Um bom amigo é o jeito mais bonito de Deus chegar até nós.

Um bom amigo é o jeito mais bonito de Deus chegar até nós.

Era quase Páscoa. Um homem qualquer, em qualquer canto do mundo, franzindo a testa preocupada, os joelhos no chão e a cabeça na lua, pedia a Deus um auxílio prático: por conta de uma esparrela financeira, dessas que acometem toda gente uma vez e outra na vida, sua despensa andava tão vazia de tudo quanto o coração de um algoz carece de amor.

Na geladeira havia nada além de gelo e ar e luz. No armário, o último meio pacote de macarrão dizia “tchau” a uma prateleira triste. Em sua carteira havia nada. O carro que o levava de um trabalho a outro, que buscava seu filho na escola e que deixaria de ser seu se não pagasse a parcela seguinte, jazia em pane seca. O homem deu de ficar triste.

Então surgiu um bom amigo. Ele trouxe pão, cerveja e notícias da cidade grande. Depois vieram mais dois, um casal querido, e trouxeram pão de forma, leite, requeijão. Trouxeram maçã e banana, bolacha doce, bolo Santa Luzia. De meia dúzia de sacolinhas de plástico branco brotavam uma dúzia de ovos, macarrão e molho, açúcar e café, suco de caixinha e até chocolate, porque afinal estamos na Páscoa. Eles ficaram ali, falando da vida, do preço das coisas, rindo do que passava na TV, sonhando de tudo um pouco. E quando se foram, bêbados de sono e afeto, o homem foi dormir de coração feliz e barriga cheia.

Na manhã seguinte chegou outra amiga, doce como o carinho dos avós, e trouxe mais pão, macarrão, molho branco, barrinha de cereal e mais chocolate, porque afinal estamos na Páscoa. Trouxe um vinho para o almoço e um coração cheio de amor. Eles ficaram ali, cuidando da vida, tratando de arrumar o mundo a partir de sua casa. Ao sair, a boa amiga comprou um dos livros do homem a preço generoso e pronto: trouxe de novo à vida o carro que jazia sem combustível.

Assim chegou o domingo, ensolarado, sorrindo. A esperança tomou nos braços a cabeça cheia do homem e invadiu seu coração com força, num susto de amor e vontade, ardendo num desejo indefensável de gratidão e recomeço. Porque, afinal, estamos na Páscoa.

O homem se pôs de pé num salto. E se deu conta de que os amigos, ah, minha gente, os amigos são o jeito mais bonito de Deus chegar até seus filhos.

Feliz Páscoa!

5 maneiras simples de arruinar a sua vida

5 maneiras simples de arruinar a sua vida

Você tem o direito de retroceder, de não saber o que o inspira. Você pode passar um ‘tempo fora’ para repensar a vida. Muitas vezes esquecemos destas verdades tão simples. Desde a escola, nos ‘programamos’: entrar na universidade, conseguir emprego. Vamos ao trabalho todas as manhãs, até mesmo sem gostar do que fazemos, porque sentimos a obrigação de cumprir com nossos próprios conceitos de como a vida deve ser. Damos um passo, depois outro, pensando que só estamos cumprindo a ‘lista de controle’, e, de repente, um dia acordamos deprimidos pela manhã. É assim que arruinamos nossas vidas.

Arruinamos a vida ao escolher a pessoa errada. Por que temos tanta pressa nos relacionamentos? Por que queremos encontrar alguém o mais rápido possível, em vez de querer ser alguém? Acredite, o amor escolhido por comodidade, nascido da necessidade de ter alguém com quem dormir, determinado pela nossa necessidade de atenção, e não com a paixão, não o irá motivar a se levantar às 6 horas da manhã para mudar o mundo. Você deve guiar o seu rumo em direção ao amor fundamental: o tipo de relacionamento que faz de nós pessoas melhores todos os dias.

«Mas eu não quero ficar sozinho», diz você a si mesmo muitas vezes. Passe algum tempo sozinho. Almoce sozinho, marque compromissos consigo mesmo, durma só. Assim, você poderá se conhecer melhor. Irá crescer como pessoa, saber o que o motiva, pensar nos seus sonhos e convicções. E, quando conhecer a pessoa que lhe der frio na barriga, terá a certeza de que é a pessoa certa, por estar seguro de si mesmo. Espere. Peço que você faça o favor de esperar o amor, de lutar por ele, de se esforçar por ele, pois ele é o sentimento mais bonito que seu coração poderá experimentar.

Arruinamos nossa vida ao permitir que o passado a domine. Algumas coisas acontecem, inevitavelmente. A vida de todos tem momentos difíceis: dor, confusão, dias nos quais nos sentimos inúteis e desnecessários. Há momentos que permanecem conosco para sempre, e há palavras que nos machucam. Não podemos permitir que esses momentos determinem o nosso destino: são apenas situações ou palavras desagradáveis. Se você deixar que cada acontecimento negativo em sua vida mude sua percepção de si mesmo, começará a ver o mundo de forma negativa.

Você deixará passar boas oportunidades e irá se convencer de que é bobo demais estar a cinco anos sem uma promoção. Perderá o amor de sua vida por não se achar suficientemente bom para seu parceiro anterior, e não irá acreditar quando alguém lhe disser o quanto você é bonito. É um processo cíclico de autodestruição. Se você não deixar o passado para trás, verá o presente de forma distorcida, lamentando-se pelos fracassos.

Arruinamos nossa vida ao nos compararmos com os outros. A quantidade de seguidores no seu Instagram não diminui nem aumenta sua importância. A quantidade de dinheiro em sua conta bancária não tem a ver com suas qualidades humanas, com sua inteligência ou sua felicidade. A pessoa que tem o dobro do que você tem não é mais valiosa nem aproveita mais a vida do que você. Dependemos tanto do que nossos amigos pensam que isso acaba nos destruindo, criando em nós uma necessidade prejudicial de nos sentirmos importantes. Estamos dispostos a tudo para criar o sucesso ilusório que devemos exibir nas redes sociais.

Arruinamos nossa vida quando não nos permitimos sentir. Temos medo de falar demais e dizer às pessoas o que elas representam para nós. Ao demonstrar a importância que alguém tem, você acaba se tornando vulnerável. Porém, não há nada de vergonhoso nisso. Há algo de mágico nos momentos em que você revela sua alma e diz a verdade sobre seus sentimentos. Diga para aquela garota que ela lhe inspira. Diga a sua mãe o quanto você a ama em frente aos seus amigos. Expresse seus sentimentos. Abra o seu coração, não deixe que ele endureça. Seja corajoso no amor.

