No ano de 2011, num sábado dia 23 de julho, Amy Winehouse morreu aos seus 27 anos, após não conseguir superar sua dependência de álcool e outras drogas ilícitas. Amy foi uma artista única, que transformou o mundo musical.

Agora em 2021, após 10 anos de sua morte, Janis Winehouse-Collins, a mãe de Amy, lançou um novo documentário sobre a vida da estrela. A produção conta com imagens exclusivas, nunca antes publicadas e entrevistas com amigos e familiares mais próximos da cantora.

Reclaiming Amy (“Recuperando Amy”, em tradução literal) é um documentário que busca mostrar diferentes lados da artista, além de relatos dos pais, que sofreram com o tratamento da imprensa durante os momentos de crise de Amy Winehouse.

Mitch e Janis, pais de Amy Winehouse, falaram com a BBC no Jazz Café, em Londres, onde a cantora se apresentou — Foto: BBC

“O que estamos tentando conseguir é uma imagem mais completa de Amy”, explica Mitch Winehouse, o pai da cantora. Para isso, o filme mostra imagens e depoimentos inéditos da artista.

Amy Winehouse alcançou rapidamente a fama — Foto: BBC

Amy Winehouse alcançou o auge de sua carreira após seu segundo álbum, chamado ‘Back to Black’ (2006). O álbum recebeu inúmeros prêmios, incluindo cinco Grammy’s, cerimônia a qual Amy não pôde comparecer porque os Estados Unidos não permitiram sua entrada devido ao seu histórico de uso de drogas.

O tão aclamado álbum, além de mostrar impecavelmente todo o talento da artista, também reflete seus problemas pessoais. Na canção ‘Rehab’, por exemplo, ela aponta uma relutância em ir a um centro de reabilitação.

Amy, como muitos outros artistas da época, foi alvo cobiçado pelos paparazzi e a imprensa não a deixava em paz, documentando e expondo seus excessos em bares e palcos.

“Eles a chamavam de bêbada, de drogada, viciada em drogas”, contou Mitch à BBC, observando que isso era normal há 10 ou 12 anos. “Não acho que eles poderiam se safar hoje. Acho que há mais compreensão com as questões de saúde mental agora do que antes.”, explicou.

Mitch afirma que a imprensa ainda critica a maneira como ele conduziu a vida profissional e pessoal de Amy — Foto: PA Media via BBC

O filme conta também com entrevistas com amigas próximas de Amy, que contaram uma série de detalhes sobre a vida da artista. Catriona Gourlay, uma das entrevistadas, revela pela primeira vez que ela e Amy tiveram um relacionamento romântico.

Outra entrevistada, Naomi Parry, contou que Amy queria ser mãe, fato que é confirmado por uma sequência da cantora no documentário onde ela timidamente menciona: “Em 10 anos, eu gostaria de ter um casal de filhos”.

O documentário não deixa de lado os momentos sombrios da cantora, mas tanto Mitch quanto Janis tentam explicar as dificuldades que uma família pode enfrentar quando um ente querido sofre com a doença do alcoolismo e da toxicomania.

“Erros foram cometidos quando Amy estava doente”, diz Janis “Só em retrospecto agora percebo o quão pouco entendíamos a situação.”

Já Mitch compartilha uma opinião diferente: “Não existe uma maneira boa ou ruim de lidar com isso (o vício)”, diz ele, acrescentando que as únicas pessoas que conseguem entender isso são aquelas que lidam com o problema na família.

“Como uma família, quebramos nossas cabeças, quantas vezes tivemos intervenções familiares? Perdi a conta. Quantas vezes eu a levei para a reabilitação e ela foi embora no dia seguinte?”, completou.

Janis e Mitch mencionam que todo dia 23 de julho, familiares e amigos se reúnem no cemitério e fazem um almoço em comemoração a Amy.
“Nos primeiros 10 minutos começamos a chorar e depois disso acabamos explodindo de rir de uma nova anedota de Amy”, contou Mitch.

Janis comenta a fala de Mitch, rindo da situação: “Minha piada é: ‘Agora eu sei onde ela está'”.

Com informações de G1

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