Neto descobre coleção de fotos não vistas que seu avô tirou mais de meio século atrás

O que Dylan Scalet descobriu foi um tesouro de fotografias incríveis que retratam a vida nas ruas da Europa há mais de meio século. Além do talento escondido de seu avô para o olhar fotográfico.

Ana Carolina Conti Cenciani

Quando, em 2014, Dylan Scalet herdou uma coleção considerável de fotos capturadas por seu avô Jack Sharp, ele não esperava muito. Na verdade, levou seis anos para finalmente começar a digitalizar o filme. O que ele descobriu foi um tesouro de fotografias incríveis que retratam a vida nas ruas da Europa há mais de meio século.

Ele estava muito animado com o tesouro que havia descoberto, afinal nasceu depois que seu avô morreu. Ver as fotos tiradas por Jack foi como conhecer um pouco sobre a vida de seu avô e o cotidiano daquela época.

“Fiquei muito animado ao descobrir o que havia dentro de todas as caixas que havia herdado. Havia tanto, poderia ser qualquer coisa! (…). Como eu já admirava e conhecia grandes fotógrafos como Henri Cartier-Bresson e Vivian Maier, simplesmente não conseguia acreditar nas imagens que estava vendo enquanto mergulhava no arquivo. Eu soube imediatamente que essas fotos eram especiais. Não apenas porque eram do meu avô, mas porque fui capaz de reconhecer a beleza dessas fotos de forma objetiva. Eu sabia que ia dar muito trabalho, mas digitaliza-las me parecia a coisa certa a se fazer”, conta Dylan em entrevista ao Bored Panda.

Scalet sempre teve a intenção de digitalizar o filme, mas esperou o momento certo para investir em um scanner de alta qualidade. Quando a pandemia aconteceu, ele tinha o equipamento certo e tempo livre suficiente para começar. Ele escaneou amorosamente 5.000 negativos e trouxe o talento de seu avô ao público. As fotos invisíveis finalmente viram a luz, e o resultado o surpreendeu.

“Era um projeto que eu queria fazer desde que escaneei alguns trechos do trabalho dele na universidade (…). Depois que me formei, estava mais focado em começar uma carreira e não tinha dinheiro para conseguir um scanner adequado. Cinco anos depois, consegui investir em um Epson V850 e a quarentena foi o momento adequado para revelar tudo.”, completa.

O avô de Dylan, Jack Sharp era um engenheiro britânico que trabalhava nos laboratórios do CERN em Genebra, na Suíça. No entanto, nas horas vagas, foi fotógrafo de rua entre 1950 e 1970. Scalet conta que seu avô abraçava totalmente tudo pelo que se interessava. Quando ele começou a fotografar, pesquisou muito, entendeu a mecânica da câmera, como captar a iluminação perfeita e a ciência da câmara escura.

“Nunca conheci meu avô, mas tudo que sei sobre ele são as histórias que ouço de minha mãe ou de outros parentes. Todos o amavam, ele amava a vida e a amava ao máximo. Ele era claramente um cara inteligente e sempre colocaria todo o seu coração em tudo o que fazia.”

A maioria das fotos foram tiradas em todos os lugares da Suíça, principalmente no oeste, como Genebra, Lauseanne e áreas vizinhas da França. Scalet diz que depois da migração de seu avô para a Suíça, toda sua família nasceu lá. Seguindo os passos de seu avô mais do que inspirador, Dylan é formado em fotografia, mas deixa claro que fotografar é um hobby para ele.

Confira agora uma seleção de algumas fotos descobertas por Dylan Scalet e viaje no tempo com as fotos de seu avô Jack Sharp.

by Jack Sharp
by Jack Sharp

 

 

by Jack Sharp
by Jack Sharp
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by Jack Sharp
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by Jack Sharp
by Jack Sharp
by Jack Sharp
by Jack Sharp
by Jack Sharp
by Jack Sharp
by Jack Sharp
by Jack Sharp
by Jack Sharp
by Jack Sharp
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by Jack Sharp
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by Jack Sharp
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by Jack Sharp
by Jack Sharp
by Jack Sharp
by Jack Sharp
by Jack Sharp
by Jack Sharp
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Todas as fotos estão no site e Instagram do fotógrafo. Para ver mais acesse: Instagram | jacksharp.co.uk

Com informações de BoredPanda

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Ana Carolina Conti Cenciani
Ana, 19 anos, estudante de Artes Visuais na UNESP de Bauru. Trago aqui notícias que são boas de se ler.