Arruinamos nossa vida ao permanecer em nossa zona de conforto. No fim do dia, você sente alegria de viver? Quando nos conformamos com algo menor do que queríamos no começo, destruímos nosso próprio potencial e nos enganamos. Talvez, o próximo Michelangelo esteja agora trabalhando diante de um computador, fazendo orçamento para a compra de alfinetes por precisar cortar gastos de alguma forma, ou por se sentir cômodo desta maneira, ou porque acha que aquilo é o aceitável. Não deixe que isso aconteça com você. Não arruíne sua vida assim. A vida e o trabalho, a vida e o amor, estão inseparavelmente ligados entre si. Precisamos fazer um trabalho extraordinário, precisamos encontrar um amor extraordinário. Só assim, podemos viver uma vida extraordinária.

Fonte: thoughtcatalog.com
Foto de capa: Elizabeth Gadd
Tradução e adaptação: Incrível.club

Pessoas inteligentes tendem a ter menos amigos

Pessoas inteligentes tendem a ter menos amigos

(Da redação)

Um novo estudo descobriu por que gênios tendem a ser solitários. De acordo com uma pesquisa publicada recentemente na revista científica British Journal of Psychology, quanto mais as pessoas muito inteligentes precisarem socializar, menos satisfeitas elas estarão com a vida.

Para chegar aos resultados, os psicólogos evolucionistas Satoshi Kanazawa, da London School of Economics, na Grã-Bretanha, e Norman Li, da Universidade de Administração de Singapura, em Singapura, questionaram 15.000 pessoas, com idade entre 18 e 28 anos, sobre a felicidade. Foram analisados também dados como a densidade populacional do local onde os voluntários viviam e a frequência de interação com os amigos.

O estudo se baseou na teoria da savana, proposta em 2004 por Kanazawa. Segundo a tese, ancestrais que viviam na savana Africana precisavam ser sociáveis para sobreviver a um ambiente hostil. Naquele tempo, a população era escassa, com cerca de 150 integrantes por grupo. Os pesquisadores acreditam então que, por causa da herança ancestral, a maioria das pessoas atualmente relata sentir-se mais feliz quando vive em lugares com menor densidade demográfica e quanto mais convive com amigos e familiares.

O que o novo levantamento mostrou, contudo, é que isso não se aplica para aqueles que são muito inteligentes. No caso de pessoas com QI muito alto, a densidade demográfica baixa não aumenta a sensação de felicidade. Além disso, quanto mais elas precisam socializar com outras pessoas, a satisfação delas com a vida tende a ser menor. “O efeito da densidade populacional na satisfação com a vida era mais de duas vezes maior para os indivíduos de baixo QI do que para os indivíduos com QI mais alto. E indivíduos mais inteligentes eram, na verdade, menos satisfeitos com a vida se socializavam com seus amigos com mais frequência”, escreveram os autores.

Os autores acreditam que os indivíduos considerados gênios possuem cérebros mais evoluídos, o que os tornaria mais adaptados aos desafios da vida moderna. O problema é que essas pessoas estão sujeitas a viver em constante conflito entre aspirar objetivos maiores e estar vinculado às raízes do passado evolutivo.

Fonte indicada: Veja

Parábola sobre como as circunstâncias mudam as pessoas

Parábola sobre como as circunstâncias mudam as pessoas

Um dia, uma jovem se aproximou do seu pai e, de maneira triste, lhe disse:

— Pai, estou tão cansada de tudo! Tenho tantos problemas no trabalho e na vida pessoal que já não aguento mais… O que eu posso fazer?

Seu pai respondeu:

— Deixa eu te mostrar.

Colocou no fogão três panelas com água e pegou uma cenoura, um ovo e café. Em seguida colocou um ingrediente em cada uma das panelas. Após alguns minutos, apagou o fogo e perguntou para a filha:

— O que aconteceu com o que eu coloquei na água?

— Ah, pai, a cenoura cozinhou, o ovo também. E o café se dissolveu.

— Isso mesmo — respondeu o pai -, mas, se olharmos com mais atenção, perceberemos que a cenoura, que era tão dura, amoleceu e ficou mole. O ovo, que parecia tão frágil e delicado, ficou duro. O aspecto é o mesmo, mas o seu interior mudou completamente, cada um do seu jeito e por causa de uma mesma situação: a água fervendo. A mesma coisa acontece com as pessoas: aquelas que parecem mais fortes podem acabar sendo mais frágeis, e aquelas que parecem indefesas e delicadas se transformam em duras e rígidas…

— Tá certo, mas e o café? — perguntou a filha curiosa.

— Ah, o café é o mais interessante. Ele se dissolveu completamente no ambiente estranho e modificou esse ambiente. Fez da água fervendo uma bebida gostosa e cheirosa. Existem pessoas que, ao perceberem que não podem sair de uma determinada situação, decidem mudá-la e a transformam em algo positivo, colocando sua disposição e seu conhecimento e se entregando para fazer daquilo uma coisa melhor. É escolha de cada um saber como agir ao passar por uma situação complicada.

A parábola foi encontrada no site Incrível.

10 filmes cheios de significado

10 filmes cheios de significado

Por Carlos N. Mendes

Seria impossível falar em filmes que trazem profundo significado sem mencionar Ingmar Bergman. Bergman é essencialmente um autor de histórias adultas, extremamente cinematográficas e plenas de questionamentos.
Também há Eric Rohmer, um “Bergman” francês, mas com um estilo mais ‘latino’. Esse diretor apresenta diálogos densos, mas tão interessantes que fazem com que quem assiste se sinta dentro do próprio drama. Destaco, entre seus filmes,  ‘Amor à Tarde’ e ‘Minha Noite com Ela’.

Atom Egoyan, egípcio que vive no Canadá , Andrei Tarkovski, russo e Akira Kurosawa, japonês, são cineastas que você pode pegar qualquer filme e aprender algo mais sobre a vida.

Abaixo, alguns dos filmes que considero cheio de significados. Eu não poderia dizer que são “os 10 melhores”, uma vez que nossos gostos mudam com o tempo assim como nossas memórias também não são tão confiáveis.

É uma lista que considero simples e não tecnica, mas que compartilho para quem quiser ver bons filmes.

1-  Cemitério dos Vagalumes (Isao Takahata, 1988)

Título original: Hotaru no Haka

Sinopse:

O filme relata a história de dois irmãos, Seita e Setsuko, no período da Segunda Guerra Mundial no Japão. O pai deles é convocado a defender o país na guerra, pois faz parte da marinha japonesa, e a mãe falece em um bombardeio de aviões norte-americanos.

