pessoas são criadas aprendendo a nunca dever a ninguém e sem nunca terem visto seus pais deixando de pagar uma dívida, por isso, se envergonham e jamais suportariam não cumprir com um compromisso desse tipo. Vamos construir uma sociedade melhor, começando por nós mesmos. Se não pagamos ninguém, não temos direito de cobrar ninguém, nem quem nos deve, nem quem rouba dinheiro público. Isso caracteriza um desajuste social nocivo a nós mesmos e a consequência disso é a contravenção sem limites, sem respeito e sem punição.

Vale lembrar, como já orientei em outros textos que a compra compulsiva é um transtorno e precisa ser tratado através de acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Em contrapartida, a obrigação em pagar o que devemos é uma questão de caráter e de respeito.

 

O que fazer se você ama uma pessoa que possui uma grave doença psiquiátrica

O que fazer se você ama uma pessoa que possui uma grave doença psiquiátrica

Por Josie Conti

Ontem, enquanto tomava um sorvete com a minha sobrinha, acontecia numa mesa próxima uma conversa familiar que envolvia a readaptação de um dos membros a rotina social após o que provavelmente seria um isolamento prolongado desencadeado por uma doença psiquiátrica e isso me fez pensar e pesquisar alguns tópicos que podem ser úteis para quem convive com essa realidade.

Segundo o Manual Merck de Informação Médica, os transtornos mentais acometem, em algum momento da vida, ao menos 20% da população mundial de menor a maior gravidade.

Quem possui um familiar ou convive com alguém que precisa ou já precisou de um tratamento assim sabe que o adoecimento pode interferir significativamente nas reações pessoais chegando até mesmo a transformá-las totalmente ao longo do tempo.

Todos os envolvidos sofrem impactos em sua rotina e em seu próprio emocional, pois a doença exige atitudes que talvez as pessoas nunca tenham tido a necessidade de tomar em suas rotinas anteriores.

Frente a esse desafio e sabendo que os familiares e pessoas realmente próximas serão as que mais terão contato com a doença- a pessoa acometida precisará deles diversas vezes- torna-se necessário um constante cuidado também com os que estão próximos.

O acompanhamento e a orientação psicológica familiar são fundamentais em todas as etapas, pois ajudarão os envolvidos a aumentar sua percepção quanto a atitudes que vão desde superproteção e infantilização ao excesso de críticas e revolta. A culpa dos familiares também pode ser uma constante, pois muitos responsabilizam-se pela doença de um filho que pode ter ligação à genética da família assim como por não conseguir estabilizar a situação como gostaria.

Seguem abaixo algumas orientações que podem auxiliar nesse processo:

1- APRENDA SOBRE A DOENÇA

Quando nos informamos ficamos mais preparados para reconhecer e lidar com os sintomas quando eles aparecem. A informação diminui o medo e a ansiedade, pois mostra como as coisas realmente são, nos dá a possibilidade de procurar ajuda mais adequada e no momento certo e, talvez o mais importante, diminui o preconceito. Saber como as coisas acontecem também nos permite ter expectativas mais realistas e respeitar melhor o tempo necessário para cada melhora.

2- ACEITE A DOENÇA

Quanto antes as pessoas próximas aceitarem a realidade do adoecimento melhor será para o tratamento e também para a pessoa que adoeceu. Uma vez que aceitamos a doença fica mais fácil procurar e receber a ajuda necessária assim como aderir aos tratamentos psicológicos e medicamentosos que podem estar atrelados ao processo.

3- AJUDE, MAS NÃO SE ESQUEÇA DE VOCÊ

Alguns tratamento podem ser longos e demandar muito de todos os envolvidos. A pessoa próxima deve ajudar, mas nunca se esquecer de si e também de suas próprias necessidades. É fundamental resguardar um tempo para si mesma e suas próprias particularidades. A própria pessoa que está em tratamento, sempre que possível, também deve ter sua autonomia preservada e estimulada para evitar estresse, ressentimentos e culpabilizações desnecessárias.

