Os casinos Solverde reabrem, mas os trabalhadores pedem melhores condições de trabalho

Os trabalhadores dos casinos Solverde voltaram ao trabalho, mas reclamam por melhores condições salariais e por maior proteção contra a Covid-19.

REDAÇÃO CONTI outra

Os trabalhadores dos casinos Solverde voltaram ao trabalho, mas reclamam por melhores condições salariais e por maior proteção contra a Covid-19.

Todos os Casinos do Grupo Solverde possuem o certificado “Clean & Safe” do Turismo de Portugal. Neste grupo estão incluídos os casinos de Espinho, Algarve (Vilamoura, Praia da Rocha e Monte Gordo) e Casino de Chaves. Nesse sentido, foram adoptadas um conjunto de medidas e procedimentos de saúde, que fazem cumprir todas as orientações da Direção-Geral de Saúde. Dentro das medidas implementadas incluem-se a criação de zonas exteriores para os fumadores, distância entre as slots-machines nas salas de jogo, assim como a obrigatoriedade da utilização de equipamento individual de proteção (máscaras e viseiras) por parte dos colaboradores.

Os trabalhadores do casino reinvindicam as seguintes situações:

 

– Exigem que os clientes das casas de apostas, sejam obrigados a usar máscara;
– Que os seus salários sejam ajustados em função do aumento dos lucros que os casinos online estão a ter nas plataformas online. De realçar que o Grupo Solverde é detentor de um dos Casinos Online legais em Portugal.

António Baião, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, turismo, Restaurantes e Similares do Centro, afirma que, apesar das propostas enviadas à administração da Solverde, “tem havido uma ausência de respostas que melhorem as condições de trabalho”.

Ele relembra que já foram alcançados “acordos de empresa” com os casinos da “Póvoa, Lisboa e Figueira da Foz”, “mas continuam de fora os casinos do Grupo Solverde”.

“Todos os anos tentamos levar a efeito um processo de negociação, mas há seis anos que a Solverde não se senta à mesa das negociações”. “Fizemos uma proposta de aumento salarial de 90 euros, mas não houve resposta”, lamentou.

António Baião revindicou ainda o pagamento dos ordenados a 100% relativo ao período de lay-off. “Os casinos no pico da pandemia tiveram receitas através das apostas online superiores ao período em que estavam abertos”. “Deviam por isso repor o ordenado a 100%, porque há trabalhadores que ficaram em situação económica muito difícil”.

Afirmou ainda que os trabalhadores do casino ficaram, ainda, sem uma parte significativa de rendimento relacionada com as gorjetas, que correspondem a cerca de 40% do seu rendimento.

Além disso, os casinos “deixaram de pagar a Segurança Social dos trabalhadores durante estes meses”, o que, face ao referido acréscimo de lucro nas plataformas da internet, “só prova que esses estabelecimentos se estiveram é a aproveitar do Estado para meter mais verbas ao bolso”.

Perante esta saúde financeira, António Baião considera “ainda mais chocante a postura de indiferença da Solverde quanto à saúde dos seus trabalhadores” no contexto da Covid-19. “Os funcionários têm que usar máscara, mas luvas não podem porque, de outra forma, não conseguiam manusear as cartas e fichas de jogo. Os clientes não são obrigados a usar máscara, estão como num restaurante, porque o casino lhes serve bebidas e comida entre os jogos, e, como também não usam luvas, aumentam é o risco de transmissão do vírus de tanto mexerem em fichas e cartas, mesmo em cima dos trabalhadores”, explicou.

Um outro exemplo: “Mede-se a temperatura aos funcionários. Aos clientes, não tenho indicação de que isso aconteça”.

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Photo by Benjamin Lambert on Unsplash

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