O fato de ninguém ver aquilo que você vê, não quer dizer que aquilo que você está vendo não existe

A pessoa vê aquilo que dá conta de ver.

A pessoa vê aquilo que dá conta de ver.

Dizem que os índios não viram as caravelas portuguesas chegando ao litoral do Brasil.

De verdade, viram.

Viram, mas não enxergaram, posto que sua memória visual não tinha onde buscar referências para assimilar a visão daquelas naves que se aproximavam pelo mar.

Dizem que a pessoa traída é sempre a última a saber da traição.

De verdade, sabe.

Sabe, mas não quer ver, não quer saber, não quer admitir.

Simplesmente porque admitir que sabe implica em tomar uma atitude a respeito; seja perdoar e continuar insistindo no sucesso da relação, seja não perdoando e buscando o afastamento.
Dizem que os pais não enxergam os defeitos de seus filhos.

De verdade, enxergam.

Enxergam, mas negam, simplesmente porque acreditam que as falhas dos filhos têm relação direta com os erros dos pais. Sentem-se culpados.

A capacidade de enxergar é, para o bem e para o mal, completamente particular.

Duas pessoas que olham para a mesma imagem, cena, situação, podem ter interpretações totalmente diversas, antagônicas até.

Por isso, perdoemos aqueles que estão cegos ao que nos parece tão óbvio.

Porque também nós padecemos dessa cegueira circunstancial.

E, neste caso, também estamos sempre torcendo para sermos perdoados.

Precisa de ajuda? Conheça a nossa orientação psicológica.


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Ana Macarini
"Ana Macarini é Psicopedagoga e Mestre em Disfunções de Leitura e Escrita. Acredita que todas as palavras têm vida e, exatamente por isso, possuem a capacidade mágica de serem ressignificadas a partir dos olhos de quem as lê!"