4- NÃO SUBESTIME

Transtornos mentais graves estão associados a um aumento real nas taxas de suicídio. Tanto a confusão mental quando a o sofrimento e a sensação de falta de perspectivas podem estimular tentativas de suicídio. Esteja atento às falas e sinais. Na dúvida, não subestime e converse com a pessoa e os profissionais envolvidos sobre o assunto. A observação mais próxima e até controle dos medicamentos pode ser necessário.

5- SEJA FLEXÍVEL PARA ATINGIR OS FINS NECESSÁRIOS

A pessoa que está doente sempre terá alguém em quem mais confia. Ofereça opções e busque essas pessoas para ajudar nos passos necessários. A doença já causa sofrimento demais e todas as decisões que antes poderiam ser mais simples tornam-se mais complexas e assustadoras.

6- ENCORAGE A PESSOA A TOMAR SUAS MEDICAÇÃO, MAS NÃO SUBESTIME SEUS EFEITOS COLATERAIS

Algumas medicações psiquiátricas, como os antipsicóticos, podem ter efeitos colaterais importantes. Esteja atento às queixas da pessoa e as passe ao médico. Dependendo da situação também pode ser necessária a ajuda para o manuseio e o uso da medicação em horário correto. A recusa em tomar a medicação também deve ser conversada e discutida com os profissionais envolvidos.

7- O ACOMPANHAMENTO DE UM PSICÓLOGO E OUTROS PROFISSIONAIS DA SAÚDE NUNCA DEVE SER CONSIDERADO COMO MENOS IMPORTANTE QUE O TRATAMENTO MEDICAMENTOSO

A pessoa com uma doença psiquiátrica pode ter todas as áreas de sua vida afetadas. Acontecem alterações nas relações familiares, no emprego, na vida social geral. O acompanhamento no processo de reabilitação emocional e funcional é indispensável e deve ser estimulado, apoiado e ter a participação de todos os envolvidos.

 

8- EM UMA EMERGÊNCIA

  • Tenha sempre em mãos os telefones das pessoas que podem ajudar assim como do médico, psicólogo e até mesmo do resgate.
  • Se a pessoa ficar agressiva ou desorientada lembre-se que não adianta discutir com ela. Tenha calma para administrar a situação até que a pessoa melhore ou vocês consigam ajuda. Tente distrair a pessoa e não permita que ela saia de casa ou fique desacompanhada. A intervenção física só deve acontecer se a pessoa estiver colocando em risco a sua própria vida ou a vida do outro. Qualquer situação desse tipo deve ser informada aos profissionais que acompanham o caso.
  • Casos como o das pessoas que possuem diagnóstico de esquizofrenia podem envolver delírios e alucinações onde a pessoa possui pensamentos que não são reais ou até mesmo veem e sentem realidades de forma totalmente diferente.  Em situações como essas evite contato físico e olhar fixamente nos olhos. A pessoa certamente estará assustada e poderá reagir de forma violenta.
  • Evite a presença de pessoas estranhas e muito barulho ou estimulação no ambiente. Tente fazer com que a pessoa se sente e converse calmamente e sem elevar o tom de voz.
  • Sempre procure ajuda. Você não tem que resolver nada sozinho/a.

9- NUNCA SE ESQUEÇA QUE A PESSOA NÃO É SUA DOENÇA

Estimule a autonomia, tenha esperança no passo-a passo da recuperação e ajude a pessoa a se lembrar de quem ela realmente é. Cada passo no processo de reabilitação é uma grande vitória e deve ser comemorado. Lembre-se de focar na melhora e nos ganhos progressivos ao invés de focar nas perdas.

9- AME

Muitas vezes precisamos nos lembrar da verdadeira essência do amor para lidar com as fases que podem ser as mais difíceis da vida de todos os envolvidos. Amor é presença, amor é tolerância e aceitação. Amor também é o reconhecimento dos próprios limites.

Quando falamos em transtornos psiquiátricos, o amor pelo outro não deve superar o amor por si mesmo. O desgaste emocional e físico de quem cuida também nunca pode ser esquecido. E, nessa medida e com a ajuda das pessoas próximas, os momentos de crise podem ser ultrapassados.

