A atriz Beth Goulart, que completa 60 anos no próxima dia 21 de janeiro, concedeu uma entrevista ao jornal Extra, na qual fala com emoção sobre a perda da mãe, a também atriz Nicette Bruno, que faleceu há três semanas vitima de Covid-19.

Ela falou sobre o que pretende fazer no dia em que Nicette Bruno, sua mãe, completaria 88 anos. “Tá difícil falar. Tá muito recente. A gente ainda não pensou em nenhuma homenagem específica. Certamente, vamos orar muito pra ela e ter flores em casa. Mamãe gosta muito de flores. Isso me trará sempre a sua presença”.

A atriz ainda falou da diferença dos lutos que viveu. Quando seu pai, Paulo Goulart, faleceu há seis anos, Beth pôde contar com o colo da mãe. “Sim, sinto uma diferença. Agora a gente tem que introjetar a mamãe e o papai dentro de nós. Para que possamos sentir essa proteção. Quando viramos órfãos, perdemos as referências. Você tem que aprender a se conectar com a vida por si mesmo. Nós tivemos um privilégio imenso de sermos filhos de pais tão amorosos, sábios, gentis e bons. Recebemos uma bagagem emocional e ética que nos dá um respaldo interno para seguirmos. É fácil? Não é. Tem saudade? Tem. Às vezes, falo: Ô, mãe, cadê você pra eu te abraçar? Cadê seu colo pra eu deitar? Agora, quando eu deito no meu travesseiro, tenho uma nova forma de me comunicar com ela. Continuo falando com minha mãe, não de forma física.”

Beth Goulart também revelou que, em suas orações no período em que Nicette estava convalescente, intuiu que sua mãe faria a escolha entre partir ou ficar. “Durante essas orações pra mamãe, no início, eu falava: ‘Que Deus permita que a senhora tenha saúde, que possa retornar pra nós’. Mas, em algum momento, eu comecei a sentir que era uma escolha dela. Então, comecei a dizer: ‘Estamos abertos pro que a senhora quiser. Se preferir voltar, estamos aqui de braços abertos para ajudá-la em tudo, mas, se optar por seguir o caminho espiritual, vamos entender e aceitar’.

A filha de Nicette ainda confessou que temeu a escolha da mãe. “Sim, porque às vezes a pessoa pensa: eu tenho que voltar porque eles ainda precisam de mim… Ninguém está preparado para se despedir da mãe, né? A dor é que nem a de um parto. Um parto ao contrário. Não tem parto sem dor. A dor existe. Faz parte. A gente vai viver isso durante pelo menos o primeiro ano de luto. Mas vamos nos alimentar sempre com lembranças positivas.”

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Redação Conti Outra, com informações de Extra.
Foto destacada: Reprodução/Redes Sociais.

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