A partir daí, o filme mostra a luta pela sobrevivência das duas crianças, em meio à pobreza e miséria que assola o país. Fome, doenças e a falta de generosidade e de sensibilidade dos adultos faz deste percurso um dos filmes mais bonitos e comoventes sobre o trágico quadro gerado pela guerra.

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2- A Partida (Yojiro Takita, 2008)

Título original: Okuribito

Filme japonês sobre um preparador de funerais, de uma carga emocional surpreendente.

Sinopse:

Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki) é um jovem recém-casado que encontra-se sem emprego após o dissolvimeto subito da orquestra na qual tocava.

O casal resolve voltar à cidade natal de Daigo, para que possam reiniciar a vida. No entanto, o trabalho que Daigo encontra na cidade é como “nokanshi”, uma pessoa que prepara os mortos para o velório e cremação. Neste encontro com a morte, Daigo descobrirá sentido em sua vida.

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3-  Dois Dias, Uma Noite (Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne, 2015)

Título original: Deux Jour, Un Nuit

O filme é sobre uma operária tentando salvar seu emprego em meio a uma crise depressiva. A ‘secura’ que percebo no atual cinema francês não tira valor emocional algum no resultado final, acredite.

Sinopse:

Na Bélgica, Sandra (Marion Cotillard) ficou afastada do trabalho por depressão e, quando retorna, descobre que seus colegas aceitaram receber um bônus salarial no lugar de sua vaga. Agora com a ajuda do marido (Fabrizio Rongione), ela tem apenas um final de semana para fazer os colegas mudarem de ideia, para que ela possa manter seu emprego.

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4- Thelma & Louise (Ridley Scott,1991)

Título original: Thelma & Louise
O cinema comercial americano às vezes consegue transformar lições de vida em produtos muito interessantes. O valor deste está em mostrar que o que você quer está ali, depois do medo.

Sinopse:

Louise Sawyer (Susan Sarandon) é uma garçonete quarentona e Thelma (Geena Davis) é uma jovem dona-de-casa. Cansadas da vida monótona que levam, as amigas resolvem deixar tudo para trás e pegar a estrada. Durante a viagem, elas se envolvem em um crime e decidem fugir para o México, mas acabam sendo perseguidas pela polícia americana.

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5-  Namorados para Sempre (Derek Cianfrance, 2011)

Título original: Blue Valentine

Cinema alternativo americano. Ao contrário do título, a historia se foca no exato momento que uma relação morre.

Sinopse:

Casados há vários anos e com uma filha, Cindy (Michelle Williams) e Dean (Ryan Gosling) são jovens da classe trabalhadora que passam por um momento de crise, vendo o relacionamento ser contaminado por uma série de incertezas. Ele trabalha como pintor, enquanto que ela é enfermeira de uma clínica médica. Seguem em frente e tentam superar os problemas, se baseando no passado que fez com que se apaixonassem um pelo outro.

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6-  12 Anos de Escravidão (Steve McQueen, 2014)

Título original: 12 Years a Slave

Terrível, amargo, lindo.

Sinopse

1841. Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor) é um escravo liberto, que vive em paz ao lado da esposa e filhos. Um dia, após aceitar um trabalho que o leva a outra cidade, ele é sequestrado e acorrentado. Vendido como se fosse um escravo, Solomon precisa superar humilhações físicas e emocionais para sobreviver. Ao longo de doze anos ele passa por dois senhores, Ford (Benedict Cumberbatch) e Edwin Epps (Michael Fassbender), que, cada um à sua maneira, exploram seus serviços.

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7- A série “Antes”: Amanhecer/ Pôr-do-Sol/ Meia-Noite:

Antes do Amanhecer, 1995

Antes do Pôr-do-Sol, 2004

Antes da meia noite, 2013

Dirigidos  por Richard Linklater e filmados com 10 anos de diferença entre si, com os mesmos atores.

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8-  Caché (Michael Heneke, 2006)

Sobre o passado que condena e que insiste em acertar as contas.

Sinopse: 

Um dia Georges (Daniel Auteuil) e sua esposa Anne (Juliette Binoche) recebem uma fita de vídeo com imagens de sua casa, que fora filmada por uma câmara instalada na rua. Depois disso começam a receber desenhos sinistros. Assustado, o casal tenta descobrir o autor daquelas misteriosas ameaças que perturbam a paz de sua família. Logo percebem que quem os persegue conhece mais sobre o seu passado do que eles poderiam esperar.

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9- Desejo e Reparação (Joe Wright, 2008)

Título original: Atonement

Um filme sobre a culpa e tudo o que ela carrega consigo.

Sinopse:

Em 1935, no dia mais quente do ano na Inglaterra, Briony Talles (Romola Garai) e sua família se reúnem num fim de semana na mansão familiar. O momento político é de tensão, por conta da 2ª Guerra Mundial. Em meio ao calor opressivo emergem antigos ressentimentos familiares. Cinco anos antes, Briony, então aos 13 anos, usa sua imaginação de escritora principiante para acusar Robbie Turner (James McAvoy), o filho do caseiro e amante da sua irmã mais velha Cecília (Keira Knightley), de um crime que ele não cometeu. A acusação na época destruiu o amor da irmã e alterou de forma dramática várias vidas.

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10 – O Pianista (Roman Polanski, 2002)

Saga de um sobrevivente da Segunda Guerra.

Título original: The Pianist

Sinopse:

O pianista polonês Wladyslaw Szpilman (Adrien Brody) interpretava peças clássicas em uma rádio de Varsóvia quando as primeiras bombas caíram sobre a cidade, em 1939. Com a invasão alemã e o início da 2ª Guerra Mundial, começaram também restrições aos judeus poloneses pelos nazistas. Inspirado nas memórias do pianista, o filme mostra o surgimento do Gueto de Varsóvia, quando os alemães construíram muros para encerrar os judeus em algumas áreas, e acompanha a perseguição que levou à captura e envio da família de Szpilman para os campos de concentração. Wladyslaw é o único que consegue fugir e é obrigado a se refugiar em prédios abandonados espalhados pela cidade, até que o pesadelo da guerra acabe.

As sinopses oficiais possuem dados da Wikipedia e do site Adoro Cinema.

 

A Páscoa no divã

A Páscoa no divã

Na tradição judaico-cristã comemora-se nesta época a epopéia em que o povo Hebreu se envolveu no Egito. Um líder, que segundo os relatos, tinha problemas de dicção e se expressava para multidões. Homem que sobe ao monte e volta com a missão de resgatar o povo sob o jugo de Faraó.

