Não tinha que ser e foi melhor assim: se cuida, cuide de si, o destino não se força, ele acontece

O mundo que não te entende, as pessoas que não te conhecem e se você pudesse mostrar como é bonito o que pensa e sente, mas não há espaço, ninguém quer saber ou te deixar demonstrar, mas quer saber, não tinha mesmo que ser e foi melhor assim.

Fim de uma relação, sempre bate aquela sensação de pior a coisa do mundo, de fracasso e, poxa, outra vez, você pensa, mas depois que o tempo passa sempre vem aquele pensamento que tinha quer ser como foi, ou melhor, como não foi, não tinha que ser e foi melhor assim.

O seu amor não correspondido, o seu sentimento negado, a sua paixão jogada no lixo, a sua vontade ignorada, o desejo reprimido, injustiça, talvez, ou não. O mundo que não te entende, as pessoas que não te conhecem e se você pudesse mostrar como é bonito o que pensa e sente, mas não há espaço, ninguém quer saber ou te deixar demonstrar, mas quer saber, não tinha mesmo que ser e foi melhor assim.

E foi volta pra casa, deita e acaba sorrido sozinho olhando pra teto, afinal, amanhã é outro dia e não foi tão ruim assim receber um não, olhe pelo lado positivo, se é que há algum, mas sempre há, agora pelo menos você sabe que aquela pessoa não reconhece seus valores nem é digna de você, você meio que se sente vítima do mundo, mas enfim, realmente, não tinha quer ser e foi melhor assim.

Vão-se se os anéis, ficam-se os dedos, mais uma história pra contar, outra experiência mal sucedida, olha a graça da coisa, agora pelo menos, agora, você sabe que bilhetes de amor não funcionam, flores não encantam, suas músicas elas nunca quis ouvir, seus filmes ela nunca viu, sua letra é horrível e suas frases de amor não amolecem e nem derretem uma vela velha qualquer.

Quer saber cara, salve o poeta Mário Quintana, não corra atrás das borboletas, antes enfeite o teu jardim, flores, rosas, que elas lá irão pousar, é isso, se cuida, cuide de si, o destino não se força, ele acontece, não force, apenas, como me disse uma amiga, vai fazendo tuas coisinhas, um dia alguém te acha e te descobre, enquanto isso você se torna mais lindo.

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Ronaldo Magella
Ronaldo Magella é da Paraíba, Santa Luzia, professor, jornalista, radialista, cronista, poeta, já publicou três livros de crônicas e tem participação em outras cinco antologias literárias. Formado em Jornalismo e Letras pela Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande, PB. Solitário e tomador de café, gosta da vida pelo improviso, se cansa da monotonia, e brinca com o tédio escrevendo.