Você já foi cobrado por uma atitude que não era obrigação sua? Quando digo atitude que não era uma obrigação sua, não quero dizer a planilha que você tem que entregar para o seu chefe às 17 h. Quero dizer um favor pra alguém.

Vivemos em um mundo onde tudo é imediato. Fotos que são tiradas e compartilhadas em questão de segundos, notícias em tempo real, pedidos online. Temos tudo em nossas mãos em questão de segundos. Tudo é mais fácil e mais prático, no entanto, em meio a tanta tecnologia, é difícil passar despercebido o comportamento das pessoas.

Se não respondemos uma mensagem rapidamente, somos cobrados. Se não retornamos uma ligação no mesmo dia, somos cobrados. Se prometemos uma coisa e não conseguimos fazer naquele momento, adivinha? Somos cobrados. Somos cobrados por coisas que nem fazemos. E isso me incomoda profundamente.

E sabe o que é pior? Não são só as pessoas que nos cobram. Nós nos cobramos também. Não é questão de se acomodar, mas por que a gente sai pra almoçar com nossa família, pensando no relatório que a gente tem que entregar na segunda-feira? Por que a gente sai com nossos amigos, pensando no trabalho da faculdade? Por que a gente tenta se desligar das coisas, mas não consegue? Por que? Porque fomos ensinados a cumprir nossas obrigações na hora que a gente tem que cumprir, e pronto final. E ai daquele que deixar algo pendente.

Amigos, volto a repetir, não estou pedindo pra vocês deixarem suas obrigações pendentes. Peço que não se cobrem tanto por coisas que podem ser resolvidas com calma. Saibam separar as obrigações, dos favores e dos momentos de vocês.

Façam suas coisas, assumam suas responsabilidades no trabalho ou faculdade, ajudem alguém se isso te faz bem, mas por favor, não se cobrem tanto.
Façam o que está no alcance de vocês. Ninguém é obrigado a dar conta de tudo, e tá tudo bem.

Photo by Tonny Tran on Unsplash

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Estudante de jornalismo, radialista por amor, escritora nas horas vagas. Adora dar boas risadas, costuma passar os domingos de pijama assistindo filmes e séries. Apesar de não curtir baladas, é incapaz de recusar uma rodinha de violão, e para pra cantar junto. Mesmo desafinada, garante que é simplicidade em pessoa.