“A prova de que estou recuperando a saúde mental, é que estou cada minuto mais permissiva: eu me permito mais liberdade e mais experiências. E aceito o acaso. Anseio pelo que ainda não experimentei. Maior espaço psíquico. Estou felizmente mais doida.” Clarice Lispector

Nota: As orientações acima devem ser vistas como informativas e destinadas ao público geral. Elas não substituem e nem sobrepõem-se ao prescrito pelos profissionais que acompanham o tratamento da pessoa. Converse sempre com a equipe responsável sobre suas dúvidas. Nunca tenha receio de falar ou de se informar melhor.

Imagem de capa: Sergii Kovalov/shutterstock

A falta de cultura ética da nossa civilização, segundo Einstein

A falta de cultura ética da nossa civilização, segundo Einstein
Albert Einstein - 1879 - 1955 German - born theoretical physicist . He is best known for his theory of relativity and in 1921 he won the Nobel Prize for Physics

Creio que o exagero da atitude puramente intelectual, orientando, muitas vezes, a nossa educação, em ordem exclusiva ao real e à prática, contribuiu para pôr em perigo os valores éticos. Não penso propriamente nos perigos que o progresso técnico trouxe diretamente aos homens, mas antes no excesso e confusão de considerações humanas recíprocas, assentes num pensamento essencialmente orientado pelos interesses práticos que vem embotando as relações humanas.

O aperfeiçoamento moral e estético é um objectivo a que a arte, mais do que a ciência, deve dedicar os seus esforços. É certo que a compreensão do próximo é de grande importância. Essa compreensão, porém, só pode ser fecunda quando acompanhada do sentimento de que é preciso saber compartilhar a alegria e a dor. Cultivar estes importantes motores de ação é o que compete à religião, depois de libertada da superstição. Nesse sentido, a religião toma um papel importante na educação, papel este que só em casos raros e pouco sistematicamente se tem tomado em consideração.

O terrível problema magno da situação política mundial é devido em grande parte àquela falta da nossa civilização. Sem «cultura ética» , não há salvação para os homens.

Albert Einstein, in ‘Como Vejo o Mundo’, via Citador

As paixões humanas

As paixões humanas

Eu considero inteligente o homem que em vez de desprezar este ou aquele semelhante é capaz de o examinar com olhar penetrante, de lhe sondar por assim dizer a alma e descobrir o que se encontra em todos os seus desvãos. Tudo no homem se transforma com grande rapidez; num abrir e fechar de olhos, um terrível verme pode corroer-lhe as entranhas e devorar-lhe toda a sua substância vital. Muitas vezes uma paixão, grande ou mesquinha pouco importa, nasce e cresce num indivíduo para melhor sorte, obrigando-o a esquecer os mais sagrados deveres, a procurar em ínfimas bagatelas a grandeza e a santidade. As paixões humanas não têm conta, são tantas, tantas, como as areias do mar, e todas, as mais vis como as mais nobres, começam por ser escravas do homem para depois o tiranizarem.

Bem-aventurado aquele que, entre todas as paixões, escolhe a mais nobre: a sua felicidade aumenta de hora a hora, de minuto a minuto, e cada vez penetra mais no ilimitado paraíso da sua alma. Mas existem paixões cuja escolha não depende do homem: nascem com ele e não há força bastante para as repelir. Uma vontade superior as dirige, têm em si um poder de sedução que dura toda a vida. Desempenham neste mundo um importante papel: quer tragam consigo as trevas, quer as envolva uma auréola luminosa, são destinadas, umas e outras, a contribuir misteriosamente para o bem do homem.

Nicolau Gogol, in ‘Almas Mortas’, Via Citador

Amor de longo alcance- Marina Colasanti

Amor de longo alcance- Marina Colasanti

Durante sete anos , separados pelo destino, amaram-se a distância. Sem que um soubesse o paradeiro do outro, procuravam-se através dos continentes, cruzavam pontes e oceanos, vasculhavam vielas, indagavam. Bússola de longa busca, levavam a lembrança de um rosto sempre mutante, em que o desejo, incessantemente, redesenhava os traços apagados pelo tempo.

Já quase nada havia em comum entre aqueles rostos e a realidade, quando enfim, num praça se encontraram. Juntos, podiam agora viver a vida com que sempre haviam sonhado. Porém cedo descobriram que a força do seu passado amor era
insuperável.