Em um cenário de feitiçarias e milagres o povo é liberto; nem mesmo os ossos de José ficam para trás. Faraó se arrepende, e o povo Hebreu entre os cavalos ferozes dos Egípcios e o mar, se encontra sem alternativas. O herói clama e Iahveh responde, o mar se abre, o povo eleito passa sem se molhar. Os soldados furiosos se atrevem ao mar que ao sinal de Moisés, engole os perseguidores. É feita a passagem para o outro lado, dá-se a Páscoa (Pesah), a saída da escravidão, o encontro com a liberdade.

Em tempos em que este evento de tamanha relevância ganha espaço em telenovelas e cinemas, interessa-nos o simbolismo dos possíveis acontecimentos e menos a confirmação teológica e histórica da saga do povo Hebreu. Neste contexto podemos observá-la como uma Mitologia Judaico-Cristã que permite um olhar profundo do que representaria esta PASSAGEM em nossas vidas. A saída de um aprisionamento mental para um espaço ampliado, com possibilidades de resoluções ou identificações.

Ultrapassar o mar sem se molhar, é reconhecer a necessidade de retorno, de aprofundar em nosso ser e termos capacidade de identificar o que é Faraó em nossas vidas e resgatar a capacidade de iniciativa. O que nos aprisiona? Quais são os senhores escravocratas que cultivamos em nossas mentes? (Resistências e repressões).

A Páscoa mitológica permite aferir as implicações de estarmos alimentando o Faraó interno (vingança, opressão) e diminuindo a força mosaica (liberdade, auto-análise). Cabe criar condições para que possamos sair de uma relação destrutiva, seja sentimental, comercial ou principalmente com o passado, o qual nos digladiamos constantemente com a necessidade de recriá-lo; ambiente de reminiscências e languidez.

É preciso encontrar saída deste espaço, deixar alguns pertences para trás, inclusive os ossos de José. Cultuar os ossos seria um reflexo de nossos apegos e desejos desenfreados. Poderemos encontrar um mar revolto em frente, mas é preciso dar o primeiro passo em sua direção, querer mudar, ter o desejo de chegar ao outro lado e olhar para trás e reconhecer o esforço.

Quanto ao futuro, nem sempre conquistaremos a Terra Prometida, assim como Moisés a avistou, mas não entrou. Temos a opção de ser o Herói mitológico em nossas vidas e religar o que está perdido ou fragmentado, fugir da escravidão, atravessar o mar e ter o cuidado de não ficar perdido no deserto, como os Hebreus ficaram por 40 anos.

A mente é livre, mas carregar o chicote é uma opção. Boa Passagem!

Rafael Souza Carvalho é jornalista e não tem religião, mas acredita que o amor é suficiente para atravessar o mar.

Concorrência desleal: Os riscos da chegada de um irmãozinho ao lar

Concorrência desleal: Os riscos da chegada de um irmãozinho ao lar

Há certo tempo quero escrever este texto, porém, por ser uma temática complexa e passível de incompreensões, adiei até o momento que me pareceu adequado – este, por sinal.

Antes de tudo, deixe-me explicar uma coisa. Quando digo “concorrência”, estou me referindo às movimentações de ambas as crianças cuja finalidade é a obtenção de atenção, carinho e aceitação de seus pais. Ok? Vamos adiante!

Como se sabe, os destinos das pessoas são definidos por diversas variáveis, aqui tratarei basicamente dos resultados provenientes da relação entre a criança e seus pais. Suponhamos que um casal tem um filho de quatro anos. Durante todo esse período ele recebeu aplausos, abraços, beijos – e todas as mais diversas formas que os pais costumam utilizar para expressar afeto – a cada novo comportamento emitido.

Não precisava de muito. Um sorriso; uma gracinha; um pequeno acerto, tudo trazia como consequência um mar de carinho de seus pais. Agora, de repente, surgiu uma outra criança no lar, e, como em um passe de mágica, lhe deram uma nova intitulação: “o homenzinho da casa” (se esquecendo de dizer o que isso de fato significava).

Sem ter uma noção clara do que mudou, o garotinho continua se comportando da mesma forma, e adivinhe: As consequências não são mais as mesmas!

Ele fez a dancinha de sempre, e nada ocorreu. Contou as piadas de sempre, e continuou invisível. O irmão recém-chegado consegue tudo com tamanha facilidade, enquanto ele, por mais que se esforce, nada consegue. Enfim, pouco a pouco a nova circunstância vai deixando-o angustiado. Tal angústia faz com que ele continue tentando criar formas de trazer de volta a atenção que até então lhe pertencia, até que, em dado momento, se comporta da forma dita “inadequada”.

O garoto grita; joga um objeto no chão; agride alguém. Qual o resultado que ele obtém? Os pais lhe dão uma bronca, com o inocente intuito de fazer com que tais comportamentos não se repitam. Como o garoto percebe – de forma obviamente não muito clara? “Eis a única forma de obter ao menos uma gota da atenção de meus pais”.

Os comportamentos inadequados se acentuam, e sem perceber, somente nesses momentos os pais lhe dirigem o olhar; o toque; a palavra – mesmo que seja de forma hostil, é tudo que lhe restou. Resultado? Um indivíduo que aprendeu que o único modo de conseguir algo é seguindo um padrão agressivo de interação (afinal, o padrão utilizado em casa tende a ser generalizado para novos ambientes).

Toda família que gerar o segundo filho estará condenada a reviver o que acabo de escrever? Obviamente que não, porém, sendo uma situação que encontro com frequência, julguei relevante expô-la de forma mais clara.

A grande intenção desta coluna? Chamar a atenção dos pais para algo que, de repente, estejam fazendo sem perceber, além de, é claro, parabenizar aqueles que foram exitosos ao incorporar um novo membro à família!

Diego Caroli atende em São Bernardo do Campo e São Paulo. Para mais informações e agendamentos entre em contato pelo email: [email protected]

Imagem de capa: Blue Tree Photografy

Das coisas que persigo para mim

Das coisas que persigo para mim

Das coisas que eu persigo para mim, algumas me fazem sentir enorme satisfação e  certeza de que o caminho é realmente o meu.

Aceitar negativas com naturalidade, respeitar integralmente a vontade alheia, além de me libertar, também não prenderá o outro, dispensará as correntes e algemas. Eu persigo isso.

Aprender a aceitar diferenças, outros olhares, humores, necessidades,  me levará a conhecer meu próprio espaço individual e diferente de todos os outros, e ainda, ser capaz de exigir respeito e aceitação em troca. Eu persigo isso.

Desculpar palavras mal colocadas, olhares mal passados, desculpas mal boladas, ausências mal justificadas… Entender que a reação esperada não será sempre a realizada… Não esperar nem desesperar. Estar com quem quer estar, dispensar a insistência. Eu persigo isso.

