Moringa, a árvore mágica que pode finalmente pôr fim à fome no mundo

Uma planta originária da Ásia e da África, cuja árvore pode chegar até 12 metros de altura, poderia muito bem ser a solução para um dos nossos problemas ancestrais da humanidade, a fome.

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Uma planta originária da Ásia e da África, cuja árvore pode chegar até 12 metros de altura, poderia muito bem ser a solução para um dos nossos problemas ancestrais da humanidade, a fome.

Pouco conhecida pelos braileiros, a Moringa tem propriedades medicinais – trata de malária a dores de estômago – , além de ser um alimento riquíssimo em nutrientes e com uma excelente composição de proteínas, vitaminas e sais minerais.

A planta possui sete vezes mais vitamina C que a laranja, quatro vezes mais vitamina A que a cenoura, quatro vezes mais cálcio que o leite de vaca, três vezes mais ferro que o espinafre e três vezes mais potássio que a banana. E mais: a composição de sua proteína mostra um balanço excelente de aminoácidos essenciais (aqueles que precisamos ingerir pois o corpo humano não os produz).

Árvores de moringa no meio de uma plantação de milho perto da Arba Minch, no sul da Etiópia (Foto: © Haroldo Castro/Época)

Reconhecida pela medicina ayurvédica como uma importante erva medicinal há quatro mil anos, a Moringa oleifera acabou sendo disseminada por todo o mundo e chegou até o Brasil.

De acordo com pesquisadores da Universidade de Addis Ababa, da Etiópia, que pesquisam a planta há quase duas décadas, a moringa possui uma elevada capacidade para combater diferentes doenças tropicais, tais como a leishmaniose.

Na etiópia, país muito lembrado por imagens de subnutrição, a espécie Moringa stenotepala é fartamente plantada na zona tropical do país. Na estrada que sai de Arba Minch em direção ao sul, a árvore está espalhada em diversos campos de cultivo de milho, assim como ao redor das cabanas de palha dos habitantes da região.

Em Jinka, uma jovem da etnia Ari chega de um campo de cultivo com um carregamento de folhas de moringa nas costas para que o alimento seja preparado em sua casa (Foto: © Haroldo Castro/Época)

Cerca de 90 km depois, chegamos em Konso, a porta de entrada para o território nativo dos povos do vale do rio Omo. Os vilarejos tradicionais da etnia Konso foram proclamados Patrimônio Mundial pela Unesco em 2011 devido aos terraços criados para a agricultura e às muralhas de pedras que protegem os assentamentos humanos.

Como se já não fosse digna de aplaausos a engenhosidade dos Konso com seus terraços, que possibilitam uma agricultura sustentável nas encostas áridas das montanhas, os líderes da etnia plantam, há várias gerações, árvores de moringa ao redor de suas casas. Assim, a folhinha verde tão nutritiva não falta a ninguém na comunidade e traz um mínimo de elementos nutritivos a toda a população, principalmente às crianças.

Mulher da etnia Banna, com uma cabaça sobre seu penteado tradicional, oferece moringa (e ovos de galinha) no mercado de quinta-feira de Key Afar (Foto: © Giselle Paulino )

É graças à moringa abundante e aos cereais e as leguminosas plantados nos terraços Konso que o fantasma da subnutrição afasta-se cada vez mais do sul da Etiópia.

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Redação Conti Outra, com informações de Funverde.
Foto: © Haroldo Castro/Época.

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