Depois de tantos anos de afastamento, não podiam viver senão separados, apaixonadamente desejando-se. E, entre risos e lágrimas, despediram-se, indo morar em cidades distantes.

Marina Colasanti 

Se alimentarmos as crianças com amor, os medos morrerão de fome

Se alimentarmos as crianças com amor, os medos morrerão de fome

O mais interessante de assumir a educação emocional das nossas crianças é que através dela alteramos a química dos seus cérebros, ou seja, estamos oferecendo a elas a possibilidade de controlar a sua biologia.

A influência negativa e penetrante dos meios de comunicação, as práticas educativas pouco acertadas e a falta de respeito nas escolas ou na sociedade estão diminuindo as capacidades emocionais das nossas crianças.

Podemos aceitar que é inevitável que certos tipos de mudanças sociais aconteçam, maso que temos em nossas mãos são ferramentas para potencializar sua saúde emocional.O que podemos fazer? É muito simples, vejamos…

Que um sorriso lhe sirva de guarda-chuva

Sabendo que a serotonina é o hormônio principal na regulação do nosso humor, podemos ajudar o nosso cérebro a produzi-la de uma maneira natural. Para regular seus níveis no organismo basta manter uma dieta saudável, dormir uma quantidade adequada de horas todas as noites e fazer exercícios regularmente.

Ou seja, para termos uma correta saúde emocional devemos implementar estes hábitos em nossas vidas diárias. Dessa maneira, vamos conseguir que nosso cérebro se encontre nas condições ideais para evitar as sobrecargas de energia que surgem do estresse e dos medos.

Cabe apontar, como curiosidade, que pesquisadores renomados afirmam que pedir que as nossas crianças sorriam e dizer a elas que as coisas irão melhorar é verdadeiramente útil. De fato, os seres humanos podem equilibrar os níveis de serotonina com um simples sorriso.

Quando sorrimos, nossos músculos faciais se contraem, o que faz com que diminua o fluxo sanguíneo dos vasos próximos a eles. Isso, por sua vez, faz com que o sangue esfrie, e por isso se reduz a temperatura do córtex cerebral, o que gera, como consequência, a produção de serotonina.

Brincar é o trabalho das crianças

O que comentamos até agora deve confirmar a ideia de que as pequenas coisas são muito importantes. Se há uma forma através da qual podemos articular a aprendizagem emocional infantil é através da brincadeira.

A melhor forma de ensinar a elas habilidades que as permitam administrar suas emoções é através das brincadeiras, pois conseguiremos brindar a elas a oportunidade de aprender e de praticar novas maneiras de sentir, de pensar e de agir.

Além disso, podemos nos converter em parte integral do processo de aprendizagem emocional de uma maneira tremendamente eficiente. De fato, depois de introduzirmos uma dinâmica atrativa, a curiosidade e a repetição que as crianças possuem e solicitam farão o resto do trabalho.

Por exemplo, quando um menino ou menina enfrenta um medo, é bom ajudá-los para que se sintam identificados com um personagem de ficção que admirem. Dessa maneira, podemos brincar com eles imaginando o que fariam se estivessem no lugar do seu ídolo.

Se articularmos uma série de brincadeiras desse tipo ou de outros, como as marionetes, o relaxamento ou a exploração corporal, conseguiremos que as crianças adquiram as habilidades necessárias para administrar suas emoções.

Isso também contribuirá para que elas desenvolvam o autoconhecimento, que estimulará seu interesse por trabalhar aspectos cuja complexidade ainda não é compreendida. Graças a isso fomentaremos o desenvolvimento de uma autoestima saudável apoiada no respeito por si mesmo.

Chaves para aumentar as habilidades emocionais das crianças

Como já dissemos anteriormente, às vezes é muito simples conseguir que nossas crianças cresçam de maneira equilibrada. Basta alimentá-los com amor para que seus medos e seus problemas emocionais morram de fome. Vejamos a seguir como podemos fazer isso em 3 simples passos…

1. Oferecer um lar, um lugar no qual se sintam protegidas e abrigadas

Um lar é criado a partir das emoções das pessoas que o compõem. As centenas de brinquedos em seus quartos não servem para nada se não compartilharmos com eles nosso amor através de gestos de carinho e de cuidado.

