Essas quatro mulheres canadenses com mais de 70 anos resolveram viver de forma diferente das demais pessoas em sua faixa etária. Elas compraram uma casa em uma cidadezinha do Canadá e passaram a dividir moradia.

Segundo elas, entre as grandes vantagens de compartilhar o lar, a principal é a diminuição de gastos individuais. Além disso, a escolha também é uma boa forma de driblar a solidão da vida de pessoas mais velhas.

Foto: Patricia LeRoux

“Estamos muito felizes com a forma como organizamos nossa convivência. Têm havido poucos desentendimentos e, quando eles ocorrem, são resolvidos através de uma conversa franca, direta. Sempre fazemos questão de nos lembrar como este arranjo é ótimo se comparado com as alternativas de que dispúnhamos: instituições para idosos, impor nossa presença na casa de familiares ou viver só, com todos os problemas de segurança e solidão relacionados com essa opção”, relatou Louise Bardswich, uma das mulheres.

As quatro senhoras são conhecidas na pequena cidade de Port Perry como as ‘Golden Girls’ (Meninas de ouro, em tradução livre). A cidade tem cerca de 10 mil habitantes e fica à 85 quilômetros de Toronto.

Louise foi diretora de uma faculdade de artes aplicadas e tecnologia; Sue, executiva da área de TI; enquanto Beverly e Sandy são enfermeiras aposentadas.

Elas compraram a casa no ano de 2016 e cada uma possui 25% do imóvel. As mulheres conseguiram mudar a legislação para que isso pudesse acontecer e em 2019, foi aprovada a Golden Girls Act, uma disposição legal que facilita a compra de uma propriedade para cohousing, ou seja, para o compartilhamento de moradia de indivíduos que não são da mesma família.

“O Código de Direitos Humanos de Ontário já previa a criação de uma ‘família’ sem laços de sangue, por isso as objeções do conselho municipal foram derrubadas, mas a disputa foi emocionante”, conta Louise.

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