Tentar acordar todos os dias com disposição para viver integralmente, não matar o tempo nem a paciência alheia, não parar na contramão, aspirar, respirar, transpirar. Eu persigo isso.

Das coisas que persigo para mim, muitas delas eu perseguiria também para quem quero bem, mas essa é uma jornada pessoal, lotada de desafios e ameaças. Ameaças à coragem, ao bom ânimo, ao êxito da empreitada.

Desistir é sempre uma opção, embora acompanhada de enorme frustração.

Perseguir é uma caçada, é colocar armadilhas para reações ardilosas, ratoeiras para costumes roedores, veneno para emoções rastejantes.

Perseguir é saber da existência, mas ainda não ter a posse, ou, ao menos, o uso.

Eu persigo muitas coisas, mas das coisas que persigo para mim,  a maior delas é ter consciência do que ainda não sou, do que não faço uso, do que não sou capaz de abrir mão, e, uma vez na posse dessa consciência, poder escolher por conta própria, o que realmente vale à pena perseguir.

Esta estudante tirou fotos arrepiantes para mostrar como é sofrer de ansiedade

Esta estudante tirou fotos arrepiantes para mostrar como é sofrer de ansiedade

Por Alison Caporimo

Para seu trabalho de graduação, Crawford decidiu fazer uma série de fotografias que captariam suas experiências com a depressão e a ansiedade. A série — que se chama Meu coração ansioso — é composta por 12 autorretratos evocativos e legendas pessoais, que transmitem os efeitos incapacitantes da doença mental. Crawford levou cerca de três horas em cada foto, usando uma câmera remoto para tirá-las.

“Isso se tornou uma experiência catártica para mim, que levou à cura e autoconhecimento enormes”, Crawford disse ao Buzzfeed. “Quero que aqueles que sofrem, sintam que têm uma voz e uma mão para segurar. Não quero que ninguém se sinta sozinho nunca, já que ansiedade e a depressão podem fazer com que a pessoa se isole”.

Conheça Katie Joy Crawford, uma estudante de fotografia de 23 anos que vive em Baton Rouge, Louisiana.

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Aqui estão algumas fotos e legendas de sua série excepcional…

Sobre se sentir como se estivesse sufocando:

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“Eles continuam repetindo que eu devo respirar. Posso sentir meu peito se movendo para cima e para baixo. Para cima e para baixo. Para cima e para baixo. Mas por que sinto como se estivesse sufocando? Coloco a mão debaixo do meu nariz, certificando-me de que há ar. Ainda assim, não consigo respirar”.

Sobre estar preso dentro de sua própria cabeça:

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“Uma prisioneira de minha própria mente. A instigadora dos meus próprios pensamentos. Quanto mais penso, pior fica. Quanto menos penso, pior fica. Respire. Simplesmente respire. Fique vagando. Melhorará em breve”.

Sobre sentir-se preso em sua vida:

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“Tenho medo de viver e tenho medo de morrer. Que maneira complicada de existir”.
Sobre sentir-se impossibilitado de tomar uma atitude:

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“É estranho — na boca do estômago. É como quando você está nadando e quer colocar os pés no chão, mas a água é mais profunda do que você imaginou. Você não consegue tocar no fundo e seu coração pára por um segundo”.

Sobre a oscilação desgastante entre a depressão e a ansiedade:

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“A depressão é quando você não consegue sentir nada. A ansiedade é quando você sente demais. Ter ambas é uma guerra constante dentro de sua própria mente. Ter ambas, significa não ganhar nunca”.

Sobre se sentir preso:

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“Você foi criado para mim e por mim. Você foi criado para o meu isolamento. Você foi criado pela defesa venenosa. Você é feito de medo e mentiras. Medo de promessas não correspondidas e de perder a confiança tão raramente dada. Você foi se formando ao longo da minha vida. Cada vez mais forte”.

Sobre se sentir oprimido por seu próprio cérebro:

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“Um copo de água não é pesado. Você nem percebe o peso quando pega um. Mas e se você não pudesse esvaziá-lo ou soltá-lo? E se tivesse que suportar seu peso por dias… meses… anos? O peso não muda, mas o fardo sim. Em determinado momento, você não consegue lembrar como ele costumava parecer leve. Às vezes, custa todos os seus esforços para fingir que ele não está lá. E, às vezes, você simplesmente precisa deixá-lo cair”.

Sobre sentir ansiedade em relação à dormir:

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“Eu tinha medo de dormir. Sentia o pânico mais bruto na escuridão total. Na verdade, a escuridão total não era assustadora. Era aquele pouquinho de luz que fazia uma sombra — uma sombra assustadora”.

Para ver a série completa, clique aqui.

Fonte indicada: Buzz Feed

Britânico de 15 anos cria teste que detecta Alzheimer 10 anos antes dos primeiros sintomas

Britânico de 15 anos cria teste que detecta Alzheimer 10 anos antes dos primeiros sintomas

O britânico Krtin Nithiyanandam, estudante da cidade de Epsom, Surrey, tem apenas 15 anos, mas já conseguiu criar um teste que consegue identificar a presença do Alzheimer no cérebro até 10 anos antes dos primeiros sintomas aparecerem.

O jovem criou um anticorpo que, ao ser injetado no sangue, funciona como cavalo de Tróia, que vai penetrando no cérebro e ligando-as às proteínas neurotóxicas que compõem o primeiro estágio da doença.

O grande trunfo é que esses anticorpos trazem consigo partículas fluorescentes, tornando possível enxergar a presença das proteínas ligadas ao Alzheimer mediante uma ressonância magnética. O mesmo estudo também traz uma alternativa terapêutica, já que o anticorpo tem a capacidade de combater a doença.

“As principais vantagens do meu teste estão relacionadas à possibilidade de ele ser usado para diagnosticar a doença de Alzheimer antes de os sintomas se manifestarem, focando-se nas mudanças patofisiológicas, algumas das quais podem ocorrer uma década antes dos sintomas”, afirmou Nithiyanandam ao Telegraph.

O projeto está concorrendo ao Google Science Fair Prize, um concurso mundial voltado a adolescentes de até 18 anos que desenvolvem projetos científicos inovadores.

90 países participam. O estudante Krtin Nithiyanandam é um dos finalistas e, se ganhar, receberá uma bolsa de estudos para dar continuidade ao teste.

Post originalmente publicado no Só Notícias Boas, via Razões para Acreditar.

10 filmes espiritualistas que vão te fazer sentir…e pensar.

10 filmes espiritualistas que vão te fazer sentir…e pensar.

Por Josie Conti

Será que existe algo além do que podemos ver?