2. Falar com elas de maneira carinhosa

Quando as crianças fazem alguma coisa errada ou se comportam de maneira agressiva estamos acostumados a empregar estratégias de rejeição. Alguns exemplos são dizer “Não te amo mais” ou “Você é muito malvado”. Entretanto, desta maneira elas não irão entender que o que está errado é o que fizeram, e não o seu valor próprio.

Por essa razão, as mensagens que devemos transmitir a elas são do tipo “Não está certo o que você fez”. Assim, não iremos diminuir a sua autoestima nem colocar em dúvida nossos sentimentos por elas.

3. Dar a elas o nosso tempo, nosso interesse e o desejo de aproveitar os desafios que nos propõem

O que nossas crianças enxergam em nós, para elas, não está presente em mais ninguém. Por isso, é indispensável dedicar nosso tempo e nosso interesse genuíno a elas, e oferecer uma visão do seu mundo de maneira amorosa e incondicional.

Texto original em espanhol de Raquel Aldana.

Fonte sempre indicada: A Mente é Maravilhosa

TESTE: Escolha uma dessas fotos e veja o que ela revela sobre você

TESTE: Escolha uma dessas fotos e veja o que ela revela sobre você

Carl G. Jung já discorreu sobre a influência dos arquétipos em nossa vida. Nos identificamos e somos atraídos por símbolos o tempo todo assim como nossas escolhas mostram padrões que nem mesmo imaginamos.

Na psicologia existe um sem número de testes baseados em imagens e que, através da projeção, identificam traços de personalidade das pessoas com excelentes resultados.

O teste abaixo não possui comprovação cientítica, mas de forma lúdica, se propõe a dar respostas sobre o que algumas imagens poderiam dizer sobre quem as escolhe.

Preste atenção nas imagens e escolha a que lhe for mais atraente.

Depois disso, leia o significado apresentado.

[playbuzz-item url=”https://www.playbuzz.com/elaeele10/teste-escolha-uma-dessas-fotos-e-veja-o-que-ela-revela-sobre-voc”]

O teste foi disponibilizado por nossa página parceira Fãs da Psicanálise.

Vídeo de 3 minutos mostra como é viver com depressão

Vídeo de 3 minutos mostra como é viver com depressão

“Espero que isso ajude você a entender o processo. Eu fiz isso porque muitas pessoas parecem pensar que estar deprimido é algo que você escolhe e que, no final, tudo se resume a olhar pela janela e ouvir música triste”. Assim começa o texto que a atriz e diretora Katarzyna Napiórkowska escreveu para apresentar o vídeo que ela produziu sobre viver com depressão.

Falta de significado na vida, dor simplesmente por existir e ausência de objetivos são apenas algumas nuances de uma doença devastadora que gradativamente pode dominar todos os aspetos de uma vida que um dia esteve repleta de sonhos.

No vídeo “Living with depression” (Vivendo com depressão, em tradução livre) uma jovem descreve seus sentimentos e jornada lidando com os sintomas da doença.

Ele narra os momentos da vida de uma pessoa com o distúrbio e alguns de seus sintomas, que tornam a rotina dos dias um desafio a ser superado, na intenção de mostrar que o problema precisa ser tratado, que as pessoas não estão sozinhas e que, o melhor, existe cura.

Esse é o tipo de material essencial para quem não entende como alguém com depressão pode se sentir ou mesmo para aqueles que estão convivendo com a doença e imaginam que estão sozinhos nessa luta.

Lembre-se que “depressão tem tratamento”. Não relute em buscar ajuda.

Josie Conti

Nota da página: a versão com legendas foi retirada do Youtube. Logo, temos apenas a versão em inglês diisponível no momento.

Com informações de hypeness

“Pai, me ajude: nasci menina” – veja o vídeo que está comovendo a internet

“Pai, me ajude: nasci menina” – veja o vídeo que está comovendo a internet

Uma organização sem fins lucrativos produziu um vídeo belíssimo a fim de conscientizar sobre a violência contra a mulher. Impactante, ele traz a voz de uma garotinha fazendo pedidos ao seu pai antes mesmo de nascer. Entre eles estão atitudes que podem sim diminuir a desigualdade de gêneros.

