Mulher cria “asilo” para animais idosos passarem seus últimos dias

No asilo são vividas diversas histórias marcantes e inesquecíveis. Os bichinhos que passam por lá são capazes de marcar a vida dos funcionários.

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Alexis Fleming, de 40 anos, mora na cidade do sudoeste da Escócia chamada Kirkcudbright é a criadora do primeiro asilo dedicado apenas a animais idosos. Fleming tinha o objetivo de proporcionar segurança e abrigo para os bichinhos passarem seus últimos dias de vida.

O asilo recebeu o nome de ‘Maggie Fleming Animal Hospice’, e teve sua história revelada no livro “No Life Too Small: Love and Loss at The World’s First Animal Hospice” (“Nenhuma vida é tão pequena: Amor e perda no primeiro asilo para animais do mundo”, em tradução livre), escrito pela própria Alexis.

Foto: Facebook/ The Maggie Fleming Animal Hospice

Alexis possui uma história comovente, de seu próprio ‘abandono’. A mulher passou uma parte de sua vida sem teto, passando suas noites em albergues ou em seu carro velho. Há cinco anos, ela foi diagnosticada com a doença de Crohn.

Essa doença autoimune afeta o trato intestinal e causa ulcerações e inflamações no órgão. O quadro era grave e os médicos deram seis semanas de vida a Fleming. A batalha foi difícil mas a doença está controlada no momento.

Durante a luta com a doença, Alexis Fleming sentia necessidade de ocupar o tempo com alguma coisa útil e significativa. Assim, ela começou a pensar em cuidar de cachorros, mas antes que pudesse fazer planos concretos, Maggie surgiu na sua vida.

Maggie é uma cadela bull mastiff e deu nome ao asilo e santuário. Maggie e Alexis se encontraram em uma véspera de Natal, quando Fleming cruzou casualmente o caminho do antigo tutor, que queria se livrar do animal.

A cachorrinha viveu poucos dias ao lado de Alexis, a peluda já possuía uma idade avançada do mundo dos cães, teve de passar por uma cirurgia de emergência e acabou não resistindo. A experiência foi o estímulo necessário para a escocesa criar o primeiro asilo do mundo para animais.

Atualmente já são quase 150 animais (entre mamíferos e aves), resgatados das ruas e de centros escoceses de controle de zoonoses.

No asilo são vividas diversas histórias marcantes e inesquecíveis. Os bichinhos que passam por lá são capazes de marcar a vida dos funcionários.

Um exemplo é George, um idoso retriever, que foi encontrado isolado em um galpão. De acordo com relatos obtidos por Alexis como moradores das redondezas, George permaneceu preso durante quatro anos.

Foto: Facebook/ The Maggie Fleming Animal Hospice

Quando chegou ao Animal Hospice, ele foi tratado e recebeu carinho por 12 dias, ao final dos quais acabou partindo. Em comum, todos os hóspedes chegam ao asilo assustados, arredios e amedrontados. Alguns, como George, permanecem pouco tempo no local, mas recebem uma boa dose de carinho e atenção, que transforma os últimos dias da vida.

Em seu livro, Alexis relata diversas histórias que ocorreram no Maggie Fleming Animal Hospice. A autora conta com bom humor todos os acontecimentos inusitados do lugar (que abriga até um peru!).

Foto: Facebook/ The Maggie Fleming Animal Hospice

Alexis emociona os leitores escrevendo com honestidade sobre dor e morte, temas recorrentes no asilo. A mulher permanece ao lado dos animais abandonados, que, muitas vezes, precisam apenas de um pouco de carinho e de descanso nos últimos dias.

Foto: Facebook/ The Maggie Fleming Animal Hospice

“Prometo que, quando você disser que está na hora de ir embora, eu ouvirei e juntos faremos o melhor que pudermos. Enquanto o momento da despedida não chega, vamos fazer a parte do amor e do carinho”, escreve Fleming.

Com informações de Cães Online

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