Mulher que foi rejeitada pelos médicos quando nasceu revela: “Vale a pena lutar pela vida”

“A verdade é que todos na vida têm diferentes circunstâncias e desafios. A única diferença entre os meus desafios e os de outra pessoa é que os meus são mais visíveis." – Michaela Davert

Ana Carolina Conti Cenciani

Quando Michaela Davert nasceu, se tornou um dos raros casos de Osteogênese imperfeita, também conhecida como a doença dos Ossos de Vidro. Ainda na barriga de sua mãe, os médicos já diziam que não haveria muito o quê fazer, garantindo-lhe que o bebê não sobreviveria por muito tempo após o parto. No entanto, a recém-nascida mostrou coragem ao se agarrar à vida e hoje, 22 anos depois, conta sua história para a “Love What Matters”.

Michaela nasceu com Osteogênese imperfeita grau 3, essa doença faz com que o organismo não produza colágeno suficiente ou que não seja de qualidade, como o caso de Michaela. O colágeno, por não ter nutrientes suficientes, faz com que os ossos não se formem de maneira adequada, tornando-os extremamente frágeis. O menor movimento brusco pode resultar em ferimentos graves.

Michaela Davert

Mais de 100 fraturas e 27 cirurgias são aquelas pelas quais a jovem Michaela teve que se submeter até seus 22 anos, além de diversas condições médicas, como problemas respiratórios ou alimentares. Mas, ainda assim ela soube aproveitar a vida.

Michaela Davert

Depois de chegar ao mundo, diversos médicos especializados que se recusaram a tratá-la, garantindo que não havia tratamento para sua doença.

“Ao crescer, aprendi rapidamente como a sociedade realmente vê a deficiência. Aprendi muito cedo que a sociedade vê a deficiência como uma tragédia e simplesmente uma circunstância incrível. Isso está longe de ser o caso. A verdade é que todos na vida têm diferentes circunstâncias e desafios. A única diferença entre os meus desafios e os de outra pessoa é que os meus são mais visíveis”, revela Michaela Davert.

Michaela Davert

Michaela teve que lutar para ter amigos na escola, já que não era um ambiente acolhedor. Lidar com os olhares nunca foi fácil, até o dia em que ela entendeu que ser diferente não significava lutar contra a maré, mas sim aproveitar as ondas.

Michaela Davert

Já depois de ter se formado, Michaela entrou no mundo do YouTube e percebeu que também poderia mostrar a sua beleza. Cativada pelo mundo da moda, ela decidiu ser uma das primeiras vloggers de maquiagem com deficiência, assim nasceu seu canal FunsizedStyle, que aos poucos conquistou milhares de inscritos.

Michaela Davert

À medida que conquistava fãs de todo o mundo, muitos comentavam sobre a curiosidade em saber sobre sua osteogênese imperfeita. Dessa forma, Michaela iniciou seus vloggs contando um pouco mais sobre sua vida, informando sobre esse tipo de deficiência e gerando, sem perceber, a consciência nas pessoas. Além do mais, essa proximidade permitiu que seu público soubesse quando a jovem teve que se submeter a uma grande cirurgia de escoliose.

Michaela mede apenas meio metro de altura, e sua escoliose (curvatura da coluna) é evidente. Seu caso não só trouxe dor, mas também sérios danos aos órgãos internos. Seus pulmões estavam ficando sem espaço e a qualquer minuto poderiam entrar em colapso. Felizmente, um bom grupo de especialistas atendeu rapidamente seu caso, preparando uma cirurgia de alto risco que poderia custar-lhe a vida.

“Foi a coisa mais difícil que já fiz na minha vida. Mas ele sabia que essa dor teria um propósito e que valia a pena lutar pela vida. Isso foi o que me manteve firme durante os 3 meses mais longos da minha vida.”, conta Michaela sobre a experiência.

Michaela Davert

Naquele dia em que estava de frente para a sala de cirurgia, ela lembra que sua família não era sua única companhia. Sua comunidade de seguidores na internet criou toda uma campanha na mídia para divulgar sua história, o que a tornou um ícone da osteogênese imperfeita em todo o mundo.

Três anos após esta cirurgia, Michaela, formada em Marketing, pretende continuar a sua carreira no mundo da moda e tentar mudar a percepção da deficiência. Ela acredita em uma indústria inclusiva que permita ver a beleza de seus diferentes ângulos!

Com informações de UPSOCL

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Ana Carolina Conti Cenciani
Ana, 20 anos, estudante de Artes Visuais na UNESP de Bauru. Trago aqui matérias que são boas de se ler.