Intitulado como “Dear Daddy” (Querido Papai) o vídeo é uma realização da ONG Care Norway. Assista abaixo (e, em caso de necessidade, ative as legendas):

Fonte indicada: Hypeness

A arte de não saber aproveitar as férias

A arte de não saber aproveitar as férias

Sonho com elas. Sonho muito. Faço planos, consigo ver o tempo passar vagarosamente de dentro de uma rede, balançando indolente.

E eis que vem chegando o dia tão sonhado, e, por mais organizada e programada que seja a temporada, tudo começa a sair do controle. A geladeira pifa, o zelador vem avisar que tem um vazamento “dos grandes” lá na garagem e que tem toda a pinta de ser do nosso apartamento, o tempo muda, o cartão é clonado, o gato adoece… Uma semana ou mais para resolver tudo e ainda há férias para desfrutar. Nada de pânico!

Então, num olhar daqueles de relance, bem rápido, quase ignorado, a parede da sala salta! A parede que está um pouco manchada, que tem umas marcas de coisas que não estão mais penduradas lá. – Ah, eu podia pintar essa parede. Em um dia faço isso. Nem vou lixar, está lisinha… Pronto, quem já pintou uma parede sequer, sabe onde isso vai dar. Mais uma semana entre massas corridas, texturas para as partes que não foram lixadas, as outras paredes porque ficaram feias perto da recém pintada e muita reclamação e arrependimento, enquanto os respingos do chão são tirados, um a um.

Mas sobraram uns dias e vou aproveitar loucamente. O plano é rever amigos queridos, rodopiar pela cidade, acordar tarde, almoçar tarde, dormir a tarde…
Mas os amigos não estão de férias, não consigo decidir se é melhor ir ao novo museu ou ao cinema, o relógio biológico urra às sete da manhã, ao meio dia já estou louca de fome e, entre uma indecisão e outra, vejo que chegou um e-mail de trabalho. Claro que não darei atenção, estou de férias, vejo isso no retorno. Mas, quem sabe dá para adiantar e então a volta não será tão atarefada. Deixa eu ver…

E no domingo, véspera do retorno à rotina de trabalho, meio que sem querer, recebo mensagem de uns amigos convidando para um vinho e papo furado. A verdade é que agora só quero que chegue logo a segunda-feira, já tenho todas as tensões do trabalho alinhadas e marchando na cabeça, mas meio de má vontade, aceito.

E despertador toca às sete da manhã e eu volto das férias com uma tremenda ressaca!

Passando a limpo

Passando a limpo

Depois de um jejum volto a ter muito tesão em escrever. Passei a manhã e meia tarde curtindo poesia. Isso me deixa muuuuito feliz porque estava esperando esse momento chegar. Foram anos com pedaços da alma escritos ao léu. Sinto-me plena, leve, sem ansiedade nenhuma, sem a mínima vontade de falar com ninguém. Vou economizar grana para sair daqui.

Viva deus em mim. Sou a consciência de mim. Sou espírito livre. Sou uma mulher. Agora sinto que é esta a porta . O caminho continua. A saudade se faz plena do agora. Sinto os lábios sorrindo das imagens. Satisfação pura. O silêncio vingou-me. Não há método, nem formatação, nem mediocridades acadêmicas.
Sou um ser errante cigana mente vagando pelo tempo dentro de um movimento que estava estagnado numa lúcida procura do que realmente vale a pena.

Continuo. É preciso escrever como um exercício diário e para isso acho que as manhãs ficarão mais belas e vivas. Sinto uma súbita mudança no tic tac do coração. Fiquei 24 horas diretas em casa e agora decidi passar este semestre em casa. Enquanto isso Marçal vende meu apê. Compro outro e viajo tudo. Meus gatos são meu amor, minha razão de viver.