Os filmes abaixo possuem conteúdo espiritualista e nos fazem pensar sobre o que existe para além da morte.

A lista, reforço, refere-se a filmes espiritualistas, e não espíritas. Todo filme espírita é espiritualista, mas nem todo filme espiritualista é espírita.

“Espiritualista como o próprio Allan Kardec nos ensina é quem quer que acredite haver em si alguma coisa mais do que matéria, como a alma por exemplo. Espírita é quem tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível.” O Livro dos Espíritos, Allan Kardec.

No final do artigo deixo também algumas dicas de filmes com conteúdo espírita mais fiel.

1- Minha vida na outra vida (Marcus Cole, 2006)

Pela primeira vez na história, um filme retrata, com fidelidade, lógica e respeito, a reencarnação, tema de interesse de milhões de pessoas em todo o mundo. Baseado em fatos reais relatos no livro autobiográfico de Jenny Cockell, Minha Vida na Outra Vida conta a história de Jenny, uma mulher do interior dos Estados Unidos, que tem visões, sonhos e lembranças de sua última encarnação, como Mary, uma mulher irlandesa que faleceu na década de 30. Intrigada, Jenny sai em busca de seus filhos da vida passada. Tem início uma jornada emocionante. Jenny é magistralmente interpretada pela renomada atriz Jane Seymour, de Em Algum Lugar do Passado. Só, que desta vez, não se trata de ficção, mas de realidade.

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2- As cinco pessoas que você encontra no céu (2004)

Eddie era um jovem que cresceu em meio a guerras, trabalho árduo e uma educação rígida. No dia em que completa 83 anos, ele sofre um acidente no parque de diversões onde trabalhou a vida inteira. Quando ele se dá por si, tudo o que ele sente é que passou uma vida sem propósito, sem rumo….E o que se sucede é uma revisitação de sua vida por 5 pessoas, umas que ele conhece, outras que ele não tinha a menor ideia de quem eram, mas cujas vidas estavam de alguma forma ligadas à dele. Cada uma dessas pessoas revê com Eddie uma passagem de sua vida, resolvendo antigos mistérios, dissolvendo antigas mágoas, revivendo antigos amores. A cada experiência fica mais claro a grande importância de Eddie na vida de milhares de pessoas sem que ele se desse conta, provando que cada vida está ligada a outra de formas que muitas vezes não entendemos.

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3- Os outros (Alejandro Amenábar, 2001)

Durante a 2ª Guerra Mundial, Grace (Nicole Kidman) decide por se mudar, juntamente com seus dois filhos, para uma mansão isolada na ilha de Jersey, a fim de esperar que seu marido retorne da guerra. Como seus filhos possuem uma estranha doença que os impedem de receber diretamente a luz do sol, a casa onde vivem está sempre em total escuridão. Eles vivem sozinhos seguindo religiosamente certas regras, como nunca abrir uma porta sem fechar a anterior, mas quando eles contratam empregados para a casa eles terminam quebrando estas regras, fazendo com que imprevisíveis consequências ocorram.

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4- O Mistério da Libélula (Tom Shadyac, 2002)

Joe Darrow (Kevin Costner) é um médico que ficou viúvo recentemente e acredita que sua falecida esposa, Emily (Susana Thompson) esteja tentando falar com ele do mundo dos mortos, usando para isso pacientes que estejam à beira da morte. Além disto, Joe passa a ser perseguido por estranhas e misteriosas libélulas, que o fazem se lembrar cada vez mais da falecida esposa.

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5- A casa do lago (Alejandro Agresti, 2006)

Kate Forster (Sandra Bullock) é uma médica solitária, que morava em uma casa à beira de um lago. Hoje esta casa é ocupada por Alex Wyler (Keanu Reeves), um arquiteto frustrado. Kate passa a trocar cartas com Alex, com quem mantém um relacionamento à distância por 2 anos. É quando, ao se descobrirem apaixonados um pelo outro, eles buscam um meio de se encontrar.

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6- Amor além da vida

Em “Amor Além da Vida”, o céu não é simplesmente um espaço branco e cercado por nuvens. É, então, em um cenário que lembra os traços de uma pintura fresca para onde Chris Nielsen (Robin Williams) vai após sua morte. Tudo perfeito, até ficar sabendo que sua mulher, Annie (Annabella Sciorra), não aguentou a dor de ficar sozinha e se matou. Como suicida, ela é enviada a um local obscuro, distante dele, e não será mais capaz de reconhecê-lo caso o encontre. Mas isso não o impede de ir atrás de seu grande amor.

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7- Ghost – Do Outro Lado da Vida

“Ghost – Do Outro Lado da Vida”, que ganhou o Oscar de melhor roteiro original e melhor atriz coadjuvante, encanta até mesmo quem não é adepto do espiritismo. O longa conta a história de amor do casal Sam (Patrick Swayze) e Molly (Demi Moore) que vivem juntos na cidade de Nova Iorque. Após um assalto, Sam acaba morto, mas permanece como fantasma na terra e mantém contato com Molly através de uma falsa médium.

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8- Passageiros (Rodrigo Garcia, 2009)

Claire Summers (Anne Hathaway) é uma jovem terapeuta designada por Perry (Andre Braugher), seu mentor, a dar orientação psicológica aos cinco sobreviventes de um terrível acidente aéreo. Ela enfrenta problemas ao ser confrontada por Eric (Patrick Wilson), que recusa sua ajuda e usa o acidente para tentar cortejá-la. Isto faz com que, paralelamente, Claire lute contra as iniciativas de Eric e os demais pacientes enfrentem dificuldades com as lembranças do acidente, distintas das explicações oficiais fornecidas pela companhia aérea.

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9-Um olhar do Paraíso (2009)

Após ser brutalmente assassinada aos 14 anos, Susie Salmon (Saoirse Ronan) continua preocupada em cuidar da sua família. Presa em um espaço entre o céu e o inferno, ela precisa lidar com um paradoxo de sentimentos: o desejo de vingança contra seu assassino e a vontade de ver sua família seguir com a vida em frente e superar sua morte traumática.

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10- Além da Eternidade (1989)

Neste filme de Steven Spielberg, Pete Sandich (Richard Dreysfuss) é um piloto que costuma abusar da sorte com manobras arriscadas. Em uma de suas missões, após salvar seu melhor amigo, seu avião pega fogo e explode. Morto, ele encontra um anjo, que explica que a sua função agora é justamente ajudar outros pilotos quando eles mais precisarem, como uma espécie de anjo da guarda.

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DICAS EXTRAS:

1- Na Netflix você encontrará “Os outros”, “O Mistério da libélula”, “Amor além da vida”, “Passageiros” e “Um olhar do Paraíso”.

2- Mais alguns filmes que poderiam ter entrado na lista acima são: Sexto Sentido, Cidade dos Anjos, A espera de um Milagre, A Casa dos Espíritos e “Encontro Marcado”.

3- Há também uma série com 5 temporadas chamada Ghost Whisperer com a atriz Jennifer Love Hewitt.

4-Abaixo, uma sequência de filmes com conteúdo Espírita mais fiel. Tenho certeza que os leitores poderão dar mais exemplos nos comentários.

São eles: Nosso Lar, Chico Xavier, Bezerra de Menezes: O Diário de um Espírito, E a vida continua, Causa e Efeito, O filme dos espíritos, JOELMA, 23º ANDAR.

Trocando de janela

Trocando de janela

por Fernanda Pompeu

A maioria de nós acredita que mudar é bom. Pois faz parte da dinâmica da própria vida. Somos uma sucessão de outros: a senhora é a outra da jovem que é a outra da menina. No entanto, tenho observado que a velocidade das mudanças varia. Sinto que mudamos antes que as pessoas a nossa volta percebam. Tanto que, algumas vezes, tenho que gritar: Mas eu mudei, não sou a mesma Fernanda que você conheceu!

Tenho um amigo que foi designer gráfico por mais de 20 anos. Uma manhã, ele despertou com a decisão de se tornar um iluminador. Queria trocar as formas no papel pelas formas de luz e sombra. Estudou, estagiou, foi ao mercado. Já iluminou algumas peças teatrais. Mas o celular dele continua tocando com gente atrás do diagramador de livros. Outro dia, ele ouviu a seguinte explicação: “É mesmo! Você disse que mudou de ramo. Mas estou tão acostumado com você designer, que é difícil vê-lo como iluminador”.

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imagem Régine Ferrandis

O que nos cega para o quanto o outro mudou é a mania de carimbarmos as pessoas. Fulano é assim. Sicrana é assado. Fulano é jardineiro. Sicrana é cozinheira. Se eles resolverem trocar de ofício terão que trabalhar dobrado. Primeiro: para conhecer e se adaptar à nova escolha. Segundo: para convencer amigos, familiares, clientes de que mudaram. E que podem ser eficientes, até excelentes, nas recentes atividades.

Mesmo os famosos – cujas vidas são monitoradas e publicitadas – são carimbados. É o caso do Chico Buarque escritor. Quantos, inclusive eu mesma, perguntam: Por que um músico e letrista maravilhoso se meteu a escrever romances? Por que o cara que fez clássicos do cancioneiro se aventura no fechado e maldoso mundo da literatura? Uma vez questionado, ele respondeu: “Porque eu quis mudar”.

Neste feriado prolongado, em que tive tempo para dar tratos à bola, resolvi refletir acerca da mania geral de pôr etiquetas nas pessoas, como se elas fossem fotografias legendadas. E o quanto tal prática é prejudicial a quem está mudando. E o quanto, também, faz a gente perder oportunidades.

Outro domingo fui furar a parede do meu banheiro para pregar um espelho. Desastre. Acertei um cano e a água esguichou como se o Cantareira estivesse com 100% da capacidade. Fechei o registro. Para quem ligar num domingo? Chequei minha agenda e só tinha o número do chaveiro. Telefonei na esperança que ele me desse uma indicação. Daí ouvi: “Eu posso ir. Deixei de ser chaveiro, hoje sou encanador. Aliás já havia avisado, mas a senhora na certa esqueceu”.

Blade Runner: o que é ser humano?

Blade Runner: o que é ser humano?

A poluição e o consumismo exacerbado criam uma sociedade com problemas climáticos, em que a chuva e o cinza se fazem presentes quase o tempo inteiro, superlotada, suja e com enormes discrepâncias sociais. Essa é a realidade projetada para o ano de 2019, pelo filme “Blade Runner”, de Ridley Scott, inspirado no livro “Do androids dream of electric sheep?”, do escritor americano Philip K. Dick.

Nesse futuro distópico, são criados robôs mais fortes e ágeis que os seres humanos e equiparados a estes em inteligência. Esses robôs são chamados de replicantes e eram utilizados em outros planetas para exploração ou povoamento. No entanto, quando um grupo de replicantes mais evoluídos provoca um motim, em uma colônia fora da Terra, eles se tornam ilegais no nosso planeta, sob pena de morte. A morte deles fica a cargo de uma força especial da polícia – os Blade Runners – na qual se encontra Rick Deckard (Harrison Ford).

A trama gira em torno da perseguição de Deckard a um grupo de replicantes, liderados por Roy Batty (Rutger Hauer). Todavia, o filme é muito mais do que uma perseguição entre Deckard e os replicantes ou uma luta entre homens e máquinas. A obra discute o que é ser humano, isto é, o que define o homem enquanto homem?

Os replicantes são vistos como seres inferiores, incapazes de desenvolver suas próprias emoções e memórias. Essa visão pode ser alargada para a forma como o homem, ao longo da história, lida com a natureza, sempre a vendo como algo a ser explorado e dominado, como algo inferior. Assim, diante da sua suposta proeminência, o homem desrespeita a natureza, utilizando-a de forma gananciosa e estúpida, o que, por sua vez, gera suas consequências, como as demonstradas no filme, em que raramente vemos o sol ou algo limpo.

Sendo assim, já se torna questionável a superioridade do homem e aquilo que o define como sendo melhor que os replicantes. Essa incapacidade de desenvolverem emoções e memórias próprias e, por conseguinte, laços afetivos, é totalmente contraditória ao que percebemos no comportamento dos replicantes, a forma como se tratam e a relação de verdadeiro afeto que possuem. De forma oposta, não é perceptível essa humanidade nos próprios homens, que se comportam de forma fria e objetiva. Esse paralelo também faz parte da sociedade contemporânea, pois, na medida em que a tecnologia tem se humanizado, nós temos nos desumanizado.

Esse paradoxo entre seres humanos desumanizados e máquinas humanizadas, apresentado no filme, faz-nos refletir sobre a questão já mencionada, em relação ao que define o “ser” humano. A própria incógnita sobre a natureza de Deckard, ou seja, se ele é ou não um replicante, apresenta-se como uma metáfora para demonstrar a complexidade sobre a definição desse “ser” humano. Os replicantes demonstram sentimentos que não percebemos nos homens da trama, bem como dificilmente temos percebido na nossa sociedade.