O que se faz quando se vive só? O que se pensa quando já se pensou em tudo/ o que viver quando já se viveu de tudo. Comidas, bebidas, conversas podem se tornar tão enjoadas e desagradáveis para um corpo cansado disso tudo. A repetição é uma severa lição de mesmice que mata o coração e leva à morte dos sentidos. Gosto de refletir sobre o que é o tempo perdido. Para mim, tenho me re-educado para aceitar o que não cabe mais. Viver cada vez mais a falta, o vazio, o silêncio. Não vejo outra alternativa. Quero ficar ligada na escrita. Passei muito tempo esperando essa inspiração me pegar pelo coração. Ao viajar e sentir uma estranheza com os outros, vejo que é hora de saber ir dando cor e som ao fim do filme.

A saída daqui me dará grana. E só preciso dela para fazer o que ainda quero fazer. Publicar algo, viajar sempre, manter minhas atividades físicas.

E cá estamos, errando, acertando e por tolices universais, caminhantes mortais, ávidos de estórias, aventuras romanescas. O azul da liberdade se espelha no mar que é sempre o mar, sem amarras, sem fim nem começo, os oceanos de amanheceres cheirosos, com lembranças imensuráveis dos momentos intensos e bem vividos ou por vezes atropelados pela ânsia da juventude. Ao escrever, me liberto e vôo. Há um crazy diamond que não cala, nem se esconde. é tão brilhante que ofusca qualquer pensamento cartesiano. A loucura dos amantes é semelhante. A doçura da infância se compara ao oceano sem vírgulas. É um todo de mitos, mágicas, vultos que aparecem e desaparecem. Para a criança, viver é agora. E a criança brinca muito. Com o tempo, a pureza vai indo embora, e o lugar fica mergulhado no esforço egóico para crescer, criar laços, trabalhar, evoluir e cada vez que uma onda bate forte o sal da água me faz recordar o importante da vida.

AFEIÇÃO

Na sua feição

Ela tinha um sorriso morno

Quase frio.
Um olhar de águia

e a cor de pêssego.
Não mais alegrias obtusas

não mais prazeres tortos.

Na sua feição lia-se: desgosto.

Na tentativa de voar

Dionísio e Baco
Sentir os primeiros
sons de si própria.

Na sua feição
estava escrito
afeição.
branda e larga
circular
entre mentes

entre tantos
mortos
cada risco
era um encontro
cada passo
um adeus.

O amor me disse que na chuva ele floresce

O amor me disse que na chuva ele floresce

Quando a água do mundo resolve lavar os céus, quase sempre, corremos para todos os lados, protegendo os cabelos, as roupas e os sapatos.

É que a água pode atrapalhar alguns planos, pode nos desarrumar para a reunião do dia, pode bagunçar os preparativos para o almoço ou avivar a percepção gelada de uma brisa fresca em nosso corpo.

Mas existem os que não se importam com a chuva, existem aqueles que vivenciam, delicados, a chuva de outra forma. E não digo daqueles que o fazem pelo calor da tarde de um dia de verão, tão pouco das crianças embaladas pela alegria da infância, falo dos que estão protegidos pela aura luminosa do amor.

Beijos e abraços na chuva levam, em filmes, as convenções sociais para o ralo. Vocês já devem ter assistido a uma dúzia deles nos quais os mocinhos se engalfinham molhados no ápice do romance, mas não só em filmes isso acontece, na vida também.

Foi o que concluí ao passar correndo, e afoita, por um casal, que em uma longa calçada de uma rua industrial, se abraçava demorado, embaixo de muita água.

Ele usava óculos e tinha uma mochila nas costas, ela vestia jeans e uma camiseta azul discreta e os dois inevitavelmente vertiam amor por todos os poros. Mas o amor deles não era aquele de carícias, de línguas e passadas de mão. Era um amor desprovido da ânsia da carne, era um amor de dois que se encontram ou se despedem depois de muito tempo separados.

Notei que, a despeito da chuva que caia, os braços permaneciam rijos e apertados, e que eles, discretos, de olhos fechados, explanavam ao mundo que não era preciso verbalizar nada. Eles se entendiam no silêncio do querer bem. E para mim, naquele instante, ficou claro que os dois só queriam um filete a mais de tempo para ficarem juntos. Que eles só queriam dispor de um pouco mais de tempo para se sentirem e se amarem. Para eles não importava o aspecto desse tempo. Fosse ele seco ou molhado, seria nele que caberia, apertado, o abraço da vida.

E ali, naquele canto ermo da cidade, eles pareciam estáticos. O mundo girava, as gotas caíam grossas, tudo no entorno se transformava, mas não eles, eles pareciam tocados por um delicioso torpor.

O amor daqueles dois era mais forte que tudo que os cercava, o amor que os embalava tinha o poder mágico de transportá-los para outros lugares, para outros gostos, cheiros, lembranças e impressões. O amor que os habitava era capaz de livrá-los de sensações que não fossem aquelas engendradas pelo reencontro ou pela despedida.

Aquele amor emudecia o mundo e tapava os olhos deles para os que passavam, dizendo carinhoso que nada mais importava. Aquele amor era capaz de transcender, de encharcar o corpo de calores e deixar a alma marcada para sempre.

Percebi que o amor em sua gentileza guardava-os de qualquer zanga pelo mau tempo ou pelo vento que acompanhava aquela chuva.

Talvez no mundo o amor tivesse que ser assim. Talvez o amor tivesse que brotar apertado em meio às convenções. Talvez o amor tivesse que se contentar com um tempo espremido.

Mas o amor em sua grandeza não se importa com o lugar, com o momento, com a chuva ou com o vento. Ele simplesmente é, e o é com uma força arrebatadora.

O amor naquele dia encheu de vida a rua cinza de fábricas alongadas e tristonhas. O amor naquele dia disse a quem o quisesse ouvir que ele é maior que tudo. Que ele é mais forte que o tempo, que o vazio e que a chuva juntos.

O amor cantou aos meus ouvidos que ele não se curva às circunstâncias, que ele é onde tem que ser, do jeito que dá. Que ele não se alimenta de desculpas ou do que é efêmero.

O amor me disse ali que ele não se apaga com água. O amor me disse ali que na chuva ele floresce.

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Procura-se um amor.

Procura-se um amor.

Procura-se um amor que adore pessoas mais por suas histórias que por suas conquistas. Procura-se um amor que seja feliz cercado de abraços por todos os lados, mas que também saiba navegar pelo espaço dos próprios pensamentos, sem culpa.

Procura-se um amor que goste de cozinhar para si. Desse jeito, em nossos jantares serei sempre companhia de um prazer que você já tem. Procura-se um amor que conheça bem os caminhos da doçura, os mistérios provocantes, os sabores da vida.

Procura-se um amor que entenda que líquidos são as melhores bases para diluir longas conversas. Chá, café, vinho, cerveja ou mesmo nossos beijos, que tudo seja pretexto para saber mais de você.

Procura-se um amor que seja paciente quando eu não conseguir sê-lo. Que perca a paciência quando precisar, que me mande ao inferno quando eu merecê-lo, mas que sempre me queira de volta, envoltos de um leve cinismo bobo das crianças, vazantes da culpa do outro.

Procura-se um amor que se debruce sobre mim quando precisar, como quem sobe nas pedras para ver o céu tocando delicadamente os cabelos ondulados dos mares, sem nada a dizer.

Procura-se um amor que convide com os olhos enquanto diz e que nade nos meus enquanto escuta. Procura-se um amor que tenha suas próprias manias, para que às vezes também se distraia e me deixe viver as que já são tão minhas.

Procura-se um amor que tenha dedos apaixonados por cabelos e que esses dedos abobalhados se percam em meio a eles, nas trilhas ancestrais do topo dos meus pensamentos.

Procura-se um amor que me faça rir como se eu fosse adepto de uma nova droga, ou dotado de um tipo raro de doença mental – Veja aquele pobre coitado, lá vai rindo-se. Dizem que ele sofre de um caso raro de Amorismo Cerebral – comentarão as vizinhas que brotam nas calçadas.

Não, não busco mais perfeição. Busco quem também suavize meus pesos e releve meus erros que se multiplicam sempre em tantos e tantos e tantos. Não, não mais me distraio tanto com os errados enquanto não me chega o certo. Quero estar com os olhos bem abertos e o pátio do meu coração bem limpo para convidá-lo ao centro, quando o encontrar por perto.

Diego Engenho Novo

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