Obviamente, hoje, ainda não possuímos máquinas como os replicantes, mas isso pouco importa em face da problemática desenvolvida, em que, ao compararmos o comportamento dos replicantes com os humanos, percebemos o quão distante estamos da essência que define algo como sendo humano. A falta de amor, de compaixão, de respeito, que se tornaram estandartes da sociedade contemporânea, faz-nos perceber que estamos muito mais próximos de autômatos, vivendo vidas robotizadas e controladas, sem a menor capacidade de olhar para o outro e com ele fincar raízes, do que humanos.

No filme, ao contrário disso, percebemos sentimentos vivos nos replicantes, sobretudo, quando Roy, tendo oportunidade de matar Deckard, que até ali o perseguia, em um ato de compaixão, deixa-o viver. Assim como, na mesma cena, Roy desabafa sobre a sua angústia em saber se o que vivera, tudo o que vira e sentira, seria apagado quando se fosse, como se fossem lágrimas na chuva, ou seja, urge a sua angústia diante da finitude da vida, que é um dos traços mais importantes do ser humano.

A obra cinematográfica traz várias discussões importantes, como a desorganização social, a poluição e o caos urbano, provocados pelo próprio homem, como já citei. Mas, acima de tudo, critica-se o modo como o homem tem lidado com ele mesmo, isto é, como nós, enquanto seres humanos, temos nos olhado e nos relacionado.

Perdemos a nossa subjetividade, comportamo-nos de forma padronizada, somos destituídos de amor e de qualquer capacidade de ter um relacionamento que vá além da página três, de modo que esquecemos o significado do que é ser humano. Ao esquecermos isso, também esquecemos, como bem lembra Roy, que, um dia, as nossas lembranças se esvairão como lágrimas na chuva e, quando isso acontecer, é bom que tenhamos lembranças bonitas como as de Roy, para que, como verdadeiramente humanos, possamos ter lágrimas para chorar, ao invés de ter apenas água caindo sobre corpos que, embora orgânicos, são totalmente ocos.

O olhar poético nos filmes de 2016

O olhar poético nos filmes de 2016

Este ano, ao acompanhar os filmes em cartaz nos cinemas, venho notando certos temas em alta nos roteiros. Num primeiro momento notei em comum temas como: discussão de gênero, abordagens sobre o posicionamento da mulher na família, sociedade, sobre a coragem feminina em romper culpas e deveres impostos por uma sociedade atrasada e masculina, e a força da mesma ao desconstruir valores (às vezes até dentro de si mesma) e procurar novas formas de expressão e atuação social. São filmes como ‘Carol’, ‘Joy’, ‘As Sulfragistas’, ‘Freeheld’

Mas, além do tema feminino/feminista, uma coisa que me chamou a atenção em muitos desses filmes que assisti foi a questão do olhar narrativo. E com isso quero dizer, a escolha dos diretores em abordarem as histórias por focos nada óbvios e convencionais e um tanto poéticos. Não quero generalizar, mas dois filmes que me emocionaram e que eu notei bem isso foram: ‘Carol’ e ‘O Quarto de Jack’.

Em ‘Carol’, o filme muito mais do que contar a história da mulher madura, rica, sofisticada, mãe de família que se apaixona por uma simples e jovem vendedora de uma loja de brinquedos e mostrar os acontecimentos e percalços de uma viagem que as duas empreendem juntas, talvez não como tentativa de fuga, mas de descoberta (cada uma de si mesma), e muito mais do que focar na questão da homossexualidade, e do feminismo; o filme, no meu entender, consegue fazer uma coisa muito mais humana, ele não explica, não politiza, ele nos faz experimentar, nos coloca na pele dessas mulheres, nos faz perceber os dramas e as dores e também o amor (que aliás surge de forma tão bonita e natural no filme) ao nos possibilitar cenas de silêncio, ao mostrar os olhares, ao escolher um ritmo narrativo e uma delicadeza de câmera, de foco, de toques e falas, ao deixar duas grandes atrizes expressarem esses sentimentos nas cenas.

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Cena do filme “Carol”.

Eu senti que o filme não quer colocar um tema importante e se fazer entender pela razão, ele quer nos fazer sentir. Me tirou lágrimas ao fazer o meu lado humano empatizar com o humano daquelas personagens.
E que riqueza é o cinema conseguir fazer isso!

O outro filme que mencionei, ‘O Quarto de Jack’, fui assistir com um pé atrás, pensando que seria um daqueles dramas policiais e familiares, já que a história em si me pareceu bem forte: uma mulher que foi sequestrada e viveu trancada em cativeiro por 7 anos com um filho de 5 anos que teve com o sequestrador.

A surpresa veio quando eu vi que a intenção do filme não era nada disso, e justamente era a questão do olhar. Desta vez o olhar de uma criança de 5 anos, um menino que nasceu num quartinho sem nunca sair dele (até os 5 anos), que apenas interagiu com sua mãe, com os objetos desse quarto sem janelas, com os programas de TV e com seus medos (principalmente de seu pai) e com sua imaginação.

O filme não se propõe a contar apenas os dramas da mãe e do filho tentando escapara do cativeiro, nem da felicidade ao conseguirem e terem uma nova chance de viver em sociedade. Pelo contrário, o filme mostra as dores e descobertas desse garoto, o seu processo de adaptação em uma realidade muito mais ampla, rápida, cheia de estímulos sensitivos, histórias e acontecimentos.

O filme mostra o apego deste menino ao quarto, pois lá era o seu mundo, lá ele se reconhecia, lá ele tinha uma rotina e construiu sua realidade. Foi tão interessante ver o que se passa no psicológico e nas sensações desse menino, que não se sente super feliz por estar livre, mas se sente estranho, estrangeiro, deslocado, diferente, sente falta de viver em seu universo palpável.

E também foi lindo acompanhar as falas de Jack, as percepções desse mundo novo, que parece tão grande, tão rico, tão cheio de espaços e liberdades, mas que na verdade também nos aprisiona de tantas maneiras: nas relações pessoais, nos deveres sociais (como por exemplo de dar entrevista – no caso deles), nas obrigações a serem cumpridas num curto intervalo de tempo, que fazem a vida, que poderia ser realmente tão ampla, se tornar restrita.

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Foi surpreendente viajar na poesia do olhar de Jack, aliás, o ator dá um show de interpretação e faz tudo ficar mais genuíno. E o filme me fez pensar filosoficamente sobre como vivemos: será que nós também não estamos, muitas vezes, vivendo num quarto de Jack?

Não vou entrar nessa interpretação agora, mas termino dizendo que andei me encantando bastante nas visitas ao cinema este ano, ao descobrir que a sétima arte anda vasculhando almas e olhares e desenhando o modo de narrar de forma a nos extrair a nossa sensibilidades.

Felicidade é ver o cinema sendo arte.

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